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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara para você aqui nesta manhã de terça-feira, dia 15 de setembro. Vamos conversar hoje sobre um tema que gera muitas dúvidas e que está cada vez mais presente nas conversas sobre a saúde, a qualidade de vida. Hoje nós falamos sobre a diferença entre fome emocional e fome fisiológica. Afinal, quando a gente sente vontade de comer, nós estamos respondendo a uma necessidade do organismo ou tentando aliviar emoções como ansiedade, estress, tristeza ou frustração. Nos últimos anos, essa discussão, ela ganhou ainda mais espaço com a popularização das canetas emagrecedoras, que acabam modificando a percepção de fome e saciedade e levantam novas questões sobre comportamento alimentar. Além disso, nem toda a restrição alimentar tem a mesma origem, né? Existem condições diferentes, com causas e tratamentos distintos que muitas vezes acabam sendo confundidas. E você aí de casa, como é que você tem se alimentado, né? A sua fome, ela é emocional, ela é fisiológica? Preste atenção no programa de hoje. Nós temos aqui duas convidadas, uma psicóloga, outra nutricionista e elas vão nos orientar sobre essa questão da regulação das nossas emoções eh em conexão com a nossa fome, né? Afinal de contas, o que a gente sente? Será que é fome? Fora de horário? Que será que é? Como é que a gente identifica a fome fisiológica da fome eh emocional? Então, daqui a pouquinho fique com a gente. Eu vou apresentar as nossas convidadas para vocês. Vamos conversar sobre esse assunto em instantes porque agora preciso atualizar algumas informações. Eh, o Centro de Educação Profissional de Campinas, gente, o CPROCAMP, completou 22 anos ontem. A instituição, ela oferece atualmente mais de 40 cursos gratuitos de formação técnica e qualificação profissional em 11 unidades aqui em Campinas. Cerca de 80.000 alunos já passaram pelo CPROCAMP desde a sua inauguração, que foi em 2004. Duas novas unidades estão em construção, uma na Vila Padre Ancheta e outra no Jardim Miraçol, com previsão de entrega para 2027. E tem uma notícia bem interessante para você, que a partir de amanhã, quarta-feira, dia 16, começam as inscrições para 342 vagas em 12 cursos gratuitos de qualificação profissional. As matrículas serão presenciais e os interessados devem apresentar documento de identidade, comprovante de endereço e escolaridade também. Os pré-requisitos variam de acordo com o curso. Então, para mais informações, acesse fumec.sp sp.gov.br/cprocamp/unicidadescprocamp. Você lá você vai conferir todas as informações e aquele curso que mais combina com você. Prepara o seu documento e bora estudar, bora alavancar a sua carreira. Boa sorte. E olha, tem informação para você chegando da Câmara de Campinas, porque a Comissão de Mobilidade Urbana e Planejamento Viário realiza nessa quarta-feira, às 2:30 da tarde, uma audiência pública para apresentar e discutir o relatório do segundo trimestre de 2026 sobre a arrecadação com multas de trânsito e a destinação dos recursos. A prestação de contas atende a Lei Municipal 15.974 4 de 2020, que prevê a apresentação periódica dessas informações. A população poderá participar presencialmente ou online pelo link disponível no site da Câmara, tá? A audiência também será transmitida ao vivo pela TV Câmara Campinas e pelo canal da emissora no YouTube. Agora, previsão do tempo para hoje. Bom, será que estamos eh chegando ao fim dessa frente fria, né, gente? Do céu, que chuva. Todo mundo falando que tá chovendo demais, mas enfim, tudo tem um propósito, tudo tem um porquê. A gente hoje eh temos aí um dia com possibilidade de sol, com algumas nuvens, de acordo com a previsão, chove rápido, tá? Durante o dia, à noite, mínima 14, máxima 20º, esquenta um pouquinho, né? E hoje pela manhã, quem eh precisou sair cedo para trabalhar, assim como eu, pode eh notar a presença de neblina, né? Então, pode ser que tenhamos sim a chegada do sol, porque como dizia a minha avó, né? É neblina que baixa, sol que racha. Então, que assim seja, que venha o sol na nossa terça-feira. Mas também se não vier, a gente sabe que tudo tem o porquê nessa vida. Então, nada de reclamar, bora que bora, porque agora nós vamos conversar sobre a fome. A minha fome, a sua fome, a nossa fome. Às vezes a gente come um pacote de algum biscoito, alguma coisa assim, sabe? Sem perceber, né? Por que que a gente comeu? A gente nem tava com fome. Então, falar de alimentação é falar de saúde, mas também é falar de emoções, hábitos, cultura e comportamento. Porque nem toda restrição alimentar tem a mesma causa. Nem toda dificuldade com a comida é um transtorno alimentar e nem toda a vontade de comer está relacionada à fome física. Por isso, compreender os sinais do corpo e da mente é fundamental para evitar julgamentos, diagnósticos equivocados e também tratamentos inadequados. Para essa conversa, nós recebemos duas especialistas. Eu quero dar as boas-vindas para nutricionista, especializada em saúde da mulher, emagrecimento, composição corporal e comportamento alimentar, com atuação também no acompanhamento de pacientes que utilizam análogos de GLP1. Quero dar as boas-vindas pra Amanda eholi. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia a todos que estão nos assistindo. Bom, primeiramente é um prazer estar aqui com vocês, eh, e falar sobre esse tema que é que eu vejo muito na minha prática clínica e que é de extrema importância. Uhum. Muito bem. Olha, nutricionista, OK, mas como a gente fala de fome emocional, a gente precisa de uma psicóloga. Claro. E por isso a gente recebe através de videoconferência a psicóloga com atuação em terapia cognitivo comportamental e pós-graduada em prática baseada em evidências em psicologia clínica. Vitória Delb, seja muito bem-vinda. Bom dia para você, Vitória. Bom dia. Bom dia para todo mundo. Um prazer estar aqui. Que bom que deu certo de se encontrar em online. Maravilhosas. Muito obrigada pela presença de vocês. A gente já começa então com a nossa nutre, porque a gente precisa entender que quando a gente fala em fome fisiológica, quais são os sinais mais comuns que o corpo costuma dar para mostrar que realmente está precisando ser nutrido, que a gente tá precisando de alimento. Então, fome fisiológica, aquela fome que a gente precisa da nutrição, né? Ah, quais os sinais do corpo? A barriga ronca, como é que é? ronca. Bom, é muito difícil hoje em dia a gente, né, separar isso, né? O que que é fome realmente fisiológica