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Estúdio Câmara | Novela das frutas e os riscos para crianças e adolescentes
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Estúdio Câmara | Novela das frutas e os riscos para crianças e adolescentes

24 views Publicado 05/05/2026 HD · 1:03:09
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta quinta-feira coloca em debate uma trend que invadiu o feed de crianças e adolescentes em Campinas e em todo o país, a Novela das Frutas. Adaptação brasileira do movimento Fruits Loves Land popularizado nos Estados Unidos, os vídeos misturam personagens criados por inteligência artificial, frutas com nomes como Moranguete e Abacatudo, e tramas inspiradas em novelas com traições, conflitos financeiros e temas mais delicados como violência doméstica e abandono. O programa recebe psicólogas e especialistas em comunicação digital para discutir como o tom aparentemente leve dos vídeos camufla conteúdos que podem impactar negativamente a formação infantil. A atração também traz informações de prestação de serviço sobre o atendimento ampliado dos cartórios eleitorais em São Paulo até 6 de maio, prazo final para emissão, transferência e regularização do título de eleitor. Conteúdo que combina cuidado com a infância e exercício da cidadania.

Descrição do vídeo

📺 No Estúdio Câmara desta quinta-feira, 30 de abril de 2026, o programa aborda a novela das frutas, uma trend em vídeos curtos que mistura inteligência artificial, personagens coloridos e tramas inspiradas em novelas, mas que pode trazer conteúdos inadequados para crianças e adolescentes. 🍓🍊 A atração discute como esse tipo de produção vem ganhando espaço no Instagram e no TikTok e por que especialistas apontam atenção redobrada para o consumo infantil dessas publicações. A conversa recebe a psicopedagoga Andreza Albuquerque e a neuropsicopedagoga Naiara Nakamura, que explicam como a repetição de conteúdos chamativos pode influenciar o comportamento, a atenção, a memória e até a forma como crianças e adolescentes compreendem as relações humanas. As convidadas destacam que o cérebro infantil aprende por repetição e que conteúdos com linguagem agressiva, temas de traição, conflitos e sexualização podem ser normalizados por quem ainda não tem maturidade neurológica para distinguir ficção e realidade. 🧠 Durante o programa, as especialistas também comentam os efeitos do excesso de tela na rotina das crianças, como a dificuldade para produzir textos, organizar ideias com começo, meio e fim, manter a concentração e desenvolver a motricidade fina. Elas observam ainda que o uso excessivo de vídeos curtos pode estimular ansiedade, aumentar a busca por recompensa imediata e reduzir a paciência para atividades mais longas, como leitura, brincadeiras e tarefas escolares. Outro ponto discutido é a responsabilidade das famílias no acompanhamento do uso da tecnologia. As convidadas defendem que a mediação dos adultos é fundamental, com diálogo antes da restrição, orientação sobre o que pode ou não ser consumido e uso de ferramentas de controle e filtros nos aparelhos. Elas ressaltam que o ECA Digital reforça a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online, mas que a conscientização dos pais é indispensável para que essa proteção aconteça na prática. 👨‍👩‍👧‍👦 O programa também responde perguntas de telespectadores sobre vício em celular, impacto dos vídeos na criatividade e no raciocínio e sobre como perceber sinais de que um conteúdo aparentemente inofensivo pode estar fazendo mal. As especialistas explicam que mudanças de comportamento, isolamento, irritabilidade, alteração de vocabulário e perda de interesse por brincadeiras e interações presenciais podem ser sinais importantes de alerta. No encerramento, a mensagem é de equilíbrio entre tecnologia, entretenimento e responsabilidade. As convidadas reforçam que a cultura digital faz parte da vida atual, mas precisa ser acompanhada por adultos atentos, para que o uso das telas contribua com o desenvolvimento e não comprometa a saúde mental, social e cognitiva de crianças e adolescentes. ✨ 📲 Acompanhe a TV Câmara Campinas nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com o nosso estúdio Câmara ao vivo nesta quinta-feira, dia 30 de abril. E aí, como é que você tá? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Hoje vamos falar sobre a novela das frutas, né? A adaptação brasileira da trend fruits loves land popularizada nos Estados Unidos. Esses vídeos que misturam inteligência artificial e personagens de frutas em tramas inspiradas nas novelas e tem dominado o Instagram e o TikTok. Personagens como Moranguete, [música] Abacatudo, né? Quem não ouviu falar, eles vivem histórias cheias de drama. com traições, conflitos financeiros e até [música] temas muito mais sensíveis. Apesar do tom aparentemente leve, especialistas [música] alertam para conteúdos que podem envolver violência doméstica, [música] abandono e outros assuntos delicados. Hoje nós vamos discutir os impactos desse tipo de conteúdo na infância, na juventude e também na vida adulta. Nossas convidadas já estão com a gente aqui no estúdio e nós convidamos você para participar com a gente também. Tem assistido as novelinhas das frutas, né? Ou então a sua criança, o seu adolescente, seu jovem também está assistindo a esse tipo de conteúdo, a novela das frutas e aí fica aguardando, porque esse conteúdo ele não tem fim, né? sempre tem ali eh um gatilho que faz você continuar no conteúdo no outro dia. E aí, como [música] é que você tá convivendo com essa eh essa trend que tem dominado as redes? Conta pra gente, participa conosco, nós gostaríamos de te ouvir. Se de repente você tem também uma experiência, pode mandar pra gente. WhatsApp tá aberto, 1997829377. Eh, para ser mais rápido aí, mais objetivo, tem o [música] nosso QRcode. Então, aponta a câmera do seu celular e já cai direto com a nossa produção. Vai mandando aí a sua pergunta, de repente [música] também a sua experiência referente ao nosso tema de hoje, que é a novela das frutas, que as nossas convidadas já estão aqui, já nós vamos apresentá-las. E agora vamos atualizar, vamos atualizar, perdão, algumas informações. A gente fala hoje eh de algo que vai acontecer amanhã, né, durante todo o final de semana também, sexta, sábado e domingo. Os cartórios eleitorais, gente, aqui de São Paulo, eles vão funcionar em horário ampliado, então, no feriado de amanhã até o dia 6, [música] para quem precisa tirar o primeiro título, regularizar o documento ou cadastrar [música] a biometria para votar nas eleições, né? Conforme