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Estúdio Câmara | Envelhecimento saudável: autonomia após 60 anos
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Estúdio Câmara | Envelhecimento saudável: autonomia após 60 anos

92 views Publicado 26/03/2026 HD · 52:25
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta quinta-feira, 26 de março de 2026, coloca em pauta o envelhecimento saudável, com foco em como viver mais e melhor com autonomia, independência e dignidade. A reportagem cita dados do IBGE que apontam a expectativa de vida do brasileiro ultrapassando os 76 anos e a tendência de crescimento contínuo nas próximas décadas. Ao mesmo tempo, cresce o desafio silencioso de envelhecer com saúde e sem perder a capacidade funcional, especialmente em uma cidade como Campinas que concentra população idosa cada vez maior. As médicas geriatras convidadas, com décadas de atuação clínica em Campinas, discutem os pilares do envelhecimento saudável, alimentação adequada, atividade física regular, manejo dos medicamentos crônicos, prevenção de quedas, manutenção das funções cognitivas, sociabilidade e qualidade do sono. O programa também aborda a polifarmácia, prática comum entre idosos campineiros que combinam vários medicamentos e nem sempre revisam as prescrições, com risco de interações graves, e como o cuidado preventivo pode adiar fragilidades típicas da terceira idade na cidade.

Descrição do vídeo

No programa Estúdio Câmara da TV Câmara Campinas, exibido em 26 de março de 2026, discutimos o envelhecimento saudável, focando em como viver mais e melhor com autonomia, independência e dignidade. As médicas geriatras Elisangela Ribeiro Chaves, com mais de 15 anos dedicados à longevidade, e Patricia Barros Barbosa, com atuação clínica e acadêmica pela Unifesp, explicam o processo desde os 30 anos, quando perdas fisiológicas (massa muscular, óssea e cerebral) começam. ​ 📊 Dados Essenciais: Expectativa de vida brasileira supera 76 anos (IBGE), com idosos dobrando até 2050 (Opas). Envelhecimento saudável é manutenção de capacidades funcionais, não apenas ausência de doenças. Sarcopenia (perda muscular) e quedas são riscos comuns, agravados por hábitos inadequados. ​ 🧠 Pilares do Envelhecimento Saudável: Corpo: Atividade física (musculação, pilates), alimentação natural rica em proteínas, frutas e vegetais (dieta mediterrânea). Evitar ultraprocessados e perda muscular precoce. Mente: Prevenção de ansiedade/depressão; sono reparador (mais superficial após 60, mas sem sonolência diurna). Relações: Combater isolamento social, que leva a depressão e piora tratamentos. Manter sexualidade ativa beneficia lubrificação, atrofia vaginal e bem-estar mental. Planejamento: Começar antes dos 50; geriatra para check-up preventivo. Canetas emagrecedoras tratam obesidade, mas com supervisão para preservar massa magra. ​ 💡 Mitos e Fatos: Envelhecimento inicia aos 30; "cheiro de idoso" é fisiológico (pele seca, hormônios), contornável com hidratação. Sexualidade persiste: interesse e prazer mantidos com adaptações. Nunca tarde para mudar: aos 60+, foco em qualidade de vida. ​ Assista para planejar seu futuro: corpo, mente e relações em equilíbrio. Comente sua experiência com envelhecimento! Inscreva-se 🔔 para debates sobre saúde em Campinas. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [música] muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar, gente. Quinta-feira já, hein? Olha só, a última semana, os últimos dias do mês de março, hoje dia 26. [música] A gente fala hoje no programa Estúdio Câmara sobre envelhecimento, [música] né? A gente tá vivendo mais. É isso mesmo. É uma conquista da humanidade. Mas a pergunta que começa a ganhar força é outra pergunta. A gente [música] tá vivendo mais. Legal. Mas a gente está vivendo melhor? Será? Segundo o IBGE, a expectativa de vida do brasileiro ultrapassa aos 76 anos e deve continuar aumentando nos próximos anos. [música] Ao mesmo tempo, cresce também um desafio silencioso, né? Como envelhecer com autonomia, com saúde, principalmente com dignidade. Como você vê o seu envelhecimento? [música] Você percebe que você tá envelhecendo dia a dia? É estranho, né? se olhar no espelho e aí de repente a gente percebe que o tempo tá passando rápido demais e a gente tá [música] envelhecendo. Será que nós estamos preparados para esse envelhecimento? Vamos conversar sobre isso hoje. As nossas convidadas já estão no estúdio, daqui a pouquinho vamos apresentá-las. [música] Enquanto isso, você manda sua mensagem pra gente. Você tem dúvidas sobre um envelhecimento saudável, um envelhecimento que seja bom para você? Você já tem aí um planejamento sobre o seu envelhecimento? começou a notar diferenças no seu dia a dia, na sua qualidade de vida. Tem alguma dúvida ou então a sua experiência? Participe conosco. O nosso WhatsApp está aberto para te receber. Nossa produção Apóstos também tá a 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações, a previsão do tempo e aí nós vamos apresentar as nossas convidadas pra gente permear aí por uma hora dentro de um assunto que faz parte da nossa vida, né? O envelhecimento [música] saudável. Muito bem, vamos com informação. Olha, entram em vigor em Campinas quatro eh leis sancionadas [música] pelo prefeito Dário Saad. Essas leis são de autorias dos vereadores Nick Schneider e Herbert Ganen são voltadas a áreas de esporte, cultura e proteção animal. [música] De autoria de Nick Schneider, a lei 16.885 [música] de 2026 inclui no calendário oficial do município a corrida da Catedral Metropolitana, realizada anualmente em dezembro, em comemoração ao dia [música] de Nossa Senhora da Conceição. Já a lei 16.886 1886 de 2026 [música] cria o circuito das corridas dos distritos, ampliando o incentivo à prática esportiva em diferentes regiões da cidade. Também passa a integrar o calendário oficial por