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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando segunda-feira. Como é que você tá? Tudo bem por aí? Por aqui tudo ótimo. 6 de abril, depois aí de um feriado prolongado. Como é que você tá? Espero que você esteja bem demais, que essa semana seja linda, maravilhosa e cheia de objetivos cumpridos, tá bom? Hoje a gente conversa sobre um assunto que faz parte da nossa rotina, mas que talvez a gente não tenha parado para observar de verdade, né? A gente vai falar de cozinhar, de comer, de sentir e meia correria do dia a dia, será que a gente ainda presta atenção no que a gente coloca no prato ou que a gente coloca na panela? Ou, aliás, a gente tá cozinhando, você cozinha aí na sua casa? Como é que é o seu momento de cozinhar, né? Uma prática que vem ganhando espaço no mundo inteiro, gente, e que propõe justamente isso, né? Cozinhar, mas desacelerar, sentir, transformar a alimentação em um momento de consciência. Hoje a gente vai falar sobre o mindful cooking, a cozinha consciente, né? E e mais do que uma tendência, essa prática da cozinha consciente tem impactado direto na saúde mental, emocional e até no comportamento de quem consegue ah executar essa prática, né? A a cozinha, cozinhar consciente, mindful cooking. É sobre isso que a gente fala hoje. Então conta para mim, conta pra gente aqui como é que é quando você vai pra cozinha, né? Você presta atenção no que você tá fazendo. Você costuma sentir os cheiros, né, que que os alimentos exalam quando você coloca lá no na panela quente alguma coisa. Vamos lá. Um alho na panela, você sente aquele aroma, aquela coisa gostosa e aí quando você tá fazendo, você se dedica aquilo. Ou você tá cozinhando, você já tá escutando o celular tocar, você tá prestando atenção na notícia que tá lá na televisão, a criança tá ali, você precisa dar atenção para alguém aqui, a sua atenção fica fora daquilo que você tá executando no momento. Então a gente vai falar sobre isso. Conta pra gente, você costuma se dedicar, se concentrar no que você no seu momento da cozinha ou você não consegue fazer isso? E se você conseguiu, conta pra gente também a sua experiência. Nossas convidadas já estão apostos. A gente conta com a sua participação nesta manhã de segunda-feira. Nós estamos ao vivo. TV Câmara Campinas. Nosso WhatsApp na tela para você. 199729377. Muito bom saber que você tá aí do outro lado, tá? Enquanto você manda sua mensagem falando aí dessa desse cozinhar consciente, se você consegue fazer isso ou não. Se tem dúvidas e a gente vai aprender juntos hoje. A gente atualiza então algumas informações, tá? Vai mandando sua mensagem aí. Olha só, a Câmara de Campinas realiza hoje uma série de reuniões e votações com temas relevantes para nossa cidade, envolvendo aí transporte público, meio ambiente, tecnologia e bem-estar animal, tá? Eh, a 1 da tarde nós temos, pode subir, por favor, gente, a Frente Parlamentar pode subir, TP, por gentileza, de acompanhamento. Isso. 1 da tarde nós temos a Frente Parlamentar de acompanhamento de licitação do transporte público municipal que se reúne para discutir o andamento do processo licitat e a transição do sistema. O encontro deve abordar a análise da documentação das empresas vencedoras, né, os prazos para início das operações, além dos desafios como a aquisição de veículos, estrutura das garagens e a contratação de profissionais. Também estará em pauta a situação dos trabalhadores do setor e a possível prorrogação do contrato atual condicionado à melhoria dos serviços. Já durante a primeira parte da 18ª reunião ordinária que acontece às 5 da tarde, por iniciativa do vereador e presidente da Câmara Luiz Rossini, será realizado um debate sobre a aplicação da lei municipal que protege abelhas sem ferrão. A legislação prevê o resgate adequado desses animais por profissionais cadastrados, evitando a eliminação indevida e reforçando a importância ambiental da espécie. E aí, às 6 da tarde no plenário, os vereadores se reúnem para a reunião ordinária, né? Entre os destaques estão dois projetos em primeira discussão. Um que trata da automatização dos serviços de corte e religação do fornecimento de água com possibilidade de uso de tecnologias como medidores inteligentes. E o outro que propõe a criação de uma plataforma digital paraa adoção de cães e gatos com o objetivo de incentivar a adoção responsável e reduzir o abandono de animais. Também estão previstos projetos de concessão de homenagens, denominação de espaços públicos e entrega de títulos e diplomas de mérito. A reunião é aberta ao público, transmitida também aqui ao vivo pela TV Câmara Campinas, pelo canal oficial da TV Câmara Campinas no YouTube. Você pode participar presencialmente lá no plenário, tá bom? É só chegar, a sua presença é muito importante e você será sempre muito bem-vindo. Previsão do tempo. Vamos lá, então, saber como é que começa a nossa semana. Olha aí, gente. Tempo hoje aqui em Campinas, sol, aumento de nuvens de manhã, pancadas de chuva à tarde e à noite. Mínima 19, máxima 30. Outono brasileiro com cara de verão, hein? Que coisa. Muito bem, um ótimo dia para você, uma ótima semana, uma ótima segunda-feira. E agora a gente fala do nosso tema central. Se a gente pensar bem, a comida sempre teve no centro da vida humana. A gente sabe disso desde as primeiras civilizações, quando o fogo era o ponto de encontro das comunidades até os dias de hoje, né, com cozinhas tecnológicas e alimentos prontos em poucos minutos. Pois é, a cozinha sempre foi mais do que um espaço de preparo, né? Um lugar de convivência, de troca, de memória, de afeto. Mas com a vida moderna muita coisa mudou. Hoje, gente, grande parte da alimentação é baseada em produtos rápidos, né, e muitas vezes consumidos no automático, sem perceber, a gente come olhando o celular, assistindo televisão, trabalhando ou pensando no próximo compromisso, né? Isso e aí justamente que surgem os problemas, ansiedade, compulsão alimentar e uma relação cada vez mais distante com o próprio corpo, né? A gente precisa entender melhor eh como funciona essa questão da comida consciente, da cozinha consciente, do comer consciente também. Então, para isso, eu recebo duas especialistas. A gente dá as boas-vindas, né? A nutricionista