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Estúdio Câmara | Compulsão por ocupação, produtividade vs sobrecarga e saúde mental
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Estúdio Câmara | Compulsão por ocupação, produtividade vs sobrecarga e saúde mental

27 views Publicado 09/04/2026 HD · 58:27
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta quarta-feira propõe um debate atual e urgente sobre a compulsão por ocupação, fenômeno em que a agenda lotada virou símbolo de sucesso e validação social, especialmente entre profissionais campineiros em jornadas duplas e triplas. O programa parte da pergunta provocadora se a pessoa é produtiva ou apenas ocupada, e mostra como viver em rotina acelerada tem cobrado preço alto, com ansiedade, estresse, esgotamento, burnout e até doenças cardiovasculares se tornando epidemia silenciosa. A conversa discute se a necessidade compulsiva de estar sempre ocupado é mecanismo de fuga emocional, padrão cultural alimentado pela cultura de produtividade tóxica das redes sociais ou exigência real do mercado de trabalho contemporâneo. A pauta também atualiza o público sobre a 19ª Reunião Ordinária da Câmara, que terá primeira parte dedicada ao Dia Mundial do Sistema Braille, por iniciativa do presidente da casa, marcando a celebração da inclusão de pessoas com deficiência visual em Campinas.

Descrição do vídeo

Bem-vindo ao Estúdio Câmara 📰, debate ao vivo da TV Câmara Campinas sobre temas cotidianos e impactantes. Nesta edição de quarta-feira, 8 de abril de 2026, discutimos a compulsão por ocupação: você é produtivo ou apenas ocupado? Em uma sociedade que glorifica a agenda lotada como sinônimo de sucesso, exploramos os riscos emocionais e físicos dessa corrida incessante. Com psicólogo trazendo insights valiosos, assista completo, reflita e comente: sua rotina está te consumindo? 👇. Foco central do programa 📋: Estar sempre atarefado virou troféu moderno, mas esconde ansiedade, estresse, burnout e problemas cardiovasculares. Diferença chave: ocupação é volume de tarefas; produtividade foca em resultados e equilíbrio. Muitos usam a correria como fuga de vazios internos, emoções difíceis ou questões não resolvidas. Riscos à saúde e relacionamentos ⚠️: Mental: Frustração por listas intermináveis, insônia (cérebro não desliga), perfeccionismo ansioso. Redes sociais amplificam comparações, reforçando ciclo vicioso. Física: Sobrecarga leva a esgotamento; corpo "sem retrovisores" ignora sinais até colapso (infartos, separações). Familiar: Ausência real apesar da presença; crianças com agendas cheias sem tempo para brincar. Dicas para quebrar o ciclo 💡: Contemple (verde/azul acalmam); respiração abdominal 1h antes de dormir. Saia da bolha: palestras, caminhadas em Bosque Jequitibá ou Joaquim Egídio. Terapia gratuita em universidades; valide emoções sem culpa. Atualizações da Câmara 🏛️: 19ª reunião ordinária discute Dia Mundial do Braille com Benedito João Bertola; votação de prorrogação de contratos de ônibus por 3 anos; projetos de tributos e homenagens. Transmissão ao vivo às 18h. Previsão para Campinas ☁️: Sol com nuvens, chuvas rápidas; mín. 20°C, máx. 28°C, noite chuvosa. Estúdio Câmara informa e provoca reflexão para uma vida equilibrada. Curta ❤️, compartilhe com quem vive na correria e ative 🔔 para edições diárias sobre saúde mental, legislação e Campinas. Amanhã: choque térmico! Você foge do silêncio com tarefas? Conte nos comentários. #EstudioCamara #CompulsaoOcupacao #SaudeMental #Produtividade #CamaraCampinas Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com Estúdio Câmara nesta quarta-feira, dia 8 de abril. Como é que você tá? Tudo bem por aí? Por aqui tudo ótimo. E hoje nós vamos conversar sobre compulsão, a ocupação. É isso. Você se considera uma pessoa produtiva ou apenas uma pessoa ocupada? Na sociedade de hoje, estar sempre atarefado virou quase um símbolo de sucesso. Quem não tem tempo parece mais importante, mais necessário, mais valorizado. Mas viver nessa rotina acelerada tem um preço. Cada vez mais pessoas adoecendo física e emocionalmente por não conseguirem desacelerar. ansiedade, estress, esgotamento e até doenças cardiovasculares. É, isso pode estar ligado a esse comportamento, né, de compulsão por ocupação. E a pergunta que fica é: será que essa necessidade de estar sempre ocupado é produtividade ou uma forma de fuga? É sobre isso que a gente conversa hoje aqui no estúdio Câmara ao vivo agora 8:4. Eu quero convidar você para participar conosco também. WhatsApp está na tela. Nossa produção apostos para receber a sua mensagem, pergunta ou então uma experiência, né? Como é que tem sido a sua vida? Corrida demais? É, você tem compulsão por ocupação? O que seria isso, né? Eh, 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Já já apresento o nosso convidado para você e tenho certeza que o programa de hoje vai ser muito produtivo e informativo. Estamos aguardando a sua participação. Vamos com informação. A Câmara Municipal de Campinas realiza hoje a 19ª reunião ordinária com uma pauta movimentada e debates importantes. Na primeira parte da sessão, por iniciativa do presidente da casa e vereador Luiz Rossini, será discutida a importância do dia mundial do sistema Braile, celebrado em 8 de abril. O encontro contará com a participação de Benedito João Bertola do Centro Cultural Luiz Braile, reforçando o debate sobre inclusão e acessibilidade para pessoas com deficiência visual. Entre os destaques da ordem do dia, que é a reunião ordinária, será a votação em primeiro turno do projeto que autoriza a prorrogação dos contratos do transporte público coletivo por até 3 anos, medida que busca garantir continuidade do serviço até a conclusão de uma nova licitação. A pauta inclui ainda projetos de regularização de tributos, mudanças no transporte coletivo, além de concessão de homenagens e títulos. A sessão acontecem a partir das 6 da acontece, aliás, a partir das 6 da tarde no plenário da Câmara. Você é convidado especial, tem transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e também pelo YouTube da TV Câmara Campinas. Participe. Previsão do tempo para hoje. Como fica esta quarta-feira? Meio de semana. Sol com algumas nuvens, chove rápido durante o dia, mínima 20, máxima 28. Lembrando que as chuvas são chuvas assim, eh, em alguns pontos, né? Então, pode ser que chova aqui, não chova aí, mas à noite a previsão é de que teremos chuva em toda a cidade de Campinas. Um ótimo dia para você. E agora vamos ao nosso tema central e apresentação do nosso convidado. Bom, compulsão ou ocupação. A ideia de que estar ocupado, super ocupado, significa ter valor. Isso ganhou força nas últimas décadas. Mais especialistas fazem um alerta importante. Existe uma diferença grande entre estar ocupado e ser produtivo. Enquanto a ocupação está ligada à quantidade de tarefas, a produtividade tem relação com o resultado, com o propósito e com o equilíbrio. E em muitos casos, essa rotina cheia funciona como um mecanismo emocional, uma forma de evitar o silêncio, o vazio e até questões internas que não foram resolvidas. Então, pra gente entender melhor esse comportamento, a gente recebe mais uma vez aqui no estúdio Câmara com muita satisfação nosso professor e psicólogo Alexandre Campos. Seja muito bem-vindo, professor. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Muito bom estar aqui com vocês novamente para discutir de temas importantes, né? Muito bem. A gente precisa falar sobre isso, professor, porque a gente vive em uma rotina muito acelerada, quase automática, né? E muitas vezes estar ocupado virou sinônimo eh de sucesso. Esse comportamento é natural. Ã quando a gente começa a entender que a gente passou a valorizar mais a agenda cheia do que o bem-estar. É, respondendo aí a primeira pergunta sua, esse comportamento não é natural, né? Porque todo esse aparato eh eletrônico imediático que nos cerca eh normalmente nos trazem eh eh situações de você tá mais ligado nessa situação, né? Ou seja, tô lá com o meu celular, tô com a minha agenda eletrônica ou física, eh buscando muitas vezes situações que é do meu dia a dia, do meu trabalho, né? Uhum. Mas muitas vezes, como você havia até eh comentado na chamada, pode ser um processo de fuga. Eu não eu eu entro meio que no automático, né? E aí começa a disparar outras situações. Muito bem. Agora, existe uma relação entre essa necessidade constante de estar ocupado e então a realidade eh emocional, né, da pessoa. Isso pode estar ligado à busca de validação, de reconhecimento, né? Qual que é eh o que que desperta na gente eh estar sempre ocupado e ter essa compulsão ã por ocupação? Claro, pode ser um vazio, pode ser uma fuga, mas também pode ser uma necessidade de reconhecimento, não é? É, a sociedade nossa hoje cobra muito isso. Você vê em várias gerações, eh, o pessoal tá sempre eh com um cronograma meio que lotado. Quando eu falo disso, não é necessariamente só na parte eletrônica. parece que ele eh encheu a agenda de tantas atividades, né, e ele esquece de olhar um pouco para ele. Uhum. E aí assim, talvez ele conseguir dormir mais ou menos ainda, que às vezes é difícil, porque como ele ficou o dia inteiro ligado em um monte de coisa, na hora de ele fazer um relaxamento, de dormir, fica mais difícil. E ele vai notar isso, infelizmente, muitas vezes, quando acontece algum problema de saúde ou relacionamento, né? É impressionante. A gente percebe que quanto mais o dia é corrido, mas a gente tem dificuldade de dormir. Isso é é real, é público e notório. Analisa aí eh a sua correria do dia a dia, né? Quando você termina as suas atividades, mas você tá lá, o seu corpo para, mas o cérebro ele continua funcionando. E o esse funcionamento do cérebro excessivo, ele também faz com que o corpo físico fique cansado, não é, professor? Perfeito. Eh, tanto é que eh você trabalha aí com vários tipos de terapias que quando trabalham eh a ideia é olhar para como você está dormindo. Uhum. E a busca é uma hora antes de você se deitar, 2 horas antes você já começar a sumir de telas. Sim. E e tentar pegar alguma coisa. eh evitar a a ficar com muita leitura pesada. Você não vai ler eh um noticiário, um jornal, uma revista que tá trazendo uma situação de conflito, por exemplo, de guerra, que agora viu a moda, infelizmente, né? O ideal seria você começar a se preparar mesmo que para dormir e descansar, para desligar o cérebro, ajudar, né? Uhum. A a você a est relaxado. É o ideal, né? Mas é algo desafiador nos dias de hoje, eh, de professor para psicólogo, né? Agora vamos lá, nós temos aqui é dois em um, é o professor e é o psicólogo, né? Agora, então, eh, na questão na visão clínica, eh o que que você tem acompanhado, o que que você tem visto sobre essa questão da da compulsão aí por atividades, né? Compulsão por estar trabalhando, isso é real, é verídico? Chega muito para você? Sim, muito. Eh, eu trabalho, eh, em muitos casos com pessoas, por exemplo, que que tão na área de concursos, concurseiros, né? E aonde o foco deveria ser direcionado para uma atividade de estudo, né? Mas muitas vezes ele não consegue. Por quê? Primeiro que é uma rotina que não é tão fácil. Sim. Então, eu sempre digo, o concurseiro, ele já tem um trabalho, é o de estudar. todo dia, 8 horas, 6 horas. E no meio disso, às vezes, tem muitos desvios. Por quê? Eh, o uma um ponto que a gente nota é a busca por prazer imediato do ser humano no geral, né? Então, eh, prazer imediato me faz entrar em outras, entrar numa rede, ler alguma coisa, fazer uma outra atividade. Eu quero o prazer agora. Uhum. prazer a longo prazo, ele tem um custo muito complicado, aonde entra frustração e aí começa todo um ciclo, né? A frustração, a gente não tá tão preparado paraa frustração. Eh, eh, você eh voltando, né, lá no passado, onde o pessoal dormia com as galinhas que o pessoal dizia, né, você, lógico que você tinha frustração, mas você não tinha muito outras coisas para você ficar buscando para fazer. Verdade. O sol é se se põe se põe. Já é hora de dormir. Já é hora de dormir. Hoje não. Eu tenho, eu eu crio um ambiente, se eu quiser eu fico 24 horas. Exatamente. Por quê? Buscando esse prazer imediato ou barrafuga. Então, e quando a gente volta pra fuga, a gente vai lá no vazio, né? E aí quando a pessoa usa esse excesso de tarefas como forma de evitar esse vazio interno, o que que acontece eh no ponto de vista psicológico, a questão do vazio é é uma incógnita. Porque assim, ã a gente sempre, se a gente parar para analisar, nós estamos sempre procurando preencher algo. Então a gente tem um vazio, todo mundo tem e um vazio que vai seguir a gente pra vida toda. É isso mais ou menos. Então, eh, em teoria sim, mas é que hoje em dia, como você cria todos esses modelos para fugir desse vazio, porque uma coisa é você ter a solidão, tá? E outra coisa você ter a solitude, perfeito, né? Que no fundo, no