o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, no dia do trabalho amanhã, no sábado e no domingo, as unidades abrem das 9 da manhã às 3 da tarde. Já na segunda, terça e quarta, o funcionamento será [música] das 9 da manhã até às 5 da tarde. O atendimento ao público será feito por ordem de chegada, respeitadas aí eh as prioridades da fila, tá? De acordo com o calendário eleitoral, o dia 6 de maio é o último prazo para emitir, transferir ou regularizar o título de eleitor. A partir do dia 7, o cadastro eleitoral será fechado, conforme determina a legislação para a organização do processo das eleições de outubro, né? Aqui em Campinas, os cartórios eleitorais estão na rua General Osório, número 1041, no edifício central, tá? em frente ao Lago do Rosário. Antes de procurar atendimento [música] presencial, o TR São Paulo orienta verificar a situação do título ou da biometria no autoatendimento na opção situação do título, tá? Quem já possui biometria pode eh resolver a maioria dos serviços de forma online. Transferência de domicílio, atualização de dados e também emissão da segunda via. No atendimento presencial, é necessário você levar aí o documento com foto, comprovante de residência recente e para homens que completam 19 anos aqui agora em 2026, o certificado de quitação militar. Todos os serviços da justiça eleitoral são gratuitos com cobranças apenas de eventuais multas por ausência não justificada. Em caso de dúvidas, o TRE São Paulo disponibiliza o telefone 148 e a central de atendimento ao eleitor e também o chatb, né? também você pode ligar aí o WhatsApp, eh, ligar, não, mandar mensagem para o WhatsApp, eh, 11130 22200, tá bom? Dada informação e você também confere mais informações sobre eh a atualização do título eleitoral no Câmara Notícia hoje ao meio-dia com Gabriel [música] Castro. Previsão do tempo para hoje, sol. Sol com algumas nuvens durante o dia, né? Mínima 19, máxima 30º. Ontem chuva, né? Aqui na cidade de Campinas. Hoje não tem previsão de chuva à noite não, viu? Então vamos lá viver mais um dia. Faça acontecer o seu bom dia. Vamos nos hidratar e bora que bora que tem muita coisa para hoje ainda, né? Estamos aí eh 8:08 ao vivo aqui na TV Câmara Campinas e a gente fala da novela das frutas. Apesar da popularidade, esse conteúdo tem gerado polêmica pela forma como constrói seus personagens. Muitas tramas eh reproduzem clichês misógenos com divisão entre alfas e betas, entre uma forte sexualidade feminina. Outro ponto, né, eh, de atenção é a ausência, gente, de classificação indicativa, o que pode expor crianças a cenas de violência, linguagem própria, conteúdos adultos. Os personagens vivem histórias contínuas, né, com ganchos que incentivam o consumo sem fim. E apesar do visual infantil, os temas incluem traição, vingança, crimes e conflitos familiares. E a gente precisa lembrar que nós temos aí o ECA digital, que ã traz também uma responsabilidade para os pais irresponsáveis na regularização dos conteúdos para as nossas crianças jovens, né? Então nós precisamos falar sobre isso e é por conta disso que nós convidamos duas pessoas aqui. Elas são especialistas em saúde mental também na educação. Então a gente quer dar as boas-vindas à psicopedagoga Andresa Albuquer que seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Muito obrigada Rúbia pelo convite. Eh, estou muito feliz de poder estar participando do programa e colaborar, né, com as informações pertinentes pro desenvolvimento das crianças, dos adolescentes. Muito bem. E para completar a nossa dupla de hoje, a gente recebe a neuropsicopedagoga Naara Nacamura. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada. Obrigada. Muito obrigada. Bom dia a todos. É um prazer estar aqui compartilhando junto com vocês informações relevantes. Muito bem. e muito relevantes, porque apesar do caráter aparentemente leve, o consumo frequente desse tipo de conteúdo levanta preocupações importantes, principalmente quando a gente fala de crianças e adolescentes em formação emocional, formação cognitiva e formação social. A gente começa perguntando paraa Andresa quais são os principais impactos nesse tipo de conteúdo das como o exemplo da das novelas das frutas, né, para o desenvolvimento infantil. Muito bem. Bom, o nosso cérebro, né, principalmente o das crianças e do dos adolescentes, ele aprende pela repetição, né? E aí quando a gente vai gerando muitas informações repetitivas, eh o cérebro ele vai, eh, gerar o hormônio da dopamina, que é o hormônio do prazer, né? E a criança ela vai eh reproduzir, ela acaba reproduzindo esses comportamentos, né? E aí ela vai tendo uma visão distorcida da relação humana, do relacionamento humano, porque esses conteúdos de conotação sexual, de eh verbalização agressiva, né, ele acaba sendo o irreal daquilo que a gente eh coloca como empatia, né, na formação dessas crianças. Olha só, perfeita explicação, né? eh repetição. E aí essa repetição acaba trazendo eh paraa realidade e a criança acaba de repente repetindo o que ela viu naquele conteúdo e você fala: "Mas eu não ensinei isso de onde veio, né? São os conteúdos que as redes apresentam paraas nossas crianças e adolescentes. Agora, Naara, tem uma idade mais vulnerável para esse tipo de de exposição, né? A gente sabe que a criança, ela criança mesmo lá do 3, 4, 5 anos, não deveria estar eh, né, com o celular em mãos, mas a gente a gente sabe também que a realidade não é essa. E aí, qual a idade mais vulnerável para esse tipo de exposição? Muito bem, até dois aninhos de idade, o ideal é que a criança não tenha exposição à tela. Uhum. Então fica um pedido, né, como professora, como neuropsicopedagoga, até dois aninhos sem exposição, ser possível. Nós estamos sugerindo. Uhum. A partir dos dois aninhos, nós precisamos limitar, então, três, quatro aninhos, cinco, uma horinha, numa tela maior por conta da do, né, da visibilidade, até mesmo da da visão e tudo mais. Mas lembrando que para todas as idades, 5, 6, 12, 15, o ideal é que seja supervisionado. Então assim, quanto menos exposição, melhor. Hoje nós sabemos que a cultura digital está implantada e não tem como, né? Ah, não, não vou deixar, não vou apresentar a tela, não vou mostrar, não tem como. Porém, nós precisamos supervisionar exatamente sobre isso que nós estamos falando, o que nossos filhos estão assistindo. Eh, e exatamente isso sobre essa supervisão que o ECA digital traz a informação, né? E importante, se você de repente não teve acesso, dá uma olhadinha na internet, baixa, procura, né, para você ver e eh ler e entender todo o conteúdo do ECA Digital que que traz informações principalmente