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muito bem estabelecida e conhecida com vários diagnósticos diferenciais, ou seja, eu tenho que comparar com outras coisas e eliminar outros transtornos ou diagnosticar outros transtornos comórbidos que estejam acontecendo ao mesmo tempo, como se quer depressão, uso de substâncias. A partir desse momento, se eu identificar, o tratamento vai depender justamente dessa avaliação do todo dessa pessoa, não só a parte de transtorno, só que da personalidade, das experiências dela, com os sentimentos, com as vivências reais e tudo mais, para identificar até que ponto nós estamos falando de gravidade patológica da situação. E aí, a partir disso, é que nós vamos tomar a decisão de qual tipo de programa terapêutico singular nós vamos fazer para aquela pessoa, porque cada pessoa vai ter isso. Uma coisa que é importante, não é um programa rápido, é uma doença de curso crônico, ou seja, ela é longa, não é incurável, ela é tratável, mas é um tratamento que envolve tempo, da mesma forma que não se instala da noite para o dia. exceto em raras situações mas a maioria das vezes não se instala da noite para o dia tem um contexto da infância a ser avaliado, então quando a gente identifica naquela pessoa como está se configurando esse quadro junto ou não com outros a gente estabelece a gravidade e em que momento a gente vai se beneficiar da monoterapia com a psicoterapia que é a primeira linha de tratamento onde até que momento a gente vai precisar entrar com a medicação de efeito mais rápido ou de efeito mais duradouro lembrando que as medicações elas podem ser muito úteis quando utilizadas, ansiolíticos alguns antidepressivos, tudo mais a escolha vai se depender do caso a caso mas a gente vai utilizar elas tendem a ter uma resposta mais rápida porém a psicoterapia tem uma resposta mais duradoura então é comum a gente utilizar as duas vertentes ao mesmo tempo mas é sempre importante a gente avaliar se é o momento da medicação, daí o diagnóstico feito por médico, justamente porque a gente, lembrando que o psicólogo ele tem essa capacidade de fazer, ele faz ele muitas vezes até já inicia o tratamento e indica quando ele acha pertinente então a gente trabalha muito em parceria nesse sentido mas como existem outras comorbidades não é incomum já de cara a gente receber até dos colegas psicólogos, olha avalia porque há coisa aqui que a gente precisa desinchar porque é muito comum ela não vir sozinha é essa que é a situação e daí vai mudar o tratamento porque a gente precisa tratar tudo ao mesmo tempo mas normalmente é essa que é esse aqui é o processo terapêutico é um projeto terapêutico que vai mudando ao longo do tempo a gente vai ajustando de acordo com a resposta da pessoa e mais importante ainda não é um tratamento que quando você melhora você vai embora quando você tem melhora as coisas da estrutura que geraram aquilo ainda estão ali então a melhora sintomática eu quero dizer, a melhora sintomática ela existe depois de um tempo ainda a manutenção desse tratamento com frequência o psicólogo e o psiquiatra vão determinar mas o maior erro é a pessoa assim, nossa eu comecei a tomar o remédio, melhorei, pouco tempo acabou, vou embora, tchau, ela vai recair porque é um transtorno que existe um acompanhamento de no mínimo um ano, seis meses, um ano dependendo do caso e dependendo das comorbidades ok? Muito obrigado pelo convite, fico muito feliz de participar, é minha primeira vez espero a gente estar junto próximas vezes aí Maravilhoso, eu que agradeço a sua participação, a disponibilidade do seu tempo e tanta orientação para a gente falar de algo que pode ser natural e também pode não ser natural, mas que a gente sabe que tem aí uma reversão, a gente pode reverter esse quadro. Muito obrigada, doutor Filipe. Obrigado. Quero agradecer você também, Bianca, maravilhosa, quanto ensinamento, quanta fala que faz sentido para a gente poder se voltar para nós e entender quem somos, o que faz sentido pra gente, e aí depois a gente olhar essa questão aí de por que, de repente, sofrer com essa fobia social, né? O que estamos querendo mostrar que somos, né? Então, eu quero agradecer demais a sua participação, consideração final, deixa uma mensagem pras pessoas de casa, né? E a gente viu que o doutor disse sobre a psicoterapia, né? Que é importante, então essa união aí, essa conexão de psiquiatria, psicoterapia, a questão da psicologia também, a gente fica muito feliz de a gente poder estar vendo isso pra trabalhar em prol de uma qualidade de vida da pessoa. Muito obrigada. Sem dúvida, sem dúvida. Esse trabalho, né, dessa integração dos diversos aspectos do ser humano é extremamente importante. Estamos todos nessa grande jornada de nós mesmos, somos produtos de nós mesmos, então o desenvolvimento humano ele nos traz muito essa permissão da gente se conhecer, da gente saber quem somos como lidamos com as questões que fazem parte da vida que são inerentes à vida mas quanto mais a gente está estruturado, alinhado com clareza, a gente consegue lidar com as coisas com um pouco mais de facilidade não é que a gente não tem as situações da vida que são inerentes, como eu falei mas estamos mais melhores preparados e isso sem dúvida é treino, é buscar ajuda realmente quando for necessário, se permitir ser ajudado e o que eu gostaria de deixar aqui como uma reflexão é que essas questões como a fobia social, ela não define a pessoa, ela é um quadro pontual como o doutor colocou, existem outras questões que à medida que vai fazendo o tratamento a gente vai identificando, mas isso não define o ser humano, nós somos algo muito mais amplo e quando nós estamos dentro de um transtorno ou de um quadro ou de uma situação, nós temos uma tendência a hiperfocar, então o nosso sistema de vigilância aumenta aquela situação e quanto mais ele aumenta mais nós focamos, então nós ficamos numa roda ali que parece num looping emocional que parece que não tem saída mas tem, tem saída e a ajuda profissional nos ajuda a sair dessas situações que são difíceis pra nós e eu gostaria de agradecer muito a presença gratidão Rubia gratidão doutor foi muito especial participar com vocês fiquei muito feliz foi minha primeira vez também espero poder aí ter contribuído convidada pra mais vezes aqui tanto você quanto o doutor a gente agradece demais, muito obrigada gratidão a todos que participaram que legal, gente, agora 9 e 7 a gente vai encerrando por aqui o nosso Estúdio Câmara de hoje, lembrando que ao meio dia a Câmara Notícia é com o Gabriel Castro amanhã nós temos mais Estúdio Câmara, amanhã a gente fala sobre responsabilidade afetiva então, responsabilidade afetiva essa ação é um cuidado ou um controle criar expectativas, cobrar atenção ou se afastar sem explicações Então, situações assim se tornaram comuns nos relacionamentos de hoje, mas onde termina o respeito pelo outro e começa a cobrança? Até onde vai a nossa maturidade emocional? Vamos conversar sobre responsabilidade afetiva na próxima edição do Estúdio Câmara, amanhã a partir das 8 da manhã e a gente conta com a sua participação, com a sua presença conosco aqui na TV Câmara Campinas. Um grande abraço, fique bem e até lá. Se cuida, tchau, tchau. Transcrição e Legendas Pedro Negri Legenda por Sônia Ruberti