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Estúdio Câmara | Apego ansioso e seus impactos na vida adulta
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Estúdio Câmara | Apego ansioso e seus impactos na vida adulta

40 views Publicado 16/03/2026 HD · 57:20
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta segunda-feira, 16 de março, debate o apego ansioso e seus impactos na vida adulta, padrão comportamental com origem na infância em cuidadores inconsistentes que leva ao medo de abandono, hipervigilância e ansiedade nas relações afetivas, sociais e profissionais. As especialistas convidadas, uma psiquiatra e uma psicanalista que atendem em Campinas, explicam como a inconsistência no cuidado materno e paterno na primeira infância gera padrões de apego que se mantêm ao longo da vida adulta, com adultos buscando relações intensas mas marcadas por insegurança crônica, controle excessivo do parceiro e angústia diante do silêncio ou distância afetiva. A reportagem aborda os efeitos do apego ansioso na vida profissional, com dificuldades em receber feedback e gerenciar críticas, na construção de amizades duradouras e na própria autoestima da pessoa. As convidadas também discutem estratégias terapêuticas, importância da psicoterapia para identificar padrões repetitivos, ferramentas práticas de regulação emocional e como construir relações mais seguras a partir do autoconhecimento e da consciência sobre as próprias respostas afetivas no cotidiano.

Descrição do vídeo

O programa Estúdio Câmara discute apego ansioso, origem na infância por cuidadores inconsistentes, levando a medo de abandono, hipervigilância e ansiedade em relações afetivas, sociais e profissionais. Especialistas Dra. Ana Caroline Santana (psiquiatra) e Marina Valente (psicanalista) explicam como infância molda padrões relacionais, com base em John Bowlby e Mary Ainsworth. ​ Origens na Infância 👶 Estudos mostram crianças com apego ansioso angustiadas na ausência de cuidadores, demorando a se reconfortar; surge de inconstância ou rupturas. Diferente do seguro (exploração confiante), ansioso leva a hiperativação da amígdala, reduzindo ponderação racional no adulto. Experimento de Ainsworth: mães saem/voltam, revelando padrões. ​ Sinais no Adulto ⚠️ Medo constante de rejeição, necessidade de validação, interpretação distorcida (ex: mensagem demorada = traição); anulação por parceiro. No trabalho: sobrecarga ou isolamento por desconfiança; relacionamentos ansioso-evitativo criam ciclo vicioso. Autoestima baixa reforça "profecia autorrealizável". ​ Impactos Profissionais e Afetivos 💼💔 Ambiente corporativo: insegurança leva a excesso ou discordância; pode confundir com dependência emocional, evoluindo para violência doméstica. Parceiro inseguro desgasta o outro; mudanças rotineiras (ex: trabalho intenso) amplificam inseguranças. ​ Caminhos para Mudança 🌱 Identificar via psicoeducação, terapia (flexibilidade cognitiva, questionar gatilhos); não culpa pais, mas entender gerações/contextos. Equilíbrio emoção-razão; acolhimento infantil previne (ex: "Vou voltar"). Autoestima estável permite rupturas sem colapso. ​ Acolha emoções recalcadas; informação liberta. Atualizações: Câmara vota projetos coleta seletiva; obras alteram ônibus Botafogo. ​ Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando com o nosso estúdio Câmara ao vivo. Segunda-feira, 16 de março. Vamos falar sobre um tema hoje que toca nossas relações mais próximas, porque muitas vezes a gente se afasta antes mesmo da gente ser abandonado por alguém. O que que a ciência nos mostra sobre o apego ansioso e como ele impacta a nossa vida afetiva, social e também profissional? Segundo estudos da psicologia do apego, eh, e especialistas dessa área, esse comportamento tem raízes na infância e pode influenciar desde a amizade até o trabalho. Então, vem com a gente, porque hoje nós vamos conversar sobre apego ansioso. Você pode participar conosco, manda a sua mensagem. Nosso WhatsApp está aberto, nossa produção já está apostos para receber a sua participação. Conversa conosco. Você é daqueles que se apega e aí quando você se apega você tem aquela ansiedade já do fim. Você começa algo já pensando no fim. Você se dedica tanto a ponto de de repente eh anular, né, quem você é. você perde a sua identidade por conta desse apego, conta pra gente a sua experiência ou então eh passa pra gente aí a sua dúvida, porque nós já estamos com as nossas especialistas aqui no estúdio. Daqui a pouquinho nós vamos apresentá-las e elas vão responder as suas dúvidas, as nossas dúvidas. E hoje a gente aprende um pouquinho mais sobre apego ansioso. Na tela o nosso WhatsApp 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Já já vamos apresentar as nossas convidadas do estúdio Câmara de Hoje estamos ao vivo agora 8:13 e a Câmara de Campinas vota em primeira discussão na 12ª reunião ordinária desta segunda-feira o projeto que prevê a criação de um sistema de notificações para alertar moradores sobre o cronograma eh da coleta domiciliar seletiva e do serviço de catatreco do município. A proposta de autoria do vereador Guilherme Teixeira determina que os avisos sejam enviados pelo menos 24 horas de com 24 horas de antecedência, informando data e região onde o serviço será realizado. Além dessa proposta, outros 12 projetos estão na pauta da reunião ordinária de hoje, incluindo e a inclusão do concurso gastronômico Comida de Boteco no calendário oficial da cidade, alteração em legislação para doação de área destinada à construção de um asilo. também autorização para a alienação de uma viela pública, denominação de espaço público e concessão de títulos e diplomas de mérito nas áreas de gastronomia, esporte e voluntariado. A sessão começa hoje às 6 da tarde no plenário da Câmara, transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas, também pelo YouTube da TV Câmara Campinas. Você pode participar tanto presencialmente lá no plenário José Maria Matozinho, quanto no YouTube e assistir aqui pela TV Câmara Campinas. Então, a reunião ordinária que inicia hoje às 6 horas na Câmara de Campinas. Mais informação, atenção você que transita pela nossa cidade. A empresa municipal de desenvolvimento de Campinas, a INDEC, altera a partir de hoje o itinerário de seis linhas de ônibus em Campinas, devido ao avanço