[música] Bom dia, 1eo de setembro e começa agora o Estúdio Câmara, programa desta terça-feira que vai falar sobre pais e filhos na era digital, internet e saúde mental de crianças e adolescentes. Participe com a gente e envie suas perguntas para os nossos convidados que já estão por aqui também em plataforma digital. Mas antes nós vamos às notícias do dia. Nós tivemos um temporal nesta noite em Campinas e a prefeitura emitiu nota nesta manhã, pois a chuva que atingiu a cidade na madrugada desta terça-feira causou quedas de quatro árvores e galhos, um destelhamento e alaramento da área do antigo cartódromo na área do taquaral. De acordo com a Defesa Civil, até 6 horas da manhã choveu 28 mm e a velocidade do vento foi de 29.6 km. Equipes da prefeitura estão nas ruas para retirar árvores, liberar vias e orientar o trânsito. As quedas das árvores foram registradas na cidade universitária, na Vila Lídia e também no Jardim das Paineiras. Nós temos ainda também, além disso, a queda na Vila Brandina, um destelhamento no Jardim Paraíso e o alaramento na Eitor Penteado, onde era o cartódromo. Falando ainda de chuva, o centro de saúde do Paranapanema em Campinas vai ficar fechado para atendimentos entre 40 e 60 dias para obras de manutenção após os estragos causados no imóvel pelo temporal que atingiu a cidade neste domingo. De acordo com a prefeitura, [música] não haverá reflexo no atendimento à população, porque ele será oferecido em outras unidades. Então, olha só, atenção, porque haverá um remanejamento. [música] Então você terá um remanejamento dos pacientes durante essas obras. Para vacina e medicamento na farmácia, os pacientes podem procurar qualquer outro centro de saúde da cidade. Para quem estava com consulta agendada, os agendamentos serão mantidos, porém os pacientes serão direcionados para outros centros de saúde, onde os médicos farão as consultas. Uma equipe de saúde vai confirmar o local, a data e horário por telefone. O acolhimento e também a odontologia serão realizados no Centro de Saúde Orozimbo Maia. [música] E já as coletas de materiais para exames serão reagendadas para datas [música] a partir de 8 de setembro. Vai ser lá no CS São Vicente. [música] E uma equipe de saúde vai confirmar também os exames local, data e horário por telefone. Olha, e hoje cedo a gente vendo aqui pro estúdio Câmara, eu já peguei bastante chuva no trânsito, hein? Por isso, vamos à previsão do tempo. O dia será de céu predominantemente nublado, com chuvas a qualquer momento. São esperados momentos de chuva forte e acumulados elevados, podendo resultar em pontos de alaramento e enchurradas. a possibilidade de tempestades com raios, além de chuvas fortes e de rajadas de vento. O dia amanheceu com a temperatura em torno de 20º e a máxima não deverá ultrapassar os 24. E após a passagem da frente fria, as temperaturas entram em declínio e a mínima pode chegar em torno [música] de 15º. Vamos agora falar sobre o tema de hoje. Celular, internet e redes sociais já fazem parte da rotina de crianças e adolescentes. É por meio das telas que muitos jovens conversam com amigos, estudam, se divertem, descobrem interesses e constróem relações. Mas esse mesmo ambiente pode trazer desafios importantes. O cyber bullying, a exposição a conteúdos inadequados, a pressão social, comportamentos de risco, sofrimento psicológico e contato com conteúdos relacionados à autolão. E aí surge uma pergunta difícil para pais e responsáveis. Como proteger sem invadir? Até onde vai o direito à privacidade de um adolescente quando o monitoramento é necessário? Como identificar que alguma coisa não está bem e qual o papel da escola nessa proteção? Hoje no estúdio Câmara nós vamos discutir a relação entre pais e filhos no ambiente digital, os riscos e os benefícios das redes sociais e principalmente como construir uma relação de confiança para que o adolescente peça ajuda quando precisar. E para falar desse tema, nós estamos aqui ao lado no estúdio com a psicóloga escolar Beatriz Caroni, que tem atuação em clínica voltada a adolescentes e jovens adultos, pós-graduada em terapia cognitivo comportamental, com especializações em psicologia tomista e psicologia do bom senso. professora do projeto Cérebro, projeto de vida para os anos finais do ensino fundamental e também Gabriel Aragão, que é mestrando em psicologia com ênfase em avaliação psicológica e especialista em altas habilidades, superdotação. Ele atua com avaliação neuropsicológica e psicoterapia de crianças e adolescentes e pesquisa funções executivas e transtornos do neurodesenvolvimento. E conectada com a gente está a advogada Tanila Savoi, que ela é presidente da AN20, a Associação Nacional das Vítimas de Internet, especialista em Direito da Criança e do Adolescente, educação e tecnologia. Ela é integrante da Frente Parlamentar de Combate à Violência em Ambientes Digitais contra crianças e adolescentes na ALP, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Sejam todos bem-vindos. E eu vou começar minha pergunta, Tanila, você já vai ouvir inclusive as nossas conversas aqui e depois você pode também interagir com a gente, é só nos chamar, tá bom? Eu vou fazer uma primeira pergunta a todo mundo e a gente vai nessa dinâmica porque olha só, os estudos apresentados inclusive mostram justamente sobre essa questão e essa dinâmica da internet. Uma metaanálise que reuniu 61 