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e reclama campinas olá boa tarde estamos ao vivo agora são cinco horas e 4 minutos e você vai acompanhar a primeira parte da reunião ordinária a 34ª que hoje tem como tema o dia da liberdade de imprensa a presidência é do vereador luiz carlos izzo assim a companhia boa tarde dando início à primeira parte da reunião da câmara municipal de campinas de hoje é dedicada a refletir sobre o dia da liberdade de imprensa no brasil que é comemorado todo dia 7 de junho nós convidamos e temos aqui conosco o professor jornalista amigo marcel cheida é pra falar um pouco sobre esse tema é nunca a questão da liberdade de imprensa foi tão é importante está sendo tema de debate pautado nas discussões em todo o planeta a gente percebe de forma direta ou até formas indiretas muitas vezes tentativas de cerceamento da liberdade de imprensa e é óbvio que esse é um dos princípios basilares de um sistema democrático uma imprensa livre é onde os profissionais da imprensa possam noticiar os fatos é divulgar as informações manter a população ea sociedade informada sobre os mais diversos temas é que dizem respeito ao dia-a-dia da dessa sociedade à informação aliás é um princípio fundamental para o exercício da cidadania e à imprensa ela tem cumprido um papel um papel fundamental na democracia brasileira inclusive em relação à a denúncia é a divulgação de atos ou práticas que atentem contra a própria democracia seja atos de corrupção seja atos de intolerância de toda ordem religiosa homofóbica sexual de gênero então eu acho que refletir sobre esse tema nessa data é importante é isso que nós queremos fazer na câmara municipal no dia de hoje eu gostaria de rapidamente apresentar o professor mas eu cheio dá pra quem ainda não conhece nem o céu cheida repórter foi colunista e editor do jornal correio popular aqui de campinas em 79 1979 e 1985 coordenou a assessoria de imprensa da câmara também por um longo período de 1985 a 2000 assessorou o consórcio é cocamp respondendo responsável pelo recolhimento e destinação do lixo do município de campinas entre 2000 e 2004 é fundador e diretor de redação da editora muito esportes campinas e onde foi diretor de 97 e 2002 coordenou o curso de comunicação social das faculdades royler de hortolândia em 2000 e 2000 2001 a 2009 é professor na faculdade de jornalismo da puc campinas desde 1985 onde também coordenou o curso de jornalismo por dois períodos e além de professor do curso de especialização em jornalismo na universidade metodista de piracicaba portanto profissional estudioso especialista que vem refletir conosco hoje sobre a importância do dia de liberdade de imprensa obrigado por ter aceito o convite é uma alegria e uma honra está com você aqui mas eu fique à vontade é eu que agradeço vos inês convite e está na casa legislativa pra mim sempre foi uma uma grande honra né é em razão do que ela representa na construção de uma sociedade democrática e também está aqui junto com você é que tem essa preocupação o que valoriza muito aí o que podemos conversar aqui sobre a liberdade de imprensa nesse período que o brasil passa e que merece uma reflexão mais profunda a iniciando nessas boas-vindas é falar um pouco conceitualmente é a evolução é porque é uma data como é que o mundo tem trabalhado esse tema especificamente fala assim porque é importante garantir a liberdade de imprensa no país bom é o brasil historicamente apresenta momentos muito difíceis na construção de uma sociedade mais livre em que a imprensa desempenha um papel bastante e vamos assim crítico muitas vezes é bom a começar pela própria data é hoje o amanhã na verdade é o dia da verdade nessa linha 7 depois de amanhã dia 5 é depois de amanhã é em razão de um assassinato que foi em 2002 nessa data 7 de junho o assassinato no tim lopes que era o produtor da globo e que foi seqüestrado por traficantes no rio de janeiro e foi morto numa forma bastante cruel e teve o corpo incendiado e o tim lopes exercia como jornalista o papel de produção e que veio à época né se especializar exatamente no jornalismo investigativo que estava trazendo à luz as tramas né do do tráfico no rio de janeiro então essa data é representativa de um episódio que d certo modo se repete no brasil e em muitas ocasiões né é com atentados contra jornalistas contra jornais é contra aqueles que vão atrás de informações que não são 1 a 1 objetos para o jornalista a 1 porque existe a liberdade de imprensa como um princípio é ela existe