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Olá, muito bom dia para você que está aí acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar ao vivo hoje, segunda-feira, dia 10 de agosto. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Vamos conversar. Hoje a gente conversa sobre a síndrome do aposentado. Nossa, que coisa, né? Chega a dar um negócio assim. Você já parou para pensar quantos anos falta para você se aposentar e qual é a sensação que você tem quando você pensa nisso? Durante anos, gente, milhões de brasileiros sonham com aposentadoria. A ideia de finalmente desacelerar, descansar e aproveitar mais a vida, né? Uma vida maravilhosa de não ter aquele compromisso, de saber que você já fez o que você tinha que fazer, agora você vai cuidar de você. Mas será que é sempre assim? Atualmente o Brasil já soma mais de 25 milhões de aposentados, segundo o dados do INSS. Mas quando a fase ela chega, a realidade nem sempre corresponde à expectativa. Para algumas pessoas, a aposentadoria traz a liberdade e novas possibilidades. Para outras, significa solidão, perda de rotina, insegurança e um vazio difícil de explicar. Pesquisas da Fio Cruz indicam que cerca de 16% dos idosos brasileiros relatam sentimentos frequentes de solidão. E dados do IBGE revelam que a prevalência da depressão chega a mais de 13% nessa faixa etária impulsionada justamente pelo sentimento de inutilidade e o esvaziamento da rotina. Como transformar esse período em uma oportunidade de recomeço? como criar novos projetos de vida para proteger a nossa mente. É o que a gente vai descobrir no programa de hoje. Então, fique com a gente, mande a sua mensagem, o WhatsApp tá aberto, nossa produção tá com a gente também para atender você e repassar a sua pergunta para as nossas convidadas que já estão aqui no estúdio. Então vamos lá, conta pra gente, você já tá se preparando para a aposentadoria? Que que você tá fazendo então para você ter aí esse momento, eh, entender que esse momento faz parte da vida e que ele não é o fim? E você que já é aposentado, como que você passou por essa transição? Conversa com a gente, manda a sua experiência, a sua dúvida. Nós já estamos com as nossas convidadas aqui no estúdio. Daqui a pouquinho a gente apresenta elas para vocês e também a gente responde a sua pergunta. Agora vamos com algumas informações do legislativo, a previsão do tempo e já já a apresentação do time do programa de hoje. Olha gente, a comissão de constituição e legalidade da Câmara de Campinas realiza hoje, segunda-feira, às 3 da tarde, a reunião ordinária de número 11 para analisar pareceres de cinco projetos. Entre os destaques está o projeto de resolução que cria a política de gestão documental e o sistema de arquivos da Câmara de Campinas. A proposta estabelece regras para organizar, preservar, classificar e dar destinação aos documentos da casa conforme a legislação vigente. A reunião é aberta ao público, será realizada no plenário da casa, transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas. E hoje, né, a partir das 18 horas, você já sabe, toda segunda e quarta nós temos a eh reunião ordinária e esta segunda-feira é a reunião número 42, a partir das 6 da tarde. Entre as propostas estão dois projetos relacionados à proteção animal. Em primeira discussão será analisado o projeto que torna obrigatório o uso de focinheira para cães de grande porte em espaços públicos. A proposta prevê multa de 300 unidades fiscais de Campinas e de um 1.000 unidades fiscais de Campinas em caso de ataque, né? Em segunda discussão, os vereadores votam ao projeto que impede a entrada na administração municipal de pessoas condenadas com o trânsito em julgado por maus tratos e a animais. A sessão será realizada no plenário José Maria Matozinho, transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas e também pelo YouTube, tá? Então acompanhe ou participe presencialmente. É muito importante a sua presença. Agora a previsão do tempo para hoje. Vamos ver como é que inicia a nossa semana. Sol com algumas nuvens durante todo o dia. Mínima de 15, máxima de 22º. Bora encher a garrafinha, bora hidratar e fazer desse um ótimo dia e uma semana linda para mim e para você. Agora vamos ao nosso tema central. Bom, é fato, público e notório. Brasil está envelhecendo rapidamente. Segundo dados oficiais do IBGE, a população com 60 anos ou mais disparou nos últimos anos, ultrapassando a marca aí de 32 milhões de pessoas no censo, o que representa um crescimento de mais de 56% na última década. Junto com esse aumento expressivo de expectativa de vida, cresce também a necessidade de discutir como estamos nos preparando para essa nova fase. Sem horários para cumprir, sem reuniões, sem metas e sem os compromissos profissionais do dia a dia. Muitas pessoas passam a sentir que perderam uma parte importante da própria identidade. Inclusive, estudos da Organização Mundial da Saúde apontam que a perda do papel social nesta fase é um dos principais gatilhos para o isolamento e também para o declínio cognitivo. Mas será que envelhecer significa parar? Como que a gente faz para transformar o tempo livre em oportunidade para construir e descobrir novos interesses, fortalecer vínculos, novos projetos? Existe vida, propósito e realização depois da carreira profissional? Bom, a gente precisa conversar sobre esse assunto e é por isso que hoje nós convidamos duas especialistas em saúde mental, vão nos orientar referente o tema do programa de hoje, né? É aquela coisa ruim que dá quando você fala assim: "Tô me aposentando". Mas e aí? Vamos entender e receber a psicóloga Graziele Sabino. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença. Bom dia. Bom dia, telespectadores. Eu agradeço a participação. Estou muito feliz posso contribuir aí com o tema de hoje, que é um tema importantíssimo, né? Pensar sobre aposentadoria. Verdade. A gente precisa de planejamento para todas as fases da vida. E o completando a dupla, né, de profissionais aqui do programa de hoje, a terapeuta ocupacional Gisele Casácio. Gisele, seja muito bem-vinda. Bom dia, obrigada pela sua presença. Bom dia a todos. É um prazer estar aqui com vocês pra gente conversar sobre um tema bastante importante, né, que é o processo de pensar aposentadoria e repensar os projetos de vida e as possibilidades. Vamos lá, então, Graziele, a gente começa com você porque quando a gente fala em síndrome do aposentado, a gente fala de uma doença ou de um processo de adaptação emocional. Bom, a síndrome da aposentadoria, ela não seja uma doença psicológica, mas uma expressão para que a gente utiliza para definir as dificuldades que algumas pessoas podem apresentar, né, essa transição do encerramento da jornada profissional para o início da aposentadoria. Uhum. Muito bem. Agora, independente da forma como essa apósentadoria acontece, Gisele, quais são as primeiras mudanças que costumam surgir no cotidiano dessa pessoa, né? Como que a gente encara isso? Quais quais são os impactos dessas mudanças? Realmente é algo assim que precisa ser pensado com muito carinho. É a hora que a gente pensa que nós temos um papel ocupacional, né, que é o papel ocupacional do trabalhador. E esse trabalho ele é eh mitigado de muitos estigmas, né? O trabalho ele conduz a vida e a rotina e estrutura o cotidiano do ser humano por muitos anos. E hora que essa pessoa vai pensar em se aposentar ou se aposenta, a gente tem toda uma construção que é histórica e que é cultural e que também vai ter um impacto de pensar no senso de inutilidade e em como eu vou me planejar para esse para esses diferentes processos, né? Eu acho que a gente vai ter que reconstruir eh um processo do cotidiano e das atividades de vida e dos papéis ocupacionais de cada indivíduo que tá passando por esse momento. É, muitas vezes quando a gente fala em planejamento, eh, a gente pensa, a aposentadoria ela deve ser planejada só no ponto de vista financeiro, né? Porque aí planejamento, então eu vou ter que guardar um dinheiro para quando eu me aposentar e tal, mas quase ninguém se prepara paraa perda de rotina dos vínculos profissionais e até do reconhecimento que o trabalho oferece diariamente, né? Tem pesquisa do SPC Brasil que revela que grande maioria dos trabalhadores não possui nenhum plano para pós-carreira focando apenas na sobrevivência financeira imediata. E aí deixa em segundo plano o impacto emocional. Agora, GR, eu queria perguntar para você, o trabalho, né, ele ocupa um espaço importante na construção da nossa identidade. Então, o que pode acontecer com essa percepção de que a pessoa ela, quando a pessoa tem uma referência e essa referência deixa de existir, ã, qual que é o impacto que traz na vida dessa pessoa? E referente ao planejamento, por que que a gente só pensa em planejamento? A gente fala planejamento, mas é financeiro, né? E a gente precisa ter um planejamento eh eh social, um planejamento de saúde mental, de repente. Sim, importante a sua pergunta, né? O planejamento ele faz parte, né, da rotina da do desenvolvimento da pessoa. Então, pensar na aposentadoria nesse planejamento é entender que há uma nova fase que pode ser vivenciada pela pessoa que está em processo de aposentadoria, né? Então esse planejo, el esse planejamento é importante pela questão financeira, planejamento das novas atividades que podem ser agregadas ao tempo, né, livre que a que incide da troca de rotina, né, da rotina profissional para uma nova rotina, novos projetos, a convivência familiar é importante. Então, pensar na aposentadoria, trazer esse planejamento, construir novos hábitos, é algo que pode trazer um novo significado para esse processo e essa nova fase. Eh, quando a pessoa entende que a rotina deixa de existir, deve ser um impacto, né, muito grande. A gente pode tirar para nós mesmos, né? Eh, um exemplo, você tem 30 dias de férias. Para mim, 30 dias de férias é exacerbadíssimo, é muito, porque eu vou conseguir, se eu for viajar, vou conseguir viajar uma semana, né, para casa de alguém que eu queira viajar, enfim, e depois o que que eu vou fazer com esses dias? Então, já tem um impacto aí. Agora você imagina, mesmo sabendo que você tá de férias, você precisa descansar e que você vai voltar a trabalhar depois. Agora imagina você se aposentando, vem automaticamente aquela aquele sentimento de que acabou para mim, né? E na prática essa ausência de rotina estruturada, porque a gente tem uma rotina estruturada. Então, Gisele, na prática, a ausência dessa rotina estruturada, ela pode provocar eh, no dia a dia impactos que vão interferir na saúde mental de quem está se aposentando, para quem tá vivendo esse processo e já até pensando, né, como seria. Com certeza a gente tem muitos, muitos impactos, né? Porque quando a gente pensa na nossa organização do dia, quando a gente acorda, a gente tem na nossa cabeça o que a gente vai fazer. Vou acordar, vou tomar café, né? vou pro trabalho. Quando a gente perde o trabalho, a gente tem que se permitir experimentar coisas novas, né? E esse processo da experimentação, ele vai ter que acabar acontecendo ao longo da nossa vida e o trabalho ocupa um espaço muito grande na nossa rotina. E aí as pessoas deixam de se permitir fazer coisas diferentes. E quando a gente se vê aposentado, a gente fala: "E agora o que que eu vou fazer?", né? Eu acho que o primeiro passo é e tentar buscar coisas novas, novas experiências, né? Viver outros processos. a gente entende que o processo da convivência social eh é algo e participação social é algo muito importante que diminui muito os impactos na saúde mental de quem tá vivendo esse processo de ressignificar o seu cotidiano. Então, a gente tem muitos serviços que trabalham a questão da convivência, eh que propõem oficinas de diferentes perspectivas para quem tá pensando aí nesse processo do estar aposentado e como eu ressignifico o meu dia, né, reestruturo a minha vida. Eh, porque o tempo, né, a gente corre contra o tempo hoje, mas aí quando você se prepara para aposentadoria e aí você se vê aposentado e até ã você conseguir reorganizar os pensamentos e eh entender essa rotina, o vazio ele vai existir, não vai? Eh, eh, eu gostaria que você trouxesse pra gente a ideia, né, do que fazer com esse vazio, eh, de como que nós