estudos encontrou associações entre determinados usos das redes sociais e comportamentos autolesivos, mas não encontrou uma associação significativa simplesmente pela frequência do uso. Isso significa, a minha primeira pergunta para Beatriz, que duas crianças podem passar o mesmo número de horas conectadas, mas terem experiências completamente diferentes na sua avaliação, o que os pais deveriam observar além do número de horas diante da tela, já que a gente fala de um limite, é preciso também estar atento ao conteúdo. Seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia, mina. Obrigada. Eh, com certeza, né? Não é porque ele tá sendo exposto à mesma quantidade que ele tá consumindo o mesmo tipo de conteúdo, né? Então, a gente tem que tomar muito cuidado, porque realmente a criança pode estar consumindo conteúdos eh de autodepreciação, de autolesão, de até deprimidos mesmo, conteúdos que intensificam sentimentos que não que ela não soube liar de repente. Então, eh organizar isso e acompanhar é muito muito importante, principalmente para não ter resultados. E aí a gente tem que prestar atenção, principalmente comportamentalmente, como que a criança tem se comportado, se ela tem se isolado um pouco mais, se ela não tem, se ela tem eh se ela se sente livre ou capaz de mexer no celular na frente da das dos responsáveis e dos pais também é um ótimo indicador. E realmente perceber o o quanto ela fica eh sentida quando ela tá no celular ou um pouco sensível demais. E isso são indicadores bem bem positivos. Agora, Gabriel, bom dia. Essa mesma discussão aparece quando pensamos no desenvolvimento infantil e adolescente. O uso da tecnologia pode ser para estudar, conversar com amigos, ler, como eu disse aí no início, mas do ponto de vista das funções executivas e do desenvolvimento cognitivo, que aspectos do comportamento da criança ou do adolescente podem ajudar os pais a perceber quando o uso da tecnologia deixa de ser saudável. Bom dia, Mirna. Bom dia à minhas colegas, a quem assiste também. Muito obrigado pelo convite e vou complementar a fala que já teve aqui, né? Então, é muito, a relação é muito importante sobre o que a criança está vendo naquele contexto, né? Eh, isso uso de horas, quanto tempo ela tá ali também é relevante, mas o que ela tá assistindo, qual é o contexto, qual a criança, qual é o conteúdo, o que ela está vendo, isso é a relação sobre funções executivas, a gente pode até alinhar em relação às próprias eh questões do uso de scrollar, o que é, né? Tô ali no TikTok, em outras redes sociais, Instagram e como a gente tá sempre escrando e liberando a dopamina, como as funções executivas, né, que são eh o quê? São funções cognitivas que estão alinhadas à meta, como aquilo tá atrelado também a isso, né? Então o que é mais importante, de certa forma é a gente observar qual é o conteúdo que ela tá investindo ali o tempo dela, né? E como que tá sendo a parentalidade nisso também, se eles estão acompanhando, como que é essa forma, em que momento é essa forma. Então ela chega da escola, já vai direto pro celular ou ela chega da escola, conversa com os pais, tem aquele momento, aquele almoço em família, eles trocam vídeos também, conversam sobre isso. Então é muito mais sobre o uso em si. Sim. Agora a gente está conectado com a Tanila Savói da Anvit, Associação Nacional das Vítimas de Internet. Danila, seja bem-vinda. E eu já vou fazer a minha pergunta também, porque um guia citado pelo portal Draus de Varela, elaborado pelo governo federal, recomenda que a posse de um aparelho próprio não ocorra antes dos 12 anos, destacando que quanto mais tarde melhor. Na sua visão e ainda na experiência do que a Anvit atua, o que os pais precisam considerar antes de entregar um celular para uma criança? Existe uma preparação que deveria acontecer antes desse aparelho chegar às mãos dessa criança. Bom dia. Bom dia, Mirna. Bom dia, Gabriel. Beatriz. É um prazer estar aqui. Obrigada por essa oportunidade de novamente a gente levar a nossa voz no combate aos crimes cibernéticos, porque na realidade é isso que a gente tenta fazer, que essas crianças e adolescentes elas tenham uma vida melhor e elas não morram e não se matemente virtual. Inclusive, com relação a isso ao celular, a recomendação de 12 anos, ela tem uma lógica, porque são crianças e não ainda adolescentes antes de 12 anos. Isso está de acordo com as diretrizes do ECA, que é o Estatuto da Criança e do Adolescente. Então, quando a gente trata com crianças e adolescentes, a gente precisa fazer esse recorte por faixa etária. Inclusive, a OMS, ela recomenda usabilidade das telas de acordo com a faixa etária. Isso não quer dizer que pode ver tudo, não. Não pode e não deve. E os pais devem fazer esse controle. Então assim, os pais eles têm sim que ficar atentos às telas, precisam ter um conhecimento maior que os seus filhos têm com relação à usabilidade dessas telas e também confrontar com relação aos perigos da tela, porque muitas vezes, na maioria das vezes, o que a gente encontra são crianças e adolescentes sabendo exatamente mente como determinadas plataformas funcionam e esses pais ou responsáveis, as mães, avós, avó que cuidam dessas crianças não sabem exatamente. Então, aí a gente encontra uma disparidade entre esses responsáveis e essas crianças e adolescentes. Isso também pode se dar pela geração, pela por esse degrau geracional que a