para que a mídia jornalística cumprir a obrigação ela apesar de ser discutida como um valor como um princípio é se projeta como uma obrigação para as organizações jornalísticas e para imprensa de modo geral se a gente usa o tema imprensa de forma a abrigar é os diversos tipos de atividades jornalísticas que se pratica seja em rádio televisão seja hoje pela internet que é a seguinte qual é a grande é a finalidade dessa obrigação amparada nesse princípio é que as informações sejam é disseminada para atender um direito de cidadania porque o que o a imprensa faz de modo geral ela é ela exerce um papel de mediação é ela tem a a a obrigação de buscar conhecer os fatos de interesse da sociedade colherá esses fatos e interpretar esses fatos analisá-los e disseminá los para o cidadão poder conhecer melhor o que é a sua realidade e assim tomar decisões né participar da construção do debate político do de parte do debate que diga respeito aos interesses comuns de uma sociedade então a liberdade de imprensa torna-se um valor que se projeta numa obrigação das organizações e dos jornalistas em buscar informação e interpretar essas informações analisá las e dar mais sentido ao que é o cotidiano que é enfrentado por todos nós né então aí tanto e também os emergentes separado que é a liberdade de imprensa do que a liberdade de expressão que hoje está muito em voga a defesa ea reclamação do direito à liberdade de expressão a liberdade de expressão a rigor é um princípio que ampara o indivíduo então o se nós pegarmos a própria constituição brasileira no artigo 5º é em que há uma hierarquia a ação desse princípio que comece com liberdade de pensamento e depois se projeta no em parágrafos seguintes na liberdade de de expressão é um direito que ampara o indivíduo em opinar ims teorizar o que pensa como vê o mundo que é diferente da liberdade de imprensa a liberdade de imprensa é mais uma um princípio de obrigação enquanto que a liberdade de expressão é um princípio de direito então essa distinção é muito importante porque hoje há uma vamos assim uma mistura que é desorganizado sentidos das coisas quando as pessoas apostam qualquer comentário nas redes sociais mesmo que seja comentários insultuosos e reclama estar amparadas pela liberdade de expressão de certo modo sim né mas a liberdade de imprensa não pode cair nessa armadilha ou seja quem advoga quem assim amparada na liberdade de imprensa não pode cair nessa armadilha no insulto apesar de que historicamente nós vamos encontrar muitos jornais nem muitos periódicos em períodos críticos da eni transição da história do país em que há o insulto está marcado nas páginas dos jornais e também na forma como que muitos jornalistas opinião bem para agradecer a presença aqui do paulo lima assessor do vereador vinícius gratti se essa essa questão que às vezes confunde mesmo liberdade de expressão liberdade de imprensa acaba ficando ainda mais difícil de você lidar por conta hoje das mídias sociais mas é como nesse novo momento nesse novo modelo de divulgação da notícia dos fatos onde aqueles veículos tradicionais como jornal escrito televisivo né ele sofre nem sei se é uma competição mas assim é um hoje uma uma pluralidade muito grande de e mails onde muitos é tem divulgam fatos e notícias só que nem sempre com o cuidado a cautela da base da formação ética do jornalista é de apurar os dados da informação muitas vezes até z lá a anonimato da fonte mas garante que aquela informação seja verdadeira a tese nesse momento isso a forma como está sendo para o lixo gerado acaba tentando também conta essa liberdade ou não porque às vezes cria um do outro lado uma rejeição a todo tipo de informação veicular e caso não faça uma distinção aquilo que é veiculado pela imprensa oficial vamos chamar assim e por isso esse ambiente ele torna se essa situação ainda mais delicada difícil de se tratar como é que você conversa com isso com seus alunos na faculdade bom é começar pela por um ponto de partida que que é a seguinte é a internet e as redes sociais são uma novidade histórica é pela primeira vez nós temos algo que permite o surgimento no fenômeno que em que cada indivíduo que tem acesso a essa tecnologia pode ser ao mesmo tempo produtor emissor e consumidor de informação e isso ocorre no ambiente horizontalizado ou seja você como indivíduo de posse de um celular o computador você pode se comunicar com milhares de indivíduos e isso supera um modelo mais histórico de de meio de comunicação o que o próprio nome