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Estúdio Câmara | Sedentarismo digital: riscos, saúde e como mudar hábitos
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Estúdio Câmara | Sedentarismo digital: riscos, saúde e como mudar hábitos

75 views Publicado 17/04/2026 HD · 1:05:35
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta terça-feira de feriado coloca em pauta um comportamento que virou problema de saúde pública, o sedentarismo digital. O programa recebe especialistas para analisar dados alarmantes do Brasil, com quase 90 por cento da população acima de 10 anos com celular ativo e 84 por cento dos jovens classificados como sedentários, somados ao colesterol alto que atinge um em cada três brasileiros. A conversa explica como o corpo parado por horas diante das telas, enquanto a mente não desliga, compromete circulação, coração, metabolismo e saúde mental, criando um desequilíbrio entre o ritmo da tecnologia e a capacidade do corpo humano de acompanhar. O debate aborda como mudar hábitos sem demonizar a tecnologia, estratégias práticas para introduzir movimento na rotina de adultos, jovens e crianças, e o papel das famílias campineiras em resgatar momentos de atividade física, brincadeiras ao ar livre e desconexão das telas no cotidiano.

Descrição do vídeo

No Estúdio Câmara desta edição, o tema é o sedentarismo digital, um comportamento cada vez mais presente na rotina de adultos, jovens e crianças. O programa discute como o excesso de tempo de tela, somado à falta de movimento, pode afetar o corpo, a mente e a qualidade de vida, transformando um hábito comum em um problema de saúde pública. A conversa reúne o educador físico Charles Lopes, o médico especialista em nutrologia e medicina integrativa Vittor Dias e a psicóloga Valéria dos Santos Juvêncio, especialista em dependência digital. Juntos, eles explicam como a permanência prolongada no celular, no computador e nas redes sociais interfere na circulação, no metabolismo, no sono, no humor, na concentração e até no comportamento alimentar. Entre os pontos abordados, o programa destaca que não basta frequentar a academia por alguns minutos se o restante do dia é passado sentado. Os convidados falam sobre a importância de se movimentar ao longo de toda a rotina, fazer pausas, buscar atividades físicas prazerosas e reduzir a dependência das telas para recuperar o equilíbrio entre tecnologia e saúde. 💻⚠️ A edição também mostra como o uso excessivo de telas pode reforçar ansiedade, compulsão por compras, isolamento social e até alimentação descompensada, com maior consumo de ultraprocessados. A psicóloga reforça o papel da família na criação de limites e da chamada higiene digital, enquanto o educador físico lembra que o melhor exercício é aquele que gera adesão e prazer. 📵🤝 Se você quer entender melhor os impactos do sedentarismo digital e conhecer estratégias práticas para mudar hábitos, este episódio traz uma reflexão essencial sobre saúde, comportamento e qualidade de vida. 🌿✨ Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara. Campinas. Estamos chegando estúdio Câmara no ar neste feriado, terça-feira, 21 de abril. Como vai você? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. O tema do programa de hoje fala de um comportamento que parece comum, mas que já é tratado como um problema de saúde pública. O Brasil está cada vez mais conectado, né? Isso é público e notório. Hoje quase 90% da população com mais de 10 anos de idade tem celular. Mas junto com essa conexão também cresce um fenômeno silencioso. É o corpo parado por horas enquanto a mente não para nunca e os reflexos já aparecem nos dados. Olha só, no Brasil 84% dos jovens são sedentários e mais, o colesterol alto já atinge cerca de um em cada três brasileiros. E tem outro alerta muito importante. Especialistas já falam em sedentarismo digital, um comportamento que não afeta só o peso ou a estética, mas compromete a circulação, o coração, o metabolismo e até a saúde mental. Ou seja, a tecnologia avançou, mas o corpo humano não está acompanhando esse ritmo. E é sobre esse desequilíbrio entre o mundo digital e a saúde real que a gente conversa hoje. Nossos convidados já estão apostos. Eu vou trazer a previsão do tempo e daqui a pouquinho a gente já apresenta os nossos convidados pra gente conversar sobre esse sedentarismo digital. Vamos lá então. Como é que fica o tempo neste feriado aqui na cidade de Campinas? Olha gente, muitas nuvens, né? O dia todo tem aberturas de sol, mínima 14, máxima 32º, tempo abafado. Ótimo feriado para você. Lembre-se de se hidratar e aproveite aí o máximo deste dia, eh, perto de quem faz sentido para você, perto de quem você ama, tá bom? Vamos falar então sobre o sedentarismo digital. Olha só, se antes infância era marcada por brincadeiras na rua, hoje ela acontece na tela. celular, videogame, redes sociais, o que parecia a evolução, né? Hoje levanta um alerta importante. Especialistas já falam do do sedentarismo digital, que é um fenômeno em que o corpo fica imóvel por horas, enquanto o cérebro recebe estímulos constantes. E esse impacto vai muito além do físico. Ele afeta o sono, alimentação, humor, a concentração. E tem um dado que chama atenção, gente, mesmo quem faz academia pode sofrer os efeitos desse comportamento, porque o problema não é só falta de exercício, mas é é o excesso de horas parado ao longo do dia. E o mais preocupante, né, doenças que antes apareciam na fase adulta acabam surgindo cada vez mais cedo. Então, para conversar com a gente sobre esse tema, para esclarecer, explicar, tirar as nossas dúvidas, a gente recebe aqui no estúdio Câmara o educador físico Charles Lopes. Seja muito bem-vindo. Bom dia para você. Obrigada pela sua presença. Muito obrigada. Com a gente também para completar aí eh o nosso trio, porque hoje são três entrevistados. O Vittor Dias, ele é médico especialista em nutrologia e medicina integrativa. Doutor, seja bem-vindo. Bom dia. Obrigada. Obrigada. Sempre um prazer estar aqui com você. Maravilha. E ela vem participar com a gente através do Zoom, a nossa psicóloga, especialista em dependência digital, Valéria dos Santos Juvêncio. Seja muito bem-vinda. Bom dia, Valéria. Bom dia. Bom dia a todos. Obrigada pelo convite estar aqui mais uma vez com vocês aí. participando de temas muito importantes aí paraa atualidade, pra sociedade. Vamos simbora então falar de sedentarismo digital. E aqui entra um ponto importante. A obesidade entre jovens de 18 a 24 anos cresceu cerca de 90% em um curto período. Isso não acontece por acaso. Hoje hoje existe um ambiente inteiro que favorece a inatividade. A gente trabalha sentado, a gente tem lazer na tela, né? E e o deslocamento é cada vez menor. O corpo foi feito para se movimentar. A vida é movimento, mas a rotina moderna empurra justamente a gente pro contrário. Vamos lá, Charles. A gente começa com você. Hoje os jovens trocaram completamente a atividade física pelo tempo de tela. Na prática, o que isso causa no corpo e quanto isso pode comprometer o futuro dessa geração? a falta de exercício físico. Nós vivemos um momento hoje eh dos jovens e até adultos, né, da hipossinesia, ou seja, baixa movimentação. O ser humano, desde que ele nasce, ele sempre se movimenta, né? A primeiro dos movimentos da criança, engatinhar, aprender a caminhar, aprender a correr. E com o passar do tempo as pessoas vão diminuindo seu padrão de movimento, suas atividades físicas. Isso tem muito a ver com