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Olá, [música] muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar ao vivo. E olha, hoje vamos [música] falar sobre a volta da estética do cigarro. Lembrando que hoje é quarta-feira, né, dia 6. Um abraço para você que tá ligadinho com a gente, viu? E essa volta do cigarro, gente, já pode ser percebida nas ruas, nas telas [música] e agora nas redes sociais. É isso mesmo. Uma pesquisa de 2025 do ano passado no Ministério da [música] Saúde aponta que pela primeira vez em quase duas décadas o número de fumantes no Brasil voltou a crescer, né? Nas redes sociais, trends como Cigarette Girl transformam o cigarro [música] em acessório de moda, contrastando com a estética Clean Girl. Mas por trás dessa glamorização, [música] a ciência revela impactos diretos na saúde, na beleza e na longevidade. Hoje a gente fala sobre a estética [música] do cigarro. Participe conosco, mande sua mensagem através do nosso WhatsApp e tá na tela para você, 1997377, [música] nossa produção apostos. As nossas convidadas também, daqui a pouquinho vamos apresentá-las. E você conversa com a gente aí, né? Qual a sua avaliação sobre essa possível volta do cigarro e [música] a estética, né? A estética do cigarro eh utilizada eh principalmente [música] no mundo da moda, né, como uma ferramenta aí de glamurização. Qual que é a sua opinião sobre isso? Manda sua mensagem. Nós estamos [música] apostos à nossa produção também e daqui a pouquinho a gente começa a interagir com você que tá em casa referente ao nosso tema de hoje. Agora vamos atualizar algumas informações do legislativo de Campinas. Então vamos lá. A Câmara Municipal de Campinas discute hoje o direito ao aleitamento [música] materno em todos os estabelecimentos da cidade. A iniciativa é do vereador Luiz Rossini. A lei já [música] garante que nenhuma mãe pode ser impedida ou constrangida ao amamentar em locais [música] públicos ou privados. E quem descumprir está sujeito à multa de 300 UFIX unidades fiscais de Campinas. Em caso de reincidência, o valor dobra. Os recursos são destinados [música] ao fundo da criança e do adolescente. O aleitamento é um direito da mãe e também da criança [música] e essencial para um crescimento saudável. A reunião que acontece hoje às 5 horas no plenário da Câmara conta com a participação de uma representante do banco de leite do Hospital [música] Maternidade de Campinas, referência na cidade e que também recebe doações. Então o encontro começa às 5 da tarde, é no plenário da [música] Câmara, tem transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. É a primeira parte da reunião ordinária e logo após esse encontro inicia então a reunião ordinária. É a 20ª sexta do ano e deve ser votado em definitivo mudanças importantes nas regras do comércio ambulante e também na lei que proíbe o fumo em locais públicos. O projeto Sobre ambulantes atualiza a legislação, limita um ponto [música] eh por permissionário e também cria novas regras para trailers e barracas com o objetivo de organizar o uso do espaço público e ampliar oportunidades de trabalho. Já a proposta sobre o fumo amplia a proibição para áreas comuns [música] de condomínios, clubes, praças e parques, incluindo também os cigarros eletrônicos. As multas variam de 200 a 500 o fix [música] os as unidades fiscais de Campinas. A sessão começa às 6 da tarde [música] e inclui ainda outros projetos como concessão e de homenagens e alterações em leis municipais. Você é convidado para participar tanto presencialmente quanto aqui pela TV Câmara Campinas. [música] Teremos transmissão ao vivo e também no YouTube da TV Câmara Campinas. Agora a previsão do tempo para hoje, quarta-feira, metade da semana. Como fica o tempo? Hein? Dia de sol. Isso mesmo, gente. Sol, céu azul de brigadeiro. Que maravilha. Já deu uma olhada no céu hoje. Olha só. À tarde pode ser que [música] tenhamos algumas nuvens, mas o sol predomina nesta quarta-feira. Mínima 16, máxima 30º. E agora sim, vamos ao nosso tema central. A gente pode falar que a estética do cigarro é a ressignificação do cigarro como um acessório de moda, símbolo de rebeldia, atitude e glamor nostálgico, especialmente entre jovens. Ele voltou porque de repente provoca, de repente contraria e também ainda vem de uma imagem, né? Imagem de poder, distância, desejo. Parece contraditório que em um momento de autocuidado e bem-estar o cigarro volte a ganhar espaço. Mas não é coincidência, não. Pode ser uma estratégia que esteja sendo impulsionada por redes sociais, cultura pop e celebridades. O cigarro reaparece como símbolo de atitude, especialmente entre os jovens. E a pergunta que fica é: até que ponto comportamentos considerados ultrapassados ainda influenciam as escolhas? Então, a gente precisa entender essa glamorização e esse retorno da estética do cigarro. E para isso a gente convidou, estamos recebendo aqui com muita satisfação a psicóloga clínica Natália Machado, está com a gente aqui no estúdio. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Muito obrigada. É um prazer estar aqui com vocês hoje. Maravilha. A presença, a sua presença é muito importante pra gente, pra gente poder entender o impacto psicológico disso tudo, mas claro que a gente precisa entender também o impacto no nosso corpo, né, na nossa saúde física. E por isso que a gente recebe por vídeo a cardiologista e especialista em tabaismo Jaqueline Shows. Ela eh participa com a gente através do Zoom. Ô, doutora, seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença. Muito obrigada. E o assunto é muito interessante a gente poder discutir isso que com certeza influencia de forma negativa muitos, principalmente jovens, né? Então a gente vai ter uma oportunidade para esclarecer e alertar o pessoal a a ficar atento, né? E não cair em golpes antigos, né? É verdade. Quando a doutora fala golpes antigos, a gente já sabe, né? eh eh tudo que aconteceu com o mercado, né? Eh eh do tabaco, lembra? Eu eu me lembro de eh comerciais muito bonitos, por sinal, né? De cigarros. Eh as pessoas podiam fumar dentro do ônibus no avião, por exemplo. E aí isso foi sendo entendido como uma prática que não estava fazendo bem pra nossa saúde. E isso foi acabando, foi diminuindo, foi diminuindo até que quase zerou. Tanto é que em alguns pontos, alguns locais não se pode, né, fumar e e às vezes também nem ao ar livre. Agora, tem uma retomada acontecendo aí. Eu pergunto paraa Natália, que é a nossa psicóloga, que vai nos explicar sobre essa retomada do cigarro como símbolo de atitude, de estilo. Ela pode ser interpretada como uma forma de reação às pressões sociais por desempenho e perfeição, já que a gente tem aí uma uma um conflito com a geração Z, que muito se fala de saúde, de atividade física, de alimentação saudável e agora a gente vem com esse tema, né, que parece tão distante, mas está presente, que é a glamorização ao ao tabagismo. Novamente, Natália. Uhum. a gente tá num momento, eh, que a gente retoma, né, um pouco dessa estética dos anos 90, dos anos 2000 e aí existe também eh esse contraditório com com a geração Z, como você