devemos entender que, de repente, a gente precisa descansar um pouco e que esse descanso vai fazer com que a gente possa reorganizar a nossa a nossa nova maneira de viver, porque a aposentadoria é uma fase que vai chegar e que a gente vai ter que estar preparado para isso. Sim, é importante, é importante ressignificar essas novas experiências que vê atrelado a essa nova fase, né? Então, olhar paraa história que vivenciou pelo trabalho, eh, a aposentadoria não é só o fim da jornada profissional, mas é a oportunidade de ter outros sonhos, né, e poder concretizá-los, ter mais tempo, né, para que possa se dedicar a essas novas atividades, incluir outros programas na rotina. Então, eh, isso pode trazer, eh, minimizar os impactos da sensação de vazio, né? Trazer aí características que favorecem uma nova identidade a partir da aposentadoria. É isso mesmo, é uma nova identidade a partir da aposentadoria. Tem uma ideia, gente, muito presente na sociedade de que produzir é sinônimo de valor. Então, eh, quanto você vale? Ah, eu tô valendo quanto eu tô produzindo, né? Então, quando o trabalho termina, algumas pessoas passam a questionar a utilidade, o seu papel dentro da família também e da comunidade, né? Eh, psicólogos, sociólogos, eles apontam que essa crise de identidade é alimentada por uma cultura que mede a dignidade humana apenas pela ocupação profissional. A gente não é o nosso trabalho, né? Mas a gente faz isso, a gente faz do nosso trabalho a nossa vida. Por quando alguém pergunta para você, é quem é você, né, Rúbia? Quem é você? Eu sou Rúbia, jornalista. Você percebe? Então, é algo meio que inconsciente que a gente faz isso e no momento do o que o desconforto com essa nova fase deixa de ser uma dificuldade de adaptação e passa a exigir mais atenção, Gisele, a gente precisa se atentar porque o desconforto ele é, né, inevitável, mas quando ele passa a exigir mais atenção e a gente precisa de de repente uma intervenção terapêutica, né? Um um cuidado um pouquinho eh eh com o olhar mais eh psicológico da situação, porque como o impacto é grande, de repente pode ser algo que vá eh desencadear a uma doença psicossomática, por exemplo. Acho que é importante eh para quem tá nos assistindo entender que eh a esse esse período de adaptação ele é real e ele acontece, né? quando que esse período de adaptação ele ele vem a exigir cuidados, né, de um terapeuta ocupacional, de um psicólogo, de uma equipe aí multiprofissional, quando esse indivíduo ele fica a maior parte do tempo muito entristecido quando ele vai deixando de fazer o seu autocuidado, então se alimentar, se vestir, ficar muito tempo desanimado, né, muito tempo mais choroso, né, quando ele perde a vontade de viver. Isso vai gerando impactos. eh, operacionais. Então, a pessoa deixa de fazer as atividades que são as nossas principais, que é o autocuidado e o gerenciamento da nossa própria da nossa própria saúde, né? Entendo que nessa perspectiva aí a o indivíduo precise buscar o auxílio de um terapeuta ocupacional, de um psicólogo, de um geriatra, eh, de algum de algum profissional que ajude ele a a entender o que tá acontecendo e a direcionar um pouco esses esses processos. Então, a gente tem que entender que, eh, aposentar-se algo que é uma transição e que cada pessoa vai ter essa transição de uma maneira muito individual e particular, mas que quando isso começa a gerar muitos sintomas, né, e a pessoa vai deixando de conviver, deixando de sair, ficando mais calado, deixando de conversar com as pessoas e de se autocuidar, aí a gente tem que pensar e em procurar um profissionais especializados aí para direcionar esse processo. Eh, e a família, né, a rede de apoio, GRE, ela é muito importante porque eh a pessoa tá está nesse processo e ela começa a ter um isolamento, né? Só que ela não vai conversar porque ela já tá isolada, tá no casulo, porque ela voltou pro casulo, tá nesse impacto da aposentadoria. Então, a família, a rede de apoio, né? O que que a família tem que se atentar e qual que é a importância, qual que é o peso da rede de apoio da a família, os amigos nesse processo? É importante eh, na percepção, né, desse isolamento e na contribuição que a família pode ter, seja em trazer novas experiências, propor novos projetos para que a pessoa não crie essa parte do isolamento e vá favorecendo com que isso aumente, né? Então, a família, os amigos podem trazer essas novas experiências, possibilidades de fazer a experiência da transição da aposentadoria como umas novas possibilidades de vivenciar a rotina, a família, os projetos, trazer sentido e, principalmente construir novos propósitos, né? Eu acredito que a família e os amigos podem contribuir de forma significativa, entendendo essas adaptações. Então, Graziel, agora mesmo com essas possibilidades, né, de repente o entendimento, ã, qual o impacto do etarismo? Você acredita que o etarismo ele tem ah um impacto que ele mexe nesse momento da aposentadoria? As pessoas ainda têm um certo preconceito? Sim, mas é algo que eu acho que na na atualidade tem se desmitificado, né? Então é importante a gente também construir eh essas experiências de forma significativa, né? Então, acredito que pode contribuir de forma relevante, sim, pensar de outros caminhos também nessa construção. Muito bem. Agora, Gisele, como que a a visão que a gente tem do envelhecimento, ela a gente pode mudar ela? Porque a ideia é perder espaço, mas não, a gente tá vendo, ainda bem que nós estamos vendo isso, né? Eh, que as pessoas estão envelhecendo de uma maneira um pouco diferente do que a minha avó envelheceu. Vamos lá. Então, a gente tem aí as gerações, né? Então, a minha avó envelheceu de uma forma, a minha mãe está envelhecendo de outra. Eu com certeza irei envelhecer de outra forma, porque a gente vê as pessoas da minha idade, da nossa idade, da nossa geração hoje falando que eh precisa fazer exercício físico, que chega uma fase da vida que você ou vai ou vai pra academia. Hoje os médicos já estão prescrevendo a atividade física, né, que é é algo que a gente precisa, a gente precisa de movimento. Então, eh a gente eh eh a as fases da vida e