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Legenda por Sônia Ruberti Câmara Campinas. Olá, boa tarde. Estamos ao vivo agora há duas horas e oito minutos e você vai ver a reunião da Comissão Especial de Estudos que trata sobre a revitalização do centro de Campinas. Acompanhe na presidência do vereador Arnaldo Salvetti. Boa tarde a todos. Boa tarde ao vereador Schneider, ao vereador Carlinhos, ao vereador Paulo, a nossa amiga Amoroso, Maria Rita Amoroso, arquiteto urbanística, Fábio Musetti, arquiteto também urbanístico, em nome deles, cumprimentando todos que estão aqui presentes, outros arquitetos que estão aqui presentes, e a nossa gratidão da Câmara de vocês estarem participando num projeto tão importante que a Câmara, junto com o governo municipal, tem trabalhado para melhorar o centro da nossa cidade. Acho que vocês, que são arquitetos, têm um papel fundamental para nos ajudar. Essa ideia dessa revitalização, ela vem criando corpo, depois que montamos essa comissão, para poder revermos a situação do centro da nossa cidade. Eu queria, antes de passar a palavra para o Fábio, eu queria passar para o vereador Schneider. O vereador Schneider tem uma particular, um médico particular, e ele está aqui junto com a gente. Eu queria só passar a palavra para ele fazer uma abertura e depois passar logo para a gente continuar a nossa quarta reunião da Comissão Especial de Estudo, Analisar e Estudar a Revitalização do Centro no município de Campinas. Schneider. Uma boa tarde a todos e a todas. Eu quero me justificar, eu tenho uma consulta médica agora às 15 horas, então, por isso que eu estou pedindo ao presidente até desculpas, porque a preocupação nossa é a dos senhores também. Quero agradecer, inclusive, a vinda de todos, porque nós temos que pensar que lá existe gente, existem espaços, existem costumes que nós precisamos melhorar dentro do centro da cidade de Campinas. Então, quero dizer que nós estamos aqui, enquanto Câmara Municipal, muito preocupados e agradecendo desde já esse posicionamento dos senhores e das senhoras, porque é assim que nós pensaremos Campinas, é assim que nós acharemos a Campinas ideal, é unindo esforços mesmo. Peço perdão desde já, mas eu tenho mesmo uma consulta médica e não tenho como remarcar devido ao feriado da próxima semana. Eu agradeço ao seu presidente e aos vereadores e peço as minhas escusas. Eu queria passar a palavra para o Fábio, a apresentação do Fábio, e em antemão agradecer ao Paulo, que foi o intermediador dessa reunião com vocês. Eu queria também, Paulo, pedir desculpa, porque saiu uma matéria no Correio, já explicado aqui, porque muitas vezes pensam que é o presidente que fez a matéria. Mas o convite foi realmente do Paulo, e a gente tem que agradecer ao Paulo, porque a ideia não só partiu de escutar todos os arquitetos, mas também escutar algumas pessoas, não só nossa, da comissão, os vereadores falam em parte. E o Correio, infelizmente, falou, e eu até liguei no Correio para falar que a comissão tem mais vereadores, não tem só o presidente. Então, tem que dar o mérito a todos. Então, eu quero agradecer, viu, Paulo? E você quer falar, Paulo? Obrigado, presidente Salvetti, é uma honra estar aqui fazendo parte dessa comissão, presidida por V. Exª, e também com a presença aqui dos nossos queridos Fábio Muzete e Maria Rita, que vão fazer a apresentação, e de tantos colegas aqui, arquitetos, que estão conosco, uma honra ter todos eles aqui. Eu não vou citar muitos deles, representantes de várias entidades da cidade, mas aqui, para generalizar, todos os arquitetos urbanistas. Temos também a presença da Tereza Penteado aqui, que é do CONDEAPA, do CONGEAPA, CONDEMA, etc., e também o pessoal do meio ambiente. E queria salientar, presidente, a importância do trabalho desses arquitetos urbanistas para o desenvolvimento e planejamento em Campinas. Nós temos uma pauta histórica para a gente conseguir fazer um instituto de planejamento na cidade de Campinas. Nós estamos apenas 55 anos atrasados no tempo em relação à Curitiba. E a gente sabe que Curitiba é o exemplo máximo no Brasil de planejamento urbano, e a pujança que aquela cidade e é muito fácil a gente compreender a importância do planejamento urbano. Se a nossa casa, imagina se a gente construísse a nossa casa como começando por um cômodo, depois a gente vai fazendo um outro, vai fazendo um outro, conforme o bolso dá, e aí vai virando uma coxa de retalhos. É totalmente diferente de você pegar um projeto e planejar ele desde o começo, e mesmo que você vá fazendo cômodo por cômodo, você vai saber a posição correta de cada cômodo, e você não vai ter que atravessar a cozinha para chegar no quarto nem no banheiro. A cidade é a mesma coisa, ela tem que ser planejada, planejada no médio e no longo prazo. O problema da administração pública é que nós não temos uma continuidade desse planejamento. Então, entra administração após administração, nós temos um prefeito, Dário Saad, que tem feito um trabalho muito bom, temos uma diretoria que foi criada dentro da ENDEC para pensar alguns grandes projetos para Campinas, mas aí ele sai amanhã, entra um outro, e não dá continuidade a esses projetos, e assim vai. Então, ao longo do tempo, não só Campinas, como qualquer cidade do Brasil, não existe essa continuidade, e aí o contribuinte que está pagando isso, com seus impostos, fica à deriva. Então, espero contar com o apoio também dos nobres vereadores, colegas, para a gente, já chegamos a conversar com o Dário sobre a tratativa desse instituto. a gente sabe que, politicamente, é muito complicado, mas que a gente comece esse debate tão importante para Campinas, e isso vai repercutir na revitalização do centro, com certeza. A gente já conversou aqui sobre a possibilidade da Câmara ir para o centro um dia, quem sabe, e isso tem que ser planejado e pensado. Lanço aqui já um desafio, aquele prédio que está ali do Palace, que a gente conversou outro dia, não sei se o terreno do lado ou outro é possível da gente aglutinar. Se for, ali a gente tem uma torre que pode servir perfeitamente para todo o equipamento que nós temos aqui de gabinete, etc. Só falta o plenário. Então, se a gente conseguir os dois terrenos ali do lado, é uma grande possibilidade de a gente ter um espaço ali próprio para a Câmara de Campinas. Então, sem mais delongas, obrigado a todos aí. Infelizmente, não vai dar para todo mundo falar hoje, mas aí, depois da apresentação dos nossos queridos colegas, a gente abre para as perguntas. Eu sei que a Tereza está com um livro de perguntas ali para fazer, mas a gente segura a barra. Obrigado, presidente. Bom, tem o nosso apoio, Paulo. Você sabe que a gente tem que realmente estudar Campinas, para poder o desenvolvimento de Campinas andar cada vez mais, sendo uma cidade que é o espelho da região metropolitana. Mas eu acho que esse debate do centro abre a janela para outros debates, inclusive para o Instituto. Então, eu quero parabenizar a pessoa do Paulo e todos os arquitetos de Campinas, que a gente tem, sim, que se organizar, e eu acho que o pontapé inicial é o centro da cidade. Eu queria passar a palavra para o Fábio Mosetti. A palavra é sua, meu arquiteto. Boa tarde. Obrigado. cumprimentando o vereador Arnaldo Salvetti pelo convite. E esse convite também veio pelo vereador Paulo Gaspar, das nossas conversas, depois que ele foi eleito, pelas redes sociais, que vamos fazendo contato, nos aproximamos, e de alguns desses debates sempre entrou a cidade, acho que a grande preocupação dele, como arquiteto, urbanista, e, em uma das conversas nossas, ele falou, você não gostaria de falar um pouco? A gente conversou na Câmara lá, com os nossos colegas. Eu falei, não, tudo bem, vai ser uma honra, fica a oportunidade de ter esse espaço. Queria falar um pouco sobre a centralidade em Campinas. Então, muito interessante essa comissão. Eu estou desde 2000, trabalhando, trabalhei com isso em 2000, quando, no governo do prefeito Antônio da Costa Santos, foi contratado, chamado para trabalhar o arquiteto Flávio Gasperini, para coordenar um trabalho de requalificação da área central. Então, era uma equipe muito interessante, Joaquim Caetano de Lima, o professor José Roberto Merlin, o professor Nelson, acho que tinha alguns colegas aqui, o Fábio estava na prefeitura naquela época, o professor Ricardo Badaró. E, na época, era mais novo, estava começando, era mais o desenhista do time ali, mas aprendendo muito. Então, sempre morei no centro de Campinas Minha família sempre morou Morei muito tempo ali perto da Ave Maria Depois os primeiros escritórios foram na Sacramento Depois no Cruz Alta Sempre morei na Duque de Caxias muito tempo ali Eu tenho um carinho muito especial pelo centro E hoje meu escritório está no centro de Sousas Então mesmo no distrito, sempre busquei o centro que tem as relações de vizinhança, de sentir um pouco a cidade. E isso a gente sente que Campinas está perdendo um pouco. Mas vamos em frente. Está aqui, está aqui para discutir, requalificar a central. Então, nesse espaço aqui, eu hoje não espero trazer muitas soluções, mas pelo menos encaminhar algumas diretrizes, e desse grupo aqui, acredito também que uma reunião, essa quarta reunião não vai ser suficiente, Já fica a provocação para outras. Mas é interessante essa parte de um debate democrático e amplo, organizado pela comissão dos nossos representantes e os cidadãos de Campinas. Para esse debate, fica só uma sugestão de possíveis temas para as outras reuniões. Falar de habitação, meio ambiente, sustentabilidade, preservação do patrimônio, lógico que integrado com todos esses outros temas, mobilidade urbana, Envelhecimento populacional, emprego e renda, política, eu vou explicar, que vai ser um pouco a tônica da minha fala hoje, e, por fim, a síntese desses assuntos. Sempre tomando muito cuidado no que esteja a segregação socioespacial que a gente sente na cidade hoje. Bom, quando falamos de urbanismo, aproveitar a deixa do Gaspar, acho que toda vez que eu viajei para fora, sempre o pessoal me pergunta, sempre falam de duas cidades, porque as pessoas lá fora estudam muito, Brasília e Curitiba. Por motivos óbvios, Brasília, em 1957, plano de Lúcio Costa, uma cidade planejada, uma experiência única no mundo, muito interessante. E Curitiba, que teve o seu plano de desenvolvimento