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Estúdio Câmara | Declínio cognitivo jovens, telas e soluções
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Estúdio Câmara | Declínio cognitivo jovens, telas e soluções

61 views Publicado 07/04/2026 HD · 1:00:09
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta terça-feira coloca em pauta um alerta global, o declínio cognitivo entre jovens da geração Z, nascidos entre 1997 e 2012, que pela primeira vez na história apresentam desempenho cognitivo inferior à geração anterior. Estudos internacionais mostram queda em habilidades como atenção, que passou de 12 segundos em 2000 para 8 segundos hoje, memória, leitura, raciocínio matemático e funções executivas. Embora os adolescentes atuais passem mais tempo na escola, indicadores apontam regressão e os especialistas apontam o consumo excessivo de telas, a fragmentação da atenção pelas redes sociais, o sono insuficiente, o sedentarismo e a alimentação ultraprocessada como fatores convergentes. O programa discute o papel da escola, da família e dos próprios jovens campineiros nesse cenário, alternativas terapêuticas, estratégias de regulação do uso de telas e como reverter padrões que ameaçam o futuro intelectual de uma geração inteira em Campinas e no Brasil, com convidadas especialistas que oferecem caminhos práticos para o cotidiano.

Descrição do vídeo

Estúdio Câmara TV Câmara Campinas 7/abr/2026 8h alerta declínio cognitivo jovens real mensurável Estudos globais Geração Z 1997-2012 quedas atenção de 12s 2000 para 8s hoje memória leitura matemática funções executivas 1ª vez história geração desempenho cognitivo inferior anterior crise silenciosa tecnologia Entrevistadas especialistas Rosangela de Marchi Oliveira neuropsicóloga ao vivo 🧠 Não declínio biológico ambiental GPS agendas substituem memória excesso estímulos fragmentados shorts reels sobrecarga cerebral brain fog pane mental perdas infância linguagem socialização permanentes Diana Quintella psicóloga psicopedagoga videochamada 👩‍⚕️ Cérebro precisa interação real não virtual telas deslocam brincadeiras convivência vício drogas abstinência celular multitelas fragmentam foco IA agrava preguiça pensar mal usada Análise debate transcrição 63k chars Causas 50% tempo acordado telas 🌙 luz azul inibe melatonina sono ruim imediatismo vícios curtos poda neural paciência GPS bug caos sem raciocínio Kindle OK sem notificações celular tablet NAO 📱 Paradoxo conectado desconectado nascidos digitais hiperansiosos impulsivos Brasil dificuldade matemática lógica processos português linguagem conversa real 📚 analfabetismo funcional português tela siglas PF pad Sedentarismo cognitivo IA preguiça refletir IA mastiga respostas erra pergunta rasa ex Região Emília curiosidade hipóteses 🤖 mercado jovens QI emocional baixo sem ouvir frustração Emborrecimento geracional queda QI emocional isolamento recreio celular lei 2025 proíbe pais compre briga limites espelho sem multitelas 👨‍👩‍👧‍👦 Soluções reversível Detox gradual higiene digital telas off 2h dormir substitua jogos virtuais reais xadrez amigos 🎲 Reconstrua hábitos leitura física Kindle 📖 brincadeiras olho no olho escola experiência chuva flor crescendo paciência 🌱 Pais escola limites firmes desperte curiosidade perguntas respostas terapia atenção plena déficits 🧘 Atualizações Câmara Debora Palermo 1ª reunião Frente Bullying 9h30 Plenário José Maria Matozinho aberta público 🛡️ 30ª Semana Italiana 9-21/abr Praça Arautos Paz festa show Adorir Barbosa missa paz 🇮🇹 Tempo pancadas isoladas tarde noite 19-30°C ☔ WhatsApp 1997-29377 experiência foco Amanhã compulsão ocupado vs produtividade Assista completo 1h+ comente "filho déficit atenção" curta compartilhe conscientizar famílias Inscreva-se debates Estúdio Câmara 🎥 #DeclinioCognitivo #TelasCriancas #GeracaoZ #NeuropsicologiaCampinas #TVCameraCampinas Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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[música] Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Como é que tá por aí? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Nós estamos começando mais uma edição do estúdio Câmara ao vivo hoje, terça-feira, dia 7 de abril, agora 8:07. E o tema de hoje é um alerta que vem chamando a atenção de especialistas no mundo todo. A gente fala sobre o declínio cognitivo entre os jovens. Embora os adolescentes de hoje passem mais tempo na [música] escola do que as gerações anteriores, estudos recentes apontam queda em habilidades como atenção, [música] memória, leitura e raciocínio. Há inclusive pesquisas indicando que pela primeira vez na história [música] uma geração pode apresentar desempenho cognitivo inferior à anterior. Então, o que está acontecendo com o cérebro dos jovens? É culpa da tecnologia. Nós estamos diante de uma crise silenciosa. Participe conosco. Você aí de casa, você percebe dificuldade na [música] concentração no seu dia a dia ou na rotina dos jovens aí da sua casa? Conta pra gente como é que tá [música] a concentração dessa turma aí. Nosso WhatsApp já tá na tela, 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações, as nossas entrevistadas já apostas aqui. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las [música] e vamos falar desse declínio cognitivo que está se notando e que também já é tema de pesquisas, né, de especialistas pra gente descobrir o que que tá acontecendo, porque disse com reverter toda essa situação. Vamos atualizar então algumas informações do legislativo enquanto você vai participando conosco. Olha só, a vereadora Débora Palermo promove hoje, dia [música] nacional de combate ao bullying, a primeira reunião da Frente Parlamentar sobre o tema na Câmara de Campinas. O encontro busca debater os impactos do bullying e discutir estratégias de prevenção, reunindo especialistas, educadores e representantes da sociedade. [música] Esta reunião é aberta ao público e acontece às 9:30 da manhã eh no plenário José Maria Matozinho. Importante você participar. Se você puder, pode ir presencialmente. Se não, [música] acompanha aqui pela TV Câmara Campinas ou então, né, no canal do YouTube da TV Câmara Campinas. importantíssimo tema hoje na reunião daqui a pouquinho lá no [música] plenário da Câmara. E a 30ª semana da comunidade italiana de Campinas. E a 30ª semana da comunidade Italiana de Campinas, ela começa na quinta-feira, dia 9, gente. [música] E a programação é de 13 dias, é dedicada à cultura e às tradições italianas. Então, já tem [música] aí toda uma programação já preparada para você. A abertura vai ser na Praça Araldos da Paz, com a festa italiana e show em homenagem a Adorirã Barbosa. Organizado por entidades