fundo, quando você tá nesse processo de solitude, você tá olhando para dentro de você e revendo situações que você não fez tão bem. tentando conversar com você, tentando abaixar as cobranças. Então, quando você fala de cobrança, às vezes a pessoa não quer ouvir essa essa palavra já soa essa situação de cobrança. Então, deixa eu pegar aqui, deixa eu jogar alguma coisa, deixa eu ir pra minha atividade. Eh, você vê isso inclusive com crianças, né, que os pais às vezes às vezes programam toda uma situação que ele não tem tempo nem de descansar. Uhum. Fuga. Vamos lá. O vazio é algo que a gente tá tentando preencher o tempo todo, né, que tem dentro da gente e que a gente pode preencher esse vazio, aliás, tentar preencher esse vazio com o excesso de ocupação. Uhum. E a fuga, qual é a diferença da fuga e do vazio que temos? Eh, na verdade, o processo de fuga, né, ele entra quase num processo de medo para você se reconhecer, né, porque às vezes você fala: "Nossa, eu tô nessa situação, eu sou essa pessoa", né? E às vezes é um é um ponto interessante porque você se dá por conta que você não tá indo numa situação tão boa na vida com eh relacionamentos, no trabalho, você tá com uma agenda lotada. Sim, mas eh no fundo no fundo você não tá olhando para você. Então se você consegue eh eh perceber isso, é um processo de você começar a buscar ajuda, né? Eh não pode ser sim um psicólogo, às vezes em alguma situação, até com o psiquiatra, porque às vezes você precisa de um remédio para desacelerar mesmo. Uhum. Né? Porque você já criou uma rotina de não parar. Exatamente. Criar uma rotina de não parar. Olha só essa fala, né, do do professor, do nosso psicólogo, ã, Alexandre, explicando pra gente a sua rotina em casa. Você para, quando você para, que hora você para, você respira. O negócio tá tão tenso que às vezes a gente nem lembra que a gente respira, não é mesmo? E a gente nem respira direito também, né? A gente só sobrevive. Quanto tempo faz que você não para para respirar nesses momentos assim de agitação intensa, né? E e dessa compulsão por ocupação, a importância de respirar, esse negócio de contar até 10, de respirar profundo, né? e eh por um determinado tempo, que não precisa ser aquele tempão, não. Você fica lá 5 minutos, faz um exercício de respiração, realmente funciona. O nosso cérebro realmente ele entende de forma diferente e a gente consegue fazer uma um equilíbrio. Eh, um ponto bem interessante, sim, funciona. É, principalmente quando você trabalha com alguns tipos de respiração, que um deles que é bem conhecido aí, que é a respiração abdominal, né, que é quando você usa o abdômen, né, o ato de você pôr a mão no na barriga e forçar respirando por ele, ele te acalma, oxigena o cérebro. É uma respiração muito utilizada pelas crianças, os recém-nascidos e pelos idosos. e você consegue eh eh ter um momento de calma. Então, por exemplo, paraa música, eu tenho um professor de trompete, o professor Leopoldo Artuso, ele trabalha muito com respiração. Uhum. Justamente para nos acalmar, para você começar a fazer uma rotina. Mas veja, isso no dia a dia, eu posso estar fazendo isso dentro do elevador, né? Exato. É verdade. A gente precisa é lembrar, né, de fazer, coisa que quem tem essa rotina ou ação, né, eh, por estar produzindo, não vai lembrar que você tá pensando em produzir, em performar, você quer estar ocupado. A gente precisa às vezes tirar um tempinho, né, para respirar, para de contemplar coisa que sim é delicado. O pessoal fala: "Nossa, mas eu vou contemplar." A contemplação também traz uma uma sensação de bem-estar e um autoequilíbrio muito bom, principalmente o verde e o azul, que é algo magnífico. Eu gostaria que o professor explicasse pra gente sobre isso. Às vezes você tá no trânsito e daí você para lá no sinal, tem um azul do céu maravilhoso e as árvores estão todas verdes, mas você tá lá desesperado. Que que eu vou fazer daqui a pouco? Tenho que ir aqui, eu tenho que ir ali. Sinal, né? Às vezes tá movimentado, não vai ter como você passar, você vai ter que esperar. Seria um momento interessante para você contemplar por um um minuto que seja. A contemplação também traz um equilíbrio, professor? Sim. Se não me falho a memória, existe um livro de eh de achados de Leonardo da Vin onde ele falava de Contempla. Uhum. Que era um dos atos que ele fazia quando ele ia fazer um processo criativo. Olha aí. Então, eh você falou de cores, né? Isso ajuda muito, mas o ambiente onde você tá é que vai também te ajudar, porque às vezes você tá no trânsito, numa situação de perigo, est, aí fica difícil porque você fica hiper vigilante, né? Mas às vezes você tá no trânsito, num lugar que você acha que é calmo, você fecha os vidros, né? e e pode utilizar isso como um momento de contemplação. Exatamente. Agora, de repente, você pode tirar um final de semana, que você vai fazer no final de semana? Ah, vou trabalhar hoje, gente. Pera aí, lá, né? É bom trabalhar, é importante trabalhar, a gente sustento, o sustento vem do nosso trabalho, então é natural, todos temos que trabalhar. Agora a gente também precisa de quebrar, né, essa rotina, porque essa rotina corrida pode estar afetando a sua saúde mental. E de repente você parar aí pelo menos de 15 em 15 dias, faz um esforço, né? Se olha com autocompaixão, para um pouquinho, vai pra montanha, né? Vai contemplar, vai fazer uma caminhada lá em Joaquim Egídio. Ah, não tem tempo, vou gastar dinheiro. Vai nada, não vai gastar dinheiro não. Pega, vai lá para Joaquim Egí, faz uma caminhada lá, tem tanta coisa boa lá para você olhar, para você ver. Ou aqui em Campinas mesmo, vai lá no Bosco Jeibas, olha só, um momento lindo de contemplação, né, e de respiração também. Agora, como que a gente diferencia, professor, uma pessoa produtiva e uma pessoa sobrecarregada e presa nesse ciclo de ocupação? Vamos lá, eu estou produzindo, então eu sou produtivo, você me vê como produtivo, agora você me vê também de repente como uma pessoa presa nesse ciclo de desse processo de compulsão. Qual que é a diferença? Como que vocês conseguem diferenciar isso? É, na verdade, a gente enquanto psicólogo, né, eh, a gente tem um momento de entender a o dia a dia do paciente, né, mas isso também está muito ligado aos pensamentos e comportamentos, né? Então, eu posso ter uma pessoa que tem pensamentos que a gente chama de intrusivos né, que são pensamentos, na verdade você não bloqueia tanto pensamento. Eh, eh, o pensamento