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[música] Olá, muito bom dia para você que tá aí ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Como é que você tá? [música] Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Estamos chegando com o nosso estúdio Câmara hoje, terça-feira, [música] último dia do mês de março, né? Então, e o Estúdio Câmara hoje traz um alerta, gente, um alerta importante de saúde pública. A gente fala aqui sobre comportamento [música] sempre, né? E hoje a gente vai trazer como tema a dependência química, [música] muitas vezes associada aos jovens, ela tem avançado de forma silenciosa [música] entre os idosos. Esse é o tema de hoje, a dependência química entre os idosos. Pesquisadores da Universidade de São Paulo apontam que o uso abusivo de álcool, medicamentos e até drogas ilícitas já representam a preocupação crescente nessa faixa etária, né? 60 [música] a mais. No Brasil, cerca de 10% dos idosos consomem álcool [música] diariamente, um índice muito acima da média nacional. E mais, dados do centro de informações sobre saúde [música] e álcool. mostram que as mortes relacionadas ao consumo aumentaram de pouco mais de 27.000 em 2010 para mais de 41.000 em 2023. [música] Um cenário que acende um alerta sobre saúde, informação e políticas públicas. A gente fala hoje sobre [música] a dependência, né? A dependência química entre os idosos. 60 mais. O que será que tá acontecendo? [música] Isso é algo silencioso, quase não se fala, mas nós [música] estamos aqui com profissionais que vivem isso no dia a dia e vão nos orientar sobre esse tema tão delicado que nós vamos trabalhar hoje, tá? Então, conversa com a gente. O WhatsApp tá na tela 199729377. [música] Ah, você tem algum idoso na sua casa, né? alguém 60 [música] mais que de repente eh está eh nesse caminho da dependência química, né? Você tem alguma experiência, alguma pergunta, né? Uma dúvida, pode mandar. Nós já estamos aqui [música] com a nossa doutora, psiquiatra. Daqui a pouquinho vou apresentar vocês e aí a gente vai conversar sobre esse tema que [música] acende um alerta na área da psiquiatria, da psicologia e dos médicos [música] em geral. a gente precisa se atentar referente essa dependência, né, dependência [música] química entre os idosos, combinado? Estamos aguardando a sua participação. Agora vamos algumas informações do legislativo. Os vereadores de Campinas aprovaram em definitivo ontem durante a 16ª [música] reunião ordinária, projetos importantes enviados pelo executivo com destaque para o plano de cargos, carreiras e vencimentos da do Campreve e também a prorrogação do prazo para reabilitação de edificações no centro da cidade. O plano do Camppre [roncando] busca estruturar a gestão de pessoas da autarquia e valorizar os servidores, corrigindo distorções históricas e criando mecanismos de evolução funcional. Já a prorrogação do prazo para a reabilitação de imóveis no centro, agora estendida até 2028, tem como objetivo incentivar a recuperação do da região central, ampliar a oferta habitacional e estimular a atividade econômica. [música] Além desses itens, outros projetos também foram aprovados, incluindo propostas legislativas [música] e concessões de honrarias. Então, a gente lembra você que todos os detalhes e a íntegra dos trabalhos da reunião você vai conferir hoje ao meio-dia no Camará Notícia com Gabriel Castro. Combinado? Mais informação chegando. Câmara de Campinas realiza hoje às 7 da noite, audiência pública em defesa da Justiça do Trabalho e dos direitos sociais. [música] garantidos pela Constituição Federal. O encontro acontece no plenário José Maria Matozinho, entrada pela Avenida Engenheiro Roberto M, número 66, Ponte Preta. O plenário lá da Câmara, você é convidado especial. A iniciativa dessa reunião é do vereador Wagner Romão, em parceria com o SIND 15 vai reunir autoridades do judiciário trabalhista, representantes do Ministério Público do Trabalho, entidades sindicais, juristas e especialistas, além de ser aberta à participação da população. O objetivo é debater os impactos de decisões recentes [música] do STF, do STF, perdão, especialmente sobre a pejotização e também discutir o papel da justiça do trabalho na garantia de direitos, tá? A audiência vai ser transmitida aqui pela TV Câmara Campinas, também eh pelo nosso canal no YouTube e pelo site campinas.sp.lege.br com possibilidade de participação presencial e online também, tá? Então se você quiser conferir tudo que acontece na Câmara de Campinas, fique ligadinho ao meio-dia. Gabriel Castro traz o Câmara Notícia para você. Previsão do tempo chegando. Vamos lá, né? O dia amanheceu meio nubladinho hoje. Ontem tinha um solzão, agora já vai. Parece que vem chuva, parece que o tempo tá virando. Então, hoje temos um dia parcialmente nublado, as temperaturas variando aí entre 15 e 25º, chuva rápida durante o dia à noite e a tendência é de chuva para os próximos dias, mas a gente vai atualizando você aqui, tá bom? Então, um ótimo dia para você. Independente de chuva ou de sol, a gente pode dar cor ao nosso dia, a gente pode fazer dele um bom dia. E hoje nós eh vamos conversar sobre algo aqui no estúdio Câmara que também pode ser revertido, né? Porque a gente vai abordar sobre a dependência química entre os idosos. Essa chamada epidemia silenciosa envolve fatores complexos, tá? Solidão, luto, aposentadoria, doenças crônicas e até o uso contínuo de medicamentos. podem contribuir para o desenvolvimento da dependência química. E muitas vezes, gente, os sinais passam eh despercebidos, confundidos aí com o próprio envelhecimento, né? Além disso, especialistas alertam que a baixa alfabetização ou a falta de informação sobre o tema entre os idosos é é eh eh tem a baixa alfabetização, né, que contribui e a falta de informação. Isso pode aumentar a vulnerabilidade. Então, vamos tentar entender esse