gente está enfrentando há uns 20 anos, mais ou menos. Sim. Aí eu já pergunto uma coisa básica, né? Eh, se fala muito em senha na internet, no celular, inclusive. Adolescente tem que ter senha que os pais ou responsáveis não tenham acesso. Eu não concordo. Eu eu acredito que os pais têm que ter acesso sim, porque tem um limite. A liberdade do adolescente tem que ter o limite porque ele não é responsável por si mesmo. Sim. E quando ele chega, Gabriel, e diz o seguinte: "Eu tenho a senha porque é minha privacidade. Qual é o a fala que o adulto tem que ter naquele momento? Qual é a conversa? Talvez até uma conversa difícil, eu diria, ou simplesmente ele deixa passar e pensa numa outra estratégia. o como o que que o adulto deve agir quando ele fala e a senha do seu celular. Privacidade não é silêncio. Privacidade não é ausência, né? É presença, né? E a presença é o quê? Em psicoeducar, em ensinar, tá? OK, você tem sim sua privacidade, mas até que ponto, né? E isso é importante dos dos pais estarem ali presentes, né, no uso de telas, como a Tanila trouxe, né? Então, tá, às vezes a gente nem sabe como funciona de certa forma, né? a aquela plataforma, mas por que não perguntar para o filho, né, se funciona dessa forma, se funciona da da outra forma, que que você viu hoje? E aí, como que foi? Como que tá aí, né? E isso sobre o uso da senha em si. Eh, eu concordo também com a colega aqui sobre, sim, os país têm que estar ali fielmente presentes, né, e contribuindo de certa forma substancialmente ali, né, eh, com o uso da tela, em questão de entender o que tá se ali passando, né, e sobre essa privacidade de estar presente ali também, porque a privacidade dele também gera uma questão de não ter segurança também, né? Então, o pai tem que tá ali acessando o que o filho tá buscando. Sim. Inclusive, Tanila, eh, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor protocolou esse uma denúncia junto a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, pedindo suspensão imediata de uma plataforma chamada Grock, sob a alegação de que o modelo de A expõe usuários, especialmente crianças e adolescentes, a riscos inaceitáveis à sua privacidade, dignidade e segurança digital. [roncando] pedido vem de grupos políticos e civis e ressalta que tais práticas configurariam violações graves de direitos fundamentais, incluindo a proteção integral de crianças e adolescentes. Por outro lado, você falou agora a pouco dessa questão dos pais estarem antenados a tudo que acontece, ao que eles acessam. Quando a gente pensa numa plataforma como essa, que para nós leigos é quase que desconhecido, como que a gente consegue observar se uma plataforma eh é boa, digamos, ou não para aquele para aquela criança? É compatível com a idade dela? Como que a gente consegue fazer essa triagem aqui do outro lado em casa? Mina, apenas com muita boa vontade, com conhecimento, com letramento digital e com tempo também. Eh, eu sempre digo que a internet ela entrou na vida nossa de qualquer forma, assim, ela não pediu licença e ela foi tomando muitos espaços, espaços de convivência, espaços de educação, inclusive espaços de socialização. E nós acabamos perdendo aí o fio da meada. A gente não foi letrado pro ambiente digital, as nossas crianças não foram letradas. E esse descompasso ele é muito perigoso. Então a gente vai precisar sim dar alguns passos atrás adultos, inclusive para que a gente tenha aí uma conformidade do que os adultos entendem, consomem na internet e do que as crianças que esses adultos cuidam, consomem na internet. Sem isso, realmente a gente vai ficar, entre aspas, né, enxugando o gelo, porque as plataformas são muitas. A NPD também entrou com pedido de suspensão do Gol Live do Discord e o Gol Live finalmente está suspenso. Então, temos também desafios horríveis no TikTok que acontecem. uma menina de 8 anos morreu o ano passado, se eu não me engano, 20 acompanha esse inquérito e e por aí vai. Então, as plataformas elas não, todas as medidas que são tomadas elas são necessárias, mas elas não são suficientes se nós adultos não conseguirmos saber lidar e entender essas plataformas. E se essas crianças não tiverem a consciência e o devido manejo no dia a dia com essas plataformas. Agora Danila tocou em algo bem importante, a questão de nós adultos termos tempo. Eu inclusive ouvi esses dias, a gente teve aí a volta do show da Xuxa, né? E eu tava fazendo uma reflexão sobre isso, que uma pessoa disse quando eu era criança, mesmo que a gente ainda não tava tanto no advento de muitos pais ainda trabal muitas mães trabalhando fora, na verdade, quem cuidava de mim era a Xuxa. Ela falava: "Porque minha mãe me colocava na frente da televisão, ia fazer as atividades dela e quem me dava aquele carinho, quem conversava comigo é a Xux". Hoje a gente tem a internet, os pais sem tempo, coloca um filho na frente de uma tela, acha que tá assistindo um desenho, porque daí a criança começa a aprender a procurar o que ela quer e o algoritmo vai sugerindo e você deixa também essa educação pras telas. Qual é o perigo dessa questão da gente falar: "Eu não tenho tempo, deixa ele quietinho lá", porque quando ele tá na tela, ele me deixa em paz. eu consigo fazer o meu home office, eu consigo limpar minha casa. Qual é o perigo disso, Beatriz? a que custo, né, deixar a educação, porque realmente eh são infinitas as possibilidades. Eu acho que esse