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Estúdio Câmara | Como falar de guerra com crianças? Dicas para pais e escolas
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Estúdio Câmara | Como falar de guerra com crianças? Dicas para pais e escolas

21 views Publicado 02/04/2026 HD · 54:56
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta quinta-feira, 2 de abril de 2026, Dia Mundial da Conscientização do Autismo, coloca em pauta um tema urgente para famílias campineiras, como pais e educadores devem falar sobre guerras com crianças e adolescentes em um mundo hiperconectado. A apresentadora abre o programa provocando o público com uma pergunta direta, se o filho perguntasse hoje por que as pessoas estão em guerra, o adulto saberia responder. As imagens dos conflitos entre Israel e Gaza e da guerra na Ucrânia estão a um clique de distância e penetram nas rotinas das crianças via celular, TV e conversas familiares, exigindo posicionamento educativo dos adultos. As especialistas convidadas discutem como evitar frases que aumentam o medo, oferecer segurança emocional, falar de guerra sem perder ternura e esperança, adaptar a linguagem à idade da criança, validar sentimentos e construir narrativa que combine realismo com confiança no futuro. O programa também atualiza pauta da agenda cultural com programação do feriado prolongado e celebra o Abril Azul, com discussão sobre inclusão de pessoas autistas em Campinas.

Descrição do vídeo

No Estúdio Câmara desta quinta-feira, 2 de abril de 2026 – Dia Mundial da Conscientização do Autismo –, a apresentadora Rúbia discute um tema urgente: como pais e educadores devem falar sobre guerras (Israel-Gaza, Ucrânia) com crianças e adolescentes em um mundo hiperconectado. Imagens de conflitos chegam via celular/TV, gerando medo sem filtro. O programa oferece dicas práticas para mediar notícias traumáticas, promovendo segurança emocional sem esconder a realidade. 🛡️📱 Convidadas: Maísa Checcia, psicóloga, mestre em saúde da criança, especialista em neuropsicologia e autismo. Fabiana Di Angelis, educadora parental e terapeuta emocional, focada em educação consciente e neurociências. 👩‍⚕️👩‍🏫 Principais orientações: Não evite o tema: Silêncio aumenta medo/insegurança. Explique com honestidade por idade (mapa para distâncias, "está longe, estamos seguros"). Valide sentimentos: "Sim, é triste, mas Brasil não participa". 🗺️😌 Sinais de impacto: Mudanças comportamentais (medo de dormir sozinho, regressão como enurese, agressividade, hiperfoco/loop de perguntas). Dura 2 semanas? Busque pediatra/psiquiatra/psicólogo. Desenhos/brincadeiras revelam emoções. 🎨 Autismo (TEA): Processamento literal/intenso. Use concreto ("briga por território longe"), evite hiperfoco em notícias. Controle parental essencial. ♻️ Escola x Família: Escola: geopolítica/história (porquês). Casa: emocional (segurança, abraços). Alinhem discursos. 📚🏠 Celular/Redes: Monitore (controle parental), converse abertamente. Não assista jornal junto (imagens chocantes); prévia e filtre. Apps de controle + diálogo. 📵 Equilíbrio adulto: Pais se acalmam primeiro (10 min). Rotina inalterada reforça segurança. Traduza medo em compaixão/esperança. 🌈 Atualizações do Legislativo: Aprovação de 13 itens na 17ª reunião ordinária (PL 410/2025 de Hebert Ganem: vagas PCD em cursos públicos). Debate de Fernanda Souto (19h, combustíveis/crises globais). Previsão: sol/nuvens, chuvas pontuais (19-28°C). 🏛️🌦️ Perfeito para pais, educadores e cuidadores lidando com ansiedade infantil por guerras, TEA e telas. Aprenda a transformar medo em resiliência. Assista e proteja! 👨‍👩‍👧‍👦❤️ Curta, comente sua experiência e inscreva-se no Estúdio Câmara! 👍📺 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com o estúdio Câmara. Hoje, quinta-feira, dia 2 de abril, estamos ao vivo e queremos começar com uma pergunta para você. que é pai, mãe ou educador. Se o seu filho te perguntasse hoje por as pessoas, [música] o mundo está em guerra, você saberia responder? Pois é, gente, em um mundo hiperconectado, as imagens de conflitos, como os de Israel, Gás e Ucrânia [música] estão a apenas um clique de distância. Não dá mais para fingir que as crianças não estão vendo. [música] Mas e aí fica a pergunta de nós adultos, né? Como que nós vamos explicar o inexplicável? Como proteger a infância sem esconder a realidade do que está acontecendo? Não toca nesse assunto? Eles são pequenos demais para entender. O mundo está perdido, meu filho. Frases assim podem aumentar o medo em [música] vez de proteger os nossos pequenos. Romper o silêncio e oferecer segurança emocional é o papel de nós adultos. E a grande questão que fica é: falar de guerra sem perder ternura e esperança? Esse é o nosso tema de hoje. Nós vamos abordar a forma que nós adultos devemos explicar para as nossas crianças os conflitos, porque eles estão vendo, né? Está no celular, está na televisão, está nas mídias, todo mundo fala, mas o que eles entendem? E como nós, adultos e pais, devemos abordar esse tema com os nossos pequenos sem causar mais temor. [música] Então, manda sua mensagem pra gente, o WhatsApp tá na tela e a gente vai aprender hoje a essa abordagem com os nossos filhos. Se você tem alguma dúvida, se você quer saber mais ou de repente se você tem uma experiência, né, a as crianças aí da sua casa quando ouvem o noticiário [música] falando sobre guerra, elas sentem medo. E aí, qual é a sua reação? Conta pra gente 19978293776. Nosso WhatsApp aberto, nossa produção apostos para receber as suas perguntas, porque os nossos convidados também já [música] estão com a gente. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los. Enquanto você vai mandando as suas perguntas, a gente atualiza algumas informações do Legislativo de Campinas, a previsão do tempo e depois a gente vem então com a apresentação dos nossos entrevistados de hoje, tá bom? Olha só, os vereadores de Campinas aprovaram uma série de projetos durante [música] a 17ª reunião ordinária que aconteceu ontem. Ao todo, 13 itens foram aprovados, incluindo propostas em turno único e em primeiro turno. Entre os destaques está o projeto de lei 410 de 2025 de autoria do vereador Herbert Ganei, [música] que foi aprovada em primeiro turno. A proposta prevê a reserva de vagas para pessoas com deficiência em cursos de qualificação profissional são oferecidos pelo poder público municipal. De acordo com o texto, as vagas deverão ser proporcionadas ao número de pessoas com deficiência na cidade. Isso com base em dados do Instituto eh Brasileiro de Geografia Estatística e IBGE. O projeto também garante a isenção de taxa de inscrição e, quando necessário, o direito de acompanhante especializado. Além [música] disso, foram aprovados diversos projetos de decreto legislativo para concessão de honrarias e propostas de denominação de vias e espaços [música] públicos do município. Todos os detalhes da reunião ordinária que aconteceu ontem, você confere hoje é no Câmara Notícia com Gabriel Castro e também no portal da Câmara de Campinas para você sempre [música] ficar muito bem informado. E olha só, Fernanda Solto, a vereadora promove nesta quinta-feira um debate público sobre impactos da crise internacional no preço dos combustíveis. O encontro será realizado às 7 da noite no plenário José Maria Matozinho, na Câmara de Campinas. transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas no YouTube também. Essa proposta, gente, eh do debate é discutir alternativas e a importância da soberania energética no Brasil. Vamos participar desse encontro o professor José Augusto Ruas, doutor em teoria econômica pela Universidade Estadual de Campinas e Cloviomar Cararini, ele é técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioconômicos. E você aí do outro lado também [música] pode participar presencialmente no plenário às 19 horas ou então aqui pela TV Câmara Campinas e no canal do YouTube da TV Câmara Campinas, combinado? Previsão do tempo para hoje. Vamos lá, então. A noite choveu na minha casa, na sua choveu? Pois é, estamos no outono brasileiro. Hoje a previsão indica pra gente eh mínima foi de 19, máxima de 28. Nós temos aí sol com algumas nuvens, chuvas passageiras durante todo o dia, né? Então, e são chuvas pontuais. Pode ser que chova aqui, mas que não chova aí. Esse é essa é a previsão do tempo para você. Vamos lá. Um ótimo dia para mim, para você também. E a gente precisa falar sobre algo que está no nosso cotidiano, né? O tema de hoje é como mediar as notícias de guerra com crianças e adolescentes e também o impacto desse fluxo constante de violência na saúde mental dos pequenos. Se nós já eh nos sentimos assim abalados, você imagina as nossas crianças. A gente vai entender hoje como transformar o medo em compaixão e como filtrar o que chega pelas telas. [música] Então, para nos guiar nessa conversa, a gente recebe aqui no estúdio a psicóloga Maissa Kquia. Ela é mestre em saúde da criança e especialista em neuropsicologia e autismo. Seja muito bem-vinda, Maissa. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Obrigada [música] a você, Ruben. Obrigada pelo convite e obrigada por toda a equipe que está aqui presente com a gente. Maravilhosa. E olha só, para completar a nossa dupla de especialistas hoje via Zoom, a gente recebe a educadora parental e terapeuta emocional Fabiana de Angeles. Ela é especialista em educação consciente e neurociências. Fabiana, bom dia. Seja bem-vinda. Bom dia, Rúbia. Obrigada pelo convite. Maravilha. Gente, vamos lá. Vamos começar a conversar sobre isso. A situação em que a gente vive hoje mostra que não há como fugir desse debate. As crianças buscam nos pais, nos cuidadores, a sensação de segurança, especialmente em tempos de crise. Hoje é dia 2 de abril, hoje é dia mundial da conscientização do autismo. E esse tema cruza com o nosso tema do programa de hoje, porque as crianças dentro do espectro podem processar essas notícias de forma ainda mais intensa e literal. É hora de questionar. Se a gente não fala com os nossos filhos, quem é que vai dar sentido para o que eles veem na internet, na televisão? Você já sentiu seu filho ansioso com notícias da guerra? Pois é, Maisa. Muitas vezes, eh, nós pais, né, evitamos o assunto por medo de assustar as nossas crianças, mas o nosso silêncio, ele pode ser mais prejudicial do que uma conversa franca, honesta e mediada por um cuidado de acordo com a idade, com a criança, que a gente vai transmitir a notícia. Sim, se a gente não tiver esse diálogo com a criança e fingir que nada está acontecendo, isso potencializa um um uma situação de medo, né? Isso vai potencializar uma insegurança. Por isso que é importante que os pais, em primeira instância, eles precisam entender se eles estão bem, se eles estão fortalecidos para ter essa conversa que, querendo ou não, é uma conversa eh digamos pesada. Ela é uma conversa que vai trazer diversos tópicos, é uma conversa que vai trazer assuntos desagradáveis. Então, se ele estiver bem, OK, se não dê uns 10 minutinhos, se acalme e retome a conversa com a criança. O que que é importante que a gente faça nesse primeiro momento? Eh, deixe muito bem esclarecido que sim, está ocorrendo uma situação desagradável, né, super desagradável, só que eh seria muito interessante que a gente conseguisse dar a real dimensão do que é isso. Então, como se nós conseguíssemos trazer para o concreto que o que está acontecendo é longe, mas não é que é porque é longe, não vai nos atingir, né? nos atinge pelas questões econômicas que estão aparecendo no agora no nosso cotidiano. Mas é como se a gente pegasse um um mapa e mostrasse paraa criança, olha só, nós estamos aqui no Brasil e a guerra está acontecendo em outro continente, né? O que que isso traz paraa criança? A real dimensão de qual é a distância e deixar ela segura de que nós estamos em Campinas, não estamos envolvidos. O Brasil não é um país que está nesse momento, nessa guerra, tá participando disso e trazer de volta aquela segurança que é, olha, para nós nada mudou, né? Você continua almoçando no mesmo horário, você continua frequentando da escola, você continua dormindo na sua cama. Então é importante que a gente traga aquela aquela âncora de segurança para essa criança e dimensione de uma forma muito realista o que tá acontecendo. Então assim, minimizar ou anular o medo e a insegurança da criança não ajuda ela a se desenvolver emocionalmente, né? Porque a gente precisa trazer e validar o que tá acontecendo e como a gente vai tratar e abordar tudo isso. Excelente. Essa eh esse seu exemplo do mapa é maravilhoso, né? Porque a criança entende de uma forma lúdica. Então você pega o mapa e mostra, né, a