diz que é o meio que vai mediar a comunicação então se nós pensarmos antes da internet que é pouco tempo se pensarmos historicamente os jornais é tenho o papel de mediação então porque como você disse o jornalista era um profissional e as organizações de comunicação jornalística tinha uma a expertise em fazer essa mediação filtrada sentido às coisas é claro que a gente pode discutir se uma relação de poder também mas havia essa mediação com a internet isso desaparece então nós temos aí uma competição entre os meios de mediação ea atividade do indivíduo compartilhado horizontalmente então são dois que que é anão mediação e o que acontece nos últimos tempos nós pensamos no brasil é em 2005 quer dizer há quase 15 anos havia cerca de seis milhões de brasileiros com acesso à internet em 2005 hoje são mais de 114 milhões de brasileiros com acesso à internet então note que nós temos um aumento assim exponencial da do acesso à internet ao acesso a esse meio de comunicação ao mesmo tempo em que o brasil tem uma queda na leitura de jornais se nós pensarmos por exemplo no mesmo ano 2005 a a soma de todos os jornais impressos de circulação paga no brasil é superava os sete milhões e meio de exemplares dia hoje está em torno de cinco milhões e meio o que isso indica de certo modo atrás desses números têm uma um panorama um cenário muito preocupante que é o baixo índice de leitura do brasileiro nós tradicionalmente historicamente somos um povo muito distante do ave leitura e à própria formação escolar ao a leitora diz respeito à forma como que nós pensamos o mundo o brasil ainda tem um se somarmos os analfabetos e os alfabetizados funcionais têm um percentual muito alto chega a quase 40 por cento da população é o índice muito alto é depois você tem um número significativo de adultos por jovens adultos que sabe ler e escrever mas não tem o hábito e então como vamos discutir por exemplo os problemas complexos e hoje é na dimensão dessas tecnologias na dimensão dada a complexidade do das relações sociais no mundo porque hoje você não pode falar só do seu local né a internet e projeto você pro mundo você pode se relacionar com gente no mundo todo que é a sociedade que já supera a há a idéia de complexidade para caminhar para o hiper complexo como que nós enfrentamos isso a gente só pode enfrentar isso aí com o conhecimento científico com a educação uma educação rigorosa só que o brasil também passa nesses últimos tempos por um problema que é geralmente um governo tem muita dificuldade de responder que é o seguinte nós pensamos que no começo de 1980 o brasil estava com 100 milhões de habitantes um pouquinho mais em 1980 né hoje nós estamos com 210 milhões de habitantes quer dizer nós temos a em em 40 anos é dobrou mais do que dobrou população agora que a estrutura que o estado consegue ter e expor para acompanhar essa esse aumento da população no campo da educação por exemplo de oferecer vagas e escola para todo mundo a inec que está nesse essa sociedade aí então é nós temos esses dados que apontam um cenário bastante difícil para encontrarmos respostas que sejam eficientes para inserir boa parcela das crianças adolescentes e jovens no universo do conhecimento não é simplesmente no universo de saber lhe uma palavra mas é tomar a palavra o ato de ler como uma uma característica uma ferramenta de pensar o mundo e de certo modo as redes sociais hoje são uma uma tecnologia como todas as tecnologias que apresenta contradições né nós já saímos da fase da década de 80 das 70 e 80 que é chamada da fase da utopia digital em que as pessoas achavam que o mundo digital ea resolver todos os nossos problemas né que todo mundo teria acesso ao conhecimento e hoje está na fala da distopia digital está mostrando que não é bem assim né e ao mesmo tempo que essa tecnologia maravilhosa ela também faz aflorar esse lado mais obscuro do ser humano porque porque quando o sujeito está adiante um aparelho celular um computador ele está o mesmo tempo num ambiente de alta individualidade ou de alta subjetividade ele está num ambiente de uma socialidade ouro desculpe de uma sociabilidade física então como por exemplo você pode se encontrar com seus amigos conversar numa boa agora ali naquele ambiente do celular ele se vê sozinho e ele cria a há a percepção de que ele pode exteriorizar aquilo que ele bem entender e isso se reflete na nessa forma insultuoso do da opinião em que ele crê que não vai ter qualquer tipo de vamos assim e em conseqüência né enquanto que o