cenário, o que que tá acontecendo e como a gente pode reverter esse processo todo, porque é possível. Então, a gente recebe aqui a Dra. Carmen Silvia Ribeiro, ela é psiquiatra, vai conversar com a gente, o Dra. Seja muito bem-vinda, muito prazer. Bom dia, que bom te receber aqui. Bom dia, muito obrigada pelo convite e que excelente tema para tratarmos uma vez que de fato é subdiagnosticado e muitas vezes subtratado. É verdade. Quando a gente fala em dependência química na terceira idade, por que esse problema ainda é tão invisível pra sociedade? Por que que ainda não se fala? existe um tabu, é uma vergonha ou não se chega a ter o diagnóstico por conta, de repente, vamos dizer aqui, da solidão que o idoso tem. Acho que tem uma questão importante na com o avançar da idade, que é o abandono social, o abandono familiar, muitas vezes uma certa invisibilidade do idoso, inclusive para os profissionais da saúde, porque o idoso ele chega referindo uma série de queixas, muitas vezes queixas físicas, queixas que estão relacionadas à dor, à sensibilidade, muitas vezes até queixas emocionais de tristeza, de insônia. E na verdade ele não vai falar sobre a questão do uso da medicação, do uso muitas vezes abusivo ou do uso indiscriminado, até porque muitas vezes ele sente vergonha, ele esconde esses dados, né? E para o médico, que é o médico clínico, que é o principal prescritor de muitas das medicações, como os analgésicos, às vezes até analgésicos de alto risco, como opioides, eh medicamentos anti-inflamatórios, medicamentos para dormir, como foi prescrito, ele acha natural que aquela prescrição seja continuada, né? E não, muitas vezes não há uma interrogatória, uma pergunta muito específica em relação a, você está usando mais do que foi prescrito, você tem buscado essa receita com outros profissionais de outras especialidades? Eh, gente, a gente precisa se atentar a isso, né? Porque a gente pode eh eh não vamos generalizar, mas a maioria dos idosos ele eles acabam ficando sozinhos, morando sozinhos, né? hoje tem essa questão de morar sozinho, é legal, é super, é muito bom, né? Porque tem a sua independência, só que eh atrás disso tem também essa solidão que dói, né? Tem a questão do luto, porque esse idoso ele perdeu pessoas no decorrer da vida. E quando ele está sozinho, esse luto ele tende a se acentuar, né? Porque ele vai lembrar. E aí, como não tem ninguém por perto, ele não tem com quem falar. Isso acaba também eh eh levando a um processo de dor muito intensa. Tem a questão do celular, porque aí você analisa, eh vamos colocar os pontos, tá sozinho em casa e aí o que que tem próximo é o celular, né? Aí começa a rolar aquele feed infinito. É por isso que tem muitos idosos que são vítimas de golpe através do celular. E tem a questão que nós já trouxemos aqui, a dependência por jogos, que também é dependência, né? O idoso fica ali sempre eh no jogo e vai brincando aqui, brincando ali, quando vê ele está dependente daquilo. Eu queria perguntar pra doutora essa questão da dependência, doutora, quando a gente fala de idosos, mas aqui vamos colocar para todos nós, né? Eh, tem gente que tem mais dependência, tem gente que não é tão suscetível à dependência. O que que acontece? Quais são os perfis pra gente poder entender? Na verdade, a gente tem padrões, né, relacionados a consumo de substâncias.Um, então a gente tem o uso abusivo, o uso indiscriminado e a dependência. Como é que a gente vai categorizar, né? Uso abusivo em geral, é muito comum em jovens, uso recreacional, buscando prazer, buscando sensações diferentes, o uso, a utilização em grupos, que aliás é uma particularidade diferente do idoso. O idoso usa sozinho, quietinho, isolado, né? E os jovens usam de forma mais eh compartilhada, vamos dizer. Eh, o uso indiscriminado tem muito a ver com o padrão do do uso do idoso. Então, eu começo a usar um remédio para dor, eh, esse remédio vai diminuindo o efeito, com o tempo eu vou aumentando as doses ou eu vou associando outros medicamentos até que foram prescritos por outros profissionais. E a dependência. A dependência ela anda junto com um conceito que a gente chama de tolerância, ou seja, o nosso corpo vai desenvolvendo uma habilidade para, vamos dizer, driblar o efeito daquela medicação, né? Então, as nossas enzimas no fígado vão meio que aprendendo a driblar os efeitos e a gente tem uma sensação, uma percepção de diminuição da resposta. Então, por exemplo, se o meidoso usa um analgésico do tipo opioide, com o tempo esse efeito analgésico já não vai se estabelecendo e ele vai naturalmente buscando doses maiores. E aí, obviamente, isso é um reforçador dos princípios da dependência. Quanto maior o uso, quanto maior o tempo de uso, quanto maior a dose, maior o risco de dependência e todos os riscos associados à dependência. Então, nós temos a questão biológica. A outra questão é a questão psicológica mesmo. Existe uma vulnerabilidade individual do ponto de vista emocional. Eu tenho uma personalidade mais dependente, mais frágil, mais insegura, maior dificuldade de lidar com autorregulação de fatores emocionais ou patologias como depressão, ansiedade e outras patologias que podem também aumentar a vulnerabilidade pro consumo. Olha só, muito bem explicado. Pra gente, a gente precisa entender o que acontece com o nosso corpo, né? E quando a doutora fala, o nosso corpo, ele acaba tendo uma resistência, então, eh eh seja eh eh do da medicação ou da droga, enfim, é aí que causa a dependência, a resistência. A gente pode assimilar com esses os antibióticos, né? Com os antibióticos. Por quê? Porque tem muita gente que fala que se você toma o antibiótico e não toma ele, correto? Ah, depois quando você tomar ele não vai fazer efeito. Então o seu corpo vai se acostumando e você vai precisar de doses maiores. Doses maiores. É aí que acontece a dependência. Eu acho que a gente conseguiu