Fobia social: especialistas explicam tratamento na TV Câmara Campinas
No Estúdio Câmara, Philipe Diniz e Bianca Giannini abordam avaliação individual, psicoterapia e continuidade do cuidado após a melhora dos sintomas.
O psiquiatra Philipe Diniz e a psicoterapeuta transpessoal Bianca Giannini abordam o tratamento da fobia social no Estúdio Câmara, da TV Câmara Campinas, em edição publicada em 5 de novembro de 2026. A conversa trata da avaliação individual, da combinação de psicoterapia e medicamentos conforme cada caso e da necessidade de acompanhamento após a melhora dos sintomas.
Segundo Diniz, a definição do tratamento exige considerar a história de vida, a personalidade e as experiências da pessoa. A avaliação também busca distinguir o quadro de outros transtornos e identificar condições que podem ocorrer ao mesmo tempo, como depressão e uso de substâncias. Esses elementos orientam a análise da gravidade e a elaboração de um projeto terapêutico individual.
O psiquiatra explica que a fobia social pode ter um curso prolongado, mas é tratável. O cuidado demanda tempo e ajustes conforme a resposta de cada pessoa. Na avaliação apresentada por ele, experiências da infância também podem integrar a investigação sobre como o quadro se desenvolveu.
“Não é um tratamento que quando você melhora você vai embora.”
Diniz apresenta a psicoterapia como primeira linha de tratamento e explica que a indicação de medicamentos depende da avaliação de cada caso. Segundo ele, os medicamentos podem proporcionar uma resposta mais rápida, enquanto a psicoterapia tende a produzir resultados mais duradouros. As duas abordagens podem ser utilizadas em conjunto, com acompanhamento profissional.
A parceria entre profissionais também faz parte desse processo. O psiquiatra relata que psicólogos podem encaminhar pacientes para avaliação médica quando identificam a necessidade de investigar outras condições ou considerar o uso de medicação. O plano de cuidado é revisto ao longo do acompanhamento.
A melhora dos sintomas, de acordo com Diniz, não significa que o tratamento esteja concluído. A frequência e a duração do acompanhamento devem ser definidas pelos profissionais, considerando a evolução e as condições associadas. Ele alerta para o risco de recaída quando a pessoa abandona o cuidado logo após perceber melhora.
Bianca Giannini destaca a importância de buscar ajuda e de permitir o apoio profissional. A psicoterapeuta afirma que a fobia social não define a pessoa e relaciona o autoconhecimento à compreensão das próprias dificuldades. Para ela, a integração entre diferentes aspectos do cuidado contribui para enfrentar situações de sofrimento.
Assista à íntegra
A matéria completa foi ao ar no ESTÚDIO CÂMARA da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Estúdio Câmara | Fobia Social.
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