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[Música] a tv câmara campinas lá uma ótima tarde pra você que nos acompanha pela tv câmara campinas nós falamos ao vivo aqui no plenário josé maria mattosinho onde agora terá início um evento da que é uma iniciativa do gabinete do vereador pedro tourinho o debate sobre o autismo são diversos especialistas já estão presentes aqui no plenário o vereador pedro tourinho também já está na mesa então vamos acompanhar este evento boa tarde a todos a todos eu sou vereador pedro tourinho é um grande prazer receber a todas e todos aqui na câmara municipal de campinas para esse debate mais um debate de uma longa parceria que o nosso mandato constrói com o movimento de patologista nec é um movimento que é trabalha no sentido de que a gente possa construir uma lógica para a abordagem é da vida que seja uma lógica que reconheça a multiplicidade de modos como ser humano pode se expressar se desenvolver néné e de alguma forma a dialoga trabalha no sentido inverso de uma tendência a atentar especialmente no campo acho que da saúde mental mas também outras áreas a estabelecer que variantes muitas vezes que são variantes não é comum e cotidianos da maneira como a gente se expressa na vida sejam necessariamente catalogados patologizar dados e muitas vezes a gente perca a possibilidade de éter o desenvolvimento das pessoas que sejam desenvolvimento que as respeite com as suas várias formas de ser no mundo né então são muitos anos de debates e construção que nós temos em parceria aqui fui autor é da lei municipal de enfrentamento à medicalização da vida da sociedade que comemora todo dia 11 de novembro é o dia municipal do combate à mecanização da vida ea gente tem tentado então desde 2013/14 que a gente aprovou 13 de 2013 que a gente aprovou ainda o meu primeiro mandato é manter uma agenda intensa de discussões nesse sentido de garantir que o que nos é efetivamente nos interessa nos a gente deseja fazer é garantir formas de cuidado que sejam respeitosas com a singularidade do sujeito é posto isso eu quero já adiantar aqui eu não vou poder ficar no debate todo porque eu fui intimado pela justiça para depor numa ação que eu abrir algum eu abri não encaminha ao ministério público ministério público abriu alguns anos atrás é contra a prefeitura de uma denúncia que a gente realizou aqui na uma suspeita meio complicada de opção e teté e eu fui intimado para depor agora as duas e meia na justiça então é acabou atravessando foi depois do agendamento deste nosso debate adoraria ficar aqui mas vou ter que sair vou ter que deixar a rosângela aqui que vai coordenar o trabalho e aí eu quero já iniciar então aqui as nossas discussões apresentando aqui as duas figuras que são referências para a gente nessa discussão do patologista que estão aqui ao meu lado que vão dar seqüência ao nosso trabalho na primeira aqui do meu lado direito é maria aparecida moisés que é professora titular da pediatria da unicamp que representa os patologistas e aqui é esquerda rosângela d'avila que a psicóloga e representando o conselho regional de psicologia então quero agradecer e reforçar o prazer de a gente fazer essa discussão de autorizado o autismo sei qual das duas que quer fazer uso da palavra o primeiro se da boa tarde a todos e todos obrigada pedro 11 uma honra e um prazer estar aqui de novo está contando sempre com seu apoio dos patologistas em o o pedro tourinho como um grande parceiro sempre em todas as suas ações todas as suas propostas e é esse ano nós decidimos fazer essa discussão que fazemos todos os anos aqui na câmara até para marcar essa data é uma bata municipal e decidimos esse ano fazer discussão sobre o autismo e por quê mesmo porque o autismo é mais um que entrou na na moda a e é quando entra na moda eu queria lembrar que é extremamente cruel cruel com crianças que são absolutamente normais e que acabam sendo enquadradas num diagnóstico e real que elas não têm mas elas acabam ficando com o rótulo e é cruel com as crianças que necessitam de um atendimento uma atenção especial porque elas ficam perdidas nesse mar de diagnósticos de sobre diagnósticos de diagnósticos equivocados crianças que também quero frisar também são crianças normais são apenas diferentes tem toda uma discussão sobre o autismo [Música] o autismo não é considerado por um grandes correntes e compartilhamos das águas não é uma doença é um modo diferente de estar no mundo e que acaba em função de barreiras colocadas barreiras que expressam a desigualdade que essas pessoas sofrem acabam se tornando entre aspas né com dificuldades com deficiências deficiência que eles não têm aliás o próprio conceito de deficiência hoje aceito é que a deficiência o resultado de barreiras barreiras impeditivas ao desenvolvimento a deficiência não é da pessoa com deficiência é criada por barreiras que são colocadas barreiras que expressam uma sociedade que se funda na desigualdade não somos todos iguais não somos todos humanos não temos todos o mesmo estatuto de humanos alguns são mais humanos do que outros podemos dizer assim acho que a gente tem discutido bastante essa questão de uma sociedade fundada na desigualdade em relação à inserção social em relação à etnia gênero uma pessoa de pele de cor negra ela pode ser escravizada porque ela é desigual ela é menos humana ou até para muitos é não humana nem por isso ela pode ser escravizada a mulher pode ser estuprada assassinada violentada sofrer todas as violências porque ela também é menos humana do que o homem são desigualdades postas por essa sociedade mas tem outras desigualdades são as desigualdades que concretizam e que criam as deficiências por exemplo a questão de acesso para pessoas com dificuldades de locomoção e banheiros adaptados e um banheiro adaptado ocupa muito espaço e é caro então pra que precisa geralmente quem diz que não precisa é quem não precisa que decide que o outro não precisa crianças com problemas problemas que são decorrentes das barreiras e ótimo é uma dessas condições é uma condição diferente um modo de viver em um modo de funcionar diferente e que acaba frente às barreiras sendo transformado em uma deficiência e sendo transformado numa doença então estamos aqui uma proposta de fazer essa discussão despatologização do autismo digamos que parar o imenso a maioria de crianças que recebem esse rótulo que nem sequer tem a diferença é que são capturadas estigmatizados e crianças que têm modos diferentes de se expressar de viver de vivenciar e que também são rotulados capturadas nesse rótulo acho que é mais um evento dos patologistas com apoio de várias organizações especialmente no crp da abrasmo me especialmente do mundo pedro tourinho e dessa vez nossa proposta estamos discutindo o autismo na perspectiva de desvalorização ligada em que essa seja um bom encontro de uma tarde bastante proveitosa para todos nós boa tarde de novo né prazer estar aqui vendo o casa cheia isso é muito bom parece que a gente descobriu nascida que tem que ser de dia porque às vezes a gente faz a noite tentando facilitar a presença de vocês mas parece que adita é dia de dia que vocês conseguem vir então vai ser um uma solução pra gente daqui pra frente embora faça parte do de patologistas nesse momento estou aqui representando o conselho regional de psicologia né do qual eu sou colaborador há mais de uma década na área de criança adolescente educação e medicalização a gente é parceiro neder esse evento realizado na câmara desde a primeira edição estivemos juntos em todas as edições não poderíamos deixar de estar em 2019 né no ano onde as políticas públicas têm sido atacadas achá cadas e outras coisas mais então assim resistência e enfrentamento que foram palavras que a gente sempre usou neste momento são prioritárias não dá mais para ser uma escolha infelizmente temos que ter essa abordagem para o conselho regional de psicologia e o sistema conselhos nem tão para o sistema federal a bandeira da medicalização me dá a patologização né do enfrentamento então esse processo ela já é antiga são várias gestões de sistema conselhos onde é mantida há a bandeira desse enfrentamento é democraticamente isso acontece porque a cada três anos temos um congresso nacional de psicologia e as teses que são usadas para a próxima gestão são aprovadas pela categoria num processo bem sistemático bem e bem democrático participativo mesmo é esta bandeira ela vem sendo mantida vem sendo mantida e vem sendo mantida e para esta gestão que assumiu a mac assumiu agora em setembro o que a gente percebeu que o enfrentamento a patologização a medicalização ficou estrutural ele faz parte de todas as outras políticas que como a sida falou a patologização e medicalização atingem diversas dimensões da nossa vida então não dá mais pra ter uma ação só há enfrentamento à medicalização a patologização da vida é enfrentamento em todas as áreas da nossa vida então todas as nossas ações enquanto o conselho tem embutido no no princípio de ação do sistema conselhos esse enfrentamento é é tendo isso como pano de fundo né a gente tem várias vários eventos que o próprio conselho tem organizado em relação ao enfrentamento à medicalização vocês podem achar inclusive dos três últimos anos três cadernos temáticos eles estão abertos né a qualquer pessoa no site do do conselho é o caderno 33 34 e 35 lá a gente tem os eventos realizados nos últimos três anos que falam dessa temática inclusive os três últimos anos do evento aqui na câmara de vereadores de campinas estão mês caderno né e há uma outra coisa que é legal falar desses cadernos é que o autismo né este tema que a gente escolheu para falar que também é tema que o conselho trabalho o bastante então dentro desses três cadernos e de outros cadernos do conselho cadernos temáticos vocês vão encontrar essa temática pra ajudar nos processos de reflexão então assim a gente feliz de estar aqui juntos sabendo que a gente vai ter muita luta pela frente ea gente gostaria que no dia de hoje a gente conseguir sensibilizar né as pessoas para essa reflexão que a sida trouxe no começo que há é quase marcar de novo nem a nova epidemia agora a epidemia do trf temia do autismo que é que de verdade está acontecendo e que interesses estão por trás disso enquanto o conselho a gente está junto nessa nessa discussão é isso e vamos começar então o pessoal eu vou pedir licença vou deixar rua que coordenará a mesa porque eu acho que a gente já vai começar com o debate certo tela acho que a gente precisa avisar que há duas palestrantes a ilana e isabel estão vindo de são paulo estão chegando já deveria ter chegado mas teve um problema em campinas já está em campinas estão cheias - a gente espera porque a sequência era ilana falando primeiro eu acho que se a gente puder manter vai ser mais rico né a seqüência de falas tudo bem a gente esperar um pouquinho enquanto isso vou dar alguns avisos a a lista de presença como a gente trocou de sala nem começamos no plenarinho e dado a quantidade de pessoas a gente veio para o plenário a gente acabou confundindo um pouco as listas de presença elas estão ali atrás há quem não assinou antes de ir embora fiquem tranquilos pra sair correndo não a lista vai estar disponível antes de ir embora assim nem letra legível para quem não tinha feito a inscrição que quem fez a inscrição o o o e meio de vocês tranquilo mas quem chegou sem ter feito inscrição precisa que a at&t giben legível porque a certificação ela vai ser digital a gente vai mandar amanhã para as pessoas só que precisa que a gente consiga ler os e-mails então tranquilo não saiam daqui hoje sem assinar a lista de presença a sônia temos algumas pessoas que se identificaram na entrada a gente vai falar com quem a gente está contando se mais gente quiser que a gente traga problemas para a plenária a presença de equipamentos de de prefeituras só procurará sentadinha ali porque aí conforme a vocês se identificarem com ela a gente vai nos intervalos aqui a fazendo a apresentação a gente quer registrar presença da roberta cristiane em ler ribeiro que é pedagoga do capes infantil de limeira aline gibert de berg psicólogo do capuz infantil de santa bárbara d'oeste a kelly sanches que é do centro de especialização municipal de autismo de limeira que a pedagoga aline era psicóloga maria cecília oliver catelani psicóloga do lar cabe eu não sei exatamente o que é isso se tiver outras pessoas que queiram netão ok então já descobrimos larcab é uma instituição de vinhedo que atende autismo então assim parece que o tema é um tema que realmente mexeu com as pessoas né as meninas já chegaram só a gente dá o tempo delas respirarem chegarem aqui no no plenário pra gente compor a mesa mas sim temos o mel prazer de ver durante o processo de inscrição eu fui acompanhando e fui vendo muita gente de muitos municípios ao redor e isso é muito bom é sinal que a gente pode hoje fazer trocas importantes porque há os três nem os três palestrantes vão fazer a apresentação deles e depois a gente vai ficar até as 5 para debate e acho que a gente precisa aproveitar esse tempo para realmente fazer trocas não é um tema tranquilo não é um tema que não traga controvérsias né e acho que a gente pode aproveitar né a presença de tanta gente com tantas experiências é tantas formas de lidar com a questão pra gente poder discutir as meninas chegaram é tão vou já vou eu já vou identificar acabou de chegar e luísa macedo ela é fonoaudióloga representante do conselho regional de fonoaudiologia nossa parceira dos patologistas está sendo a thales chegando ali porque nesse enfrentamento da questão da medicalização da patologização a gente precisou construir muitas parcerias ea fonoaudiologia foi uma arma uma grata parceria que a gente construiu nesse nesse período é com várias várias pessoas do concelho que se revezam na na participação dos dos nossos eventos temos também a presença de tainá parecido de cairos técnica de enfermagem a ducato espaço criativo aqui de campina temos a equipe aí não é uma pessoa a equipe do núcleo de educação especial de piracicaba muito bom realmente gente dê bastante bastante lugar vai se vai ver se elas estão na fila lê da emtrad dinha logo a ilana ea maioria sobre a opção das duas pessoas que vêm pra mim eu estava ali na frente esperando para entrar aí a gente vai compor a mesa a gente conversou com as pessoas ele topava que a gente a guardá las deixa eu pegar as meninas não tem 11 tá a sugestão do pessoal é que a gente já começa a compor a compor a mesa então a gente vai começar com quem já está aqui né antónio moreira de lima júnior médico psiquiatra psiquiatra infantil de ficar na lista ele já atuou na rede aqui de campina hoje ele está na apae de várzea paulista e matic que a associação de psicanálise aqui de campinas legal as meninas estão a isso então vamos convidar para mesa a ilana cates psicóloga eu não a ilana katz é psicóloga psicanalista doutora em educação pela usp e pós doutoranda em psicologia da usp é membro do grupo de trabalho de saúde mental de crianças e adolescentes da abrasmo isabel rodrigues é mestre em educação e psicóloga também tenta ghoga mestre em educação e doutoranda medo não quase quase doutorando em educação e tampos e trabalha com educação inclusiva então podemos começar a menina certo a irlanda acabou de chegar ao estádio e respirando ainda mais a gente escolheu começar por você lá qualquer boa tarde 6 mil vem desculpem o nosso atraso a gente se atrapalhou um pouco na vinda mas espero que a gente consiga dar conta dessa importante tarefa que temos aqui hoje né então queria agradecer muito a oportunidade de estar aqui e ser muito disputada o lojista a todos os apoiadores do evento porque me parece muito importante que a gente possa se se juntar a briga atenção não foi por isso que a gente possa se juntar sobre esse tema né a despatologização do autismo por muitas e muitas razões é eu preparei um texto na conversa que eu fui fazendo com vocês né e eu vou ler e ea gente conversa daqui a pouco sobre as coisas que estão aqui muito antes de qualquer coisa muito obrigada a vocês se sinta importante lá meus colegas de mesa vou mostrar acho que a primeira coisa que eu queria pensar que com vocês e é para isso que eu estou trazendo esses elementos é que diz patologizar o autismo é uma urgência ética e um compromisso político eu digo isso porque todos os que estamos aqui sabemos que faz diferença pensarmos e podermos discutir o que que é o autismo na hora de decidir o tratamento a escolarização e as ditas práticas inclusivas eu tô falando ditas práticas inclusivas sabendo que elas são as práticas inclusivas mas que eu gostaria que a gente pensasse ao que o que a gente diz junto quando a gente diz inclusão acho que na discussão a gente retoma isso aqui depois da fala da bell é pra gente ser minimamente razoável e falar sobre autismo hoje de uma maneira que pretende dar conta da complexidade que esse que se articula nesse tema a gente precisa falar em altistas no plural a clínica já havia nos informado que a experiência dos autistas assumir variações proporcionais à diversidade do acontecimento humano ou seja que um diagnóstico de autismo não informa toda a complexidade em jogo no desdobramento da vida de cada sujeito diagnosticado já faz bastante tempo também que usamos a expressão altistas para sermos minimamente fiéis a variação que o quadro suporta mais do que suportar as variações do quadro clínico precisamos saber que o diagnóstico de autismo seja ele mais ou menos específico não definir sozinho a experiência do sujeito autista trocando em miúdos a referida uma pessoa como autista sabemos ainda muito pouco sobre a sua condição de viver e é por isso e por imposição ética da clínica que precisamos falar em altistas isso é mais importante é muito importante e isso tem consequências é uma obviedade clínica final a categoria diagnóstica não define a experiência de ninguém e mesmo sendo óbvio precisa ser reafirmado quando se trata do autismo uma pessoa autista não é um autismo e o autismo não é um só mas a gente ainda tem ainda mais para avançar sobre esse assunto o diagnóstico de autismo refere a uma psicopatologia para responder essa pergunta será preciso considerar que o autismo hoje não se restringe à sua relação com a psicopatologia pode ser pensado como a nomeação de uma articulação discursiva no laço social institui um campo de forças e de disputas em torno dos seus