TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Estúdio Câmara | Sexta-feira santa e Páscoa: origens, tradições e renovação
Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Estúdio Câmara | Sexta-feira santa e Páscoa: origens, tradições e renovação

42 views Publicado 03/04/2026 HD · 49:53
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta Sexta-Feira Santa, 3 de abril de 2026, dedica edição especial às origens, tradições e significados da Páscoa, data celebrada por mais de 2 bilhões de pessoas no mundo segundo instituições religiosas internacionais. A apresentadora reflete sobre como a Sexta-Feira Santa atravessa séculos, culturas e continentes, com procissões silenciosas pelas ruas, missas nas igrejas campineiras, mesas em família carregadas de memória e afeto, e ritos preservados por gerações que ressignificam a fé e a tradição em um mundo cada vez mais acelerado. O convidado é um professor de história que conversa sobre o percurso milenar da celebração desde a tradição judaica do Pessach até as variações cristãs, católicas e ortodoxas, e discute o que permanece e o que muda quando tradições antigas encontram a vida moderna. O programa também aborda costumes campineiros típicos da Quaresma e da Páscoa, da culinária do peixe à decoração das casas, conectando dimensão religiosa, cultural e familiar em pauta sensível a um público amplamente cristão como o brasileiro.

Descrição do vídeo

No Estúdio Câmara desta sexta-feira, 3 de abril de 2026 – Sexta-Feira Santa –, a apresentadora Rúbia reflete sobre uma das datas mais importantes do calendário cristão, celebrada por mais de 2 bilhões de pessoas no mundo. O programa discute origens históricas, tradições familiares, transformações culturais e o significado de renovação da Páscoa, em um mundo acelerado e digital. 🕊️🙏 Com o teólogo, historiador e filósofo Gerson Leite de Moraes, o debate explora: Sexta-Feira Santa no Brasil antigo: Silêncio absoluto, respeito aos avós, recolhimento. Hoje, secularização e ritmos modernos alteram, mas memórias afetivas persistem por gerações. Cada época tem sua experiência única. 🌙 Ovo de Páscoa: Símbolo milenar de vida e renovação (egípcios, persas, romanos). Cristãos o associam à ressurreição. Na Idade Média, pintavam ovos; franceses inovaram com chocolate (séc. XIX). Hoje, calendário comercial impulsiona vendas pós-Carnaval. 🥚🍫 Quaresma e jejum: Católicos evitam carne (aumento no consumo de peixe); evangélicos menos rígidos. Respeito mútuo entre crenças promove convivência pacífica. 🐟 Procissões e rituais: Domingo de Ramos (ramos), Lava-Pés, Sábado Santo (círio pascal). Teatros e filmes perpetuam a Paixão de Cristo, emocionando e educando gerações. 🎭 Data móvel: Após primeira lua cheia pós-equinócio de primavera (20/21 março). Páscoa 2026: 5 de abril. Retrocede 40 dias para Quarta de Cinzas/Carnaval. 🌕📅 Mesa familiar: Origem na Páscoa judaica (Pessach: travessia do Egito, cordeiro, ervas amargas, pães ázimos). Jesus como "Cordeiro de Deus". Hoje, confraternização une fé e afeto. 🍽️ Penitência: 40 dias de pacto com Deus (sagrado vs. profano). Foco em transformação pessoal, não hipocrisia. Pós-Páscoa: cumprir promessas para uma vida de justiça e fraternidade. 🌱 Previsão do tempo para Campinas (feriado prolongado): Sexta: sol/nuvens, chuva rápida tarde/noite (19-28°C); Sábado: sol/nuvens (19-28°C); Domingo: sol/nuvens, céu estrelado (19-29°C). ☀️🌦️ Ideal para famílias refletirem sobre Páscoa cristã, judaica, origens pagãs, simbolismo e equilíbrio digital x tradições. Use telas para ensinar histórias, mas priorize conversas à mesa. Próximo: Mindful Cooking (segunda, 8h). 📺🍲 Curta, comente suas tradições de Páscoa e inscreva-se no Estúdio Câmara! 👍🥚 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

