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Estúdio Câmara | Choque térmico, mudanças de temperatura e riscos à saúde em Campinas
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Estúdio Câmara | Choque térmico, mudanças de temperatura e riscos à saúde em Campinas

14 views Publicado 09/04/2026 HD · 1:00:25
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta quinta-feira aborda o choque térmico e os impactos do vira-tempo na saúde de campineiros, especialmente nas estações em que a oscilação entre dias quentes e madrugadas frias é frequente. As variações bruscas exigem adaptação rápida do organismo e nem sempre o corpo responde bem, situação que pode causar oscilação de pressão, queda da imunidade, crises respiratórias, e em casos mais graves aumento do risco de infarto e AVC. Os especialistas convidados explicam como o ar-condicionado mal regulado, a entrada em ambientes climatizados depois do calor da rua e a alternância entre exposição solar direta e refrigeração afetam idosos, crianças e pessoas com condições crônicas. A conversa traz orientações práticas sobre hidratação, controle gradual de temperatura, cuidados respiratórios e atenção a sintomas de alerta. O programa também atualiza sobre a Lei 16.881 que atualiza normas de funcionamento das brinquedotecas em estabelecimentos comerciais de Campinas, ampliando exigências de segurança e informação ao público infantil.

Descrição do vídeo

Bem-vindo ao Estúdio Câmara 📰, programa ao vivo da TV Câmara Campinas com debates profundos sobre temas relevantes para a população. Nesta edição de quinta-feira, 9 de abril de 2026, mergulhamos no choque térmico e mudanças bruscas de temperatura – o famoso "vira-tempo" que afeta o dia a dia em Campinas. Saiba como sair do calor para o ar condicionado pode causar desconforto, oscilações de pressão, crises respiratórias e até riscos de infarto e AVC. Com especialistas explicando causas, prevenção e cuidados, assista completo e proteja sua saúde! Comente sua experiência abaixo 👇. Principais destaques da edição 📋: O programa alerta para os efeitos da termorregulação corporal, que luta para manter 36,5°C em variações extremas. Dr. Marcelo Scheller, pneumologista e doutor em educação médica pela Unicamp, detalha como frio e ar seco param os cílios nas vias aéreas, aumentando infecções, rinite e asma. Vasoconstrição no frio eleva riscos cardiovasculares, como explica Dr. André Andrade, nutricionista e cardiologista. Impactos no organismo ❤️‍🩹: Respiratório: Ar seco engrossa muco, reduz defesa contra vírus e poeira. Limpeza de ar condicionado e ventiladores é essencial para evitar alergias. Cardiovascular: Vasoconstrição no frio pressiona vasos; desidratação agrava tonturas e desmaios, especialmente em hipertensos e diabéticos. Grupos vulneráveis: Idosos, crianças, cardíacos e asmáticos sofrem mais. Água é chave para hidratação superior à nebulização simples. Dicas práticas para prevenção 💡: Temperatura ideal de ar condicionado: 22-25°C; evite extremos. Hidrate-se sempre; coma proteínas para fortalecer músculos. Evite álcool, que vasodilata e inflama; durma bem para imunidade. Conheça seu corpo: consulte médico para controle de crônicos. Atualizações da Câmara 🏛️: Lei 16.881 de Luiz Rossini regula brinquedotecas com monitores e ECA. Concurso Comida de Boteco entra no calendário oficial. Frente da Cannabis Medicinal, de Paolla Miguel, debate Anvisa às 18h – assista ao vivo!. Previsão do tempo em Campinas ☀️: Mínima 20°C, máxima 28°C, com oscilações – ideal para aplicar essas dicas hoje. O Estúdio Câmara promove informação acessível e debates com experts. Curta ❤️, compartilhe com quem precisa e inscreva-se com 🔔 para edições diárias sobre saúde, legislação e Campinas. Amanhã: impacto emocional da puberdade precoce! Qual sua dúvida sobre choque térmico? Deixe nos comentários. #EstudioCamara #ChoqueTermico #SaudeCampinas #CamaraCampinas #ViraTempo Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho aqui na TV Câmara Campinas. Estamos chegando, começando mais uma edição do nosso estúdio Câmara, amanhã de quinta-feira, 9 de abril. Como vai você? Tudo bem? Por aqui tudo ótimo. E o tema de hoje é um alerta importante, o choque térmico, o chamado vira tempo, mudanças bruscas de temperatura, como sair do calor e entrar em um ambiente com ar condicionado, por exemplo. Isso exige uma adaptação rápida do nosso corpo e nem sempre ele responde bem. Essas variações podem causar desde desconforto até problemas mais sérios, como oscilação de pressão, queda de imunidade, crises respiratórias. Em casos mais graves, há aumento de risco de infarto e AVC. Mas por que isso acontece e como a gente se protege no dia a dia? Bom, a pergunta fica para você aí se você sente que o seu corpo muda com o aumento ou então eh a diminuição da temperatura. Você sente isso na pele? Conta pra gente, participa conosco. Nossos convidados já estão aqui apostos. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los e vamos falar sobre essa queda brusca ou mudança, né? Eh, de temperatura. Como é que você se sente? Conta pra gente. De repente você tem aí até uma experiência, né? algo que aconteceu com você mediante essa oscilação de temperatura, então compartilha com a gente. O WhatsApp tá na tela QR recode também. Vamos lá, 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e já já vamos ao nosso tema central e a apresentação dos nossos convidados que já se fazem presente aqui no estúdio Câmara. Gente, está em vigor aqui em Campinas a lei 16.881, 1881, de autoria do vereador Luiz Rossini, que atualiza as normas de funcionamento das brinquedotecas em estabelecimentos comerciais, ampliando exigências de informação e segurança ao público infantil. A legislação, ela determina a fixação de avisos com regras de uso, presença de monitores e respeito à classificação etária prevista no ECA. Também entrou em vigor outra lei, igualmente de autoria eh do vereador e presidente da Câmara, Luiz Rossini. que inclui o concurso Comida de Boteco no calendário oficial do município, eh, realizado anualmente em abril, com o objetivo de valorizar a cultura gastronômica e incentivar a economia local. Bom, mais uma informação chegando para você direto da Câmara de Campinas. A Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânamo Industrial, realiza hoje, quinta-feira às 9, quinta-feira, dia 9, perdão, às 18 horas, a primeira reunião deste ano para debater as novas diretrizes da Anvisa sobre o setor. O encontro terá como objetivo analisar os impactos das mudanças, suas limitações e também discutir propostas de políticas públicas para ampliar e qualificar o acesso a medicamentos à base de cannabis. Coordenada pela vereadora Paula Miguel, à frente reúne parlamentares, representantes da sociedade civil, incluindo especialistas, pacientes e famílias para promover o debate sobre o tema. você é convidado especial para participar ao vivo, né, no plenário da Câmara ou então pelo canal do YouTube da TV Câmara Campinas, onde você também pode, eh, tecllar, digitar lá, o pessoal vai responder você, você pode participar da reunião e também, claro, aqui pela TV Câmara Campinas, que a gente transmite todos os eventos do legislativo, sempre ao vivo para você. Agora, a previsão do tempo para Campinas. Pois é, o tempo tá meio diferentão hoje, né? choveu pouquinho, choviscou agora pela manhã, eh, a mínima 20, a máxima 28º, a gente sabe dessa oscilação de temperatura, né? Então a gente precisa cuidar do nosso corpo e da nossa mente, porque isso traz sim impacto pra nossa saúde. Bom, ótimo dia para você. Vamosora então com o nosso tema central, apresentando os nossos convidados de hoje. A gente fala sobre eh o impacto das temperaturas, né, do choque térmico no nosso corpo. A gente precisa entender o que está acontecendo por trás disso. O nosso corpo, gente, eh trabalha o tempo todo para manter a temperatura estável, né, entre 36,5. Eh, esse processo é chamado de termorregulação. E quando existe uma mudança brusca de temperatura, o organismo ele entra em estado de alerta. E, claro, a gente precisa aprender sobre isso. Então, para aprofundar esse tema que impacta diretamente a saúde da