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Olá, muito bom dia para você que tá aí ligadinho com a gente na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com o nosso estúdio Câmara ao vivo nesta segunda-feira, dia 13 de abril. Tudo bem por aí? Por aqui tudo ótimo. Gente, o tema de hoje nós vamos falar sobre o perigo das soluções rápidas. Agora 8:4 ao vivo para você aqui da TV Câmara Campinas. a gente fala desse assunto que envolve saúde, comportamento, pressão social e um hábito que vem crescendo de forma silenciosa, principalmente entre os homens, né? Cada vez mais jovens e também homens mais velhos, eles têm recorrido a substâncias que prometem melhorar o desempenho físico ou sexual, muitas vezes sem qualquer orientação médica. Em alguns contextos, inclusive no ambiente das academias, esse tipo de prática tem ganhado espaço cercado de desinformação e expectativas irreais, seja em busca de mais confiança, rendimento ou até de um padrão idealizado de masculinidade. O que parece uma solução simples, pode esconder riscos importantes. Esses medicamentos, eles atuam diretamente no sistema circulatório, alterando o fluxo do sangue no corpo. E quando usados sem controle podem provocar desde queda de pressão até complicações cardiovasculares mais graves. E a um ponto ainda mais preocupante, em muitos casos, a dificuldade de desempenho não é o problema principal, mas sim um sinal de alerta do organismo, podendo indicar doenças como hipertensão, diabetes ou problemas cardíacos. Ou seja, aocarar esse sintoma, o paciente pode estar adiando um diagnóstico importante. E aí fica a pergunta: por que ainda é tão difícil para o homem procurar a ajuda médica e tão fácil buscar soluções imediatas? Olha só, né? Participa com a gente. O WhatsApp tá na tela 1997829377. que a gente quer falar com você que tá aí do outro lado. Você, homem, aproveita para conversar conosco. Por que que vocês demoram buscar um atendimento médico, né? E você, mulher, que de repente tem um homem na sua casa que fica empurrando ele, vai, você vai lá, marca a consulta, você vai lá, fala para ele, vamos e cá, pega na mãozinha, leva no médico, tudo certo. Mas olha, hoje nós vamos conversar sobre essas soluções rápidas, sobre algumas substâncias. Nós já estamos aqui com o médico urologista, ele vai conversar com a gente, já já eu vou apresentar ele para vocês. Então vai mandando a sua mensagem, sua dúvida, sua experiência, queremos te ouvir, tá bom? Então agora a gente atualiza algumas informações da Câmara de Campinas, a previsão do tempo e já já vamos apresentar o nosso convidado de hoje. Vamos lá com informação. A Câmara Municipal de Campinas realiza hoje a 20ª reunião ordinária. Antes acontece a primeira parte que vai ser dedicada ao dia do hino nacional brasileiro celebrado nesta data. A iniciativa é do vereador e presidente do legislativo Luiz Rossini. A data marca a primeira execução pública da melodia do hino em 1831 no Rio de Janeiro. A letra atual foi oficializada em 1922 durante o centenário da independência. E para falar sobre o tema, o convidado da primeira parte da reunião ordinária é o Jorge Alves de Lima. Ele é escritor, historiador e pesquisador. E na ordem do dia, na reunião ordinária, os vereadores votam o projeto do executivo que propõe mudanças nas regras do comércio ambulante em Campinas. Entre os principais pontos estão a proibição de mais de um ponto por permissionário, novas regras para transferência de licenças e também a criação de um sistema progressivo de penalidades. O projeto também define critérios de organização urbana como distanciamento entre os pontos e restrições de localização. A reunião começa às 6 da tarde no plenário da Câmara com transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e também pelo YouTube. YouTube você é nosso convidado especial. Bora com a previsão do tempo agora 8:08. Vamos lá. Previsão do tempo para essa semana. Parece que nós teremos aí um verão dentro do nosso outono. Exatamente. Olha, mínima 15, máxima 28. Hoje céu nublado, mas com, aliás, céu eh com sol, né? Mas períodos de nublado a qualquer momento. Porém, a semana nos promete aí muito calor. Então, bora hidratar. Vamos lá. E vamos se movimentar, vamos se mexer. E agora a gente vai para o nosso tema central. Vou falar mais um pouquinho. Você já tá aí querendo saber quem que tá com a gente aqui hoje. Já já vamos apresentar o nosso entrevistado. O tema de hoje é uma uma continuação de uma conversa que a gente já começou aqui no estúdio Câmara há um tempo atrás, quando nós falamos sobre a saúde do homem e os desafios de quebrar tabus, né? E hoje a gente aprofunda um ponto específico que é o uso de medicamentos para desempenho fora do contexto médico. Esses medicamentos foram desenvolvidos para tratar condições bem definidas, né? Disfunção herétil, o aumento benigno da próstata e até a hipertensão pulmonar. Agora eles atuam relaxando os vasos sanguíneos e facilitando o fluxo do sangue no corpo, mas são de uso controlado, exigem avaliação médica, principalmente porque tem impacto direto no sistema cardiovascular. Mesmo assim, o consumo tem disparado no Brasil. Atenção para esses dados, gente. Dados da Anvisa mostram que foram mais de 21 milhões de caixas vendidas em 2020. Esse número saltou para mais de 47 milhões em 2023 e só no primeiro semestre de 2024 ultrapassou 31 milhões. Bom, esses são os dados que nós temos. Então, um crescimento expressivo impulsionado principalmente por dois fatores, a busca do desempenho imediato e a crença, sem comprovação científica, de que esses medicamentos poderiam melhorar o rendimento físico, inclusive no ambiente das academias. Bom, vamos lá. Para aprofundar esse tema, a gente recebe especialista, né, que vai dar sequência nessa discussão tão importante que é a saúde do homem. Eu quero eh dar as boas-vindas ao Dr. Lucas Miragon. Ele é urologista. Seja muito bem-vindo, doutor. Muito bom dia. Prazer te receber novamente. Olá, Rúbia. Obrigado. Bom dia. Eh, obrigado de novo pelo convite. Prazer estar aqui com vocês e os espectadores da TV Câmara. É sempre muito interessante e importante a gente trazer informações de qualidade, porque às vezes as pessoas pegam informações eh pescadas assim, né? Pesca uma coisa aqui, uma coisa ali que um influenciador falou, que um amigo fez. que alguém falou e aproveita aquilo para si próprio, sem saber se aquilo realmente vai funcionar para si e sem considerar os riscos individuais. Então, eh, a gente poder trazer um pouco dessa informação de uma forma mais completa, eh, vai ser muito interessante. Excelente, doutor. Bom, o senhor falou de influenciador, né? a gente vê bombando na internet pessoas que estão utilizando alguns tipos de substâncias nas academias, principalmente homens, mulheres também, mas eu acho que homens com mais frequência e e e maior é o público. E aí essas substâncias eh prometem um pump definido, né? A pessoa tá lá malhando, de repente utiliza essa substância e ela fica mais definida, ela fica mais forte. Agora, essa substância usada de forma indiscriminada, doutor, gostaria que o doutor falasse pra gente sobre as substâncias, quais são e elas elas não são indicadas para uso na academia, né? Então, vamos começar comentando, né? Você comentou na abertura um pouquinho sobre a tadalafila. É um medicamento que vai fazer uma sinalização hormonal, uma liberação, um aumento de óxido nítrico que no nosso organismo, na circulação, vai fazer uma sinalização para aumentar a a perfusão, ou seja, dilatar, relaxar as artérias para chegar mais sangue em determinados órgãos. Existem variações dessas enzimas ao longo do organismo. E a tadalafila funciona para enzima do tipo cinco, que é bem concentrada na pelo disfunção herétil. Afinal de contas, para