culturais com apoio da prefeitura. E este evento reúne apresentações musicais, atividades [música] culturais e ações solidárias. Entre os destaques estão a missa campal pela paz mundial e iniciativas beneficentes. [música] A programação também busca fortalecer a economia local e promover a integração da comunidade. Você convidado todo [música] especial, então, para participar aí desta super festa que acontece aqui na metrópole. [música] Previsão do tempo chegando. Choveu essa noite lá na sua casa. Na minha choveu e choveu bem gostoso, bom para dormir, né? E a previsão do tempo para hoje, olha, tá igualzinha de ontem, sol, [música] aumentos de nuvens agora de manhã e aí à tarde nós temos pancadas de chuvas isoladas, né? Ou seja, chove em um lugar, mas não chove no outro, né? E um bairro tá chovendo no outro não. Mas a à noite a previsão [música] é de chuva, assim como foi a noite passada, tá? Mínima 19, máxima 30º é a previsão do tempo para a nossa metrópole. Agora sim, vamos ao nosso tema central. Vamos apresentar as nossas convidadas. Olha, gente, pesquisas recentes apontam que o desenvolvimento cognitivo da geração Z, que é formada por jovens nascidos entre 97 e 2012, pode estar sendo impactado pelo uso excessivo de tecnologia. Segundo estudos internacionais, houve uma queda em praticamente todas as medidas cognitivas analisadas: atenção, memória, alfabetização, matemática e função executiva. Um dos pontos centrais é que o cérebro humano ele aprende melhor por meio da interação profunda, da convivência, da leitura, da reflexão e não apenas por estímulos rápidos, como os vídeos curtos e conteúdos fragmentados. Hoje, mais da metade do tempo em que muitos adolescentes estão acordados, é diante das telas que eles ficam. Outro dado que chama atenção vem de um estudo da Microsoft Canadá que mostrou que a capacidade média de concentração caiu de 12 segundos no ano 2000 para cerca de 8 segundos. Olha isso agora. E especialistas já falam em fenômenos como sobrecarga digital, fadiga, fadiga mental e até o chamado brain fog, aquela sensação de mente cansada, dispersa. Ao mesmo tempo, pesquisas também mostram que atividades como leitura, música, esporte, convivência familiar e estudo aprofundado continuam sendo fundamentais para o desenvolvimento do cérebro. Pois é, paraa gente entender melhor esse cenário, paraa gente discutir caminhos e soluções, nós trouxemos aqui especialistas que vão nos orientar. A Rosângela de Marque Oliveira, ela é neuropsicóloga, tá participando com a gente ao vivo aqui no estúdio. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada mais uma vez pela sua obada pelo convite. É um prazer estar aqui novamente. Maravilhosa. E com a gente por vídeochamada a gente está com a Dayana Quintela, psicóloga, psicopedagoga, vai nos orientar no programa de hoje também referente aí essa, esse declínio cognitivo. Seja bem-vinda. Bom dia para você, tá certo. Tá bom. Rosângela, dá só uma olhadinha no seu microfone para ver se tá mutado, que a gente não ouviu o seu bom dia. Por favor, você pode dar uma olhadinha aí pra gente, por favor, se tá mutado ou não seu microfone? Funcionou agora? O seu sim, o da Diana não. Você pode dar uma olhadinha pra gente, por favor? Bom dia. Opa, agora sim, agora sim. Então, vamos dar bom dia novamente. [limpando a garganta][risadas] Bom dia, gente. Muito obrigada aqui pela oportunidade da gente estar falando de um tema tão importante, tão urgente e que precisa trazer realmente pra consciência. Então, parabéns pela pauta e obrigada pelo convite dessa troca maravilhosa. Eu troquei os nomes, Rosâelo. Agora você errou. Olha, quando a gente fala em declínio cognitivo, né? Hã, isso assusta muito. Parece que a gente tá falando de uma perda de inteligência, de capacidade, né? O declínio cognitivo. O que significa na prática esse declínio? Ele é real, mensurável ou a gente tá interpretando mal essas informações? Não, ele é real, mensurável através de testes, mas não é um declínio eh biológico, é ambiental. Sim. é um declínio causado pelo justamente pelo uso da tecnologia. Algumas funções que usávamos antigamente já não são tão exigidas mais, né? A memória. Hoje em dia ninguém grava mais o número do telefone do do familiar, tá tudo ali na agenda, né? Eh, caminhos, você usa o GPS. Uhum. Então tudo isso tem impactado nessa queda cognitiva, nessa queda que mostra, né, esses índices. Então a gente acaba ficando acostumado a não raciocinar, né? Porque se você para para analisar esse esse esse exemplo do GPS é um exemplo público notório, tá? As pessoas hoje já não se preocupam mais no em eh entender o caminho. Elas vão pelo GPS. Quando o GPS dá uma bugada, olha, é o caos. Isso já é um exemplo, né, do nosso dia a dia, desse declínio cognitivo. Agora, Diana, por ao mesmo tempo a gente tá falando de uma geração que nasceu conectada com acesso rápido à informação, né? acostumada a fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas mesmo assim, olha só que interessante, é uma geração conectada, é uma geração que tá, né, eh eh na velocidade da luz, assim como a tecnologia, mas mesmo assim essa essa geração, ela apresenta uma dificuldade de concentração, de leitura, por exemplo, de manter o foco. Como é que a gente explica esse paradoxo? É conectada, mas não consegue manter o foco na leitura de um livro. Uhum. Essa geração, embora tenha nascido conectada, como você trouxe, né, tá dentro do mesmo funcionamento humano de sempre, né? Então, o cérebro humano ele foi desenvolvido para aprender através de conexão de interação. A grande questão da das telas e a gente pode fazer realmente uma lista enorme, né, de estímulos e tudo mais, mas um grande ponto que a gente pode começar refletindo é a experiência que a tela substitui, né? pegando uma exemplo de uma criança pequena, a criança precisa, ela aprende, ela realmente faz a formação neural dela acontece através de vínculos de interação, de troca. Então, ficar assistindo um vídeo, por mais que o vídeo traga ali um monte de informações e tenha palavras que ela vai ouvir, ela não tá desenvolvendo a linguagem porque ela tá ouvindo a linguagem. A criança desenvolve linguagem quando ela escuta, quando ela fala e quando tem uma reação pra fala dela, pra emoção dela, proz. Então, o tempo enorme que as crianças e os adolescentes ficam em tela, como você trouxe aqui no início, ele desloca a experiência que a criança deveria estar tendo com experiências reais, cando, descobrindo, errando, estando com outras pessoas, aprendendo linguagem. Outro problema enorme que as telas causam também, que tem a ver muito com concentração, como você trouxe, é o sono. As crianças ficam um tempo exagerado em tela, inclusive