é um dos grandes pontos da internet, das redes sociais na mão de uma criança. É infinita a possibilidade do quanto, do que ela vai acessar, do que vai vir até ela, como você falou, a questão do algoritmo, o que ele vai entregar ou até mesmo as propagandas, né? Hoje em dia, os patrocinados, a gente nem sabe o que vai chegar. às vezes é um vídeo inofensivo e no meio tem uma propaganda de alguma coisa que não era paraa criança ter contato com aquilo, o que que aconteceu, né? Então, realmente tem uma uma hoje em dia, acho que a questão da lei do Felca também, a lei Felca, né, que é popularmente chamada, ela veio agregando muito isso numa regularização ali das coisas, de colocar limites nas plataformas, mas ainda assim é um pequeno passo, porque realmente teve uma expansão muito muito repentina e muito intensa e hoje em dia muito preocupante colocar as crianças para serem cuidadas por esse algoritmo. a gente não sabe qual é a o o a índole, né, do que está vindo até eles, o o por aquilo tá acessando a eles, o que como eles vão lidar com aquilo também, porque realmente hoje em dia a gente tem que entender que hoje em dia não, desde que o mundo é mundo, a gente tem que desenvolver nossa inteligência emocional para lidar com alguns dilemas da vida. Será que a internet hoje tem essa capacidade de ensinar essas crianças? É a velocidade de informações, seria mais ou menos por aí 100%. A velocidade é é muito rápido. A gente mesmo não absorve direito que a gente viu. Eu duvido que a gente lembra de um vídeo que a gente viu na semana passada, por exemplo. É muita é volume muito alto com conteúdo muito rápido e muitas vezes muito raso também. Sim. Os adolescentes, inclusive, Gabriel, eles estão nessa busca por pertencimento durante o desenvolvimento. Isso é muito mais até eh, digamos que vem muito à tona, né, essa necessidade de participar de grupos, de agradar um grupo e tudo mais. Como o funcionamento das plataformas, ela pode se relacionar com esse processo de tentar pertencer a algum lugar, certo? Vou fazer um link anterior à sua pergunta sobre o da Xuxa, que eu achei magnífico. Eh, sim, a Xuxa tava ali presente, mas veja, todo mundo conhecia a Xuxa de certa forma, né? Então, você ligava a TV, seus pais iam passar ali, eles iam ver a Xuxa, sabiam o que a Xuxa estava fazendo. Se a Xuxa fosse fazer alguma coisa estrondosa, todo mundo ia ficar sabendo. Mas e nascedes, nos pequenos atos? Então, como a Tanila disse sobre o Discord, por exemplo, né? E nesses pequenos núcleos, o que tá acontecendo ali, que é onde gera o pertencimento, né? Então eu tô ali com meus amigos, 15 amigos, 14 amigos, cinco amigos que seja, nesse pequeno grupo que eu me sinto pertencente, o que que tá acontecendo ali? Você não vai ver passando na TV, né? E quando passar na TV, a gente sabe, né, qual é a bomba que surgiu, né, como o caso que teve do Discord, né, que desenrolou tudo isso. Eh, mas são nesses pequenos núcleos, né, onde gera o pertencimento que a gente tem que observar, que é onde os pais têm que estar presente e sim, necessita de tempo, mas para entalidade precisa de tempo. Sim, eu inclusive, Tanila, eh fiz algumas pesquisas, dei uma olhada no site da Anvit e vi que vocês têm várias atuações em relação até violência contra a mulher e tudo mais, mas no caso específico da criança e do adolescente, o que tem chegado para vocês, principalmente quando a gente pensa no uso indevido dessas plataformas, a gente vê casos inclusive de adultos que se passam por crianças. É, sempre há notícias disso, adultos que se passam por criança. E aí chega um certo momento que a família quando descobre alguma situação, muitas vezes a coisa tá de uma forma muito eh digamos que até fugiu realmente de qualquer tipo de controle. O que que você diria do ponto de vista de proteção à criança e ao adolescente para que os pais também possam se informar? E qual é o papel da Anvit nesse contexto, Mirna? Eu diria que quando nós temos crianças e adolescentes sob nossa responsabilidade, a liberdade dessas crianças e adolescentes, ela é mitigada pela responsabilidade desses pais, mães e responsáveis por eles. Nós precisamos sim checar o celular. senha é o mínimo que esses responsáveis precisam ter. O espelhamento do celular também em muitos casos é muito bem-vindo a as formas de de suspender alguns programas que passam no YouTube, que é a criança, por exemplo, liga a televisão e ali é o mundo para ela. Então, muitas vezes ela não precisa nem estar no quarto, na própria sala de casa mesmo, ela vai navegar porque os dispositivos eles já são feitos para essa, eu diria, vulnerabilidade, porque crianças e adolescentes, nos termos da lei, são vulneráveis. Então assim, a gente precisa tomar conta deles. E Ivinte, ela trabalha na frente da educação, principalmente dessas crianças e dos responsáveis. E o que a gente vê é um sofrimento muito grande quando ambiente vai ministrar palestras em escolas. Por exemplo, eu já vi várias diretoras já me falaram de adolescente saindo no essa inclusive foi numa palestra minha do Discord, foram os alunos que escolheram e no meio da palestra uma garota saiu da da sala onde a gente tava atuando ali, palestrando, porque conforme a gente vai mencionando os casos, a gente vai contando o que acontece, essas crianças adolescentes se identificam e aí vem toda essa essa força, esse medo muitas vezes e extravazam os sentimentos. Então