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[Música] TV Câmara Campinas bom dia bom dia a todos que nos assistem Bom dia as pessoas presentes funcionários da casa hoje dia 18 de Maio Dia Nacional de combate ao abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes nós vamos fazer essa esse bate-papo essa roda de conversa sobre esse tema trazendo informações né importantes e reflexões é um dia de reflexão um dia de estudarmos e pensarmos em ações políticas públicas para combater esse mal né que ainda assola a sociedade né Não só brasileira mas o mundo todo lembrando porque do 18 de Maio 18 de Maio ficou registrado como esse dia por conta de uma criança né Araceli crespo de oito anos de idade de Espírito Santo Vitória em 1973 ela foi sequestrada violentada e cruelmente assassinada seu corpo apareceu seis dias depois carbonizado e o pior de tudo os agressores nunca foram punidos né nunca sofreram nenhuma nenhum tipo de pena com a repercussão desse caso houve uma forte mobilização de toda a sociedade e do dia 18 de Maio foi instituído uma lei a lei 9.970 de 2000 como Dia Nacional de combate ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes E hoje nós temos aqui conosco para falar sobre esse tema né difícil mas que precisa ser amplamente tratado conversado e discutido com toda a sociedade o psicólogo Jefferson de Oliveira Bertolini especialista em infância e violência doméstica contra a criança e adolescentes e o Rafael Teodoro do Nascimento educador social e cientista social Ambos são técnicos do Chrome que é o Centro Regional de atenção aos maus tratos na infância de Campinas que atende todos os tipos de violência o Jefferson Rafael vai estar falando um pouquinho sobre as outras violências mas hoje o nosso tema principal é a violência sexual contra crianças e adolescentes quero agradecer a presença Jefferson e Rafael sejam muito bem-vindos a essa casa e já começar com uma pergunta para o Rafael é que é psicólogo Jefferson que é psicólogo né Jefferson e para ele falar um pouco discorrer sobre o tema quais os causas desse tipo de violência e como combatê-las Olá a todos Espero que todos consigam lidar um pouquinho com essa situação né que a gente vai tratar aqui que a violência exploração sexual infantil antes Débora da gente falar da violência exploração sexual a gente precisa de acertar um pouco sobre o fenômeno da violência o que seria a violência e ela é qualquer tipo de relação de poder onde aquele que é entendido como agressor que quer exercer o poder faz os de instrumentos para que faça valer o desejo e a vontade dele em cima de outro que é a vítima Então os instrumentos são os tipos de violência violência física violência psicológica violência sexual que aí entra o abuso sexual e a exploração sexual a negligência e a violência fatal e quando a gente fala de como combatê-las ou como ela surgem são muitos fatores que a gente precisa considerar né fatores micro e Macro o creme que a instituição que a gente trabalha né que tá 37 anos trabalhando com isso a gente cuida de fatores em sua grande maioria micro que são as relações intrafamiliares então situações intrafamiliares que são fatores de risco para o surgimento de violência a gente pode considerar o uso de substâncias psicoativas ou de drogas a gente pode falar sobre fatores culturais entre familiares a gente pode falar também sobre condições socioeconômicas quando eu falo condições socioeconômicas eu não tô falando só que a pobreza gera violência entre familiar tô dizendo que as condições socioeconômicas Podem sim ser fatores de risco e tem as questões macro que é tudo aquilo que acontece na sociedade que vai sim sustentar e mobilizando a maneira que a família consegue se relacionar a gente pode falar do machismo do patriarcado é do racismo da xenofobia são aspectos sociais que sustentam crenças entre familiares que podem sim criar dinâmicas familiares violentas então no geral é essas são as principais causas que a gente consegue discorrer muito rápido né a gente no creme atender nas famílias a gente pode dizer sim que existem condições muito específicas de situação de violência para cada família a forma da violência é essa que eu coloquei agora o conteúdo é muito caso a caso é muito de como aquela família se desenvolve se Desenrola as relações internas e relações sociais e é importante Jefferson sempre ressaltar isso né que a violência ela ocorre em todos os classes sociais né tem todas as classes sociais ela ela a gente pode tem que dar atento as crianças e o adolescentes aos sinais porque às vezes as pessoas acham porque é uma classe melhor tá não existe violência e a gente sabe né que ela por todas as classes sociais por todas as escolas por todas as bairros que precisam ser combatidas né o Rafael educador social obrigado mais uma vez e o Rafael pela pela sua presença quero que você fale um pouquinho sobre o perfil né desse tipo de crime as causas de origens dentro e fora de casa Vamos lá gente bom dia também vou deixar meu bom dia a todos bom dia Débora Bom dia casa aos servidores públicos familiares que estão acompanhando os profissionais da rede elogiar iniciativa da Débora que eu acho que é uma iniciativa importante dentro desse desse momento ou aproveitar a data para trazer o debate público para as mídias sociais e para o legislativo Então acho que é talvez não seja inovador mas é corajoso tá então deixa que a minha saudação aos profissionais do crânio e da Média complexidade que também não estão aqui eu eu a gente ficou lá no serviço pensando um pouco sobre isso né e complementando que você falou agora o fenômeno da violência principalmente sexual contra a criança e adolescente ele é transversal ele atravessa todas as esferas e isso é difícil da gente falar porque parece no nosso serviço por exemplo a gente trabalhando na região Leste que tem uma discrepância social muito grande a gente tem sei lá favelas ao lado de condomínios grandes condomínios fechados e muitas vezes a gente atende também as famílias desses condomínios agora há dificuldades de acesso né nem todos os condomínios a gente consegue entrar para atender a criança e adolescente ou para atender a família mas há uma construção social de que o pobre tem que nos atender então isso também é um jogo né Assim são Desafios que a gente ainda tem que enfrentar o que eu diria é que não existe o perfil clássico né talvez a psicologia psiquiatria consiga desenhar melhor é um perfil mas para a gente no caso da educação social ou mesmo da Ciências Sociais não existe um perfil clássico não existe aquele cara mascarado que fica no parque esperando uma criança passar rasgado com uma touca negro que vai que agride a criança rasga a roupa e violenta existe esse personagem em algum momento ele deve ter existido mas não não é o não é uma regra a regra para gente e os dados estão aí para mostrar é que a grande maioria da violência sexual contra a criança e adolescente acontece dentro do ambiente escolar desculpa dentro de casa ah mas acontece na escola acontece Ah mas acontece na rua acontece no clube na academia acontece mas a grande maioria é no espaço domiciliar e os agressores geralmente são os pais as mães os avós as avós os tios tias primos e irmãos então agora a gente e como e é tão talvez seja por isso que é tão difícil esse fenômeno ser tratado com o máximo de coerência que a gente precisava porque primeiro a gente tem uma cultura que diz que tudo que está no espaço privado deve ficar no espaço privado aquela coisa é a briga de marido e mulher não mete a colher sabe essa coisa net sim né a gente mede a colher quando se trata de crença adolescente também então precisa sair do espaço doméstico e se tornar um espaço um cuidado público é nosso desafio Talvez o grande desafio seja esse E aí o que nos acomete como Jefferson tava dizendo antes é que acontecendo no espaço doméstico nós temos questões de uso de substância nós estamos questões de da criança ou da mãe