entender. Você de casa também e isso é muito importante, porque às vezes você tem aí avó, o vô, né, que tá tomando um remédio para dor, mas faz quanto tempo que ele tá tomando esse remédio pra dor? E aí ele quer aumentar a dose ou então ele toma direto, né? E essa dor não passa nunca, ela só ela passa quando ele toma o remédio, mas ali rapidinho ela já volta. ele quer mais remédio, mais remédio. A gente tem que se atentar a isso porque de repente tá resolvendo uma situação, mas tá desencadeando outra, né, doutor? Criando outros fatores de risco muito mais graves, né? Eu acho que um alerta interessante pra família em relação a isso e também para os prescritores é o paciente começa a terminar a medicação mais rápido. Hum. Então, existe um padrão de prescrição. Normalmente a gente prescreve para 30, 60 dias e aí o paciente liga pedindo receita antes, por exemplo. Eh, algo está acontecendo, não era para terminar naquele período. E a família também que muitas vezes cuida do idoso e vai acompanhando a medicação e que compra a medicação também pode perceber, opa, tá terminando mais rápido do que o habitual. Será que existe um consumo maior do que o que foi prescrito, né? Esse já é um primeiro indicativo de que eu preciso ficar alerta. A outra questão é o padrões de comportamento do idoso, né? Então ele começa a ficar muito sonolento, muito apático, com menor motricidade, ele evita sair, ele evita o contato com as pessoas. Eh, ele começa a ter muitas vezes, né, períodos de confusão mental, fica meio desconexo, dificuldade de memória, que são os fatores de risco relacionados a consumo de substâncias, muitas vezes que t ação no sistema nervoso central. E esses eh essas situações elas são confundidas às vezes com o processo de envelhecimento, né, doutora? Então, é por isso a gente precisa se atentar. De repente, dá uma olhadinha lá na caixinha de medicamento, conversa, né? Vê se realmente tá tomando medicamento, se tá fazendo efeito, se tá tomando certinho, como prescrito pelo médico. A gente fala muito de fatores emocionais, né, doutora, quando a gente eh eh fala do idoso e fala da da dessa solidão e é consequentemente da dependência química. Quando a gente fala em dependência química, a doutora muito bem pontuou aqui. A gente entendeu agora que não é só a questão do álcool, as drogas listas ou ilícitas, mas a questão do remédio, um simples remédio paraa dor, então pode causar uma dependência. Sim. Muitas vezes a medicação que é buscada para o alívio do sofrimento, seja o sofrimento emocional, por exemplo, né, como você disse, o luto, o isolamento, a solidão. E muitas vezes até para o sofrimento físico, né, o idoso tem comprometimentos físicos, artroses, artritises, dores crônicas e muitas vezes é prescrito pelo médico que acompanha, né, seja o clínico, o ortopedista, o reumatologista, prescreve um analgésico. E esse analgésico, com o tempo, pode ser utilizado de forma inadequada, vai se aumentando dose e isso vai trazendo comprometimentos. além dos riscos, né? Então, muitas vezes, eh, um medicamento, por exemplo, de um grupo que tem sido muito difundido e prescrito hoje, que me preocupa muito enquanto psiquiatra, é o grupo dos opioides. Então, a gente tem derivados de opioides que são prescritos como analgésicos e tem efeitos colaterais muito importantes pro idoso, além dos efeitos cognitivos, memória, tensão, concentração, capacidade de expressão, eh mais sedação, mais depressão, o idoso já tem uma predisposição a sintomas depressivos até pelas mudanças neurofisiológicas. E esse medicamento é um depressor do sistema nervoso central. Então, há um agravamento do quadro depressivo e também pode haver eh um agravamento do estado cognitivo no sentido de aumentar o risco para as demências, para as perdas cognitivas aí a longo prazo. Então, precisa de muita cautela inclusive para a prescrição. É importante que o médico prescritor já anteveja a desprescrição. Sim. Então, se eu vou prescrever um bensí com remédio para dormir, para relaxar, para diminuir, né, a ansiedade, eu já tenho que conversar com esse paciente, esse medicamento tem um risco no uso de longa duração e eu já vou desprescrever ou eu já vou indicar a redução progressiva e a retirada em tanto tempo. Faz um plano de ação. Muitas vezes isso não acontece. ele é prescrito e vai sendo repetido, às vezes muda de médico. Eu já uso isso. O médico mantém a prescrição e perpetua um processo de risco. É algo que precisa ser planejado, né, do início ao fim. Agora, eh, e essas pessoas, doutora, que eh deixam o remédio de lado, né? Eu já ouvi algumas pessoas dizerem assim: "Não, não vou tomar remédio, vou tomar consumir uma cerveja, porque isso vai me relaxar e eu vou conseguir dormir com com mais tranquilidade, vou ficar mais leve". Na questão da terceira idade, né? Essa essa dependência eh claro tem preconceito, né? Quando a gente vai falar disso, principalmente na terceira idade, né? Mas eh existe eh essa essa situação, essa eh achar que um drink ou enfim uma cerveja que seja vai trazer o relaxamento e eu não preciso de remédio. Isso é um outro ponto que acende um alerta, doutora. Sim, esse é um fator que também tá muito relacionado a um certo preconceito com a busca de ajuda para questões emocionais, para questões psíquicas, né? Então o paciente acredita que ele, ah, eu tô me sentindo desconfortável, angustiado, mais depressivo, tô muito ansioso. Às vezes tá nas vésperas de aposentadoria, que é um fator de, né, de ansiedade, de estress muito grande pro idoso, né? Ele vai perder a ambiência dele, ele vai perder a relação com as pessoas, ele vai ter inclusive uma perda financeira que gera muita, muita angústia, muita preocupação com o futuro financeiro da família. E muitas vezes isso gera um estress e o estress crônico vai fazendo com que ele busque alívio. Buscar o alívio no álcool é socialmente aceitável, né? Existe um mito de