falou, né, essa culturais, a cuidado, bem-estar, a saúde, atividade física. E a gente vê a geração Z vindo com eh rebeldia e trazendo esse vintage dos anos 90, 2000, né? E enquanto eu tava lendo, pesquisando algumas coisas pra gente falar no programa de hoje, eu vi que nas redes sociais eh voltamos a ter trend sobre esse comportamento. Então, a gente tá numa era de muita performance, né? Então, o comportamento dos jovens estão eh muito baseado nessa performance, em estilo de vida, em performar e aí fumar o cigarro voltou a ser eh esse comportamento de performar mesmo. Eu tô demonstrando quem eu sou, o meu estilo, a minha rebeldia, a minha revolta com a essa cultura do bem-estar atual. E a gente vê também essa as trendes, né, sobre bolar o tabaco, fumar. E eu tava vendo também que na nova geração a gente vê um aumento do eh do fuma a partir do do vape, do pod, né, dos cigarros eletrônicos, mas a geração Z também querendo romper um pouquinho aqui com eh com o esperado, né, mostrar ali que faz parte eh dos jovens, romper com o que é esperado por eles. também essa questão do de trazer o a cultura dos anos 90, anos 2000, algo mais analógico. E aí o cigarro eletrônico ele é muito tecnológico, então ele faz essa eh esteticamente ele se volta muito paraa tecnologia. Então os os jovens, os adolescentes também estão voltando pro cigarro, pro tabaco, né, pros paiiros, porque também a gente tá dentro dessa cultura analógica, eh, de ser algo mais manual, de tá rompendo também com o com o moderno, né, com o com a tecnologia, com o estilo de vida que é esperado pros jovens. Então, a gente tá vendo muito do comportamento e o que dita comportamento hoje é as redes sociais, né? Então, a gente passou por muitos anos de prevenção e conscientização através de programas de televisão. Eh, hoje em dia é a rede social que molda esse comportamento e aí tá faltando a gente olhar para esse lugar e trabalhar o preventivo, a conscientização através das redes para alcançar a geração Z, né? Uau, verdade, né? a conscientização, já que é a rede social que molda o comportamento, então a conscientização através da rede social seria uma grande pedida. Agora, do ponto de vista médico, dout. Jaqueline, quais são os primeiros impactos do cigarro no organismo, especialmente em entre jovens? Porque de repente um jovem aí que nunca utilizou um tabaco e começa a fumar por conta dessas trends, por conta da modinha, né? Qual que é o impacto do cigarro, doutora? Primeiro impacto é na saúde mental. A quantidade de doenças mentais desencadeada pelo da nicotina é extraordinária. A gente começa com disturbios de depressão e ansiedade. E hoje em dia eu diria que a grande questão que envolve os jovens é a saúde mental, a falta dela, né? Então e a falta de bom senso, pode se dizer, porque o lugar não tem nada de novo, como ela bem colocou. Eh, e mas ele vem glamorizado como se fosse algo que rompesse. Só que é uma coisa antiga, todo mundo já sabe que faz mal. Então assim, é um conceito que até parece meio falta de inteligência você adotar isso, porque todo mundo sabe que isso é maléfico, porque já faz 40, 50, 60 anos que a gente tem uma evidência robusta sobre isso, mas tem a influência do meio. O jovem ele repete comportamentos em função eh do que o grupo, da aceitação do grupo. Então, hoje a rede social é um uma área aberta onde você não tem uma uma avaliação de quem tá fazendo, o que tá fazendo, da maneira que a pessoa faz, como você vê essas pessoas influências e levando as pessoas geralmente pro mau caminho e ganhando rendimentos com isso. Isso que eu acho mais incrível. Eu acho que o indivíduo quando tá vendo uma rede social, ele tem que ver por trás daquilo qual é a intenção disso. Tem um monte de gente ganhando dinheiro. Então hoje eh o produto vem com roupa nova, mas ele é antigo. Tudo se trata. Qualquer produto que tenha nicotina causa dependência. E ao causar a dependência, ela favorece que você tenha distúrbios relacionados à saúde mental, porque desequilibra toda a formação dos neurotransmissores, a a a liberação, a oscilação de humor em função da presença dessas drogas. Esse é o primeiro impacto, a dependência cristal. E hoje eu recebo, bem colocado, pessoas jovens que são usuários de tabaco enrolado, como se o tabaco enrolado não fosse tabaco. É uma grande mentira. Aí a pessoa deixa de usar o cigarro eletrônico, às vezes vai pro cigarro branco, mas não gosta porque eh algo que as pessoas entendem que faça mal, mas como se o tabaco enrolado não fizesse. É mentira. A quantidade é menor porque quando você bola o tabaco, a o filtro não é tão eficiente quant o filtro do cigarro. Então, às vezes, o indivíduo que fumava um laço de cigarro branco passa a fumar 10 cigarros achando que tá na vantagem. Só quando a gente avali monóxido de carbono, ele é semelhante, mostrando que o consumo tá praticamente o mesmo. Você tem uma cota de nicotina cerebral e o indivíduo, independente da forma que vai usar, ele precisa atender essa cota. E a dependência nicotina se instala de uma forma muito rápida. 6 meses a um ano o indivíduo já tá dependente e depois ele vai lidar com as consequências dessa exposição. Cigarro eletrônico, a gente vê que a capacidade de produtos de doença era absurdamente elevada. pessoa jovem já com doença pulmonar bem estabelecida. Essas outras formas de tabaco também causam adoecem, sem dúvida nenhuma, mas o tempo de exposição, como as pessoas se expõem menos é mais prolongado, mas a dependência se instala, a dificuldade de parar de usar é enorme e principalmente as questões que envolvem saúde mental são determinantes. Então eu acho que essa atenção que tem que ter na as redes sociais, ela é determinante para que as pessoas não caiam, né, nessa eh coisa de moda que começa com mal inofensivo. E a lei antitabaco tem que ser, que a gente já tem uma legislação bastante importante, tem que ser cumprida, não se pode propagar, mesmo que seja através dos eh eh da mídia social, não se pode ter propaganda de uso de qualquer produto fumigo. legislação existe, falta fiscalização. Essas pessoas que estão fazendo essa apologia, essa o uso disso tem que ser obviamente eh fiscalizadas, porque existe que proíbe isso com toda certeza. Muito bem. A gente, a doutora falando, né, e a nossa psicóloga também abordando esse tema, a gente começa a entender que nós estamos num retrocesso. Será é isso mesmo que tá acontecendo? Olha só, dados chamam atenção. Brasil registrou um aumento no número de fumantes, tá? O ano passado, passando de 9,3% para 11,6% em apenas 1 ano. Isso são dados de 2025. Além disso, o SUS gasta, olha só, pasm, cerca de R$ 98 bilhões de reais por ano com doenças relacionadas ao tabaco. Ou seja, o impacto do cigarro não é apenas individual, mas também ele é coletivo, né? E aí esse comportamento que está sendo eh disseminado nas redes sociais também vai para o mercado da moda. Se você for observar hoje, eu tava olhando, né, também para poder trabalhar aqui hoje o nosso programa, o nosso tema, eu vi eh várias modelos, né, performando eh a moda com um cigarro no dedo e cigarro aceso saindo da fumacinha ali na foto. Você, né, dá