conceito de liberdade que é formulado da modernidade pra cá é como um valor como um princípio que o anúncio é um direito ele é conectado a responsabilidade então o que ocorre é que a expansão das redes sociais e da internet gera uma sensação para as pessoas de que elas não têm que responder por aquilo que elas falam aquilo que é aquilo que elas opinião ea própria sociedade está tendo que aprender a conviver com isso aí e isso é uma com uma forma de competição com a imprensa tradicional porque a empresa tradicional também não está sabendo ainda muito bem como responder a tudo isso aí é assim é essa essa forma de veicular opiniões pensamentos muitas vezes conheci a insultuoso e ofensivo agressivo e que bombardeia hoje todo mundo tem acesso às mídias recebe milhões de informações na sua visão isso dificulta o cidadão entender melhor e compreender melhor a realidade que a gente vive o mundo que a gente vive porque parece que não consegue filtrar até para ele ter uma opinião própria dos fatos antes a imprensa servindo de mediador ela tentava passar com isenção na medida do possível realmente os fatos muitas vezes até com algum grau de interpretação mas permitindo que o indivíduo for mas em juízo a respeito de uma situação hoje parece que a gente perdeu essa diferença então para as pessoas não têm opinião sobre nada ou soul tem muita opinião de tudo mas sem base como é a sua então a opinião e opinião é o que historicamente nós temos aí como experiência o sine é que quando surgem novas mídias e se a gente pensar por exemplo no século 16 com a expansão do livro e da imprensa não é do gutenberg ao mesmo tempo surge a reforma protestante e o que vai ocorrer como fenômeno é que tanto católicos como protestantes vão usar a imprensa para um lado insultar o outro então nós vamos encontrar por exemplo toda uma iconografia nesse período em que os católicos desenhava os protestantes no com como diabos e vice versa e aquilo se acentuou e criou outro se você pensar que as guerras que houve nesse período aí né até surgir lá o tratado de investir falha minha acho que 1645 em que se separou a igreja a do estado numa tentativa então de apaziguar porque ninguém aguentava mais a guerra provocada por é todo esse ambiente né de inimigos e adversários motivado por suas razões se a gente fizer uma projeção na uma forma um pouco concisa da história é e 1822 quando o brasil vai ter um período da independência a vai haver uma proliferação de periódicos impressos principalmente no rio de janeiro e claro a característica central desses periódicos aí que o brasil estava descobrindo quer dizer uma nova mídia que estava se expandindo se popularizando no brasil é um insulto tanto que até não pedro primeiro é escrever sobre alguns pseudônimos e ele insultava assim uma forma muito agressiva os adversários e agora não estamos vendo o surgimento dessa mídia aqui ao mesmo tempo é enquanto encontra ela se ela encontra-se num ambiente de grande divisão de lógica doutrinária de percepção de mundo né e então se nós pensarmos historicamente podemos traçar um certo paralelo que essas mídias que surge nesses ambientes sociais de grande divisão elas vão ser um registro bastante convincente do que é um insulto né e isso de certo modo é um problema porque hoje não é uma questão local é essa divisão não é local e chutasse planetary zanzando se você considerar as últimas eleições desde o tranco e pra cá é do presidente dos estados unidos nós vamos ver o uso disseminado da das redes sociais das fake news pra insultar os adversários ao mesmo tempo a a mídia tradicional a os jornais as emissoras de televisão e mesmo o jornalismo praticado na internet não dá conta muitas vezes de enfrentar a disseminação desses insultos e mais grave ainda das flec news aliás é aí o que a gente percebe também alguns comportamentos que a gente vê nos estados unidos a gente vai reproduzir aqui também muitas vezes os agentes públicos é denunciando a imprensa ou os principais órgãos de imprensa de perseguição de de tendenciosa de querer tal não é é agora na formação jornalista que está entrando nesse mundo profissionalmente neste momento né quais os riscos e quais as garantias né que que eles devem primeiro t para poder exercer é e qual deve ser a conduta do profissional nesse nesse ambiente porque mais uma vez a gente tem uma data para discutir liberdade de imprensa bolinha é uma resposta assim vamos assim amarrada sobis é difícil o cine porque é o que vocês já devem ter você já deve ter ouvido