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Debate Virtual "Necropolítica e Resistência Negra" - - Ao Vivo
Em destaque · HD Vídeo · DEBATES PÚBLICOS

Debate Virtual "Necropolítica e Resistência Negra" - - Ao Vivo

129 views Publicado 22/06/2020 HD · 55:35

Descrição do vídeo

Debate Virtual "Necropolítica e Resistência Negra" Como Atividade do Dia de Luta Contra o Encarceramento da Juventude Negra, por meio do Sistema de Deliberação Remota Reunião Presidida pela Vereadora Mariana Conti

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a prisão negra por direitos e eu acho que essa é um pouco um pouco a tônica do que do que tem do tecido né a reivindicação histórica do movimento negro na reivindicação por cidadania ea reivindicação pelo direito à vida na aqui é um direito que apesar de tão base foi apesar de nós legislação estar garantido da população negra ideia constantemente privado é com o auxílio do estado na então é fazer um debate aqui sobre necropolítica e resistência negra é trazer esse debate à tona né esse debate sobre o quanto vale a vida e quais vidas valem mais com as vidas além - diante da situação que a gente está vivendo hoje né até acho que perguntaram na divulgação aqui da atividade ouvi-la o que é micropolítica é eu a e até dialogar com isso né que vem aí é uma expressão que vem a partir de uma teoria né de um intelectual camaronês aqui me bem é que na verdade é coloca esse entrada e ético aí né que a gente se encontra que é muitas vezes você você tem situações em que o estado né e e as forças nem o poder estabelecido escolhe quais vidas tem mais e quais ilhas tem menos valor né e diante dessa situação de natal política que a gente vive que o extermínio encarceramento é da juventude da população negra agora está também associado é a desigualdade que essa pandemia evidencia né afinal os números mostram que a maior parte dos mortos pela com 2019 no brasil e em outros países que teve esse esse bom né de casos a população negra né a gente vê no momento onde a pandemia atingir as periferias a gente enxerga na verdade nas periferias e enfim em todo o comércio em toda a rede aí coordenada pelo estado um relaxamento da quarentena né é exatamente né visando aí colocar a massa de trabalhadores e tá nas periferias que é estão trabalhadores negros de volta ao trabalho para espanha os riscos nem tão diante desse contexto político aí acho que vai ser super relevante aí eu vi né o que tem para para colocar para a gente a luana que é mestranda no programa de pós-graduação na unicamp em ciência política bom e é sentir social né que atua no qual clínica laboratório de estudos sobre política criminologia né então que vai trazer para gente um pouco dessa discussão brincar ser amento do racismo do extermínio como que tá né dentro dessa lógica da política de estado que a gente vive é e também o teófilo né o tem uma flor reis que é professor de filosofia na city university of new york' cursa doutorado em sociologia da unicamp e em filosofia na grade leite center da city university new york e que tem tem se concentrado aí nas pesquisas né nos temas pensamento social brasileiro filosofia da raça filosofia política e ética intelectualidade afrodiaspórica é porque como né a gente tem evidenciado na oi negra o nosso de baixo onde bate conjuntural que pode ser vencido é somente com léo que muitas pessoas acham que é fazer sua parte né e sim é ser vencido com uma mudança de lógica na epistemológica científica ou filosófica né então vai ser super oportuno a gente ouvir nesses dois debatedores aí nesse momento é que vão contribuir né com a nossa discussão aqui e com a discussão da sociedade campineira e sobre racismo e permeia tanta história inclusive da própria cidade então convidar a luana para abrir os trabalhos aí começar a debater com a gente e aí gente boa tarde primeiramente gostaria de agradecer a mariana pelo convite para mim é uma honra tá debatendo com uma entre pais as visitas são relevantes pro cenário político atual e assim como o guilherme eu vou começar a minha fala estou precisando como se deu o processo brasileiro a naturalização da violência contra pessoas negras né desde a suposta abolição em 1888 intelectuais brancos procuram rei tratamente superfugios para que resposta neste mar a percepção ea opressão sistemática da população negra no brasil o exemplo que eu gostaria de dar foi uma rodrigues quando em mim 1894 ele publicou a obra as raças humanas e responsabilidade penal no brasil são que esse livro ele propunha que houvesse dois códigos penais paralelos no brasil 1 para pessoas brancas e outro para pessoas negras e mesmo que nina rodrigues não tenha sido bem-sucedido conseguindo colocar isso no código penal tudo que ele falava assim como os seus colegas da escola para você a diana é reverberou durante décadas a fio no sistema penal brasileiro e no sistema de segurança pública do país a polícia brasileira a gente enxerga que ela tem duas características muito marcantes né a primeira a perpetuação do que a gente chama nas ciências sociais e um por autoritário que ele traz a polícia militarizada de guerra para o cotidiano das ruas e ele vem do histórico da ditadura militar né veio encontrar o século passado e a segunda é a não formação política proibicionista que existe agora na brasileira que tem um foco voltado para os crimes contra o patrimônio e pelo crime de droga e essa nova política proibicionista e ela vem de uma onda neoliberal o sejam 30 anos que faz com que os crimes contra o patrimônio prevaleçam em relação aos crimes contra a vida e esse é um dos principais principais fatores de encarceramento letalidade policial né o processo de promulgação é e pós promulgação da constituição federal de 88 a mente não foi capaz de atingir uma maneira sistemática e profunda a esfera criminal