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Estúdio Câmara | Quem é você além do trabalho?
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Estúdio Câmara | Quem é você além do trabalho?

108 views Publicado 12/03/2026 HD · 58:31
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta quinta-feira coloca em pauta uma pergunta provocadora que mexe com a identidade contemporânea: quem é você além do trabalho? Por muito tempo, a pergunta o que você faz da vida virou sinônimo de quem você é, mas o programa propõe romper com a ideia de que somos apenas engrenagens de produtividade. As convidadas, uma psicanalista e um terapeuta empresário, discutem identidade, propósito e o medo coletivo de parar diante de uma sociedade que valoriza desempenho contínuo. A conversa explora o impacto emocional da perda do emprego, da aposentadoria ou de qualquer ruptura profissional sobre o senso de si, e os caminhos para construir identidade mais ampla do que o cargo, o salário e a empresa. O programa também atualiza a pauta legislativa da semana com duas audiências públicas no plenário sobre a Escola de Justiça de Campinas e o Concilia Campinas, e oferece reflexão profunda para campineiros que querem ressignificar a relação com o trabalho e com a própria existência.

Descrição do vídeo

No Estúdio Câmara de hoje 🎬, o programa recebe a psicanalista Camila Ragazzi 🧠 e o terapeuta e empresário Danilo Park 💼 para uma conversa profunda e necessária sobre identidade: quem é você além do seu trabalho, do seu crachá e da sua função profissional? A partir de dados sobre burnout 🔥, jornadas extensas e adoecimento mental, o debate mostra como o vício em produtividade pode engolir nossa essência e afastar a gente daquilo que realmente somos e desejamos viver. ​ Ao longo do programa, os convidados explicam como o excesso de identificação com o cargo e com resultados financeiros pode levar a crises existenciais, sensação de vazio, frustração e até depressão 😔. Eles discutem o medo de parar, a dificuldade de olhar para dentro de si, a culpa em sentir prazer e descanso, e mostram que cada ciclo de mudança profissional (como demissão ou aposentadoria) também é um luto que precisa ser reconhecido e elaborado com acolhimento. Camila Ragazzi fala sobre autoconhecimento, saúde mental e espiritualidade 🙏, destacando a importância de se perguntar “quem sou eu?” em diferentes fases da vida, aceitar que essa resposta muda com o tempo e aprender a acolher sentimentos como tristeza, ansiedade e alegria sem se anular para caber em expectativas externas. Ela traz reflexões sobre o papel do silêncio, da prece e da meditação como caminhos para se reconectar com o próprio centro e encontrar equilíbrio entre trabalho, lazer, família e propósito. Danilo Park, especialista em programação neurolinguística e inteligência emocional 🌱, apresenta ferramentas práticas para reorganizar prioridades, entender o lugar do dinheiro na vida, revisar crenças limitantes e transformar crises de identidade em oportunidade de crescimento. Ele comenta a importância do ambiente, das pessoas com quem convivemos, dos hobbies, da vida em comunidade e da responsabilidade de construir uma rotina que inclua trabalho, mas também relações, fé, descanso e prazer saudáveis. ​ No fim, o Estúdio Câmara convida o público a refletir: se o trabalho acabar hoje, quem é você? Quais papéis, afetos, valores e sonhos continuam existindo para além da sua função profissional? Esse episódio é um convite ao autoconhecimento, à busca de ajuda profissional quando necessário e à construção de uma vida mais equilibrada, humana e consciente. ✨💪 ​ Assista ao programa completo ▶️, conte nos comentários se você já se sentiu perdido sem seu trabalho 💬, curta o vídeo 👍 e compartilhe com quem precisa dessa reflexão! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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Olá, muito bom dia para você que tá aí ligadinho com a gente na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com o nosso estúdio Câmara dessa quinta-feira, dia 12 de março. Eu já quero começar com uma pergunta direta para você que tá com a gente aqui. Se você tivesse que se apresentar agora para alguém sem citar a sua profissão, o que você diria, hein? Hum. Por muito tempo, a pergunta o que você faz da vida virou sinônimo de quem é você. Mas o que acontece quando as metas acabam? O que sobra de nós quando o crachá vai para a gaveta. Sou meu cargo, sou meu salário, sou minha empresa. Mas ser humano é mergulhar em camadas mais profundas que essas. Romper a ideia de que somos apenas engrenagens de produtividade é essencial. E a grande questão fica: por a gente tem tanto medo de parar? E aí, se você hoje perdeu o emprego, quem é você? É sobre isso que nós vamos falar, né, sobre a nossa identidade, quem é você além da sua profissão. Nossos entrevistados já estão com a gente aqui no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los. Agora eu atualizo algumas informações para você que tá ligadinho aqui na programação da TV Câmara Campinas. Olha só, a Câmara de Campinas realiza duas audiências públicas no dia 12, hoje no plenário José Maria Matozinho. Às 10 horas será debatido o projeto de lei complementar 17/26 de autoria do prefeito que propõe alterações na estrutura administrativa da prefeitura institui a Escola de Justiça de Campinas. Às 11 horas ocorre audiência pública sobre o projeto de lei complementar 18/2026 que cria o plano municipal de desjudicialização, desculpa, de cobranças da dívida ativa tributária e não tributária, PMCD Concilia Campinas. As audiências são organizadas pela Comissão de Constituição e Legalidade, presidida eh pelo vereador Roberto Alves, interinamente, tá? A participação pode ser presencial ou online. Você também conta com a transmissão da TV Câmara Campinas e também no YouTube você pode acompanhar as audiências públicas. Você é nosso convidado especial. Mais informação chegando. Você que tem aí seu petzinho, a unidade um do consultório veterinário móvel vai permanecer no centro de referência da juventude da Vila União aqui em Campinas até o dia 19 de março, tá? A mudança para o distrito do Campo Grande foi adiada por ajustes técnicos no contêiner. A nova data será informada pela prefeitura. Já a unidade dois começa os atendimentos na subprefeitura de Barão Geraldo. Começou, aliás, né, na segunda-feira, dia 9 de março, e permanece eh até o dia 9 de abril, lá em Barão Geraldo, tá? O serviço oferece consultas gratuitas para cães e gatos, com foco na prevenção de doenças e durante o atendimento, os animais podem receber se não tiverem ainda o chip, o microchip, a microchipagem e também a vacinação quando indicado, tá? Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta, das 8 ao meiodia, depois da 1 até às 4 da tarde, por ordem de chegada. É importante necessário apresentar documento pessoal, comprovante de residência aqui em Campinas, tá? E o tutor deve ter mais de 18 anos, tá bom? As informações sobre o consultório veterinário móvel, você pode acessar e o site do DPBA Campinas, tá? lá tem tudo, tudo para você sobre esse atendimento bem importante e precioso para os nossos petezinhos. Agora, a previsão do tempo para hoje aqui em Campinas. Bom, chuva, né, desde segunda-feira e a gente sabe que o tempo segue assim, um pouquinho de chuva, um pouquinho de sol, chove rápido durante o dia e a noite hoje, de acordo com a previsão do tempo, mínima de 21, máxima de 23º. Muito bem, informação e previsão do tempo, OK? Vamos falar sobre a nossa identidade. Bom, além do craxá e o resgate da nossa essência fora do mundo corporativo, vamos lá, vamos entender como o vício no trabalho afeta a nossa saúde mental, nossas relações e como que a gente pode se libertar dessa coisa que a gente tem de performar o tempo todo, né? E para nos guiar nessa conversa, a gente recebe aqui no estúdio a psicanalista Camila Ragazzi. Ela é especialista em autoconhecimento e espiritualidade. