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[música] tá aí ligadinho com a gente aqui na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo para você. Como é que você tá? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo e vai ficar melhor ainda porque a sexta-feira só tá começando dia 10 de abril. Seja bem-vindo. Gente, seguinte, o assunto de hoje é delicado, mas ele está cada vez mais presente na vida das famílias brasileiras, né? Hoje a gente vai falar da puberdade precoce. Você já parou para pensar no que acontece quando o corpo de uma criança começa a se transformar antes do tempo esperado? [música] Então, meninas com sinais de puberdade antes dos 8 anos, meninos antes dos vecem [música] rápido, mas as emoções ainda estão na infância. E junto com essas mudanças vem também o olhar do outro, o julgamento, a dúvida, a incerteza de como conversar com essas crianças ou adolescentes. O resultado pode ser uma confusão emocional, ansiedade, [música] vergonha e até um isolamento social. E a pergunta que fica é: uma criança lida com um corpo que amadurece antes da sua própria mente. [música] É bem delicado e confuso, mas a gente vai tentar entender porque as nossas profissionais já estão no estúdio. Então você mãe, você pai, você [música] cuidador, né? Olha, convida outras pessoas que você puder para compartilhar e assistir o programa de hoje que tá bem interessante. [música] Nós precisamos aprender como lidar com a puberdade, né, precoce das nossas crianças. E isso tá acontecendo muito. A gente tem dados. Daqui a pouquinho eu trago para você. Quero te convidar para você participar conosco. Manda sua mensagem através do nosso WhatsApp que já tá na sua tela, 199729377. enquanto você manda sua mensagem, a nossa produção eh está com você. Então, pode ficar à vontade, a gente atualiza algumas informações do legislativo, a previsão do tempo pro final de semana e já já eu venho apresentar apresentar então as nossas convidadas e começar a falar desse tema que é muito importante e delicado, mas precisa ser debatido. Vamos lá com informações. Então, a Câmara Municipal de Campinas está com inscrições abertas para o programa Câmara Universitária, uma iniciativa da Escola do Legislativo de Campinas, Elecamp. O projeto oferece a estudantes universitários a oportunidade de conhecer o funcionamento do poder legislativo e acompanhar a rotina de trabalho dos dos servidores em diferentes áreas. Os participantes vão receber certificado de presença e poderão acompanhar atividades em 16 [música] setores da Câmara. A ação está prevista para o dia 27 de abril, das 3 da tarde até às 6, [música] né? As inscrições podem ser feitas até o dia 22 pelo site oficial aqui da Câmara de Campinas. Então, olha, eu vou te falar que super vale a pena, é uma mega experiência, então participe. Mais informação chegando para você. O governador do estado de São Paulo esteve aqui em Campinas ontem e anunciou a publicação do edital para a construção do Hospital Metropolitano de Campinas. O anúncio foi durante o evento da Caravana 3D. A publicação do edital está prevista para hoje no Diário Oficial do Estado. O hospital será de média e alta complexidade com 400 leitos e terá investimento estimado aí de [música] 553 milhões com o prazo de execução de 24 meses. O hospital deve ser referência regional em especialidades como neurocirurgia, ortopedia, cardiologia, urologia, cirurgia vascular, cirurgia plástica e psiquiatria. A construção deve ser em um terreno de aproximadamente 35.000 m², que foi doado pela prefeitura de Campinas. [música] Esse terreno é na Avenida Prefeito Faria Lima e várias e vias adjacentes ali, né? O espaço anteriormente, só para você se localizar, abrigava a Coordenadoria Departamental de Veículos Leves. Então, eh, esse anúncio aconteceu ontem e hoje vai ser oficializado no Diário Oficial do Estado. Uma boa notícia para Campinas. A gente torce, espera, espera que [música] dê super certo, tá bom? Previsão do tempo chegando para você. Vamos lá. Finalzão de semana batendo na sua porta. Hoje é sexta-feira, sol com algumas nuvens, chuva passageira durante o dia. À noite o tempo fica firme, né? Mínima 19, máxima 25. Vai ficar fresquinho hoje, hein? É típico de inverno. Sábado, gente, sol com muitas nuvens durante o dia, períodos de céu nublado, noite com nuvens, mas não chove no sábado, né? Mínima de 18, máxima de 27. E pro domingo, mínima 18, máxima [música] 27 também. pancadinhas de chuva à tarde e o dia e à noite [música] com muitas nuvens. Então essa é a previsão do tempo para hoje e para o nosso final de semana. [música] Vamos lá, então. O tema de hoje, puberdade precoce. Olha só, um estudo recente da Universidade Federal de Santa Catarina trouxe um dado que chama atenção. Crianças brasileiras estão entrando na puberdade mais cedo do que a média observada em países do hemisfério norte. Segundo a pesquisa, meninas apresentam sinais iniciais por volta dos 8 anos e esse fenômeno não acontece por acaso. Especialistas apontam eh fatores como sedentarismo, a alimentação ultraprocessada, aumento de obesidade infantil, exposição às substâncias químicas presentes em plásticos e cosméticos, além do estress e mudanças no estilo de vida. Inclusive, gente, o período pós-pandemia, quando as crianças ficaram mais tempo em casa, com menos atividade física, mais telas e maior impacto emocional. Outro dado importante, a incidência de puberdade precoce é de 5 a 10 vezes maior em meninas e os efeitos vão além do corpo, porque quando o desenvolvimento físico antecipa, a maturidade emocional nem sempre acompanha. E é justamente esse descompasso que acende o alerta. pra gente aprofundar esse tema, pra gente entender as causas, os impactos e os caminhos possíveis. Vamos apresentar então as nossas convidadas de hoje. A gente recebe com muita satisfação Fernanda Fernandes, ginecologista e obstetra. Ela é auditora, gestora médica e mestre em saúde coletiva. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Muito obrigada pelo convite. Muito obrigado a todos e espero esclarecer alguns pontos importantes. Maravilhosa para completar o nosso time de hoje, ela que sempre dá um sim, né? Quando a gente chama a Viviane Secata, ela é psicopedagoga, neuropsic, trabalha com neuropsicopedagogia clínica, é especialista em Tas. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua presença mais uma vez. Eu que agradeço. É sempre um prazer estar aqui para conversar sobre assuntos tão importantes. Mais prazer ainda de estar aqui junto com a com a Fernanda, que eu já vi que a gente tem uma sinergia maravilhosa. Ai gente, isso aqui é tão bom. Você sabe que eh o nosso programa tem isso, né? Além de informar, levar a informação, trocar informação com vocês, nós, os convidados sempre fazem e aquela conexão tão gostosa que sai daqui do programa e vai pra vida. E a gente fica muito feliz com isso e claro, nada é por acaso, né? Então vamos lá, gente. Ó, Fernanda, vamos lá, Dra. Fernanda, quando a gente fala em puberdade precoce, o que exatamente caracteriza esse quadro e quando os pais devem ficar atentos, porque alguns sinais eles começam sutis e podem passar despercebidos. Para explicar o que é puberdade precoce, vamos explicar o que é puberdade. A na puberdade, tanto no menino como na menina, são vão aparecer alguns car, é uma fase de transição da infância para fase adulta, onde os hormônios vão começar a a atuar para pra fase reprodutiva dessa criança. Então, algumas transformações no corpo vão ocorrer. A menina, por exemplo, começam a aparecer pelos embaixo do braço, nas axilas, pelos nas nas regiões genitais ou pelos pubianos, a o corpo da menina começa um acúmulo de gordura, o quadril começa a ficar mais largo, a cintura se se começam essas transformações que ela fica mais com um corpo mais próximo de uma mulher. Uhum. Como você bem disse, Rúbia, a na menina isso acontece mais precocemente do que no menino. 8 anos. A gente fala na menina que é puberdade precoce quando esses caracteres começam a aparecer antes dos 8 anos de idade. Nós temos até alguns casos de aparecer esses caracteres em crianças de 5, 6 anos de idade. Au! Tá? Também na puberdade ocorre aquele crescimento, aqueles tirão do crescimento, né? Então, muitas mães, muitos pais ficam preocupados, ai, ã, meu filho tá crescendo muito, vai ficar baixinho, então calma. E e também é a fase na menina que vai preparar essa menina para a menstruação. No menino ele ocorre a partir dos 9 anos de idade, também vai preparar esse menino paraa fase reprodutiva. E quais as transformações no corpo desse menino? Testículo começa a aumentar de tamanho. Também começam a aparecer pelos na região genital, no escroto, na virilha. às vezes em algumas partes do corpo também axila. Outro detalhe importante que às vezes a gente esquece, um cheiro mais forte por causa desse aumento de pelos, tá? Então, e a criança e no menino esses tirão um pouco mais tardio, porém começam a ver alguns crescimentos de desformes do corpo, então o pé fica maior, eh, o nariz fica, então a criança ela fica, o corpo não tá conduzendo com a idade dessa criança, [limpando a garganta] tá? Então, uma criança muito alta paraa idade, eh, começa com alterações genitais. Então, esses são os sinais de alertas paraa população para ficar atento. Isso quando ocorre antes, muito precocemente aos 8 anos, na menina e no menino 9 anos. Perfeito, doutora. Agora vamos lá, do ponto de vista psicológico, né, Viviane? Ã, o que que o que acontece ã na na mente dessa criança que está passando por essa situação? Ela se olha no espelho e ela não se reconhece mais aquela criança, ela tá vendo uma transformação, mas ela não tá entendendo o que está acontecendo. É uma confusão muito grande, imagino eu que seja, né? Sim, é uma é uma super de uma confusão quando ela percebe, porque às vezes a própria criança não tem uma boa um bom olhar corporal, uma boa identidade ali e ela nem se toca. ali na ingenuidade dela, porque o corpo tá mudando, mas a cabeça não tá mudando. Então, às vezes, ela não percebe, mas o amiguinho mais velho percebe, o irmão percebe e aí começam a falar, né, a sofrer bullying, inclusive. Isso. Eh, porém também tem as crianças que sim, que elas percebem e começam a ficar incomodadas e aí pode gerar uma irritação, um estresse e ninguém entende, mas por que que tá mais nervosa essa criança? Que que tá acontecendo com essa criança? E os pais também que estão ali todo dia, às vezes não percebe esse aumento de peito na menina, por exemplo, que tá todo dia vendo, nem percebeu, né? Eh, mas percebeu que a criança tá irritada. E aí precisa às vezes alguém de fora chegar e falar: "Olha, você não tá vendo que talvez esteja alguma coisa hormonal acontecendo?" E às vezes em consultório eu mesmo falo, me chega uma criança muito estressada, eu falo: "Eh, mas será que não é hormonal? Será que você não percebeu que ela começou a ter um cheirinho diferente, que tá tendo algumas características aí de puberdade aparecendo?" E às vezes o pai fala: "Não, eu não percebi, né?" Mas por quê? Porque ele tá todo dia e a vida é muito corrida. A gente entende, a gente não crucifica não esses pais. a gente tem que acolher o pai também, né? Mas existe isso. Então, a criança pode às vezes nem perceber e é um outro que percebe, pode começar a pegar no pé dela, coitadinha, ou às vezes ela percebe e ela muda o comportamento. E aí a gente precisa entender o porque o comportamento mudou, se é isso ou não. É, então essa mudança de comportamento, quando a gente vai pro ambiente escolar, né? Eh, esse amadurecimento físico precoce, ele pode impactar o foco, a autoimagem da criança frente aos colegas. Eu digo ambiente escolar porque a gente tá falando, né, de crianças, então elas vão paraa escola. É, é essa é é a rotina, né? E na escola, né, essa essa essa questão da puberdade precoce pode eh também ocasionar um afastamento dessa dessa criança? Sim. Ah, pode causar um retraimento. Então, alguns pleno verão brasileiro, eles estão de moletom com capuz, inclusive se escondendo. Então, por que que aquela criança tá se escondendo? Tá sentado lá no fim da sala, todo retraídinho, na hora de alguma atividade fora da sala, não quer ir, prefere ficar sozinho em algum lugar, até pensar, será que ele é autista, né? pensar em alguma outra coisa, mas às vezes é a criança se escondendo. Então o olhar daí do educador precisa também ser apurado. Esse educador tem que tá, né? Mas por que será que essa criança tava na frente sem capuz e de repente ela mudou esse comportamento? O que que tá acontecendo? Uau! Pega a