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Estúdio Câmara | Confiança tóxica da geração z no trabalho e vida
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Estúdio Câmara | Confiança tóxica da geração z no trabalho e vida

248 views Publicado 23/04/2026 HD · 54:12
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta quinta-feira coloca em pauta um fenômeno comportamental que tem mobilizado redes sociais e ambientes profissionais, a confiança tóxica da geração Z. O programa discute como uma postura que parece autoconfiança plena pode esconder inseguranças profundas, gerar ansiedade e prejudicar relações pessoais e de trabalho. As especialistas convidadas analisam como esse comportamento se manifesta no mercado de trabalho com performance exagerada, busca constante por validação e rigidez ao receber críticas, contrastando com a confiança saudável que aceita o erro e cresce com ele. O debate atualiza também a pauta da Câmara, com a aprovação em primeiro turno do projeto que institui gratificação de 35 por cento aos servidores da Defesa Civil, e do projeto que impede condomínios de proibirem telas e redes de proteção em janelas, sacadas e varandas, medida de segurança importante para famílias campineiras com crianças pequenas e animais de estimação.

Descrição do vídeo

🧠 Estúdio Câmara debate confiança tóxica da geração Z: postura exagerada que esconde inseguranças profundas e gera ansiedade. Especialistas analisam impactos no mercado de trabalho e saúde mental. Confiança Tóxica: Paula Britto explica como mecanismo de defesa contra críticas. Saudável resiste abalos; tóxica externaliza fragilidade criando rigidez e síndrome do impostor. Ambiente Digital: Thaís Giuliani destaca nativos digitais comparando-se constantemente nas redes. Buscam validação mas admiram líderes honestos e transparentes acima de hierarquia tradicional. Mercado Trabalho: 74% gestores consideram geração Z difícil de lidar com alta rotatividade nos primeiros 90 dias. Denis Severo aponta necessidade de diminuir outros para se elevarem. Relações: Límites rígidos identificam "red flags" em tudo. Geração transparente mas com baixa regulação emocional fala sem filtro gerando conflitos. Saúde Mental: Ansiedade, esgotamento por performance constante e superficialidade. Hiperconectividade reduz contato humano real apesar de educação emocional avançada. Evolução Gerações: Baby Boomers sobrevivência; Millennials consumo; Z qualidade vida/saúde mental. Alfa equilibra; Beta (IA) desafia. Equilíbrio essencial entre gerações. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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[música] Olá, muito bom dia para você que tá aí ligadinho com a gente na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando ao vivo com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Hoje é quinta-feira, dia 23 de abril, e vamos conversar, conversar sobre um fenômeno que tem chamado atenção nas redes sociais e também fora delas, é a confiança [música] exagerada da geração Z. Uma postura que muitas vezes parece segurança, mas que pode esconder inseguranças. [música] a chamada confiança tóxica, que mistura imagem, performance e busca por reconhecimento e que também levanta um alerta importante. Até que ponto essa autoconfiança é saudável e quando ela passa a ser um problema. confiança tóxica, esse limite tênue entre a imagem de sucesso, a performance [música] constante e a busca por validação. Até que ponto essa postura ajuda ou se torna um fardo emocional? E você, o que pensa disso? Já notou aí essa autoconfiança exagerada no trabalho ou em casa? Conversa com a gente, participe conosco. WhatsApp tá na tela. Os nossos convidados já estão presentes conosco aqui. Daqui a pouquinho a gente vai apresentar. Então vai mandando a sua mensagem sobre o tema de hoje, a confiança, né, tóxica e exacerbada da geração Z. Vamos conversar. 1997293776. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações lá do legislativo. Depois nós vamos falar da previsão do tempo e aí a apresentação dos nossos convidados. E vamos iniciar então o nosso bate-papo. Vamos lá. Os vereadores de Campinas aprovaram em primeiro turno na 22ª reunião ordinária que aconteceu ontem no plenário da Câmara o projeto de lei complementar que institui a gratificação de proteção e defesa civil. A medida prevê adicional de 35% sobre o padrão inicial de vencimento para servidores que atuam diretamente em atividades consideradas críticas, reforçando o reconhecimento ao trabalho de prevenção e resposta a emergências. [música] Também foi aprovado em primeira discussão projeto que impede condomínios de proibirem a instalação de telas e redes de proteção em janelas sacadas e varandas. A proposta [música] busca garantir mais segurança para famílias, especialmente para crianças e animais. [música] O descumprimento pode gerar multa. Durante a sessão, ainda foram aprovados diversos projetos de decreto legislativo, concedendo homenagens e títulos a personalidades. E todas as informações da reunião ordinária de ontem, você confere ao meio-dia no Câmara Notícia com Gabriel Castro. E hoje a Comissão [música] das Pessoas com Deficiência realiza a reunião com o tema O impacto do autismo na saúde mental da família atípica. O encontro reúne especialistas, profissionais e representantes de instituições para discutir os desafios enfrentados pelas famílias. Você pode também participar presencialmente lá no plenário ou então vai ser transmitido aqui pela TV Câmara Campinas. [música] Pode assistir tanto aqui ou no YouTube, tá certo? E amanhã, sexta-feira, o Parlamento da Região Metropolitana de Campinas promove a reunião em Paulíia para debater os riscos do desabastecimento de água. Especialistas alertam para a necessidade do uso racional diante do nível de atenção no sistema Cantareira. Todas essas informações estão disponíveis no site da Câmara de Campinas e você confere também as atualizações aqui na TV Câmara Campinas. Previsão do tempo para hoje, né? Estamos aí com dia típico de outono. De manhã friozinho, à tarde mais quente, efeito cebola, né? Você vem com um monte de roupa trabalhar, depois vai tirando tudo. Eh, sol com algumas nuvens, não chove não. Então, mínima 16 e máxima 29º. Uma ótima quinta-feira para você e vamos conversar. [música] Estúdio