distância com o mapinha ali. Eu acho que dá para para ter um pouquinho de noção da distância e que agora no momento tá tudo bem, né? Estamos seguros. Agora você tocou num ponto que eu quero replicar com a Fabiana, porque a Fabiana ela trabalha com educação consciente. E aí como Fabiana que a gente vai manter a calma para transmitir a segurança pros nossos pequenos, né, assim como a Maissa muito bem pontuou, mas se nós adultos muitas vezes a gente também acaba ficando assustados com essa notícia, né? Então, como a gente manter esse equilíbrio? Porque hoje nós estamos falando eh das crianças, mas se a gente parar para analisar as notícias que a gente vê todos os dias, não só na internet, mas também na televisão, isso acaba nos abalando mentalmente também. Aí a gente precisa manter o equilíbrio para poder conversar com as nossas crianças. Qual a melhor forma da gente ter esse equilíbrio? Qual que é a sua avaliação sobre isso? Então, eu acho que os pais têm que analisar como eles estão de acordo com a notícia que chega da guerra para eles. Eles estão eh sabem o que a criança já sabe. Muitas vezes a criança chega com informação, o pai acha que ela tá vindo outra informação. Tem que saber realmente sobre o que a criança tá falando, qual guerra, o que que ela tá assistindo e também a idade da criança. Antes do pai ir conversar, ele tem que ver, tá? Eu tenho essas informações para passar para ela. Eu já eu tenho base do que eu vou falar com a criança ou não. Primeiro ele você tá consciente se ele tá de acordo com o que ele quer passar para ela, até onde ele quer chegar nesses dados para essa criança ou não. Ele pode conversar com ela naquele momento para ela chegar com aquela eh discussão, né, sobre a guerra. Ou ele pode falar: "Não, eu vou pesquisar para me informar melhor, para te passar as informações corretas". Uhum. E também varia de acordo com a idade da criança, né? as crianças menores, você vai falar sobre a guerra, só que de uma situação mais superficial. Se já for um adolescente, uma criança mais maior ali 10, 11, 12 anos, elas já pode chegar assim ter informações mais específicas. Então você tem que ver onde o patamar que essa criança tá, né? Aonde ela tá para ter essa informação, para você passar essa informação para ela. Muito bem, Fabiana. Agora, essas notícias da guerra, elas têm um impacto mesmo na saúde mental das nossas crianças, né? A criança, ela ela quando ela vê uma notícia eh de bombardeio, ela ela sente que realmente aquilo é um perigo, que ela consegue ter essa essa noção. Então, como eu falei, tem que saber até onde a criança sabe e a idade dela. Então, crianças pequenas, elas vão chegar com essa informação do bombardeio. Se elas verem uma cena assim, os pais podem explicar que não é aqui, como a Dra. aa falou, tá uma distância longa, a gente não corre risco de vida físico, a gente tem mais problemas políticos, econômicos. Então, esses assuntos a gente vai tratar com todas as crianças, de todas as taxas etárias, mas de acordo com a idade, a gente vai falar um pouco mais aprofundado, um pouco mais assim realmente o que que tá acontecendo. E com os menores a gente vai falar sobre a guerra, mas que eles estão seguros, como a doutora falou, Dra. Maisa, né? com estão seguros, estão aqui dentro de casa, a rotina deles não se alterou. Isso pode afetar sim, pode, mas a gente tem que levar para eles, ah, primeiramente que eles estão seguros, a segurança deles e depois o com essa informação o que eles querem saber realmente, eles querem saber porque eles estão com medo de que a guerra pode chegar neles ou eles estão com medo do que pode acontecer mais paraa frente? Então a gente tem que sempre ter nesse patamar do que eles sabem e o que realmente tá acontecendo. Perfeito. Perfeito. Agora, hoje é o dia do autismo, né? Eh, como o processamento de uma criança com té, ele difere diante de imagens de impacto? Eh, Maisa, o cuidado com o vocabulário precisa ser redobrado, né, quando a gente fala de crianças eh com transtorno do espectro autista, porque a gente precisa tomar esse cuidado que o receber da a notícia para as crianças coma é um pouco mais diferente da das crianças que não têm o TEA, né? Sim. E é importante trazer esse esse tema, Rúbia, porque é o seguinte. A criança com teia, ela de algumas de fato processam o ambiente de forma diferente, né? Algumas um pouco mais eh intensas e outras não tanto. Uhum. Então, tem algumas características dentro do TEIA que precisam ser levadas em consideração e precisam ser levadas a sério. Então, eu tenho uma criança que que consegue absorver esse tema de uma forma tão intensa que sim vai causar prejuízos, tá? Eu achei muito interessante o que a Fabiana falou é até do ponto de vista de que hoje as crianças e os adolescentes eles têm acesso ao quê? A internet. Isso, né? E do mesmo modo que eles acessam coisas que eles gostam, como jogos e e vídeos engraçados, enfim, de coisas que eles gostam, o algoritmo pesa em questões fortes, né? E aí eles começam a visualizar coisas que não deveriam fazer parte da vida deles. Da mesma forma, uma criança com Teia, né? O autista ele não tá alienado ao que tá acontecendo, né? Ele ele consegue perceber nuances de mudanças de comportamento, nuances de ansiedade com os pais. E isso pode, de uma certa forma potencializar tudo que ele ele absorve do ambiente. Uhum. Então, da mesma forma que a gente conversa com uma criança, seja ela pequena ou já na infância ali de 8, 6 anos, eh, ou de 10, 11, 12, como a Fabiana colocou, é muito importante que a gente faça esse calibre de de de entender como falar dentro do que a criança já está sabendo e sabendo o seguinte, né? A criança autistas, muitas vezes elas são eh literais, muitas vezes elas elas levam muito para o concreto. Uhum. Elas elas vão entender o seguinte: olha, estão bombarde tem um grupo de pessoas que estão brigando por território, traduzindo no literal para uma criança, um conteia, é como assim um monte de pessoas brigando por local. Uhum. Então, a gente precisa traduzir para algo que seja mais conveniente e mais entendível para o o cotidiano, para esse ritmo e perfil dessa criança, desse adolescente. Então é importante, né, como a a Fabiana falou, o que ele essa criança já sabe, qual a informação que você quer passar e outra sugestão, não force, espere essa criança e esse adolescente vir