Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[música] Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com Estúdio Câmara ao vivo nesta manhã de quarta-feira preguiçosa, dia 9 de setembro. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. [música] Quero convidar você para ficar conosco, para conversarmos sobre uma mudança que está acontecendo na forma como a gente consome histórias, informação e conhecimento. [música] Quando a gente tem um livro, nós eh imaginamos os personagens, [música] os cenários, as emoções, a gente mergulha naquela leitura. [música] Mas quando a gente assiste um filme, uma série, ou a gente ouve um audiobook, parte dessa construção ela já vem pronta. Então, os dois caminhos podem emocionar, [música] ensinar e transformar. Mas será que provocam os mesmos [música] efeitos na nossa mente? Nós estamos lendo menos, as telas estão substituindo os livros ou ajudando a formar novos leitores? E você aí de casa, conversa conosco, eh, você gosta de uma história, aí você prefere ler o livro ou assistir a uma adaptação? Conta pra gente então sobre o tema de hoje, o que que você faz aí na sua casa. A gente vai falar de leitura e consumo multimídia. Então, vamos lá. Tem um Harry Potter, você lê o os livros ou você prefere assistir o filme? E quando você assiste o filme, você entende que está conectado com o livro ou não? Conta pra gente, queremos saber a sua opinião. Divide com a gente a sua experiência. WhatsApp tá na tela, 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, quero lembrar que os nossos eh entrevistados já estão aqui no estúdio. Nós vamos agora com algumas informações e daqui a pouquinho vamos apresentar os nossos convidados do programa de hoje, tá bom? [música] Olha só, a Câmara de Campinas vota nesta quarta-feira, dia 9, durante a 49ª reunião ordinária, projetos que tratam de sinalização para redução de ruídos em locais frequentados por pessoas com transtorno do espectro autista e também da criação da semana municipal da limpeza digital. A pauta da sessão inclui ainda projetos de concessão de diplomas de mérito, título de cidadã campineira e outras propostas. A reunião ordinária de número 49 começa às 6 da tarde no plenário da Câmara de Campinas. Transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara e também pelo canal da emissora no YouTube. E agora nós vamos com a previsão do tempo, porque hoje nós acordamos com um tempinho assim um pouquinho diferente, [música] né? São Paulo tá chovendo e aqui em Campinas começa a chover, tem alguns chuviscos aí em áreas isoladas. A mínima de 15º, [música] a máxima deve chegar aos 24. O dia terá variação de nuvens e possibilidade de pancadas de chuva entre a tarde e a noite. A recomendação, a gente sabe, [música] é sair de casa com guarda-chuva na bolsa e um agasalho leve, porque a gente não sabe o que pode acontecer. A Defesa Civil emitiu uma nota e orienta a população a evitar áreas de alaramento, enchurradas e locais abertos durante tempestades. Moradores aqui de Campinas, de áreas de encosta, devem ficar atentos a sinais de movimentação do solo. Os alertas podem ser recebidos pelo celular, pelo sistema CEL Broadcast ou SMS. E e você faz o seguinte, envia o CEP eh da sua casa pro número 40199 e aí você vai receber sim os alertas, tá? Em caso de emergência, os telefones são 199 da Defesa Civil, 193 do Corpo de Bombeiros. E fique atento, é importante a gente ficar atento, é uma previsão, né? Não é uma precisão. E essa previsão é importante para que você possa estar em local seguro, tá bom? Agora sim, vamos ao tema central do nosso programa. A gente vai falar de leitura, a gente vai falar de filme, a gente vai falar de multimídia, porque em um passado não tão distante, conhecer uma grande história significava abrir um livro. Hoje essa história também pode chegar por uma série, um filme, um podcast, um audiobook ou até um videogame. As histórias, sim, continuam existindo. O que mudou, então, foi a forma como a gente se relaciona com elas. [música] Enquanto a leitura exige participação ativa do leitor, o audiovisual ele entregue imagens, sons e interpretações já construídas. Especialistas apontam que a leitura ajuda a desenvolver atenção, imaginação, pensamento crítico. Por outro lado, os formatos multimídia ampliam o acesso ao conhecimento e podem despertar o interesse por obras que talvez nunca chegassem a determinados públicos. [música] A questão não é descobrir qual formato é melhor, mas entender como essas diferentes formas de linguagem influenciam a nossa forma de aprender, imaginar e interpretar. Então, para conversar sobre esse assunto, nós recebemos aqui hoje no estúdio Câmara a bibliotecária, psicanalista e biblioterapeuta Renata Alexandra. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Bom dia a você, a todos que estão aqui nos assistindo. Vai ser muito bom nesse dia que tá friozinho, né? Nós chegamos aqui já falando, hoje tá um dia muito bom para ler um livro e assistir um filme. Então, é muito bom esse essa temática falar sobre isso. Ã, numa semana interessante, né, onde se fala muito da Bienal que estamos vivendo em São Paulo e eh sobre falar sobre leitura, falar sobre conhecimento, falar sobre a as nossas próprias histórias, como nós podemos conectar tudo isso. É um ecossistema, eu acredito, né? Excelente. Tô feliz por estar aqui com vocês. Feliz estamos nós de ter você com a gente e para dividir aí o seu conhecimento conosco e com o nosso público. A gente também gostaria de apresentar o produtor audiovisual, diretor e roteirista, com mais de 20 anos de experiência na produção de histórias para telas. Olha só, gente, que responsabilidade receber aqui no estúdio Câmara o Rafael Santinho. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Obrigado. Bom dia, Rúber. Bom dia, Renata. Muito legal tá aqui hoje, né, como você falou, esse tema tão gostoso, né, falar de cinema, filmes, literatura, que são dois assuntos apaixonantes. Espero que seja uma conversa bem legal. Tenho certeza. E você aí de casa, participe conosco mandando a sua mensagem através do nosso WhatsApp, tá? A gente já começa então com a Renata. Renata, quando uma pessoa lêu um romance, por exemplo, ou uma narrativa, o que que acontece dentro da nossa mente ou da mente da pessoa que está lendo aí esse romance que torna a experiência tão diferente do que assistir uma adaptação, né? Porque tem gente que lê e fala: "Poxa vida, a leitura eu eh me envolve tanto que eu vi o filme passando, né, na minha mente, mas ah, quando vai ver uma adaptação, ela não se interessa tanto quanto se interessou pela leitura. o que que acontece na nossa mente, qual que é o estímulo eh que o nosso cérebro recebe a partir de uma leitura. Uhum. Eh, interessante. Eh, ã, eu, eu gosto de dizer que a leitura ela nos completa em tudo, né? Além do conhecimento, ela trabalha toda essa nossa parte cognitiva, né? Hoje a gente tem, estamos aí vivendo uma síndrome, né, do pensamento acelerado. E a leitura ela faz a gente chegar primeiro chegar nesse lugar do desaceleramento, né? Porque quando eu faço uma leitura, eu preciso estar presente, né? Eu preciso ler as palavras, eu preciso estar ali. Então o meu cérebro ele já se desconecta das outras coisas, entende? Então eu entro nesse lugar mesmo do do descanso, do desaceleramento e eu preciso disso para eu poder entrar na história, né, para poder eu entrar na naquele personagem, aquele lugar. Então, com a leitura, eu faço viagens, eu vou para lugares, eh eu vivo aquela experiência, né? Eu tenho aquela vivência daquele conteúdo e eu me conecto, me conecto à aquela personagem, me conecto àquele lugar, me conecto aquela história e aquilo traz eh ah conexões de que, poxa, eu já vivi isso ou essa história aparece com a minha, né? Eh, olha como ela se desenvolveu aqui, olha o que que ela trabalhou, né? como que foi e isso eu faço uma relação com aquilo que eu vivo hoje. Isso pode gerar, né, uma transformação, né, algo dentro de mim que vá ã o que que eu faço com aquilo, né? Isso me impulsiona, né, a mudança, ver o mundos de formas diferentes, né, e até ã trabalhar isso que tá ali dentro de mim, que eu não consigo muitas vezes dizer com as minhas próprias palavras. Eh, hoje eu uso a leitura eh para trabalhar com pessoas, né? A biblioterapia é isso, né? Eh, é usar a ferramenta do do livro, né? O livro como essa mediadora, né? Eh, a leitura como essa mediadora, né? Para fazer esse processo terapêutico, eh, dentro de mim. Então, às vezes eu não consigo colocar palavras aquilo que eu tô vivendo, mas aquela história me ajuda a conectar com a minha própria essência, com a minha própria fala: "Olha, é isso, né? É muito interessante, entende? Isso é uma das da da do que pode proporcionar pra gente, porque eu tô trabalhando toda a parte cognitiva, né? Sim. Eu tô imaginando, eu estou indo naquele lugar, eu estou vendo personagem, né? Eh, eu eu tô vendo ali até eu posso eh eu posso às vezes o livro, né, a o autor ele não descreve com detalhes, mas a minha mente ela já vai imaginando. E todo esse processo, né, que é um processo cognitivo, ele vai fazendo com que a nossa mente ela trabalhe por completo, né? A leitura proporciona todas essas essas questões aí. Muito bem. Agora vamos pr as telas, né, Rafael? você que é cineasta, né, é especialista em cinema, diretor, enfim, quando alguém diz que o filme estragou o livro, né, o que normalmente está por trás dessa reação? A adaptação realmente falhou ou o espectador esperava ver na tela o mesmo que imaginou no livro, assim como ela falou pra gente? É, eu acho que quando uma adaptação chega ao cinema, né, ela já chega com uma carga de responsabilidade muito grande, né? A gente tem ali às vezes uma base de fãs, né, que admiram um livro, muitas vezes já leram mais de uma vez aquele livro, né? Então, quando vai pro cinema, realmente pode ser que não não agrade, né? Eh, eu costumo dizer que não é que não foi bem adaptado, talvez a equipe, a produção, a direção, eh, não compreendeu a essência de fato daquele livro, né? Porque nunca vai ser eh exatamente igual, são mídias diferentes, né? Eh, eu costumo dizer que, por exemplo, quando a gente ouve a mesma música cantada por cantores, bandas diferentes, né? O a o novo cantor, ele sempre faz um arranjo diferente, faz uma coisa, né? para para se diferenciar inclusive da obra anterior, né? E e não por isso a música ela fica ruim, né? A música eh quando ela é cantada por outros artistas, você fala: "Poxa, que música bacana", né? Às vezes muda até o ritmo, né? Eh, você conheceu ela como rock, depois tá ouvindo como bossa nova. Então, eh, são mídias diferentes. Eu acho que, então, quando a uma equipe vai trabalhar ali com uma nova adaptação, ela tem que se preocupar em conhecer a essência do livro, o que é que fez os eh leitores se apaixonarem por aquela história. E às vezes, talvez, né, não dá pra gente ter certeza, a gente não tá lá na produção, mas talvez eles não eram apaixonados pelo livro como os fãs daquela obra, né? Muito bem. interessante, né? Uma equipe que trabalha eh eh para poder criar, né? Fazer aí adaptação de um livro e transformar em filme, exige