haver a ereção, é necessário ter um grande fluxo de sangue chegando no pênis e com isso, enfim, a gente precisa de sangue. Aumentar essa dilatação facilita isso. Então, esse medicamento foi desenvolvido a fila para uso diário, para uso, para tratamento de disfunção herétil. Então, é um medicamento seguro, tem os seus detalhes que precisam ser avaliados. Então nós vamos ter algumas situações de pacientes com doença coronariana, que às vezes ali no coração tá faltando sangue e ele toma um remédio para dilatar a artéria do coração. E se você usa um outro para dilatar lá na pel, você pode fazer uma concorrência e isso ser um problema. É por isso que muita gente vai relembrar que lá no passado havia uma preocupação de uso de Viagra lá quando começou e a questão de infarto porque pode haver essa concorrência. A mesma coisa vale para tadala fila. Nós estamos falando da mesma classe de medicamentos. E olha que interessante, às vezes as pessoas hoje tem uma preocupação com o Viagra lá atrás, mas não se preocupa com a fila. E nós estamos falando da mesma droga. A grande são pequenas diferenças, mas é uma mesma classe de droga. Grande diferença tá em questão de tempo de ação do medicamento. Mas é importante a gente entender que ela vai funcionar principalmente na pelv, que é onde essa enzima do tipo cinco tá mais concentrada. Ela existe em outras áreas? Existe. Então ela vai melhorar a circulação dos lugares? Sim, as pessoas vão ter efeitos colaterais, por exemplo, ficar com o rosto mais vermelho, sentir um calor facial também vai por conta do efeito que não é localizado, ele é sistêmico, mas ele é mais localizado na pelvis. Então, eh o sentido de usar ela para eh melhorar a circulação de sangue nos músculos é bastante questionável. Eh, bastante, várias pessoas usavam jata da lafila por aquela questão sexual, que às vezes as pessoas na academia tem uma certa dificuldade eventualmente da relação sexual por conta do uso da testosterona. A gente pode conversar melhor sobre isso, né? Porque o organismo acostuma com doses altas de testosterona e aí quando ela abaixa pro normal não funciona, né? Então a pessoa usando a tadalafila se pensou: "Ah, será que melhora o músculo? Parece que melhora". E aí tem estudos pequenos e antigos aí desde 2017, já tem quase uma década, mas foram poucos e são pequenos com poucos resultados de melhora. Mas veja que saíram extrapolando esses dados de uma forma muito aleatória e aí algumas pessoas vendendo isso como um grande resultado. Isso ganhou bastante tração, né, na internet, nas redes sociais, nos anos 2020, 2020, 21, depois agora nos últimos dois anos também. E a gente vê que existe uma explosão de venda do medicamento. Sim. E essa esse aumento exponencial não é porque o aumento da disfunção erétil aumentou exponencialmente. Existe uma busca por um uma outra causa, um outro objetivo da droga para o qual essa droga nem foi desenvolvida. Então a gente realmente precisa tomar bastante cuidado. Olha só, né? O doutor falou um ponto aqui acho que crucial. Essa droga não foi desenvolvida para uso na academia, né? Ele não é um um complemento alimentar, ele não é tipo, um exemplo, é uma creatina, um ei que você toma. Não, gente, eu não foi desenvolvida para isso. Agora, uso indiscriminado disso, eh, precisa de receita médica para comprar tatela fila, doutor? Então, essa é uma coisa interessante, porque não precisa de receita médica e é isso que explica pra gente como que ela aumentou exponencialmente, porque as pessoas conseguem ter acesso e ao medicamento e e aí você vai usar o medicamento que deveria ser usado para uma coisa e vai usar para outra e muitas vezes ela não vai ter um efeito adequado para aquela outra. E o que que vai acontecer? Então ela deveria ser utilizada paraa questão da disfunção herética. a pessoa tá usando, é lógico que a ereção vai melhorar e ele vai ter, o organismo vai acostumar a ter um estímulo muito elevado, porque você vai ter, só pra gente entender, existe um estímulo, né, neurológico que vai fazer a liberação do óxido nítrico, então vai vai ajudar a desenvolver a ereção, só que a pessoa vai acostumar a ter muito mais óxido nítrico. Então, num futuro, quando ela começar a desenvolver, talvez naturalmente uma diminuição de circulação, né, por conta às vezes de uma pressão alta, de um diabetes, por uma queda gradual e pequena da testosterona que acontece com a idade, ou porque a nossa circulação ela ela piora ao longo do tempo, né? Se a gente pegar uma pessoa que 20 anos de idade, uma de 60, colocar os dois 10 horas num avião, é lógico que aquela pessoa de 60 anos vai ficar com a perna inchada. Então, todo mundo vai ter uma certa alteração de circulação. Então, a hora que você precisar do medicamento, se o organismo já está acostumado com ele, o resultado do medicamento vai ser pior. Então, hoje nós temos, né, pacientes jovens, adultos jovens ou de meia idade, que às vezes precisam do medicamento e tem um resultado inferior por conta de um uso grande, né, porque o organismo acostumou com aquilo. E existe também uma dependência psicológica grande, porque as pessoas acostumaram a usar o remédio. E a questão psicológica, ela é muito importante, porque como eu comecei dizendo aqui, a ereção, a própria atividade sexual, ela começa, né, na cabeça, o desejo, o interesse, o estímulo sexual, ele vem vem na cabeça, né? E o que que acontece? Se a pessoa tá acostumada com uma droga eh eh atuando sempre ali, a hora que ela vem eh eh muda essa droga, a coisa vai funcionar diferente. Vou dar um exemplo diferente. Se eu dou para um paciente um remédio para tratar alguma outra coisa e falo para ele: "Olha, esse remédio aqui vai parar com a tua ereção, a pessoa tem uma pior atividade sexual". Olha isso, porque esse efeito já é estudado, chama-se efeito nocebo. Se você fala que vai piorar, principalmente porque tem essa questão psicológica, piora muito. Então a pessoa acostumou com o remédio, ela começa a pensar: "Puxa, mas se eu não tomar, aí não vai funcionar". E aí só o fato de se preocupar já vai piorar, né? Então só pela dependência psicológica. E depois existe uma questão de de costume do organismo. Só para pros nossos telespectadores entenderem, o nosso organismo ele se acostuma muito com as situações. É um dos motivos do homosapens ter sobrevivido. É uma questão de adaptação. A gente adapta ao exercício, adapta a situação, adapta, né, a várias coisas. Então, uma pessoa, por exemplo, que tem pressão alta, normalmente essa pessoa não percebe que ela tem pressão alta. eventualmente a pressão tá estourando, começa a ter uma dor de cabeça, algum problema, mas a grande maioria das pessoas no consultório médico, e aí os cardiologistas vão poder falar melhor, mas as pessoas não percebem que tem pressão alta. Quando você mede encontra essa pressão elevada e quando começa a tratar, às vezes a pessoa sente, se sente mal, se sente cansado, se sente fraco, se sente tonto, porque o organismo acostumou a ficar com uma pressão às vezes de 15, 16, a hora que você baixa para 12, parece que tá baixo, parece que tá ruim. Então, a mesma coisa acontece com a tadela fila. O paciente tá acostumado a ter uma ereção por conta de ter um monte de óxido nítrico, quando volta pro normal aquilo não funciona adequadamente. Exatamente, né? Esse exemplo aí se aplica em outras drogas, em outros medicamentos. Se a gente for parar para analisar a questão eh dos antibióticos, né? A gente tem aí que tomar certinho e se você não fizer o uso correto, o organismo se acostuma e aí quando você tem eh uma situação que precisa tomar ele novamente, ele não vai funcionar. Então é mais ou menos isso. Agora aqui nós estamos falando, gente, sobre as academias, né? Você já percebeu aí na academia, no seu treino, as