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Estúdio Câmara | Relacionamentos no século XXI e os desafios do amor líquido
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Estúdio Câmara | Relacionamentos no século XXI e os desafios do amor líquido

49 views Publicado 15/04/2026 HD · 1:04:42
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta quarta-feira coloca em pauta como o século XXI transformou as relações afetivas em Campinas e no Brasil, com debate sobre o que o sociólogo polonês Zygmunt Bauman chamou de amor líquido. O programa parte da modernidade líquida pra discutir como os vínculos amorosos ficaram mais frágeis, imediatistas e descartáveis em um cenário dominado pela hiperconexão digital. Termos como ghosting, love bombing e gaslighting deixaram de ser exceção e passaram a integrar a realidade cotidiana de quem se relaciona, especialmente entre jovens campineiros. As convidadas discutem se as pessoas estão se conectando mais ou se envolvendo menos, o impacto dos aplicativos de relacionamento na construção de vínculos profundos, e como cultivar relações saudáveis em meio à sobrecarga de estímulos digitais. O programa também atualiza a pauta da Câmara, com a 21ª Reunião Ordinária e solenidade em comemoração ao Dia Municipal da Comunidade Italiana.

Descrição do vídeo

No Estúdio Câmara, o tema de hoje é o comportamento nas relações afetivas em um mundo cada vez mais rápido, digital e conectado. A conversa parte da chamada modernidade líquida para discutir como os vínculos ficaram mais frágeis, imediatistas e, muitas vezes, descartáveis, exigindo mais atenção sobre afeto, paciência, comunicação e saúde emocional. As entrevistadas Catarina Zanforlin, psicóloga clínica e psicoterapeuta, e Graziele Gonçalves de Lima, psicóloga e psicanalista, explicam como a pressa, a intolerância à frustração e a busca por respostas instantâneas influenciam a forma como as pessoas se relacionam hoje. O programa também aborda o impacto da tecnologia, dos aplicativos de namoro e das redes sociais na construção — ou na ruptura — dos vínculos. Durante a entrevista, surgem conceitos que já fazem parte da realidade de muita gente, como ghosting, love bombing, gaslighting, pocketing, breadcrumbing e o uso excessivo do celular dentro das relações. As especialistas mostram como esses comportamentos podem gerar insegurança, ansiedade, dependência emocional, sofrimento psíquico e até afastamento da própria identidade. O episódio ainda destaca a importância do autoconhecimento, da autocompaixão, da definição de limites e da observação dos próprios sentimentos como caminhos para relações mais saudáveis. A conversa também mostra que esses padrões não aparecem apenas em relações amorosas, mas podem se repetir em amizades, família, trabalho e até na criação dos filhos. 📱🧠 Se você quer entender melhor os desafios dos relacionamentos na era digital e refletir sobre como construir vínculos mais leves, conscientes e respeitosos, este episódio traz orientações valiosas e um debate muito atual. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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Olá, muito bom dia. Estamos chegando com o Estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Hoje, quarta-feira, dia 15 de abril. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Vamos conversar sobre comportamento, porque em um mundo onde tudo acontece muito rápido, as relações também passaram a seguir [música] esse ritmo. Conexões imediatas, conversas constantes, mas nem sempre vínculos profundos. Em um cenário cada vez mais digital, os relacionamentos mudaram, ficaram mais ágeis, mais descartáveis e muitas vezes mais frágeis. Termos ghosting, love bombing e glass lighting deixaram de ser exceção e passaram a fazer parte da realidade de muita gente. Mas afinal a gente tá falando do quê, né? Estamos nos conectando mais ou nos envolvendo menos? Hoje nós vamos falar sobre os relacionamentos no século XX. E é muito importante ter a sua participação com a gente. Nossas entrevistadas já estão aqui no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las. E agora vamos atualizar algumas informações do legislativo para você. Hoje é quarta-feira e a Câmara de Campinas realiza a 21ª reunião ordinária no plenário. A sessão começa às 6 da tarde, é aberta ao público que pode acompanhar presencialmente ou também pela transmissão oficial da casa, tá? Tem também no YouTube, eh, no canal da TV Câmara Campinas. Antes, antes da ordem do dia, que é a reunião ordinária, acontece às 5 da tarde uma solenidade em comemoração ao Dia Municipal da Comunidade Italiana, destacando a contribuição dos imigrantes italianos para a história, a cultura e o desenvolvimento de Campinas. Aí na sequência tem a 21ª reunião ordinária, onde os vereadores vão analisar e votar projetos em pautas da sessão, tá? A Câmara sempre reforça o convite para que a população participe e acompanhe de perto as discussões e decisões do legislativo municipal. E olha, tem mais informação para você. A cartilha Mulher Não está sozinha começa a ser distribuída amanhã. A ação integra um evento de prevenção a ISTS e a influenza, que também oferece testes rápidos, vacinação e orientações de saúde à população. Ao todo, serão distribuídos 17.000 exemplares [música] dessa cartilha, que também estarão disponíveis em serviços públicos do município. O material, gente, traz orientações sobre violência contra a mulher, tipos de abuso, ciclos de violência e canais de apoio e denúncia. Essa distribuição acontece quinta-feira, então amanhã das 8 às 2 da tarde, eh, no centro de Campinas. Então, importante, se você tiver passando pelo centro receber essa cartilha, importante que você leve para casa e com o tempo e muita atenção você leia, né? Porque tem muitas informações precisas, tanto para você mulher quanto para você homem, né? Porque a gente precisa eh entender o que significa realmente a violência contra a mulher, tá bom? Previsão do tempo para você desta quarta-feira, antes da gente seguir com o nosso tema, vamos ver como é que fica a cidade de Campinas hoje. Bom, nuvens durante todo o dia, mas tem aberturas de sol, mínima 16, máxima 28º, um clima típico de outono, né? Friozinho à noite, friozinho de manhã, mas no meio do dia tem aquele calor, é o efeito cebola, né? você vai cheio de roupa para trabalhar e daí depois começa a tirar as blusas de frio. E é assim que a vida segue nesta quarta-feira aqui em Campinas. Vamos lá, gente, vamos ao nosso tema central. Eh, vamos falar sobre esse esse relacionamento, né, do século XX na chamada modernidade líquida, conceito que é definido por Balman, que é um sociólogo, as relações acompanham a velocidade do mundo contemporâneo. Se antes os vínculos eram construídos para durar, hoje eles muitas vezes são vividos como experiências passageiras, né? Tem aplicativos de relacionamento, as redes sociais e a lógica do consumo imediato que acabam transformando a forma com que as pessoas se conhecem, se conectam e também se afastam. O resultado, segundo especialistas, é o aumento da ansiedade, da insegurança emocional, da dificuldade de sustentar relações