meio da lei 16.889 de 2026, [música] o Festival Gastronômico Campinas Restaurante Wik, realizado realizado em duas edições ao longo do ano, entre março e abril e entre setembro e outubro. [música] Na área da proteção animal, a lei 16.883 de 2026, de autoria de Herbert Ganen, amplia as punições [música] previstas no Estatuto Animal. A nova legislação estabelece multas mais rigorosas aplicadas por animal e conforme a gravidade da infração. [música] As penalidades podem ser dobradas em casos mais graves, quando há morte, lesão ou quando o infrator é o próprio tutor e triplicadas [música] em situações de reincidência. A norma também reforça a responsabilidade de tutores e cuidadores, incluindo a obrigatoriedade de recolhimento de dejetos em vias [música] públicas. Muito bem, estas informações, né, as leis estão publicadas no Diário Oficial [música] aqui da cidade de Campinas. E a Comissão Especial de Estudos da Câmara de Campinas realiza hoje, às 6 da tarde, [música] o encontro Educação para Todos as barreiras para neurodivergentes [música] no ensino público. A atividade acontece no plenário da Câmara com entrada aberta e [música] transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. O evento reúne especialistas, gestoras públicas e representantes do legislativo para discutir os desafios enfrentados por pessoas neurodivergentes, [música] como autistas, pessoas com TDAH e dislexia no acesso [música] e permanência na rede pública de ensino. A iniciativa faz parte da agenda da Comissão Especial de [música] Estudos, que promove encontros para ouvir especialistas e a sociedade, com foco na construção de políticas públicas voltadas à inclusão e à melhoria dos serviços oferecidos à população neurodivergente em Campinas. [música] Muito bem, informações OK. Agora vamos para a previsão do tempo para esta quinta-feira. Então, gente, nós eh de acordo com a previsão do tempo, a gente tem aí aumento de nuvens, pancadinhas de chuva à tarde e à noite também, mínima 18, máxima 30º. Estamos no outono brasileiro e desejamos a você uma [música] ótima quinta-feira. Vamos lá, estamos ao vivo. TV Câmara Campinas, estúdio Câmara no ar. Vamos falar de envelhecimento, né? Por muito tempo envelhecer foi associado à perda, perda de força, perda de memória, de espaço na sociedade, mas essa visão está sendo revista. A Organização Mundial da Saúde define o envelhecimento saudável como a capacidade de manter o a funcionalidade ao longo da vida. E isso muda tudo. Não se trata apenas de ausência de doenças, mas de capacidade de viver bem, com autonomia, com relações e com propósito. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, o número de idosos deve dobrar até 2050. Por isso, a gente precisa quebrar tabus e aprender a lidar com o envelhecimento. E para entender esse novo olhar, nós recebemos eh duas médicas geriatras que vão conversar com a gente sobre como envelhecer, né? envelhecimento chega para mim, para você e a gente precisa entender esse fator. Elisângela Ribeiro Chaves. São mais de 15 anos dedicados à saúde da pessoa idosa e a longevidade. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença, doutora. Bom dia, Rúbia. Obrigada pelo convite. Eh, estamos vivendo a revolução da longevidade no mundo todo, né? Então, esse assunto é muito relevante porque, como você já iniciou, eh, mais do que viver mais, a gente tem que realmente aprender como viver melhor, como envelhecer com saúde e qualidade de vida. Excelente, né? É, é natural da vida a gente envelhecer e às vezes a gente começa nesse processo e a gente acaba não se entendendo, né, e não entendendo também como viver essa fase. Para completar a nossa dupla de hoje para falar sobre envelhecimento, participa direto pelo Zoom, direto de São Paulo, a médica geriatra Patrícia Barros Barbosa. Doutora, seja muito bem-vinda. Ela tem atuação clínica acadêmica e formação pela Universidade Federal de São Paulo. Bom dia, doutora. Bom dia, Rúber. Eh, é um tema extremamente importante. A gente entende já como realizar esse mente, a gente precisa entender como lidar com ele, né, pra gente envelhecer melhor. Não só envelhecer mais, mas envelhecer com qualidade de vida, que é o ponto chave, né, da nossa discussão. Qualidade de vida. Excelente. Então, olha só, pra gente poder entender, existe uma mudança importante acontecendo, né? O envelhecimento deixou de ser visto como fim, porque antes, para muitas pessoas envelhecer era é o fim, né? O fim, já tô preparado para o fim. Agora não é uma fase da vida. Então, na prática, eu pergunto para as nossas doutoras, eh, doutora, eh, Elisângela, o que significa envelhecer com saúde hoje? Então, Rúbia, é realmente assim, quando a gente fala envelhecimento saudável, quando a gente pensa em longevidade saudável, a gente tá falando de capacidades. Realmente não é ausência de doenças. A gente sabe que a maioria das pessoas quando passarem aí dos 60, 65 anos, muito provavelmente em algum momento da vida vão ter alguma doença, mas não necessariamente essa doença crônica vai trazer limitação, vai trazer complicação. Então, quando a gente pensa eh em envelhecimento saudável, a gente tá querendo que a pessoa mantenha a autonomia, que ela envelheça com autonomia. Isso é a capacidade dela de tomar decisões ao longo da vida e manter a independência, que é a capacidade justamente fazer acontecer, né? Eh, de executar aquilo que ela planejou paraa vida dela. Então, não é só o fato de não adoecer, mas sim de continuar eh vivendo com qualidade, com autonomia e com independência. Excelente. Nós precisamos entender essa fase. E aí a Dra. A Patrícia traz pra gente também essa questão do envelhecimento, né? O entendimento ele é crucial nesse momento, né, doutora? Isso. E pra gente envelhecer saudável, é isso que a Elisângela falou, a ideia não é só não ter doenças, né? é você ser capaz de continuar fazendo suas atividades