população, a minha, a sua, a nossa saúde, a gente recebe dois especialistas aqui. Eu dou as boas-vindas ao Dr. Marcelo Scheller, médico pneumologista, doutora em educação médica pela Unicamp. Seja muito bem-vindo, doutor. Bom dia. Obrigada pela sua presença. Bom dia, Rúbia. Obrigado pelo convite. Tô muito feliz de estar aqui para falar com vocês sobre um tema tão importante. Excelente. E para completar a nossa dupla de hoje, Dr. André Andrade. Ele é nutrólogo e cardiologista. Bom dia, doutor, seja bem-vindo. Bom dia. Tô muito grato aqui pelo convite. Muito obrigado aí por participar e poder contribuir aqui com mais saúde pra população. Excelente. Então, chama todo mundo pra sala aí, convida a galera para assistir porque hoje a gente fala dessa oscilação de temperatura que faz parte da nossa vida. Nós estamos no outono e o outono é propício para isso, né? Você acorda já com um clima meio fresquinho, aí daqui a pouco tá aquele calorão, daí à noite tá frio de novo. Essas mudanças bruscas de temperatura fazem parte da rotina da população. Agora, Dr. Marcelo, o nosso corpo realmente sofre com isso ou existe um certo mito em torno desse impacto? Eu acho que as duas coisas, Rúbia, existe um pouco de mito. Então, a gente tem um conhecimento que é passado de geração para geração, que não pode andar descalço, que não pode andar sem agasalho se tiver um pouquinho mais frio. Acho que existe um certo exagero, mas também existe um pouco de verdade atrás disso. E o que que é verdade em relação a isso? O corpo, ele não foi feito para se adaptar rápido a mudanças de temperatura. Então, uma coisa que o corpo lida muito bem quando acontece devagar, então as coisas vão mudando, a temperatura vai mudando, o clima vai mudando, o corpo não se adapta tão bem quando isso é de uma hora para outra. Como você mesmo disse, às vezes isso acontece dentro do mesmo dia. Uhum. Então, eh, para as pessoas que são saudáveis ou que estão com suas doenças muito bem controladas, isso não costuma ser um problema sério no nosso país. Qual que é o verdadeiro problema? é que as pessoas que têm, por exemplo, doenças respiratórias, que são as doenças que eu cuido, renite, asma e outros problemas pulmonares, geralmente não estão com essas doenças bem controladas. E essas pessoas sim estão em risco quando se submetem a uma mudança brusca de temperatura. Excelente, né? Porque muita gente trata como se fosse algo comum, mas os efeitos são reais, principalmente para quem já tem aí essas doenças respiratórias. Agora, Dr. André, do ponto de vista cardiovascular, o que que acontece no organismo da gente durante esse choque térmico? Bom, quando a gente tá no frio, geralmente a gente tem uma tendência a uma vasoconstrição. O que que é essa vasoconstrição? Os nossos vasos eles ficam mais finos. Eu sempre gosto de dar o exemplo que é como se você tivesse apertando aqui uma mangueira e aí esse vaso vai ficando mais fino. E por conta disso, quando a gente tem uma oscilação muito importante de temperatura ou até mesmo em ambientes mais frios, a gente tem uma tendência maior a ter doenças cardiovasculares, né? Então a gente sabe que eh durante o inverno é muito mais comum você ter AVC, infarto, doenças coronarianas. E se você eh um paciente que já tem algum comprometimento cardíaco, já tem uma hipertensão, uma diabetes, né, um uma doença crônica, né, na clínica a gente trabalha muito com doenças crônicas e aí a gente tá querendo prevenir, a gente tem mais chance de ter algum evento se você tem alguma dessas comorbidades, por conta que o vaso já tá mais afinado, né, já afilado por conta dessa vasoconstrição e com isso você vai diminuir o fluxo. Se você já tem alguma alteração naquele vaso, tem mais chance de você ter alguma doença coronariana, doença cerebral, que aí a nossa preocupação. Excelente, muito bem explicado. Isso não é para causar nenhum desconforto para você, é só uma informação, né? É explicação. Eu acredito que vale a pena a gente aprender sobre o nosso organismo, sobre a nossa mente, como a gente funciona, né? Porque não é só a sensação de mal-estar, eh, tem um impacto direto na circulação, na pressão arterial, no funcionamento do coração, quando a gente fala de pessoas que são cardíacas. Agora, a mudança brusca de temperatura afeta diretamente as vias aéreas, como o Dr. Marcelo trouxe. O que que acontece com a mucosa respiratória e com a nossa imunidade local, assim? Porque você percebe que tem gente que tá bem, daqui a pouco tá lá, né? O nariz fica desse tamanho, a voz some e a respiração fica um pouco ruim, a gente às vezes não consegue respirar. Legal. O que que acontece? E a imunidade também do dia pra noite você de repente pegou um resfriado, né? Né? Que que acontece, doutor? Acontece muita coisa. Quando o clima muda, o tempo muda, tanto a temperatura como a umidade do ar, né? se fica mais seco, se fica mais úmido. Isso muda muito no sistema respiratório. Mas eu vou dar um exemplo para vocês. Uhum. Em todo o nosso sistema respiratório, desde aqui de trás do nariz até lá embaixo, no finalzinho do pulmão, a gente tem uma coisa que chama cílios. Então, toda a mucosa, que é o que reveste, é o que tá ali dentro do dos nossos brônquos, tem esses cílios como se fossem pequenas vassourinhas. São muito pequenininhos, microscópicos mesmo. E eles vão varrendo essa mucosa, limpando e jogando para fora. Então, aqui embaixo, esses cílios vão batendo e jogando para cima e chega aqui, tenta jogar para fora. Para que isso? Isso é um mecanismo de defesa. Então ele tenta tirar do nosso sistema respiratório vírus, bactérias, impurezas, tudo que possa nos fazer mal. Então tudo que ele consegue jogar para fora, ele faz. Para esses cílios baterem, eles têm que ter o movimento e precisa ter ali o muco eh na quantidade certa, nem muito grosso, nem muito fino. E aí o que acontece quando a gente tá no frio? A primeira coisa que pode acontecer com esses cílios é que eles diminuem o batimento. Então, algo que deveria ser um pouquinho mais rápido, passa a ser um pouco mais lento, ele já começa a ter dificuldade de colocar pra frente esse muco com vírus, com bactérias e com impurezas. E aí vocês vão imaginar, se a gente não joga para fora isso, a gente tá mais vulnerável tanto à poluição quanto as infecções. Além disso, muitas vezes o tempo seco frio vem junto com o tempo seco. E esse tempo seco deixa o nosso muco respiratório também mais seco, mais espesso. E aí aqueles cílios que estavam já batendo mais devagar pelo frio também com o tempo seco fica mais espesso, mais grudento e tem mais dificuldade de ir pra frente. Então, percebam que o frio e o seco mudam uma coisa do sistema respiratório que foi feito para jogar para fora bactérias, vírus e impurezas. Se isso não acontece, a gente tá muito mais suscetível. Esse é um exemplo entre tantos outros que podem acontecer na na mucosa respiratória. Interessante, doutor, falando, a gente vai imaginando, né, a vassourinha ali, tentando e eh expulsar, né, limpar, fazer uma limpeza e aí às vezes a gente acaba não entendendo o que tá acontecendo conosco. É importante a gente entender o funcionamento do nosso corpo, né? São sintomas imediatos que acontecem, mas você não sabe o que que tá acontecendo, de repente entra em desespero. É importante a gente aprender. Agora, os grupos vulneráveis, eh, Dr. André, eh, de choque térmico, né, a gente fala da população idosa, os hipertensos, as pessoas com diabetes também são vulneráveis. Quais são as pessoas mais vulneráveis para para isso? Como você mesmo falou, a gente tem, né, pessoas idosas, eh, pertencios, diabéticos, pacientes que já tiveram uma doença coronariana, mas também aqui complementando aqui o que Dr. Marcelo acabou de falar, é mostra a importância da gente sempre fazer o aporte de água necessário, né, no dia a dia. Mas na clínica eu sempre falo que é fundamental o consumo adequado de água e hoje é uma coisa que a gente vê que falta muito, então a gente sempre tá trabalhando, fazendo alguma atividade e a gente esquece de consumir quantidade adequada de água. E a água ela ajuda o nosso corpo muito na parte de volemia, né, de quantidade de sangue e volume, né, de líquido que a gente tem no nosso