uma uma aparência de glamor. Será? Será que é isso? Será que tá voltando isso? E o mercado da moda tem eh apostado, né, apostado nesse e eh nesse formato, nesse estilo. Natália, psicologia. Agora vamos lá. comportamento de risco, ele passa a ser mais aceito socialmente. E e aí com essa essa aceitação desse comportamento de risco que a gente tá observando, que é o retorno, né, de algo que a gente sabe que que não faz bem, ele tende a a pessoa tende a perder a percepção do perigo, porque se tá glamorizado, se tá viralizado, e a gente percebe que a rede social acaba influenciando no comportamento principalmente dos jovens, eh o que vale mais é a tendência, é a glamor. ização e o perigo a gente eles acabam perdendo um pouquinho essa percepção. Uhum. As redes sociais elas impactam bastante na percepção, principalmente quando a gente tá falando de jovens, né? Essa percepção do risco de avaliação, porque o que vale pro jovem, principalmente quando a gente tá falando desse consumo de mídias sociais, é o retorno que se tem a partir das redes, né? Então, o que que tá gerando engajamento, o que que gera eh likes? O que que gera comentários, mas isso traz, a gente traz pra vida pessoal também. Então, mesmo quando eu não estou performando paraas redes, tem a questão de me sentir pertencente a esses grupos, como a doutora também falou, né, de se identificar e de fazer parte de um grupo, de me reconhecer dentro da minha da minha geração também. E eu perco a capacidade de avaliação de riscos. e a rede social em conjunto, né, com com o retorno do tabagismo, a gente precisa entender o impacto disso pro psicológico, pro neurológico também dos jovens, porque a gente tem a interferência, principalmente de jovens que cresceram utilizando as redes sociais, a gente tem esse impacto na autoavaliação, na percepção de mundo. E aí, se eu estou consumindo esse tipo de conteúdo e eu vejo influencers, atores, o mundo da moda consumindo o tabaco, eu perco a avaliação do quanto isso é prejudicial pra saúde. E quando a gente tá falando de jovens, a gente já tem eh é algo histórico, né, do nosso desenvolvimento. A gente perde um pouco dessa avaliação de risco, dessa compreensão também. É aquele pensamento de comigo não vai acontecer, eu paro quando eu quiser, mas eu tô experimentando, eu fumo só quando eu estou junto com os meus amigos, né? Quando a gente tá sentado na mesa de um bar, mas a gente perde essa avaliação do quanto isso pode impactar a longo prazo. E as redes sociais, ela traz essa essa sensação de mediatismo também. Então a gente perde um pouco dessa percepção de saúde, né, e de eh realmente para ir contra essa cultura do bem-estar. Eu deixo de me preocupar com a saúde, de pensar a longo prazo, porque para mim importa mais a performance e a rebeldia do momento, né? O atual. Olha só, né? Performance e rebeldia. O que antes era amplamente reconhecido como um problema de saúde, agora em alguns contextos ganha uma nova estética, né? A pessoa aí já eh eh de repente fazendo fotos, postando, né, com o dedo e um cigarro. Agora, doutora, o o por que a nicotina ela é uma substância tão viciante e quem utiliza eh fala que é muito difícil de abandonar, né? É uma droga lícita. O que que acontece? Por que que a pessoa tem essa dificuldade de abandonar o cigarro? [limpando a garganta] Tá? Quando você inala qualquer produto que tenha nicotina, tabaco, tabaquilho, narguilho, qualquer cigarrilha, cigarro, eh, cigarro eletrônico, rapidamente a nicotina chega ao cérebro numa área específica que é a área tegumental ventral. Tecnicamente é uma parte do cérebro que o nosso desejo não manda, a nossa vontade não manda, mas é como se fosse tiver um um setor autônomo que funciona independente da sua vontade. É assim que ele funciona. E aí ele ativa receptores. Existem receptores cerebrais de nicotina, mas o neurotransmissor chama-se assim receptor de nicotina, mas o neurotransmissor que a gente tem e atua nesse lugar é a cetilpolina. Só que a nicotina tem uma alta afinidade por esse receptor. Ela chega ali, ocupa o lugar desse neurotransmissor natural e ela passa a ativar esse circuito que é um circuito que libera a dopamina. Então, 6, 7 segundos e uma tragada, o indivíduo tem uma sensação amplificada de prazer. E aí começa a usar, por isso que ele tá no ambiente social, nesse contexto de aceitação, inserido, ah, que maravilha, tal, tá usando. E começa a ser estimulado, eh, tem estímulos dopaminérgicos. E aí ele vai querer repetir essa sensação. Quando que o víço aparece, quando ele começa a usar essas essa mesmo artifício de ter essa sensação dopaminérgica diante de frustração, de chateação para melhorar a concentração, porque tá cansado, efeito estimulante. entre você usar de uma maneira eh recreativa, pontual, até você desenvolver a capacidade de perceber que a nicotina pode ter outras ações que você julga interessantes e e benéficas, como essas que eu falei, tensão, contrapor situações que estão com aborrecimento, chateação. Esse espaço é muito curto de tempo. Aí quando isso acontece, a pessoa tá vendida. Por isso que o indivíduo que começa a usar, a moçada, presta atenção, começa a usar no final de semana, aí durante a semana já começa a usar. Eh, antes pegava, filava de alguém, aí já começa a comprar. Ah, esse período entre fazer essa transição do uso eventual pro uso eh corriqueiro, no máximo de se meses a um ano com cigarros convencionais com eletrônica é 3 meses, tá? Eh, então a gente fica feliz que as pessoas, os jovens já tendido que eletrônica é uma roubada porque é mesmo, mas de qualquer maneira isso ajudou a ressuscitar, essas outras formas de tabaco que na concepção do jovem é cool, é legal, carro de palha que hoje já vem até bolado ou tabaquinho enrolado é ruim, tudo ruim do mesmo jeito, causa os mesmos estragam, mas é isso. E aí isso a gente não sabe quem veio primeiro, se é o ovogalinho, ou seja, se o indivíduo que tem esses sintomas e de ansiedade, depressão, que é super coiro na fase da adolescência, começa a usar o cigarro e já percebe essa melhora. ou se o fato da própria interferir nesse circuito ainda informação que a plasticidade cerebral até 21, 22, 23 anos o cérebro da informação. Então teoricamente você devia proteger todo mundo do cérebro do jovem deveria ser olha não uso substâncias psicoativas porque a sua saúde mental pode estar relacionada a isso. Você tem vários casos de desencadear de su de ansiedade que é muito muito comum, uso de outras substâncias porque ele usa uma e ele já associa outra. Também achando, por exemplo, que maconha é algo que não tem problema nenhum, mistura no tabaquinho. Péssimo, péssimo. A quantidade de doenças, quadros psicóticos graves desencadeados usuários de mac é uma coisa absurda. Ninguém sabe que vai ter. às vezes o único contato desencaden quem tem essa predisposição, um quadro de esquizofrenia grave. E aí é complicado. Então, nesse aspecto, eu acho que o jovem devia entender o seu cérebro como algo riquíssimo que ele deveria preservar e conservar se mantendo distâncias distâncias de substâncias com uma ação psicoativa. Porque pode ser uma cortição, mas no primeiro momento pode ser depois tem que tratar. Aí é uma um dado interessante. 