no brasil o que acabou produzindo com certo paradoxo entre a democracia em violência e esse um paradoxo ele vai de confronto por exemplo com artigo 5º da constituição federal o qual estabelece a defesa da vida como regra primária né e a partir daí a gente enxerga uma certa ineficácia da prática do princípio da igualdade o que mostra que existe um certo descompasso entre o direito e os fatos a cidade brasileira autenticidade das forças estatais ela não apenas não foi que super etária de maneira nem superficial pela constituição federal de 88 mas ela também foi capaz de produzir novas desigualdades não existe a equipe depois de 88 houve uma institucionalização de novos direitos na sociedade brasileira e esse direito eles não têm sido respeitados nem pelo poder judiciário nem pelas forças policiais oi e aí a gente vê que a gente se afasta do que a sociologia determina como o mar civilizatório que possui postulados como presunção de inocência in dubio pro réu e a gente coloca novos postulados na prática como em questão de dúvida a gente sempre vai com fiel e aí a gente bem para qualidade pensando o brasil é realmente um país que porém pouco porque as estatísticas as pesquisas mostram é que na verdade o brasil um país que pune e pune muito a questão é que ele une determinado as camadas sociais e determinados setores da população né a gente enxerga por exemplo que você tem uma penal brasileiro dependendo de quem tá na mira dele existe uma permanente regime de exceção o que dá determinados sujeitos a condição de ser humano reduzida drasticamente oi e aí a gente enxerga que existe uma certa produção desigualdade desigualdade gente funcional tendo em vista que o próprio sistema produz é verdade investiga e condena o direito e for são as primeiras versões que são mostradas pelos policiais na criminologia a gente chama esse digestão e inquisitorial né que é a mesma expressão que acusa produz provas e condenam sujeitos e aí a gente já era que as vítimas encarceramento em massa da violência policial e da letalidade policial compõem o mesmo perfil são jovens negros oriundos das grandes periferias brasileiras né entre 2010/2013 por exemplo anistia internacional fez uma estatística de que setenta e nove porcento das pessoas assassinadas por policiais eram entre os dados obtidos em 2011 da jacqueline sinhoretto referentes a são paulo capital mostraram bastante de uma sua negra morrer nas mãos da polícia paulistana é três vezes maior do que uma pessoa branca no caso analisado 94% deles os crimes que eram cometidos por policiais assassinados que eles cometiam nunca foram iniciados eles nunca responderam legalmente como assassinos e na minha pesquisa que desenvolve em parceria com o ministério público do estado de são paulo através da promotoria de justiça cível de campinas a gente encontra constatou que a chance de um adolescente negro ser violentado pela polícia campineira principalmente pela polícia militar é protagonista nas ações violentas é duas vezes maior do que a chance de uma adolescente brancos e violentado isso a gente vê como um problema lá atende estrutural há pelo menos três décadas e meia os movimentos negros bem denunciando o genocídio da juventude negra e curso e apenas em 2012 ele passou a ser uma pauta sistematicamente estudada as academias brasileiras o que é absolutamente sintomático e problemático sobre como a branquitude ignora historicamente as nossas questões nos nossos problemas e aí pensando a gente fica no pretinho sobre o que possibilitaria o que é é bem faria que tudo isso acontecesse e aí a gente nos exposto percebe-se que as atividades racial você e ela é uma demonstração clara da ausência de critérios objetivos e de jurisprudência que os operadores segurança pública tem eles não tem nenhum tipo de respaldo institucional para que os leve a agir de uma maneira que legalmente teria algum de procedência né então a gente tem um certo dest as armas e técnicas de padrão de conduta dos policiais estão ao que a gente ver historicamente é que não existe um projeto o sistemático estrutural de governança das polícias brasileiras o que faz com que as práticas institucionais sempre surgiu em o valor das rendas pretas e pobres são as maiores atingidas ao que racismo nos impugnar que a liberdade e o merecimento da morte a polícia brasileira se mostra incapaz de superar a impunidade a violência o racismo ea corrupção entre 2009/2013 a polícia brasileira matou 11.197 pessoas em confrontos policiais e tem 30 anos as polícias estadunidenses mataram os de 1.190 pessoas nós fomos capazes de deixar morrer mais gente do que os estados unidos e um período de tempo seis vezes menor nós somos o país o terceiro país que mais impactaram no mundo e o que é muito complexo analiticamente porque estatisticamente brancos e negros cometem crime proporcionalmente a representação demográfica que eles têm mas os negros são os mais bonitos e o que a gente vê é sempre uma afinidade eletiva entre raça e punição nesse país é eu pergunto realmente estamos o país que põe mares e olha aí ó e aí e aí e aí e valeu luana obrigado aí pela sua contribuição muito importante para contextualizar esse cenário e agora vou passar a palavra aí para teófilo também para trazer uma contribuição só maicon a gente nesse debate e obrigado guilherme bom boa tarde a todos e todos eu quero começar agradecendo pelo convite então agradecendo o mandato da vereadora mariana conti pelo convite é um prazer poder tá participando dessa conversa nesse momento é cama oportuno e eu vou só um minuto eu vou colocar aqui o relógio para eu não me perder no tempo porque eu sempre falo que eu vou falar pouco mas eu falo demais então vou colocar aqui para eu não me perder bom que que eu vou fazer aqui a ideia é eu quero falar um pouquinho sobre a ideia de necropolítica