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Obrigada. Bom dia, pessoal de casa. Eu agradeço o convite mais uma vez de estar aqui com vocês. E eu acho que esse é um tema muito importante, né? O autoconhecimento fora do ambiente de trabalho. Tem uma frase de Niet que é: "Torna-te quem tu és", né? E para você se tornar quem você é, você precisa se conhecer, você precisa saber quem você é. E o ambiente de trabalho, a sua função no trabalho é só uma parcela da sua identidade, né? Não é a sua identidade inteira. E aí quando a gente fica se colocando inteiro num lugar e aí esse lugar ele muda, a gente perde um pouco da nossa identidade. Então a nossa identidade é o nosso centro, né? Então esse centro tem que est dentro da gente, né? E não fora da gente. Então é urgente a gente descobrir de fato quem que Exatamente. É sobre isso que a gente vai falar hoje, né? Para completar a nossa dupla de hoje, a gente recebe o terapeuta empresário Danilo Parque. Ele é especialista em programação neurolinguística, inteligência emocional e vem para trazer pra gente a resposta para aquela pergunta. Será quem é você além do seu trabalho ou então quem é você? Seja muito bem-vindo, Danilo. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia de casa. Bom dia. Tudo bem? Eu agradeço o convite, né? Agradeço estar aqui participando dessa conversa com elas aqui, as profissionais que entendem um pouco. V aqui tentar agregar um pouquinho com vocês e vamos entender um pouquinho do que que é identidade, né? O que que a gente pode agregar para vocês no dia a dia e que a gente aprenda a encontrar aquilo que incomoda lá dentro e a gente não tá sabendo como achar. Hoje a gente vai achar aqui certinho com com as duas parceiras aqui. Maravilha. Vamos embora então, né? Vamos falar sobre os números do trabalho aqui no Brasil que hoje nos dão um choque de realidade, né? Somos o segundo país no ranking mundial de casos de burnout. Eh, cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com esse esgotamento físico e mental. E o debate sobre a escala 61, né, reforça a urgência. Jornadas longas aumentam 35% a chance de risco de AVC e de doenças mentais graves. Aí é hora da gente questionar. Se a sua felicidade depende exclusivamente do seu crachá, como é que fica a sua saúde a cada mudança do mercado? Você que nos assiste, já sentiu que a sua identidade foi engolida pela rotina? É, gente, importante a gente fazer alguns questionamentos, né, Camila, como psicanalista, por que que a gente tem tanta dificuldade de nos enxergar fora dessa função profissional, né? Porque de repente aposentadoria, né, ou então uma demissão costuma ser vivida como o fim da vida, porque acaba. Poxa vida, mas quem somos nós somos somente mesmo o crachá. Uhum. Sim. É um luto que a gente vive, né? Quando a gente saia de um ambiente de trabalho, quando a gente se aposenta, isso também é vivenciado como um luto. E a gente costuma a a pensar o luto, né, como o falecimento de uma pessoa, mas não necessariamente é só isso. Sempre que um ciclo finaliza, a gente também vivencia um luto. E se você coloca a sua identidade na sua função do trabalho, no seu trabalho, no luto, parte sua também morre. Então isso é uma dor, né? Isso é uma dor que precisa ser inclusive acolhida, precisa ser vivenciada, precisa ser reconhecida. Então, nesse luto, a gente precisa mesmo se dar um tempo, né, para essa nova realidade. Mas é importante lembrar que a gente não é aquilo. Aquilo representa uma parte da nossa personalidade, uma parte da nossa vida, não é toda a nossa vida. Então, você é profissional, você é mãe ou pai, você é filho ou filho, você é marido, mulher, né? Você tem tantos papéis na sociedade e quando você se resume a um profissional, uma profissional, você pega toda a sua personalidade, todo o potencial que você é, todos os lugares da sua vida e você resume uma única coisa. Então, quando isso finaliza, você se separa de você, então você se perde você. É importante você se reconhecer em todos esses outros lugares, vivenciar o luto, sim, que isso é importante, de repente tomar um tempo para você, para reconhecer esse processo de luto, mas se reconhecer também em outros lugares e e redescobrir a sua grandeza, né? a grandeza da sua personalidade, do seu eu. Excelente. Muito bom, gente. Nossa, o programa de hoje tenho certeza que vai pegar assim de uma forma que tá todo mundo pensando agora, nossa, mas quem sou eu além do meu trabalho, né? Ô, Danilo, você atende muitos profissionais de alta performance, né? Eles costumam chegar até você assim, ã, um pouco frustrados por acharem que são apenas resultados financeiros, né? Como é que a gente faz para lidar com essas camadas de identidade? Porque o empresário ele ele trabalha muito, mas muito, e ele precisa do resultado financeiro para poder continuar, né, movendo todo esse sistema. Mas e aí essa pessoa, essa e eh que busca esse atendimento, ele é só o resultado financeiro, mas quem é ele, né? Isso deve ser muito frustrante. Púbia, eh, assim, eu eu vivenci alguns anos já essa vida de empresário, né? Nunca nunca iniciei como empresário, comecei como CLT, depois fui fazendo essa transição. Então hoje eu entendo muito das duas partes nesse nesse quesito, né? Eh, lógico, dentro da experiência que eu já tive. Uma das coisas que eu percebo muito, principalmente sobre essa questão financeira, a gente tem que entender qual é a posição do dinheiro na nossa vida. Eu acho que quando você entende qual é a posição do dinheiro na na na sua vida, fica mais fácil de você saber qual é a posição do trabalho também, né? Eu hoje trabalho com a com a questão da terapia. Eu tenho um mais dois estabelecimentos, né, que a gente faz o gerenciamento, que é são empresas familiares. E o ano passado eu vivi um pouco dessa entre parênteses, essa crise, né, e falou assim, cara, como que eu vou gerenciar tudo isso? Só que meu foco principal do trabalho era a família. Então, o que eu entendo hoje como uma principal identidade é você entender primeiro ter um autoconhecimento seu e entender qual é o seu propósito, o que é que você quer com isso, você quer trabalhar para quê, né? lógica, o trabalho trazer dignidade, etc. Toda aquela conversa que a gente já conhece, não vou entrar nesse nesse âmbito agora, mas e para que que você trabalha? O que que você quer com isso? E quando você recebe o recurso, que é o mais importante, eu acredito que é aí aonde a falta de gerenciamento traz mais a frustração da pessoa. Quando você recebe o recurso, o que é que você faz com ele nesse momento? Éonde meio que vai decidir se você vai usar aquilo a seu favor ou contra. Então, se você sabe gerenciar a o retorno do da semente que você tá frutificando na terra, é natural que você não vá parar de frutificar. Eu amo trabalhar, eu adoro trabalhar, eu eu quero ter mais empresas ainda, penso mais algumas coisas, porém isso não atrapalha a minha vida particular, não atrapalha minha vida profissional, não atrapalha a minha vida, principalmente com a minha esposa e com a minha filha, que são meus maiores patrimônios. Então, quando você vive debaixo de um princípio estabelecido debaixo de fincado numa rocha de fato, entendendo o que é que você quer fazer com aquilo que você tá recebendo, automaticamente o peso começa a sair de você. Aquilo, lógico, não é fácil, o dia a dia não é simples, tá? Todo um trabalho, toda uma dificuldade, né? Mas a gente acaba aprendendo a lidar com isso, porque eu uso isso como ferramenta e não como uma muleta de apoio. Excelente. Excelente demais, gente. Olha, a a Ô Camila, a psicanálise, né, ela explica esse medo que a gente tem de ficar à toa de que forma, né? O o pensamento moderno, ele acabou nos entre aspas assim escravizando a ponto da gente achar que descanso é uma perda de tempo e se eu tô parado, eu vou perder dinheiro e se eu estou parado, eu também não sei quem eu sou e aí eu acabo entrando em desconexão com tudo aquilo que eu lutei para