37 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

Olá, [música] muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com Estúdio Câmara e hoje, sexta-feira, dia 3 de abril, uma das datas mais importantes do calendário cristão, celebrada por mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo, segundo estimativas aí de instituições religiosas internacionais, né? Um dia que atravessa séculos, culturas e continentes e também carrega significados que vão muito além da religião. Hoje é sexta-feira santa. Eh, a gente fala que tem pessoas que vão às ruas, né? Tem procissões, tem [música] eh pessoas que vão à igreja e ficam de forma silenciosa fazendo suas orações. [música] Então, dos ritos preservados por gerações, as mesas em família cheias [música] de memória e afeto, né? a gente fala da Páscoa e a Páscoa revela como tradição, identidade e caminham juntas, mesmo em um mundo cada vez mais acelerado, né? Mas ao mesmo tempo também deixa eh levanta uma reflexão importante. O que permanece e o que muda quando tradições antigas encontram a vida moderna, né? Você lembra das tradições aí da sua família nesse momento na sexta-feira santa, na Páscoa? é sobre essas transformações, é sobre as histórias que continuam vivas dentro da Páscoa que a gente conversa hoje, né? Então, daqui a pouquinho vou apresentar para você o nosso professor que vai conversar com a gente sobre história, sobre Páscoa, sobre sexta-feira santa, [música] as tradições, o que mudou, a importância dessa dessa mudança e o que a gente carrega na nossa memória. Tá bom? Agora a gente vai atualizar a previsão do tempo para você, porque muita gente vai aproveitar o feriado prolongado em família, né, para dar [música] uma esticadinha, para viajar. Então a gente confere a previsão do tempo aqui para Campinas nesta [música] sexta-feira. Vamos lá. Sol com algumas nuvens, né? Chove rápido à tarde e à noite. A mínima foi de 19, a máxima de 28º. Para o sábado, [música] nós teremos sol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de céu nublado, mas não tem chuva não. Mínima 19, máxima 28. E o domingo, dia de sol, com muitas nuvens. À tarde e à noite, [música] a nebulosidade diminui. Céu estrelado com mínima de 19 [música] e máxima de 29º. Essa é a previsão do tempo para o nosso fim de semana de Páscoa. [música] Mas vamos lá. Antes da gente falar das tradições que existem hoje, é importante entender de onde tudo isso vem, né? A própria data da Páscoa, por exemplo, segue um calendário definido ainda no Concílio de Niceia, né? É, no século Mas e eh muitos desses símbolos também que a gente conhece hoje como ovo de Páscoa, eles são mais antigos também. E é exatamente essa mistura, né, de fé, de história, de cultura que faz dessa data uma das mais marcantes do mundo, né? Então, para ajudar a gente entender essas mudanças e também as origens dessas tradições que atravessam o planeta e as gerações, né? A gente recebe hoje aqui o professor Gerson Leite de Morais. Ele é teólogo, historiador e filósofo. Professor, seja muito bem-vindo. Bom dia. Obrigada pela sua presença. Bom dia, Rúbia. É uma alegria estar aqui com você e com todos os telespectadores. Vamos lá, então. Vamos estudar, né? Sexta-feira santa, gente. Sexta-feira santa, quando eu era criança, era um tempo, eh, um momento de silêncio absoluto, né? Onde o tempo parecia parar em sinal de respeito. Quem tá em casa certamente se lembra aí da recomendação dos avós, né? Nada de música alta, correria, bagunça, apenas um recolhimento. Agora eu pergunto pro nosso professor, olhando para esse Brasil de décadas atrás, como a sexta-feira santa era vivida, eh o que mudou eh na forma como a gente recebe e sente essa data hoje, professor, qual que é a sua avaliação? Primeiro a gente a gente vai falar da Páscoa, mas primeiro que antecede a Páscoa, né, a sexta-feira santa. Bom, as coisas vão ao longo do tempo, né, passando por transformações, por ressignificações. E você trouxe um aspecto extremamente importante. As pessoas que são mais ou menos da nossa idade são pessoas que viveram experiências diferentes na sexta-feira da paixão. Uhum. Então eu me lembro também que era um tempo de bastante reserva, de muito cuidado, de muito silêncio, de muito respeito e isso vinha muito em função dos avós, né? Ah, no entanto, com o passar dos dias, com o passar dos anos, o que nós percebemos é exatamente uma mudança em função eh talvez da secularização, mas eh em função também da dessas novidades que vão acompanhando as transformações ao longo de muitos e muitos anos, né? Mas eu acho que é importante eh que cada geração tenha consciência de que vive a sua experiência e as suas memórias afetivas de maneira bastante específica, né? Seria um erro nós tentarmos eh incutir nessas gerações atuais elementos que nós vivemos, né? Muito provavelmente essas crianças que estão vivendo experiências nesse período pascal, quando tiverem a nossa idade lá na frente, né, terão as suas memórias, as suas lembranças de uma maneira diferenciada e provavelmente vão cobrar os seus filhos, os seus netos, dizendo: "Olha, na minha época foi assim". Então, cada geração tem a sua memória específica, comemora de uma maneira específica datas, né, como essa da Páscoa. Muito bem. E a gente vê também nessa nessa questão de Páscoa, né, sexta-feira santa, a gente vê que eh eh os ovos, né, os ovos eles estão em todos os lugares, mas a origem dos ovos eh de Páscoa é uma origem milenar. De onde que vem esse costume, né, de presentear com ovos e e como o ovo, ele se tornou o símbolo máximo da Páscoa? Qual que é o significado? Porque às vezes as pessoas, né, ovo de Páscoa, vamos lá, faz os passinhos do coelhinho, daí tem um ninho cheio de ovos e as crianças vêm com essa essa coisa de criança que é gostoso. Mas da onde vem a ideia, né? o que significa realmente eh a a o símbolo, o ovo, eh na Páscoa, professor, então, eh nós estamos falando de uma cultura eh de fato milenar, né? O ovo para muitas e muitas civilizações eh representa vida, representa a renovação da vida. E nós encontramos registros eh a respeito dessa força, né, deste elemento desde a antiguidade. Então, entre os egípcios já havia, né, essa prática. Eh, alguns falam a respeito dos persas, outros e remontam a tradição aos romanos. O que se sabe é que depois