Câmara ao vivo para falar da geração Z, a geração formada por jovens que [música] nasceram em um mundo totalmente digital, que tem uma relação diferente com a informação, com o tempo e com a própria identidade, né? Essa galera tem uma confiança exacerbada e, segundo especialistas, as redes sociais recompensam quem fala com certeza, mesmo sem profundidade. E isso cria um ambiente onde a imagem de autoridade vale mais do que a competência real. Ao mesmo tempo, dados de uma pesquisa da Resume Builder de 2023 mostram que 74% dos gestores consideram a geração Z mais difícil de lidar no trabalho e mais da metade desses jovens foi demitida nos primeiros 90 dias. Bom, a gente precisa entender melhor esse comportamento e quando a gente fala de comportamento, precisamos de especialistas na saúde mental. Então, vamos dar aí o bom dia e as boas-vindas a Paula Brito. Ela é psicóloga clínica, especialista em terapia cognitivo comportamental, tá com a gente aqui e vai falar o seu bom dia. Seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia, pessoal. Obrigada pelo convite. Maravilhosa. Obrigada a você. E olha só, hoje nós temos um trio de especialistas para conversar sobre esse tema, hein? Com a gente também o Denis Severo, ele é especialista em terapia cognitivo comportamental, o o nosso psicanalista, aliás, psicanalista e professor, né, Denis Severo. Seja muito bem-vindo, professor. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia, Rúbia. Bom dia aos às minhas colegas aqui, né? Vai ser um prazer a gente conversar sobre esse tema. Muito bem. Psicanalista e professor, gente. Então, já sabe, né? Temos um professor na sala, hein? Olha aí participando com a gente também por vídeo. Thaí Giuliani, especialista em comportamento da geração Z e mais uma professora e autora de livros sobre o tema. Olha que legal. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Obrigada. muito feliz de estar aqui falando sobre um tema que eu sou muito apaixonada e que eu acho extremamente necessário cada vez mais a gente conversar sobre ele. Exatamente. A gente precisa entender o que acontece, né, com essa geração que domina o mercado de trabalho, domina o mundo, né, e domina as redes sociais e tem uma confiança exacerbada e que às vezes essa confiança acaba sendo tóxica, né, muitas vezes eh confundida como autoestima. Essa confiança exagerada da geração Z tem acendido aí um alerta entre especialistas, porque por trás de uma postura que parece inabalável pode existir inseguranças, né, que que são profundas e são mascaradas por filtros e performances digitais. E isso faz muito mal pra saúde mental, essa máscara, né? Agora, então, a gente começa com a Paula, eh, perguntando por a gente fala em confiança tóxica, né, da geração Z? O que realmente a gente tá falando, como que a gente diferencia autoconfiança, que é natural termos e é importante também a gente ter essa autoconfiança saudável do comportamento exagerado e dessa confiança tóxica que a geração Z tem apresentado. Uhum. Bom, [limpando a garganta] esse termo tóxico ele é usado porque a gente tá falando de algo que não faz bem, né? Essa essa confiança aparente da geração Z, na verdade ela vem como um mecanismo de defesa para esconder justamente a insegurança. Ã, a confiança saudável é algo que não é abalada com frequência mediante críticas. Uma das características fortes da geração Z é sofrer, mas aquele sofrer a ponto de estagnar diante de uma crítica. Perfeito. Ã, a confiança saudável, ela aprende a lidar com isso, porque ela tem bases mais sólidas. Então, a confiança é tóxica porque é apenas externalizada, é para esconder uma grande insegurança. Excelente. Muitas vezes é a postura, né, que aparece como uma espécie de superioridade e por trás dela existe, então, assim como a nossa psicóloga trouxe, uma insegurança tremenda. Agora, Denis, esse comportamento eh pode ser uma forma de defesa emocional essa essa coisa, essa confiança exacerbada? Sim, sim. E quando nós falamos de eh confiança tóxica, né, como a doutora Dra. Paula já disse aqui, é algo que que faz mal ao outro, né? Então, nós observamos também a necessidade de diminuir o outro, né? tirar a autoconfiança do outro para que a confiança desse sujeito esteja sempre acima, né? O que que ele vai fazer? Ele vai blindar suas emoções, blindar de todas as formas possíveis para que ele não seja eh exposto, né? Não não tenha a sua fragilidade exposta. E para isso ele vai montar em cima do outro, né? ele vai fazer com que a confiança do outro tenda a ser diminuída, porque é necessário que ele apareça, que ele esteja sempre presente ali nessas questões, né? Poxa, olha só, a gente começa a a desenrolar, né? Eh, essa esse comportamento da geração Z, confiança tóxica tóxica ou pessoal da geração Z, não fica bravo com a gente, não, porque a gente tá fazendo isso para quê? para que a gente possa entender, né, como lidar, como trabalhar melhor com a geração Z, como lidar e também, gente, como entender, porque a Paula tava falando aqui, cada geração nasce com um problema diferente, né? Exatamente. A Z tem essa coisa da confiança tóxica, tem esse negócio de eh você viu, tem uma pesquisa ali que diz que o pessoal é demitido com facilidade do trabalho. Eles não aceitam e a questão do CLT, o pessoal tem mais aquela coisa na veia de empreendedorismo, de trabalhar eh eh de forma para si mesmo, para não trabalhar pros outros. Então é uma característica de vocês. Então não fiquem bravos com a gente, tá bom? A gente só tá tentando entender e compreender vocês. Vamos lá. A Thaí, a Thaí é nossa professora também e ela é especialista em geração Z. Então, Thaís, a geração Z ela nasce conectada. Então, como esse ambiente digital molda essa forma dessa galera se expressar com tanta certeza, porque já nasceram conectados e aí já tem essa autoconfiança, já vem com eles. O ambiente digital molda realmente essa forma de expressão total, né? A gente precisa entender que a geração Z, ela é a primeira geração nativa digital. Ela não sabe o que é a vida antes da internet. Uhum. cresceu num mundo onde a imagem é muito importante, aonde você tem uma autoexosição, uma comparação todo momento com redes sociais, a necessidade de vale. Então, naturalmente essa exposição em rede social, né, essa influência da internet, ela diretamente tá