principalmente da criança violentada a questão de dependência Econômica de aspectos culturais aspectos regionais aspectos Morais religiosos por exemplo né ontem a gente tava conversando no grupo de adolescentes que nós estamos fazendo já dois encontros atividades sobre o 18 de Maio e quando nós vamos entrando na temática e peneirando peneirando todos os adolescentes reconhece que em algum momento eles sofreram algum tipo de abuso mesmo que eles tenham entrado por outro motivo por negligência por algum aspecto de violência doméstica quando a gente vai depurando eles falam Nossa eu não sabia que isso era abuso então é extremamente dramático e como dizer para eles por exemplo vou usar aqui um exemplo religioso né amar o pai a mãe incondicionalmente Como que foi o que o Jefferson trouxe para eles ontem como que a gente enfrenta isso quando são esses os agressores né então a gente tem alguns desafios e eu acho eu deixo até para não esquecer de perguntar que é uma coisa de falar que é uma coisa que sempre eu gosto de salientar o que que é o abuso sexual porque as pessoas pensam né a sociedade pensa com abuso sexual é só o ato sexual né E hoje tanto na questão da legislação né como do fato em si é tudo é um abuso sexual eu gostaria que vocês falasse um pouco sobre isso o que que é o abuso sexual né É só o ato sexual precisa ser Consumado ou não desde mostrar uma revista pornográfica falar de questões sexuais chamar atenção do menino ou da menina né para esse para essa questão sexual já é um abuso sexual já pode se fazer um boletim de ocorrência e outra coisa que eu sempre gosto de falar é o que o como que a gente faz a denúncia né onde quais os canais e denúncia e as medidas porque o que as pessoas têm medo de denunciar e o Conselho Tutelar vai tirar a criança da casa vai então tudo isso precisa a gente precisa explicar né porque eu acho que a informação é a melhor forma da gente contribuir com a sociedade trazendo as informações como é que a gente faz essas denúncias como é que a gente qual é o trâmite qual que é essa rede como é que atende então eu quero que o Rafael termine né falando sobre a questão do abuso e depois já já fala isso também eu acho que é importante então para a gente pensar um pouco acho que talvez para concluir minha reflexão é a gente precisa para enfrentar esses perfis ou para desmistificar esse superfície do abusador a gente precisa pensar estrutura social toda estrutura social como que nós estamos construindo os homens como nós estamos construindo as mulheres como nós estamos construindo a infância e deslocar um pouco que eu vou falar que um palavrão né a gente tem uma tendência de dizer que é falta de informação de educação ou de Formação ou de informação ou E aí há uma tendência social de jogar isso para escola não a escola que tem que educar a escola que tem que ensinar eu penso um pouquinho diferente eu acho que não é só a escola eu acho que a família que a sociedade civil que é o professor ou a professora do clube ou professor da arte de arte marcial o vizinho amigo todos eles entram numa estrutura de informação informação e proteção Todos devem proteger né Para a gente enfrentar esse essa chaga que é de fato me parece como eu tava dizendo agora conversando com o nosso amigo que a gente vai precisar de muito tempo para resolver isso mas a gente precisa começar E então vou trazer um dado aqui que eu acho que é importante que um dado que saiu já faz algum tempo Acho que em um relatório sobre violência contra a criança e adolescente que 80% dos abusadores já sofreram abuso então a gente está no ciclo de violência que se retroalimenta e que geralmente são os homens que são os abusadores dentro do que o Jefferson tava falando de uma estrutura machista então o que que a gente precisa fazer vamos acabar com os homens não a gente precisa pensar Qual é o tipo de homem que a gente quer para o futuro né E como que esse machismo tem produzido violência contra crianças que é isso né como que a gente o filho não se torna propriedade né ou a criança não se torna objeto Então são esses Desafios que a gente precisa enfrentar mas a gente só vai conseguir enfrentar com toda a sociedade agora respondendo tentando responder né a sua pergunta que eu acho que é ótima não é necessariamente a penetração que determina o a exploração abuso então o exemplo que você disse é ótimo apresentar um filme apresentar revistas cenas de sexo explícito participação né E isso acontece por exemplo em questões socioeconômicas quando a casa é pequena e os pais têm tem relações todo mundo dorme num cômodo a criança às vezes presencia isso mas a internet é um fenômeno que oferece muito isso né Oferece e acaba violentando muito promovendo violência sexual contra criança e adolescente tocar divulgar fotos ou imagens a gente entende a gente tem discutido isso para dentro do grupo de adolescentes por exemplo lá no crânio que as brincadeiras entre os meninos que marcam a fase de masculinidade também podem ser caracterizadas como violência essa coisa de passa a mão na genitália Ou aquelas brincadeiras de agarrar por trás que parece que entre os meninos é uma coisa né muito comum é da idade é isso a gente vai naturalizando e aí lá na frente quando acontece você falou é mas por que essa pessoa não essa pessoa cresceu numa estrutura que sempre ela colocou em violência é pensando nos aspectos culturais e até do machismo é a gente não nós como sociedade brasileira naturalizamos o fato de pai ou tio amigo falar bom vou te levar num lugar para iniciar sua vida sexual então pega crianças e leva para um prostíbulo quando a gente fala isso para os adolescentes fala não mas isso não é não é violência Ué porque não né então quando a gente inverte fala bom se uma pessoa pegasse uma menina e falasse não eu vou te levar agora para iniciar sua vida sexual numa casa que tem vários homens lá não pera aí não não pera aí não isso não pode então porque que o inverso é possível então é isso a cultura do machismo mesmo e muitos meninos né Eu já ouvi relatos de vários casos de homens menino moço já depois de adultos falar o quanto se sentiram mal quando foram levados porque não então se sentiram assim foi uma agressão que não estavam preparados para isso né então e é uma tem que ser uma desconstrução né porque é uma coisa cultural né hoje eu acho que menos do que até antigamente penso eu não sei pode ser que os dois dedo enganado mas eu ouvi muito tempo no conselho lendo estudando esses casos a gente via meninos que relatavam homens relatando quando foi constrangedor quando foi difícil para eles isso né então é uma violência também outra coisa que a gente tem que lembrar sempre que as pessoas sempre falava protejam suas meninas é Cuidado com a vida sexual mas homossexual Acontece muito com meninos também né então deixar os meninos à vontade em grupo é tem que ter uma supervisão né quantos casos de abuso sexual que não entendeu no conselho Quando ia jogar bola vai jogar bola O pai acha que tá tudo bem que daí acontecem abuso sexuais então a gente as crianças tem que ter sempre uma supervisão a importância da gente é protegê-los né como você falou é dever de todos está tudo fala muito claro isso é dever de todos proteger as crianças adolescentes não é só do Conselho Tutelar não é só da escola não é só da família é de toda a sociedade todos têm o o dever de proteger as crianças e os adolescentes e todo tipo de violência né se a gente quer uma inclusive você não é uma sociedade mais mais de paz mais tranquila isso é fundamental para a gente construir aí uma uma sociedade melhor passou fazer um complemento por favor quando você fala do por exemplo das leis né do Estatuto da Criança e do Adolescente que vai colocando a responsabilidade da família estado de sociedade nesse cuidado e o próprio Estatuto da Criança embasado Tecnicamente cientificamente vai conseguindo descrever esses tipos de violência Sim esse exemplo que você deu por exemplo do que vai lá jogar