funcional, a Aline Ruf, que trabalha com nutrição clínica, comportamento alimentar e conexão entre o intestino e o cérebro. Que conexão, hein? Seja bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Obada. Prazer estar aqui para falar sobre cooking, magfuating. Assim, é o prazer mesmo falar sobre isso. Eu fico extremamente feliz e contente por mudar essa essa função da nutrição, que não é só o nutricionismo, né, mas é aprender a comer de novo. A gente precisa ter essa conexão que a gente perdeu com essa digitalização de tudo. Exatamente. Nós perdemos. você separar para analisar. Olha quanto tempo faz que você não vai à cozinha, eh, se senta, conversa, vai pro fogão, sente os cheiros, o aromas, os sabores. Gente, isso faz um bem pra gente. Quem vai confirmar isso é é a nossa psicóloga Andreia eh Bagano. Ela vem com a gente pelo Zoom. Ela tem atuação focada em transtornos elementares, imagem corporal, compulsão e autoestima. Então, seja muito bem-vinda, Andreia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Bom dia, gente. Obrigada pelo convite. Também tô muito animada para falar sobre esse assunto, porque acho que a gente mais vê na clínica é essa conexão, né, entre o corpo, a o comportamento alimentar e a saúde mental, né? Tá tudo interligado. É, exatamente, tudo interligado. E é um momento excelente pra gente aprender e a gente aprende então com as nossas profissionais de hoje. Vamos lá, Aline. A gente vive uma relação muito automática com a comida, né? A gente come rápido, a gente come distraído, a gente come sem perceber. E aí quando a gente fala emful cooking, o que que muda nessa lógica, né? O o cozinhar consciente, isso também tem a ver com se alimentar consciente. Uma coisa puxa outra. Exato. A gente fala que o mais o magif cooking ele precede o magfu eing que é o comer com atenção plena. E o que que seria o magfu cooking? Começa desde a escolha desses alimentos. Onde você vai comprar? se você vai comprar no supermercado, se você vai comprar numa feira, como é que você vai cozinhar. Então você tem já um pensamento, né, resgatar, como nós estávamos falando sobre aquele livrinho de receitas da vovó. Sim. Transcrevê-lo. Então, essa forma de que a gente tem, ah, vamos ver receitas na internet. Uhum. tem os os vídeos que são mais maiores visualizações são os de food porn, que são aqueles que tm mais acessos e a gente acaba revendo essas receitas que a gente salva nas redes sociais para ficar cozinhando, né, e ter esse momento de de cozinhar, de comer uma coisa gostosa. Mas a gente acaba se distraindo também. Então, o ideal seria que você transcrevesse essas receitas que você queira cozinhar para ter esse momento mesmo de conexão, de preparo. Tava falando, né, antes de de ligar, de começar o programa sobre esse processo, não é só o comer, né? A gente tá muito disperso sempre. O mindful cooking seria como uma âncora, né, para meditação, seria um um momento de presença que a gente precisa trabalhar. Então, cozinhar, picar os alimentos, colocar ervas diferentes, ter uma hortinha, mesmo que em apartamento, um vasinho com hortinha com salsa, cebolinha, para dar um novo sabor, um cheiro na comida. Então, todo esse processo ele é ele é muito rico para ter esse momento de presença e claro colocar todos os familiares, né, se tiver crianças participar. Então, todos participando, a gente também ativa ali partes do cérebro que tem essa questão de eu não vou me preparar, eu vou me preparar para receber esse alimento, eu não vou comer muito rápido, eu vou ter essa consciência do que eu tô comendo. Então isso assim melhora sempre nas escolhas futuras também. Uhum. Então, quanto mais você se prepara para, né, ter esse essa consciência desse momento presente, menos escolhas, ah, mais de ultraprocessados ou ou algo assim, você tem escolhas melhores para alimentos mais saudáveis e nutritivos. Maravilha. Muito bom. E você aí de casa, né, tem tido esse momento especial na cozinha? André, a nossa psicóloga, ela vai explicar pra gente, então, eh, quando a gente traz essa atenção plena, né, que a Aline nos orientou aqui, nos explicou que significa o M Fook. Então, quando a gente traz isso eh eh pro nosso dia a dia, o que que acontece com a nossa mente? Isso, isso realmente ajuda a reduzir ansiedade, estress? Qual que é a importância, né, desse cozinhar consciente? Bom, então eu acho que o mais interessante do mindfulness é que ele é o contrário do autopiloto, né? Que hoje em dia na nossa rotina a gente faz as coisas sem pensar na sem perceber o que que a gente tá preparando, o que a gente tá comendo, que conversas a gente tá tendo na mesa, né? Então, o mindful cook ajuda a gente a parar e prestar atenção no momento, nas sensações, no corpo e na mente. E também nesse sentido de que eh não só o alimento nutre o corpo, mas também a mente, sabe? É muito importante pensar que esse momento eh como eu posso falar, ele é sensorial, ele é intuitivo, emocional. Exatamente. Sensorial, né? É algo assim que você sente, você sente, você vai pegar o alimento, você vai sentir o alimento, né? nas mãos, no tato, você vai sentir o cheiro do alimento e depois você vai se alimentar daquilo. Isso é maravilhoso. Só que a gente vive correndo. Isso aí é fato, né? Público e notório, não adianta. Aí tem um ponto importante, eh, que é a nossa rotina corrida. Então não tem jeito. Só que eu pergunto então pra Aline, ah, mesmo com o dia a dia corrido que a gente sabe que é, não adianta falar que não é, que é mesmo, é possível a gente comer com mais consciência, porque a gente tá falando aqui de algo tão gostoso, né, tão interessante e que nos faz tão bem. Só que se a gente coloca pro aqui agora, ah, e como é que eu vou comer com centro se eu tô correndo para lá e para cá, para lá e para cá, é possível, né? Como é que a gente faz isso? Como é que a gente adapta isso na nossa prática? A gente precisa tirar um tempo, precisa de muito tempo. Como é que é? Você precisa só ter a vontade de mudar. Eh, a gente fala que o comer ele tá relacionado não só essa parte social, mas também cultural. E resgatar isso, né? De onde que eu vim? A gente pensa que o vínculo do alimento ele nos traz memórias, né? memórias dos nossos da nossa cultura, das nossas origens. Então, pensar nisso antes de fazer as nossas escolhas alimentares