vem em você sobre alguma coisa que você julga que é ruim e você cria uma forma de descarregar isso através de uma compulsão. Por exemplo, eu tô achando que eu fiz algo errado, eu vou paraa academia agora. Uhum. e vou várias vezes na academia, né? Então você consegue, você começa a perceber que ele tá muito sobrecarregado de atividades, mas ele tá com pouca atividade para olhar para si. Ah, perfeito. Então ele e criou uma agenda, veja, pra empresa, de repente ele pode ser até produtivo, né? Eu crio lá um um projeto com metas a atingir, tá? OK. Eh, o problema é que quando ele leva isso para casa e começa a se perder, porque chega uma hora que não dá para você fazer tudo que você programou. Exato, né? Eh, como a gente já tem caso aí, eu falo muito de das crianças que às vezes o pai enche a agenda dos filhos de atividade, pequenos ainda, e não tem tempo quase que pro cara dormir e ficar sem fazer nada. A gente tem medo de ter esse óscio. É verdade. A gente tem medo de ficar sem fazer nada. né? Faz quanto tempo que você não fica sem fazer nada em casa? Nossa, Rub, mas como é que eu vou ficar sem fazer nada? Que isso, né? Nossa, meu tempo não, não posso. Eu tenho que estar produzindo, gente. Isso eh eh nós ficamos assim, mas a gente precisa aprender ou reaprender, né, a desacelerar. Agora, essa compulsão por ocupação, professor muito bem trouxe aqui que você tá produzindo, você tá ocupado, você tem compulsão por estar, né, executando uma tarefa e aí a compulsão é tanta que você leva isso para casa e aí essa compulsão vai afetar a família, os amigos, a vida social. como que uma pessoa que se vê nesse estágio da vida, né, na compulsão eh por ocupação, ela quando que ela vai perceber que a família está sendo afetada e o risco que ela corre, né, verdadeiro de de repente a entrar numa estafa familiar e até ter aí uma família eh desestruturada ou destruída, infelizmente, né, Porque as coisas vão acontecendo e se você não não não acende um alerta, se você não resolve o problema, ele tende a acentuar, né? Sim. Olha, eu diria para você que é mais ou menos como você fosse fazer uma baliza sem os retrovisores. Nossa. Uhum. Você só olha pro espelhinho aqui. A chance de você eh bater o carro é muito grande. Quem são esses retrovisores? são os amigos mais próximos, amigos de verdade. A família, quando a sua família tá estruturada com você, né, passando, falando com você, né, às vezes até discutindo um pouco mais de uma forma mais severa e para ver se você acorda. Isso. E aí começam as consequências, como você falou, pode vir uma separação, pode vir uma crise, uma crise não necessariamente nem financeira e pode também você tá entrando numa situação de saúde, né? Tem muitas pessoas que às vezes enfartam e não sa não sabe o porquê, mas quando você vai fazer uma retrospectiva do que aconteceu com a vida da pessoa, ele não tinha tempo nem de tomar a água dele. Poxa vida, é verdade. E quando a gente fala em família, geralmente tem, né, a cobrança, né, da família, eh, de repente pela ausência ou então pela presença, mas não há presença de verdade, só a presença. Isso. E a pessoa que ela tem essa compulsão, né, de estar ocupado, ela não entende que ela está fazendo errar errado, entre aspas, ela não entende que ela precisa dar a atenção. Por quê? Que a pessoa ela não entende que essa situação precisa de um cuidado. Ela acha que tá tudo bem. Poxa, eu tô trabalhando, tô produzindo, estou entregando, estou, vamos lá, entre aspas aqui, gente, pagando as contas, a família tá belezinha. Não falta nada. Eu tô trabalhando. Você tá reclamando do quê? Então, eh, Rúbia, eh, isso tem muito a ver com os nossos valores, né? Uhum. Então, muitas vezes, para aquela pessoa, o valor maior dele é ter a família eh eh bem financeiramente. Uhum. Talvez ele veio até de uma criação, teve um ambiente que foi muito sofrido, ele falou: "Isso eu não quero." Exato. Mas aí ele usa isso como desculpa também, como para ele se esconder um pouco atrás disso, a fuga aí, né? Então a mulher vem cobrar, não, mas você sabe o que que é? Eu tô pagando, eu tô fazendo isso por causa da situação das crianças, quero dar um uma um conforto melhor. Então, sempre tem uma desculpa, é uma barreira que você cria para se defender aí. Poxa, e quando que a gente consegue entender que a gente precisa de repente de um tratamento, né, de uma terapia, eh, pra gente adquirir um autoconhecimento, pra gente fazer uma autorregulação e, de repente pra gente voltar a viver de uma forma diferente, porque essa compulsão ela vai acabar afetando, né, a nossa saúde mental e o nosso corpo físico e os nossos relacionamentos também. Então, quando é que a gente vira a chave? Como que a gente faz para perceber que realmente a gente está com essa compulsão pela ocupação? Será que nós todos estamos assim? Olha, eh, não gosto de generalizar, mas uma grande parte da sociedade tá assim. Uhum. E essa percepção é difícil, porque às vezes o meio que você tá também tá assim. Exatamente. Então, por exemplo, às vezes você vai num restaurante, tá a família inteira reunida, cada um com o seu smartphone. Eh, é até gozado um como que um nesse meio vai falar, pô, nós estamos errado, não vai, né? Então, eh, isso tem a ver nesse, nesse momento. Por isso que é interessante você ter diferentes repertórios aí no sentido de tenho amigos diferentes, de áreas diferentes, com pensamentos políticos diferentes, outros que, sei lá, gosta de ir no teatro ou no cinema ou ass um um série, mas que você consegue andar por esses cenários e entender, puxa, o cara fez um negócio simples, deu certo. Nossa, pessoal, me chamou atenção que de alguma coisa que eles estão certo. Uhum. É, acho que talvez a palavra certa é humildade, tá? Para você se dar por conta de, pô, eu acho que eu preciso rever os meus valores aí. Mas, infelizmente, nesse caso, muitas vezes é em cima de um susto aí que ele leva. Susto esse que pode vir representando um problema de saúde. Sim, né? Sim. Então você pode ter aí eh doenças eh cardiovasculares, que são uma das maiores aí que acontecem, né? E e as outras situações que você vai perdendo o contato com outras pessoas, uma separação. Uhum. Uhum. Sim. Né? Eh, e não adianta, a pessoa muitas vezes acha que, olha, eu já falei várias vezes, tal, mas o o ser humano normalmente não vai entender tanto através dessa fala. Às vezes você tem que tentar mudar o ambiente para ver, olha, eu já marquei um lugar pra gente ir esse final de