eh do aparecimento do cristianismo enquanto religião historicamente situada, o que se percebe a partir daí é que uma série de elementos culturais vão se sobrepondo, né? Então você tem uma cultura cristã, uma cultura pagã. Quando essas culturas se encontram, o que se percebe é que o ovo continua com essa imagem de fertilidade, ou seja, com a força da vida. E isto se associa exatamente a este momento da Páscoa por conta exatamente do que a Páscoa significa. É um momento de renovação da vida, é um momento de crença na ressurreição, é o momento de acreditar numa vida nova. Então, portanto, ovo ele traz esse aspecto da antiguidade. Culturas vão se fundindo ao longo do tempo e especificamente a respeito do ovo de Páscoa, né? Muito provavelmente já na idade, na Idade Média as pessoas, os cristãos, né, trocavam ovos. Depois nós temos eh num ambiente germânico, ah, muito provavelmente ali começam a pintar esses ovos para que eles sejam trocados. Depois, num ambiente francês, começa algo, uma inovação gastronômica, que é algo de fato diferente, né? começa a se fazer ovos ali de chocolate e isso vai se espalhando pelo mundo e de repente nós temos este hábito, né, que se tornou efetivamente uma prática a partir do século XX, porque neste ambiente, numa situação de modo de produção capitalista, isso acaba entrando na lógica do calendário comercial e, portanto, nós temos aí algo que está consagrado entre nós. É muito comum logo depois do carnaval, no período já da quaresma, nós entramos nos supermercados e encontramos, né, aquelas parreiras todas de ovos de Páscoa. E aí nós nos lembramos, né, que alguma coisa nova está para chegar, que é exatamente o período da Páscoa, mas isso é fruto do nosso tempo, da nossa época. Nós vivemos uma experiência urbana, nós vivemos uma experiência ditada pelo calendário comercial. E, portanto, tudo isso faz parte dessa lógica pascal. Uhum. Interessante, né? E apesar de parecer um gesto simples de carinho, né, o ovo ele carrega um significado muito forte, né, que é a ressurreição, que é a energia da vida, né, que que é uma transformação, na verdade. Então, eh, por isso os ovos de Páscoa aí, que interessante a gente saber que essa tradição é milenar, né? É algo que passou aí de geração a geração. Agora, voltando pra sexta-feira santa, eu me lembrei dessa questão que também é uma tradição e queria saber qual que é a avaliação do professor e se hoje ainda tem-se o costume, né, nesse período de quaresma e do consumo de peixes e não da carne vermelha, né? Gostaria que o senhor trouxesse uma explicação pra gente e qual que é a sua avaliação, se essa cultura ela ainda se permanece ou se já está sendo alterada. O Brasil, especialmente, né, falando da realidade brasileira, o Brasil é um país católico, né? Ultimamente nós temos tido um crescimento do segmento evangélico no país, um crescimento bastante significativo, mas o Brasil é um país católico, influenciado por uma tradição católica. Então, o que se percebe nesse período da quaresma é um respeito a esta tradição de não comer carne. Muitas pessoas cumprem este ritual, né, de comer de fato peixe nesse período. Então, inclusive, há um aumento do consumo de peixe nesse período. No entanto, o que se percebe é um tratamento diferenciado em relação, por exemplo, aos evangélicos. Uhum. Os evangélicos já não têm tanto este hábito. Eles simplesmente eh não são orientados nesse sentido, né? Diferentemente da Igreja Católica. Mas é importante ressaltar que isso também é algo que acontece com todo respeito, né? Ou seja, eh os evangélicos praticam, né, a sua crença neste período, os católicos também. E o importante numa época como a nossa é nós pregarmos a pacificação, a convivência entre as pessoas, cada um respeitando a crença do outro e é isso que importa. Maravilha. Além disso, né, ó, da alimentação, né, eh, dos ovos de Páscoa, que a gente não pode deixar de falar, as crianças, inclusive todo todas ansiosas, né, para receber aí o seu presente da Páscoa, seja ele comprado lá no supermercado ou então feito em casa, mas tem essa tradição. Tem também as manifestações, né, professor, as profissões, eh eh os rituais simbólicos, né? Eh, são diferentes formas de de celebrar a Páscoa. E que o que que isso traz em relação à cultura, à fé, a identidade dos povos? Essas procissões era mais na época mais antiga ou hoje ainda isso se permeia no mundo? E às vezes a gente que não tem eh falado tanto sobre as religiões encontram eh inúmeras maneiras de preservar as suas tradições, né? Os grupos religiosos são, por essência grupos conservadores e eles conservam coisas, né? Parece óbvio, mas não é tão simples assim, né? Ou seja, você tem um grupo religioso que se perpetua no tempo porque conserva coisas e as renovações em relação a essas tradições, elas são às vezes mínimas e às vezes geram muito desconforto. Então o que se percebe, por exemplo, olhando novamente paraa realidade brasileira, é que nós temos tradições diferentes. Nós percebemos, por exemplo, entre os católicos, um trabalho ritualístico mais efetivo. Há um cuidado muito grande com essa tradição. Então, é muito comum, por exemplo, você no domingo que antecede a Páscoa, que é o domingo de ramos, você anda pela cidade e encontra algumas pessoas com ramos nas mãos, né? Isso é tipicamente algo que acontece entre os católicos, entre os protestantes históricos. Algumas igrejas também praticam isso, lembram isso com muita força. Outros segmentos já não dão tanta importância para isso, né? deixam as comemorações para o dia da Páscoa. Nós percebemos também o ritual do lavapés na Igreja Católica, que é diferente na tradição evangélica. Nós percebemos esse respeito maior, né, entre os católicos na sexta-feira, esse silêncio, esse cuidado, esse respeito, né? No entanto, que no domingo você tem o grande símbolo, né, que é exatamente esse sírio pascal, né, que é uma uma iluminação, né, as as letras alfa ômega, uma vela, ou seja, iluminando aquele dia que é o dia da comemoração da ressurreição de Cristo. Entre os evangélicos você não vai encontrar isso, mas você encontra cultos, né, que falam a respeito da morte e da ressurreição, falam a respeito da vitória sobre a morte. Então, cada grupo religioso acaba tratando de uma maneira aqui no Brasil, né? Eh, e interessante que