profundas. Então, a gente precisa entender esse cenário e a gente também precisa de entender como que a gente deve eh viver os nossos relacionamentos, né, relacionamentos atuais. É por isso que a gente recebe aqui duas especialistas, a Catarina Zanforlin, ela é psicóloga clínica e psicoterapeuta. Muito bom dia, seja bem-vinda. Obrigada pela sua participação e presença. Eu que agradeço o convite. Eu tô aqui à disposição para conversar e esclarecer um pouquinho mais para os nossos telespectadores, né, sobre o que significa e e quais as as os resultados que isso podem causar nas relações interpessoais e afetivas. eh relações essas tão rápidas, tão líquidas, como diz Balmo, né? Agora a Graziele Gonçalves de Lima, ela é psicóloga, psicanalista, também tá com a gente. A gente dá as boas-vindas e muito bom dia para você, Graze. Bom dia, Rúbia. Bom dia, pessoal de casa. Eh, como você disse, eu sou psicanalista, também sou pesquisadora interessada nessa interlocução entre a clínica e a pesquisa. Espero também aqui ajudar um pouco nesse bate-papo paraa gente ir pensando eh quais as consequências, os efeitos e o que que a gente pode fazer para se proteger também. Excelente, né? A gente precisa entender o que que tá acontecendo, porque hoje a gente vive uma sensação de conexão constante. A internet facilita tudo, mas ao mesmo tempo cresce a dificuldade de manter vínculos profundos, né? Então eu pergunto eh para você, Catarina, o que que mudou na forma da gente se relacionar no século XX? Se a gente for parar para analisar, há uma coisa que descompensa aí, né? Porque tá todo mundo conectado, mas na do mesmo modo parece que não tem ninguém em conexão real. Exatamente. E você traz um ponto até na sua apresentação que é a questão da da fluidez, da rapidez das relações, né? Da mesma forma que a gente vira a tela, quando a gente se desinteressa no outro, a gente tem um olhar, a gente tem que ter a tolerância, a gente tem que ter paciência para escutar, para compreender, a gente não pode passar a tela, né? [risadas] Então isso acaba dificultando realmente a a conexão entre as pessoas, né? Então eu acho que que a rapidez que as coisas acontecem, a falta de paciência, a necessidade de já ter um resultado, de ter um produto, né, tem tem dificultado cada vez mais a conexão das pessoas. Exato. A profundidade da conexão. Isso. Exatamente. Porque só se a gente olha com atenção, é, não é só comportamento das pessoas que mudou, é o jeito de viver, é o jeito de consumir, é o jeito de sentir, né? É o jeito de demonstrar. Porque a paciência já não existe mais. Aí eu pergunto para paraa nossa psicóloga Graziele, quando Balman fala de amor líquido, né, do que que a gente tá falando? Líquido, amor líquido escapa, né? Não segura. Você pode explicar pra gente um pouquinho? Bom, é muito interessante pensar em amor líquido e essa ilustração, né, daquilo que se esva, porque eh bom, o amor é uma grande questão para muitas pessoas, pra grande maioria das pessoas. um ponto inclusive de muita vulnerabilidade quando a gente vai pensar a busca por parceiros. Uhum. Ao mesmo tempo, com essa rapidez, com essa velocidade com que a gente eh tá acostumado a, né, passar pelo celular, como você trouxe e essa facilidade também de eh passar muito rapidamente pelas relações. essa liquidez é a fragilidade mesmo das relações, né, desse e essa potencialidade de vínculo, mas que por muitas questões que a gente pode ir discutindo, elas eh não se concretizam com a profundidade. Exatamente. Se a gente para para analisar assim de forma bem fria, calculista, né, é é descartar, né, é substituir pessoas como se fossem produtos. Isso pode trazer o impacto emocional, né, ao longo do tempo, porque não é para ser vivido desse jeito. Então, e essa lógica, Catarina, de descartar e substituir pessoas, qual que é o impacto emocional que pode trazer pra gente, né? Porque você fica meio vazio, não fica não. E essa é a grande questão, né? E esse vazio traz um adoecimento emocional eh imprescindível. Uhum. no sentido de que eh se eu não me enxergo no outro, se eu não consigo ser importante pro outro, se o outro não consegue, né, parar para mim perceber quem eu sou, eu existo, aonde eu tô nesse mundo, quem qual é o meu lugar nesse espaço. Então a pessoa vai deixando de se reconhecer enquanto ser humano, enquanto ser, enquanto alguém eh eh que eh pode ser amado pelo outro, pode ser observado pelo outro, né? Então, como você disse, a rapidez e a e eu coloco um outro ponto, a eu percebo que hoje em dia a tolerância para o diferente, para a os questionamentos que são apresentados até assim, não, não quero ir pro cinema, eu quero jantar, não, eu quero a ir pra praia, não, eu quero descansar, isso já vira um tipo, então tá, ah, não quer fazer o que eu quero, então eu vou procurar outra pessoa. Não digo num relacionamento, mas ah, então vou chamar outra pessoa, não vamos discutir, não tá? Vamos pra praia, depois vamos pro cinema. Não existe mais. Parece que as coisas têm que ser ou dessa forma ou daquela forma. E aí entra justamente esse terceiro elemento que é a própria pró celular mesmo, que assim, aqui ninguém me desagrada, eu não tenho contraponto, né? Então isso eh vem dificultando e aí a ansiedade em alta, depressão em alta, né? Outras questões emocionais que a gente traz de sensação de menos valia, sensação de e e e impotência e e inaptidão até mesmo para se relacionar. Eu não sei me relacionar, como é que eu vou me relacionar com o outro? Isso é algo que eu tenho escutado muito em consultório. Nossa, gente, é algo assim tão interessante, porque se você para para pensar, o relacionamento é para ser algo natural, né? Eh, entre os parceiros e de repente tudo se perdeu, mas ao mesmo tempo a gente tá conectado, só que aí a gente não tem paciência, a gente não quer se frustrar. E conviver em sociedade não é tudo sempre perfeito. A gente tem os momentos, né? A nossa vida é altos e baixos e tá tudo bem. Agora, talvez um sinal mais claro dessa mudança de relacionamentos seja esse surgimento dos novos comportamentos. E esses novos comportamentos ganham nome, gente, nome próprio. Olha isso. Para esses comportamentos diferentes, tudo vai se atualizando, vai se modernizando e até os comportamentos do ser humano, né? Tem o ghosting, o love bomb e o outro é o gaslight. Gaslight. Gente, que coisa. Então, vamos, vamos começar. A gente vai aprender, né? Porque elas vão ensinar pra gente o que que é. Eu vou começar com a Grazele para perguntar para ela esse ghosting, né? Quando alguém simplesmente desaparece, parece coisa do filme, né? O o fantasma, é cada vez mais comum esse comportamento, que é o que a Catarina trouxe, né? Tipo assim: "Ah, não tô fazendo o que eu quero, eu sumi, tchau, está la vista baby, né?" Então, o que o que que isso o que que a psicologia revela para quem executa essa ação de desaparecer e para quem fica no vácuo esperando aquele que desapareceu? Olha só o desequilíbrio, o que que traz? Explica pra gente. Eh, esse ponto do ghosting, acho que é um link interessante com o que você tava trazendo sobre intolerância. Uhum. Eh, eh, o gosting tem uma característica que eu penso