conectada com determinados comportamentos. Eu acho que dizer que a geração ela é autoconfiante é uma análise até superficial. É, como os nossos colegas disseram, por trás dessa aparente autoconfiança, existe muito essa necessidade de validação, né, essa necessidade de comparação a todo momento, que inclusive é muito dolorido paraas gerações dele. Então, a gente precisa entender o que tá por trás de muitos comportamentos que às vezes nós gerações anteriores até judamos como errada como inadequada, mas que na verdade são sintomas de uma causa muito mais profunda e que merece uma análise também muito melhor, né, sobre excelente. É verdade, né? Porque todo excesso esconde uma falta. Então, o que que tá faltando, né? O que que acontece em uma geração que já nasceu conectada e que não teve ah momentos igual a outra geração teve, a nossa geração, por exemplo, né? Então, já nasce de uma forma que tem que se adaptar ao mundo totalmente diferente. Eu acho que deve ser isso. Hoje quem quem fala com convicção ganha visibilidade, né? É é a questão da geração Z. E aí o que preocupa é que mesmo sem base técnica, a pessoa ela, se ela falar com convicção, ela lê um um estudo, ela fala com convicção, já representa que essa pessoa ela já tem a essa formação, né? E aí tem criado um espaço do quê? De influenciadores sem formação que acabam assumindo o papel de especialistas. Aí vem um ponto que acende uma preocupação, porque quando a gente fala de rede social, de influenciadores e de assuntos que precisam de formação para serem discutidos e debatidos, é problema, não é, Paula? Sim, com certeza. Eh, bom, quando a gente fala de gerações, nós estamos falando do reflexo do tempo, né? a gente não consegue descolar o ser humano da história. Ã, a geração Z hoje ela tem esse um impacto do modo como nós estamos funcionando. Então tem até o filósofo Han fala bastante sobre a sociedade do cansaço, essa coisa de ter que performar. Então, eh, nesse aspecto que você apresentou, aparece essa ideia de performance, né, do parecer ser. E a gente tem que acender um alerta aí para quanto o parecer ser consome. Uhum. Então, a gente fala aí dos dos problemas de questão de ansiedade. É uma geração extremamente ansiosa porque tem essa ideia a todo tempo de ter que parecer, ser e essa performance se consome e aumenta a insegurança, né? Então a gente tem aí ansiedade, síndrome do impostor, a superficialidade, né? Muito presente. Então é necessário esse alerta. Muito bem. Agora, Denis, o impacto, né, de tudo isso, a produção de conteúdos de uma forma em que eu preciso performar e ter uma persuasão, né, eu acho que muito elevada, porque eu tenho que performar, persuadir e conquistar. Essa é a ideia, não é produzir um conteúdo informativo, não. É um exercício que exige muito do nosso cérebro essa produção de conteúdo. E quando a gente fala da geração Z, que está performando de uma maneira exacerbada e que eles precisam, eles têm necessidade de se sentir aceitos, isso impacta a saúde mental, isso impacta a saúde física, porque todo esse exercício que o cérebro faz, ele também traz um cansaço, esgotamento físico. Sim. eh a necessidade de estar sempre em evidência, né? Nós vemos isso, por exemplo, na na explosão de de cursos que são vendidos, né, na internet, de oratória, cursos rápidos de psicologia, de psicanálise, são vários cursinhos que às vezes você olha e não tem uma profundidade, mas o sujeito precisa estar em evidência, né? Eles nasceram, a geração Z nasceu na era da informática, na era digital. E na era digital tudo é muito rápido, as coisas passam muito rápido. Precisamos entender um outro ponto quando falamos sobre essa diferença entre gerações, que, por exemplo, as informações que nós tínhamos antes da internet eram limitadas, né? Nós tínhamos, se você quisesse saber sobre coisas que acontecem no mundo, você tinha três opções. Você comprava um jornal, né, ou assinava um jornal, assinava uma revista, ou você tinha que esperar o telejornal na televisão que passavam sempre pela manhã, ao meio-dia e à noite. Era a forma como nós obtíamos informações. Hoje a informação tá na palma da mão. você dá um clique, você tem informação do mundo inteiro, né, de de todos os lugares. Você sabe quantos assaltos aconteceram, a taxa de criminalidade, como que tá, tudo isso também exerce uma pressão sobre a geração Z, porque eles precisam dar conta de tudo isso, de assimilar todas essas informações. Talvez daí também venha, né, o que nós podemos enxergar hoje na geração como ah uma explosão de ansiedade, de medos exarcebados, né, que essa geração tem justamente por causa disso. E isso vem juntamente com isso, né, nós temos a exposição que precisa estar o tempo todo. Viralizar é a palavra do momento, né? Todo mundo quer viralizar. A produção de conteúdo, porque hoje você está lá em cima, mas amanhã já pode ter passado, então você precisa produzir mais, cada vez mais. Nossa, é, se a gente para para analisar friamente essa questão de produção de conteúdo que são consumidos na internet, olha, a galera tem que trabalhar muito, né? tem que trabalhar bastante. E aí quando a gente fala da geração Zé, então que precisa, sente a necessidade de performar, de de ter aquela mostrar aquela confiança, você imagina o esgotamento mental e físico dessa galera. Agora vamos para o mercado de trabalho, perguntar para pra Thaís, né? Mercado de trabalho, confiança exagerada. Isso vai impactar nas relações no mercado de trabalho, relações profissionais, nas relações pessoais. O que que a Thaí traz pra gente, professora, sobre eh essa confiança, né, exagerada, exacerbada e tóxica no mercado de trabalho, na relação familiar, eh nas relações, eh, pessoais, né, romances, enfim. Eh, eu trabalho bastante, né, treinando líderes e e equipes dentro das organizações, principalmente nesse tema, preparando as gerações anteriores para poder aprender qual o estilo de liderança ideal para essa geração Z. Que eu costumo dizer que eu acho que é importante, que ao longo do estudo das gerações, as gerações elas foram sendo atualizadas e a gente observou evoluções em alguns aspectos. Quando chega a geração, eu costumo brincar que assim, gente, não teve atualização, teve mudança de chip. Uhum. trocou, eles são completamente diferentes da gente. Então, a gente precisa realmente entrar no mundo