do dia a dia. Você precisa ser capaz de manter o seu autocuidado, cuidar da sua casa, cuidar das atividades fora de casa, tomar suas decisões. Então isso é o envelhecimento saudável, é a manutenção dessas capacidades paraa gente não envelhecer com incapacidades e com dependência. Então a gente entende que o envelhecimento ponto chaf sempre vai ser isso, manutenção da capacidade. Manutenção da capacidade. Olha só, super interessante a nossa conversa de hoje. Bom, eh, a ciência já mostra que o envelhecimento começa antes do que muita gente imagina. Por volta dos 40 anos, o corpo já começa a mudar. Dra. Elisângela, como é que a gente funciona? E a gente nem percebe, né? O que que acontece nessa fase a partir dos 40? que a gente acaba ignorando. Exato. Na verdade, até antes dos 40, viu, Rúbia, a gente consegue atingir nossa capacidade máxima de formação, vamos dizer assim, até os 30 anos. Uhum. Então, quando a gente fala de massa óssea, quando a gente fala de massa muscular, quando a gente fala de desenvolvimento cerebral, até os 30 anos, a gente tá ainda produzindo, eh, fazendo a nossa poupança. A partir dos 30 começa realmente as perdas. É claro que nesses primeiros anos do envelhecimento a gente não vai ter tanta percepção, mas ele começa a partir dos 30 anos realmente a o nosso processo real de envelhecer, né? A gente começa às vezes notar eh a perda da elasticidade da pele, mas a gente sabe que ao longo do processo isso não vai ser só o externo, né? E vai ser todo o comprometimento multifuncional e orgânico, né? né, que a gente fala, todos os os nossos órgãos sendo eh envelhecendo e sendo comprometidos. Então, assim, a gente tem que ter em mente que quando a gente fala de envelhecimento, a gente não tá falando da velice. A gente já tem que pensar que nós já estamos no processo de envelhecimento. Então, quem tem hoje 30 anos já tem que se colocar nessa posição de que está nesse processo e que precisa tomar alguns cuidados já preventivos. É algo que às vezes a gente nem pensa, né? Quando tá com 30 anos, tá aí na melhor fase da vida. Vamos embora, vamos aproveitar a gente, mas aí a gente só começa a a se preocupar quando realmente surgem as doenças, né? E a gente precisa eh ter um um preventivo, a gente precisa se prevenir, a gente precisa eh envelhecer saudável, mas o envelhecer saudável depende da nossa atitude lá nos 30 anos, 30, 35, 40. Dout. Patrícia, quais são os erros mais comuns ao longo da vida, né, que a gente pratica e que aí eh a vida nos cobra o preço lá na frente, né? A Dra. Elisão já trouxe aqui é a partir dos 30 anos a gente já começa, nosso corpo já começa a dar sinais, mas a gente não percebe e aí a gente vai cometer erros. Eu gostaria que a doutora, por gentileza, pontuasse alguns erros que são naturais da gente cometer sem a noção de que já estamos no processo de envelhecimento. E esses erros eles vão ser um peso, eles vão eh lá na frente a gente vai sofrer por conta de não ter prestado atenção. Eh, vamos colocar aqui uma aspas a partir dos 30 anos, por exemplo. Eh, o principal erro que eu acho é a falta desse entendimento, que o envelhecimento ele começa muito antes, né? Então, eh, a partir dos 30 anos, a gente já começa ali a envelhecer, a gente começa as perdas, mas a gente também consegue retardar essas perdas e a gente começa a se cuidar antes. Então, acho que o maior erro é correr atrás do prejuízo, né? Você começar a pensar no envelhecimento com 60 anos, né? Então, o envelhecer começa antes, não fazer atividade física, não ter uma alimentação saudável, não se preocupar com a prevenção, não se preocupar com hábitos de vida saudáveis, eh pensar nele só quando tá ali próximo dos 50, 60 anos é sem dúvida, o maior erro, porque o envelhecimento ele é contínuo, né? Ele começa ali com uns 30 anos, ele é contínuo e ele acelera um pouco ali depois dos 50, 60 anos, mas ele já começa antes. Então correr atrás do prejuízo é maior, a gente precisa começar a planejar o nosso envelhecimento. E aí esse planejamento começa antes. Se você tiver hábitos saudáveis, construir uma massa muscular melhor, eh tiver mais estímulos de memória, mais atividades, você faz essa poupança, que é isso que a Elisâela falou. E aí essa poupança você vai utilizar lá na frente. Então, maior erro, sem dúvida, é pensar no envelhecimento quando você tá com 50, 60 anos. Ele começa muito antes. A gente precisa planejar esse envelhecimento pra gente usufruir lá na frente do que a gente planejou agora. Então, o momento é quando o jovem entender que isso é contínuo, que a gente precisa se cuidar de agora. O nosso eu do futuro depende do nosso eu de agora, do que a gente faz hoje. Excelente, né? Tem um tripé bem claro que é corpo, mente e relações, né? E e na prática as pessoas, nós acabamos negligenciando pelo menos um deles, né? E aí, qual que eh corpo, mente, relações, eh qual deles mais preocupa vocês hoje que são médicas geriatras, né, que que trabalham com esse processo de envelhecimento? O que que você mais vê, Dra. Elisâela, no consultório, assim, quando a pessoa percebe que ela está envelhecendo, né? E aí, como é que tá as relações? como que está a mente dessa pessoa? Porque o psicológico hoje ele a gente ainda bem que se quebrou esse tabu ou está quebrando, né, de que a mente não precisava ser cuidada, não. A questão da da saúde mental influencia no corpo da na saúde, na saúde física e a saúde física também influencia a saúde mental, né? E qual é a negligência, como que as pessoas chegam no consultório buscando o atendimento de uma médica, um médico geriatra? D Elisângel, olha, Rúbia, na verdade eu acho que os três tripés, como você falou, tem que estar o tempo todo relacionados e sendo pensados, né? Então assim, é muito comum a gente ver pessoas que na verdade tem a preocupação com a saúde física, por exemplo, alimentação saudável, eh faz exercício, dorme bem, mas o emocional