o que dessa equipe? Ela precisa mergulhar nesse livro, então sim, né? É, eh, qualquer tema de um filme vai sempre precisar de uma imersão muito grande da produção, né? Então, se você vai fazer um filme policial e você não convive naquele meio, você não tá adaptado àquela linguagem, você vai ter que entrar muito forte naquele assunto. E quando você pega um livro, mais ainda, né? Porque eh não é só um tema que tá ocorrendo ali, por exemplo, vamos falar de O Senhor dos Anéis, por exemplo, né? É uma história medieval, é uma outra época. você tem que conhecer muito bem o que é um eh você sair do nosso mundo contemporâneo, urbanizado, para trabalhar numa obra como aquela. Só que daí você também tem que mergulhar na magia daquele livro, no conhecer aqueles personagens, a cadência. E isso é um papel muito importante do roteirista e do diretor. Ele vai ter que fazer uma imersão para facilitar a vida dos atores, né, que vão ali interpretar aqueles personagens. Exatamente. Para evitar um pouco dessa lacuna, né? Mas eu acho que a audiência, a plateia quando vai ver o filme, meio que ela espera já alguma diferença, né? Nunca exatamente igual e às vezes pode surpreender. Isso é muito gostoso também. E na sua avaliação, né, como diretor, roteirista, enfim, cineasta, como que tem sido as adaptações? Você, qual que é a sua visão das adaptações que nós temos aí ultimamente? Tem agradado? tem deixado aí eh três pontinhos. Como é que está? Olha, eu acho que a gente vive um momento, né, em que o cinema tá bebendo muito na fonte da literatura, né? Eh, existem novos autores muito importantes que estão surgindo. Sim, né? E isso tá facilitando ali a a negociação e eh a as produções atuais. O que eu tenho assistido, eu tenho gostado. Eu acho que tem tem sido eh interessante. Eu não quando eu já percebo que eu não vou gostar, eu nem vou, sabe? Eu não tenho muito tempo para ficar assistindo coisa coisa ruim, não. Eh, eu falo que emborrece, né? Se a gente pega um livro que não, você sabe que não vai te agradar ou assistir um filme que não vai te agradar também [roncando] ou que é mal feito e tal. Mas atualmente o que eu tenho assistido tem me agradado bastante. Eh, e tem uma coisa interessante hoje em dia também que são as séries. Sim, né? Eu acho que quando você pega um livro muito denso e você vai adaptar para o cinema, né, para um filme, você colocar ali em duas, 3 horas, né, você tem uma barreira de tempo para contar uma história. E dependendo do livro, você precisa de um pouquinho mais de tempo até para passar essa experiência que você tava falando de imaginar, de dar uma cadência pros personagens. E as série são um ótimo veículo para esse eh para essa mídia, né, que vai passar do livro para adaptação audiovisual, porque ela dá um pouco mais de tempo. Então eu costumo ser um pouco mais rigoroso quando uma adaptação de série, porque ali a equipe teve tempo para colocar tudo que era importante para aquela obra, entendeu? Uhum. Muito bem. Agora, Renata, eh na sua avaliação, né, eh na questão da saúde mental também na questão de, eh, biblioterapeuta, é isso? biblioterapeuta. Olha só, a gente vive uma crise de atenção, né, ou apenas uma mudança nos hábitos de consumo de informação, porque a gente percebe principalmente os jovens, né, migrando muito paraas séries, né, pros filmes. E antes, eh, as pessoas utilizavam muito a leitura. Antes tínhamos aí uma uma grande frequência nas bibliotecas, né? E e hoje a gente percebe que as bibliotecas elas eh não tem muito movimento, mais as pessoas deixaram de utilizar a biblioteca até porque eh a facilidade de ter, né, o livro ebook na palma da mão, os filmes, as séries. Então isso seria mudança de hábitos de consumo da informação. Qual que é a sua avaliação dessa migração? Uhum. Sim. É, nós vivemos essa mudança e ela é cultural. Uhum. Né? Isso é geral, né? Hoje, eh, eu, eu vejo essa mudança como uma mudança positiva. Por exemplo, as bibliotecas, eh, você mencionou, né? Eu eu trabalhei aqui um em Campinas, né, um tempo nas bibliotecas públicas ali na coordenação e acompanhei, né, um pouco esse esse movimento cultural, né, eh, do livro, da leitura, né, do teatro, né, da da arte em geral, né, do cinema. E as bibliotecas tiveram que se adaptarem, né, hoje as bibliotecas é o a gente diz que é o terceiro lugar, né? Antigamente a gente não tinha informação na palma da mão, né? Hoje a informação você está em todo lugar que você queira, né? Então as bibliotecas tiveram que se adaptar hoje a esse terceiro lugar, que é o lugar aonde eu gosto de estar. Por exemplo, um dia de chuvosos assim como esse, né? gostoso. Ou eu quero est lá na, se eu tenho um tempo, eu quero estar ali lendo um livro, assistindo um filme, uma série que é muito gostoso, ou eu vou para uma biblioteca que tem um espaço gostoso, aonde eu posso ler, onde eu posso assistir, ou tem um espaço de convivência de um grupo onde a gente vai discutir uma história que você assistiu num filme, né, numa série ou um livro que você leu e tá lendo em conjunto. Então, ou seja, hoje é cultural essa mudança, sim. A eh eh e isso não é só a gente não fala só da nova geração, né, de adolescentes, de jovens que estão vindo, mas tá no geral, sim, essa mudança, né? Eh, a agora o o interesse pela leitura, ele sempre eh sempre foi algo gradativo, né? algo que sempre precisa ser trabalhado, porque hoje tudo que é mais fácil, né, nós queremos, né, uma geração, né, que nós falamos, a minha geração, a geração do fast food, né, a gente quer tudo que é muito mais fácil para nós. Eh, eu mesmo, às vezes, quando