estruturado, não só pelo escritório de planejamento, mas desde muito antes, desde as primeiras migrações alemães, poloneses, meses, de, vamos dizer, migrantes cidadinos, que tinham outras vivências das cidades europeias, como também depois do planejamento. Eles tiveram a oportunidade de contratar, nos anos 40, o Alfred Agache, que fez um plano interessante, e depois o concurso para consolidar o plano dele. Então, você vê o resultado disso. Eu conheço muito bem Curitiba, tenho parentes lá Mas ela é bem legal, ela é bem interessante Tem seus problemas, como todas E quando a gente fala de reforma ou requalificação de áreas urbanas centrais Na América Latina, a gente costuma usar muitos modelos internacionais Baltimore, Nova York, Londres, Bolonha Bolonha é interessantíssimo, fala de habitação e patrimônio Entre outras Todavia, frente a tantos modelos, a gente tem que tomar cuidado para analisar o quê? As semelhanças e diferenças, e tratar desses planos com uma certa particularidade do nosso território. Não vamos esquecer, estamos na América Latina, no Brasil, Estado de São Paulo, a capital é uma região metropolitana pós-COVID-19. Eu gosto de resaltar isso, faz-se uns perrengues recentemente. Só para ilustrar um pouco da questão política, na verdade, isso aqui é um mapa de 78, a Campinas de 78, que era basicamente só a região central. Então, você tem aqui o largo da Catedral do Carmo, que tinha a catedral, do outro lado a Casa de Câmara e Cadeia, a praça no meio dos encontros. Então, toda a gestão, o centro era aquilo. E, do lado ali, só para ressaltar, a estação de trem, que já estava chegando, o desenvolvimento, para Campinas, uma área rural muito grande. Olha só, alguns anos depois, em 1900, o crescimento da cidade, a gente tem uma expansão interessante, mas chega aqui, de fato, o trem. Então, a grande expansão, a cafeeira, a cidade aqui, estou virando para o século XX. Aqui começa a acontecer uma coisa interessante, com o fim da república, terra e propriedade viram uma grande mercadoria de muito interesse. Porque antes era tudo da coroa, era a seção do espaço. E aí, um pouco, 30 anos depois disso, a grande expansão da cidade. Então, você tem o centro com o seu território, no caso, era o Palácio dos Azulejos, a sede do governo municipal, algumas outras edificações ali, mas era tudo considerado um centro. E as expansões eram o quê? Bairros para residência, alguma coisa no comércio, mas ainda tudo em uma escala mais controlada. Primeiro o êxodo rural, evolução tecnológica, novas indústrias. A partir daí, 70 anos depois, a expansão do território é muito grande. Então, aqui eu marco com um trenzinho os caminhos dos leitos férreos, o aeroporto de Viracopos, um pouco antes, e uma ilustração ali, tentando marcar graficamente O que é esse mapa de 1900? De 1929. Então, toda essa história do centro da cidade, do controle dela, e o jeito que ela foi se desenvolvendo, com todo mundo, meio que o transporte radioconcêntrico, pela própria geometria do desenho. Eu saio de qualquer lugar da cidade, eu vou para o centro e volto para outro. Então, isso foi estruturando, só para marcar historicamente. E, historicamente, de novo, esse aqui é em 1929, tentei sobrepor um mapa indicando onde estava, por exemplo, a PUC, onde eu trabalho, o mercado municipal, o Largo do Carmo, onde era o passo municipal, onde abregava não só o Poder Executivo, como os representantes desta casa, o fórum, que era no centro da cidade, A catedral, vamos entender que a igreja é um poder. O terminal central, tinha uma praça muito interessante ali. E, de novo, aqui a ferroviária. E as coisas foram crescendo. E aqui, só para ilustrar um pouco, como as pessoas foram... A questão da cultura, né? Difícil falar de cultura aqui em Campinas, mas eu fiz uma provocação uma vez lá na PUC, sobre a questão de cinemas. Só para ilustrar um pouco. Então, você tem o campo central ali do Pátio dos Leões. Então, até os anos 1980, todos os cinemas ficavam no centro da cidade. De uma certa maneira, a cultura estava aí. Cine regente, Jequitibá, Ouro Verde. E olha que engraçado onde eles estão hoje. Então, a cultura abandonou o centro faz muito tempo. Hoje, cinema só em shopping. E a distância que a gente tem que andar Para chegar nesses cinemas E por incrível que pareça O poder público parece que foi atrás Então a minha provocação é um pouco essa O poder público nunca deveria ter saído do centro A gente está falando de requalificação de área central A gente deveria ter um acordo de não sair do centro Todo o sistema de transporte está baseado no quê? no centro da cidade, tem o terminal central, o BRT chega aonde? No centro. Tudo lá dentro do centro, é rádio concêntrico. Eu posso mudar isso? Posso. É difícil? Dificílimo. Eu posso aproveitar esse limão e fazer uma limonada? Melhorar, qualificar? É o desafio da INDEC, acho. Então, assim, fórum trabalhista, Polícia Federal, tudo saiu. A cidade judiciária, falando agora só no poder público, ou da República Estadual. Eu não lembro de ter visto algum projeto aprovado, eu não lembro de ninguém ter debatido com a sociedade por que a cidade judiciária ia sair para fora da cidade, para perto dos condomínios. Fiz uma provocação pessoal já ao procurador de urbanismo. Ele tem um convênio com ele, eu falei, vocês nunca aprovaram o projeto? Eu duvido, eu aposto uma pizza, Perguntar se a cidade judiciária tem uma VCB. Então, o Estado vai lá e faz um... Não tem, não é, Tereza? Acho que eu vou ganhar essa pizza de alguém. Então, assim, aqui com os colegas arquitetos, o que a gente trabalha, para trabalhar tudo dentro das regras, regras criadas aqui nesta casa, para os nossos representantes, por nós, é o Estado, que deveria dar o exemplo, Não é a sua respeito. Eu estava conversando com a Tereza sobre o IDES da Unicamp. Eu lembro que eu fiquei surpreso, porque a gente estava debatendo o IDES. O plano diretor estava em um grupo de mobilidade, que estava tendo a Assembleia Pública na PUC. De repente, o representante da Unicamp, na época era o César, acho, da asiladoria, ele apresentou, não, a gente comprou aqui a fazenda do lado. E, no plano diretor original, a prefeitura fez o quê? Estava prevendo uma expansão de áreas de tecnologia. De repente, o Estado vai lá e compra. Então, assim, todo um trabalho que estava sendo desenvolvido, a gente parou e rasgou, jogou fora. Vamos começar de novo, para entender o que é uma área pública rasgando aquilo ali. Eu vejo, eu lembro do Sr. Martim, conjunto da CDHU. O pessoal foi fazendo, ninguém pediu licença. E me desculpa também aqui essa câmera, Quando ela veio para cá não teve nenhum debate Aqui, acho que a Maria Rita é de prova Todo mundo debatendo o centro De repente, ah não Vamos lá para fora da cidade Ah, não é tão longe do centro? Não, mas também não é perto Então assim, acho que o poder público Então você tem, aí desses anos também Que eu tive na gestão aqui Na universidade Nós temos um caráter virando a pouco de trabalhos de extensão. Pouco da igreja, só acho que a gente ia fazer caridade ali, mas tudo bem. Então, várias vezes eu lembro, o professor Araquem Martins fazendo o projeto da Polícia Federal, o Ministério Público Federal já nos consultando para procurar onde colocar a sede deles, porque todo mundo, quase todo mundo, quase todos os poderes da União ou do Estado trabalham com imóveis alugados. O Paço Municipal hoje, que já está no limite, Eles alugam um prédio ali na própria Vila Anchieta, cumprimentaram alguns. Então, assim, a cidade está expandindo hoje como capital metropolitano. Acho que tem uma importância aí. E o significado da implantação dos edifícios de serviço público, eu acho extremamente importante. Não só para marcar território, mas mostrar que o serviço está ali e os prédios devem ser acessíveis. Então, se todo mundo pega o transporte público, o terminal central, se o BRT chega no centro, se eu tenho um terminal metropolitano chegando no centro, se a minha rodoviária está no centro, por que todos os edifícios públicos não estão no centro? Aí vamos entrar na questão de densidade e população, só para demonstrar um pouco isso. Isso daqui eu peguei a página 122 do plano diretor, atual e vigente, uma análise de densidade demográfica. Então, assim, levantei, entrei no site do IBGE, fiz um filtro lá nas planilhas, que vocês podem baixar gratuitamente, é domínio público essas informações. Olha que legal, o nosso centro é habitado, 220 habitantes por hectare. Olha que legal, é a área mais densa da cidade. Só fala de trazer habitação para o centro. Acho legal incentivar onde já tem, mas temos bastante ainda. Depois eu vou para a periferia, Vila Costa e Silva e DIC 5, 161 habitantes por hectare. Então, Costa e Silva é remanescente de um projeto da Coab, e os DICs também. E a Vila Industrial, que a Mara Rita vai mostrar depois. Então, eu vejo essa foto aqui, eu vejo o centro aqui com uma densidade de 220 habitantes por hectare, e a Vila Industrial com 79. A prefeitura, ali naquele mapa anterior, considera a cidade de Campinas como média e o centro um pouco alta. Eu já considero quase rarefeita na cidade, essa expansão que teve na cidade. Porque, de cidade alta para mim, eu vejo aqui, Tóquio, 13.300 habitantes por hectare, Nova Nova Iorque, 11.300, Roma, 1.980, Paris, 2.190, a média. E São Paulo, a gente considera uma cidade adensada, olha que engraçado, o centro expandido, porque o centro de São Paulo não tem habitação, diferente do nosso, o nosso tem bastante, o de São Paulo tem muito pouco. Mas o centro expandido, olha só, Bela Vista, República e Santa Cecília, que são os distritos formados pelos setores censitários, que são as menores áreas de planejamento. Mais ou menos, cada 300 domicílios formam um distritinho. Olha só, 267, 247. O nosso centro está próximo da densidade demográfica do centro expandido de São Paulo. Aqui, a gente já viu alguns projetos. A prefeitura já trabalhou, a gente discute isso. Acho que o último apresentado foi esse daqui, que tentou trabalhar com projetos culturais, empresariais, que, na análise nossa, estava produzindo mais uma gentrificação do território. Então, uma intervenção urbana de caráter pontual, marcada pela aliança do poder público, norteada pelo mercado. Pessoal, de novo, vou voltar um pouco na história do IDES. A grande dificuldade nossa no projeto