que uma, né, uma dosezinha de whisky à noite, uma pinguinha, uma cervejinha vai me trazer o relaxamento que eu preciso, eu vou dormir melhor. E ele de fato sente o benefício imediato, porque o álcool também é um depressor do sistema nervoso central. Então ele também vai ter um efeito de relaxamento e sonolência, mas aí por estar agindo desfavoravelmente sobre o sistema nervoso central e também aumenta todos os riscos, né, ligados à questão do envelhecimento cerebral do idoso e a dependência também, né? Porque se hoje fez bem, né, proporcionou um relaxamento que eu esperava, então amanhã vai fazer também e depois de amanhã também. E assim, né, cons esse comportamento se perpetua e obviamente isso leva a dependência. E é muito comum também que o idoso já venha com o uso eh crônico do álcool ao longo da vida, né? O álcool é muito difundido na sociedade como eh um fator de baixo risco, como, né, socialmente aceitável. Então, as pessoas usam naturalmente o álcool nos seus momentos de bem-estar, nos seus momentos de angústia, para relaxar, para dormir e meio que naturaliza o álcool como algo que é positivo, né? Mas na verdade ele vai impondo o risco já na fase adulta, mas ao avançar da idade há uma potencialização do risco. Inclusive o álcool aumenta o dano eh muscular. a gente tem uma preocupação muito grande com a perda que a gente chama sarcopenia, que é a perda muscular no idoso, que aumenta risco de queda, aumentar o risco de fraturas e o álcool causa uma sarcopenia no uso de longa duração. Então a gente também tá perdendo massa magra, tá correndo o risco de aumentar, né, não só pelos fatores eh neurológicos, mas também musculares, o risco de queda. Olha só, nós estamos falando aqui sobre a dependência química dos idosos. Então nós começamos falando dos medicamentos de remédios simples, né, que não são tão simples assim, mas se você parar para analisar, ah, um simples remédio para dor, mas ele pode causar dependência, né? Nós falamos aqui da questão eh do álcool, né, que é uma simples dose, mas pode causar dependência. Agora tem um dado importante e interessante, doutora, de que eh o uso da canabidiol eh está sendo meio que naturalizado e principalmente entre os idosos. Justamente por quê? Porque traz uma sensação, né, de de ajuda no sono, alivia o estress. Só que tem alguns relatos, a gente procurando alguns artigos referente a isso, tem alguns relatos de pessoas 60 a mais que já estão eh se viciando eh eh nessa substância. Então, gostaria que a doutora trouxesse questão eh do uso do canabol, né? Eh, eh, como medicamento, eh, a prescrição, né? De repente precisa ter aí uma análise mais profunda, porque a pessoa ela pode ter ao vício e aí pode acabar viciando. Então, né, 60 mais, o vício não é bom para ninguém, mas quando a gente fala de idoso, ele fica bem pior, né? É, a gente tem que levar em consideração vários fatores, né? O ido já é submetido ao que a gente chama de polifarmácia, ele já é polimedicado. Então ele já usa o medicamento para os transtornos relacionados. Tá? Eu tenho um reumatismo, eu tenho uma artrose, eu tenho uma insônia, eu tenho uma patologia cardíaca, então eu uso lá um anticoagulante, o antihipertensivo, hipercolesteroloemia, então usa, ou seja, esse corpo já é bombardeado por uma série de substâncias. Na maioria das vezes, eh, a caramidiol para o idoso é prescrita para a insônia como um dos elementos, né, reguladores de insônia nos pacientes que têm idade mais avançada e comprometimento cognitivo, ou seja, demências, uma tentativa de melhorar o comportamento do idoso que apresenta um quadro demencial. Ou seja, eu já estou com paciente que é polimedicado e aí eu vou adicionar um medicamento que ainda carece de fundamento em termos de eh sedimentação científica para validar o uso. Ou seja, a resposta de fato é aquela que eu espero e qual é a repercussão do uso a longo prazo, né? Eu sempre falo que a questão canidom lembra muito das drogas e dos opden, por exemplo, que a gente já fala sobre ele, que veio como um anúncio de nós vamos poder diminuir o risco do uso dos bens de azepínicos, é muito mais seguro, não causa dependência. E hoje, após anos de uso, a gente alerta e pede a desprescrição das drogas e que de fato além de causar dependência, aumenta o risco, né, todos os riscos relacionados ao consumo, além da da dependência química, que também é um fator grave. Ou seja, o canabidol tá mais ou menos nesse espectro de um medicamento que chega com uma promessa muito grande, né? Existe um marketing muito pesado em relação a essa questão, né, do uso do cannabis como alívio de diversas patologias, mas no idoso precisa ter cautela. A gente tem que ser muito cuidadoso em colocar mais um elemento que tem ação central, que tem ação metabólica, né, no seu corpo e que vai aumentar seguramente os riscos de queda, de perda cognitiva e também de dependência por prazer, sensações de bem-estar e prazer, né? Porque algumas dessas formulações t o THC. Uhum. Né? Hum. Então, tem uns que tem o CBD, que é só na Bidol, e muitas das formulações tem a associação inclusive do THC, que é substância que traz a sensação de alívio, de bem-estar, né, e de torpor cerebral. Olha só, essa esse nosso bate-papo é tão interessante, tão importante, porque além de ser informativo, nos eh faz lembrar que nós estamos em um momento em que já, né, se fala muito sobre isso, a tendência do nosso Brasil é envelhecer. né? A gente eh poucas crianças nascendo e mais pessoas envelhecendo. E quando a gente fala em envelhecimento, qual que é o o a base de um envelhecimento saudável, né? E aí a gente traz a dependência química junto com o envelhecimento para um Brasil que está envelhecendo, para medicamentos que estão sendo prescritos, para pessoas que estão ficando dependentes, a partir dos 60 a mais. daqui uns 10 anos, como é que vai ser o número de pessoas 60 a mais no Brasil? Políticas