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Estúdio Câmara | Fobia Social - Ela Vem da Infância ou Pode Acontecer a Qualquer Momento?
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Estúdio Câmara | Fobia Social - Ela Vem da Infância ou Pode Acontecer a Qualquer Momento?

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Quando a timidez passa a comprometer o trabalho e os relacionamentos? A edição de 5 de novembro de 2026 do Estúdio Câmara coloca em discussão a fobia social, o medo de julgamento e a dúvida sobre seu surgimento na infância ou em outras fases da vida. Falar em reuniões, fazer perguntas e comer diante de outras pessoas estão entre as situações citadas na abertura, que também anuncia a audiência sobre o orçamento municipal e sua transmissão pelo portal digital da TV Câmara Campinas, entre outros canais.

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar. Hoje, dia 5 de novembro, quinta-feira. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Quero te convidar para conversar sobre algo que pode transformar situações simples do nosso dia a dia, do nosso cotidiano, em verdadeiros desafios. Hoje nós vamos conversar sobre fobia social, também conhecida como transtorno de ansiedade social. Bom, sabe aquela pessoa que evita falar em uma reunião, tem medo de fazer uma pergunta, não consegue comer diante de outras pessoas ou sofre só de imaginar que será observada ou julgada? Então, até que ponto isso é timidez? Quando o medo passa a comprometer a vida pessoal e os relacionamentos, o trabalho, o que está acontecendo? Será que a fobia social começa sempre na infância mesmo ou ela pode aparecer em outras fases da vida? Quero te convidar para participar com a gente para falar sobre esse tema. Os nossos convidados já estão conosco. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los, mas eu quero a sua participação também. Vem com a gente, manda a sua mensagem para o nosso WhatsApp que já está aqui na tela e aí conversa com a gente, né? Você já sentiu essa sensação de medo e aí de repente você deixou de fazer algo por conta desse medo, desse eh dessa sensação ruim que você sente, porque tem vergonha de falar em público, tem vergonha do que as pessoas vão pensar, de repente você teve alguma situação de bullying lá na infância, na escola e que hoje reflete na sua vida adulta, conversa com a gente, manda a sua experiência, de repente a sua dúvida. Os nossos convidados já estão com a gente e daqui a pouquinho vamos conversar então sobre o tema do programa de hoje, que é fobia social. Enquanto isso, eu vou atualizando algumas informações. Daqui a pouquinho a previsão do tempo e já já voltamos ao tema central do estúdio Câmara de hoje. Agora 8:10, estamos ao vivo e eu quero falar para você que a Rádio Câmara de Campinas entrou oficialmente no ar na última quarta-feira, inicialmente pela internet. A emissora funciona 24 horas por dia e vai transmitir reuniões e votações da Câmara, aliás, já está transmitindo, né, e notícias do legislativo também, programas sobre cultura, saúde, esportes, além de música de diferentes estilos. E para ouvir basta acessar radiocamaracampinas.com.br. br. Lembrando que a mesa diretora da Câmara já solicitou ao Congresso Nacional a concessão para a transmissão em frequência FM, logo em breve no seu Daio, Rádio Câmara Campinas. Lembrando que nós estamos também com o estúdio Câmara ao vivo na rádio Câmara Campinas. É só você acessar. Por enquanto você acessa camaracampinas.com.br. br. Logo em breve você vai sintonizar no seu rádio. Gente, mais informação chegando. A Câmara Municipal de Campinas realiza na sexta-feira, dia 6, às 7 da noite, audiência pública para debater o projeto de lei orçamentária, que prevém investimentos de mais de R$ 12hõ600 milhões deais no município. A população poderá participar presencialmente no plenário da Câmara, entrada pela Avenida Engenheiro Roberto M, número 66, no bairro Ponte Preta, e também vai poder enviar perguntas e sugestões por meio do formulário disponível no site eh campinas.sp.lege.br durante a audiência, tá? Esse debate será transmitido ao vivo pela TV Câmara Campinas nos canais Aberto 11.3, canal 4 da Claro, 9 da Vivo Fibra. A transmissão também estará disponível nas páginas da TV Câmara e da Câmara de Campinas, no Facebook, no streaming do site do legislativo, no portal da TV Câmara Campinas, no canal da emissora no YouTube e agora também na Rádio Câmara Campinas. Combinado? A sua participação é muito importante. Agora, a previsão do tempo chegando para esta quinta-feira. De acordo com informações da meteorologia, uma nova frente fria deve avançar eh sobre o estado de São Paulo já agora pela manhã. E Campinas, né, está aí sobre essa frente fria. Teremos aí um sol com aumento de nuvens e pancadas de chuva agora pela manhã, né? A mínima 21, a máxima 32º. E é importante a gente se atentar com a previsão do tempo, né, para que a gente possa estar realmente prevenido, né? Então, olha, guarda-chuva junto contigo. Eh, 32º não fica frio, vai ficar calor, mas você sabe que precisa levar o guarda-chuva e a garrafinha de água para manter a sua hidratação, combinado? Frente Fria chegando no estado de São Paulo e Campinas também eh está nessa rota aí da Frente Fria, né? Agora vamos parou aqui, parou agora, porque a gente vai falar de fobia social. Imagine você deixar de aceitar aí uma oportunidade de trabalho, né? aquela oportunidade de trabalho da vida, porque será necessário você falar com outras pessoas ou então você evitar uma festa por medo de não saber como se comportar, ou até adiar uma consulta médica por receio de conversar com alguém desconhecido. Olha, para quem enfrenta a fobia social, situações assim podem provocar um sofrimento muito difícil de compreender para quem está de fora. E muitas vezes esse comportamento é confundido com timidez, mas existe uma diferença importante entre ser mais reservado, né, ser tímido e sentir um medo intenso de ser avaliado a ponto de acabar limitando as próprias escolhas. A gente fala hoje sobre fobia social com especialistas. Então, eu quero dar as boas-vindas a Bianca Gianini. Ela é farmacêutica, psicoterapeuta transpessoal, especialista em desenvolvimento humano e atua 7 anos com comportamento, autopercepção e relações humanas. Seja bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Eu é que agradeço. Muito bom dia. Gratidão pela presença, pela oportunidade, pelo convite. Ai, maravilha. a gente fica feliz em receber você pra gente poder falar nesse tema que é muito importante e a gente precisa eh aprender a lidar com isso e de repente entender quando nós devemos buscar uma terapia ou até um médico psiquiatra. E por conta disso nós convidamos o médico psiquiatra Felipe Dinize. Ele participa com a gente pelo Zoom. Ele é mestre em saúde coletiva pela Universidade do Rio de Janeiro. Doutor, seja muito bem-vindo. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia, Ruga. Meu dia, Bianca. É um grande prazer participar com vocês. Eh, é um dia eh de discutir um assunto extremamente importante de uma dos transtornos mais comuns da psiquiatria. Então, vai ser um dia bem produtivo. Maravilha. A gente agradece então a participação e a disponibilidade dos nossos convidados. Eu tenho uma informação importante para começar a nossa conversa, porque segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, o transtorno de ansiedade social geralmente começa na infância ou na adolescência. Essa publicação também explica que o medo pode aparecer em situações muito diferentes, como nós falamos antes, desde falar em público e conhecer pessoas novas até comer e beber diante de pessoas. Então, gente, eh isso mostra que a gente não tá falando apenas de desconforto em grandes exposições, mas em situações do cotidiano, situações comuns da rotina. Então, a gente precisa entender a fobia social e reconhecer os sinais. A gente começa então com o Dr. Felipe. Eh, doutor, quando a gente fala em fobia social, qual que é a diferença, né, da pessoa tímida e alguém que apresenta um transtorno de ansiedade social? são características diferentes que definem esse diagnóstico. Gostaria que o doutor explicasse pra gente, porque a gente também eh tem que tomar cuidado para não colocar tudo como transtorno, né? Mas a gente precisa entender a diferença da situação do cotidiano, daquela ansiedade que é natural de a gente sentir, aquele medo que é natural, aquele frio na barriga e do transtorno que vai acabar nos aprisionando. Sim, é uma ótima pergunta, inclusive a dessa dessa discussão, a gente começar a diferenciar o que é normal e o que é patológico, nãoé? Eh, a fobia social, que é também chamada hoje de transtorno de ansiedade social. E por que esse nome? Eh, é bom a gente destrinchar o nome porque ele é o conceito em sií. Quando falamos de fobia, nós falamos de medo. A palavra fobia ele é medo. E ansiedade é uma consequência ao medo. Então, não existe ansiedade sem medo e vice-versa. Eh, nesse sentido, toda vez que avaliamos, pensamos em transtornos ansiosos, seja ele quais for, e ansiedade social, tá no grupo dos transtornos ansiosos, nós estamos falando de eh transtornos que são baseados num afeto muito comum e necessário paraa sobrevivência humana e de várias espécies, que é o medo. O medo faz uma reação natural de ansiedade que eh faz nosso corpo se preparar paraa luta ou paraa fuga, que é fundamental paraa sobrevivência. Nesse sentido, a gente pode pensar que existem existe sim situações na vida fundamentais que precisamos vivenciar, que fazem com que a gente tenha eh habilidades para sobrevivência. Uma delas é obviamente eh uma das coisas mais importantes paraa evolução da espécie humana, que é a habilidade de eh convivência em larga escala, ou seja, a socialização é o que de melhor nossa espécie, como sapiens fez para que conseguíssemos eh ocupar todo o planeta e conviver e conviver é uma coisa muito difícil. Nesse sentido, na formação da nossa da nossa autoestima e do nosso eu, a vergonha, que é a gente a gente considera o medo um dos afetos básicos. Lembra daquele filme Divertidamente que tinha o medo desde o início? Então, é uma das é uma das dos afetos dos sentimentos mais básicos que a gente instintivamente tem e que a vergonha ela vai se vai surgindo naturalmente quando a gente vai desenvolvendo, quando criança, tanto que a gente vai ficando ali avaliando as situações até a gente se sentir seguro. E nisso vem a timidez. A timidez, ela pode ser natural diante de situações que pedem e o treinamento dessa habilidade, né, com com desenvolvimento da infância, a gente vai perdendo ou a gente pode ter uma tendência a manter a timidez como uma característica da personalidade da pessoa, desde que ela aprenda ao longo da vida a a lidar com essa habilidade, isso é normal. Agora, quando ultrapassa a linha dos sintomas aparecerem, acredito que a gente vai falar deles, né, eh eh mais sintiadamente, que aí quando você isso já te impossibilita a experiência da da socialização e já começa a te trazer sintomas físicos, palpitações, uma ansiedade antecipatória, seja, já não quero fazer aquilo que eu vou primeiro. Então aquilo já começa a trapassar uma linha do que é esperado para aquela idade e para aquela situação específica. Eh, nesse sentido, a gente pode entender muito bem que é uma sensação de gradação e que ultrapassa o limite onde você já não consegue mais viver dentro daquela cultura e daquele momento. Excelente, doutor, muito bem explicado, porque a gente precisa entender a diferença do que é natural da nossa reação humana e o que já está se tornando patológico. Agora a gente vem pra Bianca, porque como que a psicologia eh explica essas sensações que a gente sente, né, diante eh de uma situação que vem trazer um impacto pra gente quando a gente fala de fobia social. E aí eu gostaria da diferenciação também, porque as sensações que o doutor colocou são e eh ansiedade e tal, mas o que o que o que realmente a pessoa sente por dentro, né? Quais são os pensamentos? Porque a nossa cabeça, a nossa mente, ela às vezes acaba nos traindo. Então, diante de uma, de repente, de uma apresentação que eu preciso falar em público, antes de acontecer, pode ser dias, eu já começo a ter um sofrimento eh que eu às vezes não consigo definir. O que que a psicologia traz pra gente referente a essa timidez que mistura medo, que mistura ansiedade e que pode desencadear uma fobia social? Muito bom. Eh, a minha contribuição hoje, eu gostaria de trazer a questão do aspecto em relação ao desenvolvimento humano. Uhum. porque embora eu faça, eu desempenhe um trabalho eh através da terapia transpessoal, eh existe uma compreensão que nós é importante nós trazermos para a, como o doutor colocou, em relação ao convívio, muitas vezes nós podemos entrar numa esfera de nos compararmos. Humum. E essa comparação, ela se torna muito prejudicial, porque cada indivíduo é único. Cada indivíduo traz lá os seus aspectos internos, eh, a sua criação, as informações do seu DNA. Uhum. Eh, a herança familiar, as crenças. Então, quando nós estamos num convívio, né, numa larga escala, como você colocou, numa apresentação profissional ou num evento, num convívio, quando