perguntar, né? Isso. É a mesma coisa com criança e adolescente com Teia. Eles vão ter as suas individualidades, vão ter as suas nuances, mas é o mesmo procedimento. Espere, né? E aí vem uma outra coisa que é muito comum do Teia, hiperfoco. Uhum. E aí, se ele precisar de mais informações, será uma fonte insaciável. Sempre perguntando, pesquisando, querendo saber, assistindo jornais. E aí a gente também entra com processos de eh orientação e manejo para crianças que têm o hiperfoco. Nesse caso, olha só, essa essa questão do hiperfoco é é bem delicada, porque a criança ela vai buscar mais, né? Vai buscar mais. E e se já eh está numa idade que tem aí eh o celular nas mãos, ah, complica mais ainda, porque quanto mais você busca informação, mais a informação chega para você. Os algoritmos estão aí. E quando é uma questão que a gente tá falando aqui no programa hoje, a questão da guerra, acaba sendo um pouco brusco, né, para para essa criança ou adolescente, porque as notícias a gente sabe que são notícias traumáticas e aí a gente precisa tomar cuidado também com a questão ã do manejo do celular, né? O celular nas mãos das nossas crianças e dos nossos adolescentes. Nós falamos aqui do ECA digital, né? a gente eh está é todo num processo ainda de ajustes essa nova lei do ECA Digital, mas a gente precisa entender e tentar minimizar o máximo essa o acesso a essas informações que a gente sabe que não vai fazer bem para os nossos filhos. É melhor que a gente fale, que a gente explique, né? Ou então que a gente espere a criança perguntar e que ela traga tudo que ela sabe pra gente poder esmiçar e explicar para ela do que a criança ficar buscando por si próprio a informação e a informação chegar de uma forma bem abrupta para essa criança e para esse adolescente que, como as nossas entrevistadas estão pontuando, isso não vai fazer bem. Agora, Fabiana, a gente tá falando da questão da família, né? dos cuidadores, dos pais, enfim, os responsáveis por essas crianças, a forma com que a gente faz a transmissão da informação da guerra. Agora, e a escola? A escola ela pode auxiliar nessa compreensão, ela tem o dever e e como deve ser o manejo, né, dessa informação com as crianças? Então, a escola tem o mesmo dever que em casa, só que acho que na escola eles vão passar mais a questão técnica e geopolítica, principalmente quando forem mais velhos, que já entra nas eh nas disciplinas específicas de geografia e história. Então eles podem incluir dentro dessa disciplina o assunto sobre a guerra, o porquê da guerra, começou o os desacordos, né, entre os países, o que que tá acontecendo. Acho que pode ser uma coisa mais técnica dentro da escola do que em casa. Eles têm esse ambiente já todo ali pautado para ser mais técnico. Eu acho que é interessante a escola trabalhar nesses aspectos mais técnicos e aspectos mais emocionais. A gente pode trabalhar na escola, pode, mas os pais vão ter mais segurança e a criança vai ter mais segurança nos pais para acolher esse acolhimento delas. Olha só, interessante, né, a conexão da escola com a família. sempre, sempre, sempre, né? Porque a escola vai trazer a parte da geografia, vai mostrar o por que aconte estão acontecendo os conflitos, né? O que que eles estão, por que que eles estão guerreando, por que que eles estão eh eh brigando, vamos colocar assim, que é a o palavriado que a gente vai falar com a criança, né? E aí em casa a gente trabalha mais o aspecto emocional, dizendo: "Você tá seguro, nada vai te acontecer, né? Nós estamos cuidando de você". É interessante a gente colocar essa conexão eh com a a educação, né, mediante essas informações da guerra com a família e com a escola. Cada um tem o seu papel, né, Mar? Tem, cada um tem o seu papel, mas é uma equipe, né? Eh, e aí é interessante que assim, a escola tem esse papel de trazer mais as questões geopolíticas, eh, a história, entenderonde é, onde não é, porquê, né? E já no no já pros adolescentes, a gente já começa a falar sobre questões religiosas, enfim, né? Eh, direitos, direitos humanos, enfim. Agora, quando a gente tá falando ainda de crianças pequenas, né, fundamental um, fundamental dois, que a gente pode ver ali uma eh uma certa insegurança e medo aparecendo, é importante que a escola mantenha um vínculo muito forte com a família e alinhar esse discurso. Isso, né? É importante que a escola entenda que é um momento complicado, é um momento que exige eh cuidado e da mesma forma a família precisa est junto, né? Porque muitos outras manifestações de medo, insegurança, da mesma forma que apresenta em casa, também pode apresentar na escola. E aí, se a gente consegue garantir que essa criança, esse adolescente esteja seguro em ambos os ambientes e em qualquer outro que ele vá aqui no Brasil, né, e que a gente faça com que ele entenda que aqui está tudo bem e que as coisas estão acontecendo em outro lugar, né, e que não vai cair uma bomba aqui na cidade. Eh, isso que é o importante, né? É importante que a gente então entenda que a escola, a família, a comunidade, a religião tem cada um seu papel muito bem especificado, [limpando a garganta] mas todos nós trabalhamos em conjunto, em equipe para alinhar esse discurso. Muito bem, nós estamos ao vivo aqui no estúdio Câmara, TV Câmara Campinas. Aquele bom dia especial para você. Agora 8:30, estamos aqui falando com a Mais e com a Fabiana, né, as nossas especialistas em saúde mental sobre como nós devemos conversar com os nossos pequenos, né, as crianças e adolescentes, eh, sobre a guerra, sobre os conflitos que estão acontecendo. Agora eu pergunto pra Fabiana, como identificar, Fabiana, eh, que a criança ela tá sofrendo por conta dessas informações. De repente a criança ela tá absorvendo tanto, a criança e o adolescente, né, tá absorvendo tanto essas informações, seja pelo celular, seja de repente pela conversa que ela ouve dos adultos, né? Ou então, eh eh o pai e a mãe tá lá assistindo um jornal e vem uma notícia e aí a criança ela começa a absorver isso com o passar dos dias, com o passar dos do tempo, né? E aí ela começa a dar sinais, tipo medo de dormir sozinha, né? eh, fica com com receio, não gosta de ouvir sobre o assunto, como é que a gente deve agir eh diante dessa situação e como que a gente identifica isso pode acontecer diante de tudo que a gente tá vendo, né, eh eh acontecer nos últimos