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Estúdio Câmara | Educação na infância e os desafios de formar crianças saudáveis
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Estúdio Câmara | Educação na infância e os desafios de formar crianças saudáveis

236 views Publicado 14/04/2026 HD · 1:03:35
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta terça-feira coloca em pauta a educação na primeira infância e os desafios de formar crianças emocionalmente saudáveis em Campinas. Diante do aumento da violência contra a mulher no Brasil, especialistas alertam que a prevenção começa cedo, na forma como meninos aprendem a lidar com emoções e como meninas são educadas, muitas vezes sob pressão social. O programa discute como a educação com afeto, respeito e equidade pode ajudar a romper ciclos de violência geracional. A conversa aborda o silenciamento emocional masculino, as expectativas precoces sobre meninas, o papel da escola e da família na construção de vínculos saudáveis e o impacto dos primeiros anos na vida adulta. A pauta do dia também inclui a 9ª reunião da Comissão Especial de Estudos sobre a Reforma Tributária, com debate sobre programas de autorregularização e conformidade no contexto da reforma do consumo em Campinas.

Descrição do vídeo

No Estúdio Câmara, o debate de hoje olha para o futuro, mas começa na infância: como a educação emocional, o afeto, o respeito e a equidade podem ajudar a romper ciclos de violência e formar crianças mais saudáveis. A conversa mostra que os primeiros anos de vida são decisivos para a construção da identidade, dos vínculos, da empatia e da forma como meninos e meninas aprendem a lidar com o mundo. A psicopedagoga clínica Clarissa Ceschi Shishido explica como, até os 8 anos, a criança aprende muito mais pela observação e pela imitação do que pelas palavras. Por isso, a rotina em casa, o exemplo dos adultos, a forma como emoções são acolhidas e o tipo de brincadeiras oferecidas influenciam diretamente na formação emocional e social das crianças. O psicólogo Fernando Freitas do Nascimento amplia a discussão ao abordar a relação entre criação, adolescência, internet, pertencimento e saúde mental. O programa também trata de temas como masculinidade, o impacto de frases como “homem não chora”, a importância de validar sentimentos e o papel da família na prevenção de comportamentos violentos e na construção de pensamento crítico. Ao longo da entrevista, surgem reflexões sobre limites, diálogo, presença familiar, uso de telas, educação sem violência e a importância de criar memórias afetivas com os filhos. O episódio mostra que educar não é fácil, mas que a presença, a escuta e o exemplo continuam sendo os pilares mais importantes para formar crianças e adolescentes mais equilibrados. 🧠❤️ Se você quer entender melhor como a infância influencia a vida adulta e como pais, responsáveis e educadores podem contribuir para um desenvolvimento mais saudável, este episódio traz orientações valiosas e reflexões necessárias para a vida em família. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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Olá, [música] muito bom dia para você que tá ligadinho com a gente aqui na TV Câmara Campinas. [música] Estamos chegando. Estúdio Câmara ao vivo a partir de agora, amanhã de [música] terça-feira, 14 de abril. Bom, o tema de hoje olha para o futuro, mas começa [música] agora na infância. Diante do aumento da violência contra a mulher no Brasil, especialistas alertam: "A prevenção começa bem cedo na forma como meninos aprendem a lidar com emoções [música] e como meninas são educadas muitas vezes sob pressão desde pequenas. Estamos ensinando meninos a sentir [música] ou silenciar as emoções e que expectativas recaem sobre as meninas? Hoje nós vamos falar sobre como a [música] educação com afeto, respeito e equidade pode ajudar a romper ciclos de violência. [música] O tema do estúdio Câmara de hoje é educação na primeira infância. Nós já estamos com a nossa convidada aqui no estúdio, daqui a pouquinho vamos apresentá-la. [música] Enquanto isso, você vai mandando a sua mensagem pra gente e conversando conosco. Você tem dificuldade na educação da sua criança ou você tem alguma experiência que você possa compartilhar conosco? Mande pra gente a sua mensagem através do nosso WhatsApp, tá? Já está aberto. Nossa produção está apostos para receber a sua mensagem, porque nós vamos interagir com você que tá em casa. 199729377. Enquanto você manda sua mensagem ou atualiza algumas informações, vamos fazer a previsão do tempo e já já vamos apresentar a nossa convidada de hoje. Bom, a comissão especial de estudos sobre a reforma tributária da Câmara de Campinas realiza hoje, às 2 da tarde a nona reunião no plenário José Maria Matozinho. O encontro vai discutir programas de autorregularização e conformidade tributária no contexto da nova reforma tributária do consumo. Especialistas da área participam do debate destacando a importância dessas medidas para facilitar a adaptação [música] de empresas e cidadãos às novas regras, reduzir conflitos e também aumentar a segurança jurídica. A reunião será transmitida ao vivo pela TV Câmara Campinas e você também pode participar [música] presencialmente no plenário. E ontem à noite aconteceu a 20ª reunião ordinária e os vereadores aprovaram em primeiro turno mudanças nas regras para o comércio ambulante na cidade. O projeto limita a um ponto por permissionário, define regras para a transferência [música] de licenças e prevê penalidades que podem levar à perda da permissão. Também estabelece critérios de organização urbana como distância mínima entre os pontos. Ao [música] todo, sete projetos foram aprovados na sessão de ontem e todos os detalhes você acompanha no Câmara Notícia ao meio-dia com Gabriel Castro. Agora sim, a previsão do tempo para você. Você passou frio essa noite? Eu passei frio, pensei que não ia ficar tão frio e senti frio porque nós estamos no outono. Então uma noite típica de outono, friozinho, né? Agora de manhã também, mas no meio do dia a temperatura tende a aumentar. A mínima foi de 17, a máxima de 28º. Hoje temos [música] sol com algumas nuvens, não tem possibilidade de chuva. Vamos embora. Um dia lindo para mim, para você. Se hidrate, acredite e vamos fazer um lindo dia. Bom, agora nós vamos ao nosso tema central. Falar de educação na primeira infância não é só sobre gênero, gente. Não é sobre menino e menina, é sobre civilidade. É quando decidimos entre repetir padrões ou construir mais respeito e equidade. Isso envolve meninos, meninas. Meninos ainda são ensinados a esconder sentimentos, né? Enquanto meninas crescem sob cobranças de comportamento e aparência. Olha só, uma pesquisa com 47.000 pessoas mostra que uma em eh um em cada quatro meninos se sente solitário e só três em cada 10 falam sobre seus medos. Meninas também enfrentam pressões que afetam autoestima e liberdade desde cedo. Diante disso, fica a pergunta: esses modelos tradicionais ainda fazem sentido hoje? A mudança passa pela educação em casa e na escola e levanta outra reflexão. Como formar crianças emocionalmente saudáveis e com mais equilíbrio social? Uau! Tá vendo só? Vamos aprofundar esse assunto. Então, a gente recebe a nossa psicopedagoga clínica. Ela é a Clarissa Sesc Xido, vai conversar com a gente sobre a educação na primeira