eu estou muito cansada, eu tô cansada, eu vou curtir, vou assistir uma série, vou assistir um filme, porque isso é muito bom. Agora, a questão eh é o que eu faço com esse consumo, como que eu estou consumindo. Isso que é interessante, né? eh quando você tava falando eh da diferença entre trazer da literatura, né, por exemplo, lá paraas telas, é a sua interpretação que você tá trazendo para aquela história. Porque se nós pegarmos aqui o mesmo livro, você lê, eu leio, leio, cada um aqui tem a sua interpretação, porque é a interpretação da vida que você está vivendo, entende? Então, eu acredito que hoje [limpando a garganta] eh tudo isso é positivo, porque as telas estão trazendo aqueles que não vão para leitura, porque quem vê um Senhor dos Anéis, né, e e gosta daquela história, poxa, eu quero ver com detalhes do que a interpretação do que o Rafael não trouxe, né, completamente para aquele filme. Vamos ver os detalhes do original. E aí o leitor ele vai fazer a sua própria interpretação daquilo quando ele lê o livro, quando ele assiste o filme também, entende? Então eu acredito que eh eh olhar para isso, para como estamos consumindo, entende? O que que eu quero quando estou não ser meros consumistas, certo? Mas o que que eu estou fazendo com aquela com aquela informação, com aquela história? Porque é interessante que a gente tá falando de histórias, a gente tá falando de vidas, né? interessante, né? E e isso tem que mexer com a gente de alguma forma. O que que isso vai acrescentar para mim? Entende? Muito bem. É, hoje uma história, ela pode ser consumida eh em um livro, em uma série de oito episódios ou em vídeos de poucos segundos, né? A gente precisa ver como estamos consumindo, o que estamos consumindo e eh o que que a gente faz com esse conhecimento, né? E e essa essa mudança de ritmo, ela influencia eh a maneira de contar as histórias, né? Uma pesquisa recente mostrou que a disputa atual talvez não seja entre livro e filme, mas entre profundidade e velocidade, né? a gente dedica tempo a uma única história ou consome dezenas de conteúdos em sequência ao longo do dia. E aí, Renata, o que que a gente pode perder quando a gente eh acostuma a consumir história sempre em pequenas doses? Qual que é o reflexo eh eh desse consumo rápido na nossa mente, né? Porque se a gente for parar para analisar um filme, ele tem algumas horas, uma série, alguns dias, um livro, inúmeros dias, talvez. E aí, ah, histórias pequenas, alguns minutos. O que que isso traz paraa nossa nossa mente, o nosso cérebro? Qual que é o impacto do consumo de pequenas doses rápidas, diárias de filmes, enfim, resumos, né? Uhum. Um, é o, é o estar no piloto automático, né? Muitas vezes a gente tá faz rodando uma tela, né, ou vendo algo curtas, né, ã, mas não processando aquilo. É, eh, é o que a gente tava falando anteriormente, o que eh, qual que é o meu desejo com aquilo, né? Porque muitas vezes a gente tá vivendo ali robotizados, né? Eh, assim como aquela tela, mas sem um eh, como que eu vou dizer assim, sem um sem foco, sim, mas sem um propósito para aquilo, entende? O o porquê, né? Eh, o que que eu quero eh não só na minha mente, o que isso causa dentro da minha mente, que impacto causa isso, mas o que isso impacta na minha própria vida, daquilo que eu vou viver com aquilo, né? eh, vivendo somente ali na na nas telas, mas o que que eu vou trazer eh de na prática na minha vida com aquilo que eu estou consumindo, entende? Porque senão vira um mero consumidor, mas eu não tenho nenhuma transformação de real, não sei nem o que eu quero paraa minha própria vida, entende? Então, eh eh eu acho que a gente precisa consumir com consciência. As minhas escolhas elas precisam ser conscientes, entende? Eu tenho o lazer como consciência, né? H, o que que aquilo vai trazer para mim, né? E eu tenho também o meu meu momento de entretenimento, mas eu também o que que aquilo vai impactar no dia a dia da minha vida, entende? Então, porque ahã muitas vezes eu não vou conseguir fazer com que sair daquele lugar, isso acaba virando um vício sem um propósito. É a tal da dopamina barata que não faz sentido nenhum. Hoje há um a síndrome do pensamento acelerado que tem alcançado muitas aí muitas crianças, né, muitos adolescentes e hoje dentro dos consultórios a gente tem recebido muito disso, né? E aí é onde você acaba vindo para sintomas. Aí a gente você falando de saúde mental, né, e depressão, de ansiedade, né, porque esses jovens, né, esses adolescentes, eles não estão conseguindo desenvolver a sua própria vida. entende? Eh, presos apenas, né, naquilo que está ali e nem tudo que está na tela é real. Muito bem. E isso que você estava tava falando me faz pensar que eh quando a gente tá no celular, por exemplo, né, é uma coisa que o celular tá impondo pra gente, né? O celular que tá colocando o que que a gente vai ver, o algoritmo ali tá jogando para você. Ao contrário de quando você escolhe o livro que você vai ler ou o filme que você vai assistir. Eu acho que aí tem uma diferença brutal, né? Porque principalmente um livro, né, que você sabe que vai demorar um pouco mais de tempo, que você vai dedicar ali, você escolhe muito bem o livro que você vai ler, né, a história, você vai tentar ver um estilo que você gosta ou o autor que você gosta. E um filme, mais que seja um pouco menor ali o tempo, mas mesma coisa, vai tomar um tempo da sua vida ali, então você vai escolher um pouquinho ali antes de colocar. E o celular não, né? Você tá com um celular, você não tá às vezes nem com tempo para aquilo e vai rodando e vai