ou o que que é a fome emocional? Bom, características que geralmente você sente quando dá essa fome, mesmo que o corpo tá precisando de alimento. Primeiramente, aquela tontura, aquela fraqueza, eh uma dor de cabeça, um estômago vazio, aquele estômago que ronca. né? São sinais bem característicos que realmente você tá precisando de alimento, de comida. Uhum. Muito bem. É importante a gente saber porque às vezes você acha que tá precisando comer, mas de repente você está precisando rever os seus conceitos. É porque agora a gente pergunta pra nossa psicóloga, a Vitória, que às vezes eh as pessoas dizem que come quando estão ansiosas, frustradas, estressadas. Vitória, como é que a psicologia explica esse mecanismo que é chamado de fome emocional? Hoje tem muita informação sobre emagrecimento nas redes sociais, né? Então, a gente precisa entender quais são os riscos de interpretar quando a sensação de fome eh é de verdade ou a sensação de fome é emocional. Então, o que que a psicologia explica pra gente e como ela nos ajuda a diferenciar? Eh, eu acho que primeiro a gente entender, reforçando isso que a falou, além de todas essas mudanças fisiológicas que a gente sente, a alteração de um também, as mudanças, isso já é um dos sinais que a gente consegue usar bases para poder identificar. Quando a gente fala de uma fome emocional, pode ser tanto em resposta a emoções positivas, ou melhor, emoções sentidas como agradáveis. Quando emoções tidas como desagradável, então eu tô feliz, eu quero comer e aí eu acabo comendo mais do que necessitariamente o meu corpo pede e precisa para aquela energia eh específica. E aí você tem também o comer como forma de regulação emocional. E aí a gente pode pensar em algum tipo de convulsão. E em geral as compulsões dentro da psicologia elas são eh desenvolvidas quando a gente pensa em tipos de reforços negativos. Uhum. Então, basicamente é você tira algo de negativo daquele ambiente da pessoa, como por exemplo, ela tá começando a sentir ansiedade, então quando você come é uma forma de regulação emocional, ela sente um alívio. Então você diminuiu ou eliminou essa ansiedade. E aí muitas outras coisas eh tem relação com essa dinâmica desse reforço negativo. Muito bem. responde essa pergunta. Sim, já deu pra gente dar uma abertura aqui no caminho do entendimento pra gente diferenciar, né, essas duas posições aí da fome no nosso cotidiano. Agora, Amanda, na prática clínica, eh quais características ajudam a diferenciar um episódio de fome física e de uma busca de conforto emocional através da comida? como que a nutrição ela vem trabalhar eh essa questão que a gente eh tenta entender, mas nem sempre eh opta pela pela forma correta, né, de mediar essa questão de fome emocional e a a busca do conforto e a fome física. Bom, vamos lá. Eh, no dia a dia, como a gente vive muito no piloto automático, eh fica um pouquinho difícil, né, de identificar, será que eu realmente tô com fome ou é só para acalentar aquele momento de estresse, de ansiedade, mas uma estratégia que você pode adotar para você se autoconhecer, né, eh geralmente uma fome física, eh, você a hora que bate essa fome, você quer comer o que tiver na frente. Uhum. Não é de nenhum alimento específico. Você quer matar aquela fome porque o corpo tá precisando realmente de energia. Uhum. Agora, já uma fome emocional, geralmente são alimentos que geram um conforto maior. Então alimentos mais açucarados, um pouquinho mais calóricos, mais gordurosos, ah, um hambúrguer, um doce, uma pizza. Então são alimentos um pouquinho mais específicos. Já na fome física é o o que tiver é o que você vai consumir. Então isso é um algo que você pode ir eh analisando e prestando atenção para conseguir identificar a diferença de uma para outra. Nossa, super interessante que você pontuou agora, por às vezes, né, a gente trabalha o dia todo, daí a gente eh eh segue uma alimentação regradinha, sabe? As marmitinhas, né? Quem faz marmita sabe. Então você faz a marmita e aí você vai pro trabalho, você consegue se alimentar de uma forma mais saudável ou adequada, enfim. Eh, mas daí você chega em casa, você fala assim: "Ai, agora eu mereço hambúrguer", né? Então esse eu mereço o hambúrguer para compensar o meu dia de trabalho seria uma fome emocional. Exatamente. É para gerar esse conforto, né? Então, geralmente no final, isso geralmente acontece mais no final do dia mesmo. Sim. Sempre. sempre no final do dia, aonde você quer compensar mesmo esse estresse do dia que vai se acumulando, né? E aí chega ali no final do dia que você que abaixa os ânimos, né? Você acalma e aí não, eu mereço, né? Eu trabalhei tanto, eu tô cansada, eu, né? Para que que eu vou comer um uma marmitinha ou preparar alguma coisa se eu posso pedir, né, um um hambúrguer ou comer um doce para mesmo eh ter esse momento de acalento, né? Exatamente. Muito bom. A alimentação, ela é uma necessidade biológica, né? Mas a comida também tem aquele valor afetivo e social. O desafio é entender quando que esses aspectos eles convivem convivem de forma saudável com a gente e quando começam a gerar um sofrimento ou um prejuízo paraa saúde, né? Eh, a, ô Vitória, eh, comer por emoção significa necessariamente ter um transtorno alimentar ou a gente tá falando aí de situações que podem fazer parte da nossa experiência humana? Não, não, não necessariamente você come porque em algum momento você tá ansiosa e porque você quer sentir eh o prazer daquele alimento, porque eu acho que tem essa diferença, né, que também vai distinguir fome eh emocional da fome fisiológica, da fome física, que é o conceito de saciedade e satisfação. Satisfação é muito essa questão emocional de as conexões que eu tenho, as memórias que eu tenho com aquele alimento. Então, não necessariamente por você comer frente em resposta a uma emoção agradável, desagradável, é um comer transtornado, mas pode ser quando a gente entende que há um prejuízo do funcionamento interpessoal nessa pessoa, quando tem um sofrimento emocional intenso e quando às vezes tem risco de saúde para essa pessoa. Então, como por exemplo no caso da anorexia nervosa, Uhum. Parte do critério diagnóstico, esta pessoa está bem abaixo do índice de massa corporal considerado saudável. E aí quando a gente faz uma análise sempre de contexto, nunca eh isolado, né, esse indivíduo pra idade que ele tem, pro gênero que ele tem, desenvolvimento eh esperado para cada faixa etária, ele está dentro dessa faixa de de peso. Então isso é uma das essa pessoa ela copie e