que é interessante de trazer, que é depois de interações românticas, eh, de uma possível ali parceria, eh, algo que pras muitas pessoas que estão vivenciando, ela entende como, poxa, esse relacionamento tá indo bem, essa conversa tá indo bem e de repente qualquer conexão é cortada abruptamente. Então, essa característica de um corte abrupto, sem possibilidade de diálogo, de conversar, de colocar um ponto final, eh, paraa pessoa que tá vivenciando, né, que sofre esse corte abrupto, gera muitas inseguranças. Pode vir a gerar, é claro, isso não é determinista, mas pode vir a gerar inseguranças. A pessoa se questiona o que que eu fiz, o que que eu poderia ter feito? Eh, então, eh, pode ser muito ansiogênico também e essa impossibilidade de entender, de ter aquela, eh, discussão final, acaba deixando a pessoa nesse nesse infinito questionamento, né, o que poderia ter sido, o que não. E a gente pode pensar eh também aquele que faz o ghost, que desaparece, é muito, é assim, é multifatorial. Uhum. Pode ser tanto alguém que não eh não tem eh o acho que eh a possibilidade ali de encarar, né, o relacionamento, de dar cabo aquilo que tá sentindo, como uma pessoa que não tem habilidade para pôr o ponto final. Então, ela quer eh se esvair da relação, achando que seria uma melhor solução esse desaparecimento. Eh, mas eh a gente pode pensar também em algumas pesquisas atuais de como o ghosting tá presente eh em formas de manipulação também, né, como algo ali desse vai e vem com intuito de manipulação psicológica mesmo. Então são muitas questões que abrem aí pro ghost. Nossa, gente, interessante. A gente vai abordar um pouquinho de cada um e depois a gente pega os três e vamos aí permear um caminho, porque a gente precisa entender o que que é isso, né? Aproveitar que nós temos aqui especialistas em saúde mental que eh eh trabalham com esse tipo de situação e vão explicar pra gente. Bom, ah, ghosting já entendemos mais ou menos o que é, né? Lembra do ghosting, lembra do filme o Fantasma, né? Então, fantasma, lembra? Então, ó, foi embora, né? Hora que você pensa que tá tudo bem, tchu, sumiu. Bom, tem problemas para quem executa e para quem fica no vácuo achando que tá tudo bem, de repente do dia paraa noite a pessoa desapareceu. Agora, Love Bomb, olha só, uma bomba de amor, né? Então, a gente já pode imaginar. Catarina, começa com um excesso de carinho, né? Love bomb, que maravilha. Mas pode esse esse amor maravilhoso, essa bomba explosiva de amor pode identificar aí um padrão de manipulação. Tem coisa escondida atrás desse love bomb. Explica pra gente. E essa é uma das maiores características de quem eh executa esse tipo de comportamento, que é justamente a manipulação. Aham. Então, podem ser homens, podem ser mulheres, certo? Não existe um um sexo definido para nenhum desses comportamentos. Mas a gente consegue observar eh que existe uma uma característica até maior no masculino exercendo sobre o feminino. Entende? Por quê? Eh, e é muito interessante porque ela ela não tem um tempo definido. Pode ser um encontro em que a pessoa se dedica de uma forma exclusiva, aquela noite maravilhosa que no outro dia promete, que vai e de repente a pessoa simplesmente se es até mesmo diz: "Não era eh o que eu pensei, mas como se você fez isso, se você fez aquilo, se você me deu flores, se você me levou para jantar, se você e você fez promessas". Entendeu? Isso da forma mais rápida. Aham. Mas existe aquelas relações em que iniciam um mês, dois meses, a pessoa se dedica, a pessoa tá junta, a pessoa faz planos, a pessoa vai buscar em casa, a pessoa sabe, liga, procura, manda mensagem, manda emoji e toda aquela cara, quero conhecer sua família, quero que você conheça minha família e de repente não necessariamente ela vai sumir como gosto, mas ela vai às vezes até colocar a responsabilidade pelo fim na outra pessoa. Eu não, você não me mere eu não lhe mereço. Você é muito para mim. Eu não consigo lhe dar o que você merece. Olha isso. E assim é como se ela não, a pessoa não desse o a a o direito de escolha, de de não, mas eu tô achando bom. Não, não, você é muito para mim, entende? Então eu não posso não sou capaz de de lidar o que você pode, o que você precisa. Então, eh, fica também aquela sensação de tipo, mas eu não pedi tudo isso, eu só queria estar com você. Então, isso também gera muito eh conflito na autoestima da pessoa, né? E e de se perguntar, mas o que foi que eu fiz de errado? Onde foi que eu errei? Onde foi que que quando foi que ele achou que eu eh eh era tão que ele não poderia me continuar comigo? Então, é mais ou menos esse o caminho. Menina, que coisa. A gente tá aprendendo junto aqui, gente, porque eu não sabia que era desse jeito, não. Que negócio impressionante. E assim, a explicação de vocês, que que me arremete? Um problema de saúde mental aí que vai desencadear que você não, olha, não tenha dúvida, porque você fica frustrado, você fica na dúvida e você vai ficar pensando que você não, né? Poxa vida, tá tudo tudo tão certo e de repente você é frustrado, é barrado, é acaba, né? Não some igual o ghosting, mas eh acaba mexendo é como se também não desse, desculpa, é como se não desse o direito o do outro de argumentar. Ele chega com a definição. Nossa, que isso? Manipulação total. Manipulação total. Que impressionante. Vamos lá. Vamos pular para outro. Gente, tem tantos, tem tantos termos, né, que precisam ser atualizados. Aí pessoal é da minha faixa etária, acho que tá pensando, nossa, da onde você tirou isso? Mas é é isso que a gente tá vivendo hoje, a gente precisa atualizar. Ô, ô, Grazi, vamos lá. Eh, gas, eu não sei nem falar direito, é gas lighting, né? É, olha, isso aqui, gente, é uma forma mais sutil de violência psicológica, atenção, né? você que de repente tá vivendo algo que você ah, precisa chamar uma acender um alerta aí, como é que a gente percebe que a gente tá sendo manipulada emocionalmente? Porque, ó, eh, o ghosting trouxe a manipulação, aí o gas lighting, gas lighting, o gas lighting vai trazer uma forma sutil de violência psicológica que pode começar com uma manipulação sutil. É isso, Grazian. [limpando a garganta] Rúbia, o gasling, é realmente um alerta, né? E é importante eh fazer algumas observações. Uhum. Eh, o que que caracteriza o gaslight? Então, a pessoa que tá executando o gasl, ela vai tentar de alguma maneira manipular aquilo que seria a percepção de realidade da outra pessoa, né, ali da parceria, eh, muitas vezes com diante de dados concretos. Sim. vai dizer: "Não, não é assim, não foi isso que aconteceu". Eh, muitas vezes também vai falar sobre eh você tá exagerando nessa situação, não foi tudo isso. Exatamente. E quando pega isso, né, é coisa da sua cabeça, a pessoa vai começar a duvidar de si própria. Esse é um ponto muito delicado, né? Ela duvida de si própria, da sua própria percepção, eh, geram ali dúvidas. Então é muito delicado mesmo esse ponto. Eh, e por quê? Tem um exemplo clássico, é claro que isso é um recorte, claro, a gente pode pensar o gaslight de várias formas, mas quando eh acontece uma traição ali no casal, por exemplo, eh uma das pessoas ela vê eh vê muitas vezes ela