pessoas, né, eh, todas assim, ã, crescendo muito rápido ou eh tomando e falando que estão tomando algum tipo de substância. A questão da tadalafila é uma, agora tem a questão também da testosterona. Isso eu acho que as pessoas falam mais até que a tadalafila, né? Testosterona. O homem precisa de testosterona. A testosterona cresce, a testosterona dá vigor. Agora a testosterona também dá problema, né, doutor? Sim, a testosterona ela já tá nesse mercado de academia há muito mais tempo, né? Mas para fechar aqui a janela da tadalafil, eu queria comentar uma coisa. Quando eu comentei do do hormônio onde ela atua no óxido nítrico, existem outros medicamentos que são usados para circulação, que o pessoal da cirurgia vascular usa e que faria muito mais sentido de ser usado do que a própria tadalafila. Não vou falar o nome aqui, senão vou sugerir pro pessoal usar remédio, né? Mas veja que existe medicamento que é usado para pessoas que tm problema de circulação na perna. Faria muito mais sentido usar esta medicação, só que faltam estudos. Então, na verdade, a gente precisa ter estudos, né? entender o medicamento, entender o efeito e aí sim fazer o uso se ele realmente eh for benéfico, né? Eh, num passado aí a gente teve tanta discussão, né, e tanto questionamento sobre as vacinas, sobre, né, o estudo, os estudos que foram pequenos e as pessoas criticam, né, criticaram naquela época e agora as pessoas usam remédio sem estudos pro remédio. Então, a gente realmente precisa se ater ao que foi estudado, né, para puxar o benefício do medicamento. E a testosterona, ela, lógico, vai ter muito benefício. Se eu pego um paciente que tá com testosteros muito baixa, ele vai ter depressão, ele vai ter um cansaço exagerado, ele tem uma perda de massa muscular. E quando a gente coloca essa testosterona dentro do padrão normal, pessoa melhora muito, melhora o rendimento no dia a dia, melhora a atividade sexual, melhora o libido, o desejo sexual, a pessoa volta a ter uma atividade, uma convivência melhor. Só que se essa testosterona forada muito acima do normal, o que que vai acontecer? a pessoa pode ficar mais irritada, mais estressada, eh ter eh ter mais eh brigas, etc. Que a test tá relacionada com isso, né? Ela pode ter um aumento da viscosidade sanguínea, porque veja que interessante, a testosterona estimula a produção de células vermelhas, os glóbulos vermelhos do sangue. Então veja, ela tá muito baixa, é ruim, mas ela muito alta vai produzir muita hemácia, o sangue fica viscoso e aumenta o risco de infarto e de AVC. recentemente, não faz duas semanas, eu atendi um paciente que estava fazendo reposição de testosterona. Ele até estava fazendo, fez com um colega, né? Então ele procurou o médico, né? Fez a reposição de testosterona, mas não foi feito adequadamente o acompanhamento, os exames que são feitos pra gente dosar essa testosterona e fazer os ajustes de dose. Sem fazer isso, a hemoglobina dele subiu muito e ele teve um AVC. Olha, por sorte foi um AVC transitório e ele recuperou bem, né, eh, dos sintomas e ficou sem sequelas. Mas pra gente entender que mesmo com acompanhamento médico precisa ser muito rigoroso e muito bem cuidado, ter muita atenção eh eh na forma com que os hormônios são utilizados. Existe hoje uma busca muito grande, e a gente pode conversar melhor sobre isso, por resultados muito imediatos. Se as pessoas hoje não têm eh paciência de assistir um vídeo de 2 minutos, eu quero assistir de 10, 12 segundos, né? Eh, a gente tem também na academia as pessoas querem resultados pro mês que vem. Nós vamos ter resultados bons na academia de ganho de massa, de de ganho de força, de médio prazo, 1, 2, 10, 5 anos, 10 anos. As pessoas que realmente têm bons resultados são resultados de longo prazo e às vezes as pessoas querem resultado de um mês. Uhum. E muitas vezes, eh, Rúbia, não é só a pessoa que procura, já é ofertado. Eu tive já colegas e pacientes que falam: "Olha, eu tava na primeira semana, na segunda semana já me falaram: "Olha, tem um negócio bom para você tomar aqui, vamos tomar um negocinho, vamos então". E e isso lógico, né? Sem nenhum acompanhamento, sem nenhum exame, sem nada. E isso sim é que gera muito problema. Muito bem. Olha só, gente, quanta informação a gente eh eh está tendo aqui no programa de hoje. Mais uma vez, né, a gente falando da saúde do homem. Nós estamos aqui eh com o Dr. Ele é urologista. Então, você que tá em casa, eh, convida, né, a, a, homens para assistir. Nós estamos ao vivo também no YouTube. Faz o seguinte, compartilha o programa com homens, com colegas que você conhece, porque é uma oportunidade magnífica de você entender eh sobre a sua saúde, de repente, de você eh virar a chave para que você busque um atendimento médico. E aqui nós estamos falando com o urologista da saúde física, né, do corpo aqui. E mas nós precisamos falar também, gente, da saúde mental. É por isso que a gente dá as boas-vindas, então, né, a o Naldo, o Naldo, que atua eh como com a saúde mental, com o comportamento do homem, né? Ele tem um olhar importante sobre a masculinidade contemporânea. Ele é psicólogo clínico. Naldo B, seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua participação. Vamos completar então a nossa dupla de hoje para falar da saúde masculina. Aldo. E eu já eh dou as boas-vindas a você pedindo para que você fale sobre a questão da saúde mental do homem relacionado a essas substâncias que nós estamos conversando aqui hoje, né, doutor falou sobre a tadalafila, falou sobre está falando sobre a testosterona e aí coisas que envolvem a academia e também a questão psicológica, né, de de querer tudo muito rápido, muito fácil. Bom dia, seja bem-vindo. Bom dia, Rúbia. Bom dia, doutor. Uma honra estar com vocês novamente aqui. Eh, quando nós voltamos é porque, eh, o pessoal gostou, né? Exatamente. Mas a minha dúvida direta assim, né, e eu quero provocar os ouvintes, os telespectadores, é se essa busca por medicamento é uma causa ou é um sintoma de algo que está mais escondido atrás desse psiquê, dessa mentalidade do masculino, não é? Então acho que questionar o uso dos medicamentos, nossa, se é certo ou não usar os medicamentos, é por que que esse homem não consegue ser homem sem esses medicamentos, não é? A gente pensaria numa sociedade performática. Por que que esse homem precisa, às vezes até jovem, sem a necessidade exata de uma prescrição médica, ele sente essa necessidade do uso de um de uma testosterona, de uma tadalafila para ter uma melhor performance, não só sexual, mas em quais esferas, não é, que ele precisa também ser performático. Acho que esse é um ponto interessante da nossa discussão, doutor. E é uma honra estar com vocês aqui podendo trazer conhecimento, né? Porque o conhecimento ele de alguma forma ele liberta, né? Ele ajuda as pessoas a romper ciclos que às vezes elas nem sabem porque estão fazendo, mas todo mundo tá fazendo, né? Então acho que deve ser se as pessoas, se aquele eh instrutor, se aquele educador físico, se aquele colega que é referência para mim está fazendo, acho que eu devo fazer também, né? Então o homem ele busca essa performance. Talvez muitos homens aprenderam sexualidade diferente das mulheres, não é? Às vezes as mulheres falam sobre sexualidade umas com as outras. É normal a filha falar com a mãe ou com a tia numa roda de mulheres ou alguma mulher demonstrar uma certa vulnerabilidade. Falou: "Olha, nossa, não tô me sentindo muito bem, a libido não tá muito boa". Acontece com vocês, né? Talvez esse essa conversa, mulheres, numa roda de homens seja muito difícil de acontecer. Doutor, é, né? Não é comum a gente talvez conversar e falar assim: "Olha, como que tá, né?" E aí os jargões, né? As os eh os tabus vão começando aqui, né? Eh, os jargões vão falar