sobre essa questão, né, da desses conteúdos e também eh de como a gente faz para monitorar e a gente precisa monitorar os nossos filhos. Agora tem um termo bem interessante que é o Brian Rot, eh, que tem sido usado para descrever conteúdos ultra rápidos e de consumo contínuo. Essa expressão, nós já fizemos um programa eh com esse tema. Essa expressão, gente, significa cérebro apodrecido. É algo assim bem pesado, né? Um apodrecimento do cérebro. Mas essa expressão, ela foi eh uma das mais buscadas do último ano no dicionário Oxford e está associado ao uso excessivo de telas e ao consumo compulsivo do conteúdo digital. São produções que prendem a atenção a qualquer custo, como o tema de hoje, a novela das frutas, né? Agora, Andressa, essa essa exposição precoce a temas adultos pode antecipar o fim da infância? Porque como você disse anteriormente, eh, é repetição e as crianças elas reproduzem o que elas vem, né? É mais ou menos, é um espelho ali, tá? projetando para ela uma imagem e ela vai reproduzir. E o consumo exacerbado desse tipo de conteúdo pode antecipar o fim da infância, já que a gente tá falando de uma novela que é um conteúdo, vamos colocar aqui, gente, vamos ser sincero, um conteúdo adulto, mas em forma e cores que vai chamar a atenção das crianças. Sim, Rúbia, com certeza, né? Isso vai causar a adultização, né, das crianças. Porque o desenho ele é todo colorido, todo fofinho, ele chama atenção, né? E parece inocente, parece divertido, mas não é. E aí a criança começa a reproduzir esses comportamentos, né, adultos, mas ela não vai conseguir gerenciar emocionalmente isso porque ela não está pronta. E ela vai pulando as etapas do desenvolvimento, né? Ela deixa de brincar, ela deixa de produzir as ações de criança e começa a reproduzir a as ações dos adultos, porque é isso que vai ficando no cérebro dela. Quanto mais ela assiste, mais ela vai fazer a imitação disso, porque em todo tempo, né, eh, no dia a dia, a gente acaba falando, eh, coma as frutas, as frutas são boas, faz bem a saúde. Então, é isso que está eh no cérebro dela. E aí ela vai ver aquelas cenas, ela vai associar, né? As frutas são boas. Eu ouço isso o tempo todo da na escola dos meus pais, da minha nutricionista. E o que as frutas estão reproduzindo ali é bom também, né? Ela não consegue, ela não tem a maturidade emocional para separar o que é real do que não é. Nossa, olha só, interessante como é impressionante a visão, né, de vocês que são profissionais da área da saúde mental. Eu não tinha analisado por esse ponto de vista. A gente fala paraas crianças, né, como as frutas elas são boas, a fruta faz bem, né? E aí você se depara com um conteúdo, né, com o nome A novela das frutas. E a gente sabe que novela é algo que traz histórias, né? E nesse caso, essas histórias, né, são histórias que não são apropriadas para a infância, mas são associadas a algo bom. E a reprodução, por que eu não vou poder assistir? Por que eu não vou poder reproduzir se é algo bom? Porque as frutas são boas. Olha só que coisa interessante, né? Alimentação saudável, né? Muito na escola se diz alimentação saudável, né? Assim como a Andresa falou. Mas e aí, né, como fica? É o exatamente, só complementando a fala, eh, existe a maturação neurológica da criança. Sim. E a maturação nem sempre está consolidada. Então, é por esse motivo que, eh, conteúdos como esse, por exemplo, da novela das frutas não é um conteúdo eh ideal para crianças, né? Interessante, Naara. Agora, eh, a gente, nós falamos desse apodrecimento cerebral, acho muito forte isso, mas de repente é necessário impactar, porque se foi uma das a palavras mais buscadas no dicionário de Oxford, gente, pelo amor de Deus, né? vamos falar a verdade, a gente tá lidando com algo que realmente está trazendo um impacto muito negativo, mas às vezes a gente não consegue enxergar isso. Eh, como que esse esse consumo acelerado ã de conteúdos interfere na capacidade de atenção das crianças, né? Interfere no cognitivo, interfere no social. Ela como que acontece, o que acontece na na cabecinha delas? essa questão do apodrecimento cerebral, você, na sua visão como neuropsicopedagoga, é algo muito forte ou realmente está acontecendo isso? Infelizmente está acontecendo isso. Existem funções que são interligadas, funções conativas, funções cognitivas que estão relacionadas à aprendizagem e funções executivas. Então, quando a criança recebe um conteúdo bonito, né, não podemos dizer que é um conteúdo feio, é um conteúdo eh colorido, chamativo, mas ela não tem, né, a maturação neurológica consolidada ainda. As funções entram em conflito. Então, eh, eu vou ter dificuldade de prestar atenção na aula da professora, eu vou ter dificuldade de prestar atenção na lição de casa quando eu vou fazer com a minha mãe. Então, eu vou ter dificuldade. Por quê? O excesso de estímulos, excesso de tela, excesso de estímulo, excesso visual, prejudica a concentração, a atenção. E nós temos recebido muito em consultório crianças com transtornos de de atenção, transtornos do neurodesenvolvimento, de aprendizagem, exatamente por conta disso. Excesso, tudo que em excesso faz mal, né? Hum. E esse excesso prejudica a função que é o fato da atenção. Muito bem. Se quiser completar, por favor. É, eh, como eu falei, né, sobre a dopamina, eh, e completando aqui o que a Naara falou, foi muito bem explicado, eh, a criança ela com esses conteúdos mais rápidos, né, as novelinhas mais rápidas, ela acaba perdendo a paciência para aquilo que ela precisa focar, né? E aí sempre vem o depois. E o algoritmo ele é muito inteligente para isso, né? Ele vai trazendo ali sempre no final de cada reprodução, ele vai trazendo o e depois trazendo a curiosidade da criança e ela ela já vai clicando no próximo episódio, fazendo com que ela não pare em nenhum momento para ter um pensamento crítico sobre isso. Então a criança ela acaba perdendo totalmente o foco e a atenção nas coisas que ela precisa, né? É uma imprevisibilidade, né? porque eh eh toma eh um uma vontade de você saber o que vai acontecer depois. E isso é um perigo muito grande, muito e isso gera, completando, né, fala a fala de ambas, isso gera o quê? Na maioria das vezes ansiedade. Olha aí. E esse é um tema infantil muito, a ansiedade infantil está muito em alta. Uhum. Eh, é triste de dizer, mas infelizmente porque é o que a Andresa acabou de explicar, é tudo rápido, bonito, né? Então eu não vou ter a paciência de ler o texto para interpretar o texto. Não, eu quero tudo rápido, eu preciso, né? É exatamente isso. Para ontem, né? Eles querem tudo para ontem. É, a paciência já não não se