o tempo que elas deveriam estar dormindo, elas estão em tela também. Então a lista aí é enorme, né? Porque que apesar da da gente ter uma sensação de que estamos conectados, essa conexão não é real, é uma conexão digital, virtual, e cada vez mais a gente tem acesso a estudos e comprovações, o quanto que afeta de fato o desenvolvimento cerebral de uma maneira geral, o que vai refletir também em testes de QI, por exemplo, não é só a tela, né, que traz esse impacto no QI, como a Rosângela falou, A forma que a gente raciocina hoje tá muito diferenciada, né, pela facilidade tecnológica, mas até ela sim existem provas, né, como impacta. Exatamente, né? Tá bem diferenciada a mesma forma com que a gente raciocina hoje. Eh, muitos estudos apontam que o cérebro ele não aprende bem com estímulos fragmentados. Exemplo, vídeos curtos, rolagens infinitas, o que [limpando a garganta] a gente vê hoje, né? Notificações constantes. Rosângela, o que que acontece? neurologicamente com esse cérebro hiperestimulado que a gente tem hoje, né? Porque é um estímulo atrás do outro. Então é é tudo muito junto, são as cores, a velocidade, a informação. O que que acontece com o cérebro? Então, é um excesso de informações e de conexões ali que acabam não se consolidando, né? Porque são muitas informações, pouco tempo de sono, inclusive, como a Diana falou, que impacta também na na consolidação de memórias, de aprendizagem, né? E e esse excesso de tudo que faz com que o cérebro acabe ficando sobrecarregado, né? Dá aí uma pane. Então, e essa sobrecarga, né? Qual o impacto que traz eh pra gente no nosso dia a dia? Porque um cérebro eh hiperconectado, sobrecarregado, ele vai ter dificuldade de entrar de repente em um sistema mais tranquilo para oferecer uma boa noite de sono, podemos dizer assim. Também também acaba causando uma ansiedade, até depressão, né? Esse excesso de tudo. Eh, o ideal é que à noite se reduza esses estímulos, né? Faça-se aí uma higiene do sono, uma higiene digital, desligue as telas antes, bem, algumas horas antes do do horário de dormir para que o cérebro possa começar a entrar em repouso, né? É, entrar em repouso, né? Algo um pouco desafiador nos dias de hoje, principalmente para essa turma que tá conectada 100%. Agora, Diana, na prática aí do consultório, isso já aparece? Porque a gente fala aqui, de repente as pessoas podem pensar assim: "Ah, mas será que é isso? Será que não é um exagero, né?" Eh, eu gostaria de de saber de vocês se na prática do consultório vocês percebem jovens com mais ansiedade, dificuldade de aprendizagem e impulsividade por conta eh eh desse mundo super conectado e aí acabam é é um pouco é estranho falar, né? a gente tá falando de de tecnologia, de conexão de informação, mas do outro lado a gente fala eh eh de um declínio cognitivo. Então isso acontece para você no consultório, você tem eh lidado com essa realidade no dia a dia? Sim, com certeza. Eu trabalho com educação infantil, com escola. Então eu vejo realmente muito no dia a dia aprendizagem, mas muita questão da porque a a aprendizagem ela precisa de muitos steps, né, de muitos passos aí. Então, especialmente quando a gente fala também de estudo fragmentado, né, de vídeos fragmentados, desses shorts, né, os reals, os vídeos curtos, eles causam uma aceleração, mas também uma imediatismo muito exagerado, né? Esses videozinhos duram segundos e uma criança ela fica ali os segundos poucos ainda assim ela não tem paciência de viver todo. Inclusive, esses vídeos curtos, a gente já tem aí alguns estudos que mostram que ele tá afetando a poda neural, que tem total impacto em concentração e como que a gente vai aprender habilidades que vão definir até aquilo que a gente faz de melhor, que vai ajudar numa escolha de profissão, carreira, né? O que que a gente tem como habilidade nossa mesmo. Então isso reflete muito no dia a dia. Eu posso falar especialmente de crianças. tempo de concentração e isso vai para tudo, paraas relações, o tempo de uma brincadeira, de esperar o tempo do meu amigo brincar para que eu possa fazer também de jogos, de entendimento mesmo, de rotina, que é essencial de uma formação aí da criança, né? E se a gente passa criança também, mas a gente vê vê muito nos jovens, até vício, né, que já é algo cientificamente comprovado também, o quanto que as telas ela tem uma uma reação e um efeito no nosso corpo, no nosso cérebro, semelhante a vício, a drogas mesmo. E aí afeta muito o dia a dia, rotina, integração, relacionamento dessa criança e desse jovem, né? E uma criança e um jovem que não se relaciona adequadamente vai ter impacto em todas as esferas da vida dele, né? É urgente, né? É urgente famílias adultos a gente pare e realmente vem exatamente, né? Impacto em todas as esferas. A Diana traz pra gente, porque existe também essa preocupação eh eh agora eu falo com a Rosâela, com a questão da plasticidade cerebral, né? Especialmente na infância e adolescência. E aí esse excesso de telas, ele pode comprometer o desenvolvimento do cérebro de forma douradoura, né? Porque se a gente para para analisar, eh, hoje a criança ela já eh, vem, né, conectada e aí ela vai à infância, adolescência, aí vai adulto, então ela tá conectada o tempo todo. E aí isso pode trazer eh danos pro desenvolvimento do cérebro de uma forma que a gente às vezes pode ser até difícil de mensurar, né, Rosângela? Sim, algumas perdas são permanentes, né? Hum. A criança que lá na primeira infância não teve a interação social, não desenvolveu bem a linguagem, ela vai carregar esse déficit de alguma forma pro resto da vida, né? Eh, todas as interações, as vivências que ela deixou de ter por causa das telas, por causa do tempo excessivo que ela ficou ali conectada, ela não recupera, né? aquilo ali, ela perdeu o a a falta de interação com os colegas, de brincadeiras, de subir, de brincar em parquinho, tudo isso que ela substituiu pela tela causa um impacto no desenvolvimento que não tem volta. Olha, gente, isso é sério demais, né? É um impacto no desenvolvimento que não tem volta. Você viu a fala da da nossa profissional? Então, a gente precisa analisar e a gente precisa assim eh fazer alguma coisa para diminuir esse impacto. Entra um ponto muito importante, porque não é só a tecnologia em si, mas o que ela está substituindo, né? O que a tecnologia tem substituído na nossa vida para que a gente tenha esse declínio cognitivo. Substitui, vamos lá, menos leitura, menos convivência, menos tempo com a família. E essas perdas impactam o desenvolvimento emocional e cognitivo. Também gostaria que você trouxesse paraa gente, eh, Diana, eh, essa questão eh de eu não leio no livro físico, mas eu leio no ebook, por