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Estúdio Câmara | Paixão pelo Brasil: copa perdeu o brilho?
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Estúdio Câmara | Paixão pelo Brasil: copa perdeu o brilho?

44 views Publicado 23/03/2026 HD · 1:05:00
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta segunda-feira coloca em pauta a relação afetiva do brasileiro com a Seleção Brasileira de futebol e a Copa do Mundo, sentimento de nostalgia nacional que cresce a cada nova edição do torneio. A apresentadora abre o programa perguntando se a Copa perdeu o brilho e cadê o frio na barriga das décadas anteriores, quando o torneio parava o país. Os convidados são dois jornalistas esportivos campineiros e uma psicóloga do esporte que analisam o fenômeno sob múltiplas perspectivas, da globalização do futebol à transformação dos jogadores em marcas globais, da fragmentação do consumo esportivo às mudanças no comportamento das gerações mais jovens, que se conectam ao futebol de forma diferente das anteriores. A conversa aborda também o papel da seleção como expressão de identidade nacional, os efeitos psicológicos da subida e queda das expectativas a cada novo ciclo de competições, e como reconstruir o vínculo afetivo entre torcedores campineiros e a Amarelinha após anos de frustrações esportivas e desconexões culturais que afastaram a paixão histórica do brasileiro pelo time canarinho.

Descrição do vídeo

Olá, Campinas! 🎙️ No Estúdio Câmara, debatemos a nostalgia da Seleção Brasileira — cadê o frio na barriga das Copas antigas? Com Gabriel Castro e João Carlos Freitas (jornalistas esportivos) + Andreia Batista (psicóloga do esporte), analisamos desconexão, globalização e volta da paixão! Memórias que Marcam Corações Gabriel: Revista Cara 94 (desenhos em Romário com 4 anos). Andreia: Lágrimas em 82 (Brasil x Itália — Zico/Júnior). João: Virada 62 (rezando com mãe pro bicampeonato Chile). Paixão afetiva que parava o país! Desconexão Real ou Saudade? Globalização dilui: kids torcem Barça/Real diferente de Ponte/Guarani. Clubes diferente de Seleção (calendário conflita). Arenas elitizadas (R$500 ingresso — futebol era do povo!). Jogadores na Europa: Vini/Rafinha distantes. Pesquisa CNN: só 29% aprovam time atual. Pressão Psicológica & Dopamina Expectativa alta = frustração química (dopamina da vitória). Brasileiro ama ganhar (Guga/tênis/Ayrton/F1 caem pós-sucesso). Neymar: extracampo ofusca talento. Solução: psicólogos obrigatórios (preconceito atrapalha). Mercado Global X Paixão Nacional Europa suga talentos (salários 6x BR). Champions diferente de Copas. Estrangeiros brilham aqui (Arrascaeta/Petkovic). CBF precisa marketing: amistosos BR + ações Vini/Dorival perto do torcedor! Expectativas 2026 Amistosos França/Croácia chave. Vini protagonista + possível Neymar. Ancelotti constrói conexão — Copa reacende fogo? "Campeão voltou!" Perguntas da Audiência Rebeca (Chapadão): Pressão verde-amarela pesa? Sim, mas construção coletiva vence! Guilherme (Leonor): Frio na barriga volta? Marketing + vitórias! "Futebol é emoção — volte a pintar a cara!" Assista ▶️ e sinta Brasil! 🇧🇷 Salve playlists, marque boleiros e comente 💬: sua 1ª memória Copa? Curta 👍, compartilhe paixão e 🔔 debates! #EstudioCamara #SelecaoBrasileira #Copa2026 #FutebolArte Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [música] muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com o nosso estúdio Câmara segundano, segunda-feira, [música] dia 23 de março. Hoje a gente conversa sobre um sentimento coletivo, quase uma nostalgia nacional. [música] Você que tem a sensação aí de que a seleção brasileira e até a Copa do Mundo não são mais como antes. É, eu tenho. Cadê aquele frio na barriga? O ritual que parava o país. [música] Será que mudamos nós ou o futebol nos deixou para trás? Participe com a gente. Qual a lembrança que você tem aí da Copa do Mundo ou então do nosso time brasileiro, né? Da seleção, o nome já diz tudo, seleção brasileira. Os melhores do Brasil na seleção para representar o nosso país. [música] E aí, será que toda essa paixão nacional ficou para trás? manda pra gente a sua participação, conversa conosco. Olha, hoje aqui nós temos experts em futebol e também saúde mental pra gente unir tudo isso e descobrir o que que tá acontecendo, porque que muita gente nem lembra que vai ter Copa do Mundo e que o nosso time vai jogar. Vamos conversar. 199793776, manda pra gente a sua mensagem. Enquanto você manda mensagem, eu atualizo algumas informações, a previsão do tempo. Daqui a pouquinho vamos apresentar aqui os nossos convidados, o nosso time que entra em campo hoje aqui no estúdio Câmara. Muito bem, vamos lá. A Câmara Municipal de Campinas realiza hoje, segunda-feira, uma agenda movimentada de reuniões e votações, com destaque para a análise de dezenas de projetos. Às 2 da tarde, a Comissão de Educação e Esporte promove a segunda reunião ordinária deste ano, quando serão analisados pareceres de 17 projetos de lei. Entre os destaques está a proposta que institui o dia municipal em memória aos animais vítimas de maus tratos, [música] a ser celebrado no dia 4 de janeiro, além da criação do dia municipal eh do samba previsto para o dia 16 26 de novembro. Os demais itens tratam principalmente de denominações de espaços públicos e a reunião é aberta ao público e terá transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas. E mais tarde, [música] às 18 horas, 6 da tarde, o plenário recebe então a 14ª reunião ordinária do ano com 11 itens na ordem do dia. Entre os principais projetos em pauta está o projeto de lei complementar 122 de 2025, que prorroga até 2028 o prazo para adesão aos [música] incentivos de reabilitação de edificações no centro de Campinas, medida que busca estimular a recuperação urbana e ampliar [música] a oferta habitacional. Outro destaque também da reunião ordinária de hoje é o projeto de lei complementar 1 de 2026, que trata do plano de cargos, carreiras e vencimentos da do Camppre, com o objetivo de estruturar [música] a gestão do pessoal e valorizar os servidores da autarquia. A pauta inclui também propostas [música] como criação de caminhada da juventude no calendário oficial, concessão de títulos eh e denominação de espaços públicos. A sessão [música] será realizada no plenário da Câmara, acesso pela Avenida Engenheiro Roberto Man. Transmissão [música] eh ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, pelo canal do YouTube também e você é convidado especial para participar. Muito bem, agora vamos à previsão do tempo para esta segunda-feira, já as primeira segunda-feira do outono, né? Não estamos mais no verão e hoje teremos só o dia todo com algumas nuvens à tarde. E olha só, a previsão do tempo traz pra gente que teremos uma noite muito linda, céu aberto e muitas estrelas no céu, né? É o nosso outono aí dando as caras. Mínima 18, máxima 29º. Agora sim, vamos ao nosso tema central, a apresentação dos nossos convidados. Eu quero falar para você que houve uma época em que falar de futebol era falar do Brasil, literalmente entre 1958, 1970, o mundo aprendeu o que era o futebol, arte, com dribles, alegria, a maestria brasileira. Hoje o clima é outro, né? Tem pesquisa da CNN que mostra que apenas 29% dos torcedores aprovam a seleção atual, 34% dos torcedores consideram o momento negativo e 35% regular. as mulheres avaliam melhor, 35% positivo contra 23% dos homens. E quando e quanto mais velho torcedor, pior a percepção eh referente à seleção brasileira. Então, a gente vai tentar entender o que tá acontecendo para esse debate. Hoje a gente recebe a nossa psicóloga esportiva, ela fala com a gente através eh da internet pelo Zoom. André Batista, seja muito bem-vinda. Bom dia para você. Bom dia, R. aqui com você falando sobre, né, que é sobre futeboliro, sobre a tenho certeza que vai ser maravilhosa. A internet oscilando um pouquinho, então a produção tá já tá ligada. Se a gente