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Debate Público: A Promoção da Igualdade Racial - 18 Anos da Lei10.639/03
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Debate Público: A Promoção da Igualdade Racial - 18 Anos da Lei10.639/03

16 views Publicado 26/04/2021 HD · 2:04:17

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E aí [Música] E aí a TV Câmara Campinas o Olá muito bom dia para você que acompanha TV Câmara Campinas ao vivo hoje é sexta feira dia 23 Abril agora são 9:00 mais 18 minutos nós estamos aqui ao vivo abrindo esse dia de atividades legislativas aqui no plenário da Câmara Municipal nós vamos acompanhar agora o debate público a promoção da Igualdade racial 18 anos da lei de nº 10639/2003 para a gente iniciar que uma breve introdução essa lei Versa sobre o ensino da história e cultura afro-brasileira e Africana e ressalta a importância da cultura negra na formação da sociedade brasileira esse debate tem como Responsável a vereador Agda Calisto e é importante lembrar que têm participação populares então você que tá em casa tá acompanhando pelas redes sociais pode participar enviando o seu comentário sua pergunta seu depoimento por dois canais disponíveis que são o WhatsApp em 1997 1829 3.776 ou então pelo e-mail que é [email protected] Continue com a gente a gente segue acompanhando aqui esse debate que vai começar agora Olá bom dia a todas e todos eu sou Vereador aguida Calisto tem uma honra hoje está organizando o nosso mandato organizando esse debate público né com o tema a promoção da Igualdade racial 18 anos da Lei 10639/2003 e para esse debate público nós temos convidados aqui a Ieda Leal o Adriano Bueno e o Wilson Queiroz mas antes de eu apresentar os nossos convidados que vão debater sobre o tema Eu quero primeiro agradecer aos convidados né que disponibilizaram um tempo para estar nessa uma sexta-feira de Abril debatendo conosco esse tema que a gente entende que seja de muita importância para a educação no Brasil e também eu quero agradecer os funcionários aqui na Câmara Municipal servidores aqui a cama que tem aqui nos ajudado nos auxiliar ou seja assim a participação ativa deles aqui já mais uma atividade como esta de forma virtual remota poderia estar acontecer também quero agradecer ao público que pode que vai nos acompanhados durante essa manhã nesse debate e que e quero também aproveitar e dizer que quem quiser fazer perguntas questões intervenções a gente vai dar um tempinho aqui como no início a própria é jornalista que da TV Câmara disse a gente tem algumas canais aqui de Participação Popular uma é pelo WhatsApp se você quiser vir a questões perguntas nós temos o WhatsApp 19829 3.776 e nós temos também o e-mail que é comunicacão@Campinas. Leg.br assim que os nossos debatedores deram um tempinho para nós aqui nós as questões enfim e as intervenções para ele estar respondendo para nós sou o primeiro eu quero chamar então companheiro o Adriano Bueno que é Mestrando em educação e pelo laboratório de políticas públicas e planejamento Educacional e linha cinco na estado políticas públicas e educação na faculdade na Unicamp possui graduação em pedagogia habilitação plena pela mesma Universidade atuando Principalmente nos seguintes temas resistência negra no Brasil lei 10639/3 que é de 2003 análise de políticas educacionais e história e cultura afro-brasileira racismo relações sociais hip hop e gênero do discurso tão passo então a palavra agora nesse momento ao Adriano Bueno seja bem-vindo Adriano Mais uma vez obrigada E você puder aí fazer o uso da palavra aí para mim 20 minutos a gente estaremos atentos daqui atentas ouvindo obrigada mais uma vez que legal Bom dia dinda querida vereadora Estou muito feliz por estar aqui nesse momento eu sou Adriano Bueno como você já apresentou né faço mestrado em políticas educacionais sou orientando do Professor Newton Brian na faculdade de educação da Unicamp e meu tema é o tema de hoje fica eu sou importante que atuei ao longo da minha vida durante uma boa parte da minha militância em torno dessa discussão e sou também o Facebook sobre esse tema da Lei 10.639 então tô muito feliz pelo convite muito que ele está aqui com vocês hoje e agradeço muito a você Guida por ter lembrado de mim para participar aqui tá e Bom dia também ao Wilson que é uma referência para mim Os Pioneiros nessa discussão e na cidade de Campinas e bom dia para ida e a coordenadora porque eu também sou do interior sou da Coordenação Municipal do menino e aí é de minha dirigente aliás Agda né assim sempre criadora foi minha dirigente também na oposição sindical servidores públicos Eu também sou servidor público na cidade de Campinas então fico feliz de te ver atuando nesta casa aqui vida é eu queria começar para tratar desse tema hoje queria começar fazer um evento e fazendo também o meu exaltação né é primeiro queria fazer uma lamentação Por que a gente vai para o país que é o Brasil um país que recebeu a maior parte dos africanos que foram retirados da África para o trabalho escravo nas Américas e tintadas hoje algo em torno de 11 é de Africanos a maior parte deles cinco milhões e meio e Seis Milhões algo em torno do Brasil se vai pouca coisa né isso fez do Brasil a maior nação Negra fora do continente africano e mesmo levando em consideração continente Africano só Nigéria concentra uma população negra maior do que a brasileira né negros e negras são maioria da população aqui no nosso país e um país o Brasil cuja formação de seu povo é uma formação que surge a partir da contribuição dos povos originarios né indígenas da contribuição do europeu principalmente portugueses mais fundamentalmente da contribuição de africanos e africanas e seus descendentes por aqui né mesmo com todo esse peso a gente precisa ter uma lei de um trapo e os africanos e dos seus descendentes se contaram bolas do país queria fazer começar a fazer dessa lamentação isso não acontece por acaso acontece em função do racismo né e é uma pena isso seja necessário né não deveria haver a necessidade dessa lei a existência dessa lei ela revela uma uma falha nosso projeto de nação por outro lado se eu tenho essa lamentação para fazer o queria também fazer uma exaltação né porque se de um lado a gente tem um racismo com todos os problemas todas as suas consequências do outro lado a gente tem também a luta contra o racismo né nosso país os primeiros trabalhadores que fizeram luta no nosso país eram trabalhadores escravizados né através de Fugas nos quilombos e muitas lutas que fizer a africanos começam a chegar do nosso país aqui a cidade de Campinas tem um histórico todos nós já conhecemos e é muito metido né mas nunca é demais falar eu acredito hoje deve ter professores e professoras da rede nos assistindo né a nossa cidade do passado a imprensa carioca apelidou a cidade de Campinas de pastilha Negra né os maus-tratos aqui nessa cidade em relação aos trabalhadores escravizados eles eram tão cruéis que a gente fez fama no país todo e de maneira que senhores de outras lugares principalmente do Rio de Janeiro ameaçavam os seus trabalhadores escravizados que caso ele se rebelassem não se comportassem da maneira com uma maneira como eles queriam na com disciplina ele se eles poderiam ser cá serem castigados o sendo enviados para a cidade de Campinas é só para se ter uma ideia da fama que a cidade de Campinas teve um Nós somos o último país do mundo a abolir a escravidão a cidade de Campinas registra maus-tratos castigos físicos mesmo após a abolição formal da escravatura na agora essa cidade que é considerada foi considerada como a Bastilha Negra ela é a cidade também que nos deu João barbeiro nas lutas contra a escravidão e pela Liberdade é a cidade que nos deu o Armando Gomes anarquista uma das lideranças da greve em 1917 aqui na cidade e nos deu também a laudelina de Campos Melo né a fundadora do sindicato das trabalhadoras domésticas aqui da cidade sindicato muito importante para a cidade de Campinas faz questão de citar esses três poderia citar uma lista enorme é mas eu acho que esses três de alguma maneira simbolizam a luta contra o racismo a luta contra violência racial na nossa cidade né então se tem de um lado o racismo do outro lado tem a luta contra o racismo nosso país e aqui em Campinas não é diferente tá bom nós estamos aqui numa casa na Câmara Municipal de Campinas tem 33 vereadores e se a gente levar em consideração que o sucesso de 2010 a ponta que 32,5 por cento da população da cidade de Campinas é negra e olha eu tenho certeza que esse percentual aumentou muito de lá para cá né até pela auto-identificação os avanços é real a tendência Nacional né mas levando em consideração esse dado que a do senso de 2010 se a gente tivesse uma representação dentro da Câmara Municipal é que espalhasse a composição étnica da cidade nós o IP arredondando a conta aí 11 parlamentares negros e negras na Câmara Municipal e nós sabemos que não tem né então com base nisso o cumprimento a vida e cumprimento toda a bancada negra que tá hoje na Câmara Municipal os reflexos do aumento dessa bancada nessa legislatura já são visíveis como por exemplo nessa atividade está sendo feita aqui hoje né Guida Paola Cecílio mas já tivemos nessa Câmara Municipal o tiãozinho já tivemos a Maria José Cunha o Gilberto Rodrigues na E Agora Nós temos vida Cecílio e Paola desejo um bom trabalho para vocês nessa legislatura a eu queria falar um pouco então sobre a lei 10.639 né Ela é fruto das lutas do movimento negro uma lei que tá fazendo agora 18 anos né tá completando é a sua maioridade esse ano e uma lei muito importante para o país está a gente o movimento negro de um modo geral as lutas do movimento negro Elas acabaram desaguando na aprovação da Lei 10.639 né é desde lá atrás nas lutas de resistência contra a escravidão de nas lutas pela Liberdade mas principalmente a partir da reorganização do movimento negro no final dos anos 70 a fundação de rio é um Marco simbólico dessa reorganização né aquilo que acontecia no movimento operário através do novo sindicalismo que surgiam no ABC A expressão desse momento e seria a fundação do MMA no final dos anos 70 e ao longo dos anos 80 muitas lutas vieram não uma delas na Constituição onde a gente tinha lá bancada negra com a Benedita da Silva Paulo Paim o Cauã e o Edmilson do PC do B né uma bancada Negra pequena diante de um congresso tão grande mas muito barulhenta e que conseguiu lá os seus avanços aquele momento né o debate sobre a educação de racista ele já acontecia naquele momento né é a lei 10.639 ela é fruto de um longo processo de articulação dentro do Parlamento que começa com Paulo Paim e com a Benedita da Silva e faço questão de citar que isso aqui esses dois Pioneiros que merecem esse registro né embora quem é coloca o último selo nesse processo tem ácido ou o presidente Luiz Inácio Lula e em 2003 então ao longo dos anos até aprovação da Lei muita luta aconteceu né nós passamos pelos debates constituintes mas depois de 95 PVA marcha Zumbi dos Palmares um momento ímpar para o movimento negro brasileiro onde a gente formulou uma pauta de o governo na época do Fernando Henrique Cardoso não encaminhou a contento né como a gente esperava mas foi um momento de acúmulo né E esse acúmulo ele veio a se expressar algum tempo depois através de políticas como essa da