exemplo. Essa substituição tão rápida assim, eh, quando a gente fala de leitura, né? Por que acontece isso? como que a gente consegue eh entender o que diferencia na hora de ler um livro físico e de ler um e-book? Por que a preferência pelo ebook de repente? Já que é um livro? É livro, será? Sim ou não? Olha, eu amo o livro de papel. Adoro sentir o cheiro, né? Segurar a página, segurar a polha. Mas realmente tem muitas crianças hoje que pegam diretamente o seu kind, né, ou a tela ali de ler. Diante desse aumento de porque é isso, né, gente? A gente vive hoje, a tecnologia faz parte, a gente vive no mundo digital e a gente tem que tomar cuidado para também não demonizar demais e que, né, porque a realidade é essa e a gente precisa ter, na verdade, uma disciplina de como que nós vamos lidar com as nossas crianças e lidar com nós mesmos, porque nós adultos também ficamos muitas vezes viciados mesmo, né, na nas telas. Então, como que a gente trabalha para não anular a tecnologia? Porque ela é fato, ela é real e ela tem muitos pontos também, mas para que a gente possa aprender a usar de maneira consciente, limitada, de maneira saudável, né? Porque uso de maneira saudável não vai afetar eh todas essas habilidades e essas esferas que a gente traz aqui, né? A questão é o uso errado, é o uso exagerado. Então, diante dessa realidade, alguns dispositivos específicos de leitura, eles já são desenvolvidos para que eles não causem o impacto que uma tela simples causaria. De livro, por exemplo, o tipo de luz, né, que afeta, que vai atrapalhar o sono. Então, se você lê no celular, no tablet, ali, a gente vai ter algumas questões como a o tipo de luz. que aí tem o impacto diretamente em relação ao sono, ao estímulo cerebral, agitação cerebral. Mas se a gente pega um kindle, por exemplo, né, preparado para aquilo, ele já vem com uma luz específica para que você possa ler e não te afete. Você precisa ler a página inteira para você passar, que nem a gente faz com papel, né? Eu posso não ler uma página toda para que eu vá pr pra próxima, mas ele não te incentiva uma aceleração, né? A questão é você querer ler no computador que tem o tipo de luz azul ou o estímulo que vem e no celular ou no computador. O grande problema também, ah, eu vou ler um texto aqui no meu celular. Aí ao mesmo tempo que você tá lendo, tá ali pipocando notificação, né, de rede social, de WhatsApp. Então essa questão da atenção fragmentada, multitelas, né, que é o impacto negativo da tela também, você tá lendo, mas aí vem, entra uma notificação e você vai pro WhatsApp, que é naturalmente, né, gente, infelizmente naturalmente porque é o efeito cerebral que causa mesmo, né? Então você vai aí você perde a concentração do livro e vai ver tudo mais que essa que esse mundo infinito que as telas trazem. Então a gente perde a concentração. Mas se você for lendo um Kindle, por exemplo, que não vai ter nenhuma notificação, que tem uma luz preparada, né, que é muito mais adequado para isso, aí a gente não vai ter o mesmo efeito nocivo, né, da tela. A questão é a multitela, né? Eu tô com um livro na mão, mas tô com celular no outro. Hoje tem estudos também muito interessantes, assim, de número enorme. Aí a gente pode refletir e ver que muitas vezes nós estamos nesse lugar também. A gente tá vendo um filme, mas a gente tá com celular na mão e tá vendo computador na mesa, né? Então a gente raramente tá em um único foc, em uma única tela. Essa questão de fragmentação vai além só dos vídeos rápidos ou de muitas informações numa única tela, né? A gente também tem várias informações em várias telas. Excelente, né? Esse exemplo que a Diana colocou pra gente aqui. Quem nunca, né? Você em casa, de repente tá assistindo, a gente tá assistindo aqui o estúdio Câmara, mas o celular tá aqui. Você dá uma olhadinha no celular, dá uma olhadinha na televisão aí, dá uma olhadinha no computador, dá uma olhadinha no notebook. Gente, nós estamos super hiper conectados, né? Mas aí a gente precisa eh aprender a lidar com todo esse mundo. É tudo muito novo, é tudo muito acelerado. A gente não dá tempo de aprender a lidar com alguma coisa, já nasce outra e já vem outra e vem outra e vem outra. E essa é a tecnologia e é o avanço, né? E, e, e o mundo que nós estamos vivendo, como a Diana colocou, não tem retorno, não tem volta e a gente precisa aprender a lidar com isso, porque, vamos falar a verdade, a tecnologia ela é excelente, é maravilhosa, ela otimiza a nossa vida, ela organiza, ela ajuda, ajusta, mas eh se a gente não consumir isso com o equilíbrio, aí sim a gente vai ter grandes problemas. E aí, eh, tem um, um termo que eu achei bem interessante trazer aqui no programa, Rosângela, que eh sedentarismo, olha isso, sedentarismo cognitivo. Nas buscas, né, eh pra gente trabalhar o tema de hoje, nós encontramos esse eh eh esse termo aqui, sedentarismo cognitivo. O que que é? É quando a pessoa deixa de pensar, refletir, construir o raciocínio, né? é o declínio cognitivo. Agora, eh, um exemplo disso, inteligência artificial, gente, pensa num negócio maravilhoso, mas ela pode agravar esse cenário se não usada corretamente, com equilíbrio, né, Rosângela? Gostaria que você falasse um pouquinho. Equilíbrio é tudo, né? Eh, como a Diana falou, a gente não pode demonizar as telas e dizer: "Não, não v, não pode usar". É realmente dosar, é não substituir as vivências, o tempo de brincadeira, o tempo com a família, o a atenção no filme pelas telas. O que tem acontecido é que as pessoas estão tendo dificuldades de resolver problemas mais complexos por causa desse mediatismo que as telas trazem, né? É tudo muito rápido, é tudo muito dinâmico, muita coisa acontecendo, não se tem mais paciência para se focar em um único problema, numa única situação para resolver aquilo ali. Uhum. Né? Esse é o o declínio que acaba causando, né? Quando a gente pensa em inteligência, a inteligência ela é multifacetada, envolve raciocínio, envolve memória, envolve atenção. Se a gente não tem atenção, não tá raciocinando, tá pegando tudo pronto da da inteligência artificial, de repente, sem sim, sem analisar aquilo ali, né, sem pensar, estudar, vai causar realmente esse esse prejuízo. Pois é, né? A questão da paciência também é algo bem interessante quando a gente fala desse declínio cognitivo, porque a gente percebe que os jovens estão sem paciência. Eu acho que tá todo mundo meio que sem paciência, mas ah, os adolescentes, olha gente, eu vou falar aqui as crianças também, as crianças, os jovens, os adolescentes, por conta dessa dessa dessa vivência de tudo muito rápido, ah, muito acelerado, né, a paciência ela tem ficado assim em segundo plano, o pessoal tá muito e reativo, né? Então, eh, tem