é isso que esses responsáveis precisam chegar perto de seus filhos e conseguir com que eles extravazem os sentimentos deles para que não aconteça. Se você me permite, eu vou mostrar esse livro aqui que ele é muito necessário. Vai virar um filme aconteceu com minha filha para que esse outras crianças não passem por isso. era uma adolescente, ela é uma adolescente, hoje ela já tá maior, mas ela tinha 13 anos na época e ela dizia que ela estava em vício digital. Então, também a gente precisa nomear a o tudo que acontece na internet. Quando um adulto vai atrás de uma criança, ele se passa por uma criança na internet, isso é pedofilia. Isso é rede de pedofilia na rede entrando em nossas casas. Quando uma criança se apresenta toda cortada, ensanguentada, isso é vício digital. Então, quando a gente começar a nomear essas palavras, esses atos que acontecem, por mais duros que eles sejam, a gente vai conseguir entender perfeitamente os perigos que essas crianças estão enfrentando e o sofrimento também dessas crianças. é a única forma que os adultos têm para conseguir salvar elas, para conseguir chegar próximo delas e que esses riscos, esses atos que na maioria das vezes são atos criminosos acontecendo através de adolescentes contra outros adolescentes. Então é isso, a gente precisa nomear esses atos que estão acontecendo. Eh, então, inclusive a minha pergunta é quando chega nesse ponto, como a Tanila mencionou, o que que acontece é porque a internet levou aquele adolescente, criança e adolescente no caso, a atuar daquela forma a ponto de ser vítima de cyber bullying ou até mesmo a pensar na autolesão ou ela já tinha algo com ela independente da internet e e que a internet simplesmente de certa forma trouxe isso à tona, uma tendência talvez se de uma depressão, alguma coisa relacionada à sua parte emocional, uma coisa leva a outra. Eh, como isso funciona do ponto de vista da experiência de vocês, Beatriz? É, a gente tem a gente tem que compreender a dimensão do que a criança tá envolvida, né? Eh, é lógico que hoje em dia tem essa questão do vício, vício virtual e até mesmo porque eles são viciados nessa injeção de dopamina, né, constante, eh tudo tem que ter algum grau de prazer, senão não é feito tudo. Por isso que hoje em dia o convívio na escola é muito mais trabalhoso, muito mais difícil. existe uma apatia constante ali, porque na nossa época, né, eu falo como se a gente fosse muito velho, mas [limpando a garganta] eu vou falar mesmo assim, eh, na nossa época o um dos grandes prazeres de estar na escola era o relacionamento com os nossos amigos, era a gente tá no no intervalo correndo e brincando com eles. Hoje em dia virou mais um dilema, virou mais uma dificuldade, porque eles estão tanto quanto atrofiados das habilidades sociais, porque o celular ele nos permite isso, ele nos permite não olhar no olho um do outro para conversar, ele nos permite apenas sair da conversa quando a gente não tem mais interesse em estar. Não, mas quando a gente tá em sociedade, a gente tem uma responsabilidade de falar oi, de falar tchau, de começar concluir o assunto e e de realmente dar uma um parecer sobre onde a gente, como a gente vai se portar e o que a gente vai fazer, né? Então, realmente a gente tem que entender que como eles têm esse vício dopaminérgico de necessidade de que tudo tem um grau de prazer, as coisas ficaram muito mais desprazerosas também, muito mais difícil atingir esse nível de prazer que eles estão buscando, né, que a gente tá buscando, porque a gente também tá incluído nisso de alguma forma. Mas eh então acho que olhando assim pro cenário como um todo, é muito é muito difícil é muito difícil oferecer o que eles estão buscando os adolescentes hoje em dia, Gabriel. Porque eles também não sabem exatamente o que eles estão buscando. Sim. E acho que essa é uma pergunta complexa, né, sobre o que gera a depressão, como que é isso, porque não não existe um fator único, né? A gente tem que olhar na totalidade, né? E complementando o que a colega disse, né, a relação sobre imaginem que você é uma criança, né, na época de de que você é uma criança, né, quando você era criança, e você vai para um parque de diversões. Agora imaginem que a criança tem esse parque de diversões na palma da mão dela, né, muito mais acessível. Então, ela consegue acessar diversos conteúdos ali, né, e essa parte da relação social na escola principalmente, né, eh, imagine que você também tá fazendo uma relação social ali na palma da sua mão, né? Então tudo que você precisa tá ali. Será que enxergar no olho é necessário? E é isso que a gente começa a pensar, a mobilizar, né? Sim, a gente tem que nomear, como a Tanila disse, né? Isso é muito importante. A gente tem que falar, ó, isso [limpando a garganta] é isso, aquilo é aquilo. Mas além de nomear, a gente também tem que educar sobre o que que é, porque senão a gente só fica falando sobre coisas, mas a gente não traz pessoas experientes, né, especialistas sobre o assunto, como a Tanila, por exemplo, né, que vai falar isso é isso e qual é a explicação disso daqui, né? Então é importante essa pauta traga aqui pela câmera. Muito importante de certa forma, por exemplo, quando a gente pensa em cyber bullying, autolesão, a gente tá falando de de plataformas, mas também tem muito do outro, principalmente entre adolescentes. Vou dar um exemplo claro. A menina começa a