corpo. Se você porventura tá num numa sala muito gelada e depois você entra num ambiente muito quente, o nosso vaso ele vai dilatar e relaxar, dilatar e comprimir e relaxar. E aí com isso, quando ele faz esse relaxamento, essa vasodilatação no calor, né, ele dilata e às vezes o fluxo de sangue não, por conta de você não consumir muita água, tá desidratado, até mesmo a pérte ciliar, né, que o Dr. Marcelo acabou de falar aqui, o fluxo de sangue não vai suficiente às vezes para pro cérebro e a pessoa pode até ter um desmaio, uma síncope. E isso é comum, lógico, a gente aqui tá falando de pessoas, né, eh, hipertensas, diabéticas, idosos, mas isso também é muito comum em pacientes jovens. Então, na clínica mesmo, a gente às vezes pega paciente que eh fica muito tempo de pé ou eh não bebeu muita água no dia ou porventura eu atendi recentemente um paciente meu que ele de manhã tinha feito uma caminhada muito exaustiva, não consumiu nada de água. Aí no almoço também ele comeu um super bacalhau, era na época agora antes da Páscoa. E aí depois do almoço logo passou muito mal. Por quê? porque tava nesse fri esquenta, fri esquenta, fez muito exercício eh de manhã, desidratou muito também, fez uma, né, se alimentou bem no almoço e aí por conta disso, provavelmente teve uma vasodilatação, né, o corpo não conseguiu controlar esse a gente chama de tôus simpático e parassimpático, né, Dr. Marcelo. E aí a gente tem essa vasodilatação e essa vasoconstrição não teve fluxo suficiente, eh, né, pro cérebro, o paciente acabou tendo um desmaio, né, e por isso que ele veio acabando passando comigo em consulta pra gente poder investigar a origem desse desmaio, desse mal-estar. Então é muito comum e assim, lógico, a desidratação é uma das causas, mas a gente precisa ver medicação que o paciente tá usando, a gente precisa ver o quadro clínico desse paciente, eh se teve algum estress também, o estress é muito comum também ser um causador aí de alterações na parte pressórica, né? Mas é fundamental a gente sempre ter esse esse paciente, né, investigado pra gente descartar as causas graves, né, de de cardiológicas. Olha só, interessante a questão do ar condicionado, né, doutores? Porque a gente vive assim, né? É ar condicionado, porque você não consegue ficar num ambiente, trabalhar num ambiente fechado sem o ar condicionado. Então a gente precisa do ar condicionado. Só que a questão do ar condicionado, a temperatura ideal para que o nosso corpo não sinta essa mudança tão brusca, né? Quando você tá num ambiente fechado com ar condicionado e você vai pra rua, tá aquele calor de 40º e você tá lá no no ar condicionado com 19º. Dr. Marcelo, como é que faz isso aí? Como que faz? Como é que a gente aguenta? o nosso corpo sente. E é por isso que de repente algumas pessoas relatam até eh falar assim: "Nossa, mas eu tô tô tô tá esse essa queda, essa esse choque térmico, fiquei tonto, né? Dá tontura, dá uma sensação estranha, uma sensação ruim, é o nosso corpo respondendo a essa esse choque. Agora, qual que é a temperatura ideal então pro nosso ar condicionado, doutor? para não afetar as nossas vias aéreas, a rinite e a limpeza do ar condicionado também, que é muito importante. Rúbia, olha, o ar condicionado é um ponto importante mesmo. Se a gente for falar uma temperatura geral, que poderia servir pra maioria das pessoas, vamos falar aí algo entre 22 e 25º, tá? Para não ter tanta diferença quando, por exemplo, você sai do ambiente que tá frio e vai para um ambiente externo, né? Mas vou te dizer, isso é extremamente individual. Tem gente que com 22º vai sentir muito frio, vai sentir desconforto e outras pessoas vão se sentir muito confortáveis. Mas acho que ali entre 22 e 25 e você se conhecendo um pouco melhor e escolhendo sua temperatura, acho que é uma boa lembrar que o ar condicionado não é para gelar o seu ambiente, a sua vida, é para deixar um pouco mais confortável aquele calor muito grande que a gente muitas vezes tem aqui na nossa região. Então o ar condicionado excessivamente deixa o ar mais frio. Já vimos que isso pode ser um problema. deixa o ar muito mais seco. Também já vimos que isso pode ser um problema. E tem mais duas coisas aí importantes. Primeiro, quando a gente usa o ar condicionado, a gente fecha a janela, a gente fecha a porta. E aí estamos aqui, por exemplo, três, quatro pessoas. Se um de nós estiver resfriado ou gripado, com tudo fechado, o ambiente menos arejado, menos ventilado, vai ter uma chance muito maior de um de nós passar pro outro alguma infecção, algum vírus respiratório, por exemplo. Então, é por isso, não é que o ar condicionado cause a gripe, mas uma das coisas que acontece é fechamos tudo, não tá mais ventilado, se uma pessoa tiver o vírus, tem mais chance de transmitir para as outras. A outra coisa que acontece muito é a falta de limpeza e manutenção do ar- condicionado. Então ali dentro vai juntando mofo, vai juntando poeira, pode ter até acúmulo de alguns tipos de microorganismos, por exemplo, alguns tipos de bactéria. E aí para quem tem alergia, para quem tem rinite alérgica, para quem tem asma, isso passa a ser um problema a mais. Então é o frio, o ar seco do ar condicionado, o ambiente fechado, não ventilado, a falta de manutenção e higienenização trazendo muitas alergias. Olha só, gente, aprendendo todo dia, né? Agora, Dr. André, eh, um lugar fechado desse, né, com ah, vamos lá, vamos ser realista, 19º, aí a gente sai lá fora, vamos sofrer um choque térmico. Vamos pensar num ponto bem interessante aqui de academia, que usa a questão do ar condicionado também. Então, eh, nós estamos num ambiente fazendo um exercício. Nós estamos ali movimentando o nosso corpo, a nossa temperatura tá elevada porque a gente tá suando ali, mas tem o ar condicionado. E aí depois a gente vai pra rua e sente o choque térmico. Isso eleva a o impacto do nosso corpo quando a gente fala de exercício físico, ambiente fechado, o ar condicionado e depois a exposição ao calor. Bom, tudo que eu sempre gosto de explicar que a nossa pressão arterial, ela varia no decorrer do dia. Então assim, se você está fazendo um exercício, igual a Rúbia falou, um exercício físico muito intenso, a tendência é que a pressão suba. Lógico, se ela vai subir muito além do esperado, né, uma pressão de 18, 19 por 10, com certeza tá muito fora do controle, aí não tá adequado, mas o normal é a pressão ela oscilar no decorrer do dia. E se você tá saindo de um ambiente com uma temperatura, né, mais elevada ou mais baixa e indo para um ambiente com outra temperatura, fazendo essa oscilação térmica, você vai ter uma tendência a ter essa oscilação também na sua pressão arterial. E lógico, tem pacientes que são mais sensíveis e pacientes que são menos sensíveis. Os pacientes que são mais sensíveis, geralmente são pacientes que já têm alguma doença crônica ou os pacientes que eh tá um quadro de desidratação ou fez um exercício físico muito intenso. E aí quando você vai para um ambiente mais quente, o nosso vaso ele dilata, né? Ele aumenta o diâmetro, né? Eu sempre gosto de dar o exemplo da mangueira. É como eu falei para você, aquela hora que você aperta você tá vasoconstruindo, o vaso, né? E quando você solta a mangueira, a pressão, né, diminui. E aí você tá vasodilatando esse vaso. E aí você pode ter quadro de tontura, quadro de malestar, vertigem, náusea. Tem pacientes que às vezes até chegam até a vomitar. Por quê? Porque tem uma alteração muito importante aí nessa parte de pressão arterial. Então assim, sempre eu explico pros pacientes, olha, nossa pressão, doutor, minha pressão nunca tá a mesma. É normal, a gente também nunca é o mesmo, né? A gente, né, R? De manhã você é uma pessoa, à tarde você é outra, à noite você é outra, tá mais cansado, tá em movimento. Exatamente. Lógico, se você falar para mim, André, a minha pressão tá sempre 15 por9, né, 16 por9, aí com certeza a gente precisa fazer um tratamento. Mas a nossa pressão ela sempre varia, né? Então ela varia 10x7, 12x8, às vezes 9x4, depende. Eu sempre gosto de dar exemplo, Rúbia, da minha esposa. Minha esposa tem a pressão 9x4, é baixinha e ela não sente nada e treina para caramba, entendeu? Mas tem