aparecendo o vídeo. Eu mesmo me vejo às vezes preso no num looping lá e fal: "Nossa, perdi um tempo da minha vida aqui assistindo umas coisas que quando você vai pro próximo você já não lembra mais, né, o que aconteceu. Então às vezes tá indo ali algum conteúdo de histórias. Eu vejo que tem bastante gente criando algumas coisas assim para para celular, mas eu acho que a diferença é essa. Quando você eh escolhe o livro que você vai ler, quando você escolhe o filme que você vai assistir, você tá escolhendo aquele conteúdo. E o os vídeos rápidos são isso, né? É o celular te impondo o que você e e aí eu acho que não tem química, não. Não deu met ali, sabe? Não teve uma conexão verdadeira, né? Você é apenas passivo daquela história lá. Muito bem. Agora, eh, tem uma questão também, Rafael, de pessoas que ao invés de, eh, consumir um livro ou um, um filme ou uma série, acabam consumindo os resumos. Hoje tem muito resumo de filme, de livro, de série eh no YouTube, na internet, enfim, e que você não precisa assistir lá duas horas de filme para você saber todo o contexto. Qual que é a sua avaliação sobre esse consumo de resumos eh eh dos filmes? É, é uma é uma pena, né? a pessoa que vai para esse caminho, né? Porque eu acho que daí eh esse tipo de leitor ou de sinéfilo, ele não tá preocupado ali com o a qualidade da obra que ele escolheu. Eh, ele tá mais preocupado em tá antenado, né? De estar na rodinha, de tá de saber do que estão falando, né? Então ele acaba, é igual a pessoa que quando estudava paraa prova, né? Acabava estudando os resumos ali, né? Eh, dos livros. eh, tá mais preocupado em passar de ano do que conhecer mesmo aquele livro. Eu mesmo já li vários resumos na minha escola, pensava [risadas] para vestibular, a gente corre e vai eh tentando conhecer o máximo possível dos livros, mas eh depois é tão gostoso quando você pega um livro de verdade, mesmo aquele que você já leu, né, no resumo e agora não, eu vou ler esse livro, é uma outra experiência, né? Então, muita gente vai pros resumos, né? E inclusive de filmes também, eu percebo que muita gente assiste sem prestar atenção, sabe? Liga, eh, tá rodando e tá fazendo outras coisas, celular, trabalhando. Fal, mas cara, então que que você tá fazendo? Você tá assistindo? Não, a pessoa quer estar antenada com o assunto. Ela não pode ficar de fora daquela rodinha, daquele do que estão falando, né? Então eu não acho interessante não, né? É, hoje uma história ela pode, né, ganhar milhões de espectadores depois de virar um filme ou uma série, né? Se a gente parar para analisar os livros, eles trazem essa oportunidade eh eh de séries, de filmes, né? Ah, o audiovisual ele pode eh dar uma segunda vida para os livros na sua avaliação? Eh, você acredita que a parte de repente a pessoa não lê o livro, mas ela vai lá, ela assiste uma adaptação e isso possa despertar nela o interesse de ler o livro? Com certeza. E às vezes mais do que só ler aquele livro daquela obra que você que ele acabou de assistir, mas também de conhecer outros livros daquele autor, é uma porta de entrada, né, às vezes para você eh ler outros livros, né? Eh, então, por exemplo, recentemente eu não tinha lido, eu li A Casa dos Espíritos da Isabel Alend. Aham. Né? porque ia passar, ia estrear uma série e eu tava muito, há muitos anos eu tava querendo ass ler esse livro e eu tava enrolando, tava enrolando. Quando eu vi que ia sair a série, f não, agora eu tenho que ler o livro e se eu assistir essa série, eu não vou voltar pro livro depois. E e aí eu eu li o livro, adorei, vi a série, adorei a série também. E aí quando eu me vi, eu falei assim: "Ah, quero conhecer mais dessa autora, esse mundo, né? Eu acho que ela criou um mundo muito bacana ali, criou uma ambientação, uma narrativa que me interessou muito, tanto no livro como a adaptação. Achei muito boa também. Então, me despertou para conhecer não só o livro, porque ali foi o caminho inverso, né, do que você falou, eu li o primeiro livro e depois fui pro filme, mas eu quis conhecer outros livros daquela autora, né? Então agora já tá na minha lista. Eh, eu acho que o próximo que vou ler é Violeta, né? vão. Eu e e eu quero conhecer mais dessa autora, porque é é brilhante, eu acho que ela conduz muito bem e é isso. Acho que é uma boa forma da gente voltar pros livros, né? Muito bem. E falando em livros, né, nós temos os audiobooks. Eu gostaria eh, Renata, dar sua opinião sobre os audiobooks, né? Qual que é a avaliação que você faz sobre um audiobook? Porque daí eu vou colocar um áudio, né, de um livro, eu quero ler um livro, daí eu não tenho tempo. Ou tipo assim, né, coloco lá, tô dirigindo, tô ouvindo o livro. Qual a avaliação que você faz sobre isso? É uma nova forma, né, de de de repente consumir aí um um uma eh uma história, mas a avaliação sua, que é uma biblioterapeuta, né, trabalhou como bibliotecária também e é uma psicanalista. Então assim, o o que que o que que você vê nesse consumo que muita gente se adaptou com o audiobook? [roncando] É, eu acho que tudo é válido, né? Tudo faz parte desse ecossistema e tudo vai levar pro pra leitura em si, né? É áudio, né? Hoje é áudio, é mídia, é é a leitura em si. Eh, eu acho interessante, é, é claro que você, eh, não, na sua totalidade, você não está ali lendo, né, eh, usando todas as suas funções cognitivas, vamos dizer assim, para leitura, mas de certa forma você tá entrando naquela história com uma outra voz, né, como não a sua. Quando nós lemos até a nossa própria voz, a gente tá ali, né, tá tá fazendo aquela leitura, estamos criando aquela voz