dela não necessariamente tá estruturado. Eh, ela tem aí eh ansiedade, que é uma doença aí da da atualidade, ou sintomas depressivos que ela mesmo no dia a dia nem percebe. ou a gente pega também pacientes que estão muito bem eh ponto de vista emocional, em condições de fazer mais por ele mesmo e aí a saúde física dele tá prejudicada. Então, na verdade, a gente vê de tudo assim, né, dentro do nosso dia a dia de geriatra. Eh, os tripés eles estão o tempo todo eh desequilibrados, é difícil de você perceber. Eh, e é isso que eu acho que precisa mudar, né, assim, primeiro essa visão do envelhecimento de que é o fim, de que é um momento de que você tem que aceitar só as perdas, só as limitações. Então, não dá para viver bem, dá para viver feliz, dá para viver com saúde física. Eh, é importante você ter a aceitação também desse processo, né? Então, que aí a gente fala da saúde espiritual, né, da da da espiritualidade diante do processo de envelhecimento, que é justamente você entender que vão surgir limitações, vão surgir perdas, mas isso eh você vai ter que se adaptar, você vai ter que ser resiliente em alguns momentos e pensar muito além disso, né? qual é o sentido da vida para você, qual é o teu propósito, eh, para você realmente superar a parte, né, triste, vamos dizer assim, né, a parte que você não espera, né, do envelhecer. Então, eh, todos os tripés, né, quando saúde física é importante, saúde mental, a saúde espiritual, a saúde social. Muitas pessoas vivem sozinhas, eh, ou tem um contexto familiar, mas cada um tá cuidando da da sua rotina, do seu dia a dia, esquece daquele idoso. Eh, tudo isso tem que ao longo do processo você tem que ir, é como fazendo um checklist, né? Você vai chegando e vendo, olha aqui, preciso melhorar, meu sono não tá tão bom, precisou melhorar a qualidade do sono. Ah, tô me alimentando bem, mas preciso melhorar movimento, fazer mais atividade. Então você vai fazendo um checklist, eh, para poder realmente chegar bem lá lá na frente. Exatamente. A Dra. Elisâela trouxe um ponto bem interessante que eu gostaria eh de conversar com a Dra. Patrícia, né? a questão do isolamento, o isolamento social, a doutora considera isso como um fator bem relevante, né, eh, na fase do envelhecimento, o isolamento social, vamos aqui falar das pessoas 60 a mais, né, que já estão aí eh, família, os filhos todos criados, tá tudo certo, a pessoa tá aposentada e muito se fala sobre isolamento social, qual o impacto, né, dessa atitude do isolamento, quando a pessoa decide se isolar, qual que é o impacto que isso traz pro nosso envelhecimento, doutora? É um impacto extremamente negativo, né? Então, leva muitas doenças, na verdade, a muitas alterações do estado mental. Então, leva ansiedade, leva depressão, leva falta de cuidados. Então, eh, na juventude a gente tem o trabalho, né? tem em geral a família, quem tem filho tem a criação dos filhos. Então esses são os propósitos ali de vida e esses propósitos eles vão trazer ali o convívio social. Então você tem o seu convívio social no trabalho, você tem um dos seus filhos, eh, da escola dos filhos, você tem aqueles outros convívios. E aí quando você vai envelhecendo, que você se aposenta, seus filhos saem de casa, esse convívio reduz muito. E aí a ideia é você entender que com o envelhecimento os propósitos eles precisam mudar. Então, quando a gente muda o nosso propósito de vida, eh, a gente constrói novas relações. Então, eh, essas relações novas vão trazer inúmeros benefícios. O isolamento social, ele aumenta, eh, a chance de desfechos negativos, né, de complicações, aumenta a chance de ansiedade, de depressão, eh até a dificuldade de tratamento, né, de suporte para intercorrências. Então, o isolamento social é extremamente negativo. E o ponto que eu eu acho que precisa ser dito é que eh essas perdas ali das relações sociais, elas com o envelhecimento, né, com aposentadoria, saída dos filhos, elas podem ser diferentes se a gente tiver novas propostas, né, buscar novas atividades, novas relações e aí preencher, modificar um pouco essas relações sociais eh junto com essa mudança de propostos de vida. E aí a gente vai ter um benefício eh enorme pro nosso envelhecimento. Orientações assim fundamentais pra gente entender essa nova fase da vida, né, que é o natural que a gente que nós vamos passar, né, vamos envelhecer, aliás, estamos envelhecendo agora a alimentação nessa fase da vida. Aliás, né, a partir dos 30 anos, a gente já começa a envelhecer. A doa, muito bem pontuou aqui, mas e a alimentação? Qual que é a importância, Dra. Elisângela, da alimentação, né? O que seria uma alimentação saudável para eh impactar num envelhecimento? Sim, eu vou dizer que é o básico bem feito. A gente hoje tem uma tendência a querer procurar também muitas novidades e esquece do básico. Então é realmente é uma alimentação mais natural possível, né? é rica em frutas, em vegetais, legumes, verduras. Eh, lembrar muito importante da proteína, então, a proteína de origem vegetal, a proteína de origem animal, eh os idosos, né, conforme vão envelhecendo, eles tendem a comer menos proteína, eles perdem um pouco o interesse, tem alteração de paladar que acaba fazendo com que eles e até a dificuldade mesmo de mastigação. Então, muitos acabam deixando de comer carne, perde esse interesse pela carne, mas ela é muito importante para poder justamente manter massa muscular, evitar complicações como a sarcopenia, que é a perda da massa muscular. Então é alimentação básica, né? É bem feito o arroz, o feijão, os legumes, né? Os vegetais, eh é o que é o que precisa evitar os os ultraprocessados, alimentos industrializados. isso eh realmente atrapalha e tem riscos, né, para desenvolvimento de muitas doenças estão relacionadas aí com essa alimentação eh rica em industrializados. É, é o, é o básico a gente assim, né, aqui essa é a nossa realidade