realmente viu o outro, né, com alguém ali, percebeu alguns sinais e quando ela vai confrontar a outra parceria, outra parceria vai dizer: "Não, você exagerou, você tá vendo coisas". Então, é claro, a gente tá falando ali de algumas eh alguns sinais que é importante de se atentar, mas também é muito importante nesses momentos buscar a sua rede de apoio, buscar terceiros que possam estar ali também eh ajudando a a desconstruir, né, a tirar essa falsa percepção de que seria apenas coisa da cabeça e aí também ter um ponto de apoio mesmo. Sim. É, e eu acredito que a questão do Gasl ela tem essa esse lugar realmente de algo mais explícito no, né, uma traição que foi eh descoberta, mas eu acho que ela começa de uma forma muito sutil e aí que você encontra o perigo, porque é a manipulação, né, e a a dominação do do quem é o outro, do que o outro faz, ela é muito sutil. Então assim, começa com eh pequenas coisas de, vou dar um exemplo. Ahã. Vamos sair com meus amigos tal dia. OK, vamos sair. Saímos. E aí depois desse dessa saída a pessoa fica estranha. Uhum. Que aconteceu? Fica. E a pessoa o que que aconteceu? Nada. Nossa. Eh, não, mas você tá estranho. Não, tô normal. Uhum. Uhum. E a pessoa fica assim, mas que fica, filho, por que que ele tá assim? E aí depois dois tr volta ao normal, como se nada tivesse acontecido também, não conversa, não fala nada. E aí isso vai escalando, entende? Para outras situações, para outros momentos. E aquilo ali a pessoa começa realmente a a duvidar de si. E aí coloca-se ideias de tipo, ah, você eh se você tava muito insinu se ensinuando para tal pessoa. Aí a pessoa não, eu tava, eu tenho certeza, eu vi isso, a pessoa sabe que não fez. Então assim, gera realmente essa essa dúvida da do próprio comportamento, dos próprios sentimentos, entende? E aí isso vai criando um buraco. A pessoa realmente entra num abismo de de aí que é interessante que você assim, busque ajuda, busque sua família, mas a pessoa até conseguir perceber que precisa de ajuda, ela já passou por muita coisa. Nossa, é interessante porque esse negócio de colocar você para duvidar de si mesmo é algo que é é um buraco muito grande, né? Porque você tá dizendo que não, a pessoa tá dizendo que sim, ou você tá dizendo que sim, a pessoa tá dizendo que não. Enfim, é é são pontos diferentes, são visões diferentes ali e é mesmo um uma maneira sutil de repente de manipulação. Agora, esses três tipos de relacionamentos, se assim posso dizer, eh eles geram problemas, né, eh tanto pro para um quanto para o outro, quem executa e quem eh eh é a vítima, vamos colocar assim. Eu gostaria de de vocês eh se hoje em dia existe isso de verdade, se tem buscas no consultório referente a isso. Por quê? Porque a gente fala aqui, são termos diferentes, são termos em inglês e a gente fala e vocês explicando. Às vezes isso não faz parte do meu dia a dia. Então, como não faz parte do meu dia a dia? Fala: "Ah, mas será mesmo, né? Será que tá tá assim mesmo, né? Negócio de relacionamento? está graó tem pedidos de socorro, pessoas que querem entender toda essa situação desses relacionamentos diferentes que a gente tá vivendo aí no século XX. Eh, o que tem chegado para mim é principalmente eh pessoas que atravessaram relacionamentos abusivos e hoje precisam eh eh dizer sobre as consequências, né? elas através ali de um processo terapêutico, elas vão contando das situações e em que eh algo do Gasl aconteceu, eh situações do love bombing também, porque a gente tá falando desses termos em inglês, mas eu também acho interessante eh pensar que são situações que não acontecem apenas quando você tá conhecendo alguém, por exemplo. pode acontecer com relações já estabelecidas há algum tempo ou não. Então, muitas vezes um um quadro de violência, violência doméstica também, por exemplo, ele vai ser compreendido como você trouxe um tempo depois. É, é muito complexo, né? Mas então, eh, e as causas, os efeitos, eh, um sofrimento psíquico, ele aparece muito adivinas relações. Mas também tem um outro ponto que eh que chega, que é quando pessoas que não necessariamente passaram por um quadro de violência doméstica, de relacionamento abusivo, mas estão em busca de uma parceria e elas vulneráveis por, né, seja por pressão social, seja por uma solidão mesmo, estão ali em busca de um novo amor, de um amor, eh elas vão atrás é de possibilidade de conhecer as pessoas, é claro, é importante dizer que eh existem algumas facilidades da internet também é uma possibilidade ali de você conhecer pessoas novas através dos aplicativos, mas também tem algo que a gente precisa dizer sobre isso, que é a grande acho que o grande número de pessoas que acabam também passando por situações problemáticas nos aplicativos de namoro. Exato. principalmente porque não sabe quem tá ali do outro lado, não conhece ali uma eh amigos, por exemplo, que podem apresentar aquela pessoa, dizer sobre aquela pessoa. Então, o que chega na clínica é muito também desses encontros eh com o aplicativo de namoro e as inseguranças que vão sendo geradas a partir dessas interações também. Excelente. Excelente. Catarina. Esse negócio de aplicativo de namoro, a gente já falou sobre isso também. Nós fizemos um programa específico sobre esses aplicativos. É algo assim que se a gente para para analisar tem muito a ver com o relacionamento líquido. Sim, porque é um cardápio tá ali, né? Tá é é estranho, mas faz parte do nosso dia a dia. A gente precisa se atualizar, a gente precisa utilizar a tecnologia a nosso favor. Só que é um espaço online onde tudo isso que a gente falou até agora pode acontecer várias e várias vezes. E aí acontecendo isso e você não tendo ã como conversar ou sei lá e eh eh explicar que tá errado, que você não quer que seja assim, a pressão mental, a saúde mental ela vai por água baixa. Se a gente para para pensar da forma, né, que as pessoas utilizam isso, sem dúvida. Sem dúvida. E aí, como eu coloquei, né, acaba sendo quase um cardápio humano. Nossa, gente, que coisa, né? Então você vai vendo por característica, por forma física, depois é que você vai encontrar o ser humano ali dentro. Então, né? E às vezes você encontra o ser humano ali, ele fala para você quem é ele, mas ele não é aquilo que ele tá te dizendo. Exatamente. Exatamente. Eu queria só retomar um ponto que eu achei muito interessante que a GR trouxe, que é o seguinte, eh, essa questão do do da demanda que chega, eh, eu queria só, eu vou fazer um link, mas eu vou voltar porque acho muito importante entender que alguns dessas dessas expressões que a gente tá utilizando hoje, ela não é apenas eh a a uma uma relação afetiva, amorosa. Existe isso também no meio de trabalho, os gasl acontece muito em ambiente de trabalho, entende? em que um chefe ele coloca eh eh questões para o subalterno de uma forma em que ele sabe que não fez aquilo, mas ele duvida porque é o chefe que tá falando, entende? Ele começa a duvidar dele enquanto profissional, certo? Amigos, entre amigos isso acontece. Eu vejo adolescentes e escola, entendeu? grupinhos que se juntam para fazer Glide com uma única pessoa, que é uma forma também de bullying. Então, a gente, se a