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28 views Publicado 06/08/2026 HD · 1:03:36
Resumo editorial

O programa discute 'farmar aura', uma gíria originária de videogames que se popularizou entre adolescentes nas redes sociais e nas ruas. A conversa explora o significado da expressão, seu impacto na vida dos jovens e a ansiedade relacionada à busca por aprovação entre pares. O debate aborda o limite entre brincadeira saudável e possíveis transtornos emocionais.

Citados nesta edição

Descrição do vídeo

Farmar aura é a expressão que saiu dos videogames e tomou escolas, praças e redes sociais de Campinas, a ponto de gerar campeonatos presenciais entre adolescentes. Nesta quinta-feira, 6 de agosto, o quadro de entrevista e debate da TV Câmara discute o que está por trás dessa busca por validação entre pares e onde fica o limite entre a fase própria da adolescência e a ansiedade de agradar os outros o tempo todo. O público participa ao vivo pelo WhatsApp do programa.

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menos falado e vai ser muito mais falado eh qual quais são os resultados que eu tô predisposto a percorrer e como é que eu vou de fato chegar neles. A seguir, TV Câmara ao vivo. Olá, muito bom dia para você que tá aí ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com Estúdio Câmara ao vivo hoje, quinta-feira, dia 6 de agosto. Como você está? Tudo bem para aqui? Tudo ótimo. Bom, o nosso assunto de hoje é farmar aura. É, o que será esse essa aura que a garotada vive falando? Você já ouviu seu filho ou neto dizer que está farmando aura? Ou talvez uma galerinha fazendo aquele gesto, sabe? Esse aqui, ó, gente, é impressionante, né? Você sabe que essas gírias nasceram nos videogames, foram parar na internet, agora dominam escolas, praças, as ruas, a turma tá farmando aura, agora tem até campeonato presencial. Mas o que isso significa na prática, né? Por que essa busca por moral, né, com os amigos ganhou cara de jogo, porque parece que eles estão jogando alguma coisa. E onde que fica o limite entre uma brincadeira de fase, né, da adolescência e a ansiedade de querer agradar os outros o tempo todo? Hoje a gente fala de farmar aurura. A gente vai entender o que é isso, a gente vai entender essa linguagem e o excesso, né, eh, de repente dessa tendência, o qual o impacto que pode ter na vida de um adolescente. A gente fala sobre farmar aura e nós queremos você participando conosco. Mande sua mensagem pra gente. E aí, como que você se comporta quando seu filho ou seu adolescente, enfim, eh, chega em casa para você, então, né? Ou então você vai lá na rua e vê a galera fazendo movimentos estranhos e eles estão apenas brincando, eles estão farmando a aura, né? Qual que é o seu comportamento diante disso? Como que você conversa com os seus adolescentes referente a a esse momento, né? Será uma fase? Qual o impacto na vida desse adolescente? Você tá em dúvida? Você tem uma experiência que você viveu aí na sua casa? Quer contar pra gente? Então manda a sua mensagem para o nosso WhatsApp. Nós já estamos aqui com os nossos entrevistados, a nossa produção já apostos para atender você. Então, o WhatsApp tá na tela, 1997377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Daqui a pouquinho vamos apresentar os convidados do programa de hoje. Olha, gente, os vereadores de Campinas aprovaram em primeira discussão na reunião ordinária de ontem, quarta-feira, o substitutivo total ao projeto de lei 37 de 2025, é de autoria do vereador Herbert Ganém, eh, proíbe a distribuição de animais como brindes no município. A proposta altera o o Estatuto da Proteção, Defesa e Controle das Populações de Animais Domésticos. prevê multa, tá, de 100 a 3.800 unidades fiscais de Campinas, além da apreensão dos animais. No caso de empresas, também poderá haver cassação da inscrição municipal e do alvará de funcionamento. Em caso de reincidência, em menos de 2 anos, o valor da multa será dobrado. O projeto