temas que sim são bastante específicos mas que também podemos entender fazem referência e se articulam a outras formas antes do discurso que está em curso o autismo hoje como consequência daquilo que articula em termos de discurso configura-se como um campo político nisso aprendemos achar nisso que aprendemos a chamar de campo do autismo concorrem e se articulam muitos discursos muitas forças e muitas tendências ainda lhe a disputa em torno da psicopatologia do autismo mas não só isso ainda a disputa em torno do tratamento mas não só lentamente muito mais lentamente do que a gente deveria ter feito fomos nos dando conta que essa disputa esteve desde sempre referida uma ordem muito mais poderosa que o estrito campo da pesquisa e da clínica ali disputa-se mercado quando se disputa mercado sabemos muitas forças entrou em jogo mercado indústria movimenta os setores importantes da sociedade que por muito tempo estiveram alheios ao autismo propriamente dito como é o caso do setor legislativo por exemplo é o autismo como commodity nomeação sugerida pelo cmn no incontornável trabalho e tank na última ainda no campo do autismo faz se presente é importantíssimo discussão identitária característica do nosso tempo e que assume ali com todos bastante próprios considero que a discussão em torno da idéia do autismo como identidade tenciono campo e nos obriga a repensar a diagnóstica e os seus efeitos o historiador charles rosenberg propõe que as identidades patológicas se tornam no tempo que a gente vive atores sociais indiscutíveis reais na medida em que temos acreditado neles e agindo individualmente e coletivamente a partir dessas crenças das entidades psicopatológicas o movimento altista problematiza essa discussão é inclusive por força desses do desses movimentos sociais construídos preponderantemente entre familiares de autistas e autistas que o campo tenha sumido movimentação mais significativa na atualidade o movimento autista impulsionado pelo que já se discute no movimento das pessoas com deficiência realiza uma torção importante no seio dessa discussão e reivindica que o autismo não seja lido como uma doença e sim como uma condição neuro diversa o autismo para os militantes no neuro diversidade é uma forma de acontecimento da experiência humana em que o funcionamento neurológico daquela pessoa é divergente da norma é o que se diz neuro divergente o termo nível de neuro diversidade foi cunhado pela socióloga australiana judy sinjur em 1999 ela é uma ativista do campo do autismo e ela é mesmo e ela mesma se diz a pgr para ela neuro diversidade é uma condição de ordenador ordenamentos e conexões neurológicas atípicas e atividades não são doenças são diferenças sobre a condição de diferença a tipicidade não requer tratamento porque não demanda cura o que o movimento negro divergente afirma nos interessa e devem incidir sobre a nossa clínica identidades devem ser tratadas devemos pôr por curas identitárias isso existe o estranhamento que isso nos causa quando pensamos no debate que já é o treinamento que isso nos causa o mesmo que aconteceu em torno do debate da resolução 0 99 sobre a aquilo que a gente ficou já conhecendo como é a cura gay preta e isso o treinamento que a gente teve ali naquela discussão devem seguir com a mesma força aqui no campo do autismo principalmente quando as pessoas autistas tomam a sua condição atípica como um funcionamento específico não são ou funcionam assim porque estão doentes são e funcionam assim porque são autistas e autista nessa concepção é neuro divergente se hoje a hipótese sobre a teologia neurológica são autista é quase unânime no campo do autismo não a mesma unanimidade em torno da questão do tratamento a militância dos autistas e de suas famílias se dividido diante da necessidade ou não de tratamento para pessoal titã e essa discussão nos ensina muitíssimo eu vou acompanhar aqui ele a leitura do francisco terra que é um psiquiatra da ufrj é ele produziu alguns trabalhos sobre isso que eu recomendo bastante mas lá eles eu vou resume ele nos deixa saber - explica como que chegamos nesse ponto que a de um lado os autistas em sua grande maioria referidos ao alto funcionamento da sua condição os assim denominados aspis como uma alusão à síndrome de asperger que falam por si e reivindicam que a sua condição neurológica versa dispensa tratamento e do outro lado desse mesmo campo estão as famílias de de autistas que lutam por tratamento para os seus filhos e em grande parte demandam com poeta terapias comportamentais é importantíssimo escutar o que os aspies que usasse se dirigem a nós pra dizer que não querem nenhum tratamento da sua identidade não querem cury dentária isso é justo e é indiscutível para entender o valor disso eu recomendo que considerem a possibilidade dos seus próprios traços universitários que eles podem pedir desculpa que seus próprios traços identitários possam ser tomadas como doenças para serem tratadas alguém aqui já pensou de tratar sua condição de mulher como doença imaginem se eu fosse pedir tratamento pra minha condição que seja o dia sim confunde identidade com patologia produz catástrofes humanitárias mas resta ainda uma pergunta sobre o teor de um tratamento e os aspectos da sua incidência no campo do autismo tratamento seria tratamento de uma identidade essa é uma pergunta bastante importante o que tratamos no tratamento autistas que tem no seu funcionamento a chave de organização da sua participação no mundo a partir da sua condição e que encontram formas muito suficientes de gestão da sua angústia e do seu sofrimento mas há outros autistas que ainda não alcançaram essa condição talvez seja isso que os familiares de crianças autistas que irão dizer quando demandam tratamento para os seus filhos de mandar tratamento não é o mesmo que demandar cura ou eliminação de uma condição ainda que as famílias aposta na hipótese neurológica como a geologia do autismo ainda que os familiares e os autistas entendam que o autismo é uma possibilidade do acontecimento humano e não uma patologia que deve ser eliminada ainda assim eles demandam tratamento para os seus filhos e por que isso acontece penso que as pessoas que sofrem em qualquer condição sob qualquer forma de funcionamento neurológico qualquer genético ou qualquer estrutura psíquica qualquer pessoas que sofrem o ponto do sofrimento constituir dificuldades e impossibilidades essas pessoas e as suas famílias devem dar tratamento a essa condição de sofrimento isso é bastante diferente de entender mas que tratamos alguém quando estamos investindo na eliminação de uma doença e sofrimento não é e nunca foi doença a diversidade de funcionamento entre pessoas humanas não implica na condição de que alguns sejam considerados doentes porque são atípicos doente é uma sociedade que só aceita e só se organiza para viver entre iguais idênticos e em diferentes essa idéia de que o tratamento para a doença reduz a experiência do tratamento e desconhece a idéia de sofrimento e de sofrimento psíquico um tratamento incide sobre a experiência do sujeito em incide sobre a sua relação com a vida e nunca nunca mesmo pode intencionar alterar sua condição e identitária dizer dizer isso parece panfletário mas não é é o dia a dia de uma clínica que pode escutar sujeito e também pode acompanhar os movimentos sociais para com ele aprender muitos entre os ditos autistas de alto funcionamento escreveram as suas biografias e com isso eles nos ensinaram bastante vamos lembrar que foi escutando as histéricas que o floyd é entender o seu funcionamento ao se inscreverem os seus funcionários seu funcionamento eles nos mostraram como vivem sua experiência sensorial como vivem sua experiência afetiva e intelectual uma levar o psicanalista francês lacaniano foi um dos que se interessou e trabalhou com esse material foi assim que ele conseguiu entender que muitos dos autistas de alto funcionamento o que hoje nos referimos como as projeções eles foram crianças que esquenta e que experimentaram o nível de fechamento observado por câmeras nas suas primeiras observações vai levar então interessou sem saber como esse caminho tinha sido construído pois o manejo do autismo de alto funcionamento com sua angústia é da maioria das vezes mais efetivo do que aquele que as crianças observadas e descritas por câmeras podem experimentar foi assim também que esse psicanalista clínico conseguiu compreender que o autismo não é uma doença o autismo refere ao funcionamento objetivo particular é assim filiada essa concepção que como psicanalista eu penso autismo e é com esse entendimento que nós vamos enfrentar perguntas sobre o sofrimento e sobre o possível tratamento do autismo quando consideramos que a teologia do autismo é complexa multicausal e multifatorial e o que o entorno a contingência compõem a sua decisão torna-se fundamental considerar nessa mesma trilha de compreensão que a hipótese biológica sobre o autismo é essa aqui é tomada como verdade pela psiquiatria contemporânea bem stream não resolve sozinha o problema do autismo desculpa o problema do autista veja eu não estou dizendo que essa hipótese não se sustenta em nenhum caso mas eu afirmo junto com muitos outros que ainda que um dia seja possível chegar a uma conclusão a respeito de uma base orgânica de todos os altistas isso não esclarece e nem determina qual será a forma que o sujeito vai responder ao que se passa em seu organismo pois nesse plano só a resposta singulares sendo essas essas respostas as que interessam ao psicanalista como todos os humanos que existimos e os que existir emos continuaremos tendo a tarefa humana de lidar com o corpo com as suas possibilidades e com seus limites para concluir digo mais uma vez que afirmar que o autismo que afirmar o autismo como funcionamentos objetivo particular é sustentar a ideia de que a condição autista não demanda cura do autismo não é isso que está em jogo nesse sentido a psicanálise não está distante da proposição ética do movimento da neuro diversidade que para fazer a discussão de ti e teológica do autismo se baseia na corpo normatividade e na produção de tipos decididos a cada época como típicos ou atípicos é por isso que eu posso afirmar é que não entramos aqui com o que seria uma disputa de mercado não estamos em nome do consultório do psicanalista ou pela aplicação de avaliações e protocolos pseudo psicanalíticos para os mais diversos espaços aproximamo-nos dessa discussão é a proposta pelo movimento da neuro diversidade como uma posição como posição ética que se funda na discussão da corpo na atividade e da qual não podemos desviar se apostamos na humanidade como diversidade diversidade de formas de vida e de modos de viver o tratamento que a incidir sobre a condição de vida do autista assim como incide sobre outras estruturas e funcionamentos eu entendo como uma rival que a condição do autista de estar no mundo pode experimentar mais ou menos autonomia pode se fazer com mais ou menos sofrimento e angústia ao analista cabe a função de sustentar com o sujeito os processos de construção dos meios através dos quais ele a sua capacidade de governar se trabalhar na direção da viabilização da vida é por fim o que justifica um tratamento apenas para aqueles que demandam algum amparo nesse processo vou dizer novamente a condição de autista não impõe de ante mão a necessidade de um tratamento clínico as biografias dos adultos autistas já demonstraram que muitas pessoas deram tratamento para a sua condição apoiadas em recursos que não são clínicos compreender a clínica do autismo a partir da leitura do funcionamento objetivo particular produz também outras consequências algumas referidas a implicação do analista no espaço público vou me explicar entendemos que o autismo funcionamento o modo possível ou humano de estar no mundo é preciso e urgente investir na regulação do espaço social de modo que o autista tenha lugar para viver com as suas possibilidades com as suas limitações e inventando o tanto de laço que é possível com o outro nesse sentido há que se recolocam importante do que estamos fazendo hoje é por esse caminho que vamos apostar na diversidade subjetiva como uma demanda para que possamos agir sobre as barreiras que compõem o contexto da decisão do destino de um sujeito o mundo que vivemos precisa de tratamento precisamos em seguir sobre as barreiras que impedem o convívio e que segregam as pessoas as diferentes formas do acontecimento humano devem ter garantido o mesmo direito de acesso e de participação lá social qualquer situação que vive a essa condição desafia o pacto civilizatório obrigada [Aplausos] obrigado de lana o que você tá deixando pra gente bastante coisa pra refletir com certeza para discutir também é eu só queria dar um aviso gente a câmara é dita casa do povo nós temos várias mesas aqui na frente bem confortáveis por sinal quem tiver lá no fundo ou em qualquer um dos lugares e quiser experimentar né o espaço vem pra frente vai que toma gosto e faz uma defesa boa do processo né mas é verdade tá ela está disponível não é não é ela não é só dos vereadores ela é nossa então quem quiser vir para a frente experimentar ficar à vontade a gente vai ouvir agora a maria isabel sá isabel né eu botei uma mulher isabel onde não tem nem marido dela só isabel desculpa gente vamos lá é ótimo é o que eu consigo ver as pessoas boa tarde ou boa tarde isso mãe também não acho que rolou assim dá pra andar pra me ver se dá pra ouvir já tá bom né é boa tarde antes de começar a minha fala eu também trouxe um texto como a ilana porque a gente vem assim em um lugar que está um pouquinho cheio de gente começa a ficar nervosa né então para não me perder para conseguir chegar até onde eu quero eu eu vou seguir esse roteiro que eu preparei mas antes de começar eu queria me apresentar pra localizada onde que eu falo com a minha experiência e mostrar qual é o recorte que eu quero apresentar para vocês então eu sou psicólogo de formação pedagoga também com experiência em escolas regulares e experiência na clínica ea minha proposta pra a discussão hoje é falar um pouco sobre a experiência de escolarização de crianças que são chamadas de autistas e aí pra isso eu quero fazer uma aproximação do campo de discussão é que a gente chama de estudos sobre deficiência e os efeitos para a educação então para começar eu queria contextualizar o que eu chamo de escolarização para mim escolarização são todos os aspectos educacionais que são de responsabilidade da escola regular ou seja quando eu falo em escolarização eu tô pensando não só em ensino e aprendizagem uma vez que a função da educação é a apresentação sistemática do patrimônio cultural da nossa sociedade para a autonomia e liberdade a escola então não é lugar só para aprender o conteúdo do vestibular pronto acabou a escola é um espaço em que a gente acolhe as crianças todas as crianças e as recebe na sociedade em que vivemos convidando as a compartilhar conosco desse lugar de cidadão é quando a gente pensa sobre a experiência de escolarização de crianças autistas a gente pensa sobre o histórico da inclusão escolar e essa proposta de pensar a inclusão escolar ela ela vem desde antes de 1994 com a decoração de salamanca é naquele momento houve o reconhecimento da necessidade de concentrar nos esforços para atender todos os alunos que até então estavam excluídos da educação básica esse princípio da inclusão escolar passou a ser internacionalmente reconhecido como alternativa para a equiparação de oportunidades para todos e para a construção de uma sociedade democrática na qual todos conquistariam sua cidadania e na qual a diversidade seria respeitada e haveria aceitação e reconhecimento político das diferenças portanto quando pensamos inclusão escolar estamos pensando que todos devem estar na escola regular e essa afirmação de que a inclusão na escola é benefício para todos que impulsiona o desenvolvimento de políticas públicas na área as políticas públicas nos apontam uma forma de oferecer oferecimento do atendimento escolar dessas crianças mas as políticas públicas não dizem como o professor deve se comportar em sala de aula e nem como os alunos devem ser a prática docente essa prática em que a gente opera constantemente com preparação e planejamento para o encontro dos alunos mas ao mesmo tempo a gente tem que estar disposto de uma surpresa porque o encontro que é pro que o encontro que a gente tem com esses estudantes a gente se prepara então enquanto nos dispomos a encontrar outros cenários à medida que a gente se depara com os alunos outros estudantes outras condições subjetivas outras outros interesses outras necessidades essa é a ética da educação saber em que lugar se quer chegar construir formas para se chegar lá e ao mesmo tempo assumir a leitura do contexto concreto da sala de aula de garantir que o sujeito ali presentes possam reconstruir e ressignificar tantos caminhos quanto os objetivos entretanto é comum observarmos fraturas nesse acordo quando um professor se encontra com o aluno apresentado a partir do seu diagnóstico clínico a suposição é de que porque aquele aluno tem um determinado diagnóstico ele parecia o professor precisa se preparar muito mais é com muita especializações informações sobre diagnósticos para poder entender o que é aquele aluno é e sempre com a perspectiva de que aquele aluno ainda não está pronto para estar na escola mas quem são as crianças que a gente acha que não está pronto para sair na escola são as crianças que não estão moralizados são as crianças que não sentam o tempo todo são as crianças que aprendem de formas diferentes das que tradicionalmente com convencionamos ensinando a escola e quem são essas crianças que nomes que a gente dá pra luz espaços que construímos pra elas e com elas a gente sabe que tradicionalmente o espaço que foi relegado as crianças consideradas anormais era o da educação especial ou de educação nenhuma então vamos lembrar que em documentos da década de 70 da organização das nações unidas que eu estou recuperando aqui um dos 71 que a declaração dos direitos das pessoas mentalmente retardadas e de 75 a declaração dos direitos das pessoas deficientes em um dizia se que haveria a necessidade de proteger os direitos dos físico e mentalmente desfavorecidos e de assegurar seu bem estar e sua reabilitação no outro dizia se que a pessoa com deficiência seria uma pessoa incapaz de assegurar por si