30% dos tabagistas já referem que tem diagnósticos pregressos, depressão e ansiedade. Só que num levantamento que nós fizemos aqui em mais de 900 pacientes que se candidataram a tratar o tabagismo, a gente fez uma avaliação psíquica bem profunda com testes estruturados que a gente chama de que é uma investigação bem minuciosa da saúde mental das pessoas. E entre aqueles que negavam doenças psíquicas, ah, eu tenho saúde mental boa, 30% a gente detectou sintomas importantes entre os fumantes, sintomas importantes de distúbro de humor ou mesmo fato já de ansiedade já eh estabelecida ou depressão, além de sintomas intensos e a pessoa não percepção porque ela se automedica fumando. Então, a quantidade de pessoas que se automedicam, entre aspas, com cigar é enorme e você deixa de fazer um diagnóstico, isso interfere também na forma de tratar, porque o tratamento do tabagismo eh não interfere nessas texturas que são esses outros circuitos cerebrais que a nicotina de uma forma mais intensa atua. Então na hora de tratar, você tem que tratar sem fos específicos da abstinência com remédio específico do tabagismo, mas as questões que envolvem saúde mental, você precisa de uma abordagem específica para que o paciente estabilize o humor e consiga deixar de fumar. Olha a complexidade disso. Para quem começar um troço que tão complexo e vai atrapalhar tanto a vida da pessoa, né? E por causa do benefício nenhum. Tem nada de bom. Tem nada de bom nisso. Pois é, né? Olha só, essa fala da doutora traz pra gente eh algo que assim você vai, você inicia por conta de uma trend, só que a complexidade disso ao longo do seu desenvolvimento, ao longo da sua vida, gente, ela é muito ampla e vai, ó, perdurar, porque inicia lá o final de semana, daqui a pouquinho você já tá eh dependente, daqui a pouquinho você tá usando para conter uma sensação de ansiedade e o tempo vai passando. e vem as consequências. E aí é todo um processo novamente para você reverter essa situação. E se der para reverter a situação, porque a gente sabe dos impactos, a doutora falando aqui dos impactos neurológicos, a gente também daqui a pouquinho vai abordar os impactos na saúde física, a questão do coração, né? Coração e pulmão. Qual que é o impacto eh do fumo para eh e esses órgãos tão importantes, né? e e primordiais paraa nossa vida. Agora, Natália, a doutora muito bem pontuou a automedicação, entre aspas, do cigarro paraa questão da saúde mental. Aí a gente lembra de pessoas que eh vão fazer o a utilização do cigarro porque tá nervosa. Então, tô nervosa, vou fumar um cigarro. Tô ah, tô num num momento de estress, vou fumar um cigarro. Tô calmo, vou fumar um cigarro. Então, é é muito eh aliado das sensações, das emoções essa questão da nicotina. Uhum. Eh, o a nicotina, como a doutora tava explicando, ela tá eh relacionada, né, a esse sistema de recompensa. Então, a gente tem a produção de dopamina, a gente tem os neurotransmissores dessa sensação de bem-estar, de prazer. Então, ela tá muito associada a essa recompensa. Então, eu associo muitas vezes de uma maneira consciente. Então, eu tô ansioso, eu acendo cigarro, eu estou com os meus amigos, eu acendo cigarro como uma recompensa, como esse momento de lazer. A gente vai entendendo de uma maneira inicialmente, entre aspas, consciente, né? Até que realmente a gente começa a a observar sinais ali já de um vício, de uma dependência. E muitas vezes a o que a gente percebe trabalhando com os jovens é que eles não necessariamente estão conscientes dessa dependência. E aí quando a gente fala da geração Z, a gente tem uma parcela muito grande que cresceu distante eh da da prevenção e da conscientização. A gente passou muitos anos eh trabalhando sobre isso eh eh na televisão. Então, a gente tem as leis de proibição da da publicidade, da propaganda em relação ao tabaco, em relação às bebidas alcoólicas também. Mas a gente tem uma parcela grande da geração Z que cresceu um pouco distante dessa dessas informações, né? E aí quando a gente olha pra rede social, a gente tá começando agora a ver, a encontrar alguns vídeos sobre o assunto, né? Então tem alguns digitais influencers que estão falando sobre a experiência, né, de parar de fumar, o impacto na saúde, mas ainda assim o alcance é muito menor, infelizmente, do que os conteúdos que estimulam a utilização, né? Então, esses eh conteúdos dessas trendes sobre fumar, sobre essas pausas, né? Então, uma dessas trends é a pessoa filmar essa pausa do trabalho para acender o cigarro porque tá estressado. Então isso alcança mais, né? Aí quando a gente fala de rede social, a gente fala de algoritmo e o que entrega mais realmente é esse comportamento social e não tanto o conteúdo de conscientização e de prevenção. E aí é uma questão também da gente pensar na regulamentação ali da das redes, né? Então, a gente entender o que que o algoritmo tá entregando. Então, eh, é tão importante assim entregar esses conteúdos que geram likes, que geram eh engajamento. Ou a gente precisa também olhar no sentido de saúde, de conscientização, porque falta conscientização paraos jovens. É isso que eu percebo em atendimentos clínicos, eh, na minha experiência também na área escolar, falta essa conscientização, falta conhecimento. Eles têm acesso a tanta coisa, mas às vezes falta acesso à informação também. Exato. Concordo com você. Quando a gente para para pensar que essa campanha, né, eh, do combate ao fumo, ela vem de longa data e por ter já e um bom tempo, de repente o jovem, a o jovem da geração Z, ele não participou, né, dessa campanha em massa, então perdeu a informação. De repente pode ser que esteja na hora da gente começar a falar novamente e impactar esses jovens para que eles entendam, né? eh o tudo que aconteceu referente à questão eh eh do tabagismo, dessa campanha, das leis e se atualize e entenda que eh não é o caminho certo para ser percorrido, porque além dos impactos mentais, nós temos impacto no nosso coração, no nosso pulmão. E a nossa doutora, eh, pode explicar pra gente, né? Daí você fala: "Nossa, mas o cigarro vai impactar o coração? O que que tem a ver uma coisa com a outra?" Vamos lá, doutora. Qual que é o impacto que a nicotina traz, né, pra nossa saúde, a saúde do nosso coração e do nosso pulmão? Muito bom. A nicotina, ela causa efeitos, além da dependência cardiovasculares importantes com aumento da pressão arterial, arritmias cardíacas e aceleração do processo de aterosclerose, que é aquele endurecimento das artérias, né, fechamento das artérias. Isso causa risco de você ter um acidente vascular cerebral, que é o derame cerebral e do infarto cerebral. Eu queria só chamar atenção [limpando a garganta] que são dados da SUCESP, da sociedade eh de cardiologia do Estado de São Paulo, que identificou um aumento de 150% na no na ocorrência de mortes cardiovasculares e jovens. E a gente tem visto isso, pessoas abaixo de 40 anos. Então aí entra no cenário uso de substâncias e a gente tem aí as pessoas usando cigarro eletrônico, querendo voltar tabaco maconha associada, que nas