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[Música] [Música] A pandemia, ela afetou o desenvolvimento emocional das crianças, dos jovens, dos adultos, dos idosos. Por quê? Porque o desenvolvimento emocional ele é todos os dias. A gente acha que quando a gente se a gente tá já desenvolveu emocionalmente, vem uma lapada e a gente vê que a gente tá aprendendo mais uma etapa. Então, não só os jovens, mas todos nós tivemos aí perdas durante a pandemia. Mas o jovem, as crianças e os jovens mais ainda, porque eles não têm, não tinham, né, ã, ferramentas para trabalhar a sua emoção nesse período. E a gente tem que pensar que a formação do jovem, das crianças e dos jovens, ela é pautada no social. Então, a relação social com amigos, com novos relacionamentos, para fortalecer o a os vínculos de apoio, as redes de apoio, o a encontrar os seus afins. A pandemia fez isso de uma forma virtual e é aí que a gente tá colhendo aí amargos frutos, porque eles hoje não sabem conversar pessoalmente, eles não sabem como se relacionar. Eles se sentem peixes fora da água, eles se sentem etês. E só que se eles não foram ensinados nas idades mais novas, ensiná-los agora exige um processo de mais dedicação. Então, existe sim um processo profissional dessa educação. Eu acredito muito nesse na redução das telas, né, durante as escolas para que exista troca nas nos recreios, né, exista as brincadeiras e as conversas e as paqueras, enfim. Por quê? Porque se esses jovens estão viciados em telas e eles não conseguem se desligar, nós precisamos desligar para que eles liguem a sua emoção, para que exista a relação intrapessoal e que dessa forma eles possam se reconectar, se reconectar com outros jovens, conversar e ter suas redes de apoio. Ja. [Música]