das obras do reservatório de retenção das águas pluviais, conhecido como Pisinão, na região da Praça Napoleão Lauriano do bairro Botafogo. Bom, serão afetadas as linhas 171, 311, 312, 360, 361. e 300 37. Os ônibus deixarão de passar na rua Dr. Antônio Álvares Lobo e seguirão para a rua Comendador Luís José Pereira de Queiroz e também pela rua Delfino Cintra, retomando depois o trajeto habitual. O ponto de parada da rua Dr. Antônio Álvares Lobo será desativado e um novo local de embarque e desembarque será implantado na rua Comendador Luís José Pereira de Queiroz. Além disso, essa via terá o sentido de circulação invertido no trecho entre as ruas Júlio Frank e Arruda e Delfino. É Júlio Frank de Arruda, perdão, e Delfino Cintra. Tá bom? Então, gente, eh são obras de estrutura e aí você que transita pelas pela cidade de Campinas e você que depende do ônibus também, muita atenção. Mais informações você pode conferir no site da prefeitura e aí você vai lá eh na aba da INDEC para confirmar e conferir todas as alterações de vias, combinado? Vamos lá, então, para a previsão do tempo para esta segunda-feira. Como é que fica? Bom, a semana é, de acordo com os meteorologistas, será uma semana de sol e calor, é a última semana do verão, então vamos aproveitar. Olha só, hoje a mínima de 18, a máxima de 32º. Dia lindo para mim e para você. E vamosora com o tema central do nosso estúdio Câmara e a apresentação das nossas convidadas. A teoria do apego, né, desenvolvida por John Bold, explica como nossas primeiras experiências com cuidadores moldam nossos comportamentos emocionais. Ao longo da vida, existem diferentes estilos de apego: seguro, ansioso, evitativo e evitativo medroso. Olha só. Mas hoje a gente foca no apego ansioso, que é caracterizado pelo medo constante, de uma rejeição e do abandono, necessidade de validação e também uma busca intensa por uma proximidade emocional. Então, para nos ajudar a compreender melhor esse comportamento, nós recebemos via Zoom, direto de Santa Catarina, a Dra. Ana Caroline Santana, médica psiquiatra, seja muito bem-vinda. Bom dia, doutora. Prazer te receber. Bom dia. Muito obrigada pelo convite. Prazer. Maravilhosa. Vamos conversar eh sobre esse apego ansioso, mas para completar a nossa dupla de hoje, a gente recebe a psicanalista, ela é diretora do Centro Cultural Luiz Braile aqui de Campinas, Marina Valente. Seja bem-vinda, Marina. Obrigada pela sua participação e pela sua presença. Obrigada. Obrigada. Vamos lá, então, gente. Bom, para começar, Dra. Ana, pode nos explicar brevemente eh sobre esse apego ansioso, de onde que ele surge e o que acontece no nosso sistema cerebral, né? Eh, quando a gente sente essa essa ansiedade do apego. Maravilha. Eh, bom, quando a gente fala em apego ansioso, eh, como tu comentaste aí no início, um dos principais pontos é que isso vem muito da infância, né, quando o John Bobby, que foi o criador dessa teoria, né, e após outros estudiosos estudaram melhor isso, eles viram que era um padrão que surgia ali na infância, mas que esse padrão de vínculo emocional. perpetuava por toda a vida. E aí, eh, quando a gente fala em apego ansioso, né, porque, enfim, acho que a gente não vai entrar aqui em todo sistema de apego, mas se quiser a gente pode falar também, mas o que ele observava, né, eh, e na verdade foi um estudo feito pela Maryworth, que ela observou mães ali num cenário com as crianças e essas mães saíam, deixavam as crianças brincando e voltavam. No caso do apego ansioso, eram as crianças que eh ficavam muito próxima ali das mães e na ausência das mães, elas sentiam muito angustiadas, muito ansiosas, sentiam abandonadas e aí elas não conseguiam se regular emocionalmente e voltar a brincar ali, interagir com as crianças e terem um momento eh agradável. E mesmo quando essas mães voltavam, né, após esse período de distanciamento, essas crianças demoravam bastante para se reconfortar, que é diferente do apego seguro, né, que é o apego que todos nós gostaríamos de desenvolver, que a gente gostaria que todas as crianças desenvolvessem, que eram as crianças que eh conseguiam explorar o ambiente quando elas estavam ali eh com as mães. E na ausência das mães havia é algum desconforto, o que é natural, é saudável, não significa que as crianças não estavam nem aí quando as mães eh se afastavam, mas elas conseguiam eh depois se regular e se manter brincando, explorar o ambiente e se sentiam confortáveis rapidamente quando as mães voltavam também. Então o o apego ansioso ele surge daí. E aí, eh, o que muitos estudos, né, essa teoria surgiu lá em 1950, vários outros estudiosos foram estudar isso com, enfim, né, diferentes estudos, diferentes testes. Eh, e essa teoria demonstrou que muitas dessas pessoas vão levar esse tipo de apego, esse tipo de relação paraas dinâmicas relacionais da vida adulta. E aí o grande ponto é eh como, né, essa criança e essa pessoa durante a infância, ela desenvolveu um apego ansioso com as principais figuras de cuidado, que podem ter sido ali eh os pais ou, né, pode ter sido um avô, qualquer outra pessoa que ocupou esse lugar na vida dela. Muitas vezes ela vai crescer com esse medo do abandono. Eu acho que esse é o principal, a principal expressão pra gente compreender o apego ansioso, porque essa criança em muitos momentos, né, esse sistema de apego se formou dessa maneira, porque ela teve essas figuras de cuidado que não conseguiram passar a segurança para elas, né? Elas não conseguiram se vincular de uma maneira segura, seja porque era um apego inconsistente, né? Ora a pessoa estava ali disponível, ora não estava. E seja porque, enfim, houve uma separação, uma ruptura com essa figura de apego em algum determinado momento e essa pessoa eh desenvolveu o medo de ser abandonado e reforçou ao longo da vida essa crença de que a qualquer momento ela pode ser abandonada. E aí quando a gente vai pra vida adulta, paraas dinâmicas relacionais, e aí isso não só num contexto de relacionamento romântico, mas em outras dinâmicas, né, nas nossas amizades, enfim, outros afetos, essa pessoa acaba levando esse medo do abandono muito enraizado, né? E aí, eh, a gente tá falando aqui num plano psíquico, mas isso tem uma resposta fisiológica, né? Então, é uma pessoa que tá a maior parte do tempo hipervigilante, né? Isso tem toda uma resposta