públicas, doutora, o Brasil tá preparado para esse envelhecimento? Eh, na sua avaliação como psiquiatra, a importância eh do conhecimento, do cuidado com a saúde mental para esse Brasil que está se encaminhando sim para o envelhecimento. Acho que existe um aspecto muito positivo que é justamente esse, né? está aumentando o número inclusive de centenários no nosso país, né, que era algo muito comum nos países orientais, né, que a gente admira muito e o número de centenários aumenta, ou seja, estamos atingindo uma longevidade, precisamos ter políticas públicas, políticas de saúde que possam direcionar para um aumento da longevidade com saúde, com bem-estar, com qualidade de vida. Então, precisamos preencher o universo do idoso de uma série de referências, né? Tanto aumentar o acesso a atividades que possam ampliar a sociabilidade, sejam através de espaços de atividade física, espaços de lazer bem organizados e estruturados e até espaços de convivência, porque muitas vezes a família do idoso tá lá entretida, né? Os filhos, os netos com suas seus compromissos. Muitas vezes o filho do idoso já é também um idoso cuidador do outro que tá avançando na idade, então também já tem dificuldades, né, de cuidado. A gente percebe muito isso no consultório. Então chega um senhorzinho, uma senhorinha de 90 anos, com filho lá quase com 70 também. Então é o idoso cuidando do idoso. também um aspecto que toda família e toda a sociedade deve contemplar como atenção, ou seja, o que fazer, que ofertas, né, eu vou trazer para que esse idoso não fique sentadinho na frente da televisão lá, né, e sem atividade, perdendo o músculo e perdendo o cérebro, porque quanto menos estímulos, quanto menos ele conversa, quanto menos ele interage com a sociedade, quanto menos ele tem estímulos cerebrais, mais células ele tá perdendo. Então a gente precisa de ativação cognitiva, né? Então, exercícios de ativação cognitiva, exercícios físicos, convivência saudável, atenção da família e algo que é muito importante que a sociedade tá descuidando, que é de novo a família toda, né, se envolvida no processo de cuidar dessa família, o almoço do domingo, né, com a família toda reunida, sem o celular, né, para que as crianças possam também interagir com os idosos. Então, acho que essa é uma questão importante, como envelhecer, mas não só, como envelhecer com bem-estar, qualidade de vida e saúde preservada. Muito bem. Então vamos lá, gente. A gente precisa aprender porque nós vamos passar por esse processo e ah família, né, pessoas da nossa família estão passando por esse processo e a gente precisa entender o que acontece para que a gente possa agir, né, no momento correto, no momento certo. Às vezes você tem lá o idoso que tá solitário, que tá lá dependente de remédios e você acha que tá tudo bem. Por quê? Primeiro pela falta de informação e segundo porque você acha que é natural, né, da idade, né? Tem gente que fala: "Ah, é natural da idade". Não, não é natural da idade. O natural é a gente socializar, a gente ter vontade de sair, a gente ter vontade de conversar. Quando a pessoa ela tá solitária e ela quer mais, cada vez mais vezes ficar ali no cantinho dela, isso não tá natural. Então, acende um alerta. É hora de você buscar um atendimento médico, um psicólogo, um psiquiatra. Sabe para quê? para que as coisas possam se alinhar e para que essa pessoa, já que a gente tá falando aqui de idoso, tenha um pouquinho mais de qualidade de vida, né, nesse momento que ainda resta. E que bom que a gente tá vendo que a nossa longevidade ela tá cada vez mais lá na frente, então a gente precisa desse cuidado. E aí, como dizia minha avó, prevenir é melhor do que remediar. Então, a gente precisa do trabalho com a prevenção. A doutora muito bem colocou aqui da daquela questão eh de voltar com a família na mesa sem o celular. Então, o celular nós já falamos da dependência digital do idoso, mas eu gostaria que a doutora trouxesse pra gente da visão psiquiátrica. Ah, o que que o celular, a questão das redes e principalmente os jogos. Vamos lá, porque o idoso ele vai, ele gosta de um joguinho, a gente sabe, meu vô adorava fazer um joguinho, seja de xadrez, qualquer coisa, jogo de cartas, só que isso antes era eh lá na praça, né, um com o outro, batendo papo, jogando e tal. Agora não. Agora é sozinho, com um celular nas mãos e com muito eh muita dopamina, né? Muitas cores e eh muito som. O que que isso traz pro cérebro do idoso, doutora? O que que isso faz? O que que desregula a questão dos jogos? Eh, ela traz ilusoriamente uma sensação de que eu tô ativando o meu cérebro, né? E de fato existe até determinado ponto um estímulo. Então, diz: "Ah, eu vou fazer um jogo de memória, eu tô aqui, então eu tô ativando, né?" Muitas vezes o idoso tem esse esse processo de autoengano, de acreditar que ele tá estimulando lá os neurônios dele, que isso vai fazer trazer um benefício em relação a uma eventual perda de memória. Na verdade, eh quando eu não dosifico, ou seja, quando eu não tenho uma regulação desse uso do celular, eu vou trazer vários problemas, né? Você citou aí a questão da dopamina. Então o celular ele traz uma série de estímulos que vão atuar numa via que a gente chama via de recompensa e vai aumentar a dopamina no cérebro. Dopamina é uma substância de ativação, de alerta, de vigília. Ao mesmo tempo, eu vou sentir bem-estar e prazer. Eu tô ganhando, eu tô tendo recompensa, eu tô me sentindo inteligente, esperto, capaz. Sim. E sendo que muitas vezes eu não me sinto assim em outros espaços, né? Então aqui eu tenho domínio, aqui eu sou capaz, aqui eu tenho recompensas. E muitas vezes isso faz com que o idoso e até mesmo jovem fique aprisionado naquele processo e utilizando, né, deste eh artifício para entretenimento e autoengano no sentido de tá fazendo benefício para mim por muitas horas. Nós temos questões, principalmente no