lei 10.639 é uma lei que tem também um artigo né que é pouco citado o artigo 79-b vou dar uma olhada na minha colinha aqui para não errar o artigo 79-b de tornou o Vinte de Novembro como o dia da Oi Negra não é o dia da imortalidade de Zumbi dos Palmares passa a fazer parte dos calendários escolares durante todos os anos né é uma luta que uma luta que organizada dos anos 80 90 até chegar na aprovação da Lei né é esse artigo ele não existiria se não fosse por exemplo no em 1988 quando o governo comemora o centenário da Abolição tentando passar uma imagem de uma Princesa Isabel benevolente boazinha e o movimento negro questiona né dizendo que a coisa não é bem assim em que a abolição de certa forma sou uma farsa porque foi feita sem reforma agrária prefeita se políticas de promoção da Igualdade racial e os negros não foram incluídos na sociedade passaram a viver numa espécie de subir cidadania a partir de então e só as lutas ao longo dos anos foram e minimizando os problemas causados por quase quatro séculos de escravidão no nosso país então aquele momento depois as lutas é contra a comemoração de 500 anos né movimento negro participou Brasil outros 500 enfim a própria marcha lá no meio dos anos 90 marcha Zumbi dos Palmares naquele momento em que se apontava como herói Nacional não são um herói do movimento negro mas o herói Nacional todo brasileiro brasileira que preza a liberdade Independente de ser negro ou não deve cultivar a memória de Zumbi dos Palmares por tudo aquilo que zumbi significa né então todas essas lutas acabam desaguando Nesse artigo e o artigo 29 26 perdão 26 a que é o talvez o artigo mais importante da lei é o artigo que é a história da África de africanos e seus descendentes no Brasil e da cultura da luta e de forma transversal não apenas na história né no ensino de história principalmente no ensino de história mas não apenas na educação artística na língua portuguesa negros e negras estão a contribuição riquíssima dada ao país e que merece ser contado ensinada nas escolas para que a gente possa de fato de uma educação anti-racista na academia é o que se consolidou foi educação para as Relações raciais né é a forma mais usada mas eu gosto muito de educação anti-racista e por uma questão de gosto vou fazer opção por usar desta forma aqui com vocês tá é queria falar um pouco sobre a rede Municipal quando estiver dentro do meu tempo aí eu peço para Guida me me chamar atenção se não vou falando aqui e não paro mais eu queria falar um pouco sobre a rede Municipal cidade de Campinas é uma cidade que protagonizou de uma maneira muito Pioneiro essa discussão no país porque antes mesmo da Lei 10.639 lá em 2001 começam as primeiras ações na cidade com mais fôlego né no sentido de contemplar a discussão dessa temática né e o que é um programa memória identidade promoção da igualdade na diversidade vai ser criado lá em 2001 com educadores étnicos na Edis com um cargo de coordenação do programa E aí articulado todo um trabalho na rede de Formação com os replicadores de pensar currículo mede pensar uma série de questões decorrentes do dessa temática bom então não eram pensadas com aquele fôlego né a ação formação Pioneira muito importante naquele momento mas depois daquele momento existe todo um acúmulo que vem na sequência né tanto Nacional através da provável aprovação da Lei 10.639 através das diretrizes nacionais para a educação das relações étnico-raciais história e cultura afro-brasileira e Africana e também local aqui nessa a gente pegar por exemplo a meta 22 do plano Municipal de Educação tá lá todo todo uma formulação para contemplar essa discussão na cidade ou seja falta de referência não há né tem que ter uma vontade política para implementar aquilo que tem que ser implementado na cidade e eu tenho uma visão crítica sobre o problema porque embora não tenha sido Pioneiro E no momento em que foi criado é um avanço para em Minas na sequência governos que se seguiram aquele governo do partido dos trabalhadores né começa com Toninho e termina após a Lene os governos seguintes eles descontinuaram O programa né O problema foi sendo desidratado e a pele quase praticamente Deixar de existir e em alguns momentos sorte uma pessoa responsável pelo programa para dar conta de toda a rede Municipal da educação imagina como que isso era né é e depois em outros momentos ele é mais fortalecido em 2015 algumas ações visam estruturado melhor mas nunca altura dos Desafios né é aquilo que foi sendo aos avance embora já tenha sido Pioneiro nessa discussão os avanços nacionais que foram concretizados no nosso país eles não são acompanhados na e não tem reflexos como a gente gostaria aqui na cidade de Campinas né são dados a parte do mundo de pesquisa sobre isso tem debate o movimento nele principalmente no conecta que é um coletivo de professores que discutir essa temática e enfim a gente vai fazer uma reflexão crítica também sobre o que é o me pedir hoje e de papel a gente deveria dar a ele ou algum outro organismo poderia ser um núcleo por exemplo né de uma forma muito mais avançada para dar conta dessa discussão na rede Municipal de Educação é que tem um caráter e não é obrigatório o que é algo muito ruim é no a partir da a lei ela justamente torna obrigatório o ensino dessa temática nas escolas né E como um programa de na ele pode ser opcional aos professores que têm interesse participam né você não consegue imobilizar toda a rede você vai mobilizar uma parcela da rede que tem interesse em a ensinar sobre a educação anti-racista nas escolas né então quando a gente olha para me pedir ao longo dos anos a gente vai verificar que muitas vezes os cursos não tinha todas as suas vagas preenchidas nas formações elas não deram conta de atingir o conjunto da rede não é por acaso que uma pesquisa publicada na revista da appm Associação Brasileira de pesquisadores negros da Carol Jango com Ângela sobre igual a Edna Lorenzo é uma pesquisa de 2018 que levantou ações de implementação da Lei até 2017 ela pega adesão apenas de 218 pessoas de um total Universo de 7080 profissionais né só 3,8 por cento dos profissionais acabaram participando dessa pesquisa e respondendo o questionário que mostra um certo o momento certo constrangimentos sobre o fato da Lei não está sendo cumprida efetivamente na cidade de Campinas né Mandato do Carlão fazia um acompanhamento dessa discussão no passado a partir de agora a gente espera da bancada atual que esse acompanhamento tenha prosseguimento né por isso parabenizo a iniciativa da Guida aqui hoje no sentido de trazer essa discussão não é especial usando esse espaço aqui da TV Câmara que pode atingir tantas pessoas na cidade de Campinas como precisa ser feito né E essa pesquisa ela pode só para citar um exemplo em relação material pedagógico que trabalhava a educação anti-racista na rede né os profissionais tanto da Educação Infantil quanto no ensino fundamental quanto no EJA Educação de Jovens e Adultos quanto os gestores da cidade os entrevistados todos Eles responderam à pesquisa dizendo que sim o material pedagógico sendo destinado mas que esse material era insuficiente a maioria dos entrevistados em todas essas categorias aí é todas as esferas que eu citei respondendo que o material era antes suficiente né então tem uma lacuna a ser preenchida que a gente precisa fazer a discussão sobre como preenchê-la né porque a gente não caia no erro que é o que está posto hoje com exceção dos abnegados né daqueles que tem um compromisso com essa discussão e que o fazem por iniciativa própria como é o caso do Wilson que tá aqui com a gente hoje né a tônica é aquela escola que não pauta essa discussão quando chega no meio de Novembro se hoje aquela preocupação né ai precisão da conta do debate sobre a Consciência Negra aí vai atrás de um rapper O Mc o capoeirista né faz uma oficina na escola tá uma coisa muito pontual muito A Tenda da Necessidade e essa falta não é uma flauta Olá seja presente no dia a dia da escola como a gente gostaria e como deveria ser a partir daquilo que determina a lei 10.639 né então como avançar dessa forma né um um programa como o libid E aí para concluir minha fala é um programa nesse como uma Speed ele poderia ser estruturado através de um núcleo ou outro organismo que tivesse um estrutura maior para desenvolver uma política realmente estruturante na na Secretaria de Educação e porque se a gente olhar para aquilo que o movimento negro vem debatendo se a gente olhar para aquilo que os profissionais que são especializados na temática e tratam da educação anti-racista cumpriu a como uma prioridade né que estudam se a gente olhar o que é indicado né Nós vamos verificar que o diagnóstico é que o racismo a estrutural ou seja o que significa dizer que o racismo estrutural durante muito tempo a gente na nossa preocupação era provar que o racismo existia né de certa maneira a gente consumindo uma discussão nesse sentido o país não que ela esteja vencida temos muito por ser feito ainda né mas avançamos muito reconhecimento sobre a existência do racismo mas a gente vai qualificar esse racismo agora ou um racismo estrutural e o que que significa na prática significa dizer que o racismo no país como o Brasil ele não há um desvio da normalidade né o racismo ele é a própria normalidade ele é o padrão Beto ele é o status por ele não é uma situação um ponto fora da curva ele é um status cor né E quando você a gente concluir que o racismo estrutural a política de promoção da Igualdade racial ela tem que ter um caráter estruturante tá então não precisa pensar isso com mais contundente o que aconteceu no ano passado nos Estados Unidos a partir do Berg chove que foi agora recentemente condenado o que aconteceu lá em Minas só tá né mineápolis quando ele é leva à morte um homem negro por por não conseguir respirar e depois vem toda aquela reação do movimento black lives Matters do movimento vidas negras importam quando eles saem à rua e as autoridades determinam a prisão do dep chove Eles continuam na rua né e eles vão dizer para as autoridades dos Estados Unidos não nós não queremos apenas a punição do Derrick chove nós queremos que é todo o Departamento de Polícia seja fechado né Essa radicalidade ela expressa o que ela expressa Justamente esse diagnóstico do racismo como um fenômeno estrutural então não se achar que tem uma laranja podre no cesto que você vai te tirar essa laranja podre resolve o problema né O que o movimento negro e vidas negras importam estavam dizendo naquele momento me seguir o sexto está todo podre né E aí vamos ver a tudo e começar de novo porque do jeito que tá não dá né então isso aconteceu e só saíram das ruas quando foi fechado realmente o Departamento de Polícia lá né E para começar de uma outra forma uma outra perspectiva no outro paradigma que não seja o paradigma do racismo estrutural né então quando a gente pensa na quando eu penso na rede Municipal de Educação é dessa forma que eu penso né não é punir um outro professor que cometeu um um ato de racismo dentro de alguma escola né mas sim pensar e como o conjunto dos professores da rede e se comprometer com a educação anti-racista nas aulas de educação física nas aulas de Geografia em todas as disciplinas né a educação física o cara pode colocar a um professor uma professora pode colocar lá capoeira uma