a evolução, né, da tecnologia, equipamentos, eh o carro mudou, a cozinha mudou, a sua casa mudou, né? Você tem casa hoje com elevador, né? e tudo favorecendo a redução do movimento. Então nós vemos que hoje eh é importantíssimo nós conscientizarmos desde a infância, a desde a adolescência, a importância de fazer atividade física, mas eh não confundir ir na academia como ser uma pessoa fisicamente ativa. Vou dar um exemplo muito claro. O dia tem 24 horas. Não adianta você ficar 30, 45 minutos, uma hora na academia, ao longo dessas 23 horas, você fica sentado, você adota uma postura acidentária. Então, o conceito hoje de ser fisicamente ativo vai muito além de simplesmente ir na academia ou, como falam os jovens, né? Eh, tá pago, fiz meia horinha, tá pago. Não, não existe. Tá pago. O ser humano foi feito para se movimentar. Então, nós somos bons em eh identificarmos problemas, mas temos que arrumar soluções também. Então, a gente vai discutir um pouquinho hoje sobre isso, identificar os problemas que estamos tendo e como eh conscientizar, como motivar as pessoas a mudarem o padrão de vida. Perfeito. E olha só, hein? ir na academia 45 minutinhos e depois ficar sentado de frente ao celular. Pode ser um problema muito grande, assim como trouxe, né, o nosso educador físico. Agora, ô Dr. Víor, a gente fala de sedentarismo e aí claro que a gente vai associar a doenças silenciosas, colesterol, colesterol alto, por exemplo, que já atinge 32% dos brasileiros, né? esse estilo de vida parado, eh, diante desse sedentarismo digital, somado a alimentação ruim, porque a gente se alimenta na frente das telas e essa alimentação é péssima, acelera esse tipo de problema, colesterol, triglicerídeos, enfim, o que que isso traz pra nossa saúde? Sem sombra de dúvidas, né? Hoje nós estamos vivendo um paradoxo nunca visto antes na medicina nem na nossa população, que é as pessoas estão trocando tempos de lazer, tempos de atividade física, tempos de interações sociais eh fora do ambiente digital para o ambiente digital, né? E é fácil da gente entender um pouco do surgimento dessas doenças eh silenciosas, né, da do aumento da incidência dessas doenças da nossa população. Porque quanto mais tempo o indivíduo fica parado, sentado na tela, nos smartphones, enfim, quanto mais tempo ele fica no digital, menos ele se movimenta, né? Na grande maioria das vezes também acaba se alimentando errado porque quer comer fazendo múltiplas tarefas. Então, trazendo um pouco do gancho eh do tema do sedentarismo digital, simples fato do indivíduo ficar sentado por horas, seja trabalhando no meio digital ou seja consumindo conteúdos digitais, favorece, por exemplo, o aumento do colesterol, não só por questão do estilo de vida, mas por uma questão fisiológica, né? Então nós temos enzimas do nosso corpo, como por exemplo a lipase, lipoprote, algumas lipoproteínas, né, que tem como função auxiliar ali na produção, na na na mobilização de colesterol. E quando a gente fica parado, quando a gente fica inerte, essas enzimas elas não trabalham de forma efetiva, o que aumenta os triglicéries, o que aumenta o colesterol. O aumento desse colesterol associado a uma alimentação não saudável, uma alimentação desvitalizada, rico em ultrasprocessados, faz com que haja o aumento de doenças cardiovasculares. Porque o que mata não é o colesterol, o que mata é a oxidação do colesterol nossos vasos que fazem ali a formação de placa de ateroma. essa plaquinha, ela pode se deslocar e chegar em em em veias, em artérias menores, causando o infarto e ou o AVC. Então, existe sim uma relação muito íntima entre o sedentarismo eh com a elevação de doenças que antes a gente via a partir dos 50 a 60 anos. Nós estamos vendo hoje pessoas adolescentes de 18, 17 anos e no início da vida adulta com um perfil metabólico de uma pessoa de 50 anos. Nossa gente, preocupante. Olha só, falamos do corpo, mas além do corpo tem a mente, porque a mente e o corpo precisam trabalharem juntas, estar em conexão. Vamos lá, Valéria. O uso excessivo de telas também está ligado à ansiedade, depressão, dificuldade de socialização. Quando é que o uso da tecnologia ele deixa de ser normal e passa a ter um sinal de dependência? Já que hoje estamos falando aqui sobre o sedentarismo digital, mas aí a gente pode eh assimilar também com a questão da dependência digital, não é mesmo? Sim. Eh, a questão é de que a gente percebe que essa questão de desse isolamento diante da tela reforçou um pouco mais eh durante a pandemia, né, que necessariamente eh por conta do isolamento, né, para fazer o processo da do combate a a ao vírus, eh foi obrigatório ficarmos isolados. E aí quando se percebeu pós pandemia que muitos trabalhos começaram a dar certo em home office, manteve, então foi uma economia paraa empresa. Então muitos dos trabalhadores, por exemplo, começou a adotar esse trabalho home office. E aí só que aí eh como se o processo emocional não estivesse preparado para lidar com essa questão home office. E aí a apesar de est trabalhando home office, fazendo dar certo, eh foi se perdendo o equilíbrio diante desse desse meio tecnológico. Tanto os alunos que começaram a estudar online, as pessoas começaram a trabalhar de forma remota e manteve. Só que com isso foi se perdendo de algum em algum momento ali do do período e foi desencadeando necessariamente algo automático, foi robotizando tudo isso até o ponto de desencadear transtornos ansiosos por conta da dependência. Começou a gerar dependência numa forma silenciosa também. E dessa e muitos não perceberam que já estavam tendo uma dependência digital diante do próprio trabalho. Olha só, por exemplo, quantos trabalhadores que trabalhavam 8 horas por dia, a dependência começou a a a instigar tanto que eles já não estavam mais separando esse horário específico do trabalho e misturando esse horário, prolongando esse esse processo do trabalho na na tela. Então ele passava mais mais 5 horas trabalhando e foi se perdendo nisso. Então foi misturando aquilo que era trabalho, aquilo que era lazer, o momento de silenciar, de desconectar, foi se perdendo e aí começou uma conexão 24 horas, gerou um ciclo vicioso e desse ciclo vicioso começa a desencadear dependência digital. E aí é onde a gente tá vendo aí, né, o Brasil, pelas pesquisas que a gente tem visto, é o segundo país com mais eh questão eh relacionada ao vistos nas na na ao vistos digital, né, transtorno digital, que já foi comprovado pela pela pelo DSM e que tem essa questão agora que já desenvolveu transtorno de por questão digital. E aí quando se perde esse equilíbrio, começa a gerar o adoecimento, começa a gerar as crises de ansiedade. Das crises de ansiedade desencadeia o transtorno da depressão e outras questões relacionadas aos transtornos mentais relacionado ao ao vístigo. Então esse sujeito ele começa a a se perder nessa relação digital com o que é saudável, que não é saudável. E aí para ele se refugiar, ele começa a desenvolver outros vícios diante daquela terra, da diante daquela tela. Aí ele começa a viciar nos jogos, viciar em algumas outras questões relacionado à aquilo que que gera prazer dentro da das redes sociais como uma válvula de escape, achando que aquilo lá pode possa trazer algum alívio de de alguma forma, mas não traz. É um alí, talvez que ele possa perceber que é momentâneo, mas necessariamente ele percebe, ele não percebe que é um, já é uma, um vício, já é um adoecimento pel aquilo que ele tá buscando, que não gera mais aquele