mesma total ou parcialmente as necessidades de uma vida individual social normal em decorrência de uma deficiência congênita ou não em suas capacidades físicas ou mentais com esses dois textos a gente tem uma compreensão de que em todas as pessoas são capazes capazes de estar nos mesmos espaços que a gente ou seja a uma persistente ideia de que certas pessoas têm um limite que é individualizado e objetivado em seu corpo ou na sua mente por isso surge a expressão necessidades especiais nessa concepção caberia aos estados garante o direito dessas pessoas poderem aí uma citação desfrutar de uma vida decente tão normal e plena quanto possível quem que diz o que é possível no caso das pessoas mentalmente retardadas conforme o texto sugeria esses direitos poderiam inclusive serem restritos caso fosse julgado que a pessoa não era capaz de exercer sua liberdade que estou trazendo assistências da década de 70 porque a gente está vivendo um contexto em que a eminência de que essas pessoas sejam de novo impedidas de frequentar a escola é tá pra acontecer a qualquer momento estou recuperando da onde que isso ganhe mas a gente tem uma mudança importante como paradigma da inclusão e com o estabelecimento da convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência em 2006 que eu lembro é radicado aqui no brasil com status de emenda constitucional em 2009 é desde esse paradigma a gente reconhece a pessoa com deficiência e eu estou trazendo o autismo para dentro desse campo de discussão como sujeito de direitos nomeados como aqueles que têm impedimentos de longo prazo na natureza física mental intelectual ou sensorial os quais em interação com diferentes mas barreiras podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas esse é o modelo social de deficiência é uma virada da antiga posição de pessoas que eram incapazes e que só poderiam viver uma vida normal à medida do possível para uma compreensão de que todas as pessoas devem fazer parte da sociedade a partir da concepção de que os direitos humanos são para todos é parece pouco pouco falando assim mas não é é como a irlanda disse a virada que permite que a gente olhe para o autismo como uma forma de nomear os e no mundo um acontecimento da experiência humana e não mais um déficit algo que falta isso porque como nos lembra na ilha diz mello o fenômeno da deficiência como um processo que não se encerra no corpo mas na produção social e cultural que definir determinadas variações corporais e eu diria também subjetivas como inferiores incompletas ou passíveis de reparação reabilitação quando situadas em relação à corpo normatividade isso aos padrões hegemônicos funcionais corporais e o que é funcional na nossa sociedade funcional é aquela criança que se senta na cadeira em uma sala de aula se organiza um espaço alinhado em fileiras escuta a professora realiza trabalhos é a criança produtiva mas que também não extrapola as linhas da expectativa dos adultos é a criança máquina para a frase ano roudinesco um indivíduo vinculado identificada uma massa ao mesmo tempo anônimo que deve ser produtivo e evitar conflitos e sofrimentos como estratégia de normalização mas e se esse indivíduo se afastar daquilo que ele deveria ser bom aí ele vai pra terapia esse lugar onde a gente normaliza os comportamentos de estudantes vejam normalizar comportamento de estudantes não é o mesmo que cuidar do sofrimento de alguém que é justamente os apontamentos que ainda trouxe pra gente normalizar o comportamento é o que eu sorri chamava de reduzir o indivíduo as suas performances como uma máquina programando nessa perspectiva os indivíduos são vistos como um corpo objectivamente controlados por regulações no geral biológicas esses comportamentos vistos como desordens mentais passaram a ser eira e hierarquizados pela medicina em categorias patológicas em um método que se assemelha a classificação em classe gênero é espécie como é característica da biologia esses critérios e teológicos anatômicos sintomatológico evolutivos a psiquiatria procurou estabelecer um modelo objetivo positivo de avaliação e classificação diagnóstico é o que a gente discute sobre o estabelecimento do do manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais dsm então com essa justificativa de que a gente é teria um léxico neutro uma linguagem comum a gente passa a falar sobre transtorno distúrbio e nessa leva em espectro do autismo é por isso que de acordo com branco está em o método do modelo biomédico é na realidade um modelo jurídico em que a gente julga os comportamentos e há sempre um responsável pelo julgamento da patologia que no caso a quem faz o diagnóstico é e que vai escrever e decide e impor uma prescrição de tratamento para que essa pessoa possa é se normalizar e fazer parte da sociedade dentro dessa perspectiva se trabalha para suprimir os comportamentos indesejados e quais seriam os comportamentos indesejados nenhuma criança autista essa supressão ela pode ser pela via medicamentosa mas ela também pode ser pela via comportamental do controle daquilo que a criança vai manifestar e pode vir pela via do treinamento do outro lado existe a proposta que a irlanda trouxe de ouvir o sujeito é entender a sua relação com num encontro com agentes sua posição no discurso ea forma como ele efetuou las na sociedade é nessa é nessa perspectiva existe a possibilidade de se encontrar e se encontrar com a pessoa ressignifica e aprendendo quando a gente não deseja eliminar o que é visto como negativo que é visto como doença a gente dá espaço para que esse sujeito a pagar isso então como a irlanda disse também o autismo ele não é uma doença o autismo ele é um funcionamento objetivo particular e qual é o efeito disso de de nomear uma experiência subjetiva como um distúrbio de neurodesenvolvimento no desenvolvimento do cérebro a autora quebra em wii com 11 fala ela conta no livro tem autismo é que entendeu o autismo a partir do modelo de déficit daquilo que falta leva a demandar mais pesquisa biológica mais tratamento clínico e cura do outro lado entender como um jeito diferente de ser faz com que entendamos o autismo como um grupo minoritário organizado em torno de uma boa identificação da diez por isso segregado imaginar alisados como - humano é por isso que querem recusa a ideia de que o autismo roubou seu filho ou de que ele está preso dentro de um mundo autístico fora do contato com os outros e sozinho ela nos convida a entender o autismo como uma construção como uma parte da história uma forma de narrar a experiência comportamento à personalidade desses sujeitos que reduzem o que o sujeito a uma descrição limitando as perguntas que são feitas sobre ele restringindo a sua possibilidade de dizer sobre esse por exemplo quando uma criança em fileira carrinhos é isso é entendido como um traço do autismo e não como interesse particular então vamos voltar pra educação a partir da política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva o público que aqui a gente está chamando de crianças autistas é escrito dentro de um grupo de transtornos globais do desenvolvimento eles são considerados aí eu cito um trecho da política aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação um repertório de interesses e atividades restrito estereotipado e repetitivo que a gente diz que é repetitivo estereotipado no comportamento daqui ansa como é que a gente nomeia isso que a gente observa dessas crianças se a gente considerar que o autismo não é um problema do sujeito mas sim que o problema do sujeito são as barreiras que impedem sua participação social a gente volta a nossa intervenção das formas de opressão que essas crianças vivem na escola e em outros lutar locais por onde ela circulam e o que a escola pode oferecer para ir para esses alunos o que podem estes alunos conquistar com a experiência de escolarização bom do lado da escola cabe pensar a organização a partir do projeto político pedagógico ppp que se define a identidade da escola se indica caminhos para ensinar com qualidade a todos ea cada um dos estudantes ele deve identificar reconhecer quem é a comunidade escolar a quem a escola estará atendendo e funciona de ferramentas de planejamento de ações concretas se a escola identifica então que no seu público fazem parte crianças nesse grupo minoritário diagnosticadas como autistas é dever da organizar a oferta de atendimento a esses alunos através de um plano de atendimento educacional e especializando esse plano leva em consideração as particularidades pedagógicas nesse aluno e pensa estratégia de atendimento dentro das modalidades coerentes com a organização escolar e não de tratamento no atendimento educacional especializado a criança também encontra um serviço de apoio voltado a eliminar as barreiras que possam obstruir o processo de escolarização dos estudantes o avaí não é reforço escolar ele deve integrar a proposta pedagógica da escola envolver a participação da família para garantir pleno acesso e participação dos estudantes e atender às necessidades específicas dessas pessoas à medida da necessidade não é porque a pessoa tem um determinado diagnóstico que ela vai sempre precisa da mesma coisa esse atendimento prevê a criação de redes intersetoriais de apoio à inclusão escolar envolvendo a participação da família nas áreas de educação saúde assistência social outros espaços por onde essa criança circula para a formação dos profissionais da escola pro só para garantia de acesso aos serviços e recursos específicos que as crianças podem vir a precisar bem como a inserção profissional dos estudantes ao final da escola então queria finalizar a pensar que a proposta de pensar a escolarização é isso não é pensar nas necessidades clínicas não é pensar a descrição de sintomas é pensar quem são esses estudantes como é que eles estão na escola que eles gostam com que eles se interessam como eles aprendem é a escola não é tratamento ela pode ter efeitos na vida desse sujeito é mais da minha própria experiência da experiência dos professores com quem eu convivi e pesquiso a gente entende que essas mudanças pelas quais as crianças passam muito também por conviverem na diferença com outras crianças da mesma idade ou em grupos mistos ela marca é independente da intenção terapêutico a história nos mostra que o impulso à segregação e suas instituições especializadas não significa necessariamente uma evolução no quadro clínico da criança muito menos na sua aprendizagem até porque esses espaços no geral não oferecem a educação a educação é sempre em segundo plano a medida que a pessoa a se mostra capaz de aprender então eu queria ressaltar de novo que existe em curso uma proposta de alteração da política de educação especial que elimina a perspectiva em de inclusão retorna às salas especiais e as escolas especiais e retira da possibilidade de participação e da dessas crianças que são identificadas como crianças autistas do convívio da dinâ diferença na escola pra todos é tão quem vai dizer quem vai estar dentro e quem está fora da escola e como é que a gente vai aceitar que as crianças que recebem determinado diagnóstico vão ser postas para fora por quê já se sabe o que elas são capazes de desenvolver quem é que vai garantir que elas são capazes de fazer é fundamental reconhecer o significado da inclusão para que as pessoas com diagnóstico de autismo tenham assegurado seu direito a participação nos ambientes comuns de aprendizagem construindo as possibilidades de inserção no mundo do trabalho está na escola regular com todos pode ser uma experiência com altos e baixos mas essencialmente a experiência que nos garantirá uma preocupação com o acolhimento dessas crianças na sociedade com um olhar para seu lugar e para a sua representação social é isso a gente vai ouvir agora o moreira acho que está boa tarde queria agradecer o convite está aqui o convite de patologias a principalmente a rosângela que me convidou nessa mesa agradecer as falas que vieram antes de mim me facilitar e complicaram bastante aqui eu decidi assim bom eu trabalho com crianças autistas há bastante tempo numa época que ela nem era chamada de autistas né se a gente considerar como é feito hoje passei eu trabalhei numa instituição como um serviço da prefeitura que atende a crianças com problemas graves no diagnóstico era problemas graves e esse e acompanha esse processo de montagem do sistema daqui de campinas do modo de atendimento das crianças com problemas graves depois disso fui trabalhar numa pai que eu tô hoje mais perto é foi trabalhar numa pai que é um sistema bem diferente do que eu tinha antes e também ajudei aqui em campinas aaac montar um novo capítulo na região noroeste de campinas foi uma experiência já num tempo bem diferente modo bem diferente do que eu tinha vivido anteriormente eu decidi não fazer um texto meu medo é perfeita provocado pelas falas e fazer um pouco da minha experiência a com vocês por alguns motivos né é eu acho que a gente tem é uma uma realidade bastante complicada complexa e diversa na nossa cidade nossa região do nosso país né e eu gostaria de falar um pouco dessa dá a partir dessa dessa linda né com esse atendimento só psiquiatra infantil é tem uma formação em psicanálise e atualmente o trabalho é uma instituição que me contrata como psiquiatra infantil não deixe de ter atravessado pela minha formação o tempo todo né e quando ouvia falar das minhas colegas eu fiquei lembrando das crianças que aqui passam por mim nessa instituição é um ambulatório também de diagnósticos né atende várias cidades e tem muitas implicações assim o conceito que se tem o que se pensa sobre a as crianças com problemas ea isso em esse embate com a estrutura que a gente tem de atendimento com disponibilidade que a gente tem de atendimento com a escassez né a região que é o que atualmente eu recebo as crianças é na periferia de de são paulo é são as cidades de fazenda paulista francisco morato franco da rocha itupeva neckel mas é um cinturão 1 e no entorno de são paulo então eu queria falar um pouco a partir dessa minha tocada pelas questões que essa clínica mimi produtos a quando eu comecei até o atendimento autismo é um diagnóstico bastante raro em torno de 10 mil para 1 10 mil que é uma criança em 10.000 né e a gente tem e é bom só para fazer um passo rápido hoje a gente tem em torno de 69 para um então essa diferença estatística na mostra pra vocês é o que a gente está vivendo né a gente teve a discrição na década de 40 na mesma época que a sua inscrição vem ao mesmo tempo em que disse que acreditava se constituindo como uma área de de estudo ante de clínica ao mesmo tempo que a psicanálise infantil também estava se constituindo e e o autismo é nesse momento ele ele foi ele estava ele foi criado dentro de um contexto e as especialidades elas usar é os que serviam de se decide agnóstico para poder se sustentar como uma especialidade então isso sempre aconteceu né dentro da história do do autismo e depois a gente teve assim é a gente é dessa época coisas que as pessoas trazem até hoje que já está bastante modificado e atravessado mas as pessoas continuam repetindo nas questões do do cano da magneti marelli do bruno bateu raimi que naquela época é passar uma no primeiro momento entenderam como a a relação da tua mãe a questão da causa do autismo embora teoricamente essa seja uma coisa bastante superada essa contabilização mas isso ainda retorna como uma resistência à ao trabalho e compromete muitas vezes há a aposta na subjetividade depois pulando um pouquinho a gente teve as histórias dos 10 cm e ótimo foi colocado no dsm é no 10 m3 era um diagnóstico bastante restrito ainda né e depois de cidadã em edson ainda essa inclusão de tv sm4 sm5 que vieram ampliando bastante os meus critérios né eu acho que antigamente a gente fazia o diagnóstico da ponta do iceberg que era das crianças mais graves das crianças mais difíceis e de repente passou a fazer o diagnóstico iceberg atualmente está fazendo um diagnóstico dos peixes que estão em volta do dsb bank num o complicado da dsm é que eles fizeram como já foi dito aqui uma aposta no sentido de criar critérios que fossem um é ele é que tivessem assim uma confiabilidade que uma pessoa quando dissesse um nome de uma monografia tivesse a possibilidade de comunicar o que ela tava pensando para uma outra né então kean critérios estáveis que eram possíveis das pessoas usar simplificados na que facilitou neste momento há há há o uso dos critérios para pesquisa comunicação dos serviços e você pode estabelecer pesquisas que tivessem grupos de de trabalho de grupos controles e populações é estabelecidas mais clássica claramente não havia também acho que nessa época uma aposta de construir um modo de diagnosticá que fosse a teóricos na que é uma aposta que hoje a gente sabe que fala que é falida porque isso não é possível é de 9 uma teoria por trás mas acontece que isso lançou uma porção de diagnósticos que passarão a funcionar de com uma como uma coisa em si são foram diagnósticos que que passaram a assim é inicialmente não eram entendidos como doença no chamado de transtorno são chamados de transtorno porque não têm base é fisiopatológico a psico patológica para sustentar isso né mas as pessoas no uso disso é o ultrapassaria esse limite e tomar um uso esses diagnóstico como se fosse uma doença se fala transtorno mas estou com uma doença como sítios como se houvesse por trás disso há alguma explicação é fisiopatológico alguma consistência é biológica né é que desce é um marcador biológico né e é isso passou a se a facilitou de uma certa maneira os clínicos facilitou para que as pessoas pudessem fazer o diagnóstico mostrou se bastante complicação na na sua ex vamos ver se na sua validade né porque o diagnóstico se tornaram independentes da psicopatologia você poderia simplesmente criar um grupo de sintomas e e e assim estaria criando uma nova nova grafia né então houve uma objetificação uma objetificação é do diagnóstico reducionismo a simplificação né isso facilitou que as pessoas que não é são especialistas pudessem também ter acesso a esse diagnóstico porque ele ficou alto explicável né hoje você hoje você é um diagnóstico quer você quando quando eu comecei a gente não ia conversar com os pediatras na rede pública fazer é um tipo de deformação e ninguém tinha ouvido falar de autismo ninguém tinha ouvido falar de psicose que não teme que a gente usava naquela época