gente for realmente estudar cada um desses temas, a gente vai conseguir enxergar na sociedade, no nosso dia a dia, muitos pontos e muitas pessoas vivenciando isso. E é justamente isso que eu enxergo no consultório. Eu, por exemplo, eu tenho pacientes que em relações é de aplicativo, uma, duas, três, hoje em dia ela ela vira para mim e faz: "Eu eu acho que eu não mereço. Eu não sou uma pessoa merecedora de de me relacionar com ninguém. Eu não sou o suficiente, eu não sou boa o suficiente. Eu escuto isso dela toda semana e é o que ela fala. Eu tô cansada, eu não aguento mais. Eu só queria conseguir me relacionar com uma pessoa e eu não consigo, entende? Então você vê o nível de adoecimento emocional que essa pessoa vivencia. Eu não sou suficiente para ninguém, né? Então isso é um ponto. Outro ponto que eu também acho interessante, que que eu eu trago, eu recebo muito em consultório, que é a o ponto desse dessa desse amor efusivo. Aham. Né? Então aquilo cria uma expectativa no outro, né? É como assim, eu eu costumo dizer que assim, você está no momento de andar em nuvens, sim, né? Porque você tá recebendo amor pleno, mas de repente você cai num num abismo que parece que não tem fundo, que é quando aquela pessoa simplesmente desaparece no caso do do ghost ou simplesmente diz que não vai continuar por algum motivo que seja. Então, eh eh é adoecedor, sim. Eh, é um um ponto em que a gente percebe que eu tenho casos em consultório de pessoas com depressão, med sendo medicada, eh, também como esses esses pontos como agrava agravante, entende? Uhum. Então são são coisas e aí as relações que a gente estabelece nas redes sociais, eh no nos aplicativos de relacionamento, eu acho que eh a gente não vai demonizar, porque eu conheço muitos casos em que as pessoas se deram bem, casaram, tão felizes, mas existem também pessoas em que não tem boa intenção, né? ou então que tem características de personalidade manipuladora que ali encontram, né, a facilidade de conseguir massagear seu próprio ego, né, utilizando essas pessoas que estão mais vulneráveis emocionalmente. Nossa, gente, olha só, né? Eh, eh, e o mais preocupante é que muitas dessas atitudes, né, que acontecem, elas não se rompem de forma clara, né? Elas mantém a pessoa presa, em dúvida e frustrada. E aí vai acontecer o quê? Que bom que vão parar no consultório, que bom que entendem que precisam de um atendimento, de uma terapia. E essas que se fecham pro mundo para si e acabam se excluindo, né? E tem casos até a gente sabe do extremo de pessoas que tiram a própria vida também por conta de todo esse tipo de situação que a gente tá trazendo aí. Então, é importante que a gente entenda, que a gente saiba quais são os sinais, né, e como a gente deve agir diante disso. Olha só, tem mais termo aqui. Deixa eu ver, ó. Eh, o beating, tá? Olha só. Preciso ler, gente, porque eu não entendo isso aqui não. Beating, orbfin e bread crumbing, eu acho que é assim que fala. é o que mantém a pessoa em uma espécie de espera emocional. Olha isso. Espera emocional, Catarina, que coisa. Eu fico esperando, né? Fico esperando. Isso também traz uma catástrofe pra saúde mental. Sem dúvida, né? É aquela pessoa que nem está e nem deixa ir. Nossa, né? algo indefinido. Uhum. Né? Então eu tô nesse relacionamento, a pessoa está comigo ou a pessoa não está, né? A pessoa, ela, eu posso considerar um companheiro, uma pessoa que tô me relacionando ou não, porque ele tem algumas demonstrações de estar. Uhum. Mas não é explícito, não é algo que a pessoa consiga, né, palpável, como eu costumo dizer. Nossa, e essa espera deve ser terrível, né, cara? Uhum. É por isso que é muito importante, eu fico aqui pensando, eh, sejam as mulheres, sejam também os homens, terem para si também a importância de estabelecer alguns limites, eh, sobre aquilo que espera de um relacionamento, aquilo que naquele momento tá buscando, eh, e seguir em frente se aqueles limites forem e ultrapassados, né? Eu eu costumo trazer paraos meus pacientes uma seguinte reflexão. Você tá vivendo uma situação, aquela situação se repete com alguma frequência, com algumaidade e aquilo te traz desconforto. Uhum. Eh, não se detenha ao fato, se detenha ao sentimento, ao que você sente. Se tá desagradável, se tá dolorido, se tá incômodo, se aquilo não te tá te fazendo bem, mas mesmo assim tem alguém dizendo que a coisa da sua cabeça, vá por você, vá pelo que você tá sentindo, porque o que você sente não nunca vai te enganar. Uhum. Entende? Todo mundo ao teu redor pode estar dizendo que não, mas está ótima, está tudo maravilhoso, mas lá dentro aí a gente sabe que não tá. Aham. A gente pode não acreditar, mas se você for pelo que você sente, se de lá dentro tá dizendo: "Essa cadeira não tá boa, preciso trocar". Vai e troca. Uhum. Olha aí, ótimo, né? A gente precisa dar atenção ao que sentimos, né? Às vezes a gente não se atenta no nosso sentimento porque a gente está preocupado com o sentimento do outro, né? O que o outro sente por mim, mas e eu? Como eu me sinto, né? O que que eu tô sentindo? Na verdade, é algo bom? É algo ruim? É uma dúvida? E aí você vai querer ficar vivendo na dúvida até quando? E tem um ponto que você me fez lembrar agora e você me corrig se tiver errado, que acho que é um ponto muito importante. Normalmente as pessoas que vivenciam essas relações, que eu chamo de relações violentas, abusivas, sim, elas se sentem muito responsável pelo outro, outro pelo sentimento do outro, pelo por como o outro vai ficar se for magoado por ela. É verdade. Então, ela tem uma responsabilidade muito grande pel aquela pessoa que está sendo abusiva com ela de repente. Então, como é que você quebra esse ciclo, né? Isso. Por isso, a dificuldade então de de eh terminar um relacionamento que não está te fazendo bem. Uhum. Mais ou menos isso é. E e quando você diz de responsabilidade, de se responsabilizar, muita coisa pode estar incluída aí, que é a própria dificuldade de encarar a realidade de que é um relacionamento que é abusivo muitas vezes, que não é um relacionamento tão bom. Então é muito interessante você falar isso também do se responsabilizar, porque traz a pergunta, né? Até que ponto tá dentro do seu controle, né, do nosso controle, aquilo que é do comportamento do outro também? Isso. Nossa, quanto ensinamento, meninas. Olha só, né? É muito bom isso. Tá vendo que a gente cresce, cresce, cresce, não aprende nada, né? A gente tem muito aprender todo dia. Isso aqui é aprendizado diário. Isso é muito bom, porque o mundo vai se atualizando, as pessoas vão e modificando, porque você é em movimento, né? O que eu fui há 15 dias atrás, eu já não sou mais. Então, o que eu e é natural isso e a gente precisa se atualizar, a gente precisa aprender a viver. E hoje nós estamos aqui com as nossas profissionais nos ensinando e nos mostrando pontos que a gente deve observar. E não é só relacionamento eh eh de conjugal, não, gente. Isso aí é paraa vida, é amizade, é no trabalho, é na família também, tá? Na família também é o é o relacionamento pessoa para pessoa, né? É o ser humano em si. Agora tem um um outro termo aqui. Vamos lá, Graziele. É o