tem. Na verdade assim, a gente percebe que as crianças elas estão perdendo um pouquinho a noção do tempo real, do tempo do aqui e do agora. Elas estão no tempo da rolagem infinita, elas estão no tempo daqueles vídeos curtos, né? Então para eles tudo tem que ser muito rápido e isso também interfere na saúde cognitiva, na questão do relacionamento social, familiar, né, Andresa? Que que você pode trazer pra gente? Isso. A criança começa a apresentar, né, comportamentos. Eu acho que a família precisa ficar bem de olho, né, observar bastante isso. Se a criança começa a apresentar irritabilidade, eh, o vocabulário dela muda, né? Nossa, eu não costumo ter esse comportamento em casa, na escola também não. De onde está vindo isso, né? a criança começa a se fechar, ela não quer mais brincar, ela só quer consumir, consumir rede social, né? E isso acaba prejudicando muito as relações, tanto familiar quanto na escola e com os outros convívios que ela tem com outras crianças, né? Voltando um pouquinho lá na adultização, né, que acontece, isso prejudica demais o desenvolvimento da criança e do adolescente, principalmente do adolescente também, né? A gente tem falado bastante da criança, mas os adolescentes eles estão eh bem impactados com esse conteúdo também. Exatamente. E aí esse conteúdo traz uma violência em forma de animação, né? Porque eles brigam. Eu eu tive olhando, mas não consegui aprofundar. Mas assim, o pouco que eu vi, né, tem eh eh é uma novela, gente. Então, tem de tudo. São sentimentos que acontecem, que aparecem ali, tem briga, tem amor, tem tudo. E aí, eh, só que é é um conteúdo agressivo de uma forma leve, quase que uma brincadeira, né? E isso vai acabando, acaba fazendo o quê? A gente, as crianças e adolescentes podem fazer o quê? banalizar situações graves, porque uma família de frutas lá entrou em em em conflito, estão brigando e mas são frutas, é é leve, é brincadeira. E essa banalização acaba trazendo uma normalização aos comportamentos de agressividade, de traição, como eu vi lá nessa novelinha das frutas, que tem a traição entre eles. Agora você imagina isso sendo levado, esse conteúdo sendo levado de uma forma eh de brincadeira, de desenhinho, né, para as crianças e para os adolescentes? Qual que é o impacto disso eh para quem consome esse tipo de conteúdo? É, eh, eu acredito assim, é um impacto muito profundo, né? É um impacto profundo, é um impacto eh neurológico muito prejudicial. Inclusive eu não conhecia essas novelinhas e aí fui pesquisar, né, fui estudar e realmente você se impacta com a com a, né, com os vídeos, com a trama, você fica querendo saber mais. Eh, e realmente são conteúdos que, nossa, mas se tá aqui, está tudo bem, né? Então, impactem muito e assim, criança tem excelente memória. Olha, eles até seis, sete anos nós chamamos de esponjinhas, porque eles sugam, eles captam tudo que você colocar, né? Assim como a Andresa já mencionou, eles estão em fase de desenvolvimento. Nós estamos falando de crianças, nós não estamos falando de adultos. Então isso impacta para sempre. Ah, não, tá tudo bem. Um um videozinho lá que eu vi eh uma uma fruta quebrava uma uma vidraça e roubava, pegava ouro, alguma coisa joia, e aí saía rindo, né, geralmente. Então, eh, tá tudo bem aí. Será que eles têm, eles conseguem ponderar? Então, é importante demais dialogar, né, e supervisionar. Exatamente. Isso mesmo. É, a criança começa a normalizar, né, aquela situação, né, o o irreal começa a tornar real para ela. ela começa a normalizar isso e reproduzir esses comportamentos como se fosse eh aquilo que ela precisa para ter uma boa convivência, ser aceita, talvez, né? Aceita no grupo, porque todo mundo tá assistindo, né? Porque todo mundo tá tá reproduzindo esse comportamento, então ela passa a reproduzir isso também. Então eu acredito que o maior impacto é essa normalização do irreal, né? É exatamente. Se a gente para para analisar hipersexualização, né? Eh, tem a questão da normalização, tem a questão da violência e aí eh tem o impacto da reprodução do conteúdo dentro de casa, na escola, no social, no convívio. E aí as mães, os pais, os cuidadores às vezes podem até se assustar e falar assim: "Nossa, mas da onde que tirou isso?" Né? Nós precisamos estar atento o que nossos nossas crianças, jovens, adolescentes e até nós adultos temos consumido. Por quê? A inteligência artificial tá aí, a tecnologia tá aí, isso é maravilhoso, isso é muito bom. Só que tem os dois lados, sempre tem os dois lados, tem o lado bom e o lado que não é bom. E aí a gente precisa utilizar o lado bom do negócio, né? A inteligência artificial é maravilhosa e vale a gente ressaltar que esse conteúdo ele tá sendo produzido por inteligência artificial e é algo que chama a atenção ainda mais porque é tudo muito novo, principalmente para crianças e adolescentes, né? E aí o que que tem lá? tem agressividade, tem traição. Eu eh realmente eu fui olhar e me impactei com eh a perfeição do conteúdo. As cores chamam atenção da gente que é adulto, você imagina das crianças, porque isso também tem uma questão ã que que prende, né, a questão das cores, né, Andresa, porque dependendo da cor que você coloca, a criança nem tem interesse, mas dependendo da forma que é orquestrado o conteúdo, vai se prender aquela criança e aquele adolescente no conteúdo. Exatamente. Eh, eu costumo falar, né, que o algoritmo ele não tem ética, ele tem métrica, né? E aí a intenção realmente é produzir conteúdos chamativos, sem ética nenhuma, sem uma linguagem adequada, porque eles usam aí as crianças como massa, né? A criança ela não tem um filtro para isso, para saber o que é certo e o que não é. precisa sempre da mediação de um adulto, né, para como estão informação de de falar isso é certo, isso não é certo, né? Então eles usam, né, a IA hoje ela tem, claro, a as coisas boas, né? Eh, mas o fazer o bom uso disso é realmente o adulto estar mediando com a criança o que é certo e e o que não é, porque realmente eh os criadores disso, né, eh eles vão criar conteúdos que estão chamando a atenção das crianças, né, aquilo que tá levando para para elas saber o ir ou depois, né, buscar mais informações sobre isso. Exato. Eu acho que realmente esse impacto tá muito grande mesmo. Eh, e esse tipo de preocupação, gente, não é novo, sabe? É que a gente às vezes esquece muito rápido das coisas. Vocês, professoras, né? Eu acredito que vocês vão lembrar daquele episódio que teve da do jogo, acho que é da Baleia Azul, né, que viralizou e que aconteceu assim situações lamentáveis e que a gente pode trazer como um exemplo, né? Só que antes não tinha inteligência