então vamos muito rapidamente falar sobre o que que essa coisa de micropolítica esse conceito tem tanta gente falado sobre o que que é então vou tentar apresentar os elementos centrais a puxar um pouquinho por contexto brasileiro mas a luana já fez uma palavra esplêndida então já e pouco esse trabalho de ter que falar sobre o contexto brasileiro que ela já colocou último bem muito melhor do que eu poderia ter feito e vou terminar falando um pouquinho sobre resistência sobre formas de resistência então a ideia de neco a política que que é isso a palavra em significa boneco de morte né e política política uma espécie de política de morte a às vezes parece um conceito super amplo a gente pode falar com alguém sas and necropolitics que tenta a gente está fedendo a uma ideia de na política mas aqui o que eu vou tratar da definição exata da pessoa que introduziu esse conceito que foi um filósofo historiador e cientista político também filósofo amazonês o artigo um bi-trem produz as conceito em 2003 no texto no arquivo que ele publicou e a igreja então o que começa essa essa conversa que sobre né por política ou bem ele trabalha a partir dos trabalhos de um outro pensador o filósofo francês ou no céu tocou tocou não morreu na década de 80 e 84 e ele tava produzindo umas coisas que ele chamou de biopolítico e biopoder então assim a interessante eu gosto de olhar filosofia como uma espécie de uma conversa super longa e começou há muito muito tempo atrás das pessoas vão entrando ali e vão entrando para conversa também só que aí tem que ter aquela coisa da etiqueta quando você entra no conversa já começou você não pode falar sem para conversa todo mundo no espírita do começo que vocês conversaram não tem que tem que ir sabe dá um jeito de se informar sobre por onde a conversa foi né então a gente vai estudando ali a história da filosofia para aprender o que que se discutiu nessa conversa para poder entrar na conversa também ou então é uma uma outra analogia além disso a conversa pode pensar que filosofia um grande grupo de whatsapp só que é um grupo em que quando você entra você tem acesso às conversas que já aconteceram antes então você pode não valer pelo menos passo hoje rapidinho para saber que que tá acontecendo aí você pode se informar para poder entrar na conversa com propriedade então um bebê então essa conversa falando um pensando assim com procura não pensa não falando porque o como remo 80 bem escrever um 2013 texto sobre né e política é mas o que o bem me fala é olha tem assembleia do curso sobre o política que é enxergar o poder organizando as diferentes formas de vida então o poder no caso o que eu tava pensando das diversas formas de poder mas gente pode pensar assim de forma simplificada que o poder é o estalo o estado vai organizar como é que a vida se comporta e isso é uma forma de exercício de poder também controlar como é que as pessoas comem como é que elas dormem como elas pela se relacionam então organizando tudo na esfera da vida das pessoas tão focou esse é o que eles chamam de biopolítica só que quando a gente vai escolher essas coisas como organizar a vida como consequência acaba organizando também o que que vai acontecer com a morte bom então a morte aparece na biopolítico como uma consequência indesejada meio com um efeito colateral porque o foco é escolher a regulamentar a vida e isso o cocô ele tava pensando na experiência por exemplo na europa ele pensou muito também que que aconteceu no estado nazista com o holocausto com o extermínio de um a o genocídio dos judeus só que me baby olha eu me lembro está interessado no olhar as questões de colonização como que experiência colonial afeta os países foram colonizados e ele vai falar o seguinte olha essa ideia do socorro de biopolítico é interessante mas não é tudo porque ela não dá conta de explicar o que que acontece na colônia ou em alguns outros lugares e o pm estava pensando no arquivo os exemplos que ele dá é na faixa de gaza que tava ocupada na época agora a gente pode pensar fazer aqui na na cisjordânia para continuar um palestino porque a ideia é a mesma que que ele vai dizer e na colônia as regras são diferentes na colônia o sistema é bruto porque as coisas funcionam de uma forma muito diferente porque as leis são diferentes na polônia e tem muito olhar no passado sistema colonial as matrizes tem um sistema de leis para elas e um sistema de leis para as colônias que era tudo muito diferente porque as pessoas os habitantes da colônia não eram vistos como totalmente humanos como os habitantes das matrizes e aí o dane é uma sacada muito interessante que ele faz o seguinte olha o amor tipo navio polícia no cocô ela aparece como uma consequência indesejada talvez nem tão desejado mas assim ela não é o central eu me lembre vai falar assim olha na colônia a morte é central se para explicar se na noção de biopoder a gente tá pensando a vida ea morte acaba acontecendo porque o foco é controlar a vida na colônia o que o territórios coloniais ou que foram no passado coloniais e que não conseguiram se livrar desse esse passado na colônia a morte ela não é um efeito indesejado ela é o elemento central e vai ser utilizado para controlar a população para fazer a gestão de de população é uma gestão pública baseada na morte é um sistema de ideias extremamente forte extremamente terrível para entender como é que funciona oi e um bem me disse que a gente cai numa armadilha porque vou ter gente pensa assim que tinha um mundo tá história é uma sequência de coisas racionais e que isso vai fazer um que a gente entenda como é que o mundo funciona tá tudo bem fala não o poder não é racional o poder é uma é uma disputa bruta para ver quem manda e em determinados territórios quem manda é quem tem o direito de matar quem define quem vive e quem morre e principalmente