foi aprovado em primeira discussão e ainda será votado em segundo turno antes de seguir para a sanção ou veto do executivo. Lembrando que os detalhes da reunião ordinária que aconteceu ontem no plenário da Câmara você confere ao meio-dia no Câmara Notícia com Gabriel Castro. Mais informação chegando para você. Olha, a Defesa Civil de Campinas reforçou o monitoramento da previsão do tempo e colocou as equipes do sistema municipal de proteção e Defesa Civil em estado de atenção devido à chegada de uma frente fria. A partir de hoje, a previsão aí de chuvas, raios, ventos moderados e fortes e possibilidades de temporais até o final de semana. De acordo com a Defesa Civil do Estado de São Paulo, também a previsão de rajadas de vento e descargas elétricas com o risco de quedas de árvores e galhos, destelhamentos, interrupção no fornecimento de energia e transtornos no trânsito. Isso é uma previsão, gente. É importante a gente falar sobre a previsão porque você pode receber alertas oficiais, tá? eh, no seu celular pelo sistema broadcast, que é o sistema que envia mensagens automaticamente e para quem estiver na área de risco. Mas você também pode receber alertas oficiais, você mandando a sua mensagem, pode subir pra gente TP, porque tem o número eh que você vai mandar. Olha aqui, o número é 40199, tá? 40199. Então você pega o seu CEP e manda para esse número, porque daí automaticamente você vai receber as mensagens aí, os alertas e se você precisar 199 defesa civil a qualquer hora, a qualquer momento. Vamos à previsão do tempo para hoje. Então vamos lá. Olha só gente, sol aumento de nuvens agora de manhã. né? Então temos sol e as nuvens vai vai aumentando porque à tarde nós temos aí a previsão de pancadas de chuva e a noite também a mínima de 16, máxima de 29º. Vamosora então né? Não esqueça de se hidratar, pegue sua garrafinha, né? Reponha a água e vamos simbora para um dia maravilhoso para mim e para você. Agora a gente vai para o tema central do programa de hoje, né? O mundo digital ele cria gírias num ritmo que às vezes fica difícil acompanhar porque é é tudo muito rápido. A moda da vez agora é farmar aura. No jargão dos jogos, farmar significa trabalhar para juntar recursos. Isso, os games, né? E aura virou sinônimo de presença, estímulo, carisma. Ou seja, farmar aura nada mais é do que fazer algo que te destaque, que te dê um status com a turma. Mas o negócio saiu tanto da tela que agora tem até campeonato de farmar aura. E a gente precisa entender o que tá acontecendo, porque é a linguagem dos adolescentes. Os adolescentes vão para casa, eles vão conversar com os pais e a gente precisa saber conversar com essa turma, né? Então, para entender o impacto eh de tudo isso que tá acontecendo na cabeça dos jovens e também nas famílias, nós recebemos aqui no estúdio a psicopedagoga, ela também é professora, convive com essa galera, Alessandra Almeida Ribeiro, seja muito bem-vinda. Bom dia, obrigada pela sua participação. Bom dia, obrigada. Bom dia a todos. Muito bem, Alessandra. E para completar o nosso time do programa de hoje, a gente dá as boas-vindas ao psicólogo Pedro Godói, que também entende sobre os adolescentes e essa turma que tá farmando aura. Seja muito bem-vindo, Pedro. Bom dia, obrigada pela sua participação. Bom dia, muito obrigado. Muito feliz com a participação aqui também. Eh, então vamos lá conversar sobre o Farmar. Vamos, porque nós precisamos da orientação de vocês, uma psicopedagoga, professora e um psicólogo, para nos ajudar, para nos orientar referente a essa linguagem, né, corporal dos adolescentes e impacta sim no aprendizado, na na socialização, na família. Então, Alessandra, na prática, eh, qual a sua avaliação como psicopedagoga, como professora? Como essa busca por farmar aura, ou seja, por se destacar, por ter status, ela se reflete na convivência e na rotina escolar dessa turma que está nessa fase. Então, eh, os jovens adolescentes, eles têm essa necessidade de