construir. Uhum. Sim. Eh, existem duas, existem dois caminhos aqui que eu acho que a gente precisa entender. A primeira coisa, quando a gente tá à toa, né, quando a gente tá sem fazer nada, a gente se desocupa do dos ambientes externos, né? Então, a gente tira a nossa atenção, tira o nosso foco das coisas que estão acontecendo fora da gente. E aí, para onde que vai a nossa atenção? Para dentro. Então, quando eu tô sem fazer nada, quando eu tô sozinha, quando eu não tô no celular, ou quando eu não tô trabalhando ou que eu não tô, quando eu não tô vendo uma TV, a minha atenção ela se volta para dentro e daí eu sou obrigada a lidar com os meus conteúdos internos. Então isso representa o medo, porque a gente tem muito medo de olhar para dentro, a gente tem muito medo de se deparar com os sentimentos que existem dentro da gente, porque a gente vive atropelando eles, né? Então a gente fica na faceção, vamos dizer assim, a gente fica na faceção do dia a dia, na faceção do trabalho, na atividade, na atividade, na atividade. E isso ocupa a minha atenção. E aí, se eu sinto uma tristeza, se eu sinto uma angústia, eu passo por cima disso, porque eu não tô dando atenção. No momento que eu paro e que eu tô comigo, aí que tudo aquilo vem à tona, aí eu vou precisar olhar para isso. Aí eu vou precisar ver o que eu tô pensando, eu vou precisar ver o que eu tô sentindo e eu não quero, né? E aí eu fico fugindo disso. Então a gente tem muito medo de ficar à toa por causa disso. Então tem esse lado. O segundo ponto é a gente vive numa sociedade que eh culpa muito o sentir prazer. Então, se eu tô no meu momento de lazer, eu vou sentir culpa por isso. Se eu tô sentindo prazer em alguma coisa, eu vou sentir culpa por isso, né? Então, a gente precisa se permitir, a gente precisa se autorizar a sentir prazer na vida, sentir prazer nas coisas, porque a gente não tá aqui só para trabalhar, né? Como eu falei, o trabalho é só uma parte. A gente também tem o direito de sentir prazer nas coisas que a gente quer fazer. A gente tem o direito de viver um lazer, de viver um momento de tranquilidade, de viver um momento de paz, né? Então, é importante a gente se questionar às vezes e a gente se autoriza a sentir esse prazer na vida também. Excelente. É forte a gente pensar assim, ó, que a gente nos define pelo trabalho para evitar olhar para dentro da gente, né? Ray Williams dizia que quando o trabalho te define, eh, seu mundo se torna estreito demais. É uma tentativa de preencher com metas um vazio que só o autoconhecimento pode ocupar, né, Danilo? Essa questão de sair do ponto A pro ponto B, mas como eu eu vou fazer isso se eu nem sei onde é que eu tô? e nem sei o que que é ponto A, que que é ponto B. E eu não me vejo sem planilhas, não me vejo sem reuniões, não me vejo sem eh eh tá sempre eh empreendendo, melhorando, performando. Gostaria que você trouxesse um pouquinho sobre essa questão. Legal. O que que eu gosto de utilizar quando a gente tá conversando sobre ponto A e sobre ponto B? São cinco, vamos, eu vou chamar de pirâmide, tá? São, é como se fosse uma pirâmide. Então, a base da pirâmide para mim é ambiência. Que que é ambiência? Isso é somatória de pessoas e localidade. A sua geografia, as pessoas com quem você tá, vai falar muito sobre como é que o como é que tá regindo a sua vida ali, como é que as coisas estão. Então, se você parar para pensar agora rápido, fazer um flashback, provavelmente se você pegar as pessoas em ambiente, você vai falar assim: "É, eu tô ali naquela média". Não é que cinco pessoas na média, não, não é isso, mas olha o ambiente que você tá, olha as pessoas com quem você anda, tá de acordo com aquilo que você quer? Pô, Danilo, nem sei o que eu quero. Ah, então aqui a gente tem um problema. Então, primeiro saber o que você quer pra primeira base. A segunda é automaticamente quando eu começo a mudar de ambiente ou pessoas, o meu comportamento ele é exigido que seja alterado. Eu preciso alterar esse comportamento. Então eu vou buscar o quê? Novas habilidades, que é a terceira via. A minha habilidade ela vai começar a travar, que é exatamente onde vocês estão conversando agora. Eu vou chegar onde chamado na crença, as minhas crenças limitantes. Então eu comecei aqui, pô, fui convidado hoje para vir aqui conversar com a Rúbia, né, no programa, mas eu tenho vergonha, então vou perder essa oportunidade. Isso é uma crença, isso me deixa travado, não deixa eu elevar o meu nível, não deixa eu fazer outras coisas que eu preciso e automaticamente chegar onde eu quero, que é lá no ponto no ponto B, que seria ali, não sei, um objetivo, um propósito, seja o que a pessoa tiver, né? Ele é muito subjetivo de cada um. Mas se você fizer essa escalada ou se você anota, pode pegar um papel, anota, anota essa escalada e observa dentro da sua vida, dentro da sua aplicação, até mesmo dentro da empresa. Pô, eu quero assumir tal função, né? Eu quero fazer tal coisa, por que que eu não chego lá? Pode ver o ambiente, o lugar que as pessoas com quem você tá andando, o comportamento que você tá tendo, as habilidades que faltam, aquela crença limitante. Então isso serve, é um esqueleto que serve para quase tudo na vida. Então eu gosto muito de ensinar isso que foi algo que destravou a minha vida e vem destravando as vidas com quem eu venho atendendo, né? Só para ela conseguir sair do ponto A ao ponto B sem ficar naquela, mas como que eu faço? Na verdade, o que fazer você vai descobrir dentro do processo. Mas uma coisa você tem que entender, você tem que saber por onde começar. E comece pelo ambiente, as pessoas que você tá andando que você vai entender o que que tá acontecendo. Exatamente, né? Isso influencia muito, né? O ambiente ele nos influencia a ponto de nós mudarmos a nossa personalidade, não é mesmo? Sim, sim. A gente tem uma necessidade que a gente não percebe muitas vezes de agradar. Uhum. Né? Então, a gente quer muito ser amado, a gente quer muito agradar, a gente quer muito ser visto. E aí a gente cria uma ideia na nossa cabeça de que, ah, então essa pessoa, esse lugar, ele espera que eu haja dessa forma. Então, vou tentar agir da forma como eu acho que as pessoas esperam. E aí eu vou moldando uma imagem sobre mim e vou agindo de acordo com isso. E o pior, às vezes eu acredito que eu sou essa imagem. Au, né? E por isso que é importante eu saber quem eu sou para eu trazer autenticidade e não precisar, porque é muito cansativo, sabe? Você ficar o tempo inteiro performando uma imagem eh em função de ser aceito pelos outros, né? É verdade. Quando a gente fala de trabalho, né? A escala 6 por1 compromete potencial reparador do único dia de folga. Vamos lá. O descanso vira uma preparação para o próximo ciclo do cansaço, né? Parou para prestar atenção? Aí resgatar o tempo livre, gente, é antes de tudo um exercício de dignidade, de sobrevivência, de autocuidado. A gente precisa descansar. Final de semana, né? Daqui a pouquinho, já hoje é quinta-feira. Então, como foi o seu final de semana? E agora, o que que você pretende para esse final de semana? Quando você chega em casa, no final de semana você não sabe o que que se faz. Aí você olha a tua casa e fala assim: "Não, mas eu não hum não consigo, não consigo fazer nada porque E aí você não quer falar com ninguém, você não quer fazer nada, você só quer trabalhar, só quer pensar em trabalhar." E aí vem a pergunta, né? Quem é você além do seu trabalho? Você é mãe? Você é pai? Você gosta de sair? Você gosta de fazer o quê? Gosta de tomar um banho de floresta? Gosta de eh contemplar a natureza, tem algum hobby? Não, mas não dá tempo, eu só trabalho. Mas aí no seu final de semana, o que que você faz, né? Como é que a gente reconstrói o senso de pertencimento e de identidade quando a gente passa vários anos, né, sendo definidos apenas pelo que só pelo que aquilo que a gente só produz, produz, produz. Então, quantos anos você trabalha? Poxa vida, né? Todo mundo, a gente trabalha a vida