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[Música] No El Bicho de hoje, você vai conhecer histórias de protetores independentes que se dedicam a salvar vidas, principalmente de gatos. Eles formam a toca dos gatos. Como eles sobrevivem e lidam com essa realidade, você conhece agora. A toca dos gatos nasceu da iniciativa de sete protetores independentes que ao longo dos anos acolheram mais de 300 animais. O grupo realiza feiras de adoção, rifas e diversas ações para arrecadar fundos e continuar salvando vidas. Apesar de também ajudarem cães, o foco principal é o resgate dos gatos, já que esses animais costumam enfrentar dificuldades maiores nas ruas. A minha ideia, eu com as júnias, a gente começou sendo voluntário. Aí a gente gostou, vamos fazer para nós, alugamos casa, montamos um bazar para poder ter renda, porque a gente não tem ajudas. Eh, e fomos, a ideia era ter uns 20 até 25. fazer todo o trabalho, castrar, cuidar, fazer a doação e depois voltar outros gatos. Mas não é bem assim, porque tem muito gato abandonado. Se falar que dos gatos que eu tenho aqui, eu fui buscar algum, nenhum. as pessoas acham e procura a gente, a gente fica sensibilizado porque sabe qual é o fim deles na rua e aí a gente acaba recolhendo. Mas é muito complicado. E eu tô nesse projeto aí há mais de 10 anos tentando sobreviver porque não é fácil, é muita ração. Eu gasto 10 kg de ração por dia. Tenho muita despesa com granulado, porque é uma casa, tem o quintal que vocês vão ver, mas o gasto é muito grande e a gente acaba ficando doente porque tem veterinários, tem tudo um aparato por trás disso. A gente tem doação, o pessoal traz roupa, traz eh utensílios de cozinha, de casa. Agora para o segundo semestre a gente quer começar com móveis também para ter uma renda maior. A gente tem veterinários parceiros que segura contra nós, que nós devemos bastante. A gente tem uma pessoa assim, uma que doa 100, outra doa 50, uma doa 200, uma doa 20. A gente tem a rifa, a gente tem bingo. Dia 13 agora a gente vai ter um bingo beneficiente. A gente faz eh pizza para poder arrecadar dinheiro e não tenho mais salário. Agora meu salário, meu aluguel é tudo para cá. Então eu realmente falo que eu perdi a mão, mas quando eu penso que eles não têm voz, a gente acaba sendo a voz deles. Tem eu, tem a Neia, tem a Marta que dá essa força pra gente na faxina, na limpeza. A gente tem pessoas que também doa produto de limpeza pra gente, então ajuda muito, porque qualquer ajuda de qualquer natureza é bem-vinda pra gente. Então eu gostaria que as pessoas conhecessem o nosso projeto. A associação já perdeu as contas de quantos bichanos resgatou ao longo dos anos. São centenas de vidas salvas, transformadas e encaminhadas para lares amorosos. Cada gato que encontra uma família é uma vitória, mas o trabalho nunca para. A cada dia, novos resgates e desafios surgem e a missão de proteger esses animais continua. Aqui eu devo ter mais de 150 gatos. É muito gato. Então a gente vai levando, vai pra adoção. Sábado a gente tem feira, a gente tem feira no domingo no centro de convivência. Então a gente fica nesse aparato, vai. E a gente tem encontrado famílias maravilhosas que faz, quando eles mandam foto pra gente do gato na casa, faz com que a gente não perca a esperança de continuar esse trabalho, porque às vezes a gente perde a cabeça, fala: "Vou parar com isso". Mas quando a gente vê que ele podia estar na rua sofrendo, a gente agradece muito a todas espiritualidade que nos dá essa força. E me conta, desde criança você tem amor por gato? Sempre cuidou de animais? Nunca. Nunca tive nem gato, nem cachorro. Mas eu dizia que quando eu me aposentasse eu ia fazer um trabalho voluntário. E um amigo meu falou: "Eu queria cuidar de idoso e na tá e falou: "Não, imagine não vai mexer com gente não". E eu pedi uma direção que eu falava assim: "Eu vou fazer algum trabalho voluntário". E comecei tanto que meus filhos falam assim: "Mas a mãe nunca gostou de bicho? Nunca a gente teve bicho e hoje eu tenho seis cachorros e tô com todos esses gatos que eu falo, é tudo meu até encontrar um lar. E a gente vê que aqui é cheio de gente, né? Voluntários. Como que eles eles lidam com outras pessoas vindo para cá? Eles se escondem um pouquinho, fica meio avoroçado, mas depois, bem, eles vão pedindo carinho, eles transam. Eu falo pr as pessoas quando vem aqui para procurar um gato, não venha pensando que você vai levar um filhote ou um gato preto ou um gato vermelho. Não vá, porque ele que vai escolher as pessoas. E é bem assim que acontece com a gente. E você acha que eles têm essa característica de escolher o dono mesmo? Escolhe, escolhe. As pessoas que já levaram o gato daqui já vieram para adotar gato filhote e saíram daqui com gato adulto. Veio aqui para escolher um gatinho, levou dois. Então eles são escolhidos. Não é a pessoa que vem aqui escolhe eles. Escolher um gato para adotar é uma experiência marcante. Muitas vezes não somos nós que escolhemos, são eles que nos escolhem. com um olhar curioso ou um horonar carinhoso. Além da alegria que trazem, eles ajudam a reduzir o estress, proporcionam companhia e até melhoram a saúde emocional. Nós tivemos o caso de uma menina, Maria, 7 anos. Ela eh tinha era uma doença assim bem grave e ela fazendo tratamento, ela pediu pra mãe que queria um gato e ela ficou internada