ter um namoradinho tal com uma intimidade. manda uma foto para mim, sei lá, de solangerri, alguma coisa assim. Ela pega e manda a foto pro menino. Quando ela chega no dia seguinte na escola, a escola inteira viu a foto dela. E aí, sim, isso é mais comum do que do que aparece, né? Então acontece muito, né? Eh, e a Tania com certeza vai conseguir contribuir muito mais nisso, né? Porque nem sempre é sobre a plataforma, né? É muito importante sim a gente regulamentar todas as plataformas, né? Entrar, por exemplo, a lei Felk que a colega trouxe também é muito importante, mas conscientizar também é importante. Então, né, essa conversa que a gente tá tendo aqui é primordial, a gente tem que falar, mas nesse sentido, como você não se coloca também na mão do outro? Porque daí a menina chega e fala assim: "Agora a única, as únicas pessoas que podem me proteger são as pessoas da minha família". Mas ela fala: "E agora como eu vou contar pra minha mãe, pro meu pai, que eu mandei uma foto íntima minha para um menino da escola que eu tava, sei lá, namorando com ele, apaixonadinha por ele e aconteceu isso. Daí a importância, né, de um ambiente que você pode trazer até os seus erros, né? Sim. Por isso que hoje a gente tem que reforçar e aqui em casa é o lugar que a gente trabalha, tanto os seus erros quanto os seus acertos. É o momento de você compartilhar um tanto quanto o tópico, talvez hoje em dia com a pressa e o falta de tempo dos pais, talvez. Mas realmente se tem uma é uma coisa que a gente tem que prestar atenção e a gente tem que priorizar. A gente tem que puxar essas crianças para de volta para um ambiente seguro que eles têm dentro de casa. Dentro de casa tem que ser um ambiente seguro para eles poderem errar também. E então vejo muito dessa forma esse esse cuidado que precisa ser voltar. E como escola tem todo um protocolo sobre isso, né? Sobre você acolher a criança, prestar atenção e continuar acompanhando esta criança diante dessa situação muito trágica que acontece. E hoje em dia tem alguns eh algumas plataformas da internet mesmo que derruba esses tipos de conteúdo que vale a pena dar uma pesquisada, mesmo que seja pelo WhatsApp. Hum. Essa é a questão. É. Aí tem as conversas criptografadas, né? Então tem tem mas de qualquer forma vai precisar aí então Tanila, da intervenção realmente da família e de um adulto para inibir uma situação como essa em que esse essa foto ou esse vídeo tá circulando no celular de muita gente, principalmente entre os adolescentes da escola. Mina, eu queria fazer uma um recorte do exemplo que você deu. Você disse que meninas mandam o nudes, né? Nudes. Não sei se foi essa palavra que você usou pros meninos. Eu dei exemplo com Langerry. É, com Langerry. Mas a verdade é essa. Pode Langeri, nudes. É o que acontece. E por que que o seu exemplo foi de meninas? Porque as meninas elas são as vítimas maiores da internet, não só mulheres. A gente fala de ataques cibernéticos contra meninas e mulheres na rede. E a gente atua também nessa frente porque a gente entende que as meninas e mulheres também elas devem ser protegidas de de uma forma singular. direcionada a elas. A gente não vê, por exemplo, vê menos, não 20 mesmo. O que a gente recebe de denúncias de pornografia, de revanche são mulheres que tiveram a sua intimidade violada. homens é quase zero. É, eu eu tenho não 20, mas é é infinitamente menor. Então, a gente deve ter o nosso olhar também para esse público feminino. Então, o que que acontece? Essas meninas, sim, são elas que mandam as fotos ou de ler ou nudes para meninos. Os meninos pedem, as meninas são as que ficam com camisetas coladas dançando para serem ranqueadas pelos meninos na internet. Então, a gente precisa também falar sobre isso, saber que acontece e saber que essas meninas menores de idade estão sendo altamente violadas e elas não têm a maturidade necessária e suficiente pela própria idade mesmo para saber desses riscos e para saber que não, que ela não deve fazer isso. Então, a educação, assim como temos na escola educação financeira, educação sexual, temos que ter educação digital na escola. Quais são os riscos de você tirar uma foto? Você é uma menor de idade, tirar uma foto e mandar para uma amiga ou um namorado, essa foto vai circular sim. E quando ela está na internet, não há controle. É muito difícil a gente conseguir fazer esse rastreamento e derrubar. Consegue se derrubar fotos em alguns sites, mas eh o prejuízo é muito grande. Por isso que os crimes cometidos no ambiente virtual, eles têm penas maiores porque eles escalam de uma forma muito muito rápida e eles conseguem atingir um número muito grande de pessoas. Então assim, o dano é absurdo. Tem adolescente, isso foi um caso real, que ela mudou de país. Uma adolescente de uma escola particular de São Paulo, foi exatamente esse o exemplo. Ela mandou uma foto dela de visualização única, que também não é nenhuma garantia, porque sempre tem alguém com outro celular para tirar a foto dessa visualiza. Inclusive, eu ia dizer: "Olha, foi justamente isso que aconteceu, que ela mandou de visualização única, mas uma outra pessoa tirou a foto com outro celular. E pior, a escola, inclusive o que me, na ocasião, que que isso que eu falei não foi uma hipótese, foi um caso mesmo, na ocasião, as outras amigas, as outras meninas passaram a julgar essa menina por ter feito isso, o que eu achei pior