nós entramos nessa questão da comparação, nós podemos estabelecer algumas metas inconscientes. Uhum. em querer ser alguém ou em querer ter um comportamento que alguém que eu vejo, que eu me inspiro, que eu de repente aquilo não é minha natureza. Uhum. Então, quando eu tento ser alguém que não é a minha essência, eu começo a desenvolver alguns aspectos de de eh que são eh inconsistentes comigo. Então, o autorespeito, o autoacolhimento, eh a percepção de quem eu sou, do quanto aquilo é eh natural para mim ou do quanto eu preciso me treinar para desenvolver. Eh, muitas vezes a gente já estabelece uma meta, uma intenção de fazer algo ou de ser alguém, só que existe um processo interno a ser desenvolvido, elaborado, lapidado para chegar até esse lugar. Então, quando a gente olha para alguém que já tá teoricamente formado, existe anteriormente todo um percurso. Uhum. E aí na nossa mente a gente já quer tá ali de imediato, mas o processo de desenvolvimento humano não acontece assim, é como a natureza. Nós precisamos respeitar os nossos ciclos, o nosso os nossos limites, aquilo que é natural para nós e aquilo que não é, né? E a essa percepção da comparação, dação, do não respeito, vai me levar a desenvolver situações que o meu corpo tá me falando assim, eh, essa leitura do corpo é extremamente importante. Isso não é natural para você. Humum. Mas nós podemos começar a perceber aquilo como um transtorno, quando na verdade é uma chamada, uma leitura que nós precisamos ter conosco. O que é bom para mim, o que não é, o que eu consigo, o que eu não consigo. E esse autoreseito, esse autoacolhimento, sabe? Porque senão a gente entra num lugar que que a gente não vai conseguir se sustentar. Uhum. Excelente. Muito bom. E aí você trouxe que a gente precisa nós vamos nos construindo, não é? E quando a gente fala em construção, eu quero trazer para o Dr. eh Felipe eh a fobia social, doutor, ela inicia na infância, na adolescência, tem uma fase correta, uma fase que, aliás, uma fase correta, não, mas uma fase que é mais propícia, né, para esse desenvolvimento. E por que que eu li alguns artigos dizendo que a fobia social ela muitas vezes passa despercebida, que é o diagnóstico dela é um pouco demorado. A pessoa ela tende a não entender o que está acontecendo e por isso não busca atendimento e as pessoas que estão à sua volta também. Então, eu gostaria que o doutor relacionasse pra gente se tem alguma fase da vida que é mais propícia esse desenvolvimento dessa condição. E por que que é tão difícil de ser entendido e a pessoa demora a buscar atendimento? É muito legal porque é alarmante, né? Eh, a fobia social ela é conhecida já uma transtornos sociais, transtornos de ansiedade, eh, de escritos já há muitos, muitas décadas. Eh, e o que acontece e eh o o alarmante é que ela se inicia normalmente cedo na infância, sendo no auge, a média eh de que normalmente tem o máximo de de ocorrência, incidência é aos 13 anos de idade, ou seja, um período da vida fundamental da da transição, né, da adolescência, da da adolescência primária, né, para adolescência secundária, ou seja, saída da pré-adolescência para entrada no na bem no na naquela idade de estirão normalmente, que é é um momento de que a questão social ela é muito importante no desenvolvimento psíquico, né, para de uma criança para um adulto. Daí a formação dos grupos de adolescentes nesse período, aquela questão eh da adolescência tá nesse momento mais rebelde, dependendo da da cultura, dependendo da da da pessoa, mas aquele momento de mal rebeldia, de colocar às vezes o grupo na frente dos pais, é uma forma de você desenvolver e cortar o cordão bilical, né? Eh, faz parte isso, desde que obviamente não atinja eh eh formas mais violentas, né, de de convívio. Porém, nesse momento, é importante assim, apesar dela poder acontecer em várias idades e ser mais comum em ocorrer em mulheres, ela pode acontecer e mulheres jovens, especmente. eh ela pode acontecer em outras idades, como por exemplo, eh nós pegamos situações ocorrendo em idosos, eh, mas de forma distinta, especialmente quando ocorrem situações como, eh, doenças que afetam e eh funções do corpo ou a imagem do corpo, de doenças que pegam o rosto ou que trazem eh tremores, né, ou que trazem alguma surdez, por exemplo, né, perda de auditiva. Isso pode trazer à tona eh fobia social em pessoas mais eh mais idosas, né, justamente por ter perdido essas funções. Eh, e pensando nessa situação de por que ocorre isso, o que a gente observa é que normalmente a pessoa não busca atendimento pela fobia social, ela busca por outras comorbidades nas mais comuns, a depressão, que é o transtorno mental mais comum que nós temos. E aí ela pode ser uma consequência ou pode ter eh comorbidade mesmo, a pessoa ter tendência tanto à depressão quanto a a ansiedade. A gente pode ver isso no neuro desenvolvimento e também com eleganças genéticas. A gente observa cocorrências em famílias, a gente observa eh os estudos de Gêmeos mostrando uma eh uma que a comorbidade acontece em 50% dos casos de gêmeos idênticos, ou seja, que tem o mesmo DNA. acontece em 50% dos gêmeos idênticos na fase da infância é diminuindo um pouquinho na fase adulta e e outro transtorno que é fundamental a gente entender, que nem sempre é um transtorno, mas uma uma situação importantíssima, é o uso, abuso e dependência de substâncias. é uma outra coisa que às vezes eh chega pra gente e a gente descobre que existiu ali uma fobia social ou se desenvolveu em algum momento, mas muito precoce, especialmente porque a incidência desse tipo de problema tem acontecido cada vez mais jovem também. E eu chamo atenção em especial para o álcool, porque o álcool é uma droga social, né? Uma droga legal. E ela, por ser uma coisa que eh digamos que seja culturalmente até um fluido social, né? eh nas da nos países onde o álcool eh faz parte da cultura, como o nosso, por exemplo, né? As pessoas tomam cervejinha sexta-feira. Então, eh, esse tipo de situação, lembrando que o álcool e outra substância são desinbidores. Então, não é comum a gente pensar que as pessoas podem, especialmente quem é mais vulnerável com os adolescentes e as pessoas mais jovens, mulheres jovens, eh, acabarem utilizando dessas substâncias de uma forma desinibidora e com isso, eh, com o tempo acabar desenvolvendo, né, eh eh uma um acaba desenvolvendo uma dependência ou mesmo problemas relacionados a isso. Aí a gente descobre eh no consulta a fobia social. Houve uma outra torre interessante de comorbidade que tem acontecido ultimamente e tem gerado eh uma assim uma dificuldade grande