a questão das gerações, elas vê moldando essa essa forma de olhar para essa fase, né, da aposentadoria. qual que é a avaliação que você faz dessas mudanças e qual é a perspectiva, né, das aposentadorias lá no futuro, né, das da da outra geração, essa geração Z, por exemplo, como é que ela vai se aposentar? Você acredita que terá menos impacto essa questão da aposentadoria? Acho que a gente vai ter que pensar que é só pensar que o imaginário de todo mundo era aquela pessoa idosa de cabelinho branco, de bengala, andando bem devagar. Acho que isso é um imaginário construído social e cultural, né? Eh, a gente vai entendendo que a sociedade vem mudando e que a gente tem qualidade de vida e que a gente tem novos recursos e que cada um vai passando pelo seu processo de envelhecimento de uma maneira diferente, mas o processo de envelhecimento ele é eh de de todas as pessoas, né? Eu acredito que eh a maneira com que os nossos avós, bisavós, envelheceram é muito diferente da maneira de que como a gente vai envelhecer e que essa nova geração, né? Uhum. Eh, a gente tem um um dos maiores estudiosos brasileiros, que é o professor Alexandre Calachi, e ele traz que a gente tem que construir ao longo da nossa vida alguns pilares, né? Além do pilar financeiro, acho que a questão eh ele traz dos amigos, ele traz da questão da qualidade de vida e de que tudo que a gente constrói eh como a gente cuida da nossa vida, do nosso corpo hoje, vai impactar 100% a maneira como a gente vai envelhecer. Uhum. Então, eu acho que essa nova geração que vem, eh, com certeza, espero aí tá viva para ver, né, eh, como que eles vão envelhecer, mas acredito que ele vai envelhecer muito diferente do que a gente tá envelhecendo. E a gente tem o o Brasil é um país eh com muita diversidade, né? Então, a gente vai tendo hoje pessoas envelhecendo em diferentes condições, né? O ideal é que a gente envelheça sem nenhuma limitação, né? Sem nenhum impacto funcional. assim, esse é o esperado para todo mundo, mas no Brasil a gente vê que algumas pessoas estão envelhecendo com algumas doenças e com algumas limitações. Eh, acho que é importante a gente pensar para quem tá nos assistindo que eh eu tenho que começar hoje a me cuidar, né, a pensar eh na minha saúde mental, na minha saúde física, né, e e caminhar aí para processos que eu consiga me enxergar. Quanto mais cedo eu começo a me cuidar, melhor eu vou envelhecer. Então, acho que isso é é um recado importante para quem tá eh nos assistindo, não é? Não é porque eu fiz 60 anos que a partir de agora eu começo a me cuidar, não, né? Eu com 40 tenho que começar a me cuidar para que quando eu chegue lá nos meus 80, né, que é a expectativa de vida, eu chega da maneira com que eu me planejei, né? Então acho que essa é uma questão bastante importante que as pessoas têm que que pensar, né? E que hoje em dia a gente não tem que a Isso é coisa que a pessoa idosa tem que fazer. Uhum. Não existe mais mais isso, né? A pessoa idosa, ela pode fazer o que ela tem vontade, o que ela tem desejo, né? Ir ao lugar que ela queira ir, fazer as atividades que ela tem desejo de fazer, né? A gente tinha muito imaginário que eu vou sentar, vou fazer meu crochê, mas nem todo mundo gosta de sentar e fazer crochê. Então, acho que a gente tem também que pensar que a pessoa pode fazer o que ela tem vontade e desejo, independente da idade de ser nova ou de estar velha. Muito bem. Agora, Graziele, eh a saúde mental, né, dessa dessas pessoas que estão eh na fase da aposentadoria, o que que você vivencia eh eh dentro da clínica? Eh, essas pessoas elas buscam atendimento, elas têm eh buscado orientação, né, psicológica para poder fazer o manejo dessa fase? Ou ainda essa busca ela é um pouco tímida? Olha, hoje dentro do manejo clínico, eu percebo que há uma mudança, existem, né, pessoas que buscam os atendimentos justamente para entender essa transição da aposentadoria, né, dos novos hábitos, de construir esses novos hábitos, entender os próprios sentimentos que estão presentes, né, entre a ruptura da jornada profissional para agora o que esperar do futuro, eh, além da aposentadoria, né, dos novos hábitos, das novas rotinas. de conhecer a si mesmo, de pensar em si mesmo, aquilo que desejo, aquilo que posso experimentar. E como a Gisele contribuiu há pouco, né, de planejar esse processo, né, de se sentir confortável e se reconhecer nesse processo. Então é uma visão que eu tenho, né, dentro dos atendimentos clínicos, que há uma busca significativa pelos atendimentos para compreensão de si mesmo. E isso já mostra, né, Gisele, a a diferença, né? Que bom que as pessoas estão buscando orientação, buscando eh eh um planejamento, porque é algo que vai mexer, né? Por mais que você seja uma pessoa que você tenha o autoentendimento e tal, essa é uma fase que vai mexer com a sua vida. É igual e eu acho que todas as fases da vida ela tem os seus impactos, né? Imagina você entrando na menopausa, imagina você entrando na andropausa, aí é uma fase, vai ter um impacto e aí vai chegar o momento da sua aposentadoria, mas a gente consegue eh fazer algo bem diferente e causar um impacto positivo. De repente, já pensou fazer uma transição de carreira, né? Tô me aposentando como jornalista, mas eu posso estudar para ser o que eu quiser ser, né? daqui 5 anos e 5 anos passa num instantinho. A transição de carreira é algo que vai trazer aí uma, ah, vamos colocar assim, um entusiasmo de vida, né? Tem várias situações, né, Gisele, que a gente pode citar aqui, que é importante nesse momento dessa fase que muita gente encara como um declínio. É, a gente tem algumas pessoas que se aposentam, né, por tempo ou por idade, mas não param, né? elas pensam em novos projetos. Eh, eu participo há muitos anos de um de um centro de envelhecimento e longevidade e a gente tem histórias muito bonitas de empreendedoras, né? A gente tem uma história muito concreta de duas irmãs que o sonho da vida delas era abrir uma confeitaria, uma salgaderia e aí as duas se aposentaram e aí elas foram buscar, né, o auxílio desse centro de longevidade e hoje elas têm o empreendimento delas, né, do jeito que