brasileira, né? Quando a gente fala assim, eh, tipos de dieta, a gente sabe que hoje a dieta mais preconizada para um estilo de vida saudável é a dieta mediterrânea, que é justamente essa que você tem um prato mais farto em verduras, legumes, eh, vegetais e nas proteínas de origem vegetal, eh, como a soja, o feijão e depois uma quantidade menor a proteína animal. Olha, interessante, né? Interessante até isso, né? Nós temos que aprender nos alimentar corretamente, seria esse o termo, pra gente garantir aí um envelhecimento saudável. Agora, eh, doutora Patrícia, vamos lá. Eh, comi de tudo, né, até os meus 50 anos. E aí nos 50 anos virou a chave que eu preciso me mudar a minha alimentação, porque eh esse comi de tudo já está impactando no meu envelhecimento. É possível mudar, né? Eh eh preciso eh de buscar a ajuda de um nutricionista? A partir de que momento eh, indicado a minha consulta com o médico geriatra, por exemplo, momento da vida, eh, vale a pena a mudança de hábitos, né? Então, aquisição de hábitos saudáveis em qualquer momento. O ideal que a gente tenha enquanto jovem, mas em qualquer momento 50, 60, 70 anos, isso é muito válido. Mesmo pros idosos, né, ali em torno de 70, 80 anos, ainda é válido porque é melhor a qualidade de vida. Eh, com relação a quando procurar o geriatra, né, isso é uma pergunta muito comum. Eh, a gente sempre explica que o envelhecimento ele começa antes. Então, pra gente planejar esse envelhecimento, eh, quanto antes melhor. A gente começa a ter um pouco mais de exames de prevenção, eh, uma perda um pouco mais acentuada ali em torno dos 50 anos. Eh, mas para planejar o envelhecimento, você pode você consegue planejar até antes, mas de fato uma idade ali que começa a ter mais exames preventivos, que a gente começa a ter um pouco mais de perda, acentuar um pouco mais a perda, é em torno dos 50 anos. Eh, mas qualquer momento é essencial e é importante pra gente planejar o envelhecimento. O importante, sem dúvida, é não ir atrás só quando tá ali com 60, 70 anos. Então, a ideia é começar antes. Exatamente. Você pode perceber que o foco aqui do programa de hoje é planejamento, né, doutoras? Agora a Dra. Elisângela falou de um ponto, já tocou nesse assunto, eh, nesse, nesse nome sarcopenia, acho que umas duas, três vezes aqui durante a nossa conversa. Isso fica aqui na minha cabeça, porque eu preciso perguntar, eh, a sarcopenia, né, a perda da massa, é isso, né? Perda da massa magra. Uhum. Qual que é o impacto da massa magra para o processo de envelhecimento? Realmente a massa magra, ela nos favorece um envelhecimento mais saudável, doutora, e por que a gente perde massa magra nesse processo? Então, a massa magra é o que sustenta, né, nosso corpo. Então, quando a gente fala de manter independência, manter essa capacidade, a funcionalidade de você fazer as coisas do dia a dia, você precisa de ter músculo. Então, essa é uma preocupação que a gente vê ao longo do processo que vai se perdendo eh eh a massa muscular, a gente vai tendo perdas, isso tudo já de forma fisiológica e também por conta dos hábitos de vida. Então, a ideia é sempre com atividade física regularmente e com alimentação adequada, é você preservar o máximo de massa muscular, porque lá na frente isso vai ter grande impacto em quedas principalmente. Então, o impacto negativo que a gente se preocupa muito enquanto geriatra são as quedas que vão se tornando cada vez mais frequentes, eh instabilidade postural que eles vão tendo, desequilíbrio, eles queixam muito de fraqueza e muitas vezes essa fraqueza é justamente a falta de força, de músculo que não foi construído aí ao longo da vida. Mas eh independente daqueles que chegam lá numa fase mais tardia, que não tiver essa preocupação antes, a gente sempre orienta, né? Como a Patrícia falou, nunca é tarde pra gente fazer as intervenções. Então, a gente sempre vai ter essa preocupação, sempre vai orientar o paciente, o idoso, para que ele tente dentro da condição dele, ainda que ele já tenha limitações, dificuldades no dia a dia, que ele faça um pouquinho de exercício resistido, que ele coloque exercícios de força, como a musculação, o pilates, um exercício funcional. Eu falo até em casa, é possível fazer, né? Já falo muito paraos meus pacientes, coloca areia na garrafa de água e faz o movimento, faz o movimento de senta e levanta com elástico. Então é possível você tentar preservar essa massa mesmo já numa idade mais avançada. Muito bem. Agora, quando fala eh em preservar massa muscular, outro alerta acende aqui. Vamos lá, Dra. Patrícia, eh qual que é a sua avaliação? Olha isso, né? eh sobre o uso dessas canetas emagrecedoras. Um ponto é que o tratamento da obesidade a gente, eu acredito que seja louvável. Que bom, né? E que bom que a gente pode ter esse esse esse tratamento, claro, sempre com apoio, né, e acompanhamento médico, mas o que a gente vê não é isso, né? As pessoas usam de uma forma assim, eh, sem acompanhamento e, e querendo emagrecer, emagrecer. E o que nós temos visto é uma grande quantidade de pessoas que estão perdendo a massa magra, eh, por conta do uso das canetas. Dout. Patrícia, qual que é a sua avaliação num futuro não tão distante do impacto do uso dessas canetas para o envelhecimento? Eu acho que as emagrecedoras elas vieram realmente para revolucionar o tratamento da obesidade. A gente entende que a obesidade é uma doença metabólica extremamente importante que traz muitos efeitos beletérios, inclusive pro envelhecimento, né? Aumento de doenças cardiovasculares, até a infiltração ali da gordura no músculo piora a função muscular. Então a gente entende que a obesidade é uma doença extremamente importante e que ela precisa ser tratada. E aí essas medicações novas elas vêm à intenção de tratar essa doença que é tão importante. Mas aí você precisa da indicação médica e do tratamento adequado. As canetas emagrecedoras