é, nas parcerias, Como é que a gente desafeta a área pública? Pela Constituição, em tese, a gente não pode, mas tem o SES. É dificílimo desafetar a área pública para você fazer uma parceria pública-privada. Alguém investir alguns milhões de dólares para edificar alguma coisa. A conta partida tem que ser extremamente generosa. O mercado não vai de bobeira assim. A conta deles é muito pragmática. Muito bonito o projeto, mas a gente sabe que não deu certo isso. Tem a questão da área pública, tem a questão de como o mercado, acreditar que o mercado vai revitalizar aquilo, só por conta de legislação de um plano. Que é um pouco que me assusta, essa notícia aqui. Foi esses dias, então, polo logístico de transporte, perfeito, passageiros, acho que a ideia que está alinhada aí com o que a gente está falando, é o que acontece, é uma leitura perfeita do território. A sede da INDEC está lá já, perfeito. Uso imobiliário habitacional? Eu coloco uma dúvida, tenho minhas dúvidas. Questão comercial também? Turístico? Sensacional. Parque linear? Interessante também. Tem lazer para a população da área central. A gente tem um bosque, mas precisa tomar conta. Acho que mais um parque sempre é bem-vindo. E aqui, uma outra coisa que me pega. Na Constituição, na cidade de Campinas, a gente tem o quê? O poder municipal, alguns serviços do Estado, alguns serviços da União. A gestão da cidade, o município de Camisa tem a cidade e a área rural. A da cidade, a responsabilidade é do poder municipal. E da rural é da União. Então, aqui já começam alguns conflitos. Ficou uma provocação, o próximo diretor, de, de repente, deixar para o poder municipal tratar de tudo, Porque é difícil trabalhar com donos diferentes Ou responsáveis diferentes para você conversar E esses entes estaduais e União No território da cidade Como já estava começando a minha fala Até hoje demonstraram um total desrespeito conosco Total Tribunais que vão indo, vai aludando Ninguém pergunta, ninguém chega na prefeitura não sei se tem um canal, mas eu acho que tem uma provocação aí, estou trazendo uma informação para vocês, muitos desses poderes aí, desses edifícios de serviços públicos, estão pagando aluguel, estão em lugares inadequados, difícil acesso às vezes, para a população, para se mede a se vir, a gente vai de carro, dá um jeito, paga o estacionamento, mas e a população geral, que depende de transporte público, E, às vezes, nos serviços que estão lá, as suas demandas, como deveres de cidadão também. Então, esse diálogo eu acho importante, para começar a conversar, para tratar de uma área pública. Aqui, voltando a falar de Curitiba e Brasília. Curitiba, no Plano Iagaxa, em 1943, já enxergaram essa demanda do poder público estar junto. Então foi provisto o quê? Um centro cívico Muito perto do centro da cidade Ele foi destacado no projeto Onde você tem a praça lá, a Senhora de Salete Palácio de Iguaçu, a Prefeitura, a Assembleia Legislativa A Câmara Municipal fica um pouquinho fora aqui Mas é bem perto do centro cívico Tem a questão da cultura, tem o Museu Oscar Niemeyer Um edifício maravilhoso, um prédio sensacional Mostras, tem o bosque do Papa João Paulo II Você tem o lazer ali Tudo integrado Eu fui semana passada com meus alunos para olhar Todo ano eu levo eles no segundo semestre Então a gente começa pelo centro cívico Tem aula antes, tudo a gente explica Conta a história dos planos E gostou, então você faz tudo a pé Aí você vai andando, vai andando, visita Faz uma visita guiada no Palácio do Iguaçu que é sensacional, um prédio modernista, questão dos móveis, é bem interessante, visita a Assembleia do Estado, você tem os outros prédios dos tribunais, é tudo ali, você faz tudo a pé, transporte público chegando, tem linha do sistema de BRT deles lá, fácil, tudo ali. Aí você anda mais um pouquinho, você está no MON, aí tem uma série de restaurantes, de serviços em volta, você passa um dia extremamente agradável, também com cultura, no fim da tarde, vamos dar uma voltinha no bosque. e depois entrar no sistema de transporte. E Brasília? Brasília foi criada, mas acho que recentemente, por conta das notícias aí, das páginas policiais, já tem comparado, a Praça dos Três Poderes, que marca com um simbolismo muito forte. Eu tenho lá o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal. Tem uma praça que articula isso, tem um museu lá do Castelo... Qualquer monumento do Castelo Branco Tem a casa ali Está ali, tem uma praça gigantesca ali Estou carregado desse simbolismo Então vai lá a Praça dos Três Poderes Tem uma coisa turística Está lá E aqui a gente Todos os edifícios públicos totalmente associados A minha provocação Que eu fiz com o Paulo, inclusive, essa casa Que nunca deveria ter saído do centro Uma pena Então, de novo, eu volto e olho para essa imagem Então, eu tenho uma vida industrial Eu tenho um belíssimo teatro, uma praça Eu tenho área central, com uma densidade populacional O povo está aí, está morando aqui Se eu pegar uma análise dos últimos 40 anos de renda Tudo bem, antes eu tinha uma concentração de renda no centro Que o centro era uma área nobre Mas, com a saída das pessoas, com uma série de edifícios que foram, alguns apartamentos que foram, estão fechados hoje, você tem uma renda média interessante no centro da cidade ainda, mas ela caiu. Então, tem muita gente vindo buscar no centro uma oportunidade aí, porque o transporte é mais fácil, uma série de serviços. Eu lembro que eu não tinha escritório aqui no centro, opção de restaurante, de serviços o correio, o banco, está tudo fácil. A sua vida profissional lá, todo esse suporte que a gente precisa estava lá. Minha filha se formou, trabalhou hoje em um banco, e o banco fica lá naquele shopping galeria. O ticket e o restaurante dela não dá conta, porque a única opção que ela tem de almoçar rápido ali é o shopping. É tudo muito caro. Por sorte, tem um carrinho lá, a gente conseguiu ajudar, mas é complicado chegar de ônibus lá. e as lajes corporativas estão lá. Falando em laje corporativa, é engraçado, no centro tem muito pouco. Mas, enfim, é uma outra discussão. Então, assim, a lógica de mercado, a gente trabalha para o mercado, eu tenho um escritório, além de ser professor, o desempenho econômico, às vezes, não é garantido por revisões de legislação, que já foi um grande avanço, mas a legislação de Campinas melhorou muito. Muito. Então, agradecer aos colegas aí. Tem coisa para melhorar? Tem crítica? Sempre, sempre vai ter, mas está muito boa. Só que é o seguinte, não tem hoje infraestrutura e nem uma densidade habitacional com renda para o mercado ir atrás. O mercado corre atrás disso. Você vê o mercado saindo da cidade, por quê? Você tem terra, você tem renda, você tem os condomínios lá em Sousa, a Tereza Altíssima contra a sanção de renda, enfim. E os serviços públicos, estão aonde? Acho que o plano de ocupação dos serviços públicos, edifícios, deveria ser preciso, porque, dependendo de onde você vai colocá-los, eles são indutores de crescimento. É quase como se fosse ter um termo que a gente usa na cultura urbana. Implantar um prédio de serviço público que tem grande demanda de viagens, de atendimento à população, e bem localizado, vai habitar em volta dele uma série de outros serviços privados que pode requalificar. que é exatamente essa integração no espaço físico do centro e serviços públicos, municipais, estaduais, federais. E, voltando nessa imagem, eu vejo aqui, ao visitar Brasília, ao visitar Curitiba, um espaço público, vocês terão problema para fazer desafetação, se for em transição privada, mas uma série de edifícios que estão carentes de uma boa localização. E aqui eu tenho todos os serviços, todo o transporte. A cidade está aqui, está pulsando ali, parece que está escondida. Então, fica uma provocação, os colegas que estão desenvolvendo isso daí, tanto pela INDEC quanto pela prefeitura, de fazer esse debate, de chamar esses parceiros, os outros serviços públicos, para conversar e oferecer. Tem uma oportunidade de requalificar a área central. Lógico que não é só trazer os prédios públicos, mas um parque linear, acho que dentro das propostas que estão vindo, falar de smart city, envelhecimento profissional, primeira infância, tomar cuidado, de repente, essa foto tem uma provocação, tem uma praça muito bonita ali, a questão do comércio, geração de renda, emprego. Acho que o poder público é o último que nunca deveria ter saído de lá. Você vê São Paulo. São Paulo teve uma requalificação de área central, capitaneada na época o presidente de um banco, que hoje é político, que é o Henrique Meirelles, que eu vivo a centro. Qual foi o mote dali? Foi voltar a ter os serviços públicos no centro. Minha mãe aposentou trabalhando no Estado. Ela adorava pegar um fretadão aqui, ou ir de carro às vezes, e trabalhava no centro da cidade. A Mel, acho que trabalhou recentemente lá. Centrão, não é, Mel? Delícia. A gente trabalhou no CAO, no Conselho de Arquitetura, fomos conselheiros, no centro da cidade, no Engabaú, ali, metrô. Maravilha, funcionava. Eu morava em Moema, ali, chegava direto ali, parava, cruzava a praça. Fui acompanhando a obra também. Então, essa volta aí, São Paulo mostrou que é possível. Talvez São Paulo não fez melhor, porque não tinha a oportunidade que Campinas tem. 310 mil metros de área livre no centro, com a rodoviária, com o terminal metropolitano, com o BRT chegando ali, da região mais carente da cidade, agora com o estudo muito sério de finalmente voltar a ter um transporte sob trilho para pessoas, não só para carga, no centro. Então, essa é a minha provocação. para começar a construir esse desenho do espaço do centro da cidade. Obrigado. O presidente vai falar ou não? Antes de passar para a Maria Rita, estou vendo que chegou bastante gente aqui depois da minha última fala. Muito feliz de ter os colegas todos aqui. E para nós aqui que estamos no dia a dia da Câmara, senhores vereadores, o Sineb já foi, só estão nós três. Quem é do CMDU aqui? João Verde, Tereza, Fábio, Mozete, Juscelay e a Maria. Temos seis aqui do CMDU, que sempre vem o nosso parecerzinho aqui acompanhando os projetos. Então, guarda bem a cara deles aí. Vamos lá. Bom, a Maria Rita, só para constar, ela é PHD em Patrimônio Histórico e também tem um prêmio internacional na Bienal de Restauro Arquitetônico e Urbano