deles para compreender como eles pensam, como eles se sentem valorizados, quais são as expectativas deles e, principalmente, a relação deles com o trabalho, né? O a geração Z olha pro trabalho de uma forma muito diferente, por exemplo, como a minha geração Y milênio olhava, como a geração X anterior a mim olhava. Eh, o trabalho não é prioridade na vida dessa geração. A qualidade de vida é uma geração extremamente preocupada com eles no sentido de da minha saúde mental, da minha qualidade de vida, entre outras coisas, né? E é o interessante no trabalho, que uma das coisas que eu acho que talvez já maisito é a forma de seicar da geração Z. Talvez essa aparente autoconfiança que eles tenham, porque de novo é superficial a gente dizer que eles são autoconfiantes, tá? Essa aparência, né, de ser autoconfiante vem muito dessa forma deles se expressarem, porque assim, se eles são contra, eles falam de uma forma transparente e clara. Se eles acreditam numa ideia, eles defendem a ideia, mesmo não tendo profundidade de conhecimento nela. Então essa forma deles se comunicarem, deles defenderem suas ideias, eles se expressarem, pode passar para nós essa impressão de uma autoconfiança exagerada, mas ela tá muito mais conectada num estilo de comunicação que mudou. Na minha pesquisa de doutorado, eu fiz, eu estudei, né, no doutorado, eh, orçamento da geração Z. E na minha pesquisa eu fiz uma pergunta para ele. Eu falei: "O que que você mais admira em um líder, né, numa pessoa que você é influenciada em Ecterística que eles mais admiram é honestidade e transparência". Então a geração Z, ela é transparente, ela fala sem filtro o que ela pensa. Às vezes até parece um sincerocídio que a gente brinca de tanta sinceridade e honestidade, choca às vezes a gente. Nós gerações anteriores fomos treinadas a não falar a nossa opinião, a não questionar. É isso. A gente foi treinado, a gente ia numa entrevista, a gente não fazia pergunta na entrevista, a gente só respondia e mostrava a nossa melhor versão. Sim. A geração Z vai lá e mostra quem é pergunta e entrevista junto. Então, talvez essa forma de se comunicar da geração Z pode passar essa impressão equivocada de autoconfiança e isso gera conflitos com certeza dentro das empresas. Nossa, que interessante essa visão da Thaís, né, Paula? Você gostaria de comentar sobre Olha, bom, acho que ela falou muito bem, mas realmente é isso, né? É essa questão de é uma é uma geração eh demais. Eu eu particularmente gosto [risadas] muito e eu acho que que o demais ele assusta e é um demais que às vezes eh extrapola. Então sim, eles são extremamente questionadores, por isso eles não ficam muito no emprego. Se aquele emprego desagrada, eles têm, né, uma uma um posicionamento. É uma geração que impõe limites, né? Você comentou sobre relacionamento, né? Sim. psicóloga, principalmente de relacionamentos. Nos relacionamentos, então eles têm essa essa questão de impor limites, de se posicionar, de questionar, porém como é tudo demais, né? Então às vezes eles vão um pouquinho pro polo da rigidez, então eles são rígidos e e vem toxicidade em tudo. Então tudo hoje em dia é red flag, um relacionamento. Eh, então ficou demais. Mas veja, eu acho que a gente tá evoluindo. Era menos hoje em dia tá demais. De repente os alfa aí vão conseguir equilibrar, [risadas] né? O alfa chega no meio termo. Será? Porque o Alfa beta? [risadas] Ah, tomara, né? Tomara, né? A verdade é que estamos dentro da evolução humana, né? Dentro da história, né? E nós precisamos observar, né? Nós, por exemplo, da geração Millennials, que eu faço parte, nós conseguimos conversar tanto com a geração X quanto com a geração Z. Temos um pouco mais de embates, né, com a geração Z, porque eu eu tendo a pensar que seja aquela questão de nostalgia, né? Parece que nós gostávamos da das bandas mais antigas, né? obávamos como era a vida, como tínhamos mais tempo para certas coisas, como a conexão era mais humana, né? Mas nós também precisamos entender que nessa era de hoje, né, na época deles, é necessário que que a gente aprenda a olhar para eles dessa forma, né? Aprenda a olhar e entender como eles estão posicionados na história, nesse momento da história, né? Porque eu imagino que se tivéssemos vivido ah na nossa época tivesse tido as oportunidades que temos hoje de conexão, de aprendizado, de evolução digital, evolução da ciência e tudo mais, nós gostaríamos de aproveitar isso ao máximo, né? É, então eu não os culpo pelo jeito que são ou pela maneira que são. Lembrando que não dá para colocar todos dentro de uma mesma caixinha, né? Nós precisamos olhar para esferas diferentes, né? O meio, como cada um cresceu, né? Não dá para dizer que todos da geração Z são assim, mas quando nós olhamos assim, olhamos para uma média, né? Excelente. Agora a gente percebe percebemos que o que vale para pra geração Z é mais a coerência moral do que a tradição. É mais ou menos isso, né? Então eu pergunto para Thaís, a linha tênue entre esse empoderamento que a geração Z vem com ele, já nasce empoderado, né? Uma coisa impressionante. E a arrogância, porque a gente precisa diferenciar. E às vezes esse empoderamento ele vem e essa arrogância ela vem com com empoderamento. Então como é que a gente faz para diferenciar, para balancear isso e para poder entender essa turma? Perfeito. Tem um psicólogo americano chamado Elias Porter que ele diz uma coisa que eu adoro e que ele fala que força em exagero vira fraqueza. Uhum. Uma força em desequilíbrio vira fraqueza. Então o que é a arrogância? Uma autoconfiança exagerada. Uhum. E aí pode parecer, né, para o para o outro que aquela pessoa sabe tudo, acha tudo, enfim. E aí a gente chama de arrogância, talvez essa imagem. O que eu acho interessante a gente mencionar aqui da geração Z é o seguinte, quando nós estudamos gerações, eh, é importantear, como os colegas disseram, que a gente não pode generalizar, não pode criar móculo estereótipo, porque o estudo de gerações é uma forma da gente compreender melhor o comportamento humano. E é óbvio que existem, existem variáveis que o comportamento, a criação é uma delas, nível socioeconômico é outra, G, entre outras coisas, tá? Mas é fato que toda vez que acontece no mundo uma grande transformação que impacta todas as esferas da sociedade humana, como por exemplo