tem morre como morrem já que a morte vai ser um elemento tão central para poder controlar a população nesses ambientes são dominados por essa né pro política o que acontece aqui as populações estão submetidas a um terror e ao meio do permanente porque é isso que vai fazer com que elas se sintam vulneráveis e que elas sejam submissas ao poder porque estou fora da linha já era morre não tem como a segunda chance então esse terror permanente essa espécie de morte em vida é um dos elementos centrais para entender a ideia de né pro política numb interessante colocar aqui também ele não fala por exemplo aqui que a morte ela é uma uma espécie de defeito dessa maneira de organizar a sociedade nessa né pro política a morte é o projeto não é um defeito nenhum efeito colateral ela é o projeto para a morte acontece porque se quer matar é uma ideia assim é conceitualmente uma ideia muito interessante e é muito muito pesada que uma coisa assim muito difícil mesmo da gente lidar com isso e o que queria onde que o racismo entra nessa história o racismo ele entra por ser uma ferramenta que ajuda a escolher quem morre e quem vive e como morre e como vai submeter determinadas populações a esse terror permanente então tentando fazer esse vínculo com a situação no brasil quando a gente vai para comunidades pobres a gente vê a mensagem que comunidades pobres gente tem muita população negra aqui no brasil e submetida às vezes a controle dinheiro traficantes ou de milicianos então ingestão do ali fazendo como se fosse um estado paralelo e de fato exercendo o poder nesses lugares e são ir a coisa dos tribunais do crime por exemplo isso é o exercício do direito a gente tem ele tem morre então tem uma organização que está fora do estado mas que naquele pedaço é aquela organização que manda e que diz quem pode me ver e quem pode morrer e que de fato executar as penas e mata porque tem umas regras não necessariamente são escritas mas que as pessoas sabem que elas sabem que elas precisam obedecer aquilo não importa o que o estado está falando tem uma outra fonte de poder que aquela fonte que é fundamental e cinzas de se respeitar naquele momento porque isso é que vai determinar se as pessoas vivem ou morrem e continuando para pensar no contexto brasileiro e a gente tem uma sociedade que é extremamente desigual em diversos sentidos essa desigualdade econômica se cruza com o fator de raça então a gente vê a maioria da população negra hoje é normal a população pobre e o encarceramento aparece na nossa sociedade como a luana colocou muito bem alguma assim como uma forma de resultado de criminalização dessa população negra e o alto índice de mortalidade e o alcance de um questionamento eles estão ligados à questão dessa abolição que não aconteceu de uma forma decente estão ligados essa desigualdade eles são resultado dessa desigualdade e o que que é política que que vai sendo feito de novo de novo de novo de se tratar desigualdade que é o problema e o que se faz é um parceira aquela população mata aquela população então trata-se o sintoma mas não se trata o efeito ou seja é a estratégia para o fracasso porque assim sócrates então não é aquela coisa o sujeito está uma infecção e fica tomando o remédio para baixar febre você tem que tratar infecção só é o sintoma pode dar algum alívio só que no nesse caso aqui não dá alívio nenhum porque a gente tá falando de matar populações inteiras mas tá muita gente então isso é terrível um outro aspecto mas aparece essa conversa aqui ah mas as pessoas têm opção na vida vamos fazer um exercício mental aqui será que tem mesmo nós vamos fazer um exercício metade vão imaginar que todo mundo de algum jeito todo mundo se formou na universidade todo mundo tem diploma agora que que vai acontecer uma senac no brasil ou sei lá pela pandemia mundo dos sonhos aí todo mundo ficou em casa fez é a de saímos academia todo brasileiro tem de pão de negócio frio vai ter emprego para todo mundo nesse cenário não vai ter porque a gente vive no sistema que não é possível que todo mundo tenha um lugar ao sol então sistema que necessariamente excludente e o que a gente faz quando a gente normaliza a violência a morte é falar a senhora vai ter um pessoal que vai morrer ou que vai ser preso e que é basicamente uma loteria assim quem tem mais dinheiro tem mais chance de não cair nessas redes ah e quem é pobre quem nasceu pobre tem que fazer um esforço gigantesco para conseguir não cair nessa sente porque o futuro é o que espera ele só futuro esperar essas pessoas então assim é um sistema que é desigual desde a partida eu acho que é por isso não aspecto importante dessa desigualdade e isso leva a uma ideia de normalização de naturalização que é muito rolo a quando a gente pensa por exemplo e normalização e naturalização da morte isso é uma coisa extremamente perigosa e a gente vê como que a gente já tá acostumado como sociedade é conviver amor como se fosse uma coisa natural as pessoas ligam a tv cinco da tarde tem problema programa de vendendo morte como espetáculo absurda já foi banalizado de uma forma tão grande que parece aqui tá tudo certo só te bloquear parece que que é um dado da natureza é por isso que a gente fala de nossa organização e o problema da naturalização é que quando a gente naturaliza alguma coisa a gente exclui essa coisa do campo da crítica porque a gente não critica natureza e pode ficar triste por exemplo choveu teve uma chuva super forte e derrubou um monte de casa a gente fica um coração esmagado triste porque morreu gente a gente não vai falar chuva sua malvada não entendem não vai processar a chuva porque está no campo da natureza não dá para criticar o problema é que quando elementos que não são da natureza essa morte absurda e sem parcelamento absurdo quando elas são nacionalizados aí parece que