pocketing. [risadas] Olha só, quando o parceiro esconde, né? Esconde o relacionamento. E esse esse esse termo ainda é pouco falado, né? Mas a gente pode imaginar que tem alguns sinais aí que a gente deve acender o alerta. Uhum. É, se eu tô vivendo esse pocketing que é quando eu estou vivendo com alguém, estou me relacionando com alguém, mas eu estou sendo escondido. Hoje a vida não anda de mandada comigo na rua, a gente não vai ao shopping juntos, nós não vamos ao cinema juntos, eu não vou na casa dele, ele também não vai na minha casa. De repente a gente se encontra, a gente precisa fazer de conta que somos somente amigos, não temos um relacionamento. Quem é que consegue viver desse jeito? Uma ótima pergunta, porque mais uma vez eu volto na tecla do dos limites, né, de estabelecer limites eh dentro de si também os limites que você ali espera de um relacionamento, porque eh a partir do momento em que uma parceria tá construindo algo com a outra, é claro, né, tem desencontros, os desencontros acontecem. Por isso, mais uma vez, a comunicação também é muito importante, mas se é algo que persiste, que se repete, em que a pessoa de alguma forma não quer eh eh mostrar o público, a responsabilidade, compromisso, exatamente, porque há aí um compromisso, né? esse compromisso ele requer ali que você se eh empenhe também nesse relacionamento, que você eh negocie ali uma série de questões que vão ali eh no nesse encontro com o outro aparecendo. Então, eh, se, eh, algo ali não tá em conjunto, não tá ali dando liga com o a sua parceria e isso foge daquilo que você espera de um relacionamento, que é estar em um relacionamento, porque duas pessoas podem não querer juntas algo, um compromisso e tudo bem, né? Ex, mas é, não é isso é o o caso eh que a gente tá tratando aqui, é quando não quer de fato publicizar isso. Isso traz muitas consequências porque vai mexer com inseguranças, porque se manter em situações assim também pode dizer de inseguranças com, né, o que se espera de um relacionamento, inseguranças com sigo mesma, por exemplo, né? Então é, é delicadíssimo, né? Chama do Ele não me assume. Nossa, gente, é isso, né? É. Ou ela não me assume, né? Aquela relação que tem que ser escondida, que não pode ser visualizada por ninguém. Hum. Né? E aí quem foi como a GRZ trouxe ela, você traz uma um uma insegurança muito grande na quem tá vivendo a relação escondida, né? Por que que a pessoa esconde, me esconde. Eu não sou, né, suficiente para para para Ele não tem orgulho de mim, ele não não me acha interessante a ponto de mostrar para as pessoas que ele se relaciona. E você sabe que eh tem pessoas que aceitam viver um relacionamento dessas formas que nós trouxemos aqui. E essas pessoas estão em um risco, né? estão em um risco de uma violência, estão em um risco de uma depressão, estão em em risco de saúde mental de verdade, sem julgamentos, porque cada um tem os seus porquês, né? Mas é importante a gente se atentar, aprender e olhar com mais carinho para si mesmo. Qual que é a importância, GR, eh, da autocompaixão nesses momentos? Porque aqui a gente só falou, ã, nós falamos e e o que a o outro faz, né, para que a gente se sinta da forma que nós estamos vendo aqui, frustrado, inseguro e tal. Só que o que eu posso fazer por mim nesse momento? Uhum. A pessoa que vive esse tipo de relacionamento, ela tem dificuldade de de se olhar, de olhar para si, de olhar no espelho e falar: "Pera aí, eu tô vivendo isso". ela tem dificuldade de se reconhecer, ela pede identidade, certamente, né? Tem bastante eh dificuldade em se reconhecer ali também dentro de, né, desse quadro, porque é algo realmente eh é difícil de encarar, né? a gente, muitas vezes, nós todos somos ensinados a eh apostar todas as fichas em estar em um relacionamento. Então, há muitas vezes, né, uma eh uma ideia de que a pessoa pode mudar, a situação pode mudar, eh estar em uma em uma relação é muito valorizado socialmente. Então, são muitas questões que podem estar envolvidas. Uhum. Então, quando você traz o cuidado, a compaixão consigo próprio, também é muito importante, porque, por exemplo, falando aqui como psicóloga, eh, buscar uma ajuda terapêutica é um passo, né? um passo importante para tá acompanhada, acompanhado de alguém que vai com você e olhando também para todo esse quadro, esses sentimentos, para que aos poucos você possa ir também elaborando eh não só esse reconhecer a si mesma, mas elaborando a o que você pensa sobre um relacionamento, o que você pensa sobre si. Eh, então, eh, o acompanhamento terapêutico é um passo, mas é claro que também eh eh se cuidar, ter acolhimento eh consigo. E acho que é isso que eu tô querendo dizer também, né? Se acolher também é muito importante. É, porque se a gente para para ver também eh, Catarina, isso tudo, todos esses termos que nós trouxemos hoje, ele pode gerar uma dependência emocional? Sem dúvida. Eh, a Graça tava falando, eu tava pensando aqui, como é importante a gente se conhecer. Uhum. Né? A gente entender os nossos limites, porque muitas vezes a gente fala de limite, mas eu me pergunto, será que todos conhecem os próprios limites? Pois é, né? Então, eh, na no o processo terapêutico, ele ajuda você a se entender, a se conhecer, a perceber o que que é incômodo. Eu tenho um um uma uma um paciente que ele é muito interessante, que ele sempre falou assim, ele saiu de um relacionamento, aí entrou em outro relacionamento, aí teve um terceiro relacionamento, aí ficou um tempo sozinho. Sim. E aí ele fazia assim: "Eu não sei o que que eu gosto de fazer, porque com fulana fazia tal coisa, com ciclana fazia tal coisa, com Beltrana fazia isso." Mas eu nunca parei para pensar se dessas três coisas que eu fazia, o que que eu gostava. Exato. Então assim, é muito interessante esse ponto, porque a partir do momento em que você sabe o que você gosta, os lugares que você quer ir, as pessoas com as quais você quer relacionar, o trabalho que você quer ter, fica muito mais fácil você também entender que aquela relação não tá sendo boa. Perfeito, né? Perfeito. Fica mais fácil. Autoconhecimento, né? A gente precisa saber quem somos, o que queremos, para onde vamos, né? qual é o nosso limite? Mas olha, é difícil, viu? O tal do autoconhecimento é difícil demais, gente, mas é isso, a gente precisa entender. E no meio de tudo isso tem aí o elemento, né? O elemento silencioso. É silencioso, será? É silencioso, mas faz um barulho na nossa cabeça, gente. Tá presente em todas as relações, né? Então vamos colocar aí 99% das relações é o celular que aproxima quem tá longe, mas afasta quem tá perto. O celular virou quase um terceiro elemento mesmo dentro dos relacionamentos e tem o nome é o pubbing. [risadas] É um comportamento que impacta a conexão entre o casal, né? Então, eh, eu gostaria que vocês trouxessem pra gente a importância da gente prestar atenção no celular para que ele não se torne o terceiro elemento e para que ele também não acabe com os relacionamentos saudáveis ou não torne os relacionamentos saudáveis em relacionamentos tóxicos. E a gente precisa ligar também todos esses termos que nós trouxemos com o celular, porque tá na palma da nossa