na Itália. Muito bom ter você aqui com a gente, Maria Rita. Bora lá. Obrigada. Boa tarde a todos. Muito obrigada, Paulo. Um prazer enorme estar aqui. Obrigada pelo convite. A vereadora Naldo Salvestre também. Carlinhos Camelô, que nós trabalhamos juntos aqui no centro, em relação a todos os trabalhos iniciados na Francis Glicério. E todos os colegas aqui. É muito bom ver todos vocês. É tão gostoso juntar tantos arquitetos interessados na nossa cidade, que a gente sabe que tem esse amor por Campinas, o que é o mais importante, porque a gente quer ver realmente essa cidade não apenas crescendo, mas crescendo com qualidade. Então, acho que isso que é o mais importante. Então, obrigado a todos vocês. E ao Fábio Muzete, eu queria agradecer, inclusive, ele já falou bastante, eu vou ser bem breve, porque ele nos deu uma aula maravilhosa aqui. Fábio, muito obrigada, e eu acho que a sua interferência e as suas provocações, eu acho que realmente são super pertinentes. Eu gostaria apenas de complementar, porque, olhando essa imagem de Campinas, que eu gostaria que vocês prestassem atenção, ela é uma imagem que mostra realmente essa pujança de Campinas, esse crescimento, mas a gente vê também que nós estamos ficando sem área verde. Campinas era uma cidade conhecida pela qualidade de vida. Nós estamos aqui nesse período que todo mundo vem discutindo sustentabilidade e realmente a mudança climática, e a gente percebe que Campinas, que era uma cidade que tinha muito verde, muita qualidade em relação a preservação das suas áreas verdes, ela veio se desconectando com isso. Isso é um fato que a gente tem que reverter, e muito rapidamente, porque eu acho importante o crescimento, mais esse crescimento com sustentabilidade, mas sabendo o que é sustentabilidade. É uma palavrinha que todo mundo fala e coloca, inclusive, nos anúncios, anúncios, mas na hora que você vai exatamente tratar esse assunto, ele é deixado de lado. Então, a parte da área central, a parte da cidade, se vocês olham essa imagem, dá para perceber o quanto ela vai se espraiando. E o nosso centro, a nossa história, onde o Fábio mostrou brilhantemente na sua apresentação, A formação da cidade, a gente não pode perder isso, porque é a nossa identidade. Centralidades, nós, hoje, por sermos uma metrópole, é evidente que a centralidade está em todos os lugares de Campinas, não é só o centro, a gente falar, ah, eu vou para o centro, não. Existem várias centralidades de Campinas e todas devem ser valorizadas. O que nós estamos discutindo aqui é em relação à história de Campinas, a esse centro que é a origem de tudo, não que os outros centros estão descolados. Pelo contrário, eles chegam a nós. Essa ligação tem que acontecer. Então, no planejamento urbano, e nós aqui como arquitetos sabemos muito bem disso, e o Fábio mostrou por Brasília e Curitiba, que são exemplos de planejar a cidade, onde você integra a cidade, não separa a cidade. Então, quando você faz esse papel de planejar a cidade, pensando em todas as ligações, isso que é importante. Mas trazer as pessoas para o centro não significa os carros entrarem no centro, isso também é um outro problema. A mobilidade tem que vir junto com uma qualidade no deslocamento. Então, hoje a gente tem aqui, na Secretaria de Transporte, o Ailton, que é muito preocupado com essa questão da mobilidade e que vem pensando nessas ligações. Mas trabalhar o centro, requalificar o centro, como o Fábio falou, uma das coisas mais importantes é realmente os prédios públicos voltarem para lá. A falta da universidade também, que se deslocou para os campos, também levou aquela vida, que era a vida estudantil, que movimentava o centro da cidade, e ela foi descolada, ela foi levada para fora da cidade, em uma área rural. Tudo bem, você está crescendo, você está expandindo, mas o centro, com aquela vida estudantil, garantia aquela vida, que era a vida do centro. Então, quando a gente trabalha com isso, nós trabalhamos trazer para o centro, para esse centro histórico, preservando essa identidade onde nasceu, onde começou, não descolando das outras centralidades, que é muito importante, porque são todas as pessoas que estão construindo a nossa cidade nesse momento. Então, todas elas têm essa ligação e centro da cidade não é realmente fazer gentrification, não é você fazer, você deslocar as pessoas que estão lá e hoje, muito mais importante, esse centro, como falou o Fábio, nós temos realmente muita gente morando no centro e muita gente voltando para o centro. Pessoas que estão ficando já com a idade mais avançada, eles acham realmente a expectativa de vida no centro muito mais tranquila de se viver por todo o conjunto que você tem ali de apoio, hospital, o comércio, o banco, aquela vida do teatro, que, infelizmente, a gente não tem com o nosso teatro funcionando. Mas, se tivesse essa parte, seria, voltava realmente para esse trabalho. Então, estar requalificando essas áreas, e essas áreas sendo requalificadas, principalmente trazendo arte e cultura, que é muito importante, que eu acho que não dá para você viver sem arte e sem cultura, valorizando os edifícios que contam a nossa história, não apenas deixando um exemplar como o exemplar que vai representar Campinas, porque isso não existe. Então, você pega uma quadra inteira, uma rua, e você escolhe um, elenca um edifício. Então, não, nós temos que ter uma leitura de cidade, uma leitura que conta essa história. A PUC tem vários trabalhos, Eu acho que o que é mestra nesse quesito de levantamentos, inclusive, auxiliou muito com a DEPAC nessa questão dos trabalhos, das pesquisas em relação aos levantamentos, eu acho que deve ser considerado. Então, o que nós precisamos fazer, no meu ponto de vista, é trabalhar essas questões da preservação da identidade, Identidade, do patrimônio, da cultura, da arte e da inclusão. E tirar o carro do centro. E, para tirar o carro do centro, nós temos que dar opções. Transporte público de qualidade, entrar com esse transporte público realmente circulando e pegando todas as pessoas para deslocarem-se dos seus locais de moradia ou trabalho para esse centro com comodidade e também ter apoio de estacionamentos bolsões fora do centro, para que deixe o carro e pegue um transporte menor e que esse transporte chegue até o centro, porque senão a gente não consegue nunca. Porque cada vez que você mexe em uma avenida, e aqui eu vou só fazer uma lembrança da Glicério, que o Carlinhos pode até me ajudar, quando a gente foi fazer o trabalho da Glicério, quando eu tirei no projeto uma das vias de rolamento, quase me mataram, porque onde que eu ia passar o carro? Gente, as pessoas usavam a glicério muito para atravessar de um ponto a outro, mas nunca olhavam o que estava na lateral. Só quem anda a pé consegue saber o que tem. E isso é o que a gente estava buscando. A gente estava buscando que as pessoas conseguissem andar com calma, não o carro, e não o carro fique estacionado o dia inteiro numa faixa, ocupando espaço, e essa pessoa não conseguir calçada suficiente para ela usufruir do seu passeio. Então, o que a gente tem que pensar hoje é na inclusão de todas as pessoas que estão ali, morando e vivendo no centro, pensando num ajuste muito grande, e aqui é muito importante, não dá para requalificar o centro sem um projeto de política social muito forte, muito intenso na questão social, porque estamos aumentando moradores de rua e eles têm direito a ter uma qualidade de vida decente. Então, não é largar, não é deixar sem banheiro, não é deixar sem banho, não é deixar... As pessoas chegam em Campinas, são atraídas por esse potencial, muitas vezes elas ou param aqui, ou são deixadas aqui, ou vêm aqui atrás da riqueza, que pensam que vão ter com a maior facilidade, mas não têm apoio. Então, o que existe num trabalho de requalificação, de planejamento da cidade, é um trabalho de integração para os moradores, e nós temos que pensar que Campinas, hoje, é uma cidade multicultural, é uma cidade que tem, devido às suas universidades, Unicamp, PUC, muitas faculdades aqui chegando, uma multiculturalidade que devemos reconhecer, e quando você trabalha com multiculturalidades, Você não pode deixar que uma abafe a outra. Uma não é melhor que a outra. Você tem que achar o caminho para que essas pessoas consigam se entender e ter seus espaços. Então, quando você abre a cidade, quando você cria espaços públicos, quando você faz a cidade fluir, você consegue integrar essas comunidades. Então, essas comunidades todas têm que permanecer juntas no centro, se quiserem. Não eu vou melhorar e tiro uma comunidade. Não é assim que funciona. A requalificação, ela é, tem que abarcar a todos e trabalhar com todas essas chegadas e todas essas propostas que vocês vão colocar, e tenho certeza que hoje vocês vão colocar muitas coisas aqui, mas eu só gostaria de passar para vocês esse trabalho, essa preocupação, que quando nós fizemos o projeto da Glicério, que não ficou finalizado, Nós trabalhamos, esse mapa é famoso Esse polo centro Na verdade, o projeto da Glicério Ele se estende por todas essas áreas Era o centro histórico e o centro expandido E ali você vê, em vermelho Você tem a área central do pátio ali Da ferrovia, que ela é muito importante nós temos a Vila Industrial abaixo, em amarelo, e, em vermelho, aquela área que nós conhecemos do centro. Então, todas essas áreas, elas têm que ficar interligadas, porque a ferrovia, ela divide a cidade realmente. Então, quando ela divide a cidade, você não tem a integração como deve. Então, essa integração, não pode esquecer um lado e pensar só no outro, a requalificação, o planejamento, e não é só nisso. Como o Fábio falou, ele se expande muito mais. Hoje, a cidade aumenta mais do que tudo isso. Mas, se conseguirmos, em um trabalho, juntos, montarmos um planejamento ideal e darmos início, que eu acho que é o que o Paulo Gaspar e o Salvestre pretendem, e o Carlinhos também, dar início imediatamente nessa demanda e começar, é preferível do que ficar parado, porque as coisas andam, a cidade é viva, ela se faz por si, a gente está discutindo aqui, tem coisa acontecendo. Então, acho que a gente tem que atuar. Pode passar. Então, essa área central que a gente fala, que é a área que vai, Glicério, Campos Salles, esse lado que a gente pega desde a estação ferroviária, com o