futebol e o menino acaba sofrendo a violência ela vai ocorrendo justamente pela forma que a gente vai entender no violência se a gente vai entender na violência sempre como é uma uma relação de poder né eu quero voltar isso lá no começo né O que que faz alguém se sentir ofendido quando a criança exposta a um objeto sexual que não seja ele é que não seja aquele que tem o pertencimento dessa criança então se a gente consegue lembrar que a violência é um jogo de poder a gente vai conseguindo ver o quanto que qualquer tipo de artifício sexual sendo colocado para esse jogo é uma violência sexual então qualquer exposição inadequada com o movimento intencional de fazer valer o poder é uma situação violenta sim isso a gente precisa lembrar muito teve um momento que o Rafael e você perguntou também Débora do perfil a psicologicamente Será que a gente consegue desvendar é muito na língua que o Rafael falou existem fatores sociais biológicos é psicológicos que podem sim favorecer ou não é só que eles são muito são muitas nuances são muitas nuances existe um aspecto comum que é a relação ambiental a criança Ela é um produto para existir violência a vítima ela não é vista como alguém sim ou como a lei fala como sujeito de direito ou como os direitos humanos fala como humano ela é um produto ela é um objeto e não há sentimento no objeto a gente não tem dó de usar o copo é hoje nós estávamos mais cedo conversando sobre isso né que eu falei que é da Crueldade né que como que as pessoas têm coragem né de fazer isso e isso que o Jefferson tá falando é muito importante porque a pessoa que comete todo tipo de violência então só sexual né sexual também mas ela não vê ela não consegue enxergar no outro o sujeito é como ele falou para mim Débora você a tesoura você precisa ter coragem para usar essa tesoura eu falei não ele falou então é assim que as pessoas que cometem violência fazem Então ela vê como objeto como um produto que ela pode manusear usar da forma que ela achar que para ela é útil ela usa e abusa daquilo como lhe convém sem enxergar que ali por trás existe um ser humano né com direitos consentimentos e isso entra lá que o Rafael traz principalmente assim sobre o machismo homofobia xenofobismo né o machismo coloca a mulher como objeto em relação ao homem o xenofobismo vai trazendo as relações também sociais a homofobia coloca também outros aspectos Então tudo isso vai sempre trazendo existe aquele que tem poder e aquele que de alguma maneira entende-se que pode ser empoderado e quebrar com a lógica violenta é justamente conseguir entender que todos aqueles sujeitos têm direito de existir e que podem existir dentro das suas condições então sim são aspectos de educação como O Rafael falou e como dentro da academia né dos estudos a gente fala não são só processo de educação formal mas de educaçãos formais quer por exemplo a lógica que instituições como creme adota é de construção diária rotineira de outras formas de lidar com a vida que não seja uma forma violenta é eu acho que um dos nossos desafios como sociedade brasileira é de fato mudar como a gente olha isso porque a gente olha como a seta não a gente vê indignação nesse processo a gente percebe uma indignação mas da indignação para ações concretas e como que a gente transforma isso num processo de segurança você foi conselheira até pouco tempo atrás né se tem um histórico grande você sabe que não é o estado é amoroso a lei amorosa aí as pessoas imaginam que não tem leis quando a gente fala não tem leis suficientes O problema não é lei consistente a lei inclusive ótimas o eca agora o que garante a aplicabilidade e o desenrolar desses fenômenos né recentemente nós tivemos uma uma obviamente eu não vou falar o nome mas uma adolescente nos procura aí Jefferson que a gente acompanhava ela falava assim bom então o meu pai fez isso comigo eu denunciei e só eu me dei mal porque eu fui para uma casa de passagem aí eu fui para abrigo meu pai continua lá minha mãe continua lá e só eu perdi perdi perdi duas vezes Quem foi o punido né é eu que fui punida e ela trazia isso como um grande desafio para gente e inclusive para a gente dizer olha o acolhimento institucional não é uma punição Mas é uma proteção mas socialmente nós não temos Essa visão do acolhimento institucional do outro lado nós não temos um nós temos leis e políticas mas essa figura ela não é penalizada né E aí vai ficando a falar então chegou um determinado momento que ela fala para a gente então quero voltar para casa porque pelo menos posso viver com meu irmão com a minha avó com os meus tios mas Rafael é existe também né e eu sempre lembrava isso no conselho e a gente tem que trazer essa reflexão porque às vezes o que que acontece a primeira pessoa a ser afastada da casa é a criança Eu sempre falava isso a gente tem que tomar cuidado com isso porque existe o estatuto prever o afastamento do agressor do Lar primeiro agressor então eu sempre no conselho primeira medida que eu fazia a não ser casos como porque nós infelizmente temos casos que a mãe fala não acredito não é verdade a minha filha tá criando o padrasto não fez isso o pai não fez isso E aí criasse um problema que a mãe também não protege essa filha ou esse filho mas se a mãe fala não eu acredito eu apoio minha filha eu não admito isso que aconteceu eu pedi eu afastamento imediato para o Ministério Público do agressor porque a criança tem que continuar no ambiente dela porque Para não acontecer isso exatamente isso que a gente vê o que revolta Porque além do tecido abusada violentada pessoa fina ainda eu só retirada da minha casa eu sou colocada no serviço de acolhimento que é um lugar de proteção é e é necessário muitas vezes mas se puder manter essa criança ou esse adolescente no ambiente familiar dela e afastar o agressor é a melhor medida né as situações de violência é a criança permanecer na situação familiar desde que essa essa situação seja protetiva então quando a gente olha por exemplo em situações em que a criança Ela é afastada e a gente observa que os outros adultos que não são os agressores são coniventes até que ponto Esse lugar é seguro e quando a gente fala especificamente da violência sexual que né o 18 de Maio falo da violência da exploração a exploração é um tipo de violência sexual também em que há recurso financeiro envolvido então a criança Ela é objeto e produto ela é objeto porque ela tá sendo manuseada a sua contra-vontade ou com todo um manejo perverso psíquico de de sedução e convencimento disso para criança que é um evento extremamente importante que a gente lá no creme vai discutindo né de Ah mas tenha tenha adolescente que se sujeita a violência não não existe sujeição a violência o que existe é um sistema social ou um sistema entre a familiar que implica e C2 a ao adolescente a essa situação então a gente precisa lembrar disso é importante a gente ressaltar sempre a vítima não é culpada ela não é culpada pelas pelas violações que ela sofre nós vamos falar daqui a pouco sobre os sintomas né que a criança e o adolescente apresenta e já falando né Apesar dela não ser culpada de forma alguma ela é vítima e É bom deixar sempre isso muito claro nenhuma criança nenhuma adolescente ele é induzido ou forçado a esses atos e ele sempre culpa isso E aí que entra o processo que o Rafa tava colocando que era super importante né a lei prevê o afastamento do agressor e quando ele traz o dado que 80% dos casos são interpretados pelos responsáveis pela figura masculina e esse sujeito sendo o que traz a condição socioeconômica de sustento o mais vulnerável que afastado E aí isso traz toda uma repercussão que aí falar de violência é falar de como a violência se desdobra no mundo então nossa se Eu afasto o agressor que é o sujeito que sustenta aquela família é a família pode passar fome é isso não são questões que a lei tá cuidando e nem é função da lei Mas é isso por exemplo que aquela genetora que é conivente está pensando como