nesse conceito de pós verdade né o conceito de pós verdade resumidamente significa que cada um cria sua própria verdade independentemente dos fatos então o que você tenha um ambiente em que se alimenta muito mais a opinião pessoal subjetiva do que a factualidade e há o grande avanço que se tem nas sociedades modernas é exatamente entender melhor os fatos porque os fatos são sociais a opinião individual então de certo modo quando você socialmente entende o fato é melhor pra você estabelecer um diálogo na busca de superação dos fatos que de certo modo apresentam deficiências erros falhas então ali você encaixa um processo de diálogo agora quando você está num ambiente em que predomina opinião pessoal o que você vai gerar de certo modo é um ambiente em que as pessoas se fecham nesta própria opinião e passa a não tolerará a opinião do outro quando eu vou discutir um fato necessariamente o parto do pressuposto de conversar com o outro de ouvir o outro quer dizer um valor importante que a chamada autoridade no entanto quando você se foca e se fecha na sua opinião você tem apenas identidade você procura construir para si a sua identidade e fecha o canal de conversa com o outro tanto que um fenômeno interessante que ocorreu aí na nas últimas eleições no brasil foi a interiorização de um tipo de comportamento em que as redes sociais as famílias começaram a registrar a seguinte situação que filho estava brigando com a mãe mãe com o irmão tio cumprimos é tio com um tio primo cumprir muco por causa da eleição então por causa das redes sociais eles estavam rompendo relacionamento então olha só como que aí voltamos é um conceito num estudioso marcha max luva né que dizia que o meio é a mensagem ou seja aaa a rede social e o celular na mão é condicionam a a pessoa achar que o mundo é ela e não que o que ela faz parte do mundo mas que o mundo é essa pessoa então ocorre um bloqueio da conversação ea pessoa se fecha na própria opinião é esse fenômeno está disseminado de uma forma bastante difícil de você lidar e porque como eu vou convencer por exemplo hoje você tenha muita gente aí que acredita que a terra é plana né à medida em que a pessoa querer por mais que você faça reportagens evidencie prova demonstre a pessoa vai ficar fechada na sua própria opinião que a terra é plana né como também a ele que não precisa tomar a vacina porque vacina é uma agressão ao corpo é que a gente tá voltando no início do século 20 em que há até o mesmo jornal se o jornais fizeram campanha contra a campanha de vacinação no rio de janeiro ea a a essa esse novo cenário é nos traz de certo modo preocupações graves porque é uma forma de mudar toda uma tradição que estavas instituindo de civilidade e um dos grandes grandes ganhos da civilidade é exatamente a a a troca de opinião a produção da das opiniões das mais diversas mas que possam fluir num campo de racionalidade para encontrar o que a gente chama de homem de verdade né então a imprensa de modo geral contribuiu muito pra coletar essas informações disseminar essas informações estimular o debate para encontrar a verdade das coisas e de certo modo esse fenômeno que está ocorrendo hoje é vamos dizer assim é quase uma regressão no mundo tecnológico em que as pessoas passam a se fechar em si é passam a valorizar apenas há a percepção de identidade e passa a negar a alteridade quer dizer como é que eu vou conviver numa democracia no mundo político se eu desconheço o outro marcel tem um outro aspecto que eu queria abordar nessa questão da imprensa da mídia de uma forma geral é que vamos falar assim aqui vou chamar isso e espetacularização do fato parece que a imprensa só dá importância só divulga o fato que tenha grande repercussão ou seja tem coisa que não vem de jornal como o pessoal faz isso acaba também distorcendo esse princípio da liberdade até fazendo um exercício meio errado dessa desse direito em claro é eu entendo que então aí nós vamos é fazer algumas separações uma coisa é o jornalismo outra coisa é o jornais a imprensa de modo geral e outra coisa é a mídia de modo geral o que ocorre aqui no uma sociedade é de mercado uma das mercadorias mais consumidas e entretenimento entretenimento é um tipo de conteúdo que não tem muita vamos assim é em quase não tem não não não ele não tem uma consequência política para a sociedade política no bom sentido de organizar o entretenimento entretenimento é voltado muito para satisfazer imediatamente um sentimento de quem consome então ele vira um tipo de mercadoria