pacientes que quando a pressão, né, se pegar eu e o Marcelão que já é um pouco maior e tudo mais, minha esposa tem 1,5 m, mas se pega uma pessoa um pouco maior ou e uma pessoa que pratica às vezes um pouco mais de exercício e tudo mais, às vezes a pressão adequada para ela é 12x8, né? A gente um pouquinho menos, 11x7 por aí. E aí quando a pessoa cai muita pressão porque ela não bebeu muita água, fez muito exercício, fez uma corrida de manhã ou fez um exercício na academia muito intenso, ela vai ter essa alteração pressórica e com isso ela pode ou não, né, passar mal, dependendo muito da sensibilidade desse paciente. Muito bem. E essa questão da nebulização, doutores, vamos lá. Eh, o pessoal costuma fazer isso em casa só com soro fisiológico, né? faz lá uma nebulização por conta eh de melhorar a respiração, proteger as vias aéreas, quando sente esse impacto, né, eh calor e frio e asesam essa nebulização, né, eh, ela auxilia mesmo. A gente tem que ter um cuidado com isso. Esses medicamentos que às vezes as pessoas eh utilizam sem prescrição médica, só o soro fisiológico, gostaria que o doutor trouxesse pra gente e essa questão também. Ótimo. Então é assim, se você faz na sua casa uma inalação, uma nebulização, se for só com soro fisiológico, não existe nenhuma contraindicação, desde que o aparelho esteja bem limpinho, não esteja com bolor, com mofo, então não teria nenhuma contraindicação pra gente pensar que essa nebulização é o mais importante, não é? Dr. André falou agora a pouco sobre a importância de tomar bastante água, da hidratação. Muita gente não sabe, mas a hidratação tomada por água tomada é muito mais importante para hidratar as vias respiratórias do que a própria nebulização. Às vezes a gente tem a impressão que fazer a nebulização com soro, como vai direto ali nos broncos perto do pulmão, aquilo é mais importante. Não, tomar água é muito mais importante até para isso, né? Claro, se além disso você se sente bem, se sente confortável fazendo uma nebulização, vai hidratar um pouquinho as vias aéreas, vai. Então, se a pessoa se sente bem fazendo, pode fazer. Não tem contraindicação nenhuma. Se a pessoa não sente diferença, toma bastante água, não tá precisando, não é algo obrigatório, não é algo que faz tanta diferença pra maioria das pessoas. E tem um cuidado aí importante que você citou, Rúbia, que uma coisa é usar só o soro fisiológico. Isso não tem contraindicação, não é um medicamento. O problema é quando a pessoa começa a colocar ali medicamentos que, apesar de poderem ser comprados sem receita médica, eles têm efeitos colaterais, como todos os medicamentos. Então, não recomendo, a não ser que seu médico tenha passado para você em receita colocar ali algum medicamento, não recomendo colocar nada além do soro fisiológico, mas se for para escolher uma coisa, tomar água é muito mais importante até pro pulmão do que fazer a nebulização. Uau! Olha só, né? Água, gente, água é tudo de bom. Você já tomou água hoje? Então vai mandando a sua mensagem pra gente. Daqui a pouquinho a gente já passa para os doutores que eles vão responder de repente a sua pergunta, tirar sua dúvida, tá? Agora, a gente tá falando de água e o Dr. André também, além de cardiologista, também é nutrólogo, né? Eh, alimentação, ela pode ajudar o organismo a enfrentar o choque térmico? Tem alguma coisa a ver com isso ou não, doutor? alimentação pode ajudar sim na parte de controle aí dessa reação do metabolismo, porque, por exemplo, vou dar exemplo, voltando aquele paciente que eu te falei, eh se você fica períodos prolongados de jejum, você não se alimenta da forma adequada, hoje a gente, eu sempre reforço na clínica a importância da gente sempre ter pelo menos alguma proteína em alguma refeição. Hoje em dia a gente vê que a maioria das pessoas que a gente acaba atendendo lá na clínica eh fazem dietas com pouca carga proteica e isso, querendo ou não, pra parte muscular é muito ruim. Então, se você faz períodos prolongados de jejum e não tá acostumado, você pode ter mais sensibilidade a, né, uma fragilidade aí nessas alterações de temperatura e você se sentir mal, sentir mais vertigem, sentir um pouco mais de tontura, sentir um pouco mais de cansaço. Então assim, se você não está acostumado a fazer jejum prolongado, é uma coisa que pode piorar o seu o seu desempenho, né, o seu dia a dia, né, em relação à à parte alimentar. E o outro ponto é o que eu sempre gosto de falar, a gente reforça sempre a parte de a importância da gente ter um aporte proteico satisfatório. Lá na clínica a gente tem também uma equipe multidisciplinar com nutricionista, com enfermeiro. E a gente tem uma equipe bem legal que a gente acaba abraçando esse paciente justamente para mostrar a importância desse paciente fazer eh a alimentação de forma adequada. Por quê? Porque nossa musculatura ela ajuda muito também na nossa reação ao meio, né? Então a gente sabe que se o paciente não tem uma musculatura adequada, principalmente membro inferior, Rúbio, a gente sempre reforça, principalmente pacientes mais velhos, né? Eh, uma fortalecimento de membro inferior, o fortalecimento muscular, ele aumenta a nossa longevidade. Então, tem às vezes pacientes falam assim: "Doutor, eu quero eh viver mais para poder cuidar dos meus filhos, para cuidar dos meus netos". O mais importante que você tem, eu sempre brinco, né? O Dr. Marcelo também deve falar isso. A nossa coisa mais preciosa que a gente tem é nossa muscul no nosso corpo, obviamente, é nossa musculatura. E a nossa musculatura, ela ajuda nessa adequação também, né, na parte cardiometabólica. Então, se você tem uma musculatura saudável, se você, né, tá fazendo, né, tem uma composição corporal bacana com uma musculatura adequada, com certeza você vai ter menos efeitos adversos, né, de uma oscilação térmica ou às vezes de um período que você ficou mais desidratado ou fez um exercício mais intenso. Por quê? Porque a sua musculatura ela ajuda nessa composição corporal e nessa regulação corporal. Excelente, gente. Olha só, né? Então, você que tá em casa, tá pensando: "E agora, né? Vou abrir a janela, abrir tudo, vamos desligar o ar condicionado, vamos respirar melhor?" Esse esse momento que nós estamos vivendo de outono, ele é propício para para doenças respiratórias, Dr. Marcelo? Muita gente fala: "Ou isso é mito, né? Tem gente que fala assim: "Nossa, no outono eu fico muito mal". É por conta dessa oscilação de temperatura? É um mito ou isso acontece mesmo? Acho que qualquer oscilação, ela traz um desafio para as pessoas que têm problemas respiratórios, principalmente quem tem rinite e asma. Uhum. Mas eu diria o seguinte, Rúbia, a é muito comum a pessoa falar que piora no frio, mas tem pessoas que pioram no calor. Né? Eh, no Brasil a gente, na nossa região, não tem estações tão bem definidas mais, né? Então, é comum às vezes a gente tá no meio do inverno e ter bastante calor ou a gente tá no verão e tem uma onda de frio. Então, eu acredito que o mais importante seja o indivíduo. Então, tenta entender como funciona no seu caso. Se você tem rinite, se você tem asma alguma outra doença respiratória, tenta perceber e entender o que que acontece no seu corpo. Então sim, o outono é uma época em que algumas pessoas sentem essa oscilação de temperatura, mas como no nosso país isso não é mais tão radical, tão extremo, eu acho que o mais importante é a pessoa conhecer o que acontece com ela. É tão comum, né, alguém falar assim: "Olha, todo ano no mês de julho eu pioro". Ou tem outras pessoas que falam: "Todo ano, entre março e abril eu tenho uma crise". Hum. E aí eu diria, se todo ano nessa época você tem um problema, não espere acontecer o problema para lidar com ele. Então eu sempre falo para meus pacientes, se seu problema é sempre em julho, não vamos esperar chegar a julho. Vamos conversar antes dissoade para ver o que que tá, o que que a gente pode mudar para que quando chega julho seja um julho diferente. É isso que eu sempre penso e recomendo. Excelente. Vamos prevenir, né? Prevenir, como dizia minha avó, prevenir é melhor que remediar, né? E é para isso que tem aí especialistas para nos orientar e para nos ajudar nessa questão da