terminal, e trabalhando toda essa sequência aqui que existe essas propostas de alargamento das calçadas, enterramento dos fios. Outra coisa que foi muito importante, que foi feita na Glicério, que é só para lembrar aqui, é todo o tratamento de água e esgoto que foi colocado, que não existia. Nós estávamos ali com problemas sérios quando foi fazer a glicéria, o que era, teve que trocar toda a tubulação mesmo, colocar a tubulação nova de água e de esgoto, porque tinha edifícios, inclusive trazer as caixas de leitura para fora, porque tinha muitos edifícios ali que, quando chovia, também tinha problema de esgoto subindo pelo próprio subsolo. Ele voltava Não só isso, nós tínhamos ali Que foi uma discussão, inclusive, que o Carlinhos participou Quando a gente trabalhou com as bancas Trabalhava com as bancas que estão hoje lá Ninguém saiu de lá, nós incluímos todo mundo Era uma proposta, Carlinhos, que não se mexesse em ninguém Todo mundo que constrói a cidade permanece Por isso que eu falo da inclusão Isso é muito importante, a gente tem que ter isso em mente, que todos que estão aqui estão vivendo e participando e criando essa cidade. Então, no caso das bancas, elas não tinham água, traziam água muitas vezes de casa para esquentar o cachorro quente e tudo mais, e preparar, e depois muitas vezes a água era jogada até no bueiro. O que aconteceu? Todas as bancas hoje lá, de alimentos, elas têm a água, que é a água encanada, tem a energia e o esgoto, que vai direto para onde deve ir. Então, esse foi um avanço. Só que tudo enterrado, as pessoas não veem isso. Nós não mexemos na parte dos edifícios, apenas a limpeza da fachada. O Condepac fez todo um trabalho em cima da diminuição das placas, letreiros e luminosos, enfim. E quem estava na inauguração, e é um fato que é bem interessante, não sei se percebiam, na praça entre o Lago do Rosário e o Palácio da Justiça, nós fizemos uma projeção de filmes nos prédios, e todo aquele circuito junto com as pessoas, Por quê? No projeto, ele estava contemplando toda a iluminação que saía daqui da BAM, ia chegando até o fim da Glicério, e integrando as praças, numa fluidez entre as pessoas que circulavam, existia a possibilidade de trazer as startups com os jovens para trabalhar 24 horas, então, eles trabalhando à noite, aquilo ia ter um volume de gente nas ruas, e os restaurantes poderiam ficar abertos. Então, isso ia proporcionar uma outra vida, uma outra expectativa ali no centro e ocupação dessas praças. Essas praças seriam, por exemplo, o Giovanetti poderia colocar a banca, mesas na praça e os garçons atravessando, como tem na Europa, e depois recolhia tudo. Mas, enfim, era uma proposta para o povo, para as pessoas, para trazer cultura, para trazer arte na praça, Enfim, eu acho que a maior questão que eu trago aqui, pontuando, que eu acho que é um conceito que a gente deveria manter, é continuar com a inclusão de todos, continuar com essa leitura da multiculturalidade que Campinas tem hoje, não excluí-la, não abafar certas manifestações, comunidades, todas são bem-vindas. o carro realmente é um problema que a gente tem que resolver, e essa parte, exatamente, de você fluir e ter mais acessos, mobilidade. Estou terminando agora. Da vila industrial, a mesma coisa, nós temos ali a vila industrial, que nós ainda temos muitas edificações significativas, que contam muita história, isso tem que reverter, trazê-la junto, nesse mesmo momento, que mexer de um lado, mexer do outro, mesmo que a ferrovia continue no centro, sem requalificá-la, mas entrar com essas ações também conjuntas, pela importância da vila industrial que ela representa para a cidade. Pode passar? E o mercado, eu trago aqui para vocês, eu me sinto na obrigação de mostrar esse projeto para vocês. Esse projeto do mercado, o mercado é o Ramos de Azevedo, conhecido arquiteto de todos nós, e quem fez uma proposta muito interessante de garagens e de intervenção e reabilitação desse centro foi o Badaró. Então, em homenagem ao Badaró, eu falo hoje aqui por ele, porque ele estudou e se dedicou muito em cima desses projetos. O escritório dele fez um trabalho riquíssimo, então, eu acho assim, às vezes não precisa inventar a roda, mas a gente pode aproveitar dos colegas que têm projetos aí que realmente estavam pensando, eu sei que muitos aqui trabalham com Campinas, eu acho que a gente tem que somar isso, mas essa homenagem ao Badaró, eu preciso fazê-la. Então, eu vou mostrar o projeto que ele fez, em termos da ocupação da... Não, volta aí. Isso. Aí, aí. Parou. Ele não teve medo. O Badaró, ele pensava grande, ele fez um planejamento muito grande entre as ruas que desciam e faz um boulevard, ele transforma todo o espaço que você tem em torno do mercado com uma marquise. Imagina ali onde vende frutas etc. Ele deixou embaixo, faz quase que um deck para você observar de cima ali a cidade, do outro lado também ele cria um grande espaço, que é onde todas aquelas bancas que estavam aqui, elas passam para aquele U, e ali vende todas, a mesma coisa daqui e lá, mas aqui são todos os restaurantes, ele traz restaurante gourmet, ele vai trazer vida para esse espaço. Então, é um projeto realmente bem interessante, que ele muda, inclusive, o nível da rua para chegar na altura do... É uma mudança da Glicério para o mercado, é uma mudança bem, vamos dizer assim, bastante significativa, porque ele vai mexer nas ruas ali do centro, mas ele vai, ele consegue preservar o patrimônio histórico, ele consegue fazer uma integração, requalificar e trazer vida nesse sentido, de modernizar e, ao mesmo tempo, de incluir todos que estavam ali e trazer novas propostas. Aqui, um outro projeto do Badaró, que eu tenho que também passar para vocês, que faz parte da garagem subterrânea, entre a prefeitura e os irmãos penteados, mas qual é o grande conceito do Badaró nesse sentido? Ele faz uma integração de jardins, ele tira os muros, tem uma mureta ali entre os irmãos penteados e a prefeitura, que é todo gradeado ali, essa parte onde é estacionamento da própria prefeitura, e ele joga para a cidade esse estacionamento, tanto para baixo quanto na parte superior, com jardins, e você anda de um jardim para o outro. Então, ele tem esses níveis diferenciados, que aqui dá para ver bem a diferença de nível entre a prefeitura e os irmãos penteados, a garagem subterrânea toda naquele subsolo, e depois o subsolo que ele faria ali na frente do MAC, para que esse museu maravilhoso que nós temos fosse bem servido de estacionamento à noite e tudo. E aqui dá para mostrar bem a planta, onde ele trabalha mais jardins. Pode mudar? a faixa de estacionamento, então ele faz esse, ele põe os carros aí para baixo, pode, isso, isso. Então, são os níveis, e aí a gente olhando como você vai integrando sem grades, sem muretas, sem nada, você tem um prédio dos Irmãos Penteados com a capela, que é maravilhosa, ligado a um prédio modernista da prefeitura, mas o museu e tudo isso integrado, quer dizer, você tem esse espaço público, público, aberto, sem cancelas. E aqui é a mesma coisa. Eu acho importante trazer isso para vocês, porque eu acho que a gente pode se debruçar em cima dessas ideias do Badaró, nesse sentido, desse conceito de você trazer as praças, e não é só aí, quer dizer, a gente pode utilizar esse, pode mudar, aí você para, aí a gente pode fazer esse conceito, já que a gente vai estar agora discutindo novamente a cidade, de integrar e não bloquear, porque muitas vezes a gente deixa tudo bonito, depois fecha tudo e não tem mais esses espaços. Então, já que estamos falando de requalificação, trabalhar os pontos positivos, o que veio trazendo, Então, assim, a minha contribuição aqui para vocês é continuar contribuindo realmente naquilo que a gente quer trabalhar, que é a inclusão, a multiculturalidade das pessoas que hoje estão em Campinas, a arte, a cultura e o verde, as ambiências de parques dentro do centro aumentando, o carro para fora, deixando os bolsões ou colocando essa mobilidade mais leve para chegar até o ponto principal e, enfim, continuar esse percurso. Então, agradeço a todos. Muito obrigada. Carlinhos, quer falar alguma coisa? Depois eu falo. Senhor presidente, boa tarde, Bernardo Salvetti, boa tarde, vereador Paulo Gaspar, boa tarde a todos aqui presentes. Eu estava atento aqui à explanação do Fábio, que nos deu uma aula, à Maria Rita Moroso, que a gente teve junto durante a revitalização da Grissério. Como ela disse, bem frisou, nos ajudou bastante nas questões, sem excluir ninguém, achando, tentando achar as soluções necessárias para a revitalização do centro da cidade, onde muitos falavam que a Grissério não ia sair, que era um projeto que ia acabar com a cidade, mas hoje a gente vê o quanto a Grissério melhorou e está ali para todos verem. Fiquei aqui com a fala do Fábio, quando ele começou falando no Toninho, conheci o Toninho, estivemos juntos, era um sonhador, eu falo aqui que o Toninho gostava muito de... Quando a gente esteve junto, ele sempre falava Carlinhos, a cidade tem que ter vida à noite Ele vivia frisando isso A gente tem que melhorar a cidade Para que as pessoas possam descer Para que a cidade tenha vida à noite E isso ficou na minha mente Morei no centro durante 20 anos Na José de Alencar Conheço o centro ali durante o dia, durante a noite Meu pai, inclusive, trabalhou na época que existia o convívio Que ainda naquela época existiam os banheiros subterrâneos Ali tinha aquelas lanchonetes Onde eram colocadas todas as cadeiras, as mesas Quando a Marieta disse que é uma ideia de colocar na jovanete Mas já existia ali na frente da Americana As cadeiras, as mesas, tudo ali aqueles oberloni, e as pessoas ficavam ali. Aquilo ali era muito legal de a gente ver as famílias, as pessoas usando aquele espaço. E o nosso grande e saudoso amigo também, Badaró, com o qual tive a honra de conhecê-lo, também uma pessoa que viajava nos projetos dele. Uma vez, Maria Rita e Fábio, ele sentou com a gente ali no sindicato, onde ele falou assim, Carlinhos, vamos fazer um jardim suspenso aqui, nesse terminal, e começava a viajar e contar o que ele queria para aquele espaço ali do Terminal Central. Eu tenho até hoje lá um desenho feito pelo Badaró, um projeto, na realidade, feito pelo Badaró, de um shopping popular, lá na Estação Cultura, a gente tinha aquele espaço lá que foi