idoso, que são eh diminuição da motricidade, ele vai ficar mais tempo sentado, então ele vai ter mais perda de mobilidade em membros inferiores, ele vai ter mais perda de panturrilha, que a gente fala, né, que é o músculo da vida ali, que vai impulsionar sangue para os outros órgãos. Então também há uma diminuição dessa circulação, né, nos órgãos, maior chance dele ter edemas localizados e até mesmo diminuir um pouquinho a circulação cerebral. Além de se a gente pensar no período noturno, ao estímulo visual de cores e luz, principalmente a luz azul, vai interferir na produção da melatonina. Melatonina é a substância que faz a regulação do sono. Se eu tenho luz, excesso de luz e avanço no horário, diminui. Eu vou degradar a minha melatonina e não vou conseguir dormir adequadamente. Então a gente tem também uma superposição. O idoso, por não conseguir dormir, usa o celular para se distrair, porque ele usa o celular, ele vai perpetuar o ciclo da insônia. Então é muito importante também que a gente faça esse alerta, né? Muitas vezes a queixa principal do da insônia do idoso é manejada por ele com algo que perpetua o processo. Olha só, né? E daí eh a queixa por conta de não conseguir dormir, mas não consegue dormir por conta do celular e aí às vezes vai até um um um buscar um um médico para tratar da insônia, começa a inserir o medicamento, mas não larga o celular e isso vira um ciclo vicioso. A questão da insônia é uma questão muito grave pro idoso, né? Há de fato algumas mudanças neurofisiológicas que perturbam, né, a glândula pineal, que é a produtora de melatonina. Então ele vai ter alguma desregulação nesse sentido, mas o que você falou é muito importante. Ele vai buscar o médico com a queixa da insônia, seja o clínico ou geriatra, mas não há uma pergunta de que fatores, né, que a gente fala higiene do sono, o que ele já faz para dormir melhor. Se você pergunta, você fica com o celular até tarde? Você já muitas vezes orientando o comportamento, orientando outras estratégias como meditação, como técnicas de relaxamento que podem trazer um benefício de fato muito grande pro cérebro e ele vai conseguir dormir sem precisar do uso da medicação. Muito bem. Aí gente, quanto ensinamento com a Dra. Carmen hoje aqui, né? Nós estamos com a Dra. Carmela é psiquiatra, tá falando com a gente sobre essa questão da dependência química, né, entre os idosos. As pessoas se sentam mais, que é algo que ainda não se fala muito, mas acontece. E é preciso que as famílias tenham a informação e prestem atenção eh nos detalhes, né, nos detalhes, nos sinais e que busque o atendimento, porque tem como reverter toda essa situação, né? E o idoso, ele precisa sair de casa, precisa caminhar, né, conversar com o vizinho, fazer uma vida social. Isso já resolve parte do problema, pode ter certeza. A socialização faz parte do nosso bem-estar. Agora 8:44. Produção tá me avisando aqui. A gente tem perguntas, doutora. Vamos lá, então. Vamos lá. Vamos ver quem tá com a gente. Vamos ver que que o pessoal tá querendo saber aí de casa, né? Ana Cláudia Ribeiro, bom dia para você. Ela é do Proça, tá conversando com a gente perguntando, doutora, quais são os erros mais comuns que a família comete ao tentar ajudar um idoso em situação de dependência? Oi, Ana, bom dia. Eh, muitas questões relacionadas, né, ao consumo do idoso podem perturbar a família. Então, e muitas vezes a família tem estabelece um certo preconceito com esse idoso, aumenta o grau de isolamento, esse é um fator que vai levar ao abandono, a perpetuação do isolamento vai fazer com que esse idoso sinta mais angústia, mais ansiedade e pode perpetuar também a questão do uso. Um outro fator é valorizar adequadamente como dependência, como você já colocou, né, Rúbia? eh foi prescrito pelo médico, ele tá usando o medicamento que o médico prescreveu, mas aí a gente tem que ter esse essa atenção. Está usando na dose correta, está usando pelo tempo que foi prescrito e muitas vezes até questionar o médico prescritor por quanto tempo ele ainda deve usar essa medicação, doutor, que riscos essa medicação pode trazer a na longa duração do consumo, né? e estar atento. O idoso geralmente esconde o consumo. Ele tem vergonha porque ele sente que ele precisa daquela substância, seja o álcool, seja, né, medicamentos e ele deixa escondidinho, né? Então fica aquela garrafinha escondida no guarda-roupa do quarto, fica o medicamento ali escondido na gavetinha que ninguém tem acesso. Então de vez em quando, conversar com o idoso, perguntar se ele tem tido necessidade, papai, mamãe, você tem sentido necessidade de usar um pouco mais da medicação? A gente fala de forma sutil, porque ele se sente mais livre. Puxa, eu tô sendo escutado, eu tô sendo acolhido, então eu vou dizer: "Ah, às vezes eu preciso". Mas quantas vezes tem usado a mais? A gente usa muito essa estratégia para falar com o idoso, mas esse pouco a mais é quase todo dia, né? E aí às vezes eles dão risada e fala: "Ah, é todo dia." OK, então vamos ver como ajudar, vamos ver como podemos, né, aliviar. Existe talvez uma outra medicação que pode ser mais eficiente, por exemplo, do que um bens diasepínico para dormir. Talvez sua ansiedade esteja tão alta, a gente precisa fazer o ajuste da dose do oceolítico e não da medicação para dormir. Então, a gente vai observando e a família tem que estar muito atenta, né, aos distúrbios de comportamento. Muitas vezes o idoso começa a ficar mais irritado, mais explosivo. A gente acha que ele tá numa fase predemencial e na verdade ele tá intoxicado pelo álcool. por exemplo, olha só, né? Começa a xingar mais, ser mais hostil com a família, a família revida muitas vezes e não compreende porque aquele, né, aspecto tá se manifestando. Então já é um alerta e é importante levar sempre pro médico. Ele está mais irritado, ele tá mais agressivo, ele tá mais sonolento, ele tem ficado muito