elas querem. Então elas conseguiram fazer a cafeteria, a confeitaria e elas estão muito felizes, né? Então elas estão vivendo uma viveram uma transição de carreira de um sonho que elas sempre quiseram eh e almejaram na vida delas, né? Então a transição de carreira eh é uma possibilidade, né? Acho que se reinventar, eu acho que mais do que isso, Rúbia, é acreditar que nós somos capazes e potentes de nos reconstruir no nosso cotidiano e de buscar diferentes eh experiências, né, e de construir novos vínculos, né, eh sociais. o vínculo social e a convivência social, ela ajuda bastante neste processo de se repensar nesse nesse processo de vida, né, que é trocar o papel ocupacional e o impacto desse papel na nossa vida. Então, acho que as pessoas têm que acreditar que isso é possível e que a gente tem melhor muitas condições de se restabelecer e de se reorganizar, né? E os sonhos não podem acabar, né? Uhum. É verdade, né? Tem gente que chega nessa fase e acha que, né, não, eu já agora é só casa e pronto, nada, você agora tem tempo, né, para fazer o que você quiser. Eh, de repente, eh, novos amigos, né, nova novas possibilidades, vai fazer aquela viagem que você planejou, mas não conseguiu e agora é o momento de você seguir. Mas na maioria das vezes o impacto negativo ele pesa muito, né, nessa hora, nesse momento. é importante é um tempo pra pessoa se reorganizar, né, GR? Essa reorganização, né, a gente precisa entender que ela vai levar a um certo tempo de entendimento, né? Por que que a gente demora um pouquinho para poder equilibrar essas situações de mudanças de fases? é algo que está presente na condição humana essa adaptação, então desde também do desenvolvimento da infância, da adolescência, da fase adulta e também do envelhecimento, né? São fases que estão presentes na existência humana. E esse tempo de adaptação, ele é necessário e o entendimento desse tempo, acolher o entendimento da adaptação, entender que eu estou em fase de transição, seja pensar em novas possibilidades de carreiras, outras construções, mas também de entender que é necessário um tempo para reorganizar a rotina, é necessário esse tempo de adaptação para adquirir quais são as novas experiências que eu posso construir, quais são os novos novos projetos, como citado pela Gisele, né, das das colegas que desenvolveram novos projetos profissionais, né, com a cafeteria. Então essa transição, esse tempo, ele é necessário. Eu acho que o principal ponto que pode contribuir é entender que é uma fase, é uma nova fase. E a adaptação ela se faz necessária. Cada pessoa se adapta com o tempo de forma diferente. Um tempo de um não será o mesmo tempo do outro, mas que a adaptação será presente. Isso é um fator que faz parte do nosso entendimento. Eh, e se dar o tempo, né, se permitir eh eh sentir, organizar, eh nomear os sentimentos, organizar aí as sensações e aí de repente seguiu uma nova estrada, né, para uma nova história. Você viveu até aqui, de repente para cuidar, para eh dar suporte para outras pessoas, porque a gente fala, família é família e é assim, a gente vai cuidar, a gente vai est dando suporte. Aí chegou o momento se aposentou, tá todo mundo orientado, todo mundo seguindo seu caminho. De repente é o momento de você olhar para você com mais cuidado, com mais compaixão, né, com mais propósito e fazer dessa sua aposentadoria uma vida magnífica, né, uma vida bem positiva. Mas tá tudo bem se você não conseguir fazer isso dia pra noite, porque é quase impossível, como as nossas profissionais disseram, as nossas convidadas, a gente precisa sim de um tempo para organizar os pensamentos, porque é uma fase sim que vem como um turbilhão e que vai mexer com os nossos pensamentos porque está mexendo com a nossa identidade, né? É uma fase da vida que você está entrando e você não queria entrar e aí você vai precisar se organizar para viver essa fase aí com mais clareza, né, e mais tranquilidade também em aceitação. Agora 8:40, a produção me avisando, a gente tem algumas perguntas, então vamos colocar na tela. Por favor, produção as perguntas que nós temos para o tema do programa de hoje, né, que é a aposentadoria, essa questão aí de você se sentir triste porque vai se aposentar, não se planejou, fica meio perdido. Então vamos lá. O Ricardo Gomes do Jardim Proença, depois de anos vivendo com horários apertados, meu pai quer resolver tudo de uma vez. É, então essa deve ser a tendência, viu? Agora que se aposentou, existe risco de transformar o tempo livre em uma nova rotina de cobrança. Você sabe, Ricardo, que eu conversando aqui com as nossas convidadas do programa de hoje, eu tava pensando nisso assim de que, eh, fiz tudo, agora me aposentei, tô com tempo, espa tenho tempo e e espaço, né? Mas aí para poder de repente sobrecarregar, para ter aquela sensação da correia do dia a dia, a gente acaba sobrecarregando, querendo resolver tudo de uma vez. Então, olha, eh, a gente vai conversar com o Ricardo. Conta para ele como é que deve ser, Gisele, e se tem risco mesmo da gente transformar o tempo livre em uma nova rotina de cobrança. Deve ser uma tendência, não é? Não. O risco eu falo que a gente sempre tem, né? Eu acho que o importante é eh ter tempo para escutar essa pessoa, para acolher, né, para tentar conversar com ela e entender, né, o que que ela traz. Mas assim, a gente tem o o o esse risco ele é ele é possível, né? E o que que a gente vai ter que aprender, né, a entender, por que essa pessoa tá tentando, né, fazer tudo de uma vez só. Eu acho que é para se readaptar e para tirar a questão do senso de incapacidade ou de eh inutilidade que a sociedade um pouco traz também para esse indivíduo, né? Eu acho que eu acho que uma boa conversa, Ricardo, e a escuta, né? Acho que faz toda a diferença, né? Neste processo para que a gente não crie uma rotina cheia de cobranças. É, de repente é uma tendência, né, Graziele? Porque ah ele quer continuar vivendo aquela vida, né? Aquela vida da a rotina dele, né? Então precisa do tempo que nós falamos aqui e de um entendimento, acredito, né? De toda a família também. E a conversa, como a Gisele colocou, claro, importantíssimo