cedido o galpão para a gente lá, na época ele fez, eu tenho até hoje esse projeto feito pelo Badaró, um grande amigo que estava lá, sonhador, e Deus o tenha que seja feito através desse grande amigo da gente, que os projetos dele pelo menos tenham um andamento, que a gente consiga pegar um gancho. E o Paulo Gaspar também disse aqui uma questão que a cidade não tem continuidade. Quando a gente fala que Campinas vem mudando de mão de prefeito, de administração para administração, eu acho que ela deveria ter um projeto onde ela devia ser seguida. Não é, vereador? Salvetti, e esse projeto ele parou aqui, a próxima administração pega e dá continuidade no que ficou para trás, se nós tivéssemos feito isso há 30 anos atrás, hoje a gente já teria um centro a gente já teria tudo mudado da forma que a gente está imaginando, mas eu quero aqui de primeira mão aqui agradecer a todos que estão aqui presentes a todos que vieram e estão aqui para contribuir, para ajudar, para que a gente faça realmente a revitalização do centro. A gente tem uma vontade muito grande, vereadores, de estar contribuindo para que isso aconteça, para que isso saia do papel realmente, para que a gente realmente dê uma nova cara para o centro da cidade. A situação trouxe essa questão de hoje, morador de situação de rua, o centro meio degradado. Então, nós vemos vindo em uma questão que é o desemprego, como foi dito aqui, pessoas que vêm de outro lugar, falam que Campinas é bom, Campinas tem isso, Campinas tem aquilo, as pessoas vêm vindo, mas nós precisamos aqui cuidar de toda a situação. Eu falo aqui que morador de situação de rua, quando a gente fala de cidadania, a gente tem que ter realmente cidadania com esse morador de situação de rua, a gente tem que fazer uma triagem com ele, ver se ele realmente quer voltar para a cidade natal dele. A assistência social tem que pegar essa pessoa, colocar ele no ônibus, levar ele até lá. De repente, a gente tem ali grandes profissionais que estão ali no meio, mas não têm oportunidade de levar ele para a Secretaria de Trabalho e Renda, tirar toda a documentação dele, ver se ele quer integrar a sociedade novamente. Então, é isso que nós temos que fazer. Mas também nós precisamos trazer o centro de volta. Nós precisamos ali trazer melhorias para o centro, como nós estamos pensando, secretário de Serviço Público, o centro iluminado, é o que eu falo, é um centro iluminado onde nós demos vida para aquele centro, que volte a ser ocupado, que aí é da forma que nós esperamos esse centro. Então, está aqui, falo que eu sou uma pessoa que gosto muito do centro, muitas pessoas, da mesma forma que as pessoas falam, os moradores de situação de rua, eu sei que tem muitas pessoas também que falam que os camelôs ali no centro da cidade é uma poluição visual e tem que arrancar os camelôs do centro da cidade. A gente, como eu sempre falo, a situação trouxe todos aqueles trabalhadores, aqueles microempreendedores ali na década de 90, onde não tinha desemprego e as coisas foram acontecendo, e hoje o centro tem aqueles trabalhadores ali. Porque nós nunca, o sindicato, nunca nos furtamos a sentar com todas as administrações que tiveram na prefeitura, desde que as administrações, os prefeitos anteriores apresentassem um projeto, apresentassem algo para que aquelas pessoas continuassem com a sua dignidade, com o seu trabalho. Então foi isso que veio fazendo ao longo desse tempo Após 20 anos, foi dada uma concessão para a prefeitura Onde foi passado para o sindicato Onde vai ser construído o shopping popular Para colocar os 1.200 camelôs que existem no centro da cidade Não vai ter dinheiro público investido O dinheiro que vai ser investido ali é que cada um vai pagar o seu, a construção do shopping, dividida pelos 1.200, parcelado, com prazo. Então, isso contribuiu muito também em um acordo feito entre o Ministério Público, a Prefeitura e o sindicato, que a gente firmou um TAC, um Termo de Ajustamento de Conduta, onde as três partes entraram em um acordo, também com acordo, como a gente estava conversando aqui anteriormente, Maria Rita, o pessoal fala com a saída dos camelôs, o que vai acontecer no centro da cidade, naquelas ruas. Então, foi colocado nesse termo de ajustamento de conduta que a Jaime Lua Sintra, onde que é a antiga Justiça Eleitoral, ela volta a ser rua, lá embaixo, no Carlos Gomes, volta a ser rua a Álvares Machado ela volta a ser o calçadão o terminal central a gente falamos aqui em frente e fundo do terminal central que são duas partes ali o terminal vai ser ampliado então estamos aí torcendo o mais breve aí que esse shopping saia esse shopping popular saia para que essas pessoas também vão para lá e ter uma dignidade melhor. Porque eu falo que ninguém está ali também porque quer. Ninguém está ali naquele espaço do camelô porque quer, não. Eu falo ali que as pessoas necessitam de trabalho. Na situação, nos anos 90, todas as pessoas chegaram, construíram sua vida ali, foram ficando, e hoje, eu falo por mim, que eu estou há 26 anos ali. Estou hoje de vereador, mas eu tenho meu comércio ainda lá no centro da cidade. Provavelmente, não sei, o dia de amanhã, como passei por essa casa várias vezes aqui, e quando saí, voltei para o meu comércio novamente. E ali é o sustento da minha família, como é o sustento de várias famílias que a gente tem ali. Aquilo é uma rede que a gente fala assim, que tem 1.200 microempreendedores no centro da cidade, só nesses locais que eu citei. Mas, diretamente, indiretamente, emprega 10 mil pessoas. Para você ver, a pessoa que entrega, a pessoa que vende o café, a pessoa que entrega tudo, se a gente colocar diretamente, indiretamente, é 10 mil pessoas. Então, estou aqui para contribuir, para ajudar, para que nós tenhamos um centro realmente revitalizado, para que fique bom para todas as partes. Eu acho que é isso, vereador. Deixo aqui um abraço a todos e, mais uma vez, um agradecimento a todos vocês que vieram nessa comissão hoje aqui e participar e contribuir para que ela acontecesse. Obrigado. Bom, eu quero agradecer, primeiramente, ao Fábio, pela explanação, amoroso que eu tive quando fui presidente da CETEC nós estivemos juntos pensando no mercado municipal sempre pensei e sempre vou levar esse lema que é a cultura para o centro da cidade revitalização da cultura quando a gente leva a cultura para o centro, a gente está levando o centro a viver de novo. Nós pensamos juntos na reconstrução, na reforma do mercado municipal. A Amoroso apresentou para mim, na época, que o mercado, nós fizéssemos no mercado um mezanino para ter restaurante. Hoje já é uma realidade, já tem o dinheiro, já estão fazendo o projeto. Então, embora não é a gosto de nós dois, mas estão fazendo, foi nós que começamos. Mas para chegar hoje no que estão fazendo no mercado, que tem que fazer mais coisa, eu passei quatro anos, você sabe disso, trabalhando a documentação do mercado que não existia. A gente não conseguia dinheiro para reforma, fazer tudo o que eu queria fazer no mercado, e tinha dinheiro, porque não tinha nem matrícula no mercado municipal e não tinha nem AVCB. Foi na minha gestão que eu tirei a matrícula, regularizei a área, tirei a AVCB e hoje está aí. E a gente está dando a continuidade para o mercado, que é também, não deixa de ser, um passo da revitalização do centro. Essa discussão, eu concordo com vocês, arquitetos, nós temos que ter essa discussão junto com vocês, junto com a população de Campinas também, porque se mudam as coisas em Campinas, a gente não fica nem sabendo. Constroem, fazem. E aí está aí o problema hoje do centro, que é o centro que está a um passo de ser um centro fantasma. Eu estava lendo aqui, um monte de gente assistindo a gente, inclusive minha mãe, quero mandar um abraço para ela, ela dizendo que atrás da... Demoliram o teatro atrás da igreja da catedral. E quando eu era criança, ela me levava, eu não me lembro, mas tinha, na frente da catedral, tinha jardins, eu lembro que eu fazia esporte no Concórdia, no Clube Concórdia, e passava pelo viaduto Curi, tinha um lago, eu era muito moleque, então, são coisas que vão se acabando e vão se destruindo as belezas que tinham no centro da cidade, e isso vai acabando também a cultura da nossa cidade, e fica uma história. E eu falo sempre, ainda quando o presidente da CETEC, nós temos que recuperar a história da nossa cidade. Nós temos aí o Cemitério das Saudades, que é uma história, é um museu a céu aberto, e quando fui presidente eu tentei, junto com a Igreja Católica, a gente rediscutir o Cemitério das Saudades para a gente manter a história, porque se a gente apagar a história de quem está lá, que foi o que criou muita coisa na cidade, deu o direcionamento da nossa cidade de Campinas, que eu amo tanto. E eu, depois que virei presidente, fui estudar um pouco mais o cemitério e vi o que tem de gente que fez aqui, o que fez pela cidade, o que a gente tem que resgatar para as nossas crianças ter um pouquinho do passado nosso, passado dos meus avós, passado dos nossos pais. E ali tem um acervo muito grande E é mais um trabalho que eu também quero Depois que terminar a questão do centro Eu quero resgatar Mas o centro da cidade Eu acredito muito Com a vontade política que tem o nosso prefeito Dário Saad Da reestruturação, revitalização do centro Naquela área de 320 mil metros Que o Fábio falou que eu tenho participado ativamente para conseguir aquela área para Campinas, não está sendo fácil, mas nós já conseguimos andar bastante, de aquela área ser uma área revitalizada, e eu tenho certeza que se sair aquela área para Campinas, com empreendimentos novos, com centro gastronômico, lógico que a gente tem que discutir mais coisas que podem ser para aquela área, para a gente poder transformar a cidade, o centro da cidade de Campinas, mas ali vai dar um grande pontapé na revitalização do centro num todo. Eu acho que começa por lá, mas nós não podemos, gente. E eu tenho a sensibilidade com o Carlinhos, mas tem que ter a sensibilidade com os comerciantes da cidade. A gente tem lá 1.200 permissionários, que eu falo que são os camelôs, mas quantos comerciantes nós temos na cidade que estão perdendo os seus pontos, perdendo suas lojas, são lojas tradicionais de Campinas, que estão sendo apagadas da memória da nossa cidade, da nossa vida. Eu vou citar