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[música] Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com a Estúdio Câmara hoje, sexta-feira, dia 1o de maio, feriado do Dia do Trabalho. Você que tá em casa, convide aí a turminha. e fique com a gente. Hoje nós vamos falar sobre essa data, né, essa data histórica que simboliza historicamente então a luta, a resistência e as conquistas da classe trabalhadora por melhores condições de vida e de trabalho. Mas eh além de ressaltar essa data histórica, a nossa conversa hoje também vai além da produtividade, das relações profissionais. [música] A gente vai abordar algo silencioso, mas cada vez mais presente na rotina de muita gente. Eu pergunto para você de casa, já se pegou sem vontade, sem prazer, sem motivação para fazer aquilo que antes te fazia bem? Sair com os amigos, produzir, viver, trabalhar? Então, tudo parece automático, vazio, sem sentido. É um fenômeno que tem o nome de anedonia, né? E e quando ele aparece dentro do ambiente profissional, nós estamos falando de anedonia ocupacional. Segundo o manual diagnóstico e estatístico do de transtornos mentais, o DSM5, [música] a anedonia é um dos principais critérios para diagnóstico da depressão. E quando esse sintoma persiste por mais de duas semanas, o sinal de alerta é preciso ser ligado. Precisa ser ligado. Aliás, hoje a gente vai entender o que está por trás desse vazio emocional [música] no trabalho, né? Para você que tá em casa hoje, ã, é importante você fazer uma reflexão, como é que tem sido o seu comportamento no trabalho. Você sai para trabalhar animado, feliz, [música] contente, né, e volta estressado, pensando em não voltar mais para o trabalho, ou então você consegue performar no trabalho ou não, né? Como é que tem sido o seu dia a dia no trabalho? Importante o nosso bate-papo hoje. Os nossos profissionais já estão no estúdio, daqui a pouquinho vamos apresentá-los. E é importante você fazer uma reflexão e ficar ligadinha, porque nós vamos falar sobre o seu dia a dia no trabalho e quando você precisa acender o alerta, combinado? Vamos com informações. A Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Políticas para Mulheres, promove no dia 6 de maio o simpósio gratuito Mães Atípicas. O evento será realizado no Instituto Agronômico de Campinas, o IAC, das 8:30 da manhã até 1 da tarde. As inscrições eh já estão abertas e podem ser feitas, né, no link do Simpla. Então você acessa lá www.simpla.com.br, você procura lá o simpósio de mães atípicas e faz a sua inscrição totalmente gratuita. Lembrando que durante o evento haverá uma sala sensorial com a presença de terapeutas, psicólogos e especialistas em transtorno do espectro autista. O espaço será destinado ao acolhimento dos filhos atípicos enquanto as mães participam da atividade, tá bom? E Campinas recebe a partir de hoje, dia 1o de maio, a quinta edição do festival Gospel Voltando a Sonhar, também conhecido como Dream on Brasil. O evento que segue até amanhã acontece na Praça Aralt, um dos principais espaços de eventos aqui da cidade com a entrada gratuita. Tem o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas. Esse festival reúne mais de 10 atrações conhecidas do público gospel, tá? Entre eles tem Fernandinho, Nive Soares, Gabriel Guedes. É uma boa pedida para você dar uma passeadinha, né, neste feriado. E amanhã, sabadão também. Hoje a programação começa às 18:30. continua amanhã a partir das 17 horas. E a expectativa, gente, para este ano é reunir mais de 60.000 pessoas ao longo dos dois dias de programação, consolidando aí o festival como um dos principais eventos gratuitos do segmento na região. Previsão do tempo chegando para este final de semana. Como é que será que fica o tempo aqui na cidade? Vamos ver então. Olha só, para hoje, sexta-feira, só com algumas nuvens durante o dia, períodos de céu nublado, noite também com muitas nuvens, nuvens, mínima 21, máxima 31. Para sábado, sol com algumas nuvens também, sol nublado, igualzinho a hoje, sexta-feira, né? Então, sábado, mínima 16, máxima 29 e domingo a previsão diz que teremos eh algumas nuvens e chuvens eh algumas nuvens e chuva. passageira. À noite também com muitas nuvens e mínima 18, máxima 25º. É isso, gente. Previsão do tempo para o final de semana. Tá vendo só? A gente vai falando tudo no automático, né? Quando você vê, você fala uma palavra que nem existe, ó. Vamos embora. É isso. Olha só, o Brasil, gente, hoje enfrenta um desafio gigante, né? A gente é o país com o maior número de pessoas ansiosas no mundo, atingindo quase 10% da nossa população. É muito isso. A anedonia que vamos discutir hoje é um reflexo grave deste cenário, onde o prazer desaparece e o sistema de recompensa do cérebro para de funcionar corretamente. Então, para começarmos, como que a gente pode definir a anedonia ocupacional? É apenas uma falta de vontade ou o funcionamento mental está de fato comprometido? para conversar com a gente sobre esse assunto. Nós convidamos dois profissionais de saúde mental. A gente dá as boas-vindas a psicóloga Lucineide Rocha. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação, presença. Bom dia. Bom dia. Eu que agradeço o convite. É um prazer estar aqui novamente falando sobre um tema tão importante que engloba também a nossa saúde mental. O trabalho, claro, ele faz parte da nossa existência humana. Não temos como viver sem o trabalho pensando qual, como que é o funcionamento da nossa cultura. Muito bem. Eu acho bem pertinente, principalmente no dia de hoje, né, que o pessoal tá aí de repente em casa, tirou uma folga hoje e tá nem pensando no trabalho. Será que não é o momento de você parar para analisar como tem sido o comportamento do seu corpo, da sua mente mediante ao trabalho? com a gente também para completar a nossa dupla de hoje. O psicanalista clínico Rodrigo Guedes, seja muito bem-vindo. Bom dia, obrigada pela sua participação. Bom dia, Rúbia. Muito obrigado pelo convite de estar aqui. É um prazer enorme. Vamos falar sobre um tema muito importante hoje, portanto, fique ligado aqui. Muito bem. Então, ó, vamos começar. O que será que acontece no cérebro de quem vive esse quadro? Esse bloqueio da dopamina, Lucineid, realmente impede a pessoa de sentir um prazer físico e emocional nas tarefas? Fica sem sentido? Fica. Porque se levarmos em consideração como que é o funcionamento do nosso cérebro, o céreb o cérebro humano, ele está em constante busca por prazer. Então, quando nós pensamos na dopamina, que é aquele é um neurotransmissor que o nosso cérebro recebe automaticamente quando nós temos uma recompensa, então o trabalho ele nos traz uma recompensa muito grande. nós temos acesso a um reforço social, a condições financeiras, a lazer, a muitas coisas que o trabalho, de certa forma, ele nos proporciona e aí automaticamente nós recebemos uma sobrecarga de dopamina. Só que isso quando não é olhado com muito cuidado, quando o trabalho ele passa a ser a única fonte de reforçador, a única forma que a pessoa encontra em buscar aquela dopamina para o cérebro, aí pode ser um problema. Como que você lida com esse excesso? Muito bem. Agora, Rodrigo, como que a psicanálise interpreta essa anedonia ocupacional? Uma pergunta bem pertinente. Se nós pensarmos no sujeito como o dono de si mesmo, que é o que a psicanálise vai trazer, eh, a nedonia é como se o mundo ficasse cinza. Se nós fôssemos traduzir em palavras, seria o tanto faz. a pessoa perde o sentido, como a Luci falou, a descarga dopaminérgica no cérebro, ela tem um comprometimento. Então aquele mecanismo de recompensa, ele não atua da forma que ele deveria atuar. E quando nós nós levamos isso para o profissional, que é a anedonia ocupacional, muitas vezes aquela pessoa que está desenvolvendo um trabalho, eh está se desempenhando dentro da empresa, ela vai perder totalmente o desejo, a vontade e a alegria de cumprir tarefas que até então eram prazerosas. Muito bem, gente. Olha, é um dado alarmante. 