primeiras duas horas exige risco cardiovascular também no consumo de censas substâncias, anabolizantes, arrodos, eh pré-treino que tem concentrações de cafeína absurdamente elevadas. Então assim, eu parece que as pessoas, eu eu não sei, tá faltando conhecimento adequado, é suporte, que talvez a gente tem que usar as mídias sociais são os caminhos pelos quais os maus influencers, né, tão disseminando essas coisas péssimas, estão matando as pessoas. Eu nunca vi aumentado tanto. E a gente vê se é corrigueiro, fulano tal e até a gente fazendo esporte, porque obviamente quando você vai fazer o esporte, o risco cardiovascular se apresenta, porque você tá fazendo um esforço físico, mas a condição de vida que essa pessoa tem é que tem que ser avaliada. Uso de circunstâncias psicoativas é estimulante, é remédio para estudar, é remédio para dormir, eu não sei, remédio até para ter performance sexual quando que a gente tá deveria usar, né? Eh, isso em pessoas de 60, 70, 80 anos não tem gente jovem utilizando. Então, há uma rede de desinformação absurda. Então, acho que deveria ter um contraponto e também no currículo escolar, porque a escola para quê? Esse conhecimento de saúde deve ser deve preventivo, que chama prevenção primordial. Começa na escola com orientação sobre educação alimentar, saúde mental, explicar o funcionamento do cérebro, entender que quando você usa uma substância, você tá destruindo o seu cérebro, isso vai ter consequências para sua vida no futuro. Aí você olha, você vai olhar seu pai, seu avô, dá para perceber a dimensão de isso, do que isso tá eh pode acontecer. Então eu acho que isso a tenho que usar a a rede de informação que hoje o pessoal usa que através das mídias sociais, mas sem dúvida nenhuma tem uma questão também que deve ser melhorada e a educação no Brasil vai do mal a pior há muito tempo. Nossa, eu nunca vi andar para trás tão tão rápido em todos os aspectos. Eh, em todos os aspectos. Inclusive no universitário a gente vê com a própria medicina o conceito que tem das um monte de faculdade meqetref que abre por aí e aí estão atendendo pessoas e uma série de coisas tem tudo, não é só o curso de medicina não como um todo. Então acho que esse tem que haver uma reflexão sobre a qualidade de ensino do país e umas mudanças curriculares que possam permitir que o indivíduo crie um antídoto. Porque vai ter gente falando besteira, mas a pessoa tem que reconhecer que aquela pessoa tá falando besteira. E se você não tiver um background, uma formação, uma instrução para isso, você é gado, né? Você vai ser vai ser direcionado. Então, parte disso vem da falta de informação, de preparo em função da péssima educação que a gente tem. Eu não sei o que que estão ensinando, mas não estão ensinando coisa boa. Olha só, né? Se a gente para para analisar a questão que a doutora trouxe aqui, é muito importante porque, eh, como a nossa psicóloga falou, os nossos jovens estão sendo moldado pelos influencers, pela rede social. Nós trouxemos em programas anteriores essa questão do poder de persuasão, né, das pessoas que trabalham como influencer. Só que tem um ponto, um detalhe muito importante que é a pessoa, ela ser influenciadora, ela ter a persuasão, ela influenciar, só que ela não tem o conhecimento, ela não tem o estudo, ela não foi buscar o aprofundar sobre aquele tema. Ela lê algo ali, vamos colocar no chat EPT e tem o poder de persuasão, vai paraa tela, influencia você, você cai, né, na armadilha e vai seguindo aquilo. Só que a pessoa ela não tem formação, não tem formação e também não tem informação. E a gente precisa cuidar com que a gente consome eh nas redes sociais e principalmente os jovens que estão sendo moldados aí eh por essa por essa rede, né? Eu acredito que é é uma faca de dois gumes, né? Eh, Natália, porque a gente tem que nos atentar o que os nossos jovens estão consumindo, porque isso vai impactar direto no comportamento do dia a dia. Uhum. Quando a gente fala de adolescente, é muito importante essa fiscalização da família, né? E como a gente tá falando também do comportamento social a partir das redes sociais, eh a gente precisa estar atento também a a quanto o algoritmo tem entregado esse tipo de conteúdo, porque a gente fala do consumo, mas não é apenas o consumidor, não é apenas o adolescente, o jovem que está consumindo as redes sociais. A gente precisa pensar em como as redes sociais elas são projetadas também, porque se a gente pesquisa, a gente encontra especialistas, a gente encontra digitais, influencers. contando suas experiências, eh, por exemplo, sobre parar de fumar, né? Eu encontrei alguns vídeos relacionados a isso, mas se você vai comparar, a entrega ela é muito menor de um outro influenciador que tá falando sobre um outro assunto que ali é polêmico. E aí, como a gente tá falando de moldar comportamento, eh, de trazer o que a partir daquele conhecimento que não é um conhecimento formal, né? ele traz ali uma expressão, as palavras, ele sabe eh persuadir o telespectador ali, o o consumidor dos vídeos deles, mas a gente precisa entender que tipo de conteúdo tá sendo entregue e porque é esse conteúdo que tá sendo entregue e porque que as informações, os especialistas, eles não têm o mesmo alcance. E a gente às vezes se depara com vídeos muito bem elaborados, eh, especialistas mesmo da área da saúde, da área de saúde mental, fazendo conteúdos muito interessantes e não tem o mesmo alcance, não tem a mesma capacidade de de viralização. a gente precisa entender como que também as redes sociais, o que tem de ganho para elas também, esse tipo de viralização, esse tipo de conteúdo sendo ali disseminado dessa maneira, né, sem uma fiscalização. E aí a gente precisa pensar nessa fiscalização também da família quando a gente fala de adolescentes. E a gente precisa chamar os jovens também para pensar eh nesses conteúdos preventivos, porque eh a linguagem ali dos jovens elas vão ela vai ser muito mais alcançada quando a gente pensa em falar de jovem para jovem também, né? É muito difícil um adolescente parar para assistir um vídeo no TikTok de um especialista, de um médico. Sim. Agora, quando a gente pode ter essa parceria, mas é uma parceria com informação, é uma parceria com estudo, com dados, a gente pode sim agregar esses digitais influencers também a essas campanhas de prevenção. É, campanhas de prevenção, informação, né? informação com a linguagem do perfil do público alvo que a gente precisa atingir. Acho que isso faz toda a diferença. E a questão dos algoritmos é algo assim astronômico, né? Você fala daqui a pouquinho já tá ali. A gente tá aqui conversando sobre eh cigarro, sobre a volta, né, do tabagismo e tal. Se eu for olhar o celular já tá ali, tá? Tem alguma coisa referente a isso que nós estamos falando, são os algoritmos. Então, a gente precisa buscar eh eh a oportunidade que nós temos aí com os algoritmos para trazer coisas que vão nos beneficiar, informações que vão nos beneficiar, né? E a informação tá aí, gente. A informação tá aí. A gente só precisa diferenciar qual que é a informação realmente verdadeira e a informação que não vai te agregar