prazer, aquele prazer se torna algo compulsivo. E aí onde vem as questões aí, ansiosas e depressivas. Uhum. Algo compulsivo, né? a gente, olha só, eh, ela trouxe pra gente, a nossa psicóloga, a questão, né, da do vício nas telas, da dependência digital. E aí dentro da dependência digital a gente tem essa questão, né, de de você ficar dependente do celular. Além disso, você faz tudo na frente do celular e você vai comer também na frente do celular, perde a noção do tempo e acaba desenvolvendo uma obesidade, de repente um transtorno, né, eh eh compulsivo alimentar. Isso tudo por quê? Porque a gente não está presente no aqui e no agora, né? A gente tá um pouquinho além porque nós estamos conectados, a conexão é boa, mas a gente precisa do equilíbrio. Agora, Charles, aula de educação física, como é que tá, o que que tá acontecendo com as aulas de educação física? As aulas de educação física, os jovens, eles têm interesse? Eu me lembro que quando eu eu ia paraa aula de educação física, gente, aliás, eu não vi a hora de ir paraa aula de educação física, né? E eu não queria sair de lá, professor tinha que brigar pra gente voltar paraa sala de aula. E agora tem alguns dados que traz que falam que a galera não quer mais participar da aula de educação física. É isso que tá acontecendo mesmo? Isso tá acontecendo com muita frequência. O problema é sistêmico, né? E é ele vem se agravando a cada década, né? E são vários problemas eh que a gente poderia pontuar que estão levando, né, as crianças, adolescentes a reduzirem o seu padrão de atividade física. Ah, um dos aspectos é realmente a a atratividade. Eh, para para os adolescentes tá muito mais atrativo ficar na frente de um celular. Então, eles fogem da aula de educação física muitas vezes para ficar no celular. Uhum. No intervalo, em vez de socializar, também fica no celular. Ah, e aula de educação física, a baixa frequência da aula também contribui. Hoje nós temos nas escolas um dia de educação física ou dois dias, sendo que em alguns países a gente tem uma uma frequência semanal de aulas de educação física muito maior. Uhum. E o que que a literatura tem mostrado? Em alguns estados do Brasil que a gente passa, ah, tem algumas escolas que têm educação física todos os dias da semana. Então, na parte da manhã, eles têm a grade curricular e na parte da tarde eles acabam tendo sete modalidades esportivas e todo dia a criança faz alguma modalidade, uma ou mais modalidades. O que que esses dados mostram? que as crianças que se expõem, os adolescentes que se expõem a uma frequência maior de exercício físico na escola diminui delinquência, violência doméstica, a o score da aprendizagem aumenta muito, chegam a scores assim próximo de 70% a melhoria do score da criança na escola. Ou seja, eh o a atividade física não faz bem somente para o físico, melhora totalmente a parte cognitiva, concentração, disciplina. Então a literatura tem mostrado que a educação física, como a maior frequência semanal, eh, com atividades eh eh multidisciplinares, a gente acaba conseguindo eh primeiro eh melhorar todos esses aspectos, tá? eh tirar a criança um pouco só do celular, porque a educação física ela não se resume a uma aula educação física voltada para futebol, para basquete, para vôlei, para handball, tá? você tem uma quantidade enorme de modelos, de exercícios que podem aumentar a afetividade da criança. Então, se eu vou lá na na educação física, só tem futebol, só tem basquete, isso diminui o meu prazer. Fala, mas pera aí, eu não gosto de futebol, não gosto de vôlei, mas se eu consigo aumentar o leque de opções, eu consigo trabalhar com outros aspectos que podem motivar a criança. Isso é muito importante, mas como eu falei, é multifatorial. Um dos problemas é também esse vício digital. É o vício digital e o sedentarismo digital. Agora vamos lá, doutor. Eh, esse negócio de ficar sentado aí 8 a 10 horas, passa tão rápido diante do do computador, do celular, da tela, às horas, que a gente nem presta atenção, a gente nem percebe o tempo que nós estamos ficando frente às telas, né? Aí tem a questão do inchaço das pernas, né? Eh, a questão também eh da panturrilha que fala que a panturrilha é a bomba, né? É, é, é a bomba da panturrilha, né, que é o segundo coração. E aí, qual que é o impacto direto no nosso sistema e é vascular? Essa esse ficar parado, né? Porque nós estamos parados, principalmente mais os jovens adolescentes, né, que ficam parados literalmente sentados olhando o celular e às vezes a nossa mente nem se dá conta. E aí a gente só vai entender quando o corpo começa a reclamar. Deu câra, dormiu minha perna aqui porque eu tava sentada um tempão e aí minha circulação ficou comprometida, né? Qual que é o impacto na nossa saúde vascular todo esse tempo que a gente fica parado na frente das telas? São vários impactos, na verdade, né? Então, quando a gente fala de um indivíduo que fica 8, 9, 10 horas sentado, o primeiro ponto que a gente tem que levar em consideração é que, como conforme você mencionou, as nossas ponturilhas elas funcionam como o segundo coração, né? Por nós estamos o tempo todo sendo eh sofrendo a a o a gravidade, né? sendo expostos à pressão da gravidade. Então, quando a gente fica parado e a gente não se movimenta, o sangue que tá nos nossos membros inferiores, eles têm dificuldade para retornar ao coração e assim ganhar todos os nossos órgãos. E isso causa um fenômeno na medicina vascular conhecido como estase, que é a parada, a diminuição do fluxo sanguíneo do restante do nosso corpo com uma parada um pouco maior na região dos membros inferiores. Isso causa o extravazamento de de alguns líquidos, gerando edema, gerando inflamação, gerando varizes, gerando dor, né? Existe um outro ponto também interessante, é que quando a gente tá parado, a gente diminui o consumo de glicose, porque os nossos órgãos eles precisam de energia e a energia é traduzida na fisiologia, é nada mais nada menos uma das energias mais estudadas é a glicose, né? Então, quando a pessoa tá sentada, quando ela deixa de se exercitar, os músculos eles acabam captando menos glicose. E essa glicose parada ali no nosso sangue, um estado leva um estado de hiperglicemia, que é a elevação da glicose do sangue, leva também um estado de hiperinsulinemia, o que contribui para uma condição muito frequente na nossa população, que é a resistência insulínica e a diabetes. Nossa. E aí você soma uma resistência insulínica, uma uma hiperglicemia com sedentarismo, elevação do colesterol. Nós estamos falando aí da doença que mais mata no mundo, que é a síndrome metabólica, né? A síndrome metabólica é o principal responsável pela mortalidade do mundo inteiro. Porque a um o indivíduo, as doenças cardiovasculares são aquelas que mais matam hoje no mundo. E existem perfis metabólicos de pessoas para que se desenvolvam essas doenças. E a síndrome metabólica é o fator central de todo esse processo. Por isso que é importante a gente se levantar, eh, se movimentar, fazer algumas pausas ao longo do dia para que essa nossa bomba, né, nosso segundo coração chamado Pantuilha possa trabalhar e nos ajudar nesse processo. Gente, olha só a complexidade. Não compreendo. Olha só a comp ó, tô falando digital. digital tá respondendo aqui, não compreende. É, a gente compreende sim. Você sabe que até a o digital aqui ficou impressionado com a fala do doutor. Você viu só? Ô Valéria, a gente vive nessa lógica de dopamina constante, né? Notificação de vídeo curto, rolagem