atividade física porque não por exemplo só para citar um exemplo né então tem contribuição Negra e em todas as disciplinas EA perfeitamente possível trabalhar e durante todo ano nas escolas né mas para isso é preciso que a política seja uma política estruturante não pontual apenas em Novembro não pontual para aqueles professores que têm interesse voluntário de querer aprender a respeito mais algo efetivamente obrigatório a partir da lei 10.639 que o município seja capaz de ser consequente e cumprir com a legislação da maneira como a gente acredita que deve ser feito na uma cidade como Campinas uma cidade O resultado é que a gente ainda tem que acertar contas com ele né mais uma cidade também de muitos lutadores e muitas lutadores que são referência no nosso país que a gente deve reverenciar o tempo todo e são exemplos é a serem seguidos Então eu fico por aqui não sei como é que se passei do tempo aí é mas quero ouvir agora o Wilson e a Ieda e não falei da carta do vermelho porque eu tenho certeza que aí dá falar a ela quer minha dirigente Nacional do e-mail Então essa bola eu vou passar para traíra tá é isso obrigado vida e obrigado Adriano é bom quero lembrar quem tá com quem está nos acompanhando quem entrou agora vem para que essa a gente debate público ele está sendo transmitido pelo canal do YouTube né o canal aqui da da TV Câmara Campina também na rede social né no Facebook e na TV aberta né É bem Facebook e no YouTube YouTube TV aberta e na e no Facebook tá E quem quiser participar quem quiser quem aproveitou ela fala Adriano quiser fazer alguma questão alguma intervenção que quer vontade nós temos os dois canais aqui de comunicação para a participação um é o próprio e-mail né comunicacão eu vou para Campinas. Net.br e a gente tem também WhatsApp que é o 19978 2.937 75 tá mais uma vez agradeço ao Adriano e eu vou agora para a palavra para Areia da Leal que é graduada em pedagogia pela PUC Goiás especialista em métodos e técnicas de ensino pela Universidade Salgado de Oliveira ativista do movimento negro no Bueno movimento sindical atualmente é secretária de combate ao racismo da cnte secretária de comunicação da Cut Goiás foi conselheira do Conselho Estadual de Educação de Goiás é coordenadora do centro de referência negra de referência Negra lélia Gonzalez é atual coordenadora Nacional da n o movimento negro Unificado mora na cidade de Goiânia e amante quatro meninas canal me Júlia no aula e Nayla Nossa quatro Que coisa linda a Ieda como eu falei aqui na no no histórico da atuação dela e viu e no currículo dela aqui é a Yeda é a nossa liderança Nossa direção aqui Nacional do movimento negro Unificado gente tem gente que é muito contente da participação da Ilha Daqui a uma referência Nossa Nacional nessa luta de racista aqui no Brasil e a Ieda tem também a tarefa de falar para gente sobre a carta Nacional de promoção da Igualdade racial que o m n o apresentou aí uma carta que a gente tá aqui em Campinas andando com ela visitando os locais apresentando Então seja bem-vinda Yeda Muito obrigado aqui pela sua participação e a contigo agora é Oi bom dia bom dia a todos e todas e todos esses agradecer muito e dizer que hoje eu só eu quero ver do orgulho de ver o lugar que você está falando é a concretização de alguns sonhos e nós negros sempre tivemos no Brasil então assim eu olhei o fundo você sentada na Câmara Municipal de Campinas conduzindo uma audiência pública uma escuta pública como vereadora da Cidade Eleita tu Nossa isso é muito bom sexta-feira 23 de Abril Salve Jorge e também um dia importante Dia Nacional da Educação de surdos libras é expressão do coração Oi livre bacana evento também que a Câmara Municipal de Campinas tem um serviço lote todos os bebê mas tem esse serviço da tradução saber que nós temos a comunidade de surdos e também podem ter acesso a todas as questões da nossa cidade Parabéns ao seu mandato eu me sinto em casa e me sinto feliz pelos o Adriano já fez um trabalho Espetacular de ano já deu todo o contexto histórico trouxe exemplos de fora você sempre está aqui diz como é o comportamento da sociedade que o tempo todo quer nos espremer tirar a nossa essência da capacidade de construção do mundo mas não permite através do racismo Que estrutura a sociedade não permite a nossa vida de forma correta não perder e os negros e vamos na sociedade tendo todos os nossos direitos respeitados e temos incluímos E aí a inclusão não é qualquer coisa é observar história os 400 Anos de Escravidão e devolver para esse povo as possibilidades que foram retiradas durante o tempo entender como se como assim se dá para combate nós precisamos que os negros têm muita consciência e nós temos mas nós precisamos trazer também os não negros os nossos parentes indígenas todas as pessoas que moram nesse país para uma para um compromisso entrelaçamento de combate ao racismo Mas precisamos ficar indignados e pedir permissão para todas as ações criminosas que os racistas tênis pai então eu acho que a nossa a nossa luta é enquanto o movimento negro é absolutamente é muito Bendita pelo Adriano é nós durante algum tempo de trabalhadores em educação questionamos a falta de condições KLB não dava para a efetivação da da história do povo negro e logicamente fazendo todo esse entrelaçamento um continente Africano que nós somos descendentes do continente mãe de onde se originou absolutamente todas essas isso tem que ser motivo de orgulho então é quando a gente questiona essa mudança quando a gente começa em Salvador Pernambuco desenhar algo parecido como que foi concretizado 23 da lei 10.639 a gente tem uma grande vitória é uma grande Vitória porque a gente nós gostaríamos que nós pudéssemos é organizar e dar para a educação esse papel de fato de ajudar no combate ácido e na identidade de cada ontem conversando um Patricia Meira ela tem um poema ela exame e ela disse assim eu tinha o RG mas eu não tinha identidade então favorece a identidade de todos dentro isso a lei vai dizer no brilhante parecer onde alguém diz como é que eu faço alguém pergunto e ouvir a resposta faça assim e se não me a resposta foi boa parecer absolutamente é formalizado pelo Conselho Nacional de Educação e depois nós tivemos o plano o plano é o plano nacional é da implementação das diretrizes curriculares nacionais para educação e marciais quem quiser ser mais não faltou e não falta materiais pedaços tô mostrando daqui complementar mas aquele momento cada cada pergunta da educação dos educadores havia uma resposta do médico tempo os outros que nesse agora existe a retirada o esfacelamento de tudo aquilo que nós durante muitos anos conseguimos acumular então é nós temos crianças que entram na educação e tem uma trajetória até o ensino superior aquelas que conseguem seguir normalmente e nós temos outras características aquelas que abandona aquelas que não estão presentes aquelas que abandonam que sai por quanto de vários fatores inclusive do racismo mas nós temos o crescente de pessoas e vão até os seus primos que entram na universidade ou escola uma outra luta não tão hoje é Guida esse debate público na Câmara Municipal de e o Adriano Wilson no seu mandar nós temos que Jeff que após 18 anos mas ainda temos muito que fazer o que o racismo não acabou o nosso país Ele ainda não tem sim pelo contrário as experiências que nós estamos vivendo nós temos hoje dentro do Planalto um orador para além todas as questões e não cuidar da humanidade ele tem dentro dele e diz seus seguidores o racismo racismo o sexismo as todas as possibilidades de humilhação de não cuidar do nosso e não reconhecimento dos nossos nossa história da diversidade dentro desse mais dificulta por isso nós do movimento negro Assumimos uma carta a promoção da Igualdade racial nós temos uma faixa 1988 quando tem e as pessoas figuravam na inauguração é é do bebê nenhum na nascimento da 1001 78 alguém segurou uma faixa de tecido era promoção da Igualdade racial EA igualdade racial É no sentido da legislação nós sabemos Nós não somos absolutamente todos iguais Nós não somos irmãozinhos como terão Algumas pessoas quando a questão é do racismo para aceitar passivamente a nossa condição de que as pessoas não terem condições de entender que o racismo dói mas nós somos nós queremos a igualdade na diversidade e nós então juntamos todas as pessoas sindicatos políticos quilombolas e organizações não governamentais Os estudantes bom então a nossa indignação nós fizemos é parecer parar nação brasileira de retina depois de 18 anos nós precisamos continuar continuar cobrando do poder público e de outros outros locais a efectivação da LDB e foi modificada pela 10.639 11.645 há 11 meses jornais colocou uma, disse indígenas mas não tem um parecer e ainda não tem algumas outras pessoas que a gente precisa resumo também porque a gente vive junto então nós mesmo a público no dia trinta de Março é e lançamos a nossa cara a princípio com 43 assinaturas que é para simbolizar os 43 anos do movimento negro e depois na sequência nós estamos entregar essa carta em todos os locais e queremos então nosso Bose exigiu nós estamos cobrando ações efetivas para que os profissionais da educação comedido como sombrear eu tenho que ser culpabilizados não é um problema do professor dentro da cidade o problema do racismo e da estrutura at o país Então quem está na gerência do estado vai ser cobrado para efetivação de de propostas de políticas para a a igualdade racial e e nós precisamos dizer dos alunos e dos trabalhadores serão beneficiados se houver a condição concreta e se discutir identidade não a carteira divertida mas a identidade do canal e a sua posição na sociedade as consequências de não se aplicar uma lei que é para ajudar no combate à se alguém vai ter que responder e não lembro não lembro não é o trabalhador administrativo está na cidade mas o poder público porque o racismo ele não é um problema Tô Professor Ásia pelo contrário o racismo ele afeta isto e tira possibilidade esse professor existir a sua profissão de forma agora nós vamos então denunciar e alguém está impedindo e esse trabalhadores exercendo a sua função de forma cópia Oi e aí nós vamos seguir dizendo na caixa tá 54 Mas a gente sempre tem que ter que são 56 por cento da população a prejudica diante disso a causa danos à sociedade aí nos amamos chamamos a atenção da OAB chamamos atenção do Ministério Público é o guardião das leis desse país descemos para eles precisa precisamos que o importante papel que precisa defe na sociedade ele seja desfará agora colocada à disposição a maior população deste país nós negros a lei não está sendo E aí continuávamos tá querendo dar a palavra para OAB e para o ministério na nossa carta a gente continua dizendo que nós vamos continuar hodi Halo que nós entendemos que existem outras outras instituições que podem nos ajudar nós queremos apresentamos então a demanda para outras representações históricas na Luta pelos direitos humanos do nosso país os serviços municipais estaduais e federais Os seres os direitos humanos nós fomos nós somos os grupos colegiado sindicatos fóruns de educação diversidade looks de estudo das propriedades Núcleo de Estudos afro-brasileiros e indígenas conselho da comunidade Negra nós queremos saber que é que essa lei não está sendo cumprida da forma correta isso vai ajudar na oxigenação do