toda, né? E aí a gente só produz a vida toda, entendeu? Então assim, e agora? E os finais de semana? E o tempo? e o hobby e a família traz pra gente aí um um encaminhamento, algo que pode nos orientar referente a isso, Caminho. É, então, eh, isso me lembra o livro A Sociedade do cansaço do daquele do filósofo coreano do Yunan, eh, que ele fala justamente disso, né? Ele fala sobre o descanso, ele ser uma preparação pro trabalho no dia seguinte. É. Incrível. E aí sim, né, burnout, aí ansiedade, aí depressão, e aí essas doenças da sociedade contemporânea que a gente vive, né? Eh, mas assim, como que a gente se reconecta? a gente vai se percebendo. Então, se eu tô no final de semana, eh, eh, e existe uma tentação de fugir de mim, eu não cedo essa tentação e eu encaro o que eu tô sentindo. Eu me pergunto o que eu tô sentindo, eu sinto o meu corpo, eu sinto o meu cansaço. Então, eu posso ter o direito de descansar um pouco e não fazer nada e não sentir culpa por isso, porque é necessário, porque o meu corpo tá sentindo isso. Então, eu vou reaprendendo o meu ritmo, eu vou reaprendendo o que que eu de verdade gosto. Se eu me conectar comigo, se eu me conectar com o que eu tô sentindo, pode ser que venha uma tristeza, eu aceito essa tristeza porque ela não vai me engolir, né? Eu posso observar essa tristeza sem me identificar com ela. Eu sinto essa tristeza e às vezes a tristeza ela é: "Poxa vida, não comi o que eu queria comer." Às vezes não é uma grande tristeza assim, né? Mas eu tenho tanto medo que eu não olho para isso. Eu crio um monstro na minha cabeça e aí eu não olho para isso e fico fugindo. E aí quando eu percebo, ah, eu tô triste porque eu não comi o que eu queria comer, aí eu vou lá e como, né? Então eu conto para mim o que eu tô sentindo. Eu conto para mim o que que eu quero. Então, ah, o que que eu quero agora? Às vezes parar um segundinho, um tempinho, parar, sentir aqui os meus sentimentos, perceber o que eu tô pensando, sentir o meu corpo, aonde que eu tô cansada, aonde que tá doendo, fazer uma massagem em mim mesma, se tá doendo em algum lugar, ou tirar um cochilinho no meio da tarde, no final de semana. Tudo isso é muito digno e é necessário e é muito positivo. Isso também é saúde, né? Isso também é equilíbrio, não é assim, a gente nessa sociedade, né, nessa obrigação de estar produzindo o tempo inteiro, coloca dentro da gente uma culpa de não estar produzindo, né? Então a gente não tem que estar produzindo. Então isso é esse é um desequilíbrio da sociedade atual, né? A gente pode simplesmente não produzir nada e simplesmente ser verdade. E cada vez mais, porque a gente anda numa velocidade que, olha, é velocidade da luz, né? É, a gente anda tudo, é tudo muito rápido e é tudo muito para ontem, tudo para agora, ansiedade permeando. E aí eu pergunto pro Danilo, a questão da programação neurolinguística, né? Como é que a programação neurolinguística ela ajuda a gente separar o eu profissional do eu humano, né? Para que a gente não entenda que de repente um fracasso no trabalho ou algo que não deu certo não destrua a nossa autoestima. Qual que a importância dessa ferramenta que a gente tem que estar aliada à nossa saúde mental? Legal, R. Ó, eu, Danilo, eh, uso e direciono a pessoa a usar muita modelagem. Uhum. O que que é a modelagem, né? Como a Camila disse aqui, é muito legal, eh, o as pessoas hoje elas têm aquela obrigação de produzir, né? Só que o que é que você tem produzido? Aquilo que você tem produzido, tem te dado retorno ou não? Qual retorno que eu falo? O que eu falo aqui não é retorno financeiro, tá? Eu falo retorno de acordo com aquilo que você quer. Então, pô, o meu tempo que eu tô ali com a minha família, eu tô com o celular na mão. Será que esse tempo tá sendo reproduzido da forma que precisa? Tá dando o resultado que eu quero? Não, não está. Então, como que eu posso fazer? Eu olho a pessoa naquela naquele ambiente, né, naquele setor, naquela área que você quer, naquele segmento e ver o resultado que ela tem. Aprenda com ela. A gente não vai crescer sozinho. Ninguém cresce sozinho. A gente precisa aprender com outras pessoas. E uma das formas que eu aprendi a lidar exatamente com esse com essa com essa com essa com esse ponto da Camila aqui foi o quê? Aprender a desfrutar dentro do processo. Eu não mais espero o fim de semana. Eu não fico mais esperando o domingo para eu desfrutar, por eu não sei se eu vou chegar no domingo. Uhum. O domingo para mim ele vai ser uma incógnita. Pode ser que sim, pode ser que não, mas pode ser que meu domingo eu precisa trabalhar. Então, se eu tiver segunda-feira, eu tiver um tempo, é naquele momento que eu tô com a minha filha, naquele momento que eu tô com a minha esposa. Então, para mim hoje um dos princípios que eu mais vivo é o princípio da família. Para mim é é a base de tudo para mim. Tudo que eu faço é para elas, elas sabem disso. E entender que quando você vive um processo e você aprende a desfrutar dentro dele, então, pô, se você tá no trabalho, aprende a se divertir com com as pessoas, aprende a falar legal, aprende a estudar, aprende a evoluir, sai daquela mesa, né? Eu tenho um restaurante lá e eu vejo, eu observo muito, as pessoas sentam na mesa, fala mal de empresa, fala mal de chefe, fala mal de não sei o quê, fala, fala mal. O problema não é você não concordar com as coisas, mas é o tipo de coisa que você tá semeando no seu cérebro. Porque quando a gente fala, né, a gente joga a volta pro nosso próprio cérebro. Aquilo tá semeando, tá aumentando aquele tipo de pensamento. Então, trocar isso, troca por uma coisa positiva, né? Não tô falando para você ser positivo, ah, vou pô tudo é bom, não, não é isso. O mundo não é assim, mas troca por algo positivo, troca por aquilo que te faz bem. Então, uma conversa bacana, como a gente tá tendo aqui, evolutiva, algo que te leva. Senta com pessoas que querem te ensinar, se afasta daquelas pessoas que querem só ficar criticando. Qualquer coisa que você faz, joga uma bomba em cima de negatividade, te destrói, te trava, não para, saia, afasta, vai para outros lugares. Que eu acredito muito nisso. É uma coisa que Deus nos ensina muito dentro do processo, né? Ele mostra que tudo tem seu tempo, né? Há tempo de chorar, há tempo de sorrir, há tempo de de de ficar alegre. E aí eu concordo do mesmo jeito. Acho que dentro do processo, tem dia que você vai estar bem, tem dia que você vai estar mal, tem dia que você vai estar alegre, tem dia que você vai estar motivado, tem dia que você vai querer desistir, né? Mas não desista, mas é isso, é você aprender a olhar pro seu dia a dia e tirar o melhor dele. Eu acredito muito nisso. Excelente, né, Camila? Muito importante essa fala do Danilo, né? E aí, eh, em tempos de burnout, que a gente tá falando aqui da questão, né, de quem você é, além do seu profissional, né, em tempos de burnout recordes aí, com números e números crescendo a cada dia, como é que o silêncio e a espiritualidade pode ajudar a gente recuperar nossa saúde mental? Porque o Danilo trouxe algo que eu já ia puxar aqui e assim a gente tá numa conexão bem legal, porque é importante também a gente parar, se olhar, analisar, descobrir quem somos, o que queremos, para onde vamos, mas a gente precisa entender que a gente precisa recuperar a nossa saúde mental. E às vezes a espiritualidade, você que trabalha com isso também, ela, né, faz todo sentido e às vezes a gente consegue se reconectar mesmo para poder eh realmente dar sentido a quem somos. Uhum. Sim. É muito importante. E assim, acho que é importante frisar que quando eu falo de espiritualidade, eu não falo necessariamente de religião, isso, né? Então você pode ter sua religião, independente da religião que você tiver, a sua conexão espiritual é que vai te trazer ferramenta para você se conectar com você. Então, quando a gente se conecta com a espiritualidade, eu não tô falando assim de uma conexão só com uma espiritualidade externa, né? Eu tô