finita. Eh, isso vai impactar o cérebro, é óbvio, né? tanto os nossos adultos quanto das crianças e os adolescentes. Eu gostaria que você trouxesse paraa gente eh essa essa vontade que a gente tem de ficar rolando, né, o o feed, ficar mexendo no celular e quando você o celular ele já tem ali eh um dispositivo, né, para dizer para você, chega, você já completou tantas horas e aí você desliga aquele dispositivo e continua. gostaria que você trouxesse o impacto dessa rolagem infinita e a contribuição para o sedentarismo digital, por favor. Então, né, essa quando a gente fala dessa questão dopamina, dopamina é aquela questão que gera prazer, né? Tem até um livro muito interessante que eu tenho, Nação do Opamina, de uma psiquiatra muito renomada, que ela vai falar exatamente disso do Dra. Ana, ela fala do excesso do prazer e sofrimento. Uhum. Então, quando a gente fica nessa questão, né, vai rolando a tela e não para mais e a gente vai buscando likes, principalmente jovens e adolescentes que que vivem nesse nessa realidade virtual de busca de validação, busca de aprovação, busca de pertencimento, quando ele quando a gente fala dessa realidade dos laços afetivos que não se tem mais, que vocês estavam falando no início antes do programa iniciar, eh essa falta dessa afetividade na presença, na na nos laços afetivos da presença real. Quando falta aí essas conexões reais, eles vão buscar essas relações afetivas nas telas. Então, o que que eles fazem? Então, através das das imagens, da das das fotos que eles publicam, né, dos selfies que eles tiram e joga lá, tanto adolescentes, jovens e adultos que fazem muito isso, eles ficam buscando essa fonte de desejo, de prazer de ser reconhecido, de ser, de ter essa tensão, de ter essa relação, de ter essa conexão através das likes. Então eles vão, quanto mais eles clicam, mais eles recebem os algaritmos para ir continuando a eh rolando, né, para ver quantas likes eles receberam. E por então isso vai gerando um prazer insaciável, ciclo vicioso. Quanto mais ele clica, mais ele ele busca, mais prazer ele vai ter, mais dopamina vai intensificando no no cérebro dele. Só que quando a gente fala de prazer e sofrimento, ele vai tendo prazer naquilo, naquilo que ele tá buscando. Quando vem esse sofrimento? quando ele é rejeitado e aí quando ele não recebe essas likes, não recebe essas curtidas, ele começa a gerar um sofrimento muito grande de frustração daquilo que ele não alcançou. Então é um prazer inalcançável dessa buscas através das telas, através de daquilo que ele tá querendo eh ser atendido. E muit das vezes esse sofrimento, por que que gera um vício? Porque quanto mais eu busco é como se é efeito esse efeito como se foi vamos simbolizar da droga mesmo, né? Eu começo numa droga, aquele prazer já não tá satisfatório mais. Vou buscando outro tipo de droga, de substância para eu ter esse prazer. E aí vai aumentando essa esse excesso, essa é uma coisa que é um ciclo vicioso mesmo, ao ponto de causar dor, sofrimento. E aí que vem o adoecimento, porque aí eu já viro escravo desses algaritmos digitais que eu não dou conta mais de sair. E o que que tem a ver com a obesidade? Quando eu percebo que eu tô tendo esse sofrimento, essa angústia, vem um isolamento social, fico ali conectada sozinha na tela, né? Porque eu não tenho essas relações afetivas presentes para me dar suporte, para me escutar, para me ouvir sobre o meu sofrimento, eu vou buscar algo, algo que me acha que vai me dar suporte. por exemplo, as a questão entrando na questão da da obesidade, eu vou gerando um um desconforto muito grande onde onde eu vou projetar esse sofrimento através da compulsão alimentar, por exemplo, onde também dentro da própria tela eu começo a formar grupos de colegas que tá sofrendo da mesma maneira com com esse desprazer diante daquilo que eu não quero que eu não estou recebendo. menos que há grupos de automutilação, por exemplo, ah, quando grupos de meninas, por exemplo, adolescentes que para lidar com essa dor, elas começam a perceber que estão gordas, por exemplo, e começa a competir quem come menos durante o dia. Então, tudo isso são questões muito graves que fica muito escondido diante da tela, que ninguém vê. Então aquele sujeito, ele tá sofrendo sozinho diante daquele daquela falta de prazer que ele que ela não tá alcançando, gerando esse todo esses esses comportamentos aí compulsivos diante da questão do sofrimento relacionado ao desprazer daquilo que não foi alcançado. Então são questões nesse sentido que a gente vai vendo o que que é esse efeito dopamina, atéonde é o meu prazer, onde eu perco o limite desse prazer que eu não não que é insaciável. Muito bem, né? Fonte de prazer. A gente pode substituir essa fonte de prazer, por exemplo, pela atividade física, né, Charles? Nossa, gente, que impressionante a fala de vocês. Assim, a gente faz uma viagem, né, e a gente fala de crianças e adolescentes aqui, mas vamos olhar pra gente, né, que vamos ser realista, às vezes nós adultos também estamos nesse sedentarismo digital. Vamos lá, traz pra gente nosso professor de educação física aqui, ah, se realmente é possível a gente substituir esse prazer da tela pelo prazer do esporte, que também traz essa sensação gostosa, não é? Sim, sem dúvida nenhuma. Ah, apesar estarmos aumentando cada vez mais esse vício digital, a prática atividade física tem aumentado com a população em geral, menos do que nós gostaríamos, mas tem aumentado. E o que que a literatura hoje tem investigado muito referente a eh métodos de treino, exercícios, meios de treino e prazer, né? Eh, muitas pessoas nos questionam: "Ah, qual é o melhor exercício para emagrecer?" É uma das perguntas que eu mais respondo. Eu retorno a pergunta pra pessoa: "O que te dá prazer?" Porque não adianta eu chegar e falar assim: "Olha, você precisa correr, você precisa nadar, você precisa eh eh nadar e pedalar". Eh, só que nós temos que entender que o mais importante, é o que a doutora falou, temos que aumentar a dopanina, ou seja, aumentar o prazer. Então, em vez de eu falar, olha, correr gasta mais calorias, não. O que te dá mais prazer em fazer o exercício? Ah, eu prefiro pedalar. OK, seja feliz pedalando. Eu não gosto de pedalar e correr, mas eu gosto de nadar, OK? É muito mais importante a pessoa ter aderência ao exercício, aumentar a frequência semanal. E antigamente nós falávamos: "Olha, a pessoa que faz exercício uma vez por semana, duas vezes por semana, é uma frequência cardíaca, é uma frequência semanal muito baixa". Não. Hoje a literatura tem investigado que mesmo pessoas que se engajam, mesmo que seja uma ou duas vezes por semana, é melhor do que não fazer nada. Porque a pessoa começa um, dois dias na semana, ela vai adquirindo mais prazer pelo exercício naquilo que lhe que dá mais motivação, mesmo que seja com baixo tempo, nem mesmo que seja 20, 30 minutos, a pessoa ela vai mudando o seu estilo de vida, ela vai se socializando, que normalmente ela vai ter mais contatos com mais pessoas e aí naturalmente, sem forçar ninguém a nada, a pessoa vai aumentar a frequência semanal daquilo que lhe dá prazer. E naturalmente ela vai aumentar esse gasto calórico. Ela vai aumentar o gasto calórico, ela vai começar a entender melhor as alterações que está tendo no corpo dela. Então nada que seja imposto, né? Nós temos que ir pela base da conscientização. E aí, lógico que nós temos o treinamento de força na academia e as variações do treinamento de força, os treinamentos