muitos. Ela ficou mais internada do que na casa dela e a mãe dela procurou a gente e perguntou se podia vir aqui pr adotar um filhote. Ela veio aqui e adotou o Tyson, que tá aqui com a gente até hoje. E ela foi para São Paulo para um trat porque não foi ela que escolheu não. O gato ficou trançando nela, trançando, trançando. Ela falou: "É esse". E levou o gato. Mas aí ela ficou muito ruim. Olha, chega me dar. E aí foram para São Paulo. E a mãe então pediu ajuda pra gente porque ela falou que o gato tava ficando só porque ela tava em São Paulo, ela tinha que ficar no hospital com a menina e não tava bem, tava assim um caso bem crítico e se ela podia deixar o gato aqui com a gente, tudo bem, veio. Mas um mês e pouco a menina veio a falecer, mas também eles não vieram para buscar o gato de volta, nada e ficou. Outro caso foi da Alice. Alice foi adotada agora que foi assim maravilhosa. Ela veio filhotica, uma infecção do olho e tivemos que tirar o olhinho dela. Alice muito linda, meiga. E na feira do shopping Dom Pedro, um casal ficou apaixonado. Vieram aqui conhecer porque queria. Então ela tava sem o olhinho, um dos olhinhos. Aí ele veio, levou ela e mais uma. Então tem caso muito gostoso. Tem um outro dentista, Rafael. Ele veio aqui querendo um filhotinho. Chegou aqui, ele sentou ali e ficou. A gata ficou apaixonada. Tanto quando ele viaja, ele traz a gata para ficar com a gente, porque ele vai visitar os pais em Minas. Então ele falou assim: "Eu tenho que levar ela". E é assim, e não só esse, vários. Tem tem muita histórias de gato aqui. A gente precisava fazer um um livro. Além dos critérios para adoção e acompanhamento dos adotantes, um dos compromissos da associação é oferecer acolhimento. Tem várias pessoas que já pediu essa ajuda pra gente. Depois volta, a gente vai mandando foto todo dia, explicando o que tá acontecendo. E eles gostam porque eles vêm aqui, conhece, vê como que é. Teve uma moça, professora do colégio de São José, que precisava de um lugar para pôr uns gatinhos que deu cria lá. E aí ficou sabendo da gente. Ela conta até hoje, Fernanda, ela fala assim, Zaura, quando falaram para mim que uma um gatilho, eu fiquei apavorada. Falei: "Meu Deus, aonde que eu vou levar esse gato?" Aí ela chegou aqui, ela viu, ela falou assim: "Eu tô apaixonada porque eu venho aqui, eu posso sentar, posso catar e porque é outra coisa." E é uma mulher que ela ajuda a gente até hoje. É uma bção essa Fernanda. E se tem uma coisa que esses gatos sabem fazer bem, é se unir, principalmente quando é para aprontar. Na toca dos gatos, eles não são só resgatados, são também uma verdadeira gangue felina. Cúmplices na hora de bagunçar. Todos bem, porque eles acaba com tudo. Troquei o armário da cozinha, eles já acabaram com o armário da cozinha. Eles já acabaram com a televisão que tinha na sala. Eles eles destrói. Eles são terríveis. Porque eles falam assim, eu eu costumo dizer que eles falam assim: "Vamos fazer isso agora". Aí eles vão todos umbando e destrói. É uma quadrilha. É uma quadrilha. É uma quadrilha. E existe aquele mais gourmet que é mais exigente na hora de comer? Sim. Tá pensando que ele come qualquer ração? Que ele come? Eles odei peixe. Ração de peixe nem põe para eles. E eles são enjoado porque às vezes vem uma ração, você põe, ninguém quer. Cheira, cheira, cheira. Eles são chatos. Falam que gato, eles têm aquela, aquele jeito deles. Só quero o que é bom para mim. O que não não tô nem aí. Eles falam: "Come você". E é com muito afeto que Isaura se lembra da primeira adoção. A primeira gata que ela saiu daqui, duas. Uma tá aqui no centro de convivência, no apartamento que é um doce. Eu chorei porque eu falava que ela era ia ser uma da chuva da casa, mas ela não se misturava com o gato. Aí eu deixei ela ir, mas chorei muito. E a primeira gata que foi embora, quando a moça veio buscar e eu tava debruçada chorando em cima da caixa. Ela fala, Rosana Guedes, ela fala até hoje, Zaura, quando eu lembro eu falo, acho que não vou poder levar o gato. Por quê? Porque você pegou filhote, né? cuidou, castrou. Então eu comecei num apartamento pequenininho no San Diego, de repente tava com nove gatos lá dentro. Então é é caso que a gente chora quando vê o gato ir, quando eles têm alguma coisa que é difícil. A gente já teve gato que precisou aptar patinha por causa de maustrato, já teve gato que precisou tirar chumbinho por causa de maus tratos. Então a gente fica muito sensibilidade com muitas histórias e tem aquelas pessoas que vem aqui e ainda reclama: "Mas você faz isso pros bichos com tanta gente na rua?" Mas a gente vai responder o que para essas pessoas? Nada, né? A arte imita a vida e no filme Flow é apresentado a jornada de um gato preto pelas ruas, o que faz refletir sobre a resiliência e a força desses felinos incríveis. Mas na vida real, os gatos pretos ainda enfrentam muito preconceito e são os últimos a serem adotados. Nós temos gatos lindos, maravilhosos, pretinho e eles são os gatos que as pessoas não escolhem. Muitas vezes eles escolhem a pessoa e não vai, mas é um mais doce do que o outro. Então vamos fazer um apelo. Olha o filme. Vamos levar gatinho preto para casa, que é a melhor coisa que tem. Para ajudar a toca dos gatos, entre em contato com associação pelo Instagram bazaria neném_line dos gatos ou pelo número do Pix 19993374991. [Música]