isso vai se perpetuando, né, por toda a nossa vida. E e eh a gente percebe que cada região vive a Páscoa de um jeito, mas misturando as influências, as tradições populares, né, e a história toda em si. Agora, a a mesa, a mesa sempre tem um papel simbólico muito forte nas tradições humanas. Se a gente puxar aqui pro Brasil, então nem se fala, porque o brasileiro ele é bom de comemoração e [risadas] a gente gosta de comemorar. E as comemorações são sempre a mesa, né? A gente faz um almoço, a gente faz um churrasco, a gente faz uma janta, enfim, e convida as pessoas para participar. Então, dentro da da dessa cultura cristã, né? Qual que é o significado desse ato de partilhar? Porque o domingo de Páscoa é aquela refeição, né? é aquele momento em que eh se espera muita gente em casa, se convida muita gente em casa, se se produz muito alimento, né? E mas é algo que vai muito além da alimentação, né, professor? É é um ritual, é um é uma tradição ali de confraternização mesmo. E aqui no Brasil é mais forte isso. Eu diria que no mundo todo é assim, né? Porque o espírito da Páscoa, se nós voltarmos para ambiente do Antigo Testamento, onde nasce a ideia de Páscoa, né, nós vamos perceber que essa festa, que é uma festa israelita, inicialmente, é uma festa eh realizada em família. Uhum. Então, acho que é importante a gente resgatar isso também, né? naquele ambiente. Eh, o que se sabe historicamente é que, provavelmente a Páscoa, ela não tem esse nome, mas havia um ritual pastorilum dentro do do ambiente ali do Oriente próximo também no norte da África. Era uma festa pastoril de comemoração da chegada da primavera. Então, era um ambiente festivo, um ambiente agrário que o mundo antigo celebrava. Quando nasce a Páscoa? A Páscoa nasce entre os israelitas. O termo pessá, né, que é o termo hebraico, é uma etimologia que alguns eh trabalham de maneira mais precisa, outros nem tanto, mas basicamente você tem a ideia de uma travessia, né? Então o que que é essa festa? Bom, essa festa acontece porque Deus teria determinado que este povo, né, deveria abandonar o Egito depois de 400 anos vivendo ali na condição, primeiramente na condição de servos, né, e depois com o passar do tempo, com a mudança de, né, com a chegada de novos faraós, aquele povo acaba caindo na condição de escravo, né? Ou seja, um povo escravizado. E este povo escravizado agora está sendo liberto. Esta saída do Egito é uma saída que precisa ser apressada. Então você faz uma refeição em família, você mata um cordeiro de um ano, macho, sem defeito, e você chama a família para participar desta comida, né, que além, né, da figura do cordeiro, tem também a figura das ervas amargas, lembrando o sofrimento. E como é uma partilha, mas uma partilha feita às pressas, se faz pão sem fermento, né? Os pães asmos ou pães ásimos. As duas expressões são corretas. Então, desde o início, a Páscoa tem este elemento familiar, ela nasce em família. Então, os grupos de hebreus que viviam no Egito se reúnem em núcleos familiares, celebram essa primeira Páscoa, tomando emprestado aquela atividade pastoril que já provavelmente existia. Eles eh colocam outros símbolos ali obedecendo a uma ordem divina e preparando a sua saída. a saída. Eh, e imagine, você tá mobilizando uma quantidade gigantesca de pessoas, uma quantidade enorme de pessoas que agora precisam se deslocar, né? E esse deslocamento, a saída do Egito para a terra prometida implica exatamente num ponto de partida que é a celebração da Páscoa em família. Olha só, gente, que importante a gente eh ter um professor aqui para explicar. Muito bom, professor. Muito bom. E você que tá em casa, né, hoje, sexta-feira santa, você tá aí de repente com a TV ligada, assistindo a gente ou assistindo pelo YouTube, aí pensa, né, Páscoa, sexta-feira santa, a gente tá aqui com o professor Gerson, nós estamos falando eh das tradições, né, desses dias da sexta-feira, do domingo de Páscoa, da Quaresma, né, são tradições que a gente vai eh eh vai passando de geração em geração, só que também vão sendo atualizadas, né, e vão sendo ressignificadas. Então, com tantas influências ao longo do tempo, eh, professor, como é que o senhor percebe que o Brasil ele foi se adaptando, né? O Brasil foi se adaptando, foi eh ressignificando as tradições na Páscoa, mesmo com tantas diferenças culturais, existe a mensagem de renovação que atravessa fronteiras, né? E e também atravessa essa as religiões, né? independente da religião, a mensagem de renovação é a mensagem da Páscoa que fica. [roncando] Mas o Brasil foi ressignificando algumas situações dessa cultura que atravessa gerações, né? Eu gostaria que o senhor trouxesse pra gente qual que é a sua avaliação, como é que o senhor vê hoje e o que que a gente deixou para lá, que foi importante naquele momento, mas que não faz mais parte, né, desse momento atual, mas que foi ressignificado. Você quer ver uma coisa que pouca gente sabe? Por que que a Páscoa muda de eh a cada ano ela muda a sua data? Você tem ideia? Eu não tenho ideia. Vamos lá. muita gente eh participa dos ritos, né, da semana da Páscoa, do ciclo pascal, mas as pessoas às vezes não percebem essas coisas básicas, né? E é natural, isso é uma das coisas que nós perdemos, né? Então, como que se comemora a Páscoa? Por que que a Páscoa cada ano cai numa data, uma data diferente, né? Eh, e isso tem a ver, inclusive com o estabelecimento da Páscoa, o estabelecimento do Domingo de Ramos e o estabelecimento da quarta-feira de cinzas e do carnaval. Olha, isso funciona assim. Sempre entre o dia 20 e 21 de março, nós teremos o equinócio de outono no hemisfério sul. Uhum. E teremos o equinócio de primavera no hemisfério norte. Ou seja, nós teremos uma mudança de estação aqui no sul nós saímos do nosso verão e entramos no outono. Perfeito. Já no hemisfério norte, nós saímos do inverno e entramos na primavera. Isso sempre entre 20 e 21. A Páscoa é estabelecida como você espera a primeira lua cheia. A primeira lua cheia deste ano aconteceu na quarta-feira, dia primeiro de abril. Uhum. O primeiro domingo depois da primeira lua cheia é a Páscoa. Olha isso. Então você estabelece a Páscoa. Esse ano a Páscoa cai no dia 5. Uhum. Perfeito. Uma semana antes é o Domingo de Ramos. Domingo de Ramos, eu conto 40 dias para trás. 40 dias