nós os pediatras não tinha ideia nenhuma diz hoje se você descer do prédio conversar com o porteiro sobre autismo você vai conseguir é porque ele vai saber falar alguma coisa sobre isso já a divulgação que a gente tem hoje hoje falar de uma de um transtorno é de uma de uma maneira comum as pessoas entendem como se fosse uma pneumonia uma gastrite alguma coisa nesse sentido ela supõe que por trás daquilo existe algum tipo de explicação embora não exista né é essa essa os 10 ienes eles vieram com uma aposta de que no futuro talvez se pudesse encontrar explicação biológica para todas as patologias e todos os transtornos né e a gente está vivendo uma crise porque praticamente nada se conseguiu nesse sentido nenhum transtorno nenhum é transtorno psiquiátrico tem hoje algum marcador biológico e é só que é o discurso à maneira como as coisas foram colocadas à forma como as coisas são construídas escritas há como se é dentro de um discurso biology sandy então quando você lê algo antigo você tem sempre a sensação de que existe uma uma explicação biológica mas o tempo verbal é sempre seria poderia ser parece que na então você nunca tenha ali num é a uma explicação algo que dê consistência a essa aposta de que a gente conseguiria uma explicação biológica para os transtornos não é é a gente teve alguns ganhos com isso acho que foram feitas muitas pesquisas a gente descobriu o bastante coisa sobre o funcionamento sobre o cérebro principalmente onde o dinheiro foi mais é investido né mas o que isso resultou pra mim pra vocês pra vocês que estão na escola para quem está na clínica por enquanto é nada né a gente tem alguns critérios a gente tem é uma maneira de fazer um diagnóstico que a estabelecida mas na verdade na clínica pra você a criança lá e você tem que olhar essa criança ea partir da sua concepção a gente não tem nenhum marcador biológico tem nenhum exame e nem nem sequer nenhum tratamento é biológico fome zero pra esse tipo de de dificuldade por exemplo como o autismo né não sei se a gente vai ter eu acho que e tem coisas que talvez até é a aposta vez que a gente perca então essa aposta ainda vigente mas ela tá vamos dizer assim é numa sendo bastante questionada não só pelas pessoas que estão fora do contexto médico mas também pelos próprios sic atletas e pelos próprios psiquiatras americanos as instituições que funcionam que com produzem né essa classificação como dsm que o que influencia bastante a nossa prática clínica hoje embora a gente usa é na verdade é como o código dsm 10 aliás o cid 10 a crise é tão grande que a o instituto nacional de doenças mentais americano que contém o dinheiro reservado para distribuir para as pesquisas não é é atualmente se recusa a usar o dsm como o critério pra pra essas pesquisas não é pra vocês verem que a coisa não está tão tão simples eu vejo uma dificuldade muito grande na minha prática aqui as pessoas não têm críticas sobre isso então quando ela procura no google quando elas procuram se informar mas encontra essas informações disponíveis sem crítica e fazem uso disso é na vida de trabalho com as escolas os pais né que procuram essas informações fazem uso sem crítica nenhuma como se houvesse uma uma entidade é biológica estabelecido ali o que é complicado nessa nessa situação a que o na nossa prática se você não produz um diagnóstico se você não faz uso desse nome é você impede a criança de ter acesso a muitos recursos né acho que a dificuldade é essa então é na verdade esse diagnóstico serve principalmente para poder abrir portas para poder criar condições para que as crianças tenham acesso aos recursos né e mas quando você faz isso você coloca você sustenta todo esse arcabouço que é constituído a partir da atualização a partir da maneira como é construído o diagnósticos psiquiátricos na nossas classificações pra vocês terem uma idéia a 5 10m 1 tinha no total de doenças mentais nos 106 doenças estabelecidas no 10 m2 era 182 doença estabelecidas no dsm 3 265 o dsm quatro foram 292 e agora no atual décima em 5 a gente tem mais de 300 doenças estabelecidas se você juntar isso com aquela ideia que eu aqueles números eu coloquei pra vocês que antes eram 25 mil para 11 a aal critério pra a a estatística para a prevalência do autismo depois assoprar 10 mil para 1 e atualmente é em torno de 60 crianças para uma considerada autista o que contribui bastante pra que só aconteça é o fato de que se você nos estados unidos se você não é um diagnóstico você a o seguro de saúde não cobre a abordagem ao tratamento para aquela criança no brasil isso acontece de uma maneira um pouco diferente mas também você não produz um diagnóstico até pouco tempo atrás era obrigatório você dá um diagnóstico para poder por exemplo fazer com que a criança na escola tivesse recursos é extra como um professor auxiliar se você não põe diagnóstico será o diagnósticos e nega essa criança é esse recurso e quando você dá o diagnóstico você é produzido nas pessoas que estão nesse entorno é é aqui é esse efeito de concepção sobre aquela criança nasceu aqui os como se a criança tivesse é um diagnóstico estabelecido uma cara com uma característica uma dificuldade uma deficiência é no cérebro dela nos neurotransmissores dela e isso é queria ali naquela criança uma condição é diferente e aí todo tipo de suposição acaba sendo feito a partir daí essa impossibilidade que a gente tem hoje de poder trabalhar essa impossibilidade de que você tem hoje de alcançar o lugar aonde você quer chegar a esse diagnóstico seu produzir um diagnóstico o médico passa um relatório eu não tenho possibilidade de produzir nenhum tipo de explicação da pessoa que vai receber esse diagnóstico então se eu nego esse diagnóstico seu recusa já que não acho que seja alguma maneira eu evito é esse diagnóstico eu acabo é evitando que essa criança tem acesso por exemplo à a a um professor especial a fonoaudiologia é a psicologia né então é esse isso é o que eu acho que no momento é o mais difícil na prática que a gente tem essa discussão que a gente está tendo hoje aqui pra mim é é bastante cara nesse sentido né as pessoas poderão olhar de maneira um pouco mais crítico é o que a gente está vivendo hoje essa expansão do diagnóstico de autismo e como que isso impacta na vida das crianças que se por acaso recebem esse tipo de diagnóstico eu não diria nem que recebe o diagnóstico acho que como esse impacto na vida das crianças que ficam sobre essa suspeita é eu acho que essa suspeita ela é maior do que a estatística que eu tô passando pra vocês então eu entendo que hoje toda criança quando nasci ela tem que provar que ela não é autista se você a criança dar três pulinhos a mais ela é autista se ela anda na ponta dos pés como disse aqui o nosso vereador toninho ela é sustentar suspeita de autismo se ela ela gira um pouquinho e levanta as mãos ela já né então é eu acho que esse efeito ele é tão é é statham expandido que eu acho que ele afeta todas as crianças a gente não precisa quando a gente fala de autismo hoje a gente não está falando mais das crianças que recebe o diagnóstico ainda falando de todas elas né na minha experiência às crianças as crianças que chegam pra mim pra avaliação são crianças que deveriam está absolutamente fora de suspeita não é mais como alguém leu ou dirceu apontou essas crianças são colocadas para uma avaliação e essa avaliação ela não é inócua você pode até chegar no final dessa avaliação aaa a construir a união não chegar a um diagnóstico nesse sentido mas essa criança passou por esse efeito essa família passou por esse efeito é então eu acho que é a dificuldade maior que eu vejo hoje é como que é isso está difundido na população em geral como que as crianças estão sendo olhada a partir desse ponto de vista as crianças estão sendo olhados parte a partir dos critérios diagnósticos do dsm dos de sms houve a alila falando né isabel eu vejo essas crianças que têm condição dias de poder se posicionar e colocar nem de se sustentar dentro as vezes de um ambiente com alguma ajuda e talvez essas crianças não precisem de tratamentos possam ser escutadas é preciso de um lugar e é preciso que a gente construísse lugar pra ela junto com com a contribuição dela o trabalho também com crianças muito muito graves a gente tem crianças com total isolamento com automutilação que a gente não segura o braço vai ganhar um hematoma se a gente não não tentar ajudá las se colocam em risco de de graves ferimentos né não só nelas como nas pessoas que estão no entorno é uma situação de muitos são não são poucas as crianças situações de muito sofrimento né e a gente fala de autismo a gente fala desde um paciente que eu tenho por exemplo fazendo curso de psicologia né que tinha o diagnóstico de autismo e eu tenho uma criança em casa é totalmente é [Música] afetada por uma condição sem poder ficar um minuto sem o cuidado de um terceiro na gente tem esses extremos dentro desse critério que foi constituído hoje as duas crianças fazem parte do mesmo diagnóstico então a gente tem que ter um pensar um pouco que que é isso que está se fazendo é a gente não pode deixar de pensar para que serve essa expansão não eu acho que essa expansão do diagnóstico ela permite como já foi colocado pela irlanda assim que isso é virem um produto é o sofrimento das crianças viram um produto de mercado é mercado do tratamento ao mercado dos diagnósticos é é por trás disso tem uma uma disputa de poder em relação ao conceito né aqui teoria embasa isso ea gente não pode deixar de pensar o quanto isso serviu pra expansão da medicalização da medicamentação as coisas e nem da medicalização e da da venda de medicamentos na a quantidade de medicado de crianças medicados hoje é um enorme é muito grande e não só em questão óbvia do autismo mas das outras patologias também que estão colocadas dentro do dsm a indústria ganhou muito é dinheiro com isso vamos lá espanha gil todas as medicações que são usadas para adultos foram validados de algum problema de alguma forma traz para as crianças né então e hoje a gente já tem uma coisa assim que é bastante claro que primeiro a gente tem remédio depois e se inventa o diagnóstico para aquele remédio é isso já é um mercado tão ferozes e tão agressivo que a gente pode posso citar alguns o diagnóstico por exemplo de é transtorno bipolar em criança da maneira como está colocada agora né imediatamente você já tem os anticonvulsivantes pra poder tratar essas crianças né então a gente tem hoje a gente demorava tanto tempo antes que a gente conseguir uma medicação que pudesse ajudar uma patologia e hoje a gente já tem isso prontamente né fora essa questão da própria da indústria tem as modas né por exemplo uma hippie o uso de vitaminas em crianças com autismo ou outra substância da quantidade de vitamina que se vende naquele momento em que circula a notícia de que aquilo poderia ajudar a enorme a gente tem uma quantidade essas crianças os pais dessas crianças são pais buscando desesperadamente algum tipo de ajuda né e qualquer idéia que passa por eles de que poderia ajudar a criança eles aderem prontamente sem crítica nenhuma então a cada um ano dois anos a gente vê uma moda surgindo e uma grande quantidade de substância de medicamentos sendo utilizado e depois de algum tempo em falar olha não é bem assim é essas medicações não não trazem benefício que prometeram e mais nisso a a bolsa já subiu o valor dessa dessas empresas né o diagnóstico ele no meu ponto de vista hoje mais atrapalha a criança do que ajuda não é isso pra mim está muito claro ele ajuda na medida que ele pode abrir algumas portas facilitar algumas coisas no sentido dos recursos que a criança pode ter mas o diagnóstico produz um efeito da objetificação na criança enorme e não só da criança mas é no entorno da criança então os pais os avós os irmãos a vizinhança escola passa a olhar aquela criança com um se soubesse quem ela é como se eu pudesse decifrá la como se entendesse o que ela o o os maneirismos assistir o tips que ela que ela apresenta e qualquer coisa que será que ela fizesse a arrotar vai ser porque ela é autista então ela passa a ser compreendida totalmente dentro de um critério né no lado dos pais eu acho isso uma situação que é bastante difícil que eles passam a entender e procurar essa criança os signos dessa patologia então eles param de muitas vezes de exercer a função disso é de subjetivação dessa criança e passam a tentar categorizar comprovasse aquela patologia existe ou não do lado dessa dessa criança é esse sim você imagina o que é por exemplo você está sentado numa numa escrivaninha e você ouve falar por exemplo que vai ter na sua empresa de emissão e então naquele dia o chefe padre fica olhando pra você é assim você vai estar sob o efeito de um olhar que vai fazer você você produzir todo tipo de sintoma garanto que você vai transpirar vai ter a ansiedade vai ter um bom time e um banheiro num monte de vezes porque você está sob efeito de um olhar e essas crianças quando estão sob suspeita ela ficam sob o efeito de se olhar de se olhar diagnosticam ante vamos dizer o tempo todo o que o que assim é produz um efeito de empobrecer enormemente a possibilidade é aquela que nada tinha de usar os recursos no entorno dela na realidade que a gente tenha que as crianças elas ficam sob suspeita a partir daí principalmente na escola né são as crianças geralmente não mas agora até mais cedo elas ficam sobre é essa suspeita e o processo de avaliação a criança conseguir a possibilidade de algum lugar para avaliar é muito demorado então eu diria assim a seção seis meses um ano por exemplo eu encaminho uma criança com uma possibilidade de diagnóstico pra retornar para a cidade dela patente atendimento ela voltou um ano depois com a promessa de que no ano seguinte ela é ter um fonoaudiólogo a cada 15 dias então assim pra que serve o diagnóstico pressa criança não é assim eu estava dizendo que vocês acham que este ano não só atrapalhou não é só produziu uma dificuldade muito grande para os pais medo angústia muito grande a olhar para essa criança e não a criou nenhuma possibilidade nova essa realidade é bastante comum na no nosso país a gente está nos grandes centros neodi é assim essa vivência em campinas as crianças acabam conseguindo de alguma maneira algum tipo de atendimento mas quando a gente se afasta um pouquinho a gente já não têm essa facilidade e aí o que fica é a gente não tem profissionais formados para fazer isso é as pessoas que acabam fazendo isso acaba servindo dessas fontes que o google principalmente e isso produz um tipo de atendimento que traz mais impasses para as crianças o que facilita bom é sem contar a a a facilidade que ficou então fazer o diagnóstico a partir dessa simplificação dos 10 ienes né não é necessário um psiquiatra fazer o diagnóstico nem tempo se que até infantil suficiente para fazer esse diagnóstico esse diagnóstico feitos por neurologistas pediatras na a maioria das vezes efeito de uma maneira bastante é apressada às vezes a gente vê que é muito comum receber crianças que foi o diagnóstico foi feito em uma consulta com um neurologista por exemplo ou que ele criou essa possibilidade encaminhou para uma avaliação quando aconteceu dois anos depois você vai entender essa criança é isso que é que na maioria das vezes a acontece aí é uma realidade bastante difícil a gente pode pensar que maneira como a gente vai fazer para poder é modificar isso né o que eu entendo na minha prática se como despatologização né eu acho que não conseguiria chegar ao ponto de dizer a gente pode poderia considerar os autistas é é comum é não nos referindo a uma patologia mas é com certeza a gente tem muitas crianças que não precisariam desse diagnóstico para ter algum tipo de ajuda e na maioria das vezes que é o diagnóstico é utilizado e mais atrapalha do que ajuda como eu coloquei pra vocês o que eu na minha prática é tentou produzir é poder fazer com que essa criança possa ser vista o que se busca nessa criança coisas para além da questão do dodô dos critérios diagnósticos dos mandos marcado desses e é itens que são colocados nessas listas de diagnósticos então é parece pouco parece que estou dizendo uma coisa muito simples mas é a sustentar para os pais que essa criança tem uma porção de outras características que a gente não precisa juntar daquela forma é uma coisa bastante demorada ea gente é precisa tá é disponível para poder receber e poder construir com esses pais principalmente os cuidadores em geral uma outra maneira de entender aquela criança não tão reducionista eu acho que há a gente conseguir que a escola embora a gente tem algumas situações na cidade eu acho que são diferentes umas das outras é a realidade da questão da realidade em relação à inclusão na na cidade onde eu trabalho a inclusão é ela é muito rara e quando ela é feita de uma maneira é muito torcida né coloca a criança em situação muito difícil mas a gente poderia é apresentar pra esses pais para esses professores é uma outra forma possível de chegar à aquela criança bom acho que era isso que eu tinha pra falar pra vocês eu agradeço [Aplausos] bom agora a gente está aberto para as perguntas para os questionamentos que vai fazer com você boa tarde é a fala de vocês mas a gente nem fica refletindo muitas coisas você pode identificar porque a gente tá eu sou valesca eu sou terapeuta ocupacional eu trabalho num centro de reabilitação infantil em rio claro que é uma princesa vitória antigamente era uma demanda muito da paralisia cerebral hoje praticamente 70% do nosso público são crianças com autismo e com relação à a pensar nas coisas que vocês falaram principalmente com relação ao diagnóstico né a gente fala muito de prevenção né e com relação aos atrasos do desenvolvimento então criam os protocolos até para se identificar o autismo na infância e eu acho que isso tem muita consequência também no número de crianças que a gente p ii e no entanto o diagnóstico que nem o doutor falou sem vencer aqui é essas crianças precisavam mesmo desse diagnóstico eu queria né é é tentar junto com vocês né é qual é a linha temo entre essa questão entre esse cuidado do diagnóstico e e da prevenção que é que precisa ter prevenção essas questões também é eu acho que a gente podia fazer uma rodada de três perguntas caso nós aconteçam e aí a gente junta para responder acho que fica mais tranqüilo a aheta a ácida que é um adendo aqui vamos ver eu vou fazer um adendo na sua