86% dos brasileiros sofrem com algum tipo de adoecimento mental. E quando a gente fala de trabalho, o número assusta ainda mais. Nove em cada 10, é isso mesmo, nove em cada 10 trabalhadores apresentam sintomas de ansiedade. Então o que era um instinto de sobrevivência primitivo parece ter saído do controle do mundo corporativo. Aí eu pergunto pra pra Lucine se existe uma ansiedade que é considerada normal ou até necessária para nos motivar e como que a gente diferencia esse frio na barriga antes de uma reunião importante daquela ansiedade que adoece leva à anedonia? Sim, a ansiedade ela é uma emoção extremamente importante pra nossa sobrevivência. Ela nos avisa quando nós estamos diante de um compromisso importante. Então agora eu estou extremamente ansiosa porque eu estou diante de uma situação atípica [limpando a garganta] no meu dia a dia. Mas essa ansiedade é uma ansiedade normal, porque ela não impediu que eu viesse até aqui e que eu de certa forma estivesse falando sobre um assunto que é tão importante, que é um dos meus objetivos enquanto psicóloga. Enquanto profissional, eu tenho como um objetivo muito claro levar conhecimento para a população. E aí essa ansiedade, ela passa a ser considerada como patológica ou fora do normal, quando ela impede a pessoa de fazer as coisas que são importante, quando ela traz um nível de sofrimento muito intenso e a pessoa, de certa forma, vai fugindo sempre das situações que são ansiógenas, porque aí também vem carregado dos sintomas físicos, que muitas vezes impede a pessoa de continuar fazendo aquilo que é importante, como por exemplo, honrar os compromissos relacionado ao trabalho, porque tem uma fuga imediata diante da situação que ela considera aversiva, algo que ela teme que não vai dar conta, algo que é considerado ansiógeno, que já vem uma descarga ali no cérebro de um medo, de uma necessidade de fugir, de não enfrentar. E aí é quando entra justamente um olhar com mais atenção. Se essa ansiedade, se essa emoção ela está de certa forma trazendo prejuízo pra vida do indivíduo, ele precisa buscar uma ajuda profissional para poder entender o que está acontecendo. E a melhor parte é como lidar com isso, como lidar com as situações, já que não dá para fugir sempre das nossas emoções. É verdade. Eu sinto emoção todo dia aqui antes de começar o programa. Você acha que não tem borboletas no meu estômago, que eu não sinto assim uma sensação de ansiedade, mas é uma ansiedade boa, porque quando o programa começa, a gente começa a conversar e essa ansiedade passa e eu vou sentir isso durante todo momento que eu estiver executando meu trabalho. E eu penso, me corrija se eu tiver errada, Rodrigo, que essa ansiedade que eu sinto é é algo que faz sentido para mim, porque se eu parar de sentir isso, de repente eu posso estar entrando em um momento que eu preciso de acender um alerta. Seria isso? Exatamente. Muito bem pontuado. Eh, assim como a Lúci pontuou, é importante, né? A a ansiedade é como uma montanha russa. Sim. Então, quando você está subindo, chegando ao ponto mais alto, ela é positiva, ela te projeta, você quer fazer as coisas, ela te dá um up. Entretanto, quando você desce, Uhum. Ela é negativa. E então, é comum que nós vamos sentir ansiedade eh para apresentar um programa, para cumprir uma tarefa, para uma entrevista de emprego, porque é uma parte essencial do nosso ser. Entretanto, quando ela paralisa é ruim. Uhum. E a ausência, que é o que nós estamos falando hoje, a a nedonia é interessante que ela tem dois pontos. A a nedonia da experiência do agora, que é experiencial. Então, eh, eu não sinto vontade, eu não sinto muito desejo, eu estou muito apático com aquilo que eu estou fazendo no momento. Esse é um ponto. E tem a anedonia de antecipação, que é quando a pessoa pensa, bom, eu preciso entregar alguns relatórios, fazer tal projeto ai não compensa. E aí ela cansa. Então, nós podemos entender ela dessas duas maneiras. Excelente. Olha, você sabe que tem a Patrícia França, ela é especialista em saúde mental clean, ela tem uma empresa especializada em saúde mental corporativa e qualidade de vida. E ela cita que essa ansiedade, né, ansiedade natural tem uma causa identificável e passa rápido, né? Então eu pergunto para você, Rodrigo, que também é especialista nessa área, quando o colaborador ele não consegue mais identificar por que ele tá tenso, isso já pode ser aí o sinal de um quadro eh eh que vai trazer uma incapacidade, a pessoa fica mesmo eh eh incapaz de realizar as tarefas. Isso é algo consciente ou não? a pessoa ela consegue sentir para poder de repente buscar uma ajuda. É importante que você perguntou, porque veja, não necessariamente Uhum. a anedonia, ela vai ser caracterizada por essa questão do tanto faz, ficou cinza. Sim. Não quer dizer que o funcionário ele não desempenhe o seu trabalho, porque ele vai ser funcional, ele vai funcionar, ele só não vai preencher além da expectativa. Ele vai fazer aquilo que ele precisa fazer, da forma que ele precisa fazer, porém ele não vai ter aquele desejo de fazer a mais, de cumprir a tarefa, se vai receber um aumento ou se não vai, ele vai levando no piloto automático. Então veja, a nedonia ainda deixa a pessoa funcional. Entretanto, o mecanismo de recompensa, que é essa descarga dopaminérgica que nós temos ao executar uma tarefa, ao preencher um compromisso com a aquilo que nós esperamos, não vai acontecer. Porém, a pessoa precisa entender se aquilo durou uma semana, 10 dias, duas semanas, aí sim é o alerta, porque nós temos dias bons e dias ruins. E às vezes o dia ruim a gente não vai produzir bem. Exato. Perfeito. Agora, Lucineid, vamos lá. Eh, nós falamos da pessoa que o Rodrigo trouxe, né, a pessoa que tá só entregando o que tem para entregar e para ela tanto faz. Mas com isso, no ambiente corporativo, com certeza vai começar eh eh a ter eh cobranças, né? As cobranças vão existir porque a gente precisa entregar. E aí com o excesso de cobrança, qual o impacto que essa cobrança em excesso, porque a pessoa ela de repente não tá desempenhando o papel dela com destreza. Então qual que é o impacto que a cobrança vai causar no estado de esgotamento dessa pessoa? Muito interessante, porque isso vai acontecendo aos poucos, não acontece de um dia para o outro. Não é que a pessoa ela está ali no nível de funcionamento considerado adequado paraas suas atividades, que no dia seguinte ela já vai começar a declinar, a deixar de ser produtiva. E nós temos uma questão que é muito importante, porque nós vivemos em busca de uma produtividade constante. É como se nada estivesse bom. Então, se a gente pega o contexto