elas vieram para tratar uma condição, né, uma doença. Elas não vieram para fins estéticos. Então, a gente precisa entender que eh o erro não é da de existir as canetas emagrecedoras, mas do tratamento que é feito sem o acompanhamento médico, sem o planejamento. Então, à medida que você vai emagrecendo, você precisa substituir a massa gorda pela massa magra, então substituir gordura por músculo, eh fazer esse planejamento pra perda não ser tão acelerada, pra gente não ter eh outras perdas de nutrientes. Então, quando se utiliza essas canetas, precisa ser com acompanhamento médico e, principalmente com planejamento. precisa ser feito exercício físico, precisa eh focar na ingesta proteica, na formação de músculos para que a gente não perca eh tanto músculo junto com gordura, né? precisa transformar, perder a gordura, mas transformar essa gordura em músculo. E é como você falou, a gente tá vendo um uso indiscriminado dessas canetas. Então, sem esse acompanhamento, nitidamente com muita perda muscular, então isso vai impactar lá na frente. Se a gente entende que o nosso pico de aquisição de massa muscular é com 30, 35 anos e a gente tá perdendo essa massa muscular nessa fase, lá na frente a gente vai precisar dela. A gente entende que vai continuar eh perdendo, já perderia naturalmente o envelhecimento. E aí, se você perde a oportunidade de formar músculos na juventude, lá na frente a gente vai sofrer todas as consequências. Então, hoje é uma preocupação pra gente eh o uso indiscriminado dessas planetas sem tratamento eh médico regular, sem indicação médica e sem esse planejamento. E paraas para fins muitas vezes, que não é o o motivo pelo qual a caneta emagrecedora ela veio, né, não veio para tratar para estética, né? Então é uma preocupação, sem dúvida. Exatamente, né? Para tratar obesidade, né? E se muita gente eh utiliza a caneta, não faz exercício físico, perde massa magra, está no processo de envelhecimento, vai ter um problema muito grande lá na frente, né, doutora? Com certeza. Acho que a Patrícia esclareceu muito bem isso, né? Realmente tem que ser com acompanhamento. Uhum. Você não pode banalizar aí a medicação. Realmente veio para tratar a obesidade, tem suas indicações, sim. É positivo, né, esse avanço da da medicina, da farmacologia aí, mas tem que tomar muito cuidado. Exato. Agora vamos falar um de um ponto interessante, importante de ser dito, que ainda é um tabu, será a sexualidade, né, na terceira idade ou a sexualidade nesse processo de envelhecimento? Eh, Dra. Elisâela, qual que é a avaliação e como funciona, né? As pessoas pensam assim: "Pom, a partir de 60, 60 mais, já não tem uma vida sexual ativa, tá tudo perdido, eu já não faço mais nada, não vou para lugar nenhum, não conheço pessoas, não? Não tenho eh relacionamento, é assim mesmo? Qual o que que a gente pode esperar, né? Porque já que nós estamos em um processo de envelhecimento, a gente precisa entender como envelhece. Então, eh eh nessa, nesse ponto, né, da sexualidade, ainda é um tabu na vida das pessoas se sentar mais ou não? Sim, é um tabu, com certeza. Eu acho que isso foi construído, né, na nossa sociedade. Até então, as mulheres de antigamente, vamos dizer assim, eh casavam, tinham filhos, cumpriam o seu papel eh enquanto mulher na relação para reprodução e depois vem a menopausa cheia de sofrimentos, né, no sentido na na nessa fase da vida da das mulheres, né, da antiguidade, que passavam por todo aquele processo da menopausa sem os recursos de de uma terapia hormonal, por exemplo. o e já achavam que tinham cumprido a sua função aí nessa questão do sexo, né? Mas hoje isso tem mudado. Eh, as mulheres, não só as mulheres, né? Os homens também, eles vêm com essa demanda dentro da consulta. Eles muitas vezes perguntam, tiram dúvidas, as mulheres cada vez querendo envelhecer melhor, cuidando mais, entendendo mais esse processo do climatério, da menopausa, das mudanças hormonais que vai acontecer, mas querendo manter prazer, querendo manter libido. Então, tá, tem evoluído, né? A gente hoje vê que é outra, são outros idosos, são novos idosos. Agora, eu vejo também que esse preconceito existe muito eh do do de fora, né, daquele que ou ainda não envelheceu ou dos filhos da do próprio contexto familiar que acha que nossa, não, meu pai, minha mãe não não tem mais esses interesses e não é isso que acontece. Eles realmente a vida continua, vai tendo as mudanças, não é mais do mesmo jeito. Eles vão tendo as dificuldades aí associadas, né, com com as mudanças que vão acontecendo com o organismo, mas o interesse, a vontade, eh o prazer muitas vezes se mantém e ou muda a forma de, né, de pensar em sexualidade, mas ainda tem esse interesse, né? É interessante falar sobre isso, porque estamos aprendendo a envelhecer, né, doutora Patrícia, eh, essa questão da sexualidade, né, no envelhecimento, qual que a importância de manter um relacionamento ativo, por exemplo? Isso traz benefícios? Sem dúvida. não são benefícios pro corpo. Então, a gente entende que manter uma manter relações ativas melhora a lubrificação, por exemplo, pensando na mulher, eh, reduz atrofia vaginal. Então, pensando nisso, a gente tem benefícios na saúde eh física, né? mas não só física, como mental mesmo, o entendimento de que eh é possível você ter a você ter uma vida sexual ativa. Na verdade, eh não tem nada que impeça de ter a vida sexual ativa. A gente tem algumas alterações, mas a gente consegue tratá-las. a gente consegue com orientações, às vezes alguma algumas intervenções, a gente consegue manter essa relação eh sexual de forma prazerosa, sem dor, sem nenhuma complicação, se é o desejo da paciente e do paciente, né? Então é uma é um benefício que não é só físico, ele é mental, é aquilo aquele entendimento de que a vida não parou, ela continua. Então, depois de 60 anos, o que você fazia antes, você pode continuar