pergunta se você me permite que é prevenir o que é por que e para quê e pra quem já começa a responder que o povo demora pra assinam na secretaria todas essas coisas que a gente ouviu né sou psicóloga e me conforta muita fala de vocês porque às vezes a gente também se coloca numa situação de que tem que dar conta de tudo né e o que é esse tudo né na verdade nem é uma pergunta é mais uma consideração pela fala de vocês que conforta e desconforto ao mesmo tempo porque responsabiliza mais ainda às vezes a gente nos coloca numa condição de saber e esse saber às vezes ele pode ser um tanto quanto equivocado então é acho que é mais essa questão de considerar a mesma fala de vocês obrigada boa tarde meu nome é tio sou professor aqui na rede também sou psicóloga vim assim ouvindo vocês principalmente na última fala do doutor essa preocupação com esse diagnóstico que é uma preocupação que a gente também tem e acaba encontrando nas escolas naildo aula aqui já há quase 20 anos e eu encontro muito muito isso tem aluna minha sala anos com esse diagnóstico e ainda coloquei quando o doutor coloca a segurança na ponta dos pés se a criança fizer tal coisa criança fizer o movimento eu também tenho criança que tanto os ouvidos que também a gente fala olha lá o jeito dele não pode tampar os ouvidos e eu tenho vontade de estar envolvido o tempo todo aquele barulho então eu também tenho essa preocupação e é mais uma provocação mesmo que o suíço desde a universidade os meus mestres dizendo que esse diagnóstico como que é esse diagnóstico o que como é que nós vamos encaminhar essa pessoa o que ela tem ou até mesmo eu coloquei aqui sobre como que a gente vai olhar mas o olhar sensibilizado ser sensível o que ela pode fazer ela não tem condição de tal coisa porque eu vou ficar falando tal coisa acho que foi mais ou menos esse caminho que eu coloquei o professor então nem vou dizer o nome mais diziam como devemos orientar o olhar as possibilidades daquela pessoa em particular e não o que iremos minimizar não é isso que eu quero dizer e sim o como que nós vamos olhar de maneira sensível para a pessoa então essa preocupação dessa medicalização esses remédios que vem com tudo e é uma preocupação da sociedade dos pais esses pais desesperados que deixam a gente também professores desterrados porque eles vêm com muitas necessidades e às vezes brinco com os colegas na escola quando falam olha que se encaminhar precisa fazer isso e eu fico poxa precisa mas que necessidades são essas eu vejo necessidade de tantas pessoas então eu acho que esse olhar acho que a gente está é com uma falta de informação na verdade pode quem começa você não pode aqui não tem regra quem se sentiu sensibilizado primeiro pega o microfone oi eu eu agradeço as perguntas que me deu a oportunidade de voltar a discutir uma questão que acho que ficou o idosa na minha fala que é a minha sala não vai na direção de é que não se faça o diagnóstico de autismo a minha fala é o que a gente faz como o diagnóstico de autismo quer dizer diagnóstico é necessariamente diagnóstico de uma doença que quando a gente aponta a condição de uma pessoa e põe um nome nela é a gente está falando de doença é é isso que está em jogo quando a gente fala de autismo porque quando a gente pensa é que é essa é que eu posso dizer assim houve um tempo logo que eu me formei que a gente militava e militar ainda pra que é a possibilidade de que a experiência de pessoas é que têm a sua condição afetada por uma doença não fosse a uma uma condição de exclusão e foi assim que nós todos começamos a militar sob a bandeira da inclusão da inclusão de diversas possibilidades da experiência humana alguma algumas delas que a gente considerou eram patologias ou psicopatologia né hoje quase 30 anos depois de que isso começou eu perguntaria pra vocês assim é quando a gente fala em inclusão a gente está falando do que mesmo né porque nós estamos falando de que a gente nós como grupo dominante vamos dar vamos tolerar vamos construir espaços privilegiados para pessoas que não fazem parte de grupos dominantes é terem o direito graças à nossa boa vontade de participar do laço social é isso que a gente está chamando de inclusão me parece que esse é um problema importante para a gente discutir é inclusão exclui a boa vontade inclusão exclui a possibilidade do que hoje a gente entende como caridade não é é é absolutamente importante que a gente entenda de qq e acho que essa é a discussão importante entorno é da patologização da vida é de que as políticas públicas elas são é reguladoras das participações sociais da participação social e política pública serve pra isso então política pública de inclusão serve para regular espaços com equidade então que pessoas que pé que o que precisam é de de mais ou menos ajuda para participar do lar social que elas possam ter mais ou menos ajuda é para isso que serve uma política pública e que independe da boa vontade de quem faz isso chama regulação do espaço social e é nessa direção que eu aposto que a gente tem que ir então quando a gente pensa que um diagnóstico é quando a gente pensa na experiência de um diagnóstico como necessariamente ligado a uma condição de doença a gente estar discutindo fazendo essa discussão já no outro viveu nos quase 30 anos depois né de que ainda assim é preciso que a gente possa aprender com os movimentos sociais como os movimentos das pessoas autistas e de seus familiares de que eles não estão recusando o nome autismo não é essa questão dessas pessoas nenhum deles quer se dizer 'não' autista a demanda deles é que a gente entenda que autismo não é igual uma doença e nem que eles estão precisando de um favor que a gente faça para eles para participarem do lar social eles não estão precisando da nossa qualidade o que a população de pessoas com autismo à demanda da população de pessoas autistas demanda e que acho que a gente tem que escutar é por políticas públicas que produzam equidade na participação lá social de acesso à saúde e educação mas uma coisa isso não quer dizer eu não não quis dizer isso em nenhum momento da minha fala de que seja é que o tratamento seja dispensável a minha discussão é dizer autismo não é igual a dizer precisa tratar quando a gente tem uma doença a doença mesmo estas que acometem o organismo que a gente faz a gente trata a doença né então é puxa vida pessoa está doente ela não alcança o tratamento então não existe uma chama uma colagem de alta entre autismo e tratamento algumas pessoas com autismo é elas fará elas constroem a sua vida e elas conseguem se organizar e eu recomendo vivamente pra vocês as biografias dos autistas de alto rendimento sem nenhuma ajuda de tratamento muitos conseguem muitos de nós vivemos hoje sem nunca termos ido a um psicanalista um terapeuta 11 um psicólogo de qualquer natureza né isto é possível na experiência humana nem vamos lá agora quando o nosso sofrimento impede que a nossa vida antes a gente possa se governar que a gente possa é gerir a nossa o nosso corpo nossa vida aí o tratamento pode ter lugar mas este tratamento não trata é esse não é um tratamento da doença ele é um tratamento do sofrimento é isso que se pretende alcançar eu vou parar de falar porque eu imagino que a gente vai discutir mas enfim é eu queria marcar esses possam lá bom eu vou retomar só esse ponto da da biografia é interessante ouvir com é os que receberam tratamento que eles contam do tratamento que eles receberam porque ali a gente tem noção do que uma concepção com a concepção pode ser violenta neto é um sujeito para uma criança então é as crianças quando elas começam a contar que elas passaram nos tratamentos às vezes é de arrepiar é eu acho que essa questão do que você que a valesca colocou sobre prevenção não sei se dá pra gente falar de prevenção mas eu acho que a gente tem talvez a possibilidade de dizer que uma criança ela está com dificuldades e de poder oferecer cuidados o quanto antes né eu acho que às vezes as crianças precisam de recursos a mais para elas poderem alcançar o máximo da possibilidade de laço delas elas não podem ter só aquilo que elas estão tendo então a prevenção eu acho que ela vai no sentido de se poder ajudar o quanto antes isso não significa fazer o diagnóstico o quanto antes acho que a possibilidade justamente de não fazer o diagnóstico considerar que ela tem a possibilidade de ultrapassar aquela dificuldade de alguma maneira e não se enquadrar dentro de nenhum é diagnóstico eu acho essa questão do diagnóstico precoce ela tem essas duas faces ao mesmo tempo que você consegue ajudar as crianças que precisam mais rápido você coloca uma quantidade enorme de crianças sob suspeita e sobre esse olhar pathologization ti então acho que é essa questão ela até é bastante complicada não acho que a gente tem é essas duas dois caminhos complicados é importante para algumas recebeu o atendimento mais uma quantidade enorme maior ainda de crianças vai ser colocada ali sob suspeita e às vezes sobre um tipo de terapia que não é a adequada colocou a questão da gente dá conta de tudo é eu acho que é essa a gente sempre empurrado por essa impotência né que vai pessoalmente a gente tem a concepção de que vai curar o que você tem alguma coisa pra é pra fazer é que que aquela criança não têm condição de construir sozinha então acho que a gente não tem essa de potência e saber que não dá conta de tudo mesmo e isso é bom né eu acho que é importante isso eu vou aproveitar para falar um pouco aqui é colocar algumas questões assim é o que a criança tem não é o que o que eu faço com que ela tem eu acho que eu não falei muito sobre isso mas assim toda criança é um enigma né toda criança ela traz um enigma e esse enigma vai durar a vida inteira você nunca vê se uma pessoa né você vai decifrar mas os animais se refazendo na eu acho que o efeito do diagnóstico às vezes para os pais ou para as pessoas que cuidam dessa criança é com é substituir se anima com por uma deflação dentro dos critérios do diagnóstico é então essa pergunta que a criança tem ela eh eh eh eh assim é possível de ser contornado é que a criança tem você pode responder com as características dela na qualidade com as habilidades e não tanto com o que ela tem dentro dos critérios diagnósticos e essa pergunta é o que mais a gente precisa saber o que ela tem para saber o que vai fazer na escola não é isso é muito comum a gente mais tem é quando a criança aparece na escola cria um enigma néné e ela desloca a pessoa que vai cuidar dela daquela daquele conhecimento que ela tem e ela vai ter que construir um outro ela geralmente a criança é encaminhada a escola não fica com esse enigma ela encaminha espera o relatório não é isso é qualquer escola falando só de escola pública ou em escola privada e aí ela fique mobilizada até receber esse relatório não sabe o que fazer com isso enquanto na esquece que existe uma criança ali é então essa pergunta que ela tem pra mim é quando ela chega assim é terrível é porque qualquer resposta que você der responde à pergunta você não tem como escapar é isso que eu acho que é difícil então não fazer essa pergunta acho melhor nem pensar ou como ela é agora a gente tem uma gastrite mas tem uma pneumonia não fala eu sou uma pneumonia uma gastrite né eu poder dizer olha como tom irritado como o bravo mandou o primeiro que passar na minha frente eu tiver uma gastrite né olha olha como eu sou gastrite a gente não faz isso com autismo a gente faz isso a gente reduz a criança aquele critério aquele diagnóstico o paciente chegar ela só a partir daquilo e isso encerra a criança no processo porque se ela vai produzir uma coisa diferente do que não é autismo não é lido não é reconhecido não é validado pelo entorno dela então esse efeito que eu acho que o diagnóstico é mais prejudicial na maioria das vezes do que ajuda porque a criança não pode fazer mais nada ali fora do diagnóstico e qualquer coisa que ela faça é porque ela é autista ontem eu estava conversando com a irlanda sobre essa questão da nomeação é do que a gente está nomeando pensando um pouco que a gente não vai deixar de dar nome para as coisas que a gente vive a gente não vai deixar de inventar jeito de dizer sobre o que se passa com a gente é é que a gente precisa parar pra pensar com a partir de que a ética que a gente vai nomear se a partir dessa perspectiva de que o nome é ele justifica tudo que aquele sujeito faz é a gente está excluindo a possibilidade dele ser outra coisa ou de ele gostar de outra coisa ele mostrará de ser mais complexo do que aquilo que a gente está nomeando acho que essa essa ideia da prevenção ela é complicada porque a gente não previne o sujeito de dc quem ele a na então a perspectiva de pensar sobre o sofrimento é desloca essa idéia de que você precisa impedir que aqueles sujeitos se torne essa descrição de de sintomas é pra pensar no que que tá acontecendo com ele a medida do que vai acontecendo eu fiquei pensando um pouco com com o que eu vi aqui é que ao invés da gente pensar o que a criança tem é a gente poderia pensar o que está fazendo a criança sofrer é ea partir disso a gente consegue nomear de outros jeitos da mesma forma na escola quando a gente pensa por que essa criança não aprende se a gente pensa o que ela tem a gente impede que ela aprenda também né então acho que pensar um pouco por exemplo quando uma criança é uma criança que não fala manifesta é algum tipo de desconforto ela manifesta com o corpo porque é justamente têm alguma coisa na linguagem aí que impossibilita da ajudar esse contorno então que a gente oferece para essa criança pra gente poder pensar sobre isso a gente precisa fazer um tipo de diagnóstico mas o diagnóstico não significa chamar de x ou y significa poder entender aquele contexto para poder direcionar a intervenção quando o modelo a social de deficiência fala sobre a relação do sujeito com as barreiras o diagnóstico gente faz é o diagnóstico das barreiras o que está impossibilitando aquele sujeito de mostrar o que ele está sentindo de uma outra forma então é no caso da escola quando atendimento educacional especializado vai propor uma estratégia de intervenção ele vai olhar justamente para a relação da criança com a escola e com a aprendizagem a partir disso pensar porque quer que está impedindo aquela que ela esteja na escola e aproveitar aquilo que a escola pode oferecer então acho que a gente não deixa de fazer diagnóstico acho que a gente deixa de precisar antecipar o diagnóstico para poder fazer alguma coisa a gente passa aí é ressignificando é o que a imprensa vai nos mostrando à medida que ela vai estando no mundo né uma vez eu fui num num evento sobre uma das primeiras vezes que ouvi falar sobre autismo na graduação e perguntei ano em são paulo e disse que a tratar esses fazem o diagnóstico de autismo e depois depois de dez anos a criança falar sem nenhum dos comportamentos que você escreveu quando ela tinha 6 você retira o diagnóstico de autismo ela deixa de ser autista é então só colar o nome como uma etiqueta que a criança vai carregar pode ter um efeito numa organização identitária no sentido de de grupo quando se desloca do da justificativa no sentido de aí eu tô sofrendo desse jeito por por causa do meu autismo é que acho que a mesma coisa com a depressão por exemplo de que o trecho desse jeito por causa da minha depressão e não pelo que aconteceu na minha vida minha a situação em que eu me encontro acho que as pessoas que se identificam como autistas e sustentam esse nome elas estão sustentando um diagnóstico estão se sustentando um tipo de organização que luta por direitos na então é ética da nomeação é a de que acho que perspectiva que você está usando aquele nome a gente faz sentido que eu também mas é isso aí a fuga só colocando também como reflexão né que é de trabalhar num serviço de habilitação infantil eu trabalhava em escolas em araras e eu fiz o mestrado o conversando com o que você diz é a questão do diagnóstico na escola mas tem a questão de pensar as barreiras né se precisa de um diagnóstico para a criança aprender e hoje no centro de habilitação eu mergulho numa outra questão que é a questão das características das crianças aqui ela não olha não fala né então é essa diferença do olhar é eu enquanto terapeuta ocupacional na educação e na saúde né é é causa um transtorno de também de então sofrimento enquanto profissional né a a prefeitura de rio claro tem sofrido muito com a questão da judicialização dos tratamentos e é a por conta disso a gente receber u estamos sendo informados na terapia a aba estamos fazendo a formação em aba e e aí eu era muito sofrimento porque é uma questão de correção e aí eu quando eu vi esse evento o meu princípio é sair desse mundo aqui que eu que tome mergulhando que eu tô e mergulhando e houve uma fala mais no sentido da subjetividade né de olhar a criança de olhar o contexto mas como um desabafo fim também de eu acho que o que está colocando né e com pouco a minha vivência hoje que é muito é é muito é uma realidade que a gente tá quem está atendendo na área da saúde na na prática é quase impossível você poder servir de outros critérios ou dialogar com as pessoas considerando a subjetividade da criança né é muito difícil você conseguir na rede paris para poder conversar sobre isso a gente tem duas linhas de de tratamento propostas pelo estado diferentes né tem a linha de cuidados e as diretrizes não é que são uma mais no sentido da reabilitação e outra mais um sentido da reforma psiquiátrica da concepção do sujeito de uma outra de uma outra maneira é e à eu acho que é importante você está sentindo essa necessidade de poder desabafar né mas se sustentar um pouco dentro desses serviços porque eu acho que acaba tendo a possibilidade de nem todo mundo que faz a aba como eu vejo é a aba né as pessoas por completo as pessoas crianças fazem muita resistência e aí as pessoas não sabe o que fazer com as resistências então quando a gente escuta a gente tem um instrumento a mais para lidar com a existência das crianças é uma resistência que elas se colocam que elas se posicionam que você vê a marca de sujeito ali né então é isso é uma coisa importante da gente ouve a escuta ela tem um poder eu percebo muito grande assim quando a gente os pais entrou no consultório não falar com o médico de repente eu estou escutando eles quando saem da consulta a secretária foi a nossa pessoa sai não sabe nem por onde ela vai porque ela conseguiu