falando de uma dimensão interna, de uma conexão com o seu selfie, com o melhor que existe dentro de você. Então, tem duas ferramentas que a espiritualidade nos apresenta, que é a prece meditação, que são eh elas trabalham quase no mesmo nível dentro da gente, né? Então, a gente silencia e a gente se conecta com o nosso eu mais elevado quando a gente tá em prece e quando a gente tá em meditação. E uma coisa que eu sempre falo, as pessoas esquecem muitas vezes de fazer prece no processo de autoconhecimento, né? Então, quando elas entram em prece, elas pedem: "Ah, eu peço proteção para sair de casa ou eu agradeço alguma coisa". sempre eu pedindo, agradecendo, mas a gente pode usar esse recurso, por exemplo, para pedir ajuda espiritual, para se reconhecer, ajuda espiritual para se ver, para encontrar a verdade dentro de si, para ter coragem e amorosidade com os próprios sentimentos, com os próprios pensamentos, para ser flexível. Então, a gente pode usar esse recurso da prece para encontrar espaços dentro da gente que sejam positivos e para encontrar o nosso melhor, né? Porque a gente fica com tanto medo de atravessar as nossas sombras e a gente esquece que tem depois, logo depois assim das nossas sombras, tem a nossa luz, tem a nossa potência, tem toda a nossa positividade real, tem o nosso amor real, tem a nossa o nosso poder real. Então, quando a gente se conecta com a espiritualidade de um ponto positivo, de um lugar construtivo, a gente encontra muitos caminhos para acessar isso dentro da gente. Olha só que interessante, né? Nós começamos eh falando eh da identidade, né? Quem somos nós além do trabalho? E aí agora a gente já passou para uma questão mais é da prece da da meditação. Por quê? Porque é através dessa conexão que você realmente vai descobrir quem você é, né? Porque se a gente parar para analisar, Danilo, essa questão de trabalho é é algo assim que faz parte do dia a dia de todo mundo, porque a gente precisa trabalhar para sobreviver e tá tudo bem. É assim, ótimo. Mas a gente também precisa de um tempo para descobrir quem somos. A gente precisa até de repente eh de hobbies, né? Porque de acordo com pesquisas aqui, eh, tem a hobbies, voluntariados, eles reduzem o sistema, os os sintomas de depressão, aumentam aí eh o bem-estar social, né? Então isso é sinal de que a gente precisa também estar fazendo algo para que a gente tenha essa sensação de pertencimento e de saber quem somos, o que queremos, que o trabalho é essencial, mas ele não é tudo na vida. Exato. A gente um, a sociedade hoje, né, acho que você fala muito até dentro da internet para você que que vive ali dentro, você vai ouvir bastante sobre isso. O pessoal falando sobre muita questão de comunidade. Hoje existe muita criação de comunidade, né? já não é mais um e ah, eu quero fazer isso aqui, eu quero a pessoa me siga para não é a questão de uma comunidade, é como se fosse de fato uma tribo, né, que é algo que o ser humano sempre teve desde o do seu início. Sim. E o hobby, né, essa questão do de você fazer algo que gosta para principalmente para para nós trabalhadores, é algo muito importante, porque infelizmente a maior parte hoje trabalha no que não gosta. Uhum. Então, já é um sentimento ruim, porque ela faz aquilo por necessidade. E como a a Rúbia disse, é, tá tudo bem, faz parte do jogo, né? A gente tem que ali, lógico, né, de outra maneira, outro outro ponto, estudando, evoluindo isso para que a gente consiga poder escolher lá na frente. Mas para que isso aconteça é interessante que você também, né, se conecte à aquilo que você gosta, né? E não tenha vergonha de fazer, né? Tem gente que gosta de fazer, né? Homens gostam de dançar balé, por exemplo, e tem vergonha, né? né? Mulheres querem jogar futebol, muitas vezes não jogam porque alguém fica falando, eu acho que é legal você se conectar aquilo que você gosta, né? Existem hobbies, não, por exemplo, eu gosto muito de ler, né? Ah, mas ler não é estudar, para mim não é, para mim virou um hobby, entende? Então é é muito de cada um, é aquilo que você gosta, por eu tenho um estilo de vida, eh, não sei se a se a Camila compactou disso, mas eu tenho um estilo de vida onde eu gosto de fazer tudo, tudo que eu faço é para me agregar em algum motivo, alguma coisa. Do contrário, para mim é como se eu tivesse perdendo tempo. Eu aprendi isso com 27 anos. demorei 27 anos para aprender. Então, eh, hoje quando eu tô lendo ou quando eu tô com a minha família, quando eu tô fazendo alguma coisa, é sempre para me agregar para alguma coisa, pro próximo passo que eu quero dar. Então, eu acho legal sempre você se conectar com aquilo para você, lógico, sai um pouco da sua rotina, né? Sai um pouco daquele momento que você fica estressado, frustrado com aquela situação, vai fazer algo que você gosta, né? Mas sempre lembre da sua responsabilidade, até porque é o seu trabalho, é aquilo que muitas vezes talvez você não goste, que sustenta a sua casa e leva todo o pão de cada dia para dentro da sua família. Exatamente. É desafiador, né? Mas a gente precisa manter a eh ter o equilíbrio, né, Camila? Agora, como é que a gente faz para manter o esse equilíbrio todo? Ele acabou passando aí uma receita básica que todos nós deveríamos seguir, mas às vezes a gente não segue. Por quê? Porque a gente tá vivendo nesse mundo frenético e que está todo mundo performando e a gente dá muito sentido em correr, né? Correr para onde? Uhum. Correr para onde? Correr. Correr. Que eu digo, gente, é no sentido de trabalhar, trabalhar, trabalhar, performar, performar, performar. Aí você sai, chega em casa, descansa, acorda, trabalha. Chega em casa, descansa, acorda, trabalha, chega. Poxa vida, mas e aí? O trabalho acaba? Quem é você? Uhum. Sim. Eh, é uma pergunta, né? Quem sou eu? É uma pergunta que a gente esquece de fazer, né? Essa pergunta, gente, ela tem resposta? Ela tem resposta, mas a resposta muda. Muda, né? Ela não é fixa. A gente tá em movimento. A gente tá em movimento. Exato. E se a gente se fixa numa resposta, isso também pode causar muito sofrimento, porque a gente vai mudar depois. A gente vai sentir coisas diferentes, pensar coisas diferentes, que às vezes tá em desacordo com a imagem que a gente tem de que a gente é. Uau! E se isso está em desacordo com a imagem, se eu falo: "Nossa, não, pera aí". E eu fico tentando sentir diferente. Mas o sentimento é espontâneo, né? Quem a gente é, é só, a gente só pode sentir quem a gente é na espontaneidade. Se eu fico tentando eh corresponder a uma imagem que eu tenho de mim, eu não sou mais espontânea. Isso corta totalmente a minha alegria de viver, corta totalmente o meu prazer de viver. Então, a resposta, quem sou eu? Ela muda. Hoje eu sou uma pessoa. Daqui anos eu vou ser outra pessoa. Você é a mesma pessoa que eu sou hoje. Uau! Olha só, essa sua fala me deixou tranquila. Sabe por quê? Porque eu vivo tentando descobrir quem sou eu além do meu trabalho, gente. E cada vez que eu vou fazer essa resposta, as respostas realmente elas são diferentes. Mas daí faz sentido, porque eu penso, acho que você de casa também se identifica, porque a gente tá em movimento, né? A vida é movimento e a gente tá em movimento, a gente tá em expansão, a gente tá aprendendo, a gente tá mudando, a gente tá. Então é claro que essa resposta ela vai ter alterações toda vez que você parar para se perguntar, não é, Danilo? Achei muito interessante. Por favor, pode completar e expor aí a o seu raciocínio sobre quem somos, quem é você, né? Eu concordo com a Camila em 50%, se você, né? Me permita uma parte. Eu, Danilo, quando hoje, né, quando me apresento, quem sou eu? Eu, Daniel, sou um cristão, né? Eu sou um filho de Deus, eh, abençoado todos os dias por estar aqui, né? Tenho lá minha família como e sou um homem, e aqui eu concordo com ela. Eu sou um homem em transição, eu sou um homem em evolução, né? É isso. Eu concordo muito com a Cabil. Acho que a gente não pode se fixar no que está no momento, porque