visão da Viviane, gente, que interessante, porque quando você falou do moletom e do Capuza, a gente já fez um programa aqui falando sobre o o a as roupas, o comportamento, né, de crianças e adolescentes. E essa questão do moletom e do capuz, você fecha os olhos, você imagina uma sala de aula e eles ali, né, escondidos, fechados. Mas por que será, né? A gente precisa estar atento aos detalhes da nossa criança, dos nossos adolescentes. Agora, doutora, o que que tá por trás disso tudo? É alimentação, é ambiente? É genética, é tudo que a gente tá vivendo hoje? Qual que é a avaliação que a doutora faz? Os estudos de maior evidência apontam que existe uma causa genética e uma causa e a obesidade está por trás disso. Então, como você bem disse, Rúbia, eh alimentos ultraprocessados, o sedentarismo, a falta de atividade física leva essa criança a produzir hormônios antes da hora, né? Então, o que que acontece? E o, é importante eh, o que esses pais tenham uma regra na alimentação dessa criança. A gente sabe que eh alimentos naturais hoje em dia o custo é maior do que os ultraprocessados. A gente tem que tomar cuidado. Ai, mas eu não sabia que esse bolinho de banana, se ele não é, foi feito em casa, ele não é natural, ele é ultraprocessado. Mas o salgadinho, doutora, eu eu não deixo o meu filho comprar, mas vai pra escola e e e tenha essa acessibilidade aos alimentos ultraprocessados. O que eu recomendo com eh para para evitar a obesidade no fim de semana não tão trabalhando, vão fazer atividades físicas ao ar livre com essas crianças, tá? Vamos observar essas crianças. E Rúbia, se você me permitir, eu queria dar uma entrada no que você tá falando e a Viviane sobre eh eh na escola. Uhum. Sobre o bullying. Sim. Eh, as crianças elas são muito espontâneas e elas vão falar se você tá com uma mililo maior, se você tá com a roupa e tá se escondendo e não tá tendo amizade, ela vai falar que seu narigão tá tá maior, ela vai falar que você tá cheirando mal, entendeu? E não é por mal, né? Elas fas o córtex préfrontal não tá pronto. A criança fala, ela é espontânea. Uhum. Isso. E isso eh pode lá no futuro, que é mais a minha área, gerar transtornos na sexualidade da criança. Então também cabe aos pais conhecer o que é a sexualidade no pré-púlubber e no adolescente para não assustá-lo. Sim. Entendeu? A criança, o bebê já manipula seus órgãos genitais. É autoconhecimento, é natural. A gente como educador, eu vou usar a palavra que você usou como educador, não podemos falar isso é certo ou errado. Isso tá te trazendo algum prazer? O que que isso lhe traz? Tentar eh entender por trás das atitudes dessa criança o que ela tá sentindo? Não falar: "Ah, isso não pode, ah, isso é feio". Tá? Vamos tentar entender porque o na fase adulta isso pode trazer transtornos na sexualidade. E nós temos uma fase, não é, Viviane? Muito da adolescência que é aquela fase que alguns adolescentes não estão sabendo aonde se colocar no gênero. Exato. Exato. Né? Hoje mais do que nunca. E aí mais sofrimentos, porque e é e esse eh essa falta de autocuidado, a criança não saber onde ela tá colocada nesse mundo, se ela tá fazendo certo ou errado. O que que acontece? Ela desenvolve certas defesas que podem causar algum problema no futuro emocionalmente e na parte da sexualidade. Então era esse gancho que eu queria pegar de você. Posso continuar? por favor. Foi, acho que sim, primoroso o que você acabou de falar, Fernanda, né? E você começou a sua fala falando: "O pai não pode falar que isso é certo, que é errado. O pai precisa sentar com a sua criança e explicar o que é esse aumento aí no corpo, essas novas características. Porém, os pais não estão preparados. Os pais, para eles, isso é é um tabu. Os pais não conseguem conversar nem sobre a sexualidade deles. Uhum. Por n razões. E como que ele vai endereçar isso com os seus filhos? Então, eh, os pais precisam se educar, os pais, os pais precisam se preparar para ser pais paraa hora que chega situações como essa. Eles têm um repertório tanto emocional quanto de vocabulário, de entendimento do assunto para fazer essa conversa. Se o pai não consegue porque é tímido, porque tem os seus problemas, né, com a sua própria sexualidade, que chame um profissional. Então o próprio próprio ginecologista dessa mãe, não é? Então eu estou muito acostumada. Ai do menstrua, mas eu não sei conversar com a minha filha, o meu menino tá com a mama aumentada, precisa fazer cirurgia, traz pra gente. Eu atendo também meninos, sabe? Uhum. Porque exatamente, às vezes o pai e a mãe não sabem como abordar aquele assunto com a criança e pede ajuda do profissional de saúde para isso. Eu achei excelente. É isso mesmo. Então é não ter vergonha de pelo se você não consegue vai pedir ajuda. Uhum. Né? Ah, mas é caro. Sim. Alguns profissionais são caros, mas às vezes você tem então alguém na família que tem um pouco mais de entendimento, né? Eh, ou o próprio Sistema Único de Saúde, eu sei que é difícil, mas tem ótimos profissionais ali que às vezes você consegue. Eh, as faculdades, por exemplo, as faculdades eh tem as clínicas de psicologia, não é? Ou mesmo, talvez as clínicas até com os profissionais médicos que possam ajudar. Então, é, às vezes até mais ter um pouco de boa vontade, falar, né? Não, eu vou parar, vou pensar o que que eu vou fazer sobre isso para ajudar o meu filho, porque eu não posso só deixar assim. Isso, exatamente. É um olhar eh, com cuidado e com atenção nessa fase da vida. E aí ah, nós vivemos uma vida frenética. Isso aqui eu falo todo dia. Todo mundo tá correndo para lá e para cá. E a gente acaba deixando as nossas crianças. Você tá indo pra escola, tá se alimentando, tá dormindo, tá com o celular na mão, beleza, tá ótimo. Quando você vê o tempo passa tão rápido, a sua criança já não é mais criança e você nem sabe o que que ela é, se ela é um adolescente, se ela já tá chegando na fase adulta, a criança também já não sabe mais o que ela é. é aquela confusão total e você precisa conversar e você não sabe como lidar com isso. Aí você fala: "Ah, mas a escola tem que ensinar". Não, a gente precisa dar, né, a base, a sustentação. A gente precisa conversar. Ah, mas eu não tenho tempo. Pega lá, você vai levar na escola o trajeto, né, de casa até a escola. Vai conversando, vai