de um mundo empresarial ou até mesmo de um mundo aonde a pessoa está de certa forma vivendo só para o trabalho, é aí onde que mora o perigo. Porque se o trabalho ele passa a ser a minha única fonte de lazer, a minha única fonte de reforçador, automaticamente eu vou anulando as outras áreas da minha vida. Então, é sempre importante manter o equilíbrio. O trabalho ele vai ter cobranças? Sim. Vai ter responsabilidades, vai, porque faz parte da das nossas eh atividades humanas, faz parte da vida adulta. E se olharmos paraa forma como nós aprendemos, que que os pais falam quando eles saem para trabalhar? Eles falam para os filhos, para as criancinhas, ai olha, a mamãe vai trabalhar porque ela precisa ganhar dinheiro para comprar isso, para comprar aquilo. A criança ela vai aprendendo e ela vai crescendo com essa informação ali na cabeça. E quando ela se torna um adulto, ela vai entrar também para o mercado de trabalho. E aí não é o que as empresas cobram de nós, é como nós lidamos com a cobrança, como nós gerenciamos o nosso nível de estresse. Porque se pensarmos em bornout, nada mais é do que uma sobrecarga. E claro, tem o componente do ambiente de trabalho, mas também tem o meu meu componente enquanto pessoa. Como que eu gerencio essa sobrecarga? Como eu lido com a cobrança? Como eu lido com a pressão. É. Aí é onde entra a parte do equilíbrio. Se eu tento manter um equilíbrio, vida pessoal, vida profissional, lazer e família, não é que eu vou ter uma vida perfeita, que todos os meus problemas vão sumir, que eu não posso ter uma sobrecarga, que eu não posso entrar num exaustão. Mas aí eu tenho a onde buscar outras fontes de reforçadores. Se eu estou num dia sobrecarregada de trabalho, eu chego em casa, eu posso buscar um descanso com a minha família, com o meu animal de estimação, posso assistir uma série, tomar um chá. Então é como nós gerenciamos essas cobranças, porque elas vão existir. Lucine, que coisa, hein? Adorei, gente. Que aula você viu, Rodrigo? Vi. Maravilhoso, né? Maravilhoso. E a gente precisa. Você sabe que nós fizemos um programa aqui dizendo assim: "É, quem é você além do seu trabalho?" Uhum. E isso deixou uma interrogação muito grande na cabeça das pessoas, porque é o que a Lucate trouxe, né? Você é quem além do seu trabalho, você trabalha, você performa, você entrega e aí chega em casa, você sente uma tristeza porque você só está bem se você está performando, trabalhando, sendo reconhecido, né? De alguma forma, a gente também precisa alinhar, equilibrar as nossas ações, as nossas funções, o nosso ósseo criativo, porque hoje está acontecendo muito essa questão de burnout, de pessoas com depressão, de afastamento. São muitos por conta de de depressão, de de problemas de saúde mental eh que estão conectadas, relacionadas ao trabalho. E a Lucine trouxe uma coisa interessante, que era a minha próxima pergunta, é a relação do burnout com essa anedonia. Ela é muito alta. Uhum. Veja, em 2024 nós tivemos quase 473.000 casos de afastamento no Brasil por questões relacionadas à saúde mental. Na grande maioria, burnout, transtorno de depressão maior e ansiedade. Uhum. A nedonia, ela tá ligada intimamente a esses três diagnósticos. Sim. Ah, então quando a pessoa ela está em estado de burnout, é muito difícil que ela sinta o prazer em fazer algo, em executar algo, seja na vida pessoal, seja na vida profissional. E eu lhe digo isso com a propriedade de quem teve o burnout quando eu trabalhava no setor corporativo, antes de fazer a minha transição de carreira. Ah, eu procurei a terapia fruto de um quadro de burnout enorme, onde eu perdi totalmente a capacidade de sentir prazer naquilo que eu fazia. E o que eu fazia era muito gostoso. Eu trabalhava no no setor de engenharia de produtos de de uma marca e basicamente eu inventava tecidos, o tecido que brilha no escuro, o tecido que é a que é B, que o estilista pedia. era muito gostoso, mas a carga excessiva do trabalho, a forma como o trabalho era conduzido, eh, eu estou falando de já há um tempo, né? Eh, fez com que eu entrasse num quadro de burnout e aí tudo perdeu o propósito, o valor. Eu só cumpria o protocolo, entregava o que precisava, da forma que precisava. Então é importante que nós estejamos atento porque agora nós temos uma nova norma que é NR1 que foi atualizada, vai entrar em vigor a partir de dia 27 de maio, já com sanções punitivas e os itens descritos na normas estão intimamente ligados às questões de saúde mental. Eu tenho uma empresa que presta consultoria de gestão psicossocial e o que nós acompanhamos e vemos em quase todas as empresas é que os funcionários estão caminhando para um quadro de burnout e depressão. Olha só, interessante, né? Ô, Lucineid, como que a gente pode eh trazer a conexão do trabalho com eh esses quadros de saúde mental que tem acontecido, o que que a psicologia traz e também com eh a inserção da da e a atualização da NR1, né, a necessidade de estar atualizando, ter novas regras, o que que a psicologia traz, qual que é a sua visão eh como psicóloga desse esse adoecimento em massa. Como analista do comportamento, o que que eu sempre olho? Os nossos comportamentos eles são aprendidos. Então, se nós temos uma regulamentação que exige que as empresas tenham outro olhar sobre o colaborador, então isso nos diz que o número exorbitante de adoecimentos no ambiente de trabalho chegou no nível que não tem mais para onde correr. Por se pensarmos hoje, se eu te fizer uma pergunta, quem que é a Rúbia? Uhum. Uhum. A uma das primeiras coisas que você vai me responder é: "Eu sou jornalista, eu apresento um programa assim assado." A gente se identifica com a nossa função, né? Exatamente. Se você não fala, se a pergunta ela não vem dessa forma, vem com que você trabalha. É como se o nosso trabalho ele ficasse acima da nossa identidade, do nosso RG. E nem sempre isso é fácil da gente separar, porque se pensarmos em uma conversa mais informal, quando a gente sai para lazer, principalmente, esses temas de trabalho, ele sempre entra em pauta e aí cada um vai descrever o que que está vivenciando. Então, a regulamentação ela veio para auxiliar os colaboradores e automatic e automaticamente também auxiliar as empresas, porque quando o colaborador ele fica afastado, todo mundo pede, o colaborador pede uma parte da vida dele, porque o trabalho ele ocupa uma parte significativa da nossa vida. Se olharmos aí no mínimo 8 horas do nosso dia que nós passamos frente ao nosso trabalho, quando não é mais, então é um tempo significativo. Se eu perco isso, eu estou perdendo muitas coisas. Eu estou perdendo o contato social, eu estou perdendo as atividades que eu executo, que na maioria das vezes elas são prazerosas, sim. Então há uma relação muito grande com essa administração e que ninguém ensina. Nós somos cobrados o quê? Terminamos o ensino médio, qual que é a faculdade que você vai fazer? Terminamos a faculdade, você já entrou no mercado de trabalho? Aí como que está? Então, essas perguntas elas vão trazendo também uma cobrança externa e uma cobrança interna para nós, o que é difícil de gerenciarmos. É por isso que no consultório nós recebemos diariamente pessoas com queixas relacionadas a essa sobrecarga, a essa dificuldade de gerenciar a vida pessoal com vida profissional. E aí a regulamentação, ela