infância. Seja muito bem-vinda. Bom dia para você. Obrigada pela sua presença. Obada. Agradeço o convite. Bom dia. Vamos lá, gente. Você aí de casa, como que está sendo a educação da sua criança, principalmente, ã, em tempos de tecnologia, em tempos de falta de paciência, em tempos de neurodivergência, a gente precisa falar da educação das nossas crianças, né? Então, Clarissa, na prática da educação infantil, né, que é a sua linha de trabalho, o que significa formar crianças com uma masculinidade e feminilidade mais saudáveis? Por que que essa formação, a educação infantil, na verdade, virou um tema para discussão muito urgente e social. Bom dia a todos. Realmente é um tema que nós precisamos discutir, porque a formação da criança até os 8 anos, como que ela ocorre? Isso é um ponto muito importante pra gente tá debatendo nessa manhã. Uhum. A formação da criança até os 8 anos, ela ocorre pela observação e pela imitação. Então, como você bem disse, a crianças, tanto os meninos quanto meninas, elas são educadas de maneiras parcialmente diferentes. Então, a menina, ela é educada, brinca de casinha, cozinha, passa roupa. E o menino é educado como você trabalha, você dirige. E nós temos ter esse cuidado na formação da criança, porque até os 8 anos é pela imitação, é pela observação. E nesse momento daquele dessa fase, ela está construindo o quê? A sua identidade. Uau! Então a criança ela vai eh aprender muito mais pela observação do que pela fala. Espelho, somos reflexos. Nós somos os reflexos dos nossos filhos, né? Então não tem por a gente realmente separar. A menina só vai brincar de casinha, de boneca e o menino não. O menino só vai brincar de carrinho, futebol. Por que isso? Sendo que na nossa sociedade hoje nós temos o quê? Jogadoras de de futebol. Nós temos mulheres que dirigem caminhão. Uhum. Nós temos homem que hoje são cozinheiros e são cozinheiros famosos, são excelentes no que fazem. Então nós temos que trabalhar a igualdade. Então sim, a menina pode ser o que ela quer e o menino também pode ser o que ela o que ele quiser. Nós podemos o quê? Juntar, somar os dois. Exatamente. Só que a nossa sociedade ainda enfrenta algo que precisa ser quebrado, que é aquela cultura, né? A cultura é importante, a cultura é maravilhosa. Nós temos histórias e as histórias elas fazem parte do que somos hoje, não é? Mas a gente precisa quebrar esse tabu, essa coisa de que eh a menina ela vai ser criada para odeio falar essa frase, essa palavra, mas a menina é feita para procriar e cuidar de casa e o menino é feito para provedor. Vamos lá. Época das cavernas, né? Bom, o homem ia paraa caça e a mulher ficava aguardando. Gente, hoje as coisas já não são mais assim. E que bom que não são mais assim. As mulheres lutam tanto pela independência, né? E hoje nós avançamos, claro, nós temos muito para avançar ainda, mas nós temos uma um avanço significativo e isso se reflete na sociedade. E essa reflexão, gente, é é algo assim que me chama atenção, porque ao invés de sermos ah, vamos lá, e, eh, assertivas e, e termos esse reconhecimento, muitas vezes pelo fato da mulher ter eh se desenvolvido, ela é vista com ódio. Tem tem pessoa, tem homens e mulheres que olham mulheres desenvolvidas tanto eh profissionalmente como mentalmente com muito ódio. Agora, se somos espelhos para as nossas crianças, o que será que essas crianças estão vendo gente? Então, a gente precisa cuidar muito com o que a gente fala, com o que a gente faz, com o que a gente age diante dos nossos filhos, mesmo que não seja na educação ali, ã, dentro de casa, vou educar você agora, né? Não. Eh, todos os dias tudo que você tá fazendo, a forma que você tá agindo, essa criança ela está sendo educada pelos seus atos. Então, é importante a gente prestar atenção no que a gente faz. Muito. Você sabe que a família é o primeiro contato da criança com o mundo, né? Olha aí, a criança tem seu primeiro contato com o mundo na área familiar. É dentro de casa que nós temos que ter cuidado de como que nós estamos nos reportando pros nossos filhos, porque nós somos o exemplo, nós somos o espelho dele dentro de casa. Ele vai aprender a formar a sua identidade. Ele vai aprender regras, combinados, empatia. Ele vai aprender como respeitar os o próximo. Então, uma criança, pensa comigo, uma criança que vive num ambiente familiar, que é desestruturado, onde o pai fica gritando com a mãe, onde não tem respeito, onde qualquer problema ele que é gerado, ele vai resolver a base de grito, a base de nervosismo, que que nós estamos criando uma criança, né? Nós temos que pensar que a criança de hoje é o adolescente de amanhã, é o homem de amanhã. Então, uma criança que é que está sendo criada num ambiente familiar, que não tem o respeito com o próximo, vai ser um adolescente que não vai saber lidar com frustrações, vai ser um um adolescente que vai ter emocionalmente abalado. Então, qualquer problema ele vai estar desestruturado, ele não vai conseguir pensar, raciocinar, não vai ter pensamento crítico para resolver seus problemas amanhã. É muito importante, muito sério o como que nós estamos criando nossos filhos. Lógico, como você bem disse, a escola tem essa base, mas a escola não substitui a família. Exatamente, né? A gente fala assim, a escola, né? Ah, leva pra escola e tá tudo bem, gente, não é assim, né? Precisa ter. A gente sempre fala aqui quando a gente eh conversa sobre as crianças, sobre a educação, né, da dos nossos pequenos. A gente sempre conversa e fala aqui sobre a conexão entre a escola e os pais, né? Porque a gente sabe que tá todo mundo correndo, a gente sabe que tá cada vez mais difícil a educação das nossas crianças, mas aí pela correria, eh, muitos pais sem julgamento, tá gente? Porque às vezes a gente faz isso de forma natural, a gente faz isso sem perceber. Você pega sua criança, levauf, joga lá na escola, né? E aí você joga na escola e vai trabalhar. E depois você pega a criança em casa, coloca no banheiro, dá um banhozinho, dá lá um papazinho, coloca para dormir e pronto. Amanhã de novo e depois de novo. Isso forma um ciclo vicioso. E aí a gente não percebe que nós estamos deixando faltar o essencial, que é a conexão, que é o carinho, que é a escuta, que é a conversa com os nossos filhos. E aí, eh, você para e fala assim: "Poxa vida, mas eu não tenho tempo". Bom, de repente, eh, no caminho, no carro, o que que você faz, né? Quando você tá com o seu filho dentro do carro ou que você vai caminhando para levar na escola, é um momento que você pode tirar, né, para poder conversar, para poder eh ouvir o que essa criança tem a dizer. Às vezes, nem tanto a conversa, mas a escuta, né? a escuta, porque a partir da escuta você consegue identificar alguns pontos para poder trabalhar com essa criança. Bom, a gente tá aqui com a Clarissa, ela é psicopedagoga e agora para completar a nossa dupla, a gente recebe o nosso psicólogo, né? O psicólogo é o Fernando Freitas do Nascimento, acabou de chegar, tá aqui com a gente, pegou um trânsito, mas mesmo assim tá conosco. Tá vendo? Quando eu falo tudo dá certo é porque tudo dá certo. No final tudo dá certo. A gente tem que manter o equilíbrio, né? a tranquilidade, uma autorregulação e as coisas acontecem. Seja bem-vindo, que bom te receber. Bom dia. Muito obrigado. Bom dia, gente. Desculpa a demora, peguei um trânsito para chegar aqui. Não conheço muito a região, mas