tentando, vai tirando, vai, vai deix e eh transmitindo confiança, né, para que essa criança possa conversar com você. Porque tem a abordagem também que a gente não pode eh ir de forma brusca, porque daí a criança vai, a criança, né, que tá na pré-adolescência, ela vai se fechar e ela não vai conversar com você. Então, a gente precisa entender e ir com bastante calma. Agora, a gente tá falando de crianças e adolescentes nessa fase de puberdade precoce, resumindo, confusão generalizada com eles e com os pais também, porque a maioria não sabe como lidar. Agora, Viviane, TEA, transtorno do espectro autista, eh, crianças neurodivergentes, de acordo com informações e pesquisas que nós fizemos, elas têm uma tendência em ter sim essa puberdade precoce. Aí você avalia como ah os pais vão conseguir lidar, já lidam com a neurodivergência e aí precisam lidar com a puberdade precoce de uma criança neurodivergente. Me socorre. [limpando a garganta] Como que você vai explicar? Como que você vai falar? É por isso que a gente precisa de orientação, gente. Vamos lá, Viv. É por isso que essas crianças neurodivergentes, na teoria, porque eu sei que é difícil, precisam ter uma equipe multidisciplinar atendendo a dispor. Exatamente. Uhum. Isso é fácil no nosso país? Nem nem nos outros, viu? Eu tenho atendido pacientes, eu atendi um paciente da Alemanha, atendi um paciente dos Estados Unidos, vieram para cá de férias para fazer avaliação porque não conseguiam acesso lá. Então a gente às vezes fala muito mal do nosso país, mas isso é global, é, né? Isso é muito comum também no meu consultório também. Sim. Então assim, a gente é a gente tem uma expertise muito boa aqui. Sim, porque eles não têm acesso. Não tem acesso. Eu atendi recentemente um casal que veio da França, eles tinham um seguro saúde e não tinha acesso, tinham que vir pro Brasil ol para poder ter o atendimento. Eu tenho uma filha no Canadá, eh, com algumas situações de neurodivergência também, eh, adulta já, super funcional e ela vem pro Brasil uma vez por ano para fazer checkup. Olha [risadas] só, gente, olha só. Então, assim, a gente, por pior que seja, o nosso sistema de saúde, ele é muito bom. Sim, mas muitas pessoas não têm acesso, né? a gente sabe disso. Então, voltando na pergunta que você fez, o ideal é que tenha essa equipe multidisciplinar para poder endereçar cada situação que aparece com ah esse TEIA ou com o Tdah, por exemplo. E é muito normal ter essa hipersexualidade, isso aparecer sim. Eh, e aí a família tem que tá mais bem educada ainda para conseguir lidar com isso ou acionar o profissional que vá fazer esse endereçamento. Muitas famílias acaba deixando isso pra escola. É, exatamente, né? Não vai pra escola, resolve lá. Professora, põe um bilhete para professora, meu, peguei meu filho, eh, com os shorts abaixados, se masturbando com 8 anos, porque é muito normal de acontecer. Nossa, é a coisa mais natural, a coisa mais rica, linda desse mundo. O problema é que a gente vem de uma cultura Uhum. um pouco que castrou isso, que nos sufocou em relação a isso, mas é algo muito natural a criança se conhecer. A gente tem que se conhecer, né? Isso faz parte da saúde. Exatamente. Tá crescendo, tá se desenvolvendo, está curioso. Uhum. Eh, só que se a gente vai pegar um neurodivergente que tem questões sensoriais, que é retraído socialmente, que não consegue às vezes explicar com palavras o que está sentindo, o que está passando, aí fica a essa dificuldade. Então, pode passar por algum, né, algum processo social que pode prejudicar. Pode fazer. exemplo que eu dei, pode tentar fazer lá na escola porque não tem esse filtro que não sabe, que pode fazer isso no quarto, mas não pode fazer isso na escola, não é verdade? Exato. Eh, a privacidade, a gente tem que ensinar pras nossas crianças a questão da privacidade. Até onde eu posso chegar que eu não vou invadir a privacidade do outro. Então, começam com coisas simples. Eu vou ao banheiro, eu fecho a minha porta, eu tenho o meu momento. Sinais de alerta com pai e mãe, não estou me sentindo bem, mãe, pai, alguma palavrinha chave, entendeu? Mas tem que ter a privacidade, como os pais têm que ter privacidade. Porque eu tenho algumas gestantes que que eu faço parto e depois acompanho que elas falam que depois que ganham filhos não conseguem ir ao banheiro sossegada. Verdade. Então, a gente tem que colocar alguns limites. Não é falta de amor, é excesso de amor. Quando a gente fala também que eh não é a quantidade, mas é a qualidade do tempo que a gente fica em casa e que a gente coloca certos limites, a gente coloca certos valores pros nossos filhos, a gente está educando nossas crianças. É isso mesmo. Posso continuar o G? [risadas] Eh, quando a gente fala de privacidade também tem a questão dos pais que muitas vezes estão com aquele filho dentro do [limpando a garganta] quarto, porque por n razões resolveu que é gostoso que o filho durma eh com eles na mesma cama. Isso dá um programa inteiro. Sim, verdade. E eles vão ter relacionamento sexual com aquela criança perto ou às vezes na na cantinho da cama ou numa cama do lado. Então essa essa falta de privacidade, né? Eu não sei se é seria esse o termo. Eh, ou falta de noção, eu acho, né? Como que você vai ter um relacionamento com o seu marido, né, com a sua esposa, se tem uma criança no quarto, você está expondo esta criança a uma situação que o cérebro dela não está pronto paraender, não está preparado, não está preparado. Cada cada fase da do desenvolvimento cerebral dessa criança, ela ela é lúdica em muito, entendeu? Então [limpando a garganta] não vai compreender o que é aquilo. E e depois na fase adulta, eu posso pegar esse gancho para eu falar de violência doméstica, porque olha só, uma criança neurodivergente que não tem filtros, com puberdade precoce, que esses caracteres sexuais vem antes. Então é uma criança de 8, 9, 10 anos que é enorme. É uma menina que parece uma mulher, já tá sim formada, tá madura, né? Mas tem uma cabeça, o desenvolvimento eh cerebral, neurológico, não está condizente com que o corpo dela tá transmitindo. E aí ela ela passa por esses negó eh essas situações que não há privacidade e vem um conhecido na escola num lugar meio íntimo, porque ela pode ser mais retraída ficar curiosa. Ela pode