cerebral, né? Ela tem uma hiperativação da amídala. Isso dá eh uma resposta fisiológica no nosso corpo, né, de taquicardia, de angústia. Quando a gente tem uma hiperativação emocional, o nosso córtex pré-frontal, né, que é essa região da frente aqui do cérebro, ela que a região responsável pela capacidade de ponderação, ela fica menos ativada. Então essa pessoa, ela tá hiperativada emocionalmente, ela tem uma menor capacidade de ponderação, de reflexão sobre aquilo. E aí, eh, a gente se depara muitas vezes com a pessoa ali num contexto que ela tá com medo de abandono, que não é nem real, né? É um medo de abandono imaginado. Ela não tem dados concretos dentro daquela relação que surgiram o medo do abandono. Mas como ela tá hiperativada emocionalmente Uhum. e ela tá com a capacidade de ponderação reduzida. Muitas vezes, uma eh uma resposta de uma mensagem mais demorada, uma resposta um pouco mais fria, um pouco mais pragmática, pode ser um sinal interpretado como a certeza do abandono. Perfeito. Acho que explicou muito bem, a doutora. Deu pra gente ter um pouquinho de noção e aí permear sempre pela infância, né? É impressionante, Marina, como ã tudo acontece lá na infância. E você sabe, a doutora falando me arremeteu, sabe o que? Sabe a visão que eu tive? As crianças que as mães, os pais, os cuidadores vão deixar na escola e aí as crianças começam a chorar de uma forma assim exacerbada e às vezes a gente fala assim: "Ah, é birra, não vai ficar na escola". Gente, que coisa. Isso é algo que tá marcando a vida dessa criança. Quando a gente fala de apego ansioso, Marina, por favor, traga pra gente a sua visão, né? Eh eh o que que a psicologia, né? Eh, traz pra gente, a psicanálise traz pra gente referente a apego ansioso. Você me falou até que eh tem um estudo, né? Você buscou algumas informações e tal para poder trabalhar isso e você vê isso direto na clínica. Ah, muito, muito. É impressionante como a nossa infância nos molda paraa vida adulta, né? Então, nós trazemos as coisas que nós temos com os nossos pais, por exemplo, que nem você explicou, a o a criança se sente em alguns momentos abandonada quando chega na escola, né? Na relação da como bebê, né? H, a criança ela não entende, por exemplo, um quando a mãe se retira como a como a o estudo da Mary Borth, né, que ela explicou, quando a mãe sai e a criança não entende, o bebê, ele não entende porque que a mãe saiu, o que que tem de, né, eh, que ela foi abandonada. Mas no estudo do Freud também ele fala que a criança quando é constante, a mãe sai, a mãe volta. Uhum. Oo dele que o for da ele ele ele jogava um carretel e e ele ele assim imitava a mãe saindo, a mãe voltando, né? Então ele criou uma constância na cabeça dele, né? Que ele sabia lidar com isso. E então as crianças elas vão eh aprendendo a lidar com essas eh faltas. Uhum. Mas quando é inconstante, faz que uma hora tão dando atenção, outra hora não estão dando atenção. Às vezes a criança vem toda brincando com o pai, o pai dá toda atenção, dali a pouco a criança vai, o pai tá lá no celular, né? E Uhum. Ah, tá bom, tá bom, né? A criança se vai se sentindo insegura, né? Então, por isso que a ansiedade é inseguro, é ansioso, ela vai eh tendo muita ã medo de abandono e rejeição, né? Porque ela, a criança, ela precisa ser o tempo todo. É uma demanda grande, é difícil, né? Para ter aquele apego seguro, como a Dra. Ana falou, é muito complicado, porque a criança demanda muito e os pais trabalham, os pais têm uma vida, né? precisam pagar as contas, precisa, né? Eh, não é culpa dos pais não darem toda a o a atenção que eles demandam, mas e cada criança vai receber essas faltas de uma forma, né? Então, tem a criança no ansioso, né? A criança que tem essa inconstância de atenção na infância leva isso. Então, a ela é hipervigilante, ela tá sempre no emocional, né? E qual ela? Sim, ela consegue ler no ambiente os sinais de se a pessoa não ai, será que eu falei alguma coisa que tá errado? Ai, será que eu fiz alguma coisa errada? A pessoa não gostou? Ai, será que ela não gosta de mim? Né? Eh, são pessoas muito inseguras nas relações amorosas e também no trabalho, né? Olha isso. Nossa, será que eu que eu que ele me acha incompetente? É, é muito inseguro, né? E, e essa é a forma do ansioso. Eh, eu tenho que falar um pouquinho do do evitativo, que é o, eh, a criança que pais muito hã distantes das crianças, não deram atenção, frios, não ouviram a criança na infância, né? Esses são evitativos. Hum. E na vida adulta acontece do do ansioso, né, ter um relacionamento com o evitativo. E aí é que é um problema onde vem essa ciúmes intensos, eh essas eh relações mais complicadas, né, de então as pessoas chegam no consultório e falam assim: "Eu não sei por repito as mesmas coisas, eu sufoco a pessoa, a pessoa quer espaço, quer, né? É porque ela está ali nesse processo de apego ansioso que sufoca, que na aana falou do demora para mandar uma mensagem, ai ele já tá com outra, ele já tá, né? Ele ou mesmo isso acontece tanto com homens quanto mulheres, né? Eh, tem homens que ficam muito presos a essas relações, né, de de se anular mesmo, sabe? Eu faço tudo pelo outro, eu quero cuidar, eu quero, né? Eh, às vezes a a outra pessoa que é o evitativo que quer espaço, quer ter uma, né? Às vezes não é nem porque ele não gosta de estar com a pessoa, mas ele precisa do do momento dele, do momento dele, porque ele aprendeu assim que que ele precisa desenvolver sozinho, ele não pode criar dependências, ele não quer mostrar vulnerabilidades, né? Esse evitativo. Uhum. Então aí o que acontece numa relação com o ansioso que que não entende, que quer atenção, que quer proximidade, que quer fazer eh conversar, ter o ADR, né? Nossa, o evitativo não quer saber de nada disso, né? se afasta. Olha isso, é uma dança. E e muitas vezes eu falo se anula porque muitas pessoas acabam até eh fazendo coisas eh que que não são suas, mas tudo para segurar a outra pessoa. Sim, verdade. É interessante demais. E quando a gente conversa com vocês, a a nossa mente ela se expande, ela se amplia e a gente vê eh vocês falando, você imagina situações, né? E aí você sabia, você aí de casa, que de repente você toma uma atitude por conta do que aconteceu com você lá na infância, né? Mas a gente precisa e pode mudar isso tudo, mas a gente precisa entender. Eu acho que o