depois ela tem ações que a gente vai chamar de comportamentos compensatórios. Então qual é o tipo de relação que ela estabelece? Uhum. Não é problemático você comer um brigadeiro depois do almoço. Não é problemático você comer um pão. A gente não pode problematizar carboidratas, né? E daí também que tem a sozinha. Então, até certo ponto, é tudo bem, faz parte até de uma outra fome que é às vezes a fome social. A gente come porque está em relação com pessoas pela confraternização daquele momento, por celebrar alguma coisa, não necessariamente é um problema, né? Excelente. Agora, Vitória, eh sobre essa fome emocional e o nosso sistema de recompensa, né, que o nosso cérebro ele é perito nisso, né? Nosso sistema de recompensa ele é maravilhoso. Se a gente para para analisar, a gente anda querendo se recompensar por todos os esforços que a gente faz no dia. E aí um dia de trabalho, eu vou recompensar com quê? Imagina um dia de trabalho num dia chuvoso, né? O dia de trabalho tá chovendo igual esses últimos dias. Aí você chega em casa, você chega em casa, nossa, você tá assim super cansada, né? Porque você acha que na chuva você tem que dormir, aí você foi trabalhar e aí você fala: "Poxa, mas eu preciso, eu mereço, né, uma comida diferente, eu não vou pra cozinha, eu mereço uma comida diferente". Aí você vai lá naqueles eh eh aplicativos, escolhe uma lasanha, você olha assim e fala: "Nossa, é essa que eu mereço". Isso é o sistema de recompensa que a gente tá falando aqui. Isso necessariamente seria eh uma questão da fome emocional? É natural a gente sentir isso? Eh, a partir de que momento a gente precisa se atentar se a gente não está de repente exacerbando o nosso sistema de recompensa? OK. Eh, é natural a gente sentir isso. Eu acho que quando a gente fala de comportamento, quando a gente fala de aprendizados no geral, eh, a gente tem muito essa conexão. Então, você experimentou alguma coisa no passado, isso causou algum tipo de satisfação para você? Essa o seu cérebro vai registrar, registrar essa memória e consequentemente às vezes ele pode ter essas pistas no ambiente que vão te lembrar daquilo e vão servir de gatilho. Você comer uma lasanha, você tem um comportamento eh esporádico ou algo pontual, não necessariamente causa um prejuízo. A gente precisa começar a se atentar quando existe uma sensação de falta de controle para que eu como, quanto eu como, aonde o indivíduo ele tem essa dificuldade de pausar ou de impedir, né? Então ele começou a comer e começa a comer excessivamente. Quando você vai comparar com a maioria das pessoas, elas não comeriam a mesma quantidade, na mesma velocidade em circunstância semelhante. Então, às vezes são pessoas e no caso da bem, né, falando agora outro transtorno alimentar mais diferente, ele tem muito essa questão de eu não consigo controlar, eu tenho vergonha, eu começo a sentir culpa, eu começo a evitar também públicos, porque eu acho que as pessoas podem me ajudar. Eu tenho uma autoavaliação provavelmente muito negativa e muito atrelada a qual é o meu peso e qual é a forma do meu corpo. Então, a gente pode começar a se preocupar, não existem riscos paraa saúde física, porque saúde mental, saúde física, ainda que a gente didaticamente separe, elas estão super entrelaçadas. Então essa pessoa ela tem uma hipervigilância às vezes para como ela que algo percebe as as cognições que são permissivas, né, de a mereço, eu gosto. E aí outras cognições também relacionadas à sua própria imagem ou ao seu ato de comer ou o valor que ela atribui a isso do tipo. Às vezes as pessoas só vão me aceitar se eu for de tal jeito, no caso na anorexia, então que você tem esse padrão de corpo bem magro, eh pessoas que são atletas de alto rendimento ou modelo podem sofrer mais por isso, por exemplo. Então, quando você tem extremos Uhum, você restringe muito sua alimentação, você não tem variedade nutricional ou você come tudo conforme te dá essa vontade para regular uma emoção, uma ansiedade por falta de outras estratégias, de outras ferramentas, provavelmente isso é algo mais problemático. Quando a gente analisa o contexto dessa pessoa, a gente consegue entender porque que isso se desenvolveu e aí complementa mais esta nossa excelente, muito bom. E é por isso a importância, né, eh eh dessa um tratamento ou então a orientação, no caso aqui do nosso programa, é uma orientação multidisciplinar. a gente tem a psicóloga, temos nutricionista para poder nos orientar e para que a gente possa entender a diferença, né, das fomes. É isso. Temos a fome emocional e a fome fisiológica. A fome fisiológica é aquela que a gente precisa para nutrir o nosso corpo. E a emocional, de repente, a gente precisa eh como um sistema de recompensa do nosso cérebro para poder tá compensando alguma emoção, algum sentimento. E aí eh achei bem interessante eh do excesso, né? Todo o excesso esconde uma falta. E quando a gente fala de excesso, a magreza eh em excesso eh pode sim esconder a falta de algo e é uma questão bem psicológica, que é a questão, né, da bulimia e tal. Eu quero, eh, puxar agora paraas canetas emagrecedoras, porque elas são louváveis, né? Porque quem sofre da obesidade, a gente sabe que a obesidade é uma doença e que as canetas emagrecedoras elas vieram assim eh eh para dar mais qualidade de vida para quem sofre com a obesidade. Mas é isso, quem sofre com a obesidade. Infelizmente elas eh tomaram um uma dimensão assim muito grande e muitas pessoas utilizam as canetas emagrecedoras para eh eliminar 5 kg, 6 kg, 10 kg, né? Mas é um processo bem delicado. E eu gostaria de perguntar primeiro pra Amanda quais os cuidados nutricionais merecem atenção quando a pessoa passa a sentir menos fome durante o tratamento com as canetas emagrecedoras. Bom, quem usa, né, quem inicia com eh esse tratamento, né, com essas canetinhas, primeiro elas acham que quanto menos elas comerem, mais elas vão emagrecer, mais vão perder peso. Eh, e nisso, eh, ela acaba se restringindo bastante, né? H, nessa nessa, né, nessa linha, ela acaba comendo pouquíssima proteína, então a massa muscular dela acaba indo embora junto. Isso é um problema, né? Ã, quando você tá comendo pouco, você acaba consumindo menos nutrientes também. Uhum. Né? Então, você acaba tendo um risco maior de desenvolver algumas eh deficiências nutricionais, né? E eu acho que o ponto principal mesmo é em relação à proteína. Então, quando você baixa muito o consumo alimentar, né, ã, o corpo ele acaba usando também os músculos para produzir energia. Então, eh, nessa