na clínica que é a busca pelo diagnóstico de autismo. E a gente sabe que é um diagnóstico de diferencial importante, só que nós temos uma série de outros transtornos como esse que nós estamos discutindo hoje, que são muito mais comuns e muitas vezes a gente acaba descobrindo que existe ali por trás, na verdade, é um medo e não a inabilidade de convívio social, embora possa ver, né, como a própria eh eh Bianca falou, né, a gente tem situações muito complexas no nosso nosso dia, nosso desenvolvimento que são eh que que essas situações complexas e que a gente passa ao longo da infância e que faz a gente se comparar, tudo mais. Eh, isso, isso você precisa realmente ter já por natureza uma complexidade que muitas vezes o autismo já não existe lá precocemente. E já na no transtorno de fobia social, nós já temos uma construção da relação social tão bem marcada que permite o estabelecimento até desse tipo de fobia, entende? Eh, então é um diagnóstico inicial importante e é um assunto extremamente importante a gente começar a conversar sobre coisas que parecem autismo e não é só autismo, por exemplo, né? E acho que é isso sobre esse tema sobre esse excelente, doutor. Muito bom. E aí o doutor trouxe pra gente a questão da da fase da adolescência, né, Bianca? Eh, eu gostaria de pontuar a situação que nós vimos, né, todo mundo viu na internet, eh, as vésperas das eleições, o Felca vai publica, né, eh, eh, faz um, um, uma chamada e depois eh publica a questão eh da fobia social, né? ele foi criticado por eh eh ter publicado isso e só que ele ele conta a como aconteceu, né, essa fobia social, como ela foi desenvolvida. E aí a gente faz um link com o que o doutor trouxe pra gente, né, a questão da adolescência, que na adolescência eh o o jovem ele está numa fase eh nova da vida, né? se despediu ali da infância e daí está já na pré-adolescência, aí vai pra adolescência e depois a fase adulta. Então ele tá vivendo um momento novo onde ele precisa de se autoafirmar. E nesse momento pode dentro desses grupos, né, de pertencimento, pode ocorrer situações de bullying. E eu gostaria que você trouxesse pra gente essa essa questão eh do bullying ligada a esse essa condição da fobia, né, social e também da dessa pessoa que fica mais eh quietinha, mais no canto dela, mas que não foi diagnosticado e que não tem esse diagnóstico, mas tem uma timidez um pouco mais elevada. Então, eh, esses apontamentos, bullying, essas brincadeiras que faz sentido para quem brinca, mas não faz sentido pra pessoa que, que que é a vítima da brincadeira em si, gostaria que você trouxesse pra gente um pouquinho sobre, Bianca. Muito bom. Eh, bom, essa questão da adolescência, eh, como você colocou, né, eh, o adolescente ele não precisa se autoafirmar. Uhum. Hum. Mas existe uma tendência sim do ser humano em querer se autoafirmar, em querer se posicionar. Uhum. As pessoas não têm que sim, cada indivíduo, cada ser único. O que acontece é que nós tentamos nos agrupar dentro de rótulos e que quando pessoas não atendem aqueles rótulos, elas são rechaçadas, são excluídas. Mas porque existe algo estrutural na nossa sociedade que não permite ou não tem um espaço para que as pessoas sejam o seu ser, a sua essência. Então, quando, né, e isso o que acontece no caso da criança, do adolescente, eh, é extremamente importante que a família traga essa estrutura, esse alicerce para que essa criança dentro do seu autodesenvolvimento seja encorajada a trazer as suas potencialidades inatas, as suas habilidades inatasum para o ambiente onde ela está inserida, independente se é escola, se é no clube, se é no time. O que acontece é que então quando as pessoas não apresentam essas características que considera-se que é o ideal, o certo, né, a gente sai da esfera do que é coerente para cada um de nós. Então tem muito essa busca do que é certo, do que é errado, do que é permitido, do que não é claro. existe essa necessidade de delimitar para que a gente consiga ali um convívio respeitoso, harmônico. Mas quando uma pessoa apresenta, um adolescente apresenta uma característica que não é dele, isso soa para quem não conhece aquilo como algo diferente. E nós buscamos o que é familiar. Naturalmente, nós buscamos o que é familiar, porque o que é familiar tá na nossa essência, tá na nossa infância. E o que não é familiar, a gente tem uma tendência a Uhum. excluir, a rejeitar, inclusive nós mesmos com com conosco. Isso não é familiar para mim, então eu rejeito. Quando um o ser humano se abre para perceber aquele outro indivíduo dentro das características do indivíduo, não acontece isso. Uhum. aquela pessoa que apresenta determinada habilidade, determinada característica que não é convencional, ela não precisa se reduzir. Então, a gente tem uma uma tendência natural a nos definirmos pelo nosso transtorno, pelo nosso medum, sendo que o processo de desenvolvimento humano se dá na autoexperimentação. Muito bem. conseguiríamos lidar com muito mais naturalidade, com muito mais empatia, com muito mais respeito, se nós não entrássemos nessa questão do rotulado rechaçado, excluir. Uhum. E então nós encontraríamos o nosso próprio espaço. Nós não tentaríamos habitar espaços de características de outras pessoas que não são as nossas. Então, volta para o autoreseito, para o autoacolhimento, para a autopercepção de si, porque a gente sempre tem uma tendência a olhar para fora, a se comparar, a se edificar no que é fora. Na verdade, nós só precisamos manifestar quem nós somos em essência e aquilo que nos traz uma dificuldade em conviver com as pessoas, entender que ali é um ponto que eu preciso olhar com mais cuidado. Uhum. Que eu preciso eh buscar um acompanhamento clínico, um acompanhamento psicológico, mas que eu preciso também me permitir a me conhecer dentro daquelas características. Issoia com isso sairia assim hã não sei se o doutor eh concorda com isso, mas eu acredito que quando a gente se olha, né, e a gente para de se comparar e e tentar ser quem a sociedade estabelece que a gente seja, a sociedade entre parênteses, assim, mas é uma questão estrutural isso. Uhum. Doutor, por gentileza. Não, eu concordo plenamente porque isso põe em ponto justamente a dificuldade que é você se tornar uma pessoa adulta, né? Eh, porque ao mesmo tempo que a gente precisa criar uma imagem da gente mesmo, né? Que eu não gosto de da palavra autoestima, gosto da da do valor de si mesmo, a mais valia, né? O quanto você vale, né, para si mesmo, né? Eh, quanto a sua vida é valiosa para você, né? Eh, quando você para criar esse, você tem que passar por desafios. e desafios