dias? Pode sim. As crianças pequenas, a gente tem que ver uma alteração do comportamento delas ali. Como você falou, elas podem não estar querendo dormir mais sozinhas, tá com medo de ir pra escola, de sair de casa de perto dos pais, né, dos responsáveis. Já os adolescentes eles podem às vezes se excluir, mudar o comportamento, não apresentar às vezes um comportamento diferente, mas mudar o padrão dele de comportamento, ficar mais fechado, não querendo também às vezes sair com os amigos, sair sozinho de casa, tá sempre querendo ali que os pais estejem juntos, não quer passear. Então a gente tem que sempre olhar o comportamento, teve alguma alteração de comportamento normal daquela pessoa, tanto criança quanto adolescente? a gente vai ficar de olho para entender o que que tá causando aquilo. Pode ser uma insegurança, um medo, uma informação que chegou nela assim de uma forma que ela não soube absorver aquilo e e processar aquela informação. Então, a gente tem que sempre pensar ali. Teve uma mudança de comportamento, é uma uma um pedido de ajuda. Pode ser porque não entendeu o que tá acontecendo ou mesmo ficou com medo sem segurança, tá precisando de um apoio maior da família para conseguir entender, absorver, processar. e manter essa informação ali no lugar devido dela. Olha só, né? Isso pode acontecer. Então a criança ela pode sentir, ela pode começar a a sentir medo e um dos principais sinais é: "Não vou dormir mais no meu quarto, eu quero dormir, né, com a mãe, com o pai, enfim, com o cuidador." Agora, qual que é a a linha tênue, Maisa, entre a preocupação eh natural, a curiosidade, preocupação não, a curiosidade natural do assunto, do fato, e a preocupação patológica que vai levar a uma série de situações psicológicas para essa criança e esse adolescente. Qual que é a diferença? Tipo assim, eu tô curiosa para saber o que tá acontecendo. Outro ponto, não, eu tô preocupada porque e aí já começa a dar um uma sensação de ansiedade, de aflição, de desespero. Como que a gente consegue ã observar isso e aí com essa noção a gente equilibrar essa situação? É uma ótima pergunta, né? complementando até o que a Fabiana tava falando sobre a mudança do comportamento. Então, se a gente for, não necessariamente a gente vai focar numa criança que tem agora, mas na nas crianças e nos adolescentes e pré-adolescentes em geral, isso a gente começa a observar que as mudanças de comportamento elas vêm atrelada perguntas Uhum. Uhum. Eh, em looping. Então, toda hora tá perguntando se tá tudo bem, se vai acontecer alguma coisa, que que tá acontecendo. A gente também pode ver comportamentos regressivos, então eh urinar na cama, olha isso, querer colo, eh coisas que não já passou da fase e ele tá voltando. A gente também pode começar a observar medo eh em alta frequência, em uma intensidade maior que impeça com que essa criança eh faça coisas que ela já fazia. Então, por exemplo, ir à escola, sair de casa, começa a ter medo de morrer e também de perder algum parente eh próximo, por exemplo, mãe e pai. Além disso, a gente pode verificar que tanto essas informações estão fazendo mal, que a gente tá vendo muitas crianças que apresentam comportamentos de autolesão, ou seja, elas acabam se machucando ou elas ficam super irritadas e agressivas com outras pessoas. Tudo isso, gente, é assim, é um alarme que soa e a gente precisa correr como se fosse um incêndio aqui no prédio, né? Uhum. Eh, passou de a partir de duas semanas já busque eh muito muita ajuda. Sim. Então, ou seja um médico, um pediatra, neuropediatra ou um psiquiatra infantil, psicólogos, eh, terapeutas ocupacionais que vão poder auxiliar vocês, pais, nesse processo que tão que tão passando e estão gerando um estressão grande pros seus filhos que é de uma intensidade, né, e uma frequência tão grande que tá trazendo prejuízo na vida social, na vida acadêmica, em todos os lugares que que essa criança deveria estar frequentando e não está. Excelente. Agora, as crianças, nem todas as crianças elas conseguem ah entender o que elas estão sentindo, né? Eh, tipo, eu tô com medo, né? Então, a criança ela não consegue falar que ela tem medo, ela não consegue identificar a emoção. Eh, eu tava olhando ontem sobre esse tema e aí eh vi um artigo dizendo a importância da gente pedir paraas crianças, de repente desenhar essa questão do desenho. Eu gostaria de perguntar paraa Fabiana, né? eh desenhos, brincadeiras, a gente consegue extrair, de repente o sentimento da criança em casa, chamar a criança para fazer, de repente um desenho eh de como ela vê o mundo hoje, né, de uma forma bem lúdica. Isso é importante pra gente tentar entender o que essa criança tá sentindo. Se de repente a gente percebe que a situação não tá legal e a criança ela não esboça nenhuma reação diante dessas notícias. o o simples fato de desenhar, a gente já consegue ler um pouquinho do sentimento daquela criança? Consegue sim, porque como você falou, a criança trazer de uma forma mais lúdica a primeira comunicação da criança através da brincadeira. Então, se você conseguir pôr eh traduzir numa brincadeira para o que ela tá sentindo e o que tá passando, ou mesmo ali você quiser tirar alguma coisa mais da criança, conversar com ela enquanto ela tá fazendo um desenho, uma outra atividade de brincadeira, você vai acessar mais fácil essa criança e ela vai expressar melhor o que ela tá sentindo através de uma brincadeira, pode ser de um desenho, de uma brincadeira com bonecos, ela vai passar o que ela tá sofrendo ali para aquela brincadeira. Isso é muito bom porque transforma numa linguagem mais fácil da criança acessar e você vai interpretar essa linguagem pro que tá acontecendo. Então é muito bom a brincadeira, o desenho e sempre às vezes também conversar com a criança quando ela tá fazendo uma atividade que tá é agradável para ela. Você consegue ter mais informações dela através desses momentos. Interessante. Agora isso a gente tá falando de crianças, né, pequenos, eh menos de 7 anos, né? Agora quando passa dos sete e já vai daqui a pouco também paraa adolescência, a criança que que é a o adolescente, aliás, que já tem a o acesso ao celular, qual que é a importância da gente monitorar, né, os pais? O que que você, Fabiana, eh diria para os pais eh em relação ao monitoramento do que esses adolescentes estão consumindo, né, no