perda de peso, né, que a pessoa eh acaba, eh, perdendo ao longo desse tratamento, eh, muito vai dar, eh, a massa muscular vai embora também. Então isso por isso que deve ser feito de uma forma orientada, né? Acompanhar com exercício físico. Então, eh não é só ela que vai, né, resolver todos os problemas. E fora o comportamento, né, você tem que juntar, né, a canetinha não pode ser o a pílula mágica, né? Então, ela tem que ser o um meio de facilitar o processo, né? Mas o meio, né, a base tem que tá bem sólida para que esse resultado se mantenha. É, exatamente. É, todo o excesso esconde a falta. Quando a gente fala de alimentação e de saúde mental e com as canetas emagrecedoras também, a gente precisa parar para analisar algo bem interessante que eu encontrei nas pesquisas para poder conversar com vocês aqui hoje no programa, porque Vitória, olha só, tem algumas pessoas que relatam que ao perder o interesse pela comida, né, eh eh utilizando as canetas, elas percebem emoções que antes ficavam escondidas, né? Então, eh, o que que a psicologia explica dessa experiência, né? essa questão da eh da inibição da fome acaba eh mexendo com o nosso sistema nervoso central, acaba eh trazendo paraa gente de repente realmente as emoções que ficavam escondidas têm essa conexão. Eh, quando a gente fala dessas canetas, é muito entender como elas são usadas, né? Tudo que você coloca no seu corpo, seja ficou, enfim, sejam canetas, ela vai ter uma consequência, ela vai ter um efeito às vezes colateral ou impacto na sua vida. Isso precisa ser muito avaliado, caso a caso, porque cada pessoa experiencia de uma certa ah maneira, mas as a comida é algo essencial. Uhum. Então, a gente tem muito prazer quando a gente fala em comida e outras necessidades básicas. Então, o fato de a pessoa deixar de sentir prazer com algo que é esperado, que é instintivo, que é natural, que você sinta prazer, isso pode gerar um fato, porque a gente pensa que é, eu gosto de pensar que é todos os seres humanos, eles são grande universo, então tudo tá conectado. fala do que você come, se você deixa de comer por muito tempo, isso altera o seu humor. O que você come, se não é saudável, também vai alterar muitas vezes eh a sua microbiota, por exemplo, e consequentemente isso afeta o desenvolvimento de outros transtornos psiquiátricos, porque uma vez que você não se alimenta com variedade, porque você deixou de ter apetite por causa da caneta emagrecedora, você deixa de proporcionar pro seu corpo, essas substâncias que são necessárias para ele desenvolver neurotransmissores, por exemplo, que vão ser esses hormônios do seu sistema nervoso central, que vão ser responsáveis pela sua sensação de bem-estar, eh a sensação de prazer paraa sua concentração, por exemplo, entre outras executivas, tomada de decisão, controle no território, planejamento, regulação emocional, Uhum. Então você pensa aqui se a comida é o mais básico da nossa espécie humana, animais em geral, você deixa de consumir essa comida, você deixa de proporcionar esses nutrientes pro seu corpo, consequentemente ele deixa de produzir outras substâncias porque ele não tem essa reserva, ele não tem esses componentes suficientes para poder gerar. Então, o seu humor ele vai estar alterado, a sua eh resiliência emocional, consequentemente vai estar alterado. E aí tudo que altera essa parte fisiológica consequentemente te vulnerabiliza para que você esteja mais exposto a outros eh transtornos psiquiátricos que às vezes você já tem na sua genética com uma predosição e que isso só fica ainda mais intensificado, mais provável que você de fato desenvolta. Excelente explicação, não é? Muito bom. É muito bom a gente entender, começar a a entender como as coisas funcionam. E a gente tá falando aqui de fome, que é algo natural que a gente sente, né, mas que pode sim ela eh eh ter várias vertentes aí, a questão da fome emocional, a questão da fome eh eh a eliminação da fome, né, de forma induzida, que é a a utilização de canetas emagrecedoras. Eu tô dizendo, gente, ah, de de repente pessoas que querem perder 3, 4 kg e utilizam a a caneta emagrecedora. Ã, cada um tem o seu ponto de vista, cada um faz aquilo que faz mais sentido. Aqui é sem julgamento, mas a gente precisa entender qual é o impacto disso na nossa saúde física e também na nossa saúde mental, né? Porque reduzir a fome é um pouco diferente de transformar a relação com a comida. Muitas vezes os gatilhos, né, e hábitos eh emocionais eh eles continuam presentes e precisam ser compreendidos. Você reduziu a fome, mas você tem gatilhos e aí você não entende aquilo. Tem a diferença entre a diminuição eh do apetite provocada pelos medicamentos e a restrição alimentar associada ao medo de engordar, a a insatisfação corporal. Então, a gente precisa eh de orientação para saber eh a diferença de tudo isso. Agora, Amanda, a restrição alimentar, quando ela deixa de ser apenas uma preferência ou escolha e ela passa a representar um risco paraa saúde, eh, como que a gente consegue entender esse momento, né? Eh, frequ eh eh a eu não quero mais comer porque eu vou engordar, né? E aí eh você acaba tendo uma uma eh desconexão entre a sua necessidade do alimento. Então, como é que a gente consegue entender essa restrição, entender onde que passa o limite, né? Eh, é lógico que, né, se você tá ali em sobrepeso e obesidade ou você quer, né, perder alguns quilinhos, reduzir percentual de gordura, você vai ter que estar ali, né, numa numa dieta um pouco mais restrita, né, em relação a calorias, né, estar em déficit calórico, mas isso não significa que você precisa cortar tudo que você gosta de comer, né, que você precisa cortar pão, doce, é tudo muito ajustado e é tudo muito estratégico, né, E e é lógico que em algum momento você vai ter que falar alguns nãos, né? Então, eh, né, fazer muitas refeições livres no final de semana. Então, ah, em algum momento você vai falar: "Não, prefiro não fazer, né, hoje, fazer em outro dia, né, tentar eh ter esse equilíbrio, né? Agora isso começa a virar um um problema, né, quando essas restrições ficam muito rígidas, né, e a pessoa não quer comer de jeito nenhum algo que antes ela gostava, comia e, né, sentia prazer ali. E ela prefere cortar totalmente, né, deixa de viver momentos sociais. Uhum. por, né, estar de dieta, por eh estar aí nesse estilo de vida e aí acaba sendo essa essa rigidez, né? Então, cortar totalmente eh, né, algo que antes você gostava e agora não tá fazendo mais. E se isso se prolonga também. Então, se