artificial, né? antes não tinha toda essa esse apelo tecnológico que nós temos hoje. Só que hoje nós temos o ECA digital, né? E temos também a responsabilidade eh dos pais no monitoramento dessas crianças e adolescentes. Agora, eh eu pergunto para você, Naara, o ECA digital, você acredita que isso, traz realmente um acalento, né, de podemos dizer assim, uma tranquilidade a mais? Você acha que isso vai fazer a diferença no consumo desse tipo de conteúdo pelas crianças e adolescentes? O que é necessário para que o ECA Digital realmente seja colocado em prática? Eh, o ECA digital é um eu eu, na minha opinião, né, conheci e achei extremamente relevante, extremamente importante, principalmente na parte na questão emocional. Sim. onde os pais são responsáveis pela questão emocional da criança. Então, eh, na minha opinião, pode ser que haja, é importante que haja, porém é necessária uma conscientização dos pais. Então, eh, existe o documento, né, existe o ECA digital e lá, além do que a Rúbia comentou, existe o respaldo legal da criança, porém é necessário uma conscientização. E às vezes o pai não está aberto para conscientização, eh, né, ah, eh, eh, eu cuido, mas eu faço de tudo, né? Mas eu dou tudo, mas nem sempre é o que a criança precisa. Exatamente. É, é, na minha opinião, eu acho que para pro ECA digital funcionar, né, eh, é uma tripartida, né? O estado ele cria as regras e fiscaliza, né? as plataformas elas precisam se responsabilizar pelo pelo conteúdo, pelo algoritmo e as famílias eh precisam fazer a curadoria assistida, né? Eh, existem hoje ferramentas, né? Eh, não confere só no kids, né? Nos filtros, né? Que os pais ativem os filtros aí dos aparelhos, dos tablets, dos celulares das crianças, né? eh, da e também façam essa curadoria assistida. Como a Naara falou, os pais precisam, isso não é invasão de privacidade, porque são menores de idade, né? Precisam estar ali o tempo todo monitorando o consumo que as crianças estão tendo das redes sociais. Essa é uma divisão de responsabilidades, né? Exato. O que é o ECA? Estatuto da criança e do adolescente. Então, dentro dele existem direitos, né, que foi o que mencionamos agora, mas também existem os deveres. Então, eu preciso primeiro conhecer. Eu acredito que se os pais não conhecem, nós deixamos até como sugestão, né? Mas eu preciso conhecer para fazer o o uso, né? como a Andresa explicou, muito bem explicado, eh, a curadoria, o que é importante, o que é relevante, eu estou cuidando de fato do que é necessário. Eh, Andressa, agora qual que é a melhor abordagem paraas nossas crianças e adolescentes? É um diálogo ou uma restrição? Até porque o diálogo ele parece não está funcionando muito bem, né? Parece que essa esses tipo de conteúdos eh essa essa questão do da da rolagem infinita tem feito um estrago na cabeça das nossas crianças e adolescentes que eles não estão sendo capazes de entender, né, através do diálogo. E aí a gente pergunta: diálogo, restrição, terapia, o que que a gente deve fazer? Olha, eu acho que a maneira mais assertiva é o diálogo antes da restrição, né? A criança, ela precisa conhecer o porquê que ela não pode consumir, porque é uma linguagem inadequada, né? Eh, a gente precisa colocar paraa criança ali e que ela tem o livre arbítrio, mas ela tem que fazer o bom uso disso, né? E como ela está em formação, crianças e adolescentes, eh, se a gente restringir, vai causar a curiosidade, né? Ah, então eu vou ver o por que o meu pai, a minha mãe falou que eu não posso assistir isso. Então, a família sim tem que ter uma conversa franca, né, com os filhos, sentar, mostrar os prejuízos que isso causa na criança, no seu convívio, né, para depois restringir. Restringir só de fato, eu acredito que vai levar uma curiosidade maior ainda, né? É exatamente, porque a gente precisa fazer a essa essa transição, mas não podemos gerar aquela questão da resistência, né, o controle, né, porque aí a criança vai realmente bater de frente, né? O não é gostoso, né? Não pode. Ah, então eu vou vou ver o que que vai acontecer. Eu vou tentar. É, criança é assim, né? Eu vou tentar. Eu tenho um pequenininho de 6 anos. E ele me pergunta: "Mamãe, por que que você brigou comigo?" E aí eu explico por causa disso, disso, disso. A mamãe não tinha explicado que não você fez. Então, a mamãe está conversando com você. Então, eles, criança, é exatamente a fala da Andresa, criança quer saber o porquê das coisas, por que brigou, por que não viajou, por que não ganhou o presente? Explicar o porquê. E nessa nossa vida corrida, né, do dia a dia, sou mãe também, sei muito bem do que eh nós estamos falando. Eh, às vezes a gente não ah, não, é só isso, não pode, não vai, não faça. Mas e por quê? Aí eu eu criança vou ficar com aquela puguinha atrás da orelha e vou Exatamente. Por isso a importância do diálogo, mas um diálogo assim longo, né? É bem explicado assim, porque as crianças elas entendem dessa forma e a gente são inteligentes, super Aham. São inteligentes, eles entendem, eles são muito inteligentes. Criança, as crianças de hoje elas têm uma uma rapidez no raciocínio, uma eles são muito, não que não fôssemos, né, no nosso tempo quando criança, mas hoje a tecnologia, então tudo isso veio para quê? para agregar valor, para melhorar, para ajudar. Tanto que num documento que nós temos que se chama BNCC, que é um documento normativo, a quinta competência é cultura digital. Olha aí. Então não tem como fugir mais e tá tudo bem, é necessário, é importante, mas o que será que eh está sendo exposto, passado, visto? É importante. É verdade. E vale lembrar que, né, a inteligência artificial tá aí e os conteúdos serão produzidos e eles serão disseminados e eles serão viralizados. A gente precisa fazer a curadoria, né? Ah, para entender eh o que os nossos filhos estão consumindo. Porque às vezes a gente fala aqui da novelinha das frutas. Eu, por exemplo, não conhecia, né? eu fui conhecer eh eh trabalhando esse tema pra gente poder trazer para o programa, mas conversando com adolescentes, nossa, eu estou ultrapassada porque a novelinha já tem aí já tem um tempo, né? Então assim, a gente precisa de repente entrar no mundo deles pra gente entender o que está acontecendo nesse mundo, pra gente poder ver a forma que nós vamos trazer para eles que esse tipo de consumo não é adequado, né, pra idade, enfim, a gente precisa entrar no mundo deles, porque se a gente não entra no mundo deles também a gente não sabe o que tá acontecendo, não é, Andr? É, é isso mesmo. A gente precisa se apropriar do mundo das crianças, dos adolescentes para saber orientar, né? Eh, não vamos mais fugir da era