em nada. Agora 8:52. Produção, tá me avisando aqui, a gente tem algumas perguntas, então tá bom, a gente vai até 9:10. Vamos lá. Pode colocar as perguntas na tela pra gente, por favor. Produção, nós estamos aqui com uma cardiologista, especialista, né, em em tabagismo e também com uma psicóloga. A gente tá falando hoje ao vivo aqui no estúdio Câmara sobre essa possível volta, né, da questão aí do tabaco, do cigarro, essa glamorização que tem acontecido principalmente no mercado da moda e indo agora para a as trends, eh, pro Instagram, eh, eh, Facebook, eh, qual que é o outro lá que você me diz? TikTok, né? que no TikTok tá cheio de gente falando da volta do cigarro e postando fotos com cigarrinho no dedo e tal. Gente, precisamos de informações assertivas. Vamos lá. Eh, Helena Barros do Jardim Bandeirantes. Por que a internet acha estiloso quando um famoso fuma, mas condena atitudes bem menores? O público mais jovem perdeu a noção do perigo real. E agora vamos lá, nossa psicóloga. [risadas] Eu acho que é quando a gente pensa de um público mais jovem, aí a gente faz esse recorte para adolescentes, jovem adulto, iniciando a vida adulta, a gente precisa lembrar de uma questão de desenvolvimento, né? Então o o jovem, o adolescente, ele já tem uma baixa capacidade de de previsão de risco, de de compreender risco, né? Eh, se expor também a situações de risco, eh, gera adrenalina. a gente tem impactos também eh que momentaneamente trazem essa sensação de prazer. Então, eh eu não diria que o jovem perdeu a noção do perigo. Faz parte também do desenvolvimento dessa fase não ter essa noção, muitas vezes muito clara dos perigos, ah, de avaliar riscos, principalmente a longo prazo, né? É uma percepção muito baixa de riscos a longo prazo, de planejamentos a longo prazo também. Eh, então a gente precisa olhar por isso. E é por isso que a gente fala das campanhas de prevenção, porque a gente tá falando de um público eh quando a gente foca, né, nos jovens, os adolescentes, a gente tá falando de um público que já tem essa dificuldade de avaliação de risco. E aí a prevenção, a a informação, a conscientização, ela vai eh trabalhar exatamente para trazer essa percepção pros jovens. E e aí a gente precisa sim condenar esse comportamento dos famosos, dos digitais influências em relação ao fumar, mas a gente também precisa olhar para outros comportamentos, né? Eh, não só em relação, a gente tá focando hoje nessa questão da volta do tabagismo, mas a gente precisa sim eh olhar pro comportamento de quem tá na mídia e a gente cobrar também aquelas pessoas em relação ao que eles estão disseminando, ao que eles estão propagando através dos conteúdos, não só em relação ao tabagismo, mas a qualquer comportamento. Eh, porque isso hoje ficou muito sério, né? Essa questão de influenciadores, de influencers, eh, estão moldando o comportamento dos nossos jovens. Então, a gente precisa estar atento. 8:55. Pode colocar mais uma pergunta, por gentileza, na tela, produção. Vamos lá. Quem é que tá com a gente agora? Vamos ver. Marcos Vinícius do Centro. Aqueles cigarros eletrônicos com sabor de frutas ou doces tem os mesmos produtos químicos pesados do cigarro tradicional ou são um pouco mais leves, doutora? Não são piores, com toda certeza. Eles têm outras outras características como os metais tóxicos, né? Porque aquele líquido esquenta. Tem substância que é o propileno glicol e glicerol, que são usados como aditivos alimentares, mas quando aquecidos formam comportos, compostos carbonílicos. E como a pessoa é viciada no eletrônico mais do que viciada no cigarro, ela acaba consumindo mais. Então, o indivíduo que fuma um cigarro, um máximo de cigarro por dia, ele dá 250 tragadas, mais ou menos ao dia para fumar uma carteira, 20 cigarro. A turma do eletrônico compra dispositivos com 10.000, 20.000, 30.000, 40.000 1 puxadas e às vezes fazem isso num intervalo de uma semana, no máximo duas semanas, dando 1000, 2000, 3.000 tragadas ao dia. Então, por consequência, isso explica porque o produto, embora não tenha combustão, porque não tem monóxido de carbono, eh e isso é compensado com outras substâncias presentes no eletrônico que não tem no convencional e novos produtos que vem desse aquecimento desse propilenoglic, que é uma forma de você fazer o aerossolar a nicotina. Só que aquece também todos esses aromatizantes e viram novos compostos. Já são mais de 2.000, que a pessoa impacta o cérebro dela 1000, 2000, 3.000 vezes ao dia. Então não tem como ser bom, gente. É pior. Com toda certeza eu afirmo que é pior. Nossa, né? E e sem falar eh do design, né, desses cigarros eletrônicos, que também, Natália, eh influencia, né, no jovem, porque eh se você para para analisar é proibido, gente, é proibido, mas tem gente que fuma e tem gente que vende. E aí eles são bonitos, né, o design dele assim é bonito e tal. Isso acaba influenciando. O jovem entende isso como de repente uma moda, não é exatamente, né? A estética, a cor, né? Ele foi planejado exatamente para isso, para acessar as pessoas é que já não tinham interesse em fumar. E aí a gente observava também esse comportamento aí na questão de eh de criar exatamente esse comportamento relacionado à moda. Então existia sempre aquele dispositivo eletrônico que estava mais em alta do que outros. Então, quando a gente via numa página de fofoca um famoso segurando algum eh cigarro eletrônico, no dia seguinte a gente já via aumento também de outras pessoas utilizando aquele mesmo, né? Então a gente vai fazendo essa associação, a cor chama atenção, o dispositivo chama atenção e a em contrapartida, nesse momento, algumas pessoas estão deixando de usar por ter alcançado essa informação de realmente ver os riscos, as consequências. também tem uma relação do cigarro eletrônico, ele ser muito relacionado à tecnologia, algumas pessoas estão abandonando, né, para voltar para uma era mais analógica, como a gente conversou antes. Mas ainda assim, eh, ele tá relacionado a essa moda, esse comportamento, é o que chama atenção, é o que o famoso usa, é o que eu vejo nas redes, é o que eu vejo nas fotos das pessoas postam no no nas redes sociais. Então tá muito relacionado. Tudo que é colorido, tudo que chama atenção, alcança também a parcela mais jovem, né? Exatamente. 