você, ah, não, nesse período aqui eu quero ficar um pouquinho mais regrada para chegar em tal objetivo, depois dar uma uma flexibilizada, é uma coisa. Agora, se isso se prolonga, vira algo muito rígido, muito restritivo, aí já é um sinal de alerta. É, a gente tem que cuidar com essa questão de prolongar, né? Porque eu não sei, parece que hoje eh a cultura da magrez ela voltou, né, como antes. Lembram as modelos antigamente, né, todo mundo falava tinha que ser magririm, né? Aí depois com o passar do tempo ficou um pouquinho mais atenuado, mais tranquilo essa questão. E agora eu não sei se eu me corrija se eu tiver errada, mas parece que a cultura da magreza voltou novamente. Tem lojas que já não tem mais o tamanho G, que dirá o GG, né? Só tão estão trabalhando com P e M e M1, M2. Agora inventaram essa de M1, M2, né? Porque o G já não sai mais e o GG também não. Então isso se a gente para para analisar, por que não tá saindo? É porque as pessoas estão emagrecendo. Mas por que que elas estão emagrecendo, né? E aí qual que é o impacto de todo esse emagrecimento que está sendo induzido para as pessoas? O impacto na saúde física, o impacto na saúde mental. Aí aquelas pessoas que não têm a condição de comprar a caneta emagrecedora, elas fazem o que eu acabei de falar, que perguntar para você agora. elas começam a restringir a alimentação e aí não quero mais comer porque eu não quero engordar. Mas 1 2 kg é engordar, né? A gente sabe que a obesidade é uma doença, mas você tem que ter a predisposição e você tem que estar vendo eh o seu peso aumentar eh dia após dia. Então, se você tá lá, vamos lá, tô lá com 80 kg, não, mas eu tô gorda, não posso, gente, pera aí, a gente tem uma visão distorcida das coisas, né? E aí, com essa questão de rede social e e de eh comparação, né? Muita gente se compara. Eu pergunto para você, Vitória, a gente tem eh anorexia, ortorexia, né? Eh, comer transtornado. Isso, isso são situações que aparecem com frequência nas redes sociais. As pessoas acabam mostrando muito e todo mundo tá entendido sobre tudo, né? E eu gostaria de perguntar para você, por que que é importante a gente evitar comparações e autodiagnósticos, que é o que a gente mais tem na rede social? Existe algum risco, né, para algumas pessoas que que enxergam essas situações na na rede social, principalmente a a utilização das canetas emagrecedoras como solução eh solução única, né, para as questões que envolvem comportamento e saúde mental. Vamos lá, comparação. Que que você tem a dizer pra gente sobre isso? Eh, eu eu acho muito legal a palavra que a Amanda usou, que é falar sobre rigidez. Uhum. Uhum. A internet por si só, ela não sinceramente é negativa. E você vai ver que o psicólogo geral tem muito essa resposta. Ah, depende. Basicamente isso. A gente sempre vai olhar pro contexto. E quando a gente pensa num pessoa que tem um uma relação problemática comida, porque tem uma relação rígida ou senão é uma relação muito aberta, muito livre, eu como conforme o meu desejo, eu como sem conseguir parar ou outro extremo que é não, eu como muito pouco porque esse pedaço de mão já poderia causar muito mal. E aí esses esses óbitos autoduziros comportamentos compensatórios no geral. Eh, comparação pode sim fazer mal, com certeza isso pode ajudar a intensificar um processo que alguém já tem que mais disfuncional com a relação da comida onde você provoca esses comportamentos, né, para evitar ganhar esse peso. A sua autocrítica também é outro processo que pode intensar e às vezes manter essas cognições negativas sobre o corpo, né? E eu acho que a nossa grande balança, ou melhor, esse esse grande limite está em você conseguir ter outros comportamentos. Então tudo bem, você quer emagrecer, não tem um problema de fato emagrecer, mas o seu emagrecer, ele é muito excessivo, você quer ficar muito baixo. Qual é a rapidez que você tá nesse mês? qual é o método que você tá usando para isso? Porque todas eh todos esses aspectos juntos, eles vão conseguir dizer se isso tem uma consequência positiva da vida da pessoa ou se tem mais consequências negativas, tem mais prejuízos do que benefícios que a gente é influenciado pelo nosso meio, como pela cultura, pelas pessoas, pela atenção que a gente direciona para determinadas situações, para como você consome esses conteúdos na internet, se existe uma pessoa que quer perder um pouco de peso para você ter melhor eh saúde física, melhor saúde mental consequentemente, tudo bem. Se você depende de um por má para você se sentir bem, porque a sua autopercepção, o seu autoconceito sobre si mesmo, ele está super conectado com o seu corpo. Então, provavelmente é aquele ciclo que se retraalimenta. Essa pessoa, ela vai se comparar mais com os outros que são magros, né? ela tem essa visão túnel para isso, ela tá muito focada no corpo. E aí consequentemente o fato dela consumir esses conteúdos às vezes até de corpo, de de mulheres, onde passam uma rotina ou passam um corpo sem nenhum, entre muitas aspas defeito, eu não gosto muito dessa palavra, mas que chegaram esse corpo assim de uma maneira rápida faz as pessoas terem essa distorção do processo e achar que às vezes vale, entre aspas, de tudo, para chegar o mais rápido possível nesse resultado, porque eles talvez não queiram passar por esse processo. Ou às vezes porque não entendem que esse processo às vezes de uma determinada blogueira pode vir depois de muitos anos que ela tá treinando ou enfim também acaba desconsiderando outros aspectos biológicos, eh, nutricionais, o que que essa pessoa às vezes pode deixar de consumir o impacto que isso tem na vida dela. E eu acho que às vezes a internet muitas vezes não mostra isto ou até mostra, mas essa pessoa não captura essas informações, porque a gente tem muito dessa atenção seletiva, esse viés atencional. Então eu pego alguma coisa que eu desejo ou que eu acredito e aí eu começo a filtrar na minha realidade eh elementos que confirmem isso, que fortaleçam essa ideia. Então ela vê essa blogueira que consome e se normaliza. Ah, eu também posso usar. Ai, uma amiga minha comprou. Então, se você quiser vontade, eu pode te passar. Fica tudo muito acessível. E aí eh quanto mais acessível, mais fácil de você se engajar naquilo, mais fácil de você normalizar, mais fácil ser a isso pra sua vida. E aí o prejuízo ele pode ser muito considerado depender do da forma como essa pessoa ocup a frequência, né? Excelente. Excelente. Porque a gente precisa falar das redes sociais, né, Amanda? Porque assim, principalmente