ainda. E aí essa menina começa a se sentir mal e a se, de certa forma se não pode conversar com a escola porque a escola vai chamar a mãe. Se a mãe souber, vai, ela sente que vai ter problema, mas as próprias amigas, ao contrário de falar, poxa, aquele menino, sei lá, fazer alguma, digamos que alguma pressão sobre esse menino, não. A pressão foi sobre a menina que mandou a foto e não sobre o rapaz. Meninas e mulheres são julgadas a todo momento. A a luta do das mulheres, ela é muito grande. Quebrar pedras nunca nunca foi uma tarefa fácil e ela é diária. E ela é diária. Então, essas meninas também elas precisam de alguma forma, pura educação, terem essa essa consciência também dos seus corpos, do que elas podem fazer. E o julgamento masculino ele não deve acontecer e muito menos o julgamento feminino. Mulheres são mortas. As taxas de feminicídio, elas alavancam, elas não descem. Por mais leis que a gente tenha, por mais encarceramento dessas pessoas, por mais que o poder público aja, a gente precisa entender o nosso lugar na sociedade e educar essas meninas também para que elas tenham um ambiente seguro e que elas consigam ficarem vivas, ficarem vivas e com homens que não as matem. Sim. Agora, Gabriel, uma adolescente, por exemplo, que já está sofrendo, ela acaba procurando na internet pessoas ou conteúdos que expressem aquilo que ela está sentindo. Como isso pode ajudar ou atrapalhar? Acho que a gente volta novamente a que conteúdo é esse? Quem está mencionando esse conteúdo, né? tem um fenômeno que fala exatamente disso, de como a gente falar sobre o assunto pode aumentar a chance desse assunto acontecer mais, né? Então, estou pesquisando, por exemplo, sobre setembro amarelo e como tem a chance do aumento do suicídio. Mas esse fenômeno ele desconsidera um fato muito importante, né, que é quem está falando sobre isso, né? Se a pessoa tem propriedade sobre o assunto, se a pessoa ela tá ali realmente não falando baboseiras e falando: "Não, vai ficar tudo bem", tá? Mas vai ficar tudo bem como? Quais medidas eu posso adotar, quem eu posso contatar, né? Quais são as políticas públicas que eu posso ir atrás, né? Então isso que é o importante, né? Um conteúdo que seja embasado cientificamente. Sim. Aí, Beatriz, como os pais então pode diferenciar uma comunidade online que oferece pertencimento e ajuda, principalmente quando a criança ou adolescente entra nessa questão da autolesão? E quando isso é, na verdade uma procura ali para reforçar aquilo que ela já está fazendo, a gente tem que entender o conceito do imaginário do adolescente. Eh, o que ele consome constrói um conjunto de imagens que ele vai ter, assim como recursos que ele vai ter para se expressar, para organizar os próprios sentimentos, as próprias emoções. Então, realmente, se ele se ele se alimenta alimenta esse imaginário a partir desses conteúdos de sofrimento, esses conteúdos de autolesão, muito provavelmente isso vai se tornar algo cada vez mais eh recorrente, porque ele vai se dessensibilizando quanto ao assunto. Eh, o ponto, eu acho que até da pergunta do Gabriel, que eu gostaria de pontuar, é que a gente tem que entender que às vezes eles estão buscando fora para explicar o que tá dentro. porque eles realmente em nenhum momento foram ensinados a nomear o que tá dentro. Então a gente tem que alimentar esse imaginário deles com esses tipos de conhecimento para também eles terem recursos internos para lidar com os próprios dilemas. Olha, a gente tá com bate-papo tão bom aqui, mas a gente tem aqui algumas perguntinhas. Dá tempo de fazer algumas, a gente vai deixar algumas para trás porque não vai dar tempo de tudo, mas já vamos colocar no ar a primeira participação pelo 978293776, que é o WhatsApp da TV Câmara Campinas. Quem está com a gente é o Eduardo Ferreira do Jardim das Paineiras. Meu filho fala comigo sobre quase tudo, mas fica com medo de contar quando faz alguma besteira online. Como mostrar que ele pode pedir ajuda sem escapar das consequências? Quem pode falar? Quer falar? Pode, fica à vontade. Então, vamos lá. Eh, bom, como como eu disse, a questão do ambiente seguro é reforçar para ele que na internet o erro continua sendo um erro. Ele é apenas um erro. é um erro dentro da internet, é um erro fora da internet e a gente não precisa necessariamente categorizar em em aonde isso acontece de fato. Então, de repente, trazer essa conversa de acolhimento e realmente eh explicar a e trazer a compreensão de que as consequências viram dentro, fora da internet, em sociedade ou dentro da sociedade da internet. Eh, a gente tem que entender que as consequências virão independente porque as escolhas foram feitas. Sim. Vamos a mais uma participação, então. Muito obrigada, Eduardo. E agora a gente aguarda a próxima participação pelo 97829377, que é do Renato Barbosa, do Jardim do Lago. Hoje, em uma conversa privada, pode virar print e circular em vários grupos. Compartilhar mensagem de outra pessoa sem autorização pode trazer alguma consequência legal, Tanila? Pode sim, pode sim. Nós não podemos compartilhar as conversas do coleguinha sem autorização, nem áudios, nem vídeos. Então isso é uma ética digital que a gente fala e tem consequências. Inclusive a pessoa que se sente lesada pode fazer até um boletim de ocorrência, pode virar um inquérito, pode ter consequências aí bem bem drásticas e também indenização cível, moral. Perfeito. Então, mais