falar coisas que ela não esperava colocar né ali sobre a criança sobre a história dela com a criança tudo isso fica suprimida com a questão de colocar a criança em critérios a história da criança prova a maneira como ela se relaciona à maneira com uma onde está colocada dentro do da dinâmica da família dentro do dos desejos né da que circulam ali na família quando a gente começa a ouvir isso produz um efeito muito grande não tem como a pessoa se reduzir talvez a esses critérios ou isso que eu acho que a despatologização a gente tem que tá o tempo a gente tem que fazer uso desses desses critérios porque senão você não consegue nenhum tipo de recurso e ao mesmo tempo a gente tem que produzir uma saída para as pessoas que estão se vendo dessa forma um pouquinho também quero falar um pouquinho eu acho que tem alguns pontos que a gente precisa lembrar que o primeiro é assim a gente só fala em inclusão porque a gente exclui a gente deveria ter simplesmente educação só precisa ser inclusiva porque somos excludentes excluímos todo aquilo que não é espelho escolhemos todos aqueles que nos incomodam que dizemos que são diferentes e que na verdade são desiguais e aí criamos barreiras e aí depois a gente precisa fazer um movimento de inclusão não acho que a gente já te claro isso que aí vêm na linha do que a irlanda falou a gente começa a ter uma outra como você precisa fazer é discutir a inclusão é uma atitude científica política e ética é isto é disso que a gente está falando do mesmo modo acho que tem uma questão que é o seguinte quando a gente fala de altistas a gente só fala em autismo porque tem neste balaio de altistas um monte de coisas não distinguidas que não sabemos ainda o que são e aí é aí o que você falou que agora o fato de ter algumas crianças que são divino num isolamento total e eu nem sei se vivem em isolamento total porque tem algo que é isto ou se foram colocadas no isolamento total vamos lembrar de crianças com síndrome de down não que muito do que se dizia de prejuízo delas é na verdade eram prejuízos colocados pelas barreiras e eu acho que a gente está falando de barreiras o tempo todo na sociedade que se funda assim na desigualdade na colocação de barreiras é e acho que na questão de autismo quando a gente entende a luta dos movimentos de autismo do mesmo modo como teve a luta do movimento gay outras lutas tá por uma é o meu direito a minha identidade e respeitem a minha identidade não quero tolerância quero respeito do mesmo modo como é o direito à loucura a quando a gente fala disso aí eu discordo vilã não é diagnóstico porque diagnóstico traz sim um rótulo de patologia não é diagnóstico é identidade acho que a gente precisa começar a eu sei que você fala do diagnóstico no outro sentido né mas na verdade o dominante de diagnóstico e de patologia então não é de identidade que a gente está defendendo é o respeito ao direito de dizerem o que deve como é que deve ser porque senão a gente acaba quando eles dizem nada sobre nós sem nós né gente vai começar a respeitar e admitir que não só - eles é que sabem e em relação o diagnóstico precoce o precoce me incomoda terrivelmente tem realmente eu preferia que o diagnóstico fosse a tempo o tempo adequado porque eu tô vendo crianças com seis meses com diagnóstico precoce e um diagnóstico eles vêem na indústria de diagnóstico precoce de prevenção e eu pergunto prevenir o que pra quem né o que se quer prevenir e de uma indústria de protocolos para o diagnóstico precoce que é uma indústria que atropelam as políticas públicas no sentido que ela falou do que seria uma política pública e que atropela por interesses financeiros do mesmo jeito e indústria farmacêutica hoje temos vivemos no brasil e no mundo a indústria de protocolos fundada num pretenso diagnóstico precoce e na prevenção prevenir prevenir a loucura previne ao homossexualismo prevenir o autismo preveniu que previne a vida né é disso que se fala porque se quer na verdade é normalizar no sentido de padronizar homogeneizar tirar a vida de cena e aí eu admito e assumo a minha intolerância une a falta de respeito com terapias comportamentais com as pessoas porque aí sim e oab é isto a um teclado que vence no discurso de cientificismo um cientificismo infundado um a ele é terrível ele tortura como tortura as pessoas que serão submetidas a ele tortura as famílias mas ganha muito dinheiro e diz que só ele a ciência então vamos ter claro que é tão falando de uma indústria violenta e trata o que adéqua faz com que fique quietinho não incomode é disso que a gente está falando a gente está falando de um manicômio moderno um manicômio pós moderno é isso né do que se você a deco a porta foi no leito de procusto e é isso que essas terapias fazem quando negam a subjetividade negam a vida é acabar com a vida acabar com o sujeito e é disso que se fala lá é não me incomode tá eu vou te tratar mas pra você ficar bem bonzinho quietinho no seu canto sem incomodar e sem dizer que você quer ter o direito de ser gente ser respeitado e dizer que você também é um ser humano para você não é humano é disso [Aplausos] desculpem se eu me empolguei mas é bom mas é difícil né a gente não se empolga até porque a valesca trouxe a questão da judicialização é quiser essa indústria que a indústria do tratamento né ela traz no dojo todas as questões das leis e da e do setor jurídico netão elas construíram o tratado por protocolo construir um tratamento e construíram saídas jurídicas para as famílias que tecnicamente não teriam direito a não é uma fala que eles fazem para que elas passassem a ter direito agora direita que direito a encaixotar né as a objetifica e não direito a ter as suas crianças e as pessoas nem porque não temos só crianças né temos muitos adultos hoje participando dos movimentos onde a singularidade do sujeito deixa de existir porque ele tem funcionado um dado modo só que a aaa um jogo de poder não é em que a gente precisa né quem não tá dentro desse jogo preciso olhar pra ele e reconhece é porque é muito fácil a gente ser cotado a gente a ajudar a divulgar né mediaticamente sim a criança tem direito sim a criança tem que ser tratada sim existem saídas jurídicas vá procurar seus direitos agora é direito que a gente está procurando de verdade a conseqüência para a criança é alguma coisa boa então a gente precisa olhar pra isso você é pra gente pedir de recurso vamos pedir de políticas públicas que cuidem de sujeito né nas diferentes políticas públicas a outra coisa que a valesca colocou a diferença entre estar numa escola e estar na saúde né eu faço o convite de que você atua do mesmo jeito né porque é a única forma da gente ser coerente com a gente mesmo né não é por que você mudou de equipamento que o seu olhar de sujeito e de mundo vai ficar diferente e aí eu só sinto te dizer que vai brigar noite ok mas assim é isso porque senão a a dor além do que você vai causar para o outro tem uma dor que está trazendo para dentro de você né ea o adoecimento diante de viver uma prática que não concorda com a nossa fé o nosso ser é doença na certa geralmente a doença de corpo mesmo né batiza né as nossas dores então meu convite é que se tente olhar pra isso e aí não só você porque você não é a única neca acho que cada um de nós aqui pode olhar para as coisas fala parece que isso não é coisa mais séria do que está acontecendo mas eu tenho que fazer só que eu tenho mesmo será que não posso obrigar será que não posso achar parceiros dentro dos meus espaços que vão me ajudar a construir essa lembra que eu falei no começo que enfrentamento e resistência são palavras que hoje já não são mais só de militância elas são prioritárias elas são palavras de vida se a gente quiser ter alguma qualidade de vida acho que a gente a gente quiser continuar vivo ok a gente passa de pergunta província fabiana sou psicanalista é eu ia perguntar uma coisa vocês acabaram adiantando pergunta na verdade né quando eu penso em autismo gente eu não penso uma questão puramente de saúde mental mas eu penso em uma questão política que é que supera a questão da saúde mental haja muitas vezes né é quando falou da prevalência a prevalência é é uma praia em determinado lugar do mundo um recorde muito específico e ela é esse considerada pelo mundo inteiro com essa permanência fosse nossa também né essa é uma questão os critérios em um mesmo lugar onde a prevalência vem né e os tratamentos vendo combo então você tem 111 prevalece o critério tratamento consiste em se comprar o pacote inteiro senão você está sendo excluído na possibilidade de cuidado né a história uma pergunta mas um pouco antecipada é eu acho que às vezes falta um pouco a gente fala de autistas adultos autistas idosos inclusive a gente fala muito de criança mas ele não fala sobre os adultos os idosos é uma pergunta que fica é o qual o sujeito que o resto dos processos terapêuticos né quando esse tratamento sanção imposta dessa maneira que enfim uma tensão com sobre um sujeito sobre o que eliminar muitas vezes a família o sofrimento da família é um sofrimento do sujeito que a gente elimina então você precisa de alguma coisa quer no campo da família no campo do sujeito que se trata existe uma questão institucional muito sério no brasil hoje em dia que é o algumas instituições particulares e até com esse combo né e assumir o avaí por exemplo como um achatamento hora estão excluídos do mercado então é uma coisa que hoje em dia é enfim a mesma coisa desculpa ou alugando muito né e também anthony os psiquiatras indicando a aba e você pergunta por que não fazem a menor idéia do que é enfrentar um sujeito via criança enfim aparece no consultório com você diz às vezes é muito rápido né eu entendi as crianças que obviamente não é assim tão enquadradas e aí você pergunta eu estou fazendo isso pros bicicletas porque a água e sabe dizer né enfim nossas colocações que eu queria fazer algumas perguntas eu não sei obrigado claro meu nome é que eles o psicólogo só de itatiba eo antônio é trouxe nem a questão da suspeita e dos seus efeitos e eu queria pensar né pouco mais abrangentemente a partir da fala de vocês é o que vocês pensam da obrigatoriedade da aplicação de protocolos de identificação precoce de risco para otimismo essa idéia de que ter seria obrigatório tá eu sei que ela estava na luta para que não fosse então queria ouvir de que forma você se posiciona em relação a isso hoje mas alguém para mais uma rodada boa tarde sou gustavo psicólogo e tenham recentemente me aproximado do tema do autismo em função de um trabalho que vem desenvolvendo em vinhetas e minha questão acho que como a fala do antônio acabou de sair correndo aqui talvez fosse pra gente mas tem a ver com ela tudo bem mas tem a ver com essa idéia do quanto o autismo afeta não só o sujeito mas todo mundo está no seu entorno e não antes da pergunta propriamente dita quer dizer que as inquietações que eu venho tendo ao longo de uns dez meses mais ou menos que vem trabalhando com esse tema me sentir muito contemplado com as falas vocês da cidade também da rosângela e enfim é das pessoas que estão compondo a mesa e acho que esse tipo de crítica a gente precisa levar mesmo né mas enfim a minha questão é sobre o cuidado alguma linha de cuidado que porque o meu trabalho é especificamente com as famílias dentro da estrutura da instituição que o trabalho e os técnicos trabalham com as crianças com os adultos também são autistas é mais o turno humano é uma instituição pública ou privada é privada isso e mas é conveniada à prefeitura de vinhedo e louveira e aí a gente e eu faço parte de uma equipe que trabalha especificamente com as famílias aí eu noto duas coisas que se destacam nesse atendimento com as famílias e queria ouvir de vocês vocês pensam disso enfim não é que eu poderia até procurar em termos de estudo é uma delas são as expectativas exatamente essas de um de um comportamento que se adéqüe que seja regulado e e adequado nessa famílias trazem muito esse discurso dessa expectativa desse comportamento a ikea que possa sair com a criança no shopping a criança não dá trabalho no shopping e uma outra coisa é a anulação desse mesmo sobretudo das mulheres das mães é que se anula nulo todo e qualquer projeto de vida que eu percebo é difícil para elas inclusive falar de si mesmas quando se abre o espaço não a gente quer saber de vocês como é que está a também porque levei meu filho não sei não tinham sempre volta ali por um então vejo essa coisa delas mix anularem né da sua própria subjetividade em função desse cuidado com os filhos vocês puderem comentar isso agradeço vamos pra quatro retas rodada meu nome é manuela eu sou psicóloga mas eu venho falar da posição não psicóloga mas é uma de ser mãe de um jovem de 18 anos que tem um suposto diagnóstico de autismo né então respondendo acho que é um pouco o que o gustavo falou eu falo que desde que ele era pequeno e começou a apresentar algumas diferenças e não o o o comportamento esperado o desenvolvimento esperado eu comecei numa batalha de busca de ajuda há até que o que foi legal foi ver independente se ele tinha um diagnóstico não era como ele aprende como é que a gente vai ensinar ele a falar porque ele tinha cinco anos quase 6 e não falava já tinha feito psicoterapia tudo terapia e de forno e nada isso foi numa escola foi fora do país naquele lugar já as escolas públicas é assim não importa qual diagnóstico vamos ver como essa criança aprende e isso era discutido com os pais e dois meses depois ele começou a falar e eu sempre rejeitei muito a questão de imprimir o diagnóstico né vou hoje ele tem 18 anos levou com ele no shopping e de repente ele está andando e falando sozinho é lógico que olhe em volta né não falou nada mas eu fico de olho nas pessoas porque eu tenho receio que alguém possa agredi lo por isso tá hoje ele anda sozinho ele tem uma autonomia a busquei me cuidar uma das primeiras coisas que eu trabalhei comigo foi a culpa porque eu tinha acabado de fazer uma formação em psicoterapia infantil que falavam das mães é lidas e eu era uma mãe era e sou uma extremamente afetuosamente o pai também muito afetivo uma é o menino um jovem extremamente efetivo ele tem empatia pelo sofrimento do outro então quando eu falo suposto diagnóstico de autismo eu vejo algumas características mas vejo também que ele funciona de determinada maneira e eu tô sempre surpresa com as coisas que ele me apresenta a ele estuda numa curva em uma escola regular onde eu também batalhei quando a escola exige uma avaliação neuropsicológica quer um valor absurdo eu não tinha como pagar eu falei mas isso vai me ajudar no que se eu sei o que eu quero é a gente usar um método que ele aprenda que ele não seja concluído e em casa eu posso ajudá lo também a professora que ele tinha na época era uma professora muito afetuoso mas quando ele entrava na dificuldade ela ficava com pena não exigia e eu em casa como eu já tinha trabalhado um pouco comigo a culpa eu exigia então eu falava pra ele não você é capaz eu não consigo não você consegue vou te ajudar e aí ele hoje ele fala ele escreve e fala inglês fluentemente na época ele foi alfabetizado num país de da língua inglesa foi a primeira língua dele e ele cada vez mais apresenta coisas diferentes então enquanto mãe os conflitos eu ainda tenho porque eu tenho receio não sei se ele vai conseguir um trabalho eu fui eu soube que tinha eu podia comprar um carro com desconto aí quando me falam e como ele já tinha 18 que ele tinha que ter eu tinha que fazer um processo jurídico de curatela isso só que aí ele nunca ia poder trabalhar fora eu falei me recuso eu vou pagar o carro o valor normal então nesse sentido eu acho que a fala de vocês têm muito a ver o direito é dado né mas se eu aceito direito eu o que eu vou fazer com meu filho e não vai poder trabalhar ele vai poder ser registrado ele não vai poder ter o dinheiro dele então hoje eu estou naquele processo de que eu vou buscar daqui pra frente pra ir com ele tem um outro filho que não tem se esses supostos suposto diagnóstico mas tem uma série de outras questões que eu enquanto mãe e psicóloga eu tenho que conhecer e filha e se que também me demanda um monte de coisa né então assim dependendo do diagnóstico que na época lá atrás quando ele tinha 56 anos eu fiquei assustada fiquei foi difícil a minha coisa era o que eu posso fazer pela aprender e desenvolver o potencial dele qual é a potência que ele tem e quanto profissional que o trabalho na rede pública num centro de saúde quando eu recebo as crianças é isso que eu faço eu atendo crianças atendendo também e assim sempre pra mim é que é e será esse que está na minha frente então quando me falam desses projetos a avaliações isso a avaliação aquilo eu sempre pergunto vai ajudar no que se for algo que ajuda a desenvolver a potência lógico que vou atrás se for algo e vai encaixotar eu não vou atrás então quando ele está no shopping lá falando sozinho andando pra cá e pra lá porque ele não pode se ele não está atrapalhando ninguém se não está agredindo ninguém qual o problema eu vou atender um jovem com uma cobra no shopping eu morro de medo de cobra porque ele ninguém chegou em cima dele cobra pneu então nesse sentido agora teve um período que assim ele mordia as crianças quando mais lá atrás eu fui ver o que estava acontecendo então nesse sentido da festa quando vocês trazem hoje o subjetivo né da do suposto autista eu fui entender porque ele por dia porque enche um saco dele e como ele não conseguia se defender de outra maneira e limo dia então hoje toda vez que apresenta alguma coisa que o punhal e lhe sofrimento ou outro fica esquisito vou tentar entender o que está acontecendo e aí eu converso com ele e tento da alternativas de como agir tem um leque lá na escola dele que pegou o celular dele porque ele ficou escutando celular na hora do intervalo alto andando pra cá e pra lá moleque pegou o celular e ele super chateado eu falei olha ou você fala pra coordenador ou fala com ele porque eu não estou lá você quer que eu vou lá conversar com o seu colega não eu não quero entanto agora nessa fase pt com ele eu não intervenho mais diretamente eu converso praia com ele vou dando alternativas de se defender se colocar né então eu queria assim falar porque começou a me angustiar né principalmente dos profissionais mas assim a fala de vocês eu falei nossa é isso que acreditam nessa se acha importante pena quando lá atrás né quando ele