aeróbios, a combinação dos dois. Então é importante você analisar quem é o seu cliente, quem é o seu aluno, né? Em vez de eu chegar e impor, você precisa correr e fazer musculação, não. Vamos analisar o histórico desse aluno, desse cliente, o que ele já fez, o que ele tem prazer, né? Porque daí eu aumento a aderência por algo. Por exemplo, hoje eh muita gente fala que o hit gera maior gasto calórico. Isso é verdade? Sim, por unidade de tempo, sim. Porém, a literatura tem investigado uma população um pouquinho mais de meia, como eu, por exemplo, população de meia, sedentário. Imagina só, se eu sou sedentário de meia, eu chego pra pessoa e falo: "Olha, eu vou propor uma atividade muito intensa para você, tá? e que você vai ter muito gás calórico, mas a pessoa ela não tem prazer pro exercício e ela associa o exercício à dor, a fadiga, a a fatores pouco afetivos. A pessoa vai lá, faz uma aula de hit, ela fala: "Não é para mim". Então, será que não é importante nós entendermos, né, eh, qual é a aptidão física do meu aluno, do meu cliente, para que eu possa ajustar meios e métodos adequados ao perfil de atividade, ao que lhe dá mais prazer e aí homeopaticamente nós vamos por outros caminhos. Então, hoje nós temos eh em vez de impor um método de treino, um modelo de treinamento, nós temos que entender o histórico da pessoa, o que lhe dá prazer para nós aumentarmos o engajamento. E nós vamos fazendo essa transição, essa transição da tela para o exercício. O que antes era dopamina só com a tela, a gente vai começar a fazer uma conversão para o exercício. E a literatura tem mostrado isso. Pessoas que se engajam cada vez mais no exercício começam a diminuir o seu tempo de tela. Nossa, olha, vocês são espetaculares, né? como vai abrindo a nossa mente e que bom que a gente pode contar com vocês para nos orientar, porque, doutor, por todas a o peso da fala de vocês aqui diante de mais pouco mais de 35 minutos de programa, a gente pode entender que isso que nós estamos falando hoje, essa essa questão do sedentarismo digital passa a ser um problema coletivo de saúde pública, sem dúvidas. E agora o que fazer? Qual que é a sua avaliação? Eh, mediante a toda essa problemática que a gente tá apresentando aqui, a gente pode ter aí uma, a gente consegue eh retroceder e voltar para o natural do ser humano, que é se alimentar tranquilo, eh, em uma mesa, todo mundo junto, sem celular, quer praticar uma atividade física tranquila, sem se preocupar se chegou uma mensagem para você ou não. Tem essa possibilidade. O que que você traz? qual que é a sua avaliação diante de tudo que nós falamos aqui? Eu realmente tô impactada porque tá bem profundo. É, o que nós estamos falando aqui nada mais é do que uma projeção do que os estudos científicos nos trazem, né? Existe inclusive um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, o IBGE, que nos mostra que a população, hoje 80% da população brasileira eh está conectada a smartphones, ou seja, são pessoas que muitas vezes não tm acesso a alguns alimentos de qualidade, mas tem um aparelho telefônico ali com acesso ilimitado, né, de de informações, uma um um um uso desenfreado, uma busca incessante pela liberação de dopamina. como foi mencionado pela doutora aqui. Eh, e a partir do momento que a gente tem dados, que a gente tem estudos científicos, eh, obviamente o o os órgãos públicos, né, têm que tomar algumas medidas. Então, por exemplo, eh, agora é lei não levar celular para as escolas. Uhum. Né? Então, é uma das formas de incentivar a socialização dos alunos ali na escola, nas faculdades, a partir do momento em que os estados passaram a enxergar isso como um problema de saúde pública. E a partir do momento em que essas intervenções vão, além de melhorar a conexão, a qualidade de desses alunos, desses alunos, dessas pessoas, vai eh diminuir a procura por doenças lá na frente, até mesmo o uso do Sistema Único de Saúde, né, que é o SUS. Agora, existem medidas socioeducativas que devem ser tomadas em casa. Sim, né? Antes da gente iniciar o programa mesmo, tava falando que em casa é proibido o uso de telefone enquanto a gente tá sentado para comer. Foi uma regra que nós adotamos na nossa casa. na nos quartos dos meus filhos que são menores de idade não tem televisão. Eles têm uma limitação x horas por dia, x minutos por dia, de acordo com cada idade, porque tudo isso impacta, obviamente no desenvolvimento neurológico, no desenvolvimento social das pessoas. Então, eu acho que esse eh programa, inclusive, que nós estamos fazendo aqui, que é trazer a conscientização, educar a população, é uma das medidas eh para que a gente diminua esse sedentarismo digital. Agora, respondendo a sua pergunta, é um caminho sem volta. Humum. As crianças hoje, a geração ela já nasceu conectada, ela já nasceu na era da internet, do smartphone, na era em que você pode voltar quantas vezes você quiser para ver um pedaço, um trecho de um filme ou de um desenho que vai te liberar mais dopamina, que vai te trazer um certo conforto emocional. Então, as pessoas hoje elas, as crianças de hoje, elas já estão nascendo conectadas com isso. Então, acho que esse trabalho que nós estamos fazendo de conscientização é um dos trabalhos que, na minha opinião, deve ser feito em casa pelos pais e pelos formadores de opinião. Excelente, né? Na verdade, nós precisamos aprender a orientar, né, os nossos filhos, as nossas crianças e adolescentes, porque como o doutor disse e a gente sabe, é um caminho sem volta, realmente. Agora, então, como precisamos aprender a orientar, nós precisamos falar da higiene digital, né? Então eu pergunto pra nossa psicóloga, diante de todo esse cenário que nós montamos aqui, a importância da higiene digital e como se deve fazer essa higiene digital pra gente poder, de repente ir desapegando eh dessa questão aí do celular, enfim, das telas, não é? eh esse entendimento, quando o doutor falou sobre essa questão das regras e, né, e de políticas públicas, que que que que vai fazer, né, é um caminho sem volta mesmo. Então, o que a gente percebe, eu dou muitas palestras nas escolas de conscientização com as famílias, especificamente com os pais, também faço palestras com os alunos sobre sobre essa questão das das redes sociais, né? Então, eu falo muito com os pais eh sobre a falta que tem a educação, que tá faltando a educação familiar para estabelecer regras e limites diante desses filhos quando estabelece, se posicionam na limitação do uso excessivo das telas. Então, quando a gente fala que a partir dos 10 anos, uma criança já tem um smartphone. Na minha realidade, onde moro, que quando eu dou as palestras pros pais, eu pergunto: "Com que idade você deu o smartphone pro seu filho?" criança de quatro, criança de cinco já tem smartphone. Porque a gente tem uma percepção que esses pais estão muito estressados psicologicamente, estão muito cansados, eles querem livrar eh do trabalho que é educar os filhos. Então eles jogam, terceirizam as responsabilidade paraa escola e terceirizam a responsabilidade pro celular também, porque aí eles eles colocam um monte de abaixam um monte de aplicativo de jogos interativos que eles acham que é saudável e dá para aquela criança ficar do silêncio quietinha. jogando, achando que não vai dar trabalho, né? Então, tá faltando essa educação dos pais, sim, essa questão do da presença, essa questão da da de inserir esses filhos, porque muitos pais se sentem muito culpados pela ausência também, porque os pais hoje