a sua do personagem e tudo mais ali. você tá ouvindo de uma outra voz, mas eu acho positivo também, porque dali ã quem consegue fazer, né, quem consegue, eu por exemplo, eu não tenho muita concentração na leitura de um livro para isso, já já li parte e depois eu fui pro livro, falei: "Não, eu preciso do eu preciso comprar esse livro". Sabe assim, você fala: "Ah, eu vou colar, vou ver, vou ouvir, né, o áudio, o o audiobook aqui, né, porque tal". Depois eu fui achando tão interessante, falei: "Não, preciso comprar porque eu preciso". Aquela história que eu falei, né, do realmente se aquiietar para entrar ali para você entender. Mas eu acho muito válido, sim, porque um uma situação conecta a outra, né? Eh, isso vai te levar paraa leitura física ou você vai ficar ali mesmo, isso vai te levar para outros para outros lugares, né? É importante o movimento também, né? É importante o movimento da leitura, da da conexão, do conhecimento, só que precisamos cuidar com o movimento da velocidade do áudio, não é? Ah, verdade. Exatamente. Hoje eu falo, eu mando às vezes algum áudio pra minha filha e eu falo: "Não coloca [risadas] no 2.0, escute a minha voz original, né? Porque hoje hoje, né, tá interessante, né? eh estamos tão eh doentes, acelerados mentalmente hoje, mas me parece que é difícil sair desse ciclo, então é bom cuidar sobre isso também, né? Então isso é muito importante. Mas é é legal o audiobook. Eu tô fazendo uma caminhada, né? Eu também tô ali eh recebendo alguma coisa bacana, tô dirigindo como você disse. Então é é positivo. E e você, a sua avaliação como diretora aí, roteirista, um audiobook faz sentido? É, eu eu não gosto muito não, não é muito a minha a minha praia. Eh, mas talvez pro livro que é uma história, uma narrativa ali, um romance e tal, porque você falou uma coisa que é o que me pega muito assim, o fato do audiolivro ser uma voz só. Uhum. Né? E eu sou muito criativo criativa. Asu E fico, quando eu tô lendo, tô imaginando as pessoas, as vozes e os filmes apresentam pra gente dessa forma. Quando você tá no audiolivro, você tem um narrador ali, depois ele é o personagem, depois é a mulher, aí é o homem, aí ele é a criança, ele é o velho, ele é todo mundo, né? Então isso me brocha um pouco assim. Eu não não gosto muito não, mas eu gosto às vezes do audiolivro para livros técnicos, né? Porque aí foi aí que eu percebi que é o lance da voz assim, né? A velocidade também. Mas a a questão da de quem tá lendo ali para você num livro técnico, eu aceito mais assim, para mim é mais gostoso. Ah, talvez, quem sabe, né, num futuro, quando as editoras perceberem que o livro, talvez eles precisem de outros locutores ali dentro, né, o narrador e colocar personagens ali dentro, porque uma coisa que eu gosto, eu tenho eh ouvido algumas histórias em podcast, tem alguns um é é não é um filme, né, é um podcast com uma historinha, né? Humum. Eh, eu assisti um, ouvi um muito legal recentemente, Pass 147, acho que é, não lembro o número, mas que era com a Mel Lisboa e o seu Jorge. Muito interessante. Tem alguns episódios e é um podcast e é uma história. Aí vão entrando ali os personagens, pô, fica muito legal, fica muito interessante mesmo. E aí, nesses momentos, né, quando você tá caminhando, tá numa academia, tá dirigindo, quando eu vou para São Paulo, muitas vezes eu gosto de colocar e não música, eu fico pegando algum conteúdo, né, para ouvir e aí é gostoso. Agora, o audiolivro com um locutor só, eu não gosto não, eu não recomendo. Acho que é uma outra experiência, você perde um pouquinho a sua criatividade, a sua imaginação. Eu acho que começa a entrar já naquele piloto automático do celular. Então, entendo quem faz, tá tudo bem, vai, mas espero que gere interesse na pessoa fal: "Não, eu vou ler depois, eu vou procurar o livro ou ver o filme", né? Sim, sim. É, existe, existe algum uns poucos isso, porque eu acho que a produção disso é muito eh eh é é muito muito trabalhosa, né? Exige a para pessoas com deficiências, né? eh, visuais, alguns trabalhos feitos assim que eu já vi que é muito interessante de mais de uma voz, mais de uma pessoa envolvida, aonde você coloca paus, onde você coloca emoção, aonde você, né, aquilo que [risadas] é trazido, né, pros filmes, mas tá só o áudio ali. Aí é diferente, né, quando você escuta, né, um audiobook dessa forma aí é diferente. Mas é interessante quando você trouxe a questão do livro técnico. Verdade. Eu também concordo com isso. Até eu tava lembrando aqui que o livro o livro que eu estava tentando ouvir era o era técnico. [risadas] Até foi, mas é verdade. Uma história já tem personagens e os personagens têm as emoções e a emoção também é transmitida pela fala, né? E daí quando a gente vai ouvir, se tá uma coisa só ali num ritmo só, acaba perdendo o interesse, né? Agora 8:41 a gente tá ao vivo, estúdio Câmara, eh, falando de leitura e consumo multimídia, porque hoje, né, o movimento traz pra gente eh eh essas essas opções e a gente vai nos adaptando e e que bom que a gente está consumindo, que a gente está exercitando, que a gente está no movimento, né? Eh, a produção tá me avisando, nós temos algumas perguntas, a gente precisa entregar 5 paraas 9 porque nós temos ao vivo direto do plenário. Então, tá bom. Pode colocar as perguntas na tela, produção. Vamos ver que que o pessoal tá interagindo conosco e o que que as pessoas querem saber, né, dos nossos entrevistados aqui hoje. Marcelo Santos do Parque Prado. Ler por obrigação na escola pode fazer algumas pessoas crescerem achando que não gostam de livros, quando talvez