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[Música] se você frequenta a Lagoa do Taquaral aqui em Campinas e de repente se depara com um brete de captura Não se preocupe não é para capturar uma onça parda mas sim as próprias capivaras que vivem aqui neste ambiente isso porque elas estão passando por um processo chamado esterilização quer saber mais então acompanha agora o é o bicho a Prefeitura de Campinas por meio do departamento de proteção e bem-estar animal realizou na última semana a cirurgia para controle reprodutivo de 29 capivaras de um dos três grupos que vivem livremente na Lagoa do Taquaral a esterilização dos animais tem por objetivo combater a transmissão da febre maculosa por meio da redução de nascimentos de filhotes essa ideia ela é uma ideia que já tá na academia científica né já tem comprovação da sua eficiência e aí a gente tá tentando seguir a melhor prática científica da atualidade eh para tentar eh diminuir a circulação da bactéria né nesse contexto entre a capivara e a e a o carrapato que tá no meio ambiente tá então a nossa ideia é seguinte a capivara quando ela pega a doença elas manifesta a bactéria no sangue por volta entre 7 dias a 14 dias isso é dado também um experimento científico né Tem trabalho científico que demonstra essa característica e depois ela não desenvolve mais a doença em que a bactéria vai estar no sangue dela Então qual que é a nossa ideia de evitar que nasçam novos filhotinhos eles não nascem com essa imunidade vinda da mãe então o filhote na natureza ele é predisposto a pegar a bactéria também e a começar a ter essa nova manifestação da bactéria a pro sangue qual que o grande problema disso você aumenta muito a quantidade de volume mesmo de bactéria circulante E aí carrapato que vai picar essa capivarinha nova que tá com a bactéria no sangue esses carrapatos se infectam e eles se infectando você amplifica a quantidade de carrapato infectado na natureza Então qual que é a nossa principal ideia ao esterilizar as capivaras como as capivaras adultas elas não manifestam mais essa quantidade grande de de de bactéria né a causadora da doença no sangue a gente mantém esse grupo de adultos viáveis em parques abertos O que que a gente considera como Parque aberto é parque onde é no contexto pra capivara então o parque aberto a gente considera aqueles que T galeria de água em que elas podem vir de uma área externa e entrar nessa nova área então os parques públicos de Campinas e isso aí a gente faz junto com com o órgão eh de Meio Ambiente eh do Estado né é um estudo que a gente faz em conjunto E a gente considera todos os parques públicos de Campinas como áreas abertas então a gente faz faz esse manejo reprodutivo porque a gente considera que pode entrar uma um grupo externo nessa área o que acontece é que essa capivara do grupo externo como aqui o meio ambiente ele já tá com esse grupo aqui estabelecido ela não vai esse grupo não deixa uma capivara externa entrar por isso que nesses casos a gente não retira as capivaras daqui elas servem como um escudo pra entrada de novos animais Então esse tipo de manejo a gente pensa nisso porque pode entrar uma capivara que não tenha bactéria no sangue se ela entrar com ela é suscetível Então ela pode pegar um carrapato infectado e amplificar a quantidade de de bactéria novamente Então as capivaras elas são territorialistas exatamente como elas são territorialistas o ideal num parque aberto é manter o grupo ali e aí o que que a gente tem que evitar aquela capivara que pode fazer a amplificação da bactéria por isso que quando a gente vai ler trabalho sobre as capivaras a gente chama elas de indivíduo amplificador porque ela se infecta com a doença e fica a quantidade de bactérias circulantes nesse meio ambiente só que as adultas que já tiveram contato com a doença antes elas não fazem mais esse processo então Elas começam a servir como escudo protetor pro aumento da quantidade de bactéria no meio ambiente para haver transmissão da doença o carrapato infectado precisa ficar pelo menos 4 horas fixado na pele das pessoas os carrapatos mais jovens e de Menor tamanho são os mais perigosos porque são mais difíceis de serem vistos não existe transmissão da doença de uma pessoa para outra ao contrário da capivara essa bactéria o