perder André, a gente tenta novamente, tá? E agora ao meu lado tenho a satisfação de apresentar meu colega de trabalho, jornalista, comentarista esportivo Ancora do Câmara Notícia. Foi difícil trazer ele aqui, hein? Gabriel Castro, seja bem-vindo, Gabi. Bom dia, Rúbia. Bom dia, João Carlos de Freitas, meu mentor também, né? ele que me abriu as portas do jornalismo. Eh, tô muito feliz, primeiramente, pelo convite, participar aqui do estúdio Câmara, que já é um sucesso, programa que já tá estabelecido na nossa grade de programação. E para falar sobre um tema que é muito atual, porque nós estamos em ano de Copa do Mundo, nós tivemos uma convocação recentemente, então é um tema muito interessante e que muitas vezes ele sai do futebol. Então isso que eu acho bacana, né? Essa abertura que você fez dessa questão de pertencimento, de desconexão, eu acho que isso é muito real. Eu acho que isso acontece bastante. Tem vários motivos que nós vamos abordar ao longo do programa do por que esse sentimento ele tá com o torcedor ou com aquele que não liga muito para futebol só na época de Copa do Mundo e parece que nem agora com a chegada da Copa do Mundo ele está se animando. Eu acho que tem alguns fatores e a gente pode debater ao longo do programa. Uau! Hein? já viu que o timaço tá em campo, mas para completar o nosso time de hoje, a gente recebe ele, radialista, comentarista, quantos anos, né, comentando sobre futebol, quantos anos à frente dos microfones. Seja muito bem-vindo, João Carlos de Freitas, bom dia. Ria, bom dia. Bom dia a você. Bom dia, Andreia. Bom dia ao meu pupilo aqui, [risadas] Gabi. Eu dei uma tomada lá, o Gabi parece que cresceu ou então acho que diminuiu. [risadas] Seja muito bem-vindo, tamanho do Gabi. E o Gabi cresceu não só no físico, mas na profissão, no jornalismo, né? Hoje é um dos jornalistas mais respeitados que nós temos na cidade, conhecedor não só de futebol, né, de todas as a todas as pautas, né, de toda todas as editorias. Mas é isso, Rúbia. Eu acho que a gente dividiu um pouco, né? Houve um tempo em que a preocupação do brasileiro era lá pro boteco, restaurante, discutir futebol. Uma segunda-feira como essa aqui lá na sua, né, na sua redação lá tava todo mundo, ó, o Corinthians ontem eh poderia ter ganhado o Flamengo, teve um pênalti, o cara foi expulso, quer dizer, a conversa versava mais sobre o futebol. Hoje, hoje dada tantas opções, né, tantas, tantos leques abertos, o futebol eh continua tendo o seu lugar, evidente. Mas o papo, a discussão sobre o futebol, realmente eu concordo que ela ela mudou um pouco e também viu R, nós temos um fator que eu considero novo, né, na na opinião pública brasileira, que é a introdução da da polarização política, né, porque hoje parece que se discute mais direita e esquerda do que agora porque Palmeiras e Corinthians, Flamengo e Corinthians, enfim, né? E assim vai. Mas você vai ver se hora que vê a Copa do Mundo ferve, né, pessoal? A gente espera que sim, né? Bom, você falou em Copa do Mundo. Antes da gente começar aqui e eh a fazer algumas perguntas, né, para esses especialistas, pra gente poder tentar entender o que tá acontecendo, antes de entender o presente, a gente precisa voltar um pouquinho no tempo. E eu quero perguntar, porque o futebol também é memória afetiva, é sentimento, é vivência. Então, vou perguntar pros três eh uma resposta simples e objetiva. Vamos lá, então. Ah, Gabriel, qual a primeira memória da Copa do Mundo que vem à sua cabeça hoje? Agora você sabe, ô Rúbia, que é a primeira lembrança que eu tenho da minha vida, tem a ver com Copa do Mundo. Eh, 1994, eu sou da década de 90, então [risadas] eu sou mais recente. Eh, na na minha casa tinha uma revista caras especial da Copa do Mundo de 94. Tinha só jogador, cada um de uma seleção. E eu lembro de pegar uma caneta e ficar desenhando em cima de jogador, sabe? Criança. Sim. Eu ficava lá. Então eu lembro que tinha o Romário, eu pintava o Romário, fazia um desenho com 4 anos e isso me marcou até hoje. Eu lembro de um jogador dos Estados Unidos, Lalas, ele tinha um cabelo assim muito grande, me chamava atenção. Então essa é a primeira lembrança que eu tenho da vida, essa revista especial da cara sobre Copa do Mundo de cada jogador. E eu ficava desenhando, ficava lembrando. Meu pai já gostava de futebol, na minha família sempre gostou. Então acho que me deram essa revista. falou, ó, jogador de futebol e aí criança já ali, né? Então é a primeira lembrança que eu tenho da minha vida. Não é nem em relação a futebol da minha vida é uma revista especializada sobre a Copa do Mundo de 9. Olha aí que top, né? Ô Andreia, e você qual a a primeira e lembrança que você tem quando a gente fala de Copa do Mundo? Ô Rúbia, a do Gabriel, hein? Olha só, eu lembro muito da Copa de 82, eh, quando teve aquele jogo, né, que ali Brasil, Itália, final e acho que foi de 82, os meninos aí, me corrija se eu tiver equivocada, e nós perdemos ali da Itália, né, eh, e o Zico naquela, naquele naquela seleção e Júnior e tudo mais. E assim, eu lembro chorando demais, mas era uma dor absurda. E eu criança ainda, e na época a gente tava num lugar assim acampados, eu com meus pais. E aquela memória me marcou muito porque teoricamente era um lugar de alegria, né? Acampamento se usava muito naquela época, né? Ali com a barraca e todo mundo, o acampamento inteiro, reunidos em ali ao entorno da copa, ao entorno do jogo, né? e viemos uma construção de jogos até chegar ali à final e não aconteceu. E aquela seleção realmente era uma coisa incrível, eh, hoje marcada até hoje e não aconte aquela foi uma dor para mim muito profunda, mas um amor ali. Eu senti um amor pela seleção brasileira, ao mesmo tempo que causou uma dor, me causou também eh uma paixão, um amor incondicional pela seleção. Eu acho que essa memória me marcou demais. Interessante ouvir os depoimentos. Marcou todo mundo a seleção de 82. Esse relato da Andreia, ele é muito fiel a um sentimento de um torcedor, porque existe até a discussão qual é a melhor seleção de todos os tempos e a de 82, ela acaba batendo com a de 70, que foi campeã do mundo. E muita gente lembra, né, que foi uma perda muito grande esse título porque tinha uma expectativa e a seleção brasileira realmente tinha um melhor elenco e não conquistou o título. Então tinha Falcão, tinha Toninho Cereizo, tinha o próprio Zico, que acabou não conquistando um título com a seleção brasileira. Então, de fato, essa seleção brasileira de 82 ficou um sentimento e fica essa discussão na Olha isso. Agora queremos saber do professor aí, conta pra gente qual foi o momento da Copa do Mundo ou então do futebol brasileiro que marcou a sua vida. É bom, essa marcou acho que do Brasil todo, né? Dia 5 de julho de 1982. Uau! Estádio Sarriá em Barcelona. Aí aconteceu o que aconteceu que às vezes é bom a gente não lembrar. Foi muito triste. Acho que todo mundo chorou, todos nós esperávamos, né? Mas agora tô com vergonha do [risadas] Volta um pouquinho, João. Volta. Nossa Senhora. Gente, eu botei aqui na idade da pedra aí, [risadas] mas eu vou, ué, né? Nós estamos aqui para isso, né, Gabi? Vamos embora. Eu vou lá para 1962 que existiu, viu, Gabi? Não. E vem [risadas] o título aí, né? É, nós somos bicampeões no Chile, né? E a minha memória é assistindo o jogo, ouvindo naquela época era o rádio, né? Eh, Brasil, Espanha. E uma o Brasil perdia de 1 a 0. Eu, eu e minha mãe, a gente no quarto, né, era dia de semana, não tinha essa coisa de paralisar o país, né? Todos, todo, todo mundo ia pro trabalho. Meu pai tava no trabalho, né? E eu era garoto, eu tinha o quê? Oito, 6 anos, né? Eu sou de 54, então tinha 8 anos. tinha o anos, mas eu lá sentadinho com a minha mãe lá, ouvindo o Geraldo Zé de Almeida, né? Ele fazia assim, né? Lá vai o time brasileirão. Sumia o rádio, né? Como sumia, você não ouvia, você ficava doido. Aí o Brasil perdendo e não empatava. E a gente aquele, a minha mãe, sabe o que a minha mãe faz? Ela