também é interessante para você se preparar para esses momentos. A nossa vida é corrida, mas o que que a gente precisa fazer? Bom, se eu ah como você fez, se organizou Uhum. para ter uma semana com alimentos que você mesmo preparou. Se você não consegue ter essa dinâmica de preparação, você pode escolher então se for um alimentos que sejam congelados, então prepare um ambiente. Se você mesmo não utilizou, não fez o seu próprio alimento, prepare esse ambiente. Então, coloque uma mesa, coloque, a gente tá voltando agora com as práticas, né, de mais antigas, de preparar a mesa, então tá aquela mesa posta, de ter esses artifícios, sempre uma plantinha. Se você não tem esse tempo para parar para comer, então sente a sua respiração. Como é que eu tô me sentindo antes de comer? Hum. Eu sempre falo pras minhas pacientes que são mais ansiosas, que t, 20 minutos para se alimentar, eu sempre falo: "Como é que tá a sua respiração? Você tá sentindo? Você pode sentir seu pulso, os batimentos cardíacos? Como é que tá meu coração?" E aí você sente esse estado de presença e começa a se alimentar. Eu acho que esse é o grande princípio assim, para começar o mag cooking, vai lá, leva a família pra pra feira. Se você tiver um tempo, um dia da semana. Então, sempre ter momentos nos quais você pode realmente escolher esse alimento e prepará-lo. Então, ajustar a sua rotina. Eu posso cozinhar para três dias e dois dias eu vou pedir já. Você já fez assim, já tem já teve uma mudança muito grande, né, nessa, nesse método de se alimentar. É verdade. Quanto mais eh você escolher esses alimentos, eh mais a capacidade cognitiva você vai ter mesmo de eh dopamina, por exemplo, ela ela gestiona as nossas escolhas alimentares, porque a dopamina tá é o neurotransmissor que chega ali no nosso córtex pré-frontal, que é o poder de tomada de escolha, de decisões. Então, quando a gente para e se concentra no se alimentar, nessa capacidade também até de adquirir os alimentos, você tá estimulando dopamina com esse processo, né, de cozinhar de todas as sensações. E aí você vai ter chegando, vai chegar dopamina no seu córtex e você vai fazer escolhas melhores. Então, é um treinamento que você pode começar a cozinha para doce, três dias e depois você vai colocando isso em prática. Acho que a forma mais tranquila de iniciar. Olha só que interessante, gente. Eh, quando você diz, Aline, vai na feira, gente, a feira é maravilhosa. Você já parou para pensar quanto tempo faz não vai na feira, né? Aqui em Campinas nós temos feiras direto e assim e eh lá perto da minha casa tem uma feira tão linda, porque eu digo assim, você vai na feira, você olha, tem a a os as folhagens, né? a verde lá, tudo tão tão bonito assim, tão vivo. E aí de repente você olha assim, é tudo picadinho, já vem tudo prontinho assim no nos nas bandejinhas. E aí você olha aquilo, você fala: "Gente, mas olha só, eu posso comer melhor, tá aqui já." Porque como a gente tá vivendo numa correria, já proporciona pra gente o alimento já cortadinho, entendeu? Então você só pega, leva para casa e vai fazer a sua, a sua comida, a sua marmita, enfim. A a Aline disse, né, igual você fez. É porque eu tava conversando com ela, que ontem eu ah cozinhei os legumes para eu comer até quarta-feira, né? Então, e é tão gostoso quando você faz isso, porque daí você monta sua marmitinha, você vê tudo colorido, essas cores do alimento, tudo isso aí também acho que dá aquela sensação de bem-estar que é a dopamina. E a gente, quanto mais a gente faz, mais a gente quer fazer. Então a gente precisa se adaptar com isso, né? Porque a gente tá nutrindo o nosso corpo. Na verdade, a gente não pode pensar que você vai comer para passar a fome, né? Eu vou comer só para matar a fome, como a gente fala. Não, a gente tá nutrindo o nosso corpo. Agora, Andreia, quando a gente fala em nutrição, sabe essas beliscadas que a gente faz aí ao longo do dia, quase que no automático, a gente nem para pensar, ah, deu vontade de volar, belisco aqui, belisco aqui. A tensão plena que tem o mindful cooking, ela ajuda a reduzir esse comportamento nosso também e do dia a dia, que é de beliscar comer um negocinho aqui, outro ali. Aham. Principalmente porque no dia a dia a gente acaba não prestando atenção no que a gente tá comendo, né? sendo que é um momento de autocuidado da gente pensar além de se alimentar e passar logo a fome e fazer outra coisa, mas que aquilo ali é mais do que só como a gente vê muito nas redes sociais em hoje em dia, proteína, carboidrato e fibra, sabe? É também assim uma questão de autocuidado. Então parar para ter momentos de refeição, que também acho importante levar em consideração que a saúde mental ela não é criada individualmente, né? Ela é uma questão coletiva da comunidade. Então, quando você para para ter um momento de refeição com um colega, com a família, isso também tem tudo a ver com eh valorizar esse momento e isso fazer parte da sua saúde mental, sabe? Então, quando você para ali rapidinho, come alguma coisa, sem perceber o que que você tá comendo direito, sem mastigar, perceber os sabores, eh, e que efeitos tu tem no seu corpo, te dá energia, te deixa inchado, esse tipo de coisa, sabe? Eh, isso assim distrai totalmente do objetivo da gente levar a alimentação com um autocuidado também. Então, parar para ter esses momentos de eh refeição assim com atenção plena é muito importante para fazer com que a sua alimentação seja um momento não só de checar mais um eh mais um fazendista, mas é um momento realmente de você tá prestando atenção no seu organismo, nos seus sentimentos, na sua fome, o que ela quer te sabe o que o seu corpo tá precisando naquele momento. Então, com certeza, a atenção plena ajuda totalmente nesse sentido de levar mais em consideração o que a gente coloca no nosso corpo, né? Excelente, né? Porque muitas vezes a comida também vira uma resposta emocional. Tem gente que come as emoções. Nós até trouxemos um programa eh específico, né, desse tema, né? O que que você está comendo, né? do que você está se nutrindo, você tá comendo as suas emoções. E aí a gente vem para esse programa de hoje que a gente fala de eh mindful cooking, do eh eh preparar o o alimento eh com consciência, né? E aí o que que me leva a à ideia aqui? Que que eu imagino? Uma