a Segunda Guerra Mundial, os baby boomers é a primeira geração nascida após a guerra mundial, naturalmente uma geração que vai pro extremo. Então tem um comportamento oposto da geração Z, extremamente rígidos, não é isso, né? Uma geração que é aquilo, né? não tem flexibilidade. Então também é um extremo. Depois da Segunda Guerra Mundial, a outra grande transformação que aconteceu no mundo foi a internet. Então, naturalmente, a geração imediatamente após essa grande transformação, ela vai um pouco no exagero. Então, é fato que a geração Z, ela tem características que podem muitas vezes ir para o exagero, ir para o excesso, mas eu tenho muita esperança na alfa porque a alfa eu acho que vai trazer um equilíbrio nesse sentido, [risadas] mas eu tenho muita preocupação com a beta, que é a próxima geração, que vai ser a primeira nascida depois da inteligência artificial. Aí a então assim, é, pois eu não quero assustá-los, viu, gente? falando [risadas] da Z ainda, mas na verdade a Zé já tem 30 anos e a gente não tá falando da Z, né? Então é algo que a gente precisa só se atentar do porquê desses exageros muitas vezes, né? comportamento moldado completamente no meio de uma transformação na qual nós gerações anteriores, tivemos que nos adaptar, mas eles não sabem o que a vida antes disso. Então, quando a gente olha para as forças da geração Z e entende que as suas fraquezas são um desequilíbrio ou um excesso de uma força, nós conseguimos ajudá-los mais, nós conseguimos contribuir mais com o desenvolvimento e com o equilíbrio deles, que eu acho que é o nosso papel quando mais experientes. Não sei se vocês concordam. É isso mesmo, né? Paula aí, Denis? Sim, eu eh sobre a Iá, né, um ponto muito importante aí, né, eh o Dr. Cristiano Nabuco, que é um especialista, né, ele estuda o desenvolvimento humano e eh estive em um congresso que ele estava presente, ele estava justamente falando sobre isso, sobre como eh a gente tem uma tendência a terceirizar a a criação dos filhos, né, a Iá está fazendo companhia para as pessoas, então o que vai ser da beta se nós não assumirmos o nosso lugar, né? Eh, o humano precisa cuidar do humano, né? Então é muito importante a gente não se distanciar disso, né? E uma coisa que eu gostaria de colocar é que eh também tenho fé na no Alfa e talvez no beta, [risadas] né? Mas o que eu acho, né, que a gente tem que pensar, né, na questão aí de de de alguma maneira de como nós os criamos, né? Então assim, se a gente pensar nos baby boomers, eh, que que é a geração que teve que sobreviver, né? Então, essa era a ideia. Depois a gente foi caminhando, né? Eu sou Millennial e o Millennial, eu me lembro do do refrigerante, né, que era aquele a garrafa, o casco, que era uma coisa meio inédita. E aí hoje em dia é uma coisa normal que as pessoas têm, a gente tem hoje em dia até o pote de Nutella, né, [risadas] que é o apelido deles que eles são Nutella, né? Eh, então assim, é tudo muito fácil, né? O refrigerante que era escasso, hoje em dia é excessivo. Então, a gente tem que falar hoje do paradoxo do excesso, que todo esse excesso de tudo que é concedido a eles com facilidade os deixou assim. Então, eh, ao mesmo tempo que eles são extremamente questionadores, aos 10 anos falam coisas que que a gente não sabe ainda, né? falando sobre galáxias, sobre, né, meu filho, meu filho Beta, mas eh ele já me mandou uns vídeos sobre falhas da CLT e coisas do tipo que eu nunca tinha pensado sobre, né? Então eles são demais, porque também a gente deu demais, né? Então, acho que a gente precisa pensar agora como é que a gente vai corrigir isso. Pois é, é uma geração que tem dificuldade com hierarquia, com frustração, com o não e também são desapegados. É mais ou menos isso, né, professor? Sim. E e tudo isso os transforma, né, na nessa nessa maneira de olhar, né, nós olhamos para eles e como como você disse no no início ali, né, da pesquisa, que uma grande parte deles são eh são despedidos, né, ou saem da empresa ali dentro dos primeiros 90 dias, justamente por causa disso, né, a forma como nós olhamos para isso, né, estamos acostumados a pessoas que se adaptam, que que tem uma certa força de vontade, uma certa garra que se mantém no emprego por um bom tempo, né? E essa geração ela ela costuma dizer não muito fácil, né? Sabe dizer não e às vezes não sabe muito bem o momento, né, de dizer não. Porque o fato de saber impor limites e dizer não, também é preciso aprender os momentos, né? Hum. Há momentos que eu preciso deixar que a coisa aconteça. E tudo isso faz com que a gente olhe para eles dessa forma, né? Eu ainda eu ainda gosto de de trazer a ideia de que nós precisamos aprender a se comunicar, né, com todas as gerações, tanto com as que vieram antes de nós, que nós temos muito a aprender com questões de valores e tudo mais, né? Ah, e com a geração Z, que tem essa característica de olhar como a doutora Thaís, né, ela [limpando a garganta] trouxe a ideia de que ah, foi perguntado, né, o o como você vê um líder, o que é um bom líder, né, que ele seja honesto, verdadeiro. Então, essa essa geração está muito conectada com essa ideia do verdadeiro, né, de ser alguém verdadeiro. Qualquer coisa que sou e falso para eles, eles estão saindo fora. Então, [limpando a garganta] e é interessante, né? Nós precisamos aprender a lidar com a geração Z, porque eu também sou milênio. Mas nós também, além de aprender a lidar, meu ponto de vista aqui, vocês falando, eu analisando, olha só, hein? A gente também precisa aprender com essa geração, porque nós, a nossa geração, geração milênium, foi uma geração que quase não disse não. E e a outra geração anterior, a nossa, meu Deus, e a outra então não, nem existia. Então, por conta de não dizer não, muita gente adoecia, muita gente silenciou, muita gente sofreu. E agora a gente tem aí com a geração Z um excesso de tudo, né? Então, um excesso de não também, um excesso de não aceitar, um excesso de não querer e um excesso de de repente limitar, né, eh, as situações. Eu não quero, não mereço e tchau. É mais ou menos isso. Claro, precisamos ter um equilíbrio, mas é importante também que a gente aprenda com essa geração que de repente tem alguma coisa para nos ensinar. Agora 8:38. A Thaí, professora Thaís, ela tem eh um compromisso agora, precisa nos deixar, então já vou passar