é um prazer estar aqui conversando com você. Prazer é todo nosso. Prazer é todo nosso. Sinta-se à vontade. Trânsito é uma coisa natural, né? A gente sabe disso e acontece e tá tudo bem. Agora, eh, a gente tá conversando aqui, Clarissa, sobre a educação infantil, né? os desafios da educação infantil nesse momento que a gente tá vivendo hoje, com muita tecnologia, com muita correria, com muita criança neurodivergente também. Então, a a o papel dos pais, o papel da escola e a dificuldade que temos. Uhum. Por quê? Porque quando a gente fala da educação infantil, não tem como a gente falar, não falar de violência contra a mulher, de feminicídio, de red pill. Eu gostaria que você trouxesse a sua visão psicológica pra gente sobre a educação infantil nos tempos de hoje. Que dificuldade imensa, por favor. Nossa, que que assunto complexo, né? Eh, quando eu cheguei, eu peguei vocês falando um pouco da parte, né, do das crianças na escola, os pais têm do que trabalhar. E a gente tem uma questão hoje, né, que é com a ascensão da classe média, que são uma grande gigantesca aí população de pais que precisam trabalhar para manter a rotina, a vida deles, o parcelamento do apartamento, car sustento, né, pra família, gente. Isso é público e notório, né? Sim. E grande parte do público que eu atendo no consultório são adolescentes e são adolescentes, filho desses pais. Uhum. que muitas vezes eh precisam fazer várias horas extras para dar conta da rotina de trabalho, para conseguir pagar as contas. Só que esse adolescente ele fica muito tempo na escola, muito tempo em casa sozinho. Uhum. E aí ele não tem esse acompanhamento de perto dos pais. E aí que vem a questão da da internet, né, onde que ele tem acesso a vários conteúdos. Então, um uma coisa nova que tem chegado no consultório, não tão nova assim, faz uns três, 4 anos, são os adolescentes que eles acessam, né, os Discordes, os grupos mais ocultos e ali eles conseguem encontrar um grupo ao qual eles têm atenção e eles se sentem pertencentes, né? Então essa questão da criação, enfim, tem muita coisa pra gente distinguir. Sim, é o espelho, né, Clarissa? por favor. Olha só que nós vamos falando sobre isso, né? Sobre a importância da presença dos pais, porque o que mais a gente encontra hoje também no consultório, que eu falei que é meu público, é o infantil, ainda tendo alguns adolescentes, por é aquilo que a gente tava conversando lá atrás. Então assim, nessa rotina que os pais têm de trabalho, eles esquecem do quê? Que o principal não é o presente, é estar presente na vida do filho. É. Exato. Porque que eu falei para você, as crianças hoje vão ser esses adolescentes. Então os adolescentes hoje, porque assim, na fase até os 8 anos, que vai para você é é imitação, é observação, depois eles passam por uma evolução. Aonde que eles vão aprender? Eles vão aprender como aí sim eles passam dessa imitação de observação, eles passam para essa evolução. Dessa evolução eles vão para o diálogo. E se você não constrói com o seu filho diálogo na fase infantil, é muito difícil depois você entrar no mundo dessas crianças. E o adolescente, ele precisa desse pertencimento, desse poder. E se ele encontra um grupo que vai dar isso para ele, ele vai querer ficar. Porque esse grupo vai dar respostas, entre aspas, que eles estão procurando. Então assim, aquele sentimento que não foi trabalhado lá no infantil, aqui nesse grupo, hoje eles me entendem, eles me compreendem. Uhum. E se eu puder complementar, eu recebo o adolescente com os pais falando: "Fernando, eu quero agora que o meu filho comece jogar bola. Eu quero que ele pratique esporte". resolve isso aí, dá um jeito. E é o que você falou, essa relação ela não foi construída. Uhum. E aí o adolescente tem 15, 16, 17 anos. E aí eles têm essa expectativa que em pouco tempo o psicólogo resolva toda essa questão estrutural. E é um processo, né, que tem que ser feito com equipe. Então, uma coisa que eu fazia no início, às vezes quando eu atendia, eu não estabelecia muito bem esse contrato com os pais. Hoje eu faço, eu brinco que eu prefiro perder o, o caso, o atendimento, sendo sincero com os pais, falando da importância de que eles participem. Não é deixar o filho lá comigo uma hora na semana e voltar para buscar e depois tá tudo OK. Não, grande parte do atendimento com o adolescente vai ser a participação dos pais, porque ele vai estar uma hora comigo e vai est o dia inteiro ali fazendo outras coisas. Então essa construção de relação é muito importante, muito importante. E agora aquela questão que nós estávamos conversando, eu e a Clarissa aqui antes de você chegar, eh esse negócio de a menina tem que brincar só de boneca, de casinha, de fogãozinho. Eu não sei, cada um tem sua opinião. Jornalista não pode dar opinião, mas eu sou mãe de menina. Gente, eu vou falar um negócio para vocês. A minha filha jogou futebol, a minha filha andou de skate, eh, a minha filha brincou de boneca, a minha filha jogou bola, jogou vôlei. Então, assim, fez fez a arte marcial. Teve um momento que ela tava meio que indefinida, ela não sabia se ela se ela queria uma uma roupa eh eh rosa ou uma roupa preta. E eu deixei, eu fui, sabe assim, aquele negócio de você não impor, sabe? Você só observa e deixa. Porque gente, esse negócio de que a menina tem que brincar com boneco e o menino tem que brincar com carrinho. Ô, poxa vida, sou no século XX, né? Me desculpa, eu não, né? O jornalista não pode dar opinião, mas eu sou mãe. Como mãe, como jornalista [risadas] não posso, mas como mãe eu posso. Então assim, eu simplesmente deixei e observei, entende? Por quê? Porque ela precisa ter também, eles precisam ter a liberdade de escolha. Não somos nós que vamos impor uma regra para os nossos filhos a partir do quê? A partir de algo que eles iniciam na vidinha deles, que é o brincar, né? Então, se você para para olhar essas essa questão de brinquedo, eu não sei se a indústria tem culpa nisso também, qual que é a avaliação psicológica que você faz, Fernando, referente aos brinquedos? Quem é que disse que o menino não pode pegar uma boneca? A Clarissa tava conversando comigo aqui em off antes de iniciarmos o programa e ela tocou num ponto bem interessante. O menino não pode pegar uma boneca, OK? Mas ele só vai eh saber o que é manejar um bebê, né, quando ele tiver um filho. Poxa, vida. É, por favor, meu psicólogo, explique pra gente isso. E eu posso falar por experiência própria, né, da criação masculina, como geralmente ela é feita. Então, quando eu tava vindo, eu tava até pensando sobre isso, alguns exemplos assim, eu lembro de em casa, criança, brincando, churrasco de família e aí você com 4, 5 anos você vai brincar com outras crianças que tá ali. Se você é criança, sai com uma outra menininha, os tios e aí que que aconteceu, gente? É isso. Então, são tipos de brincadeira. Ou lembro, eu sou de periferia, da periferia de São Paulo. Uhum. Hum. E aí quando ia atrás do meu pai, às vezes ele tava no boteco e passava alguma mulher na rua, seja qual for, e aí criança não olhava. E aí todos os senhores do bar olhavam para mim. E aí, por que que você não tá olhando? Muito estranho esse menino, né? Então, o incentivo a esse tipo de comportamento que a gente vai chegar no no RP. E aí quando a gente fala de brincadeiras também, geralmente os meninos com brincadeiras de carrinho, bate-bate, brincadeiras mais agressivas, ao