país na abertura de mentes no grupo de formação é aonde tem aonde existe a onde existiu Cadê a resposta nós temos que fazer vida e todos que estão nos ouvindo aqui Professor das Universidades professores da rede Municipal Estadual nós temos saco de sociedade de Cadê as respostas porque os financiamentos e os impostos nós pagamos para que nós temos educação pública gratuita nesse país e a rede particular precisa se envolver porque a LDB resta mesmo o ensino superior precisa produzir conhecimento tanto das pesquisas os livros devem ser aprovados devem ser escritos e devem ser devolvidos para trás para as escolas mais então nós fizemos o que nós vamos para todos esse lugar devemos qual é o papel de vocês nesse momento neste momento a pandemia papel de qualquer um do fortalecimento para defender vídeos derrubada do autoritarismo e a volta da Democracia mas nós queremos também a responsabilidade com as nossas são mais de 500 anos neste mundo neste país e nós temos uma estrutura e nos estrangulam então nós somos cobrar essas pessoas todas fizemos uma carta muito boa eu já entregamos na Câmara Municipal Mas aprendemos essa carta mais burro é mais um documento de proteção as vidas negras desse país é uma reação à violência Chegamos na cidade os vereadores cobramos vamos comprados do pelos as secretarias municipais de educação secretarias estaduais que a gente acredita Secretaria Municipal de Educação que não tô acreditando e Câmara Municipal tem papel decisivo nós precisamos continuar elegendo as pessoas assim o seu perfil e compreende e que tem vontade de cuidar Oi jovens mulheres homens população LGBT que representantes do Comércio representante todas as partes mas tem que ser pessoas têm compromissos no primeiro dia tem que ter o compromisso com a vida conosco com a sociedade Tem que criar espaço para cultivar a memória da cidade trazer de volta as histórias e deram conta de sustentar Essa cidade e transformar a cidade como ela é o Então os vereado de papel fundamental todos nós vamos cobrar na mesma medida mas com certeza será você a nossa liderança e vai levar essas cartas para todas essas nós vamos de Campinas e colocar para o mundo todo o quanto é importante essa possibilidade de novo e aí nós vamos para secretaria de educação a e nós vamos lá conversar dialogar não é um um dia não é um dia vinte de Novembro é uma sequência os 200 dias letivos para o combate ao racismo desde a aprovação da Lei 2003 que existe um as condições objetivas da atuação de qualquer profissional e não tem condições de saber o que é mais lindo parece lendo a legislação e chamando as pessoas corretas para a conta de ajudar na no combate uma assim e aí reafirmamos nossos compromissos já indo caminhando para o final e nós colocamos então diante desse desrespeito um amigo Jim os órgãos e espaços todas as esferas governamentais nós estamos pronto e esse compromisso ele esteja reafirmado em 2021 que a gente volta ter dentro das nossas escolas dentro das secretarias municipais os grupos para discutir e para combater o racismo logicamente nós vamos esquecer do da violência contra as mulheres é nós vamos esquecer da existência absoluta dos Quilombolas as pessoas que ajudaram da da questão da inclusão de todos os trabalhadores da valorização profissional todo mundo mas nós temos decreto temos leis nós temos legislações que dão Amparo inclusive para termos condições de termos mais investimento queremos de Campinas possa colaborar na luta anti-racista eu possa dar exemplos Parkway Inn a rua pandemia trouxe de volta fascismo e nós precisamos combater e nós precisamos que o Brasil neste momento muito difícil possa assumir é através do exemplo de Campinas essa luta anti-racista faz entregamos é para todas essas todas essas instituições mas em 2021 de a lei completa 18 anos 10.600 dela os movimentos negros e sociais educadores e educadoras lideranças sindicais Y bolas são mais uma vez chamado aquilo que a gente já sabe fazer para reafirmar a nossa possibilidade de lutar contra o racismo através da educação em luta é luta luta é luta dia é luta o Wilson é luto todos que estão me ouvindo estão chato que estão aí e vão dar o joinha lá que vamos fazer um comentário a gente poder vencer se algarismos algarismos é com Corinthians é racismos e dizem que a gente nós não estamos discutindo nós estamos escute a resistência e luta é a competência que nós temos de continuar a nossa luta em nome de zumbi e Dandara de tantas outras pessoas que também não estão conosco é um dia vinte e três de abril dia de São Jorge dia de dizer salvistas muito obrigado Parabéns Guida e os nossos orixás todos os nossos sagrados possam cobrir todas as pessoas desse país o sentido de continuarmos a luta e a Democracia de verdade a luta contra o racismo EA gente ter condições cada ser humano possa reagir à violência racial se posicionando contra todo tipo de retirada de direitos da população negra nesse país abraço a todos que a saudar a militante do movimento negro unificado de Campinas e São Paulo dizer continuemos juntos nós venceremos Obrigada Yeda Muito obrigada mesmo belíssima fala a animadora fala orientadora é enfim e a gente vai continuar nossa luta aqui em Campinas dentro dessa pauta anti-racista contra o racismo e Conte conosco sim Conte com o nosso mandato pessoal me lembrando mais uma vez quem quiser fazer alguma questão nós temos aqui duas possibilidades da participação é um é o e-mail comunicacã[email protected] também tem WhatsApp a enviar lá questão a pergunta em intervenção enfim é o número 9.782 1976 tá bom É continuando aqui então após dessa belíssima participação aí da nossa coordenação Nacional companheira Yeda eu peço então para o companheiro Wilson Queiroz que é doutoranda em educação pelo gpec grupo de pesquisa em educação continuada Unicamp 2018 possui graduação em Ciências Matemáticas pela Universidade São Francisco especialização em matemática para professores de Ensino Fundamental e Médio pela Unicamp Ele é professor efetivo de matemática na rede Municipal de Campinas participou como educador étnico no programa nipid né é muito top Adriano fez referência memória e identidade promoção da igualdade na diversidade da Secretaria Municipal de Educação nos anos de 2003 2007 para a implementação da Lei 10.639/03 atuando como com formação de professores gestores e estudantes desenvolvem pesquisa e projetos de estudos sobre história da África e pedagogia étnico-racial ensino de matemática poeta escritor Decor Decor desta editor do informativo informa informa free tático no energia na escola né de Ensino Fundamental aqui e já é Oziel Alves Pereira publicação que trata da Matemática das atividades na educação o fundador do conecta que o coletivo negro com práticas pedagógicas em africanidade professores o criador do curso educação para a Sexualidade formação para a cidadania Unicamp conecta a nossa Wilson achei que eu não fosse mais terminar de falar da sobriedade da sua do seu histórico da sua militância que bom que a gente tem né negros e negras aqui e tem mako muito grande em todos os debates né então obrigada Wilson Queiroz pela sua participação aqui mais uma vez agradeço e você tem aí uso da palavra aí primeiramente eu sempre bom agradecer esses eventos na então vida assim o marido falou reitero é muito bacana porque uma das atividades que a gente fez quando aluno do céu foi levar o usar a câmara municipal e preencher todas as cadeiras estão aí a sua frente também ou algum dos nervos periféricos conscientes da importância de estar nesse espaço então assim eu te parabeniza e deseja tinha se mandado ser é uma sequência que a gente possa realmente ocupar definitivamente é sem retrocesso ainda que existindo a determinados elementos que aparecem na nossa frente para ver e afirmar que é possível a gente dá de frente para esse tipo de gente e superar a gente tem 300 anos de história de escravidão que a gente não sucumbiam eles ao ganhar algumas batalhas mas estamos na luta Então é assim de parabenizo e Agradeço pelo convite e eu espero poder contribuir também para esse processo Mas se você tivesse me perguntado quando o currículo hoje eu poderia dizer se o professor José Alves Pereira e não decorrer da apresentação eu acho que estaria mais do que satisfeito de dizer o porquê de ser professor dessa escola aí agradecer o Adriano né parceiro do painel para o parceiro de luta com a temática da saf a pesquisa com todo esse processo de entender compreender por a lei na prática na vida das pessoas principalmente na escola não Adriano abraço e a gente vai se ver em breve para poder Celebrar de outra maneira que não virtual E aí ele dá sempre importante a gente saber né que tem as organizações e os antecedem então o movimento negro é o caminho uma escola Onde eu busco inspiração para poder entender forma o papel com professor no diálogo com a luta e as demandas que o movimento negro constitui ao mesmo tempo inventa evento e projeto tão entender esse esse movimento né que é importante entender o que é que esse movimento propõe fim de ser ele é fundamental é uma das de ir para escola então agradeço a gente mal porque às vezes a gente passa batido e os protocolos a gente pisa na bola mas enfim o tema é 18 anos da Lei 10.639 e eu vou tentar dizer de um lugar muito particular que é a escola a centralidade da escola para que o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira aconteça seja vivenciado naquilo que compete e obriga a escola né então ao mesmo tempo te aviso tá na Câmara de Vereadores eu preciso que os professores atuam em naquilo que compete então eu sou o doutorando em participar do gpac uma das características podia pegue tem justamente isso é olhar para a escola e pensar o cotidiano e as práticas e como que elas podem precisam entente avançar no sentido de pensar na educação é comprometida e que atenda às demandas sociais então gpac eu eu fui orientado da professora Corinthians no mestrado sistematiza um pouco da experiência do me pedir que é o programa não é Pioneiro como Adriano falou que casa é a estrutura né a espinha dorsal de como que é possível pensar implementação da Lei Então me pedir no no período 2000/2001 2004 estendida 2007 ele apresenta uma série de ações na e dialogando com uma proposta de governo é democrático né onde é um dos eixos é a inclusão radical e você tem nesse processo o entendimento de que precisa ser radical e que a gente precisa entender radical como princípio como raiz como fundamento do que é uma educação que emancipa que liberta e que africanização o que as entradas para o enfrentamento do racismo e implementação do ensino de história e cultura africana E aí logo de começo também eu gostaria de destacar eu te 2001 2000 2001 2020/21 a gente vai ter agora o que eu penso desta o pen Sudeste ao congresso de pesquisadores negros que acontecerá na Unicamp e eu faço parte do da Educação Básica na gente tava discutindo a educação básica nesse congresso que tem que é promovido pela bpn Associação Brasileira de pesquisadores negros e que eu acho que a gente precisa pensar 2021 com sendo também não é uma possibilidade de fazer essa junção né 18 anos da Lei e um congresso quase envergadura onde uma das demandas que a lei fala que ele que quando ela apresenta que obrigatório da o professor de história professor de artes professor a de