trabalham fora, as esposas trabalham foras e aí às vezes sente uma culpa dessa ausência e começa a dar coisas, eles deixam de ser para e e troca pelo ter. Então, vai dando tudo para aquele filho, aquele filho começa a ser o reizinho da casa, vamos dizer assim. tá no comando e perde o controle sobre esse limite, regra, sobre essa questão do uso do smartphone. E aí, eh, a questão de estratégias para que eh a gente aceita lidar com a geração, né, das da da digital, mas de uma forma equilibrada, é essas famílias se conscientizar do que faz bem diante de um acesso às redes sociais, porque a gente percebe que hoje é necessário, né? a gente, eu atendo online, tem os trabalhos remotos, tem um monte de estratégias positivas, mas a gente tem que perceber enquanto adultos responsáveis para nos responsabilizar do que faz bem, do que não faz bem. E aí, percebendo isso, a gente precisa nos educar primeiro quanto, né, autoridades para educar esses filhos. Porque se eu não tenho essa responsabilidade comigo mesmo diante desse desequilíbrio digital, como que eu vou dar exemplo pros meus filhos dentro de casa? Se eu sou um mau exemplo, então a criança ela eh eh se espelha nos pais, naquele que cuida. Se esses pais não têm essa educação sobre essa questão da geração virtual, esses filhos também vão repetir, replicar aquele mesmo comportamento e aí o negócio vai deslanchar por água abaixo mesmo, infelizmente. Então, é algumas estratégias que eu sempre aplico pros pais quando eu tô com eles é de estabelecer tarefas, fazer com que esses filhos participem de tarefas domésticas que é necessário dentro de casa, de acordo com a sua fase de desenvolvimento. É muito importante que esses pais colocam tarefas diárias para esses filhos ajudarem, que é importantíssimo paraa relação familiar, pra desconexão do celular, eh, em momentos de finais de semana, ter esse momento, sim, de de lazer, de poder fazer um piquenique, de poder, eh, fazer participar de jogos de de como é que se diz, esses jogos de tabuleiro, né? Ah, não, mas tem um monte de jogo no celular. Não, a gente não poder fazer coisas diferentes, sair mesmo de casa, fazer qualquer momento de, por exemplo, atividade física. Eu acho muito bonito. Eu tô, eu faço, né, atividade física, eu faço academia e eu vejo lá mãe com filho, adolescente fazendo, treinando junto. Então, esses momentos fora da tela que são saudáveis, que os pais precisam ter essa consciência do que que ele vai buscar como escolha pro bem-estar da família e bem-estar desse filho longe de um celular e da e da o que vai proporcionar para ele como resultado. Então, precisamos plantar as sementes no sentido de reeducação para que esses filhos não caiam nesse adoecimento que tá aí hoje. A quando a gente tá de frente de um consultório cheio de adolescentes com transtorno de ansiedade, depressão, e vai lá um monte de outros transtornos que a gente tá cuidando por conta dessa falta de educação dos pais, essa falta de limite e a maioria voltados paraas telas que é o, né? Então assim, eu acho que as estratégias são essas. Vou buscar fontes de lazer, de prazer fora dessa tela, né? E para gerar bem externo, inserir esses filhos em coisas reais mesmo para que eh tenham menos tempo com aquilo que de alguma forma pra maioria faz mal. Exatamente, né? Se a gente para para analisar o o celular, a tela, enfim, eh, acaba roubando o nosso tempo, né? a gente nem percebe, passa tão rápido quando você tá no celular e aí quando você vê já foi, você não tem tempo para mais nada e você poderia ter feito uma atividade física, poder podia ter feito uma caminhada, uma academia, né? E e a gente precisa se atentar com o que nós estamos investindo o nosso tempo, né, Charles? E a atividade física em si, ela tem diferença, né? Atividade física e exercício físico, né? Mas os dois são válidos quando a gente fala eh paraa gente fugir desse sedentarismo digital. Perfeito. Hoje nós temos que eh diferenciar a a atividade física. Uma coisa é a pessoa ir na academia, fazer lá meia hora, 45 minutos, 1 hora. Outra coisa é o estilo de vida saudável. São coisas diferentes. Não adianta eu ir na academia durante uma hora e ao longo do dia eu adoto uma postura sedentária. Exemplo, eu trabalho o tempo inteiro na frente do computador. Em vez de numa padaria de bicicleta ou a pé, eu vou como? Eu vou de carro. Eu vou dar um exemplo. Aham. Lá onde eu moro do meu condomínio, eu moro a 100 m da academia. Eu tenho que a pé. É inimaginável eu ir de carro até a academia. Aí tem pessoa que pega o carro, que sai da sua casa, vai de carro 100 m para chegar na academia e depois subir na esteira. Eu falo: "Isso é uma incoerência, né? Será que ela não poderia sair de casa a pé e chegar na academia? Já vai aumentando o gasto energético no seu trabalho. Em vez de você pegar um elevador, pega uma escada. Então, a hora que você vê, por exemplo, ah, hoje eu não tive tempo de ir na academia, eu não tive tempo de ir na Alagoa do Taquaral, OK? Mas ao longo do dia eu me levantei, eu me movimentei, então eu adotei um outro estilo de vida. Então muitas vezes o fato de você não conseguir numa academia, por exemplo, ou no estúdio de personal, seja lá o que for, o fato é que você adotou um outro estilo de vida. Olha, eu estou me movimentando, OK? Eu não tive o gasto calórico que eu teria na academia, porém ao longo do dia, eu mudei o estilo que eu tô adotando no meu dia a dia. E aí, lógico, a gente volta de novo em algo muito importante que todos nós estamos falando aqui, que é a aderência, que é o prazer. Então, da mesma maneira, a pessoa vai na academia e aí vende-se muito que a atividade aeróbia é melhor para emagrecer. Não necessariamente, a atividade aeróbia, ela é importante, mas e se a pessoa se engajar melhor numa aula de spinning? E se se engajar melhor numa aula de funcional? e se engajar melhor numa aula de natação, e se engajar melhor numa aula de treinamento de força, num circuito. O que interessa é a pessoa aumentar a frequência semanal, porque ela vai estar mais tempo se movimentando. E é lógico, se a pessoa puder contribuir dos dois lados, olha, vou fazer um trabalho de força que vai melhorar a minha massa muscular, vai melhorar minha força e naturalmente eu vou ter condições de fazer atividades mais volumosas e ou mais intensas, mas só o trabalho de força não. Aí eu tenho um trabalho vulgo cárdio, que seria o trabalho aeróbio anaeróbio, que aumenta a minha circulação, meu consumo de oxigênio, h, a minha capacidade de recuperação. Então essa união do trabalho aeróbico, cardiovascular, mais o trabalho de força seria muito salutar para quem tem o objetivo de melhorar sua condição física, aumentar o gasto calórico, hã, você unindo as duas coisas fica muito bacana, porque o trabalho aeróbio não é concorrente da força, nem a força é concorrente do trabalho aeróbio. E aí é lógico, vai ter pessoa que vai falar assim: "Não, eu gosto mais de musculação". OK? Faz mais musculação e menos aeróbio. Ah, eu gosto mais de aeróbio. Então, a gente não vai excluir uma coisa e colocar outra, não. Nós vamos unir. E aí cabe, lógico, né, a a cada um ver a sua disponibilidade de tempo, né, o que lhe dá mais prazer. E vamos imaginar, né, que muitas pessoas chegam para mim e falam assim: "OK, eu não tenho tempo, eu trabalho muito, eu trabalho 8 horas por dia, 10 horas por dia, tenho que levar meu filho na escola, tenho que buscar meu filho na escola, ok?" Mas nada impede que você acorde 10, 15 minutos mais cedo e faça uma