aquele limite saudável, né? Agora, quando a gente fala inteligência artificial, Diana, o que que você pode trazer paraa gente eh referente a esse declínio cognitivo, né? Inteligência artificial é maravilhosa e assim, a gente tá no início da inteligência artificial, vem muito mais por aí, né? E como é que a gente deve equilibrar a inteligência artificial com o nosso dia a dia? Porque a inteligência artificial ela otimiza, né, o nosso trabalho, ela nos orienta para pesquisas é maravilhoso. Só que também a gente tem que tomar cuidado para não pegar tudo mastigado da Iá, porque senão aí a gente vai ficar sem raciocinar, sem pensar e isso por um tempo aí indeterminado, porque é tão fácil pegar mastigadinho ali, tá pronto aqui, a Iá fez para mim. E isso também tem um impacto grande, né? verdade. [roncando] Esse termo do sedentarismo cognitivo é muito bom, né? Porque ele realmente reflete aquilo que a gente usa no termo coloquial do dia a dia da preguiça de pensar, né? Eu quero tudo muito rápido, então eu tenho que elaborar um trabalho de escola, por exemplo, né? Ou eu preciso dar uma resposta rápida para alguém. Ah, eu não vou pensar não. Eu vou jogar numa IA, né? Para que ela me dê essa resposta. Essa questão é tudo muito novo pra gente também, né? Nós somos a primeira geração que a gente tá tendo que educar as nossas crianças sem a gente vivenciar aquilo que a gente precisa ensinar, né? Então é uma realidade tecnológica que pra gente também é muito novo e a IA, nossa, muito nova e muito rápido, né? Porque essa aceleração é muito exponencial, cada vez mais as coisas vão vir mais rápido. Por [roncando] isso que o primeiro ponto mesmo é a gente sempre pensar e refletir, né? Como que eu uso isso de maneira adequada? Hoje a gente é muito rápido também os estudos que mostram os impactos negativos em tela, né? Hoje a gente tem muito mais consel do que 5 anos atrás. É muito rápido, né? Ano passado entrou uma lei sensacional que foi a proibição de celulares nas escolas. Os avanços que essa proibição, né, que essa lei trouxe em relação a desenvolvimento mesmo de aprendizagem, de inteligência no sentido bem amplo, né? Além da inteligência cognitiva, mas inteligência emocional, a gente começa a resgatar o básico, que é a criança brincar e os jovens sociabilizar no recreio, né? E esse impacto é urgente e é assim que que a gente aprende, né? Então, quando a gente vem paraar, é a mesma coisa. Sim, a gente tá tendo que aprender, talvez já venha uma lei, né, nova aí, como veio essa do celular, que antes era muito bom. A escola vai te vai dar notebook para todos os alunos ficarem conectados o tempo inteiro. E aí a gente começa a ver que essa ideia de super eh conexão, na verdade, ela é uma percepção que não é real, porque ao mesmo tempo que a gente tem a geração mais conectada digitalmente na história do mundo, a gente tem uma geração extremamente desconectada em relação ao que realmente importa, né? Conexões humanas reais. Então esse impacta a falta de paciência como você trouxe, que também é um reflexo de ansiedade, né? Uma geração extremamente ansiosa, que eu quero tudo muito para ontem. E a inteligência artifenta como uma ferramenta que ajuda nesse sentido. Se eu quero para ontem, eu jogo na IA, eu tenho esse resultado. Mas o que a gente já vem vendo também de novo, de maneira muito rápida, então a gente tem que correr para poder aprender, é que a IA é raça, né? Porque não tá olhando olho no olho, né? porque não vai ter mesmo. Ela não viveu, né? Inteligência artificial, ela não tem a experiência real, né? Então o que eu eu percebo, tá? E aí é uma percepção mesmo sim com base em estudos simples, mas é tudo muito novo, né? Mas muito com base no que a gente vê, é que ao mesmo tempo que a inteligência artificial ela traz uma uma aceleração, uma rapidez em algumas respostas, ela mostra que cada vez mais a gente tem que saber [limpando a garganta] perguntar para que tenha essa resposta. E o saber fazer pergunta não é algo tão simples como parece, né? Tem uma região que é uma abordagem [limpando a garganta] de educação infantil chamada Régio Emília, que na verdade é o nome de uma uma cidade na Itália. Ré Emília ela é uma grande inspiração e fonte de excelência acadêmica, de estudo mesmo, de dados e inspiração sobre educação infantil. E o que mais Jemí traz é a gente saber, a criança, saber fazer perguntas para que tenha respostas realmente reais e eficazes, que é o que mostram eh o processo científico, né? A gente pensa numa hipótese, levanta a hipótese, testa a hipótese para que daí sim a gente tenha uma resposta. Então, se fazendo uma um exemplo, né, com essa questão de um processo de investigação científica, se a gente não levanta bem a hipótese, né, você não faz a pergunta correta aqui, a gente não vai chegar no resultado que a gente precisa para que tenha uma resposta realmente assertiva. E isso vem pro dia a dia, né? Então, a gente saber fazer uma pergunta é mais importante do que a resposta que a gente vai ter. Então, essa questão do sedentarismo cognitivo, se eu tenho preguiça de pensar e eu jogo lá uma pergunta rasa num chat, por exemplo, né, Gemini que a gente tem, mas tem aí de dia a dia em especial paraos jovens usarem, vai vir uma resposta errada. E isso esses jovens já estão vendo no trabalho de escola, né, mas o chat que me deu a resposta para ela tá errada, porque a pergunta foi feita errada. Então, ao mesmo tempo que tem essa questão de tá tudo muito rápido, ela tá mostrando de que se a gente não tá muito, se a gente não tá inteiro e sabendo realmente aquilo que eu quero saber como resposta, eu vou ter respostas ruins e erradas e vai estar evidenciando que, na verdade, eu não sei aquilo que eu tô ali fingindo que sei, mas na verdade lendo de chat de PT, né? Excelente, excelente a pegadinha da inteligência artificial revelada aqui pela Diana, né? Mas é verdade, é verdade. A gente precisa eh saber do que vamos falar com a inteligência artificial. E aí vem o ponto chave, né? Para você saber o que você quer, você tem que ter ciência daquilo que você tá querendo e de repente você precisa estudar um pouquinho e aí tenha essa esse equilíbrio. Pode ser que eh podemos dizer assim, né, Rosângela, um equilíbrio, porque aí a ela vai te dar uma resposta, mas dependendo da sua pergunta e se você não sabe perguntar, aí você vai ter que estudar um pouquinho para saber perguntar e obter a resposta que você quer. Agora também avaliar a resposta, né? Porque a resposta pode vir errada mesmo você perguntando certo, então algum conhecimento você tem. E aí o que a gente tem que ensinar as nossas não é nãoar na escola, por exemplo, mas é como usar de novo. A tecnologia