vem para trazer aí um norte, de certa forma para todos os lados, porque um depende do outro e tentarmos equilibrar de uma forma que tenhamos aí mais qualidade de vida e consequentemente os colaboradores possam cuidar mais da saúde mental com o auxílio também das empresas. Muito bem. Isso reflete, né? O trabalhador estando com a saúde mental e física em dia, eh, isso reflete positivamente, né? Eh, dentro da empresa. Agora, Rodrigo, eh, na sua avaliação, você trabalha aí com empresários, né, com com gestores. Qual que é a avaliação dos gestores mediante a essa atualização da NR1? Tem algumas pessoas, já ouvi dizer que eh assim, poxa vida, mas eh eu já ofereço, né, tanta coisa e agora eu vou ter que cuidar mais disso. De repente a pessoa ela tá com problema de saúde mental, mas eh não é por conta do trabalho, ela já traz uma sobrecarga de casa, ela não consegue fazer essa separação, ela vem pro trabalho e junto com a carga do trabalho ela acaba adoecendo, mas ela já veio com esse problema de casa. E qual que é a visão do do empresário, do gestor, do patrão e o que que a empresa ela deve fazer? Qual que eh são os primeiros passos? Tá simples, tá fácil? Tá difícil? Vai ter fiscalização? Como que vai funcionar isso tudo? Uma ótima pergunta. Eh, os gestores das empresas que eu tenho visitado, eles estão com muitas dúvidas. Ah, porque o que acontece quando nós pensamos nesse enredo inteiro, né, onde a pessoa tem a vida social, tem a vida pessoal e tem a vida enquanto profissional, muitas empresas tentam fazer os programas eh laborais para que essas pessoas, né, esses funcionários possam ter qualidade de vida no trabalho. Entretanto, se estivesse funcionando, nós não seríamos o país mais ansioso do mundo e estaríamos com esses 473.000 afastamentos em 2024. O que acontece é que o mundo mudou, as tecnologias estão aí, eh muitos limites são atravessados inclusive de forma inconsciente. Por exemplo, eh um dos pontos que a NR1 atualizada ela vai medir é alinhamento de vida profissional e pessoal. E aí, como que funciona aquele WhatsApp fora do horário de trabalho, aquele chefe que cobra a as pessoas 10 para meia-noite, ele está invadindo ali um um horário que é pessoal. Mas dentro de um contexto profissional, a empresa, de repente ela mudou de gestão. A cultura, a forma como aquela empresa vai trabalhar agora é diferente. Gera um desalinhamento com aquele profissional que estava executando ou trabalhando. Falta de autonomia no trabalho, assédio moral e sexual que nós vemos acontecendo constantemente, né? E tem um outro ponto muito importante de se pensar. E a mulher como fica nisso? Na jornada dupla de trabalho, porque ela não trabalha só dentro da empresa. Muitas mulheres trabalham em casa também, cumprindo todo o protocolo eh da mulher do lar e também fora dentro das corporações. E essa mulher, como ela fica na questão da saúde mental, da burnout? Sobrecarregada, né? Total sobrecarregada. [limpando a garganta] Então, o ideal é que as empresas em primeiro momento contratem alguém de fora. Muitas empresas me chamam porque falam: "Rodrigo, eu tentei com o meu RH, foi muito importante, mas nós conseguimos chegar até aqui". Uhum. Então, é importante que você contrate alguém de fora para que tenha uma visão especializada a principalmente profissionais da área de saúde mental, né? o psicólogo, o psicanalista, eles têm condições de olhar não só para o enredo corporativo, mas também para o sujeito. Uhum. E nós temos de pensar que uma empresa é composta de centenas de sujeitos que t a sua subjetividade, a sua vida, os seus desejos, as suas questões. Então, é importante que as empresas contratem alguém especializado para fazer um diagnóstico que seja eficiente, eficaz e a partir daí implementar ações que possam ser corretivas, porque às vezes já tá no vermelho, então são ações que precisam ser imediatas e ações a longo prazo para estabelecer mais qualidade de vida e equilíbrio entre o trabalho e a saúde pessoal da pessoa. Excelente. Muito bem. Agora, eh, Lucineid, essa questão que eu fiz ao Rodrigo, né? Eh, a pessoa vai trabalhar, mas ela já tem um problema em casa e ela leva esse problema para o trabalho. E aí, às vezes, eh, ouve-se, você precisa separar, né, o profissional do pessoal, a gente consegue? Isso, isso é possível ou não? Não, isso não é possível porque não tem um indivíduo profissional e um indivíduo pessoal. Não, não existe uma chavinha de forma nenhuma que nós pudéssemos nos desconectar da vida pessoal quando nós estamos no ambiente de trabalho e vice-versa. O que existe é justamente uma tentativa de encontrar um equilíbrio entre as áreas da vida. Como eu mencionei antes, essa busca de um equilíbrio que possa proporcionar um pouco mais de qualidade de vida. Então, como mulher, como empreendedora, como dona de uma clínica de psicologia, eu te garanto que não é fácil administrar as questões como o Rodrigo trouxe, da vida pessoal, da casa, com a vida profissional. Então, antes de vir para cá, a minha pia ficou cheia de louça, porque eu tive que escolher o que que eu vou fazer. Eu vou organizar as coisas de casa, eu vou para o meu compromisso de trabalho. E claro que quando eu chegar lá, as coisas vão estar lá e eu vou fazer. Então é difícil esse equilíbrio. E aí às vezes eu chego à noite, eu olho lá e tem algumas coisas de casa para fazer. Falo: "Não, esse é o meu momento de descanso". Então é importante também nós colocarmos limite na nossa rotina, porque se nós não conseguirmos fazer isso, ninguém mais vai fazer. Tem dias que eu chego da clínica 8 horas e daí eu olha, aí tem algumas coisas de casa. falou: "Não, vou jantar, vou descansar, fico lá umas duas horinhas assistindo uma série, relaxando, depois eu vou dormir, no dia seguinte eu estou descansada, porque eu consigo me desconectar daquela atividade doméstica para o meu momento de descanso e no dia seguinte eu retomo tudo." A questão, eu acho que está em pauta aqui na nossa discussão é como que eu faço isso quando o trabalho ele começa a ser uma uma fonte como se fosse uma válvula de escape também. Se eu vivo praticamente só em função do trabalho, eu estou esquecendo as outras áreas da minha vida. Então o ponto chave talvez seja aí. Quem que é você fora do seu trabalho, o que que você faz? Exatamente. E aí me chama a atenção eh de uma turminha aí que são os orcaholics. E aí faz o quê? Como é que vai ser? E qual avaliação que você faz, Rodrigo? Os orcoli são aquelas pessoas que trabalham, trabalham, trabalham, vivem para trabalhar. A gente costuma falar na psicanálise, que é uma ótima palavra para o deslocamento. Então, a uma pessoa, ela pode ter tido um trauma, algum evento de vida, no qual ela não consegue lidar e aí ela vai sentir uma angústia e vai deslocar aquela angústia para um objeto que nós dizemos. O que seria esse objeto? o trabalho. E aí ela performa, se desenvolve no trabalho, trabalha como uma máquina e vai ele vai esse nome de workaholic, né? Como se fosse um orgulho. Olha, eu trabalho muito, eu produzo muito, eh eu performo muito dentro do trabalho, mas há um equilíbrio. Se a gente pensar na matemática da vida, e eu vou colocar aqui de uma forma simples para ficar fácil de cálculo, porque matemática, né? É, eu sou humanas, [risadas] eu vim de exatas para humanas. Não me peça a matemática, mas