para ela, tá bom? Paula e Denis, daqui a pouquinho a gente continua passar para ela para ela eh eh deixar pra gente então uma visão, eh uma dica para quem convive com essa geração, né? e e mais uma vez agradecer a participação e a contribuição aqui com informações pra gente poder entender essa galerinha que representa e que movimenta, né, a economia do nosso Brasil. Porque se você for parar para analisar, se a galera tá no mercado de trabalho, tá trabalhando e tá transformando a forma de de repente se viver. De repente a gente precisa aprender e se adaptar também, mas tudo com equilíbrio. Thaís, contigo. Obrigada, viu? Excelente. Eu que agradeço a oportunidade de estar aqui conversando com vocês sobre um tema que eu realmente acho muito importante. Toda geração ela tem o que aprender e ensinar umas para as outras. Eu defendo muito através do meu trabalho criar ambientes mais colaborativos dentro das empresas para que todas as as diferenças possam se complementar e a gente possa conseguir viver melhor convivendo com diferente. Nunca na história, né, cinco gerações diferentes se encontram no trabalho, no mercado de trabalho. Então, naturalmente essas diferenças vão gerar conflitos. Mas quem diz que conflito é ruim, conflita coisa boa, faz a gente crescer, faz a gente evoluir. É só a gente entender que as pessoas são diferente, respeitar essas diferenças, tentar entender o que tá por trás do comportamento, sair um pouco daquela postura de só criticar, julgar e olhar o que tá errado para tentar ver o que tem de bom e o que a gente pode também potencializar. A geração Z é uma geração muito do ser, diferente das gerações anteriores, que era mais do ter, né? Então, uma geração que realmente olha para si, valoriza a qualidade de vida, é uma geração que valoriza a experiência ao invés de bens materiais, é uma geração que tá mexendo com o mercado em todos os sentidos, né? Ela já tá, olha, aumentou o consumo de cerveja de bebida, eh, zero álcool, né? Uma geração que se preocupa com a saúde, tá criando hábitos. Então, tem muita coisa boa que a geração você pode oferecer. Óbvio que ela tem também fraquezas que precisam ser desenvolvidas, mas eu acho que quando a gente sai dessa postura de só reclamar, de só apontar o dedo e de só olhar aquilo que falta, a gente consegue contribuir mais e ter um mundo melhor, não só uma empresa melhor. Eu defendo isso e acho uma boa milênio. Estamos todos entre Y aqui, né? Acho que é nós temos a capacidade de criar mais pontes ao invés de muros entre as gerações. E eu acho que a gente consegue ter mais empatia e olhar todos os lados. E é por isso que eu só convido quem tá aqui ouvindo a gente a mudar sua perspectiva acerca do assunto e fico à disposição através das minhas redes sociais, thís.jane, é sempre um prazer trocar sobre esse tema. Obrigada, viu? Agradeça, maravilhosa. Obrigada pela sua participação, obrigada por estar com a gente, tá? Ela tem um compromisso agora, então, se despedindo eh eh da nossa dupla aqui, né, o Denis e a Paula. E a gente continua eh ao vivo aqui no Estúdio Câmara falando da geração Z, essa confiança tóxica dessa geração, mas que acho que a Thaí bem trouxe, né? Todos temos que aprender, né, com todas as gerações. E a a geração Z é isso. Como que a geração Z poderia ser diferente? Vamos analisar aqui. Se elas já nasceram conectadas, imagina uma geração Z diferente com a rede social hoje. Teria como? Sim, é um ponto que a gente não pode desconsiderar. É a primeira geração exposta à hiperconectividade frequente. E a gente pode também dizer que como reflexo da sociedade também que de algum modo recebe um pouco menos de apoio emocional. Então, verdade. Então, aí a gente vê essa essas questões, né, de como eh ã estão ali expostos à internet, a internet ocupou um lugar que não existia. H, mas ao mesmo tempo as questões emocionais acabaram ali ficando em segundo plano, né? Não que não foi trabalhado, porque também curiosamente é uma geração que tem acesso à educação emocional. Sim. Então, eh, a gente acompanha nas escolas, né, o movimento quando foi inserido matérias, disciplinas específicas sobre isso. Então, eles aprenderam sobre emoção. Então, quando eles chegam no consultório durante as sessões, eles sabem falar sobre as emoções, muito diferente dos millennials. Os millennials têm mais dificuldade. Ã, então eles sabem nomear, porém eles não sabem regular as emoções. Então, regulação emocional é um grande é uma grande dificuldade da geração Z. Por isso falta o filtro na hora de falar. Falam demais no emprego, falam demais no nos relacionamentos e como as emoções às vezes não conseguem se compensar também esperam muito do outro a validação. Nossa, você falando nisso, me lembra o quê? É uma geração ansiosa, professor. Mais ou menos isso, né? Porque se você não não tem a regulação, não consegue se autorregular e e sempre tá ali, né, na entrega e pensando o que você vai fazer, como você vai performar, eh o que que você tem que fazer daqui a pouco. E e esse mundo imediatista que nós vivemos hoje, que faz parte dessa geração, traz o quê? Uma geração ansiosa. Sim. não só pelo fato, né, dessa pressão eh social que que já tem, que precisa performar, mas pelo fato também de vivermos hoje, né, nessa geração atual, vivermos um um uma, vamos dizer, vivemos uma vida de recortes total, né? Então, as pessoas elas postam o recorte da sua vida. Então, a rede social, né, é uma rede de recortes. As pessoas não colocam todos os seus momentos da vida ali, recortam aquilo que tá bonitinho, tá bom, e colocam na rede social. Para essa geração que já nasceu envolvida dentro, imersa na rede social, elas se identificam muito mais com esses recortes, né? Então, puxa, esse contato com outro precisa ser no formato desse recorte. Então eu preciso apresentar sempre muito bem, eu preciso estar sempre bem apresentável ao outro, falar sempre muito bem. E isso traz sim de fato essa essa ansiedade, esse medo, né? Tudo isso por causa tanto da pressão quanto o modelo de vida que se vive, que é um modelo de recortes, né? Será que a minha fala aqui vai dar um bom corte pra rede social? Será que eu eu consigo, eu tô bem quadrado para para depois postar na rede social? E aí tudo isso vai criando uma pressão, né, como eu me apresento ao outro. Mas e o contato social de fato, né, o