caminhada. Nada impede que você tire o meio da tarde. Em vez de você tomar o cafezinho sentado, você vai se movimentar. É melhor pouco do que nada. É o que eu sempre falo, porque às vezes as pessoas dão uma desculpa, mas eu não tenho uma hora. OK, você não tem uma hora, mas você tem 15 minutos. Em algum momento do dia você tem 10, 15 minutos. E a hora que você soma esses 10, 15 minutos por dia, você vai ter um volume semanal muito maior de atividade do que quem não faz nada, né? Então, algumas dicas importantes, né, para as pessoas que arrumam desculpinha aí para não fazer exercício, né? Não tem desculpa. Muito bom. A hora que a pessoa vem com uma desculpa, a gente já vem com uma alternativa. Ah, certo? Perfeito. Agora vamos vamos inserir eh em tudo que o Charles falou a nossa alimentação, né? E para isso a gente fala com o doutor aqui. Celular, eh, foto de exercício físico e alimentação de ultraprocessados. É o combo. É pra obesidade. Ah, muito bem. Alimentação, doutor, vamos lá, vamos inserir alimentação nesse nesse dia a dia e tomar cuidado, né? Porque é interessante como as telas nos levam a uma alimentação descompensada, né? a gente às vezes não se dá conta do que a gente tá comendo e a gente vai optar pela alimentação mais fácil, palatável, que são os ultraprocessados. Perfeito. Primeiro, a gente tá falando de um tema aqui que é sedentarismo digital, né? E existe uma íntima relação entre o sedentarismo e a obesidade. Mas o que é obesidade? Para você que tá em casa, né? Você, ah, obesidade é o gordinho. Não, obesidade é uma doença, tá? Obesidade, ela tem como definição uma doença endócrinometabólica car multifatorial, caracterizada por inflamação crônica de baixo grau. Então, o indivíduo obeso, ele tem um processo de imunocência precoce, ou seja, ele tem um processo de eh defasagem no sistema imunológico, o que favorece o desenvolvimento de câncer, de doenças autoimunes. É, o paciente obeso, ele tá num estado pró-inflamatório, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares, AVC, infarto. E qual que é o epicentro da obesidade, do excesso de peso? Nada mais é do que o superáve de calório. Então, existe uma relação, é como se fosse um salário, né? Existe uma relação do que você ganha com que você gasta. Então, o que o Dr. Charles estava comentando aqui é justamente isso. A gente tem que ter no final dos do nosso dia, da semana, eh, a gente tem que entrar num déficit calórico para que a gente emagreça. Então, se você fica muito tempo no celular, muito tempo no smartphone, se você tem esse apelo emocional e quer buscar um alimento rápido, normalmente esse alimento é ultraprocessado, que é um alimento extremamente desvitalizado. é um alimento que na grande maioria das vezes tem uma quantidade ali de carboidratos refinados, carboidratos simples, que tem como consequência uma elevação muito rápida do açúcar no sangue, o que vai aumentar o a a atividade do nosso pâncreas para produzir insulina. Obviamente, com o tempo os nossos tecidos não vão conseguir captar a quantidade de glicose e não vai conseguir ter uma interação com essa insulina, o que vai gerar a resistência insulínica a diabetes. E a gente já falou que a diabetes associada com o sedentarismo, associado com a hipertrigliceridemia, que é a elevação do colesterol ou hipercolesterolemia, vai fazer com que esse indivíduo tenha a tal da síndrome metabólica, que é a principal causa de mortalidade no no nosso país e nos países envolvidos. né? Agora, eh, o interessante é que as alimentações sejam inteligentes, né? com que as pessoas incluam mais verduras, mais legumes, mais água, todo mundo sabe disso, na verdade, mas a gente na grande maioria das vezes acaba negligenciando o que é óbvio. Por isso que as doenças autoimunes, as doenças cardiovasculares têm explodido por aí, inclusive, né, eh, a a incidência hoje de crianças autistas, de crianças com TDAH, tem se expandido de uma forma muito grande, muito rápida, né, por eh como Darwin dizia, né, as nossas espécies a gente evolui e conforme a indústria vai evoluindo, a forma como produz os alimentos, conforme o a gente busca por um alimento mais rápido para saciar um prazer que muitas vezes tem que ser trabalhado numa psicoterapia, tem que ser trabalhado em casa. A probabilidade da gente consumir alimentos ultraprocessados e hipercalóricos é muito maior, porque quando a gente consome carboidrato, a gente libera bastante dopamina, né? Vocês mulheres quando estão na TPM, vocês gostam de comer o quê? chocolate. O chocolate tem bastante açúcar, porque o chocolate, o açúcar acaba fazendo com que lá no nosso cérebro a gente produza bastante dopamina, que é um neurotransmissor relacionado com recompensa, tá? Então é muito importante escolhermos os alimentos, pararmos momentos do nosso dia longe das telas para fazermos refeições saudáveis e obviamente que a gente introduz atividade física no nosso dia a dia. Excelente. Que conteúdo magnífico vocês estão assim, são pessoas, né, de de alto padrão que, gente, é importante demais. Repasse esse programa, vai ficar no YouTube, repassa, né, paraa sua família, pros seus amigos, porque isso aqui é um alerta, é um alerta referente à dependência digital, é um alerta referente ao sedentarismo digital e é um incentivo, de repente, pra gente mudar, né, a nossa forma de viver e e melhorar a nossa qualidade de vida. Olha só, eh, faltando 5 minutinhos para as 9 da manhã e a gente aqui podendo falar mais e mais sobre o nosso tema, mas nós precisamos encerrar. Então, eu quero agradecer a participação de vocês, nossos convidados. A gente começa as considerações, então vamos para as considerações finais com a nossa psicóloga. por favor, deixa pra gente então uma dica, né, pros telespectadores. E eu quero agradecer mais uma vez a sua importante presença no programa de hoje. Eu que agradeço a possibilidade de contribuir com o seu programa e que cada vez mais tenham outros profissionais contribuindo aí pra sociedade ter mais prazer na vida, ser mais saudável, né? Então eu sempre falo com meus pacientes que eu não admito atender meus pacientes, não praticar atividade física, conforme o doutor falou, seja aquela que dá prazer. Não precisa ser a musculação, a aquilo que porque precisa de motivação para estar fazendo uma atividade física. Então ele tem que se identificar com aquilo que ele goste para ter motivação, para ter bons resultados. Então eu sempre falo que nós somos o que comemos. Então, se eu não quero ser dependente na velice de um filho me carregando, dependente numa cama, então eu tenho que fazer o trabalho preventivo, conectando a saúde mental, a saúde física, né, e saúde eh alimentar e de todas essas questões, saúde eh digital, para que a minha vida possa ter um equilíbrio, ter resiliência na na minha vivência. Então, assim, que nós possamos ter essa eh esse silêncio mental em algum momento da nossa vida, porque é uma sociedade muito acelerada, né? Eu falo que a sociedade do fast food, quando ele fala: "Eu vou daqui 100 m de a pé, o outro vai de carro". E as pessoas que justificam não sair, eles não querem sair da zona de conforto, então vivem na justificativa. Eu não quero sair da zona de conforto. Para eu sair da zona de conforto gera movimento, ação. E aí eu fico tão acomodada nesse sedentarismo, nessa bolha dentro do meu, né, do do meu casulo ali, que tá tudo muito gostoso. Eu tô diante de uma tela, resolvo tudo por ali, peço a comida fast food, chega aqui para mim 5 minutos, eu como na frente da