era menor zinho o diagnóstico me ajudou a ver que tem alguma coisa então ele se encaixa nisso mas depois não mais como é o seu nome manuela manuel você quer falar elo claro luiza eu sou fonoaudióloga e aí estou num lugar nesse caso desse diagnóstico quando ele vê que tem uma pena enorme né porque é exatamente não fala ea gente é ser a extremamente comunicativa e medido pela forma como nos comunicamos então é bastante grande exigência e põe a gente sempre a intenção em relação ao que vem o que chega e como dizer sobre aqueles e aquelas pessoas que estão ali diante de nós sejam as crianças pequenininhas sejam os adolescentes eu nunca entendi um óptimo estado adulto alguém com este possível diagnóstico adulta eu posso falar de quem eu conheço mas a questão que eu queria só acrescentar aqui para vocês falarem um pouquinho que começou ali com a pergunta sobre whitney sobre o protocolo a exigência de aplicação de protocolos também da exigência é eu vou por exigência bem entre aspas dentro das políticas públicas que não está escrito não está posto eu acho que vai falar sobre isso bem dos laudos para poder trabalhar com as crianças de uma maneira a partir de sua subjetividade e potencialidades dentro da escola que é o que tem acontecido muito fortemente e essa semana mesmo estava falando em outro espaço e sobre aprendizagem e uma educadora me perguntou no final da minha fala é como eu fazia então com a escola e com as famílias para garantir que a criança tivesse uma atenção se ela era uma criança com o pdh mas eu não dava esse nome como que eu podia garantir que ela tivesse um cuidado especial dentro da escola que que o que eu podia fazer e aí a pergunta é essa então também a gente está o tempo todo neste é nessa tensão entre o que a gente diz a respeito e como a gente sustenta aquilo que a gente disse netão assim a gente tem as políticas públicas que eu acho que precisam ser amplamente divulgadas da maneira como elas estão postas as pessoas como elas interpretam estas políticas porque a competição é muito grande dean titus privilégios oferecidos para o as crianças que são diagnosticadas como autistas né mesmo quando elas não precisam desse diagnóstico independente de considerar que o diagnóstico a diagnóstica possa ser um de uma maneira insistente bastante também algumas alguns algumas condutas da gente e não é que ele está negando que exista não é isso né mas é não é uma verdade antecipada de qualquer coisa é um pouquinho isso eu sei que vocês em boa parte já responderam sobre essas questões mas a gente vai o tempo todo refletindo um pouco mais por isso obrigada tô aqui ficando ansiosa pra responder porque essas perguntas se eu juntar todas elas dão mais ou menos os meus 30 anos de trabalho então elas vão me chamando muito visceralmente porque são as questões com as quais eu fui construindo o meu jeito de pensar e de trabalhar enfim eu fiz aqui uma lista para tentar falar rapidamente né e poder passar a palavra a palavra boa é palavra que circula é gente então vamos lá é o primeiro é alguém perguntou sobre leitura um colega que estava falando aqui de pé gustavo é gustavo eu recomendo vivamente que você leia e recomenda aos seus colegas de equipa e leitura da linha de cuidados é produzida pelo ministério da saúde a linha de cuidado para as pessoas com autismo é na rede de atenção psicossocial é um material que tem todas as indicações do funcionamento de fluxo e e uma compreensão sobre a experiência do autismo que muito nos interessa né como como é uma 11 material que tem aqui dentro muitas referências e que a partir dele você pode e fazendo caminhos muito embora ele seja um texto de 2012 e de lá pra cá a gente já tenha aprendido bastante mais é inclusive com os autistas né queria fazer uma uma crítica à nossa aqui sentados todos né e agradecer manuela sua fala junto com a minha crítica porque de novo a gente tá repetindo repetindo a mesma coisa nós estamos aqui falando sobre autismo sem um autista na mesa né e e de verdade é muito impressionante como a gente tá lento lento pra entender que isto não pode mais acontecer e toda vez que a gente repete e repete e repete porque a gente vai se relaciona é eu digo quando eu digo isso eu não estou dizendo para vocês eu não tenho nada para dizer sobre o autismo eu tenho nós temos coisas para dizer sobre o autismo mas é muito importante que a gente entenda que o que a gente tem para dizer sobre o autismo deve-se compor com que os autistas e às famílias das pessoas autistas têm a dizer então é deve se comportar vice terá e deve se fazer é atravessar por isso é é a gente já andou nesse tempo e ea gente precisa é correr para fazer é fazer lugar para as coisas que a gente aprende que nos afetam então tá agora isso posto eu diria assim eu sou psicanalista é o trabalho na clínica eu trabalho na universidade eu trabalho é na relação com as políticas públicas e eu faço diagnóstico na clínica eu eu eu espero diagnósticos e ea a minha questão é o que eu estou diagnosticando então quando eu posso amparada pelo trabalho de uma levar o que foi o que eu citei aqui mas alguns outros analistas como por exemplo uma cerveja que se soma ele dizer que eu estou fazendo o diagnóstico de um funcionamento porque entender como este funcionamento opera me ajuda a pensar que direção de tratamento eu posso imprimir aqui para essas pessoas que sofrem é me interessa pensar no diagnóstico como a categoria tanto dentro da clínica ela é instrumento pra mim dizer que esse diagnóstico opera segregação e que retira essa pessoa do lar social é um trabalho que me resta quando eu faço o diagnóstico então veja dizer autismo vem com dois pontos o que isso quer dizer é por isso que eu comecei altistas isso seria uma patologia eu estou trabalhando com a experiência de que o autismo refere a um funcionamento subjetivo particular é um jeito de funcionar e é nesse sentido que eu digo pra vocês que como psicanalista é eu penso que a gente se aproxima do da proposição ética do movimento da neuro diversidade muito menos pelo significante neuro do que pelo pelo significante diversidade né então a experiência é da subjetividade é necessariamente diversa né e ea discussão acerca da etnologia do autismo ela me parece nesta circunstância que eu estou falando menos importante quando a gente vai pensar numa posição política nesse campo política incluindo a política da clínica incluindo a política que me permite perguntar pra que serve um diagnóstico qual é a hora do diagnóstico como se comunica um diagnóstico isto tudo é a política da clínica da qual a gente não pode jamais escapar e jamais conseguiremos responder fazendo é guy line sobre a hora o dia e um momento de fazer alguma coisa porque na clínica todos nós que somos clínicos s sejamos psicólogos teórico médicos enfim todos os clínicos sabemos que a clínica é soberana isso quer dizer que que o sujeito faz limite al ghailani então nesta direção é eu eu acho que faço o meu depoimento é manuela te dizendo que a história que você conta ela é muito importante e ela é a história desses 18 anos que o que eu disse não só do seu filho são do seu filho mas ele conta a história de um movimento não é de um movimento do que é a relação que a gente foi tendo com tudo isso que foi aparecendo conforme nós fomos explodindo alguma coisa que é muito importante nesse trabalho que é ouvir as famílias houve no sentido da escuta de entender o que eles estão nos dizendo pra que a gente possa pensar o que seria um é tratamentos e políticas de eqüidade nesse sentido eu eu queria te dizer uma coisa que me chamou a atenção na sua fala quando você diz assim o meu filho pode estar no shopping center e num se ele não tiver atrapalhando ninguém ele pode estar lá e fazer do jeito dele eu te diria ele também pode estar no shopping atrapalhando ele pode eu posso você pode todos nós podemos todos nós já estivemos atrapalhando ele pode estar no shopping ele pode estar na escola ele posta no avião ele pode estar onde ele quiser tá aonde vocês decidirem juntos que ele pode estar caso ele não possa decidir sozinho e aí as pessoas podem atrapalhar umas às outras é incrível um aluno pode sim demandar que a sala de aula funcione num ritmo mais lento porque ele precisa disso para poder aprender e sim todo mundo tem que ficar um pouco mais devagar e isto não é nenhuma concessão e nenhuma bondade e nenhum grande esforço que a gente tenha que fazer caso a gente decida que vai viver num mundo onde cabem pessoas e pessoas não são todas iguais e não funcionam todos do mesmo jeito outro dia eu fui sair de um avião o conto sempre essa história porque ela me parece tão é impressionante assim como ela equipe o avião estava atrasado e tinha uma pessoa na frente que eram um cadeirante nas primeiras cadeiras e como vocês sabem é essa são sempre as últimas pessoas a saírem do avião mas como o avião estava atrasado sei lá o que aconteceu no aeroporto aquela pessoa é foi ela precisava de ajuda porque precisava abrir a cadeira e ele saiu de ajuda para se sentar na cadeira e isso leva um tempo e para isso toda a fila a qual eu tive a sorte de estar na cultura número 2 e portanto a filha estava atrás de mim é preciso esperar estava todo mundo atrasado eu também ea pessoa que estava logo atrás de mim me empurra e falava da licença eu preciso passar eu dizer pra ele eu também preciso mas tem uma pessoa saindo quando eu digo ele pode atrapalhar é ele todo mundo tem que esperar sim essa pessoa sair porque ela também estava atrasada ou não mas porque enfim ela ia sair naquela hora e se a gente não viver num mundo em que a gente se interrompe em que a gente perde um pouquinho pra poder viver com os outros não têm escola não tem tratamento não tem nada que vai fazer a nossa vida funcionar nesse sentido eu entendo que que o lugar da da política pública é esse é o lugar de garantir essas equidades né é que faça esse senhor segurado lá atrás de mim porque se ele fizer um escândalo ele vai ser preso por preconceito vai ser preso não vai ser detido e vai ter que prestar esclarecimentos por preconceitos contra pessoas com deficiência então ele tem que ficar lá atrás e ele tem que segurar ele não pode nem me bater porque eu não vou sair na frente dele e nem eu saí na frente de todo mundo e alguém se é alguém o estado tenha o dever de fazer essa regulação agora quando a gente fala em direitos das pessoas com um das pessoas autistas é o diagnóstico ganha um lugar muito especial não é porque é pela via do diagnóstico dessas pessoas é é assegurar os seus direitos então eu acho que neste momento político que a gente tá não nos cabe discutir o direito ao diagnóstico mas nos cabe militar por uma posição que não seja capaz petista e que não diga que ter um diagnóstico é poder é é é estar excluído da experiência pública do espaço público então o diagnóstico não é e não pode ter o efeito capacete sexta ao contrário neste momento político ele precisa operar para garante espaço de diferença e pi e que nos ensine a não ser capacetes botas no sentido de dizer que essas pessoas é teriam menos direito ao espaço público só a última coisa que eu vou te dizer que eu vou dizer pra vocês é que é eu sinto eu hoje não tenho é com essa depauperação dos processos das políticas públicas e como a discussão por exemplo é de que os os que é que as pessoas com autismo é fiquem que aquelas que as pessoas com deficiência não se beneficiem da política nacional é de educação especial na perspectiva da educação inclusiva e que elas sejam segregados nas clínicas escolas para é e separadas por diagnóstico nem sempre damos por autismo é é a hora que a discussão chega nesse ponto é eu já não me parece tão importante decidir é se essas pessoas é s a atenção a essa população vai ser feita por um ou por outro método clínico ou experiência clínica fazendo isso pra vocês porque eu já fiz inúmeras críticas ao abba mas nesse momento eu acho que a gente tem que se juntar todo mundo inclusive os usuários do abba contra a experiência da segregação com essa população porque há profissionais que usam esses e se esse método e que tem uma a a profissionais e há instituições que usam esses métodos a em que é possível que a gente é entenda que há ali uma condição de subjetividade preservada e que isso está na direção do laço social e quando está na direção do laço social se isso puder para um sujeito neste momento político é isso que a gente precisa fazer eu adoraria que a gente pudesse ter avançado nessa discussão e ter podido é é criar mais condições enfim né então discutir a eficácia para discutir as pesquisas de meta análise mas a gente já perdeu muito a gente já tá pra trás então agora a nossa briga a nossa briga é contra a segregação e todo mundo todo mundo e que se se colocar nesta trincheira estará trabalhando pela despatologização da vida é eu vou eu vou parar aqui mas como vocês viram eu vou ficando emocionada e eu acabo falando espero ter sido claro que eu consegui dizer eu sei que tem muita coisa que é colocada é difícil de saber que eu vou escolher pra falar né é essa questão do abba que você colocou eu vejo eu trabalho numa instituição que usa esses métodos a outros mistura tudo e e as que não estão na sala de aula e aí elas têm que cumprir uma porção de obrigações de fazer e quando eu vou o professor me conta que naquele dia não colocou aquilo pra quem quer fazer porque ela não estava legal e aí enquanto que a frança falou e aí às vezes há uma fala do professor circula a escola inteira porque fulano disse alguma coisa então sempre eu acho que a gente tem espaço pra poder ouvir a subjetividade e eu acho que se a gente conseguir sustentar que todo sintoma toda tudo aquilo que enxerga como um sintoma e nem dizendo os critérios mas tudo aquilo que a criança produz tem valor de comunicação então sem sustento qualquer coisa que a criança faz tem que ser recolhido com o valor de comunicação ea isso às vezes não é incompatível não acho que tenham crianças que se beneficiam daquela rotina crianças que não queriam nada elas querem pré-escola e chega na hora da escola coloca a mochila para a escola amanhã e domingo a mãe tem que explicar que não queria não vai ea aba né que é tite que eles usam existe muita coisa que ultrapassa as pessoas que estão lá a gente também tem que apostar que elas não se reduzem a técnica que elas estão elas acreditam que elas estão fazendo eu acho que uma das coisas mais importantes a pessoa acreditar no que ela tá fazendo mais do que a técnica às vezes eu voltar um pouco na questão dos privilégios das crianças isso é um problema do diagnóstico porque quando você às vezes está construindo a hipótese de que você não vai sustentar aquele diagnóstico eu já sofri um ataque físico das mães porque eu não vou dar o diagnóstico mas meu filho tem isso porque você não vai dar o diagnóstico porque isso inclui uma uma quantidade enorme de de privilégio de descontos de recursos e quando se trabalha com uma população que como aqui o trabalho direitos diria eu não sei eu acho que algumas coisas precisam viajar de avião é gratuito com o país pagasse metade não sei é um direito não sei mas enfim é eles pelo menos as pessoas às vezes entender como privilégio por exemplo é uma criança que tem autismo a mãe precisa se dedicar a essa criança às vezes no período da vida dele de maneira bastante próxima e isso impede ela de trabalhar né os pais que eu trabalho a maioria estão desempregados e essa criança recebendo o diagnóstico ela tem direito por exemplo los de um salário se eu vou dizer que não tem diagnóstico nas crianças que têm dificuldades mas que não é autismo por exemplo é muito difícil isso empurra a gente para diagnóstico na é que eu tenho uma quantidade ainda o transporte às eu digo a criança tem retardo mental com alterações de comportamento é um diagnóstico diferencial o próximo ou se confunde muitas vezes ela não tem direito por exemplo a medicação de alto custo eu tenho dizer que ela tem autismo para ter ou esquizofrenia para ter direito à medicação de alto custo são então até o transporte de ônibus intermunicipal interestadual e municipal o trem é depende do diagnóstico tem que fazer todo ano diagnóstico para todas aquelas crianças ea mãe tem que sair com um relatório com aquilo que não consegue né é estacionamento é nem sei se está a quantidade de coisas carro com desconto é porque não são só as questões de da das pessoas com mais dificuldades que vai comprar um carro 30% de desconto não é porque tem um filho com o diagnóstico então essas coisas empurrão muito pra pra pra fazer o diagnóstico a judicialização que a gente comentou aqui as infração enormes esses tratamentos importados são caríssimos né e os juízes entendem na maioria das vezes que existe uma parte fraca uma parte poderosa e às vezes é é na verdade por exemplo em relação ao um convênio médico e se você vai lá entrou com o processo você vai ganhar né você vai conseguir a liminar e aí é esse algumas clínicas que praticam que têm essas é esse modo de trabalho como água por exemplo induzem os pais a procurarem o enfim os o juiz não é pra conseguir esse atendimento e ea uma criança ficou tratando de uma criança fica em torno de 7 10 15 mil reais uma criança né pra você ter idéia do que então essa clínica vai receber para cada criança é esse valor por mês no ano a alta é mensal esse valor então nem se poderia dizer isso aqui mas assim é um médio de campinas ela tá é pagando em torno de 7 milhões por ano para clínicas de tratamento de autismo ela resolveu abrir um serviço próprio né que foi verificar foi feito um estudo de evidências e não encontrou evidências no água para usá-la como o método não encontrou é evidência suficiente para adotar isso como método a clínica acabou tendo uma um pude de de maneiras de lidar o diagnóstico de autismo ele não ajuda em nada o tratamento porque as crianças são totalmente diferentes dentro dele então um direciona isso é bom é isso aí é essa questão das mães geladeiras que você colocou por mais que se tenha ficado lá num certo momento da história no momento da história onde as pessoas que lidavam com as crianças autistas não tinham nada elas não tinham teorias não tinha exames não tinham nada a gente não pode jogar fora o trabalho dessas pessoas mesmo que elas tenham dito coisas que hoje não se sustentam mas elas estavam construindo um jeito de poder sustentar um tratamento com aquelas crianças isso durou mais ou menos uns 40 anos ea