pertencimento. Uhum. Então eles buscam o tempo todo a validação. E nós vemos que quanto mais eles consomem esses conteúdos, essas trends, eles tendem a replicar no ambiente escolar, em casa, com a família. Então, eh, o que que muda? muda o repertório, vocabulário, né, as expressões. Então isso passa a ser parte do cotidiano desses jovens e adolescentes. Então muda totalmente a forma deles se comunicarem, né? E normalmente quem não sabe fica por fora, né? E aí tem aquela outra expressão também da internet que é o fomo, né? aquele que tem a necessidade de participar ali daquela situação. Então nós vemos bastante isso, tanto na escola como nas rodas de conversa, no shopping, enfim, em vários lugares. Então, e nós precisamos aprender, né? Nós precisamos entrar nesse mundo para que a gente também eh consiga conversar e cativar esse jovem e entender até que ponto é toda essa linguagem, toda essa eh eh esses gestos eh não impacta eh eh na vida desse jovem adolescente. Agora, Pedro, sobre a perspectiva da psicologia, né? Por que que essa busca por aceitação e status no grupo é é um processo tão marcante na adolescência? Porque Alessandra falou da sensação de pertencimento. É um momento que marca. Então se ele tá fazendo também vou fazer para eu fazer parte desse grupo. E isso acaba marcando a vida do jovem. Por que é tão marcante? Eles estão em um processo de lapidação, a gente pode dizer assim. Eh, eu costumo eu costumo entender que os pais eles fazem os filhos para colocar no mundo, né? Então, se a gente pensa ali na infância, é muito comum que as crianças têm como uma referência os próprios pais, os cuidadores, né? E ali no momento da adolescência, como você colocou, começa o momento de construção da identidade. Claro que isso também tem o início ali na infância, mas ele é ele tem um uma diferença ali muito marcante no jovem, que ele deixa de ver os pais como essa grande figura, né, de referência e acabam buscando essa referência nos pares, né? Então isso acaba levando os jovens a ter essa busca, né, por um pertencimento dentro do grupo. Agora, a questão, né, a necessidade de pertencer a um grupo, isso é uma coisa quase biológica nossa, né? Todo mundo tem essa necessidade de pertencimento, de poder ser cuidado, de poder ser escutado. A diferença é que o jovem ele tem essa essa necessidade maior de buscar junto ali com os pares, com os grupos, né? Isso acaba tendo um eh isso acaba sendo ampliado hoje em dia com o fenômeno do digital, né? Porque antigamente eram mais os colegas ali, né, do da escola, dos colegas do prédio, do condomínio, enfim. E agora é um fenômeno praticamente global, né? Até é curioso a gente usar o termo, como você falou, farmar, né? Que vem ali do videogame, que é uma coisa que vem ali do inglês, do farm, que a gente transforma num verbo em português que já existe, né? Então isso a gente fica percebendo como que isso tá cada vez mais ampliado esses parires que os adolescentes possuem, né? Então é um fenômeno eh normal, esperado dentro ali da idade, eh mas que é uma questão que a gente precisa discutir, né, para entender quais que são talvez os limites, até onde isso vai. Exato. Exato. Porque é algo normal e natural que acontece. Eu quero lembrar você aí de casa a naturalidade disso. A gente precisa colocar um ponto aqui e precisamos observar e ver o limite dessa questão toda. Mas eu farmei aura, você farmou aura. Sabe por quê? É a história de se juntar em uma praça para disputar quem tem mais aura. Se a gente parar para analisar, vamos lá, vamos lembrar as batalhas de break, né? Lembra aquelas danças de rua antigas? que a galera se juntava, que ia dançar, que fazia uns movimentos diferentes. Eu nunca consegui fazer aquilo, mas tentei muito. E os amigos que faziam, todo mundo aplaudia, só que na época a gente não tinha celular, então a gente, né, isso não se expandiu tanto, mas em meio aos grupos, as rodas, isso existia. E se a gente fazer eh fizer uma análise eh desse desses grupos de