é natural então ninguém vai falar nada porque é assim que é como se fosse uma chuva esse não é uma chuva então vê gente morrendo morta na tv semp à tarde isso não é natural a gente precisa lidar com esse tipo de coisa porque isso vai fechando a maneira como a gente enxerga a realidade está mudando a maneira como a gente more o hiper encaminha profissional que deu tempo já está e terminando a ver a realidade formas de ver a realidade isso faz um isso faz muita diferença para descansar resistência porque quando a gente tá pensando em resistência a gente um aspecto acho muito importante resistência dois aspectos história a gente precisa olhar para história para aprender as experiências do passado enquanto no brasil a gente tem pensando na população negra dos quilombos estão uma história fantástica de resistência e isso nos liga pessoas das américas toda cortei nas américas gente teve ou tem histórico de resistência parecida com com os quilombos e um outro aspecto que eu quero ser entrar mais nesse segundo os canais para fechar é a coisa imaginação e a imaginação fundamental para a gente poder realizar resistência que a gente porque a gente precisa imaginar que a vida pode ser diferente a gente precisa pensar como a gente constrói um novo mundo porque a gente não quer só sobreviver a gente quer ter vida e ter vida em abundância e não só uma vida em abundância material mas a gente vai ter vida a gente não a gente não quer que a vida seja resumida a satisfazer nossas necessidades biológicas é que a vida é mais do que isso a gente tem amigos a gente tem pessoas que a gente quer conversar então a gente precisa demais elementos do que isso oi e a gente precisa também escapar dessa ideia de que o outro eu acho que essa coisa de a gente poderia imaginar que o outro quem tem necessidades que são tão importantes quanto as nossas acho que isso é importante para a gente a criar um senso de solidariedade que vai nos ajudar a pensar no futuro melhor então só para encerrar mesmo assim e quero fazer um convite para uma outra exercício mental assim existe alguém sei lá no laos laos é na ásia é a cidade será existe alguém no laos nesse momento essa pessoa tá dormindo eu nunca eu não sei quem que é essa pessoa mas tem uma pessoa no lá os que está dormindo e eu não sei que linda essa pessoa fala eu não sei quais são os hábitos alimentares essa pessoa não sei como ela se veste mas o que eu sei é essa pessoa é tão humana quanto eu ela tem tanto direito a esse mundo quanto eu então assim mesmo que eu não conheço que eu acho que não tem nada a ver com essa pessoa a nossa humanidade nos une eu acho que é isso que a imaginação e para a gente poder pensar formas em que essa pessoa que aí nesse outro canto do mundo tem tanto direito ao mundo o quanto eu porque no fundo é isso que nos une não é um são as diferenças superficiais assim é o fato de que nós somos humanos e esse gente precisa usar nossa imaginação então para construir o mundo o que caiba todo mundo eu acho que isso é um objetivo maior das formas de resistência que a gente vê ao longo da nossa história não vou parar por aqui porque eu acabei como sempre falando demais muito obrigada ah obrigada eu agradeço enormemente né a contribuição da luana do teófilo do guilherme eu gostei de colocar algumas perguntas né para luana e para teófilo acho que o guilherme também vai colocar algumas perguntas a primeira delas é é muito importante o guilherme até comentou né nessa na divulgação apareceu nós fizemos do evento apareceu esse comentário não é o que é nexo política e a gente tem visto né esse é um conceito né e vocês explicaram escuro expuseram é mas é um conceito que tem aparecido mais com mais frequência nesse momento né isso tá muito ligado a tua para processo né a gente tem aí como parte da nossa história é a exclusão dos intelectuais negros da esfera pública e mesmo da explosão do fogo negro dos espaços uma das universidades e tudo mais e e na medida que a gente tem teve aí e a luana e o teófilo guilherme a gente foi parceiro nas lutas por exemplo tem para implantação das cotas raciais é aqui na unicamp mas quer um processo de luta que está acontecendo em vários lugares né que aconteceu em várias universidades eu queria que você comentasse um pouquinho sobre a importância da população negra estar no antes do espaço da universidade está produzindo conteúdo estar combatendo o que tem sido chamado de feminicídio né que é é o extermínio também das formas de tentar da ótica de quem pensa de quem fórmula aquilo que é legítimo enquanto ciência de quem fórmula aquilo que é legítima que e a ciência ela e nós temos visto nessa situação é super importante na preparação relação das políticas é isso é encarado muito então queria que vocês comentaram esse processo né de como intelectuais e como intelectuais uma como uma intelectual negra como intelectual medo como que é esse processo e essa luta pelo reconhecimento das suas ideias e as ideias elas são fundamentais na forma de olhar o mundo e te enxergar o muro e de lutar por políticas e uma outra questão que eu gostaria de mencionar que aqui em campinas a a luana falou um pouco disso mas aqui em campinas também tivemos episódio muito triste e revoltante do assassinato do jardim moura um jovem de 15 anos que foi alvejado pela guarda municipal que também pediu o seu socorro e nós temos feito uma campanha e apelo por justiça por dia que é uma campanha né temos apoiado essa campanha campanha impulsionada pelos movimentos sociais é eu questionei sobre o processo interno da corregedoria da guarda mas mais que a pensar política de que forma que a gente responsabiliza institucionalmente a prefeitura já que a guarda municipal é uma instituição da prefeitura que estão você para ter responsabilidade nisso né então nessa afirmação de políticas para que