ficar curiosa porque para aquilo é natural. Meu pai e minha mãe estão fazendo. Eu tô curiosa, talvez eu vá ver ser gostoso isso, né? Por pura curiosidade. Olha aí o perigo. E aí, olha o perigo. É um perigo. E por não conhecer o que está acontecendo, eu tenho outra coisa para alertar esses pais. A criança e o adolescente está muito propenso a a transtornos de humor como depressão e ansiedade. E aí a gente tem o sinal de alerta pro suicídio. Nossa, gente, que é pouco falado. Você bem falou, Rúbia, você bem falou que é que que esse assunto é B. A gente entra no íntimo das pessoas. É pouco falado, Viviane, ninguém fala disso. E é uma questão de saúde pública. Perfeito. Obesidade é uma questão de saúde pública, entendeu? E eu costumo dizer paraas minhas pacientes, eh, mulheres, né, mães que nem [risadas] nós, né, [suspirando] rede de apoio sempre. Então, não tem acesso ao profissional X YZ. Bamb bam bã. É a minha vizinha. É a minha. Ai, não tem a mãe. A mãe mora em outro estado, o pai, a família tá sozinho. a gente compreende rede de apoio e a própria unidade básica de saúde, a enfermeira, assistente social, que dê profissionais que deem orientação para como ajudá-la a conduzir nesses estágios de de de dificuldade ou de desafios pra gente encontrar a equipe multidisciplinar para poder ajudar essa criança, para poder ajudar essa família e evitar um uma infinidade de abusos. Hum. essa sociedade está predisposta, sem dúvida. É, e continuando na questão do abuso, então imagina, né, uma criança com a cabeça de sete 6 anos, emocionalmente eh uma criancinha, né, mas com um corpo já de adulto, mesmo que em casa esteja tudo bem, ela tá dormindo no quarto dela, ela não tá vendo nada [risadas] de errado, os pais são tranquilos, até conversam sobre isso, mas ela vai para alguns ambientes aí a própria escola, a saída da escola, um passeio, uma festinha e ela com aquele corpo já formado vai chamar a atenção de pessoas mal intencionadas. Isso, né? Então, eh, os pais novamente vão ter que ficar mais atentos ainda aonde que meu filho tá indo, se vai dormir na casa de um amiguinho, não é? Ou se tá vindo o alguém para dormir que às vezes é o amigo do irmão ou da irmã, né? Isso é muito mais frequente [limpando a garganta] do que a gente imagina. Olha, gente, vai estudar na casa do amiguinho. Exato. Aí o amiguinho chamou outro amiguinho que é amigo não sei o quê. Um um tem 11, outro tem 12, outro tem 13, outro tem 16. É. E aí não conta o que aconteceu porque não sabe nem falar o que aconteceu, né? porque fica com aquela aquilo reprimido dentro de si, tá com vergonha ou não consegue falar, vai crescendo com esse trauma e aí vem autolesão, suicídio, que eu vejo todo dia no consultório, todo diação. E para você descobrir às vezes que aconteceu alguma coisa lá no 6, 7 anos e eu tô com uma pessoa aqui de 14, 15 na minha frente se cortando, por que que tá se cortando, né? E às vezes é difícil, você tem que tirar arrancando cabelos também é frequente. Arrancando. Exato. Eu tenho muita procura. Bulimia. Bulemia, gente. Ou mesmo a obesidade, faz o contrário. Começa a descarregar na compulção alimento. E às vezes para se proteger. Não mexeram comigo. Meu corpo era muito bonito. Preciso ficar feio agora. E começa a comer. Não. Quantos quantos obesos não sofreram abuso sexual? uma porcentagem enorme. Eu não tenho de cabeça, mas é uma porcentagem enorme. Gente, que tema delicado e importantíssimo de se debater, de se conversar. Nós estamos aqui ao vivo falando de puberdade precoce com duas profissionais sensacionais, excelentes, que estão nos orientando e trazendo pra gente situações que às vezes a gente nem imagina, né, no nosso dia a dia. E você para para pensar assim, você fala: "Poxa vida, mas é um detalhe ali que faz toda a diferença e que a gente não fica, não tá atento porque tá tudo bem. A gente acha que tá tudo bem, que é tudo normal, mas não, a gente precisa tomar cuidado, né? principalmente nessa questão que envolve as nossas crianças e essa puberdade precoce. Agora, eh, vocês conversando e falando aqui, eu fiquei observando geralmente a a criança, né, principalmente a menina, né, porque a menina desenvolve o seio e tal, então ela vai mostrar mais do que o menino essa puberdade precoce. roupas. Qual que é a orientação, Viviane, para pras pros cuidadores, enfim, para essa menina que ela já começa a desenvolver um seio, que ela já tem uma forma mais arredondada do corpo. E aí a menina vai numa piscina, de repente, tá lá só com shortinho e e sem camiseta, né? Ah, tá tudo bem, criança é criança. Como fazer, como explicar o que é o certo? Ou então a menina que já tem ali um pouco, né, está desenvolvendo e começa a se esconder. A menina quer usar um sutiã. Como a gente faz? Olha só como é delicado. A gente acha que é natural, mas a gente precisa entender que nós precisamos intervir nisso e eh fazer uma orientação pra gente poder evitar situações que as nossas convidadas trouxeram, né, ao longo da vida, situações que podem acontecer, que são o impacto dessa puberdade precoce. Nossa, que coisa é ficar atento, né? O a mãe, o pai precisa ficar atento. Aquele o seio começou a crescer. Os uniformes, a maioria camiseta branca. [risadas] A maioria camiseta branca. Precisa dar um top para essa criança. Não precisa nem ser um sutiã se não quer ainda assustar essa criança. Mas eu sempre recomendo um topzinho de algodão porque evita de aparecer por transparência ou mamilo, alguma coisa e a criança fica confortável. Exato. É porque ela talvez nem perceba, mas alguém vai perceber e vai começar a falar. É aquela a a pessoa com uma intenção que a gente não conhece, né? Então, antes dela pôr aquele moletom e se esconder, a mãe, o pai, a família precisa ficar atento falando, vamos, vamos pôr um top por baixo, vamos pôr uma regata por baixo da dessa blusa branca, né? Isso. É. E uma outra coisa muito importante, por mais bonitinho que pareça ser, os pais acham, é colocar roupas eh que imitam a roupa da mãe, que imitam a roupa isso, de uma cantora. E aí bonitinho ela pôr a música, aquela criancinha começar a rebolar. Hum. A gente não pode eh incentivar isso. Criança tem que ter roupa de criança. Olha, isso. Adequada para aquela faixa etária. Exatamente. E as músicas tm que ser adequada também. Não pode expor num churrasco, num bar, levar essa criança onde vai ter esse comportamento do adulto que ela que essa criança vai querer copiar, porque criança copia tudo. É. E eles não tm referência, né? Nó nós somos a referência. Somos espelho, né? É. Não está todo mundo ali batendo palma, sorrindo para aquela pessoa que tá ali sambando, né, com uma roupa toda apertada e ela vê: "Nossa, eu também quero receber essas palmas, também quero esse tipo de roupa, também vou imitar essa dança. Não expor, né? Não pode expor essa criança. Criança tem que tá em ambiente de criança. Uau, gente. 