que eu vou comer como que eu vou comer o atravessamento que vai dar sobre isso que proteger isso é um aspecto extremamente importante que a gente vai falando proteger crianças e adolescentes é envolve coragem e assume riscos e existem riscos que a gente enquanto sociedade até por essa dificuldade a gente falar a gente vive a violência mas não fala da violência a gente vive a violência a gente assiste a violência mas não discute faz a gente não sente muito para isso aconteceu a violência com meu filho e com a minha filha eu preciso proteger e isso implica em uma série de mudanças das minhas relações sociais com aquele que eu vou discutir com aquele que eu vou romper com aquele que eu vou continuar ou não quais maneiras eu vou ter de conseguir me sustentar socialmente economicamente é a culpa da situação então muitas vezes né o outro lado que não agressor se sente culpado por não ter conseguido lidar com a situação um fenômeno psíquico super comum é de lidar com a culpa é A negação quem Nossa eu tô me sentindo culpado por eu não ter protegido logo não existiu a situação então eu nego a situação desestabiliza né na verdade o que a gente trabalha com isso e vocês trabalham eu trabalhei né Conheço eu vi muito isso é o quanto desestabiliza toda uma família né A questão da exploração sexual abuso entra a família parece que entra num todo mundo fica de alguma forma muito abatido muito eu lembro caso assim e não sabe como lidar né não sabe como lidar com a situação não sabe como agir tem medo é por isso que Nega muitas muitas vezes Nega eu lembro de casos que que a mãe negou no primeiro momento Ficou desesperada saiu nervosa não acreditando depois volta chorando e não eu quero proteger minha filha eu tô eu não sei então e aí a importância desse serviços né Desse acompanhamento por exemplo do creme nos canais e denúncia e dessa rede de proteção e o atendimento sistemático dessas famílias para que elas possam superar ajudar essas crianças ajudar essas pessoas porque eu falo eu sempre conversando orientando e a gente sempre eu acho que uma vez Conselheiro a gente sempre conselheira e a família perguntam né Eu sempre falo o abuso vem na maioria das vezes daquele que você menos espera né Às vezes eu lembro de um caso e eu sempre falo desse caso de um avô que foi no conselho denunciar que a neta estava sendo abusada pelo padrasto e aquilo me pareceu muito estranho e a gente parece que tem um pai desenvolver um filho né um negócio eu falei meu Deus metade estranho e aí começamos atender eu falei gente eu acho que nessa história tem não tá bem contada e no atendimento do psicólogo que começou a atender essa criança o que descobrimos lá na frente na verdade quem abusava era o avô e ele jogou para o padrasto o abuso para se isentar porque a criança começou depois de um tempo porque quando ela começa a perceber isso e ela começa a falar ele ficou com medo ele tentou jogar então se não fosse o atendimento desse psicólogo e essa rede com essa criança Talvez esse pai que que esse padrasto que fosse né pagar o preço de uma coisa que realmente não era ele que tava cometendo Então a gente tem que ter muito cuidado né Com todas essas essas situações que envolve violência porque tem muito jogo né o agressor ele joga com a vítima joga com a com a família joga com a rede e é uma situação bem complicada bem completa ela é escancara os jogos os jogos de poder implica em mudanças e nem todas as pessoas estão disposta a mudar porque muitas vezes aquilo é o funcionamento daquela daquela família daquele jeito de agir aí que entra assim ações do estado da sociedade como o Rafa vem falou né em briga de marido e mulher a gente mete a colher sim é justamente por entender assim se a gente enquanto sociedade entende que relações violentas não são autorizadas a gente precisa criar sim equipamentos e formas de cuidar disso seja na prevenção seja na promoção seja na reabilitação eu tô ouvindo vocês aqui tô adorando e eu acho que esse caso que você traz ele é muito emblemático que ele envolve sedução ele envolve espaço de Poder com certeza esse é esse avô ele é liderança em vários outros espaços né às vezes econômicos às vezes uma referência familiar E aí ele vai usando dessas outras esferas de poder para justificar esse abuso vamos dizer assim mas eu vou tentar trazer uma reflexão aqui que eu acho que a gente que a gente a gente não pode esquecer que a gente está no momento da história que é que é interessante é interessante às vezes não é bom mas interessante pensar que é nós estamos num processo de adultização das crianças tá muito tá muito ao investimento muito grande para que criança e adolescentes pensem no futuro acumula em vista uma bolsa façam coisas da vida adulta se vistam e andem como adultos respondam como adultos ao passo que a gente nós também estamos num processo de infantilização dos adultos então há uma política grande e a gente se acostumou por exemplo com frases como eu adoro novinhas esse tipo de frase ele já deveria esse tipo de coisa já deveria ser um incômodo por ser incômodo porque quem chama alguém de novinha a gente empresta o punk quem tá falando é um adulto isso então quando a gente ouve na música ou nos filmes ou nas novelas ou alguém fala não eu prefiro novinha novinha é criança né ou com áreas infantis né poeiris que a gente fala é isso Só isso já deveria incomodar já deveria a gente falar espera aí tem alguma coisa errada aqui não mas a gente vai deixando passar Então vai deixando passar então nós temos visto adultos se vestindo se comportando e se relacionando com crianças crianças numa praia assim gigantesca em responder as demandas da vida adulta e nesse processo são as crianças os adolescentes que perdem são eles que são os mais prejudicados os mais violentados então nós vemos na nossa prática social ou crianças que estão com marcas muito Profundas da violência ou crianças que estão tentando responder a uma violência sistêmica que já que ela sofrem e que não tem elementos então elas acreditam que a vida adulta vai dar esses elementos então elas tentando antecipar a vida adulta né e não vai dar certo no final pode e que a violência sexual do tema em si ela é Ela é uma das mais perversas nesse processo de construção de personalidade de ser social como a maior parte dos abusadores são figuras de Cuidado então são cuidadores ela quebra com a lógica de proteção ela quebra com lugar de cuidado e entra muito mais essa esse frenezer como Rafael bem colocou de buscar recursos próprios para se proteger daquilo e muitas vezes o recurso próprio para se proteger é concordar não são processos totalmente conscientes né a criança que chega olha fala ai nossa vítima exatamente eu que a gente tem visto é a questão da adoecimento da mental né das crianças e adolescentes eu tava conversando com uma diretora de escola de uma escola particular inclusive esses dias conta dos ataques que tiveram nas escolas tudo né E ela falou para mim uma coisa que me deixou assim extremamente preocupada ela falou Débora hoje tá tão difícil encontrar um adolescente normal ela falou ou eles estão depressivos ou fazendo automutilação ou agressivos ela falou tá tão difícil eles estão adoecidos ela falou eu não sei se é a questão da internet que eles ficam muito porque eu falo que aqui nas redes sociais A vida é linda né todo mundo posta viajando bonito com o cachorro na praia então eles ficam imaginando uma vida que na verdade não existe é uma coisa não é real não é a vida como ela é negra que a gente fala e eles têm eles têm dificuldades para lidar com isso e outra questão é essa que vocês acabaram de falar né a gente não tá deixando as crianças serem viverem a infância ser criança brincar né aquilo que a gente viveu brincar você é criança deixar a coisa acontecer quem manda etapas dessa vida né e inevitavelmente a gente sempre opacidade das Crianças Isso é uma reflexão com a Rafael coloca bastante sobre esse processo de ludutização e a expressão