só não tenham encontrado o tipo certo de leitura. Ai, ler por obrigação ninguém merece, não é, Renata? Verdade, verdade. Ele ele nessa pergunta eu me lembro quando eu estava na escola e quando eu era obrigada a ler aquelas literaturas, né, com arcaicas, vamos dizer assim, depois tem que fazer o resumo, né? Exatamente. Naquela linguagem, poxa, você vai começar a ser um leitor já lendo isso assim, então não, né? Realmente a a escola ela o o na escola eu eu estudei em escola pública e lá tinha uma biblioteca e na época era muito bacana. Além da biblioteca pequena que tinha, mas tinha. Nós éramos bem incentivados à leitura, então eu podia ir lá brazear e até que a gente fala, né, ir na estante e escolher aquilo que eu queria. E às vezes vinha aquele o viinha um caminhão de livros na época que tinha, né, também. E era tão legal a gente poder entrar naquele lugar e escolher o que você gosta. Então, eh, para entrar nesse mundo, nesse lugar, né, e gostei, gosto pela leitura, vai pelo assunto, né, o assunto que você gosta, né, vai por algo mais curtinho, um livro mais curtinho aí, jovens adolescentes, né, é o mangá, história em quadrinhos, né, é um e aí você vai criando, mas realmente você começar por algo, por obrigação, vai criar um trauma aí pela leitura. [risadas] Exatamente. Muito bem. Agora 8:43, mais uma pergunta na tela. Agora a gente direciona pro nosso diretor aqui. Vamos lá. Quem é que tá com a gente? A Eline Ferreira do Jardim Leonor. A escolha entre filme e série pode mudar dependendo do tamanho e da complexidade da história que será adaptada. Uau, Milen, vamos lá. Eh, eu acho que muda. A pergunta é muito boa. Eh, [roncando] você tem que eh quando vai adaptar pro filme ou pra série, saber e o a essência daquele livro que você tá adaptando e como que você vai conduzir dentro daquela história, né? Por exemplo, recentemente a gente teve aquela série Game of Thrones, né, que eu acho que eles fizeram uma boa adaptação dos livros. A gente vê muita diferença, né? Eu tive a oportunidade de ler e depois quando você assiste você vê muitas diferenças. Personagens que não existem estão na tela, personagens que você gostava no livro não estão na tela. Mas o o fato de adaptar eh para a série, eu acho que permitiu eh dar a cadência certa. Uhum. Né? Então, a pergunta é muito boa. Acho que vale a pena você mediar esse tipo de coisa. E e uma coisa que eu acho interessante também com relação ao tempo, eh, quando eu gosto muito de uma série, aquela série importante para mim, eu não gosto de assistir, eu não gosto de maratonar, você assiste tudo uma vez. Não, eu não gosto, eu não gosto. Eu gosto de assistir aos poucos. Aos poucos, aos poucos. Porque eu acho que quando a gente maratona uma, eu tô falando por mim, né? Se você maratona, amigo, continua. É isso aí, não tem problema nenhum. Mas eh eu acho que se você as assistir cinco episódios de uma vez, você termina com aquela experiência final. Hum. Né? Você fica com o gosto do que aconteceu naquele último episódio, naqueles últimos minutos. E assim como um livro, né, que você lê um pedaço, você para, você dorme, no dia seguinte você tá eh conversando no café da manhã, mas você já tá querendo voltar pro livro que você tava, porque você vai aproveitando e assimilando o livro aos poucos. E acho que as séries é a mesma coisa. Então eu gosto de assistir um episódio por vezes. Eu gosto quando a o streaming ou a televisão coloca o episódio por semana e aí você tem tempo, conversa com com as pessoas. É tão gostoso quando você tem amigos ali que também estão assistindo aquilo, você fica debatendo. E no máximo eu assisto assim um por dia. Uhum. Né? Mas eu tento segurar. Mas eu eu acho que o tempo é muito importante, tanto para quem vai ler como vai adaptar pra série e também para quem vai assistir. Você é dono do seu tempo. Conduza o tempo do livro e da série do filme da sua melhor maneira para você absorver melhor aquele sabor. É, a gente vai assimilando, né? vai eh digerindo toda aquela história e aí depois dá o tempo para você assistir aí o novo episódio. Interessante. 8:46. Mais uma pergunta na tela pra gente, por favor, produção. Vamos ver quem é que tá conosco. Vamos lá. Débora Martins do Campus Elísios. Como leitores ass podem se preparar para assistir adaptações de cinema que muitas vezes fogem muito da história original. Ai, ai, ai. E aí, quem responde? Eu acho que você vai você. Vamos lá, ó. Leitores assidos de livros. Então, eu adoro o livro, sou leitora. Daí eu tenho que me preparar paraa adaptação de um cinema, mas que de repente não vai ser aquela história original. Como é que a gente se prepara para isso? Eu acho que é exato, né? Você já é crítico, você sabe a história, né? É, eu acho que você precisa ir com uma percepção, né, daquilo, daquela interpretação, daquela nova interpretação. É uma nova interpretação, né? Não exigir exatamente, né, como está ali, né, é porque é uma adaptação, não é? O filme já é uma adaptação, ele vai estar ali no original, mas tem muitas coisas, igual você falou, o personagem eh você o diretor vai escolher. Talvez você não consegue em duas horas de um filme colocar tudo que tá dentro ali do do livro, né? Então você tem que fazer algumas escolhas, né? Acho e e assistir um filme, né? Não tem que ir já ir com esse esse pensamento, né? Tem. E eu acho que é assim, se você é fã do livro, uma dica que eu dou, assiste o trailer. Hum. Se você já não gostar do trailer, não vai pro filme, foge, né? Eh, recentemente eu li aquele Verity, né? E vai ter o filme agora, né? Eu vi o trailer, odiei o