assim: "E aí, como que é para você ficar meia bomba também? Não é? Não tá tão performático, como que é quando você e eh e também brocha? Olha os jargões, os termos, né? é sempre muito pejorativo e não é aceitável falhar no mundo masculino que nós vivemos hoje. Então a necessidade da performance RO excelente. Agora que interessante, né, vocês trazerem esse contexto da conversa, né, entre vocês homens. Por que que ainda é assim, né, doutor? Por que que tipo, quem disse, né? Quem disse que não pode falhar? Quem disse que poxa, um dia você tá bem, um dia você não tá, somos seres humanos. Isso é uma algo que vem cultural e vem de longa data e que precisa na sua avaliação, isso precisa ser eh quebrado. Isso é um tabu ainda. É, é trouxe uma informação muito interessante porque realmente na roda de de homens ou nas conversas masculinas os homens vão ter muita dificuldade ou praticamente nunca vão comentar sobre esse tipo de situação, né? Então, o que a gente vê no consultório, acho que a questão aqui social e da onde vem, a gente pode discutir um pouco melhor com o Naldo, enfim, mas o que eu posso compartilhar do que eu vejo no consultório, no dia a dia, é que os homens eles muitas vezes não querem falar sobre esse assunto, mesmo na consulta do urologista. Então, muitas vezes isso não vem na no começo da consulta, às vezes vem no final, às vezes vem depois de algumas consultas, né, que a pessoa então consegue se sentir à vontade o suficiente para falar sobre o assunto. Às vezes ela tem uma dificuldade para falar do meia bomba, né? Então assim, fica ali todo constrangido e e muitas vezes eu falo: "Cara, mas a gente fala disso todo dia o dia todo e e aí a gente consegue diminuir um pouco dessa ansiedade e ter uma facilidade para conversar. Mas eh as pessoas vêm muitas vezes ou por uma questão de dificuldade de ereção ou muitas vezes por outras dificuldades sexuais também, como é, por exemplo, a ejaculação precoce, que é, né, chegar ao prazer muito rápido e ter uma atividade sexual muito curta e isso ser ruim paraa própria satisfação e paraa satisfação da parceria, né? Então, a pessoa tem essa dificuldade e a ejaculação precoce, ela é muito comum. a gente vai ter, dependendo da literatura, 10% da população, às vezes até mais do que muita gente, só que ninguém tá vendo essas pessoas. Então, quando você tem, eu encontro, né, um paciente adulto, jovem, às vezes na sua faixa etária dos 20, às vezes dos 30 e com essa dificuldade e ele acha que aquilo é um absurdo, que aquilo não existe, a gente vai dizer que olha, muita gente tem, mas é que o fato é que no bar ninguém vai dizer, olha, né? É, então essa conversa que o Naldo falou que eventualmente as mulheres vão dizer que elas têm uma certa dificuldade, que a libido tá baixa, os homens vão falar: "Não, eu tô ótimo, eu todo dia, eu três vezes ao dia". E e a gente vê que existe essa preocupação social, porque às vezes a gente tá diante de pacientes da faixa etária dos seus 50, dos 60, às vezes mais fal não não três vezes por semana, toda semana você fala: "Gente, calma, isso não é real, isso não, isso não, não, não, né, não reflete a realidade, não é, não é possível seguir nessa faixa". Quando a gente tem pacientes que estão tentando gestação sim e que precisam ter relações diárias ou a cada dois dias, a gente vê às vezes a dificuldade de manter isso de longo prazo por toda uma situação, né? Então assim, começa a ficar até cansativo em algumas situações, né? Então a gente vai vendo uma pressão social da pessoa performar e nessa pressão de performar as pessoas vão procurando atalhos e aí usa a testosterona como se a testosterona fosse o botão do nitro do videogame que daí vou ficar mais forte. Eu vou. Só que, gente, na vida real, se você vai lá e coloca um turbo no carro que ele não foi planejado para aquilo, vai passar um tempo, o motor vai reclamar. Vai passar um tempo, você vai ter outros problemas no freio, no disco, num monte de coisa, no organismo também. Só que daí como é que você faz? O carro você troca, o motor do carro você troca e o seu coração como é que faz, né? Então, fazer um planejamento e fazer as coisas com cuidado é fundamental na nossa saúde. Excelente. Que bate-papo gostoso, né? Nessa manhã de segunda-feira. É muita informação, né? Agora, Naldo, eh essa questão aí que o doutor o doutor falou, eu perguntei para ele, disse que você poderia responder. É algo que a gente traz eh é cultural, né, para os homens isso. E por que que isso ainda é difícil de ser rompido? Essa questão assim de conversar sobre, né? Porque mulher, olha, a gente fala de ah que você tá de repente na entrando na menopausa e é a queda de libido é natural e a gente fala sobre. Claro que agora bem mais ainda bem, né? Porque também já houve aí um momento em que as mulheres eh eh tinham uma eh eh era um pouco privado falar sobre isso, mas hoje já tá bem melhor. Agora os homens você vê de repente eh um caminho para uma conversa mais aberta referente à vida sexual de vocês. Sim, entre vocês. Puxa vida, é é muito cultural para nós, não é falar. Eh, quando falo para nós, eu digo pros homens, né? Sim, é falar de muitas coisas, falar de de trivialidades, mas é tabu para o homem falar sobre autocuidado e saúde. Por exemplo, eu sou psicólogo clínico e palestrante. Muitas vezes eu consigo alcançar pessoas dentro de um ambiente de palestra, de uma empresa ou uma outra instituição que nunca iriam num consultório, mas que precisam dar essa manutenção no carro, como foi dito. É, mas esses homens entrar dentro de um consultório seria inimaginável assim, essa história de terapia para homem, eu posso quase que dizer assim que é recente. Olha só, é um tabu, não é? Apesar deu, especializado na saúde masculina atender muitos homens, é a exceção e não a regra, porque a cultura da saúde paraa mulher, do autocuidado paraa mulher, é uma cultura que já vem ali com a primeira menstruação já ou até antes. E pro homem, essa saúde especializada, essa saúde masculina, como o doutor se coloca como especialista, eh é uma uma busca já na meia idade. Então é, de alguma maneira o homem procurar, não é, essa saúde, esse autocuidado ainda é tabu. E quando a gente pensa nesses botões de nitro, né, esse turbo do carro, como a gente tava usando essa metáfora, eh, gera manutenções, coisa que culturalmente pro homem isso não é comum, isso não é, o homem não procura muito essa, essa manutenção, não é? e e ainda olhando para muitas situações, eh, é quando o corpo dá sinais, não é? E nós temos uma uma expressão, eu vou usar essa palavra aqui porque muitas pessoas, muitos nossos telespectadores não conhecem, Alexitia, não é? Não é não tem nada a ver com a Alexa lá da sua casa lá, aquele aparelhinho, mas é a mesma referência de palavra. A lexitimia é um mal que muita parte da população sofre e principalmente os homens, que é não conseguir colocar as emoções em palavras. Olha só que interessante. Então, quando a gente fala de alexitimia, de eu conseguir colocar minhas dores em minhas emoções em palavras, não é cultural, não é não é não é prático pro homem. O homem tem essa dificuldade em expressar as suas dores. Ele tem a o pensamento cultural que talvez ele vai est sendo fraco, vulnerável, ele precisa ser forte. aquela história do homem não chora. E muitas vezes a medicamentação, né, a medicalização, ela tenta aplacar esses sintomas, aquilo que eu não consigo colocar emoções, aquilo que eu não aquilo que o corpo não expressa, eu vou amenizar o sintoma com a medicação e isso vai gerar um efeito colateral, eh, que aí eh pode ser nocícivel e irreversível pro homem. Por exemplo, a o burnout é um sintoma de esgotamento físico e mental por conta do stress por essa necessidade de performance. A gente pode pensar na depressão como um