eh essa visão eh eh pensar na questão das cobranças até para preencher o tempo, né? Então eu preciso sentir que eu ainda estou na correria, né? E talvez essa seja a sensação que está presente nessa atitude de querer resolver tudo imediatamente, né? Mas é importante trazer o diálogo, né? Como um direcionamento, a família dando apoio, instruindo e principalmente os processos, a nova experiência, ela pode ser vivenciada de uma forma mais tranquila e mais calma, né? Então, bem pontuado. Acho que também compartilho da visão da Gisele, é um risco que se corre, mas a família percebendo isso pode trazer esse direcionamento dessas experiências um pouco mais tranquilas e mais calmas, até como um conforto, né, para essa adaptação. Ex. Uhum. A gente precisa aprender a desacelerar, né? E aí quando você tá a a nessa mudança de fase, eu acredito que seja bem desafiador essa questão aí de desacelerar, mas você vai conseguir, tá bom? Diálogo, entendimento e a compaixão, a autocompaixão nesse momento é fundamental, porque você precisa lembrar de tanto que você já correu nessa vida e entender que você sim pode continuar mais um pouquinho mais desacelerado, vai fazer bem. Agora 8:44 pode colocar outra pergunta na tela pra gente, produção, por favor. Vamos ver quem que tá conosco. João Carlos do Parque São Quirino. Tem gente que sente Ah, sim, verdade. Tem gente que sente vergonha de dizer que está aposentada porque associa isso a estar velha. Como separar a aposentadoria dessa ideia de que a vida produtiva acabou? É, isso tem a ver também com etarismo e com o que a gente pensa, né? Nós que vamos dar sentido. Orienta a gente, por favor. Nossa psicóloga. Sim. Boa pergunta, João Carlos. É importante pensar no ressignificado da terminologia aposentadoria, não como o trabalho acabou, a minha identidade acabou, mas qual identidade eu construo a partir de agora, né? E aí com esses novos significados, esse novo sentido que se dá a fase da aposentadoria, encontrar os novos propósitos. Então, acredito que essa visão pode contribuir de forma significativa para o entendimento de uma nova identidade que se constrói a partir da vivência do processo de aposentadoria. Muito bem. Ô, Gisele, essa pergunta do João Carlos, veja bem, ele ela no final ali, como separar a aposentadoria dessa ideia de que a vida produtiva acabou? A nossa vida se faz eh no resumo de produzir, parece, né? E todos nós temos essa ideia, não é? Acho que a gente tem uma sociedade que valoriza o produzir, mas como produzir algo que é do trabalho ou do emprego. A gente pode continuar produzindo coisas para além do mundo do trabalho, né? A gente tem aí um estigma do do termo que aposentar-se, né? O aposentadoria vem do aposentar-se que vem de aposento, que é, né? Lembra os nossos bisavós? que eles ficavam no último quarto sentado na cadeira esperando, né, a morte chegar. E hoje em dia a gente tem, né, o processo que é da do aumento aí da expectativa de vida e um termo que a gente chama aqui a longevidade, que é as pessoas vão tendo que desmistificar ou se desprender desse sentido do aposento que tem muita relação com que a minha vida produtiva acabou. Eu acho que é uma nova maneira de pensar. Eu acho que a GRAZ traz a questão do etarismo. O etarismo ele é presente na nossa população ainda algo muito muito forte. a gente tem que entender que quem tá se aposentando, né, 60, 70, vem de uma geração, de uma sociedade que tem isso muito enraizado culturalmente e que o nosso papel das de viver entre diferentes gerações é também desmistificar que aposentar o deixo de produzir, que é a que a gente fala, não, não, não vai fazer mais isso, né, porque você já tem muita idade, não dá para ficar fazendo as coisas desse jeito. Eu acho que também os mais jovens têm que também acreditar que as pessoas mais velhas, né, tem capacidade de fazer muitas coisas ainda por por si só, né? Então, acho que entra aí um um vários mitos, né, e vários estigmas que a gente ao longo do tempo vai aprendendo a desconstruir, que é o trabalho versus produção, o aposentar versus incapacidade ou improdutividade. Eu acho que a gente pode produzir coisas diferentes que não o trabalho, mas acho que é um processo, tá, Jean Carlos? Acho que é um um caminhar, tá, nesse nessa difer nessas nessa nova maneira de viver e olhar pro envelhecimento populacional. É verdade, a nova maneira de envelhecer, né? E a gente deixando aí essa cultura do etarismo, esse negócio de de envelhecir, não não consigo fazer mais nada ou enfim, entre aspas, gente, não presto para mais nada. Quem é que disse, né? A gente pode ser o que a gente quiser enquanto a gente estiver aqui. Então, a gente precisa cuidar da nossa saúde, preparar-se, planejar para esse envelhecimento. Daí você fala assim: "Ah, Rúbia, mas não é todo mundo que tem a condição". Eu sei, não é todo mundo que tem a condição, mas faça com com a condição que que você tem hoje. De repente tem lá um uma academia de ginástica lá na na sua rua, no seu bairro, vai lá, dá uma caminhadinha, conversa com as pessoas, vai fazendo o seu social, sai de casa, vai conversar, vai respirar um pouquinho, sabe? e se olha com mais carinho, com mais cuidado, principalmente nessa fase que é uma fase muito propensa, eh, para a questão da depressão, né, GR? A gente tem aí dados de que as pessoas estão envelhecendo e estão entrando em depressão, né? Então, eh eh pelo simples fato de fazer um exercício, de sair de casa, de conversar, isso já dá uma melhorada nessa autoestima e também nessa questão aí da depressão, que é algo que a gente sabe que eh é muito latente, principalmente na pessoa idosa. Sim, bem pontuado, Rúbia. a eh pode estar presente, né, o sentimento do esvaziamento, a perda da utilidade, né, como pontuado também pela nossa colega Gisele, eh é visto a rotina profissional como a utilidade, a identidade da utilidade. E aí quando há, né, essa transição para aposentadoria, eu perco a minha rotina profissional, há uma perda da identidade profissional, mas há possibilidades de ressignificar. Nesse contexto é importante adquirir novos hábitos. Então, as práticas de atividades, né, físicas, como