eh, ela tinha a imagem de Nossa Senhora da Aparecida. Ela ela fala para reza, pelo amor de Vamos rezar paraa Nossa Senhora Aparecida que que o Brasil vai virar. E aí rezava e rezava. Daqui a pouco o Brasil empata, né? Eh, com a Marildo, né? O jogo que o Amarildo entrou no lugar do Pelé que a Pelé se machucou. Ela continua continua rezando que tá dando certo. E eu e minha mãe, né? E rezava, minha mãe xingava e rezava e xingava e rezava. E a gente até que fez o segundo gol, nós viramos de 2 a 1. Como é que você vai esquecer, como é que você vai esquecer? [risadas] Veja bem, né? Essa essa pergunta que eu fiz para vocês é pra gente poder analisar a importância e a memória afetiva e a sensação de pertencimento e e o que o futebol, né, a nossa seleção, o futebol, ele ele representa na nossa vida. Mas hoje a gente vindo pro aqui ou agora a gente tem uma sensação de desconexão. Aí eu pergunto pro Gabriel que também está nos estádios, que tá aí narrando o jogo e tal. Essa essa sensação de desconexão, Gabriel, ela ela é real na sua avaliação ou a gente tá romantizando, na verdade um passado que não volta mais? Percebe que vocês trouxeram algo assim que nossa, que maravilhoso, que gostoso, que sensação que ficou na memória afetiva? Esse passado não volta mais. Será que a gente tá romantizando a a quando a gente fala isso ou a gente realmente tá vivendo uma desconexão com algo da nossa cultura que faz tão bem para para todos os brasileiros? Eu acho que as duas coisas, Rúbia, eu acho que primeiro há uma desconexão e aí nós temos vários motivos do por que nós estamos nos afastando da seleção brasileira e do futebol em geral. Eu acho que um primeiro ponto que é importante é algo que o João Carlos de Freitas citou na primeira resposta. Hoje em dia, eh, nós temos muitas opções para poder assistir. Então, no passado era cultural do brasileiro, que que eles chegava, sentava com a família, assistia o jornal, assistia a novela. A novela batia 50, 60 pontos de audiência. Hoje é impensável. Hoje nenhum programa de televisão chega nem perto, nem metade disso. Hoje você pegar uma novela é 20, 24, 25 pontos. Então acho que a primeira coisa é isso. Culturalmente o brasileiro, ele sentava com a sua família na televisão para poder assistir o programa. Então ele assistia e o futebol tava inserido neste contexto, é uma paixão nacional. Então acho que esse é um primeiro ponto. Hoje em dia você fica com o celular. Hoje em dia você vai assistir uma série, você vai assistir um filme, você vai para shopping, fora de casa tem inúmeras opções. Então acho que esse é um primeiro ponto. A gente tem muito mais opção e a gente não vai ficar duas horas para assistir um jogo de futebol que muitas vezes tem uma qualidade que ela é duvidosa. E aí já respondendo a segunda pergunta que você falou: "Ah, mas a gente romantiza o passado?" Eu acho que de uma certa maneira romantiza mesmo. E aí acho que até a Andreia pode explicar o por que esse sentimento existe. Porque muitas vezes em roda de conversa, né, a gente eh se pega com as pessoas falando assim: "Ah, mas na minha época, ah, eu brincava na rua, hoje em dia as crianças não sabem o que é isso. Hoje é tudo ali, é muito ruim. Na minha época é bom. Ah, esse alimento que você tá comendo, essa bolacha. Ah, ela é muito ruim. Agora é tudo industrializado. Na minha época a gente fazia em casa. em certo ponto. É verdade. Eu acho que tem muita coisa que no passado era boa, mas eu acho que tem muita coisa que nós evoluímos e que muitas vezes a gente não valoriza também. Então acho que tem os dois pontos. É um passado que não volta mais e que muitas vezes ele é romantizado por quem viveu e tem essa questão de pertencimento que você citou. Eu vivi isso, foi muito bom. Você não vai viver isso. Então acho que esse é um ponto. É. E aí na primeira pergunta tem essa questão então cultural que acho que a gente não senta mais para ficar duas tr horas assistindo uma partida de televisão. Na questão do nosso assunto de futebol, eu acho que tem uma questão geracional também. a gente vive um ciclo de oscilação. Então, recentemente nós tivemos uma grande seleção que foi a de 2002 que conquistou o título, que tinha o Ronaldo Fenômeno, que foi contestado na época por conta de lesão, mas que deu conta do recado. Você tinha um Rivaldo que já tinha sido eleito o melhor do mundo, você tinha um Ronaldinho Gaúcho que tinha ali uma magia, que tinha algo diferente. E aí depois nós oscilamos ali, a gente ficou ali, mas quem que é o nosso jogador referência? quem é aquele jogador que não pode deixar fora da convocação? E aí já começou a discussão e aí eu acho que entra também nessa questão do Neymar, que poderia ser esse jogador de um nível de Ronaldo fenômeno, que tá lá de top, mas que ele não consegue chegar neste nível de futebol e que o extra campo dele acaba chamando muita atenção e aí vem o mundo do entretenimento e meio que rouba o Neymar do Sport e aí acaba tirando o Neymar e aí nas páginas o Neymar ele fica muito mais de quem é a namorada dele, quem é a mulher dele, quem é o filho dele, onde ele tá na balada, o que que ele tá jogando, o que que ele tá fora do esporte e aí ele não se ajuda também porque daí tem muitas lesões e ele não consegue. Então eu acho que essa questão de geração, quando a gente apostou muito no Neymar e é uma questão dele e aí pode ser uma expectativa nossa que nós colocamos nele, talvez de uma maneira errônea, porque ele tem a vida dele. Se ele quiser ter um extracampo totalmente fora do futebol, é um problema dele. Mas a partir do momento que ele não consegue corresponder em campo, ele é cobrado. E aí tem essa questão que o João falou do mundo polarizado, porque daí ele se envolveu com política também. E se nós estamos na política de um lado e de outro, ele acaba indo para um lado. Quem não é do dele acaba tomando isso em consideração também. E aí leva, ah, então se ele é desse par, eu não quero mais o Neymar na seleção brasileira. Então eu acho que esse fator da geração e da gente colocar esperança em um só jogador acabou prejudicando.É, gente. Olha só que impressionante, né? O André, eh, tudo isso que o Gabriel trouxe pra gente e a memória afetiva que nós trouxemos no início do programa, né? Quando essa memória afetiva se enfraquece, o que que acontece com a identificação, né, do torcedor com a seleção, né? Porque olha só, vocês trouxeram eh memórias brilhantes. Aí o Gabriel veio agora e trouxe toda essa questão que tá acontecendo no aqui, no agora. Então o que que acontece com a identificação? O que que acontece com esse nosso senso de pertencimento, a frustração, eh, a expectativa? É meio confuso tudo isso, não é? Não é sim. E o Gabriel falou uma coisa muito interessante, né? Existe eh a gente não pode esquecer do da do nosso tempo, né? Então, por exemplo, lá atrás, a seleção brasileira, que nem o Gabriel falou muito bem, era um ponto muito central nosso esporte, né? Além do nosso futebol, ser aquele futebol arte, aquele futebol maravilhoso, aquele futebol que encantava. Então, realmente o Brasil parava para ver, era um senso de pertencimento. Na verdade, eu diria que esse senso e eh a gente não se desconectou do futebol. O que acontece é o seguinte, eh, o Brasil, eh, o futebol para o brasileiro é uma coisa muito forte. Nós somos o único país penta campeão do mundo. Então, é como se o brasileiro falasse: "Meu Deus, eh, eu tô no topo no futebol do mundo, eu não quero perder isso". Você entende? E aí o que que acontece? Acontece que a nossa seleção hoje ela ainda tá ali, né, batalhando, ganhando ainda, né, vamos dizer assim, um status de favorita e tudo mais. Então isso pro brasileiro não deixa de ser uma dor, porque ele não quer perder esse estatus, você entende? Ele não quer perder o estato de ser eh o melhor futebol do mundo. É esse pertencimento aí que a gente tá falando. Então é importante falar também, o Gabriel falou da cultura interna, né? E eu amplio até como uma psicóloga