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Olá, [música] está começando mais um na ponta do lápis. E olha [música] só, o Dia das Crianças já está aí e com ele a preocupação de como presentear a criança da sua casa, dar um presente, uma experiência, levar para o parque ou fazer algo em casa sem comprometer o orçamento. Mas quem está aqui comigo e vai trazer um pouco mais de [música] detalhes sobre esse dia tão especial e tão aguardado para muitas famílias, é ela, Silvia Salomão. Ela que é professora de pedagogia aqui do Centro Universitário Unimetrocamp. [música] Silvia, seja muito bem-vindo a mais um Na Ponta do Lápis. Olá, tudo bem? Bom dia, Silvia. Para começar a nossa entrevista, eu quero primeiro que você explique qual é a importância do dia das crianças e de lembrar essa [música] data, não só nesse dia, mas lembrar das crianças em todos os outros dias. Muito bem lembrado, né? É, é sempre bom a gente ressaltar que o Dia das Crianças é um dia que visa homenagear [música] todas as crianças e as diferentes infâncias no Brasil. Então, para que a gente não perca de vista nesse dia, [música] antes de mais nada, antes da gente estar falando em presentes, que a gente possa preservar [música] os direitos de todas as crianças, né? Direito à saúde, direito à educação, à moradia [música] e direito ao brincar. Bom, agora a gente chegou no brincar, né? Eh, muito importante [música] que a gente consiga dar nosso tempo de qualidade paraa criança. Acho que isso é o maior presente [música] que a gente possa dar, a nossa participação na vida dela, a nossa atenção e escuta plena. Pensando nisso, [música] a gente pode pensar em alternativas de presentes sem pensar em grandes custos, porque o mais importante é a nossa presença na vida [música] dessa criança. Então os presentes [música] podem ser, né, a gente pensando nessa interação social com com a com as infâncias, né, olha, a gente pode passear com as crianças, né, em parques públicos, museus, saídas, eh, nesse evento que geralmente a cidade proporciona, né, [música] alguns eventos públicos e também, inclusive oficinas. Hoje a internet ela oferece muitas oficinas, muitos, muito tutoriais para fabricação de brinquedos, de materiais, de jogos, [música] né? Então isso também é muito importante. Eu acho que a gente pode por essa via também alternativa das crianças [música] construírem seus próprios seus próprios brinquedos, mas com a presença da família, dos seus entes queridos. Ô Silvia, e você citou aí a questão da experiência e dos tutoriais. Se eu escolho então [música] presentear a minha criança, seja o meu filho, o meu sobrinho, o meu primo, se eu decido, então presentear, dá um presente, como eu faço para escolher esse presente? Como que eu estabeleço um limite? É melhor dar brinquedos didáticos, [música] educativos? Como eu faço essa escolha? Olha, muito interessante. A gente tá pensando nisso, né? na [música] hora que a gente vai eh se propor a comprar um presente, é muito importante que sejam assim, no caso, vamos supor, brinquedos, brinquedos inteligentes que tenham a intencionalidade de algum objetivo, né, do conhecimento, eh, da aquisição de novos conhecimentos. Então, eu sou a favor, sim, de brinquedos [música] mais educativos. Para isso, para as crianças mais velhas, eu sempre penso e sugiro brinquedos que vão estimular a cooperação, autonomia da criança, construção de novos conhecimentos e sempre a interação social na indo contra a questão das telas, né? [música] Porque hoje as crianças se encontram no isolamento social e muito eh adictas das telas. Então, jogos de tabuleiro, jogos com regras, jogos de mesa, jogos com cartas para as crianças a partir de uns 7 anos. [música] E para as crianças mais novas, eu penso que a intencionalidade é mais levada à exploração da criança, investigação [música] e ao faz. Então eu sugeriria brinquedos para [música] essa faixa etária pensando nessas questões. Aproveitando um pouco o gancho do final dessa sua resposta da questão das crianças mais pequenas, [música] muitas vezes elas nem têm noção dessa questão do presente, da questão do valor mesmo, de de querer um presente caro, um brinquedo caro, mas essa coisa da imaginação. E você estava falando também da questão do brincar, como que as pessoas que estão nos acompanhando em casa, os pais, muitas vezes de crianças [música] mais novas, pode aproveitar uma oportunidade como essa, que é o dia das crianças para transformar e se brincar em algo rotineiro e trans não precisa gastar muito para realizar [música] isso. transformar isso também em algo da rotina da criança, essa questão do brincar, da imaginação e a além disso tudo dá uma atenção especial pra criança e ali acaba criando uma rotina de cuidado e de