celular? qual que é a importância disso e como que a gente deve abordar isso com os nossos adolescentes? Então, acho importante os pais conversarem com os adolescentes, entrarem num acordo, né, e ensinar os adolescentes e as crianças como é o uso saudável das redes e seguro. Às vezes os sites que eles vão procurar informação, às vezes chega uma informação para eles, será que é verdade aquela informação é uma fake news? Eh, o que que ele tá assistindo? Então, os pais tá sempre ali sabendo. Eu acho que o controle parental é muito importante, mas também não só o controle parental ter essa conversa com o seu filho adolescente para ele aprender o que é seguro fazer dentro da rede, o que não é seguro. Essa conversa muito franca com eles, porque eles já entendem, já compreendem e já sabem assim o que é seguro, o que não é. Então, a gente tem que sempre levar para uma conversa clara e franca e aberta. Não tratar eles como adultos, não tratar eles como alguém que estão precisando aprender ainda. Eles ainda têm seus desafios a serem tratados. Então, sempre ali conversar o que você, onde você tá indo. Eu posso ver, você me mostra um vídeo que você tá assistindo e também quando você se interessa pelo que eles estão fazendo, principalmente os adolescentes, eles fiquem em algum momento mais abertos para essas conversas difíceis como guerra, como o que ele tá assistindo nas redes ou não, porque proibir totalmente é uma coisa que vai contra eles. Então, tudo que vai contra, eles vão querer eh eh mostrar que eles estão desbravando ali, que eles estão tendo a sua autonomia, sua identidade. Então, tudo que você impedir muito o adolescente, ele vai querer fazer o oposto daquilo. Então, é sempre bom ter essa conversa franca com ele e conversar, olha, o que é saudável que não é, o que é seguro, que não é, para ele também não sofrer com isso, né, no futuro. É um diálogo, né? A gente precisa ter um diálogo dentro de casa. E Maisa, esse diálogo ele tem se perdido, né, com o passar do tempo, com a chegada da tecnologia, eh, os nossos adolescentes com celulares, eh as crianças também, né, com celulares, eh, os pais na correria do dia a dia, né, preocupados e e em oferecer o melhor pros filhos, né? A gente fala que sim, em julgamento, gente, mas é que naturalmente o diálogo foi se perdendo, né? E é importante, como vocês estão pontuando aqui, a importância de trazer para dentro de casa diálogo aberto, eh, novamente com as nossas crianças, né, e com os nossos adolescentes. E a gente falando hoje desse tema aqui, que é é algo assim que às vezes as pessoas de casa falam assim: "Nossa, mas será, né, que tem essa situação? A gente tá falando de guerra, mas será que isso interfere na vida das crianças?" Olha só, gente, como as nossas eh entrevistadas, as nossas especialistas dizendo que sim, né, que interfere e que a gente deve agir com muita cautela, com muito cuidado e e para poder acolher, né, essas crianças e adolescentes. Agora, essa questão do celular é algo que me chama muita atenção e que a gente bate aqui direto no programa e a gente precisa realmente fazer esse monitoramento. E a Fabiana falou da questão dos adolescentes, mas como temos algoritmos, a gente precisa cuidar com as crianças também. Exatamente, né? A Fabiana colocou sobre a questão da da monitoração, o que tá vendo, o que que tá acessando. Eh, é super importante, né? É um papel de vigilância que você faz ali com o seu filho por conta da idade, por conta da Ela bem colocou, não dá para proibir. Hoje em dia, proibir significa tirar ele de um meio social também, né? Eh, mas e o que que a gente pode fazer? Essa vigilância, trocar as informações, ai filho, o que que você tá vendo? Eu tô vendo isso, né? Essa questão do diálogo, de fato, ela tá mais falha hoje em dia. Uhum. Eh, o que a gente vê que vai dar uma questão ali de um gap, principalmente nessa questão do sentimento sobre você perguntou, né, você falou sobre a questão do eu estou com medo, mas como contextualizar esse medo? Sim. E os pais podem, né, falou do desenho, eh, perguntar onde dói no corpo. E a partir disso a gente vai trazendo para essa criança o real significado do medo, o real significado da tristeza, né? E falando dos celulares, do das redes, eh, do que elas têm acesso, enfim, eu acho importante a gente também usar uma ferramenta da eh da internet, que são os aplicativos de controles parientais, né, que eh se a gente dar um celular para uma criança sem esse tipo de controle, ela de fato vai acessar muitas coisas que não são pra idade dela e isso também causa prejuízo, né? Então, além da vigilância, a gente sempre fala: "Não deixe a criança usar o celular sozinha. Fique de olho, não está acontecendo." Tivemos ontem, antes de ontem, notícias muito desagradáveis. Uhum. Eh, de adolescentes, eh, profetizando, colocando ali numa rede aberta situações muito catastróficas, né? E aonde tava? Como que como acessou, né? Era uma rede de crianças, eh, de adultos e e esses dois adolescentes, 13, 14 anos estavam presentes. Exatamente, né? Então, o controle parental, gente, nós precisamos assumir o controle, né? Precisamos assumir o controle para que as coisas possam voltar, de repente a a fluir de maneira mais leve, né? né? Que os nossos adolescentes possam voltar a brincar, voltar a jogar um jogo, sabe? Jogo dama, xadrez, sabe? Porque é algo que socializa, que faz eles conversarem e que faz um bem mais, olha, um bem que você não tem noção para o desenvolvimento, né, dessas crianças e adolescentes. Bom, agora 8:44. Produção tá avisando assim que nós temos algumas perguntas. Vamos ver então quem é que tá conosco e quem que o que querem, né? Eh, eh saber ou então se tem alguma experiência para compartilhar com a gente referente a esse assunto que parece que não faz parte do dia a dia de nós eh eh brasileiros, mas faz parte sim, a gente precisa conversar com os nossos pequenos sobre os conflitos que estão acontecendo, né? melhor que a gente fale do que outra pessoa traga aí uma fake news ou então uma notícia de uma forma que não seja eh tão agradável para os ouvidos das nossas crianças e adolescentes. Vamos lá, pode colocar na tela, produção, por favor. Fernanda Lopes do Flamboian. Crianças pequenas entende entendem mesmo que é violência ou elas só sentem o clima pesado? Como ajudar nesse caso? Ô Fernanda, boa pergunta, né? Eles têm