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Câmara Notícia | Curta Metragem - Fundação Educar
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Câmara Notícia | Curta Metragem - Fundação Educar

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Resumo editorial

Documentário sobre a produção do curta-metragem 'Até Quando?', realizado por adolescentes de Campinas através da Academia Educar. O projeto aborda violência contra a mulher em seus diferentes aspectos, desde sinais de alerta até formas extremas. Adolescentes participam de formação em protagonismo, liderança e comunicação para se tornarem protagonistas no enfrentamento à violência de gênero e orientar outras pessoas.

Descrição do vídeo

Trinta adolescentes de 13 a 17 anos, alunos de escolas públicas de Campinas e integrantes da Academia Educar, da Fundação Educar, assinam o curta-metragem 'Até Quando?', sobre violência contra a mulher. A produção nasceu do projeto Curta na Educar, realizado nas férias de julho após nove meses de formação em protagonismo, liderança e comunicação. Os jovens dividiram funções de atuação, maquiagem, som e direção, e debateram o roteiro em rodas de conversa onde relatos pessoais de violência de gênero moldaram as cenas, entre elas a perseguição vivida pela personagem de Marcela.

Transcrição completa do vídeo

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Uma produção audiovisual com o tema A violência contra a mulher. O resultado o curtam metragem até quando? Eu vou lá em casa, hein? Ai, nojento. Deixar de ser apenas espectadores e assumir o papel ativo diante de questões que fazem parte do cotidiano da sociedade. O projeto foi realizado com cerca de 30 adolescentes de escolas públicas de Campinas, com idade entre 13 e 17 anos, que participam da Academia Educar, da Fundação Educar nas Férias de Julho. jovens, eles passam em torno de 9 meses numa jornada formativa aprendendo sobre protagonismo, liderança, a comunicação, as competências socioemocionais. E para além das oficinas, a gente também tem os projetos desafios, que é quando eles colocam em prática tudo isso que eles estão aprendendo. E nas férias a gente tem o curta na educar, que é esse momento que eles têm para poder produzir esse curta. Quando a gente trata de temas tão profundos, né, importantes como esses, quando a gente escuta eles, deixa ainda mais eh enriquecedora a produção, porque quando a gente faz a leitura do roteiro com eles, eles vão trazendo, né, as vivências deles. Ah, eu acho que podia ser assim, porque quando aconteceu comigo, aconteceu com o conhecido. Então tudo isso vai fazendo com que a gente deixe o nosso curto ainda mais próximo da realidade para que eles possam, para além de se identificar, conseguir levar pra escola e falar: "Olha, isso aqui que tá acontecendo na nossa sociedade, é isso que acontece todos os dias e a gente tá vendo". O primeiro impacto é com relação à responsabilidade, que é, né? É um tema muito importante, é um tema muito presente e eu recebi ele de coração aberto e ali com muito intuito de ser mais um apoiador da luta, apoiador da causa da defesa das mulheres. Os jovens participaram de diferentes etapas da produção. Uma coisa que eu aprendi bastante com Delvec foi que um curtametragem não se cria sozinho. Então, a gente tem as áreas de visual, a gente tem, a gente sabe que sem a equipe da atuação não tem gente participando, não tem curtam metragem, mas a gente sabe também que sem a equipe de áudio o nosso curtametragem não fica bom e sem a ajuda da direção da produção, o nosso curtametragem não segue a direção e não segue os caminhos que a gente tem que dar. Depois que a gente leu o roteiro do curta desse ano, a gente criou a roda de conversa onde que a gente debateu mesmo sobre esse assunto. Então, as meninas trouxeram situações da realidade delas e os meninos depois tentaram compreender isso. Eu escutando como uma pessoa que tava dentro da roda, eu falei assim: "Nossa, a gente tá criando esse debate, eles estão se incomodando". Aí depois os meninos entenderam como essa situação e depois o nosso objetivo nesse debate foi colocar uma sementinha, né, do por que isso acontece. Impactou bastante, muita gente, é uma algo que tem que ser falado. E eu me identifiquei na área da maquiagem, né? Eu já tinha um brilho nos olhos de maquiar família, né? É algo mais próximo. Só que aí quando veio essa oportunidade de eu conseguir fazer algo a mais de um curtametragem, eu aceitei de mãos abertas. A gente tem exemplos ao longo dos anos de jovens que hoje em dia trabalham com audiovisual, entenderam a partir das oficinas que é uma profissão e que é um um caminho de vida. É, e é um caminho de mudar de vida. A violência de gênero está em vários contextos sociais. É um fenômeno estrutural que afeta a segurança, a saúde e a autonomia de milhões de meninas e mulheres no Brasil. Meu Deus, Marcela. Oi. Eu não tô, eu não tô vendo coisa. Tinha um homem correndo atrás de mim. Na parte da perseguição, foi horrível gravar porque eu sabia que era fake, mas era uma coisa horrível. Era muito real para você. Foi muito real para mim, principalmente a hora que eu fui perseguida. Foi, era horrível que eu tinha que correr e correndo atrás de mim, eu senti uma sensação horrível, como se realmente fosse