a gente não tenha em campinas novos casos novas novas situações ou seja novos jovens que venham a falecer nessa situação de violência nós temos visto o aumento da violência policial no momento de pandemia são essas duas perguntas que eu gostaria de falar então assim se você né eu pudessem colaborar e contribuir aí com algumas algumas sugestões de políticas a serem implementadas de forma a gente combater o racismo institucional mente dentro do poder municipal essas minhas perguntas guilherme acho que o derm também tem algumas perguntas para colocar é sim é também quero dialogar e um pouco com as falas dos né das nossas convidados acho que as duas trazem questões que a gente precisa se debruçar porque são muito latentes né na sociedade é e eu sempre que assim se existe alguma confluência assim mano que a gente ainda batendo aqui é que são questões históricas na que exigem da gente um olhar para as estruturas não é um olhar né se a gente for ir pensar necropolítica né o o estado de violência né que a gente vive hoje contra a população negra daí a gente vai entender que é um problema que que vai muito além enfim na de de uma situação momentânea né bom então né o que eu eu queria colocar aí né até para vocês é um pouco esse sentido da resistência né porque o que a gente tem observado internacionalmente é um levante bastante radical da população negra né nos estados unidos e talvez né até pela pela convivência com do teófilo lá com os intelectuais negros o movimento negro talvez tem a contribuir né nos estados unidos a gente vive né a gente tava conversando aqui um pouquinho antes um levante que na verdade consegue imobilizar uma ampla camada da sociedade né lá para lembrar né nos estados unidos é os você tem ali acho que entre dez e quinze por cento né da população é negra algo em torno disso e aqui no brasil a gente tem mais da metade da população o em e ao mesmo tempo você ao mesmo tempo que tem essas diferenças você tem aproximações né como o próximo traz essa contribuição do ativa baby a gente vê que a história das colonizações é trás aproximações entre a violência sofrida pela população negra é no mundo todo né como a gente costuma dizer na diáspora então queria que vocês né comentasse um pouco isso né esse caráter dessa resistência no reino unido né para citar outros exemplos você tem o movimento negro é derrubando o status de figuras as pistas você tem em alguma cidade seja nos estados unidos ou outras espalhadas pelo mundo é o uma uma pressão para se repensar o sistema de segurança pública e não é que a pelo pela fala da luana a gente consegue ter uma noção do quanto o sistema de segurança pública organiza nessa política essa micropolítica do racismo que a gente tem então é eu acho né um pouco minha opinião acho que a gente está diante do momento histórico que se a gente não afirmar é esse esse projeto anti-racista que vai desde o repensar a segurança pública é até repensar nessa questão que a mariana trás que a própria direito à cidadania do negro de por exemplo e acesso à educação de poder pesquisar é aqueles problemas que atingem de poder saber a história do seu povo diante desse momento histórico para onde que a gente aponta né a gente está apontando né partir desse desses levante sair para mudanças radicais né no respeito ao racismo ea construção a dilma democracia né que como o movimento negro vem afirmando só pode existir sem o racismo é um pouco essa questão que eu queria colocar aí para vocês dialogarem é sim começa amor pode inverter né de repente o teófilo começar agora oi oi e a bom a boas questões a e como boas questões difíceis né ah mas isso é bom que a gente precisa pensar porque assim que a gente consegue pensar soluções para isso tudo a vou começar pela uma das perguntas da mariana sobre a importância da população negra está nos espaços as universidades em centros de pesquisa e tem diversas formas a gente pensar a gente falar sobre isso acho eu vou tentar me manter a forma mais básica que é democracia a gente precisa ficar mente a gente está construindo uma sociedade democrática e não faz o menor sentido a gente não perm não ter ou não tomar as iniciativas necessárias para que a população como um todo para que o povo se veja representado nesses espaços e não é representação por representado porque assim as pessoas querem estar lá e o simples fato de ter mais de 60 mil inscrições todo ano o vestibular da unicamp isso mostra que as pessoas querem estudar mas não tem espaço então se a gente tivesse no universo em que as pessoas não estudam ou as pessoas negras não estudam porque você leva se não querem seria uma coisa mas não é nesse universo nós estamos nós estamos uma realidade em que muita gente é ter acesso à universidade mas por um milhão de motivos assim precisa trabalhar precisa tem a vida material então e condições que faz com que esteja extremamente difícil para as pessoas para algum alguns grupos estarem esses passos então é um dever do poder público das universidades tomadas iniciativas para corrigir isso bom e isso é de interesse da própria instituição de ensino porque se a gente pegar por exemplo o próprio caso do unb ele é um autor camaronês e você colou bastante pela frança áfrica do sul e eu acho que ele tá algo na áfrica do sul agora não tem certeza mas assim a gente circulou bastante pelos estados unidos também então e porque essa contribuição que ele traz que é super valorosa isso tem muito a ver com as experiências de vida e com da vida da própria vida dele então assim olha como que isso é precioso e strass um outro ponto de vista então ele tá te alugando com o autor que é central para muitas muitas teorias que é o cocô mas ele adiciona elementos que vem outro ligados à sua realidade e isso nos permite entender melhor o mundo que a gente vive então isso é o que a gente