tá aí, a gente não vai arriscar isso da nossa vida. Então como que a gente aprende a a usar de maneira correta e adequada, né? Excelente. E vai forçar também você a ler, né? E lendo, você está trabalhando aí a sua mente para você poder entender sobre aquele assunto. Então tem ali os dois pesos e as duas medidas. A gente mais uma vez cai em um ponto que é o quê? Equilíbrio, né? Equilíbrio. Agora, Rosângela, eh esse jovem que apresenta dificuldade de atenção, de memória, né? e está eh eh com esse declínio cognitivo. Eh, é possível reverter essa situação, né, eh, com terapia, com um trabalho diferenciado, de repente, eh, dá uma diminuída nas telas, voltar para atenção plena, no aqui, no agora, né? Existe essa possibilidade? Sim, existe, existe. Eh, é realmente fazer um meio que um detox, né? Hum. dessa desse uso excessivo, reduzir tempo, eh, introduzir atividades que vão desenvolver as habilidades que ele tá em declínio, em baixo desenvolvimento, né? Não diria nem declínio, porque nesse caso ele não declinou a a a o aprendizado. Ele não teve, né? É, eh, se a criança desde pequena, desde muito pequena, tá aí em contato com as telas, não tá tendo o desenvolvimento normal com as interações sociais, então a gente não pode falar que ela declinou, ela não teve, então ela vai aprender, né? Então esse jovem ele vai precisar aprender essas habilidades que estão faltando. Olha isso. E aí com terapia, a atenção plena, legal. Hum. Né? Muito bom, muito bom. E quando a gente fala da de educação, eh, de acordo com essas essas pesquisas, eh, recentes, eh, existe uma grande dificuldade no aprendizado, vamos trazer aqui pro Brasil, em matemática e português, gente. Olha isso, né? matemática e português. Por, ô Diana, eh essas duas essas duas matérias estão aí eh entre a os pontos chaves, né, de repente de uma dificuldade de aprendizado. Nesse momento que a gente tá vivendo aí esse hiperfoco em telas, matemática e portuguesa. São as duas habilidades básicas, né? Matemática, ela vai muito além de fazer conta e reconhecer número, né? Habilidade tem a ver com lógica, construção de raciocínio e aí volta para tudo que a gente falou aqui. Tem que ter paciência de entender um testo. A matemática é muito processual, né? Para chegar naquele resultado, tem ali várias etapas antes que tem que acompanhar. E aí essa questão do desenvolvimento de novo, a gente vem na questão do sedentarismo cognitivo, né? da preguiça de pensar, desse tempo de elaborar, de construir o raciocínio que a matemática traz. E o português tem muito a ver com linguagem. A linguagem, a gente aprende a linguagem, a criança que começa a falar, ela vai aprender a falar conforme ela ouve a outra pessoa que interage com ela. Então a criança precisa ver uma expressão facial para que ela possa começar a falar. Até ela não vai dar essa expressão real, facial, né? Não vai dar esse e e não tem a interação. Eu falo, você fala comigo, né? O adulto quando tá falando com o bebê, ele tá falando com aquele bebê, tentando decifrar as coisas daquele bebê, do que que aquele bebê faz. Então, quando a gente vê lá o reflexo em português, ele pode estar começando com desenvolvimento ruim da linguagem mesmo. E a linguagem vem da de uma conversa real, né? Além disso, tem a leitura que você tem falado tanto, né? Se a criança tá jogando no celular ou tá conversando no WhatsApp ou tá nas redes sociais, a criança, o jovem, até a gente também, os adultos, né, gente? Vamos nos colocar nesse lugar também. O tempo é único, né? Então, se eu tô na rede social, eu não tô lendo, por exemplo, né? aquele hábito que eu tinha de ler antes de dormir. Isso tá sendo muito substituído pelo tempo que você fica só rolando o dedo, né, no feed ou conversas com grupo. Agora eu vou me atualizar em todos os conversas de WhatsApp que eu não vi o dia inteiro. Imagina, precisaria de quantas horas por dia para atualizar em tudo que vem. Então é o tempo que substitui a leitura e eu não consigo pensar numa outra forma melhor da gente realmente aprender a escrever bem, a falar bem, vocabulário bom, concordância e afins do que a gente lê. Então a leitura impacta muito, né, inclusive na questão do analfabetismo funcional, né, que é você ler e entender o que você tá lendo, a tal da interpretação de texto que a gente faz tanto na escola. Claro que tem a ver também com a minha inabilidade de concentração, que a gente já falou sobre aqui que a tela vem, [roncando] mas o hábito mesmo, a prática, o fortalecimento muscular cerebral, né? O estudar, o ler, o pensar, colocar em problemas, desafios, isso vai est ensinando a gente a fazer. Então, matemática tem a ver com desafio de problemas, de lógica, de construção, de raciocínio e a o português, a gente falar de verdade, né? Se a gente pega linguagem de telas, não sei se vocês convivem com crianças e adolescentes em especial, é um português diferenciado de tela, né? Tudo é sigla, eles não falam uma palavra inteira, pelo amor de Deus, é pad, né? Por favor, PF. [risadas] Socorro, não existe mais uma palavra inteira, é tudo reduzido, né? Mas os youtubers têm alguns canais que ele não não conclui a frase porque tem que ser rápido e entrar no outro e aí com certeza vai ser refletido o português, né? Exatamente, né? Já pensou ser numa prova de português? Eh, escrever você coloquei colocar o veio. [risadas] Eu sei, gente. É, então, né? a gente precisa, de repente retomar essa essa questão eh da sociabilidade, né? Porque socializar, conversar, né? eh expor a nossa ideia, eh ter aí a visão, o entendimento do outro, eh discutir sobre o assunto, falar sobre e aí a partir disso, você eh tem um outro ponto que desperta em você a curiosidade de estudar, de repente sobre aquele tema que você tá discutindo. Aí você vai buscar informações sobre aquele tema para você poder ter, né, e é mais argumentos para aquela discussão, para aquela conversa. E uma coisa puxa a outra, mas a gente percebe que tudo parte de repente da da socialização, do estar conversando, do estar olho no olho, do estar perto, estar junto, né? E é importante porque falar sobre isso, porque além dessa questão do declínio, né, ou então do não ter aprendido eh eh a a matemática, o português também se tem um afastamento, né, de pessoas, o contato físico, o olho no olho, a conversa. E isso também contribui, Rosângela, para esse emborrecimento geracional. é um é é um um uma expressão meia estranha, né, de de dizer, mas é isso que os cientistas estão trazendo nesse momento. Os especialistas, as pessoas que estão estudando sobre esse declínio falam muito sobre emborrecimento geracional. Pesada a fala, mas é a realidade. É pesada a fala, né? O emborrecimento acaba sendo muito impactante no