Nossa ela é muito importante fala você que ela é muito importante da gente colocar não pode fica à vontade é que nós temos eu eu fico refletindo que nós temos visto adolescentes que tem uma pressa de se tornar adultos e responder inclusive fisicamente então alguns anos atrás nós viemos adolescentes com tênis colorido cabelo colorido Roupa Colorida muitas grifes muitas marcas essa esse Anseio de dizer para o que veio no mundo questionar tem que incomodar o mundo então a gente olhava um adolescente e fala nossa que coisa muito a música muito diferente hoje não hoje nós vemos os adolescentes eu eu reparou isso porque a gente trabalha muito diretamente com eles eles estão com cores neutras sem estampas né Olha gente cores neutras sem estampas sem louco sem mensagens os adolescentes sempre tiveram muita mensagem para dizer então são tênis básicos são cabelos relativamente iguais dos adultos né E aí eu fico pensando o seguinte se para fora tá assim e para dentro como é que tá porque como que a gente tem como que a gente aceita adolescentes opacos de cores neutras não necessariamente da roupa mas é uma mensagem né eles estão eles estão vazios de de sentimento vazio de reflexões ou de mensagens para dizer o adolescente sempre foi muito intenso né tudo né a cor tudo e hoje outra coisa que me incomoda é isso eu tenho falado isso eu não sei eu falo Será que sou eu mas eu eu tenho visto isso eles não sonham parece que não estão assim muito parece que estão meio anestes todo mundo planeja Tudo para eles né a gente planejava a gente sonhava aí eu fico eu conversando com eles eu falo meu deus o que que tá acontecendo né então vocês que estão assim no dia a dia com eles e existe uma frase de Freud muito cérebro que é quando a boca não fala falam as pontas dos dedos Então se a gente não consegue expressar nosso sentimentos por meio da comunicação a gente usa outros métodos de linguagem essa reflexão que o Rafael traz no crânio nos espaço ela é muito importante que vai entrando direto no que você tá colocando da auto motivação é de movimentos de alta depredação não existe mais outras formas não existe não alimentada outras formas de expressão os adolescentes de antes não é que eles não sofriam é que era um funcionamento diferente não se falavam de sentimentos hoje a gente fala de sentimentos Mas a gente não teve um processo Cultural de como cuidar desse sentimentos não é que antes eles não sofriam só que eles deslocavam o sofrimento para outras esferas seja da Revolta da rebeldia do fazer ao contrário do existir diferente hoje a pressão para ser igual é gigantesca E aí como que um sujeito que é pressionado em ser igual e sabe que isso machuca justamente numa fase em que ele tá buscando construindo a identidade enquanto um ser diferente como que ele vai lidar com isso Seguindo pode soltar você não é para fora é para dentro Então segue não consegue falar do incômodo ele traz o incômodo para ele aí existe automutilação outras coisas até aproveitando o gancho quando você disse no momento só fala que você falou assim nossa mas como que a gente consegue identificar toda essa situação né é esses comportamentos de automutilação são alguns dos sinais alterações físicas também são muito importantes de se colocar lembrando sempre a gente tá falando da violência sexual é Lembrando que a violência sexual é uma estratégia relação de poder Então os sintomas que a gente vê em crianças e adolescentes vítimas de violência São muito parecidos se a gente tem um processo formativo sobre violência e fala Quais são os sinais de violência contra a criança e adolescente São muito parecidos Eles são muito parecidos porque envolve o a relação do sujeito com ele mesmo e a relação que o sujeitos tem com ele sinais físicos sejam de agressões de terceiro ou de alta agressão é um sintoma de violência o a mudança física crianças que que se preocupam em ficar muito magras crianças que acabam ficando obesas tudo isso são recursos psíquicos inconscientes de não se tornar atrativo não se tornar Atrativa ou também é importante a gente lembrar Mudança de Comportamento quando a gente fala comportamento são aquelas crianças que você já consegue criança adolescente consegue identificar o modo de desistir de uma maneira quase que repentina ela altera o modo dela de viver era feliz era uma criança Alegre de repente fica triste e geralmente a manifestação de sentimentos que a gente chama de sentimentos negativos o que que são sentimentos negativos são sentimentos que diminuem a possibilidade de relacionamento social saudável então podemos dizer do depressivo e voltamento afetiva aquela criança que se fecha a agressividade porque ela vai diminuindo as possibilidades de relação saudáveis o medo a desesperança ansiedade generalizada ela fica tão preocupada no que vai vir depois que ela não consegue viver esse hoje então todas esses sinais eles podem ser de violência sexual Como podem ser de outras existe um aspecto que traz uma diferença entre a violência sexual para outras que é o conhecimento de fatores sexuais ou de condições sexuais crianças dentro da sua condição de desenvolvimento que sabem muito ou que sabem pouquíssimo podem ser criança assim que tá passando por situações de violência de abuso e outras questões seja para saber pouco para manter o segredo familiar como esse que você colocou do exemplo do vô né então sabe pouco para não conseguir identificar ou sabem muito pela exposição massiva a esses elementos e é importante o diálogo né porque a criança e o adolescente ele ele só vai falar do que ele tá sofrendo com aquela pessoa que ele tem um vínculo e uma confiança muito grande então a importância do diálogo com os pais dessa da família e menos professores educadores todos que convivem com as crianças né tem que estar aberto para ouvir para estar disponível para essa criança poder pedir socorro da forma dela porque ela vai falar eu lembro muito bem assim casos que algum momento ela se abriram com alguém sempre foi com aquela pessoa que transmitiu confiança transmitiu afeto vínculo segurança para ela poder falar outra coisa que eu percebi no conselho e até eu quero compartilhar com vocês ver se vocês também acham isso foram dois casos que eu atendi já de adolescentes uma menina e um menino que negavam ver mentemente os abusos mas as denúncias e o quadro era muito claro que existia quando eu afastei por exemplo esse menino eu ele foi para casa do pai e ficou um mês um mês e pouco na casa do pai aí num domingo ele entra num choro compulsivo ele começa a chorar chorar chorar e aí ele chama para o pai chama o pai e fala conta todo abuso que ele vinha sofrendo por perto do padrasto desde criança Isso ele já tava com 14 anos às vezes 5 6 anos então ele precisou se afastar do agressor para ter coragem se como ela se empoderar para poder falar para o pai e a menina foi a mesma coisa ela sofria abuso do por parte do padrasto e quando ela foi para uma cidade vizinha na casa do pai aconteceu igualzinho igualzinho um dia ela chora ela entra ela machucou uns dois meses Acho que até criasse vínculo com esse pai essa né Essa confiança né E aí ela chora e conta para o pai realmente o que tava que realmente era real e conta todo todo Aliás foi os únicos dois casos que a gente conseguiu que o agressor fosse preso vamos dizer assim responder esse criminalmente ficou inclusive um ficou ficou detido os dois ficaram detido não sei por quanto tempo eles ficaram porque foi o adolescente que contou porque quando a criança também tem outro problema né mas nunca consegue puniu agressor porque não consegue produzir prova esse processo aí de autorização da criança a gente espera que a criança responda tal como um adulta exatamente como Rafael falou que a criança sente fala eu quero contar para você sobre toda a situação que eu vivi começou no dia 5 assim 7 horas da manhã não e não ela vai falar com os recursos que ela tem sim eu acho ótimo seu exemplo porque ele não chama ele