tem a ganhar quando a gente traz mais gente para ah então você é um jogo aqui todo mundo ganha e ia voltando rapidamente a questão do guilherme essa coisa do a e agora né aonde que a gente tá indo e eu acho que acho que todo mundo quer saber nesse momento mas assim gente ver nos estados unidos inglaterra aqui no brasil toda essa movimentação muita coisa acontecendo e é claro como guilherme colocou em semelhanças tem diferenças muito importantes entre esses contextos e uma coisa que eu acho que é muito importante eu acho que e dá para tirar de lição dessas experiências aqui essas está se percebendo que sem enfrentar a desigualdade não existe a menor chance de ter democracia porque enquanto você tem uma camada da população e a restrita uma cidadania segunda classe se você não vai ter segurança você não vai ter salários dignos porque e porque parece que tá super distante né uma coisa de xingar não ter salários dignos mas à medida que você tem uma população esmagada são pessoas que querem sobreviver nós vamos fazer qualquer coisa para comer inclusive aceitar trabalhos por dinheiro por um salario baixissimo isso faria pressão para ter instalado todos diminuam então sociedade inteira tem interesse e que não exista essa segunda essa cidadania de segunda classe então acho que o que a gente tem que apontar agora é a gente pensar aqui é necessário construir uma democracia uma democracia de fato e não a democracia do jeito que a gente fala que tem nessas hoje no brasil ele tem que ver onde é que a gente tá agora então assim eu acho que uma das transcrições é isso é essencial para existir democracia de verdade democracia com demais hum hum e aí e a luana e essa palavra da luna tá bom eu gostaria de agradecer pelas questões atiram elas todas muito pertinentes e primeiro respondendo a mariana ela falou né você falou sobre a importância da população negra no espaço universidade formatando que a gente ajuda que você precisa de seta e aí uns grandes debates que a gente teve entre 2016/2017 na disputa por políticas afirmativas para ações afirmativas da unicamp era quem ganhava com as cotas não eram apenas as pessoas negras claro que eles eram os principais beneficiários dessa política e faz um certo tipo de paliativo né sobre a gente estruturais e históricas que o brasil tem para com as pessoas me eles mais quando você coloca negro dentro do ambiente da universidade brancas e brancos os professores sua comunidade docentes funcionários e ele se transformam a partir do momento que a gente tem outras perspectivas de discussão no conhecimento dentro desse universo né assim ficou muito mais rica depois o processo de ações é porque a partir de agora a gente tem outras pessoas querendo pesquisar outras coisas outras pessoas que bem diferentes classes sociais mas diferente querendo botar uma outra perspectiva acerca do mesmo assunto vamos lá porque eu sempre dor eu exemplo da professora jacqueline sinhoretto ela é professora da federal de são carlos e ela sempre estudou segurança pública polícia ela é uma classe que isso de rosa nesse ramo e aí ela nunca espertinha feita alguma pesquisa que relacionasse raça e punição raça e polícias o que hoje para gente só como quase absurdo e ela fala que na verdade ela só começou a pesquisar essa demanda a partir do momento em que o movimento negro se surgiu o nosso cara após o período de cotas após sua implementação de cotas fez essa reivindicação sim beleza vocês procure se você estuda sistema segurança pública mas hoje a gente entra nisso porque que a gente não fazendo estudado né e a partir daí a gente entende que esse habitantes já que é um conceito que bem disso ele carneiro né e como saberes eu a produção de conhecimento branco muitas vezes mas não os nossos e contando sempre uma história única sempre a história dos vencedores é como eles são pobres eles são empobrecidas né porque tem cid além de trator arar quem a gente é eu que a gente produz ele também é responsável por fazer todo um processo de empobrecimento constante do conhecimento né matar a gente de certa forma também é matar o conhecimento que eles mesmos produzem fernando ele muito mais refutável né a mariana falou sobre a questão do jardim de que forma a gente responsabiliza as polícias principalmente a polícia de campinas é eu gostaria de falar que pelo menos na visão de boa parte dos simples que sociais que vem nesse ramo de por isso a gente fala que a responsabilização ela tem que ser dupla primeiro é institucionalmente das polícias reconhecendo que ela tem uma estrutura racista mas também dos policiais boa parte dos casos que eu isso e a promotoria de justiça cível de campinas sai do esforço de denunciar até a justiça portagens orientar o cliente que os policiais militares cometeram por exemplo boa parte deles são arquivados na justiça militar é como se fizesse uma limpa nesse processo e não desce cabo é isso o que mostra que além dos policiais terem tido práticas racistas a instituição também é então a gente tem que vir sobre os trem e aí é a partir do ponto de vista de baixo pescadores não só eu a gente entende que a formação de políticas públicas elas têm que vem através de formação de padrões operacionais desde os policiais até o ministério público entrando aqui desde o cabo que são os policiais que tem que tomar rua e tem que ter critérios claros de abordagem e seleção dos suspeitos a5 com justificativas claras para os pais eles teriam violentado e matar suspeitos até o ministério público passando pelas delegacias perguntando se esses jovens se a população negra sofreu algum tipo de abuso sofreu algum tipo de opressão a parte dos policiais colocar isso nos autos é colocar os policiais para responder essas questões tendo a tendo em vista de que os policiais assim como civis que foram encarcerados mortos e violentados