do esporte intercultural, eu amplio essa visão para a cultura também, é para interculturas. Então o que que acontece hoje muito o futebol ele tá globalizado, o atleta ele é global, então hoje nó os melhores atletas, vamos dizer assim, os atletas de topo nosso, tão no exterior, a maioria pelo menos eles vão para fora. Então o o brasileiro ele perde um pouco ali a referência, né, de estar próximo desse atleta que é atleta de seleção brasileira. Então nós temos, por exemplo, o Vini, né, e tantos outros que estão fora do Brasil. Coisa que antigamente isso não era tão presente, né? Você tava ali vendo um atleta de seleção e você via ele no teu jogo, no Flamengo, no Santos, no Corinthians, enfim. Hoje já não é algo assim. Então você tem a sensação de falta de pertencimento, porque eles estão longe, eles estão entre culturas e é para lá e é para cá, é recíproco, porque o atleta global ele também sofre a influência cultural da onde ele tá. Então ele também tá ali entre culturas, culturas brasileiras e culturas do local aonde ele tá. Então tudo isso faz um movimento, vamos dizer assim, psicológico, né? Eu diria, aonde nós sentimos o quê? A falta de pertencimento, a desconexão. Mas eu diria o seguinte, até ali na Copa de 2002, os meninos também vão me corrigir aqui se eu falar, né? é uma um equívoco, mas a gente começou também não acreditando muito na nossa seleção naquela época e a seleção ela foi crescendo e nós fomos crescendo junto com ela. Então tem muito isso também. O brasileiro acaba que ele ele ele quer algo muito imediatista, né? ele quer porque ele precisa disso, ele precisa dessa valorização do do futebol arte brasileiro. E o mundo hoje ele mudou, né, inclusive no futebol. Então ele quer buscar isso. Mas nessa época, eh, nessa Copa de 2002, a gente foi crescendo. O Brasil não era favorito e conforme os jogos foi passando, o senso de pertencimento, ele foi crescendo ali cada vez mais, não é? Não. Que que você acha aí disso, João? me ajuda aqui. [risadas] Não é isso? É, o mundo ficou grande, né? Você pega um menino hoje, um garoto, eh, para quem você torce, pergunta, né? Ele fala: "Eu sou Barcelona, né? Eu sou Real Madrid, eh, eu sou Manchester City, eu sou Arsenal, enfim, né? E você, ah, eu sou corintiano, tá? Eh, c três jogadores do Corinthians, né? O garoto não sabe. Eu quando era molequinho, né? lá na no famoso ano 60, eu gostava do Santos. O Santos foi quem me apresentou ao futebol por causa do Pelé, né? O Pelé foi a maior referência. O Brasil existe antes e depois do Pelé em todos os sentidos, né? O Pelé não foi só um jogador de futebol, o Pelé foi muito mais que isso. Mas enfim, né? É uma pauta que a gente ficaria aqui horas e horas. [risadas] Mas me me falava assim: "Qual é o o seu? O go dos Santos. Você conhece a escalação dos Santos? Gilmar Lima Moro Dalmzito, Calvéor Vigal, Pelé e Pep. que tava na cabeça como está até hoje, né? Até a famosa memória afetiva. Eh, hoje o a gama de informação é muito grande, né? Tá aí a internet que mudou o mundo, não é mesmo? Eh, a própria globalização, como tá ali na, né, ali na no rodapé. E, portanto, essa, né, essa essa influência, né, essa essa penetração de de de outros futebys, né, de outros futebóis aqui dentro da cultura brasileira. E houve uma diluição. E aí há uma desconexão eh do torcedor com o jogador da seleção. Por exemplo, se você for ao largo do Rosário e fizer uma pesquisa e perguntar assim para eles eh pro pra torcida quem é Ibanes? Eles vão pensar que é um uruguaio, que é um é um argentino, né? Mas quem é esse? Pô, Ibanes é jogador que foi convocado para a seleção brasileira, não é mesmo? Se perguntar, por exemplo, um jogador que é conhecido, né? Mas o grande público é capaz de conhecer, chama-se João Pedro. É hoje a sensação eh do ataque mundial, né? Tá, é vice-artilheiro da da Champ da Premier League e tal, mas se você fizer uma geral, muita gente não vai conhecer. Eh, as pessoas conhecem, olha só, o se conhece o o Neymar? Evidente. O Neymar, gente, rápido, abrir um parêntese. O Neymar é ídolo, é ídolo no mundo inteiro. Eu eu tive na Europa agora a pouco aí no no meio do ano passado. Eh, e fui, eu fui a serviço de futebol mesmo, né? Fui levar os netos para jogar futebol lá na Europa lá. Eles foram na Gotia lá na Suécia e no torneio em Paris. E do que eu vi lá, o maior ídolo da Europa é o Neymar. Olha isso. É, por exemplo, na Suécia eu tive lá em Gotemburgo, que é uma cidade de referência, porque lá eh nós no nos sediamos em 58, né, 1958, foi lá que nós começamos a campanha para o primeiro campeonato. Até hoje eles têm uma memória assim afetiva do futebol brasileiro. E o que eu vi lá foi assim: "A molecada adora o Neymar, muito mais que Messi, muito mais que Cristiano Ronaldo, que são os ícones, né? Sim, então tem realmente essa conexão mundial, assim como nós eh gostamos dos jogadores europeus ou brasileiros que estão na Europa, eles também gostam, né, daqueles que são destaque nosso. Então, o brasileiro conhece o Vini Júnior, eh conhece o Neymar, evidente, como como eu já citei. Eh, não sei se vai conhecer o Rodrigo, né, que é do Real Madrid, que nem tá machucado, nem vai disputar a Copa do Mundo. Eh, assim, um jogador conhecido, né? Conhece o Rafinha, né, provavelmente, né, muito do Barcelona, porque o moleque fica na internet, fica conectado. Então, o mundo ficou grande, né? O mundo ficou mundo mesmo, ficou globalizado. Houve uma diluição de de paixões, né? As paixões as paixões elas foram ela elas foram se diluindo e elas têm um outro aspecto, né? A paixão do passado, no meu tempo lá, [risadas] era paixão fanática pelo seu time, né? É, hoje não que o o torcedor não goste do seu time, ele gosta, mas ele tem certas reservas, né? Ele ele já tem uma e o menino que vem crescendo, ele divide a paixão do do futebol brasileiro com aquilo que ele recebe de informação, que é o futebol, principalmente o futebol europeu, onde o pessoal se liga. Sim. Essa questão de globalização, acho que é um tema central, né? a gente tá vendo ali a questão de globalização. A Andreia citou também e aí eu queria até fazer uma pergunta para ela, porque eu acho que esse é um fator importante, né? E aí, a partir do momento que nós temos o outros mercados se abrindo e com dinheiro, eles vão contratando mais jogadores e eles vão melhorando. E uma crítica que existe é que o brasileiro ele não é tão apaixonado assim por esporte, ele é apaixonado por ganhar. Então, a partir do momento, e a gente tem alguns exemplos no esporte, então por exemplo, nós tivemos o Guga no tênis, foi número um do mundo, foi o melhor, e aí todo mundo, vou assistir tênis porque tem o G, tal. A partir do momento que o GG aposenta, o que que acontece com o tênis brasileiro? Verdade. Vai caindo. Então, se o Gog tá em alto, as escolinhas de tênis, todo mundo, não, vou praticar tênis também que eu quero ser o novo Google. Ótimo. Legal. Fórmula 1. Exato. Fórmula 1. Nós temos nós temos o Airton Sena, tricampeão do mundo, tal. A partir do momento que o Rubens Marriquelo, que foi um ótimo piloto, não conquista um título, ele é motivo de piada. Ex. Uhum. Nós tivemos no basquete Oscar Schmitt. Ah, basquete Brasil tá em alta. É o segundo esporte do Brasil. Hoje quem que se você pedir para algo, um jogador da seleção brasileira de basquete? Ninguém sabe a questão do vôlei. Ah, Bernardinho, em quantos anos a gente teve um vôlei de alto nível? E o vôlei lá, se liga a televisão, hoje fala um jogador da seleção brasileira de vôlei. Uau, ninguém sabe. Então, há uma crítica que o brasileiro ele gosta de ganhar. Enquanto tá ganhando, o esporte tá em alta, tá legal. a partir do momento que a gente tem uma intersafra de geração ou algo normal, porque as outras seleções também vão melhorando por conta dessa globalização, os torneios locais eles vão melhorando porque a Inglaterra, por exemplo, tinha um futebol pa. você assistir a Premier League na década de 90 e não é muito tempo, o futebol era um