nós estamos, nós não somos, né? Um dia não vamos estar mais. Uhum. Então, é tudo uma fase, vai chegar um momento que a gente não vai mais estar aqui. Então, conforme, por isso que eu falei para vocês que com eh como no meu dia eu trago a evolução, não para só trabalho, mas como homem, como marido, como um pai, como um homem de na sociedade, né? também tento trazer até como um professor, né, para dentro dos ensinamentos aqui que a gente tá trazendo hoje para que a gente consiga evoluir e e talvez ali pelo menos no nosso ecossistema, né, transformar as pessoas e mudar um pouco a mentalidade para que as pessoas comecem a evoluir, entender que o trabalho ele é necessário, né? Brincar é necessário, conversar é necessário, sair se relacionar é necessário, não é? Mas tudo tem seu equilíbrio. Então para mim hoje, né, quem sou eu? Para mim é muito estabelecido, muito tranquilo em relação a isso. Eu acredito que isso me ajuda muito a viver o dia a dia, porque eu sei onde, da onde vim e para onde vou. Agora, o que me importa é o que eu quero fazer com aquilo que eu preciso levar. Então, a minha mensagem, como que eu vou levar? E início eu preciso do desenvolvimento, que é as habilidades que eu vou desenvolvendo no percorrer do caminho, que graças a Deus até agora tem dado certo. Excelente. Olha só, gente, que bate-papo gostoso, né, pra gente aprender. Você tá vendo como que a gente tá em movimento? A gente tá aprendendo aqui, né? E e pode ter certeza que todos nós aprendemos juntos e de repente com a fala dos nossos convidados, você virou a sua chavinha aí você mudou e você já não é mais aquele que você era ontem, você já é outra pessoa a partir eh de ouvir o que estamos falando aqui no programa de hoje. Você tá vendo a importância, né, da gente saber com quem a gente se relaciona, da gente saber o que a gente fala, da gente saber o que a gente quer ouvir, do que nós estamos querendo nos alimentar, né? O que te alimenta, né? Do que do que você está se alimentando. Daí você falou assim: "Ah, mas eu tô com medo minha marmita". Não, a sua mente, o seu cérebro tá se alimentando do quê? Faz sentido para você? E tudo que a gente ouve, a gente aquilo ele reverbera dentro da gente, né, Camila? Sim. É uma nutrição, né? Tudo é uma nutrição. Então, a gente tem nutrição em todos os níveis. A gente tem uma nutrição do corpo físico, a nutrição emocional, nutrição mental quando a gente estuda e a nutrição espiritual. a gente precisa buscar essa nutrição. Esse esse alimento ele não chega sozinho, né? Então a comida ela não chega sozinha, a gente precisa trabalhar por ela. Então a gente também precisa trabalhar por pelas nutrições em todos os níveis, né? E é muito importante pra gente poder se alimentar bem na vida, para poder se nutrir bem na vida e se fortalecer, né? Excelente. Agora, para quem sente que tá em crise de identidade, né? Agora, porque essa questão do trabalho é eh eh quem sou eu a além do meu trabalho eh reflete uma crise de identidade, né, Danilo? Eh, como é que a pessoa faz para transformar essa confusão em oportunidade? Porque a gente também precisa ficar atento às oportunidades que aparecem eh paraa gente e de crescimento, né, de crescimento, de expansão. Mas aí se a pessoa tá nessa de tá fechado mesmo paraas oportunidades, sendo só o que ela é profissionalmente, né, quem você é? Ah, eu sou jornalista. Não, não é. Você está jornalista. Hoje eu estou como jornalista, amanhã posso estar como outra coisa, entende? Então é isso, a gente precisa estar atento às oportunidades de crescimento e não fechado no que somos eh dentro do nosso trabalho somente. Exato. Porque eh o que que a gente vê, vou trazer um vou trazer um exemplo aqui que eu acredito que todo mundo já conheça. Naquele naquele filme que tem na da Alice no País das Maravilhas, né? Tem um momento que ela chega lá lá na lá embaixo, conhece, acho que é um coelho ou um gato que tá em cima, ela pergunta para tem dois caminhos, né? E ela fala assim para ele pergunta a que caminho você quer ir? E ela fala assim, eu não sei ele fala: "Para quem não sabe, qualquer coisa tá bom, qualquer caminho tá bom". Eu acho que esse é o primeiro ponto, né? Vou colocar três pontos. O primeiro ponto é esse. Se você não souber para onde você vai, você não vai saber reconhecer se aquela oportunidade é boa ou não é? Então, né? Quando eu recebi o convite aqui da Rúbia para tá aqui hoje, essa oportunidade adequada pro que eu quero, sim ou não? Eu preciso saber do meu caminho. Se eu souber o que eu quero, eu vou saber se faz sentido ou não, porque do contrário, aquilo só vai parar, só vai atrasar uma um um caminho que eu preciso percorrer. E muitas vezes é exatamente isso que acontece, porque a pessoa muitas vezes, Rúbel, ela tá performando muito bem numa multinacional ou na empresa ou até uma empresa pequena, ela tá indo bem, ela pode ali ser uma coordenadora até um futuro sócio, porque a a empresa tem a tendência a crescer, mas ela recebe uma proposta de R$ 200 a mais. Uhum. Aí ela fala: "Hum, R$ 200 a mais, né? É muito bom. E é muito bom, né? a gente não tá aqui para julgar se é ruim ou é bom, mas muitas vezes você não receber o dinheiro naquela hora, mas continuar com a oportunidade, talvez daqui um ano o dinheiro pode ter sido 10 vezes mais. Então entender o que você quer muitas vezes não é só olhar pro fruto e sim pra decisão que você precisa tomar na hora que você vai semear alguma coisa. E e a no segundo ponto que a gente traz sobre isso é quando eu entendo então o que eu quero, automaticamente eu começo a tomar as decisões certas, né? Ah, como que eu tomo decisão? O que eu mais recebo é isso. Como que eu tomo essa decisão aqui? Como que eu faço aqui? Como que eu que eu olho? Simples. O que é que você quer? Não sei. Exato. Por isso você não consegue tomar decisão. Uhum. Né? Qualquer pessoas que você vê, qualquer biografia que você lê de, né? Vamos pegar de grandes empresários que a gente acha pro pro mercado hoje, você pode perceber que as decisões deles são sempre de acordo com aquilo que eles precisam fazer. A mesma coisa dentro da nossa vida. O que é que você quer fazer da sua vida? Essa é a decisão que você vai tomar. Se você não sabe, só vai de acordo com o prazer e não há problema ver o prazer, o prazer, mas tem certos momentos que o prazer momentâneo ele vai derrubar o seu crescimento ali na frente. Entender isso é o você consegue alcançar o terceiro ponto que é o resultado, né? Quando a gente chega no resultado que a gente quer, a gente olha para aquilo, aquilo começa a trazer mais autoconfiança. E essa autoconfiança é o que começa a tirar você dessa crise. Ah, eu tô em crise de identidade. Por que que você tá em crise de identidade? Porque basicamente eu não sei o que eu quero, eu não sei o que eu sou, né? Porque como a gente tá falando quem eu sou, você nunca vai descobrir na verdade a gente tá em evolução, como a gente acabou de falar aqui. Agora o que eu quero, eu consigo saber, nem que seja a curto prazo, OK? Eu posso saber, ah, o que que eu vou fazer daqui a pouco? Eu já sei, então já sei quais são as minhas atividades. Se eu não tenho isso programado, automaticamente isso não vai conseguir ter resultado. Falta de resultado é frustração. Frustração é sentimento negativo. Sentimentos negativos calma essa causar a aquelas emoções que você fala: "Hum, não sirvo, sou ruim, não presto", etc, etc, etc. E aí a gente começa a entrar, né, naquele jogo de olhar para trás e começar a pensar muito em, ah, eu era bom nisso, era bom naquilo e até chegar numa depressão. Uau! E olha só o caminho, né? o caminho que a falta de identidade, de pertencimento, de conhecimento, de autoconhecimento pode fazer e que ponto que pode levar, né, a gente isso é muito sério. Camila, gostaria que você trouxesse pra gente aí eh eh essa essa linha do tempo. E quando a gente chega nesse ponto, né, que a gente e eh como o Danilo trouxe, uma depressão, você veja, é, são caminhos, né, que