olhar mesmo para as crianças. É sempre bom a gente lembrar que o brincar faz parte da do desenvolvimento da criança, né? E ele [música] faz parte desse crescimento da criança e ela vai ler o mundo em seu entorno a partir do brincar. [música] Ela constrói novos conhecimentos brincando. Então o brincar ele é fundamental, seja dentro do ambiente doméstico, na [música] família, seja na escola. Hoje o brincar é mais um é mais um direito a [música] à educação, ao crescimento dessa criança. Então é importante que tem um brinquedo simples. Não necessariamente são brinquedos caros, como panelinhas, bolas, cordas, bonecos, fantoches. [música] São brinquedos muito interessantes e que propulsa esse crescimento na criança. E para as crianças mais velhas, que muitas vezes os pais podem podem [música] pensar que, ah, meu filho já tá velho, então ele só vai se importar com presente material, com aquilo que eu posso dar para ele, seja brinquedo, eletrônico. Mas as crianças mais velhas, elas também podem aproveitar dessa questão do brincar? Com certeza, [música] né? O brincar só vai mudando um pouco a faceta, né? Se as crianças pequenas, mais ou menos de zero a seis [música] tão muito ligadas, né, no jogo simbólico, no faz de conta, brincar de casinha, brincar de papai, de mamãe, de médico, de motorista e também brinquedos de construção. As crianças mais [música] velhas vão levando essa questão da ludicidade paraas questões eh dos jogos, jogos com regras, jogos de cooperação, né? Então, jogos que levem a novos conhecimentos, né? [música] Isso é brincar também. E a gente sai um pouco da caixa pensando que brincar é só tela, né? Que brinquedo é só tela, que presente é só questões digitais, recursos digitais. Acho que a gente precisa [música] est revendo isso e levando essas crianças, tanto as pequenas quanto as maiores, para [música] as questões da interação social, da exploração, da cooperação e principalmente do convívio. [música] E esse convívio social é fundamental para um pras crianças no seu crescimento, para que elas sejam [música] adultos saudáveis. E a gente estava conversando um pouco nos bastidores antes de [música] começar a nossa entrevista da questão que a tela às vezes pode entrar como um auxílio, como como uma parceira aí na questão da elaboração dessas brincadeiras que hoje em dia tem muito [música] tutorial que que a criança não precisa necessariamente estar conectada às telas, mas a tela pode ser utilizada na hora da criatividade para quem está nos acompanhando em casa, para criar [música] uma experiência ou até mesmo criar um presente para dar para criança. Como funciona isso, essa questão dos tutoriais? Olha, eu acho que as questões digitais elas entram muito bem como recursos na nossa vida, [música] né? Hoje é inviável a gente pensar em viver sem a internet, sem todo esse conectivismo, [música] mas é importante a gente ensinar pras crianças os momentos adequados para a gente ir para essas telas. [música] Então, podemos eh criar uma oficina em família, oficina em casa, com os irmãos, com os primos, os colegas, [música] de construir algum brinquedo. E hoje, se você abrir algumas plataformas, né, o mesmo YouTube, eh tem inúmeras propostas de brinquedos, né, e com recursos muito fáceis de serem feitos. E hoje em dia se discute muito a questão da relação que os [música] pais estão construindo, que os pais, que os familiares, os parentes em geral estão construindo com [música] as crianças. Às vezes aquele momento em que a pessoa está lá na casa dela, compra um [música] kit às vezes de miçanga, de produtos assim, pode ajudar a elaborar ainda mais uma relação dos pais com [música] aquela criança. Isso também é importante, esse momento de interação, às vezes que é uma coisa que não é tão cara, a gente consegue às vezes com R$ 10, 20, R$ 30 comprar um kit de miçanga e ali perder uma tarde inteira dentro de casa mesmo com a criança. Isso também [música] é importante, não só muitas vezes pra relação, mas às vezes até pro desenvolvimento da criança. Criança ali consegue adquirir um gosto pela coisa às vezes do artesanato, de ficar ali desenvolver a coordenação motora também da criança. Como que é isso? Conta pra gente. [música] Ah, é muito bom. É um kit de miçangas, né, de materiais não estruturados, passam a ter um outro sentido, um outro valor a partir da construção. [música] E aqui, no caso, na construção coletiva, né? a criança não vai estar sozinha fazenda, ela vai est vai estar com a mediação do outro adulto e de e provavelmente de outras crianças. Então isso é muito importante. [música] E outros materiais não estruturados também, como gravetos, barbantes, [música] eh folhas, dá pra gente criar outros brinquedos também, né? E vamos lembrar também dos