mão, né? Então vamos lá, Grazi, eh eh a presença do celular, né, tá em diversas relações, né? A gente hoje em dia tem ali o celular como meio de trabalho, como meio de comunicação, como meio de entretenimento também. E aí quando a gente pensa sobre a presença do celular nos relacionamentos, eh, é importante, eu fiquei aqui pensando, né, a gente conversou um pouquinho antes, eh é muito importante poder construir momentos em que você vai est ali, eh, com integramente com a pessoa ao seu lado, né? Eh, é muito fácil a gente diante de uma rotina estressante, eh, bom, diante do acesso fácil, poder estar com o celular e se distrair, tentando se aliviar ali desse estresse. Uhum. ou muitas vezes eh poder ter o celular como uma forma de eh se fechar um pouco, né, de poder aliviar a mente, como eu disse. Então, poder construir momentos com a parceria, eh momentos em que vocês vão estar ali sem o uso do celular, fazendo alguma atividade que não envolva telas. Isso é muito importante, sem dúvida. Eh, eu ontem eu tava em consultório, eu tava trabalhando justamente esse tema. Olha só que loucura. Tá vendo? Nesse caso era uma mãe e um adolescente. E eu tava trazendo eh justamente quais são os combinados que podem ser feitos, né, dentro desse desse dessa dessa família [roncando] em que o telefone não tem mais como não fazer parte, mas que ele não seja o elemento elemento principal dessa família, né? E aí eu trouxe esse caso de ontem, mas eu tô com pelo menos uns três pacientes trazendo sempre essa demanda e eh eh eu eu sempre falo isso, tá bom? Chegou em casa, você trabalha, vai trabalhar ainda com telefone, você precisa do telefone para alguma coisa específica? Usa. Terminou? Pega o telefone, guarda numa gaveta. Uau! Será que consegue? Será que a gente vai conseguir fazer isso? Celular na gaveta. Claro na gaveta e vai jantar com a família. Não janta com [limpando a garganta] o telefone do lado. É, não janta com o telefone, né? Janta com a família. Exatamente. Então, não vai ver televisão com o telefone. Exatamente. Então, [risadas] quem é que não tem feito isso assim? Exato. Eu já me peguei assim e falei: "Mas pera aí, eu tô assistindo TV, eu tô vendo celular, tô fazendo o que aqui?" Exato. Então tem e todos esses pontos e eu acho que também tem um um eu acho que todo mundo aqui, nós e quem tá em casa já deve ter vivenciado isso em lugares, né, sociais, como um restaurante. Você senta, sim. Aí você vê um casal, aí fica a moça aqui, o rapaz aqui. T chega a comida tá [risadas] os movimentos e assim e você para assim, quando é que eles vão conversar? Quando é que eles vão se olhar? Porque eles nem não trocam o olhar um pro outro. É assim, é, às vezes dá vontade de levantar, fazer. Gente, conversem, pelo amor de Deus. [risadas] Ó o sofrimento da pisc vai no vai num restaurante, vê a galera performando no celular, tipo assim, por favor, conversem. [risadas] É mais ou menos isso. Então assim, eu tento trazer isso para para essas essas demandas e consultório de tentar vamos fazer combinados, vamos vamos fazer acordos, né, para que esse esse esse elemento ele não seja eh intrusivo, ele não seja, né, aquela aquele aquela aquele ser [risadas] que vai destruir, que vai separar, que vai segregar aquela família. E aí eu vou trazer um ponto também que é que é vou também fazer um uma curva e vou táum que é a relação muitas vezes com a criança. Sim. Hoje em dia a gente tá vendo as crianças crescendo sem com uma grande dificuldade de se relacionar. Por quê? Porque não tem o olhar. Paraa criança se desenvolver. Ela precisa do olhar materno paterno. Ela precisa dessa relação do adulto com a criança, de da desse contato visual. Se você tá o tempo todo no telefone e a criança fala com você, faz: "Aham, tá, tá, é, ah, tá." E você não olha pra criança, você não dedica aquele tempo pra criança, aquela criança não vai existir nem para ela e nem para o mundo, na percepção dela. Oxe, entendeu? A criança durante uma fase, ela é o espelho. Então, como é que eu vou ser alguém se eu não tenho um olhar daquela pessoa que é mais importante para mim? Aí, voltando para cá, como é que as relações vão vão se constituir daqui por diante? Uhum. Como é? Como é que essa adolescência, esses adultos jovens vão se relacionar se na infância não tem esse contato visual? Nossa, gente, que coisa [risadas] profundo demais, Grazi. É, o olhar é muito importante como você traz nessa no desenvolvimento da criança e nas nossas relações também, né? visual, contato corporal, físico também. É, olha, gente, é impressionante. Ao mesmo tempo, a tecnologia que aproxima, né, eh também eh distancia, né? Então, como é que a gente faz para encontrar aí um equilíbrio entre conexão e presença? Tem estratégias que ajudam a a construir uma relação mais saudável hoje? E esse ponto da da das nossas crianças, eh, nós, poxa vida, a gente falou essa semana, é presença, é presença, não adianta, é presença, é olho no olho, é contato, é toque, é é quentinho do coração, a gente precisa de mais presença, mas a gente precisa também eh encontrar meios para que a gente largue um pouquinho o celular, pra gente ter mais presença. Então, qual que é a dica que você deixa, Catarina, para que para as pessoas em geral, para nós, né? Porque eu, você, todo mundo, nós estamos tomados por essa tecnologia e a gente tá num nível de eh necessidade muito grande, porque tá tudo no celular. Isso, exatamente. E aí é como eu coloquei, eu trago muito para pro consultório a questão dos acordos. Os acordos, né? Então assim, se eu trabalho de tal hora até às 6, mas das 6 às 7 eu preciso reorganizar minha agenda, eu preciso colocar alguns lembretes, tal, das 7 em diante chega ou a no final de semana vamos resolver para onde nós vamos. pega o telefone, vê o itinerário que organiza. Pronto, esse telefone é só pra gente organizar a nossa agenda, não é para ficar, que eu o que eu acho que mais prejudica é o tal do rolatela, porque aquilo é como eu digo que é um buraco negro, você entra, você conseguir sair, é muito difícil. E a abstinência do celular, como que a gente vai lidar com isso? Se a gente quer fazer esse movimento que você acabou de nos orientar, mas a gente sabe que nós estamos dependentes e a gente como dependentes, nós vamos ter abstinência porque o nosso cérebro ele vai ter estímulos pra gente pegar o celular de novo. Como é que a gente faz grase? Vai lá grase e depois você volta. Catarina. Eu acho muito importante esse ponto, né, que você traz, porque a que ponto a gente chegou? Pensar em abstinência de celular, né? Sim, exatamente. Dependência digital. É muito sério isso. É, tem essa dependência digital, a gente pode pensar como esse eh essa importância mais uma vez de construir o momento, né, de estabelecer eh aos poucos, claro, você ter ali também o momento de você eh desligar o celular, eh, vai eh tirando aos poucos o tempo de uso, né? interessante pensar como lidar com essacia, mas também incluir momentos em que o celular não vai fazer mais falta, incluir situações, né, tão interessantes quanto o uso do celular quando está no celular. Nossa, a gente tem que aprender muito. Meu Deus, Catarina. Eh, e essa