horror, era muito fraco. A partir do momento que tem um incentivo financeiro, que a liga cresce, que os principais jogadores vão para lá, o torneio cresce e consequentemente o país também acaba crescendo. Então a Inglaterra começou a ser grande sem os ingleses, né? Sim, os inglês. Os melhores times do mundo hoje estão na Inglaterra, só que assim, é, a média de de participação de jogadores ingleses é muito pouco. Você pega lá o Liverpool, tem dois ingleses apenas. Você pega o Manchester, tem um inglês, dois. Ontem aquele o o Rail, né, que fez os dois gols contra o Arsenal, não é inglês. Então ele foi festejado. Eh, por quê? Porque eles abriram, eles ficaram, eles ficaram eh multinacionais, não é? É um risco também, porque o que acontece, Rúbia? Você fortalece a sua liga, o seu futebol, seu a sua disputa interna, você fortalece, só que você enfraquece a seleção. Por que que você enfraquece a seleção? Porque o jogador ele, o jogador do seu país, ele não ele é reserva no time que ele joga, né? Aí quando ele vai paraão, ele não tem protagonismo, ele não tem e personalidade, eh ele não tem força para poder enfrentar. Então, a a tendência futebol inglês em termos de seleção ficar um pouco como ficou a Espanha que também abria muito as portas, como ficou a própria a Itália hoje ela sofre essa crise? A, a Itália tá numa crise de seleção, uma foto de identidade, tá na repescagem para ir para Copa, pode ficar fora de novo. Tá, a Itália tá pagando o preço de 20 anos atrás ou 30 anos atrás, quando ela também importava. Você pegava os times italianos, era como os ingleses hoje só, só tinha estrangeiro e não tinha italiano. Italiano era reserva como a Espanha. e hoje a Itália tá pagando. Então, eh eh é uma, né, um conjunto de variáveis aí que determina como nós também, né, o, por exemplo, nós é o processo é inverso. Eh, nós formamos seleção com jogadores estrangeiros, né? Os jogadores que frequentam a nossa seleção, todos, a maioria joga fora do Brasil. Você vai pegar um ou outro aí que, né, um Flamengo aí, né? Quem mais? Pereira. Pereira do Flamengo. Você vai pegar três jogadores que que atuam no Brasil e são conhecidos da torcida brasileira. Os demais são todos são todos de fora. Então essa essa mistura, essa nessa, vamos dizer, eu acho que a globalização, quer dizer, ela tornou o futebol, tanto que o futebol rapidamente, futebol de seleções, hoje ele tá abaixo do futebol de clube. Olha aí. Eh, a Champions League, por exemplo, é um torneio que ela ela basicamente sobrepuja uma Copa do Mundo às vezes, né? Porque ela é anual, ela é muito organizada e ela chama atenção do mundo inteiro. É interessante demais a pontuação dos nossos comentaristas. Agora o Gabriel eh tocou num assunto interessante que a gente passa agora então pra Andreia, né? Eh, essa questão, qual que é a questão psicológica de nós brasileiros em relação a isso que o Gabriel trouxe, Andreia? Tipo assim, ah, o Guga despontou, beleza, todo mundo torcendo pro tênis e tal, aí daqui a pouco alguém do basquete, uau, só que quando passa, né, dá uma baixa, eu não quero mais saber, não vou mais assistir. O que que acontece? Qual que é o mecanismo da nossa mente que é mexido com esse negócio de eh desistir tão fácil? Eu diria que quando a gente fala, né, que o brasileiro não gosta de ganhar, eu diria que não é só uma questão cultural, tem aí uma questão de base neurobiológica também, né? Porque o nosso cérebro ele é altamente sensível à recompensa, que é quando ali a gente ganha e existe ali uma liberação da dopamina que é ligado ao prazer, a motivação, a sensação de conquista. Ou seja, vencer também não é só uma questão simbólica, eu diria que também é uma questão química, né? E aí quando a gente coloca tudo isso dentro de um contexto, né, como o Brasil, que tem uma história muito forte de vitórias no futebol, né, que construiu ali uma identidade de melhor do mundo, de potência, ali o nosso cérebro coletivo, eu diria assim, passa a associar a seleção diretamente com a sensação ali, vamos dizer assim, de recompensa, né? Olha a minha recompensa. Então isso é uma questão que a gente tem que pensar, né? E e quando isso acontece, eu diria que, vamos dizer assim, a perda, né? Ela não é só uma frustração, sabe, esportiva, é quase que uma quebra de expectativa muito grande. Então isso realmente faz com que eh a gente tenha ali uma uma sensação de de perda muito grande, de frustração muito grande, né? Agora, uma coisa que o João também trouxe ali, da de da gente formar, né, da gente ser um grande exportador de atletas, né, e tem essa questão também da gente não gostar muito de ter ali uma certa proteção em relação ao nosso mercado, né? E até uma discussão aqui que eu quero trazer também, teoricamente, teoricamente não é uma realidade, o Brasil é um dos que eh menos importa jogadores estrangeiros e os que mais exporta, né, vamos dizer assim. E assim como os nossos meninos, eles também têm o ídolo eh lá fora, né, de do Manchester, né, vários jogadores estrangeiros, os nossos meninos, a nossa geração nova sabe nome de jogadores estrangeiros, que nem o João trouxe também lá fora também eles sabem dos nossos jogadores brasileiros, porque é uma realidade para eles. Então a gente não pode esquecer essa questão global. O futebol realmente ele tá global e isso dói no brasileiro. Dói no brasileiro porque muito a gente pensa a a molecadinha, por exemplo, né? os jovens agora de 15, 16 anos, eles já entendem esse mercado internacional de uma forma muito mais eh mais, vamos dizer assim, mais conectada com eles, porque eles já nasceram dentro dessa geração. Ah, os meus jogadores já tão do Brasil, já estão jogando lá fora, então eles já fazem essa conexão de mistura de jogadores interculturais. H gerações, aí nós vamos falar numas gerações mais antigas aqui, que é essa raiz, que é a minha, né, que essa paixão de pintar, de sair na rua, que eu lembro uma seleção, não vou lembrar qual exatamente agora, eu ia pra rua, eu pintava, a gente pintava a rua para, sabe, bedeira do Brasil, era tudo pintado, era uma coisa enlouquecedora, mas era uma questão só ali do Brasil, né? Então, é muito importante a gente pensar hoje no mundo contemporâneo e e o e realmente será que a gente tem que bater e fincar nesse nessa questão de que ai não é legal eh essa, né, trazer eh atletas estrangeiros, eu tô saindo até um pouco da seleção brasileira, né, mas trazer atletas para o nosso público aqui, eh, né, eh, atleta estrangeiro para o nosso futebol nacional ou não. E agora só um ponto também interessante aí, nós vamos entrar nessa discussão também, se eles quiserem. O João, né, João Fonseca, João Fonseca tá tá brilhando e tá trazendo essa paixão aí pro nosso tênis, né, que nem o Guga fez isso, né, eh, ali na na na geração dele, né, o João tá trazendo agora. E aí vem essa paixão toda, vem os nossos meninos todo, o tênis tá voltando muito forte. Você vê hoje o pessoal para para ver campeonatos de tênis. Eh, mesmo que às vezes o João sai, né, que ele saiu agora, tá tendo eh Miami Open, né, o João jogou com Alcaraz e perdeu. Mesmo assim o pessoal continua assistindo porque realmente eh tá tendo ali uma comoção muito grande pelo tênis. Então, é uma questão de ganhar, sim. Mas aí eu também vou provocar aqui, né? Eh, tem a questão da mídia também, né? Então tem essa questão, nós estamos ali numa interface, então quando a mídia também ela traz algo eh forte, o brasileiro, o nosso cérebro também se conecta. A NFEL, por exemplo, a gente não tem ali referências de NFEL, mas no entanto a mídia que traz ali, que tá trazendo agora os jogos, né? Trouxe para São Paulo ali no na Arena Corinthians e agora parece que vai ter aqui no Rio também. Então tudo isso faz com que a gente se conecte com vários esportes, né? É isso. É uma relação, eu acho que casada, né? Eu acho que de fato a mídia ela se interessa pelo que dá audiência e a audiência ela vai consumir aquilo que a mídia tá mostrando. Então acho que tem as duas