vamos lá. Mas se você dorme 8 horas, se você trabalha oito, você tem 8 horas para viver. Uhum. Se você vive 60 anos, 30, 20 anos você passa dormindo. Isso. 20 anos você passa trabalhando e você tem 20 anos para viver, para fazer tudo, para curtir, para namorar, para cinema, para sair, para criar os filhos, para aproveitar a vida. O o Workolic ele inverte um pouco essa lógica e aí ele toma como tempo ou do descanso ou de aproveitar a vida com os seus hobbies e de outra forma com o trabalho e que pode ser um deslocamento de algum angústia. Exatamente. Agora o orar holicine eh pode existir uma comparação aí, né? Tipo assim, o carahol ele entrega, entrega, entrega. A pessoa normal faz, né, o trabalho com a satisfação, mas tudo bem, tá tudo certo. E tem a pessoa que já está com uma saúde, uma predisposição à saúde mental, que não sente o prazer da de fazer ou de estar naquele local. Vamos lá. três eh perfis diferentes que podem fazer com que a o gestor entre aí numa confusão e acabe tornando o ambiente ainda mais difícil. Concorda? Sim. E a saúde, a saúde mental, quando falamos em transtornos mentais, ansiedade e depressão, principalmente, que são os mais conhecidos ou os mais populares, ela nunca tem um único componente. Então, não é que o nosso trabalho nos adoece, tem um componente inicialmente genético. Pessoas que têm história de vida, que têm, principalmente os pais, com esse diagnóstico, ele carrega ali uma predisposição, não é que ele vai desenvolver, não é sobre isso. O fato de ter um pai ou uma mãe com diagnóstico de ansiedade e depressão, não necessariamente quer dizer que o indivíduo vai desenvolver. Só que daí quando a gente traz essa carga genética, esse componente para o o fator ambiental, pensando em algumas profissões, principalmente as que têm mais cobrança, eh que tem mais pressão, que hoje em dia é boa parte delas, tem algumas áreas que ficam mais vulneráveis, a área da saúde, a área das finanças. Essas áreas, elas por si só já têm um como se fosse uma responsabilidade maior no resto das coisas da vida. Então esses perfis eles acabam ficando mais vulneráveis. Então, digamos que eu já sou da área da saúde, né? Se eu trouxe ali uma prédisposição da minha família e a minha profissão, eu já tenho aí dois componentes. Se eu não tomar cuidado para olhar com muita calma e muita atenção para o que eu estou fazendo fora do meu ambiente de trabalho, eu já fico mais vulnerável, porque também eu moro em uma cidade grande. A cidade grande, o estilo de vida traz também outros fatores. Então, veja como é complexo. Não tem como separar a vida profissional da vida pessoal quando nós estamos falando de saúde mental, que não existe uma saúde mental no trabalho, uma saúde mental na vida pessoal. Então são perfis que precisam ficar um pouco mais atento aí e olhando os sinais, porque o nosso corpo ele dá sinais e os primeiros sinais são aí sintomas, um cansaço, uma irritabilidade muito grande, uma perca de vontade, sim, dessas coisas que são consideradas importantes, elas deixam a ocupar ali aquele lugar que antes era mais ocupado e mais importante na vida dela. Então são esses fatores que nós devemos olhar com muita atenção. Muito bem. uma pessoa com predisposição a needonia, uma pessoa e uma pessoa que tá tudo bem, tá tranquilo aparentemente. Como o gestor faz para ter um ambiente com saúde mental? Vamos lá, Rodrigo. Essa é uma pergunta de 100 milhões. Uau! Porque quando nós pensamos no corporativo, nós pensamos em um ecossistema onde todas as pessoas produzem ali para um todo, tem uma finalidade. Mas pensar no indivíduo, na singularidade do indivíduo dentro desse ecossistema, é uma tarefa muito difícil, porque cada um tem uma história, cada um está passando por um momento. Geralmente, eh, práticas laborais são essenciais para que essas pessoas possam ter um processo de descompressão muitas vezes antes de chegar ao trabalho, de mais qualidade, eh, de percepção de tempo, de tarefas. E é importante que os jet stores possam olhar para isso. O perfil mudou, o mundo mudou, as tecnologias mudaram e nós não pensamos como era na minha época, eu já posso falar isso porque eu já quarentei, [risadas] ah, que nós tínhamos especialistas que cumpriam uma função com um nível de perfeição quase que absoluto, mas o relacionamento interpessoal era ruim. Hoje nós estamos numa era mais generalista dentro das corporações, onde o entrosamento, o ambiente de trabalho conta muito. Ah, a bandeira que a empresa levanta conta muito para que os funcionários abracem a aquele ideal e possam produzir. Então, é importante que ao chegar na empresa, esses profissionais eles possam ter um momento de balizamento emocional. Uhum. Eu vou dar um exemplo. Eu venho de uma cidade próxima e aí eu calculei um tempo para chegar 30 minutos antecipado, que é o que eu sempre faço. Entretanto, a anguera com acidente, com trânsito, com caminhão, um carro cortando outro. Isso vai alterando o meu humor porque eu tenho um compromisso, eu preciso chegar naquele horário. Uhum. Quantos profissionais não passam por isso? E uma coisa importante de se pensar, o a percepção de prioridades do profissional dentro da empresa, ela muda muito. Eu durante alguns anos fui da operacional, eu morava em São Paulo e eu levava 2 horas pegando trem para chegar ao meu local de trabalho. E aí eu caminhava mais uns 30 quarteirões. 8 horas da manhã eu já chegava suado e desesperado para tomar o café da manhã. Uhum. E quando eu vi a pessoa chegando 9 horas no carro, ar condicionado, com musiquinha bonita e essa pessoa vinha me cobrar eh alguma coisa de uma forma mais contundente, aquilo me gerava um um ódio profundo, porque são realidades diferentes. O brasileiro quase sempre ele atravessa a cidade inteira para chegar no local de trabalho. O gestor, ele precisa pensar nisso. Ele precisa estar atento ao ecossistema, mas também olhar para o funcionário hoje para que aquela pessoa possa estar bem para produzir. Por quê? A Nedonia tá ali para abraçar e ela vai abraçar essa pessoa e ela vai desempenhar mal. E aí eu vou ter turnover, eu vou ter o presenteísmo, que é o meu corpo tá presente, mas minha cabeça já tá em outro lugar. Eu vou ter o absenteísmo, que é, né, são os atestados que a pessoa porque ela fica ruim, no outro dia ela somatiza, ah, estou com quadro de gastrite nervosa, de esofagite, eh, meu corpo ficou todo empipocado. Às vezes ela está ali somatizando. Por quê? Porque aquela carga, aquele trabalho já não corresponde mais com o prazer e sim como a execução fria. Assim como uma máquina, ela só produz, ela só faz. Uau, olha isso, né, gente? É mais complexo do que a gente imagina. É mais complexo do que nós podemos eh entender. Que bom que a gente tem profissionais, né, para nos orientar. Orientar você trabalhador, orientar você gestor, né, você empresário. Eh, nós precisamos se adaptar, né? Eh, Lucineid, e qual que é a avaliação da psicologia referente a NR1, né? estava na hora, estava precisando. É algo que na sua visão psicológica eh vai ser fácil adaptar ou a gente vai enfrentar problemas aí porque me parece que tem até fiscalização, né? É, estava na hora sim, porque um dos temas centrais de psicoterapia é a relação de trabalho com a vida pessoal e assim como tudo que é novo traz os desafios. Então, nós vamos precisar