primeiro passo é entender o que acontece, entender o por acontece e depois buscar mecanismos. para melhorar, né, a qualidade de vida, a qualidade de pensamento, a gente precisa, né, eh melhorar eh eh a nossa qualidade de pensamento, né, de entendimento. Eh, ô, Dra. Ana, que impressionante eh todas as informações que vocês trouxeram pra gente em pouco tempo, né, de programa. E eu gostaria que a doutora trouxesse pra gente, igual a a Marina já começou a a trazer, essa questão do apego ansioso na fase adulta. eh, no ambiente corporativo, né? O apego ansioso, ele vai se refletir no ambiente corporativo. E aí, como que a pessoa ela vai se desenvolver? Qual que é a chance dela, de repente, vamos falar uma linguagem bem coloquial aqui, nadar, nadar, nadar e morrer na praia. Maravilha. Eh, bom, como eu comentei, isso realmente vai se expandir para todas as dinâmicas relacionais, seja num contexto de amor romântico, como a Marina citou, eh, seja num contexto de amizades, enfim, isso também vai reverberar no ambiente de trabalho. Eh, muitas vezes a pessoa com apego ansioso, ela não só tem o medo de abandono, como ela acredita que ela vai ser abandonada. É uma questão de tempo, né? Não é só a dúvida, ela tem aquilo, inclusive como uma crença central. dentro das relações. E aí, eh, existe um fenômeno psíquico, né, que é o viés de confirmação, que é justamente o nosso cérebro buscar dados e fatos que confirmem aquilo que a gente já acredita. Uhum. Então, muitas vezes, quando a pessoa ela tem eh isso como uma quase uma profecia autorrealizável, né, de nossa, eu vou ser abandonada, em algum momento essas pessoas aqui eh vão me deixar, né, isso é a realidade da minha vida, elas vão buscar pistas ambientais, pistas no ambiente, nas relações que confirmem a realidade do abandono, que para ela é um fato indiscutível. E aí, eh, levando isso pro contexto de ambiente de trabalho, né, dentro das dinâmicas relacionais no trabalho, ela vai achar que ela não pode contar com ninguém, né? E aí isso muitas vezes pode gerar questões ali de discordância, de não cooperação no ambiente de trabalho, ou ela pode ir para um outro polo, que é hipercpensar esse medo do abandono e absorver tudo do trabalho para todo mundo e se tornar uma pessoa sobrecarregada no trabalho, porque eh pelo medo de ser abandonada, ela hipercpensa isso, tentando fazer tudo por todo mundo. Eh, então assim, eu acho que que tem alguns caminhos possíveis, né? não tem uma resposta muito fechada, porque uma pessoa ela pode ter, gente, isso também é uma coisa interessante de trazer aqui, ela pode ter o apego ansioso em algumas relações e ter um apego seguro em outras, né? Isso é uma uma questão importante. Às vezes ela tem um apego seguro no trabalho, ela tem um apego eh aliás, perdão, um apego inseguro, né? Um apego ansioso ali no trabalho, mas ela pode ter um apego seguro com alguém dentro de casa ou com uma amiga, né? ou às vezes ela tem um apego seguro no trabalho, não tem outros ambientes. Eh, então isso é uma coisa importante de trazer, que não é ai, porque eu tive ali uma inconstância dos meus cuidadores, todas as minhas relações, eu vou ter um apego ansioso. Não necessariamente, tá? Isso pode ser diferente a depender das relações. Mas voltando paraa questão do ambiente de trabalho, eh eu vejo muito esses caminhos assim, ou ela pode, fomentar ali um distanciamento, né, e do das pessoas do ambiente de trabalho ou problematizar qualquer questão, porque tudo pode ser um indício de que ela não pode contar com ninguém, de que ela vai ser abandonada. ou um outro caminho é hipercensar isso, absorvendo ali todas as demandas, eh, com muito medo de ser abandonada e, enfim, né, eh, se sobrecarregando. Muito bem. Agora, como é que a gente vai identificar que eu tenho, como é que eu identifico em mim o apego ansioso? Bom, vamos lá. Passou pela infância, de repente isso ficou guardadinho na minha caixinha, né? né? E eu tô vivendo uma vida adulta e aí tendo as consequências lá da minha infância, mas eu não sei disso. Então, como é que eu vou identificar esse meu apego ansioso? Quais os sinais, né, que eu posso que eu posso ter, ã, que identifique que eu realmente tenho um apego ansioso? Porque se a gente para para analisar esses comportamentos, eles podem se misturar com eh eu sou uma pessoa cautelosa, eu sou uma pessoa cuidadosa, eu sou uma pessoa responsável por mim, então de repente daí o evitativo, né? Aí eu eh não dependo dos outros, eu aprendi a ser firme, forte, né? Aí é o evitativo. Então, eh esses comportamentos eles podem se misturar e aí pode surgir aí então um uma dificuldade para identificar, né, o apego ansioso. Como é que a gente identifica isso, Marinha? Olha, é assim, como você disse, se você tem uma vida normal, que você tá bem, que você tem um relacionamentos, é claro que todo relacionamento tem altos e baixos. no trabalho a gente tem inseguranças, né? Mas se é uma coisa que está te incomodando, que está atrapalhando a sua vida, né? Aí é um é importante, é um sinal que você precisa buscar hã ajuda ou ou uma conversa, né? Eh, a aana falou assim, as coisas se misturam e não é uma não é porque você tem um apego ansioso, não dá determinada eh relação que isso é um problema mental, é uma doença, não é nada disso, né? É um é uma é são resgates de coisas que foram recalcadas na infância. Na psicanálise a gente fala em recalque, que é o varr debaixo do tapete, sabe aquelas coisas que a gente vai deixando para lá, né? E aí você fala: "Poxa, mas eu nem me lembro, a gente não se lembra". Mas o que a gente varde para debaixo do tapete, eu falo, né? Tá, a gente tropeça ali, né? Elas vão aparecer em sintomas, né? Em sintomas. por exemplo, eu não, eu tô muito insegura, eu sempre tenho esse essa inferioridade. Por que que eu me sinto eh eh acho que eu não vou dar conta do trabalho? Por que que eu não eh por que que eu me sinto inferior a outras pessoas? Acho que não vai dar certo, né? Eh, o ansioso, né? Ele quer, ele ele ele compensa realmente fazendo as coisas em excesso, né? Eh, eu tenho que dar conta de tudo. Eu quero cuidar de todo mundo. Eu quero, né, eu quero ser agradável com todo mundo. Todo mundo tem que gostar de mim, entende? Né? E e aí é muito cansativo. Oi. É muito cansativo, porque a pessoa tá sempre alerta, ô percebendo sinais. Eh, e aí, eh, se isso está sendo