prevenção. Sabe o que eu tô lembrando aqui? O carro parado no sol. Um carro parado no sol quente. Aí você sai da empresa, enfim, do ambiente que você está, que tem ar condicionado. Aí você entra no carro, você abre o carro, tá lá uma bomba, né? Calor demais. Aí você simplesmente entra no carro e sente aquele calor que deu, eu imagino que deve deva passar dos 40º, né, um carro no sol. E aí você sente o impacto. Eu já fiz isso e um dia eu me assustei porque eu senti impacto na minha pele. Daí eu falei: "Opa, pera aí, saí do carro, dei uma respirada que eu senti até uma leve tontura". Isso também impacta bastante na nossa saúde, né, Dr. André? Sim. E eu concordo aqui totalmente aqui com o Dr. Marcelo também. Lá na clínica a gente sempre tem que falar que a gente tem às vezes hoje em dia a gente vive, Ruben, é uma situação de muita ansiedade, né? Eu sempre gosto de falar que é importante a gente usar esse e antecipar pro bem. Que que seria antecipar pro bem? Como o Dr. Marcelo mesmo falou aqui, se você sempre fica mal em alguma determinada época do ano, você antecipa aquele quadro. E o na clínica, eu sempre gosto de falar assim, a gente não vai esperar você ter uma perda muscular ou ter uma alteração cardíaca ou ter um outro evento cardiovascular para você poder tratar. você vai antecipar esse quadro, você vai tratar o paciente, né, individualizar cada paciente e evitar que ele tenha um novo evento, né, e poder trazer saúde para que ele ganhe musculatura, para que ele se fortaleça, para que ele consiga desempenhar suas atividades e para ele ter um um futuro próspero, né, uma uma longevidade. E voltando ao que você me falou do carro, né, eh alterações térmicas, né, vão acabar impactando esse paciente. paciente pode ter mais tontura, esse paciente já tá desidratado, já não tá bem, né? Ou esqueceu de tomar o remédio da pressão, né? Tem pacientes que às vezes, a hoje em dia é um pouco menos, viu, Rúber? Mas antigamente o pessoal e ah, doutor, eu tomo remédio da pressão só quando eu tô tô com a pressão alta. Gente, remédio, hipertensão é uma doença crônica, né? E toda doença crônica exige um tratamento contínuo, né? Você vai fazer esse tratamento ao longo da sua vida. Lógico, muitas vezes a gente consegue eh eh melhorar o quadro, diminuir as medicações. Sim. Mas via de regra, você tem que estar sempre acompanhando, né? Você não pode, às vezes eu pergunto para ciente, como tá seu controle da pressão, né? Como tá a sua hidratação? Pô, doutor, não sei. E aí é legal, né? Hoje em dia, se você já usa alguma medicação, já tem alguma e cardiopata, né? Já teve infarto, já tem alguma pressão alta, uma diabetes, tem um aparelinho de pressão pra gente poder ir acompanhando e vendo tá satisfatória, não tá? Porque se você pega às vezes um paciente idoso que tem uma pressão mais tendendo a ficar mais baixa, qualquer alteração que esse paciente tiver, alimentação, atividade física, hidratação, ele vai acabar sentindo e às vezes ele acaba e segurando ou eh tentando falar que tá tudo bem e aí de repente pode ter uma pressíncope, pode ter um desmaio e porque ele fica sempre fala que tá tudo bem. Minha avó era assim, às vezes tava tudo mal e ela falava que tava tudo bem. Então assim, a gente sempre tem que ficar perguntando, né? Eu sempre eh eu acredito muito, Rúbia, em meditação, em trazer os idosos para junto da família. Então assim, fazer uma refeição, toda a família junto, não isolar a pessoa mais velha, trazer para perto, perguntar, tá tudo bem? Tá consumindo bastante água, tá se alimentando bem? Porque é importante ter esse esse acolhimento, né? E às vezes a gente acaba no dia a dia, na correria, a gente acaba esquecendo, né, dessa parte tão importante que é, né, tentar sempre realinhar esse conceito de família. Excelente. Só pra gente não esquecer da história do carroade que eu que eu lembrei de uma coisa aqui. O ar condicionado do carro também precisa de limpeza, né? É, né? Então a gente entra lá 40º, 42º, liga aquele ar condicionado no no máximo que consegue e às vezes esqueceu que o ar condicionado do carro também precisa de manutenção e limpeza. Então os problemas vão se acumulando, né? Nossa. É, a gente precisa cuidar da nossa saúde e na nós eh estamos falando aqui sobre o impacto, né? eh, dessa, desse choque térmico, dessa virada de tempo, de manhã frio, à tarde calor, à noite friozinho, você dorme com ar condicionado, dorme com ventilador, é, mas é uma maravilha, acorda, né, com a rinite atacada, de repente sente aí uma sensação de tem uma sensação de tontura, a gente precisa ficar atento. Tá vendo só? O clima mexe com o nosso organismo, né? Então, a gente precisa eh ter o conhecimento para poder tomar uma atitude. E lembrando que a prevenção sempre é o melhor remédio. 8:36 minutos. Produção tá falando que nós temos algumas perguntas para os nossos doutores, então tá bom. Pode colocar na tela pra gente. Produção, estamos ao vivo. Estúdio Câmara para você aqui na TV Câmara Campinas, Dr. André e Dr. Marcelo. A gente conversando sobre essas mudanças de temperatura. Camila Souza do Jardim do Trevo. Muito bom dia para você. Olha aqui o que ela diz, doutores. Eh, beber água gelada logo depois de chegar do calor pode dar algum tipo de choque térmico ou isso não tem relação com o coração? Vamos lá, Dro. André. Bom, bom dia aí, Camila. Tudo bem? Então, fazer o consumo de água gelada logo depois de você ter essa alteração térmica pode propiciar, mas eu sempre gosto de avaliar o indivíduo e cada um. Então, se você sempre que você vai consumir água, você opta por fazer um consumo de água gelada, o seu corpo já tá acostumado, então não acha que vai ter problema. Agora, se você porventura e fez um exercício muito exaustivo e aí você chega em casa, não tá muito acostumado e já vai tomar uma água já que tá muito muito congelante, tem um tem uma chance, se você não tá, seu corpo não tá adequado, não tá acostumado, né? Tem uma chance de você ter alguma reação, né? Uma reação de tontura, uma reação de mal-estar. Então eu sempre tento evitar os extremos de temperatura, né? Acho que aqui acho mais importante aqui do nosso resumo da conversa é você evitar esses extremos de temperatura. Então você não se você tava numa temperatura muito elevada, não consumiu um um né, uma água muito gelada. Acho que esse é o mais importante aí para ficar de pra Camila. Muito bem. Agora vamos falar que uma aguinha geladinha diante daquele calor de 40º é maravilhosa, né? Mas isso afeta as nossas vias respiratórias. Dr. Marcelo, eu concordo muito com o que o Dr. André falou. Eh, talvez a gente deva evitar aquela água que desce doendo a garganta de tão gelada que ela tá do cabeça até, né? Também é, vamos dizer, também dói a cabeça. Eu não acho que que a água gelada é um problema, mas algumas pessoas são mais sensíveis e outras são menos sensíveis, né? Então eu tenho alguns pacientes, por exemplo, que t asma, que eles têm já a percepção de que sempre que eles têm uma mudança de temperatura, seja no clima ou quando tomam algo muito gelado, eles pioram. Então, existe uma uma um fenômeno que acontece em quem tem rinite, quem tem asma, que a gente chama de hiperreatividade. Ou seja, algo que numa pessoa que não tem aquela doença é tranquilo ou se der algum probleminha, é algo que é leve e passa muito rápido. Em quem tem asma, por exemplo, pode ser mais intenso e mais persistente. Então, de novo, conheça a sua doença, conheça o seu corpo, conheça a sua reação às coisas. evitar os extremos, como o Dr. André falou, pode tomar sua aguinha gelada, não precisa ser aquela água quase congelada. E se no seu caso você percebe que a água gelada piora os seus sintomas, por exemplo, de asma, duas coisas, evite a água tão gelada e mais importante, provavelmente sua doença não está tão bem controlada quanto deveria. Então, deve ser o momento de você conversar de novo com seu médico para algum ajuste de tratamento. Excelente. Muito bem. Agora 8:39, mais uma pergunta na tela pra gente. Vamos ver quem é que tá conosco e de onde fala. Vamos lá. Ã, Bruno Almeida do Centro. Dormir com ventilador ou ar condicionado ligado a noite inteira pode prejudicar o pulmão ou é seguro se a pessoa já está