de um tempo, sim, para adaptação, para que nós possamos ver os resultados. A implementação ela é super importante, mas aí tem todo um processo. A gente não vai ter um resultado de melhora de saúde mental nas empresas em um piscar de olhos de uma semana para outra. Nós precisamos de um tempo, tanto de adaptação das empresas quanto de adaptação eh com os colaboradores, porque os colaboradores também terão algumas mudanças. E aí quando a gente pensa nessa parte do do HC holic, que é as pessoas que querem performar o tempo inteiro, tem pessoas que reclamam quando as empresas colocam alguma prática de melhoria que precisa tirar ele ali da sua mesinha, do seu computador, das suas atividades, para ir participar de algum evento que não esteja relacionado diretamente à produtividade. Então esse processo de adaptação, ele vai exigir que tenhamos paciência dos dois lados para que possamos colher os frutos, assim como tudo é um processo. Eu tenho o início, tem o meio e tem o fim. E aí precisamos esperar para ver quais que serão as consequências que nós esperamos na psicologia que seja positivas para os dois lados. É um manejo, né, que vai acontecer e os dois lados precisam estar abertos, né, para esse esse manejo, esse novo sistema. Porque não adianta só você eh exigir, exigir, exigir, mas não está disposto a a contribuir para que essa melhoria aconteça. Isso eu falo tanto do lado eh do empresário quanto do lado do trabalhador, do profissional, que também pode ser que tenha que abrir mão de alguma coisa, porque assim, é bem complicado quando a gente fala de coletivo, porque eu estou me sentindo bem, mas se ele não tá se sentindo bem, por que que eu tenho que fazer assistir uma palestra que é para ele, não para mim, né? analisa isso que pode gerar aí um conflito, né? Aí o empresário ele precisa fazer inserir de repente esse conhecimento na empresa. Aí um não acredita que isso não é para ele e ele não vai querer fazer e essa essa atividade. Então assim, realmente vai ter que ser algo, né? Eh, bem hã que tenha um bom entendimento, que é para todos, né? tanto para o trabalhador quanto para o gestor, né, Rodrig? Sim. E tem um ponto importante, hã, o Ministério do Trabalho estabeleceu lá em 2024 a atualização da NR1 e ela começa a valer como ação punitiva da fiscalização a partir do dia 27 de maio desse ano. Ou seja, as empresas tiveram um ano aí para se adequar. A empresa que ainda não estabeleceu uma normatização, não começou a cuidar da NR1 com mais cautela, ela está já no limite do limite do limite, porque você não consegue implementar uma ação corretiva, um diagnóstico com profissionalismo em uma semana, dependendo do porte da empresa. E nós temos aquele antigo ditado dos nossos avós da maçãzinha. Se você tiver um gestor, uma gestora, uma pessoa num cargo de liderança muito difícil de personalidade, ela compromete o time inteiro. Totalmente. Ela compromete o time inteiro. E nós temos aí a a roda, é só pesquisar a quantidade de empresas que hoje sofrem sanções, sofrem multas por conta de má relacionamento dentro da corporação. Então é bom que o empresário fique bem atento. Se você ainda não fez, corra atrás, porque vai ser importante. E a empresa ganha com isso. O funcionário, quando ele compra a bandeira da empresa, quando ele trabalha com vemência, com vontade, ela produz mais sempre. É verdade. Você tocou num assunto que seria eh o próximo, a próxima pergunta aqui, mas eu trouxe a questão do ambiente digital, né? Que o ambiente digital melhorou, mas piorou tudo. Se você for parar para pensar, você tem que responder tudo na hora. É tudo na hora, na hora, cara. Você não tem tempo para nada. você ficar atento ao celular ali, tá todo mundo te procurando, conversando, querendo respostas e você tem que ser tudo na hora. Vamos lá. Home office, celular, o trabalho não tem mais hora para acabar, né? Você trabalha, né? Quem opta por trabalhar em home office, ah, vai ser legal, vai. Daí vai para casa, acha que ã ã ã, tem que trabalhar, tem que entregar, tem reunião e vamos lá e vamos lá, beleza? Mas junto com todas essas tecnologias que exigem da gente uma assertividade e um estar presente sempre, se o líder ele é viciado no trabalho, ele é um orcahólic, ele acaba criando uma cultura onde ninguém se sente seguro para descansar e isso é um grande problema. Lucine, como fazer para adaptar esse líder às novas regras? é aonde entra a parte do treinamento, porque se eu tenho um gestor, um líder que tem esse perfil, ele vai sim comprometer todo o resto da equipe. Porque quando nós falamos em empresa, nós não falamos de uma única pessoa, nós falamos de um time. O resultado final é a é a junção do trabalho de todo mundo. Então, a NR, inclusive, ela vai trazer benefícios para as empresas justamente por conta disso. A a aplicação ela é individualizada nas empresas e dentro da necessidade de cada área. O Rodrigo pode complementar melhor essa fala, porque se eu tenho se eu identifico que tem um problema ali no gestor, um problema de perfil comportamental, eu preciso urgentemente treinar aquele gestor se eu quiser ter resultados diferentes na minha empresa, porque se o gestor continuar com o mesmo perfil, com o mesmo padrão, a equipe ela não vai conseguir trabalhar da maneira que é esperada, não vai eh ser possível fazer nenhum outro plano de melhoria, nenhum uma outra implementação, porque o problema não foi tocado ali diretamente na raiz. Muito bem. Um líder, né, dessa forma que nós estamos falando aqui, Rodrigo, eh, ansioso, orcaholic, né, e que não seguir as regras da NR1, ele pode contaminar um clima organizacional e pode gerar um surto de anedonia na equipe? Não só pode como ele vai, muito provavelmente ele vai causar um efeito ali dominor nas pessoas que elas vão perder a motivação, muitas vezes vão ficar com medo de se relacionar com ele, vão ficar com medo de se relacionar com pessoas que respondam diretamente ou que tem ali um uma intimidade muito grande. É importante nós pensarmos que nós estamos num momento onde a a educação, o bom senso ou as boas práticas profissionais elas são importante. Estamos lidando com pessoas, não com máquinas. Pessoas têm sentimento, tjetividade. Nós tivemos um caso e interessante de um apresentador que foi cumpriu o papel dele porque ele quis, ele precisava com a perda do irmão. Como faz isso? Então, você [limpando a garganta] apresentar um programa ali no luto, na dor? Foi até emocionante, né? assim, a gente sentiu aquilo e pensar que as pessoas elas passam por isso cotidianamente, diariamente. Às vezes é um momento, às vezes é na ida pro trabalho. Então esse gestor que tem esse que a gente chamava antigamente de pulso firme, ele vai precisar ter um treinamento. E outra coisa que eu percebo, pessoas em cargo de liderança, CEO, CFO, os que se desempenham melhor estão fazendo terapia. A gente precisa também pontuar isso é importante porque quando você faz terapia você tem o seu lugar de escuta, o seu lugar de fala e você evita de ficar deslocando demandas internas para os outros, principalmente para profissionais e funcionários que trabalham com você. Exatamente, Lucine, eu percebi que você se movimentou quando o Rodrigo trouxe a questão, né, do apresentador lá, que em seu momento de dor esteve apresentando, né, o reality. Cada um tem a sua forma