hum muito cansativo e um peso está, a pessoa precisa ir, né? Porque é é muito ruim. Você tá sempre achando que você é incapaz. Tem jovens que chegam na minha no meu custu dizendo que não, sabe, eu não eu não eu não presto para nada, eu não. Porque de alguma forma captou isso em alguma fala na infância de pai ou de mãe, de de cuidadores, entende? E que ficou guardado no inconsciente, né? E aí não se lembra, né? E aí a gente vai falando, a gente vai conversando na terapia ou mesmo se a pessoa não tem possibilidade de fazer terapia, tem alguns lugares no Brasil que é difícil acesso, né? Ela precisa, hã, entender que isso não é um problema e que ela mesmo pode eh resolver suas questões emocionais, hã, percebendo que eh não tem nada errado. Uhum. que ela não é diferente de ninguém e que ela pode eh recobrar essa autoestima, entende? Um autocuidado, buscando autoconhecimento também, né? Porque nós temos assim, quando a gente fala da psicologia, da psiquiatria, às vezes as pessoas dizem, mas não são todos que têm acesso, né? Mas nós temos a internet hoje a gente pode usar ela a nosso favor, né? né? E nós temos aí eh psicólogos, psiquiatras renomados e e que estão dispostos a trazer a informação, né? Olha só o que nós temos aqui no estúdio Câmara hoje, né? Nós temos uma psiquiatra, nós temos uma psicanalista, é, explicando, ensinando pra gente sobre o apego ancioso. Então, é é uma psicoeducação que, que que vai passando e a informação é a informação ela ela salva, né? Ela transforma. E se de repente você fala assim: "Ah, mas eu não tenho acesso procura, busca informação, porque acho que a informação ela faz sim você mudar a forma de pensamento, né?" Agora eu pergunto pra Dra. Ana, a gente consegue eh transformar esse apego ansioso em um apego seguro? Eh, doutora, eh, de que forma é possível a gente fazer essa reversão, né, do deixar o apego ansioso virar um apego seguro? Porque como vocês falaram aqui, esse apego ansioso que a gente traz lá da infância, ele é disparado na vida adulta a partir de gatilhos. De repente ele tá lá no nosso inconsciente, no nosso subconsciente, mas eu vou viver um momento que o meu cérebro vai falar: "Opa, vai ligar lá na minha infância." De repente, no momento em que minha mãe me deixou na escola, eu não quis ficar e aí eu chorei, tive aquela dor e aquela dor ficou guardada. mais algum momento, né, da minha vida, pode ser que esse gatilho seja disparado e eu venha sofrer novamente. Então, eh, existe maneiras da gente transformar, eh, esse apego ansioso em, eh, um apego seguro, doutora? Com certeza. E eu acho que assim, o principal ponto eh vocês tocaram, né, sobre isso, que foi o contexto de identificar, né? Eu acho que o primeiro ponto é reconhecer e acho que a Marina falou muito bem sobre isso também, porque eh isso não é um transtorno psiquiátrico, não é uma coisa passível de tomar uma medicação, por exemplo, né? Eh, mas é uma maneira de se relacionar que gera sofrimento, né? Porque é desgastante, enfim, como a gente comentou aqui, deixa a pessoa hipervigilante. Isso é é desgastante emocionalmente ao longo do tempo. E sim, o primeiro ponto é você identificar. Eu tenho uma maneira de me relacionar e como eu comentei, não vai ser com 100% das suas relações que você vai ter um apego ansioso. Às vezes isso é mais direcionado paraas relações românticas, para relações familiares, enfim, isso é cada um que vai identificar. Uhum. Mas é o primeiro ponto é reconhecer: "Putz, essa minha maneira de relacionar de me relacionar traz me traz muito sofrimento." A partir disso, eh, a psicoeducação, que é é uma das coisas que a gente tá fazendo aqui hoje, né? entender, eh, identificar de onde que isso vem, o que que isso causa, identificar esses gatilhos, identificar as nossas distorções cognitivas, que são as nossas maneiras distorcidas de interpretar a realidade, né? Eu entendo que quando eu penso que essa pessoa demorou a me responder e aí eu automaticamente penso, nossa, ele está com ele está com outra, eu entender e conseguir fazer, putz, pera aí, será que eu tenho provas que reforcem esse esse pensamento? Será que eu tenho provas que contradigam esse pensamento? Qual emoção tá por trás desse pensamento? Emoção de medo. E aí quando a gente consegue fazer um pouco esse caminho, né, de entender a emoção que tá por trás daquele pensamento, daquela interpretação da realidade, de procurar provas, né, reais, tenho provas que confirmem isso, tenho provas que questionem isso. E aí, muitas vezes, claro, o processo de terapia eh vai te ajudar muito nessa caminhada. Mas as pessoas que não tiverem oportunidade nisso, disso, né, de terem acesso a isso, hoje em dia a gente tem muitos conteúdos muito ricos, tem muitos livros, né, que eh ensinam muito essa flexibilidade cognitiva, expandem esse repertório emocional e eu acho que o caminho é muito através disso, né, psicoeducação e terapia mesmo. Excelente. Perfeito, né, Marina? Eh, eu gostaria de de falar também, porque muitas pessoas vão falar assim: "Ah, então tudo é culpa dos meus pais, né?" É, não, não é, porque a criança ela vai entender da forma dela, né? Às vezes o pai, né? Precisa sair e, né? Não, não tá atento. Isso, né? Não é culpa dos pais, é a situação, né? Do momento também, né? Exato. Agora, e aí o que acontece? muitas mães jovens hoje, né, pais, porque hoje eu falo cuidadores, eh, a gente fala muito em função materna e função paterna, porque tem vários tipos de de de famílias, né, hoje. Mas o o é importante que os cuidadores, né, eles deem eh tentem passar segurança. por exemplo, quando foi levar na escola pequenininho, os primeiros dias de aula, né, que ele ainda não conhece nada, é muito eh assustador pra criança. Então, é o pai chegar ou a mãe, o cuidador, quem vai levar, né, ele vai falar: "Olha, tá tudo bem, é difícil mesmo. É, é acolher as as questões das crianças. Eh, olha, vai ser difícil, mas você vai ver, você vai se divertir. Qualquer coisa, fala com a tia da escola. ela me liga, né? Eu vou ter que trabalhar, mas depois eu volto para te buscar. Sabe? Sempre dizer: "Olha, eu vou, mas eu volto". Eh, são cuidados que dão segurança pra criança, entende? Então isso, né? Eh, tem assim grandes possibilidades de de um eh de uma criança se tornar um adulto no apego seguro, dando a atenção e tudo mais. Agora, eh, antigamente as pessoas tinham