uma, a Orly, que eu ia tomar café com meu pai, que era uma padaria excelente, como outras que tem na minha memória, e nós não podemos deixar isso acontecer. Por isso que nós estamos aqui nessas reuniões, debatendo, conversando. O Paulo é sempre ativo com a questão do centro, eu respeito muito a posição dele. Tem que montar o instituto, sim. Eu tenho meu apoio, junto com vocês, junto com as faculdades. Temos que pegar, não deixar, eu falo, outro dia eu falei com a imprensa, nós não podemos deixar esfriar essa questão do centro, porque é a história da nossa cidade, é a história das pessoas que estão ali, os comerciantes, e se a gente não fizer algo, eu falo com o prefeito, tive a semana passada com ele, com a secretária de promoção social, para uma outra reunião, mas falamos sobre a nossa comissão, e falei para o prefeito, nós temos que pensar curto, médio e longo prazo. Nós não vamos conseguir resolver o problema do Sena Cidade num toque de... Mas se a gente começar a já trabalhar em sintonia, junto com a Secretaria de Promoção Social, Polícia Militar, Guarda Municipal, Serviços Públicos, e nós, dia 9, vamos estar lá com a SIC, junto com a nossa comissão, para discutir já a curto prazo, iluminação melhor, cultura no Sena Cidade, a Secretaria de Cultura, nós temos uma excelente secretária, a Caprioli, nós temos que levar ações de cultura ações nas praças. Eu tive uma discussão com o Ministério Público, quando fui presidente da CETEC, que não pode fazer nada na praça, a praça vai ficar abandonada, não pode ter um quiosque bonito, não pode levar... Então, nós temos que, sim, nós, população de Campinas, temos que reagir. Eu nasci aqui, em Campinas. Minha família é tradicional de Campinas. Meu pai fundou a Sena no Capalácio. Então, se a gente não fizer algo agora, para o centro da nossa cidade, que é onde começou tudo, nós vamos perder a cidade de Campinas, e vamos perder muita gente que gostaria de continuar ali naquele centro, dando emprego, trabalhando, e também dando exemplo para os nossos filhos que estão aí, que o centro da cidade é a história da nossa cidade. Então, eu peço o apoio de vocês. A gente sabe que não é fácil, O pessoal, muitas vezes, eu escuto que eu ando, mais uma reunião, mais uma comissão. Não, sozinho eu não faço. A gente só vai fazer se realmente a gente começar a cobrar. Vocês da gente, a gente do prefeito, o prefeito, os seus secretários, e juntos nós vamos mudar, e juntos com os comerciantes. Porque os comerciantes também têm. Não adianta ficar reclamando, reclamando, se eles também não participam. Foi o que eu falei em um jornal, eu falei, olha, eu preciso do apoio da imprensa, porque o centro da cidade não é só nosso, é de todos. Então, eu tenho que parabenizar aqui a posição dos vereadores que fazem parte, Carlinhos, Paulo Haddad, Schneider, o Paulo, e todos os 33. Nós estamos empenhados, se precisar mudar a lei, nós vamos fazer, se precisar levar moradia com um estudo, e aí eu acho que entra bem o papel de vocês, porque nós temos que fazer algo que leve ao centro ter vida à noite e ter vida durante o dia. Porque chega às seis horas da tarde, você tem realmente pessoas que querem morar no centro da cidade, mas não descem dos prédios. Eu levei uma feira noturna na Praça Carlos Gomes, E hoje tem uma ao largo do Pará, que é de domingo, que é de domingo durante o dia é um sucesso, mas ao longo do Carioca do Rio Grande do Sul é para a feira. Os feirantes não queriam mais fazer a feira lá. Porque as pessoas, infelizmente, que deviam frequentar a praça não frequentam, e fica a baderna daquelas pessoas que não querem que a pessoa trabalhe, que desçam a pessoa do bem. temos que fazer algo, não podemos deixar esse pessoal dominar nossa cidade. Então, eu conversei com a CETEC, falei, tem que voltar à feira, não podemos desistir, vai se montar outra feira lá na Praça Santa Cruz, no final de Numesquita. Por quê? Se a gente não tomar conta da praça, quem toma conta da praça é aquele que não merece, reformou a praça, tudo, e está a praça abandonada. Tem que ter vida, tem que ter o pessoal tocando lá no coreto, tem que ter ações, não precisa ser uma vez por mês, tem uma ação diferente nas praças. Então, é isso que eu gostaria de falar e pedir o apoio de vocês para essa luta que não é fácil. Nós começamos aqui nessa casa, Como o prefeito tem dado total apoio Nós temos que aproveitar isso Que o Dario é uma pessoa que vai também para a luta E a gente não perder o nosso centro da cidade Deixar morrer Tem o Jockey Club, né? O Jockey Tinha Pianos Bar lá, eu lembro E está lá parado Gente, eu queria agradecer Agradecer a todos que estão nos assistindo Agradecer a todos que também estão ao vivo assistindo, minha mãe, que foi um prazer, ela está aqui me falando dessa questão do teatro, que eu não me lembrava, que foi demolido. Nós não podemos deixar mais demolir as coisas na nossa cidade sem a gente participar e saber o que vai ser feito naquele local. Paulo? Eu vou complementar um pouco o que a fala da Maria Rita e do Fábio, e também a de vocês aqui. Antes, eu queria pedir um favor para o Lucas, Você consegue bater uma foto de toda essa galera que está aqui? Consegue? Já fez? Individualmente, assim? Se você conseguir chegar mais perto, mostrar o rosto, porque aqui é tudo patrimônio histórico da cidade. A começar por aquele senhor de chapéu ali, ele já é tombado. Então, se você conseguir dar um close nessa galera, porque dificilmente a gente vai ter esse pessoal reunido novamente. E tem gente de peso aqui. Paulo, é uma questão de ordem. Nós vamos reunir sim, porque eu acho que, o Fábio falou bem, nós não podemos deixar de ter só essa reunião da revitalização do centro. Você fica empenhado em ver esse instituto aí, marcar novas reuniões. Vamos pensar em uma comissão, deixar terminar essa. Eu acho que tem outras coisas que nós temos que pensar. Mas eu acho que a gente tem que estar mais próximo Dessas reuniões, não precisa ser todo mês, mas cada trimestre, a gente tem uma reunião para debater a nossa cidade. Espero que sim, presidente, mas só para garantir, porque você não sabe o custo do minuto aqui, dessa galera aí, é um pessoal bem conceituado. Obrigado, mais uma vez, pela presença de todos. E, se possível, no final, a gente fazer uma foto junto, porque essa foto hoje é histórica. Quem puder, depois, a gente junta tudo aqui, o Lucas faz de todo mundo aqui. Pegando o gancho na fala do Fábio, ele focou bem nessa questão dos prédios públicos virem, voltarem para o centro, fazer o movimento de volta para o centro. Isso a gente já começou aqui com a proposta de levar a Câmara de volta para o centro de Cantinas. Já estudamos várias propostas aí, pensamos o próprio Palácio da Justiça, levantamos aqui a hipótese do Hotel Palace ali, que está na justiça. Provavelmente, em breve, vai estar na mão da prefeitura, mas ainda tem uns enroscos judiciais, mas acho que em breve teremos de posse da prefeitura. E outras possibilidades que existem, inclusive a Maria Rita mostrou aquele projeto do Badaró, ali no Mercadão, ele tinha feito um projeto para a Câmara, naquele, onde é o estacionamento hoje do terminal, tem um projeto do Badaró para fazer uma torre ali, que era a Câmara Municipal também. Projeto do Roberto Leme, em parceria com o Roberto Leme, e, se não me engano, com o Denis Pérez também, e o Caio também. Enfim, tem muitas propostas para a cidade. Então, nesse sentido, já começamos esses debates, não só a Câmara, como trazer a cidade judiciária para o centro de volta, tudo isso. E também o que a Maria Reita falou, dos espaços públicos, das praças, para convívio, como o Salvetre citou aqui, O pátio ferroviário, que são mais de 300 mil metros ali, com aqueles galpões que são tombados ali da FEPASA, já está acontecendo esse projeto muito forte. O Salveti esteve em Brasília com o prefeito para negociar essa área. Essa área é do governo federal, eles queriam vender essa área. Então, está tendo toda uma tratativa aí, acho que vai dar certo. A gente tem conversado com o Dário. Já deu certo. Agora é só burocracia, já teve o aval do ministro, a questão de documentos. O SPU, que é a Superintendência da União, o superintendente deve estar aqui comigo a semana depois do feriado, está assumindo uma pessoa nova a superintendência, o Sérgio, é o que já tinha junto com a gente, acho que a gente vai ganhar mais força ainda ele sendo superintendente. O coronel Mauro, que foi para o caso civil, também está dando todo o apoio, que estava na superintendência. E a vontade também do governo federal de dar o pontapé inicial nas áreas que são as áreas abandonadas na União, para questão social, ou até mesmo para venda. Mas aí eu tenho que parabenizar o SPU, porque eles estão dando para nós, municípios, se há um interesse ou não do município naquela área, isso é muito bom. Porque, muitas vezes, há um interesse, como houve aqui, e aí eles fazem a parceria junto com a gente. Não é uma situação que coloca que vai vender. E tem áreas que eles vão vender, até porque tem muitas áreas abandonadas, que, muitas vezes, os maus elementos tomam posse e acabam usando para finalidades que não são corretas. Então, eu quero parabenizar aqui o SPU, o governo federal, que tem dado todo o apoio. e a gente acredita que até o final do ano nós já estamos com essa área definitiva Campinas e o prefeito, junto com a licitação que vai ser feita, a gente está deixando bem à vontade, porque se a licitação for feita, pode ser feita pelo governo federal. A questão é que fique para Campinas um projeto para Campinas. E o projeto ficou muito bacana, O pessoal da INDEC trabalhando junto, eu quero parabenizar também o pessoal da INDEC, que também participou junto com o pessoal de lá para ver o projeto. E a gente acredita que até o ano que vem essa área já vai começar a ser ou licitada aos 50 mil metros, que vai ser para a área privada, para poder financiar o restante, que é centro gastronômico, estacionamento subsolo, para nós podermos, inclusive, começar a pensar em uma revitalização mais forte, não só para Carara, como também a contrapartida por ser da cidade, o investimento. Gostaria só de falar. Então, mediante essa contrapartida que vai ser feita, vai ser financiada a revitalização desses barracões, vai virar o centro gastronômico, cultural e tudo mais, e vamos ter um grande