tela, não desconecta. Então eu preciso fazer esse silêncio mental, eh, fazer um processo de inspiração. Inspiração é o quê? O inspirar dentro de me inspirar e fazer um exercício mental do que que eu tô produzindo na minha vida, o que que eu quero ser com com a minha história, o que que eu quero produzir, até que ponto vale esse essa aceleração, esse movimento do que eu não tenho permissão de parar? Até que ponto numa uma tela possa me dar prazer? até que ponto eu consigo parar e refletir isso não tá me fazendo bem. Deixa eu fazer essa desconexão para eu buscar outros meios saudáveis para eu viver melhor, viver bem, chegar na na velice com saúde, com bem-estar, com fonte de vida, aquilo que me dá prazer. Para que que eu vou buscar desse prazer? Então, é essa é essa reflexão que eu quero deixar de de eu fazer esse exercício mental comigo mesmo. O que que eu quero paraa minha vida como fonte de prazer? saudável. É essa a reflexão que eu quero deixar. Só isso. Esse silêncio mental do que eu quero paraa minha vida. Como maravilhosa, maravilhosa. Muito obrigada mais uma vez pela sua presença. Obada do experiência, pela troca por e por compartilhar com a gente tantas informações preciosas. Eu quero agradecer também o nosso educador físico, né, que eh deveria fazer parte da vida de todo mundo também, assim como a psicologia, né? a educação física, viu? A educação física, a atividade física, o exercício físico, a gente precisa se movimentar. A vida é movimento. Ô Charles, obrigada pela sua participação, viu? Eu que agradeço poder compartilhar com você que tá em casa e com profissionais que estão aqui de alta qualidade. Eu vou deixar duas dicas finais. Primeiro, cuidado com a quantidade de informações que você tem nas redes sociais. Quando você tiver dúvida, procure um profissional qualificado, procure uma psicóloga que atua na área, procure um doutor endócrino que tem expertise para isso, que estudou para isso, informações qualificadas. Você quer procurar eh sobre atividade física, procure um profissional dado de atividade física que tenha expertise, né, que tenha fundamentação naquilo que fala, né? Cuidado, né? muito cuidado eh com os influencers que não têm uma formação acadêmica e aí querem o sensacionalismo, likes, isso é muito perigoso. Então, procure um profissional qualificado. E segunda dica, faça a atividade física que lhe dê prazer. Não interessa o esporte, o nível de atividade física ou a duração. O que importa é o engajamento. Quanto mais engajamento, mais prazer você tem e você vai distanciando um pouquinho mais das telas, porque como o doutor falou, é um caminho sem volta, né? Nossos filhos, né, já nasceram nessa geração. OK, faz parte da vida, cabe a nós entendermos, refletirmos e tomarmos ações relacionadas à saúde. Excelente. Muito obrigada, viu? E agradecendo o Dr. Víor mais uma vez pela sua participação aqui no nosso programa. Gratidão por compartilhar, por nos ensinar, né? E a as falas de hoje trouxeram tanto peso que é importante a gente parar e realmente sentir o que foi dito no programa de hoje, de repente a gente consegue virar a chave, né, doutor? Porque tá na hora, né? A gente precisa. Com certeza. Para mim é sempre um prazer estar aqui contribuindo com vocês. Eh, eu acho que como mensagem final, eu sempre tento trazer pros meus telespectadores, pros meus pacientes, pros meus ouvintes, que a ideia é a gente tentar se desconectar o máximo possível do digital e se conectar o máximo possível com a natureza. Eu sou a prova viva disso. Eu comprei um sítio na beira da represa. Eu ando descalço, eu ando sem camisa, eh, absorvendo a irradiação solar, obviamente que com cautela. Eh, eu introduzo esses hábitos com os meus filhos. Eh, o meu filho hoje, eu tenho um filho de 7 anos, eh, eu introduzi a pesca esportiva, então ele tá apaixonado, ele tem contato com a natureza, então descasque mais, desembrulhe menos, seja o mais simples possível, porque isso se aproxima do mais natural, né? Eh, o caminho digital é um caminho sem volta. A gente trabalha com o digital, é necessário estarmos conectados, até porque o digital hoje não tem fronteira. Você pode se conectar com pessoas de qualquer lugar do mundo através do digital. O problema é a busca desenfreada pela dopamina. É um excesso dessa utilização, o que obviamente tudo que faz em excesso gera repercussões, né? Então, eu sou a favor do da homeostasia, sou a favor do equilíbrio com relação à alimentação. Opte por alimentos. Eu participei de um programa recente aqui com você, R falando da alimentação do brasileiro, que é uma das alimentações mais caras, né? Apesar de estarmos num país de acesso aos alimentos, porque muitas vezes as pessoas elas querem comprar o industrializado, elas têm preguiça de ir lá, de plantar, de colher, de comer o arroz, o feijão, a salada, a verdura, que na verdade não são alimentos caros, né? Então a gente tem que aprender também a a adestrar os nossos gostos, os nossos prazeres para que a gente possa ter mais qualidade de vida e uma longevidade saudável. Maravilha, gente. Quanto ensinamento no programa de hoje. Aproveita que hoje é feriado, você tá em casa, tá acompanhando a gente, né? De repente assim, dá uma viradinha de chave, ó, joga o celular para lá, vai brincar com as crianças, vai fazer uma saladinha, começa, né? Porque você precisa dar um primeiro passo para começar. E não importa se é pequenininho, seu passo é pequenininho, não precisa ser um passão grandão. Um passinho pequenininho já é movimento, né? A tecnologia não é o problema. A tecnologia ela é ferramenta, mas quando o nosso corpo para, a saúde vai cobrar. E o desafio do nosso tempo é esse, aprender a viver conectado sem se desconectar da nossa saúde. Porque no fim das contas não adianta a gente ter o mundo inteirinho aqui na palma da nossa mão e a gente perder o controle da nossa saúde, do nosso corpo, da nossa vida e da nossa mente. Então, a gente tem que aprender a fazer o quê, ó? Unir tudo isso com o equilíbrio é desafiador, sim, é desafiador, mas a gente consegue. Quero agradecer a sua audiência, a sua companhia, desejar para você um lindo dia. Aproveite da melhor forma, né? Da maneira que faça sentido para você, com a sua família, com seus amigos. Vai lá fora, vai fazer uma caminhada, vai eh respirar um ar livre, puro. Você vai ver como isso vai fazer a diferença. Vamos, vamos combinar, vamos abandonar o celular um pouquinho hoje, né? Começando você consegue, tá bom? Um grande abraço para você, fique bem. E é o seguinte, tem mais programa, é? Você acha que tá fazendo a dieta certa? Então cuidado. Alguns alimentos que parecem saudáveis podem estar sabotando o seu emagrecimento. Isso mesmo. Olha aí, no programa de amanhã a gente vai falar da tapioca, do suco. Já pensou um copão de suco de laranja? Quantas laranjas precisam para fazer um copo de suco de laranja? Hum. E o azeite? Ah, é saudável. Então, ó, azeite. Azeite na onde? Na pizza. Então, esses alimentos, será que eles são vilões? Eles estão escondidos. Amanhã a gente vai eh conversar e revelar o que está por trás desses hábitos, né? E como fazer escolhas mais inteligentes no dia a dia. Às vezes você tá pensando que você tá consumindo um alimento super saudável. e de repente ele é o vilão da sua dieta. Não perca Estúdio Câmara amanhã a partir das 8 da manhã. Grande abraço para você. Aproveite o restinho de feriado. Fique bem e até amanhã. Tchau tchau. Se cuide. Hum. Muito bem.
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