falar de sentimentos, eles sendo inibidos sempre. E aí, só contando um caso meu, eu lembro outro dia que eu tava em casa assistindo um desses filmes de sessão da tarde de criança com alguma doença grave, aqueles que fazem a gente chorar. É. E aí eu me vi 4 horas da tarde assim chorando assim, assistindo um filme de criança. E aí eu fiquei meio persecutório assim, tipo, nossa, mas eu não posso chorar. Minha esposa tá na cozinha, eu tô chorando com um filme desse. Que coisa, que coisa besta. Aí depois, sendo psicólogo, né, parei para pensar, mas por que que eu não posso chorar? Exato. E aí eu parei para lembrar disso, né? Da onde que veio isso? Quem disse isso para você? Aí eu lembro de todas as vezes quando criança na escola, se eu tava brincando de bola com os meninos e aí alguém caía, chorava. Eh, esse aí era o mais fraco. Levanta, homem, não chora. Esse aí não pode. Então é é algo que é inserido na gente, incentivado na gente desde cedo, né? e depois a gente fica com todas as dificuldades para trabalhar. Então, a questão da brincadeira, a questão da criação, o quanto que influencia hoje nos comportamentos, vamos dizer assim, disfuncionais, né, que a gente tem como sociedade. É interessante a gente pensar que essa essa criação, né, que nos foi imposta, que nos foi inserida, ela deixou marcas, né? E essas marcas, eh, a gente continua, de repente deixando nas nossas crianças. Eu acho que seria interessante a gente parar, né, analisar, menino chora sim, né? Menina pode brincar de carrinho, sim, né, Clarissa? Porque se a gente continuar nessa, nesse olhar um pouco fechado, não vai combinar com a a vida que a gente tá vivendo hoje. A gente precisa se moldar, a gente precisa se atualizar. E assim é também com a criação. Exatamente. Como bem doutor falou, por que que homem não chora? Quando você fala pro seu filho: "Não chora, engole esse choro. Homem não chora, homem tem que ser forte. Você está invalidando o sentimento do seu filhom. Você não faz com que tenha pensamento crítico, porque o importante nessa geração é o quê? Esse pensamento. Por que que você está chorando? Está tudo bem. Porque o chorar faz parte. É um sentimento. É um sentimento como alegria. É um sentimento como uma tristeza. E tem choro de alegria, tem choro de de tristeza, tem choro de alívio. O importante é que essa criança hoje para se tornar um adolescente eh bem estruturada emocionalmente, saiba validar os seus sentimentos e não invalidar. Então, quando você falou assim, ai eu me peguei chorando, eu não podia chorar. Por quê? Porque a sociedade impõe isso. Como você mesmo disse, a sociedade impõe que o homem não chora, o homem tem que ser o forte. A mulher, opa, a mulher não pode ganhar mais que o homem. Uhum. A mulher tem que cozinhar, a mulher tem que lavar, a mulher tem que cuidar dos filhos. A mulher tem que procriar, na verdade, né? Chulo esse comentário, mas é verdade, é isso, né? Antes a mulher, a minha avó teve 10 filhos. Ô, gente, pera aí. Essa mulher viveu o quê? Ela, ela teve um filho, aí deu tempo de passar e eh a o resguardo lá, aí engravidou de novo, aí teve outro filho, aí engravidou e aí um filho cuidava do outro filho que cuidava do outro filho. Que que é isso? Mas aquilo que a gente tava conversando, por isso que você falou assim, você ai eu me peguei chorando, porque lá no passado a sociedade impôs isso e isso reflete nas crianças, nas crianças, nos adolescentes e nos adultos que somos hoje. Então nós comoos adultos, a gente fala assim, não, porque eu fui educado assim, eu fui educado que mulher tem que deixar a roupa passadinha, eu fui educado que o homem não vai chorar, filho não chora. Quem falou isso? Exato. A gente passa por por mudanças, por transformações. Hoje não é mais assim. É como nós temos que a escola também trabalha mo isso com as crianças e com os adolescentes, a empatia, a se colocar no lugar do outro, a você respeitar o seu próximo para justamente não cair no que você falou, nesse movimento de redill. Exatamente. Esse movimento de redill, ele tá tá sendo muito forte, né? E me chama atenção quando você, Fernando, fala falou que eu não tinha parado para pensar nisso, né? H, claro, a gente sabe que a a a criança, se não está com os pais presente, né? Presente que eu digo é a presença de verdade, não é só a física, né? Ela vai sim paraa internet, é natural hoje, infelizmente é assim. E aí dentro da internet não pensa que só tem lá um um joguinho, um negocinho assim tão ah que não vai acontecer algo além, porque é um mundo obscuro, a gente sabe disso. E aí ela vai ter a sensação de apoio, de acolhimento ali naquele lugar. E ali cresce de repente essa coisa de redill porque é o espelho, é o espelho não da família, mas é o espelho, né, que ele está tendo do lugar que tá dando para ele o apoio e o conforto. Isso é perigoso demais. O que que você, qual que é a avaliação que você faz desse negócio de red e como que a gente tem que fazer para lidar com as nossas crianças para de repente não deixar que isso se torne comum, natural, esse ódio contra a mulher, né, que a gente precisa falar sobre isso. Uhum. Eu penso que a construção da da solução ou do trabalho para ela, ele não é individual, né? Ele é coletivo assim, a gente trabalhar com políticas públicas, propagandas de informação, porque basicamente para mim falando assim muito a grosso modo, os Ed PS eles trabalham com meias verdades, né? Então é aquela ideia do, e eu até comparo com antigamente com quando o crime organizado ou tráfego, eles recrutam os adolescentes e aí geralmente são eh crianças, adolescentes periféricos que os pais não têm ou estão afastados, que eles estão ali meio que largados e eles encontram uma família e eles dão a vida por essa família porque por mais que seja o tráfego, foi a família que acolheu ele. Exatamente. Atualmente isso acontece na internet. Então a essas crianças, esses adolescentes estão sozinhos em casa com o mundo que é a internet ao dispor deles. Eles são acolhidos na escola, alguns meninos que, principalmente os que têm mais dificuldade de relacionamento, eh, de interações sociais, não se sentem pertencentes, às vezes tem até questões relacionadas ao bullying. Uhum. E aí na internet, alguém ali de repente tá dando atenção para ele, tá falando que ele é legal, tá falando que ele é inteligente, tá falando que ele pode fazer parte do grupo, tá falando que inclusive ele pode ser o líder do grupo. Uau! E aí ele se sente muito, muito reconhecido. Isso eh o isso não acontece só com os adolescentes, né? Também vai pros jovens adultos, pros adultos maduros. E a partir daí tem muitos pills aí ganhando bastante, vendendo bastante livros, ensinando outros homens, né, esse tipo de cultura e trabalhando também com meias verdades, que é o que eu coloco, né, eh nessa parte eu falo bastante disso também nas redes sociais, que são eh começam a criar regras. Uhum. E aí, mulher depois dos 30? Sim. Não, não pode. A mulher é feita para fazer isso ou eh as mulheres elas têm o domínio do mundo, estão contra os homens. Eh, e aí eles pegam meias verdades, distorcem a realidade e vendem isso para outras pessoas que acabam se identificando, né? Então são, é um tipo de teoria da conspiração. Que pecado isso, né, Clarissa? É triste, né? Muito. É triste quando você para para olhar a proporção, a profundidade disso. Eh, porque isso não faz parte de repente do seu