português a gente já tem estrutura hoje é e já tinha antes mas precisava ser trabalhado passado esse 18 anos já temos estrutura para pensar o currículo já temos metodologias para pensar o rio colonda back todas as todas as disciplinas todos os modos de fazer da escola em diálogo com as africanidades não vou me estender a lei 11645 mais acredito que essa vírgulas parênteses também postado por ser dado a temática indígena mas o modo de funcionamento da educação a partir de uma linha de trabalho onde o currículo Valorize e contempre a história da África ele já é possível se a gente conseguir fazer enfrentamento do racismo né então impeditivo para ser para que se aprenda África na escola é naturalização ou silenciamento imposto né e fora isso se a gente conseguir E aí eu mandei manda a nossa segundo falta de vista das responsabilizações ainda que não vamos lutar um professor especificamente é preciso responsabilizar do ponto de vista pedagógico curricular filosófico O que é participar de uma escola onde 5644 às vezes oitenta por cento como é o caso do Oziel né a população nele está presente e os professores em vez de beleza senão primeiro momento era porque não tinham conhecimento em tem desculpas pretextos e falas que já não cabem né o caso Jorge Ford trouxe mundo a educação anti-racista aí eu não sabia então assim não tem mais um Álibi que sustente para qualquer Professor a não ser o que ele se reconheça como racista agora precisa de informação precisa de um trabalho que qualifique abordagem mas a justificativa ele não conhecimento de que o racismo é um problema de uma sociedade contemporânea e mundial o que ele tem um histórico já não é sustentável por parte de nenhum nem é plausível que se usa essa argumento Então nesse sentido eu acho que é importante para a gente fazer e trazer o pênis Sudeste como se algum lugar para a gente também pensar esse processo e quando eu conversei com o Leandro que me convidou para fazer essa conversa uma das coisas que ele orientou que a gente conversou queria seu se foi o que daria para assistir o que precisaria ser feio é elencar Como que está o le pide hoje o quanto que tá esse programa a transações né do do trabalho com as africanidade no sentido da rede Municipal Eu tenho um relatório até 2007 muito bem elaborado que pode até ser melhorado mas que ele vai apontando uma série de acontecimentos de eventos e de ações que deliberadamente tinha a intenção de evidenciar o ensino de história ou a implementação da Lei 10.639 ou naquela época para gente tinha maior referência hoje em função do trabalho que desenvolvo não use ela a gente tem usado o termo africanidades que foi uma construção que aconteceu no decorrer do processo Então feito essas considerações E aí né eu retomei 18 anos é preciso entender e além das 1639 revelar altera ele bebê mas às vezes a gente fala o nosso salão do movimento nós que somos da do cotidiano não nos atentamos que as pessoas não têm o hábito de ler legislação e particularmente aquelas que incomoda além de não se lidas elas tendem a ser ignorada então a lei 10.639 tá o bebê vai dizer mas estabelecimento de Ensino Fundamental o prédio oficiais e particulares torna-se obrigatório em cima de sobre história e cultura afro-brasileira no parágrafo primeiro ele diz o conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo de história da África e dos africanos A Luta dos negros no Brasil a cultura negra brasileira eo negro na formação da sociedade Nacional resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social econômica e política pertinentes a história do Brasil e aí a gente tá você pode expandir né em absolutamente todas as áreas da história do Brasil porque a gente está falando de um processo de humanização de um grupo que historicamente foi objetificado e tomar e tomava e tornando e sou tentado tornar tornar escravos' então o processo de entender a presença EA participação só articular a participação da população negra no cotidiano escolar fundamentalmente é um trabalho de humanização de um grupo de grupos étnicos oriundos do continente africano e que durante 380/400 anos ficou à mercê da violência Tô fazendo um processo de constituição e resistência à nação brasileira no sentido da exploração na qual eles nos eram submetidos e que após sempre 130 anos aproximadamente da abolição da escravatura ainda né É silenciado ou estereotipado no currículo da receita essa demanda de pensar o currículo ele precisa contentar todas as áreas do ensino todas absolutamente todas Tem sim as especificidades a talvez a demanda mais explícita no ponto de vista de alguns aspectos mas é importante pensar que o filosoficamente nós temos contribuições para trazer da escola que sociologicamente e antropologicamente todos esses temas nos nós nos são caros e aí e o calendário escolar incluirá o Vinte de Novembro O Dia Nacional da Consciência Negra como bem lembrou o Adriano eu acho que além do Vinte de Novembro que é importante não tá fazendo nem a discordância disso O que eu tô dizendo aqui no nossos na nossa escola Vinte de Novembro São todos os dias né então do dia primeiro que a gente começa a aula ao dia último que o calendário acaba Vinte de Novembro perpassa os dias de permanência na escola identificando se conhecendo se reconhecendo e aprendendo a ser negro cotidianamente e aí para começar eu vou trazer o que eu acho que ela avance que nós temos conseguido na escola que são as falas dos alunos dos Estudantes a participação deles dizendo dos processos vividos e das contribuições que essa forma de Educar eu avisar a todos lá na marcha Zumbi dos Palmares a gente ficou numa estação de trem perto da rodoviária aí a gente ficou pelo lado de fora então entregando panfletos para todas as pessoas que passavam depois da Marcha Zumbi dos Palmares começou a andar e a gente começou entregar mais comprido eles estavam jogando Capoeira tinha um carro de polícia e um Amarelinho com a gente tinha muita gente chamando e eu fiquei muito feliz tchau muita gente gostando e o ano que vem eu quero ir de novo Bárbara se esconder 2211 2018 O importante aí destacar uma coisa que é recorrente para a gente está falando de comunidades como Oziel é que eles acham estranho quando tem um carro de polícia e amarelinho ou laborando viabilizando porque a relação que eles têm é de estranhamento e quando a Polícia entra a comunidade então assim é uma marca muito recorrente toda vez que a gente consegue nos eventos que a gente produz lá no bairro que o os agentes seguranças vão prestar serviço que eles compram e diálogo em para a comunidade da forma que é legalmente aceita então esses alunos eles tem sempre essa percepção da Vigilância e do policiamento à revelia e nesses casos onde eles conseguem perceber o papel da polícia sendo executado de maneira correta em prol da vida em prol da segurança eles também fazem o reconhecimento no segundo momento ela diz uma outra aluna eu fui para marcha Zumbi dos Palmares e achei muito legal nós distribuímos informa aplicativos fizemos atividades eu achei muito legal mas andava na rua entregando em forma Eu imagino as pessoas fazendo capoeira e outras coisas eu adorei muito o que o professor ensinou a nós vamos fazer o trabalho e africanidades eles entra é o Lucas Santos sexto ano C Então veja eu acho que essa percepção né os alunos do 6º ano Já conhecendo o movimento negro na marcha Zumbi dos Palmares e podendo e podemos estabelecer uma relação de ensino-aprendizagem que extrapola a sala de aula mas que constitui a sala de aula não é à revelia do professor mas o professor entender Qual é a importância que o que o movimento negro tem na relação de uma formação mais Ampla e mais completa no sentido de pensar as africanidades no cotidiano E aí junto com isso outro documento que eu acho que é importante te faz e constitui uma prática de um Trabalho com matemática são as diretrizes curriculares nacionais eu acho que esse é um documento que precisa ser conhecido e para além da aparência precisa ser lido e voltando ao processo de ensino-aprendizagem Gomes ao primeiro parágrafo para poder gente ter a dimensão do pão condensado tá uma o conteúdo que precisa ser expandido pela escola para que ele componha o currículo então eles assim o Brasil colônia Império República teve historicamente no aspecto legal uma postura ativa e permissiva diante da discriminação do racismo que atinge a população afrodescendente brasileira até hoje o decreto de 1331 número 1331/17 de a 74 estabelecia que nas escolas públicas do país não seria admitido escravos EA previsão de instrução para adultos negros depende da disponibilidade de professores o decreto nº 7031-a de seis de Setembro d1878 estabelecia que os negros só colher estudar no período noturno e diversas estratégias foram montadas no sentido de impedir o acesso pleno dessa população aos bancos escolares após a promulgação da Constituição de 1988 Brasil busca efetivar a condição do Estado democrático de Direito com ênfase na cidadania e na dignidade da pessoa humana contudo ainda possuem uma realidade marcada por postura subjetivas e objetivas de preconceito racismo e discriminação aos afro-descendentes que historicamente enfrenta dificuldades para o acesso EA permanência na escola ou nas escolas Então veja e a 18 anos atrás esse já havia sido publicado 1819 é diretrizes da publicado um ano depois e a pergunta que a gente precisa fazer depois de 18 anos quase escolas leram tiveram acesso a esses documentos e estão movimentando algo porque é voltando assim o ano passado você teve caso americano mas a gente tem os casos cotidianas no Brasil que a gente optar por olhar para fora para não ver o que está acontecendo no dia a dia e aí às vezes me pergunto assim mas você já sofreu racismo quando eu chego numa escola que a Biblioteca tem cento de livros que não favorece assim auto-estima das crianças negras a discussão de uma diversidade racial como é que eu posso alegar que eu me livrei do racismo né ah eu tô nem casa tô no entanto fazendo defesa exatamente da minha existência como instalar o visto o Akita tá na Câmara de Vereadores exatamente fazendo buscando existir no espaço o que ela até então era invisível ela na pessoa do nós então essa ampliação do entendimento do que é e quais as Vertentes estruturas relacionam bem em particular na escola é o que vai fazer com que né Para Além de ser abnegado com o Adriano trouxe é uma questão de consciência mesmo de que assim se eu não me faço existir no lugar onde eu estou na função que eu conquistei como professor né Então imagina aquelas pessoas quem não entendo porque ele idade e não tendo né outra forma de acessar por falta de oportunidades né ao que ela que se submetem então é é uma aprendizagem do movimento negro mesmo né tá e precisa cumprir e eu como professor precisa assumir esse lugar do pelo menos dizer daquilo que me incomoda daquilo que me faz não existir no currículo e aí pra completar tem alguns aspectos que são muito importantes e que vai culminar no que a escola tem como responsabilidade Então nesse documento alguns aspectos são esmiuçados que são as políticas de reparação de reconhecimento e valorização de ações afirmativas a educação das Relações raciais a história e cultura africana e afro-brasileira EA consciência a consciência política da escola em cada diversidade o