chama atenção várias coisas né uma que é o papel dos pais e do pai que a gente tem no Brasil hoje 70% das famílias são comandadas economicamente por mulheres e grande parte delas já separaram nos seus primeiros parceiros e tem filhos agora enquanto a gente não colocar na mesa que a figura do pai mesmo que separado ele ainda se mantém o pai a figura de proteção de orientação de responsável conselho de abrigo a gente precisa colocar isso na mesa porque senão não corre muito risco disso a gente criar de novo um perfil não então todos os padras são agressores em potencial não é uma verdade o que é uma verdade que a grande maioria dos pais quando se separam não olham para os filhos porque se a gente tem uma criança que está sofrendo violência sexual desde muito jovem e só consegue falar do adolescente é porque esse pai que ela em algum momento tem como uma figura de proteção ele faltou né foi ausente então a gente precisa a gente volta lá no começo de novo né a gente precisa pensar que que homem é esse então só é pai quando tá todo mundo dentro da mesma casa só é cuidador quando quando tá junto acorda e dorme na mesma na mesma casa paga as contas não acho que as figuras são muito mais amplas e aí eu chamo atenção para o seguinte primeiro que quando a gente tá em situação de quando as crianças estão em situação de violência elas escolhem Quem são as figuras de proteção a gente como adulto a gente constrói espaços de segurança mas são elas que vão determinar né a gente tem um exemplo de uma de uma adolescente lá que faz parte do grupo de adolescentes mas ela entrou no grupo de informática que tá acontecendo lá de Mídias e aí no grupo de mídias ela faz um desenho e fala bom Jefferson dá o nome do seu pai Jefferson que é ele e que não tem relação nenhuma porque ela não é nenhuma adolescente de referência que ele acompanha é um outro profissional que acompanha mas aí como a gente cria espaços de segurança ela decide em quem ela pode confiar agora que é o talvez você falou antes um pouquinho antes na sua fala tava como que a gente faz né acho que a gente tem que investir em formação continua de muita gente na saúde na assistência na educação na Cultura a gente tem que investir em informação Principalmente nos meios de comunicação a gente tem que informar tem que desmistificar o 18 de Maio por exemplo não é um dia de comemoração você falou muito bem um dia de reflexão a gente precisa botar o tema na mesa de crítica É e falar sobre ele a gente precisa ter mais equipamentos eu fiz um projeto de lei eu fiz um projeto de lei para que se torne uma política pública capacitação de toda a rede capacitação sistemática rotineira de toda a rede para identificar os fenômenos de violência é muito importante isso né Por exemplo vocês fazerem essas informações porque o professor eu lembro muito bem isso eu sempre falo isso as denúncias que chegavam de abuso sexual normalmente chegava na minha escola isso isso é um ponto extremamente importante que junto com o Rafa tá falando e aí eu vou euar inclusive vamos lá então acho que o aumento de equipamentos junto com essas formações e eu acredito ainda que aumentasse a circulação de crianças e adolescentes em espaços diferentes isso é fundamental né O TC aqui uma figura da cultura daqui de Campinas ele diz o seguinte enquanto as crianças não tiverem nas praças outras pessoas estarão Dra Regina Márcia também que ela tem ela é autora até do livro de brincadeiras ela sempre Traz essa esse tema é ela é uma estudiosa disso ela fala déboras praças precisam voltar a ser ocupada pelas crianças e pelos adolescentes para brincar e se socializar é isso é a sociedade eu acho isso magnífico e as nossas frases estão abandonadas e nossos adolescentes presos dentro de casa na frente das Telas sem brincar e isso que entra nesse movimento Que você iniciou a reflexão principal que é o lugar de confiança as pessoas de confiança que junta exatamente com o Rafael tá falando é vamos voltar lá para o fenômeno da violência se a maior parte dos abusadores estão dentro da família e essa criança não circula pelos espaços como que ela vai conseguir desenvolver ou como que será desenvolvido outras figuras de cuidado não é à toa que é a maior parte das denúncias de violência e de abuso sexual acontecem na escola porque lá é um espaço de cuidado é lá isso lá atualmente pela redefinição da política de como a gente está entendendo a educação no ensino integral por exemplo ela está sendo o único lugar além de casa então sim obviamente que as maiores demandas ocorrerão sai de casa para a escola volta para casa e um dos sintomas que é do comportamento do agressor que eu sempre gosto de lembrar é esse né ele ele impede que a vítima por exemplo tenha muitos amigos saia de casa vai para escola com a escola é obrigatória isso então o agressor ele tem esse esse comportamento ele não deixa até amigos não deixa em festa não deixa a vítima frequentar outro lugares deixa na escola porque a escola é obrigatório porque senão nem isso deixaria então é importante as escolas os professores os educadores terem Essa visão desse desses pais que não deixam né não deixa a criança participar de nada que é um comportamento típico de abusadores sexual Essa visão é importante quando a gente vai falando de algo que você retomou que o Rafael tá merecendo dos canais de denúncia por exemplo que se tenha compromisso não se tá não se trata só de identificar se tá também de comprometer eu tenho até falado em outros espaços que o que a gente chama de canais de denúncia e o medo da gente denunciar denunciar envolve comprometimento você tem um compromisso social um compromisso legal sobre aquilo eu tenho chamado de canais de escuta que a gente aponta a escuta quando uma criança fala de uma situação de violência para um cuidador seja ele qual for que geralmente é um adulto Esse é essa pessoa que carrega a situação não é a criança que tinha que ficar reproduzindo toda a fala dela quem já entender esse fenômeno Rafael traz super bem de adotização né os adultos tem voz então quem é que vai falar pela Criança adulto depois que a criança fala o adulto que recebe a situação é ele que notifica ele que denuncia É ele que vai para os espaços que é o que a gente fala bastante lá no campo se for para você enquanto adulto cuidador repetir 50 vezes tudo bem você mas que a criança seja preservado especializada é que eu tenho cobrado da prefeitura que seja oficializada no município que a criança fala uma única vez depois ela não fala mais sobre aquilo Porque desculpa inclusive Por que que os abusadores se safam da lei da punição da lei porque a criança ela vai no conselho ela fala ela fala tem uma fala ela vai na delegacia da mulher ela fala um pouquinho diferente no B.O O Advogado do infeliz vai lá e fala assim tá vendo ela caiu em contradição olha não dá para confiar no que ela falou porque ó aqui ela falou que ele joga e ele livra o agressor ali então a escuta especializada ela é fundamental para criança falar uma única vez é aquilo não sei repetido para porque aquilo que ela não tem porque toda vez que ela fala ela vivencia de novo ela sofre de novo é pior porque assim digamos uma criança na primeira infância ou na segunda infância ela fala na escola Sim a escola Liga para a família e orienta aí a vem a mãe ou o pai e cobra ela fala de novo aí a escola faz a denúncia encaminha ela para o conselho a gente corre o risco de chegar lá no conselho ela falar de novo aí chega na Delegacia da Criança e do Adolescente ela fala de novo e aí quando ela já falou cinco ou seis vezes a mesma coisa e as pessoas falando assim tem certeza isso ainda fala que ia colocar ela em dúvida não mas você tem certeza foi isso mesmo e aí a criança sem habilidade social e sem repertório social tem maturidade Será que eu devo repetir Será que eu falo o que eles querem ouvir Será que eu eu e aí você vai perdendo nele e sim isso gera impunidade além de gerar uma série de um sofrimento de