85. Mais uma pergunta, produção. Vamos lá. Pode colocar na tela, por favor. Você eh está acompanhando o estúdio Câmara. Estamos ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Hoje a gente falando aí da possível volta da estética do cigarro. Não é possível não a volta mesmo, porque já já está aí e a gente precisa ensinar os nossos jovens que isso não é um caminho legal para seguir. Vamos lá. Amanda Pereira do Jardim do Trevo. Reparei que o cigarro voltou com força no cinema. Verdade. Para representar personagens melancólicos e interessantes. Essa estética atrai muito o muito mais os jovens ao vício hoje. Pois é, ô doutora, essa questão, né, do cinema, eu falei também aqui do mundo da moda, né, eh, modelos, lindas modelos aí, eh, performando com cigarros na nas mãos, né? E essa essa estética na avaliação da doutora é o que atrai também. e a pessoa acaba ignorando o risco da nicotina e e vem atraído por essa estética. Poxa vida, eh cinema eh eh eh modelos, mercado, mundo da moda, o que a gente consome está mostrando pra gente que o cigarro tá aí, né, no topo. E aí como é que faz? É assim mesmo? Eu acho que tem que ter legislação muito simples, sabe? Assim, por exemplo, quando você pede, pega alguém vendendo um produto legal, seja cigarro, eh, maconha, qualquer, tem que ter multa, não é cadeia, porque essa rede vive de dinheiro. O consumo desses produtos traz dinheiro para quem comercializa. Então, nada melhor do que a comissão vira através da renda. Ou seja, você pegou um camarada vendendo cigarro eletrônico na rua. Ah, é tanto de multa. Aí reincidiu, é mais tanto de multa, é até que fica inviável o indivíduo tentar fazer viver desse comércio ilícito e legal. Então eu estamos falando da TV câmera, né? Então acho nada melhor do que falar diretamente aos aos políticos que fazem leis, né? Que tem uma que podem legislar de criar mecanismo mais inteligente para contrapor. E quando alguém no cinema quiser induzir alguém, tem que fazer que nem na propaganda do cigarro. Vocês lembram? Antigamente apareceu uma tarja lá no final, um anúncio enorme que eu tenho certeza que o diretor do do filme ou qualquer pessoa que tá colocando, inserindo, porque isso tem um interesse econômico, aquela pessoa não tá fazendo aquilo por acaso, a indústria do cinema do do cigarro tá patrocinando, como fez isso nos anos 50, 60, 70, depois parou quando as pessoas pro cigarro economicamente para dar cada R$ 1 e se ganhava de imposto. se gastava nove com doenças tabac relacionada, o negócio não ficou bom. E agora voltou com a influência desses novos produtos, esse espaço tendo e a indústria usando dos mesmos artifícios que ela usou sempre. Só que agora a gente conhece, então cabe a nós tomarmos as medidas que a gente sabe que são eficientes. Dinheiro sempre se traduz em dinheiro. Então eh eh fazer as advertências para ah, eu quero colocar um personagem no meu filme ou numa novela. No mesmo tempo que você teve esse espaço para divulgar e promover esse produto que sabe que a gente faz mal paraa saúde, tem que ter o contraespaço para que se crie um ambiente cigarro, faz mal à saúde, causa câncer, como aconteceu no próprio masso, na embalagem do cigarro. Então é isso, eles vêm de um lado, a gente vem do outro. E com essa política o Brasil conseguiu reduzir bastante o número de fumantes. Apesar desse crescimento, a gente veio de taxas que caíram, eram 30% da população fumante. Chegamos a 9.5 em 2023 e agora a gente tá com 11.6, como você colocou. Então é um alerta para que a gente volte a ter esses mecanismos, porque foi um furo que foi o cigarro eletrônico veio com um novo produto, mas ele é um produto antigo com os mesmos problemas e mais alguns desses eh novos, como eu mencionei, ser um dispositivo que oferta nicotina em alta concentração, além de metais tóxicos, um monte de outras substâncias, eh, que uma autoexposição até agrava as condições de saúde. Então é disso, né? Eh, eles fazem de um lado, a gente tem que fazer do outro, né? Eu acho que é por aí. Muito bem. É o que a gente tá fazendo aqui no estúdio Câmara hoje, conversando com você que tá em casa, falando sobre essa possível volta, né? A estética do cigarro. Estética, né? Estético para quem agora nos filmes a gente percebe realmente se você for olhar a volta e com tudo no cigarro, né, Natália? Uhum. E esteticamente quando a gente quer construir ali, né, pensando no cinema, essa cena melancólica, como eh a gente recebeu ali na pergunta, eh o cigarro, né? Então o ato ali de fumar, ele tem esse apelo de criar essa atmosfera e é o que seduz muitas pessoas, né? Porque a gente tá moldando um comportamento, a gente tá associando essa melancolia à tristeza, ao ato de fumar. A cena é toda construída para parecer bonita e visualmente a gente pode achar bonito, mas a gente precisa entender as consequências, né? Porque quando a gente foca apenas na imagem e na performance, uma palavra que a gente tá usando bastante hoje, a gente foca muito apenas no momentâneo. Então, pode ser bonito para uma foto, pode ser bonito para uma cena, eu posso eh olhar para aquilo e me sentir seduzido, mas eu preciso entender que não é só o momento, não é só o ato, não é só o apelo emocional que eu tô construindo ali com a cena que eu quero eh construir para definir o personagem, a história. preciso entender o impacto disso, né, para minha saúde quando eu estou assistindo. E os produtores de filme, os produtores dos conteúdos, eles precisam entender e qual que é o impacto de uma cena que muitas vezes vai ser curta, mas para quem tá assistindo, como tá moldando o comportamento, como a gente tá trazendo hábitos antigos, mas numa nova roupagem, mas também é uma expressão, um uma maneira de se expressar, um comportamento que também é antigo, mas que a gente tá trazendo novamente. Eu preciso ter consciência do que eu estou gerando também. Eh, para quem me consome isso? Para qualquer tipo, para qualquer nicho, né, para qualquer mídia. Eu preciso ter essa consciência de quem tá consumindo meu conteúdo, o que eu tô trazendo ali de construção e de impacto para pras pessoas. É o impacto, né, que isso deixa na vida das pessoas, principalmente quando a gente fala aqui de jovens e adolescentes que estão sendo sim impactados com essa possível volta, né, do consumo do cigarro ou do tabaco, do cigarro eletrônico, enfim. né? Tudo isso que a gente sabe que já foi nos ensinado, que não é bom para saúde, nem física, nem mental, né? E que temos leis também que proíbem eh eh o uso de cigarros em estabelecimentos públicos, privados e aí por diante. Então, se você parar para faz um retrocesso, dá uma olhadinha de como foi antes na televisão antes, podia ter aquelas propagandas maravilhosas que eram bonitas, né? É. E realmente para impactar e para seduzir as propagandas do cigarro. Depois vieram as campanhas, eh vieram as leis e aí hoje volta tudo novamente com essa possível eh retrocesso, né, do do cigarro do tabaco e dessa estética aí que nós estamos vendo através das redes sociais. Tá vendo só como as redes moldam o comportamento, né? A gente tem que tomar cuidado e não se deixar levar eh por essas influências negativas aí. 96. Eh, dá tempo para mais uma ou a gente pode encerrar a produção? Dá tempo para mais uma. Então, vamos lá. Breno Silva do Nova Europa. O estress do dia a dia realmente justifica o uso do cigarro como calmante ou o corpo e a mente ficam ainda mais ansiosos depois de fumar? Pois é, a Dra. A Jaqueline trouxe pra gente essa questão eh eh do fumo como um, entre aspas, remédio para a ansiedade, o estress do dia a dia. Doutora, pode, por gentileza, responder o nosso telespectador. Ótima pergunta. Então, no primeiro momento, a sensação que o indivíduo tem é de que ele acalmou. O fumante mesmo fala: "Eu tô pegando fogo aqui se eu fumar". Mas a labareda fica acesa? Então os estudos mostram claramente que as pessoas, embora não tenha essa automedicação e se condicionam a isso, quem é fumante se condiciona exatamente assim a usar