você percorreu e aí você acabou chegando em uma depressão pelo fato de você não saber quem você é ou então de você achar que você é só aquele profissional. Eu digo só porque assim, é 50% da nossa da nossa vida, trabalho, beleza, é, mas eu e o resto e a metade, se você não sabe quem você é após o seu o seu profissional, então realmente é só o profissional mesmo. Sim. Eh, a depressão ela muitas vezes ela reflete uma grande falta de conexão com quem você de verdade é, uma falta de é uma autoalienação, né, em alguns níveis, assim. Então, se eu não estou conectada com o que eu tô sentindo, se eu eh vou trazer até aquela coisa da imagem de novo, se eu acredito que eu sou assim, eu tenho uma imagem sobre mim dessa forma e eu sinto outra coisa que tá tá contadizendo isso, eu vou tentar reprimir isso que eu tô sentindo. E essa repressão do que eu tô sentindo, isso vai minando a minha energia e eu fico esgotada. Eu fico esgotada porque eu não quero sentir o que eu tô sentindo. Eh, sentimento ele é pulsão de vida, ele é energia vital. Então, quando eu luto contra os meus sentimentos, eu uso uma energia vital que tava ali disponível para eu viver minha vida contra mim mesma, contra os meus próprios sentimentos. Isso vai me esgotando, né? Então assim, eh, eu vou até pegar o gancho aqui do que o Danilo tava falando, né, sobre o que eu quero. Então, e eu levaria até além assim, o que que eu quero e por que eu quero o que eu quero, né? Eu quero isso porque eu quero ou eu quero isso porque aí eu você aceita, ou aí eu vou ser vista, ou porque minha mãe e meu pai quer, ou porque é isso que a sociedade quer, por que que eu quero o que eu quero, tá? Eu quero isso. Por quê? Porque eu quero isso mesmo, porque isso tá condizendo com o que eu de verdade tô sentindo. Então, e esse movimento de você estar em contato com você, de você se ouvir, de você se autorizar a sentir, seja qual sentimento for, seja raiva, seja prazer, seja alegria, porque às vezes a gente se impede de sentir inclusive alegria, né? Tem momentos assim que eu, sei lá, eu tô numa situação que eu deveria sentir tristeza, mas eu tô sentindo alegria e aí eu quero corresponder as expectativas de que eu deveria ser tristeza. Eu fico com culpa de sentir alegria e aí eu não quero sentir. Então, às vezes eu luto contra os meu próp os meus próprios sentimentos, né? Então, se eu me autorizar a ser e sentir e acolher os meus sentimentos, aí eu consigo mais fluidez na vida, né? Então, isso me dá mais energia vital, isso libera mais energia. Então, na verdade, o antídoto para para esse tipo de depressão é poder de verdade ser quem eu sou naquele momento. É a minha verdade do momento, que pode não ser amanhã, que pode não ser daqui 5 anos, pode não ser, mas é o momento presente agora. Essa é a verdade agora. E eu tô conectada com a minha verdade. Muito bem. E você sabe que essa conversa nossa é uma conversa que às vezes quando você vai ter com um colega, né, perguntando sobre quem você é, você já fez isso? Já perguntou para um amigo seu quem você é? né? Ou então quem é você além do seu trabalho? As pessoas fogem um pouco desse bate-papo, não é? Não, Danilo foge bastante. Por quê? Hoje dificilmente as pessoas estão dispostas a ouvir, elas estão dispostas a falar. Se você parar para pode faz essa essa brincadeira numa mesa de bar, tenta falar de você, você vai ver que ela fala assim: "Não, mas eu passei por uma situação um pouco". É, é uma, hoje é uma situação bem complicada em relação a isso, porque você não sabe como falar, porque se você fala pessoal, muitas vezes entra, bate com uma uma fraqueza. E quando você quer falar, muitas vezes também não tem com quem ouvir. Aí você vai falar dentro de casa para um pai ou para uma mãe, por exemplo, aí eles vão falar que isso aí é uma balela, né? Muitas vezes, ah, você tá fraco, não sei o quê. Agora que tá um pouco mais sério isso, mas de fato não é levado tão a sério esse tipo de de de conhecimento por por ignorância, tá? no bom sentido da palavra. A ignorância do conhecimento, eu gosto muito de trazer para as pessoas quando a gente tá iniciando um processo ali, primeiro ponto é a consciência das coisas. Eu tenho que ser consciente que eu sou inconsciente. A minha inconsciência faz eu viver da forma que eu vivo hoje. Quando eu sou consciente da minha inconsciência, a primeira coisa que eu vou fazer é assumir a autorresponsabilidade dos meus problemas. Show. A terceira coisa, a segunda coisa que eu vou fazer é é começar a olhar para aquilo e falar assim: "Se eu sou responsável, então eu vou resolver. Eu vou atrás do da solução do problema. Porque normalmente, né, qualquer problema que a gente tá conversando aqui, se a gente parar para analisar, a solução do problema tá dentro de você. Você não quer aceitar, mas tá dentro de você. Por qu aí a gente baixa na crença lá que eu falei, a gente precisa desbloquear uma crença que tem travado você de achar solução. Automaticamente, quando você começar a destravar, você vai colocar isso como numa tomada de decisão. Eu decido fazer isso agora. E vai colocar isso numa aplicação. Quando você colocar na decisão, é fácil. Você fala assim: "Quero fazer isso agora". Pronto. Agora coloca numa aplicação. Aí vai todo mundo começar a fazer assim, ó. Não, não faça isso, não faz isso, não faz aquilo, não sei o quê. Aí você começa, opa, será? Hum, então acho que eu vou voltar para trás. E aí você fica, vai pra frente e vai para trás e vai pra frente e vai para trás. Aí entra exatamente a energia Camila falou. Aquela energia que é uma como se fosse um combustível de avião, quer fazer uma proporção para você subir, você gasta tudo isso aqui, ó. Aí você fala assim: "Ah, quer saber? A minha vida é essa mesma e tá tudo certo". Então hoje as pessoas elas muitas vezes falam aquilo que não vivem ou falam um status para mostrar e escondem aquilo que de verdade são, né? O que é triste, porque os amigos, né, vamos falar assim, deveriam ser exatamente para poder pelo menos dar o para ouvir isso, né? Mas se você precisa de ajuda, busque, lógico, uma ajuda um profissional que pode colaborar com você muito nesse sentido. Excelente a importância, né, ô Camila, de ajuda de um profissional, de repente para poder eh nos orientar a gente entender quem somos, né? E essa questão do trabalho, gente, pega muito. Eu amo meu trabalho. Eu amo ser jornalista, mas eu preciso saber quem sou quando eu não estou trabalhando, quando eu não estou exercendo a minha profissão, porque isso vai dar sentido à minha vida, isso vai me dar a sensação de pertencimento. Eu pertenço a quê? Eu pertenço para eu vou para onde? Eu quero que, né? Quem sou? E aí de repente a a a importância de buscar um profissional, mas como eu faço para chegar num consultório ou pedir aí uma orientação, né, Danilo? Ah, pro profissional, vou falar o que para ele? Tipo assim, eu quero descobrir quem sou eu além do meu trabalho. Essa pode ser uma um bom começo. É um bom começo. Eu acho que eu comecei a fazer terapia quando eu quando eu comecei antes de fazer psicanálise, eu fui buscar terapia, né? E esse foi o motivo pelo qual fui buscarapia. Eu cheguei lá na profissional, na era uma psicanalista e eu falei: "Eu queria me conhecer, eu quero saber quem eu sou". Esse foi o meu motivo, gente, que impressionante, né? E um dos motivos de eu fazer terapia também foi a mesma coisa. E eu cheguei, na verdade, querendo descobrir o outro. E aí a terapeuta me explicou e me ensinou isso há quase 10 anos atrás, que eu precisava entender quem era eu, o que eu queria, né, para onde eu iria, quais são os meus princípios. E aí, a partir disso, as coisas vão se abrindo, os caminhos vão se abrindo e você vai se vendo de uma forma que você nem imagina que você é. E eu vou te falar, tanto pro lado bom quanto pro lado não tão bom assim, porque nós somos eh eh temos nossos defeitos e as nossas qualidades. Costumo falar aqui que ninguém é perfeito. Se quem é perfeito tá na glória, né? Então eh