real. Foi um sonho realizado. Amei eu ser a protagonista, mas foi uma coisa muito difícil porque, né, a Marcela também passou por muitas coisas, sofreu na rua, na escola, no estádio, quando a Juliana, né, que tava com o marido atrás, sofreu por muita coisa, perseguição. Isso foi muito difícil de fazer, foi uma coisa pesada. E eu tive toda uma preparação com a Juliana também, que era nossa, ajudava a gente do teatro, na atuação, tudo e foi difícil. Eu acho que é um papel muito importante, principalmente dentro e fora do curto, que eu acho que os homens deveriam ser assim, ajudar mais as mulheres. Inclusive, justamente você tinha esse olhar antes de ajudar seus colegas da escola que talvez estavam indo embora numa situação que poderia parecer um pouco perigosa. O que esse curta, trabalhar nesse curta, discutir esse tema, te abriu os olhos para coisas que você não percebia antes? Antes eu não tinha um olhar tão amplo, mas sempre que eu pudia eu ajudava. Eh, tenho as minhas amigas que também são monitoras e eu sempre acompanho elas, tanto aqui na educar, em outro lugar que a gente tiver junto. E eu não tinha um olhar tão amplo. Aí agora, depois desse curto, eu vi o quanto é grave e o quanto a gente tem que bater mais nessa tecla. Em Campinas, o boletim SIS9, sistema de notificação de violência, publicado em dezembro de 2025 aponta que na cidade a violência contra as mulheres entre 18 e 59 anos apresentou crescimento nos casos entre 2019 e 2024 e que no último ano apresentou 177 denúncias. o maior recorde histórico. Na somatória, os principais autores das violências notificadas foram o cônjuge ou excônjuge, com aumento de 42.1%. Pela Lei Maria da Penha, são cinco tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher: a psicológica, moral, física, sexual e patrimonial. Uma das primeiras impressões que eu tive é reconhecer e pensar o quanto que é importante a gente debater junto com outros jovens e saber o quanto que é importante a gente falar sobre isso, porque já teve casos e a gente não deve só tipo ah ver o número e ficar quieto, não. A gente tem que repassar, tem que ver isso é preocupante. O curtametragem, que está disponível em plataforma no streaming, ganhou até um lançamento em uma sala de cinema e uma roda de conversa sobre o tema. E agora eles recebem, os jovens recebem o desafio de apresentar o curta na escola deles e pensar numa programação, numa roda de conversa, numa dinâmica para que eles possam trabalhar o curta e essa temática dentro da escola deles. A gente foi assistir o filme e a gente já sentiu aquela emoção, a gente já ficou assim comovido com o filme. Então eu acho que as pessoas que vão assistir, eu acho que elas também vão sentir aquela mesma emoção e vão querer mudar, né, os incomodados que muda o mundo. Então acho que eles vão se sentir incomodados com isso, vão querer trazer eh um futuro melhor, um ambiente melhor para as mulheres e para os homens também. A gente entende que os jovens precisam também ser os nossos aliados no enfrentamento a as violências em geral, né, mas principalmente as violências contra meninas e mulheres jovens, né, e adultas, né? Então a gente celebra essas iniciativas, incentiva, né, que os jovens também tomem, né, assumam seu papel de protagonistas também no enfrentamento às violências. Ao construir essa trajetória, os adolescentes procuraram chamar atenção também para os sinais que antecedem as formas mais extremas de violência. Que é isso? Eles não tinham tantas expectativas com relação ao tamanho dessa história, né? Uma história que ela vai abordar vários tipos de violência contra a mulher e v no o brilho no olho deles do momento que você falava: "Ó, essa violência ela realmente acontece. a gente tá falando com ela de uma forma muito delicada, mas que é muito importante. Então, pegar a energia deles ali, a recepção, é bem legal, é bem interessante. Eu consigo ficar mais atenta, né, nos que tá no que tá acontecendo com namorados de amigas minhas ou com familiares e em casa mesmo, na escola para poder ajudar, porque a gente já vê muito isso, né? A gente teve uma um exemplo de um curtametragem e a gente vê bastante nas ruas. Eh, a gente se se sentir incomodado e fazer por onde, não só ficar olhando. Muitas mulheres e muitas meninas já tão tentando mudar isso, né? a partir do momento que elas já vão lá, reclamam paraas diretoras ou até mesmo pegam e falam para eles: "Ó, isso daí não é certo, não gostei dessa sua brincadeira, se para com isso." Então, acho que a gente se posicionar, mostrar ali que a gente não é só assim uma coisa para eles ficar brincando, que a gente não é de deboche, eu acho que já é uma atitude bem legal pra gente, né, se posicionar. Foi um coletivo porque a gente tinha que arrumar os itens, a gente tinha que perguntar no grupo, a gente tinha que tá avisando e aí a direção vinha com a gente falar e a gente foi construindo esse cenário e que moldou a personalidade sim o curta. As atividades de multiplicação são muito importantes, né? Porque a gente ultrapassa, né, uma etapa de que é conhecer os direitos, saber como agir em uma situação de violência, mas também como ajudar outras pessoas a conhecerem esses processos, esses serviços e o que que a gente pode fazer.
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