para trás eu caio na quarta-feira de cinzas. O que vem antes é o carnaval. Olha só, gente, é história, né? É história e que às vezes a gente não se dá conta, né? A gente vai nesse mundo acelerado, é nessa tecnologia tão exacerbada, é tudo muito bom. Sim, a tecnologia, não canso me dizer aqui, né? Tecnologia faz parte, né? Esse avanço tem coisas que a gente vai se perdendo e uma delas é a história. De repente, algo que ficou lá atrás pode ser ressignificado. Algo que ficou lá atrás precisa ficar lá atrás mesmo. Mas a história em si, né? Eh, eh, o livro, a leitura, o trazer, o entender, isso faz parte. É por isso que a gente tá aqui hoje numa sexta-feira santa, né, com eh um professor que entende de teologia, que entende da filosofia e que está trazendo pra gente, de repente, um momento em que você para para analisar e vai fazer umas lembranças aí, vai ter uns gatilhos bons, né, de lembranças e também entender essa questão eh eh dessa tradição da Páscoa, né, que vem lá do carnaval, que vem passa pela Quaresma, aí pela sexta-feira santa e depois, né, com a comemoração da vida. Agora, muita gente fala sobre essa questão da quaresma, professor, eh, de alimentação. E aí a gente viu, viralizou demais, né, esse ano e sempre viraliza a questão você faz penitência, né? A penitência, de onde vem a penitência, né? O por fazer a penitência e quando a penitência ela vem com outro lado, aquele lado da hipocrisia, né? Tem gente que fala assim, ó, ficar os 40 dias aí fazer penitência da língua, [risadas] né? Porque não adianta você não comer a carne, você jejuar, mas aí você continua tendo atitudes, eh, que não condiz com o momento de penitência, né? A gente passou um pouquinho batido, mas agora conversando eh com o professor, me lembrei dessa questão da penitência. Acho interessante, professor, trazer aqui explicação pra gente eh o que significa realmente esses 40 dias e a pessoa que ela vai optar por fazer aí essa penitência que eh eh o corte de uma alimentação, o corte de uma bebida, de repente isso eh significa algo ou é só mais pra pessoa mesmo que tá fazendo, né? Qual que é a avaliação do professor como teólogo, como professor que tá aqui ensinando a gente hoje e como filósofo também? Ah, qualquer experiência religiosa, ela tem o seu valor, né? Qualquer experiência religiosa, ela tem um significado especial para aquele que passa pela experiência religiosa. Eh, o período da quaresma, que é um período bastante respeitado pela tradição católica no Brasil, é um período também, né, de experiências e de renovações religiosas. É um momento em que aqueles que acreditam têm a oportunidade de estabelecerem determinados princípios reguladores, de entrarem em pacto, entrarem em aliança, né, com o seu Deus, estabelecendo ali princípios, né, estabelecendo também eh eh uma série de promessas, enfim, cada um vive essa experiência de uma maneira bastante específica, né? E, portanto, eh, é importante nesse momento a gente pensar que as religiões elas têm dois elementos que são elementos universais que estão presentes em qualquer tradição religiosa, que é a experiência do sagrado e do profano. Então, quando uma pessoa estabelece uma experiência com o sagrado Uhum. estabelece e que vai entrar em relacionamento deixando tais coisas e assumindo tais responsabilidades. Essa pessoa elenca uma série de elementos que fazem parte desse espaço sacro. Ela estabelece essa experiência a partir de uma relação sagrada. Uhum. Hum. Que espera-se que ela cumpra a sua parte nesse relacionamento pactual. Sim. Eh, por outro lado, quando você deixa de lado ou deixa de cumprir algumas coisas estabelecidas no pacto, você começa a profanar aquilo que é sagrado. E isso é muito de cada pessoa, né? Então, a pessoa que estabelece como princípio que vai fazer uma penitência tal e não cumpre aquilo, ela de alguma forma está profanando essa relação, né, que ela mesmo julgou que seria algo sacro, algo importante, algo tirado do seu cotidiano. Sim. Então, eh, apesar de nós termos religiões instituídas que estabelecem normas, que estabelecem princípios, que dão diretrizes, façam assim, façam assado, a experiência religiosa é sempre individual. É como cada pessoa lida com aquele fenômeno, como cada pessoa faz as suas concessões ou não em relação àquilo que estabeleceu com o seu Deus. Então é importante que a gente tenha isso em mente, né? O período da Páscoa é um período de renovação, é um período de transformação, é um período em que as pessoas estabelecem por meio das suas experiências vínculos, né, com o seu Deus, com a sua religiosidade, com a sua espiritualidade. E é importante que as pessoas reflitam sobre isso. ao estabelecerem esses vínculos, né, que as pessoas tenham algo de fato importante em mente, que elas e procurem o mundo melhor, procurem o mundo de justiça, o mundo mais fraterno. Eh, esse é o segredo, né, da religião. A religião existe não para dividir as pessoas. A religião existe exatamente para dar sentido para que as pessoas de fato vivam as suas vidas carregadas de significados. E é isso que acaba importando no final. Muito bom. Aula, né? Estamos aqui tendo uma aula com o professor Gerson. E aí, eh, também me vem à mente a questão da paixão de Cristo, né? é algo que tem sido cada vez mais eh eh tem sido exibido porque as pessoas elas fazem, né, eh eh criam lá o cenário e fazem todas as estações. E ali a gente vê muitas emoções acontecendo, né, eh muito significado, muita fé. Eh, gostaria que o professor trouesse a importância dessa reprodução, o que que isso representa paraa gente hoje e qual a o tamanho da importância de estar se reproduzindo eh essa e eh essa caminhada, né, de Cristo para os dias, nos dias atuais e pras crianças, né? O que que isso significa? Há muitas formas de você contar as histórias religiosas, né? Então, eh, essa necessidade apareceu muito cedo no cristianismo. Uhum. Então Jesus morre e ressuscita ali por volta da década de 30, do primeiro século. E nós temos eh uns 40 anos mais ou menos sem nenhuma produção, que nós viríamos a chamar de evangelhos, né? Os evangelhos, como nós os conhecemos, eles começam a nascer a partir dos anos 70. Então, mais ou menos 40 anos, né, entre o fato histórico, o fato acontecido e o registro do fato acontecido. Por que que eh é importante citar