próprio carrapato transmite PR pr pra pra capivara né é o carrapato estrela eh que é o principal transmissor Nesse contexto aqui nesse tipo de Meio Ambiente né então o carrapato estrela ele pode se infectar de uma capivara que tá com essa bactéria no sangue que é nesse processo que ela vai ter entre 7 e 14 dias e aí esse carrapato pode picar outra Capivara e transmitir a doença e o carrapato os filhotinhos que nascem do próprio carrapato ali ele pode já nascer infectado também E aí mantém essa bactéria na natureza sabe então quando a larvinha acabou de sair do ovo ela já pode sair infectada com a bactéria E aí essa larvinha uma capivara suscetível essa capivara vai pegar a doença também por que que esse manejo reprodutivo ele funciona também a bactéria ela mata uma grande quantidade de carrapatos também o carrapato que tá infectado é a gente mede isso pela fêmea a quantidade de ovinhos que ela coloca na natureza e a viabilidade desses ovos como vai nascer essa larva né Eh com o passar do do dos períodos dos ciclos dessa fêmea a quantidade de ovos dela cai quando ela tá infectada e a quantidade de larvas viáveis que nascem desses ovinhos cai também então sem capivara para amplificar a bactéria eh a nossa ideia é que com o passar dos anos e Isso realmente é um manejo que a gente pensa para Médio prazo aí você vai limpando a área de carrapatos infectados entendeu é essa é a nossa base que a gente usa para poder fazer esse tipo de trabalho nesta primeira fase do projeto serão esterilizadas cerca de 200 capivaras que vivem livremente no parque Portugal Lago do café parque ecológico Monsenhor Emílio José Salim e Parque das Águas o rastreamento dessas capivaras foi uma segunda etapa do planejamento nosso então a gente fará isso por meio de microchipagem e todos os animais que foram submetidos à cirurgia a gente raspa porque num segundo processo de captura se a gente igual aconteceu aqui né não conseguimos pegar todo o grupo então como que eu vou saber se o grupo que entrou no brete já foi passou pelo processo cirúrgico ou não e aí a gente tem algumas formas de marcar isso visualmente né uma delas é tatuagem que no nosso contexto pra capivara não funciona muito bem já foi testado tem outra forma de marcação que a gente trabalha com animal silvestra que é brinco né os que tiverem um brinco ali você sabe que já passou pelo processo ou não e aqui a gente optou por fazer uma raspagem no pelo que é um processo simples eh visualmente muito bom de de se identificar E aí a gente vai fazendo assim captura eh faz o processo de bimento cirúrgico dá antibiótico antiinflamatório para ela não sentir dor ali no pósoperatório eh o corte cirúrgico Ele é bem pequenininho então a recuperação é rápida a capivara naturalmente já tem uma cicatrização muito rápida e boa né porque como ela tem esse hábito territorialista Acontece muita mordida eh é E aí elas TM uma cicatrização naturalmente boa mesmo sabe e a gente tá avaliando aí que realmente é um processo seguro além de evitar novos Nascimentos a ação Visa também dificultar a entrada de novas capivaras nos parques é uma forma que a gente deixa o indivíduo estéreo basicamente é isso que é a mesma coisa então assim qual a a castração ela é um tipo de esterilização E aí a castração a gente tira eh aqueles órgãos eh que produzem os gametas eh masculinos e femininos e o que produz também nossos hormônios masculinos e femininos Ou seja a gente faz a retirada total do testículo ou a retirada total dos ovários no caso das fêmeas né e um pedacinho do útero também no caso das fêmeas Então qual a diferença do processo que a gente tá fazendo se a gente faz isso as capivaras perdem a característica sexual delas e aí a gente além de desarticular o grupo A gente pode deixar de evitar que o macho alfa não deixe novos indivíduos Então a gente tem que manter o comportamento do macho alfa refratário a novos indivíduos então o que que a gente faz a gente faz um processo de vasectomia nos machos como fazem humanos mesmo então a gente só impede que o espermatozoide dele passe para né para a fêmea e aí é um processo de vasectomia muito semelhante a uma técnica em humanos e na Fas a gente faz a laqueadura Então os órgãos se os órgãos ali que produzem hormônios sexuais eles vão continuar no lugarzinho E aí