mundo, nem do meu, porque a gente não vive isso, mas isso existe. E quando a gente para para analisar e da forma que o Fernando tá trazendo, gente, dá uma dorzinha por dentro assim, é um pecado muito grande que tá sendo feito para as nossas crianças. muito, até porque assim, tudo que você falou volta naquilo que a gente tava conversando, a presença da família, porque nesse movimento, o que que é legal a gente conversar com as crianças e com os adolescentes, né? Exemplos. Exemplos e diálogos. Então, nesse movimento de redpill, o que é legal você trazendo dentro da sua casa? Perguntas, principalmente, falo pros adolescentes, porque é eles que consomem muito, né? Então o algoritmo vê que ele está lá, como você mesmo disse, é um grupo, é um pertencimento. Por que que ele tá querendo se sentir pertencente a esse grupo? Porque lá atrás ele não teve esse diálogo familiar. Isso é um dos pontos que faz com que ele queira fazer parte desse grupo. Então você levantar em casa, você já viu o papai fazer isso com a mamãe? Você já viu a gente gritar? A gente já viu ter algum tipo de violência? Pode ter adolescentes que vivem isso dentro de casa. infelizmente, mas sempre tem esse diálogo aberto. E como que você vai fazer dentro de casa? Ai, Clarissa, nossa, eu tô perdendo então o controle do meu filho em relação à rede social. Eu não falo que a família perde o controle, mas eu falo que a família ela está disputando com a internet. E nessa disputa não vai ganhar quem tem a voz mais alta, vai ganhar através do diálogo. Então, realmente ter um controle eh um limite pro seu filho realmente estar na internet, esteja atento que que ele está consumindo na internet, porque o algoritmo vai entregar aquilo que ele está consumindo. Exato. Então, esteja atento [limpando a garganta] quanto tempo ele passa na rede social? Ele teve alguma mudança dentro de casa? Acho que isso até vale mais para, né, pro senhor abordar. e tá tendo algum comportamento, porque na escola o comportamento reflete, né, nas brincadeiras, numa conversa. A escola tem esse papel de trazer esse movimento para conversar, fazer uma roda de conversa, um bate-papo, fazer um podcast. Tem mil possibilidades paraa escola abordar. Mas fiquem atentos, pais, aos aos comportamentos dentro de casa e a presença familiar, a presença do pai. Eu não falo pai da figura realmente masculina, porque nós nós sabemos que tem aqueles aqueles pães, né, as mães que são pais, mas quando não tem a presença do pai, outro familiar ocupa e que se a outra pessoa está ocupando esse espaço, ocupe com dignidade, ocupe com sabendo respeitar as mulheres, sabendo respeitar o próximo, sabendo ter a igualdade. Porque nós mulheres nesse movimento do RP, nós não estamos para ai disputar um espaço. Nós temos o mesmo espaço. As mulheres têm o mesmo espaço que a gente estava conversando. As mulheres podem ganhar mais que os homens. Tá tudo bem. Essa é uma frase que eu uso muito em casa com a minha filha. Está tudo bem. Você tá chorando? Tá tudo bem. Eu estou com você. Estou próximo de você. É isso mesmo, né, Fernando? Acho que a gente precisa eh se atentar mais na criação dos nossos filhos. das meninas, né, para aprender a identificar Uhum. O que não é saudável para elas aceitarem, ao invés de você não pode brincar com o carrinho, mudar o discurso, né? E pros meninos também da mesma forma, mas eh explicar para eles que a mulher pode ser uma companheira. A mulher ela pode ser algo que vem para somar, não algo que vem para ser para ele algo que vai competir com ele, né? Eu acho que é mais ou menos isso, não é? É. É. Aí eu acho que a gente entra bastante, né, no nessa questão que a gente comentou da criação do do homem em geral na na sociedade, o quanto que acaba sendo difícil o homem que foi criado dessa forma ver a mulher ali ganhando mais e ele que cresceu com a ideia que ele seria o provedor da casa, ele lidar com isso. E aí tem algo muito legal que a gente vive em um tempo em que tem informação como nunca teve. É verdade. E por mais que a gente fale, pô, não tenho tempo, tô trabalhando muito, a gente usa grande parte do nosso tempo vendo entretenimento. Uhum. E hoje a gente pode ter acesso à informação muito fácil. E aí que eu falo da das teorias, da psicologia, do comportamento. O quão importante é, eu sempre falo pros pais, eh ser pai e mãe não vem com manual de instruções. [risadas] Uma coisa que a gente faz para um acaba dando errado para para outro. Mas quando a gente busca conhecimento, a gente busca profissionais que entendam da área, às vezes a gente pode ter acesso a livros. Hoje tem disponível, tem na internet, em todo, tem profissionais falando em todos os tipos de redes sociais, TikTok, Instagram. E aí a gente consegue ter acesso à informação, né, para conseguir pensar, pô, aquele comportamento ali que para mim era normal, eu vi ali no TikTok através do canal de um psicólogo que talvez não seja tão normal assim. É uma coisa para mim tá acompanhando, porque quando a gente consegue fazer isso, não chega o adolescente lá no consultório num ponto crítico que às vezes é muito difícil a gente conseguir reverter ou ajudar. na mudança de comportamento, quando a gente consegue trabalhar de forma preventiva, como você bem colocou, acompanhando de perto, orientando ali, oferecendo esse suporte, o trabalho é mais trabalhoso a curto prazo, mas o resultado é muito melhor assim, depois você não precisa lidar com o problema de correr atrás do tempo perdido, né? É, a gente mãe e pai não vem com manual de instrução, né? Mas a gente precisa entender, né? mãe, pai, cuidadores, né, gente? Mas nós precisamos entender que nós temos uma missão, né? Uma missão de educar para o mundo, né? Para o mundo que nós estamos educando. E aí, eh, o que que a gente vai deixar paraas nossas crianças, né? é educação e que educação a gente tá oferecendo, né, para para esses serzinhos tão pequenininhos que a gente ama [limpando a garganta] tanto. A gente precisa se atentar mais sobre isso, sem julgamento, porque a gente sabe que é difícil, não é fácil educar, já não era, agora piorou, né? Porque é é aquela aquela questão da competição, como a Clarissa trouxe, da internet, né? a internet, o mundo lá fora e você tentando conciliar e educar e e fazer uma ótima uma boa formação para essa criança. É uma competição muito grande, é difícil, mas a receita é uma só ainda. Exato. É a presença. É a presença. Tudo que a gente conversou aqui, tudo remete à presença. Não tem um, não vem com manual. Uhum. Mas a gente vem com, igual a gente conversou, tem aquela sociedade que impôs coisas erradas, mas ainda tem aquela receita que deu certo. É a presença, é a conversa, é o diálogo. A criança precisa se sentir pertencente, não a um grupo, mas dentro da família. Ela tem, eu falo que a internet ela não é um, ela ela não prejudica 100% a criança, não é o vilão. Se a criança, se o adolescente, a criança consome e esse esse conteúdo. Uhum. Mas se ele tem o pensamento crítico, isso é correto? Uhum. Eu aprendi isso lá em casa. Então eu falo para muitas, né, as crianças que eu atendo, né, tanto na época que eu era professora, quanto como psicopedagoga, eu falo assim: "Crie memórias afetivas com seus filhos". Sim, isso é essencial, tá? o nosso psicólogo pode abordar também, crie memórias afetivas, porque a internet não é a vilã, não. A gente precisa criar adolescentes com pensamento