coisas. E de fato, o João Fonseca tem tudo para ser um fenômeno. É um garoto muito jovem, ainda com perto dos 18 anos, que já tá atingindo resultados. expressivos, ganhando de tenist, já ganhou de tenista da top 10 como Rublev, já encarou deigual para igual o Cer encarou de igual para igual o Alcaraz, então de fato ele pode ter este hype, né, como a gente diz, no sentido igual o Guga, é um tenista que e aí novamente a mídia, claro, vai acabar acompanhando porque é um tenista que certamente vai vencer os os grandes torneios. Eh, e novamente, né, aquilo que a Andréa citou da questão eh de dessa questão dos jogadores, eu acho que o brasileiro ele tem esse sentimento de pertencimento e eu acho que ele fica muitas vezes magoado, porque de fato nós não temos tantos estrangeiros assim no nosso futebol, mas os que vêm se destacam. Então, recentemente nós tivemos aqui o Petkovit, que era um sérvio e foi e jogou muito bem no Flamengo, jogou muito bem no Vasco da Gama e aí ele é eleito o melhor da competição, então é um estrangeiro. Nós tivemos o Conca, que é um argentino, camisa 10 novamente, o melhor. Hoje se você pegar quem é o melhor jogador que está atuando no futebol brasileiro, é um estrangeiro, é o Arrascaeta, que é um uruguaio. Então, por mais que a gente não tenha nos times a maioria de estrangeiros, quem vem acaba se destacando. E aí o brasileiro fala: "Poxa, mas é o Arrascaeta, mas é o, mas é o Petkovit, mas é o outro." Futebol é muito, o futebol hoje ele é um business, né? Ele virou de fato um grande negócio, mas eh portanto quem tiver maior poder e financeiro é que vai é que vai preponderar. O europeu tem uma força econômica muito grande, né? Sim. Para você ter, você ter 1 € você tem que dar R$ 6. Já estamos em desvantagem. Desvantagem. Aí já o dinheiro deles é diferente, a projeção econômica deles é muito diferente. De um dia desse eu tava pegando relação de salários de brasileiros que jogam na na Europa. Meu Deus do céu, é inacreditável, mas é o é o padrão, né? O padrão o padrão europeu. Então a Europa domina por quê? Porque ela tem mais dinheiro, né? ela tem mais poderia econômico. Então ela ela é capaz de importar, de colocar ali nas suas ligas os melhores jogadores do mundo, caso da situação financeira. O Brasil, vamos lá, o Brasil também ele domina financeiramente. Por quê? Porque hoje na América, na América do Sul e e América Latina, ah, o nosso poderia econômico é maior. Nós hoje somos líderes, né? O nosso dinheiro vale hoje aqui na América. Uhum. Então, nós temos aqui no Brasil, gente, eh, é bom a gente atentar para isso. Nas nossas ligas, Séries A, B e até a C, nós temos cerca de 200 estrangeiros jogando, né? Quer dizer, aquela mítica, ah, mas o estrangeiro hoje ele tá entrando, principalmente o sul-americano que destaca e que seria o sul-americano da da segunda prateleira. A primeira prateleheira vai pra Europa. O argentino primeira prateleira vai pra Europa, o colombiano e chileno e por aí, né? Paraguai vão paraa Europa. Os da segunda prateleira não ficam também na Colômbia, na eles vêm aqui pro Brasil, que nós temos muitos, como o caso do Arrascaeta. Eh, então o Brasil também acomodou. Por exemplo, nós temos hoje um jogador europeu, né, que é o Memphis, né? é o Memphis holandês, titular da seleção holandesa. Aliás, ontem ele teve uma lesão, é capaz dele ser cortado da seleção holandesa aí nessa janela. Mas e é um holandês que saiu da Europa e vem e tá sendo, né, um garoto propaganda aqui. Ele tá adorando, né? Ontem na nas faixas dele tinha assim, eh, Chose, né? Eh, e o distintivo do Corinthians, Choseen, né? Ch. o distintivo do Corinthians, SNS, escolhido, né? Escolhido. Quer dizer, ele escolheu, ele escolheu, ele escolheu o Brasil, ele escolheu o Corinthians. É um estrangeiro. Eh, temos muitos portugueses. Uhum. Muitos portugueses. Então, temos sul-americanos, eh, europeus, alguns e um, esse que é de destaque e temos portugueses. Alguns portugueses que estão aqui estão se destacando. Então, o dinheiro nosso hoje é capaz de comprar, capaz de dominar essa gama, né? Tudo isso é fator de, né, como a gente estava discutindo, é de globalização, de interatividade, né, de de multi eh de multinacionalidade em termos de você compor o esporte do seu país, do mundo, tal. Uau! E essa questão de mercado, ela é engraçada porque ao mesmo tempo que você tem a questão do dinheiro, então você qualifica, você contrata os melhores jogadores, parece que há uma perda de interesse do torcedor, porque daí vira tanto negócio, tanto mercado. E quantas vezes a gente já não escutou: "Ah, mas por que que eu vou me estressar com isso? Eu vou ficar triste o jogador tá milionário, acaba o jogo, eu vou ficar chorando em casa e ele vai para um restaurante?" Então acho que esse sentimento tá criando uma disparidade muito grande. Jogador tá muito milionário, tem muito dinheiro e o trabalhador no outro dia fala: "Ih, eu tenho que acordar cedo, eu não vou ficar assistindo esse jogo que vai acabar meia-noite. Eu eu vou dormir aqui e aí você vai perdendo um pouquinho a paixão, você vai perdendo um pouquinho o interesse, falar: "Ah, no outro dia eu vejo na internet quanto foi o jogo". E aí você vai se perdendo. Então essa questão de negócio, de mercado, ela pode ser interessante pro produto futebol, mas isso vai afastando o torcedor. Ele vai vendo milhões, milhões de reais e ele com um pouquinho e aí isso acho que acaba perdendo interesse também. Muito bom, Gabriel. Agora 8:47 papo tá tão bom que a gente nem percebe a hora passar. Mas olha só, eu vou juntar tudo aqui em um combo. Vou jogar para você, João, para você explicar pra gente. Olha só, eh, etilização dos estádios, as novas arenas, os ingressos mais caros. né? E aí acaba também desfavorecendo as pessoas que de repente não tem tanto para investir para assistir um futebol. Esse um ponto. Outro, né? Os jogadores cada vez mais cedo indo paraa Europa. Outro ponto, crises na seleção brasileira, as trocas constantes, né? Eh, outra situação aqui, a camisa amarela politizada, né? A nossa verde amarela politizada e o clubismo, né? as pessoas eh eh com o seu amor aí aos clubes, acabou de repente deixando um pouco de lado a seleção brasileira, porque o clube tá aqui na minha frente. Poxa, vida aqui em Campinas, né? Quem torce pro Guarani, quem torce pro Ponte Preta, tá em casa e você tem a sensação de pertencimento. Agora eu vou torcer pra seleção brasileira, não sei nem que quem é que tá jogando, né? E aí não lembro de, poxa filha, o cara veio, tá, se destacou na seleção brasileira, mas ele é lá de outro país, não faz muito parte disso. E aí tem a questão da CBF também. Eu gostaria que você, tudo isso que eu coloquei aqui, eu gostaria que você trouxesse pra gente a sua avaliação, eh, e se isso faz parte realmente dessa questão, eh, que a gente tá falando da falta de pertencimento, de interesse, e a Copa do Mundo tá chegando aí e a gente tem tantas questões para falar e de repente para poder minimizar e tentar voltar essa paixão, voltar a torcer com fervor, pintar a cara de verde amarelo sem dar o entender que nós estamos puxando para algum lado político. Não, a gente só quer torcer pelo nosso Brasil, nosso futebol. Que isso? É verdade. Não, tudo isso é fato, né? Eh, eu, por, o meu time é o meu time tá tão ruim, perde tanto que eu trocaria [risadas] a Copa do Mundo pelo sucesso do meu time que tá, eu e o Gabriel, nós estamos sofrendo aqui, né? todo mundo sabe, mas eh também houve essa questão, né? A medida em que as arenas foram as arenas elas elas no Brasil elas são advento de 2014, que foi a Copa do Mundo, eh na qual eu fui eu fui um ferrenho defensor, fui contra a realização aqui. Achei um absurdo. Falei: "O Brasil não tem condições de realizar uma Copa do Mundo, né? Os estados, o que gastamos, né? Tanto dinheiro aí, eh, público que foi investido. Então aí as arenas, né? Tem, tá faltando hospital, mas tem arena aí que não vai ninguém. Enfim, isso é uma outra