trailer, assim, falei: "Nossa, tem nada a ver com o que eu imaginei e tal, é outra coisa". Então, eu já não vou ver um filme, porque que eu vou passar raiva, né? Eu gostei de ler, vou vou ver uma coisa que eu sei que eu já não vou gostar. Então agora se você quer eh forçar ali, né, e e assistir uma uma dica que eu dou é dar um pouco de tempo entre a sua leitura e o filme ou a série para dar uma assimilada, sabe? Deixar baixar um pouquinho as emoções ali. Eh, que daí às vezes dá certo. Tem também a adaptações de filme para filme, né? Ah, então eu lembro que eu tinha assistido um um filme que eu gostei muito, que era aquele Os Homens que não amavam as Mulheres e é um filme sueco. E logo em seguida, menos de um ano, depois saiu a versão americana e de um diretor que eu gosto muito, que é o David Fincher. Eu falei: "Cara, eu sei que esse filme é bom do Fincher, mas eu tô com gosto ainda da versão sueca, não vou assistir agora." Eu levei 10 anos para assistir o outro. Olha que eu gosto de diretor e e gostei, entendeu? E achei que foi uma experiência legal esperar um pouco. Não tô falando para você esperar 10 anos, né? Não precisa. Mas talvez não terminar o livro e já começar, porque você vai daí se decepcionar com alguma coisa. Você vai se decepcionar. Muito bem. E agora, eh, a gente tá quase finalizando. Agora faltando eh 10, 11 minutinhos para as 9, a gente entrega 5 pras 9. Tá bom, produção? Tá bom. Então, é o seguinte, é cinema, cinema, né? Sala de cinema e assistir em casa. É, eh, qual que é o que o que que você pode trazer pra gente aí como diretor, né? Eh, tem uma diferença, claro que tem, mas o que seria mais interessante no mundo em que a gente vive hoje? Sair de casa, ir pro cinema ou ficar em casa na tela, na televisão, enfim. É, ó, nada substitui a sala de cinema. Nada. Eh, eu acho que é um pouquinho do que a gente tava falando aqui, da questão do tempo. Você se dedica para aquilo, né? você eh tomou banho, uma roupa, foi até o cinema, comprou o ingresso, entrou, você tá criando toda uma ambientação ali, tá se preparando para assistir aquilo e aí entra na sala que aquela coisa mágica. É igual um encontro amoroso, né? Quando você se prepara, passa aquele perfume, toma um banho gostoso e vai, né? Você tá se preparando para aquele encontro, né? Então você se dedica aquilo. Uhum. Eu acho que você coloca a cabeça num lugar e aquele ambiente, tem pessoas ali junto com você que também estão querendo assistir aquilo, né? Não tem nada mais gostoso do que chorar na tela do na sala do cinema, né? Ai, que maravilha. Só lembrando aí que, por favor, pode falar. Ou chorar ou vibrar. Exato. Legal, né? Quando você tá assistindo aquela emoção ali, você tá junto com o filme, parece que você tá dentro da tela, né? Todo mundo rindo, todo mundo gritando ali. É, é verdade. E vocês, a gente falando do cinema aqui, me lembrei que dia 10, a partir do dia 10 de setembro, tem uma promoção aí que tem algumas salas de cinema com ingresso a R$ 10. Então, acessa a internet que você vai ver, de repente é o momento, né, para você se arrumar, se produzir e e ir na presença, assim, assistir um filme na tela de cinema, tenho certeza que você vai gostar. Tá bom? 8:51. Então para as considerações finais, então a gente precisa encerrar, mas de fato tá tão gostoso, mas precisamos entregar. Então eu quero agradecer demais a sua presença, Renata. Obrigada a por compartilhar conhecimento, por nos orientar e um acho que uma conversa, um papo tão leve, mas ã bem gostoso, né? a gente conseguiu mostrar a importância do livro, a importância da da das multimídias e o consumo que é importante, que é a cultura, que é o movimento. Então, muito obrigada pela sua participação. Obrigada eu poder estar aqui. Maravilha. Gratidão também ao nosso diretor. Obrigada pela sua participação, presença e por compartilhar um pouquinho do seu conhecimento com a gente nessa manhã. Não, eu que agradeço. Foi muito bom. Aprendi muito aqui com a Renata também. Espero que vocês tenham gostado e vamos escolher bem aí os livros, os filmes, as séries que a gente vai consumir aí nos próximos dias. Espero que tenha contribuído para todo mundo aqui. Muito bem. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que ao meio-dia temos Câmara Notícia com Gabriel Castro. Ah, daqui a pouquinho então ao vivo direto do plenário José Maria Matozinho. E amanhã, a partir das 8 da manhã, mais uma edição do nosso estúdio Câmara. E a gente vai perguntar para você amanhã se o exercício combina com sua personalidade, já vai pensando aí para você responder pra gente. Você pratica atividade física porque gosta ou porque acha que deveria gostar? Que um dia você vai gostar. Pois [música] é, nem todo exercício combina com todo mundo. A quem se motive pela competição, quem prefira atividades mais tranquilas e individuais, quem goste de estar ao ar livre em contato com a natureza e a quem só consiga manter uma rotina quando encontra prazer no que está fazendo. Mas será que a nossa personalidade influencia mesmo a escolha da atividade física? E mais, encontrar um exercício que tem a ver com o nosso jeito de ser pode aumentar as chances de manter uma rotina ativa e saudável por mais tempo? Amanhã no estúdio Câmara a gente fala sobre comportamento, motivação e qualidade de vida a partir das 8 da manhã ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Um grande abraço para você. Fique bem, se cuide, leve guarda-chuva porque ouvi um trovão aí. Bem-vindo chuva, se hidrate e até amanhã. Ciao. Ciao. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]