crítico, aonde ele possa ter a sua própria opinião e não se deixar se influenciar pelo próximo. Excelente. Muito bom. 8:45. Olha só, esse bate-papo vai longe, né? Vai longe. Eh, nós temos os nossos telespectadores que estão mandando algumas perguntas pra gente, então vamos atendê-los, né? Vamos ver aí se tem experiência, se tem dúvida pra gente. Vamos lá, produção. Pode colocar na tela pra gente, por favor. Estamos aqui com a Clarissa, psicopedagoga, o Fernando, nosso eh psicólogo, né? Nós estamos falando da criação, gente, dos nossos filhos. Sem julgamento, tá? Porque é desafiador, sim, né? Não, não tem como. Eu acho que independente da classe social, eh, tem desafios, principalmente pro pessoal, né, que que eh eh essas pessoas que precisam trabalhar a gente, né, nós que somos pobres, vamos falar assim, porque tem gente que tá lá, tá com a vida ganha e que leva a criança aqui, leva a criança ali, tem tudo nas mãos. Agora vamos pra nossa realidade, vamos colocar os pés no chão. Eu preciso trabalhar, preciso acordar cedo, eu não consigo dar conta, né? É, é, quase não converso com o meu filho porque eu chego em casa, ele já tá dormindo, eu saio, ele já levantou, coitadinho, tá levando um lanchinho, comendo para poder no caminho para poder chegar na escola. Essa é a realidade da maioria das pessoas. Mas a gente precisa parar um pouquinho, independente, né, da da da classe social e se atentar que as nossas crianças elas não dependem da classe social, da educação, né? A gente precisa educar independente da classe social. Nós estamos preparando para o mundo. Vamos lá. A Sônia Ribeiro do centro. Tenho medo de ser muito dura. Uhum. Mas também não quero criar um menino mimado. Qual é a medida certa para dar limites na infância? Nossa, Sônia. E agora? Vai lá nosso psicólogo. Porque, ó, é isso. Tá vendo como é difícil? [risadas] Eu eu gostei muito da pergunta e isso é muito comum assim no consultório. Eu gosto de falar eh essa frase, né? Eh meias verdades. A gente trabalha com meias verdades. Então ao mesmo tempo que tem às vezes pais eh muito abertos assim que não conseguem dar essa atenção, tem uns pais que são muito duros. Então, eh, os que são abertos vem com a meia verdade que, tipo, não fui muito traumatizado, então vou deixar livre. Ah, sim. Aham. E os outros já não eh tem que apanhar porque senão a criança não cresce. E aí todos estão trabalhando com meias verdades. E a gente é e a gente tem que olhar o indivíduo de forma contextual. Cada um é cada um. E aí, eh, quando a gente fala até de análise do comportamento, a gente pensa muito na função do comportamento, né? Então, dá para fazer combinados, por exemplo, eh, assim, tem combinados que a gente pode fazer, por exemplo, uma coisa que eu gosto de fazer bastante, principalmente com adolescentes, é do tipo, ã, pai, eu quero um videogame, mãe, eu quero algum presente, tá tudo bem, vamos fazer um combinado. Você tá indo pra escola, eh, vamos combinar que você tem que manter tal média. Se você tirar tal média, você recebe o seu o combinado. OK. OK. É um acordo feito entre pai e adolescente. Chega no momento, vamos dizer que o adolescente não tenha cumprido esse combinado. E aí, pai? E aí, mãe? Cadê meu videogame? Você cumpriu a sua meta? Uhum. Então, logo você não recebe a recompensa. Então, esse combinado ele pode ser feito não de uma forma eh talvez agressiva, punitiva, mas ele pode ser feito de uma forma conversada e madura. ao mesmo tempo em que você tá ensinando eh que para eh conquistar algo você precisa fazer a sua parte, você tá ensinando a maturidade também de que se você não fez a sua parte, você vai acabar perdendo. Então eu acho que dá para ser muito conversado isso, sabe? Não necessariamente a gente precisa trabalhar só do lado mais punitivo ou só do lado liberal. Vou deixar fazer tudo porque senão eh vai que eh fica revoltado comigo. Então dá para ter um meio termo em relação a isso. Excelente. Muito bom. Você quer completar, Clarissa? Não, podia até completar falando assim que ele fez esse combinado. Então a criança não atingiu a média, né? Como vou dar pegar o mesmo exemplo a família tem o poder de não dar o que o, né, o computador, o celular, que você combinou com seu filho. Mas também nós podemos valorizar. Olha, você não atingiu, mas eu percebi que você se dedicou, eu percebi que você se esforçou. Olha, parabéns, viu? Mas nós podemos juntos. Que mais você sentiu dificuldade durante esse estudo? Olha, eu vou te dar porque você se esforçou. Você não atingiu aquilo que eu que eu nós combinamos. Era o sete, era o seis. Mas olha, parabéns pela sua dedicação, porque daí nós trabalhamos também a frustração da criança, né? Nós trabalhamos outros outros sentimentos. Então, a gente trabalhou nesse exemplo que o doutor colocou, o esforço, a rotina, nós, eh, podemos colocar a dedicação, a responsabilidade, mas vem o quê? Vem a frustração. E mais uma vez eu volto a dizer, tá tudo bem, que mais? O que você pode fazer para melhorar? Então, faça esse combinado com o seu filho. Uma pergunta realmente muito importante, porque nós realmente criamos crianças e adolescentes mimados, como a nossa telespectadora colocou. Nós realmente temos esse, né, essa essa geração de mimos, mas também nós podemos trabalhar o outro aspecto que é a responsabilidade e a frustração. Então essa geração de mimos, né, essa essa criação de de crianças mimadas, isso reflete a nossa criação, né? Porque tipo assim, ai eu não tive, então eu vou fazer de tudo e vou dar de tudo. Você tá vendo como nós reflete? Nós trazemos, nós trazemos. Então a gente precisa se atentar porque o que nós estamos fazendo hoje com as nossas crianças, eles vão levar para os filhos deles e os filhos deles para os netos deles e assim, né, sucessivamente. Então é algo que a gente vai levando, né? Isso é a cultura, então a gente precisa cuidar, né, Fernando? E tem um viés aí que o as pessoas atribuem às vezes o fato dessa geração em geral ser mais mimada que a geração anterior, eh, pelo motivo que não apanhou. Uhum. E não necessariamente isso. Isso tem muito mais a ver com a tensão que a gente tava conversando do que o fato da da punição. Então, ah, essa geração é mais mimada porque não apanhou, porque não sofreu. Não, não necessariamente. Tem muito a ver com a atenção que hoje, infelizmente, eles recebem menos. Eh, exatamente, porque se você para para analisar, eh, as outras criações, as outras gerações, tinha, claro, todos os problemas, mas tinha mesa cheia no jantar, de repente, no almoço, não todas as famílias, né, claro, tem exceções, tem famílias que, né, não puderam compartilhar disso que eu tô falando, mas a maioria das vezes, pelo menos em um domingo, enfim, junta todo mundo ali, né, todos com as suas particularidades, mas na mesa, né? Porque não tinha outras distrações, né? E hoje, infelizmente, tem famílias que no domingo cada um pega seu prato e vai pro seu quarto com o seu celular, né? Então, a gente precisa cuidar assim. Nossa, gente, tá vendo como é impactante, né? Se a gente para para analisar assim, vai passando um filmezinho na cabeça, você vai imaginando, você fala: "Não, mas tá acontecendo isso?" Está, está e a gente precisa falar sobre 853. Mais uma pergunta pra gente, produção. Vamos lá, por favor. Vamos ver quem é que tá conosco. [limpando a garganta] A Marina Costa do Jardim Aurélia. É muito comum ver crianças que não sabem