o cigarro diante dessas situações, a parada vai causer causar um desconforto enorme se não for adequadamente tratado. Só que quando o indivíduo é adequadamente tratado, há uma melhora da saúde mental. Então parar de fumar é um momento até oportuno pro indivíduo crescer no aspecto de saúde mental. Ele evolui quando ele passa pelo pelo tratamento adequado da dependência nicotina, ele estabiliza melhor o humor, ele desce um lance do nível de ansiedade que ele tá, porque o fumante ele eleva a sua ansiedade basal pelo uso da nicotina. Quando ela sobe, ela fuma mais. Aí ele fica oscilando, mas sempre num patamar acima. E quando o imido para de fumar adequadamente hidratado, esse patamar de ansiedade desce um lance para baixo. Então ele acaba lidando com as emoções de uma maneira melhor quando ele já supera o processo da dependência nicotina. Então parar de fumar melhora a sua mental, embora as pessoas usem como entre aspas remédio, não é um bom remédio. Existem outras formas muito melhores como a própria atividade física e as mudanças que se acontecem na vida de quem para de fumar. Geralmente o indivíduo é sedentário, passa a fazer uma atividade física com regularidade, que também regula a emoção. Eh, é esse além do dos aspectos benéticos para saúde. Então, assim, é um mau uso de uma substância que piora a saúde mental, mas que o indivíduo que tá repetendo essa situação, normalmente acaba fazendo uso e quebrar esse ciclo é a virtude do tratamento do tabismo com o melhor impactante na saúde mental. Muito bem, Dra. Jaqueline, né? e a gente já vai para as considerações finais. Então eu vou passar para a pra nossa psicóloga Natália as considerações finais. Eu quero agradecer a sua participação, a sua presença com a gente. Aproveita, deixa aí uma mensagem, né, para os nossos telespectadores, principalmente os jovens e adolescentes e até os pais, né, que estão passando de repente por esse momento em casa e não sabem nem como reagir diante da notícia, mãe, eh, eu acho que eu vou fumar, né? Ou então vê lá um cigarro, uma carteira, né? Carteira, masso de cigarro escondido na gaveta do filho. Faz comida daí. Considerações finais. Quero agradecer sua participação. Eu agradeço também. Eu acho que pros familiares é muito importante tá acompanhando de perto tanto o consumo das redes sociais, uma fiscalização das redes, observar também os comportamentos, o comportamento dos amigos e a comunicação em casa, ela faz toda a diferença, né? Então, a gente precisa ter esse olhar de proximidade, de parceria na criação dos filhos para que o familiar, né, o responsável, ele possa ser esse meio também de informação, de comunicação, buscar por essa conscientização, a parceria com a escola, a parceria com outros eh outros familiares, com outras instituições onde o adolescente ele frequenta. E pros jovens adolescentes que começaram, que estão pensando em começar a voltar a fumar, acho que é muito importante a gente não esquecer do impacto a longo prazo pra nossa saúde física e a nossa saúde mental. Então, não se seduzam pelo eh imediatismo eh do prazer ali que o uso do cigarro, do cigarro eletrônico traz para essa sensação de bem-estar, para essa calma ali em relação à ansiedade, porque o benefício ele não existe. É uma sensação muito falsa de prazer que a nicotina proporciona e ela é muito momentânea. E a gente vai buscando por essa sensação e realmente a gente cria essa dependência e a gente se encontra numa relação de vício, né? Então é, tomem muito cuidado, não comecem, não experimentem e não se sintam seduzidos também por essa eh por essa estética maravilhosa. Nossa psicóloga, muito obrigada pela sua participação, viu? Ótimo. E a gente agradece também a nossa doutora, né, cardiologista, especialista em tabagismo, ajudando muita gente a deixar esse vício. Doutora, muito obrigada pela sua participação, pela sua presença, pela sua entrega e ensinamentos pra gente hoje aqui. Gratidão. Eu que agradeço. E e já que existe uma volta ao passado, que as pessoas eh os jovens, né, recuperem a a maneira saudável com o que a gente viveu no passado, que era interagindo, dançando, eh fazendo jogos, né? Tem muita coisa melhor do que consumir droga, gente. E o fato de você ser acolhido por um grupo e fazer coisas legais, né, que podem ser feitas sem consumo de substâncias psicoativa. Você tá e unido, estando amparado por outro, estando inserido, mas fazendo coisa legal, não essas coisas assim que furada, né? acaba com o dinheiro, acaba com a saúde e aí fica a pessoa dependente, vulnerável, não tem menor sentido. Então, tá na hora de resgatar os valores, os valores bons da convivência humana, né, da interação, da entrega, né, do companheirismo, da amizade. Porque não é legal. Se você é fumante, cara, não ensina isso pro teu amigo. Se você é um amigo de verdade, se você quer vir aquela pessoa, uma roubada. Então, se você tá com comportamento errático, não ensina, não incentiva o ao seu colega a fazer isso. Procure ajuda, acho que é importante. Dependência nicotina é complicada, as pessoas têm dificuldade em parar, por isso que elas fazem a transição de um produto para o outro, mas tem tratamento e cabe o indivíduo ter a tomada de decisão para que a gente só consegue tratar quem tem essa decisão tomada. Às vezes tem um processo de amadurecimento que ele vai ter que passar por isso até ele entender eh que talvez com seus 24, 25 até mais tempo de idade, ele entenda que tá na hora de parar, que é quando eu tenho recebido os homens eh eh nessa faixa etária em geral. É isso aí. A vida é boa, mas tem que saber escolher as coisas melhores da vida, né? Muito bem, Dra. Jaqueline, muito obrigada pela sua participação, pela sua presença. E você de casa também obrigada, né, por estar com a gente aqui na TV Câmara Campinas. A gente vai encerrando o nosso estúdio Câmara de hoje. E apesar da estética, gente, o cigarro realmente é algo que não precisa fazer parte da [música] sua vida, tá bom? Amanhã nós temos Estúdio Câmara e vamos trazer um tema que pode estar mais [música] perto do que muita gente imagina. Hum. Dormindo com um estranho. E agora, hein? É delicado esse tema, hein? O chamado divórcio silencioso quando casais continuam juntos, mas emocionalmente desconectados. Gente, que confusão na saúde mental, hein? Um relacionamento que não termina, mas também não existe mais. [música] Até que ponto a ausência de conflitos é realmente paz e quando o silêncio passa a ser um sinal de ruptura? [música] Vamos conversar sobre isso, né? Amanhã a gente te espera a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. A ÍRA tá chegando aí com [música] informações atualizadas, né, do Brasil, aqui de Campinas, estado de São Paulo, mundo, cotação de euro, dólar e ao meio-dia nós temos Câmara Notícia. Lembrando que às 18 horas às 6 da tarde tem a reunião ordinária com votação de projetos. Você pode participar ao vivo no plenário também pelo YouTube da TV Câmara Campinas e a gente transmite [música] ao vivo para você aqui. Então, grande abraço, fique bem, continue com a gente e até amanhã. Ciao. Ciao. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]