tempo no sofá e isso pode ajudar a família também a compreender e ajudá-la. Muito bem, Dra. Carmen orientando. Você que tá em casa, pode mandar pra gente a sua pergunta. Agora 8:48 estamos ao vivo. TV Câmara Campinas, estúdio Câmara. A gente tá falando hoje da dependência química, né, na terceira idade. Vamos lá, produção. Pode colocar mais uma na tela pra gente. Luciana Teixeira do Jardim Leonor. A falta de rotina depois da aposentadoria pode influenciar no aumento do consumo de bebida ou medicamentos? É, aposentadoria é um ponto chave aí, né, doutora certamente, né? Então, a aposentadoria pode levar a sentimentos de insuficiência, de menos valor. Eu não tenho mais a importância que eu tinha antes. Antes eu era o provedor da família, antes eu tinha um papel social. Muitas vezes é muito comum, principalmente, né, nos idosos, eu sou o fulano de tal da empresa tal. Ah, é como se aquele nome da empresa que ele trabalhou quase 30 anos fizesse parte do do sobrenome dele. De repente ele aposenta, ele não pode mais dizer que ele é daquela empresa. Sensação de pertencimento. Acaba. exatamente a regulação que ele tem, né, do grupo de trabalho, poder compartilhar, né, metas e compromissos com as pessoas com quem ele se relaciona todos os dias, o trajeto do trabalho para casa, né, que gera um compromisso, levantar cedo, se arrumar, tomar o seu banho, ir até o trabalho. Muitas vezes esse esvaziamento da rotina, o esvaziamento da convivência social no trabalho e da percepção de alto valor pode gerar um nível grande ansiedade, gera depressão e isso pode aumentar o risco para o uso de substâncias de várias vários tipos, né? Então, doutora, eh nós fizemos um programa aqui sobre esse tema, aposentadoria, e eu me lembro que a psicóloga que estava com a gente falou sobre uma questão da preparação, né? É importante se preparar para se aposentar. Se preparar de que forma? Buscar uma orientação, de repente, buscar uma terapia para que faça você entender que a aposentadoria não significa o fim e sim o começo, de repente, de uma nova fase da vida. Exatamente. Na verdade, a aposentadoria deveria ter ser vista como uma recompensa. Eu me dediquei a minha vida toda, né, a cuidar, a prover e agora eu tenho um tempo para de fato fazer aquilo, não que é obrigatório, necessário, mas aquilo que eu poderia gostar de fazer e não tive oportunidade. estudar um idioma, nome, né, diferente, se eu quero fazer alguma viagem, eh, aprender, né, um tocar um instrumento musical, eh, ler mais, sair mais com os amigos, ir mais ao cinema, ao teatro e muitas vezes também manter uma outra rotina, né, de atividades. Olha, eu quero fazer um curso, né, que específico, que eu tenho interesse. Então, esse planejamento anterior é o que é que eu vou fazer no momento posterior, mas também tomar cuidado para que eu não queira fazer tudo, porque pode gerar uma ansiedade que eu preciso me manter produtiva a qualquer custo, né? Então, o que a gente fala é o óssio que deve ser produtivo, mas não em excesso, porque também tem uma sobrecarga do idoso que está aposentado e muitas vezes assume, não diz não, a família inteira pede para ficar com os netos, para ir fazer isso, para ir ao banco, para e de repente ele não tem tempo para ele de novo. Olha isso, porque ele tá cuidando de todo mundo, ele tá atendendo a todos os pedidos para nessa ânsia de se sentir validado e de certa forma manter a sua estrutura de valor. Olha só, né? Traçando o comportamento, né, humano. E isso sem julgamentos, né, gente? Isso acontece, acontece comigo, com você, com as famílias. E o que que a gente precisa? a gente precisa de orientação para ver o que que a gente tá fazendo de de correto, para ver onde nós estamos errando e o que a gente pode melhorar. E tá tudo bem errar, né? Somos humanos, erramos, mas o legal é que a gente pode aprender, né? O legal é que a gente pode mudar, a gente pode mudar o caminho, a gente pode mudar o estilo de vida e a gente pode melhorar a qualidade de vida dos nossos idosos também. Aí você pode falar assim: "Ah, Rúbia, mas não é fácil lidar com o idoso?" Sim, correto, não é mesmo? Mas, né? ele faz parte da sua família e aí precisa da sua atenção. E de repente, se você pega essa informação e transforma essa informação toda que a gente passou aqui para você eh e transforma e alguma situação aí da sua casa, já tá valendo, porque já é uma mudança. A gente vive em movimento, né, doutora? Exatamente. Exatamente. E a mudança de atitude, né, o valor do conhecimento, né, é muito importante para prevener problemas e melhorar a nossa qualidade de vida, né? Então, o aprendizado sobre si mesmo, né? A gente fala aí na perspectiva mais psicodinâmica, né? O quanto eu conheço as minhas vulnerabilidades, as minhas fragilidades, o quanto mais eu aceito e busco transformar, né? Busco aprender estratégias de autorregulação emocional. Eu sou muito ansioso, eu fico preocupado com as coisas, ah, eu fico preocupado com os netos, com os filhos. como fazer autorregulação de todas essas estruturas emocionais que podem, né, gerar ansiedade, depressão, mas que se eu consigo, né, um bom cuidado, seja através do processo de psicoterapia, seja muitas vezes dessa desse olhar para dentro, né? vez esse tempo de parar, por isso que eu falo da importância da meditação, né, que é um tempo de você parar, esvaziar o seus pensamentos, olhar para dentro e perceber muitas vezes questões que ficam invisíveis e que podem, né, modificar a maneira como eu respondo a fatores adversos. Ai, seria tão bom, né, se a gente tivesse essa consciência. Mas olha, eh, nunca diga nunca, né? A gente sempre pode mais, a gente sempre pode avançar. E é sobre isso. O programa de hoje, você, de repente tem um idoso aí que a acendeu alertas e deu sinais de dependência, vamos reverter essa situação porque é possível. 