fortalecimento de identidades e de direitas ações educativas de combate ao racismo e as discriminações obrigatória da área de ensino de história e cultura africana afro-brasileira educação das relações étnico-raciais o conselho de educação então esses são aspectos que dentro das diretrizes estão os meus sábados e que assim é um documento Inicial mas imprescindível para que os professores comecem expandir no sentido do que é que o movimento negro já vem propondo e que é esse permanente alegar ignorância e não leu o movimento negro e não acessar o conhecimento produzido pelo movimento negro que faz com que a gente cada vez mais vai adiando mas como processo e como é um projeto pedagógico a gente não ler alegue ignorância e permanecem fazendo do mesmo jeito né aí a gente propõe fazer discussões a partir das leituras e das construções do movimento negro e das literaturas as entradas e há sempre uma permanente começar porque esse árabe de não saber perfeito a uma ignorância que para mim às vezes a strategy Oi Oi Cidinha exatamente com os privilégios ou com a aceitação dos privilégios eo racismo nos proporcionou longo do tempo eu não sei como é que tá meu tempo dia da seu direito a faltam algumas coisinhas aí você me dá um toque se eu tiver passando do tempo então eu nesse processo eu começo em 2001/2002 a lecionar no Geni Rodrigues eu sou da rede Municipal 2001/2002 eu tenho acesso o a Geny Rodrigues e 2003 a Lucy que na época da assessora de políticas políticas raciais ela vai na escola para fazer o convite para participar do curso Educação igualdade racial eu acho que esse curso é um Marco tem uma informação O que é a partir do pulso é você tem que eu acho interessante mesmo é que você tem naquele momento e os maiores nomes os nomes muito muito significativos da luta anti-racista do ensino de história e cultura musical era um conjunto de pessoas e profissionais especialistas e militantes que te abriu o horizonte para entender o que no campo das Artes de que no campo da ciência do que não estamos a filosofia aqui no campo da legislação na da militância das questões de gênero você precisava ter conhecimento para compreender e ao mesmo tempo movimentar a escola no sentido de ensino de história e cultura ficar então em 2003 eu participo desse curso que o nome do cabo da Igualdade racial em 2004 o curso institucional se desdobra na institucionalização do lipídio E aí você eu passei um pouco pela rede que com o processo de 2000 o 2001/2007 eu vou atuar no programa e conseguiu coincidir conciliar meu horário de trabalho na escola que no começo é é dividido em uma jornada fixa na escola e horas a mais de trabalho para poder fazer a formação estudo centrado na L para visitas nas escolas eu acho que a estrutura naquele momento que organizava E sem contar o acervo de material que você adquire no tão 2001/2004 estendida 2007 você tem um acervo e um acesso ao conhecimento da História e cultura africana assim é indiscutível não tem muita qualidade indiscutível era o que talvez o melhor que tivesse no Brasil naquele momento para se fazer a discussão racial e de história da África com as pessoas que ela estavam tão 2002/2 Eu participo 2007 E aí nesse período 2007 Acontece uma coisa que politicamente ainda talvez eu consigo explicar mas a gente foi convidado a saída do programa voltar para escola e não tem nada documentado no sentido dizer assim olha decreta-se determina-se ou recomenda-se que plano do transe plano retorne retorne às suas atividades na escola mas retomamos e aí eu descobri uma coisa que nós é muito caro né hoje a gente se elege para poder fazer direito não sentido Legal ou Oi gente tá de alguma maneira incomodando e AVC de políticas que não nos favorecem eles podem nos tirar né a qualquer momento e se a gente não se submete a determinadas posturas políticas isso nos é caro e aí foi quando eu entendi que o lugar possível e necessário e imprescindível do Paulo eu tinha alergia o legítimo direito de estar na escola era desenvolver com os alunos as práticas que acreditavam que era possível e que precisavam ser desenvolvido Então a partir de dois meses sete eu volto a escola e começa em cada escola que eu passo até mais uma em fase de pensar como que se desenvolve em um cotidiano é um cartaz é um painel é uma música é uma brincadeira é um conjunto de coisas que vão se somando para que a gente tem um currículo pensado agora isso que eu desconheço a peça produzida e as culturas afro brasileira já produziu ela só precisa ser acessadas ou nós professores e pensadas do ponto de vista pedagógica como é que deve ser feitas em especial não é uma coisa simples porque a gente tem um currículo que às vezes não facilita mas é necessário diante de como que a gente transforma e como que a gente modifica as relações que os alunos têm consigo com a escola e entre si eu acho que isso é muito marcante do ensino vamos assim cima exitoso de história e cultura africana e afro-brasileira então passeando pelas escolas eu cheguei 2010 com o Oziel e nós estamos beijo 2010 tô assistindo em pensar o cotidiano focado na leitura e na aprendizagem em diálogo com os estudantes o meu foco hoje dado também amor processo de pesquisa do doutorado é olhar para pelo menos três aspectos que eu tenho compreendido que emergiu dessa relação aos alunos que são as africanidades os informa aplicativos e essa pensão do professor de matemática com as africanidades que teve um aluno da Eja que nesse que era a matemática Então eu tenho esse desdobramento e esse reconhecimento esse apontamento pelos alunos o que que eles o que que eles e como eles entendem as africanidades e a matemática e os informar aplicativos E aí para encerrar os informa aplicativos é uma síntese desse trabalho que estão disponíveis no site da unicampo e que eu acho que não pelo fato de está no site da no campo Mas pela Previ mento de ter levado do Ziel né o que de melhor eles podem eles podem muito mais desde que as oportunidades sejam garantidas Mais uma vez agradeço encerro por aqui e aguardo nem caminhamento Obrigada ui isso é muito importante essa sua fala bom antes de eu passar aqui a participação que a gente tem Popular aqui eu quer dizer assim primeiro dizer que o nosso mandato e como vários aqui já já disseram reafirmar que nós a nossa campanha nosso mandato tem o compromisso a campanha já tinha né antes de eu ser Eleita como eu tô sendo vereadora de primeiro mandato nós reafirmamos essa bandeira durante a nossa campanha eleitoral e agora a gente reafirma enquanto mandato já eleito na vigência dele a gente reafirma compromisso com essa pauta com a pauta anti-racista com a falta da luta contra o racismo E aí nós recebemos oficialmente essa carta que o m n o organizou dentro desse 18 anos da da implementação da lei 10.639 que a obrigatoriedade do ensino sobre história e cultura afro-brasileira e africana e nós recebemos essa carta através da Professora Lucy Crispim né a Lucy como o Wilson se estão aqui nós recebemos o nosso mandato recebeu essa carta produzida pelo movimento negro Unificado que a carta Nacional de promoção da Igualdade racial e nós então a partir do nosso mandato da discussão do nosso mandato e do Conselho político que faz essa discussão nós decidimos nós vamos produzir uma cartilha sobre a Lei 10639/3 e já a gente convida esses debatedores aqui esse esses militantes que tem muito acúmulo dessa pautas são professores pesquisadores a gente já convida tanto a Ieda como Adriano Wilson a nos ajudar a colaborar né andar A ação dessa cartilha tá então esse é o primeiro compromisso que nosso mandato faz diante desse desse momento da maioridade aí do da lei 10.639 Mas como que a gente pode Colaborar o mal outra forma outro encaminhamento que o nosso mandato também já gente já meio que estamos aqui encaminhado é que eu faço parte da comissão de educação da Câmara Municipal crítica Campinas né Nós temos uma comissão e discutir a educação no município e aí eu já me comprometo também a levar essa carta apresentar esse debate dentro dessa comissão e discutida na comissão O que que a gente pode fazer para que de fato e o ensino sobre história e cultura afro-brasileira e africana seja uma realidade no nosso município e como que a gente pode resgatar isso aqui como eu sou bem disse nós tivemos um momento aqui no município em que essa pauta era uma era uma política pública e como Adriano também citou era uma política pública de um tempo para cá a gente viu sofrendo não esvaziamento de essa pauta na educação pública então eu me comprometo também em levar essa carta apresentar essa casa protocolar essa carta junto à comissão de educação e elevar esse debate para que com que a que essa comissão pode faltar isso no município né o a efetividade a da obrigatoriedade do ensino da história da África e cultura africana aqui em Campinas Monroe então E como está aqui a as questões não tiveram muitas mas tem a Vanda conte que participou dizendo o seguinte Bom dia ótimo debate necessário difundir a realidade do racismo estrutural Parabéns Guida sempre atenta tem uma pergunta também que chegou aqui aqui no meu WhatsApp todo mundo tem meu telefone Então pessoal se não consegue mandar para te ver manda no meu não tem problema pode mandar fala o seguinte levando em consideração a importância dos estudos sobre a história da África para compreendermos a nossa própria história como vocês avaliam o processo de formação dos nossos educadores sobre a África academia tem dado conta dessa tarefa existem outras iniciativas que colaborem para esse processo formativo essa pergunta do Leandro Eliel thai me enviou aqui na participação mas ele acha que pessoa não conseguiu acertar final mesmo porque não chegou mesmo mas a gente faz a pergunta aqui bom quem quer responder pode ser quem quem se coloca aí para poder comentar um pouco o Adriano vai a e eu acho que assim para academia academia da conta da formação de professores O Primeiro ela tem que dar conta das ações afirmativas é preciso ter professores negros na academia para poder ela conseguir estabelecer o mínimo de diálogo com a compreensão que o movimento livre que a cultura Negra tem sobre e que precisa ser constituída na academia eu costumo dizer que uma universidade que se que pleiteia o conceito de ser Universal ela precisa estar atenta E dialogar com todos então quando você tem uma universidade que não tem o conhecimento da História da África e estendendo o conhecimento da História da cultura indígena ela não é universal Então ela parte de uma ideia de universalidade onde ela está restrita e fechada na bom então isso é gravíssima do ponto de vista conceitual e do princípio que a universidade quando produz ciência defende né é preciso ir buscar origem das coisas de buscar origem das coisas é dizer reconheceu o que momento você que se bebeu da fonte chamada aplica Então isso é um dado de realidade uma lacuna que academia precisa precisar resolver então assim o que se tem feito e que a gente precisa fazer a voz tarde justamente as ações afirmativas para que a gente também não tava caia no risco de que agora academia se apropria literalmente todo o conteúdo Deixando os seus protagonistas de lado para dizer que tá fazendo formação de professores com ou fazendo o ensino de história da África a contente então é um processo longo Quem sabe aqui diretamente