vários filhos e não dava para dar toda essa atenção e e a vida é muito complicada, mas acho que hoje a gente tem adultos, né, eh que podem ter o apego seguro, que realmente, como a Draana falou, usando a razão em determinados momentos, tá muito emocionada, tá muito desesperada por uma situação, pera aí, usa a razão, né? Será que é isso mesmo? Porque o pensamento ele vai crescendo, né? De um pensamento virou uma certeza, né? Então, para é o equilíbrio, né? É o equilíbrio. O evitativo usa muito a razão e menos sentimento, né? E o ansioso é só sentimento, né? usa pouco a razão. Então, é, é buscando esse equilíbrio que eu acho que dá para se tornar uma pessoa com com mais segurança, né? Muito bem. Eh, foi importante você tocar nessa questão dos pais, né? Porque a semana passada nós falamos aqui no programa sobre as gerações, né? E aí, a maioria das situações que ocorrem, a gente fala assim, aconteceu lá na infância. E quando nós falamos que aconteceu lá na infância, vai remeter o quê? aos pais, aos cuidadores. E eu já vi alguns vídeos falando: "Ah, mas é tudo na psicologia e tal, na terapia é culpa dos pais". Não, a gente precisa lembrar que assim, eh, as gerações, né? Vamos lá, lá atrás na geração do meu avô, depois na geração da minha mãe, agora na minha geração, olha a diferença de conhecimento, né? de de repente de condições de informação, de rapidez de informação, de possibilidade de estudo. Então, são gerações diferentes e tudo que foi feito pelas gerações anteriores, eu tenho certeza que eles fizeram o máximo que eles puderam. E a gente hoje aqui, a gente também pode dar o nosso máximo, mas nós temos a diferença de ter o acesso à informação e as coisas serem um pouco mais, entre aspas, fáceis, né, de lidar, de ter o acesso, de buscar o conhecimento. A questão da psicologia, da psiquiatria, também é um tabu assim que se você for parar para analisar e na época dos meus avós não se falava em psiquiatria da forma que a gente fala hoje, nem de psicologia, nem de terapia. Então vamos colocar aqui assim um um basta nesse negócio que de ah, é culpa dos meus pais porque aconteceu lá na infância. Não é que não tinha a informação que temos hoje e foi dado o melhor que eles puderam no momento que eles tiveram. Você concorda comigo, Dra. Ana, concordo muito. E eu queria inclusive acrescentar porque às vezes tu podes pegar dois filhos até gêmeos, né? Eventualmente tiveram os mesmos pais ali, o mesmo momento de criação e um desenvolveu um apego ansioso e o outro desenvolveu um apego seguro. Uhum. Então assim, eh, claro, é muito importante a gente contextualizar o cenário que os nossos avós, nossos pais e os pais atuais, eh, vivenciam, mas para além disso, né, as necessidades emocionais elas podem variar de criança para criança. Então, às vezes os pais eles fizeram o melhor que eles puderam, mas ainda assim eles não conseguiram passar a segurança, eles não conseguiram atender as necessidades emocionais daquele psiquismo que às vezes para uma outra criança eh foi suficiente para que ela desenvolvesse um apego seguro. Então, acho que vale eh para além, né, de entender o contexto dos pais, entender que existe uma especificidade também de cada indivíduo. Sim. Maravilha. Muito bom. Olha só, gente, quanta informação, né? Nessa manhã de segunda-feira agora 8:49. Produção tá me avisando, temos algumas perguntas. É um assunto que a gente pode, é tão gostoso de falar sobre isso, né, que a gente pode ficar falando o dia inteiro aqui, mas nós temos que entregar o programa daqui a pouquinho. A ÍA já tá se preparando direto da nossa central IA de informações para atualizar as informações para você. E agora, produção tá avisando, nós temos pergunta na tela. Vamos lá então, produção. O que temos? Quem que participa conosco nesta manhã de segunda-feira? Vamos lá. Estamos falando de apego ansioso. Camila Ferreira do Cambuí. Olha só, às vezes a pessoa começa um relacionamento muito apaixonada, mas logo passa a sentir medo de perder o parceiro. Porque esse medo pode surgir tão rápido? É a questão do ego, do apego ansioso, Marina, eh tem assim um uma rapidez, uma velocidade que ele possa eh esse esse gatilho possa ser disparado, principalmente nessa questão de relacionamento? Ah, não, isso depende muito da pessoa, né? É, depende muito da pessoa, pode também não não ter gatilho, né? insegura e medo de perder, né? Muitas vezes ela vai h criar um gatilho. Nossa, às vezes abandona até antes mesmo de ser abandonada para não sofrer. Sofro agora, mas o outro sofrimento pode ser insuportável, né? Olha isso. Então ela ela por defesa própria, né? Ela cria um mecanismo de defesa em que ela ela ela prefere se afastar, não sentir para não sofrer, né? Então, antes de terminar, já começa sabendo que vai, já começa imaginando que vai terminar e já termina, né, antes de de de começar. É mais ou menos isso. É, como a Dra Ana falou, a pessoa, o ansioso, ele ele já sabe que ele vai ser abandonado em algum momento, né? que ele não vai eh porque o o parceiro, ele sempre vai se interessar por alguém que ele acha que é melhor do que ela, né? Ele sempre vai achar que ele vai numa festa, se eu não tiver junto, ele vai se interessar por outra pessoa, porque outras pessoas são muito melhores do que eu. Olha só, desmistificando aqui a questão, né, desse dessas situações que de repente é do cotidiano que você vive aí, você nem percebe que é um apego ansioso. Vamos lá, mais uma pergunta pra gente, produção, por favor, pode colocar na tela. Agora a gente direciona pra Dra. Ana, eh, a Tatiane Ribeiro do Bom Fim. Quem vive com alguém muito inseguro emocionalmente também pode acabar desenvolvendo estress ou desgaste psicológico. Interessante essa pergunta, hein, doutora? Muito interessante. Adorei. Eh, sim, porque muitas vezes, né, tu vendo ali o sofrimento daquela outra pessoa, eh, tu podes tentar hipercompensar, estar mais presente, né? Putz, essa pessoa tá tão com medo de ser abandonada, será que eu tenho que tentar estar mais presente com mensagem? Será que eu tenho que eh melhorar, podar melhor meus comportamentos, as minhas falas, para que essa pessoa se sinta mais segura nessa relação? E aí sim, isso é desgastante com o passar do tempo, até porque tu podes começar a ficar hiper vigilante em relação aos teus comportamentos, para que os teus comportamentos não