pessoa consome naquele momento e ali vai fazer outras coisas de 7 e tal não tem consequência social outra coisa é que o entretenimento numa sociedade como a brasileira que é uma sociedade ainda de baixa há de mais consumo do conhecimento científico é ele responde muito pelo consumo então a maioria das pessoas se a gente pegar esse dado ainda é que nas redes sociais que o brasil em 2005 tinha 6 milhões de brasileiros com acesso à internet hoje tem mais de 114 milhões é esse as pessoas que passaram a participar da internet ou consumindo o que está consumindo informação preciosa não consumir informação entretenimento e isso dentro de um contexto de sobrevivência econômica das empresas o que dentro de uma lógica capitalista a empresa vai investir naquilo que ela pode lucrar mais entretenimento é lucrativo agora o conhecimento científico não é lucrativo comparando um com o outro não é se você pegar aqui hoje por exemplo a você tem um consumo baixo de literatura científica no brasil em todos os aspectos seja ela o livro físico seja ela um book o livro digital o que nós vamos encontrar em é um problema grave porque de um modo os próprios jornais como empresas vão a se tornar refém da competição de mercado e de uma certa falta também da própria identidade dos jornais como eu disse aqui pra vocês a imprensa é é a tem por base o princípio da liberdade de imprensa mas com uma finalidade muito clara no campo social político que é coletar as informações factuais meta é dar sentido a elas organizados porque o mundo a rigor é bruto para nós o que os jornais fazem elency mundo e dá um sentido para esse mundo ocorre que a medida em que essas empresas jornalísticas têm que sobreviver economicamente elas vão se contaminar por um marketing e do entretenimento então se a gente pensar mesmo um tempo atrás quem é um jornal linha geralmente começava por onde está na página de esportes esportes entretenimento mais de um sentido dado a estrela e entretenimento pela imprensa diferente hoje não esse entretenimento cada vez mais a hiperbolizar dado pela vamos assim pelo insulto pelo palavrão pela influência da pornografia hoje você vê nas redes sociais é mesmo se você comparar por exemplo que é um programa de televisão a coisa de 20 anos e pegar hoje as pessoas estão falando palavrões assim é sem qualquer tipo de receio né então o que ocorre é que esse mundo do entretenimento contamina também os jornais e os jornais se tornar refém desse processo competitivo e isso vem há de certo modo ser uma grande arma porque cai a credibilidade deles e outra coisa muito muito séria que é o seguinte as empresas no brasil perder o sentido de liderança como também acontece hoje no mundo político o que acontece muitas vezes é que eu quero me nivela pela média do consumo então se à média do perfil do consumidor é pelo entretenimento o meu conteúdo jornalístico vai se aproximar dele eu não posso fazer um jornalismo de mais qualidade porque se não ele não vai como os do mundo do marketing vender né isso é uma característica da democratização da sociedade isso não é uma só nós isso ocorre principalmente do século 19 pra cá em que o mundo político passou a tentar ler e entender o que é o que quer o leitor comum o eleitor comum o eleitor semialfabetizado para transformar numa narrativa para conquistar o voto a aam os jornais também passam por esse processo se você considerar que recentemente uma grande revista brasileira chegou a afirmar é os seus eleitores que ele tinha que fazer um texto pra dona de casa pra lavadeira lá de ribeirão preto poder entender ele estava dando já ela estava expressando que essa essa mudança que a por influência mercadológica do marketing no campo do jornalismo e mais recentemente algo que é mais grave que no meu modo de entender é que os jornais passaram a se partidariza então em razão dessas ondas políticas que é o brasil ta ta vivenciando os jornais passaram a adotar claramente um único sol jornais impressos mas a emissoras de rádio e televisão há uma adesão a uma corrente é político partidária uma a corrente política eleitoral isso aí faz com que o jornal perca credibilidade e essa liberdade de imprensa fique comprometida então começa a haver um discurso de tutela que é mais grave então não tem que ser chorar proíbe é eu tenho que mandar embora aquele jornalista que não tá ou aquele comentário que não está de acordo com que eu tenho interesse político eleitoral e essa tutela é extremamente grave porque porque a rigor as empresas