8:54, a última pergunta. A gente já vai então para as considerações finais aqui com a Dra. Carmen, pode colocar na tela. Produção, a última de hoje. A gente agradece você que tá aí do outro lado conversando conosco, interagindo com a gente, o José Roberto Lima do Centro. Muita gente acha normal o idoso beber todo dia em casa. Como saber quando esse hábito deixa de ser algo social e passa a ser um sinal de alerta? Hum. Em casa, né? José Roberto, o fato de estar usando em casa traz uma sensação subjetiva de segurança, né? Eu tô seguro, eu tô na minha casa e isso não vai me trazer riscos. Na verdade, o álcool é um grande fator de risco na sociedade e a gente tem que levar esse alerta. Não existe dose segura de álcool, seja em casa, seja na rua, né? O álcool hoje está relacionado, né, com várias pesquisas científicas a mais de 70 fatores de risco, eh, tipos de câncer que tão são aumentados, né, o fator de risco pelo uso do álcool. No idoso, particularmente, o risco aumentado, que a gente já falou da perda de músculo, da perda de cérebro, vamos falar assim para ficar bem claro, né? Eu tô trazendo danos teciduais, eu tô perdendo densidade óssea, eu tô perdendo densidade muscular, eu tô perdendo cérebro. Então, seja, né, essa sensação de ah, é o uso social, não existe o uso social, isso é ofemismo. Tô tô tentando minimizar a sensação do risco, né? Hoje a gente indica abstinência, seja pro jovem, seja pro idoso. No idoso, por conta de todos os fatores de risco, abstinência absoluta do álcool, né, até por conta do risco de interação com, né, como a gente falou, daquele coquetel de outras medicações que ele usa. Ele já tem o fígado mais vulnerável, o cérebro mais vulnerável, né, o intestino, né, o risco do câncer de intestino muito alto também no idoso por conta do uso de álcool. Então, acho [roncando] que a gente tem que levar em consideração, eu acho que esse é um recado que fica, né? o quanto a gente minimiza o risco de determinadas substâncias, sejam elas prescritas pelos profissionais, como os bens de azepínicos, né, as drogas eus pidem, os medicamentos para dor, os upioides e sejam os eh socialmente aceitáveis que não deveriam ser como álcool e outra outras substâncias como que, né, que estão sendo difundidas. É importante que a gente tenha esse alerta. existe risco, não é seguro utilizar substâncias de forma indiscriminada. Excelente, Dra. Carmen com a gente aqui e a gente tá encerrando o programa, lembrando que a dependência, a a dependência química na terceira idade é um tema que exige atenção. Você percebeu aqui diante de todas as falas da doutora, né? Exige atenção, sensibilidade e informação também. Por trás dos números existem, gente, histórias marcadas por dor, né, silêncio, que muitas vezes eh eh trazem uma dor terrível, um isolamento e que de repente essa pessoa, ela não tem nem mais o que falar, não tem mais prazer, não tem, não quer mais eh conviver com a família. E a gente precisa se atentar, de repente, conversar, chegar, perguntar se tá tudo bem, mas daquela forma eh mais suscinta, mais tranquila e ser na verdade uma pessoa que ouve, né? Ter uma escuta ativa sem julgamentos. Isso é muito importante. Doutora, quero agradecer sua participação, sua presença. Quanto ensinamento, hein? né? O tema importantíssimo que daria pra gente debater aí por muito tempo. Maravilhosa. Muito obrigada mesmo, viu? Agradeço, Ruber. É isso, gente. A gente vai encerrando por aqui, agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Esse programa já está no YouTube. É importante você, de repente, compartilhar essa informação com a sua família, com a família dos seus amigos, porque hoje mais uma vez um grande conteúdo aqui, informação de qualidade e com procedência. Dra. Carmen com a gente nos orientando referente a essa questão que ainda é um tabu, é um pouco escondido, não se fala muito, mas que sim, é uma realidade que é a [música] dependência química entre os nossos idosos. Gente, amanhã a gente volta com um tema que faz parte do nosso dia. Amanhã a partir das 8 da manhã, estúdio Câmara ao vivo para você. Mas esse tema eh faz pouca gente parar para refletir. A mãe hoje, você lembra que hoje é dia 31? Então, hoje é o último dia do mês de março. [música] Amanhã que dia é? Ah, dia da mentira. Uau! Será que mentir faz mal à nossa saúde? No programa de amanhã, a gente vai tentar entender como a mentira pode afetar o cérebro, provocar ansiedade, estresse [música] e até comprometer relações pessoais e profissionais. E mais, quando esse comportamento deixa de ser pontual e passa a ser compulsivo, exigindo acompanhamento psicológico. E aí eu vou deixar uma pergunta para você e amanhã a gente vai tentar responder ela, tá bom? Com os nossos profissionais. Você sabe qual é a diferença entre mentir, omitir e aumentar informações? Será que tudo isso é uma mentira? E uma mentirinha pequena e uma mentirinha e uma mentirona grandona. É tudo mentira? É mais ou menos isso. Tá certo mentir pequenininho e a gente julga quem mente [música] algo que de repente vai trazer aí um um uma problema, né, enorme, a gente vai entender esse negócio de mentira e querer saber o que acontece com aquela pessoa que começa com uma mentirinha e depois quando ela quando ela vê de repente ela perdeu a família, né? Perdeu tudo que tinha e acabou se perdendo na própria mentira. Tá bom? Então, amanhã, a partir das 8 da manhã, não perde não, fica com a gente. A ÍRa tá chegando aí, trazendo informações do legislativo para você atualizadas eh aqui de São Paulo, Brasil e Mundo. Ao meio-dia, Câmara Notícia com Gabriel Castro também. Tudo que aconteceu no legislativo você confere no Câmara Notícia e a programação da TV Câmara Campinas segue desse jeitinho, sempre preparada com muita responsabilidade, muito carinho para você da nossa equipe do grupo Mais Comunicação. Grande abraço, até amanhã. Fique bem e [música] cuide-se. Ciao. Ciao. [música] [música] [música] [música] [música] [música]