é o autoconhecimento, ele dói um pouquinho, né? Mas a gente precisa estar prontos para receber o que somos, para entender quem somos, não é, Danilo? Exatamente. Acho que o primeiro passo, o primeiro passo, né, pro autoconhecimento é você aceitar, né, aquilo que você está no momento. Quando a gente aceita o momento, você fala assim: "Não, eu não tô bem, né? Então eu vou dar um exemplo cada um usou, vou usar o meu exemplo. Eu no momento que eu fui buscar ajuda, né, eu tava muito, eu sou uma pessoa muito ansiosa e tava numa situação assim muito complicada, onde de fato tava atrapalhando as minhas decisões. Eu estava tomando decisões onde estavam me prejudicando dentro do trabalho. Aliás, né? Eu trabalhava dentro de uma multinacional, tava em crescendo ali, mas acabei tomando uma decisão errada e perdi tudo. Eu falei assim: "Cara, não, não pode ser." E por que que está acontecendo, né? E aquela infelicidade por dentro, por não entender, foi quando eu comecei a buscar o o autoconhecimento, a ajuda, a evolução até chegar no no nos dias de hoje. Mas dói, machuca, né? Mas quer deixar um recado para você que quer buscar, você tem que entender uma coisa, né? Eh, o Deus, ele sempre nos mostra através da dor aquilo que a gente precisa mudar como circunstância ou como pessoa, né? Quando a gente olha, né, qualquer profeta ali, qualquer passagem que a gente observar dentro da própria palavra, né, vou pegar o exemplo de Abraão, que esperou 99 anos para ter um filho e quando ele teve, a primeira coisa que Deus pediu para ele foi o seguinte: "Leva o seu filho no monte que sacrificar ele agora". E ele com obediência foi e fez, mas não teve a execução, que ele só queria saber da obediência. Se muitas vezes é isso que precisa, talvez não vai acontecer nada de ruim com você. Você não vai passar por nenhuma dificuldade que você imagina no seu cérebro, porque você tá preocupado com isso. Você tá inventando uma coisa do seu cérebro, só que você precisa se jogar. E quando você se jogar para resolver, você vai ver que a solução ela vai ser mais simples do que você imagina. É isso. Às vezes a solução está dentro da gente, né, e a gente nem percebe. Uhum. Sim. Eh, complementando, eu lembrei de um conceito do Petwork, que é um método de autoconhecimento que que eu trabalho também, que chama o abismo da ilusão, que todo mundo tem um abismo da ilusão, que acha que se pular ali vai morrer. Uau! E aí tem que pular para ver que não morre, né? Você vai morrer se você encarar o seu medo. Ai, você precisa pular nesse abismo para saber. Olha só, gente, que programa bom, que maravilhoso, né? Eh, a gente precisa lembrar também da questão, nós estamos falando aqui, olha só como a gente deu voltas, né? como nós permeamos nessa nessa nesse simples tema que é quem é você, né, além do trabalho, né? Você que nos assiste pode estar pensando aí, eu, né, começo a descobrir quem eu sou quando, amanhã, agora, né? Muitas vezes a gente passa a vida batendo eh eh a a vendo os outros bater metas ou então a gente mesmo batendo a meta dos outros, né? Mas e de repente, se você parar para se olhar, para se analisar, eh dar uma virada de chave nesse momento, né? Quem é você além do seu trabalho? Essa é a pergunta que fica no programa de hoje. A gente já agradece aí os nossos convidados. Eu gostaria que vocês deixassem, apesar de todas as falas maravilhosas, eu gostaria que vocês deixassem então eh no final desse programa uma dica, né? É uma dica e uma palavra assim de de acredito que de esperança pras pessoas, porque assim, eh, eu sou jornalista, enfim, não, né? Você pode ser o que você quiser, vai buscar a resposta tá dentro de você. É mais ou menos isso. Então, Camila, quero agradecer demais a sua participação com a gente aqui hoje. Muito obrigada. Sempre assim, muito assertiva nas palavras. Eh, é, e vocês falam de uma forma que a gente consegue entender. Eu fiquei aqui de boca aberta o programa inteiro porque assim, eu também tô nessa descoberta de quem sou eu e é tão bom ouvir vocês falar. Muito obrigada. Eu que agradeço, Rúbia. Agradeço mais uma vez a oportunidade de estar aqui. E assim, se eu puder deixar uma palavra, né, a minha palavra seria aceitação, né? Aceitação da nossa humanidade, aceitação de que a gente é em todos os espaços para que a gente possa se permitir ser, né, eh, e possa se permitir descobrir de verdade a nossa grandeza. Maravilhosa, maravilhosa. E você, Danilo? Olha, satisfação receber você com a gente aqui hoje. Sinto-se convidado para mais vezes aqui no programa. Eu sei que sua vida é corrida, mas olha, acredito que foi de grande valia você aqui hoje e e nos ensinar também, né, a forma que a gente pode nos olhar, nos olhar, olhar para dentro de nós, descobrir quem somos, o que queremos, para onde vamos, porque esse é um processo contínuo da nossa vida, né? Muito obrigada. a gente, eu que agradeço, né, primeiramente pelo convite, né, tá aqui no no programa pela primeira vez e queria deixar o pessoal em casa, né, sempre lembra uma coisa, você é um ser de tripartida, né, você é espírito, alma e corpo. Cuide das três áreas, né, e saiba entender que as três áreas são importantes para você. Se você deixar uma para trás, você vai perceber que vai ficar um pouco desequalizado. Então, como a Camila falou, né, aprenda a aceitar quem você é, mas não fique nisso, evolua. Aquilo que te trouxe até aqui não vai te levar até lá. precisa evoluir. Se você não evoluir, você não vai conseguir alcançar o que você o que você busca dentro do seu coraçãozinho aí. Tá bom? Que Deus abençoe cada um. Amém. Que legal. Gente, fechando o programa de hoje, a gente tá chegando ao fim, então, do nosso estúdio Câmara. A gente aprendeu que nós somos maiores que qualquer cargo ou crachá. É coragem para ser autêntico, né, num mundo que só nos pede produtividade. Então, que você tenha essa coragem. A gente agradece muito aí os nossos convidados, a Camilo Danilo, pelas lições, né, transformadoras. E você que nos acompanhou, muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Daqui a pouquinho a Iria tá chegando com informações do legislativo e também Brasil, mundo, informações atualizadas. Zair, nossa jornalista de inteligência artificial, que vem direto da Central IA de informações. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia trazendo informações do legislativo e sempre, né, você sempre pode acompanhar tudo que acontece na Câmara de Campinas, aqui na TV Câmara Campinas e também no YouTube, tá bom, gente? Fique ligadinho conosco. E amanhã nós vamos falar sobre a síndrome de Fortunatas. Gente, quando a produção propôs eh essa esse tema, eu falei: "Mas eu não sei o que que é síndrome de fortunata, né? Você sabe aí de casa? Olha, eu vou te contar, viu? Tô estudando para conversar com vocês amanhã e estou assim de boca aberta". Você já se perguntou porque algumas pessoas só conseguem se sentir atraídas por quem está emocionalmente indisponível? a gente vai entender esse padrão de comportamento onde o desejo se alimenta da falta de invisibilidade. Por que que às vezes se repete traumas de infância em relacionamentos adulto, né? É amor ou apenas uma busca por validação em quem nunca está 100% presente? Síndrome de Fortunata, gente, resumindo em poucas palavras, eh, aquela pessoa que ela sente atração de uma pessoa que por outra pessoa que não está disponível. Ela sente atração por a pessoa que não está disponível. Você entendeu? É isso. E você sabe que isso precisa ser estudado, está sendo estudado. E a gente vai trazer eh esse debate profundo sobre a psicologia e as relações humanas da síndrome de Fortunata. É algo bem interessante de se aprender e a gente aprender juntos amanhã a partir das 8 da manhã. E claro que a gente te espera aqui na TV Câmara Campinas. Um grande abraço, muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia aos nossos convidados. Mais uma vez, gratidão e até lá. Fique bem. Ciao
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