8:41. 8:41. E eu tô aqui de boca aberta ouvindo as nossas profissionais. Eu imagino que você aí de casa também esteja, que são detalhes que passam desapercebidos durante o nosso dia, durante a nossa a criação das nossas crianças. e fica mais claro ainda de que a gente precisa de orientação para o cuidado com a nossa família e principalmente quando a gente fala dessa questão aí eh da puberdade, né, da puberdade precoce e a saúde emocional dos nossos filhos, das nossas crianças, tanto menino quanto menina. né? É um momento crucial da vida essa questão e a gente de repente pode evitar que algo aconteça lá na frente dando uma base, dando um direcionamento. 8:42. Produção tá me avisando aqui. A gente tem muito para conversar ainda, mas a gente tem algumas perguntas dos telespectadores. Aí a gente começa então a interagir com você que tá em casa, né? Vamos ver que qual que é a dúvida. Eh, se de repente alguém tem uma experiência, conta pra gente, manda mensagem. WhatsApp tá para você. Então, a nossa produção tá apostos. Pode mandar a produção, a primeira pergunta pra gente, por favor. Vamos ver quem é que tá conosco. Deixa eu ler ali. O Roberto Nunes do Nova Europa. O uso prolongado de telas e a falta de sono podem de alguma forma bagunçar os hormônios das crianças e antecipar a puberdade? Será, doutor? Que excelente pergunta. Obrigada, Roberto, pela sua pergunta. Excelente [limpando a garganta] pergunta. A a puberdade precoce, na maioria das vezes tem uma causa central. É pelo pelo nosso eixo hipotálamo, hipófise que tá dentro do cérebro. É hormonal. A melatonina, que é um hormônio regulador do eh do sono, também é produzida nessa região. E o corticoide, que é o hormônio do stress, também está envolvido nesse circuito neuromonal. Vou falar assim, de uma forma mais fácil para se entender. Então, é importantíssimo a regulação do sono, controlar o excesso de telas, tem que ser controlado, não só por causa do excesso da tela, de ficar com a luz que vai eh deixar essa criança mais alerta, pior ainda nos casos da dos neurodivergentes. Então, é também para não expor a pessoas mal intencionadas na rede social e vamos fazer com que essas crianças tenham um horário de dormir, tenham uma regularidade, uma rotina. É assim que eles vão aprender a ser adultos, tá? Então, não é ser um pai chato ou uma mãe chata, é ter responsabilidade na formação, na educação e, principalmente na saúde dos seus filhos. Tem que regular sim. Criança tem que ter horário de estudo, tem que ter horário de café, de das refeições, tem que ter o horário da atividade física, tem que ter horário da diversão e das brincadeiras e tem que ter horário do sono em ambientes escuros, sem luz. Se a criança tem medo de luz, uma luz fraquinha, azul, que acalme. Eu gosto muito de orientar lavanda no quarto das minhas crianças para para acalmar [risadas] e para para ter uma continuidade. Vai prejudicar inclusive no rendimento escolar dessa criança que não est que não dorme o que que é neurodivergente, já fica mais agitada. Então são são situações que vão se complementando, se integrando, tornando complexas que pode piorar com o passar do tempo, quadro com o passar do tempo dessas crianças. Muito bem, doutora. 8:45, gente. Vamos lá, mais uma pergunta pra gente na tela. Produção, por favor. Vamos ver quem tá conosco. Eh, Carlos Eduardo do Jardim do Trevo. O comportamento das crianças na escola fica mais agressivo quando a puberdade chega cedo? Como o professor deve mediar isso, Viviane? Vamos lá, escola. Sim. O comportamento pode ficar mais agressivo. Uhum. Ou essa criança pode ficar retraída, né? Os as os dois movimentos podem acontecer. Uhum. Eh, se a criança já tem uma tendência à irritabilidade com a chegada dos hormônios, ela vai ficar mais irritada. Eu sempre eh oriento, por exemplo, crianças com TDAH. Se eu diagnostico com 7, 8 anos, eu até já aviso os pais, com a chegada dos hormônios na adolescência, essa criança pode começar a apresentar comportamentos diferentes. Então, fique atento que às vezes uma criança com TDAH não precisando de medicação, mas chega a puberdade, tudo se exacerba por conta dos hormônios. Então, se a criança for mais irritada, sim, ela vai ficar mais irritada ainda com a puberdade precoce chegando. O papel do professor Uhum. Eu tenho, eu sou professora de formação. Minha primeira formação é pedagogia. Então, eu sou educadora e eu tenho muita dó da minha classe. [risadas] Tudo a gente joga pra profe, né? Tudo jeito, ó. Vai lá, [risadas] professor, contigo. Vai lá, resolve, profa. Porque olha, a sala hoje é um universo. Imagina. Quando a gente tava na escola, Fernanda, não era esse universo. As pessoas as pessoas eram todas muito parecidas, com algumas pequenas, né, diferenças, não é? É, mas hoje é um universo. Então o coitado do professor, ele tem que fazer um malabarismo enorme para conseguir dar conta de tudo isso. E além da diversidade, o número de crianças. maior. Então, então individualizar cada caso pode ser algo. Você imagina uma sala com 40 alunos, uma sala com sala à vezes você tem uma criança que não fala Uhum. Há um gênio. Você tem o espectro todo dentro desta sala. A inclusão é linda no papel, me desculpe a sinceridade, mas no dia concordo com você, eu encontrei alguém [risadas] funciona. É, isso não funciona no dia a dia. Então o professor às vezes ele tá tão sobrecarregado que ele pode até estar preparado. Alguns não estão, mas mesmo se ele tiver a sobrecarga tão grande que ele não dá conta. Nossa, gente, olha isso. É por isso que é importante, né, a conexão entre os pais e os professores, né, cada um fazendo a sua parte. A responsabilidade é nossa, são os nossos filhos e a escola sim, tem que educar, né, mas nós precisamos ser a base. Não dá para jogar tudo pra escola, né? Precisamos da conexão entre família e escola para que a gente possa oferecer algo de qualidade paraas paraas nossas crianças, pros nossos filhos. 