que dão medo, né? E esses desafios são sociais. Conviver é uma coisa muito difícil. conviver, viver junto é uma coisa muito difícil e é um aprendizado. E é interessante quando a gente avalia essas questões, eh, especialmente quando a gente fala em perseguição sistemática ou intimidação sistemática. Eu não gosto muito da palavra bullying, porque é uma palavra que trouxe vários conceitos que quando a gente avalia a cultura brasileira e a gente não pode avaliar a sociedade sem avaliar a cultura, a cultura oriental é uma coisa, a a norte-americana é outra e a cultura brasileira é completamente diferente, né? Eh, nós nós estamos falando de de uma cultura que naturalmente se reconhece como extrovertida, vertida pro outro, né? tira para fora. Mas nós vemos uma geração atual e isso a Bianca pode eh eh conversar comigo, concordar, avaliar comigo. Você também nota que essa nova geração, né, especialmente nascida nos anos 10, os anos 2000, um pouquinho para cá, mas anos 10, principalmente, que tá chegando na adolescência, é uma geração que é mais introvertida no sentido de voltada para olhando para si mesmo, fala, elas falam mais de, é uma geração que fala mais de sentimentos, que se olha mais, que se altaavalia, até porque passou, tem passado por situações de individualização, virtualização das relações, uma série de questões que o mundo tá envolvido e tá tendo que debater agora, né? E acredito eu que vai ser a geração que vai dar um corte também nessa nessa nesse excesso de virtualização. Eu tenho essa esperança que eu sempre acredito na juventude, mas eh quando a gente fala em perseguição sistemática aqui no Brasil, é importante a gente ter em mente, é importante que nós nós admit nós admitamos que eh nós somos uma cultura debochada, nós nós somos de se divertir um com o outro, a gente tende a puxar um ao outro. E temos uma fase onde o deboche ele tá incluído como uma forma até de treinamento paraa sociedade em que você vive. Porém, eu tô falando aqui da palavra deboche, onde há uma brincadeira entre pares, tá? onde eu debo de você, você debo de mim e eu vou aprendendo isso, mesmo que durante algum momento eu posso passar vergonha, mas aí eu aprendo a lidar com aquilo e aí você vai e a gente vai crescendo juntos nessa sociedade. Agora, quando eu falo em bullying, aí eu falo a palavra bullying mesmo, nós estamos falando de uma herança, de um termo que vem, né, da cultura norte-americana, de uma coisa que é sistematizada a nível institucional. A gente vê filmes onde o bullying é o tema, mas nem era tão negativo. Era uma coisa assim, ah, a as tier leaders era junto com os vão sacanear eh a pessoa que é que é nerd. Então você vê assim ou estrangeiro, então você vê grupos muito étnicos às vezes formados, coisa que aqui a gente é bem diferente. Então, avaliar o que a gente chama de eh de perseguição sistemática ou intimidação sistemática, que eu acho que é o nome mais interessante, eh é uma coisa que muitas vezes a gente a própria a própria ou quando a gente ouve o adolescente, ouve a criança, a gente consegue ter uma apreensão melhor do que que aquilo que ela tá vivendo. E ela vai nos dar realmente uma noção do que que ela tá vivendo, a ponto de poder nos dar armas para ajudá-la a justamente ter essa essa essa visão de si mesmo melhor que que de não comparação de um nível sempre inferior que leva a um transtorno como que a gente tá discutindo, entende? Pode, pode completar o raciocínio. Eu, inclusive, coincidentemente ou não, ontem eu tava pensando justamente sobre isso, essa questão dessa geração, né? É interessante, doutor, ter trazido isso aqui hoje. Você vê a ressonância, como que funciona. Eh, é uma geração que ela não tá muito conectada com o ter. Uhum. Exato. Ela tá mais conectada com o ser. Talvez justamente por conta dessa dessa introspecção, esse essa esse essa situação da pandemia e tudo mais, né, ela nos trouxe muito para dentro de nós, muito para dentro de casa, muito para autoobservação, né? Nós ficamos confinados. Então, naquele nessa situação, nós eh conseguimos olhar mais para nós. Uhum. E é muito comum que a gente, naturalmente a gente tem uma tendência a olhar para fora e essas dispersões nos impedem de olhar para dentro. Uhum. Só que não existe uma forma da gente conhecer quem nós somos. Em essência conhecer o nosso ser se nós não olharmos para dentro. Então essa geração que vem trazendo essa manifestação do ser é uma coisa assim, eh, eu sou fiel ao que eu sinto, eu não aceito programas ou hábitos que não estejam que não sejam coerentes para mim, que não estejam alinhados comigo. Eu deixo de fazer as coisas pelo modo repetitivo, estrutural que a sociedade estabelece que seja feito. Ah, então eu não consigo passar muito tempo no CLT porque eu não vou teoricamente entregar o meu tempo, a minha alma, né, para ser escravo do sistema. Isso é o que a gente vê hoje, né? A existe uma grande dificuldade inclusive em contratação da nova geração, porque eles não se submetem. Isso é muito comum. Eu atendo eh pessoas do mundo corporativo e que realmente existe uma dificuldade de contratação justamente por por essa questão estrutural. Eu vou ter que passar lá um tempo enorme da minha vida fazendo algo que não tem sentido para mim. Então essa sociedade, essa geração, perdão, essa geração, ela se volta para o ser. O que é importante para mim, o que está alinhado com a minha essência, com a minha alma, o que faz sentido para mim, o que tem propósito. Existe também uma autorrespeito, mas obviamente que a gente precisa direcionar, porque não é só a manifestação do ser. Sim. É a edificação da vida através da manifestação do ser. Uau, muito bom. Nossa, quanto ensinamento no programa de hoje, hein? Mais um. Ô, ô, doutor, se quiser completar, pode completar e daqui a pouco a gente já começa com as perguntas. Pessoal de casa tá mandando perguntas e a gente vai direcionar para vocês. Mas, por favor, conclua o raciocínio. Eu acho acho perfeita colocação. É, realmente é uma forma eh uma forma de a construção, né, da de quem a gente é, ela é ela perpassa o social. Ela não é a gente não é uma ilha, né, como eu já dizia. Eh, a gente a gente precisa das outras pessoas. Daí a importância da gente ajudar as pessoas que sofrem com isso, justamente porque eh a a é fundamental, a gente precisa do olhar do outro até para delimitar quem nós somos, mas também a gente não pode eh colocar um peso tão grande nesse olhar do outro a ponto de delimitar eh de limitar quem nós somos. É outra coisa, né? E é isso. Aguardamos as perguntas, então. Uau, gente. Vamos lá. Olha só, eh, 8:46. A produção me