semana, vamos lá para um para um clube, sei lá, né? Então você não deu muito tempo dele falar não. Aham. e leva e vai percebendo que vai mudando. É, a gente precisa, nós precisamos agora 8:31. Deixa o professor tomar um pouquinho de água aqui. Coitado, só ele tá falando, mas é que a gente tá aprendendo. E eu quero falar com você que tá em casa. Ah, como é que tem sido a sua rotina, né? Você tá, a sua rotina tá excessiva demais, tá afetando a sua saúde mental, seu relacionamento? Eh, conta pra gente, né? Porque nós vamos conversar com você. Professor, tá com a gente? Então, aproveita esse momento para você tirar as suas dúvidas, de repente entender, virar a chave que você pode fazer uma terapia, por exemplo, né? Para poder a terapia serve para quê, gente? É pra gente aprender a lidar com as situações do nosso dia a dia, né? Você é importante a gente não ir pra terapia quando tá explodindo tudo, não. É importante a gente ir pra terapia quando a gente precisa do autoconhecimento, quando a gente entende que isso vai fazer bem. E você vai aprender a lidar com essas situações e ter o reconhecimento, né, nesse caso aqui que a gente tá falando hoje, que é a compulsão, né, por estar ocupado. Então, queria saber de você, a produção tá me avisando aqui, a gente já tem algumas perguntas, produção, pode colocar na tela se a gente tiver e daí a gente já segue com as perguntas e depois continuamos conversando com o professor, porque esse assunto é um assunto que que eh se deixar a gente fica falando aqui um tempão porque tá, a maioria das pessoas estão assim. E a gente precisa aprender a melhor forma de viver nesse mundo tão corrido, né? Já tudo tão tão rápido, tão eh é na velocidade da luz e a gente não desacelera. Bem delicado. Então, estamos aprendendo. Vamos lá. Bruna Almeida de Barão Geraldo. Olha só, professor, existe diferença entre ser produtivo e e estar apenas ocupado o tempo todo? Como identificar quando a rotina deixou de ser saudável? Bom, Bruno, a gente tá falando mais ou menos sobre isso aqui, mas o professor pode explicar para você novamente, porque tem uma grande diferença. É, eh, na verdade, você vai perceber que não é saudável eh muito em função do que tá acontecendo no seu ambiente. Uhum. Então, eh, de novo, se o seu ambiente, todo mundo tá nessa situação frenética, é lógico que você não vai perceber. Exato. Eh, você você vai perguntar a pessoa meio que tá competindo com você, não, você eu eu tenho mais isso, isso, outras tarefas para fazer, né? É lista de afazeres, tal. Eh, o ideal para que a gente se perceba isso é tentar buscar outras referências. Uhum. E às vezes você vai encontrar essas referências com estranhos. Olha aí, você vai lá num evento que você não conhece ninguém e começa a conversar ou começa a ouvir, observar, observar e você fala: "Puxa, eu deveria estar fazendo isso". Então, de repente palestras, né? Hum. De repente pegar alguma situação que que que que esteja na na própria rede, que você consiga eh verificar isso, mas eu desafio muito pra ideia de sair um pouco da tecnologia. Uhum. E ir, de repente lá num encontro, num bate-papo, até se possível, né? Porque muitas vezes a gente liga muito isso a estar num lugar onde tenha muita bebida, muita comida, muito exagero. Quer dizer, você meio que não virou tanto a sua chave. Uhum. Né? Então, de repente, você vai lá num final de semana num evento, sei lá, artístico, aprender alguma coisa. Isso, né? que de de repente diferente da sua área, onde você começa a perceber, nossa, eu, nossa, como eu me perdi com isso, era uma coisa simples. São cobranças normais, né? Hum. Mas para ver como que você eh tá eh percebendo um outro ambiente. Exatamente. Esse outro ambiente que o professor traz é bem interessante, porque às vezes você vai em uma palestra, quanto tempo faz você não vai numa palestra, um workshop, alguma coisa assim, né, que sai um pouquinho da da sua linha de atuação. Aí ali você vê pessoas diferentes, você vê um ambiente diferente, o seu cérebro ele vai ter que ter uma atenção específica, porque você não entende daquilo, então você vai aprender. É um exercício também que você tá fazendo e é um momento de você relaxar, ter conhecimento, né, e de repente virar a chave, né, mudar o foco. É importante a gente desacelerar. Agora 8:35. Pode colocar mais uma na tela pra gente, produção, por favor. Ah, estamos aprendendo a desacelerar, quem diria, hein? A gente aprender a ter um ósseo criativo. Vamos lá. Fernanda Rocha do Jardim Chapadão. A sociedade atual valoriza muito quem vive na correria. Isso pode influenciar diretamente a nossa saúde mental e gerar um comportamento compulsivo? Pois é, tem isso também. Ah, se você tá sendo produtivo, ó, você é nota 10, você é o melhor. E aí? É, inclusive dependendo da fase de do estágio que você tá na vida. Exatamente. Então, porque isso é cobrado a todo momento. Tem que comprar casa, tem que comprar carro, tem que construir, tem que isso, tem que aquilo. Quem diz que tem que, né, professor? tem tudo isso mais as exigências da de uma empresa de repente para te cobrar certas situações que você sai do serviço. Às vezes eu eu encontro com amigos e vejo que a de diferentes gerações a rotina tá acelerada direto. Uhum. Então essa cobrança que ela comenta da sociedade e tendem a nos modelar. Infelizmente, a ideia é você perceber que tem essa cobrança. Uhum. E começar a fazer um movimento contrário. Exatamente, né? É lógico que você não vai, de repente você precisa do, de repente não, você precisa do emprego para você se manter se manter. Mas você não vai sair e pedindo a conta, mas também você não vai pro outro extremo acelerar a ponto de você ter um burnout, por exemplo, né? É, às vezes o menos é mais, né? Sim. E essa questão é interessante porque assim, ó, vamos lá. Sua agenda, como é que tá a sua agenda semanal? Segunda-feira você olha a agenda, segunda, terça, quarta, quinta, sexta e sábado, tudo certinho, né? Vamos colocar das 8 às 18, por exemplo. Aí você vem alguém, a sua agenda já tá preenchida, vem alguém e fala assim: "Olha, eh, tem um serviço extra aqui, você pode fazer." Aí você olha a gente: "Ah, mas tá preenchido. Ah, não, mas se eu não almoçar, se eu esticar, se eu arrumar, eu consigo fazer." Daí você vai lá: "Não, sim, posso sim." Aí isso na segunda, na terça de novo. Olha, aconteceu algo aqui. Você pode vir resolver assim? Ai, não, não consigo. De repente é é gente, é questão de segundos. Isso