quando falamos de de emagrecimento, hoje a gente tá conversando aqui sobre fome emocional e fome fisiológica. Não tem como a gente falar de fome se a gente não falar de emagrecimento, né? E a questão da rede social, quando eh vamos paraa parte da nutrição, a gente sabe que tem muitas receitas, tem muitas indicações, tem muita gente que eh é sabedor de todas as situações e levam paraa rede social a resolução dos nossos problemas. Então, eh, gostaria que você trouxesse pra gente, Amanda, a essa questão da comparação e de da solução de tudo nas redes sociais. Qual que é a avaliação que a Nutri faz referente a isso quando a gente eh traz pro nosso programa de hoje, né, a fome emocional, a fome fisiológica e a questão aí do da cultura da magreza também. Exatamente. As redes sociais, eh, você tem que dosar, né? Você tem que saber, né? o que você consome, você, né, tem que controlar isso, porque senão pode sim gerar essa comparação, não, porque eu quero aquele corpo, eu quero chegar nisso. Já tive pacientes que me mostraram fotos, eu consigo chegar nesse corpo. Uau! E o biotipo era totalmente diferente. E outra coisa que a gente deve pontuar é que a rotina desses influenciadores, atrizes, é totalmente diferente da nossa, né? Então, eh, a as nossas cobranças de áreas de trabalho, carga de trabalho, eh, transporte, então é totalmente diferente a as realidades. Então, eh, se comparar com uma influencer que tem a vida perfeita, né, vamos se dizer, eh, que tem, né, estrutura, que tem profissionais ali acompanhando, que tem tempo, né, para seguir todo esse estilo de vida, é totalmente diferente e é injusto, né, com a pessoa você, né, se comparar com uma realidade que não condiz com a sua, né? Então isso cria uma barreira enorme e gera realmente esses eh essas insatisfações corporais. Então é é por isso que eu digo, toma cuidado com o que você consome nas redes sociais, porque eh você se comparar com um corpo que é totalmente diferente do seu, eh pode te gerar uma ansiedade, pode te gerar essa eh meu Deus, será que algum dia eu vou chegar nesse corpo? Então, a comparação que você deve fazer é de você com você mesmo. Então, eh, onde, né, onde eu tô, onde eu quero chegar, eh, de acordo com seus limites, de acordo com o seu corpo mesmo. Então, tem que tomar muito cuidado com as redes sociais em relação a isso. É, em relação às comparações, né, e as receitas mágicas que a gente tem na rede social Nutre. Olha, tem de monte, viu? Eh, tem essa questão, né, que as pessoas elas querem algo fácil, né, uma coisa que vai resolver todos os problemas dela. Eh, e enquanto, né, ela fica com esse pensamento, atrasa muito mais o processo, porque não é uma coisa só, né? Eh, é uma base. Então, é alimentação, é sono, é o emocional que cabeça move tudo, não adianta, né? Uhum. Controle de estresse. Então, eh, é um conjunto de fatores e dá trabalho. Realmente dá trabalho. Eh, e não é algo que você fez por um tempo e acabou, já é o suficiente. Não. É algo que você precisa manter, né, ali durante a sua vida, né, se você quer ter qualidade de vida, se você quer ter saúde. E realmente é trabalhoso. Então, por isso que você precisa estabelecer ali uma rotina, uma alimentação que faça sentido para você, né? Que você consiga eh manter no dia a dia e que seja algo prazeroso também, porque viver nessas restrições, cortando o que você gosta, vai ter prazo de validade, não vai ter jeito. E você vai ficar naquele ciclo de entra, entra na dieta, sai, chuta o balde, busca o balde, aquele ciclo, né? É verdade. Agora pra gente ter uma uma alimentação, né, fisiológica correta, não digo saudável 100% também não, mas uma alimentação que vá nutrir o nosso corpo no dia a dia. É difícil, não é? Olha, não é. Te garanto que não é difícil. Eh, o que muita gente erra é comer pouquíssima no dia. Então, Uhum. ficar horas em jejum, pular a refeição, principalmente café da manhã, é uma refeição, sim, importantíssima. Então, eh, se você pula o café da manhã, a sua fome no final do dia acaba sendo maior. Então, junta com estresse, junta com cansaço, merecimento. Então, ter esse ajuste ali no no café da manhã é muito importante. E fora que eh ter ao longo do dia refeições que vão te saciar, então que vão suprir a sua fome física, né? Então, refeições que tenham ali eh uma quantidade de carboidrato, uma boa proteína, proteína é o que vai ajudar você a ficar, né, sem fome por mais tempo. As fibras, né, então, frutas, legumes, verduras, aveia, chia, importantíssimas pro pro funcionamento intestinal e também pra questão da saciedade. e também ter, né, no dia a dia, alguns alimentos que bem ajustados, né, numa quantidade ideal para que eh em momentos específicos também eh momentos estratégicos para que também tenha eh deixe esse essa dieta, né, esse plano alimentar saboroso, né, algo que não fique ai, nossa, tenho que seguir dieta, que seja algo tranquilo, que se torne um estilo de vida. Muito bem. A gente precisa aprender. Eu acho que recomeçamos todos os dias, né? Porque a gente acorda, então a gente dormiu, paramos ali e aí a gente tem a oportunidade de recomeçar no dia seguinte. Se não deu certo hoje, tudo bem, amanhã você tenta de novo, de novo e de novo, né? Porque o nosso cérebro entende muito bem essa questão da repetição e vai chegar uma hora que vai se tornar um hábito, mas também não se puna. É isso, né, nossa psicóloga? Sim, sim. A gente não tem muito às vezes essa ideia de que era disminada. Você precisa de 15 dias, 21 dias para que algo se torneo. Mas é sempre bom a gente pensar que a gente tem aprendizado. Uhum. Quando você repete isso, você dá oportunidade no seu cérebro de fortalecer esses aprendizados, né? neurologicamente você fortalece essas conexões, essas sinapes que são basicamente essa comunicação entre entre os neurônios do seu cérebro. Então quando você repete, você facilita isso. Então é bem importante. Sim, com certeza. Excelente. Agora, Vitória, eh eu gostaria que você deixasse uma reflexão para as pessoas que estão assistindo o programa de hoje, né, e que elas percebem que muitas vezes elas comem para alimentar e satisfazer, né, a fome emocional. Qual o primeiro passo? Eh, como que a gente deve analisar que realmente isso está acontecendo e que eu consigo dominar a situação e sair desse ciclo e que ou que isso está acontecendo e que eu não tenho controle da situação e preciso de uma intervenção aí eh de um psicólogo, de um psiquiatra, enfim. OK. Eu gosto de uma frase que é o equilíbrio raramente ele tá nos extremo. Uhum. Se