contato com o outro é uma geração que tem pouco contato humano, mas que se expressa muito bem através das redes sociais. Mas quando você vai conversar no tete a tete, não consegue se expressar muito bem, tá? Por quê? Porque parte fora daquele recorte, né? Que coisa, né? É, é meio robótico, né, assim, o negócio, né, Paula? Fica diferente porque assim, eh, eh, teve colegas de vocês que que participaram de programas que a gente falou sobre a o adolescente em relação com o relacionamento à internet, a questão do celular. E aí até foi citado aqui que adolescentes preferem se encontrar online porque quando eh eles estão juntos fisicamente, eles não têm olho no olho, eles não sabem o que dizer para começar uma conversa, para dar sequência de repente ou para encerrar, enfim, agora chegam atrás do computador ou ali no celular, é, ó, dedinho nervoso, né? Então é complicado. Sim. Tem muitos avanços, mas também ficaram déficites. Eh, então é apontada como a geração que não olha nos olhos. Ex. Uhum. Né? A hipercetividade conectividade muito tempo e pouco tempo de vida real. Então eles têm dificuldade em aprofundar relacionamentos. Então é um é um déficit. E aí é uma coisa que a gente vai trabalhar bastante com eles, que é o trabalho ali dentro de habilidades sociais. Humum. Então, a gente auxilia para que eles consigam se libertar um pouco também dessa ideia de performance, né? Uma coisa muito curiosa é que eles têm uma ideia de de tentar vender uma naturalidade que não existe. Então, por exemplo, [risadas] estudou pra prova, imagina, foi de boa, né? E e na realidade muitas vezes estudaram, né? Assim, quando termina um relacionamento, sofreu? Claro que não. Quase morreu. [risadas] Então, eh, essa coisa de ter sempre que parecer, estar bem, ser de boa, né? eh, consome muito, nossa, causa um sofrimento, na verdade, e um sofrimento que não é mostrado por eles. Por isso, eh, nós precisamos do entendimento dessa galera, né, para poder, de repente, quem convive, né, com com pessoas da geração Z, para poder de repente saber eh como chegar, como conversar, de repente prestar um apoio, né? Porque é quando você é forte demais, você acaba sofrendo porque se você é tão forte, então você não precisa de ajuda, né? E aí quando você precisar de ajuda, você não vai conseguir falar. E se você falar, alguém vai dizer para você: "Mas você é forte, você consegue passar por isso". E aí fica complicado, professor. Aham. E com isso também, né, nós podemos entender que essa geração também tem a ideia de eh essa coisa da força, né? E às vezes eles não querem mostrar isso, vamos dizer assim, no seu a fazer, né? Você elogia e hum, não, eu não mereço, não tá, né? Mas lá no fundo, às vezes isso tá mexendo com o outro, tá fazendo com que o outro permaneça o tempo todo elogiando, o tempo todo o colocando em um pedestal, né? O o fato de receber sempre elogios, receber curtidas, né? ter falando novamente, ter seus vídeos viralizados, seus cortes viralizados, né? Isso tudo é justamente para fechar essa lacuna, né? Tampar essa lacuna de que ã eu não sou tão forte assim. Nossa, imagina se eh a gente ficasse em rede social aí por uma semana, deu algum problema na rede, na internet, enfim, o que será dessa geração? Como é que eles sobrevivem, né? A gente ainda acho que tem aí um um equilíbrio emocional para manter, mas essa galera que vive nessa performance, olha, difícil, difícil, né? É, né? Eu eu li alguma coisa que já tiveram algumas pesquisas se é mais importante Wi-Fi ou banheiro limpo, né? Wi-Fi, né? Ganha. Então, eh, acho que não existe essa possibilidade, né? Para eles é como ar que respira, porque eles nasceram praticamente com com cabos conectados conectados, né? [risadas] É, então seria confuso. É verdade. É turminha, a gente tá aprendendo sobre vocês. Precisamos saber. Produção, tá me avisando aqui. A gente tem que entregar as falta 10. 10 paraas nove. Vamos então com as perguntas. Acho que a gente consegue aí umas três ou quatro. Pode colocar na tela então por favor. Querida produç manda ver. Faltando 10 pras 9. Estamos ao vivo aqui a TV Câmara Campinas. Estúdio Câmara falando dessa confiança tóxica da geração Z. Fernando Alves da Vila Industrial. Mostrar fragilidade hoje, eh, hoje em dia virou sinônimo de fraqueza. Por que parece ser tão assustador simplesmente dizer que não sabe? Vamos lá, professora. [risadas] Eh, justamente por causa dessa dessa idealização de alta performance, né? Você dizer que não sabe alguma coisa, puxa, mas quem já se viu, né? Ou com tanto de informação que você tem acesso e você dizer que não sabe alguma coisa? Eu costumo dizer que nós precisamos fazer as pazes com erro, né? Fazer as pazes com erro é admitir que tá tudo bem não dominar de fato algum assunto, tá tudo bem não saber de tudo, né? Então, fazer as pazes com erro é isso, é tá tudo bem, entender que tá tudo bem e eu posso buscar. Se eu não sei, eu posso buscar. Não necessariamente isso significa que eu eu seja inferior ou menos do que o outro. Isso também é autoconfiança, saber que eu posso buscar o conhecimento, que eu posso ir atrás de algo que eu não sei, mas se você já sabe tudo, do que você vai atrás. Exatamente. É isso, turma. 8:51. Mais uma pergunta pra gente, produção, por gentileza. Rafael Costa do Parque Prado. Essa necessidade de parecer bem resolvido o tempo todo pode gerar cansaço emocional ou até esgotamento no jovem? É, falamos sobre isso, mas Paula, por gentileza, né? É, vamos responder o Rafael. Sim, com certeza, Rafael. As emoções não aguentam. Então, a gente tem uma geração ansiosa, esgotada, estressada, né? Acho que fala-se pouco sobre estresse, mas a gente tem estresse também. A gente tem dificuldades nos relacionamentos, uma, né, uma busca excessiva por validação. Então, a gente tem uma uma geração com autoestima fragilizada. H, e que busca no outro o tempo inteiro essa validação, ao mesmo tempo em que não sabe aceitar críticas, né? Baixa a tolerância, a frustração. Então, sim, isso acontece com frequência. Impressionante. Aí você falando assim, me lembra dos relacionamentos líquidos. Olha só como uma coisa puxa a outra, né? Não tá bom agora, então tchau. Tá na vista, baby. Segue a vida. E aí o de novo? E de novo. E aí vem a questão aí dos relacionamentos líquidos. Você tá vendo como é bom? A gente vai aprendendo, né? A gente vai estudando e todos os dias a gente aprende, turma. Não tem problema você não saber hoje, amanhã você sabe, né? E a vida é um aprendizado constante. 