esvaziamento de sentido, como uma forma de, tipo, acho que não faz mais sentido fazer tudo que eu faço. É um excesso de ansiedade que muitas vezes coloca esse sujeito num quadro depressivo. E aí a gente vai vendo que em algum momento a saúde mental dá sinais. Se o corpo não foi ouvido, talvez eh como uma espécie de autorregulação emocional, como uma espécie de desligar o disjuntor, a chave geral, talvez a gente dê os sintomas, os sinais ali na saúde mental e quando esses sinais chegam, talvez fica difícil e reversível esse homem ser performático o tempo todo. Excelente, né? Muito bom, doutor, por favor. a gente percebe que socialmente, né, a gente vive uma sociedade cada vez mais acelerada. Eh, talvez a pandemia, o tempo em casa, as redes sociais foram piorando essa situação, né? Enquanto professor, a gente vê que os alunos têm nessa geração atual e cada vez mais dificuldade de se manter atentos, né, eh, as aulas, a manter a atenção, a fazer uma uma prova eh de 50 questões era uma coisa muito, não é tranquila não, porque prova sempre foi prova, mas manter a atenção para fazer uma prova de 50 questões na nossa época não era nada muito fora do padrão. Hoje é difícil manter a tensão por tanto tempo. Parece que uma prova de 50 questões hoje é o que seria de 200 ano passado, 120, né? Uma coisa muito longa, virou endurance, né? Então a gente precisa eh entender que essa situação existe. E quando a gente olha isso, eu comentei um pouquinho antes, né, dos vídeos de 10, 12 segundos, que as pessoas mantêm a tensão por tempo muito curto e querem resultados muito rápidos, né? Então essa busca por resultado muito rápido, eh, faz essa essa busca por medicamentos que às vezes não fariam sentido, né? Então, talvez se ele fosse com o carro dirigindo direitinho, ele ia chegar melhor lá no final, mas ele quer só chegar mais rápido, porque talvez não esteja tão preocupado lá no final, ele tá preocupado com os próximos 100 m, né? porque a nossa busca é uma por resultados rápidos, então acaba lançando mão eh dessas situações. Infelizmente na medicina hoje nós temos também pessoas vendendo resultados e vendendo produtos. Então a gente também precisa tomar cuidado que na medicina nós vamos vocês vão encontrar profissionais na urologia, na clínica, na nutrologia, em todas as áreas querendo vender produtos, que antigamente isso não acontecia, né? Aí é, muitas vezes você encontra quem tá em busca de um resultado muito rápido e alguém vendendo soluções milagrosas. Então a gente tem que tomar cuidado que hoje também existe essa venda, não só na academia, né, de resultados rápidos, mas também de colegas que muitas vezes vão querer vender aquilo que o paciente quer. Então a gente precisa tomar um cuidado também de procurar pessoas que estejam bastante comprometidas com a ética para evitar tratamentos mirabolantes. Tomem cuidado. Quando você vê também lá no seu no Instagram, no em todas as redes sociais, eh eh vendas, promessas de ótimos resultados maravilhosos em curto intervalo de tempo, toma cuidado porque às vezes ali tem uma tem uma venda ali escondida, né? Eh, não faz muito tempo, a o a o CFM, Conselho Federal de Medicina, proibiu o uso de testosterona. Na realidade, a testosterona, ela já é um medicamento controlado. Acabei de comentar aqui os riscos relacionados, né, até infarto, AVC, etc. pelo uso indiscriminado. Essa ela já era controlada, mas o que aconteceu é que tinha muito médico prescrevendo para fins estéticos, né? Então é justamente disso que nós estamos falando de resultados, botão, botão do nitro, do turbo, né? E e isso vai gerar problemas de saúde depois. Então, a gente encontra, comentei já hoje aqui, paciente que teve AVC, eh, já tive paciente que tinha um câncer de próstata, não fez avaliação antes do uso e aí de repente esse câncer apareceu muito mais agressivo, muito mais rápido por conta da testosterona. Tem as mulheres usando testosterona e veja, né, isso isso é uma novidade que se for usada adequadamente vai ter ótimos resultados, mas as mulheres começam a desenvolver ifficação, acne, né, alteração estética aqui na caixa tireoide, alterações genitais, aí começam a fazer cirurgias de correção das alterações genitais que acontecem. Então tem uma série de cuidados que a gente precisa ter, né, para fazer o tratamento, em vez da gente para tomar cuidado, para em vez de melhorar a saúde, não piorar a nossa saúde, fazendo aí tratamentos errados. Exatamente, né? Tratamentos assim, eh, que não foram indicados por médico nenhum. E aí você vai lá, simplesmente compra o produto ou eh passa, toma e vai pra academia. Você imagina o que que pode acontecer, né? Então, é importante eh a gente eh buscar um atendimento médico, principalmente você homem, principalmente você que tá em casa assistindo agora, né? Se você quer eh melhorar um pouquinho na academia, poxa vida, faz uma vai pro médico, faz todos os exames, pede algum medicamento que seja para isso, né? Toma cuidado com eh esses medicamentos aí que não são para uso de quem eh pratica atividade física, né? A gente tá falando aqui da tadalafila e também da testosterona. Então a gente precisa de atendimento médico e eu gostaria de falar com você que tá em casa que também é importante você fazer um atendimento psicológico, né? fazer terapia, isso é bom demais, porque Naldo, a pessoa pode ficar dependente psicologicamente dessas medicações usadas eh de forma assim eh eh meu Deus, é tudo muito fácil, né? Indiscriminado mesmo na academia. As pessoas, Ruben, elas querem resultados rápidos, não é? Eu também quero resultado rápido, né? você que tá me ouvindo em casa, só que toda vez que eu busco um resultado rápido, eu preciso também fazer uma escolha. Eu eu vou renunciar a alguma coisa. Eu vou renunciar um tempo de qualidade porque eu quero um resultado rápido. Eu vou colocar mais energia agora para que eu colha mais lá na frente. Só que olha como que é complexo a gente pensar. Vamos montar um combo aqui, né? Olha só, você vai numa lanchonete, você pede o o o combo do lanche com a batata e o e refrigerante. Vamos tentar montar um combo mais eh pior que esse. Imagina só. Eh, a sociedade vive uma necessidade de resultados rápidos, não é? Nós desejamos isso. As redes sociais nos dão um ambiente ideal de comparação. E não é uma comparação saudável. Eu nunca vou me comparar com quem está eh ligeiramente pior do que eu. Vou sempre me comparar com a vida de alguém de uma rede social que é uma vida irreal, é uma vida de alta performance. a pessoa que viaja, aquela que curte festas, aquela que sempre tá postando e quando não tem nada o que postar, posta um TBT que é de uma boa experiência do passado e não do momento que tá vivendo. E a gente quando vai somando esse combo, a gente também cai no lugar de ansiedade e estresse, aonde essa energia, onde a ansiedade, eu gosto de pensar como um desejo de realização, eu quero ter, só que tá lá no futuro. A a o estresse, por sua vez, é energia de realização. vou me estressar, vou ter cortisol na veio e aí eu vou ter energia para fazer. Só que imagina isso numa suprados, aonde o corpo ele precisa administrar uma ideia de simplificadamente aqui de descanso, não é? uma atividade contemplativa, um momento onde eu posso parar, onde a gente, por exemplo, precisa suportar o tédio. Eh, o tédio, ele alguém falaria no passado sobre um ósseo criativo, aonde a gente eh para por algum tempo e e aí esse momento, nessa ociosidade, eu acabo tendo insightes, tendo criatividade, tendo soluções de problema, enxergando aquilo que realmente é importante na vida. Mas eh negar o óscio, ou seja, negócios, é justamente o contrário dessa desse descanso, dessa ociosidade. Então, alguém que pera, ela tem alguém que tem essa essa necessidade de performar, ela vai falar assim: "Olha, trabalhe enquanto eles dormem". E ali daqui a pouco, né, assinado o plano funerário, né, por essa assinada embaixo dessa frase, né? Mas eh essa é a cultura que imprime não só pro homem, mas paraa sociedade como um todo, né? A gente tá falando da tadalafila, da testosterona, mas eh um grupo um pouquinho maior de mulheres, a gente poderia falar das canetas emagrecedoras, né, que não é o nosso nicho hoje aqui, mas é um foco em resultado rápido. Eh, e eu muitas vezes não entendo, não tô dizendo contra, né? Nós estamos falando em dosagem, a diferença da droga por remédio está na dose. E aí quando eu não sei e faço isso arbitrariamente por conta própria, quem administra essa dose, não é? Vira uma droga. E o que as pessoas não sabem é que o uso, por exemplo, de testosterona eh indiscriminado, o uso da tadalafila, fofoca de consultório, Rúb, não é? Todo mundo gosta de uma fofoca. O problema está no efeito colateral disso. Uhum. E as pessoas não sabem que, por exemplo, quando a comida, não é, da caneta emagrecedora, ela deixa de ser uma fonte de prazer, uma fonte dopaminérgica para mim, ela, a mente vai buscar regular isso de outra forma. Ela vai deslocar essa busca por dopamina, essa busca por prazer, talvez vai deslocar no sexo, não é? E se pra pessoa eh isso tá tá muito bem, obrigado. Olha que ótimo, maravilhoso você sair do de uma compulsão alimentar por um lugar saudável sexualmente, mas normalmente não é. Normalmente é compulsório. Eh, e talvez essa pessoa vai deslocar em compras eh arbitrária. O homem que ele vai para talvez para testosterona, ele não sabe. Muitos deles não sabem, mas aumenta a irritabilidade. Uhum. E muitas vezes isso acaba sacrificando o relacionamento que ele tem, aquilo que deveria melhorar a performance dele acaba tirando justamente naquilo que paraa mulher é mais importante, que é um bom diálogo, que é uma boa preliminar. E na busca por essa performance, né, ele vai acabar tirando o essencial. fica bom para ele, mas ruim para ela. Então, eh, talvez o resumo do que a gente tá querendo trazer aqui para você, telespectador, é que se você talvez fizer isso por conta, né, se você quer ter resultados rápidos, mas talvez por conta própria, talvez você esteja sacrificando alguma coisa que está no seu ponto cego, que você não esteja enxergando. E quando isso aparecer, talvez vai aparecer tarde demais como problema de saúde ou um problema no seu relacionamento. Cuidado. Uau, Naldo, achei muito bacana o que você comentou. fazer uma pincelada da caneta emagrecedora, que não é exatamente a minha área, mas a gente conhece e tem vários colegas que fazem e trabalham com isso. E, e é muito diferente quando a pessoa se dedica a fazer isso, ou seja, ela entende como que é o princípio ativo, as diferenças de uma para outra, os intervalos que devem ser utilizados e os medicamentos e os exames que devem ser feitos para que isso seja feito de uma forma saudável, porque existe também o o exagero e as pessoas passam mal, as pessoas têm efeitos colaterais graves, né? Então isso é um cuidado que precisa ser que que as pessoas precisam ter. E aí é semelhante com que eu disse da testosterona. O uso elevado de testosterona vai causar aumento da viscosidade sanguínea, aumento de risco cardíaco, cardiovascular, infarto, AVC, etc. Usa testosterona para pacientes adultos, jovens, né, em em faixa etária de de vida que podem ter filhos, né? Eh, a testosterona, o que que ela vai fazer? o organismo vai perceber que ela tá recebendo aquela dose elevada de hormônio e ele vai parar de produzir por conta própria. Então ela vai levar a uma atrofia testicular. Essa atrofia testicular, obviamente, vai levar a uma diminuição ou até mesmo uma parada da produção de espermatozoides. E às vezes esse adulto jovem não tá preocupado em ter filhos naquele momento, mas depois a vida progride, em algum momento passa a ser o principal foco dele naquele momento, é construir uma família. E aí ele se arrepende no passado não ter feito essa previsão, ter tomado decisões que impactam agora. Eu não estou dizendo que o uso da testosterona vai sepultar a possibilidade de próle, não. Existem formas de resgatar a função testicular com medicamentos vioral e injetáveis, mas não são todos que respondem totalmente a isso. Então, a gente precisa entender isso antes do uso e às vezes as pessoas vão fazer esse uso sem pensar nesse nesse passo, nesse nesse problema. Às vezes a pessoa já tem filhos, eh, já tá na sua faixa etária, talvez seus 50 anos, ele começa a usar testosterona. E aí de novo, mesma situação, vai evoluir com atrofia testicular, só que às vezes pra faixa dos 50 paraa frente, essa atrofia testicular às vezes ela vai ser irreversível. Então ele vai ficar dependente de um medicamento injetável, talvez por 10, 15 ou 20 anos. E hora que ele começou a tomar um remédio, ele não tava pensando que ele ia ter que tomar injetável por 20 anos. Ele achou que ele ia tomar alguns meses ficar forte e depois seguir a vida como se fosse só um empurrão. Então, às vezes não entender como que o medicamento funciona e vai impactar muito eh nesse resultado. Enfim, é importante você entender o que que você tá comprando, o que que você tá escolhendo, quais são as vantagens, quais são os colaterais, quais são as desvantagens, por quanto tempo eu vou ter que usar isso, que riscos isso me traz. Então, a essas são sempre perguntas, né? E talvez num passado a gente teria menos oferta de oportunidades. Nós temos também uma oferta maior de médicos e de profissionais. Talvez num passado seria mais difícil a gente encontrar alguém especialista em saúde masculina, em em parte psicológica masculina, né? E talvez no passado a gente também tinha poucos urologistas falando da minha área, que se dedicavam também a usar testosterona, a fazer essa parte hormonal, porque talvez era um tabu até mesmo dentro da medicina. Então a gente tem esse esse ganho. Acho que a sociedade está progredindo nesse sentido, né? E acho que daí o importante é a pessoa procurar os profissionais corretos, às vezes avaliar mais de uma, né, opinião para tomar uma decisão bem tomada. Excelente, doutor. Excelente. Olha, agora faltando 10 minutinhos paraas 9, a gente tem algumas perguntas, então vamos colocar, né? Vamos lá. Vamos ver quem é que tá com a gente e o que essa pessoa que tá aí do outro lado quer saber. Você que tá participando, olha que bom, um homem, Roberto Alves do Nova Europa. É muito fácil comprar esses esses medicamentos na internet hoje. Qual o perigo real de tomar uma pílula falsificada sem saber a origem? Nossa, Roberto. E aí? É, de fato são fáceis, tá? A gente vê na na urologia muito paciente que vem tomando remédios assim com nomes, o nome do remédio é variações de próstata. E aí tem vários aí na internet, né? que muitas vezes não tem nada que realmente vai funcionar paraa sua próstata, nada que vai ajudar a melhorar a nem a parte sexual, nem a parte urinária. E muitas vezes tem componentes ali que vão estimular às vezes alguma coisa da parte eh eh hormonal, o que vai gerar problemas. Então, eh, temos que tomar muito cuidado com remédios vendidos na internet, principalmente remédios vendidos como suplementos, porque daí ele é um suplemento, então ele não segue as normas da vigilância sanitária de remédio. Então, a o rigor de avaliação é diferente. Então, toma cuidado, tomem muito cuidado com esses suplementos. Parece que é uma coisa inofensiva, é só um suplemento alimentar e às vezes tem um monte de coisa ali. Depois nós podemos ter efeitos colaterais, podemos ter reações alérgicas, né? Então tudo isso pode acontecer. Ano passado teve uma apreensão grande em Santa Catarina de medicamentos falsificados. Então o importante é a gente comprar medicamento na farmácia de, né, indústria conhecida. Acho que isso aí é o básico. Fujam dessas vendas de internet porque é furado. Exatamente. Vamos ver a próxima pergunta. 