tem o direito ao contraditório tenho direito ao para defesa e tem o direito de responder um processo legal que acontece é que o sujeito os verbos nunca tem esses direitos e os policiais pelo contrário ele tem um direito exacerbado disso né tanto que eles não responderam a maioria dos autos o relação à pergunta do guilherme é dada trampolim que o estado de violência contra a população negra só para gente ficar para quem não tem familiaridade com o meu bengue a né pro política ela foi muito presente por exemplo na no holocausto nazista porém o que acontece é um boa parte da população sonho enxerga né pro política quando o som de deus são colocados em câmaras de gás e não enxergam por exemplo tia neca política também foi processo de colonização lembra política política da morte o estado também o teste de policiais matando crianças na favela do rio de janeiro policiais matando jovens da periferia campineira policiais matando grandes ativistas com a marielle franco isso e não é pro política também né ele falou sobre o incidente o sentido de existência o levando radical da população negra nos estados unidos se eu não me engano posta errado na estatística mas eu acho que eles vão dezessete por cento da população estadunidense né e a gente fica pensando sobre quais são as diferenças e as aproximações sobre o caráter de resistência recentemente estava olhando um texto sobre o conceito de direitos civis né a gente nem que a gente vai são os direitos civis da população negra deveria ter no brasil principalmente porque a gente não conseguiu estruturar o âmago da sociedade brasileira todo mundo projeto de defesa desses direitos né então eu acho que a gente tem várias entradas que eles vão ser não separam da população estadunidense por exemplo a gente é mito da democracia racial sons maioria nesse brasil é um por cento da população mas muitas pessoas vão sentir alguma como negras não sei se encherão com o sujeito desigualdades jeito que são oprimidos em determinadas mas elas sociais e a gente queria certa distorções até que a professora e a raça que seria racismo né quando eu fui para o estados unidos no começo desse ano eu cheguei lá no dia do aniversário do martim luther king e foi uma das coisas mais bonitas que eu vi porque tem várias comemorações públicas etc conhecemos uns copos americano de los angeles e assim é um dia inteiro dedicado à memória de resistência de luta que eu acho que uma das coisas que a gente tem mais dificuldade de fazer no brasil enxergar uma grande stannis nós grandes símbolos de resistência para que a gente a partir daí possa mobilizar falta de direitos e ver aqui de martin luther king até hoje muito pouco mudou muito bons efetivamente foi feito né e aí a gente tem que fazer a partir de agora a partir de hoje aproveitar esse momento quente para fazer uma pressão eu passei a tentar todo sistema de segurança pública brasileira ea internacional mais especial aqui né a gente vive um momento histórico que a gente pede por mudanças radicais mas a gente tem que ter o pé no chão ea consciência de que essas mudanças elas não vão acontecer do dia para noite mudanças radicais estruturais ela só existem a partir da construção de consciência coletiva né a construção de uma democracia ela vem dia após dia estão processo de ganhar desde a educação a mobilização nas suas exigências políticas públicas eleição de políticos e partidos que defendam a reforma do sistema de segurança pública e uma relativa autonomia no brasil polícia militar e quase que autónomas são surdo né a gente ainda tem tem vendo cada vez mais ostensiva para matar os jovens da periferia só que a gente tem que entender primeiro a complicação de sistema e a partir daí radicalmente exige mudanças eu acho que é isso tá bom eu agradeço a luana barbosa o nosso rei o guilherme montenegro guilherme você quer complementar alguma consideração final eu não queria só agradecer na verdade também é a luana eu tenho algo para esse debate agradecer também né o mandato a gente encontra equipe é bem vem fazendo um trabalho para dar visibilidade nessas violão agências é que acontecem em campinas contra a população negra é e também se inserir na falta de racista né acho que é importante dizer que a gente considera que todas as pessoas né não só negros tem um papel dentro dessa luta anti-racista é e é por isso que no mandato que a gente constrói seu mandato coletivo é um mandato conectado o povo a gente se coloca nesse front né estivemos nas manifestações e leis racistas aí e vamos nos somar e cada vez mais a esse movimento e efetivamente as mudanças na institucionais mas também mudanças é para a sociedade refletir nessa nessa questão da filosofia da ética da moral um pouco que o teófilo trás acho que esse esse debate é também para aproximar esses conceitos ir e tentar unificar as lutas né que tem em torno da falta de fascista que acontece me né na população em várias iniciativas que a gente ver a face é legal então eu que te agradecer por sim a essas a querida luana o querido teófilo querido guilherme que são parceiros são intelectuais estão pensando a realidade estão se opondo estão lutando tem uma atuação a militância é muito importante é e eu gostaria então de declarar aqui encerrado esse dia né esse evento que marca o dia municipal continentais puramente da juventude negra e dizer que o desafio está colocado e é importante que a gente tome que a gente de passos no sentido de combater o racismo de combater a negro política e da gente de fato consiste em uma democracia bom obrigado e ai meu coração e aí a tv câmara campinas e a seguir questão de ordem em o olá o programa campinas empreendedora visa fomentar o empreendedorismo a inovação ea competitividade dos pequenos negócios do município e tem também o 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