avisando, tem perguntas, pode começar aí já. Vamos lá. Pode colocar na tela. Vamos ver quem é que tá com a gente e o que diz, né? Se é uma dúvida, se é uma experiência. A Beatriz Martins no Jardim Chapadão. Às vezes uma pessoa quer participar mais das conversas, mas fica esperando o momento certo para falar e acaba não dizendo nada. Como mudar isso? Olha aí. Então vamos lá, Bianca. Ah, é para mim essa. Muito bom. Eh, bom. Eh, como a Beatriz trouxe, muitas vezes a gente vai esperar um espaço ou a gente vai esperar ser reconhecido ou a gente vai ou a gente gostaria, né, de ser convidado a falar. Mas Beatriz, o que eu posso contribuir assim com as com a sua dúvida, com a sua colocação, é que muitas vezes você vai precisar se posicionar e encontrar também o seu eh o seu momento ali para você se colocar, né? Então, inicialmente você pode ter um pouco de dificuldade, você pode ter um pouco de medo de ser julgada, de não ser acolhida, de não ser respeitada. Mas o que eu quero te encorajar é que isso faz parte. Se você não está num quadro clínico agravado por uma fobia social, né, eu reforço que é necessário sim um acompanhamento mais de perto, mas se você está ali num movimento com amigos ou mesmo na no local de trabalho e você gostaria de colocar a sua opinião, olhe para você, respeite-se e você não precisa eh receber uma aprovação externa, você pode simplesmente colocar a sua verdade, o que você pensa, maneira como você gostaria de contribuir, ocupando o seu espaço. Com leveza e isso é treino. Faz a primeira vez, faz a segunda vez, faz a terceira vez, na quarta já vai ser mais natural. Se ainda assim você sentir um pouco de dificuldade, você pode buscar, né, uma orientação terapêutica, um suporte que te traga ou ler livros, eh, conhecer algumas técnicas ou ver filmes, mas você pode trazer isso para dentro de você como uma jornada de autoconhecimento, de autodescobrimento, de a sua jornada é de auto desesenvolvimento humano. Uau! Muito bom, muito bom. Vamos lá, mais uma pergunta na tela. Agora a gente direciona pro Dr. Felipe, pode colocar na tela produção, por favor. Estamos ao vivo hoje falando de fobia social. A Isabela Rocha do Castelo. Meu filho conversa bastante nos jogos online, mas na escola quase não fala com os colegas. Essa diferença entre virtual e presencial merece atenção. Olha só, doutor, que interessante, né? Eh, os adolescentes geralmente eles estão mais online, né? Então, acabam eh não interagindo tanto eh no físico, né, ali no na no bate-papo e tal. Isso merece atenção, doutor? Bom, eh, claro que merece atenção, né? Eh, nós vivemos numa sociedade completa, onde você precisa eh tanto ter habilidades hoje virtuais quanto habilidades, principalmente habilidades eh presenciais, habilidades reais, né, que eu que é o conço. A gente até esquece que a que a a conversa virtual, o posto dela é real, né? E veja bem, quando você tá real com alguém, você quando você tá conversando com alguém, olha a palavra com o prefixo com novamente, eh, versando junto, né, falando junto, né, com você tem ação e reação imediatas. você tá olhando todos os aspectos da do corpo daquela pessoa, os movimentos e não só aquilo que cabe numa tela ou que tá só no seu fone de ouvido. Então, eh, quando você tá, veja bem, eu aqui me relacionando com vocês, eu tenho uma visão eh de ponto cego. vocês tos cegos com relação a mim, vocês duas juntas aí, eh, vocês estão vendo todo o ambiente e e toda a produção e todo todas as os sinais que estão externos e internos. Isso eu acho que é um retrato muito interessante do que que poderia ser e essa e e de onde a resposta vai. Então, eh, olha a a conexão entre uma duas pessoas que estão presencialmente e olha as dificuldades que é ter uma terceira pessoa eh em outra cidade, em outro local, falando através de um de um filtro de tela, né? Eh, por si só, isso já isso já mostra que a gente, se a gente não desenvolver habilidades, como Bianca falou, se a gente não treinar, se a gente não eh e e quando o transtorno acontece, a gente vai precisar de ajuda profissional. Tanto que a primeira linha disparada de tratamento é a a psicoterapia, né, antes da gente pensar em medicações, exceto obviamente situações mais esdrúxolas e com comorbidades, mas eh essas habilidades da da socialização, elas claro que quando a gente tem eh mais experiências no mundo real, a gente é melhor com elas do que no mundo virtual, apesar do mundo virtual trazer mais conforto para quem sofre de determinadas fobias. sente eh mais segura, mas de uma forma ainda assim eh vamos colocar assim, um bandade pode ser muito útil para para determinadas situações, desde que não impeça que outras coisas possam ser desenvolvidas plenamente no seu ser, né? Bem, 852 falando sobre fobia social ou de repente você que sente vergonha, né? aquela vergonha de falar em público, aquela vergonha de de repente sair, passear, ah, o que que os outros vão pensar e começa a ficar mais afastado, mais isolado, mais no seu cantinho. A gente precisa eh começar a entender quando isso faz parte, né, do nosso dia a dia, porque você é mais introvertido e quando isso já pode te impactar, né, no seu relacionamento, eh, no seu social, no seu profissional. Então, eh, por isso que a gente traz esse tema muito importante e como os nossos convidados disseram, é natural, acontece, né, a gente de repente não se sentir tão confortável assim, mas precisamos saber a até que ponto isso faz parte da natureza do ser humano. Agora 8:53, pode colocar mais uma na tela pra gente, produção, por favor. Vamos lá. Geovana Souza de Barão Geraldo. Tem pessoas que ficam desconfortáveis até para receber elogios na frente dos outros. Por que uma situação que deveria ser boa pode causar tanta vergonha? É verdade mesmo, né, Bianca? Olha só. Verdade. Acontece. Acontece sim. Eh, bom, eu acredito assim que esse vale um olhar pra infância. Uhum. Eh, se é se foi uma criança que cresceu sendo acolhida, é, se foi uma infância de uma criança que que cresceu sendo elogiada, porque essa esse adulto ou esse adolescente, como eu falei, ele vai buscar o que é familiar. Uhum. Então, se foi uma infância em que foi o oposto disso, ela vai, essa pessoa vai se sentir eh à vontade com aquilo que é familiar. Uhum. Então, se ela não tem ser elogiada, ser cuidada, ser protegida numa numa fase da adolescência ou de uma fase adulta, precisamos olhar para a infância. Muito bem. a gente vai precisar visitar a infância, eh entender quais são os padrões que foram eh estruturados ali. Então, é uma mudança estrutural, sim. Se ela tentar eh se submeter a situações e ela mudar a