acontece comigo também. Sim. E aí você encaixa. E aí quando você fecha o dia, você não conseguiu almoçar direito, você correu demais, você está sobrecarregado, seu cérebro está em curto circuito, você não consegue dormir, mas no outro dia, se vier outra oportunidade você acrescenta na sua agenda. Olha só que comportamento compulsivo. Sim. E e isso e essa situação que você falou vira quase que para muitas pessoas um desafio. É verdade. Conseguir de novo. Então, e isso te induz a buscar esse comportamento para falar: "Venci". Mas é um preço caro isso, caríssimo, né? Então existem pessoas que que os os próprios estudos mostram que ele gosta de trabalhar com a lista, isso é interessante, é lógico, ele vai lá ticando o que que ele fez. Sim. Cheque. Conseguir, conseguir, conseguir. Isso. Só que se ele não terminou que era para fazer, ele começa a ficar frustrado. Aham. Que que eu vou fazer para não conseguir? Como não conseguir? Exato. E ele não se deu por conta que ele teve que fazer várias outras ações que nem tava marcado aqui. Uhum. para eh para para terminar essa lista que ele eh julga que tá incompleta. E aí começa um processo às vezes de culpa. Pô, sou incompetente e lembrar, né? Nós não somos os nossos pensamentos. Então esse negócio, ah, eu sou incompetente, não, você não é, você tá pensando isso, não significa que você é. Mas às vezes a gente eh entra nessa área de achar que somos os pensamentos. Olha só, né? Esse processo de acrescentar na sua agenda é algo de você com você mesmo, né? A gente tem que entender que você tá esperando validação de quem, né? Será que é a validação do outro ou é a sua própria validação? Quando você fecha o disco e olha no espelho e fala: "Poxa, eu venci". Mas daí você tá quebrado, tá arrebentado, não consegue dormir, saúde mental tá indo pro ralo. Até que ponto, né? até que ponto vale eh toda essa compulsão? Só que quando a gente fala de compulsão, a gente precisa entender também quando a gente chega nessa fase da compulsão, a gente precisa de orientação para sair dela, né, professora? E a orientação que o professor deixa para as pessoas que estão nessa fase, que se sentem nesse momento, né, da vida, tem como reverter? Tem tem o o interessante, né, é que as pessoas muitas vezes falam: "Olha, eu só vou procurar essa ajuda se realmente eh eu tiver eh eh numa situação extrema." Uhum. complicado, né? Chegar ao extremo, né? Chegar ao extremo. Então assim, sempre que você acha que que é necessário, né? Ter essa percepção, as coisas e de novo você fazendo a baliza sua sem o retrovisor, tá? Tá tudo amassado o carro, né? Tem algo estranho. Então, vá antes de você que quando enquanto você ainda consegue andar com o carro, né? Verdade. Então, aí você vai procurar um profissional da área da saúde, né? O que a gente sempre eh recomenda a tá entrando em contato ou com o psicólogo e de repente uma necessidade também com o psiquiatra, né? Eh, muitas vezes as pessoas ficam assustadas, não, mas eu psiquiatra, psicólogo, também tem um peso da sociedade de eh eh muitas vezes eu atendo pessoas e empresas que você falar que você tem uma doença física, ok, mas se você falar de alguma coisa que que perpassa por uma situação eh psicológica, não é bom não. Então eles escondem. Olha isso. Ah, não vou falar que tava com ansiedade, não vou falar que tava com isso daí não, porque pega mal lá na empresa. Preconceito ainda existe muito. Poxa vida. E a gente precisa quebrar esse tabu, gente. Tá, você imagina se todos nós pudéssemos estar com a nossa saúde mental em dia? Olha que mundo lindo. Sim. Não é? Então, eh, e, e está tudo interligado, é corpo e mente, não tem como fugir. Houve uma época em que isso não se falava muito, é um tabu muito grande. Teve também um sofrimento muito grande na história, né, referente a essa questão de saúde mental. Mas que bom que hoje a gente pode conversar, a gente tem um programa ao vivo na TV para falar sobre isso e aí a gente consegue quebrar, né, eh eh esse tabu, essa essa coisa de que saúde mental, ah, não, não vou falar sobre isso. Que bom falar, eu tenho psicólogo, que bom falar, eu vou no psiquiatra, a minha saúde mental está em dia. Poxa vida, a gente precisa aprender a ter mais autocompaixão, mais amor por nós mesmos, né? e buscar ajuda quando necessário. E aí a gente permeia por outra situação, professor, que é assim, as pessoas podem pensar, né, às vezes a pessoa que tá assistindo a gente fala assim: "Pois é, você tá falando assim, mas você não sabe quanto custa um atendimento com o psicólogo e a gente sabe que você vai uma vez no psicólogo ou no psiquiatra, você vai precisar continuar as sessões por tempo indeterminado até que ele te libere, né, te dê alta." Mas é importante a gente salientar que existem faculdades, universidades, que têm esse apoio gratuito, né? Verdade. É bem lembrado. Eh, as faculdades, universidades que têm curso de psicologia, Uhum. Eles abrem um espaço para atendimento pra população, né? E não é cobrado nada. Uhum. Então, é um é um recurso interessante, aonde você tem uma supervisão, então o aluno que tá te atendendo, ele já está para se formar, mas tem um supervisor, um professor com muita experiência junto. Exato. Então esse é um primeiro momento que muitas vezes eu recomendo, né? Porque a pessoa normalmente fala assim: "Puxa, mas eu é caro um psicólogo tal". Eh, vá nesse tipo de centro de de suporte. Uhum. Né? Eh, também cultive boas amizades, porque isso ajuda você tá conversando a respeito, né? Tente, se possível, conversar a respeito desses problemas num lugar que não seja tão tóxico com bebida, tal. Porque uma coisa é você falar isso num ambiente que tá e eh eh cheio de de outros estímulos que não te leva a entender o seu sofrimento. Outra coisa, você tá batendo um papo com uma pessoa ou com os amigos sobre o problema. Exatamente. E é importante a gente falar da escutativa, né? Porque você tem que pensar bem e analisar com quem você vai desabafar. Por você desabafar não significa que você tá conversando e não se significa que a pessoa está te ouvindo também da forma que você precisa, né? Então a gente tem que tomar muito cuidado com esse negócio de, ah, eu vou vou fazer uma terapia com o chat EPT, vou fazer uma terapia aí com com o meu amigo, mas será que esse amigo tá preparado para ouvir o que você quer falar, né? Será também que você não vai despertar um gatilho nesse seu amigo? É, é muito delicado, né? Sim. Eh, lembrando, né, que com o