de avaliar, né? Uns podem dizer: "Nossa, que força". como ele mesmo trouxe. Ele trouxe isso eh já de família, é coisa do irmão que você vai, porque o irmão também citou que acho que tava com o braço, a mão quebrada, né? E e continuou ali um jogo de basquete. Então, e agora é algo assim que deixa a gente um pouco confuso em relação a tudo isso que nós estamos tentando atualizar e trazer no programa. minha psicóloga, nos orienta, por favor. Olha, é bem é bem delicado esse ponto, porque entra em muitas questões, inclusive na parte do comprometimento e da responsabilidade. Então, se olharmos para a audiência, para o compromisso que esse programa tem com toda a população, fica muito difícil encontrar uma resposta certa, mas ele não iria apresentar. E aí, como que ficaria? E o nome dele? Então tem uma cobrança, tem uma pressão muito grande em cima disso. E aí nós não estamos falando de um apresentador inexperiente, nós estamos falando de uma pessoa que tem vários anos aí de experiência em vários locais na TV que faz com que ele tenha uma bagagem muito grande. Mas o discurso de boa parte das pessoas é ele é muito forte, ele é muito guerreiro. até que ponto Uhum precisa realmente eh carregar esse esse título de guerreiro e passar por cima de algumas questões e aí nós não sabemos como que é para ele justamente porque a gente não tem acesso aos bastidor aos bastidores e entra na parte da comparação. Algumas pessoas falam: "Eu gostaria muito de ter esse perfil dele, eu gostaria de ter essa coragem". Não, você não sabe o que acontece nos bastidores, você não tem acesso ao como que foi o antes para ele chegar até ali no momento e conseguir fazer a apresentação que tocou, acho que todas as pessoas que assistiram e quem só viu os recortezinhos, eu só vi o recortezinho, mas foi muito profundo isso que aconteceu. Então não, eu acho que não existe uma resposta certa, existe um limite que cada pessoa precisa entender e tentar encontrar uma maneira de estabelecer ali o limite que entra também na parte de um processo psicoterapêutico. Quando você tem um bom autoconhecimento, um bom desenvolvimento pessoal, não é que você não vai ter problemas, você vai sim ter problemas, mas você consegue manejar, administrar esse problema para que ele não se torne algo maior. ele faça parte ali de um acontecimento, mas a sua vida segue normal depois disso. Exatamente, né? O autoconhecimento, a gente precisa eh eh trazer o autoconhecimento pro nosso dia a dia, porque é uma forma da gente, de repente encarar a vida com mais leveza, apesar de que anda tudo muito pesado, né? Mas de repente é um caminho, não é, Rodrigo? É um caminho. E é importante pensar, por exemplo, quando eu falei do deslocamento, eu eu vou trazer um recorte de de um atendimento clínico. Eu atendi um profissional que ele estava passando por um luto da perda de pessoas que ele amava na época do COVID. Humum. E essa pessoa sentiu tamanha angústia interna. E o luto ele é atemporal. Ele pode ser de um mês, um ano ou o resto da vida. Uhum. Cada um vai subjetivar o luto de uma maneira. Ele deslocou toda aquela angústia no trabalho. Por quê? Estávamos enclausurados, estávamos tentando entender algo da da ordem da quase de uma morte iminente, muito difícil. E ele não tinha com quem partilhar. Uhum. porque ele vivia com os pais, os pais se foram e aí de repente estou só para lidar com esse todo, mas eu tenho meu trabalho. Então o trabalho virou uma âncora, um apoio para ele naquele momento. Entretanto, ao passar do tempo, esse deslocamento ele foi ficando mais forte, ele foi cobrando mais as pessoas que trabalhavam com ele, porque em todo momento que ele servia só, ele precisava lidar com aquela angústia. E como ela era visceral, tamanha, ele precisava deslocar no trabalho, no entendimento dele. E aí que entra a terapia para que você possa ajudar com que aquela pessoa entenda que ela pode deslocar também em outros lugares. Ah, um um dos mecanismos de defesa que a gente fala na psicanálise é o da sublimação, criar arte. Eh, toda a arte que nós temos, né, hoje vem muitas vezes desse mecanismo. Então, para ele começar a fazer hobbies, ele começou a fazer algumas outras coisas que ele deslocava também parte daquela angústia. Ele começou a pintar inclusive quadros maravilhosos e aí ele começou a tirar um pouco o pé dessa parte do orcaholic que estava prejudicando não só ele, mas também como a equipe dele inteirinha. Então, a gente tem que pensar também nesse ponto do deslocamento da angústia como uma forma de intensificar a atividade do trabalho. Exatamente. Eh, é algo que precisa partir de você, a partir do teu autoconhecimento e aí também, né, da questão das leis, essa atualização da NR1 e do entendimento também dos gestores. Acredito que unindo tudo isso e eh olhando de uma forma positiva, acredito que as coisas podem melhorar e diminuir essa enchurrada de atestados, essa enchurrada de pessoas com problemas, né, de saúde mental, ã, por conta do trabalho, porque é algo assim que não combina. Se você for parar para analisar, falar: "Poxa vida, mas eu me afastei do meu trabalho por conta que eu não estou legal, por conta que meu trabalho me adoeceu, gente. Mas o trabalho não foi feito para adoecer a gente. Eu pelo menos penso assim, não é, Lucine? Ou foi, não foi, [risadas] não deveria. Não deveria, né? Não deveria. É algo assim que você tem que ter prazer no que você faz, né? Então acho que é por isso que está havendo essa essa conscientização e esse manejo, né, Rodrigo? Ah, sim. Dúvida nenhuma, sem dúvida nenhuma, nós temos hoje atualizações importantes para que tanto no contexto pessoal quanto do trabalho, todas as pessoas possam ter mais qualidade de vida. É essa brincadeira que nós fizemos aqui com a matemática da vida. Temos pouco tempo se formos pensar naquilo que a gente quer realizar, naquilo que a gente quer viver. Então, não estou contente com o meu trabalho, não está dando certo. Se você tiver possibilidade, repense, recalcule a rota. Uhum. Ah, eu vejo hoje e e claro que de uma forma muito pontual de que eu ter recalculado minha rota lá atrás me permitiu trabalhar hoje com a psicanálise, com a gestão psicossocial em empresas e fazer um trabalho que eu vejo muito mais utilidade social, que eu tenho um profundo amor, uma profunda gratidão de saber que algumas vidas eu podia um pouquinho ali eh interferir iria ajudar do que eu tinha naquela época. E e se eu tivesse continuado, talvez eh eu estaria bem comprometido, bem adoecido. Então, cabe também a nós termos eh o ímpeto de mudar aquilo que não está fazendo bem. Exatamente. Às vezes você tá insistindo em algo, né, mas que não é mais para você. a gente precisa saber o momento de encerrar o ciclo. E a gente precisa lembrar também que pra gente iniciar um novo ciclo, a gente precisa finalizar, né? E aí de repente pode ser que esse esse espaço onde você vive hoje não seja para você e também que você tenha a oportunidade de fazer uma transição de carreira. Aí você fala assim: "Ah, não, mas eu já tô velho para isso, gente. Sempre há tempo, né? Quem disse para você que você não pode estudar, fazer um curso técnico, rever os seus conceitos e de repente trilhar um novo caminho. Tudo pode acontecer, estamos aqui vivos e tudo é possível, porque a vida é movimento e é isso, depende de