cozinha que hoje eh que era para ser, né, gente? Já nem tá mais assim, mas a cozinha é o quê? Um lugar de convívio, né? Um lugar de afeto, um lugar de tranquilidade, um lugar que você vai preparar a nutrição que vai manter o seu corpo. Olha só que coisa mais linda, né? Não tô filosofando aqui, não. É verdade. Mas hoje em dia a gente percebe que até a arquitetura das casas elas estão eh eh sendo as casas elas estão sendo construídas já de uma forma que não tem mais parede entre a cozinha e a sala. Olha só que coisa louca, né? Por quê? Para tentar de repente ah, aproximar mais as pessoas, porque a gente tá eh vivendo um afastamento coletivo aí, se você parar para analisar. E quando quando a gente olha pra cozinha, seria um espaço, um lugar de conforto, né? De união. Era para ser assim. Mas a gente pode voltar com com essa proposta, né, Aline? A gente pode voltar, né? E a questão da alimentação, né? H, culpa, exagero. Uhum. E a falta de atenção. Aí a gente come as nossas emoções e aí a gente vem com a compulsão alimentar. O mindful cooking, ele é importante para quem ã tem essa questão da compulsão alimentar também, além, claro, da terapia, mas a gente tá falando aqui de um uma maneira de cozinhar eh com atenção plena, só que isso vai levar você a se alimentar com atenção plena também. E qual que é o impacto disso para quem tem essa questão da compulsão alimentar? Claro, a gente pensa que a o comer ele não tá só ligado com essa parte de eu tenho fome, essa parte homeostática que nós chamamos, né, na nutrição, não tá ligado só a parte homeostática, ela tá ligada também às emoções. É um sistema que nós chamamos neuroendócrino. Então, a gente se baseia não só nessa parte cognitiva, mas também nessa parte do metabolismo energético mesmo, de eu tenho hormônios que sinalizam a muito mais a saciedade do que a fome, mas o nosso instinto que já vem ali desde a nossa criação de seres humanos, é de procurar e buscar o alimento. Quando você tem compulsão alimentar, né, você tem ali uma desconexão de de neurotransmissores no seu cérebro. Quando você tem o efeito que a gente chama, né, essa âncora que é a gente utiliza na meditação, que é o f cooking, o fluing, você traz essa consciência mesmo pras suas escolhas. Você reorganiza o seu método de comer que está desorganizado. E o que que seria essa desorganização? Seria uma desorganização mental mesmo. Sim. H, então quando você faz esse processo de de mag cooking, você realmente tá tendo essa presença. Então, a gente ativa o parassimpático, você causa um relaxamento, eh, você tem ali um poder de escolha, eh, proporcionado pela dopamina no seu córtex pré-frontal, que é onde a gente decide melhor, toma as melhores decisões. Então, se ajuda muito na compulção alimentar. Tem outro dado também que crianças que consomem os alimentos, que fazem as refeições junto com os pais ou que ajudam na preparação, elas têm uma prevalência menor de desenvolver tanto transtornos alimentares quanto eh obesidade. Então, esse processo de comer com outras pessoas, né, e a gente tá vivendo também muito sozinho, tem muitas pessoas que vivem sozinhas. Uhum. Então, esse processo de cozinhar o próprio alimento, de comer, de preparar uma mesa, um ambiente, faz com que o teu cérebro se prepare para esse momento. Você está ingerindo as calorias que você deveria, porque você tem fome, mas de uma maneira que o seu o seu cérebro está dizendo: "Olha, eu estou recebendo um alimento". Então, é muito diferente de comer com pressa, de comer sem prestando atenção no telefone que você tem que responder e-mail. assistindo uma TV. Então, a gente faz esse processo com as crianças também, tirar as crianças de frente pra tela, né? Esses dias eu tava vendo um vídeo viral que tava tendo as crianças da década de 90, dos anos 2000. E a diferença entre elas, a diferença era que a mãe colocava tela pra criança comer todo o prato. Antes elas só recusavam. Então agora a gente tem essa esse esse conforto que a tela em todos os momentos, né? Então a gente, quanto menos tela a gente tiver nesse momento, mais fácil vai ser essa absorção desse cérebro que vai dizer: "Olha, eu estou me alimentando, eu tenho cores no meu prato". Uhum. Eu tenho os alimentos e os os sentidos. você teve os sentidos todos conectados quando está cozinhando, você utilizou todos eles. Então essa essa busca pelo pela comida depois vai ser totalmente diferente. Então a gente consegue sim ter uma melhora na compulsão quando a gente prepara os próprios alimentos. Com certeza. Olha aí, gente, quanta. Pode falar, pode falar, tô te ouvindo. Até porque até porque a compulsão alimentar ela vem de um pulso, né? muitas vezes depois de algum sentimento de nervosismo, de inadequação. Então, quando você para para cozinhar o seu próprio alimento, o mindfulness, né, mesmo é uma meditação. Então é um momento para você conseguir assimilar o que que tá acontecendo, eh, sabe, internalizar os acontecimentos e entender os seus sentimentos sem partir para esse impulso de comer, sem prestar atenção no que você tá comendo, quanto você tá comendo, até porque essa compulsão vem até sem fome, sabe? a pessoa só quer o conforto, mas como você falou, depois isso traz a vergonha, a culpa e logo depois todas as refeições são associadas a esses sentimentos negativos, sabe? Então, quando você para para cozinhar com atenção plena, isso te ajuda a valorizar as refeições e os alimentos e não focar nesses sentimentos negativos, mas sim conseguir eh passar por eles de uma forma mais equilibrada, sem grandes excessos. Muito bem. Agora, André, quando você fala sem grandes excessos, é a atenção plena, eh, que exige, né, uma atenção de todos os nossos sentidos. E aí você tá cozinhando com atenção plena, você vai se alimentar com atenção plena, isso também interfere na saciedade, né? A gente se sente mais saciado, a gente tem um controle melhor, não é? Com certeza. Até porque quando a gente come com muita pressa, sem mastigar direito, sem prestar atenção, né, que nem a Aline falou, eh, não só crianças, mas muitas pessoas também eh precisam de uma tela para tá se alimentando. E muitas vezes a gente não presta atenção no que tá acontecendo no nosso organismo e também na nossa mente, eh tendo a noção de que o alimento tem que saciar, né, tem que nutrir ali. Então, quando