amigo, com os amigos, você usando a inteligência artificial, eu prefiro muito mais os amigos, né? Eh, vai ter um limite. É isso mesmo. Mesmo que o amigo seja psicólogo, já não funciona tão bem. Uhum. Ele tem que ter um psicólogo que seja fora fora do ciclo dele de amizade ali para que não tenha nenhuma contaminação no sentido, ah, eu conheço ele desde pequeno, eu sei que é assim, tal. Não. É, tem que ser uma pessoa neutra. Aham. né, que trabalhe essa escuta, né? Porque às vezes a gente falar, mas tem uma técnica, eu diria para você assim, esquece um pouco técnica e deixa o psicólogo conversar com você, te ouvir e o psicólogo também trabalhando isso. Exatamente. É porque ah, o corpo ele fala, né? Os olhos mostram e quem trabalha com saúde mental entende os nossos movimentos, o nosso tom de voz, né? E é importante sim você, né, eh eh buscando esse tipo de atendimento, como a gente salientou aqui, se você procurar aí na internet, você vai encontrar eh instituições de ensino que oferecem atendimentos gratuitos, tá bom? Se você, caso de repente não tenha, né, a possibilidade de estar fazendo um atendimento particular, procure, porque assim, eh, é fácil, não é desafiador. A gente sabe como é que funciona o sistema, mas é importante e tem disponível. Então, se você acreditar que você pode, que você consegue e que você merece, aí você vai e busca. Mas precisa estar em movimento. Você precisa dar o primeiro passo. Um passo a gente dá aqui já, que é mostrar para você que existe um caminho e falar para você também que de repente que você tá vivendo é algo que eu vivo, que você vive, que nós vivemos, mas que a gente pode consertar e tá tudo bem. Tá. Agora 8:47. Hã, deixa eu antes de colocar mais uma pergunta na tela, me lembrei aqui, tô olhando no nosso roteiro, professor, esse negócio de valorização eh da produtividade, eu gostaria que o a gente fizesse um paralelo com as redes sociais. Qual que é a sua avaliação? Essa questão de rotina cheia, agenda lotada, performance o tempo todo, esse ambiente digital, ele pode reforçar essa compulsão por ocupação que a gente tá falando aqui hoje? muito. Eh, inclusive se você tá na área e você vive disso. Uhum. Então, você cria um uma rede social onde a todo momento você tá se validando. Você tá no evento X, Y, tô fazendo isso, isso, isso. Para mostrar pra rede, porque você vai ganhar o dinheiro com aquilo também. Então você tem que produzir o tempo todo, né? E fora, mas no meio disso entre os seguidores que também gostam disso e vão eh criando suas redes paralelas e falar: "Ah, também tô fazendo isso, tô em evento tal esse final de semana". O que eu não vejo ruim quando não é em excesso. Uhum. O problema, qual é o limite disso? Quando você passa de um ponto que você começa a adoecer. E tem casos assim, tem muito casos e gente que ganhou muito dinheiro, inclusive. Uhum. Hum. Então, se você falar do retorno financeiro, foi ótimo. Sim. Só que ele chegou num num momento onde ele teve que de repente ousar eh eh um estímulo externo, tipo uma droga. Uhum. eh ou algum remédio que às vezes tá na moda, ó, vou tomar tal remédio que é bom para eu ter uma melhor concentração. Isso assim, totalmente fora de controle, porque você tem que num especialista, num médico. Exatamente. E aí quando você vê a pessoa já tá com várias alterações físicas e mentais. Olha aí, gente. Tá vendo só? Uma coisa puxa outra, né? E essa questão da internet também, a gente sempre fala aqui no programa, essa tem esse negócio da comparação. E aí quando você começa a se comparar nessa questão do do da compulsão por estar ocupado, aí você já tem essa compulsão, você já tá ocupado e aí você começa a a rolar o feed e aí você vê que outra pessoa tá mais ocupada que você, você começa a se comparar e gente vai entrar num burnout daqueles, não é? É, você tocou num ponto interessante, né? A comparação é uma situação que a nossa sociedade faz muito isso. Uhum. Eu não posso afirmar de outras sociedades que eu não conheço. Sim, né? Por leitura, sim, mas eu não cheguei a viver muito tempo em outras sociedades. Mas aí você começa a comparar isso e e essa comparação, dependendo de como você está eh em termos eh eh de sua saúde mental. Uhum. Você se acha diminuído. Sim. Então você fala: "Não, puxa, o cara tem, sei lá, duas, três faculdades, eu não tenho nenhuma". Uhum. E e eu tenho que fazer alguma ou tenho que fazer alguma coisa para mudar isso? Cobranças são interessantes, mas extremas, baseado em comparação, porque assim, eu olhar para uma pessoa que tem duas faculdades, que tem três carros, tem quatro casa, é, é muito fácil. Sim. Mas como que será que tá a vida dessa pessoa no dia a dia? Uhum. Né? Então isso a gente não tem essa leitura e essa comparação. Realmente muita gente entra nessa situação. Eh, e não faz bem, vem a frustração, vem a culpa, vem a ansiedade e pode desencadear também uma depressão, né, professora? Pode. E a gente precisa cuidar com isso, porque a rede social tá aí, a internet tá aí, tá tudo aí. A gente tem que ter equilíbrio. Agora, faltando 9 minutinhos paraas 9 da manhã, a gente tem mais algumas perguntas. A gente encerra às 9 e eu já vou agradecendo você que tá conosco aí mandando as perguntas. Pode colocar, produção, mais uma pergunta na tela. O que que será que tem de pergunta aí pro professor, pro nosso psicólogo Alexandre que tá aqui com a gente? Gustavo Pereira do Jardim das Paineiras. Existe um perfil psicológico, olha que legal, mais propenso a esse comportamento de estar sempre ocupado como pessoas ansiosas ou perfeccionistas. Eita, Gustavo, tem um perfil. É, na verdade, o que a gente nota é que isso é um processo que é construído, né? Ou seja, desde pequeno no lar que você tava, na família que você estava, você começa a criar modelos baseado em pessoas que você admira. Sim. Que estão próximo de você. Uhum. E às vezes você faz comparação, olha, fulano de tal, ele não progrediu muito bem e a minha mãe conseguiu progredir porque ela não parava. E você começa a trazer isso para você. E a gente tem que lembrar também que a situação de perfeccionismo, eh, muitas vezes pode ter uma insegurança junto com isso, de você ter esse comportamento de estar tudo certo, perfeito e eh exageradamente perfeito, né? Então, eh é interessante sim, lógico, você tá fazendo um trabalho, você tá conferindo o que tá fazendo, mas tem que tomar cuidado com esses extremos. Mas normalmente, pegando a pergunta dele, isso é todo um