8:48. Mais uma perguntinha, produção. Vamos lá. Eh, Thiago Rocha do Guanabara. Existem eh riscos quando uma menina começa a se desenvolver e menstruar muito cedo. Fico sempre preocupado com a minha filha. Vamos lá, doutora. Tiago, é isso mesmo, tem que se preocupar mesmo. Eh, com a puberdade precoce, essa menstruação pode vir precocemente. Nós temos eh meninas menstruando com 9 anos, 10 anos de idade. Existem riscos, sim. Então, como nós já falamos, existem eh riscos eh de pessoas mal intencionadas, de violência doméstica. E a gente sempre tem que tá atento no que está acontecendo para prevenção de uma gravidez indesejada, porque uma gravidez na adolescência é uma gravidez de risco, né? Eh, infelizmente, doenças sexualmente transmissíveis, a gente chama de infecções sexualmente transmissíveis, também muito importante. Eh, eh, além disso, a longo prazo, obesidade, puberdade precoce e que mais? E não engravidar, não ter filhos a longo prazo, não amamentar. Eh, os estudos mostram que tem um risco aumentado lá no futuro de câncer de mama e de endométrio. Então é uma saúde como todo, né? A gente não trata pedacinho, né? de verdade. E quando essa criança tem uma puberdade precoce, uma menstruação precoce, a gente eh tem que se preocupar em investigar outras doenças naquele momento. Então, se esse ovário tá funcionando antes da hora, se esse testículo tá funcionando antes da hora ou antecipadamente, o que o que fez esse testículo? algum tumorzinho na na eh nesse local, algum algum descontrole hormonal. Eh, então a gente vai investigar tudo isso. O que eu quero trazer, aproveitar o que você tá falando, Thago, da sua preocupação e transmitir a outros pais e educadores. Eh, existe forma de tratamento para evitar, para atrasar o início dessa menstruação, tá? Então, começou a verificar sinais, aumentos de pelo, mamilos, alguma coisa diferente no corpo, na transformação do corpo do seu filho. Leve ao pediatra, é difícil chegar no ginecologista, mas leve ao seu pediatra, conversa, converse com o pessoal ao redor, porque quanto mais precoce a gente faz esse diagnóstico, mais fácil a gente pode atuar para evitar algumas intercorrências. Muito obrigada pela pergunta. Excelente. Vamos, vamos, porque precisamos de [risadas] equilibrar a nossa saúde mental. Imagina a sua criança que tá com você brincando aqui hoje, amanhã, a menina olha para você e fala: "Mamãe, o que que é isso?" Eu e aí eu menstruei 10 anos. Você vai falar o quê? Saúde mental da criança e do cuidador? O risco de uma situação emocional é enorme, mas na verdade eu queria ainda continuar no risco até de higiene. Sim, verdade. Se a gente pensar que um neurodivergente, um autista, um dos sintomas é às vezes a falta de higiene. Eles não têm uma boa capacidade de se limpar quando vão ao banheiro. Eles não gostam às vezes de tomar banho. Eles têm problema para lavar o próprio cabelo por conta da parte sensorial exacerbada. Então, se a gente adicionar a menstruação para uma criança que não tem uma boa higiene, não sabe fazer higiene, para ela isso é difícil. Uhum. A gente entra em mais riscos ainda até de infecções. Sabe aquele filme da Disney que nomeia a depressão? Isso. Obrigada por lembrar. [risadas] Eh, lembrei da Nojinho. É. Hum. Eu tinha que trazer isso. Nojinho. É. Verdade. É isso. E mas e às vezes eles não têm capacidade mesmo de se limpar a sensibilidade sensorial muito. Então fica assim, é você lavar o cabelo para um autista dói. Ele sente dor, para ele aquilo é dolorido lavar o cabelo. Então imagina ele ter que limpar as partes genitais, ele também não sabe fazer. Aquilo também pode ser muito sensível para ele. Então é um problema. Ah, eu posso pegar o G? Aí a gente vai pegando gancho uma da outra, [risadas] uma vai lembrando o que que acontece mesmo nas no nas crianças e nos adolescentes eh que não são neurodivergentes. com a puberdade também começa, o menino é mais fácil, mas começa a sair o smegma, que é aquela secreção na cabeça do pênis e na menina as glândulas sebácias e as glândulas eh genitais começam a produzir mais muco. Então, a menina fica mais úmida e o menino fica mais também e começa a criar uma crostaça no menino que pode dar parafimose. Então a gente tem que tem que realmente ficar em cima na higiene dos nossos filhos, sem vergonha, sem medo de orientar e na e fala assim: "Olha, tem que esfregar as dobrinhas porque não é é aquela gordura às vezes não é um corrimento, não é uma infecção sexualmente transmissível, mas aquela gordura pode causar na menina sujeira na calcinha e às vezes antes da menstruação. Agora com o líquido, né, menstrual, com o sangue, aquilo se não é bem feita a higiene, fica difícil de você, aí você pode ter uma complicação e aí tem que procurar um médico num caso mais complexo, mais grave. Quantos quantos detalhes a gente conseguiu trazer em uma hora de programa? E é pouco, gente, é pouco porque é uma situação que envolve muito, mas muito conhecimento. E como é bom conversar com vocês, como vocês esclarecem, como vocês abrem a nossa mente, faz a gente entender, trazem pontos assim que a gente que passa despercebido no nosso dia a dia. Nossa, muito obrigada. Vamos com a última pergunta, então. Vamos lá, produção. Dá tempo para mais uma ou mais duas? Vamos lá. Vamos lá, então. Pode colocar na tela pra gente. O Leandro Castro do Swift. A rotina estruturada que os pais criam para crianças autistas pode mudar quando a puberdade precoce chega? Quais adaptações são urgentes? Nossa, Viviane, precisa criar uma rotina, né? E aí a puberdade chega a precoce e aí essa rotina vai ter que ser alterada. Como é que faz? Ah, um autista precisa de rotina estruturada. Precisa. desestruturar essa rotina, mas talvez tenha que acrescentar eh algo novo, né? algum profissional novo não está fazendo terapia, talvez precisa desse terapeuta para começar a explicar essa mudança que o corpo está tendo, que vai influenciar na mente, eh, ou um terapeuta ocupacional para poder também ajudar a como manejar tudo isso. Então, a rotina ela tem que ficar mais estruturada ainda, mas talvez adicionando novos eh profissionais, novas conversas, melhorar a higiene, né? Conversar, ter mais conversas com essa criança, ter esses momentos de conversa que às vezes são raros nas famílias. As famílias elas estão tão assoberbadas de com a própria rotina que não tem tempo para sentar e conversar com o seu filho, né? Qual é o horário que vai fazer isso? Ah, só de sábado às 2 horas da tarde, não é? Todo dia. Todo dia precisa ter tempo para essa criança. Exatamente. 