você presta atenção no que tá no seu prato, como você se sente assim em relação ao gosto, à textura, eh isso faz com que você preste mais atenilo e dê até tempo pro seu organismo entender que você tá se alimentando, que você tá se cuidando. E aí a sensação de saciedade vem muito mais fácil, sabe? muito mais naturalmente. Porque, por exemplo, em episódio de compulsão, eh, muitos pacientes relatam como a sensação de fome não é eh a principal deixa para se alimentar, sabe? e a alimentação desordenada continua acontecendo e só depois quando a pessoa já tá passando mal que ela vai perceber que ela passou do ponto. Então, quão importante, né, a gente parar para prestar atenção no que a gente tá comendo naquele momento para não passar do ponto e até passar mal. Excelente. Então, é atenção plena, né? Se a gente para para analisar tudo que a gente tá falando aqui, a gente precisa estar atento. É o mindful cooking, atento, eh, atenção plena nesse momento tão especial, que é o momento pra gente nutrir, eh, o nosso corpo. Agora, quando a gente fala em nutrição, a gente lembra eh dos processados, ultraprocessados, comida rápida, né? Correria do dia a dia, sim, tem a correria e aí tem a facilidade, né? Eu gostaria que você trouxesse pra gente eh Aline essa questão eh dos alimentos ultraprocessados, dos processados e a desconexão, né, que ele causa, porque a gente tá falando aqui de uma conexão que é o M FCU, que você atenção plena e uma conexão com o nutrir, uma uma conexão com o cozinhar. Mas e esses alimentos ultraprocessados que a gente consome de forma rápida, eles acabam, além de interferir na nossa saúde, também cria uma desconexão, porque eu não preciso, eu pego o meu pacotinho e vou sentar no sofá, ver a tela e vou comer. Sim. Eh, é uma grande questão, né, essa dos ultraprocessados no Brasil e por e no mundo todo, né, no geral, porque a indústria alimentícia ela traz todo um uma propaganda desses desses alimentos, né, de prazer, né, abra abra esse pacote, tem energia, enfim, tem todo um apelo por trás, né, uma, a gente tá mexendo com marketing de grandes empresas. Sim. E o que que nós estamos buscando, né? a gente tá na área da tecnologia, onde todo mundo tá muito conectado, hiperconectado o tempo todo. E o que que o que que isso traz, né? Esse excesso também de busca pela dopamina. Então você você quer uma energia que é rápida para esse cérebro, que muitas vezes a trabalhando, né, nessa parte de de da questão nutricional, atendendo muitos pacientes que têm essa questão de uma tanto de de uma necessidade mesmo eh calórica, energética, que não não tá sendo cumprida, né, com nutrientes, com minerais, com vitaminas. Então, vem dessa desnutrição de base também, eh, mas também essa busca por dopamina, por por prazer, né? Porque dopamina também é prazer. Dopamina faz com que a gente tenha essa função de buscar o alimento. Então, esse esse momento que é de alimentos rápidos que a gente tem, é, isso é muito novo para nós, né? Eh, seres humanos. Então, a gente deveríamos eh caçar e e coletar os nossos alimentos e agora a gente tem tudo disponível ali. Então essa questão dos ultraprocessados, ela vem muito dessa busca da dopamina mesmo, de querer esse prazer rápido e instantâneo, que que é tá totalmente baseada nesse nessa forma de vida que nós vivemos, né, que é uma de tudo muito rápido, de ter o acesso a tudo. Então, o que que a gente faz, né, nesse movimento de de cozinhar o próprio alimento ou até mesmo de comprá-lo, de de, enfim, escolher de melhor forma, eh, a gente cria essa capacidade de diminuir essa busca incessante por alimentos, né? Até o seu cérebro ele se adapta melhor. Uhum. eh você cria uma uma resiliência ali eh eh cognitiva muito maior quando você pratica essas escolhas mais conscientes, né? E a gente pode ligar tudo isso a um neurotransmissor e a forma como a gente vive, né? Sair disso, eh, desse, desse modo rápido, eh, vai fazer com que a gente se alimente melhor e tenha desenvolva menos doenças, né? Muito bem. Ô, Andreia, agora como que a gente tá falando aqui de algo bem interessante que a gente, né, pode aprender? Nós estamos aptos a aprender todos os dias, né? Então, o cozinhar consciente, o sear com consciência, como que a gente leva isso para essa nossa vida corrida, sem que isso seja mais uma pressão no nosso dia a dia? o que que a psicologia traz pra gente, pra gente se adaptar, né, com essa questão, mas sem que isso seja aquela obrigação, sabe? Porque quando você faz por obrigação, ah, não dá muito certo. Então, a gente precisa nos adaptar a essa questão do mindful cooking, mas ah entender isso como de repente um estilo de vida, não como uma obrigação diária. Como é que a gente adapta aí nosso cérebro para entender que isso nos faz bem e que não é uma pressão? Bom, é tudo sobre equilíbrio, né? E também ter compaixão com a nossa própria realidade, porque as redes sociais muitas vezes mostram um padrão assim de uma vida perfeita, saudável. E muitas pessoas tentam atingir isso, mas a vida real é correria, é pressa. Então eu acho que a melhor forma é conseguir achar esse equilíbrio entre ter comportamentos saudáveis, mas também entender, né, o que você pode ou não fazer, tendo filhos em casa, tendo obrigações, tendo demandas do trabalho. Eh, mas assim, também tendo como prioridade hábitos saudáveis, porque querendo ou não, é uma coisa que, né, como a gente vem falando, vai impactar toda a sua vida, o bem-estar da sua família. a sua saúde mental. Então assim, na terapia a gente trabalha justamente isso, né? Como encaixar esses momentos no na sua rotina sem pressão, sem que você se sinta culpada, caso não aconteça, caso, sabe, às vezes a gente dá eh uma paraquejada mesmo na rotina, tudo bem, é importante entender. E eu acho que a coisa principal é ter compaixão com nós mesmos, sabe? de que não vai ser perfeito, a rotina não vai ser perfeita, a gente vai ter momentos em que vai querer pedir comida, vai querer eh substituir uma refeição por uma barrinha de proteína e beleza, mas assim, vamos priorizar a alimentação completa, eh, momentos em família, na mesa, né, como você falou, eh, a cozinha ligada à sala, assim, você tem uma mesa para conseguir sentar todo mundo junto para ter uma refeição. É, então é assim, achar momentos, né, na sua rotina, na