envolve a implementação das ações afirmativas em todos os seus quadros em todos os seus quadros não a universidade que Contemple a diversidade sem a diversidade está presente dela e vou ser mais explícito não a academia que contente as africanidades sem ter negros dentro dela e não é o suficiente mas é uma condição imprescindível e é Guida e ganhei bom eu fico absolutamente muito satisfeita de ouviu professor Wilson e de saber que nós temos esta grande possibilidade do Diálogo nesta cidade a o Adriano tá aqui e eu queria pedir licença para eu para eu poder ir para o Recife para eu conversar um pouquinho também sobre combate ao racismo lá tá se discutindo o estatuto da Igualdade racial do município que é um grande reforço nesse mundo agora nesses tempos tão difíceis para gente né com a um número é possível na 400.000 norte da responsabilidade do governo genocida do esse presidente eu não vou para lá mas deixa que o Adriano Bueno e é um dos nossos coordenadores estaduais e as municipais do Emílio e como militante Wilson Queiroz fica aqui o nosso chamamento para se integrar ao nosso movimento Lógico que você já faz um movimento mas seria muito bom importante para a gente do é mesmo tendo também nos nossos como filiado à venda em um espaço isso publicamente dizendo para você é importante a gente organizar as fileiras de luz não será fácil para nós mas 2022 depois para votação do STF de ontem vai estar a mais próximo daquilo que nós pensamos e queremos para o Brasil mas não queremos só para alguns lugares do Brasil para algumas pessoas o Brasil nós queremos para o Brasil como um todo de Leste a oeste respeitando os povos das marcas da cidade entendendo os moradores que não estão estão nas calçadas nas ruas entendendo os nossos quilombolas os nossos eBay e os parentes de dígitos Intendente nós temos uma legislação que nós construímos na luta e nós precisamos defender as instituições e defender também os nossos livros sagrados que regem os nossos relações Então viva movimento negro Unificado Parabéns vida conte sempre comigo e vou lá correndo também nesse dia nessa sexta-feira linda em Goiânia tem um sol absolutamente digno de nós goianos que porque choveu muito e é muito bom mas dá para o sol vem e aquece a terra e aí tem um fenômeno alimento nós precisamos um grande abraço eu sei que vocês fazem parte também da da campanha se tem gente com fome dá-lhe de comer mas vamos distribuir cestas aí também estão distribuídos entre vários lugares país não é responsabilidade Nossa mas o nosso povo não vai morrer os da irresponsabilidade Olá tudo assédio open the wheels a brincadeira da pai gosto muito do seu trabalho a gente vai conversar mais mas faz o comer agora pedaço de você ir primeiro quero agradecer muito a sua participação sua disposição de tanquinho belíssima debate enfim um acúmulo que você tenha muito importante para nós nessa luta mas antes de você eu quero que você responda minha pergunta você vai colaborar com a nossa cartilha vai participar gente precisa muito construir uma cartilha aqui para poder assim faltar né a lei 10.639 com acúmulo com debate sério com robustez tão eu conto com você nesse nessa colaboração tá mais ainda né Quanto mais linda linda meu telefone para você contem comigo aqui nós temos uma equipe de Goiás educadores próximo trabalho chamado abraço negro de Goiânia e agora de Goiás e conta é um compromisso de trabalhar e junto com vocês e quero dizer a professora a Lucy militante do menino também tem feito um trabalho Espetacular no grupo de educadores Então nós vamos sim vamos juntar a um projeto que é um projeto do Brasil o seu mandato ele é um mandato do Brasil fazer com que esses mandatos como seu o mudar tora como dar a Dandara cheirinho em todos os lugares do pai meus agradecimentos obrigado por ter me convidar aceito sim agora eu quero saber do Wilson agora mesmo que ficou mente para ele brincar beijos beijo querida Tchau bom trabalho lá força na luta aí bom ele chegou mais uma pergunta e aí eu logo em seguida vou pedir só Adriano pode responder Além Da pergunta do Leandro né que a gente tinha colocado aqui como que você avalia o Wilson Já respondeu já fez mar e já deu essa opinião né ah se academia tem dado conta dessa tarefa que existe outras iniciativas que colaboram para esse processo formativo mas sem também a pergunta do Silas que faz o seguinte qual o lugar do estatuto da Igualdade racial nessa luta Olha uma pergunta curtinha Mas vamos lá Adriano se você puder dar um Pitaco aí o PayPal bom eu queria começar mencionar a questão que a Bruna é coloca não é uma pergunta um comentário né mas sempre importante assim ser registros sobre o racismo estrutural como um fenômeno a ser estudado e combatido e sempre lembrando como afirmei na minha primeira fala um problema que a estrutural ele tem que ter uma resposta estrutural também né senão você não dá conta de envolver uma política pública de resolva aquele problema né aquela aquele dilema então é importante a Vanda tem mencionada essa questão do racismo estrutural o Leandro quando fala sobre a formação dos educadores é Wilson Já respondeu não que ele é só complementar resposta noção dizendo que a Faculdade Educação vai ter agora as primeiras turmas a pedagogia das primeiras pedagogas eu vou falar no feminino porque a maioria no curso só as mulheres né eu e o Wilson meio que somos os intrusos aí na na educação é e as primeiras pedagogas que vão se formar agora as primeiras turmas que terão uma disciplina específica que trata dessa questão além 10.639 ela não tem uma indicação objetiva dizendo que as Universidades tem que preparar os seus alunos para cumprir a lei né embora lei caia depois do concurso dos concursos públicos né todos eles é Alencar mas não tem alguma indicação bem objetivas indireta na lei é uma algo que se tira como consequência né se você tem que garantir a educação anti-racista na escola então você precisa pô O que as Universidades tem que formar os seus alunos para dar conta dessa tarefa né acontece que isso nem sempre acontece o câmbio a gente se eu não me se não me falha a memória 16 anos depois da Lei luta enorme para que fosse instituída na grade uma disciplina específica para tratar dessa dessa temática não me lembro exatamente agora o código e o nome dela mas eu tenho um texto que eu faço essa essa referência e pin pin vocês pesquisarem vocês vão encontrar lá basta olhar o catálogo de disciplinas no curso de pedagogia que tá lá né E então assim o a resposta ela é lenta e ela é fruto de toda uma luta do daqueles que se comprometem com essa pauta e que vão tentando a sala né tentando encontrar caminhos para sua viabilização Wilson é uma das Os Pioneiros nesse trabalho ele citou a Lucy que também é uma Pioneira e eu queria até para ser justo citar mais algumas pessoas aqui né O Fausto o Robson a Verônica a Verônica que vive nas nossas memórias né mas cujo legado está aí na cidade né tanto na unidade ela foi professora quanto na rede na enquanto trabalhou na Rede de Educação da Prefeitura aqui na cidade de Campinas né queria mencionar também sobre a questão do estatuto da Igualdade racial acho que muitos avanços ali a serem considerados inclusive aproveitar pergunta do Silas para fazer uma justiça que é o Paulo vai né painho que foi o pioneiro o texto da em 1639 ele começa com a apresentação de um projeto lá no final dos anos 80 pelo Paulo para aí depois vem a Benedita e representa faz adequações depois ela representa de novo com outras adequações enfim e aí com todas as legislaturas seguintes alguém vai pegando bastão e vai levando adiante né até chegar no trabalho da Ester Gloss e do Ben Hur que na sequência consegue aprovar E aí o Lula sanciona quando ele assume foi um dos primeiros atos do governo Lula dia nove de janeiro de2003 não é uma das primeiras iniciativas do Governo foi a Lei 10.639 então o painho que tinha começado com essa discussão lá atrás Muito muitos anos depois décadas à frente né ele vai voltar à p o organismo Ele computador e cansado pela aprovação do estatuto da Igualdade racial que é uma referência a um mecanismo extremamente importante para garantia de direitos né para garantia da promoção da Igualdade racial e o Estado tem uma uma concepção mais Ampla né E que Abarca várias esferas não só educação né e acho que é um mecanismo extremamente importante dentre tantos outros né uma própria criação da CP a secretaria especial de políticas de promoção da Igualdade racial e o conselho e passional e tantas outras políticas no Brasil é um país mas curiosamente dei contraditoriamente né Nós somos um país que desenvolve políticas públicas de minorias para uma maioria numérica como é que não é o maioria política infelizmente mas é uma maioria numérica e essa é uma grande contradição a seppir quando criada não possuía um órgão congénere no mundo todo né Não sei se tem hoje eu acho que até tem se eu não me engano na Argentina foi criado um órgão parecido não sei se tem a mesma amplitude né como o status de ministério e tudo mais mas até porque também não tem uma população afro-argentina é tão grande assim né Não não é tem tanto peso quanto negros e negras têm aqui no nosso país mas enfim eu acho que Estatuto da Igualdade racial assim como dentre outras políticas né é uma das mais importantes e uma grande referência para para todos nós Com certeza tá bom valeu obrigado Adriano obrigado mil saída já já saiu né é eu acho que a gente já pode ir então caminhando para finalizar essa atividade esse debate quero dizer também para o Wilson que essa questão da do conjunto de bibliografias né que tem a rede Municipal hoje você acha que foi desmontada na vida da gente tinha mas vou ver se processo de esvaziamento de desmonte também tem estado aqui no nosso radar no nosso mandato no início do ano nós recebemos denúncias Neve do ponto de vista de uma compra de livros de materiais bibliográficos que foram de literaturas né que foram adquiridas pela secretaria de educação e que não passou pelo pela pela validação do coletivo de professores da rede bom e ali eles apontavam enfim diversas diversas questões posicionamentos muito equivocados principalmente com relação a nossa falta né a porta anti-racista no tratamento de uma educação anti-racista e e e por isso a nós somos acionados Inclusive a gente também fez no questionamento junto à secretaria são assim que se você tiver interesse a gente pode disponibilizar a resposta da secretaria e como que a gente pode organizar uma ação efetiva para que mandato possa tanto fiscalizar como também colaborar nesse processo né porque a fiscalização ela tem esse papel de melhorar de faltar né de corrigir o que não está devidamente colocaram e como que a gente entende o que é uma pauta muito importante para nós negros e negras então eu já coloco também a disposição disso da gente poder trabalhar nesse sentido né de como que a gente pode fiscalizar a literatura o conjunto de literatura que a rede Tem trabalhado nas nossas escolas bom então eu quero aqui agradecer mais uma vez a participação de vocês se vocês puderem fazer agora as considerações finais né E espero contar quem sabe no no outro próximo debate que a gente possa retornar aqui dizer olha a nossa rede está de parabéns a nossa rede voltou com uma com essa importante é política pública implementou a nossa rede chegou pelo