questão. Eh, a as arenas então elas foram elitizadas. Isso aí. Exatamente. O futebol era do pobre, era do da classe, né, trabalhador, etc. O Brasil todo mundo sabe, gente, o Brasil é pobre. O Brasil é pobre. O Brasil ele ele tem ele tem uma uma camada privilegiada, né? Eh, mas a sua maioria é um país de dificuldade, uma concentração de riqueza. Concentração de riqueza. mal distribuído, uma desigualdade, sabe, que de fato, né, a gente nos entristece, né, a igualdad que nós temos é muito é muito entristecedor. E o futebol era reservado como ópio, né, para essa classe. Maracanã tinha o famoso Geraldino, que aquelas gerais que só ia, eu não sei se é do tempo de vocês, mas vocês tinham o canal 100, né, que ele paminha o jornal do canal, tinha um jogo do Maracanã, então o cinegrafista pegava o o torcedor desdentado, que que era era isso ia pro mundo que era muito muito retrato do Brasil, não é? Isso não existe mais. O Maracanã nem tem mais essa geral. Então as arenas para você assistir um jogo de futebol a gente está do Corinthians, do Palmeiras, eh, enfim, né, no Maracanã e por aí, você precisa reservar individualmente pelo menos R$ 500. Por menos de R$ 500 você não você não assiste um espetáculo de futebol. Então, ficou elitizado, né? Quem é que pode gastar isso? Só quem pode mesmo. E é e é o mínimo. Então, o estádio, né, mesmo? O estádio ficou um pouco mais branco, gente. Ficou um pouco mais branco o estádio, né? Você olha no estado do Corinthians, só tem arianinho lá, não é mesmo? E o Brasil tem 56% de raça negra, não é mesmo? De pretos, vamos dizer assim, né? E essa e esse pessoal não adianta, gente, a gente discute aqui racismo, preconceito, mas a a a [risadas] sociedade, a economia, não é mesmo? Ele exclui, vai excluindo, né? Você vai no Palmeiras, é é jogo dos brancos, tal. E eu não tô fazendo aqui apologia política e nem e nem fazendo ativismo, não é nada disso. É apenas uma constatação daquilo que hoje está vigente no futebol. Futebol ficou como tênis, né? Tênis é um esporte eletista, não é mesmo? Eh, e outros esportes aí que são reservados a uma camada eh pequena. E ficou a televisão enfiada. Então, a a a intenção, a ideia dos dirigentes no final dos anos 90 é realmente era essa, vamos diminuir os estádios, eh, dar mais condição, quer dizer, tornar o torcedor um cliente, né? Eh, dar ele conforto, mas cobrar dele, né? Ele vai ter que pagar por aquele conforto e vamos distribuir o jogo nas televisões, né? É, tanto que tem quem não pode assistir em casa. É, ontem tava vendo, você tem acho que tinha 30 jogos passando na televisão, um aqui, outro ali. Eh, ficou o conceito ficou desta forma. E o povão que fazia essa essência que nós estamos discutindo aqui, que carregava, né, a bandeira verde amarela, ele tá excluído. Ele tá excluído. Você usou muito aqui a palavra pertencimento. Eu notei aqui, acho que eu você falou umas umas 10 vezes aí. Eh, esse esse e esse pertencimento que você se referiu, ele ele pertence, não é, à classe mais conectada com futebol mais chegada. divertimento, o divertimento à mão, né? O pobre não pode ir no teatro, né? É excluído, pode não tem dinheiro. Hoje ele não pode ir no jogo de futebol, mas ele gosta do futebol. Então essa classe ela ficou um pouco, né? Não sei. Ou a gente agora eu pergunto, como é que nós vamos resolver? Como é que nós vamos resolver a desigualdade? Alguém tem a fórmula aí? O setor popular, eu acho que é uma alternativa, né? que alguns clubes eles acabam discutindo de colocar um ingresso mais barato para este acesso. Mas é o que o João falou, né? Como o futebol virou uma questão de mercado, fica caro porque tem estacionamento, porque tem alimentação e tudo que envolve o futebol, você vai acabar gastando esse valor que o João citou. E só para dar um rápido pitaco, sei que a gente já tá na nossa reta final, mas acho que a questão do calendário também acaba prejudicando. Isso que você citou e é importante, né? Ah, mas o torcedor ele acaba preferindo o clube do que a seleção brasileira. Porque o que acontece? Se você convoca um jogador do seu time, muitas vezes por conta do calendário, as datas batem. Então, a seleção brasileira joga numa quarta-feira, o meu time joga na quinta. Se eu tenho um jogador convocado, ele não vai atuar no dia seguinte no meu time. Então, a seleção brasileira muitas vezes acaba rivalizando com o clube. Então, o problema do calendário brasileiro é esse, o excesso de jogos não dá tempo, não dá espaço. Então o o torcedor pensa: "Eu não quero que o jogador do meu time seja convocado, senão ele não vai atuar aqui". E aí eu perco um título por causa de um ponto. Eu vou lembrar: "Ah, mas o meu principal jogador na 15ª rodada, ele não atuou porque ele tava representando a seleção brasileira. ou alguma outra seleção e aí a seleção brasileira acaba batendo pro time. Então esse sentimento do torcedor muitas vezes ele acaba colocando o clube acima da seleção, porque a seleção acaba prejudicando o clube. Uau! Gente, queria falar mais aqui, né? Todo mundo eh eh eu aqui de boca aberta escutando eles falar assim, ó, porque é muito interessante a gente falar sobre futebol e falar de toda essa questão que tá acontecendo. Por quê? Já vem a Copa do Mundo aí, você já preparou sua camisa verde amarela? Você sabe ah, quais são e os dias de jogos do Brasil? Com quem o Brasil vai jogar? Quais o time do Brasil? Você tem uma expectativa? Como é que tá? Tem gente que nem lembra que vai ter Copa do Mundo, né? Então eu lembro da Vuvuzela, eu lembro do [risadas] eu lembro do 7 a um também, eu lembro, né? Então assim, a gente vai lembrando e é importante, de repente a gente olhar para esse momento e trazer essa sensação gostosa, né? Porque faz parte da nossa identidade, da nossa cultura. E tanto é que tem gente participando conosco, ó, a gente foi liberado pra gente ir até 9:5, porque então a gente faz o seguinte, uma pergunta para cada um, cada um. Telespectador tá mandando pergunta aqui e a gente tem muito para falar sobre isso, mas mas já a gente tem que entregar. Então vamos lá, pode colocar na tela, produção, por gentileza. Vamos ver para quem que a gente direciona essa. A Rebeca Costa do Jardim Chapadão. Com tantos craques jogando na seleção, não faz sentido perdermos tanto. Será que o problema não está na pressão psicológica que sentem ao vestir a camisa verde amarela e carregar toda a expectativa do Brasil, a gente pode direcionar essa para você, nossa psico. Vamos lá. [risadas] Qual que é o problema? Qual que esse negócio de expectativa? Pressão psicológica. Olha só, Rúbia, se eu soubesse a resposta disso, eu estaria entend, [risadas] né? O que a gente tá fazendo, eu acho, acredito que o nosso nosso técnico, né, da seleção brasileira aí, o Ancelote, tá fazendo um bom trabalho. A gente tem que acreditar nisso, né? E como a gente falou o tempo todo, o brasileiro tem muito essa questão de vencer, vencer e vencer e e é um processo, né? é uma construção. Eu acredito que, por mais que tenham, que estejamos desanimados eh com essa Copa, eu ainda acredito que quando ela chegar com a, sabe, vai voltar esse centro de pertencimento, as pessoas, ainda mais se a nossa seleção for avançando, né, ali nos jogos, for ganhando, porque também é uma construção, né, se eu não me engano são oito jogos ali, eu não tenho certeza. E o que que acontece? Você vai jogando e e eles também vão se conectando ali. É um período que eles vão, que os jogadores, porque é que nem eh a nossa telespectadora aqui falou, são pessoas eh são jogadores de vários lugares do mundo, aqui do Brasil, da Europa, enfim, de vários lugares. Então, essas pessoas elas não jogam junta, elas têm que se conectar. E isso é importante, essa conexão. E essa conexão ela vai acontecer também no decorrer da Copa, sabe? Então ali, por isso que existe também as concentrações, por isso que existem os amistosos, exatamente para já começar essa conexão, porque isso é fundamental num processo. Agora eu queria