sua semana, em que você consiga parar para cozinhar, para ter refeições em família, prestar atenção no que você tá comendo, eh sair das telas. Então, tem muitas coisas que a gente pode encaixar no dia a dia sem que isso se torne uma obrigação, sabe? É excelente, né? Porque essa questão de obrigação, daí a gente sabe que aquilo que é a gente é obrigado a fazer, a gente não faz com prazer, com satisfação. E a gente tá falando aqui de satisfação no ato de preparar o alimento, né? Então, qual que é a sua dica, Nutri? Como é que a gente faz aí? Vamos ao supermercado ou vamos à feira? E a gente já começa ali, né, a satisfação em produzir o nosso próprio alimento, né? Eu eu sempre digo que você tem que fazer o que você consegue. Uhum. A autocobrança ela gera desorganização mental. Sim. E faz com que a gente tenha muito mais estress. E é não é isso que nós queremos. Eu sempre digo que precisamos ter aí formas de adaptar essa rotina. Então, ah, se eu consigo ter, sei lá, um congelado, um congelado, se você não consegue ir à feira, se você tem vegetais congelados, começa com os congelados. Você prepara os congelados rapidamente ali na sua, você vai ter ali rápido, fácil. Uhum. Vai fazer em 5 minutos numa preparação numa frigideira e aí você vai comer esses vegetais. Ah, eu não consigo comprar folhas, vegetais. Compra já preparado. Eh, se você tem acesso a essa, esses alimentos que já são pré preparados, que já tem, são prontos pro consumo, começa por ali. Então, ah, não consigo comer frutas, tantas frutas, então compra frutas três, quatro, deixa lavadinho ou então deixa fácil que você pode começa por uma maçã, uma banana, começar pelo pela base, né? fazer o básico bem feito. Então, ah, eu vou pedir uma comida que seja um pouco mais nutritiva do que eu tenho em casa. Então, prepara uma mesa, né? come ali, senta, desfruta essa refeição. Eh, não crie eh obstáculos, né, do mais uma obrigação, mais uma coisa na minha lista de coisas para fazer ao longo da semana da do mês. Não não crie essa essa resistência mesmo nessas mudanças. Elas precisam ser pequenas e elas precisam começar por algum lugar. Sim. Então, ah, se eu tenho uma salada que vem lavada e pronta, vamos começar por ela. Exato. Vamos começar com esses vegetais que são congelados, que é mais fácil para mim, que não consigo. Eu sempre estrago os vegetais que compro, então, porque eu não tenho tempo de prepará-los. Sim. Então, ah, tem processo também de branqueamento que você pode fazer para congelar se você mesmo quer quer fazê-lo, né? Enfim, mas começa ali pelo básico, pela base. O a gente tem já essa essa indústria do dos minimamente processados que nós chamamos. Começa por eles. É verdade, gente, dá super certo, viu? E olha só, um detalhezinho bem interessante, né, que eu levo pra vida, porque aprendi aqui, né, com os nossos profissionais que passaram aqui no programa, ah, desembalar menos e descascar mais, né? E aí, todo domingo vou fazer minhas marmitinhas assim. Olha, eu vou te falar, eu tô descascando bastante. Verdade. E você sabe que eu comecei a contar quantas frutas eu estou comendo na semana, porque daí eu compro, tipo assim, eu compro o melão, até terça, quarta-feira eu já comi o melão. Daí eu vou lá e compro o abacaxi. Então, até sexta eu comi o abacaxi, falando: "Gente, olha só, eu comi um melão e um abacaxi inteiro durante a semana". Olha que gostoso isso, porque daí e isso vai te trazendo mais vontade de continuar, sabe? É, é muito gostoso. Ah, claro, vou fraquejar, vou um momento ou outro, vou, mas tá tudo bem. E a gente continua, a gente vai aprendendo, a gente vai adaptando. Isso, gente, é alimentação, é é nutrição pro nosso corpo. Isso vai refletir, vai impactar, né, na nossa saúde, tanto física quanto mental, porque cérebro e eh mente e e intestino estão interligados, não é? Sim, completamente. É, e essa dica da Aline é muito importante de facilitar o começo, né? Porque querendo ou não, a gente implementar uma rotina mais saudável é um processo de aprendizado, sabe? Então eu vejo pacientes que às vezes assim, comi errado durante a semana, já errei essa semana, só vou começar de novo semana que vem. Então assim, vamos se dar espaço também pro erro, para tentar de novo facilitar, né, que nem você falou, deixar a fruta cortada e beleza. Não consegui comer saudável todos os dias da semana, mas eu consegui comer duas frutas. Então é realmente criar hábitos, sabe? E isso, querendo ou não, são pontos altos e baixos. E é mesmo sobre a constância, né? Mais do que você fazer tudo certo todos os dias, é você continuar tentando para criar hábitos novos e mais saudáveis. É isso mesmo. E deixar, sem falar que deixar lá o potinho com a frutinha já cortadinha, quando você sente uma coisa assim, uma vontade de comer um doce, alguma coisa, você vai na geladeira, você viu lá o potinho de fruta, então você vai pegar uma frutinha e aquilo já vai dar uma saciedade, né? Então é importante a gente também manter esses hábitos aí para poder tentar seguir, né? Mas como a gente tá dizendo aqui, sem julgamento, se não deu certo hoje, amanhã vai dar. É só você manter a constância. A gente precisa continuar. Agora, faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã. Ah, nós temos perguntas. Produção, se tiver, pode colocar na tela pra gente, por gentileza. Segundona, hein? Depois, um feriado prolongado. Como é que você tá aí? É, de repente é um momento para você eh cozinhar consciente, mudar eh a forma de se alimentar nessa semana. Se você não conseguir, tenta aí três dias. Semana que vem continua até você conseguir. Você vai ver como que ã o seu corpo fica mais nutrido, você se sente bem melhor. Vamos lá. A Renata Almeida do Taquaral. Tem problema usar comida como forma de conforto em dias mais difíceis ou isso pode virar hábito ruim com o tempo? Nossa psicóloga pode responder você, Renata. Vamos lá, Andreia. Olha só a pergunta da Renata. Tem problemas a comida? Então, eu acho que realmente é principalmente sobre equilíbrio, sabe? Realmente essa questão de colocar a comida como eh o conforto ou assim depois de um dia difícil vai ser a sua recompensa é complicado e pode realmente gerar, né, até um quadro de compulsão. Mas só você você fazer isso de vez em quando não quer dizer que você tenha um problema eh de saúde