seu vídeo. Emborrecimento, na verdade é a falta de desenvolvimento de habilidades básicas do ser humano, funções executivas, memória, né, atenção. Eh, a questão da socialização, ela contribui pra gente dar uma melhorada nessa questão aí. Sim, é fundamental, né? Ser humano é um ser social. A gente precisa do outro para aprender a ser humano. Exatamente. O quanto a gente está ensinando as nossas crianças a ser humanos quando a gente coloca ela exposta há muito tempo de tela, né? a gente tá tirando dela essa essa vivência de ser humano, de conviver com o outro, de observar a expressão do outro, de como lidar nas situações, de como viver em sociedade, né? Ela vive ali naquela telinha. É, né? Só ela e a tela, né? A tela e ela e ninguém mais. Pois é, gente. Agora, ô, Diana, essa e eh esse termo emborrecimento geracional, ele é forte, mas será que não é para impactar mesmo, pra gente parar para pensar, para analisar, falar: "Nossa, mas é isso mesmo que está acontecendo? Isso não é meio que proposital, né? você que tá aí eh no meio de de crianças, adolescentes e e lidando com tudo isso, eh quando a gente fala eh emborrecimento geracional, causa uma sensação estranha, um impacto assim de que será mesmo que tá acontecendo isso? É porque é grave mesmo, né, gente? Assim, se a gente vê hoje uma criança, né, um jovem tendo uma crise de abstinência, porque os pais tiraram o celular, isso é muito grave, né? Isso é real, tá? E é muito comum e é, enfim, de crise geralmente, como a gente só via, né, eu com psicóloga Rosângela também, que a gente via em casos de realmente tirar substâncias químicas, né? Uhum. E a gente vê essa mesma reação em relação ao vício de de telas, né? Uma um jovem que num evento de família não consegue estar sentado numa mesa e conversar porque quer ficar na tela isolado. Então imagino que sim, que possa vir para trazer um um sacolejo, mas os cientistas e quem tá realmente estudando esses impactos é muito claro a gravidade que é, sabe? Então eu não sei também se porque já vem realmente um termo, enfim, que já tá tá muito posto, né? Tá muito visto ali, né? E essa questão da da queda, né? Efeito FL, né? Da que pela primeira vez tem uma queda aí do do teste de Qi, né? Comparação com eh anteriores. A tela pode ser uma da das causas, não a única, né? Até a Rosângela trouxe ali outros exemplos, mas vai assim, ao meu ver, vai além do emborrecimento apenas de Qi. Se a gente fosse fazer testes de que, né, que é o coeficiente de inteligência emocional, eu acredito que a gente teria aí um resultado mais gritante mesmo, né? Se a gente reflete hoje pro mercado de trabalho e aí a gente recebe jovens também no mercado de trabalho, né? pessoas ingressando, estagiários, algumas pessoas ali com 20 e pouquinho. É muito perceptível também. Aí eu não falo nem um um emborrecimento técnico não, porque tem muito acesso a conhecimento, por outro lado, né? Mas um emborrecimento de relações mesmo, de saber ouvir, não, de ser frustrado, lidar com colega de trabalho diferente de você ou alguém mais difícil de relacionamento que sempre teve e sempre terá, né, gente? Faz parte. você chega no mercado de trabalho, num ambiente social que você não não tem controle, você não escolhe as pessoas, você vai lidar com ele desafios inclusive de limites e regras, que a gente também vê até porque que esses jovens, essas crianças ficam tanto tempo na tela. Porque tá faltando o adulto tirar dele, colocar um limite, uma regra também. Então eu percebo que esse emborrecimento eu vejo com esse termo mesmo, sabe? e vai além do QI técnico do do sentido de inteligência cognitiva, né? Ela se reflete muito na inteligência emocional que é gritante mesmo. Talvez o impacto emocional seja ainda maior do que o cognitivo, né? Exatamente. A competência técnica você estuda e aprende com mais facilidade do que uma competência relacional, emocional, né? Uau! Olha só, gente. É interessante, desafiador, importante a gente falar sobre o assunto impactante também, né? Porque você para e olha, fala: "Nossa, mas será que é tudo isso?" Sim, é, às vezes a gente nem se dá conta do que está acontecendo pela velocidade com que as coisas acontecem, né? Mas é, então a gente precisa tentar manter o equilíbrio e tentar entender um pouquinho sobre esse assunto, que quem sabe entendendo sobre o assunto a gente consegue ã lidar melhor com toda essa situação que vem acontecendo diante de toda essa rapidez, né, de informação e de tecnologia. Agora 8:54, a gente vai até 9:5. Eh, dá tempo de uma pergunta para cada uma das nossas entrevistadas, produção, vamos lá, vamos ver quem é que tá conosco, porque o pessoal de casa também participa através do nosso WhatsApp, tem perguntas, dúvidas, de repente até vem aí um depoimento. Vamos ver quem tá com a gente. A Marina Souza do Taquaral. Hoje o que mais tem pesado no aprendizado das crianças e dos adolescentes? Sono ruim, excesso de tela ou falta de rotina? Ah, Rosâela, o combo completo. [risadas] Ai, meu Deus. O combo completo. Porque se ela tem excesso de tela, ela vai ter um sono ruim, porque se ela tá na tela, ela não tá dormindo, ela não tá descansando. Eh, a exposição excessiva à tela, a luz azul reduz a produção de melatonina. Então, logo o sono vai ser pior, né? É o tempo que ela passa ali, que priva ela de outras vivências. Aham. E a falta de rotina, né? E a falta de rotina que se ela fica muito tempo, a família não tá pondo esse limite, como a Diana bem falou, né? E e o que que a gente tem que fazer ali? É colocar limite mesmo, né? No colocar limite é regra de uso. Vai usar x tempo e e vai fazer outras coisas, vai ler, vai. No [risadas] começo pode até não achar tão bom assim, mas de repente substituir, né? Substituir aí eh eh os movimentos. Vamos lá. Ao invés de você jogar um joguinho aqui na tela, vai jogar um joguinho com seu amigo, um xadrez, uma dama, nossa, mas sério que existe isso? Claro, você não sabia? Vem cá que eu vou te mostrar, senta aqui que eu vou te ensinar como faz. Então, de repente, fazer uma substituição, sabe? Eh, eh, porque a gente sabe que é impactante também paraa criança quando ou pro adolescente que você vai tirar de uma vez a tela. Aí vem aquela questão da abstinência das telas. Tem que tomar muito cuidado, mas a questão de a tentar substituir, né, a as atividades pode ser bem interessante. Agora, 857 pode passar para a próxima pergunta pra gente, produção, por favor. Vamos lá. A Luciana Teixeira do Jardim Flamboiã. A gente tá vendo uma geração com menos interesse em aprender ou dificuldade de manter a atenção de Ana? Olha isso. É, eu não vejo menos interesse em aprender, não. Eu vejo talvez a forma de querer aprender é essa forma muito rápida, é essa