digital, né? Não tem como. Então, eh, eles são nativos digitais e nós precisamos nos apropriar pra gente poder dar a orientação certa, né? Poder explicar, entrar nesse mundo, falar a língua deles, né? de maneira que eles entendam, que eles consigam para aquilo que é certo e o que é errado, né? Então, se a gente for falar na nossa linguagem apenas, eles não vão entender. A gente precisa impactar. Assim como as novelinhas estão impactando, nós também precisamos. E aí é importante, né, a gente trazer conteúdos digitais que elevem aí o nível deles, né? eh levar aí para uma pesquisa de esporte, pesquisas científicas, eh também de empatia. Eu acho que a gente pode fazer a troca. Eu acho que a minha dica é essa, fazer a troca. Como eles não vão sair mais, né, desse mundo digital, a gente mostrar para eles o que eles podem estar consumindo com responsabilidade. Perfeito. Muito bem. Agora 8:41. Nós temos algumas perguntas dos nossos telespectadores, né, para as nossas professoras aqui, psicopedagoga, neuropsicopedagoga, falando sobre eh esse conteúdo que tá viralizado na internet, é a novela das frutas, né? É mais TikTok, Instagram, essas redes. E eu vou falar, é interessante demais a novelinha é legal, é bonito olhar assim as cores, as frutas falando, né? e tem fruta musculosa e tal. Gente, é super interessante. É uma produção muito legal, só que é uma produção que não devia viralizar da forma que viralizou paraas nossas crianças e adolescentes, porque tem sim um conteúdo que é inapropriado. E também a gente vale lembrar que nós estamos falando aqui de crianças e adolescentes, mas os adultos que consomem esse tipo de conteúdo também tem aquela questão assim de querer saber o que vai acontecer amanhã na novelinha, que querer saber e não é não é o impacto não é só para as crianças e adolescentes, né? É para nós também, não é? Gostaria que você falasse um pouquinho. Sim, nós adultos também. Nós também eh consumimos, né, horas e horas, né, de de vídeos. Inclusive, só uma observação, quando nós vamos postar um vídeo no Instagram, ele diz lá acima de 3 minutos não serão tão visualizados, né? Tem, eu não tinha essa essa ideia, essa concepção. Por quê? Porque vídeos longos não são muito assistidos, não se tem mais, então se perdeu a paciência. E nós adultos também, nós também queremos tudo rápido, né, na rolagem, na na tela e consumimos horas, horas, sendo que poderíamos estar estudando, trabalhando ou fazendo qualquer outra coisa. É, então o impacto no adulto também, infelizmente, também é grande. É, a gente precisa aprender a lidar com tudo isso, né? É por isso que a gente precisa conversar. Precisamos conversar, estudar, lidar com essa situação, porque volta não tem mais. E a gente precisa se alinhar e utilizar a parte boa de toda essa tecnologia para o nosso desenvolvimento e o desenvolvimento cognitivo, social das nossas crianças e adolescentes. Vamos lá. 8:44. Pode colocar na tela, por favor, a primeira pergunta. Vamos ver quem é que tá conosco. Ricardo Gomes da Vila Industrial. Esses vídeos parecem meio meio confuso, sem começo ou fim. Isso pode dificultar o entendimento de histórias, olha aí, ou a sequência lógica nas crianças. Vamos lá, então, Naara. Ricardo, muito boa sua pergunta. Muito obrigada. Com certeza. dificulta e muito. Hoje nós dentro de sala de aula nós temos o uma das habilidades, a chamada produção textual. Aham. E as crianças, por conta da do excesso, né, de tela e tudo mais e desses vídeos, enfim, eles não conseguem produzir um texto. Olha isso. Então, a pro, mas como que eu começo um texto? Então eles têm dificuldade de produzir história, de saber o início, o meio e o fim de uma história. E isso é confuso, isso dificulta e muito as crianças no desenvolvimento cognitivo, executivo e tudo mais. Muito bem. Olha só, né, gente? Eh, preocupante, não é, Andresa? eh a dificuldade de escrever textos, a dificuldade de produzir, a dificuldade também de escrever, né? O movimento da escrita está bem dificultoso paraas crianças e pros adolescentes. O pessoal que tá na escola tem dificuldade mesmo, o que que você avalia? Muita dificuldade, né? Eh, essa parte motora, né? A motricidade fina, ela também está sendo atingida, impactada, porque a criança ela acaba deixando de fazer eh trabalhos manuais, brincadeiras, né, para ficar só lá no rolamento da tela. E aí ela vai ter só o contato auditivo e visual, né? E aí na hora de escrever, eh, não só de ter noção ali do espaço, da do caderno, da linha, eh, ela também vai ter dificuldades ortográficas, porque não há repetição, não há o treino, a constância, né? E essa sequência, como foi eh o Ricardo perguntou, né? Essa sequência, ela também ela é muito atingida, ela não vai ter contato com começo, meio e fim, né? Porque ela não vai estar eh desenvolvendo essa habilidade, ela vai est vai ter tudo pronto, tudo pronto, tudo muito rápido, né? Eh, já vem uma resposta pronta nessas novelinhas, né? Nesses conteúdos para ela. Ela não precisa mais pensar, é só assistir, ouvir e ver, né? e reproduzir, né? E reproduzir. E complementando a fala da Andresa, vamos fazer uma análise na nossa infância. Aham. Sim. Nós, né? Eu posso dizer por mim, mas acredito que vocês também. Nós corríamos, brincávamos, nós pulávamos corda, nós caíamos, né? Levantava de bicicleta, levantava, corria. Tenho vários arranhões de bicicleta na perna. E hoje, e isso tudo auxilia no quê? No desenvolvimento, na motricidade. Hoje nós não vemos crianças mais na rua. Verdade. E existe, né, toda uma violência e concordo com tudo isso, mas as crianças de hoje às vezes não sabem nem brincar. E aí é onde afeta a questão da escrita, do pensamento. Uhum. A historinha começa assim, no meio pode ser assim e eu preciso terminar de uma forma triste, feliz ou enfim, eles têm essa dificuldade. Então, a infância precisa ser retomada. É muito importante. É, é verdade. Essa é a fala. A infância precisa ser retomada, né? As nossas crianças estão perdendo o direito de serem crianças. E a gente precisa aprender como reverter todo esse processo. Agora 8:48 a gente vai para mais uma pergunta. Pode colocar na tela pra gente, por favor, produção. Vamos lá. Estamos falando da da novela das frutas aqui, tá? Paraas crianças adolescentes e pros adultos também, né? Tem gente consumindo esse tipo de conteúdo aí. Não vê o momento de chegar o outro dia para saber o que que vai acontecer na novelinha. Ah, é legal a internet. É isso, gente. Nós precisamos tomar cuidado, viu? Vamos lá. Carla Mendes do Jardim Proça. O que mais pesa? O tempo que a criança fica assistindo ou o tipo de conteúdo que ela consome? Olha só, muito