ciclo que é desenvolvido desde lá da do do período que de infância, né, adolescências, pessoas que você traz como referências referências, né, e há uma tendência de seguir, mas nem sempre da forma que você segue é a melhor forma, porque uma nós somos diferentes, né? Exatamente. A gente é diferente, desculpa aí, gente. E estamos em plena mudança, né, em movimento o tempo todo. Então, a gente tá em em aprendizagem, em mudança, em movimento e somos diferentes. Então, não significa que aquela pessoa tá fazendo aquilo, você precisa seguir ela. Ou se você segue ela hoje, você se se inspirou nela hoje, você amanhã ela pode não ser mais sua inspiração e tá tudo certo, tá? Agora 8:53. Vamos lá então, mais uma, a última de hoje, tá bom? Vamos lá. Pode colocar na tela, por favor. Estamos aqui falando sobre compulsão por ocupação. A gente fala por compulsão por alimentos, né, e tal, vários tipos de compulsão. Agora, essa compulsão por ocupação, vocês já tinhaam ouvido falar, é, somos assim, né? Mas a gente, tem gente que num nível mais avançado, outro mais moderado, outros nem tanto. Mas a gente percebe que esse mundo desenfreado aí, tudo tudo muito corrido, muito rápido. A velocidade da luz está deixando a gente desse jeito e a gente precisa, ó, pé no freio, bora respirar. Vamos lá. Juliana Martins, o Taquaral, estar sempre ocupado pode ser uma forma de evitar lidar com emoções difíceis ou problemas pessoais. Como perceber quando isso está acontecendo? É aquela questão que o professor falou, né, o vazio, a fuga e tem também, né, eh, emoções que que difíceis, problemas pessoais, de repente que a gente às vezes tá num momento bom e aí você fala assim: "Vou trabalhar, vou trabalhar porque daí eu trabalhando não vou lembrar daquilo". É, eh, pegando a pergunta dela, assim, é interessante a gente começar a dar atenção para as nossas emoções. Uhum. Porque até isso a nossa sociedade às vezes meio que eh deixa um pouco obscuro. Ou seja, você fala que tá triste, vem um amigo que nada, tristeza nada. Então ele ele não valida esse momento seu que de repente era uma abertura para você falar. Uhum. Né? Então a gente percebe às vezes dentro até dentro da clínica, o paciente vai tá falando lá no finalzinho, ele fala alguma coisa que valeu pra terapia inteira. Olha só, eh os os outros 50 minutos de terapia foi um bate-papo. Lá no final ele comenta alguma coisa, porque às vezes a dor misturado com vergonha, por situação de fraqueza, vou falar isso de novo, né? Mas a terapia existe para isso. Então, para para validar essa situação, temos que olhar para essa emoção. Maravilha, gente. Olha só quanto ensinamento, né, que nós tivemos aqui hoje do nosso professor que tá conosco, professor psicólogo, nos ensinando, nos explicando o momento em que a gente percebe que nós estamos já eh ultrapassando o limite nessa questão de estar sempre ocupado. Será que a gente precisa ah estar sempre ocupado mesmo? E e quando essa ocupação ela se torna uma compulsão, né? No fundo essa conversa não é só sobre o tempo não que a gente tá falando, né? Porque tá sempre ocupada, é mais ou menos sobre o sentido da vida, é sobre as escolhas, eh sobre como a gente tá vivendo, né? Estar ocupado o tempo todo. Pode até parecer legal, mas se você parar para analisar, sua vida tá passando, né? você tá vivendo, tá fazendo o que com o seu tempo? De repente é um momento de parar, respirar e a fazer e aproveitar um óscio aí, né, que faz muito bem pra nossa vida e paraas nossas emoções. Professor, quero agradecer mais uma vez a sua participação, a sua presença, a entrega, né, e os ensinamentos que a gente leva pra vida sempre aqui no estúdio Câmara. Muito obrigada. Considerações finais. Obrigado, obrigado pelo convite. E a frase, acho que final, que que você até comentou é: "O que você vai fazer com o seu tempo?" Pense nisso. Exatamente, né? O tempo é seu e você precisa analisar se você está fazendo ah as escolhas, né? para você viver com qualidade. Gente, agora 8:57 a gente vai encerrando. A ÍRA tá chegando por aí direto da Central de Informações. Ela atualiza as informações eh aqui de Campinas, de São Paulo, né, do nosso estado, Brasil e Mundo. Cotação do euro, dólar e muito mais. Tem muita movimentação depois da notícia de ontem à noite, né? todo mundo aí eh muito eh tensionado, mas vamos seguindo. A gente precisa seguir essa vida e eu desejo a você aí uma ótima quarta-feira. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo e também da nossa metrópole. Às 18 horas tem reunião ordinária. Você é convidado para participar presencialmente no plenário. Se não consegue lá, pode assistir pelo YouTube. No YouTube você consegue conversar com o pessoal lá no chat. pessoal vai respondendo você ou então você acompanha aqui pela programação da TV Câmara Campinas, tá bom? Um grande abraço para você. Amanhã nós temos Estúdio Câmara novamente. E olha só que interessante, o sol brilha lá fora, mas o ar condicionado está no máximo. Ah, quem é que não vive isso, né? A gente vive. Aí você sente o alívio na hora, né? Mas o seu corpo sente o golpe desse ar condicionado. No programa de amanhã, a gente vai entender os perigos do choque térmico. Você sabia que o famoso vira tempo pode paralisar as suas defesas naturais e abrir abrir portas para doenças graves? É, o alerta é real, gente. Dados do Instituto Nacional de Cardiologia revelam que quedas bruscas de temperatura elevam a pressão arterial e aumentam o risco de infartos, né? Aqui em Campinas, para se ter uma ideia, busca por atendimento respiratório, chega ao saltar aí 50% nessas épocas de temperaturas oscilando, como blindar a saúde das nossas crianças, dos nossos idosos e a nossa saúde também. Como proteger o coração e os pulmões nessa montanha russa térmica. Amanhã a gente fala sobre choque térmico vira tempo. É assim, ó. Aqui o ar condicionado tá maravilhoso. Chega lá fora, tá um calor de rachar. Daí você entra no carro, ar condicionado de novo, daí você desce, vai atravessar a rua, aquele calorão. Então a gente precisa entender o que acontece no nosso corpo e achar um meio aí de equilibrar tudo isso, porque isso realmente mexe com a nossa saúde, tá bom? Então, amanhã a gente conversa sobre choque térmico virtempo aqui no estúdio Câmara. Pontualmente 9 horas a gente entregue então pra Íria. Um grande abraço para você. Fique bem, cuide-se e cuide das suas emoções e até amanhã. Ciao. Ciao.
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