isso? Porque ali já se percebia eh a necessidade de você usar uma plataforma de divulgação e de ensino paraas futuras gerações, né? Então, o meio da escrita era uma maneira de perpetuar o fato e de ensinar pessoas, né, adultos, crianças, pessoas idosas a respeito do que havia se passado ali na Palestina na década de 30. Eh, então quando eu penso hoje em dia nessas outras plataformas, né, então você tem um teatro ah ao vivo, né, um teatro eh que representa isso a cada sessão. Eh, e as pessoas às vezes participam de sessões diferentes e têm experiências diferentes, né, se emocionam. é uma experiência, é, é uma catarse para algumas pessoas, né? Outras pessoas têm essa experiência assistindo filmes, né? Então, o último grande filme que retratou, né, a morte de Cristo, gerou comoção no mundo todo, discussão no mundo todo. Eu costumo dizer que são plataformas, né? Então você tem a plataforma do evangelho, você tem a plataforma do teatro, você tem a plataforma do cinema, você tem múltiplas eh plataformas, você tem desenhos, você tem revistas, tudo isso auxilia na perpetuação da memória. Uhum. Tudo isso traz o evento paraa discussão. O que a gente tá fazendo aqui é uma plataforma. Exato. Quando a gente traz a discussão da Páscoa para este ambiente televisivo, nós estamos propagando essa ideia, dizendo: "Olha, essa ideia continua viva. Ela tem uma origem numa festa israelita que tem o seu significado específico para os judeus. Depois, Jesus participa desta Páscoa e é no contexto da participação da Páscoa judaica que Jesus morre. Uhum. Ele é julgado, ele é morto e ele ressuscita, né, eh, no domingo. E isso tudo mostra como as gerações ao longo do tempo vão usando os recursos didáticos, os recursos culturais, as plataformas possíveis para perpetuar uma memória e contar uma história, né? Então, hoje em dia, nós temos essa facilidade. Então, eh, você tem eh essas teatralizações que acontecem em muitas cidades, mas também tem ali a presença da televisão cobrindo, divulgando. Isso alimenta o público para que o público compareça e as pessoas contam respeito disso e e mencionam como aquilo foi importante no frigir dos ovos. O que nós temos é de fato uma memória que continua sendo contada, continua sendo perpetuada, continua sendo passada paraas futuras gerações. Excelente. É verdade, né? Quando a gente para para fazer uma analogia da forma que o professor trouxe, é isso, né? A gente tá eh eh trazendo a informação, trazendo a memória, né? toda essa história e que é uma história que se perpetua sim por todas as gerações até aqui. E isso vai continuar porque nós estamos também ensinando os nossos filhos, né, eh sobre essa história, né, da Páscoa, eh eh da Quaresma, né, a sexta-feira santa. Então, acho que é é importante a gente trazer pra televisão, porque você que tá em casa, de repente é um momento que você tá com a sua família e você pode esticar a conversa, né? você pode continuar conversando, de repente eh eh existe dúvidas, principalmente paraas crianças hoje, né, professor, que a gente percebe aqui, a gente trabalha com comportamento, né, um programa que fala de comportamento, então a gente vai muito embasado pela psicologia, pela psicoterapia e as crianças de hoje, infelizmente, elas estão eh em um mundo tecnológico, estão com uma dependência digital e isso tem tirado eh as crianças um pouco da história e e eh ver que temos história, contar as histórias, elas trazem uma sensação boa pra gente, porque a nossa vida ela é feita de histórias, né? E a gente precisa ter um ponto de partida. E isso que a gente tá trazendo, fazendo aqui é isso, mostrando de onde vem, mostrando de onde parte. Qual que a importância na avaliação do professor? eh, das famílias de repente saírem um pouco das telas, eh, ou então utilizarem as telas para trazer para dentro de casa, para uma sala, paraa mesa, essas histórias que fazem parte, né, de quem somos. A a prudência, o caminho do meio, né? Eh, Aristóteles dizia que a virtude está sempre no meio, né? Os extremos são sempre perigosos. Geralmente nos extremos nós temos os vícios, né? Aquilo que nos desvia do nosso propósito. Então, quando nós olhamos para para algo eh centrado, prudente, nós percebemos que eh nós não temos mais como retroceder, não. Nós não temos mais como voltar atrás. Então é daqui para frente a tecnologia chegou para ficar, a tecnologia se faz presente no nosso dia a dia a cada momento. Eh, e isso é bom, né? Isso é interessante desde que usado com muita prudência, tendo o seu lugar como ferramenta e não ocupando um espaço que vai além daquele propósito para o qual nessa ferramenta foi estabelecida. Então, eh seria interessante, né, que as famílias usassem esses recursos também, né, essas plataformas para falar a respeito dessas histórias. Eu imagino que o caminho prudente eh paraa geração atual é exatamente esse, né? Nós não dispensamos uma boa conversa à mesa neste período de Páscoa. É importante que isso aconteça, mas aquelas crianças que nasceram nesse ambiente já digital, né? São crianças que estão acostumadas e vivem apegadas aos seus celulares de uma maneira, né? é praticamente impossível separá-las, né, deste desta ferramenta. Agora, é possível usar essa ferramenta também a nosso favor, né, para contar essa história, para falar do real significado da Páscoa. Você falou a respeito, né, que eu usei uma metáfora, fiz uma analogia. As analogias elas fazem parte da própria história da Páscoa. Eu mencionei há pouco a a respeito da morte desse cordeiro entre os hebreus, né? Então você mata um cordeiro de um ano e você come em família. Mas o relato bíblico diz que o sangue deste cordeiro, ele deveria ser borrifado nos umbrais das portas, né? Ali na soleira, eh, exatamente para uma finalidade, né, que era a proteção dos primogênitos dos hebreus. Então, os primogênitos, ou seja, os primeiros criados, os primeiros filhos, né, eles seriam protegidos porque, segundo essa tradição, um anjo destruidor passaria, né, e veria aquele sangue. E aquele sangue então seria o sinal de proteção. Uhum. Eh, para toda aquela família. O Novo Testamento se apropria dessa ideia. Quando Jesus morre, ele é visto como o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Então, quando o sangue de Jesus é derramado, ele simplesmente nos protege de todo mal. Ele