caminhar ou outras possibilidades de atividades, não só pelos benefícios fisiológicos que ocasionam, que são recomendações médicas, mas também pelos benefícios do fortalecimento de novos vínculos, de novas relações sociais, também com relação a experimentar coisas novas. Eu fazia caminhada, mas eu posso fazer uma corrida ou vice-versa ou ao contrário, ou praticar exercícios que eu não tinha o hábito por conta da rotina do trabalho, né? Então, adquirir esses novos hábitos, essas novas rotinas, né? Principalmente incluindo atividades. Eu costumo recomendar, inclusive em atendimentos, né, clínicos, eh estar ao ar livre, estar, se possível, prática de exercícios durante o dia para ter contato com o sol, arborismo, se for, né? presente dentro da rotina, né, próximo da família, da casa. Isso contribui com essa nova experiência e que com certeza traz aspectos muito importantes dessa transição e desse novo significado. Eh, a socialização é importante demais. E a gente conversando aqui sobre a aposentadoria, adivinha o que me veio na mente? A dona Lurdinha, né? A dona Lurdinha, quem é que não viu a dona Lurdinha, gente, dançando, né? toda feliz em um baile aqui em Campinas e isso viralizou todo mundo aí eh eh compartilhando a dona Lurdinha. Aquilo ali é sinal e mostra eh uma fase nova da vida sendo aceita de uma forma com tranquilidade, né? Tem aceitação, tem amor próprio. A dona Lurdinha, ela é o exemplo do que a gente tá falando aqui, né, Gisele? Eu acho que é importante para quem tá nos assistindo buscar. Eu acho que a gente tem as unidades básicas de saúde, a gente tem os centros de convivência, a gente tem muitos serviços gratuitos, né, em Campinas e na região também tem. Acho que as pessoas têm que ir atrás buscar, né? A gente tem muitos lugares que oferecem oficinas informativas, oficinas de letramento, oficinas, práticas de exercício físico. Então, acho que acho que vamos buscar essas possibilidades, né, para também a gente conseguir também se permitir, experimentar e entender o que que eu gosto, o que que eu não gosto. Uhum. Né? Qual que é o meu desejo nesse nesse processo, né? Acho que é uma fase que as pessoas vão ter que se estar engajadas e disponíveis a experimentar, né? diferentes possibilidades e a gente tem aí eh muitos serviços gratuitos com ofertas assim muito grandes de muitas atividades, né? Desde atividades artísticas, culturais até oficinas de empreendedorismo e atividade física. Então acho que vale a pena quem tá nos assistindo aí, que tá passando por este processo, buscar esses serviços na em Campinas em região. Certo. Muito bom, muito bom. Agora 8:52. Temos mais algumas alguma pergunta, produção ou não? senão a gente já vai se encaminhando para as considerações finais. Fala comigo se não tiver aí, garoto. Eduardo Nunes do Parque Industrial. Comecei a fazer pequenos serviços depois de me aposentar e percebi que gosto de continuar ocupado. Como encontrar equilíbrio para que isso não vire novamente uma rotina pesada de trabalho? Opa, opa, Eduardo. E aí, nossa psicóloga? Ajuda aí. Ele tem que equilibrar, né? Porque assim, ó, gostou? Claro que você gostou de trabalhar, né? a gente, infelizmente ou felizmente a gente gosta dessa rotina. Agora, no caso dele, né, tá aposentado e tal, precisa encontrar o equilíbrio para não entrar numa rotina pesada, porque é a tendência, não é? A gente começa a fazer, fazer e aí quando você vê, você já tá submerso naquela rotina novamente. Isso. Bem, bem significativo. É importante entender justamente aquilo que a gente conversou, desacelerar é o caminho, né? Então é importante ter uma atividade, né, para ocupar esse tempo que se torna um pouco mais livre no, né, na procura do trabalho, ter uma atividade que contribui de forma satisfatória com algo que eu gosto de fazer, né? Mas importante também pensar nesse desacelerar, não transformar essa experiência nova de algo que eu gosto, com cobranças, com rotina. Então é importante pensar no processo de calmaria. Eu gosto de fazer isso, organizar o tempo, a rotina, quanto tempo eu levo para fazer isso, de que forma eu vou fazer esse caminho, de que forma eu vou te construir essa nova atividade. Eu acho que é importante essas reflexões, né, e voltar para si mesmo essas reflexões dentro daquilo que eu posso, dentro daquilo que eu quero. É importante enfatizar a a experiência e o desejo de si mesmo. Muito bem. Agora, Gisele, por que isso, né? Você vê, é algo que vai acontecer, né? A gente, por que que a gente é desse jeito, né? É igual um exemplo, vamos lá. Ah, tô lá, tô trabalhando, de repente tem alguma coisa na agenda e ao invés de dizer não, eu digo sim e superloto a minha agenda. OK. OK. E no caso do Eduardo, ele tá aposentado, começou a fazer alguns servicinhos para poder, né, eh eh passar o dia, mas daí daqui a pouco já tá submerso na rotina. É uma tendência nossa, que que acontece? Precisamos cuidar com isso. Acho que é uma tendência, eu acho que assim, não é prejudicial fazer alguns serviços, né? Mas eu acho que acho que o Eduardo vai ter que pensar um pouco pra gente ter esse equilíbrio na prioridade. Então a prioridade, acho que fazer alguns serviços é importante, até porque para algumas pessoas a questão financeira ela tem um impacto, né? E fazer alguns serviços traz, né, a questão aí financeira, mas eu acho que é pensar assim, ó, como que eu me priorizo neste momento? eh fazer, né, vários serviços o dia todo. Então é, eu pensar, opa, quais quais serviços eu vou pegar, como tá essa organização da minha rotina para que eu pegue ou não esses serviços. Eu acho que ele tem que pensar que a prioridade nesse momento é ele, né? Então não adianta encher a agenda com esses pequenos serviços, né, que ele tá fazendo, mas eu acho que é sempre ele sempre parar para pensar e falar qual é a minha prioridade, né, que se eu ficar com a agenda de serviço cheio o dia todo, eu não me priorizo, não me cuido. Então acho que é nesse sentido de pensar um pouco nesse nesse equilíbrio desse processo, né? eh e alinhando, né, a a situações aí, a vontade que você tem de continuar, de produzir, né, e também precisa cuidar de você, né, que