jornalísticas amparada na liberdade de imprensa ela não ela não está proibida de ter uma identidade editorial mas ela exerce uma função social ela tem que preservar a diversidade de opinião na sociedade a diversidade dos fatos e explorar uma coisa que é fundamental como ocorre no direito que é o contraditório então isso ela se tornou refém desse mundo do entretenimento e dessa a exacerbação das correntes doutrinárias ou ideológicas políticas e isso ajuda a a queda de credibilidade jornais nesse período acelerado de transição de transformação para finalizar a quem já está quase chegando na hora aqui que você concluir se assim a sua opinião se o raciocínio obrigado pela aula é porque acho que é uma reflexão importante né e como preservar essa liberdade de imprensa diante desse cenário tão diverso ou seja sem ter o controle de todas as mídias que não é o papel né porque alguns querem controlar a imprensa e informação na área é censura como tentar fazer essa mediação nesse universo quase que você não consegue nem monitorar quem emite e recebe opinião é a está sendo discutido dentro da academia tem uma proposta assim que está sendo trabalhada para manter credibilidade e liberdade de imprensa' de como um princípio democrático olha a academia discutir muito recentemente vi num congresso em um encontro em um dos pontos centrais uma discussão entre educação e jornalismo é ocorre que a academia hoje não tem muito eco no brasil como disse aqui pra vocês a maioria do brasileiro ainda é uma visão mística do mundo né é a religiosidade está muito profunda no brasileiro ea ciência é uma novidade o brasileiro é por exemplo algo que é muito simples qual é o grande impacto que a sociedade tem que fazer para superar essas esses problemas de censura da falta de educação é se é com a nossa constituição ea nossa constituição tem coisas muito importantes muito contemporâneas é no campo dos direitos e eu creio que isso aí precisa ser ampliado um termos de discussão todas as instituições brasileiras têm que reforçar essa discussão a câmara municipal a os jornais as escolas porque é o que está em risco aí é um pacto civilizatório ou a gente volta para um regime de barbárie de autoritarismo e totalitarismo que é a sociedade contemporânea a já está desprezando quer mais saber isso por causa do mal que isso aí gera para toda a sociedade né então eu creio que a academia discutir ela tenham participado de de momentos como esses né de discussão só que daí você enfrenta é essa a onda de fake news a ele que na universidade brasileira é sócia fumo maconha só tem aquelas coisas lá de o que é uma inverdade o que não é uma o que existe hoje no entanto é uma narrativa da chama narrativa da leviandade a pessoa pega às vezes um elemento pontual trabalho aquele elemento numa narrativa cria uma situação de por disseminar pela internet então atingir milhares de pessoas que passa a acreditar como ela está no mundo da identidade da opinião pessoal com aquela informação ela já pega aquela informação já toma como verdade né então não é mais a verdade dos fatos que geram conhecimento né agora é a verdade da opinião né esse mundo ainda após verdade que nós fomos vivendo que é muito difícil enfrentar bem nós já temos que encerrar haja para daqui a pouco começa a sessão a reunião ordinária da câmara mas eu quero agradecer a presença aqui do professor e jornalista marcel marcel cheida que veio bater um papo conosco refletir sobre o dia de liberdade de imprensa que é comemorado todo 7 de junho aí ele disse aqui que essa data simbolicamente por conta do assassinato do jornalista tim lopes quer um jornalista investigativo é cobrindo e investigando lá os meandros do tráfico no rio de janeiro acabou sendo uma vítima é que isso simbolicamente é uma tentativa a o melhor é uma ameaça à liberdade de imprensa um dia 7 de junho é comemorado isso e o marcel hoje trouxe várias informações para que a gente possa refletir sobre esse momento da vida brasileira ea importância de manter a liberdade de imprensa como instrumento de garantia da nossa democracia obrigado marcel e agradeço e fico que nós vamos trazer você novamente aqui é bom obrigado um abraço nos seus alunos lá abraço está encerrada a primeira parte da sessão de hoje obrigado você pegou senha e logo mais às 18 horas tem a 34ª reunião de coordenar a área fique com a nossa programação você também deve ganhar ainda está falando a tv câmara campinas uma brigada com um tranquilo aí a coisa mais interessante na hora de controlar de olho