você come muito pouco, e aí quando a gente fala de comer muito pouco, é claro, né? Tem assim uma frente, tem uma base, mas isso vai variar de pessoa para pessoa. Mas quando você vê que tem uma quando comparado com a sociedade em geral você vê que tá muito diferente, ou porque você come rapidamente ou você come uma quantidade muito excessiva em intervalo curto de tempo. Então, por exemplo, em uma hora você consome uma pizza inteira e aí você come um doce e aí você acredita que tem espaço para comer alguma coisa mais. Uhum. Eh, eu acho que esses excessos de você comer até se sentir assim panto cheio, sentir dores abdominais ou tentar parar esse e sentir quase como se fosse um psicoativo, sabe? Como se fosse uma droga. Isso é até um mecanismo muito semelhante das pessoas que usam substâncias eh psicoativos com pessoas que às vezes comem até por circuitos cerebrais que são parecidos e estão envidos nesse processo, né, que é essa fistura, esse desejo intenso, onde você tem uma dificuldade de impedir. Então esse é o extremo de comer muito. Isso é um sinal. Se você percebe que você tem muita vergonha de comer em público, por que que você não pode comer em público? Por que que você não pode ser visto? Eh, as emoções elas frequentemente elas comunicam a mensagem pra gente. Então, quando existe uma relação eh problemática, uma relação eh disfuncional, a gente vai falar dessas emoções intensas e presentes e desses eh muitas vezes sensações físicas. desconfortos abdominais e etc. E aí no outro extremo é você. Embora a anorexia seja conhecida por esse peso mais mago, não necessariamente ela precisa para ser considerada eh anorexia que você esteja com corpo, no mar, nem sempre todas as pessoas elas vão preencher todos os critérios necessários, mas é você ter medo, medo de engordar, problematizar uma gordurinha lateral, isso sabe? Eh, são esses expressos, essa rigidez, essa inflexibilidade. Uhum. E aí você começa a ter a sua vida alimentar muito restrita. Então, acho que esses são alguns sinais, a gente lembrar que o equilíbrio frequentemente ele tá no meio, ainda que sejamos pessoas diferentes, que tenha variação em hábitos alimentares, algumas preferências. Eu acho que é isso, você ter preferências. não necessariamente é algo ruim por si só, mas se isso afeta o seu psicológico e frequentemente as pessoas elas percebem, elas elas se dão conta, né, de que outras pessoas elas formem mais de forma relaxada, participam de confraterizações, tão em aniversários e aí ela já se sente tão bem, ela já não quer ir, sabe? Então, eu acho que essa autoavaliação negativa e atrelada eh o meu valor, ao que eu como, ao como a minha aparência física ou melhor peso corporal, isso são sinais. E aí seria importante você buscar uma ajuda psicológica, porque é na psicoterapia que a gente psicoeduca, você entende quais são as suas congões, quais são as suas crenças, em que momento você desenvolveu, o que que isso significa para você, que estratégias você usa, como elas impactam a sua vida, quais são as vantagens, quais são as desvantagens. Eh, então é isso, é essa visão completa do ser humano dentro da psicoterapia e que não só te dá conhecimento e conhecimento liberta. Uhum. mas te ajuda a você ter ações práticas para mudar isso e você ter menos eh limitação nas estratégias comportamentais que você poderia ter para lidar com excesso ou com uma falta de alimento. Excelente. Muito bom. Agora, Amanda, e a nutrição, como que a nutrição pode eh nos ajudar a fazer essa regulação e a distinção, né, entre a fome emocional e a fome fisiológica? Bom, em relação à alimentação, eh algo que é muito importante, primeiramente estabelecer essa essa distinção, né, de eh você tá querendo emagrecer por uma questão só estética, por saúde. Uhum. Eh, porque quando é mais paraa estética, geralmente a pessoa desmotiva mais rápido. Hum. Então, ela quer algo, um resultado rápido que às vezes não chega. Isso acaba desanimando ela, porque ninguém tá motivado o tempo todo, todos os dias, né? E aí às vezes, ah, comer um pouquinho a mais em uma refeição e isso acaba sendo um gatilho para ela desandar tudo. Então, eu acho que o pensamento é eh algo que você vai conseguir manter, né? Então não adianta você entrar, né, numa dieta querendo algo extremamente restritivo para ter uma perda significativa, sendo que lá na frente você pode reghar, né? Então nenhuma perda de peso é eh como que eu posso dizer? Para sempre. Exatamente. Definitivas. Não é não é para sempre. Então a qualquer momento, né, esse peso pode voltar. Então, se você não cuidou do meio, né, eh, as chances aumentam muito. Então, eh, tenta criar uma relação boa com a comida, né? Eh, não para, né, comer um monte, como a Vitória falou, né, de, eh, comer até passar mal, até a barriga doer, eh, aprender a estabelecer esses limites. Não, comi algo mais saboroso, mas tô satisfeito, tudo OK. E isso é algo trabalhado também, né? Você não não acorda do dia paraa noite aprendendo isso. Então é algo treinável, né? E o nosso corpo ele se adapta, né? com que a gente oferta ele. Então, tenta estabelecer uma uma rotina que seja eh duradoura, que você consiga colocar em prática na sua vida, que funcione paraa sua rotina, porque só assim você vai conseguir eh transformar isso num estilo de vida e não ficar com aquela briga com a balança, com o espelho, com com as roupas, eh para ficar uma relação mais saudável, né? Eh, ficar tudo mais leve. Muito bem. E a busca por um profissional de nutrição, assim como você, eh traz pra gente esse alívio de entender que sim, a gente vai conseguir, né? São etapas. Como que funciona? Cheguei lá e aí eu quero mudar. Eu não quero mais comer as minhas emoções, eu quero nutrir meu corpo. São etapas, vai demorar um tempo para eu entender todo esse sentido, não é? Exatamente. São várias etapas, né? É, é lógico que cada pessoa tá num num nível ali, né, diferente. Tem gente que, né, não gosta de nenhum legume, então a gente vai, né, trabalhando aos pouquinhos essa questão de seletividade alimentar, mas é tudo muito treinável. E eu acho que também essa questão de eh você entender o por você tá fazendo tudo isso. Uhum. Né? Então, eh, tô fazendo isso para emagrecer, mas precisa melhorar o intestino. Vamos primeiro no intestino, depois vamos no sono. Eh, e fora que precisa se encaixar na sua rotina. Não adianta a gente querer a a dieta perfeita numa rotina que não se encaixe. Então, a as peças não não grudam, né? Ah, perfeito. Tem que fazer sentido para para você, tem que ser prazeroso, tem