break, de danças de rua, né, que a gente brincava antes, no meu tempo, na minha época de adolescente, a gente pode dar uma conexão com o farmaura de hoje, né? Só que antes não tínhamos celular, antes nós tínhamos aí um certo limite, né? E hoje a tecnologia acabou deixando tudo mais exacerbado. Então, a Alessandra, a como que a psicopedagogia ela pode diferenciar o jovem que se expressa com autenticidade daquele que performa atitudes apenas para obter a aprovação social? Porque tem uns que curtem aquilo, que que realmente fazem aquilo porque estão eh eh nesse momento estão dentro aí dessa dessa bolha, entre aspas, e tem aqueles que vêm, mas não sabem o que é, mas precisam se inserir e fazer isso para obter a aprovação social, né, desse desse outro jovem para se inserir no grupo. Como que a psicopedagogia vê isso? Eh, e a necessidade disso, como o o Pedro comentou, todos nós temos essa sensação. A gente quer pertencer a algo, mas até que ponto isso é saudável para o jovem? Então, quando a gente fala eh sobre essas expressões, é muito importante a gente observar se o jovem, se o adolescente, ele está apenas replicando um comportamento. É muito importante que esse jovem, esse adolescente, ele tenha sua identidade, que ele tenha senso crítico, que ele seja um formador de opinião, que ele não só receba trende ou ali a modinha e replique, porque existem, né, existe o lado legal, como você falou, Rúbia, do dali da do lado lúdico, né, de toda a situação, das brincadeiras, porém existem aquelas trends que elas não são muito saudáveis, né? Nós vimos aí alguns exemplos eh de algumas brincadeiras de eh da Mata Leão, do desodorante, do desodorante, que eles acabaram replicando. Então nós vemos isso, né, eh, no aspecto profissional, eh, como esse jovem encara isso e de que forma ele replica isso fora ali do do ambiente virtual. E uma coisa também que é muito importante a gente falar e essa necessidade de validação. Até onde vai, né? Até onde sou eu, são as minhas opiniões e até onde eu estou fazendo isso apenas para me sair bem com os meus colegas, né? Então isso a gente observa sim e precisa estar atento. E Rúbia, você falou uma coisa muito importante da questão da família. a eh a família cabe não proibir, mas tentar fazer parte desse universo e entender, até porque eh o pertencimento também da família nosso, né? O que que eu vou conversar com o meu jovem em casa, o que que é farmar aura, é o que que significa. Então isso é muito importante também. Muito bem. É, eu acho que uma uma questão que você trouxe, né, Alessandra, é até você falou do fomo, né, do fear of missing out, que seria aquele aquele medo de ficar por fora, né, que é uma coisa que que a gente tem também, né, não só os adolescentes, eh, a gente até brincando assim, falando que nós do morango do amor, né, virou um contágio, um contágio social. Eu caí nessa história do morango de amor, é o pistache. É, a gente pode ter um monte de exemplo, né? E como a gente coloca assim, né? Qual que é o limite disso, né? Porque ah, tem a brincadeira do do six, do Farmura, eh, às vezes a gente não consegue falar: "Não, isso aqui é ruim, isso aqui vai fazer mal pros adolescentes, como você estava comentando, né? Eh, eram as competições de break dance, eram outros tipos de competição, é a moda, é um jeito de se expressar, né? Então acho que a gente tem que ter um cuidado para não eh colocar esse tipo de situação como vilão, até porque se trata mais de um choque de gerações, né? Agora tem a questão do fomo, de como algumas trends elas podem capturar essa sensação e aí sim causar mal. Eu penso muito naquela história da baleia azul de um, acho que da época que eu era adolescente assim faz um faz um tempo, né? de como isso também realmente causava mal pros jovens naquela também nesse mesmo ponto dessa necessidade de identificação, de pertencimento. Então é isso, né? É entender quais são as trends que a gente consegue olhar, dar risada junto, né? E quais são as trends