8:51. você que tá com a gente, muito bom dia. Beatriz Rocha do Jardim Primavera. Esses discursos de internet sobre ser um macho alfa atrapalham a cabeça do jovem e geram essa busca pela pílula mágica. Olha só, macho alfa, hein? Vamos lá, Analdo. O que que a psicologia traz como resposta pra Beatriz, a nossa telespectadora? Beatriz, deixa eu te contar uma história que é bem interessante. Talvez você vai conseguir olhar com os nossos óculos. talvez dos homens, não é? Eh, tem uma pesquisadora, uma socióloga americana chamada Nora Vincent, e ela, como socióloga, ela participava, ela queria provar algo que é fácil ser homem. E numa eh, claro que numa pesquisa, numa tentativa, em algum momento ela cruza uma linha da normalidade, do estudo científico e ela legisla em causa própria. Ela busca ali eh uma uma tendência, né, naquele jargão popular, não é? Ah, é muito fácil ser homem, difícil é ser mulher. E ela eh ela se passa por homem num período de 6 meses. Ela se caracteriza como homem, ela foi a campo, né, fazer essa pesquisa. E quando ela se coloca nesse lugar, ela começa a frequentar nos Estados Unidos clubes de boliche, que é muito tradicional na região onde ela morava, clubes de moto, eh ambientes totalmente masculinos. E ela participa, cria essa amizade sem ninguém notar que era uma mulher, não é? Sim. E depois, no término da pesquisa, talvez com o movimento eh o extremismo do feminismo, do movimento feminista, ela só queria provar uma coisa, que eh que essa história de ser homem é muito fácil e difícil mesmo era ser mulher. E não tô nem falando aqui de clube do Bolinha versus clube da Luluzinha. Sabe o que aconteceu com essa mulher? Ela depois da pesquisa, todo mundo esperava que ela fizesse essa conclusão. Olha, a vida do homem é muito mais fácil. É, eh, prova, né, depois des de tantos dados de pesquisa imersa nesse universo masculino de homens alfa, de homens macho, dessa machosfera, ela não consegue fazer essa conclusão de forma leviana. Uhum. Ela, pelo contrário, de forma muito responsável, ela começa a explicar algumas coisas e algumas pressões sociais do que é ser homem, do da necessidade de estar em alta performance o tempo todo, de ser viril, de não poder falhar, de nunca conseguir ser vulnerável com uma outra pessoa, às vezes não ter o ambiente certo, não criar, mas também não ter o ambiente certo para demonstrar fraqueza, como eu falei há pouco, não conseguir consir colocar em palavras as próprias emoções. Essa mulher, no fim das contas, ela escreveu um livro, ela e esse livro foi um bestseller nos Estados Unidos, mas infelizmente essa mulher caiu numa depressão e posteriormente algo que tentou contra a própria vida dela, não é? Eh, e eu não tô falando aqui que diretamente ela tirou a vida por conta dessa experiência, mas o que todos as pessoas ao redor dela fala que isso contribuiu bastante. Por que que eu tô trazendo esse dado aqui para os nossos telespectadores? Porque talvez eh olhando de fora parece eh esse homem que pera, esse homem que trabalha enquanto todos dormem, esse homem que é é o macho alfa, ele tem uma pressão social tão grande por ser essa pessoa, por não errar sexualmente, por não errar com a família, eh que chega a ser o limite de quatro vezes maior o índice de suicídio entre homens do que de mulheres. Ou seja, cada 10 pessoas que se suicidam, quase eh eh quase oito são homens. Eh eh é um número muito alto hoje falando de Brasil. Então eh essa necessidade do homem ser o alfa, do homem ser eh essa alta performance vem de uma sociedade adoecida, de uma sociedade que não consegue criar ambientes saudáveis. Eu digo eh tem um provérbio africano que fala assim, só para eu concluir, ele fala assim: "Se você quiser ir rápido, vá sozinho, mas se você quiser ir longe, vá acompanhado. Com licença poética, eu faço uma pequena alteração no provérbio aqui. Se você quiser ir longe, vá com mentores e equipe de apoio. Por exemplo, a medicina, a psicologia, né, ela consegue mentorar no que diz respeito à saúde. Esse homem, ele precisa de ambientes masculinos, mas se esse homem for um alfa, for um lobo solitário, provavelmente ele vai cair num lugar eh de solidão e ele vai cair num lugar de adoecimento psíquico e mental. Eh, nós não vemos isso com bons olhos para nossos telespectadores e, infelizmente, quando muitos homens procuram ajuda, já é no limite ou até tarde demais. É. Uau! Muito bem. Importante essa fala. Eu acho que doutor quer complementar, por favor. Comprentar que teve um estudo de Harvard, eu não tenho os dados aqui de cabeça agora, mas foi um estudo que tentou entender como que as pessoas envelheciam melhor. Não era só para homens, mas tinha uma questão de envelhecimento, de saúde, de se sentir bem. E e aí alguma das coisas que viram que realmente impactou nisso, algumas eram esperadas na questão de alimentação saudável, de se cuidar, geral ao médico, isso tudo entrou porque aumentou longevidade. Mas uma coisa interessante era rede de apoio, grupo. E essa rede de apoio grupo é assim, se envolver socialmente alguma coisa. Isso pode ser a igreja, isso pode ser o o grupo, talvez do boliche, para dizer, ou de um esporte que se faz junto. Era alguma coisa onde você tem um convívio social. Esse convívio social saudável, permite a troca de de conversas, de relações e isso isso leva a a talvez seja essa coisa de ir junto, né? Então você não tá sozinho, né? Então essa questão do estar sozinho, ela ela é muito ruim. E o estar sozinho é o que eu já a gente comentou antes, né, de ter resultado muito rápido, fazer sozinho, tá olhando pros primeiros 100 m, mas não tá olhando para pra corrida toda, não tá olhando pra caminhada toda. Então, eh, antes da gente procurar medicamentos e procurar soluções mágicas e procurar resultados imediatos, importante talvez ter esse olhar, né, e procurar resultados a longo prazo e procurar qualidade de vida a longo prazo. Acho que essa talvez seja uma grande mensagem e entender que procurar grupos, fazer parte de grupos, ser pertencente ao a alguma coisa, né, que seja de novo, né, a igreja, que seja a sua comunidade, que seja o time de futebol que você joga, um grupo de amigos, que seja uma ONG, que seja fazer uma atividade, né, assistencial, seja coisas que que sejam valorosas, né, e que tragam esses relacionamentos. e também a questão do médico, do psicólogo, a equipe de saúde e aí vamos entrar o preparador físico, educador físico, personal, enfim, tudo isso entrar junto, né? porque daí você vai ter eh uma rede de apoio para ir longe. Eh, pegando o gancho aqui, doutor, se me permite, eh, esse homem, não é performático, esse homem que precisa, essa sociedade que te cobra, existe um antídoto para isso, que é aqui, eh, eh, filosoficamente falando, tem um autor chamado Burhanan, um sulcoreano, e eu tive privilégio de conhecer essa cultura tão eh tão maluca, né, lá da Ásia, a cultura sul-coreana, que eh é uma cultura que é muito Muito normal você tá passando pela rua e ver alguém de terna e gravata que acabou de sair um grande executivo, um grande advogado, sair e embriagado e você vê ele caído na sarjeta. Olha que maluco, não é? eh porque é uma cultura da alta performance e ele traz uma uma reflexão e um livro roxinho pequenininho, Sociedade do cansaço. E eu quero trazer essa explicação muito rápida aqui para você, eh se serve como indicação de um livro, mas eh esse homem que pera, esse homem que precisa estar ativo o tempo todo nessa sociedade que cobra isso, talvez ele precisa ser um homem que contempla. Como assim? é um homem que para, é um homem que ativa os seus sistemas simpáticos dentro do sistema límbico, mas também o