brinquedos do passado que tem atravessado [música] gerações, né? como a pipa. A pipa é um brinquedo que pode ser feito em [música] família e brincado, né? E brincar depois lá fora. Já estão aí melhorando a qualidade da experiência [música] ao ar livre. Então é excelente construção de brinquedos, né? E [música] a e ess a compra desses materiais geralmente eles não são tão caros, eles são bem acessíveis e a criança deposita ali nessa construção, [música] além do valor da construção, da cooperação, ela vai depositar ali um valor simbólico, né? vai criar [música] uma pequena joia, vai criar um chaveiro, um outro brinquedo, né? Então essa intencionalidade é muito importante nesse momento de se presentear, né, [música] além do material, mas com a presença de qualidade do dos pais, da família, né, entre os parentes. [música] E além de ajudar no desenvolvimento muitas vezes da da própria criança, certo? Isso além de ajudar no desenvolvimento, né, que é [música] muito importante. E falando em desenvolvimento, toda essa questão do [música] digital que a gente estava falando, que a gente trouxe até aqui, a gente está falando do município de Campinas, que tem muitos lugares, muitos [música] parques, muitos espaços ao ar livre. Qual a importância também de pegar uma data, usar a data apenas como um pretexto, mas para levar a as crianças para esses lugares, deixar elas ocupar esses lugares e muitas vezes deixar com que esse tipo de de experiência, esse tipo de passeio se torne também um ambiente de socialização, [música] levando em consideração que essas crianças encontram outras crianças e a partir disso vir transformar isso em rotina da criança. Isso é muito importante, né, que [música] a gente eh faça disso uma rotina e não só. Na verdade, o Dia das Crianças é um lembrete, né, [música] para que as crianças e a infância não sejam esquecidas, sejam eh homenageadas e honradas na principalmente na preservação da dos seus direitos, mas [música] que a gente faça disso uma rotina realmente, como você disse, desses passeios, dessas idas a praças, [música] né? que a gente não perca de vista que a criança como uma pequena e grande cidadã, ela faz parte da [música] cidade também, mas ela depende do adulto para ela ter acesso a esses espaços públicos, que a gente tenha um tempo de qualidade, de atenção [música] e escuta plena diante da infância e das nossas crianças, para [música] que eles possam realmente ir pra cidade, né, fazer pequenos passeios e ir em bosque, museus, né, expos e tem muito evento [música] gratuito. Então, acho que a gente vale a pena a gente pesquisar e correr atrás mesmo. Silver, e agora para finalizar a nossa entrevista, qual dica você, qual recado você deixaria para os pais [música] que estão nos nos assistindo, nos acompanhando para transformar esse dia das crianças não só em algo eh que seja pontual, mas como você mesmo falou nessa sua última resposta, a questão de transformar isso em rotina. E a partir desse momento que a gente está aqui debatendo como presentear ou ou transformar experiências para crianças, mas a partir desse ponto, olhar para a criança [música] com um olhar diferente e realmente olhar para a criança como um indivíduo, como um sujeito. Isso. Olha, a criança ela é um sujeito protagonista da [música] sua vida, né? Mas ainda depende dos pais. Então, é importante que os pais a vejam como esse sujeito em construção que tem especificidades dela de desenvolvimento, de crescimento, de construção [música] de identidade. Criança tem muito que dizer para nós. Então essa escuta atenta e plena é muito importante que a gente desenvolva com as nossas para para com as nossas crianças, né? ela não é um como você acreditou muito, né, na educação, ela não é um pequeno adulto, [música] ela não é um adulto em miniatura, ela é um sujeito específico. Então, se a gente também [música] travar com ela, né, diariamente um diálogo, eu acredito que a gente vai descobrir muita coisa boa dessas nossas [música] crianças que estão em nosso entorno e elas vão dar muita, muitas dicas do que elas necessitam e pra nossa surpresa, provavelmente não são brinquedos caros. [música] Fiquem atentos. Eu acredito que muita novidade vai surgir e a gente vai ficar surpreso com o que as crianças têm [música] a nos dizer, tá certo? Então, Silvio, muito obrigado e obrigado pela disponibilidade de conversar com a gente. Obrigada a vocês. Bom dia. Na ponto do lápis de hoje, então, você descobriu como transformar o dia das crianças em algo muito além de uma data pontual. você consegue presentear, [música] dar uma experiência e a partir disso construir uma nova relação com seu pequeno. Na ponta do lápis de hoje vai ficando por aqui, mas eu volto semana que vem. Até mais. [música] เ