parque linear no centro da cidade. Então, isso vai ser fundamental para a recuperação da qualidade de vida do centro. Imagina, a gente vai ter o nosso Central Park Campineiro ali. Então, nesse mérito das praças e espaços, é um grande incentivo que a gente vai ter. Tem uma outra lei que a gente está trabalhando junto com o Executivo, que é a questão do retrofit. Foi bem colocado aqui pelo Favre, que a nossa região central é bem adensada, mas nós queremos muito mais. Porque, como foi dito, o centro tem vida durante o dia e à noite não tem. E a gente precisa de pessoas morando cada vez mais, porque quem mora cuida, denuncia as irregularidades, as coisas erradas, e vai afastando aquele mau uso que hoje tem no centro, devido ao abandono, ao descaso. E o morador reivindica, ele quer sempre que as coisas melhorem, ele pressiona o poder público, e assim que a coisa funciona, e ele vai gerar toda uma demanda que vai impulsionar muito mais o que já existe hoje em termos de comércio e serviços com moradia. Então, essa lei do retrofit é uma lei que já acontece em São Paulo e Rio de Janeiro, onde você pega prédios de mais de 30 anos, principalmente de uso comercial, e transforma em residencial. E para você trazer esse atrativo para os empreendedores, você vai dar IPTU, desconto de cinco anos, de ISS, TBI, e uma série de incentivos para aqui, porque essa unidade final para ser vendida, ela custa metade do preço que se ela for um prédio novo em outro lugar da cidade. Então, mediante esses incentivos e a participação do poder público, você torna viável e esses empreendimentos ficam atrativos para o setor imobiliário, e isso vai dar um grande impulso na questão da moradia no centro. Eu sou um sério candidato a morar no centro, não vejo a hora de vender meu carro, e fazer tudo a pé. Então, todos nós estamos focados nesse objetivo, a comissão aqui, como já foi dito, está trabalhando nas questões de curto prazo, que é segurança, que é o principal, hoje em dia, nós tivemos um abandono, e o centro acaba sendo o local, o foco não só dos moradores de rua, como muita gente infiltrada nesse meio, gente que devia estar na cadeia e está ali infiltrada, se passando por morador de rua, mas nós temos problemas, como foi colocado, da esfera federal, estadual e municipal, que impedem que a gente tenha uma política municipal efetiva nesse sentido. Então, você prende o cidadão, no dia seguinte ele está ali de volta, cometendo o mesmo delito. Então, apesar disso, a gente tem que estar sempre enxugando o gelo aí, nesse sentido. E, na medida que realmente os moradores vão vindo para o centro, e o centro se torna empujante novamente, não só com moradiões, com serviços, automaticamente esse mau uso desses malfrequentadores vai se indo para outras regiões da cidade. E aí, falando dos moradores aqui, a nossa Secretaria de Assistência Social está de parabéns pelo trabalho que ela realiza, ela tem muitos dispositivos à disposição desse pessoal, dos moradores de centro, eles têm lugar para comer, eles têm lugar para tomar banho, eles têm abrigo, eles têm, se quiser emprego, trabalhar, eles têm os programas para isso. Falta a vontade deles, falta eles quererem ser recuperados, etc. Então, é uma outra questão, mas que já existe todo esse aparato da assistência social hoje. E só não é efetivo, porque realmente essa população falta querer. Mas, então, acho que esse grande impulso de nós, como arquitetos, planejadores, esse grande impulso do mercado imobiliário é o que vai fazer a grande diferença no médio e longo prazo. Então, a gente ficou de passar a pergunta para o pessoal, fazer observações, mas como é muita gente e o tempo é curto, fica a sugestão, vocês têm os nossos grupos do WhatsApp aí, qualquer coisa que quiser acrescentar, contribuir com a comissão, encaminha para a gente os questionamentos e tal, e a gente vai respondendo para vocês, ou, se for preciso, a gente marca uma outra reunião também, não é, presidente? É importante, se puder encaminhar, ou para o Paulo, ou para qualquer um dos vereadores, as ideias, é importante, porque nós estamos trabalhando, vai ter um relatório, e nós queremos já começar a discutir isso com o prefeito, com os secretários, para poder, o mais rápido possível, já ter um projeto novo para o centro. É aquilo que eu falei, o centro tem que ter um projeto a curto, médio e longo prazo. A longo prazo, eu acho que é a área de 320 mil metros que vai ser um projeto maravilhoso. A médio prazo, nós temos algumas etapas. Banheiros têm que ser instalados na cidade, embora, quando eu fui presidente da CETEC, eu consegui colocar um banheiro que é provisório, mas um banheiro móvel para as pessoas usarem, porque a situação atrás da catedral era muito difícil. O padre, o bispo me ligava todo dia. Então, colocamos lá um banheiro, foi através da CETEC, na época eu era presidente, mas isso não basta. Agora, com essa questão da lei, não vamos pegar os prédios, porque quais os prédios estão abandonados, que a gente pode tomar posse, talvez é fazer os banheiros já em um prédio, porque na época ficava muito caro, inviável, e não teria condições. Agora, com essa situação da comissão, a gente, em cima do executivo, do prefeito, a gente, a ideia é melhorar a questão das pessoas que precisam, inclusive, que estão no centro, usar um banheiro digno. Maria Amoroso, quer falar alguma coisa? Não, só queria complementar, na Estação Fepasa, acho que o Ayrton deve, não conheço o projeto completo, mas lembrar de ter um museu ferroviário. Campinas é um entroncamento importantíssimo, tem uma história em cima da ferrovia importantíssima, Então, eu gostaria de deixar aqui essa pauta. O Museu Ferroviário, ali, eu acho que, nesse complexo, porque nós temos em Campinas um acervo ferroviário que não tem no Brasil, é completo. Então, podemos fazer uma reabilitação, uma requalificação ali das áreas, mas o Museu Ferroviário. Eu vou aproveitar a sua ideia e encaminhar o Ayrton. Eu acho que tem certeza que deve estar pensando, porque essa questão do Museu Ferroviário já foi citada, inclusive, porque eu pedi, antes de ser vereador, eu sugeri que ali no Terminal Mercado você tenha o Sindicato Ferroviário da Mugiana, que aquela questão daquela estação chamasse Estação Mugiana. Mas aí, agora, eu estou eleito vereador, na época não estava, vou tentar que mude até a pedido do Paulo Francisco, que é um antigo ferroviário, que seja estação mugiana, ou um traço-mercado, alguma coisa assim. Meu presidente, está previsto, eu já cheguei a conversar com a Ayrton lá. E lembrando, o principal que a gente não falou aqui, o trem em tercidades vai acontecer nos próximos cinco anos, se Deus quiser. É só lembrando que onde é os 320 mil metros, toda essa questão da ferrovia, do shopping popular, Isso está tudo preservado fora do projeto, então não vai atrapalhar a extensão que vai vir de São Paulo, Jundiaí, passa por Campinas e vai até Americana. Então, isso está preservado, porque vai ter o terminal lá também, ferroviário lá, e não vai, porque, inclusive, a gente conversou com o DENIT, que para poder ter a área, a doação dessa área para esses projetos que nós estamos criando em Campinas, a gente preservaria, inclusive a área que foi desinclinada ao chão popular também. Então, você imagina, nós vamos ter um trem que vai ligar São Paulo, Campinas, diariamente. Jundiaí. Passar por Jundiaí, futuramente talvez vá até a Americana. E existe também uma intenção do Executivo em levar um VLT do pátio ferroviário até o aeroporto de Viracopos. Sim. Então, sim, as ideias estão aí, os projetos estão surgindo. Então, você imagina essa estação FEPASA com cultura, gastronomia, museu, parque linear, o empreendimento imobiliário que vai ter para a contrapartida. Então vai ficar fantástico realmente esse espaço e vai dar um grande incentivo para o centro da cidade. Bom, a gente quer agradecer, obrigado aos palestrantes, obrigado ao Paulo, ao vereador Carlinhos, a todos vocês arquitetos, agradecer à população que nos assiste, tanto pelas redes sociais como pela TV Câmara, agradecer a TV Câmara o pessoal que está aqui trabalhando com a gente os funcionários da Câmara, uma sexta-feira nós estamos aqui chuvosa começo de quase feriado vamos estender, muita gente que queria estar viajando eu só tenho que agradecer a todos e encerrar essa quarta reunião da Comissão Especial de Revitalização do Centro um abraço a todos e um bom feriado e aí pessoal se puder juntar todo mundo aqui a gente faz uma fotona aqui Obrigado. Conversa agora com o vereador Ailton Arnaldo Salvetti. Vereador, fala pra gente a respeito do balanço da Comissão Especial de Estudos, que hoje aqui trabalhou a revitalização do centro. Bom, é positiva, é a quarta reunião, acho que todas as reuniões estão sendo positivas, Eu acho que todas as unidades estão agregando ao projeto da revitalização do centro Nós temos que agradecer todos os arquitetos que estavam aqui hoje presentes O Fábio, a Amoroso, as ideias estão fluindo E não só as ideias, eu acho que o importante é implantar as ideias E eu acho que está todo mundo no consenso Essa união que tem o executivo, o poder legislativo, as secretarias Com essa vontade política, eu tenho certeza que nós vamos dar para os comerciantes e para os permissionários, para as pessoas que lá têm seu trabalho, uma resposta rápida. Não só na segurança, como na iluminação, mas na revitalização de novas ideias e novos projetos para o centro da cidade, inclusive na parte cultural. Vereador, casa cheia, muita participação, isso é importante. Sim, é isso que é importante. A gente sente que a comissão de revitalização do centro está sendo um processo positivo para Campinas e as pessoas estão dando para nós condições de realmente cobrar de todas as entidades que a gente consiga o sucesso da revitalização do centro. E qual que é o próximo passo da comissão? Já tem tema definido para os próximos encontros? Sim, dia 9 nós temos uma ida ao centro, com quase todas as secretarias, a Câmara e depois uma reunião na SIC para debater ali no centro da cidade pessoalmente, junto, inclusive com os comerciantes. Virador, muito obrigado pela participação. Abraço a todos e obrigado a vocês, bom feriado. Encerrada a transmissão ao vivo da reunião da Comissão Especial de Estudos Que tratou aqui da revitalização do centro de Campinas Até mais E aí