mental, sabe? Então é mesmo você conseguir se monitorar, vê se tá dando certo, se você se sente melhor ou se você se sente mais culpada. Ou se você tá fazendo isso muitas vezes e você vê que faz as coisas só para poder comer depois e que a certa comida tá virando realmente uma recompensa, aí talvez não seja tão legal. Mas eu acho que muitas pessoas fazem isso, sabe? Não acho que seja necessariamente errado, mas é sobre equilíbrio, sobre entender da onde que tá saindo essa vontade. E também acho importante equilibrar isso com momentos em que você vai simplesmente comer e tudo bem, não precisa ser produtiva, não precisa ser uma recompensa ou tentar se acalentar com a comida, mas comer só porque você quer mesmo, porque daí o seu cérebro vai ter, né, não vai ter só sinais de que aquilo ali é uma uma recompensa, uma coisa que você usa para tratar as emoções, mas também é uma coisa do prazer. Excelente. Muito bom. Pode colocar mais uma na tela pra gente, produção, por favor. Vamos ver quem é que tá falando conosco. Deixa eu ler aqui. Paulo César Gomes do Cambuí. Comer salada antes da refeição principal ajuda mesmo na saciedade ou isso varia de pessoa para pessoa? É mesmo, né? Tem gente que come um pratão de salada antes da principal e aí nutre. Sim, sim. Ajuda, ajuda muito. Ah, é. Principalmente no de você obter mais fibras, né? Porque a as saladas elas têm mais fibras e você vai começar a mastigar algo Uhum. que que tem uma certa dificuldade pros dentes, né? Você precisa ali utilizar, mastigar bem a salada. Então, tudo que for crocante, que você consiga comer com crocância antes de iniciar a refeição, você vai ter sim um momento maior de saciedade, porque você tá começando por um alimento que você precisa mastigar mais. Então, concluindo, você consegue sim ter maior saciedade por conta da salada. Colocar sementes também ajuda muito na na sociedade. Umas sementinhas ali, um jardilim que é super baratinho. Eh, dá para colocar tudo na salada e sim, continuem comendo. Muito bom. Bora comer salada, turma. Vamos lá. Eu gosto daquele alface que faz croque. Croque. É uma delícia, né? Muito bom. Vamos lá. 8:53. Pode colocar mais uma na tela pra gente, produção, por favor. Vamos lá. Quem vê quem é que tá conosco? Gustavo Martins do Swift. Vamos lá. Ansiedade pode fazer a pessoa perder totalmente o controle na alimentação ou isso depende de cada caso? Nossa psicóloga responde: "Você vai lá". assim, com certeza não é uma regra, né, de que se você tiver muito ansioso ou se você tiver algum quadro de ansiedade eh generalizada, que isso vai querer eh vai trazer momentos de descontrole na alimentação, mas vai ter muitas pessoas que vão, infelizmente lidar dessa forma. E nesse momento é quando você precisa prestar atenção, né, se você precisa ou não de um de um acompanhamento terapêutico. Mas depende da de pessoa para pessoa, então é bem relativo. Não acho que seja necessariamente eh interligado, mas pode com certeza ser, né, que nem a gente conversou aqui, uma questão de conforto emocional mesmo. Uhum. Excelente. Muito bem. Mais uma pergunta pra gente. Estamos aqui falando de mindful cooking. Você cozinhar consciente, né? Você cozinhando consciente, você também vai se alimentar consciente e isso vai trazer para você assim um impacto positivo maravilhoso. Pode colocar na tela, produção, por favor. Vamos lá. Juliana Ferreira do Jardim Nova Europa. Temperos naturais fazem a diferença de verdade na qualidade da alimentação ou o impacto é pequeno? Nossa, esse negócio de tempero aí, hein, Nutri? Hum. Tem uns que são as bombas, né? Tem que tomar cuidado com tempero, hein? Eu aprendi com a nutri. Vamos lá. Sim, temperos naturais, de preferência, né? Sempre são muito bons. É, enfim, por exemplo, a salsa, ela tem esse poder que é diurético também. Tem algum algumas vitaminas do complexo B, enfim, um pouquinho ali de magnésio. Esses temperos que são mais naturais, use assim, a gente pode usar uma cúrcuma, um curry. Uhum. Utilizamos muita pimenta também no Brasil. Sim. E sim, os temperos naturais eles são ótimos, eles fazem sim uma diferença, né? principalmente a utilizando a cúrcuma como exemplo, tem um cúcurbinoide que usando uma pimenta preta você vai conseguir liberar esse curcuminoide que é ótimo pro nosso intestino, por exemplo. Então, utilizar os temperos que são sejam naturais e, obviamente não os industrializados, super industrializados, sim, faz diferença na sua alimentação, porque você vai conseguir eh alguns ativos, né, polifenóis e e diversos nutrientes que você não consumiria se não utilizasse temperos ou utilizasse temperos que são industrializados. E sim, continue utilizando, faz diferença. Eu eu sempre falo que a alimentação ela é sempre um todo. Uhum. Não, são várias coisas que você coloca ali, né, aquele caldeirão da bruxa, né? Você tem que colocar vários ingredientes para ter ali uma refeição que vai te dar eh nutrientes importantes e, enfim, vai aumentar a também a palatabilidade desse alimento, né? Por exemplo, ah, se você faz um frango sem tempero, com somente com sal, vai ser diferente a a forma, o sabor que você vai consumir ali, você vai consumir menos. Agora, se você coloca uma cúrco, uma páprica, até mesmo esses temperos que têm um lemon pepper, que tem uma mistura de vários alimentos, de vários eh condimentos, você consegue se alimentar melhor, né? Então, ah, eu vou colocar um temperinho no meu feijão, eu vou colocar um temperinho no meu arroz, vou colocar uma cúrcuma no meu arroz para deixar colorido. Você vai ter visualmente uma modificação também. Isso vai ajudar com a você a comer com prazer, né? É. E a gente precisa lembrar que esses temperos industrializados ou super industrializados, eles não são tão bons quanto parece, né? A gente tem que lembrar disso. São super palatáveis, mas tem gente, principalmente na sopinha, né? No inverno vão fazer sopa e vão mexer de temperinho industrializado. É, a gente precisa tomar cuidado com isso, né? Que não faz tão bem, né? É, muitos tem glutamato monossódico, né? e e glutamato monossódico. Tem muito sódio também que faz com que você tenha ali a sua bomba de sódio potássio, né, que coloca eh os nutrientes dentro da célula danificados. Então a gente precisa ter cuidado mesmo com muito sódio, enfim, para ter a questão renal e toda