bom. Os dois, né? Hum. Os dois. O tipo de conteúdo, sem dúvida, né? linguagem inadequada para ela, aquilo que não tá dentro dos padrões que ela precisa estar consumindo para para pro seu desenvolvimento. E o tempo também, acho que o equilíbrio é tudo, né? Se a criança passa muito tempo na tela, ela vai deixar de desenvolver algumas habilidades, né? Eh, do social, né, do emocional. Ela vai ficar ali só no auditivo, no visual, e o seu corpo não vai ter movimento, não vai se mexer, não vai brincar e não vai ter um aprendizado por completo. Então eu acredito que os dois, tudo tem que ter um equilíbrio mesmo. Exatamente. Equilíbrio é tudo, gente. principalmente quando a gente fala de telas, conteúdos para as nossas crianças e adolescentes que precisam, né, desse equilíbrio do da educação, eh, do brincar, né, da da do exercício, do social, a gente precisa equilibrar. As crianças hoje, ã, às vezes não gostam nem de ir pra escola, né? Querem ficar no quarto e se oferecer para ela assim, testa aí. Você quer fazer começar a estudar online? Só testa só para ver. Você quer fazer, né? Eh, tá, não precisa ir pra escola. Você prefere o quê? Ir pra escola ou fazer sua lição aqui no quarto online? Vai preferir ficar online. Então, a gente tem que tomar muito cuidado com isso, viu? Vamos lá. 8:51. Mais pergunta pra gente? Tem, então pode colocar na tela. Vamos ver. Luciana Carvalho do Cambuí. Dizem que esses vídeos curtos liberam muita dopamina. Isso significa que a criança pode realmente viciar no celular da mesma forma que um adulto vicia. Pois é, né? nessa dopamina barata, rápida e que tá acabando aí com acho que a vontade de de a liberdade de expressão, acredito que das crianças e dos adultos também. Quem pode responder essa pergunta aí da nossa telespectadora? Vamos lá, Andresa. Ou você vai lá depois, depois a Andresa completa. Pode ser sim. Eh, isso significa que a criança pode realmente viciar no celular? Com certeza. O vício da criança é ainda maior do que o adulto. Nossa, porque a o adulto ele tem as tarefas, ele precisa trabalhar, ele precisa estudar, né? Nós temos a vida adulta, nós precisamos fazer. E a criança, o dever dela, qual é? Estudar. enquanto criança é estudar, brincar, se divertir. Então vicia ainda mais porque o tempo é maior, né? A maturação é menor, então vicia muito mais do que um adulto. O vício é é relativo, né? Ambos viciam, tanto o adulto quanto a criança, mas a criança tem menos preparo psicológico para receber. E se a gente para para analisar que as crianças não estão brincando muito mais, aí acende mais um alerta, né, Andresa? Exatamente. É a dopamina, né, o neurotransmissor do prazer, né, da recompensa. Então, quanto mais ela consome, mais ela quer consumir. Então, aí é gerado o vício, né? Ela sente prazer em assistir, ela sente prazer naquilo que ela está consumindo. Então, ela vai acabar consumindo cada vez mais se ela não tiver acesso a outros recursos, a outras habilidades. Por isso que é muito importante a curadoria da família, né? E também a família trazer eh outros recursos para crianças, jogos, eh brincadeiras na área externa, né? mesmo um momento ocioso ali da família de uma conversa gostosa, prazera, prazer, prazerosa, desculpa. A criança ela vai eh acabar consumindo cada vez mais as redes sociais e sim se viciando, como a Naara falou, né? ela não tem essa maturidade, ela não tem esse controle para poder eh administrar isso emocionalmente. [roncando] E hoje nós ouvimos, eu ouço das crianças, né, voltando a dizer, tem um pequenininho, um filhinho pequeno. Eh, nossa, mas eu tô com tédio. [risadas] Eles falam: "Eu estou com tédio. O que que eu tenho para fazer?" Eles não não sabem mais o que fazer, né? E então, por não saber o que fazer, ah, vou vou pegar o celular, né? Vou ou celular ou tablet ou assistir televisão. Ah, vou ficar ali. Aquilo me sustenta de certa forma, né? Então é muito importante essa o imediatismo, né? Você sabe que você dizendo isso, a criança não sabe mais o que fazer, mas é porque ela não consegue mais passar, vamos lá, 1 hora, 1 hora meia brincando, brincando, não consegue. Então é tudo muito rápido e parece que o tempo que elas têm é um tempo que triplicou, né? Então ela fica ociosa sem saber o que fazer. Por quê? Porque no celular é tudo muito rápido. Tudo muito rápido. E o brincar, Rúbia? Dá de certa forma, né, um trabalho muito bom. Uhum. Mas dá trabalho. Você precisa parar de fazer. Por exemplo, se a mãe está cozinhando, vamos brincar, ela precisa parar de cozinhar para brincar. Exige tempo, né? Exige uma um uma dedicação, né? Uma dedicação. Exatamente. Então, eh, ah, não, é mais rápido, né? O celular ou é mais pois é, mais fácil. mais fácil mais fácil. E tem um aceite 100%, né? Se a criança preferir brincar, você quer o quê? Você quer brincar ou você quer ficar com o celular? Ah, vou ficar com o celular, né? Então, eh, acaba que tendo um aceite maior, né? E aí a gente precisa cuidar. É, sem julgamentos aqui. A gente sabe que tá todo mundo vivendo numa correria muito doida, né? Eh, você trabalha, tem que cuidar de criança e e tem que orientar as crianças, porque eu acho que ficou mais dificultoso a a o cuidado, a educação hoje com toda essa tecnologia, essa reviravolta que nós tivemos e aí impacta mais ainda, né, na responsabilidade dos pais, dos cuidadores, da escola, né? Então, assim, eh, sem julgamentos. A gente tá aqui, nossas profissionais, estão passando orientações e a gente tá aprendendo, nós aprendemos dia dia, né? É importante a gente salientar isso, que às vezes tem a mãe, tem o pai que não tem outra opção a não ser entregar o celular pro filho em um determinado momento, mas eh a gente precisa só orientar e você entender que de repente você no momento seu pega o celular, faz lá uma curadoria, faz uma eh eh dá uma olhadinha, você pode restringir alguns acessos, restringe os acessos e ofereça o celular, mas também ofereça um conteúdo que ah, faça sentido para aquela fase da vida, né? Eu acho que a gente pode trabalhar dessa forma. Com certeza. Com certeza. Muito bom. Eh, exatamente isso que a Rúbia comentou, restringir, né? E a Andresa já havia comentado, eh, é muito difícil, não é impossível, mas é muito difícil. Mas nós estamos aqui sem julgamento. Nosso objetivo não é esse. Pelo contrário, nós nos colocamos no lugar dos pais, né, enquanto profissionais da educação, eh, enquanto professora, enquanto neuropsicopedagoga, por quê? Nós temos a empatia de entender, nossa, isso aconteceu, mas por causa disso e disso. Então, eh, nos colocar no lugar do outro, mas sem julgamento. Porque assim como eu preciso deixar meu filho no celular para que eu possa trabalhar, tá tudo bem. Mas quando você tiver tempo no final de semana, se você não trabalha, tire um tempinho com ele, tem um tempo de qualidade com seu filho. Aquilo vai criar memórias e vai ficar para sempre na cabeça. Então, é necessário o trabalho. Ah, mas se eu não trabalho, eu não tenho como sustentá-lo. OK, é isso mesmo. Mas tá tudo bem. Quando você puder, tem, tente se reorganizar. E quando você puder, tenha um tempo de qualidade, tenha diálogo, eh tenha supervisão, né? Faça essa. Então, sem julgamentos, nós estamos aqui para sugerir. É isso mesmo. Importante a gente salientar isso, porque a gente sabe da vida corrida de todo mundo, né? E a gente sabe também que falar é mais fácil do que agir, né? E aí é só mais uma orientação. 