8:57. Gente, a gente já vai chegando pras considerações finais e que eu tenho só agradecer, né, vocês duas, essa conexão maravilhosa que vocês criaram aqui no programa, eh essa troca de informações sensacional e por ter aceitado o o nosso convite. Tá vendo só a importância de vocês aceitarem o nosso convite? Vocês conseguem passar a informação e com certeza o pessoal que tá em casa tá igual eu aqui. Poxa vida. Quanta coisa a gente precisa aprender ainda, né? Mas a gente consegue. Viviane, mais uma vez, gratidão pela sua participação. Muito obrigada. Considerações finais, por favor. Eu que agradeço quando vocês me chamam e eu posso, às vezes, eu até não posso, mas eu dou um jeito. É um prazer estar aqui, eh, porque é um canal que a gente pode difundir mais conhecimento. E conhecimento é que traz mudança, porque às vezes você tá fazendo algo errado por ignorância, ou seja, por falta de conhecimento. Então, a gente tá aqui podendo passar um pouquinho de informação que a gente tem, é um privilégio, uma honra e a gente fica feliz de poder fazer isso. Ah, feliz ficamos nós, né, de ter vocês aqui e poder, colaborar de alguma forma com o comportamento, né, com a a melhoria da qualidade de vida de alguém. A gente agradece também a nossa profissional, ela trouxe pra gente aqui algo bem interessante, né, que é a questão dessa dessa atenção que nós temos que ter com os nossos as nossas crianças. E quando a gente fala de ginecologista, né, quando que eu devo levar de repente a minha filha para um ginecologista, quanta dúvida a gente tem sobre isso? E ela tá aqui para esclarecer e esclareceu e conversou e com certeza é só é um programa só de muitos. Fernanda, muito obrigada. Muito obrigada. Para mim é muito gratificante como profissional poder difundir aquilo que eu realmente acredito, né? Eh, que é a gente transmitir o nosso conhecimento. Muita coisa que foi falada aqui, às vezes eu não posso falar. Uhum. Mesmo no meu ambiente de ser. nosso ambiente de trabalho são coisas muito delicadas. Então, às vezes aqui não é só informação e orientação aos pais, à famílias, às vezes até outros profissionais que não têm essa mesma eh esse mesmo manejo, essa mesma articulação e que pode tá orientando muitas coisas para essas pra gente evitar prevenir. Eu acho que prevenção é tudo. Claro que nós estamos à disposição e somos é condicionados para tratar doenças, mas a prevenção das doenças é tudo. É tudo. A gente precisa aprender a prevenir doenças e preservar a nossa saúde. Obrigada, viu, pela maravilhosas. É isso, gente. Eh, no fundo, essa conversa de hoje fala sobre o tempo, né? O tempo do corpo, o tempo das emoções. Quando esses dois caminhos não andam juntos, surgem os conflitos. A a puberdade precoce, ela não é apenas uma mudança física, mexe com identidade, [música] com autoestima, com a forma como a criança se vê no mundo. E talvez o mais importante seja lembrar [música] que por trás desse corpo que cresce rápido, ainda existe uma infância que precisa ser respeitada. [música] Então, que a gente possa a partir desse programa olhar com um pouquinho mais de cuidado, atenção e carinho para essas nossas crianças que estão tendo aí eh um crescimento antecipado, um desenvolvimento físico antecipado, né, antes do tempo que a gente possa entendê-las, mas antes que a gente possa nos orientar para poder orientar a nossa criança. Quero agradecer demais a participação de vocês aí de casa, das nossas profissionais. Muito obrigada pelas orientações e reflexões e fica o convite para você aí de casa, né, eh, assistir o estúdio Câmara na próxima semana. Hoje é sexta-feira, então a gente volta na segunda-feira com mais um tema importante. A gente fala na segunda-feira, gente, deixa eu puxar aqui para ver o que que nós vamos falar. Olha só, o risco indiscriminado de estimulantes de treino. O que que tá acontecendo, né? [música] A busca por desempenhos e resultados rápidos tem levado muitos homens a um comportamento bem preocupante. Substâncias com efeito vasodilatador tão sendo usadas para potencializar o tal do pump muscular e elas vêm sendo consumidas sem orientação médica. E o problema é que esses medicamentos não foram feitos para o esforço físico intenso e contínuo e os riscos podem ser imediatos, tá? sobrecarga cardiovascular, que é da brusca de pressão arterial, estão tratando um fármaco de controle como se fosse um suplemento alimentar, mas o alerta vai além da academia, gente. A busca pelo corpo perfeito não pode custar a sua saúde. Tem um remedinho aí que tá dando o que falar e que o pessoal tá usando ele direto nas academias para ficar forte, criar músculo. Mas e aí? Você já parou para pensar como esse uso pode comprometer a sua saúde? [música] Vamos conversar sobre isso na segunda-feira ao vivo às 8 da manhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Gente, final de semana, um ótimo final de semana para você. Aproveite, curta com a sua família, ao lado de quem você ama, da forma que faça sentido para você. Se cuide. Quero te convidar para continuar na programação da TV Câmara Campinas. pessoal produziu aí um material de final de semana sensacional, com informação, com entretenimento, tá bom demais. E hoje nós temos a Íria chegando daqui a pouquinho, direto da central de informações. Ela que atualiza para você informações aqui de Campinas, Brasil e Mundo. E ao meio-dia nós temos Câmara Notícia também com atualizações da do legislativo e também aqui da nossa metrópole. E sem contar na programação de final de semana que está nota 10, produzido sempre com muito carinho e muita responsabilidade da nossa equipe, especialmente para você e sua família. Então, beijo grande, ótimo final de semana, se cuide e a gente se vê na segunda-feira, se Deus quiser. Ciao [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]