formaência, né? E aí com certeza vai dificuldade manter atenção. Super acontece mesmo. E mas por que isso acontece? Porque falta a experiência real, né? Como é que a gente tava falando de pergunta, né? De saber perguntar. A Rosângela falou de curiosidade, a curiosidade é a chave de qualquer conhecimento, né? Então esse interesse em aprender tem a ver com com curiosidade, né? E como que a gente desperta curiosidade com experiências, vivendo situações, né? uma criança pequena, nossa, mas como que a chuva tá caindo do céu, né? Ou um jovem, nossa, como é que aquela pessoa fez isso? E a gente é adulto também, né? Como é que a gente se desperta? Nossa, nunca pensei nisso, porque a gente vivenciou alguma coisa que aquilo trouxe. E aí, de novo, o tempo que eu tô na tela, eu tô substituindo por um tempo de vivência real. Então, como que a gente resgata isso, né? Se a gente for colocar ali pela infância, onde quando tudo começa, né? de fato, proporcionando a essa criança experiências reais. E aí ela vai ter que entender que existe um tempo para que a chuva aconteça, para que a florzinha cresça, para que o bichinho ele cresça também. Então é, são experiências reais que vão estar trazendo essa ideia de processo, de tempo e aí que vai impactar, pode eh reverter ou talvez não reverter, como a Rosângela falou, a gente proporcionar para que a criança aprenda aquilo que você nunca viveu, não tenha queda, né? que ainda não viveu, mas para que ela possa realmente entender que esse tempo de de paciência vai fazer com que a gente tenha, desenvolva a nossa habilidade de concentração. E aí, se a gente pega aquele exemplo da da lei que tirou o celular, a gente via antes de recreio da escola, todas as crianças e jovens só ali no celular. A partir do momento que tirou o celular, ninguém ficou sentado chorando do recriio. Eles foram brincar. É isso que a criança faz. A criança brinca, ela não vai brincar se ela tiver com a tela na mão dela, porque realmente é uma ferramenta que vicia muito. Mas se você tirar, ela vai brincar, o jovem vai reaprender a conversar, que muitos têm que reaprender mesmo. E aí isso tem que ter muita firmeza, muita firmeza do adulto para comprar essa briga mesmo. E aí para mães e pais, mãe e pai é sempre chato mesmo. Então pode comprar briga, a gente quem coloca regra, a gente quem coloca limite, né? Tem que parar de ter medo de falar não para essa criança e não para esse jovem, porque lá no futuro o chefe vai falar e aí de novo a gente vai ter todo um problema geracional desse como a gente colocou. Tem [roncando] esperança, tem solução, né? Mas tem muito que vir esse limite realmente do alto. E para isso a gente ter consciência de como a gente usa as telas também. Porque não adianta eu tá falando pro meu filho, sai da tela, se eu tô aqui, filho, sai da tela, não, sai da tela e vem conversar comigo, sai da tela e vem brincar comigo. Vamos viver experiência juntos. Então tem que ser uma conscientização muito global, né? Muito holístico mesmo. Excelente, Diana. Muito bom. É uma conscientização mesmo. E de todos nós, né? Porque nós também estamos na tela o tempo todo. A gente usa tela para trabalhar, a gente usa tela para conversar, a gente usa a tela para estudar. E aí exigir dos nossos filhos que ele não utilize a tela fica um pouquinho discrepante. Então a gente precisa lembrar também que nós somos espelho, né, para eles. E aí é a questão da substituição das atividades, do contato e e da brincadeira junto. E de repente a gente consegue minimizar toda essa situação que a gente falou hoje, que é o emborrecimento geracional, um declínio cognitivo dos jovens que vai além da tecnologia, ele passa pelas escolhas, né, individuais, familiares, educacionais e até as políticas públicas, gente. Então, a gente precisa entender que isso é algo que permeia por um cenário gigante, né? Sou eu, é você, são os professores, né? as políticas públicas, todos nós tentando minimizar essa situação e de repente ah fazer retornar essa habilidade que nós temos de aprender, de raciocinar, né? Isso é maravilhoso, gente. Isso é nosso, é do ser humano, né? E a gente precisa eh pegar isso de volta. Acredito que já passou da hora. A gente tá encerrando o nosso programa de hoje. Quero agradecer a presença das nossas convidadas, né, Rô? Muito obrigada mais uma vez, viu, parceira aqui do estúdio Câmara. Gratidão pela sua presença. Obrigada pelo convite mais uma vez. Maravilhosa. E você, Diana, obrigada, viu, por ter aceitado o nosso convite. Sinta-se convidada para mais vezes. Obrigada pela troca, pelos ensinamentos. Supra, valeu o nosso bate-papo. Muito obrigada mesmo. Muito obrigada a vocês. Foi uma troca ótima mesmo com vocês. Um prazer tá aqui. Muito obrigada. Valeu. E é isso, gente. Você aí de casa também, valeu. Super valeu a sua audiência, a sua companhia. E amanhã a gente tá de volta aqui no estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo, né? E amanhã a gente fala sobre um assunto que cada vez [música] está mais comum no nosso dia a dia. A compulsão por estar ocupado. Pois é. Nossa, mas existe isso? [música] Existe porque a gente gosta tanto de se sentir ocupado? Gente, você tem uma explicação para isso? Será que estar sempre fazendo algo é realmente sinônimo de produtividade? Ou será que a gente tá apenas tentando fugir de uma ansiedade, do silêncio, da incerteza, daquele vazio, sabe? A gente vive uma rotina acelerada, cheia de tarefas, notificações, compromissos, mas [música] nem tudo que ocupa o nosso tempo gera resultado de verdade. E quando a gente para, vem o desconforto. Ah, você não está sendo produtivo, você precisa produzir. Então, qual que é a diferença, né, de ser produtivo e de estar ocupado? [música] Amanhã a gente traz esse bate-papo sobre comportamento, saúde mental e a [música] nossa relação com o tempo, né? Você tem aí a necessidade [música] de estar sempre ocupado? A gente descobre porque amanhã, então, a partir das 8 da manhã, ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Vamos entregando então eh o nosso programa e passando agora pra Íria, direto da Central Iá, trazendo informações atualizadas aqui de Campinas, Brasil e Mundo. Ao meio-dia temos Câmara Notícia com informações do legislativo que aconteceu ontem na reunião ordinária. Você confere hoje no Câmara Notícia ao meio-dia com Gabriel Castro e também tudo que acontece no legislativo de Campinas você confere ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Então, fique ligado com a gente. Um ótimo dia e até amanhã com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Valeu. Tchau. Tchau. [música] [música] [música] [música] [música]
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