uma naturalização da violência você vai falar ué tô falando para tanta gente não adianta nada não falo mais e a violência continua né muitas vezes né que o que antes era a violência sexual passa a ser por exemplo a exclusão familiar vocês cantaram um problema é se escancaram um problema familiar por sua causa o seu pai pode ser preso e você destruiu a família ou na questão da exploração sexual já existiram casos que eu atendi em outros outros serviços outras histórias que a exploração sexual era o que mantinha domicílio familiar então adolescente era moeda de troca adolescente revela violência ela passa a ser protegida que se uma família coloca adolescente como moeda de troca de um aluguel é eu já posso entender que essa família Não é protetiva né Ela vai para acolhimento e ela fica em todas as visitas os responsáveis falam por sua causa vou ter que ir dormir na ponte agora debaixo da ponte Cruel agora é vamos falar uma coisa que eu acho que é bem importante que são os canais de denúncias né como se deve fazer a denúncia e também Deixa claro gente que denúncia não tem problema nenhum denunciar você não vai responder se na verdade é exatamente porque as pessoas falam assim Débora Mas e se eu denunciar e depois não for verdade não tem problema nenhum não tem problema nenhum você não vai responder criminalmente por isso o que você pode responder se você deixar de fazer uma denúncia e depois descobrir que você se omitiu você né deixou para lá agora você fazer uma denúncia por exemplo um professor olha ele desconfia que uma criança está sendo vítima de abuso sexual ou de violência física ou de psicológica ele faz um relatório ele manda para o conselho com aquilo que ele acha ou até faz uma denúncia anônima porque tem nós vamos falar de canais anônimos denúncia Mas mesmo que ele faça uma denúncia e Assine lá eu fiz a denúncia ensinei meu nome lá Débora tal lá na frente foi feito todo um atendimento o crânio atendeu e realmente não configurou não existe uma violência não tem problema nenhum para quem fez a denúncia isso é bom deixar claro porque as pessoas têm medo de responder e tal não responde porque o importante é proteger crianças e o adolescente todo tipo de violência Então eu quero que vocês falem sobre os canais né sobre essa essa forma de denúncia né E como que como que se dá os atendimentos ou que o que o qual o papel do creme dessa rede de proteção eu vou anteceder aqui o Jefferson e vou dizer o seguinte é nos últimos anos as denúncias aumentaram muito isso é muito importante para a gente conseguir criar políticas públicas de proteção a criança e adolescente que talvez seja esse a grande contribuição da sociedade civil para o poder legislativo os números Então vou trazer alguns números que são fruto desses canais de denúncia para a gente e eu acho que eles dão Panorama grande inclusive para a gente ver o tamanho do do buraco que a gente tá né então em todo o país 51% dos casos de violência sexual são praticados até os cinco anos de idade contra crianças e adolescentes e 60% das vítimas tem menos de 13 anos Então é isso é um dado extremamente alarmante entre 2016 e 2020 35 mil crianças e adolescentes de 0 a 19 anos foram mortos fruto de violência sexual contra criança e adolescente no Brasil é mais ou menos 7000 crianças por ano nesse período mortos mortos vítima fatal no primeiro semestre de 2021 o número de denúncias foi de 53.350 desse Total 40.822 ou seja 81 por cento ocorreram dentro da casa é o que a gente tava falando lá no começo tem esse esse Imaginário do agressor não 80% da violência e adolescente é dentro do espaço doméstico a maioria das violações são praticadas por pessoas próximas mãe 15.285 denúncias o pai 5.861 padrasto ou madrasta 2.664 e outros familiares irmãos primos avós 1.636 Olha a diferença a gente tá falando de todas as violências não qualquer violência física sexual negligência violência psicológica e em Campinas eu deixei até aqui em [ __ ] para a gente pensar em políticas públicas mesmo né Campinas registrou um aumento de 42% no número de registros de violência contra criança e adolescente em apenas dois anos então a gente sai de 698 para 996 denúncias acreditando que ainda há muitas que não aparecem a maioria não aparece né É isso que assusta é isso porque por isso que eu gosto de trazer essa essa debate essas rodas de conversa para falar da importância da denúncia né porque muitas pessoas deixam de denunciar deixam de denunciar sabe da violência quantos quantos casos A gente chegava lá no conselho que a criança já tava passando já tinha passado por tantas escolas por creche e chegava lá já adolescente para a própria criança a própria adolescente fazer a denúncia né Nós temos muitos muitos casos assim chega o adolescente no conselho chega lá todo marcado todo machucado de violência física e abuso sexual também né e chega vim fazer uma denúncia e toda a rede ninguém viu a família se calou a escola se calou de proteção divina de proteção e fortalecimento falou falhou Então porque porque a gente precisa ter primeiro esse olhar é cuidadoso que eu falo Esse olhar que um profissional que tem um olhar cuidadoso ele percebe percebe qualquer tipo de violência rapidamente e às vezes percebe e se cala não quer ah eu não quero me envolver Eu não quero fazer denúncia eu tenho medo faz pelos canais que nós vamos falar agora aí anônimo né mas liga no conselho antes eu sempre falava isso às vezes a diretora falava Débora eu tô com um problema aqui mas o pai é traficante ele vai me matar eu falava faça a denúncia pelo Disque Denúncia Mas me fale tudo que tá acontecendo cara denúncia de chegar eu vou saber que ela é Da onde ela vem e a gente vai tratar de outra forma então eu pegava todas as informações com a diretora e ela fazia uma denúncia básica lá pelo disco denúncia Mas eu sabia já tudo que tava por trás daquilo Então essa construção das escolas com o conselho pode existir né Eu acho que o importante eu sempre falava isso nós estamos aqui para resolver problema não para criar problema eu falava sempre para o conselho para os conselhos isso a gente tá aqui para resolver o problema não para criar problema então o denunciante nunca ele pode ser alguma pode aparecer Inclusive eu fui levada para uma delegacia de mulher pelo por uma advogado da delegacia da mulher não DP Primeiro DP porque é um abuso sexual de um pai classe média altíssima e advogada do pai chegou lá dando carteirada em mim que ela queria saber a denúncia e que eu falei não vou abrir a denúncia ela chamou a polícia ela conduziu os quatro conselheiros para fechou o conselho isso é bom que as pessoas saibam Ela fechou o Conselho Tutelar um órgão de proteção uma manhã inteira conduziu os quatro conselheiros para o DP fez boletim de ocorrência porque eu não deixei não não abria a denúncia para ela eu falei Pode Me Prender mas eu não abro É isso aí foi abrir o fez todo o trâmite o delegado mandou teve audiência o juiz falou assim se todo Conselheiro agis como a senhora fez exatamente o que a senhora tava lá para proteger a criança a senhora tá certíssima se a senhora quiser a senhora pode abrir um processo contra esse advogada Eu não abri porque falei a gente não precisa né a gente tá lá para proteger criança não tem mas fez isso então eu acho assim é o denunciante não tem que aparecer é o que a gente chama de sigilo né O que temos nós temos que fazer é proteger a criança aplicar medidas de proteção para a criança adolescente não tem ninguém tem que saber quem fez a denúncia e isso é bom que as pessoas saibam não se abre denúncia não se fala né O que é importante a gente fazer essa reflexões né existe uma diferença entre denúncia e notificação a notificação ela é feita geralmente por serviços E então você se compromete isso não quer dizer que você encontra notificante vai aparecer Porque existe Deve existir dentro do funcionamento de rede você genética profissional sim que é o que a gente reflete bastante com as famílias