perguntar aqui pro João qual que é o time dele aqui. Olha, você faz uma pergunta difícil. [risadas] Não, mas eu falo, não tenho, não tenho essa não. Sou um cronista que eu acho que não tem problema. Eu, eu sou do tempo que do tempo não, eu sou a favor de você dizer o seu time e ser respeitado. Isso aí, como a gente respeita o time do out, não é mesmo? Mas eu acho que não tá difícil de adivinhar meu time, né? Meu time é branco e preto, tem uma faixa, chama-se Associação Atlética Ponte Preta. Olha, a macaca. A macaca. Muito bem. Vai lá. A gente chama de macaca querida. Macaca querida. Maca querida. [risadas] Ô, ô, Rúbia, eu acho que sobre essa pergunta da nossa telespectadora, né, eu acho que a gente tem um longo caminho a percorrer, porque eu acho que tem muito preconceito ainda em relação à psicologia no esporte. Eu já entrevistei muitos esportistas, até psicólogo, Serapião, que acho que é muito famoso, né, João? Fez um trabalho já, um dos pioneiros na área de psicologia. É, fez um trabalho até no em vários clubes e ele foi muito feliz. Eh, e o jogador ele tem dificuldade em se abrir com o profissional, ele não entende o trabalho que tá sendo realizado, ele não conta. Eh, na Copa de 2014, eh, no hino nacional a gente já tinha jogador chorando e aí nas redes sociais destruíram o jogador. Muitas vezes quando vai pra disputa de pênalti, o jogador não quer ver, entra esse fator psicológico. Então, eu acho que a gente tem um longo caminho para percorrer, porque eu acho que tem muito preconceito de jogador, de torcedor também. Eh, eu acho que todo o clube deveria ser obrigatório. Teria que ter um psicólogo trabalhando no dia a dia, não só em dia de partida, porque a pressão realmente é muito grande. Eles ganham muito dinheiro, mas a pressão também é muito grande para est vencendo o tempo todo. Então acho que a gente tem o problema emocional é assim, eh o futebol tem quatro conceitos que o jogo da bola é o conceito técnico, você precisa saber jogar, é o conceito tático, que é você dá o itinerário a organização do time, é o conceito físico, que é muito importante, você não joga, e é o conceito emocional. Muito. Então, olha aqui, você trata o conceito técnico com uma seriedade, porque claro, né, é o jogo da bola, a tática nem se fala, que é o treinador, a parte física tem time que tem 10 preparadores físicos, mas você não cuida da parte emocional. Poucos times, poucos times têm a Andreia, por exemplo, que é psicóloga. Muito poucos times, né? Então, é um fator que eu acho que o futebol tá devendo, deveria ter mais profissionais. corpo são, né? Você precisa cuidar tanto do físico quanto da mente, porque senão entra em desconexão. Agora 91. Dá tempo para mais uma para cada um, por favor, a gente entrega 96. Tá bom, vamos lá. E o Guilherme Costa do Jardim Leonor, olhando pra Copa 2026. Uau! O que precisaria acontecer para o brasileiro voltar a sentir aquele frio na barriga em dia de jogo no Brasil como antigamente? E quais as expectativas pra seleção desse ano? Vamos dividir então para vocês dois. Pode ser? Então vamos lá. Nós temos pouco tempo até a Copa do Mundo, precisa haver uma aproximação. E aí acho que vai ser difícil isso acontecer até a Copa do Mundo por conta deste mercado que nós estamos recentemente. A seleção brasileira não faz mais amistoso aqui no país, ela vai fazer alguns amistosos aqui fora do nosso país. Isso acaba afastando o torcedor. Então acho que precisa ter um trabalho de marketing da CBF, que é quem cuida do futebol brasileiro, para aproximar novamente. Então trazer o Carl Anchelote, falou: "Ó, fazer uma sessão de fotos no Rio de Janeiro, vou trazer o Vini Júnior. Vini Júnior vem para São Paulo, a gente vai fazer uma ação aqui. Chica de marketing do Gabriel. Manda ver, Gabriel. Tem uma ação de marketing para trazer esses jogadores para o Brasil, porque o o Vini Júnior, ele fica no Real Madrid, tem um calendário muito difícil, o Rafinha tá no Barcelona. Então os jogadores eles têm a admiração do torcedor, mas por conta dessa distância você não acaba aproximando. Então a Copa do Mundo de agora em junho tem pouco tempo, mas tem que ter alguma ação de marketing pro jogador vir para o Brasil para conversar com o torcedor, para sentir esse calor pro torcedor passar aquilo que ele tá sentindo e o jogador também acabar recebendo isso. Uau, muito bom. Coloca de novo na tela lá, produção, por favor, qual que é a outra pergunta lá? expectativa. Ah, quais as expectativas paraa seleção esse ano? Vamos lá, João. É, vamos resumir aqui porque nós temos que ir embora, né? É o seguinte, eh, nós temos dois amistosos fortes contra a França e contra a Croácia. Se a gente vencer bem esses dois amistosos, né, Vini jogando bem, eh, de repente após isso, nós podemos rediscutir a volta do Neymar, eh, vencendo bem essas duas partidas, com, de repente, o protagonismo do Vini, que hoje é o cara que nós estamos gotando fé, o o cara vai, o torcedor vai gritar o seguinte, né? Ei, o campeão voltou. O campeão voltou, [risadas] viu? Nós não somos penta campeões. O campeão tem que voltar, gente. Nossa, gente, dá até uma ripil, uma coisa boa, né? É isso que a gente precisa de mais emoção. No fundo, o Brasil ele não deixou e o brasileiro, né? O o nosso Brasil não deixou de amar o futebol, né? só não se reconhece mais na seleção. Então, talvez o desafio não seja apenas ganhar, ganhar, ganhar, ganhar, mas voltar a se emocionar, né? Voltar a torcer, voltar a pintar o rosto, a vestir a camisa eh do Brasil e e cantar e torcer e e rezar que nem a sua mãe, né? Muito [risadas] bem ensinou vocês ali e é isso, emoção, né? emoção. Isso faz um bem de Olha, gente, é maravilhoso. Eu quero encerrar o programa de hoje agradecendo a participação de vocês. Quero agradecer a Andreia por estar com a gente, né? Ela que é psicóloga esportiva, tem aí contato com muitos jogadores, tá no meio do do campo, né, no meio desse timaço todo e traz pra gente uma avaliação bem interessante. Obrigada, Andreia, tudo de bom para você. Obrigada pela sua participação conosco nessa manhã. Obrigada, Rúbia. Obrigada, Gabriel. João, foi um prazer enorme estar aqui com vocês. E olha, como eu falei, eu ainda acredito que essa conexão vai voltar assim que a Ca ficou para começar, hein? Vamos torcer para isso. Bora que bora. A gente espera também, né, João, muito obrigada pela sua participação, trazer aqui toda a sua experiência com a gente. Maravilhoso. Isso. Isso. Eu agradeço. Legal conviver com vocês, né, a New Generation aqui [risadas] e o meu colega de trabalho, Âncora, o âncora do Câmara Notícia. Gratidão, Gabis. Que legal trocar com você aqui. Diferente da redação, né? A gente tá aqui falando de futebol, tem aprendido muito com o Gabriel, é top mesmo. Obrigada, viu, pela presença. É que agradeço. A gente traz os bastidores da redação aqui pro nosso programa, né? As conversas que acontecem lá aqui. Mas fiquei muito feliz com o convite, com o conteúdo do programa e é só chamar que eu volto aqui. Show de bola. E você aí de casa, muito obrigada pelo carinho da audiência. continue com a gente. Eh, lembrando que nós temos hoje reunião ordinária às 18 horas, tem também eh toda a movimentação da Câmara de Campinas que é transmitida aqui pela TV Câmara Campinas, também pelo nosso canal do YouTube. Ao meio-dia tem ele, Gabriel Castro, com Câmara Notícia, trazendo informações do legislativo, atualizando tudo para você. A Í tá chegando aí daqui a pouco também a nossa eh jornalista de inteligência artificial atualizando todas as informações. Campinas Brasil Mundo e a programação da TV Câmara Campinas sempre preparada com muito carinho, muito profissionalismo para você que tá aí do [música] outro lado acompanhando a gente. Beijo grande, uma semana linda. Bora torcer pro nosso Brasilzão. Fica bem e a gente se fala amanhã, se Deus quiser. Tchau, tchau. Valeu, [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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