sejam gatilho das inseguranças do outro. E aí isso com o passar do tempo eh é muito desgastante, acaba ativando o teu sistema de alerta além da pessoa, né, que já tem o sistema de alerta dela muito ativado, já tem uma hipervigilância. E aí cabe entender aqui, eh, eu só gostaria de acrescentar que, por favor, muitas vezes nesse caminho a gente se desgasta e no final acaba não atendendo todas as necessidades e não conseguindo passar a segurança que a gente gostaria, porque o problema não é muitas vezes da outra parte, nem daquela dinâmica relacional. É algo que, como a gente comentou aqui, né, um padrão que foi desenvolvido há muito tempo atrás. E essa pessoa eh vai ter esse medo independente do relacionamento que ela esteja, independente do parceiro, independente dos teus esforços para fazer com que essa pessoa se sinta segura ali. Uau! Muito interessante, né? Como nós funcionamos, a gente vai aprendendo todos os dias. Isso é bom demais. Conhecimento, gente. Vamos lá, produção. Eh, temos mais duas, uma para cada uma, então. Beleza. Pode colocar na tela, por favor. Vamos lá. Marcelo Farias do Taquaral. Mudanças na rotina do casal, como trabalho mais intenso ou menos tempo juntos, podem afetar a sensação de segurança no relacionamento. Sim. Um, o que acontece no, por exemplo, num casal que, como eu falei, né, do evitativo e do inseguro, o evitativo muitas vezes ele ele foca no trabalho. ele foca no trabalho, ele não tem eh como os sentimentalismos e tudo fica em segundo plano para ele, muitas vezes ele vai tá mais eh desatento à parceira, né? Aí a parceira chega eh poxa, vamos fazer um passar um fim de semana junto já evitativo já não, ele tá tão focado no trabalho que ele não quer parar, né? E aí gera uma certa insegurança, né? E isso vai desgastando, né? Por quê? Porque a pessoa ela não, o o ansioso ele não vai achar que é o trabalho ou que é eh poxa, eu sou mais eu deveria ser mais importante para ele do que esse esse trabalho dele, né? Então, é um é um é um exemplo, claro, perfeito, de um de um de uma coisa que pode gerar uma insegurança, né? Por quê? Porque o o ansioso ele é, vamos dizer, é pejorativo falar que ele é carente, que ele é, né? Mas eh, mas são pessoas que demandam muita atenção, né? porque acha que nunca é bom o suficiente para receber uma atenção de alguém ou então, né? Que que é impressionante isso, gente. Olha, faz a gente parar, pensar, né? E você de casa, né? Você vive esse apego ansioso? você é ansioso nessa nessa questão e eh eh de relacionamentos, de trabalho, às vezes você pensa que você não é capaz de executar determinada função, ação que lhe é proposta. De repente é importante você parar, analisar, pegar esse programa, assistir mais vezes, vai ficar lá no YouTube, porque pode ser que você encontre aí meios, né, para poder melhorar um pouquinho sua qualidade de vida e a sua saúde mental também, tá? 8:56. Vamos lá, então, mais uma pergunta pra gente, produção, e daí a gente já vai indo pras considerações finais. programa, olha, muito explicativo, muito ensinamento hoje aqui. Tô adorando isso. Bruno Mendes do Guanabara. Autoestima pode influenciar a forma como alguém percebe e vive seus relacionamentos, doutora, esse negócio de autoestima, né? Será que a gente tem mesmo autoestima ou a gente fica tentando reforçar isso todo dia, hein? Da onde vem a autoestima, né? Bom, eh, influencia muito e em diversas camadas, né? Eu acho que quando a pessoa ela tem um senso de de selfie, né, um senso de identidade estável, ela conseguiu desenvolver uma boa autoestima. E isso, mais uma vez também eh vem muito relacionado à educação que ela teve, a criação que ela teve, a presença dos pais, a possibilidade dela ter tido um apego seguro na infância. e ter crescido com esses reforços de que ela era capaz, de que ela era bonita, de que ela era inteligente, enfim. Eh, isso com certeza cria uma necessidade menor de difusão, né, de relacionamento e cria possibilidade de apegos seguros na vida adulta. E não só no contexto de relacionamentos românticos, mas como a gente falou aqui em outras áreas. Eh, quando essa pessoa cresce com apego ansioso, por exemplo, né, com com esse receio muito grande que ser abandonada, eh, muitas vezes ela vai crescer também com um sentimento de menos valia, com senso, né, de eu instável, com uma percepção de sim estável, com uma autoestima fragilizada. E aí, eh, obviamente isso também se soma nas dinâmicas relacionais, porque o exemplo que a Marina deu achei muito interessante. Ah, eu, de qualquer maneira, vou ser abandonada, né? Uma questão de tempo. Se não fui, vou ser em algum momento. Então, assim, eh, isso vem muito do local de das suas inseguranças mesmo, né? de não se achar boa o suficiente, de não se achar interessante o suficiente. E aí, eh, as pessoas que conseguem desenvolver, né, uma autoestima saudável e consegue desenvolver esse apego seguro, né, eh, que é o ideal paraa gente ter em todas as relações, elas conseguem manter uma tranquilidade mesmo diante da ruptura, por exemplo, né? Aí eu sei que diante de uma dinâmica de relacionamento eu vou ser vulnerável. Eh, e há a possibilidade do outro me ferir e há a possibilidade do outro me magoar, de eventualmente ele romper comigo. Mas se eu tenho um senso de eu estável, se eu se eu tenho uma autoestima consolidada, eu sei que isso vai me fazer mal, que eu vou sofrer, que vai ser difícil, mas eu sei que minha vida vai continuar, que não vai ser o fim do mundo e que eu posso, né, eh, encontrar amor e realização em outros lugares na vida. Então, acho que isso é bem importante. Ah, excelente. Agora a gente já tá caminhando pro final, mas eu gostaria eh eh de colocar aqui essa questão de apego ansioso. Ele pode ser eh confundido com dependência emocional, Marina? Porque eh vocês falando, explicando, me veio a cabeça essa questão da dependência emocional, que muito se fala, muito se vive esse negócio de dependência emocional e a dependência emocional também, dependendo da situação e do estágio dela, já vai partir para outra situação que a gente fala muito aqui, que é a violência doméstica. Então, o apego ansioso ele ele a gente pode ele pode levar a dependência emocional e a dependência emocional levar para outros planos. Sim, sim. Eh, eu, como eu falei da da no início, né, do apego ansioso, a pessoa acaba se anulando, para