mantém o comportamento sexual delas outros parques receberão estruturas de centro cirúrgico móvel para otimizar o manejo e evitar o estress que seria gerado no embarque transporte e desembarque dos animais além de diminuir a possibilidade de dispersão de carrapatos como tem uma segunda área cercada a gente faz o procedimento cirúrgico ali a gente conseguiu fazer instalação de Ponto de Luz instalação de ponto de água para poder montar um bloco cirúrgico de campanha com esse bloco cirúrgico de campanha a gente executa a o procedimento cirúrgico E você tem uma área cercada do lado que a gente consegue colocá-las ali Ainda dormindo da anestesia e consegue ir acompanhando elas acordando então como é uma área cercada tem uma lâmina d'água como eu expliquei para vocês a água é muito importante para fazer a termorregulação nesse período que tá muito quente elas necessitam muito de água para não poder literalmente morrer de calor mesmo né E lá nesse ambiente ele permite a gente ter essa estrutura básica de fun que na primeira captura que a gente executou a gente conseguiu fazer 30 animais e foi super bem né o fluxo de captura então de cirurgia de recuperação pós anestésica Então foi uma área adequada pensada desse jeito né pros outros parques a gente não vai trazer para cá a gente vai fazer montar o bloco de campanha o bloco cirúrgico de campanha em cada Parque como ele é móvel o brete de captura é móvel também a gente consegue mobilizar isso pros outros parques e aí a gente junto com a secretaria de serviços público estamos trabalhando junto para eles deixarem ponto de luz e ponto de água para poder montar É só isso que é necessário ali pro bloco cirúrgico e a gente não pode transportar Capivara de um lado pro outro justamente para não trazer carrapato que tá em outra unidade para cá né a gente não tem a licença também para poder transportar Esses animais de uma área para outra né então o bloo cirúrgico ele vai ser montado em cada unidade tá Tirana do Lago do café que como epidemiologicamente a gente considera uma área só então Capivara de lá ela vem para cá de cá vai para lá então não tem esse perigo de transporte de carrapato porque nesse contexto a gente considera uma área então os do Lago do café vão ser esterilizados aqui também no no no Taquaral são da mesma família Praticamente sim né não são da mesma família porque são grupos diferentes mas eles andam o mesmo caminho aqui dentro então a gente considera como um grupo só o processo segue em andamento com a soltura dos animais esterilizados e captura dos animais satélites aqueles que pertencem ao grupo mas não ficam necessariamente juntos a ele a gente tá fazendo os filhotes também a nossa ideia não é nem acabar 100% com as capivaras no parque é deixar passar esse período em que a bactéria vai deixando de existir na natureza e aí a gente faz um acompanhamento E aí é pela vz né é a unidade de vigilância em zonos a gente tem que ir capturando essas capivaras o ideal que seja entre 2 e 3 anos e aí a gente faz um exame nelas de sorologia se esse esse exame de sorologia quando ele vai começando a diminuir a quantidade de animais positivos a gente quer o zero positivo quando a gente alcança esse platô de zero animais contaminados positivos a gente espera mais um dois exames negativos em sequência né ou seja por isso que eu tô falando que é um projeto de médio a longo prazo em 10 anos aí a gente consegue estabilizar uma área porque a gente precisa ter duas serologias negativas em sequência E aí o órgão de saúde ele atesta que é uma área livre pra febre maculosa E aí a gente só tem que manter esse controle de não entrar a febre maculosa vindo de um grupo de Capivara externo né e mas esse grupo dessa família em si com o passar do tempo ela vai deixando de existir né porque não reproduz mais Normalmente quando você vai castrar qualquer bichinho gato cachorro você tem que usar aquela cinta capivara não precisa vai viver bu ass gordinha vai viver buchudinha gordinha não precisa né já tem teste também com isso por causa do processo de cicatrização delas mesmo é muito rápido a gente dá um ponto bem aproximad ali para evitar abrir o ponto né e passa uma uma substanci Zinha também para proteger o ponto então o procedimento é seguro não não precisa dar [Música] cinta oh [Música]