fazendo. É isso que é o envelhecimento saudável, você continuar mantendo a sua capacidade de fazer as suas atividades do dia a dia, incluindo aquilo que é importante para você. Se você julga que é importante a relação sexual, eh, a gente precisa com acompanhamento médico tornar isso realmente possível, porque a gente consegue, então, benefícios físicos e mentais também. Excelente. Agora, um assunto que voltou à discussão recentemente, é um tema eh curioso e que chama muita atenção no processo de envelhecimento. Eh, vou colocar entre aspas aqui e falar a linguagem coloquial, tá, doutoras? como as pessoas dizem aqui, para as pessoas que estão em casa entender o cheiro do idoso. Muita gente associa isso à falta de higiene, mas a ciência mostra que não é bem assim, não. Então, a gente precisa entender para depois falar, né? E então eu gostaria que as doutoras explicassem pra gente o que realmente está por trás disso, o que que muda no nosso organismo, na nossa química, no nosso corpo, enfim, ah, para que a gente tenha, eh, a partir de um, uma certa idade, um exalamos um cheiro diferente que muitas pessoas que convivem com idosos falam, né, eh eh julgam e dizem que é falta de higiene. o cheiro do idoso, qual que é a avaliação e que vocês trazem pra gente referente a essa situação? Pode, pode falar, Dra. Elisâ vão tendo alterações fisiológicas que realmente vão alterar o cheiro, o odor do idoso. Eh, a pele muda, né? A nossa hidratação da pele muda. A gente tem uma, tende, o idoso tende a ter uma pele mais, mais seca, mais desidratada. a quantidade de ingesta de água também que ele que ele toma também interfere em todo o funcionamento do do organismo dele. Idoso tende a tomar menos água, hidratar menos. Então assim, é uma série as questões hormonais, né, as mudanças hormonais que vão acontecendo com o envelhecimento também faz com que ele acabe tendo esse essa essa alteração de de odor, mas que não necessariamente tem que tá associado com algo ruim, fétido, né, que a gente fala como um desconforto. para realmente você melhorar isso com esses cuidados do dia a dia, de hidratação, de, né, manutenção básica de higiene, mas também de dessa preocupação com a com a hidratação do corpo, com corporal, eu quero dizer, né, assim, hidratante corporal, a ingesta de a ingesta de água, o uso do do do desodorante, enfim. Eh, esse esse esse desconforto, na verdade, não vejo que é algo que eles queixam, tá? Não é uma queixa do idoso geralmente em consulta, mas eu acho que é mais da pessoa que tá ao redor e que muitas vezes não aceita ou não entende esse esse processo aí da do envelhecimento, mas não é uma queixa deles assim, não deles, né? Eh, geralmente é um pré, né? É um pré-conceito, né, doutora Patrícia? Eh, essa questão que muita gente fala, às vezes até associa a falta de higiene do idoso, não é? Eh, isso que a Elisante vai falar, é importante, não é um cheiro ruim, né? Então, a gente tem algumas alterações ali que são da pele, até de glândulas de suor, de secreção, eh, na pele, a gente tem um ressecamento, tem a redução da hidratação, a pele fica mais seca, né? ela fica mais fina, eh, o suor altera. Então, a gente tem essas alterações que são do envelhecimento, mas isso não combina em cheiros ruins. Eh, muitas vezes, eh, a família traz essas queixas, mas elas são completamente contornáveis, né, com hidratação, com, eh, cuidados com a pele. Então é importante isso que Elisâela falou, porque não é nada de ruim. A gente tem essas outras fisiológicas, né, mas não é uma coisa que chega a ter um cheiro muito ruim, né, um cheiro fétido de pedor mesmo. Eh, e muitas vezes tá associado também com um pouco de, como você falou, um pouco de preconceito, né, até do do nosso entendimento ali, eh, do envelhecimento, né? Então, acredito que a gente consiga sim eh contornar isso, hidratar bem a pele e deixá-la bem saudável. Excelente. Se a gente parar para analisar na nossa vida, né, quando a gente nasce, nós temos cheirinhos de bebê, [risadas] né? Depois na adolescência já tem um odor mais marcante por conta dos hormônios. E é natural, né, a gente ir mudando eh eh toda essa questão, porque a gente tá em processo de envelhecimento. Se a gente para para pensar, desde quando a gente nasce, a gente começa a envelhecer, né, doutora? Porque eh nasceu aí um abraço. Enquanto tá na barriga da mamãe, tá maravilhoso, veio pro mundão, primeiro dia, segundo dia, já está envelhecendo. E aí a gente vai aprendendo a lidar com esse processo durante a nossa vida. E eu acho que é muito importante eh o que vocês colocaram e pontuaram, que a partir dos 30 anos, né, a gente já precisa eh trabalhar com o planejamento de envelhecer, porque é inevitável, né? Envelhecer é inevitável. E que bom se a gente puder escolher eh envelhecer de uma forma mais saudável, mais livre, mais feliz, quem sabe, né? e entender e aceitar os processos da vida, porque a gente vive de fases, né? E o envelhecimento nada mais é de mais uma fase que a gente vai viver ou está vivendo. Agora 8:48. Produção tá me avisando aqui que nós temos algumas perguntas. Vamos lá, produção, pode colocar na tela, por favor. Vamos ver quem é que tá falando com a gente e sobre o que, né? Qual é a forma de envelhecer aí? Vamos ver, gente. Bruno César de Barão Geraldo. É possível melhorar a qualidade de vida mesmo começando a se cuidar só depois dos 60. Ah, sempre há momento de recomeçar, né, Dra. Elisâ. Com certeza. Com certeza. Bruno, eu gosto da frase, né, que quanto antes melhor, mas nunca é tarde. Então é comum assim às vezes até com idade mais avançada o idoso chegar no consultório com 70 e 80 anos e achar que não tem mais nada para ser feito, né? E não é verdade. A gente sempre consegue melhorar a qualidade de vida dele dentro do contexto da realidade dele. A gente sempre consegue propor alguma mudança. Então assim, nunca é tarde para começar essa preocupação, até