segurar a outra pessoa, né, acaba se fazendo coisas, permitindo coisas, né, submetendo a a relações para não perder o parceiro, né? Então, hã, hoje você vê as pessoas, né, eh, acabam aceitando que o parceiro tenha um, ah, sabe, abra o relacionamento, né, acaba convivendo com situações que não são ah que vão de contra as as os princípios, os valores dela, né? E por e por isso vão ah aceitando, vão deixando, acham que podem eh modificar o a dependência emocional é péssima, porque a pessoa acha como o ansioso acha que ninguém vai se interessar por ela, porque ela é menos do que ela é inferior. Então, aquele homem ou aquela mulher que está com essa pessoa, eh, se abandonar, ela vai ficar sozinha e ela não quer, ela tem pavor de estar sozinha, né? Entende? Então, ela deposita todas as esperanças naquela relação. Se ele sair, eu vou ficar sem chão, sem vida. Aura falou muito bem eh sobre hã se você perceber que você pode ser abandonado, pode não dar certo uma relação, não é o final do mundo, né? Não. A pessoa, ela precisa estar inteira para, se está com uma pessoa, ótimo. Se não estiver, também está feliz, entende? Porque ninguém vai fazer a gente feliz, é a gente mesmo. Perfeito. Olha só. E assim a gente vai fechando o programa mais claro as considerações finais das nossas entrevistadas. Doutora Ana, quero agradecer muito a sua participação com a gente aqui via Zoom, pelas explicações, pela troca, né, de conhecimento aqui junto com a Marina e por nos ensinar. Vocês são magníficas. Eu fico feliz de poder abrir a semana eh de estúdio câmara dessa forma e tendo esse entendimento, né, do apego ansioso e o que isso pode trazer paraa nossa vida e saber também que a gente pode sim autorregular e mudar essa questão de apego ansioso aí para algo mais pra gente. Ô, Dra. Ana, deixa uma mensagem então para os nossos telespectadores e a gente vai pr as considerações finais. Quero agradecer demais a sua participação aqui no estúdio Câmara, viu? Muito obrigada. Maravilha, muito obrigada. Eu que agradeço. Obrigada pela troca. Foi super interessante. Adoro esse assunto. Então, fiquei muito feliz pela oportunidade de compartilhar com vocês. Eh, por fim, eu gostaria de reforçar, acho que foi um tópico que a gente tocou aqui, busquem psicoeducação, né? É claro, para quem tiver a possibilidade de ter um acompanhamento psicológico, eh, de grande valor, mas para além disso, né, busquem conhecimentos mesmo. Hoje em dia a gente tem eh muitos conteúdos de psicoeducação nas redes sociais, no YouTube, eh muitos livros, muita produção científica sobre isso de maneira acessível, traduzida pro público em geral. Eh, e acho que nada mais poderoso do que o conhecimento, né? Então, para além dos processos terapêuticos, busquem conhecimento, busquem se observar, eh, e procurem ajuda sempre que possível, né, quando perceberem que há um sofrimento, eh, a partir daquela maneira ali de funcionamento, como a gente trouxe hoje, no caso das dinâmicas relacionais aí quando alguém tem um apego ansioso. Muito obrigada. Nós que agradecemos a sua disponibilidade, uma ótima semana e um abraço para todo pessoal de Santa Catarina, viu, doutora? Obrigada. E a gente agradece também você, querida Marina. Obrigada assim por compartilhar com a gente experiências, por ensinar, por trocar aqui com a doutora. Eu acho que é isso, né? A informação ela muda vidas e a informação eh vinda de pessoas que têm a ciência, que tem a expertiz e a gente poder ter aqui no estúdio Câmara é fabuloso. Muito obrigada. Eu que agradeço e só gostaria de falar paraas pessoas que se elas estão se sentindo ansiosas, elas estão com algum incômodo, né? Elas não não são ET, não são diferentes de ninguém. grande maioria das pessoas estão com esses apegos ansiosos e eh o é uma minoria hoje em dia as pessoas terem um apego seguro, né? Então não tem nada de errado com elas, é só a gente eh buscar, né? Não deixar nada para lá. O Freud já falava que as emoções elas não morrem, elas ficam guardadas e elas vão aparecer como sintoma em algum momento. Então não deixar nada para lá. O autoconhecimento, autocuidado é fundamental. Maravilhosa. Muito bom. vocês duas assim, abrilhantando a nossa segunda-feira, trazendo conforto quentinho no nosso coração e de nos fazer entender que sim, tá tudo bem e que sim, você consegue eh eh melhorar a sua qualidade de vida, de pensamento, né, de saúde mental. Nosso, muito obrigada mais uma vez às nossas entrevistadas, a você de casa que participou, que a sua semana seja linda, maravilhosa. Quero lembrar que a Íria tá chegando aí, né, direto da central e de informações, trazendo informações atualizadas, tá aqui de Campinas, do legislativo, Brasil, Mundo, cotação de euro, euro, dólar e muito mais para você. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do Legislativo e de Campinas. E depois às 6 da tarde nós também temos eh a movimentação lá da Câmara de Campinas com a reunião ordinária, tudo transmitido ao vivo para você aqui na TV Câmara Campinas, também no canal do YouTube da TV Câmara Campinas. Você é nosso convidado especial, tá bom? E amanhã, gente, amanhã, terça-feira, olha só o que nós vamos trabalhar amanhã. Meu pai não é meu herói. É sobre isso que nós vamos falar. Nem todo mundo, gente, crescendo, vendo o pai como referência, apoio ou inspiração. Para muitas pessoas, a relação com o pai é distante, é difícil ou simplesmente não existe. Mas o que acontece quando não há uma conexão entre pais e filhos, entre pai, filho, pai, eu digo a figura masculina, pai mesmo, né? Porque a gente tem aquele costume, ah, meu pai, meu herói. Mas será? E se o meu pai não for o meu herói? Quais sentimentos isso desperta ao longo da vida? Culpa, cobrança, frustração ou até um alívio? Será que esse vínculo sempre precisa ser reconstruído mesmo? Existe um momento em que tentar se reaproximar deixa de fazer sentido? E mais, está tudo bem reconhecer que nem toda a relação familiar precisa continuar. Amanhã a gente fala sobre os conflitos, as escolhas e os sentimentos que atravessam essa relação tão complexa entre pais e filhos. O tema de amanhã é meu pai não é meu herói. A gente conta com a sua audiência, com a sua companhia. Te desejamos uma linda semana, uma linda segunda-feira. Um beijo, fique bem e até amanhã. Ciao
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