chegou o momento onde você agora é a prioridade. Acho que parece, pensa numa balança, né? A balança tem que estar equilibrada com as coisas que eu faço para me cuidar, com os meus pequenos serviços. A hora que a balança começa a desequilibrar, a gente tem que olhar falar: "Opa, vamos equilibrar ela de novo". Acho que esse é um pensamento, uma construção de pensamento importante no neste processo, né? É um processo que eu vou passar, você vai passar, todos nós vamos, não tem como fugir disso. A gente precisa entender o manejo desse processo, a gente precisa entender as possibilidades desse processo e entender também que o convívio social, o convívio familiar, né, e o tempo que você precisa para poder eh entender e captar toda a situação que você vai viver a partir de agora, ele é primordial. Então, autocompaixão, autocuidado e continua trabalhando, tudo bem, mas não esqueça de cuidar de você, que agora a prioridade é você. Tá vendo só como se importa, né? Você hoje é a prioridade, né? Nesse momento aí da aposentadoria. Vamos lá. 8:57. A gente vai para as considerações finais. Então, eh, eu gostaria de pedir paraa nossa psicóloga, né, eh, deixar para quem tá vivendo ou se preparando para essa fase da vida, eh, uma mensagem especial. E quero agradecer a sua participação, tá? Grazie por você eh trazer aí o seu conhecimento, dividir a sua experiência conosco e nos orientar de uma forma com que a gente entenda que sim, faz parte da vida, mas que a gente precisa encontrar aí um um equilíbrio, né? E de repente o equilíbrio que é para mim não é para você e tá tudo bem, mas que a gente vai passar por isso sim. Claro, eu agradeço a participação, o convite. Estou muito feliz de poder contribuir de forma significativa com a minha experiência e a minha jornada profissional. Acredito que é um tema importante para ser discutido, faz parte, né, como a gente conversou durante o processo de hoje, faz parte da vida. O processo de aposentadoria, isso vai acontecer, mas o que eu posso pensar é como eu quero que isso aconteça, né? E o fim da jornada de trabalho não é a perda só da identidade, mas é uma nova identidade que eu posso construir. Quais as possibilidades que eu ainda tenho para vivenciar? Quais os sonhos que eu ainda posso realizar? Então eu acredito que essa fase, essa transição, ela pode trazer esses caminhos como uma forma de experienciar aí a vida e trazer sentido e novo propósito para essa transição. Acho que esse pensamento pode contribuir de forma leve e significativa. Muito bem, Grazielia, muito obrigada pela sua participação, tá? eh, por compartilhar seu conhecimento com a gente. Gratidão pela presença. Eu que agradeço. Agora a gente agradece também a Gisele por estar com a gente mais uma vez, por compartilhar conhecimentos, por nos orientar e a gente precisa lembrar, né, nós somos nessa eh somos a prioridade nesse momento, nessa fase da vida e a gente precisa aprender a fazer esse manejo com muita clareza, né? Obrigada pela sua participação, presença. Deixa pra gente aí uma mensagem que vai ficar pros nossos convidados, inclusive que pode já compartilhar o programa que tá disponível no YouTube. Compartilha com a sua família, com seus amigos, pessoal que tá entrando nessa fase, para poder dar um up aí, o entendimento de que a vida ela é feita de fases e a gente precisa se entender, principalmente nessa fase aí da aposentadoria. Eu que agradeço. Acho que eh discutir, né, a transição do aposentar-se, né, e o processo de envelhecimento é sempre algo que eu acho que bastante significativo, importante a gente trazer aí pra pauta. Eh, e acho que eu deixo esse de recado para as pessoas que estão aí vivendo esse processo ou que vão entrar nesse processo, que se priorizem, se organizem, se conheçam. Eu acho que eh o trabalho não nos define 100% quem somos, né? Eh, e quem seremos. E eu acho que as pessoas parem para parem para pensar um pouquinho eh em tudo o que a gente é, que a gente faz e a onde a gente quer chegar. Eu acho que se olhar para si mesmo e começar a se cuidar, acho que é algo importante para para quem tá pré-aposentadoria e para quem tá vivendo aposentadoria, né? É que a gente possa se olhar com mais carinho, mais cuidado, né? A gente agradece então a participação das nossas convidadas, a sua participação. Você aí de casa, muito obrigada pelo carinho da audiência. Como eu disse, pode compartilhar para outras pessoas aí do seu convívio esse programa que já está disponível para você no YouTube também, tá? E a aposentadoria é assim, gente, encerra uma etapa importante da vida, sim, mas não encerra os sonhos, os projetos e nem a capacidade de construir novas histórias, né? Envelhecer é aprendendo, convivendo e encontrando novos motivos para seguir em frente, porque sempre é tempo de recomeçar e essa sua nova fase pode ser o seu recomeço, tá bom? Grande abraço para você. Não esqueça que amanhã nós temos Estúdio Câmara novamente a partir das 8 da manhã ao vivo. Amanhã a gente fala sobre suplementação em excesso, né? Quando o cuidado com a saúde pode virar um risco, é, é creatina, é pré-treino, é vitamina, é minerais, né? Tudo isso faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Mas será que consumir suplementos sem orientação profissional pode causar problemas? Qual que é o limite? Existe risco na combinação de diferentes produtos e quando o excesso passa a prejudicar a saúde, o que que a gente faz? Então, não perca. Amanhã, a partir das 8 da manhã, a gente vai falar sobre o consumo exacerbado de suplementos, tá? Isso é um tema bem interessante, bem legal, faz parte também da nossa rotina e a gente vai aprender a ter equilíbrio nesse consumo. Eh, ao meio-dia, gente, hoje nós temos Câmara Notícia, desculpa, com Gabriel Castro, tá? E lembrando que às 6 da tarde nós temos também a reunião ordinária no plenário e você está convidado a participar presencialmente ou então através do YouTube da TV Câmara Campinas ou no site da TV Câmara Campinas que está disponível para você, combinado? Um abraço, uma semana maravilhosa, linda para mim e para você. Fique bem, cuide-se e até amanhã, se Deus quiser. Tchau, tchau.