essa parte do funcionamento mesmo do corpo. Então é importante que seja sempre você compra nessas lojinhas da Granel, enfim, tem o mercado municipal de Campinas aqui que tem vários vários condimentos que você pode comprar ali, fazer seu próprio temperinho. Então, eh, também ter esse cuidado com as especiarias e com os temperos, mas sempre o mais natural possível. Excelente. Agora 85, a última pergunta, a gente já vai para as considerações finais. É isso, produção. Vai me avisando aí. Camila Rocha do Jardim das Paineiras. Hoje em dia a gente vê muitos corpos perfeitos nas redes sociais. Isso pode acabar atrapalhando a forma como a pessoa se enxerga e se alimenta no dia a dia. É a famosa comparação, as redes sociais, elas têm impactado bastante nessa questão, né? H, nossa psicóloga pode responder paraa gente, por gentileza aí, Andreia. Eh, os corpos perfeitos. Pois é, com certeza esses padrões de beleza vem atingindo a nossa saúde mental de forma generalizada, né, mas principalmente da mulher. E muitas pessoas procuram a terapia justamente para lidar com tantas expectativas assim estéticas e de saúde. Eh, mas assim, com certeza tem um meio termo ali, sabe? Eu acho muito fácil a gente falar, olha, você aceita, você é lindo e tal, mas a gente tem que pensar em todas essas questões externas que pressionam a gente é ter um corpo ideal, um corpo específico. Então, com certeza acaba atrapalhando assim na saúde mental das pessoas e a gente precisa buscar ajuda caso isso esteja realmente assim te afetando, afetando a sua saúde mental. você vê que isso faz com que você pare de sair de casa, não compre tal roupa, tente se alimentar de outra forma e assim até buscando eh dietas extremas, né? Então pode atingir de várias formas, inclusive vários aspectos da vida da pessoa. Então é importante perceber, né, se como isso tá te afetando, como isso tá afetando a sua saúde mental, será que tá te impedindo de fazer certas coisas, será que tá afetando a sua a sua autoestima? Então assim, a gente também tem que ter esse termômetro porque, querendo ou não, são influências que vêm de toda parte. A gente tá sempre em contato, sabe, com esse tipo de pressão estética. Muito bem. É isso, gente. Agora pontualmente 9 horas. A gente vai encerrando o programa de hoje. Claro que tem muito mais para falar, mas a gente deu uma pincelada bem legal, né, sobre essa questão aí de se alimentar consciente, se nutrir com consciência e fazer as nossas escolhas também conscientemente quando a gente fala de alimentação. No fim das contas, a gente não tá falando só de comida, né? A gente fala de tempo, de presença, de escolha. Talvez o maior desafio eh não seja o que a gente come, mas como a gente vive cada momento, né? E a cozinha, que sempre foi o espaço de encontro, ela pode voltar a ser esse lugar de conexão com o outro, né? ou então com a gente mesmo. Faz quanto tempo que você não prepara um prato lindo, maravilhoso, cheiroso só para você e aí você não prepara aquela mesa linda assim com flores, um um prato decorado bonito para quem? Para você, né? Então, a autocompaixão, isso faz parte da vida. A gente precisa se olhar com mais carinho, né? Porque a gente vive num mundo assim tão corrido e às vezes as pessoas estão sozinhas mesmo e aí por estar sozinha você acha que você não precisa fazer esse esse ritual, não precisa ter esse momento, né, na sua cozinha. Será que não? Tira um tempo para você. Se você mora sozinho, tira um tempo para você. Faça, né? Produza o seu alimento, sente na cadeira lá, prepare uma mesa legal e se alimente com consciência, né, no aqui e no agora. E se você tem uma família, convida a turminha paraa cozinha, bora cozinhar e fazer uma refeição bem legal com a turma aí. Tenho certeza que vai fazer a diferença no seu dia, tá bom? Quero agradecer então a participação das nossas convidadas, nossa nutre, a Line, muito obrigada pela sua participação e pelo seu conhecimento que você trouxe aqui, compartilhou com a gente, viu? Eu que agradeço a todos. Maravilha. Agradecendo também a nossa psicóloga, né, a Andreia Bagando. Obrigada, viu, Andreia? Obrigada por participar com a gente e por nos orientar também. Valeu. Obrigada a você também que acompanhou aqui o estúdio Câmara. Muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Quero desejar a você uma semana linda e abençoada, tá? Continue ligadinho aqui na programação da TV Câmara Campinas. Daqui a pouquinho a ÍRA está chegando com informações atualizadas aqui de Campinas, do estado de São Paulo, Brasil e Mundo, cotação do euro, dólar dólar, trazendo aí a economia girando para você. Também ao meio-dia nós temos Câmara Notícia, lembrando que nós temos também eventos, né, reuniões na Câmara de Campinas, tem hoje à noite às 18 horas tem reunião ordinária. Então tudo que acontece lá no plenário, você fica por dentro ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. também pode assistir através do nosso canal no YouTube, é só digitar lá a TV Câmara Campinas, tá? Então você fica por dentro de tudo que acontece no plenário, no legislativo de Campinas através da nossa programação. E amanhã a gente fala sobre um queda, uma queda no desempenho em habilidades básicas. Você já percebeu isso? Avaliações internacionais indicam, gente, uma redução do desempenho em leitura e matemática, habilidades básicas. Vamos lá, português e matemática, né? E esse essa queda no desempenho eh está entre jovens de vários países. Ao mesmo tempo, estudos mostram que a nossa atenção está mais fragmentada, cada vez mais dividida entre telas, notificações e excesso de informação. Mas o que que isso realmente significa? A gente tá desaprendendo? Será? Você já ouviu alguém falar isso que a gente nós estamos desaprendendo ou então nós estamos apenas aprendendo de um jeito diferente? A tecnologia, ela tá dificultando a concentração ou ela está criando novas formas de pensar? O que que tá acontecendo? Quanto tempo faz que você não pega uma caneta, um papel e escreve? Parou para pensar? Faz tempo, não é? Pois é. O que que está acontecendo com a gente? Vamos conversar sobre isso amanhã, a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara e a gente conta com você. Beijo grande, uma segunda-feira linda, uma semana maravilhosa. Fique bem e até lá. Ciao com a gente. Yeah.