noção, eles entendem mesmo essa questão da violência, da guerra ou eles ah só sentem esse clima que a gente acaba mostrando, né? Sentem o que transborda. Fabiana, então aí crianças pequenas, elas não vão entender totalmente a violência e a guerra, tem que ser de acordo com o que ela tá capaz de entender naquele momento. Então ela vai sentir mais o clima pesado. Sim. ela vai sentir mais o clima que o pai e a mãe estão sentindo. Então ela absorve muito as emoções dos pais. Uhum. Então se os pais estão também com medo, estão aflitos com o que tá acontecendo lá fora, essa criança vai sentir que o pai tá com medo e aflito e ela também vai ficar, porque a segurança dela vem através desses pais. Então os pais têm que se manter ali num momento mais calmo e mais seguros do que eles vão falar para elas. E as crianças pequenas vão ter esse entendimento da violência da guerra, o porquê elas vão entender que tá tendo ali uma briga entre dois lugares e que tá longe delas, elas estão seguras. Então, sempre nesse ponto, os pais têm que passar essa segurança pros filhos. Se o pai tem seguro, ele não vai conseguir passar segurança para ela. Então, os pais têm que estar seguros para passar essa tranquilidade, essa segurança e manter as crianças mais calmas com esse momento. Elas sentem mesmo esse clima pesado. Sim. mais do que o entendimento. Então, os pais têm que controlar a sua própria ansiedade, seu próprio medo. É, é, é desafiador, né? Desafiador. Vamos lá. 8:47. Mais uma pergunta, por favor, produção. Vamos colocando na tela, ver quem tá com a gente, quem é que quer falar conosco. Vamos lá. Olha aí, a Renata Alves do Jardim Santana. É melhor responder tudo que a criança pergunta. Hum. ou tem coisas que a gente deve evitar dependendo da idade. Bom, eh, esse porquê, por quê, por quê? Por porque por é delicadíssimo, né? A criança tem um interesse eh eh enorme das coisas, mas quando a gente fala em guerra, que é o nosso tema de hoje, Maisa, é importante assim, a criança dá o start, né? Uhum. Sim, os porquês, porquês, porquês e as os detalhes, detalhes, detalhes, tudo deverá ser muito bem calibrado pra idade da criança, né? Então, por exemplo, uma criança de 4 anos está tendo um conflito ou uma briga num local muito distante daqui e a gente pode usar até recursos visuais que ajude ela a entender. Uma criança de 7 anos, a gente pode dizer que olha, eh, está realmente acontecendo um conflito, é longe daqui e tem muitas pessoas que estão trabalhando para que isso se resolva quanto antes. Ótimo. E para os adolescentes, sim, está acontecendo uma guerra no país tal com o país tal, referente a determinados objetivos, a posse de de como é que chama? eh posse de territorial ou questão religiosa, mas de mas ainda assim temos pessoas que estão trabalhando arduamente para que esse conflito se resolva quanto antes. Ótimo. Muito bem. É, a gente aprendendo, nós aprendemos todos os dias, né? Então acho que é importante a gente aprender também como a gente deve abordar essa situação que tá acontecendo no mundo, né? E nós estamos incluídos, sim, mas de uma forma eh eh mais para mais fora, né? Porque a gente vai a gente recebe a guerra eh de uma forma econômica, né? Impacto é econômico, mas a gente precisa explicar eh paraas nossas crianças e adolescentes o que tá acontecendo. A produção tá me avisando ali, tem mais duas, né? Então tá bom. Vamos responder então os nossos telespectadores. Pode colocar na tela, por favor, meninos, que que nós temos aqui? Agora a Silvana Morais de Barão Geraldo. Vamos lá, Silvana. Os pais devem pedir para parentes evitarem certos assuntos pertos das crianças ou isso acaba sendo exagero? É verdade, né? Às vezes a gente tá conversando aí com a família e aí a criança chega perto e aí a, né? Para de Vamos parar de falar porque isso não é legal falar perto da criança. Qual que é a sua avaliação sobre isso, Fabiana? Eu acho que se o assunto tá acontecendo entre os adultos, a criança chega, essa interrupção mais maléfica do que benéfica, porque a criança aí que ela vai, ah, tem alguma coisa errada, eu vou prestar atenção. Se já tá acontecendo a conversa, a criança chega, você pode ir interrompendo essa conversa naturalmente ou de acordo ali falar sobre o assunto com de uma maneira mais leve de acordo com a idade dessa criança. Mas eu acho que interromper [limpando a garganta] um momento assim específico chama mais atenção da criança para aquilo. Ela vai, ai por que não pode falar para mim é segredo? Ela vai se interessar mais, vai gerar uma curiosidade nela. Então mantenho o assunto normal, mas talvez com outro outra maneira de falar, com outras palavras mais leves, de acordo com a idade da criança. Muito bem. É algo que me chama atenção, porque eu me lembro disso quando era criança, né? Claro que não estavam falando de guerra, mas às vezes a gente chegava eh quando estavam eh os a família conversando, aí eles paravam de falar, daí ó, vai brincar lá fora que a gente quer conversar e aí a curiosidade vem que vem com tudo, né? A gente precisa prestar atenção, né? Mais vem vem essa essa questão de não parar o assunto, né? que gera uma aí uma curiosidade a mais, mas por exemplo, né, Rubert retomando o caso daquelas crianças e adolescentes que estão muito engajados e tão ansiosos, querem saber a talvez até trabalhar com a previsibilidade, né? Então, olha, a gente vai hoje na casa de alguém e eventualmente a televisão vai tá ligada. Se você eh se você escutar alguma coisa e tiver alguma dúvida, aí a gente pode conversar depois a gente pesquisa. Mas não precisa ficar nervoso. Estamos ainda num lugar seguro, né? A casa do vovô, da vovó é seguro, mas se você vê aí a gente pode conversar e resolver a situação. É, a gente precisa assumir o comando, né? Assumir o controle de toda essa situação e mostrar que nós estamos ali para dar o conforto, né? Para para oferecer todo o cuidado e todo o suporte que essa criança e adolescente eh eh possam ter. Agora 8:52. Vamos lá então pra última pergunta do programa de hoje. Estamos ao vivo. Estúdio Câmara para você. Que bom ter a sua companhia, viu? Muito bom dia. Lucas Teixeira de Barão Geraldo. Eh, vale a pena assistir notícias junto com a criança para explicar ou é melhor evitar esse tipo de exposição? Ai, ai, ai. Assistir notícia junto com a criança é delicado demais. Fabiana, vamos lá. Eu oriento