porque, Bruno, você não sabe se você tem aí pela frente mais 10 anos de vida, mais 20 anos de vida, mais 30 anos de vida. Então é muito tempo ainda, né? Quando a gente pensa aí que as pessoas estão alcançando 80 anos, né? Já estamos aí com a expectativa de vida, né, entre 75 e 80 anos. Então é muito tempo. Não dá para achar que não dá para que não precisa fazer mais nada. Tem que se preocupar, tem que ter o acompanhamento e fazer as intervenções que sempre vai ter algum algum benefício. Com certeza. É, e sempre é momento de recomeçar, né? Não consegui fazer até agora, virou a chave e vai começar. Bora, porque tem tempo aí a gente não sabe o que que pode acontecer amanhã. Aí, enquanto você tá dormindo, acordando, respirando, bora pra vida. Vamos lá. 8:50. Mais uma pergunta pra gente, produção, pode colocar na tela, por favor. Dormir menos é algo comum em pessoas mais velhas? Ah, verdade. Ou pode ser um sinal de algum problema que precisa ser avaliado. Lembra das voz? As vovós sempre varrendo calçadas 5 horas da manhã. Eh, que coisa, né? Dout. Patrícia, essa pergunta é muito interessante porque na verdade a gente tem alterações que são fisiológicas, quando a gente fala fisiológicas é que são naturais do envelhecimento com relação ao sono. Então, sim, ele pode reduzir um pouco o tempo e ele se torna mais superficial. Então, a gente tem algumas fases do sono, algumas que são mais profundas e algumas mais superficiais. E o tempo dessas superficiais, elas aumentam com envelhecimento. Então, por isso que eles acordam mais facilmente, com qualquer barulho. Às vezes, alguém chega em casa e abre a porta, eles já acordam. Eh, então sim, pode reduzir um pouco. Eh, ele se torna mais superficial, ele pode ter esse despertar mais precoce, né, um pouco mais cedo, mas ele tem que ser reparador, ou seja, ele tem que deixar o idoso descansado, o idoso tem que acordar bem descansado, sem sonolência durante o dia. Então, a gente tem essas alterações que são fisiológicas, mas sem repercutir num sono que seja reparador. Então, a gente tem sim essas alterações. Muito bem. Olha gente, agora 8:51, a gente precisa encerrar o programa, mas eu tô feliz por aprender um pouco mais sobre envelhecimento, porque estou no processo, estamos no processo e é importante, né, a gente aceitar a fase da vida e aprender a lidar com essa esse novo jeito de viver. Então, talvez o nosso maior desafio, né, da dessa geração nossa aqui não seja é viver mais aprender a viver melhor e para isso a gente precisa de ensinamento. E é isso que fizemos aqui, graças à presença então das nossas doutoras geriatras convidadas que nos explicaram, né, como é que a gente deve planejar aí o nosso envelhecimento. Quero agradecer demais a participação de vocês, começando pela Dra. Elisângela, muito obrigada pela sua participação, pela sua presença e por compartilhar com a gente, viu? Obrigada. Obrigada. Foi ótimo. Obrigada, Patrícia. Eh, é isso, a gente cada vez mais entender que envelhecer já é o agora, né? Então, o que você puder fazer desde já, pensando lá na frente, vai fazer diferença, vai ter um impacto positivo de como você vai chegar. Então, queira chegar bem, queira chegar com saúde, com disposição, com autonomia, com qualidade, mas comece hoje. Não deixe paraqu 10 anos, não, que pode ser tarde, comece hoje. Importante demais a sua fala, a sua participação, a sua troca com a gente. Mais uma vez, muito obrigada, Dra. Patrícia, muito obrigada também, né? E deixamos claro aqui com a fala de vocês que planejamento é tudo nessa vida, principalmente pro nosso envelhecimento. Obrigada pela participação e pela troca, viu? Eu agradeço muito. E uma coisa que eu queria deixar aqui, eh, a gente precisa dar as mãos pro nosso envelhecimento, né? A gente não pode travar uma guerra contra o envelhecimento porque ele é inevitável. Então a gente precisa dar as mãos pro nosso envelhecimento, pra gente aceitar o envelhecimento e planejar esse envelhecimento pra gente ter um envelhecimento saudável. Eu acho que isso precisa ficar claro, a gente precisa dar as mãos pro nosso envelhecimento. Muito obrigada pela oportunidade, foi muito bom. Obrigada, Elisângela. Foi muito bom o nosso bate-papo hoje. Nossa, excelente, gente. É muito ensinamento, né? Bora planejar o envelhecimento. A gente pode começar a planejar hoje. Se de repente você não se planejou ainda, sempre há tempo de começar, tá bom? Olha, amanhã nós temos estúdio Câmara novamente a partir das 8 da manhã. [música] Amanhã a gente traz um problema silencioso, mas cada vez mais presente. A gente vai abordar a insônia nos tempos atuais. Eh, o que mudou na nossa rotina pro sono desaparecer? Será que foram as telas, a correria do dia a dia, a performance? o que que tá acontecendo. E a gente vai tentar entender também porque que a sociedade nunca dormiu tão mal e discutir um alerta vermelho, né? É o aumento de crianças dependentes de remédios para dormir. Então assim, eh as doutoras trouxeram que sim, no envelhecimento a gente eh eh tem algumas alterações que podemos deixar o sono mais sensível. Agora, e as crianças? Você percebe que a criança ela precisa dormir para crescer? O bebê dorme, né, para para o crescimento, mas as crianças elas, infelizmente algumas estão dependentes de remédios para dormir. O que está acontecendo? Vamos discutir sobre isso amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Obrigado pela sua audiência, pela sua companhia. Agora faltando 5 minutinhos para as 9. Aí tá chegando aí. Depois nós temos eventos e reuniões no plenário José Maria Matozinho, que serão transmitidos ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. E ao meio-dia tem Gabriel Castro e o Câmara Notícia. Um grande abraço, fique bem e até amanhã, se Deus quiser. Se cuide. Ciao [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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