acostumada? Voltamos aos extremos, né, Dr. Marcelo? Vamos lá. Ótima pergunta do Bruno. Acho que é uma dúvida de muita gente até pensando se é melhor o ventilador ou se é melhor o ar condicionado. É, a grande questão é a seguinte: cada um tem cuidados diferentes a serem tomados. Então, por exemplo, o ventilador é um problema. Em si, o ventilador não é um problema. Mas o que que acontece muitas vezes? Às vezes o próprio ventilador, seja um ventilador de teto ou um ventilador de chão, acumula ali muita poeira. Uhum. Eu tenho ventilador em casa, eu até gosto de usar o ventilador, passou ali algumas semanas, dá para ver no ventilador aquela poeira acumulada e a gente às vezes deixa isso chegar em níveis assustadores, né? Então imagina só um ventilador que as hélices dele mandam o ar em velocidade bem rápida, se ali tá cheio de poeira, às vezes até sai poeira visível, né? Grumos de poeira. Aham. muito daquilo não tá sendo visto e tá no ar se movimentando. Então, se você gosta do ventilador, limpe bem o ventilador. E além disso, se o ventilador tá limpo, mas o seu quarto, o seu ambiente tem muita poeira, o ventilador vai fazer essa poeira levantar, a poeira do próprio ambiente levantar e andar no ar. Então, com o ventilador, o problema principal é a limpeza do ventilador e um ambiente bem limpo para que essa poeira não fique se movimentando pelo quarto. O ar- condicionado é um pouco diferente, é não exagerar na temperatura muito baixa, lembrar que o ar condicionado vai ressecar muito o ambiente, então é importante sempre estar bem hidratado, tomar bastante água e às vezes até vale a pena por algumas horas do dia deixar um umidificador ligado, desde que também seja umidificador que está bem limpo. E a questão da limpeza e manutenção do ar condicionado, que às vezes por esquecer ou por descuido a gente vai deixando. passou ali 1 ano, 2 anos, 3 anos e apesar de não dar para ver ali dentro do ar condicionado pode ter muita coisa de sujeira, de poeira, de fungos, de outros microrganismos. Então, a grande questão aí é o que você prefere, o que te faz melhor e fazendo a sua escolha, os cuidados que você tem que tomar com cada um deles. É, gente, pode parecer aí que o choque térmico, né, é algo simples, mas você viu só como envolve tantas situações, desde o cuidado que você precisa ter contigo até a limpeza dos ambientes, né? Então a gente tem que tomar muito cuidado mesmo, porque é algo que é natural, mas que às vezes pode disparar em você aí uma uma sensação ruim de desmaio, uma tosse, um negócio, você nem sabe que isso tem a ver com o choque térmico. É por isso que a gente passa informação para você aqui com os nossos doutores. 8:42. Mais pergunta, produção, pode colocar na tela, por gentileza. Vamos lá. Se tiver, você que tá em casa, pode participar com a gente. Nosso WhatsApp tá aberto, tá, pessoal? pode mandar as perguntas aí que os nossos doutores estão aqui. Aproveite que você pode conversar aqui com cardiologista, com pneumologista para de repente tirar as suas dúvidas referente ao nosso tema de hoje, que é o choque térmico. Eduardo Martins do Jardim Santana. Quem faz atividade física ao ar livre precisa ter mais cuidados em dias de mudança brusca, de temperatura, Dr. And. Então, bom dia aí, Eduardo. Tudo bem? Ótima pergunta, viu Eduardo? Então, em relação à atividade física ao ar livre, o que eu sempre gosto de reforçar, até aqui também falando em relação à parte da noite, né? Eh, é importante e você sempre ter o aporte de água satisfatório pra sua atividade física. Então, às vezes não adianta você fazer uma atividade física de, ah, André, vou correr hoje 5 km, 10 km e não consumir nada de água. Isso aí, com certeza vai impactar muito mais no ambiente que você está treinando, independente se é um ambiente ao ar livre ou é um ambiente de academia, né? um ambiente um pouco mais fechado em relação, se você tá acostumado a fazer atividades físicas ao ar livre, eu acho que a gente tem que ter outros outras preocupações em relação a o tipo de ambiente, o lugar onde você pratica sua atividade física, aquele ambiente é um ambiente seguro, você não vai correr e tropeçar, tá acostumado, mas eu acho que são outros tipos de preocupação que você vai ter que ter, porque o, como o Dr. Marcelo acabou de falar aqui, né? O ar liv ambiente é o ar livre, né? A gente vai ter eh é mais arejado, não vai ter um ambiente fechado, a gente vai ter essa parte de eh movimento, né? Então, em relação a isso, é acaba sendo bem melhor. Mas a gente também tem algumas limitações, igual você, por exemplo, no exemplo que eu dei mesmo da corrida, né, Rúbia, você não vai ter água em todos os lugares. Então, é legal você ficar levando sempre o seu eh fazer a sua hidratação regularmente, né? E também tem paciente que às vezes gosta de correr sem nada, né? Então, assim, sem garrafinha de água, sem nada. acaba prejudicando também, né? E outra, se você vai fazer um um exercício ao ar livre também, geralmente na clínica, não ser que você esteja acostumado a fazer um jejum prolongado, a gente orienta sempre comer uma maçãzinha, comer uma fruta antes para você poder ter uma maior disposição nesse nesse seu treino, nessa sua atividade física. Eh, mudanças simples, de repente eh eh hábitos, né, simples no dia a dia, a gente pode eh ajudar a melhorar sim a nossa qualidade de vida. 8:44. Vamos pra última. Tem mais quantas aí? Pode mandar então, por favor. A Juliana Costa do Jardim Chapadão. Crianças que pegam muito resfriado nessas mudanças podem desenvolver problemas respiratórios mais sérios no futuro. Verdade, Juliana. Um ponto interessante e importante são as crianças, né? Dout. Marcelo? Ótima pergunta, Juliana. É o seguinte, primeira coisa é a gente tentar entender se é mesmo um resfriado. Uhum. resfriado é uma infecção por um vírus, um vírus respiratório, não é uma infecção grave. Por exemplo, a gripe é um outro vírus e aí a gripe, apesar de geralmente não ser grave, ela já pode ter uma gravidade maior do que um resfriado. Uma coisa que eu vejo muito é as pessoas falarem: "Eu fico resfriado toda semana". Sim. Ou meu filho, minha filha fica resfriado toda semana, uma vez a cada duas semanas. Geralmente isso não é o que acontece. Então, por exemplo, uma criança que tá sempre com o nariz escorrendo, sempre com o nariz entupido, sempre espirrando, pode ser que alguns desses episódios sejam mesmo por uma infecção, por exemplo, um resfriado, mas pode ser que exista alguma outra coisa por trás. E um grande exemplo, que essa criança seja uma criança que vem de uma família alérgica, o pai e a mãe sejam alérgicos, pode ser uma criança que tenha rinite alérgica. Então, as infecções virais, os resfriados, por exemplo, eles não acontecem todas as semanas. Claro, as crianças têm uma um contato com muitas outras crianças na escola e é super comum, principalmente no começo da vida escolar, essas crianças ficarem mais doentes. Mas se seu filho, sua filha tá sempre com o nariz entupido, sempre espirrando, parece que é um resfriado que não passa nunca, primeira coisa, isso não é um resfriado. Pode ser às vezes, mas não é sempre um resfriado. Então, atenção, conversar com o pediatra, conversar com o médico dos seus filhos, porque pode haver alguma doença que geralmente é leve e pode ser bem tratada. A outra coisa que que foi perguntada, que é muito interessante é se essas infecções repetidas pode podem levar a problemas respiratórios no futuro. Eu diria que depende. Se forem resfriados, por exemplo, dificilmente vão levar problemas mais sérios. Resfriado é uma doença muito tranquila, a gente chama de autolimitada, ou seja, melhora sozinho, sem nenhum tipo de tratamento. É só tomar bastante água, repouso e não costuma gerar problemas maiores. Mas nem sempre é só um resfriado. Existe a gripe, existem as sinusites, pneumonias, tanto por vírus quanto quanto por bactérias. E aí, quanto mais sérias forem essas infecções, aí sim uma criança que tem infecções recorrentes, repetidas, pode desenvolver problemas respiratórios piores, ter uma função pulmonar pior no futuro. Então, a grande dica aí é se seu filho, sua filha, mas isso vale para adultos também, tem sempre sintomas com muita