forma como ela percebe, eu posso ser elogiada. Uhum. Eu posso ser cuidada, protegida. Eu posso receber ajuda, eu posso pedir ajuda. Então, tudo o que é hoje para você diferente do seu natural, do seu normal, muito possívelmente existe uma questão estrutural que vem da sua infância e agora no modo consciente, maduro, por isso o desenvolvimento humano é necessário para você conhecer, para você transformar, para você amadurecer o seu emocional, o seu pensamento, a forma como você se posiciona, a forma como você lida. com os desafios da etapa de vida a qual você se encontra. Hum. Então isso tudo são percepções que a gente vai desenvolvendo. E quando você olha para esse lugar e encontra ali algo que para você não é natural, olhamos para a infância e entendemos o que aconteceu, reestruturamos e então você passa através de treino. sempre vai precisar um pouco de treino até que aquilo para você seja algo familiar, algo normal, algo gostoso, né? Um reconhecimento, uma validação positiva. Uhum. Nossa, vocês falando assim, a gente desenha um, eu eu vou eu vou fazer formando um filme na minha cabeça e vou vendo assim. É muito interessante, é bom demais a gente aprender eh sobre nós, né, seres humanos, aprender sobre o nosso comportamento e vocês dão um show de conhecimento. A gente só tem agradecer mesmo. Ô doutor, vou direcionar mais uma pergunta para para o doutor, tá? Vamos lá. Pode colocar na tela, produção, por favor. Vamos lá. Essa vai para o Dr. Felipe Víor Henrique Nova Europa. Porque por algumas pessoas conseguem conversar normalmente por mensagens, mas ficam muito ansiosas quando precisam atender uma ligação? Olha aí que que diferente. Valeu, Víor. Obrigada, viu? Vai lá, doutor. Isso a gente tem tá falando de fobia social, OK? Eu imagino que ele tá pensando, porque a gente não atende mais ligação, simplesmente a gente não tá mais treinado a fazer isso. Então mesmo adultos hoje em dia que quando crianças tinham telefone fixo em casa e atendiam ligações, eles estão perdendo. E hoje virou até piada, né? Ai até quem liga que não sei o quê, sabe? Então eh é é uma prova de que as habilidades da socialização elas são eh ainda assim prendidas, né? Eh, e simplesmente nós não temos atendido ligação com isso. A gente perdeu o hábito, mas aí vamos colocar agora de uma forma mais ampla. A gente tem perdido o hábito, no geral de uma comunicação imediata. E aí que entra agora a seriedade da coisa. Quando eu tava falando agora a pouco sobre reciprocidade imediata de você, alguém fala com você e você responde imediatamente, você não tem tempo de editar, sabe? A vida não é editável. A vida ela acontece em tempo real. Daí esse medo que as pessoas estão tendo hoje de algo que não seja editável. As pessoas estão se colocando hoje em dia numa imagem de uma régua lá nas alturas irreal, sabe? E todos vendem uma imagem que é como é uma brincadeira muito séria, que se diz assim: "Ah, não, na foto é melhor do que na vida real". Sabe? Eh, eh, eu vejo, você vê um exemplo de você vai você vai assistir um um vai num ambiente semisocial onde tá tendo acontecer alguma coisa linda, às vezes uma apresentação de coisa, você pega e veja vê pelo filtro do celular. Ou seja, até a experiência sensorial real você não você terceiriza, porque é mais importante você ter um vídeo que você nem vai assistir depois. Então, essas experiências, quando a gente para de fazer isso, a gente para de ter essa essa esse retorno imediato. Eh, é como eu falarse assim, se eu tiver se eu fizer alguma coisa aqui que me deixa muito constrangido, eu posso ass última instância e desligar isso aqui, fingi que deu tilt e e e sair fora e fingir de morto. Mas na vida real não dá. Se isso acontecer aí no estúdio com vocês do vocês vão ter que lidar com isso de uma forma e aprender com isso mais à frente. Pô, da próxima vez eu não vou fazer isso. Uma ligação telefônica. Ainda assim é uma, aí é uma conversa de novo. Você tá conversando realmente com a pessoa, ouvindo tom, você pode falar assim um pouco mais baixo, sabe? Que dá a entender uma coisa ou você pode falar mais do menino. Que que é isso? Sabe diferente de texto onde a pessoa lê com a cabeça dela, ela não lê com a sua voz. O áudio ainda facilita algumas situações, mas olha demora, o tempo de gravação de áudio, escutar algo, isso não é conversa, isso é literatura ou no máximo eh podcast, né, como a gente brinca, conversa em tempo real e a gente só sabe conversar quando a gente treina. Então, querido, é atender o telefone e treinar, fazer isso, é, né, treinar as nossas habilidades que foram perdidas com o tempo, né, com a tecnologia. Só isso. O tempo que você vai tá nas prendendo o telefone, você resolve muitas coisas em 5 minutos, enquanto você fica uma tarde inteira no celular trocando mensagem. É verdade, porque depois de uma mensagem vem uma rolagem, depois vem um vídeo e você fica lá e quando você viu o tempo já passou e você acaba se culpando, né? Isso vale outro programa. Agora, agora 9 horas pontualmente. Nossa, gente, só tem agradecer. Eh, nessas considerações finais, doutor, eu preciso falar com o doutor sobre algo que a gente precisa entender, né? Nós entendemos aí a diferença entre a aquela questão mais introvertida da pessoa que é mais quietinha, né, no seu cantinho e a diferença aí de a possibilidade de um transtorno eh ou essa condição de fobia social. Agora sobre eh o tratamento, né, na consideração final, qual o tratamento indicado para para quem eh se se vê nessa condição eh uma terapia eh é medicamento, eh o que que a qual o primeiro passo, né, eh quando a pessoa se analisa, entende que precisa de uma intervenção? Bom, eu vou introduzirendo, primeira coisa que precisamos fazer é um bom diagnóstico, OK? eh como uma condição médica muito bem estabelecida e conhecida com vários diagnósticos diferenciais, ou seja, eu tenho que comparar com outras coisas e eliminar outros transtornos ou eh diagnosticar outros transtornos comórbidos que estejam acontecendo ao mesmo tempo, como se a depressão, uso de substâncias. Eh, a partir desse momento, se eu identificar, eh, o tratamento vai depender justamente desse dessa avaliação do todo dessa pessoa, não só a parte de transtorno, só que da personalidade, das experiências dela com os sentimentos, com as vivências reais e tudo mais, para identificar até que ponto nós estamos falando de de gravidade patológica da situação. E aí a partir disso é que nós vamos tomar a decisão de qual tipo de programa terapêutico singular nós vamos fazer para aquela pessoa, porque cada pessoa vai ter isso. Uma coisa que é importante, não é um