freio desse corpo, que se o simpático é o acelerador, o parassimpático é o freio, é eu ter um descanso de qualidade e é eu ter atividades que são contemplativas e que talvez não é só eh eu estar dentro de ambientes com pessoas, mas também dentro comigo mesmo, dentro da sua espiritualidade, como o doutor trouxe aqui dentro de de uma igreja, mas eh dentro de uma comunidade onde eu possa parar, meditar, orar, não é? Praticar a minha fé, que isso acaba desacelerando esse homem que precisa estar em performance o tempo todo. E é um ambiente de vulnerabilidade. Eu quero aqui, para quem quiser continuar falando mais ouvindo mais sobre esse assunto, deixar aqui o meu arroba. Posso? Por favor, pode ser. @naldobastospsi psi de psicólogo. Naldobassos psi no meu Instagram. Se você quiser saber mais sobre esse tema de masculinidade sem tabu, você pode me acompanhar por lá. Doutor, eu também estendo pro pro senhor aqui também essa essa porque acho que é importante as pessoas saberem, né, dessa informação, dessa educação que nós fazemos. Quem quiser me procurar, né, pode procurar pelo meu nome, é Lucas Miragon ou no Instagram é Urologia Robótica Campinas. Trabalho muito com urologia, saúde masculina, cirurgia robótica, neoplasias, toda essa questão aí de de saúde masculina. Quem quiser ficar à vontade me chamar no direct, a gente conversa, né, tira dúvidas. Vão ter situações que eu acho que assim como o Naldo, vão precisar de uma de uma conversa pessoal, né, de uma consulta às vezes, mas várias várias dicas e situações pontuais a gente também consegue conversar assim no no direct, no nas redes sociais. Uau, que dupla, hein, gente? Que programa maravilhoso, quanta informação. E no fundo essa conversa, essa conversa não é só sobre medicamentos, né? Ela fala sobre comportamento, sobre pressão social, sobre uma ideia de masculinidade que não pode falhar nunca, que é o provedor sempre. E quem diz que tem que ser assim? A gente agradece você que tá aí do outro lado. Obrigado pela sua audiência, pela sua companhia e vamos para as considerações finais dos nossos profissionais aqui que, olha, nos ajudaram muito. Olha, é assim que conversa maravilhosa. Doutor, muito obrigada mais uma vez um show de informação. Obrigado pelo convite. Foi um prazer tá estar aqui com vocês. Acho que de mensagem final é essa essa preocupação do homem com o resultado, com a performance. Eu gostei muito da conversa com o Naldo. A gente consegue eh trazer um olhar complementar e talvez esse cuidado, né? Um cuidado consigo, né? A gente precisa olhar para si próprio, cuidar de si para depois poder cuidar do outro, né? O homem tem muito dentro, né? tem, faz parte, intrínseco do ser humano e do masculino, que fez com que o homem homo sapiens prosperasse, a questão do homem ser provedor. Então, o homem tá cuidando da família dele, tá cuidando de quem tá ao redor dele e é por isso que ele ele entende que ele nunca pode estar vulnerável, ele nunca pode estar fraco, porque ele tem que cuidar dos outros, mas para ele ter força e para ele poder cuidar adequadamente, ele precisa estar bem. Então, é importante a gente ter esse olhar para si próprio, procurar estar bem e aí entram essas várias coisas, entra toda essa rede de apoio, todas essas situações que a gente pode e deve participar e usar a medicina e a psicologia a nosso favor, procurar os atendimentos, evitar fazer alta automedicação e tomar eh eh decisões por conta própria, sim, as informações adequadas, porque no final das contas elas vão eventualmente até dar algum resultado bom de curto prazo, mas a longo prazo, que é o nosso objetivo, talvez elas vão fazer mais mal do que bem. Então essa fica a mensagem aí de procurar os profissionais adequados e estamos à disposição. Excelente. Considerações finais. Então, Naldo, obrigada mais uma vez pela sua participação e por compartilhar, né, algo tão importante pra nossa saúde, mas especialmente hoje a gente falando da saúde do homem, que é a questão da saúde mental também. Eu queria agradecer, agradecer você, Rúbia, que primeiro consegue deixar a gente bem à vontade aqui para entregar um programa de qualidade pros nossos espectadores. Agradecer o doutor porque realmente é uma dupla eh acho que se completam aqui, não é? Vocês foram muito cirúrgicos aí a buscar essas duas especialidades, né? E eu queria falar diretamente para você, homem, não é? A sociedade quando cria homens ansiosos e estressados, ela oferece como solução uma pílula, um comprimido para resolver esse problema. E se você cair nessa lógica, você vai ser mais uma vítima dessa indústria. Eu não tô falando contra medicação, mas como nós falamos aqui, contra o uso indiscriminado, o uso arbitrário. Mas se você não resolver a causa, você sempre vai estar refém dos sintomas. Eu quero que você entenda que vulnerabilidade, ser fraco, muitas vezes eh não é ser eh um homem, ser menos homem, não é? Eu queria fechar aqui com uma letra de uma música, olha só que maluco, né? Eh, de um rap muito famoso que foi uma talvez trilha sonora de muitos homens aqui na década de 90, anos 2000, que é do Racionais, não é? eh eh quando ele fala sobre homens que se até Jesus chorou, quem sou eu, né, para não eh ser vulnerável, né? Então essa essa essa ideia de que o homem não chora, eh não vai para grupo, irmão, Jesus chorou, não é? Foi essas palavras do Mano Brau. E aqui eu quero também citar para você, seja alguém que possa eh trazer a sua vulnerabilidade no lugar certo. Se você talvez não conseguir despressurizar, você vai explodir. Essa pressão que você vai carregar não dar conta, você vai cair numa pressão social que talvez seja muito difícil de você carregar sozinho. esteja acompanhado, porque homem solitário vira presa fácil para uma sociedade adoecida, viu? O meu muito obrigado o meu @aldoc, se você quiser me chamar lá no direct, conversar, se você quiser me seguir para mais conteúdos como esse, tá bom? Obrigado, Rú, mais uma vez eu que agradeço essa conversa produtiva, começo de semana, a gente já com esse ensinamento pra gente levar pra vida, né? Isso não é só pro homem, não. É para você, mulher também. É importante a gente entender, né, que o homem ele também é vulnerável e a gente precisa estar de repente sendo o apoio, sendo aquela pessoa que faz o primeiro movimento, tá certo? Quero agradecer você que tá aí do outro lado. E olha só, gente, amanhã a gente segue uma conversa que começou hoje. Aí amanhã nós vamos conversar sobre como nós podemos formar os homens de amanhã. A gente vai começar lá na primeira infância. O que molda o comportamento de um menino nos primeiros anos de vida? Como a família e a escola influenciam valores, limites e atitudes. E mais adiante na adolescência, como a internet com os algoritmos e conteúdos, como o chamado Redpill, passam a impactar essa construção. Educar para não violentar o desafio de romper ciclos, construir novas formas de masculinidade desde o início da vida. Esse é o nosso tema do estúdio câmara de amanhã e a gente conta com a sua participação, com a sua audiência e é importante a gente falar sobre isso. Daqui a pouquinho a Iria tá chegando, atualizando informações aqui de Campinas, da Câmara, do Brasil e do Mundo. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações atualizadas também do legislativo com Gabriel Castro. Nós temos eh às 18 horas a reunião ordinária. Você pode acompanhar de forma presencial lá no plenário ou então eh pelo canal do YouTube da TV Câmara Campinas e aqui pela TV Câmara Campinas. E lembrando que o programa de hoje, assim como todos os programas exibidos aqui, você pode conferir, assistir novamente, compartilhar, porque está disponível no nosso YouTube. Um abraço grande para você, se cuide, uma semana linda e até amanhã, se Deus quiser. Ciao