frequência, com muita recorrência, conversa com o seu médico, com o médico do seu filho, da sua filha, porque talvez exista alguma coisa que está predispondo a acontecer isso. E pode ser que seja diferente do que você imagina, ou seja, pode ser que não seja um resfriado. E na grande maioria das vezes a gente consegue descobrir o que tá acontecendo, tratar e evitar esses problemas no futuro. Excelente, Dr. Marcelo, Dr. André, respondendo você que tá aí do outro lado, a gente tá ao vivo aqui no estúdio Câmara. Estamos falando sobre esse viratempo, né, e essas mudanças de temperatura e como isso impacta o nosso corpo e a nossa saúde. Mais uma pergunta, então, pra gente já seguir para as considerações finais, quero mostrar para vocês os dois livros que eu ganhei aqui dos nossos doutores, né? Eu falo para você, informação é maravilhoso, a gente precisa passar adiante. Ricardo Gomes do Parque Prado. O consumo de álcool pode piorar os efeitos do choque térmico no organismo, especialmente no coração? Consumo de álcool relacionado ao choque térmico. Doutor, excelente pergunta, né, do Ricardo. Bom dia, Ricardo. Então, o consumo de álcool hoje em dia a gente cada vez mais não indica, né? Então, a gente antigamente tinha aquele aquela história que o pessoal falava que, ah, consumi vinho todo dia faz bem e tudo mais. Hoje em dia dose segura, né? O pessoal falava muito em dose segura. Hoje em dia a gente tá atualizado, né, Marcelo, a gente sabe que não existe dose segura, né? Você tem sempre o risco de você fazer o consumo de álcool. Lógico, eu estou numa situação de comemoração, formatura da minha filha, casamento, algum evento assim. é uma situação que você tá ali na comemoração e tudo mais, mas o consumo regular de bebida alcoólica hoje em dia, né, cada vez mais a gente tem que ir contra, né, a gente tem que, né, explicar que isso traz mais mal do que bem. E isso no meu âmbito, né, na parte em relação ao choque térmico e tudo mais, o álcool ele vasodilata, ele inflama muito o nosso corpo, então ele já sensibiliza muito o nosso corpo para as intempérias, né, para as alterações do tempo. Então assim, se você já faz o consumo regular de álcool, eu sempre brinco que o seu corpo vai estar sempre inflamado. E aí isso acaba te atrapalhando para várias coisas, para você controlar sua pressão, pr você é fazer sua perda de peso saudável, pr você é fazer o seu treino, fazer sua atividade física. Eu sempre gosto de explicar, Rúbia. Às vezes você vai num evento, né, faz um consumo de álcool, no outro dia que você vai fazer exercício, você vai treinar, o seu rendimento cai muito, piora muito. Então assim, é importante a gente sempre frisar que eh fazer as coisas com autoconhecimento e com controle, né? Então, se você vai no evento, vai fazer alguma alguma eh uma confraternização, uma coisa assim, não não acho que a gente também não pode ser, na clínica eu não gosto de ser extremamente radical, só que a gente também não pode, considerar normal, né, o consumo regular de bebida alcoólica pelo fator inflamação, fator de vaso dilatação, fator de dano cardiovascular, dano cerebral. Então, tem uma série de danos que a o consumo regular de álcool pode trazer. Lembrando, Rub, uma coisa muito importante que eh o consumo regular não não significa: "Ah, doutor, eu não consumo álcool todo dia, eu não bebo todo dia, mas no final de semana eu bebo bem". Entende? Gente, isso já é um consumo regular, porque se você se você não bebe de segunda a sexta, mas de sábado, todo sábado e domingo você faz um consumo de álcool, né? Você tá fazendo um consumo regular. A única coisa é que o seu regular é todo sábado e domingo, toda todo final de semana. Então eu sempre gosto de explicar que não existe consumo de álcool seguro, né? A gente tem que ter uma autoconsciência disso. E os pacientes meus sabem que a gente sempre briga muito e briga não, né? Explica e orienta sempre muito a evitar e diminui muito o consumo de bebida alcoólica, porque isso piora tanto no âmbito cardiológico, né, que eu vejo muito em pacientes que já t algum comprometimento cardíaco e também no âmbito nutrológico, né? Então, se o paciente eh já é um paciente que já fez uma bariátrica, é um paciente que deseja emagrecer, hoje em dia todo mundo quer emagrecer, mas é um paciente que quer emagrecer, eh já fez uma bariátrica, já eh tem alguma doença crônica que ele precisa tratar, se esse paciente tá consuindo álcool, vai ficar tudo muito mais difícil. Então, não só em relação ao choque térmico em si que prejudica, né, mas ele vai prejudicar todo o seu corpo, né, eh, em vários aspectos. É isso que eu acho que é o a mensagem que mais importante para poder ficar aqui. É o organismo como um todo, né, doutor? Eh, a a as nossas vias aéreas, né, eh tem influência também essa questão do consumo de álcool, doutor? Consumo de álcool influ influencia tudo. Eu vou sair levemente do tema para falar de uma coisa que que o álcool faz, talvez não esteja tanto no nosso radar, que é a alteração do sono. Ah, sim. Eu, como pneumologista também lido com algumas doenças do sono. Uhum. E o consumo de álcool afeta a qualidade do seu sono. Muita gente acha que o álcool relaxa e permite que durma bem. Prejudic você pode ter essa impressão, né, André? E na verdade, eh, mesmo que você durma ali um um número de horas adequado, o consumo de álcool altera a qualidade do sono. E aí vamos voltar pro nosso tema. Um sono ruim aumenta a chance de doenças cardiovasculares, aumenta, diminui nossa imunidade, diminui nossa resistência a infecções, aumentando a chance de problemas respiratórios e tantas outras coisas, né? Você diminui sua capacidade de memória, sua capacidade de concentração, de trabalho, de estudo, de conversar bem com as pessoas, de conseguir se controlar e não se irritar fácil. Então, o álcool afeta o sono, o sono afeta tudo. Muito bem, a nossa vida, né? a gente precisa recarregar para continuar, né? E hoje nós estamos falando aqui eh desses impactos da do viratempo, né? É uma coisa assim de que é natural que acontece e que impacta o nosso dia a dia, a nossa saúde e a gente precisa entender, aprender como lidar com isso. E quando o nosso corpo acende um alerta, a gente precisa procurar o nosso médico de confiança. Agora, 8:53. Ô gente, olha só que coisa maravilhosa. Deixa eu mostrar aqui. Asma 360, um guia prático para viver bem com asma. Olha só, esse livro aqui é do Dr. Marcelo, né? Doutor, o senhor pode falar um pouquinho pra gente dele, por gentileza, rapidinho, porque eu ganhei esse livro do Dr. Marcelo e ganhei esse livro do Dr. André, Coração Leve, emagrecer para viver com saúde. Olha só que legal. E eu vou falar uma coisa, eles se conheceram eh com o convite da nossa produção para o programa e os dois, né, eh tem cada um o seu livro e e acabaram se conhecendo aqui já trocando figurinhas. E esse é um momento bem especial, essa conexão, né, que o estúdio Câmara também faz com os nossos convidados, por gentileza. Doutor, então esse livro Asma 360 eu escrevi não para médicos. Claro que os médicos também podem ler, eu acho que que vai ser legal, mas eu escrevi paraas pessoas que têm asma ou para as pessoas que convivem com alguém que tem asma, um filho, uma filha, um pai, porque asma não tem idade. Eu tentei colocar aqui da forma mais simples, com a linguagem mais clara possível, tudo que eu acho que uma pessoa que tem asma ou vive com alguém que tem asma precisa saber. Então, desde o tratamento com remédios, a forma certa de usar as bombinhas, que muita gente tem a bombinha certa, mas usa da forma errada, os cuidados com o ambiente é algo que a gente discutiu bastante aqui hoje, as outras doenças que influenciam a asma, a importância do exercício físico, da alimentação, do sono, do manejo do estress. Então, tentei colocar de uma forma clara, com uma linguagem fácil. Se você sentar e ficar algumas horinhas aqui, você termina o livro. E eu tô muito feliz com o resultado. Já tem algumas pessoas me mandando mensagem que conseguiram aprender coisas que precisavam saber, que começaram a melhorar da asma e esse era o objetivo, educar as pessoas e ajudar quem tem asma a viver uma vida melhor. Ai gente, que