independente do denunciante o importante é a gente entender o teor da denúncia então ao invés da gente ficar lutando aqui dentro sentimento de saber quem foi que fez o mais importante é a gente entender o que é isso que foi dito e quase implicações disso o desenvolvimento da criança nas suas relações familiares Quem disse pouco importa que diz pouco importa não é disso que a gente está falando a gente está dizendo do que não de quem o que fazer com aquilo não é exatamente Então como como canais né que você coloca eu acho super interessante eu lembro de Uma reflexão na faculdade né que eu também dono em faculdade que a gente fala de um um dos principais canais de comunicação é o disque sem E aí uma estudante falou assim Mas como que eu escrevo diz que sim é 100 acho que é importante a gente colocar isso para a sociedade assim não é diz que sem é sem sem você disca o número 100 E aí já abre o canal de comunicação que você consegue fazer a denúncia anônima né é importante a gente colocar isso é use o número 100 só apertar o número 100 faz a denúncia o número do conselho tutelar a gente tá falando de Campinas número Conselho Tutelar de Campinas existe o canal aberto gratuito 0800 7701085 a saúde a escola o serviços da assistência social eles também são canais de denúncia então se você é um cidadão sociedade civil que não você não sabe o que fazer não sei telefone e ele enquanto técnico vai ajudar você no seu processo eu não sei o que eu vou fazer eu acabei Descobrindo a denúncia a pessoa que eu confio é a diretora da escola vai na diretora da escola ela quer falar não é agente de saúde existe um protocolos na saúde denúncia não existe o senan notificação de denúncia dentro da violência e existe também o que a gente chama dentro das políticas que é o sistema de garantia de direitos todos os serviços que atendem crianças e adolescentes compõem essa teia que a gente chama de sistema de garantia de direitos então todo esse serviços sendo sociedade civil ou estado tem compromisso de fazer essa denúncia e para os canais adequados de proteção você enquanto Cidadão pode ligar por 100 você pode ligar para o conselho tutelar se você tá numa situação flagrante que aquela situação flagrante você tá vendo a criança apanhar na tua frente você acabou de ver a situação de amor você liga para polícia se liga Municipal e eles não imediatamente ao campo e assim fazem atuação e todo o processo e eles também conseguiram dentro das competências deles chamar os outros serviços Como o próprio conselho serviços que acompanham por aí vai sim e aí assim já finalizando eu quero falar tudo do papel do Conselho né porque as pessoas também tem que desmistificar essa questão do Conselho de que o conselho tira a criança a última medida a ser tomada ou afastamento da criança né a gente vê família extensa ou sempre primeiro papel é proteger mantendo na família a gente só hoje não é nem o conselho que afasta né é o ministério público e a Vara da Infância então a não ser caso sim muito urgente urgentes então não tem as pessoas não precisam ter medo de ir ao conselho de fazer a denúncia de lá procurar ajuda também auxílio né com uma criança ou da família ou de fora da família Então é bom que as pessoas saibam disso não precisa ter medo né do do órgão Conselho Tutelar é o conselho vai e tira a criança não existe isso é também é um mito né como que precisa ser todo dia falado para que o conselho possa ele é um órgão de proteção da Criança e do Adolescente é um órgão que tá ali para aplicar medidas de proteção né não para fazer não existe essa questão de tirar a criança da casa e por último nós vamos falar dessa florzinha que nós estamos usando que é uma florzinha o símbolo né do 18 de Maio que é a questão da reflexão né então hoje eu quero que a gente quer trazer para toda a sociedade é isso né que conversa com os filhos com sobrinhos com os alunos sobre esse a gente fala de fenômeno eu tava falando parece que eu odeio falar fenômeno né porque fenômeno parece uma coisa maravilhosa mas a gente chama fenômeno né questão do abuso sexual que o abuso sexual ele vai desde uma brincadeira de passar a mão como mostrar um filme uma cena ou conversas até o ato e tudo isso é crime previsto em lei né passiva de Detenção inclusive né E que precisa ser denunciado né então todas as violências precisam ser denunciada negligência violência física psicológica mas hoje especificamente falando sobre abuso sexual por conta dos 18 de Maio estejam atentos né o diálogo a conversa acompanhar a vida a vida dos filhos aos sinais Mudança de Comportamento criança tá muito triste depressiva se auto mutilando são sinais muito claros de que é algo muito errado tá acontecendo e precisa ser atendida precisa de Socorro e eu quero Fael Jefferson trazer outras vezes viu eu acho que essas pautas fala de outras violências eu acho que é importante que a informação eu sempre falo que informação é tudo para que as pessoas possam ter segurança de fazer a denúncia de ajudar de proteger as nossas crianças se a gente quer uma uma sociedade mais pacífica melhor para todos né agora eu abro aqui para o Jefferson fazer as considerações finais dele e já agradecendo já obrigado Mais uma vez né pelo convite pela recepção da gente conseguir falar desse tema tão necessário e continuamos sem aberto a outros momentos outros passos de escuta seja aqui ou em outros lugares que a gente continue sim olhando para essa data lembrando de como é que ela foi criada né que tem a ver com uma situação emblemática de dor de uma família de dor de uma sociedade e que a gente lembre e crie todos os recursos possíveis para que essa situação não precisa se repetir em outras famílias com outras crianças e outros adolescentes Rafael por favor já agradecendo mais uma vez eu a presença de vocês e suas considerações finais eu agradeço convite a sua equipe a recepção aqui hoje agradeço Débora a iniciativa né Foi mal é uma ótima iniciativa e dizer que essa florzinha né do faça bonito faça Bonito não é só no 18 de Maio a gente precisa fazer bonito todo dia todo dia às vezes a gente tá na padaria e ver uma situação que coloca em risco a criança a gente pode intervir a gente a gente deve a gente pode fazer bonito né e Passos como você bem disse são para a gente transformar a sociedade A ideia é que a gente consiga transformar e de dentro para fora né a gente pode ser melhor nós somos melhores que isso E é isso que a gente acredita então muito obrigado pelo convite parabéns pela iniciativa Eu que agradeço quero parabenizar o creme que é um serviço que faz um trabalho maravilhoso na cidade Há quantos anos 37 anos atendendo famílias né todos os tipos de violência de uma forma muito eficaz eficiente e técnicos maravilhosos e dizer que vocês estão disponíveis também para capacitar em outros espaços né Eu acho que é importante as escolas a sociedade saber que vocês podem contribuir né dentro desses espaços aí e agradecer a presença e vamos continuar fazendo bonito né fazendo bonito que é denunciar sempre qualquer tipo de violência contra as crianças e adolescentes as crianças elas não conseguem se proteger sozinha elas não têm voz o adulto tem que falar por elas elas não podemos nos acovardar nos calarmos diante de qualquer tipo de violência contra crianças e adolescente né pra gente poder aí contribuir para um para o desenvolvimento de cidadãos conscientes e melhores né Depois não adianta ficar apontando o dedo falar ah é vai ver o histórico lá atrás o que você deixou de fazer você vai entender muita coisa né tá bom muito obrigada um bom dia a todos reflitam repassem essas informações para que mais crianças e mais adolescentes sejam protegidos e menos família chorem como chorou a família dará a série e outros né esses números aí que nós vimos hoje aí Absurdos de morte de crianças vítimas e abuso sexual obrigada a todos Obrigada TV Câmara pessoal da casa apoio sempre aqui presente para nós obrigada até mais [Aplausos] [Música]