os pais a não assistirem juntos, porque ele não sabe o que que vai trazer essa reportagem. Se ele quer mostrar uma reportagem, ele assiste primeiro e depois ele mostra para essa criança, para esse adolescente, porque você não sabe como a reportagem foi montada, que imagens que ela vai transmitir, como a Maissa falou, a previsibilidade. Então, se você já sabe o que a reportagem vai trazer, o que ela vai falar, é muito mais fácil você lidar com aquilo e depois conversar com a criança do que se é uma informação que você não teve acesso antes. Então, sempre que você quer mostrar uma reportagem, mesmo um texto, lê antes, assiste antes, se informe para saber, ai, tá de acordo com o que eu quero passar a transmitir pro meu filho ou não. Não tá de acordo. É, até porque, gente, eh, tem imagens da guerra que chocam, né? Aliás, todas as imagens da guerra elas trazem uma questão que que mexe com o nosso sentimento, né? E são imagens que às vezes têm crianças em situação de sofrimento extremo. Agora você imagina você assistir eh uma reportagem que tem essa imagem do lado da sua criança? É algo eh muito prejudicial, né, Maisa? Sim, isso a gente pode até falar em questões de processo de sistema nervoso central, né? A criança, da mesma forma que ela acessa coisas boas ao celular, a partir do momento que ela acessa esse tipo de conteúdo, isso gera um desconforto, gera um trauma. E aí que a gente precisa começar a entender que se gerando esse trauma, gera o acesso a algumas emoções que a criança ainda não viveu ou que ela não sabe como transmitir isso. E aí isso se molda em um comportamento novo, nos quer dizer que algo não está bem, né? Então, é importante que a gente entenda que eh essa avalanche de notícias que a gente recebe, a gente ainda consegue filtrar. Uhum. Né? E paraa criança não. Se tá longe, mas tá aqui. Exato. Né? E a gente, de fato, para nós adultos, eu tô até lembrando do jornal que eu assisti ontem, as informações são muito confusas. Sim, né? Eh, então é importante que a gente continue nesse trabalho, né? de previsibilidade, de eh sentar para conversar, de trocar as ideias, de explicar o que tá acontecendo, sempre de acordo com a faixa etária e do entendimento daquela criança. Muito bem. Quanto a orientação nós recebemos hoje das nossas profissionais especialistas em saúde mental e a gente precisa falar sobre isso. É um tema que não nos agrada, né? Porque quem quer falar de guerra, mas a guerra está acontecendo e a gente precisa eh assumir o comando eh de como os nossos filhos, nossas crianças, nossos adolescentes estão recebendo essas informações e nos mostrar presentes na vida deles, né? Você que nos assiste pode estar pensando assim: "O mundo é violento demais para uma criança, né? Mas a gente precisa lembrar que é em casa que as nossas crianças aprendem a construir a paz, né? Se a pergunta do seu filho eh for, estamos seguros? E aí, mãe, pai, né, tio, tia, a gente tá seguro? A resposta precisa sempre ser o seu acolhimento e o seu abraço. E aí depois você vai manejando a forma de conversar com os nossos pequenos que também sofrem com todas essas notícias que nós sentimos e e sofremos também, porque é dolorido a gente saber que lá do outro lado do mundo, por mais que seja tão longe assim, né? está na palma da nossa mão, gente, é algo assim que eh até nos confunde, né? Mas eh tem pessoas sofrendo, né? Tem pessoas perdendo a vida, crianças, e isso traz um sentimento de tristeza e a gente precisa orientar os nossos pequenos referente a este sentimento. A gente tá chegando ao fim do nosso encontro de hoje, do nosso programa. A gente aprendeu que falar sobre a dor é o primeiro passo paraa gente ensinar a a esperança paraas nossas crianças, né? Eu quero agradecer eh as nossas convidadas, a psicóloga a Maissa. Obrigada mais uma vez pela sua participação com a gente aqui. Muito importante ter vocês conosco. Eh, vocês têm uma visão ampla, né? E e isso nos ajuda e nos orienta de que maneira a gente deve se comportar diante dessa situação. Muito obrigada. Eu quem agradeço. Fica aí o meu meu apelo para vocês. Cuidem de vocês adultos para cuidar das crianças. Ai é verdade, né? A gente precisa estar bem para que os nossos filhos, nossas crianças também estejam bem. Fabiana, mais uma vez, obrigada pela sua presença, pelo seu compartilhamento de informações, né, e pelo ensinamento que vocês passaram pra gente aqui hoje. Acho que foi de grande valia, maravilhoso. Gratidão pela sua participação. Obrigada a vocês pelo espaço da gente tá podendo falar sobre esses assuntos. São difíceis, mas que são da atualidade. Exatamente, né? estão presente no nosso dia a dia. E a gente a gente precisa aprender como lidar com essa situação. E eu acho que hoje a gente abriu um caminho aí, uma estrada de aprendizado, que isso possa fazer sentido para você, paraa sua família, paraa sua vida e pra sua criança também. Tá bom? A gente agradece pela audiência, pela companhia. Desejamos a você um dia excelente [música] e amanhã no estúdio Câmara a gente vai celebrar as tradições que unem as famílias. Olha só, gente, hoje é quinta-feira, amanhã sexta-feira santa, depois domingo, né, a Páscoa. A gente vai falar amanhã então sobre a Páscoa, [música] muito além do chocolate, claro, o que essa data realmente representa paraa nossa cultura, da simbologia do renascimento até os desafios de manter esse significado em um mundo cada vez mais tecnológico, mais comercial, né? E agora [música] com toda essa situação que a gente tá vivendo aí dessa guerra, então a gente vai falar sobre a Páscoa, sobre as tradições, sobre afeto, família e renovação. A gente espera por você amanhã a partir das 8 da manhã. Encerrando por aqui, agradecendo você que tá aí do outro lado. A ÍRa tá chegando já com informações atualizadas para [música] você. Ao meio-dia tem Câmara Notícia. A programação da TV Câmara Campinas segue eh dando suporte e mostrando para você tudo que acontece no plenário do legislativo ao vivo. Você acompanha todas [música] as reuniões também. E lembrando que a nossa programação vai seguir durante todo esse feriado prolongado, tá? Então espero que você continue ligadinho aqui na TV Câmara Campinas. Um grande abraço, fique bem e a gente se encontra amanhã. Ча [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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