menos cinquenta por cento das nossas escolas estão trabalhando essa falta de forma efetiva bom que sabe né cinquenta por cento a gente já ficaria feliz não a gente não é não iria encerrar a luta não mas a gente ficaria pelo menos um pouquinho mais feliz mas quem sabe a gente pode retornar aqui em breve e dizer que o poder municipal aqui o Executivo Municipal tá faltando a importância da implementação né dessa dessa disciplina na nas nossas escolas o estudo da História e cultura da África e também dos afro-brasileiros que a gente possa voltar aqui e comemorar né fazer uma uma referência de que que avançou mas enquanto não aconteceu isso a gente vai tá aqui falando de Luciano cobrando e apontando aí caminhos para que a gente possa avançar nessa pauta e quem pode começar o Wilson Adriano quiser fazer as considerações finais aí para a gente poder encerrar o debate de hoje Adriana eu começo você finaliza pode ser pode ser que a vontade Então tá bom eu acho que você é corajoso que é um risco que a gente tem muito grande para a gente citar nomes é que a gente sempre esquece algum eu vou citar por todo o todos os nomes que a gente possa ter esquecido o nome do professor Galdino Pereira né e em nome dele estendem a todos os outros que sabem que estão nessa luta pode a gente mais que sempre que a gente vai fazer referência tem esses lápis ou menos que não dá para ser de outro jeito mas enfim eu acho que o professor Galdino é uma dessas referências que a gente estende a todas e um segundo agradecimento que aí você faz parte Adriana que a gente vem sonhando e viajando juntos nessa nessa empreitada que é o trabalho com o boneco Quando é que a gente se permitir está Ju a cada um atuando em um lugar mas a gente sabia que estava fazendo por onde para que a temática das africanidades da Relações raciais na história da África essas diversas denominações que culminam na luta anti-racista ou para o combate ao racismo né só várias terminologias tente dizer olha existe um grupo uma população que não é não é considerada da maneira que ela precisa ser do ponto de vista humano porque a gente tá discutindo a humanidade da população negra e discutir humanidade da população negra não pode ser condicionado a brancura né sem medo não é uma concessão da branquitude aí ele nos lembrou que é luta mas é mais que luta é vida é vida Negra e vida de uma população que constitui o princípio da humanidade então um pouco é isso agradecer vida dizer que a gente está exposição Às vezes as demandas são muitas mas em particular com esse foco da sala de aula da já implementação do trabalho no cotidiano do diálogo com os alunos muito minha caro e assim a única impossibilidade de o Assumir mais alguma coisa que seja para me desvincular o teu estacionamento dos alunos que eu acho que é uma potência que precisa ser que a gente aprendeu também né nesses últimos tempos que sair da base é um risco desnecessário é um risco desnecessário a gente pode chegar no topo com a base com a base e do ponto de vista da educação a minha base o meu povo seguro é o diálogo com o Salon agradeço parabenizo mais uma vez estamos à disposição e estamos juntos e Valeu Wheels brigada Adriano legal esse bem muito bem lembrado o nome do Galdino com certeza uma referência fundamental nessa nessa discussão e é bem isso que você menciona mesmo né o Wilson é é um risco né Quanto mais a gente vai puxando nomes outros vão passando pela nossa cabeça né quando eu penso no conecta me ver a mente também uma série de professora as mulheres negras né como a Dani Caetano a Márcia Anacleto a Elisandra enfim são tantas tantas pessoas nessa caminhada Selma Sales enfim é em nome desses tons dessas poucas né maioria de mulheres que a gente citou aqui hoje a gente referencia todo mundo né que em algum momento ajudou a carregar essa luta nas costas e que a gente consiga dar para os E aí essa música né que a gente a saúde para isso né com vacina com auxílio emergencial para que nós possamos fazer o devido isolamento lá quem não pode que não têm condições financeiras para que isso seja viabilizado né porque a gente supera esse momento dos encontros virtuais e passe a fazer encontros presenciais no futuro né Não vejo a hora por enquanto a gente vai se abraçando virtualmente por aqui queria fazer uma apontamento antes de encerrar dizer que a crítica que eu faço al bhed ela é uma crítica que não é direcionada aos professores né aos profissionais que estão atuando na ponta e que estão botando em prática tentando colocar em prática uma educação anti-racista né Essas pessoas elas têm seu valor e na figura de algumas pessoas que eu citei aqui algumas passaram pelo me pedir Em algum momento né Depois compuseram o conecta mas enfim queria dizer a todos os atores eu eu de informação para algumas pessoas do libid né em cursos do Centro Cultural Esperança vermelha você também né Wilson e aqui da participou lá também e a gente reconhece o esforço de professoras e professores nessa luta e a crítica que a gente faz é uma crítica direcionada aos gestores né aqueles ao governo é objetivamente aqueles que definem e que tem condição de estruturar a política pública Educacional anti-racista e não o fizeram né não deram sequência e diz construíram desmontaram aquilo constituído no passado e uma cidade que foi Pioneiro nessa construção passou a não não ter condições de dar sequência no no quem não acompanhou os avanços que estavam acontecendo na esfera nacional né Hoje é um momento que mesmo nacionalmente ao momento de luta contra retrocessos na estamos agência não tivesse uma bancada fundamentalista e um governo fundamentalista como esse que a gente tem hoje com toda essa força na época da Lei 10.639 dificilmente a gente teria conseguido aprovar a lei planeta lá né mas felizmente tivemos força naquele momento para fazer valer essa política tão importante que a gente continue fazendo essa luta levando ela ela adiante para que a lei seja implementada que ela não fique só no no papel né E que a gente consiga estruturá-la na prática dentro da rede né como a Guida falou e no futuro a gente possa fazer um balanço mais positivo Oi e essa situação da rede Municipal aqui na cidade de Campinas eu tenho certeza que o Mandato da Guida para acompanhar esse processo de perto vai fiscalizar e vai cobrar né E nós estamos aí para ajudar fazer essa cobrança vida se você precisar Conte com a gente naquilo que for possível estamos à disposição muito obrigado pelo convite e encerro dizendo Wagner presente é o querido companheiro e infelizmente não está mais entre nós e entre tantas perdas que a gente tá tendo recentemente né da figura do Wagner também era conhecido como já vai cair que era um militante do movimento negro e uns uma pessoa muito querida por todos e por todas na cidade de Campinas eu encerro dizendo Wagner presente e que a gente tem como inspiração essa luta do Wagner que ele travou e com e me fisicamente entre nós aqui e afirmar que ele segue vivo na nossa memória né Nós não não esqueceremos do seu legado e ele segue ser inspiração para nossas lutas do Futuro tá bom é isso fico por aqui e muito obrigado viu vida pelo pelo convite Pode contar sempre com a gente e Valeu Adriano obrigada também antes de encerrar quero falar do Galdino companheiraço Nossa gente é ótima lembrança aí dá o Dino continua na luta no serviços públicos defendendo aí a nossa previdência aldina faz parte hoje do conselho fiscal do camprev é um lutador e e nos representa ali naquele espaço então valeu Aí o Wilson por ter lembrado dele eu quero dizer também que concordo com Adriano que aqui não não existe críticas aos profissionais que atuam na me pide eu vejo Parte dessas profissionais ali enfim com um até um heroísmo né porque muitas vezes a tua vão aí quando um sistema não dá todas as condições para que nós podemos faltar aí essa fazer essa fazendo que são dessa falta né de forma como ela deve ser feito então de fato as meninas que atua não me pedir os profissionais que atuam tem feito aí um um trabalho até com certo heroísmo vamos dizer assim enfrentando ali muitas adversidades dentro desse programa né que vem sofrendo vários ataques e nem sua frente processo de esvaziamento que existe muitas vezes só para dizer que existe né mas elas conseguem no cotidiano das escolas é uma mínima estrutura aquelas bem levantar essa discussão na rede mas a gente de fato a gente quer melhorar isso quer fazer com que esses Passos volte a ter de fato a importância que teve no passado e que seja uma referência nesse ensino aqui no município Ou seja a gente vai a gente tá aqui fazendo essa discussão para que ele possa voltar a ser valorizado né então muito obrigada aí Adriano e o Wilson que fizeram os apontamentos necessário quero encerrar então debate de hoje com a participação da luz estrela participou aqui acho que ela escutou a gente falar e ela dela da como que ela provocou né porque na verdade é esse debate acontece a partir de uma provocação dela quando ela veio aqui e trouxe a carta do M vermelho oficializou a entrega dessa carta e o nosso canal Então ela termina assim o debate maravilhoso muito feliz em ver essa ação potente importante para cidade de Campinas Parabéns Vereador águida a formação de racista precisa ser abrangente atingir todos os profissionais da educação por isso é importante o acompanhamento EA fiscalização da Câmara Municipal de Campinas Dom com essa fala dela né dando essa importância apontando aqui como que nós devemos acompanhar fiscalizar a importância disso eu encerro debate agradeço aqui os debatedores Wilson o Adriano que permaneceu aqui os dois primeiros Será que até o final aí ele aqui fez uma belíssima fala também mas teve que sair porque ela tá comprando uma outra agenda que tá acontecendo lá em Recife e também com essa temática né é agradecer a disponibilidade de vocês a com a participação e conto né com vocês na construção dessa pauta o crescimento dessa pauta aqui pelo nosso mandato tá agradecer os servidores os funcionários aqui da Câmara Municipal mais uma vez em nome da Érica tá aqui do meu ladinho aqui me apoiando me ajudando em tudo que eu preciso Agradeço aos demais funcionários servidores aqui que colaboraram para que essa Live para que se debate e poder acontecer Agradeço também quem fica conosco né nos canais aí de participação nas redes sociais no YouTube e fica gravado lá né DTA Érica que aquela vaso lá no Youtube quem aqui não puder assistir hoje Se vocês também puderem Compartilhar esse debate e bastante importante para que a gente possa avançar e acumular esse tema na nossa sociedade Obrigada Adriana obrigada muito obrigada a todas e todos e todos vamos à luta vidas negras importam tchau gente e está encerrado agora 11:21 o debate público que foi mediado pela vereadora guiga Calisto promoção da Igualdade racial 18 anos da lei de nº 10639/2003 e fique com a gente porque daqui a pouquinho o Gabriel Castro vem trazendo mais uma edição desta sexta-feira do programa câmera Total apresentando as últimas notícias de Campinas os números atualizados as que da situação da pandemia de coronavírus o município e também claro as nossas reportagens especiais eu fico por aqui te desejando um ótimo dia e um excelente fim de semana se cuide até mais E aí E aí a TV Câmara Campinas
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