que se encaixar, ter praticidade, mas você também tem que entender os momentos de falar não, os momentos de se permitir e para você criar mesmo essa essa constância e disciplina. Muito bem, né? E a gente tira dessa conversa que o excesso, né? O excesso ele é um um algo bem desafiador nas nossas vidas, né? eh o excesso, o excesso das canetas emagrecedoras, o excesso da restrição alimentar, o excesso de pressa para poder conseguir logo perder aí 1 kg, 2 kg, 3 kg, né? Ah, o excesso de alimentação depois de um dia de trabalho na questão da recompensa que o seu cérebro entende que você merece. Então, o excesso é a grande palavra do programa de hoje que a gente precisa eliminar ou então fazer com que ele seja equilibrado eh nas nossas vidas, principalmente quando a gente fala de fome, seja ela emocional ou fisiológica. Eh, eu quero agradecer as convidadas do programa de hoje. Acredito que a gente trouxe aqui informações preciosas para quem de repente vive, né, nesse ciclo e precisa ou entende que é o momento de parar, analisar e eh buscar um outro caminho. Então, agradecendo a nossa psicóloga Vitória, muito obrigada pela sua participação. Obrigada por compartilhar o seu conhecimento com a gente. Considerações finais, por favor. Sim. Eh, inclusive eu fiquei pensando em um momento que você falou do conselho, né? Qual que era o seu conselho? E eu pensei, putz, eu não sei se eu falei que eu queria falar que é da privação. Eu acho que quando a gente passa muito tempo em privação, aumenta o áudio dela, produção, não pode continuar. Eu só tô pedindo o seu retorno pra gente aqui dentro do estúdio. Muito importante o evitar. Evitar. Se você passa muito tempo com privação, você tem muitas chances depois ter esse comer transtornado, né? comer, que seria mais problemático. Eh, e além disso, a gente nunca pensa em uma mudança de uma forma sozinha. A gente sempre pensa, além de multidisciplinar com a nuble, eh, psicoterapia e etc, de quais áreas da sua vida existem e quais mudanças podem ser feitas. Então, às vezes é preciso mudar o seu ambiente para você conseguir mudar o seu comportamento, sabe? ou mudar esse desejo penso que você sente. E aí quando a gente fala de mudar ambiente, isso faz desde você preparar as tuas marmitas e já deixar ali reservada, desde você conseguir ter o planejamento para saber o que que você vai fazer de comida, desde você aprender habilidades sociais de dizer não para certos contextos que te fazem mal situação. É, desculpa que eu tô ouvindo meu retorno, aí eu fico meio confusa aqui no áudio, mas basicamente é o conjunto de habilidades que a gente desenvolve na psicoterapia e que vão ajudar. Então eu acho que uma delas é isso, assim, a gente mudar o nosso ambiente, entender quem são essas pessoas que convivem com a gente, como às vezes elas reforçam e ajudam a gente aer um ciclo disfuncional e e se automonitorar, sabe? Qual é o peso que eu dou na minha vida sobre a minha alimentação ou sobre o meu peso ou sobre a forma? Sabe o quanto que o meu corpo dita o meu estado de humor? Se eu tô feliz, se eu tô mal, se eu tô triste, se eu tô alegre. Quando essas duas coisas estão atreladas, é tão intenso assim, porque às vezes a gente já consegue pensar então numa autoestima de repente mais eh instável, uma autoconfiança baixa e aí tudo isso pode eh intensificar esse quadro, enfim, esses transtornos. Maravilhosa, Vitória, muito obrigada pela sua participação, né? Gratidão aí por eh dividir conosco a o seu conhecimento. Quero agradecer também a Amanda, nossa nutre. Obrigada por estar com a gente, Amanda. E deixa uma mensagem para quem tá nesse ciclo aí e que de repente tá pensando assim: "Opa, escutei a Nutre falar que eu posso conseguir fazer uma dieta saudável, sem muitas restrições e nutrir o meu corpo. Bom, eu gostaria de agradecer a oportunidade de estar aqui e o recado que eu quero deixar para vocês é que eh deixa o processo mais leve. Então, eh, a gente falou muito hoje, né, sobre essas restrições severas ou o os excessos, né? E esse equilíbrio ele não é fácil, né, mas ele é possível. Então, eh, como a Vitória falou, eh, cuide de você. Eh, se você não cuidar de você, ninguém vai. Então, se priorize, né? E mas mais do que isso, eh, evite esses extremos, né? Tente buscar o seu equilíbrio e veja em que área da sua vida você precisa melhorar, né? Porque todo mundo precisa, né? Melhorar um pouquinho, né? Em cada área. E para você viver mais leve, sem tantas cobranças, eh, e que seja algo que você consiga manter aí pra vida. Muito bem. Olha só que maravilha, hein, gente? Ó, programa vai tá disponível lá no YouTube para você compartilhar, né, para as pessoas que fazem sentido para você, porque são informações que de repente, ó, sabe aquela viradinha de chave, aquele empurrãozinho que tava faltando. Então, olha, maravilhosas. Obrigada pela participação de vocês mais uma vez, viu? Obrigada. Eu que agradeço. E a gente chega ao fim de mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Quero lembrar que ao meio-dia temos Câmara Notícia com Gabriel Castro. A programação da TV Câmara Campinas sempre, né, ela segue eh produzida com muita responsabilidade e com muito carinho, especialmente de toda a nossa equipe do grupo Mais para você que tá aí do outro lado. E amanhã nós voltaremos com mais uma edição do nosso estúdio Câmara a partir das 8 da manhã e a gente vai falar de um comportamento cada vez mais comum. É a cultura do eu dou conta. Eu dou conta. Eu consigo, eu vou. É legal, né? Ser independente é importante, mas será que assumir tudo sozinho o tempo todo é realmente sinal de força? E quem é que diz que a gente tem que ser forte o tempo todo? Por que tantas pessoas têm dificuldade em pedir ajuda, dividir responsabilidades ou reconhecer seus próprios limites? Amanhã a gente conversa sobre os impactos da autossuficiência excessiva, da sobrecarga emocional e da dificuldade de confiar nas outras pessoas. Então, será que eu dou conta de tudo? Eu sempre vou dar conta de tudo. Para que isso? Por que disso? Vamos entender sobre eh esse esse questionamento, essa afirmação, né? Essa afirmação. Eu sempre dou conta de tudo. Pode vir para mim. Amanhã a gente vai conversar sobre isso e tentar entender de onde vem porquê desse comportamento e como a gente pode fazer para poder equilibrar, porque não precisamos dar conta de tudo sempre, tá bom? Então, te esperamos amanhã, a partir das 8 da manhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Grande abraço para você, fique bem e até lá. Ciao. Ciao.