lidar com tédio, sem pedir celular. É como ajudar uma criança de 6 anos a descobrir outras formas de se divertir em um mundo tão digital. Vamos voltar lá então. Vamos voltar lá na sua infância, como nós estamos conversando agora. Antigamente não tinha esses recursos, não tinha tablet, não tinha celular, tinha televisão, mas tudo combinados, com limites. Verdade. Como que nós vamos então fazer com que essa criança se desenvolva sem ter tecnologia? Nós temos que pensar que a tecnologia nós usamos para quê? Aí, tô ocupada. Tô, tô, tô, tô aqui. Segura o celular. Aí, não fala agora com a mamãe que a mãe precisa entrar numa reunião. Tô fazendo uma coisa muito importante. Nós temos que colocar a importância. Então, qual que é a importância de você estar com seu filho? Eu garanto que vocês, pais, vocês sabem brincar ou não, porque lá no consultório eu já tive que mostrar para um pai como que se sente e brinca com a sua criança. Crie momentos afetivos com seu filho. Como que faz, você vai fazer ele sair do celular? Apresentando uma nova brincadeira. Então, brinque. Não sei se é menino, se é menina, mas independente, senta com seu filho, crie uma rotina de brincadeiras, coloca o seu momento com ele como prioridade. Você tem que colocar essa essa prioridade com o seu filho. Então, apresenta um pega pega, apresenta um pique esconde, brinca dentro de casa, ah, eu não vou lá fora porque realmente é muito perigoso, é violência, não dá para ficar até mais tarde na rua. OK, mas dentro de casa você também consegue brincar com ele. Uhum. cante, conte uma história. Em vez de você dar um celular para ele, pegue um livro, leia, eh, explora figuras, imagens, brinca de esconder cores, brinca de esconder formas geométricas, faça uma massinha caseira. Garanto para você que possibilidades tem e que isso aqui aos 6 anos nem é recomendado. É verdade, né? Vamos fazer uma cabana aí. Que que você acha, hein? Hoje quando a galerinha chegar da da escola, espalha todos os cobertores, faz uma cabaninha ali, deixa bagunçar. Casa [risadas] bagunçada é casa que tem vida, é casa feliz. E amanhã você resolve o resto das coisas e tá tudo bem. É mais ou menos isso. 8:56, mais uma pergunta pra gente. Tá vendo? Falei para você que passava rapidinho. Olha aí que bate-papo gostoso, né? É muito ensinamento, é muita troca, é conhecimento. E a gente tá falando das nossas crianças, gente, da educação, né, que depende de cada um de nós. A o Marcos Viana do Jardim Chapadão. Meu sobrinho adolescente simplesmente não conversa, responde tudo com uma palavra só e vive no celular. Como furar essa bolha sem gerar uma briga enorme na família? Ô, Marcos, vamos lá, Fernando. Eh, eu acho que essa pergunta ela se complementa até com a pergunta anterior. Eh, tava falando na pergunta anterior de uma criança de 6 anos. Então, a gente se pergunta, né, se o nosso filho, ele fala pra gente com 6 anos: "Nossa, agora eu só quero comer fandangos a semana inteira, a gente vai deixar?" Pois é. É. Não. E por que que a gente deixa ele com celular? Eu acho que Ah. A verdade, né, é que criar dá trabalho, realmente dá muito trabalho. E na correria a gente acaba sempre entregando celular, tal celular, tal celular. E a gente pode parar para pensar aí nas nossas famílias, na nossa rotina, quantas crianças à nossa volta, se não nossas, estão quase que o tempo todo com o celular. Então, sempre com o celular na mão. E depois eu escuto frases assim: "Ah, mas ela só dorme com celular, ele só fica com celular e é um hábito que a gente ensinou." Então, ele espelho também, né? Porque a gente também só fica com o celular. Será? É, a gente também. Exatamente. Então a gente vai fazendo o que é mais fácil e aí a gente cria um hábito e aí chega na adolescência, aquele adolescente que o recurso dele que ele durante a infância, durante a pré-adolescência, até chegar na adolescência, ele aprendeu que quando ele tá com a família, que ele tá com vergonha, ele recorre ao celular, que quando ele tá na escola que ele não consegue interagir, ele recorre ao celular. Ali ele tem estímulo, ali ele vê o que ele quer, mas ao mesmo tempo ele não tá treinando outras habilidades sociais. Uhum. E aí é um processo de novo da gente voltar, conseguir falar com esse adolescente no atendimento com o adolescente, eu brinco que é muito engraçado. É oi ele fala: "Oi, tudo bem? Tudo como foi a semana?" Legal. E aí? [risadas] E aí? Demora. Demora para poder criar um diálogo. Demora. E aí a gente vai puxando. Aham. É, é legal ir puxando. Eu, eu, eu gosto, um dos desafios que eu mais gosto é esse, ir puxando essa conversa com o adolescente e depois quando, como eu gosto de muita coisa de adolescente, eu acompanho o mundo jovem, eh, então eu vou falando das coisas que eles gostam. Nossa, você gosta disso. Sim. Aí vai tendo, você vai entrando no mundo deles, né? É, às vezes eu me ofendo com algumas perguntas. Você sabe WhatsApp? Você sabe [risadas] TikTok? Você, você já viu Instagram? Sério? [risadas] Você conhece que é no Facebook. Olha só. E aí a gente vai brincando dessa forma, cria esse vínculo com esse adolescente e aí a gente pensa: "Ó, o celular é legal, é muito bom, tem muita coisa divertida, é um mundo interessante, mas tem um outro mundo lá fora. O que você quer fazer quando você crescer?" "Ah, quero trabalhar com tal coisa". O que que você vai precisar para trabalhar com isso? Vai precisar desenvolver habilidade? vai precisar saber conversar com a pessoa, vai precisar saber não ficar no celular o tempo inteiro. Então a gente chama também isso de entrevista motivacional, né, que seria tentar encontrar os motivos pelos quais ele pode ficar fora do celular, o que motivaria ele ficar fora do celular. E aí quando ele percebe que ele tem um mundo lá fora que ele tá perdendo, ele não vai querer ficar tanto no celular porque o mundo lá fora também é legal. Mas a gente precisa conseguir trazer isso. Olha só que legal, né? Que explicação eh gostosa de ouvir, né? Porque daí você vê o movimento acontecendo ali e que vai sim trazer para você uma resposta positiva. Então respondendo aí a pergunta do nosso telespectador, né, Clarissa? Adorei, Fernando. Muito bom, muito bom mesmo. E é aquele negócio, né? A gente precisa ouvir, ouvir, ouvir, ter uma escutativa, né? Por mais que você, porque conversar com o adolescente é terrível, gente. Tem hora que assim, olha, a minha filha hoje tá com 28 anos, então tá tudo bem, mas a fase de adolescência, eu vou te falar, viu? Tá tudo bem? Aham. É monoc. Que que tá acontecendo? [risadas] Nada. E aí, tá com fome? Não, gente, daí eu fala: "Mas, mas o que que tá acontecendo? O que que o que que eu fiz? O que que essa menina tem?" até entender que é isso. É assim, nós precisamos entrar no mundo deles para que eles eh entendam que a gente tem o interesse e a partir disso, de repente eles se abram conosco. O importante é que o celular não substitua a presença familiar, que acontece com os adolescentes. É, mas entrar no mundo dos adolescentes, eu acho que é é o grande segredo, né? É, não é fácil. Não éentol, mas não é impossível. É, a gente conseguimos porque é só aprendendo e e fazendo isso que a gente vai conseguir conversar com eles, porque se você parar para analisar, o mundo deles é totalmente diferente do nosso. Então não tem por conversar com você, entendeu? Você vai falar de coisas que eu não tô nem aí. Então, é, aí a gente