nos garante uma renovação de vida, nos garante a vida eterna. E a mensagem da Páscoa faz analogia desde sempre, né? Ou seja, aquele sangue do cordeiro lá da antiguidade é agora recebido pelos cristãos como o sangue do real cordeiro, do cordeiro que foi enviado por Deus para morrer pelos nossos pecados, né? Então, perceba que as coisas não se perdem, elas são ressignificadas, as analogias podem ser feitas, as histórias podem ser contadas ao redor da mesa, em torno de uma fogueira ou usando os recursos tecnológicos todos que estão disponíveis para nós. Eh, é importante a gente aprender, ensinar, né, e viver esse momento da melhor forma possível. E se puder ser em família, melhor ainda. A gente eh continua falando para você aqui de Páscoa, né? Primeiro falamos aí da quaresma da sexta-feira santa aí, trazendo o significado da Páscoa. E já pra gente encerrar, professor, eh qual seria a forma correta de viver pós-páscoa? Porque pensa, nós falamos aqui, né? Eh, o que antecede a Páscoa, todo o caminho que antecede a Páscoa, OK? Na Páscoa a gente comemora a vida. E pós- Páscoa? O pós-páscoa para que [limpando a garganta] essa religiosidade não seja vazia, para que essa experiência religiosa, eu enfatizei esse aspecto, né? para que essa experiência religiosa não seja uma experiência hipócrita, uma experiência vazia, uma experiência mecânica, sem sentido, é importante que tudo aquilo que você estabeleceu como pacto, tudo aquilo que você almejou como princípio, tudo aquilo que você estabeleceu como algo importante paraa sua vida, você busque cumprir, né? Uhum. O pós-páscoa significa um desafio de renovação em que supostamente você está fortalecido para cumprir todos esses objetivos que você estabeleceu no período pascal. Então, se você acredita na vida, na renovação da vida, e você precisa mudar alguma coisa, é exatamente nesse momento, né, do pós-páscoa que você precisa colocar em prática tudo aquilo que você estabeleceu como princípio. Então, o que eu desejo, né, para todos aqueles que estão nos assistindo, é que vivam a experiência da Páscoa como uma experiência de renovação, de transformação. Acreditem na vida, porque a vida é um presente de Deus. Ela se renova cada manhã. Nós nos esquecemos muitas vezes de agradecer, né, pelo simples fato de nos eh colocarmos de pé com saúde logo depois que que acordamos. É importante que a gente tenha isso em mente, que a vida é um presente e um presente muito caro. E essa vida precisa ser vivida de maneira intensa e carregada de significados. E o período pascal é um período propício para que você pense assim e para que você viva na sequência tudo aquilo que você estabeleceu como algo positivo. Que você viva intensamente, experimente a vida, respeite a vida, respeite o próximo e tenha de fato uma vida carregada de sentido e de significados. Quanto ensinamento, professor. Muito bom, né? o programa hoje eh trazendo todo o significado da Páscoa e a gente sabe que você tá em casa, que tá aí aproveitando o seu feriado e que bom, né, que você tá com a TV ligada, ouvindo todos esses ensinamentos que o professor trouxe pra gente agora e que isso sirva de início para uma conversa de almoço, de repente, né, com a sua família. É uma data que muda com o tempo, mas que continua carregando esse significado profundo, né? O de renovar sentimentos, de valorizar os encontros e lembrar da importância da fé, da cultura e da família. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia, que você tenha aí um dia maravilhoso com a sua família. Aproveite o domingo de Páscoa com a sua família também ou com aquelas pessoas que fazem sentido para você, mas não deixe se perder, né, o que realmente é o significado da Páscoa, é a renovação, é a oportunidade que você tem de recomeçar, é a oportunidade de ressignificar. Professor, quero agradecer sua participação, os ensinamentos que o professor trouxe hoje aqui no programa. Eu acho muito importante a gente tocar em assuntos que quase às vezes não são falados. Às vezes a gente não fala sobre o que nós conversamos aqui no nosso dia dia, né? Só nesses momentos que a gente para para prestar atenção mesmo. E que bom essa troca de informações. Muito obrigada. Foi uma alegria, né, para mim e estar aqui, né, nesta manhã. Também desejo uma excelente Páscoa, né, a todos aqueles que estão nos assistindo. Vivamos o espírito da Páscoa. Essa é a mensagem. Maravilha. E você que tá em casa, então, como disse professor, vivamos o espírito da Páscoa, tudo de bom para você. Quero lembrar que a programação da TV Câmara Campinas segue, tá? Com muita informação e também muito entretenimento no final de semana tem estreia de programas maravilhosos, nossa equipe sempre trabalhando eh com muita dedicação, responsabilidade para trazer para você um entretenimento bem legal e bem saudável e produtivo pro final de semana. Então, continue ligadinhos com a gente aqui na TV Câmara Campinas. Na segunda-feira, o estúdio Câmara volta e a gente eh volta com um tema bem delicioso, né? Depois da Páscoa a gente vai falar sobre corpo, mente. Você já ouviu esse termo mindful cooking ou cozinhar com atenção plena? Então, é a prática de preparar alimentos com foco total no momento presente, utilizando aí os cinco sentidos para se conectar com os ingredientes. É uma forma nova de enxergar a cozinha como espaço de cuidado, de prazer e equilíbrio, também conforto e socialização. Cozinhar deixa de ser só uma tarefa e vira um ato de atenção e carinho consigo mesmo e também com o seu próximo. Então, ó, segunda-feira a gente fala sobre isso, mas você já pode fazer isso hoje aí na sua casa ou então amanhã ou então domingo, né? Você já parou para pensar que a cozinha é um lugar diferenciado da sua casa e de repente pode ser o lugar que mais tem eh eh conexão entre as pessoas que moram com você. A gente vai falar dessa proximidade da alimentação, da família, da cozinha e da entrega, né, para você preparar um alimento. É o Mindful Cookies. Aí a gente fala sobre isso na segunda-feira a partir das 8 da manhã. Encerrando por aqui, um grande abraço, fique bem, cuide-se e até lá. Ciao [música] [música] [música] [música] [música] [música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do ESTÚDIO CÂMARA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
1:03:23