neurologia só ver se interessar pelos altistas na década de 80 então a gente começou a ter política pública no brasil prada atendimento de crianças de saúde mental a partir de 2000 então a gente tem que lembrar dessas datas tinham gente tava as pessoas que decidiram trabalhar com essas crianças antes elas tinham que se virar e elas não consegui construir os próprios recursos e aí a gente tem elas tentaram é é criar um arcabouço teórico para poder lidar com essas dificuldades hoje há muitas coisas não se sustenta mas é de valor lê a experiência dessas pessoas e eu acho que essa questão da culpabilização ela se junta com a questão do diagnóstico como tendo uma suposição biológica porque isso desculpabiliza da pior maneira porque dizem lhe que desresponsabiliza ao mesmo tempo né então é é poder trabalhar com uma família com uma mãe no sentido de ela poder não ficar paralisada pela culpa porque esse meu filho cair ali eu estou aqui ele cair ali machucar eu vou me sentir culpado não tem nada a ver eu não podia estar lá mas eu vou ficar porque deixei lá porque eu não segurei vou ficar pensando o quanto o sentimento de culpa ele vai sempre existir quando uma criança tiver um problema qualquer programa que seja qualquer questão o sentimento de culpa parece do lado dos países não é teoria que contabiliza um sentimento de culpa está na maneira como a gente se constitui né se a gente é é dar o diagnóstico às vezes só alivia culpa porque daí a sua posição que está por trás do diagnóstico é de um problema no cérebro de um problema genético então não é comigo né então isso produz situações muito diversas nos pais às vezes numa simplificação total ele entrega a criança para que você cuide faz tudo direitinho que você tá mandando fazer né ou ele se deprime às vezes e e se sente impotente porque não tenho que ele possa fazer já que o diagnóstico é fácil pensar que o problema no cérebro né então são várias situações é que isso acaba produzindo né e essa história das mães geladeiras acabam fazendo com que as pessoas compram do posto que é a idéia é da do autismo como um problema neurológico embora a gente tenha é algumas descobertas vamos dizer assim que se você quiser usar isso para comprovar essa teoria você pode fazer esse uso mas se você for olhar um pouco mais próximo as descobertas não aponta nenhum tipo de causa aponta para um fato que existe lá você não sabe a causa e efeito a gente não tem ainda como distinguir essas coisas né háháhá então é o que é importante mas quando uma criança tem uma dificuldade é importante que essa mãe esse pai a pessoa que está ali elas implique na quina com ela a questão não pode ser com outra pessoa como ela vai fazer sem ser o sentimento de culpa é como que uma mãe vai poder lidar com a questão tomar para si se envolver tentar ficar com aquele mínima sem saber muito bem o que fazer por um tempo né ela tem que se mantém complicada nisso então os agnósticos geralmente disciplinam os pais e isso é um problema porque vem em seguida uma criança que aquele pouco de de possibilidades que ela tinha 6 ela perde porque a mãe vai olhar para a criança vai ver um cérebro não mais uma criança é então a responsabilização assim a implicação dos pais é importante ea desculpabilização também é importante que a gente crie condições para trabalhar isso que a gente vê os diagnósticos hoje é que o médico tem um compromisso com a medicina ele tem um compromisso de fazer um bom diagnóstico e às vezes o cara faz de fato um bom diagnóstico é uma criança autista mas a maneira como isso é feito vamos dizer lhe entrega o diagnóstico e os pais saem lá com o diagnóstico né e aí depois é não recolhe nada do efeito diz que ele produziu né e os pais geralmente ficam à deriva e ficam submetidos ao sujeito às promessas mas se você tiver uma criança que tenha o diagnóstico de autismo é uma doença grave no cérebro você não sabe o que fazer se eu falar pra você que nadar com golfinhos listrado lá no japão é bom o pai a vender tudo e vai entender eu iria nem rejeitou nessa situação em que é muito importante recolher os efeitos do diagnóstico e situar a criança poderá assim fazer com que a criança possa escapada essa totalização do diagnóstico na eu acho que você colocou quando você falou falou tudo acho que a gente tem vontade de ficar falando porque as crianças é ficam submetidas a todas essas suposições que nós fazemos sobre ela não é então é se a gente não pode recolher o que virou do diagnóstico para os pais como eles entendendo aqui onde eles foram situar aquilo na e voltar de novo autorizar aquela avó queria fazer uma fazer algum tipo de simpatia para criança falar para ela poder fazer porque ela acha que ela não pode fazer né os professores ficam impedidos quando acreditam diagnósticos acho que eles não sabem mais o que fazer nessa imobilização do do diagnóstico ela eu acho que é o principal o efeito o diagnóstico tem produzido atualmente não de ajuda porque é porque o diagnóstico diz nada do que você tem que fazer é dar o diagnóstico diagnóstico aponta pra nada o que você tem que fazer não sei dizer a aba é porque isso é o que está posto a nos meios da mídia fiquei pensando sobre a duas questões a primeira que acho que a gente tem uma confusão é bastante freqüente no brasil entre direitos e privilégios na é entender por exemplo a política de cotas para pessoas negras nas universidades federais como um privilégio dessas pessoas ah e não como uma política de equiparação de oportunidades de pessoas que historicamente se encontram em posições mais vulneráveis na sociedade então é a existência de profissionais de apoio na escola por exemplo para crianças que que precisam de alguém que o acompanhe em em situações da vida escolar não é privilégio é o que possibilita que essas crianças estejam na escola agora tornar isso uma medida obrigatória para que todas as crianças tenham determinado diagnóstico estejam na escola aí é é a imposição de uma barreira para aquela criança esteja na escola né a judicialização de dos profissionais de apoio a alguma coisa que acontece atualmente porque é assim como se entende que um determinado método é o único que é eficaz para o tratamento do autismo entende-se que as crianças só podem estar nas escolas quando acompanhadas por que não é verdade assim como a criança com parede pra paralisia cerebral por exemplo ela pode ou não precisar de um profissional de apoio é além disso eu fiquei pensando sobre essa questão dada função do diagnóstico na escola né a gente tem políticas públicas que são organizadas em torno de diagnósticos clínicos né apesar disso na política de educação a gente tem é a a prerrogativa de que vai ser a os profissionais da educação que vão nomear que ambos são quem quer de fato o público alvo da educação especial que é que vai poder frequentar o atendimento educacional especializado pleitear seus profissionais não os profissionais da saúde porque é um serviço não pode se sobrepor ao outro então a gente não pode dizer que a criança precisa primeiro de junho o diagnóstico clínico para depois chegar na escola mas a mesma forma por ta por conta da organização das políticas em torno de diagnósticos que que seguem esses manuais da medicina os saberes das outras profissionais eles ficam se cândidos então acho que a gente tem uma questão pra pensar a forma como a gente vem fazendo política pública há também fico pensando que a gente precisa resgatar é o histórico da educação de que quando a gente teve uma política que dizia que o público é a educação especial às pessoas com necessidades especiais é a gente teve uma expansão tremenda de quem eram essas crianças e tudo que aparecia como justificativa de fracasso escolar era designada a educação especial então a nomeação do público alvo da educação especial como pessoas com deficiência altas habilidades superdotação e transtornos globais do desenvolvimento tem a ver com esse histórico de que no brasil por uma questão de financiamento foi preciso é dizer a partir desses nomes quem são essas pessoas da mesma forma acho que a irlanda quando ela fala sobre a organização dos movimentos de pessoas autistas em torno desse nome que é um diagnóstico clínico mas que ao mesmo tempo foi se deslocando para a questão identitária acho que tem a ver com a solução que a gente pode encontrar neste momento histórico de como construir essas políticas mas que não se esgota como a única forma dessa organização há na educação eu queria lembrar também que a gente tem uma nota técnica número quatro de 2014 que diz que é pratas próspera as crianças para os estudantes que freqüentarem o atendimento educacional especializado eles não precisam de laudo é apesar de de em determinadas localidades a gente tem legislação que se contraponham é isso a gente tem essa compreensão é desde a política e também sustentada pela convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência de que é a leitura sobre a integração da pessoa com as barreiras que sustenta a posição de deficiência então não vai ser o diagnóstico clínico que vai determinar o que aquela criança precisa para estar na escola por fim eu queria só mencionar porque acho que não é uma coisa que eu sou muito muito habilitada para falar nesse momento que quando a alma não ela traz a questão da compra do carro por exemplo acho que ela é traz essa idéia da capacidade jurídica das pessoas nessa idéia da curatela de que a pessoa precisa se mostrar incapaz para poder alcançar é esses direitos é também um outro fator que complicado nesse desenho da política então assim como nesse link nesse momento as pessoas com a deficiência intelectual e as pessoas autistas se encontram na mesma situação na entender que elas são sujeitos de direitos com capacidade de responder pelas próprias ela própria vida implica esse deslocamento de que não é o diagnóstico vai determinar a habilidade essa pessoa da mesma forma até é a valesca falou sobre o serviço que ela atende eu tenho bastante é dificuldade de lidar com o termo reabilitação porque a gente pressupõe que existem os que estão habilitados e os não habilitados na então quando eu vou pensando é esses efeitos para a escola eu acho que o deslocamento de dizer que a saúde vai determinar quem é o público da da educação quem vai ter é profissional de apoio que vai ter professor de atendimento educacional especializado é subverte essa idéia de que a escola tem um saber que é da escola é quem vai pensar sobre aprendizagem esse jeito como ela falou é que essa criança aprende é é essencialmente a escola em diálogo com os profissionais da saúde da assistência em diálogo com os pais é mas essencialmente de um lugar de saber que é próprio da educação então acho que eu acho que a gente tem e se essa tensão entre os nomes que a gente optou por privilegiar no desenho das políticas sem entender que é nomear dessa forma é constitui uma forma de acessar privilégios a conta dessa confusão de que direitos são privilégios porque a gente tem tanta dificuldade de de produzir vida no brasil que fica parecendo que quem quem consegue planejar isso de uma determinada forma está conseguindo mais do que outros ah mas também entendo que isso não esgota essa discussão e dizer que é bom agora tá bom a gente não precisa mais falar sobre isso acho que o tensionamento é justamente esse gente eu queria aproveitar a falta os minutinhos para ir lá não poder falar pra gente do protocolo foi um dos temas que foi pedido e a gente né a acabou não respondendo não dá pra gente perder nela participou então essa na verdade eu vou falar bem para vocês que eu penso que o nome perguntam de novo sobre isso porque eu acho que eu já falei tudo o que pensa sobre muitas vezes mas acho que vou dizer rapidamente assim é há a obrigatoriedade de que todas as crianças nascidas no brasil é até os 18 meses é sejam submetidas a um protocolo de avaliação de risco psíquico é pra mim junto com muitos outros um problema em vários pontos dessa frase né mas hoje eu gosto é um problema porque até 18 meses porque todas as crianças é o que é risco psíquico o que que a gente vai fazer com esse é diagnóstico e diagnóstico do que quer diagnóstico dos riscos ikiko enfim mas hoje eu gostaria de dizer para vocês que essa lei ela responde por uma dupla cunha estou aqui fazendo uma referência a um bom jeito de falar disso de dois colegas que a bárbara andré ayew ficado no gol porque é uma dupla ou cunha é que era a lei que já que era conhecida como a lei do risco psíquico ea lei que também a mesma lei que foi conhecida como a lei do diagnóstico precoce do autismo então isto só já coloca todo o cenário de problemas aqui isso se esse aqui isso responde né porque quem disse que a gente pode fazer essa equivalência entre risco psíquico e autismo é e o que risco psíquico quer dizer esse me parece um problema gravíssimo que é fora todos os outros né de que pra gente começar fazendo essa discussão sobre o uso de um protocolo para isso ou de qualquer outro instrumento que possibilite a avaliação de risco psíquico ou avaliação de autismo este instrumento precisa ter passado por algumas eu vou chamar sem provas é o que passa por avaliação de paris qualificação é da pesquisa em revistas é é e em revistas científicas que passa na discussão que passa é que parte na ter na no teste da epidemiologia néné que sejam que esses protocolos sejam discutidos na cone tec é que eles sejam discutidos na que eles sejam validados pela qualitech e pelo site se como chamariz a o orgão ligado ao conselho federal de psicologia vezes até que interessa é que eles estejam se tenham sido discutidos ali e mais além disso que a gente possa entender o que a gente vai fazer com o resultado deste tipo de avaliação é então vou dizer de novo quando eu digo é quando eu faço é a crítica à aí é esta formulação da lei eu não estou falando contra a possibilidade de que essas crianças nascidas no brasil que as crianças brasileiras cr recebam diagnóstico e tratamento em tempo precoce é precoce em relação ao que é isso é o negócio e diagnóstico antes do tempo do diagnóstico num ano então é um diagnóstico errado porque ele está fora da hora né não é um diagnóstico mas a ideia de que essas crianças é recebam diagnóstico em tempo e tratamento para para o que se diagnostica né e que veja tratamento na acepção mais larga do que um tratamento pode querer dizer porque tratamento pode ser tratamento clínico mas tratamento também podem ser dar tratamento a algum acontecimento humano também pode acontecer é por práticas que não são exatamente clínicas que são práticas de promoção de saúde por exemplo é uma pessoa que recebe o diagnóstico de diabetes parte do tratamento que ela tem é prática de promoção de saúde como por exemplo caminhar com um com seus amigos do bairro né o que é que os seus que as unidades de saúde as quais elas estão referenciadas possam ter práticas de não de discussão de aspectos da nutrição dessa pessoa com ela em grupos ou ou individualmente isso não é tratamento clínico né mas isso é dar tratamento uma condição o difícil é quando a gente tem que responder por ser diabético antes de ser né isso me parece que serve a muitos outros interesses que não são os interesses da pessoa que recebe o diagnóstico eu poderia falar bastante sobre isso mas de verdade eu recomendo pra quem é e se interessa por esse assunto que leia o relatório do ministério público federal a esse respeito sobre a lei 3 438 porque lá estão consolidados todos os argumentos e todas as diretrizes até onde a gente sustentou essa discussão quer dizer depois deste parecer do ministério público federal é por isso que o colega falou uma pena eu tentei aonde que isso é obrigatório nem quer dizer é é preciso que a gente possa entender né a densidade dessa discussão a partir do que ali se produziu como indicativo e como risco da produção excessiva de diagnósticos para as pessoas e para a saúde pública de um país alguém que falou como corpo falam que ela diz que viver no mundo fascista é risco psíquico jockey bom gente nós estamos na nossa assim isso é uma coisa importante né porque de novo a gente falou de uma série de indústrias né é uma indústria é a indústria de informação é tão quem dá curso nessa sobre é um concurso de protocolo segundo a sida r$700 um fim de semana acho que é bastante dinheiro né então eu de novo estamos trabalhando vou aproveitar para dizer mais uma coisa sobre essa história do curso assim todo mundo tem direito de dar curso sobre o que quisessem a questão nossa é que o seu curso é assuma é o valor de uma obrigação legal que é de que todo mundo tem que fazer então todos nós podemos dar curso sobre as nossas expertises e não tem problema nenhum diz que isso esteja garantido por uma lei nos parece um problema que é a mesma assim que é a mesma coisa quando a gente diz que o abc é a única forma de lidar com o autismo é e aí as prefeituras compram a formação para os seus profissionais porque entendem que esta é a única forma e aí a gente joga por terra todo o processo de discussão sobre subjetividade que a gente fez aqui hoje né se temos subjetividades se temos singularidade temos também projetos terapêuticos simulares e portanto não é um tratamento para autismo e portanto parece bastante equivocado né que uma prefeitura ou uma entidade bank a formação de todo mundo com a premissa de que aquela é a única forma de lidar com o sujeito a gente deu nosso tempo nosso teto das 17 horas conforme colocado a gente espera que a gente tenha trazido bastante coisa pra pensar em um especial vou sair daqui com mais um monte de coisa que a gente a gente chega de um jeito achando que entende de algumas coisas e ganhar aulas magníficas né pra ir pra casa e produzir mais um pouco de de possibilidades de atuação de de crescimento eu queria agradecer aos meus colegas de mesa né a acolher né que a gente de novo não trouxe um autismo é um otimista de novo a agradecer manuela né que me a minha parceira que querida né parceira de jornada e agradecer a todo mundo e que a gente se encontra aí na vida e lembrando de novo né enfrentamento de resistência porque senão vai ficar difícil ser esse período aqui obrigado [Aplausos] muito bem nós acompanhamos aqui pela tv câmara campinas este debate sobre a despatologização a despatologização dando o autismo é o tema do debate promovido aqui pelo gabinete do vereador pedro touring muito obrigado pela sua audiência uma boa tarde [Música] a tv câmara campinas