8:58, a última pergunta do programa e a gente já vai para as considerações finais. Vamos lá, vamos ver quem é que tá conosco. Temos. Bora. Vamos lá. Claro que temos. Juliana Souza do Jardim Chapadão. Como os pais podem perceber no dia a dia se o conteúdo que parece inofensivo está começando a fazer mal para a criança? Andresa, vamos lá. É aquilo que nós já ressaltamos aqui, né? É observar o comportamento das crianças, né? eh o vocabulário que ela tá expressando, se ela tem se isolado, né, dentro de casa, se ela tem mais consumido as redes sociais do que brincar, do que querer estar com os amigos. Eu acho que observando criteriosamente o comportamento da criança em casa, se há uma mudança, né, eh, com certeza isso tem sido prejudicial a ela. É, até porque você trouxe a questão da repetição e da reprodução, né? Se tiver algum conteúdo, a criança ela vai reproduzir ah algo parecido com aquele conteúdo que ela tá consumindo. Seria isso? Exatamente isso, né? ela vai começar a ter acesso a isso e vai reproduzir, repetir isso. Então, se é algo inadequado, que não faz parte ali da maturidade dela, então com certeza ela está eh tendo acessos a conteúdos que não são para ela mesma. É, exatamente. E a gente vai perceber, né, porque a gente conhece os nossos filhos, né? Aí você vai falar: "Poxa, mas pera aí, você aprendeu isso onde?" Eu não ensinei, né? O convívio da nossa família não te ensinou isso. Quem está ensinando? De repente tá lá no celular e você nem percebeu. Tá bom? Vamos lá, gente. É importante falar sobre isso porque é o nosso dia a dia e é o que estamos vivendo. Estamos vivendo isso, mas estamos aprendendo também a como lidar com toda essa situação. Agora, pontualmente 9 horas. E é isso, a gente quer deixar para você, que a tecnologia ela não é vilã, não, é maravilhosa, mas o uso sem orientação pode sim trazer consequências importantes, né? O desafio que é que fica é encontrar o equilíbrio entre a inovação, o entretenimento, né, e a responsabilidade, principalmente paraas nossas crianças e adolescentes. Quero agradecer a participação, então, das nossas professoras, profissionais de educação e também trabalhando aí na área da saúde mental, né, trabalhando com as crianças, os adolescentes, orientando a gente. Acho que foi de grande valia essas informações que vocês deixaram para nós. Quero agradecer você, Andresa. obrigada pela sua participação. Considerações finais, por favor. Eh, eu que agradeço, né, a oportunidade, né, de participar do programa, poder trazer um pouco daquilo que eu tenho estudado, buscado para orientar as famílias, para trabalhar com as crianças e com os adolescentes. E que foi muito importante estar participando aqui e eu estou à disposição, né, para ajudá-los nessa jornada aí, né, não podemos mais voltar atrás, mas a gente pode reconstruir. Exatamente. É isso. a gente pode reconstruir e fazer uma jornada diferente, mais leve, principalmente quando a gente fala das nossas crianças e adolescentes. Muito obrigada, Andresa. E a Naara também, né, trazendo eh eh pontos importantes, fazendo uma troca bem legal com a gente. É algo eh eh um conteúdo de muito conhecimento para todos nós. Muito obrigada pela sua participação, considerações finais. Eu que agradeço. Foi um prazer muito grande estar aqui, aprendendo junto com vocês, compartilhando informações com vocês. Também me coloco à disposição e quero deixar uma pequena frase que ao estudar eu li e achei muito importante. tão importante quanto ensinar a ler e a escrever. É importante eh entendermos o conteúdo digital que as nossas crianças estão estão consumindo. Então, ler e escrever super importante, mas a cultura digital está aí, ela não vai mais eh sair, na minha opinião, né? ela não vai ser mais eh retirada, mas nós precisamos entender e compreender melhor o que nossas crianças estão assistindo. É isso mesmo, né? não tem retrocesso, é só evolução. Daqui paraa frente precisamos evoluir, mas precisamos entrar no mundo dos nossos pequenos pra gente entender, né, o que eles vêm, o que eles absorvem e a gente fazer disso, de repente, uma mudança e trazer mais qualidade de saúde mental, de vida para as nossas crianças e adolescentes. Eu quero agradecer você que acompanhou a gente até aqui. Muito obrigada pela sua audiência, pela sua presença, né? Porque você tá com a gente, você mandou a sua pergunta e e participou conosco do nosso programa. Quero lembrar que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro. Daqui a pouquinho a IRA já tá chegando direto da central de informações, trazendo informações atualizadas aqui de Campinas, do Legislativo, Brasil, mundo, cotação de euro, dólar e [música] muito mais para você. E amanhã, sexta-feira, gente, amanhã é feriado, né? Eh, primeiro dia do mês de maio, o estúdio Câmara traz um tema importante e atual. A gente vai falar da anedonia ocupacional. [música] Que que é isso? é a perda crônica da capacidade de sentir prazer, motivação ou a satisfação ao próprio trabalho. Em vez de um cansaço comum, a pessoa que que tem essa anedonia, ela sente uma apatia profunda pelas tarefas profissionais, [música] sem celebrar conquistas, né? Acaba eh enxergando a rotina de forma mecânica. Geralmente é um sinal de alerta para esgotamento ou depressão. Mas aí fica uma pergunta: por as pessoas estão perdendo prazer no trabalho? Quais são os impactos disso na saúde mental e também na produtividade? Amanhã a gente conversa então sobre anedonia ocupacional, um tema bem relevante, importante no dia primeiro de maio, dia do trabalho. Um grande abraço para você. Fique bem, continue ligadinhos na programação da TV Câmara Campinas e a gente se vê então amanhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. [música] Valeu, tchau. Tchau. Bom dia, [música] [música] [música] [música] [música]
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