questão da abstinência, ela não é apenas algo metafórico, é físico. Não é físico. É físico. E eu eu tenho um exemplo, eu tava fazendo esse trabalho justamente porque o paciente tava percebendo a o vício, ele trabalhava já em tela, porque ele trabalha com coisas de computação e tal, e quando ele terminava, ele nem levantava, ele trabalhava home office, então ele nem levantava, ele só pegava o ele saía da tela maior, pegava o telefone e começava, ficava das 6 até umas 9, 9:30 da noite. E aí quando ele ia se dar conta, ele nó tal hora. Uhum. E aí ele percebia o quanto tempo ele tava perdendo. Exato. E aí eu acho interessante que aí vem uma fala dele que é é muito legal que ele fala assim: "Eu me sentia tão culpado por não ter feito nada para mim, nem para minha esposa. Eu me sentia tão tão pouco. E aí a gente começou a fazer esse trabalho de de, né, de eh sair um pouco desse vício. E na primeira semana que a gente estabeleceu algumas metas, né, de tempo sem o que que ele vai fazer quando terminar o trabalho, qual a atividade e tal, ele me relatou o seguinte. Eu primeiro eu fiquei extremamente irritado, assim, extremamente irritado. Uhum. A minha mão, ela ela é, sabe que assim, você é automático de de querer querer pegar, de botar mão. Parece que faz parte do nosso corpo já. É um negócio estranho que parece que o celular tá aqui, ó. Cadê? Cadê, né? você você vai querer buscar. Então ele tinha essa esse movimento, ele relatou dor de cabeça, entende? E o que para mim ficou mais forte foi realmente a irritabilidade. Ele ficou muito irritado, ficou mais, sabe, mais explosivo. A primeira semana, na segunda semana, ele já conseguiu perceber que a mão era um pouco menos, a busca pelo aparelho era um pouco menor e a a dor de cabeça também diminuiu. Na terceira semana ele já tava com ele fez, eu tenho uma notícia maravilhosa, eu faço diga ele. Fiquei no ósseo. Uau, que sentei e fiquei assim pensando. Eu fazia, gente, eu penso, [risadas] né? Olha só a que ponto chegamos, né? E é muito interessante que e é justamente é quase como se fosse um trabalho de a de drogadição, porque você precisa de passar realmente por questões físicas, entendeu? para você conseguir perceber o quanto que você tava viciado nessas informações rápidas e que não te preenchem de verdade em nada, porque nada do que você tá vendo ali em 5 segundos vai te trazer um um grande conhecimento, uma grande experiência, entendeu? E é justamente isso, é só você se ocupar do vazio. O celular captura o nosso olhar, né? É prazeroso ficar olhando as imagens, a tela ali, né? Tem algo desse momento que é como a gente pode, né? É prazeroso mesmo. Sim, é verdade. O cérebro gosta, né? E é de respostas rápidas e no celular você vê o que você quer. Ninguém vai é contra você, ninguém vai te frustrar, ninguém vai te contrariar, né? Então aí você fica, precisamos cuidar, né? Cuidar e cuidar muito. E aí a gente começou falando dos relacionamentos, né, de 2000 eh do século XX. E a gente finaliza com o celular, porque tudo é tecnologia, tudo está na palma das mãos, tudo está muito fácil e tudo isso influencia a nossa saúde mental. E a gente precisa aprender eh a como a gente viver com mais qualidade, né? Mais qualidade de vida e não adianta, a mente e o corpo estão interligados. E se você não está com a mente saudável, você não vai conseguir funcionar, fazer seu corpo funcionar de forma saudável também. ouve esse verso. Então, a gente precisa conectar isso tudo, aprender como lidar e tentar seguir a vida de uma maneira mais leve, mais assertiva. E para isso a gente fica muito feliz que a gente pode contar com vocês, profissionais da saúde mental e que hoje estão aqui conversando com a gente, nos ensinando sobre esses amores estranhos, essas formas de amar, que de repente se faz sentido para você, tá tudo bem, mas que você precisa aprender e também entender as consequências disso tudo. A gente vai para as considerações finais. Catarina, muito obrigada pela sua participação, por essa troca maravilhosa, pelas explicações. Nossa, é bom demais. Vocês são maravilhosos. Muito [risadas] bom. Eu que agradeço o convite, agradeço esse tema, né, porque tá tão em evidência, mas a gente às vezes não escuta tanto, né, até pelos termos serem, né, diferentes, mas assim, eu fico muito feliz em poder trazer um pouco dessa reflexão, né, para para as pessoas que estão em casa, para que elas se observem, observem, né, quem tá ao redor, as relações que elas estão estabelecendo, se são relações saudáveis ou se existe algo que precisa ser, né, prestado atenção E o que eu sempre falo, busquem o autoconhecimento porque vocês vão longe assim. Ah, muito bom. Graziel, muito obrigada pela sua participação. Acho a parceria de vocês assim ficou top demais. Quanto ensinamento, quanta troca, quanta luz pra gente, né? Valeu, obrigado mesmo, viu? Eu que agradeço. É muito importante a gente poder falar sobre saúde mental também, fazer essa troca com eh eh o público, outras profissionais que estão aí também eh atentas ao que tá acontecendo no na nossa contemporaneidade. Então eu fico muito agradecida pela pelo convite. Nossa, olha, você que assistiu esse programa, quer assistir de novo, para você prestar atenção em cada detalhe, cada fala que foi dita aqui, tá disponível no YouTube, tá? Então, acessa lá, você pode compartilhar paraas pessoas que você gosta, paraas pessoas que de repente você sabe que vai fazer sentido esse conteúdo, tá? A gente agradece então a sua participação, você que tá com a gente, agradecemos também as nossas convidadas mais uma vez e fica o convite para você aí de casa, né, olhar com mais atenção pra forma como tem se relacionado. É importante a gente se cuidar. E na próxima edição do nosso programa, a gente tem mais um debate bem interessante, tá? Amanhã, quinta-feira, o estúdio Câmara vai falar sobre algo que tem dominado as ruas e também as redes sociais. Olha só, gormetizaram a corrida. Você corre, você não corria, mas agora você tá correndo. Você coloca uma meia verde, uma meia azul. Então, o que antes era espaço de atletas profissionais, hoje reúne milhares de pessoas de todos os perfis. gente que nunca foi do esporte, mas encontrou na corrida uma forma de aliviar a ansiedade, de silenciar a mente e até de lidar com os próprios sentimentos. Isso é bom demais. Segundo dados recentes, a corrida foi o esporte mais praticado no mundo o ano passado e já reúne milhões de adeptos no Brasil. Mas até que ponto isso é saudável? E quando pode virar uma dependência? correr virou estilo de vida, terapia ou mais uma tendência da internet. [música] É sobre isso que a gente vai falar amanhã. E daí, você acha que gurmetizaram a corrida? Bora que bora que amanhã tem mais, a partir das 8 da manhã ao vivo para você aqui na TV Câmara Campinas. Daqui a pouquinho a Iria tá chegando aí. Ao meio-dia tem Câmara Notícia, às 18 horas tem reunião ordinária e você acompanha a nossa programação sempre aqui na TV Câmara Campinas. Grande abraço para você. Fique bem, fique com Deus e até amanhã, se Deus quiser. Ciao ciao [música] [música] [música] [música] [música]
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