8:52. Mais uma perguntinha pra gente, por favor. Dá tempo de uma para cada um e aí a gente vai paraas considerações finais. A gente consegue entregar 9 horas. Vamos lá, Aline Castro de Barão Geraldo. Os vídeos curtos e diretos influenciam na forma como os jovens se expressam com tanta certeza sobre qualquer assunto. É o tal dos algoritmos, né? Vem que vem que vem e vai lá. Tô sabendo de tudo porque tá tudo aqui na minha mão. E aí, professora? Sim, [risadas] são informações rápidas, né? Informações muito muito rápidas. Ah, podemos fazer a comparação com o microondas, né? Aperta 30 segundinhos, tá quente, tá pronto, né? Só que qual a sustância disso, né? Com isso foi preparado, como qual a profundidade disso, né? Então, sim, esses vídeos curtos eles influenciam e moldam a forma como essa geração vai pensar e reproduzir o seu conhecimento. Ah, dificilmente você vai encontrar alguém que consiga dessa geração que consiga ficar uma hora de frente um vídeo assistindo de fato aquilo, né? Então, às vezes coloca no mais dois ali, deixa passar um pouco mais rápido. É, né? E as redes eh eh colaboram com isso, né? Depois que inventaram aquele aquele sisteminha lá de acelerar a a voz lá, o áudio no WhatsApp, duvido que a galera tem paciência de ouvir alguém falando. E se alguém tá assistindo a gente no YouTube, pode ser que esteja assistindo aí 1,75, né? Ó, falando muito rápido, muito rápido. É isso, gente. Vamos lá. 8:54. A última, dá tempo de resposta em um minuto e a gente já encerra. Produção, pode deixar que nós vamos entregar bonitinho. Simone Oliveira do Jardim Proça. Quando a gente convive com alguém que nunca aceita críticas, isso acaba adoecendo quem está em volta do ambiente familiar. Por isso que a gente tem que aprender a lidar, né, Paula? Com certeza. Eh, nós aprendemos com as críticas, né? O outro nos ensina, assim como a validação nos acolhe, a crítica também tem essa função, né? Como a a Dra. Tá colocou o conflito é importante e a gente aprende por meio disso, não tem outro jeito. Exatamente, né? Então vamos tentar nos entender. Gente, 8:55, vamos encerrando o programa de hoje. Quero agradecer demais a presença, né, da nossa dupla. Já encerramos com a Thaí e agora temos aqui com a gente para encerrar conosco o programa de hoje, que eu acho que foi bem legal, uma troca bem importante e o momento de aprendizado aqui. A a Paula, obrigada mais uma vez pela sua participação, pela sua presença, considerações finais. Obrigada. Bom, quero deixar um recadinho pro pessoal da geração Z. Eh, adoro vocês e acho que que quando, né, vocês sentirem que ah, estão com essa necessidade de performar muito, is estiver machucando, tudo [música] que define, né, patológico, saudável, é o nível de sofrimento. Seu nível de sofrimento tá grande, se você busca muito no outro [música] e e se aquelas se as críticas te abalam demais, cuide de você, cuide da sua autoestima. Eh, eu acho que a gente tem na vida o que a gente sente [música] e você se sentir melhor é uma grande riqueza. Então, cuide de você e não se esqueçam que vocês são uma geração cheia de potencial. [música] Vocês se preocupam com causas, vocês são mais despídos de preconceitos e isso é, sem dúvida, um grande avanço. É verdade. É verdade mesmo. A gente aprende com vocês também todos os dias. Ô, professor, obrigada mais uma vez pela sua presença, né? sempre eh eh trocando com a gente e nos orientando. Obrigada mesmo. Considerações finais, por favor. Muito obrigado, Rúbia. Eu que agradeço estar mais uma vez aqui com você falando desse assunto, né, que é de extrema importância. Agradeço também minha colega Paula Thaís, que que contribuiu muito também pro meu aprendizado, porque a gente tá aqui, tá sempre aprendendo um com o outro, né? E o meu recado pra geração Z é essa, vou repetir novamente, né? Façam as pazes com os erros, né? Não há necessidade de saber de tudo. [música] Não há necessidade de reproduzir tudo que vê, tudo que que se tem, né? Fazer as pazes com erro é isso, aceitar que eu posso buscar o conhecimento, aquilo que eu não tenho e tá tudo bem. [música] Exatamente. É isso. A confiança é fundamental pro desenvolvimento pessoal e profissional, mas quando ela se desconecta da realidade, ela pode se transformar em um problema. O desafio dessa geração, da geração Z, e também das outras gerações, é encontrar o equilíbrio entre acreditar em si mesmo e continuar aprendendo sempre. [música] A gente aprende todos os dias, inclusive nós aprendemos com vocês, geração Z, que eu adoro também. Admiro essa capacidade que vocês têm de dizer não, de empoderamento. A gente aprende sempre. Só precisamos aprender também a manter o equilíbrio, combinado? Encerrando então por aqui o nosso estúdio Câmara de hoje, 8:57, agradecendo os nossos convidados, a Paula, o Denis, a Thaí e você que tá aí do outro lado, que acompanhou a gente, que trabalhou conosco aqui, né, conversando, mandando a sua pergunta. E lembrando que amanhã, sexta-feira, amanhã nós temos mais uma edição do Estúdio Câmara ao vivo. E olha só que interessante o tema eh ajuda entre pais e filhos. Que ajuda é [música] essa? A gente vai falar sobre o desafio de traduzir o conhecimento dos pais paraa realidade acelerada dos filhos. Vamos lá. Como conciliar uma educação mais tradicional com uma geração que vive o mundo de respostas imediatistas, né? Como é que a gente faz um exemplo? Você vai fazer tarefa com o seu filho e aí, como é que você faz? Você lembra quando você aprendeu na escola? Você vai precisar aprender de novo para poder eh ajudar seu filho a fazer tarefa? [música] É, é isso mesmo. Como os pais podem deixar de lado o meu tempo era melhor para se transformarem em mediadores do aprendizado. É o choque, gente, entre o ensino tradicional, mais lento e profundo, e a chamada geração do atalho. [música] E é complicado, mas a gente tem que aprender. E amanhã a gente aprende junto novamente a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Beijo grande para você. Continue na programação da TV Câmara Campinas e até [música] amanhã. Ciao. Ciao. [música] [música] [música] [música] [música]
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