maravilha, né? Educação, informação, consciência, leitura, isso é bom demais. E vocês passando o conhecimento de vocês adiante, que isso é fundamental. Doutor, eh, por gentileza, Dr. Andrea, e o seu livro conta pra gente. Trouxe o meu livro aqui para pra Rúbia de presente. A gente fez o lançamento desse livro ano passado, né? Ele resume muito eh de forma prática e pra população em geral mesmo, né? Todo o impacto da parte cardiovascular e da parte nutrológica e como eles entrelaçam, né? Eu sempre brinco que não existe o Dr. André cardiologista e o Dr. André nutrólogo, assim como não existe, né, a Rúbia e que trabalha aqui e que também eh trabalha em casa, não. A gente é sempre uma pessoa só. Exato. É um guia também, é um livro fácil de ler em um final de semana, uma tarde, se você sentar mesmo já dá para ler. E tem várias dicas dos principais pilares que a gente aborda no nosso acompanhamento, no nosso segmento. É também uma coisa que eu falo muito no meu Instagram, no meu YouTube, que são aqueles pilares de vida saudável. Então você ter uma alimentação equilibrada, você ter o sua atividade física, você ter a parte de mindfulness, né, que é de você ter o seu momento, ter o seu hobby, você também a higiene do sono, como o Dr. Marcelo falou super bem, a importância da higiene do sono, você também evitar os vícios, né, você evitar tabagismo, evitar o consumo exacerbado de álcool. E esse esse livro ele dá um resumo mais ou menos de tudo que a gente acaba falando, né, o a parte de proteína, né, que a gente acabou comentando aqui também. Mas assim, eh, é um resumo em relação mais pra população em geral mesmo, um guia para você poder cuidar melhor do seu corpo, cuidar melhor da sua saúde e de uma forma mais integral mesmo. Ai, que delícia. Então, ó, é meu. É seu. Aproveite. Muito bom. Vou aproveitar sim. Show de bola. Conhecimento, informação. A gente agradece muito aos doutores. A gente vai para as considerações finais. Então, 8:57. Dr. Marcelo, por gentileza, uma última dica aí para os nossos telespectadores e gratidão pela sua participação. Eu que agradeço, Rúbia, André, prazer em estar aqui com vocês. Fiquei muito feliz de falar sobre esse tema. Eu acho que se a gente for deixar uma mensagem final, eh, vou deixar duas bem bem curtas. A primeira, conheça seu corpo, entenda os problemas que você tem. Quando a gente tem um problema e entende aquele problema, ele passa a ser um problema menor. Então essa é a primeira coisa que eu queria falar. E a segunda coisa é: encontre um médico em que você confie, você sinta a vontade de falar o que você tem, fazer perguntas, eh um médico que te dê suporte. Então, conheça seu corpo, conheça seus problemas e encontre um médico que você consiga criar uma parceria de longo prazo. Excelente. Alguém que você possa confiar, né? Isso é bom demais. Agora, Dra. André, obrigada pela sua participação. Deixa aí um um também uma dica, né, pros nossos telespectadores. Eu acho eh muito importante que a gente entenda como nós funcionamos e os impactos, né, que a gente pode ter no nosso dia a dia e na nossa saúde. Bom, primeira coisa, muito obrigado aí pelo convite. Agradeço muito também. Muito legal aqui trocar ideia com o Dr. Marcelo, pessoa incrível. Muito obrigado, Rúbia, também muito legal passar essa manhã aqui. E assim, a minha mensagem que eu quero passar aqui, lógico, é fundamental a gente ter um acompanhamento com um profissional próximo que te acolha, que te entenda e que guie, né? A gente sempre tem que mostrar que o nosso papel hoje na medicina e o nosso papel com nossos pacientes é a gente poder guiar esse paciente e trazer ele no melhor caminho possível, na melhor jornada. E você precisa de um profissional, né, complementando aqui o Dr. Marcelo, que te entenda, que te acolha, que saiba as suas dificuldades, que saiba as suas facilidades. E lembrando que é tudo é um processo. Então, muitas vezes eu falo, a gente tem que aumentar o consumo de água. Doutor, mas eu não consigo nem beber 2 L de água por dia. Tudo bem, mas a gente começa devagar. Eu sempre brinco que hoje em dia a gente vive numa sociedade muito imediatista e cabe ao médico e também ao paciente entender que tudo na vida é um processo, leva tempo. Para você começar a correr, você primeiro tem que andar e para você andar você precisa levantar da cadeira. Então é tudo um processo e hoje em dia a gente vive uma sociedade muito imediatista, né? Então, se você já quer começar a correr, muitas vezes você vai atropelar, não vai ter um resultado muito bacana e você precisa de um profissional e de uma pessoa que te acolha, que te entenda e que guie jornada. Hoje em dia, eu falo isso, o médico a gente tem que trabalhar para você guiar os nossos pacientes. Eu sempre brinco que a gente tem que trazer aqueles conceitos antigos, os médicos, dos nossos avós, sabe, Rub? anos e a gente tem que trazer o conceito dos médicos antigos que iam na casa, que iam avaliar, que cuidavam, sabe? o o que acolhiam aquele paciente que cuidava não só igual, por exemplo, eu sou cardiologista, sou nutrólogo, eu não vou cuidar só da parte de cardiologia, só da parte de nutrição. A gente tem que ver como Dr. Marcelo, tem que ver a parte do sono, tem que ver a hidratação. esse paciente ele tá fazendo uma atividade física, essa atividade física é adequada para ele, ele tá se alimentando bem, porque não adianta nada o paciente fazer um monte de atividade física e não tá se alimentando bem, ou o contrário, o paciente se alimenta super mal e e e super bem, mas ele não faz nenhuma atividade física ou mesmo a dúvida da do álcool, né? Poxa vida, a gente hoje tem que eh trabalhar e entender nosso corpo para você poder ter o melhor resultado a longo longo prazo, né? Eu sempre brinco que pra gente poder atingir nosso futuro, a gente tem que fazer as mudanças de agora. A gente tem que ter nosso fortalecimento muscular, nosso condicionamento, cuidar do nosso corpo hoje para que a gente consiga colher os futuros dos futuros, né? Senão a gente começa, eu sempre brinco que a gente fica e pegando papel na tempestade, entendeu? O cenário de pegar papel na tempestade é horrível, né, Dr. Marcelo? A gente às vezes pega paciente, a gente fala assim: "Meu Deus do céu, a gente tem que organizar, sentar, deixar tudo certinho pra gente poder ter um desenlace e poder atingir um objetivo comum muito legal". Mas essa é a mensagem que acho que deve ficar. Eu falei: "Itina, fique em paz. É tão bom ter vocês com a gente para nos orientar realmente e para nos mostrar aí uma forma de seguir o nosso caminho da vida de um jeito mais leve". A gente vai agradecendo aos doutores, você também aí de casa, obrigada pela sua audiência, pela sua participação. A iria tá chegando aí com informações atualizadas para você, né? Aqui de Campinas, Brasil e mundo. E lembrando que ao meio-dia temos Câmara Notícia. Ontem teve reunião ordinária na Câmara, então a ao meio-dia você acompanha tudo que aconteceu na reunião ordinária de ontem e amanhã nós temos estúdio Câmara. A gente vai falar do impacto emocional da puberdade precoce em crianças brasileiras. Gente, um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina, publicado o ano passado, mostra que meninas podem entrar na puberdade a partir dos 8 anos e os meninos por volta dos 11. É uma realidade que acende um alerta, porque o corpo muda, mas a maturidade emocional nem sempre acompanha essa mudança, né? E como as crianças lidam com essas transformações e mais, como isso impacta as crianças com o transtorno do espectro autista, especialmente, a gente vai falar sobre isso nesse mês de conscientização. Então a gente vai discutir o impacto do olhar social, o risco do isolamento, a cobrança precoce sobre crianças que ainda estão vivendo a infância, né, mas já estão na puberdade. a gente precisa orientar e é isso que nós vamos ter amanhã mais uma vez aqui no estúdio de Câmara, orientação e informação para você. Muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Uma ótima quinta-feira. Fique bem e fique na companhia da TV Câmara Campinas. Tem muita coisa boa rolando por aqui. Até amanhã. Um beijo grande. Tchau tchau. เฮ
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