Estúdio Câmara

1:06:59

Estúdio Câmara

1:07:37

Estúdio Câmara

56:39

Estúdio Câmara

1:04:35

Estúdio Câmara

1:08:02

Estúdio Câmara

1:04:24

Estúdio Câmara

1:04:33

Estúdio Câmara

55:29

Estúdio Câmara | Por que precisamos beber para socializar?

54:46

Estúdio Câmara | O medo do erro e a relação com fracassos e frustrações

54:23

Estúdio Câmara | Food noise: o ruído alimentar que invade a mente

1:03:46

Estúdio Câmara | A Geração Z e as dificuldades emocionais do mundo acelerado

59:55

Estúdio Câmara | Autoanulação: quando agradar os outros vira esgotamento emocional

1:01:04

Estúdio Câmara | Por que gritamos com quem amamos?

1:01:16

Estúdio Câmara | Whey e creatina para crianças: até onde vai a busca por performance?

56:39

Estúdio Câmara | Convivência com animais transforma a vida na terceira idade

1:02:39

Estúdio Câmara | Fadiga da decisão: o cansaço de escolher o tempo todo

1:00:26

Estúdio Câmara | Psicologia da ambição: quando o desejo vira prisão emocional

1:03:52

Estúdio Câmara | Veganismo antissocial? Verdade ou mito?

1:01:12

Estúdio Câmara | Dormindo com desconhecido: casais sem conexão emocional

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia

9:55

Central I.A | Notícias de Campinas, Brasil e Mundo