tem que voltar um pouquinho, entrar no mundo deles para poder começar a ter um diálogo e de repente a partir desse diálogo um entendimento do que está acontecendo com o nosso adolescente. É isso, né? É, tem uma série que ficou famosa, né, há um tempo atrás que se chama adolescência. Aham. E o que mais me chamou atenção nela é que quando a gente acompanhava ali o mundo dos adolescentes e mostrava a diretoria, os pais, eles não tinham nem noção do que acontecia no mundo deles. Eles achavam que eles estavam ali no mundo físico e os adolescentes estavam todos no mundo virtual. E eles nem sabiam que eram, nem sabiam que existia a rede social lá que eles que eles mexiam. E é bem interessante, né? Até indico para quem não assistiu assistir, porque é algo que de repente pode estar acontecendo e você não tem nem noção. Nós fizemos uma série de de programas aqui, três programas para falar sobre a a a série, né, que que ficou assim que ficou bem famosa aí há uns um ano passado, acho que foi, né? E aí a gente trouxe essas informações porque é verdade, eles utilizam uma linguagem que a gente não tem nem noção o que que é. E aí é por isso que a gente precisa entrar nesse mundo. Agora 92, a última pergunta. Produção, dá tempo ou não? Tem que encerrar. Oi. Fala comigo. Oba. Teresa Campos do Swift. Vejo pais incentivando os filhos pequenos a revidar se apanharem na escola. Opa. Ensinar a bater de volta não acaba criando adultos que resolvem tudo na violência? Ah, se você apanhar na escola, ó o dedinho, né? Se você apanhar na escola, quando você chegar em casa, vai apanhar de novo. Gente, para com isso. Não faz isso não, [risadas] né? Vamos lá, Clarissa e Fernando, por favor. É, eu acho que essa pergunta chama a gente para uma reflexão, que é que tipo de crianças, que tipo de adultos pro futuro, né, a gente tá criando? Então, a gente pode pensar numa resposta mais individualista. O meu filho não pode apanhar, ele tem que bater em todo mundo. E aí, que adulto a gente tá criando pro futuro? E a gente pode pensar numa resposta coletiva, que é que adulto a gente quer criar pro futuro, né? que ao ver uma briga na escola, ao ver alguma coisa errada acontecendo, ele possa ali ser uma pessoa que ajude a intervir e organizar a situação, pô, ele vai partir pra briga e não, meu filho, eh, ele tem que se destacar, ele tem que ser o preferido. Então, eh, eu acho que é um pouco disso, né? A gente às vezes até como como pais, né, a gente fica pensando: "Ai, o meu filho, ele não pode nunca apanhar. O meu filho é é o reizinho, ele é o principal." E eu entendo os ciúmes às vezes, esse medo de deixar o nosso filho eh sair pro mundo aí e sofrer alguma coisa, mas a gente precisa pensar ele como um indivíduo, né? que a gente tá preparando pro mundo. Eu acho que a ideia coletiva de entender que eh é muito interessante que ele eh consiga ali articular e ser um cidadão ali com que aprenda a respeitar a situação, eh que a gente possa passar esses valores pra frente. Exatamente. Esse negócio de bater, apanhar, né? Se a gente parar para analisar isso é violência, né? Uhum. É violência. violência que vai gerar violência, que vai crescer na violência, que vai virar um adulto violento. E aí, olha, uma coisa é autodefesa, outra coisa a gente é por favor. Acho que volta muito aquela que a gente conversou, né? Então, o homem não chora, então meu filho também na escola se bater vai levar. Uhum. Eu acho que é uma balança, um equilíbrio muito. A gente não, nós, lógico, nós não queremos criar nossos filhos para ser sacos de pancada na escola, mas tudo leva eh numa numa combinação. Então, realmente, não quer que seu filho apanhe, concordo plenamente com você. Não quer, não quero que meu filho apanhe na escola, mas também não ensine o seu filho a revidar. Isso é uma coisa muito séria que vai gerar adolescentes que não vão saber lidar com frustrações lá na frente. Então eu volto a repetir, crie seus filhos com pensamento crítico. Apanhou na escola, tenta resolver de forma pacífica. O adulto vai até a escola. Tô falando de adulto porque é uma criança que apanhou. Então o adulto vai até a escola. Você é o exemplo. Então ali com o seu filho, você vai falar assim: "Olha, filho, então você apanhou?" Não, não, não, não deixe que te batam. É igual o doutor falou. autodefesa, mas não incentivar, ai bateu, apanha de novo, vai lá, der bate no seu amigo de volta, não ensine isso, isso pro seu filho, porque o mundo dá muito mais não do que sim pra criança. Então é importante a gente ter essa conversa franca com o seu filho, é importante você conversar com ele, olha isso aqui não é legal, que o seu amigo fez de bater, não é legal. Tente resolver da próxima vez. Não deu certo. Pais, vocês são os adultos da relação. Não coloque uma responsabilidade em cima do seu filho que ele não tá preparado para carregar. Então, qualquer coisa, muda de escola e ensine o seu filho que violência gera violência. Não estou falando para ai, então meu filho, tudo vai ter que ser assim, então ele vai apanhar e vai ficar quietinho, Clarissa, não tá? é autodefesa. A gente tem que saber explicar para pros nossos filhos o que é a violência e o que é a malta defesa. É um um princípio só para complementar das artes marciais, né? Quando a gente fala de jugitso moitai, é ensinado isso, a ética, né? Eles não estão ali para sair batendo em todo mundo na rua, mas é para autodefesa, é um estilo de vida excelente. Bom, gente, o 97 a gente precisa encerrar o programa. Olha só que bate-papo maravilhoso, troca de informações, né? E e coisas assim que a gente precisa parar, analisar e de repente, poxa vida, posso melhorar aqui, posso melhorar lá? É delicado, [música] é, é desafiador, sim, mas a gente tá aí, a gente consegue. Quero agradecer a presença da Clarissa com a gente. Muito obrigada pela obvite maravilhosa, viu? E você, Fernando? Obrigada. Olha, show de bola o programa. Prazer falar com vocês. Prazer é todo nosso. Então, você que tá em casa, né, eh eh essas reflexões são necessárias, né? Então, eh se você tem meninos, meninas, enfim, seus filhos, suas crianças, [música] né? Eh, mais presença. É desafiador, mas a gente precisa mais presença, mais escuta. Tá bom, gente? Olha, e a gente vai ficando por aqui. Amanhã nós temos Estúdio Câmara. Amanhã a gente vai falar sobre relacionamentos no século XX. [música] Em o mundo hiperconectado, os vínculos estão mais rápidos e frágeis, né? O sociólogo Balman, ele chama de relações líquidas. Nesse cenário surgem comportamentos como gosting, love, bomb, não sei nem falar direito isso, mas com tantas conexões. Será que a gente tá amando de forma superficial? E por que a solidão ainda cresce? A gente vai debater aí os impactos da tecnologia, o medo do compromisso e os desafios das relações mais reais. A gente vai debater sobre os relacionamentos no século XX. Amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição [música] do nosso estúdio Câmara. Íria tá chegando aí com atualizações. Meio-dia Gabriel Castro chega com o jornal e a programação da TV Câmara Campinas segue feita com muito carinho e muita responsabilidade especialmente para você, aos nossos convidados. Mais uma vez, muito obrigada a você de casa. Grande [música] beijo, fique bem até amanhã, se Deus quiser. Valeu, tchau. Tchau. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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