uma participação. A produção me falou que dá tempo de mais uma, pessoal, que a gente tá finalizando aqui. Quem fala com a gente é Fernanda Lima do Swift. Meu filho pergunta algumas coisas pessoais para a inteligência artificial antes de falar comigo. Como os pais devem enxergar essa nova forma de buscar conselho, Gabriel? É bem complexo isso também e acho que cada vez mais vem aumentando esse uso, né, frequente da inteligência artificial. E volto a falar o que a colega trouxe, né, de do pai tá ali, né, de forma afetuosa, explicando as consequências disso também e principalmente se posicionando. Tá, filho, mas se isso chegou a esse ponto, né, de perguntar paraa inteligência artificial antes de falar para ela, por que que você perguntou pra inteligência artificial, né, o que que te levou a isso e entender isso também, o que que ela te trouxe? Olha, a gente pode conversar dessa forma. Então é estar presente. Mas então paraa gente finalizar, como encontrar um equilíbrio entre, por exemplo, olha, eu tenho que ler todas as mensagens dos meus filhos todos os dias. Eu tenho que todos os dias monitorar o acesso deles a qual plataforma, ao conteúdo que eles mesmos postam eh na saída da escola, porque eles não usam o celular na escola, mas usam, por exemplo, fora. A, você falou até da questão da convivência, mas na saída eles estão lá fazendo os vídeos deles. Como a gente encontra esse equilíbrio? Ou então a gente não tem que monitorar todo tempo mesmo? Qual é a saída ou um ponto para que a gente possa partir para algo que minimize esse conflito entre pais e filhos? Quando se fala em internet, Beatriz, acredito que a gente tenha que pensar por pelo lado do relacionamento. Eh, você tem que estar atento ao teu filho e perceber sinais de que alguma coisa não tá alinhada, uma coisa não tá certa, né? Então eu vejo muito desse lado da gente tá atento para então continuar administrando e lógico construir um ambiente seguro pra gente para pro adolescente também entender que não é o tempo todo que ele tá sendo monitorado, mas ele está sendo monitorado e ponto. E isso é suficiente para que ele aplique os conceitos morais que ele tem sobre o que é certo, que é errado, que ele deve, que ele não deve fazer, né? Então, eh, isso é uma coisa que tem que ser reforçado constantemente dentro de casa e fazendo ajustes constantes também. Tanila, exatamente. Esses ajustes constantes, eles fazem inclusive parte de uma educação parental. É isso. E a ética e a moral, elas devem estar presente sempre nessa educação. Esses pais, eles precisam vigiar, fiscalizar e respeitar também esses filhos e conseguir esse diálogo. Eh, somente dessa forma. é um chegando perto do outro numa andar juntos. A verdade é essa, tendo no no pai, na mãe, essa confiança que esses essas crianças precisam ter. E esses pais, sabendo como manusear o ambiente online, esses filhos com certeza vão se sentir mais seguros porque vão saber que vão poder contar com eles em casos de necessidade e que são muitas. Eu agradeço inclusive a sua já participação e parabéns pelo trabalho. Quem quiser saber mais sobre a Anvit pode acessar por onde? Podem acessar o site da Anvinte que é www.vinte.com.br. Nós temos e-mail também que a gente recebe todas as comunicações, pedidos de palestras, denúncias, educação, que é
[email protected]. BR. E temos também o número de celular que é o 11 91 366 9284. Muito obrigada, Tanila. E Gabriel, para encerrar com a sua resposta para você, como encontrar esse equilíbrio? Bom, eh, vou pegar as chaves que as parceiras colocaram aqui pra gente finalizar. Acho que é sim importante a gente ver esses sinais, mas a pergunta tá mais no como ver esses sinais e a gente vê esses sinais através de educação, de ir atrás da, por exemplo, de ir atrás dessas organizações, né, desses estudos que estão sendo lançados, dessa própria conversa que a gente tá tendo aqui mesmo, que é muito relevante, né? E através desses, né, dessas falas que nós tivemos que engaje você também a ir atrás, pai, né, de desses sinais, quais são esses sinais e educar os filhos para eles perceber isso também, né, porque senão a gente fica muito de perceba isso, perceba aquilo, tá? Mas eu tenho que perceber o quê? E a gente faz isso através de informação, como nós estamos tendo aqui. [roncando] Bem, eu agradeço a participação de todos vocês. Agradeço inclusive hoje eu tenho um agradecimento especial porque esses dias que eu passei aqui pelo estúdio Câmara contei com carinho, apoio e o profissionalismo da equipe do grupo Mais da companhia de vocês aí de casa. E fiquei muito feliz em receber todos os nossos convidados nesses dias em que eu fiquei aqui à frente do estúdio Câmara. E amanhã a Rúbia de Oliveira estará de volta, ela que estava de férias, né, com os merecido descanso. Então a gente se vê em outros programas da TV Câmara Campinas. Muito obrigada pela sua companhia durante todo esse tempo. E eu lembro que amanhã a Rúbia vai falar aqui sobre luto pet. o peso antecipatório e o momento da perda de um animal, quando os nossos [música] pets envelhecem, adoecem e morre. Esse programa será amanhã às 8 horas da manhã. Muito obrigada e a gente se vê por aí. [música] เฮ [música] [música] [música] [música] [música] Podemos sorrir, nada mais nos impede. Não dá para fugir dessa coisa de pele [música] sentida por nós, desata dos nós. Sabemos agora. [música] [canto]