programa rápido, é uma doença de curso crônico, ou seja, ela é longa, tá? Não é incurável, tá? ela é tratável, eh, mas é um tratamento que envolve tempo da mesma forma que não se instala da noite pro dia, exceto em raras situações, mas e na maioria das vezes não se instala da noite pro dia. Tem um contexto lá da infância ser avaliado. Então, quando a gente identifica, né, naquela pessoa como tá se configurando esse quadro junto ou não com outros, a gente estabelece a gravidade e em que momento a gente vai se beneficiar da monoterapia com a psicoterapia, que é a primeira linha de tratamento, onde até que momento a gente vai precisar entrar com a medicação de efeito mais rápido ou de efeito mais durador? Lembrando que eh as medicações elas podem ser muito úteis eh quando utilizadas, ansiolíticos, alguns antidepressivos, tudo mais. a escolha vai depender do caso a caso, mas eh a gente vai utilizar, elas tendem a ter uma resposta mais rápida, porém a psicoterapia tem uma resposta mais duradura. Então é comum a gente utilizar as duas vertentes ao mesmo tempo, mas eh é sempre importante a gente avaliar se é o momento da medicação, tá? aí a diagnóstico feito por médico, justamente porque a gente, embora o psicólogo ele tem essa capacidade de fazer, ele faz, ele muitas vezes até já inicia o tratamento e indica quando ele acha pertinente. Então a gente trabalha muito em parceria nesse sentido, mas como existem outras comorbidades, não é incomum de cara a gente receber eh dos até dos colegas psicólogos, olha, avalia, porque há coisa aqui que a gente precisa eh desinchar, porque é muito muito comum ela não vir sozinha. é essa que é a situação e daí vai mudar o tratamento, porque a gente precisa tratar tudo ao mesmo tempo. Mas normalmente eh essa que é esse que é o processo terapêutico, é um projeto terapêutico que vai mudando ao longo do tempo da joia, a gente vai ajustando de acordo com a resposta da pessoa e daí a importância de tá, e mais importante ainda, não é um tratamento que quando você melhora você vai embora, tá? Quando você tem melhora, as coisas das estruturas que geraram aquilo ainda estão ali. Então, a melhora sintomática, que eu quero dizer, a melhora sintomática, ela existe depois de um tempo ainda manutenção desse tratamento com frequência que o psicólogo e o psiquiatra vão determinar, mas eh o maior erro é a pessoa assim: "Nossa, eu comecei a tomar ali o remédio, já melhorei pouco tempo, acabou, vou embora, tchau, ela vai recair porque é um transtorno que exige um acompanhamento de no mínimo aí 1 ano, 6 meses, um ano, dependendo do caso e dependendo das comorbidades." OK? Bom, muito obrigado pelo convite. Fi fico muito feliz de participar. É minha primeira vez. Espero a gente estar junto próximas vezes aí. Ah, maravilhoso. Eu que agradeço a sua participação, a disponibilidade do seu tempo e tanta orientação, né, pra gente falar de algo que pode ser natural e também pode não ser natural, mas que a gente sabe que tem aí uma reversão, né? A gente pode reverter esse quadro. Muito obrigada, Dr. Felipe. Eu quero agradecer você também, Bianca. Maravilhosa, né? assim que que faz sentido pra gente poder eh se voltar, né, para nós e entender eh quem somos, o que faz sentido pra gente e aí depois a gente olhar essa questão aí de por de repente sofrer eh com essa fobia social, né? O que estamos querendo eh mostrar que somos, né? Então, eu quero agradecer demais a sua participação, consideração final, deixa uma mensagem para as pessoas de casa, né? E eh, a gente viu que o doutor disse sobre a psicoterapia, né, que é importante, então, essa essa união aí, né, essa conexão de de psiquiatria, psicoterapia, eh eh a questão da psicologia também, a gente fica muito feliz da gente poder estar vendo isso para trabalhar em prol de uma qualidade de vida eh da pessoa. Muito obrigada. Sem dúvida, sem dúvida. Eh, esse trabalho, né, dessa integração dos diversos aspectos do ser humano é extremamente importante. Estamos todos nessa grande jornada de nós mesmos, somos produtos de nós mesmos. Eh, então o desenvolvimento humano, eles ele nos traz muito essa permissão da gente se conhecer, da gente saber quem somos, como lidamos com as questões da que fazem parte da vida, que são inerentes à vida. Mas quanto mais a gente tá estruturado, alinhado, com clareza, a gente consegue lidar com as coisas com um pouco mais de facilidade. Não é que a gente não tem, né, as situações da vida que são inerentes, como eu falei, mas estamos mais melhores preparados e isso, sem dúvida, é treino, eh buscar ajuda realmente quando for necessário, se permitir, ser ajudado. E o que eu gostaria de deixar aqui como uma reflexão é que essas questões, né, como a fobia social, ela não define a pessoa. Uhum. Ela é um quadro pontual, como o doutor colocou. Existem outras questões, né, que à medida que vai fazendo o tratamento a gente vai identificando, mas isso não define o ser humano. Nós somos algo muito mais amplo e e quando nós estamos dentro de um transtorno ou de um quadro ou de uma situação, nós temos uma tendência a hiperfocar. Então, o nosso sistema de vigilância aumenta, né, aquela situação e quanto mais ele aumenta, mais nós focamos. Então nós ficamos numa roda ali que parece num looping emocional que parece que não tem saída, mas tem saída e a ajuda profissional nos ajuda a sair dessas situações que são difíceis para nós. Maravilhosa. E eu gostaria de agradecer muito a presença. Gratidão, Rúbia. Gratidão, doutor. Eh, foi muito especial participar com vocês. Fiquei muito feliz. Foi minha primeira vez também. Espero poder aí ter contribuído. Convidada para mais vezes aqui no programa. agradece maior prazer. Gratidão a todos que participaram também. Ah, que legal, gente. Agora 97 a gente vai encerrando por aqui o nosso estúdio Câmara de hoje. Lembrando que ao meio-dia Câmara Notícia com Gabriel Castro. Amanhã nós temos mais estúdio Câmara. Amanhã a gente fala sobre responsabilidade afetiva. Então, responsabilidade afetiva, essa ação é um cuidado ou um controle? criar expectativas, cobrar atenção ou se afastar sem explicações. Então, situações assim se tornaram comuns nos relacionamentos de hoje. Mas onde termina o respeito pelo outro e começa a cobrança? Até onde vai a nossa maturidade emocional? Vamos conversar sobre a responsabilidade afetiva na próxima edição do Estúdio Câmara, amanhã a partir das 8 da manhã, e a gente conta com a sua participação, com a sua presença conosco aqui na TV Câmara Campinas. Um grande abraço, fique bem e até lá. Se cuida.
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