você também, né? Então é importante a gente eh entender que nós não estamos enraizados ali, né, Lucine? A gente pode fazer esse movimento que de repente vai trazer mais saúde mental pra gente também. Sim. E tem muitas pessoas que falam isso. Vamos pegar um exemplo. Eu tenho uma conhecida que ela trabalha numa área X, ela tem acho que 40 anos. E daí ela, nossa, eu sou extremamente infeliz nesse trabalho. Daí sempre que a gente conhe fal, mas por que que você não busca algo que você se identifique, pensa numa transição, não, mas eu já estou velha, como que eu vou para uma salas de aula? falou: "Tá, daqui a 4, 5 anos você vai continuar envelhecendo. Então você não vai deixar de envelhecer porque você vai fazer uma transição, porque você vai começar algo novo." E o tempo que nós estivermos vivos, sendo muito honesta como pessoa e como profissional, nós temos toda a liberdade e autonomia para mudarmos. Nós só não consuma em nossa vida a partir do momento que nós deixarmos de existir, porque daí o organismo não funciona mais. Então, durante todo o tempo da sua vida, existe possibilidades para você mudar. Eu sei que é difícil, as mudanças trazem muitos desafios, mas você não precisa querer começar lá do topo, você pode começar um passinho de cada vez. é o processo, identificar o que que de repente poderia te trazer mais satisfação. Existe um caminho para você fazer isso, qual que é o caminho? Porque uma das maiores dificuldades quando nós pensamos em mudança é que a pessoa já olha lá no futuro. Então, ah, vamos pegar, se eu pensar numa outra área, ah, eu adoro a área da nutrição. E daí às vezes eu fico pensando, e se eu fizesse uma nova faculdade, uma faculdade de nutrição, daí às vezes eu penso também, nossa, mas eu já vou ter tantos anos. Sim. Tá, mas qual que é o caminho? Eu preciso primeiro começar aí, não sei se eu vou me identificar, depois que eu terminar, é que eu vou entender o que que de fato vai me trazer daquela área que eu escolhi. E numa idade de 40 anos, é mais fácil você encontrar uma outra atividade que de repente possa ser mais prazerosa do que quando você tem lá 18, 20 anos. São momentos de vidas muito diferentes. Então, se você busca uma outra oportunidade, se você está insatisfeita com algumas coisas da sua vida, tente encontrar maneira de como você vai fazer essa mudança. Se não for através de um processo terapêutico, que seja através de outras formas de autoconhecimento, porque o autoconhecimento ele não existe só na terapia. Existe muitos conteúdos que você pode fazer que vai te proporcionar essa descoberta, atividades manuais, leituras, podcast, assistir um um um entrevista igual essa já vai te trazer também autoconhecimento. Você só [limpando a garganta] precisa entender e buscar. Excelente, gente. [limpando a garganta] Perdão, bichinho do Han pegou aqui, mas olha, é porque eu fiquei, eu fiquei olhando para Lucineade. Você é maravilhosa, mulher. Que isso? Que satisfação receber você mais uma vez aqui. A gente já emenda então com as considerações finais com você. Quanto expertize, quanto conhecimento e quanta troca com a gente, né? Olha só. Gratidão, viu? Muito obrigada pela sua participação. Considerações finais, por favor. Eu sou uma pessoa apaixonada pela vida. Eu venho de uma família muito grande. Eu tenho nove irmãos. Então isso faz com que eu ame o contato com pessoas. Eu não consigo me imaginar em outro meio. Então, a minha profissão, claro, ela me traz uma satisfação pessoal. Não vou dizer que não é cansativo, porque é um trabalho, é um compromisso, é uma responsabilidade. Mas no final do meu dia, eu me sinto muito realizada em fazer aquilo que eu escolhi. e que, claro, eu posso ser bem remunerada por isso, porque entra na parte do trabalho, da remuneração e da satisfação. Então, é um conjunto de fatores. Não dá para pegar uma única coisa, aquela frase que as pessoas dizem que eu nem gosto. Acho que é: "Trabalhe com o que você ama e nunca mais você vai trabalhar". Alguma coisa assim. Não, isso não existe. Você vai trabalhar sim, porque é um compromisso e uma responsabilidade, mas você vai ter uma realização maior com essa escolha. Excelente. Obrigada pela sua participação mais uma vez, viu? Gratidão. E você, Rodrigo, como sempre, né, trazendo pra gente aí eh eh conteúdo maravilhoso, uma troca muito boa, muito ensinamento. A gente agradece a sua participação, sua presença aqui no Estúdio Câmara. Mais uma vez, considerações finais, por favor. Eu agradeço a você, a toda a equipe, Rúbia, por estar aqui mais uma vez. Agradeço a Lúci por esse encontro. O conhecimento ele é como um livro, né? Se a gente pega aquele livro e põe na prateleira, ele não tem funcionalidade, ele vai ser um brinde ali. Mas quando você lê, quando você fala sobre ele, você consegue transmitir a a ideia, você consegue partilhar ensinamentos. E a possibilidade, a oportunidade de estar aqui hoje com você mais uma vez é sobre isso, sobre a gente poder falar sobre assuntos tão importantes e que eu espero que levem um pouquinho para você que tá assistindo dentro de casa. um pouquinho mais de calorzinho no coração, um pouquinho mais de desejo de vida. Muito obrigado. A gente que agradece. Nossa, gente, que programa legal, né? Você que tá em casa acompanhando, acrescentou algo para você? Então faça o seguinte, já está no YouTube, compartilhe também com as pessoas que fazem parte da sua vida. É importante a gente trazer informações, atualizações e principalmente quando diz respeito à nossa saúde física e mental. Tá bom? Esse é o nosso compromisso diário com você que tá aí do outro lado, agradecendo a sua audiência, a sua companhia, desejando a você um ótimo dia e lembre-se que na segunda-feira nós estaremos de volta com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. E olha só, gente, nós vamos falar sobre o seguinte. Eu vou te primeiro fazer uma pergunta para você, vai ser bem forte. Ah, o nosso tema do estúdio câmara de segunda-feira. O que você faria, tá, se você recebesse um diagnóstico que mudaria a sua vida? Pois é, para muitos o resultado positivo de uma doença grave soa como fim. [música] Mas para outros esse resultado pode ser despertador. Existem histórias reais de pessoas que diante da maior fragilidade da saúde descobriram uma força que nunca tiveram. A notícia da doença não foi uma despedida, mas sim um convite para viver com mais intensidade [música] que ele vivia antes com saúde plena. Então, no próximo programa, segunda-feira, a gente vai discutir: [música] Existe vida além do diagnóstico? Como não deixar a detecção de uma doença virar um atestado de óbito em vida? A gente vai falar sobre rotina, [música] superação e a coragem de continuar sendo protagonista da própria história, independente do que diz o exame. E aí, existe vida além do [música] diagnóstico? Eu te espero então na segunda-feira pra gente descobrir como resgatar esse brilho que existe aí dentro de você, tá bom? Então, um ótimo final de semana, ótima sexta-feira, aproveite, descanse, esteja disposto na segunda-feira pra gente encarar esse mundão de meu Deus aí. E a gente deseja que você esteja sempre próximo de quem faz sentido para você e aproveite os melhores momentos, tá bom? Um grande beijo, fique bem e até segunda. Ciao. Ciao. [música] [música] [música] [música] [música] [música]