que a gente pode ver que talvez não estejam sendo tão boas ali pro adolescente, né? Então acho que tem que ter esse esse cuidado com com isso, né? com com esses limites. E a gente, nós adultos, nós precisamos nos informar sobre eh tudo que está acontecendo eh em nossa volta e principalmente no mundo dos adolescentes, porque olha só, achei interessante que a o Farmar Aura agora já tem campeonato, né? Então, tem muita gente disso, inclusive vai ter um campeonato aqui em Campinas, mas eu vi ontem na internet procurando sobre o assunto, teve uma cidade aí, se eu não me engano, tá gente, é Min em Minas Gerais, que foi proibido farmar aura. Eles iam fazer um campeonato na praça e daí proibiram. E gente, a gente precisa entender que a galera tá se reunindo para fazer algo que pra gente não tem sentido, mas para eles faz todo sentido, né? Então, é por isso que a gente precisa entender o que significa isso. Eu vi até eh algumas eh linhas assim de religião falando sobre o assunto, eh demonizando a questão do Farmaara por conta dos movimentos que surgem. Mas a gente precisa entender isso. E como tudo que vem na internet e é tudo que é modinha, eh, uma hora é uma gíria, uma hora é um gesto lá do six, é um doce, igual você falou, né? O morango do amor, tudo isso eh vem e explode e depois vai embora. Exato. E muda muito rápido, né? Então, cabe a nós, eh, os adultos, a realmente e tentar entender, não demonizar, né? não proibir isso e orientar os nossos adolescentes, as nossas crianças a respeito do que eles estão fazendo, que não basta replicar um comportamento, mas entender o que é e tudo bem, né? Porque não faz parte da nossa geração, nós não vamos proibir, né? Como você falou. Exatamente. É, a gente precisa entender e conversar sobre. A partir do momento que você conversa sobre, você pode impor o limite, né? Você pode chegar e explicar que você entende a situação e determinar um certo limite, porque você é a mãe, você é o pai, você é o cuidador, então explica. Eu entendo, eu compreendo, eu acolho, mas é até aqui, né? E explicar também porque é mais ou menos assim, Pedro, que funciona. É, eu penso que como a gente tava conversando sobre adolescência, né? Adolescência também é um momento não só de identificação com os pais, mas também de questionamento de regras, né? Então, eh, quem é pai de adolescente, eu não sou pai de adolescente, mas eh é uma fase ali difícil, né, com essa questão da rebeldia, desses questionamentos, tanto da figura de autoridade dos pais, dos professores, né? Agora, isso também é um movimento que faz parte da adolescência, né? Desde que o o ser humano é ser humano, os adolescentes eles têm esse tipo de de comportamento. Acho que a questão é não é proibir, n é claro que tem certas coisas que a gente precisa colocar limite, precisa ser rígido, né? Mas eh tem certas coisas que talvez a gente podendo escutar, podendo conversar, podendo entender o que que tá surgindo a partir daquele comportamento, que a gente consegue dar um espaço seguro para isso, né? Então a gente pensa, vai ter uma competição de farmar aura na praça da cidade, por exemplo, né? Ué, vão ter lá os adolescentes, vão poder se divertir, vão poder conversar junto com É, acho que tem tem que entender isso, né, que eles provavelmente eles vão fazer essas coisas. Será que não é melhor a gente dar um espaço seguro para que eles possam fazer isso, para que eles não façam isso escondido de alguma forma, né? Então eu acho que é é uma questão assim realmente delicada isso, né? Tanto que a gente consegue dar segurança ao mesmo tempo que eles podem sentir que eles estão quebrando regras, estão podendo questionar, né, o que veio veio atrás, né? Muito bem. Agora essa velocidade com que muda tudo que tem na internet, essas modinhas, enfim, né? Ã, e a cobrança por sempre estar atualizado, né? que é o ex eh isso pode desencadear quadros de ansiedade, interferir na na questão eh eh escolar, eh qual que é a avaliação sua como psicopedagoga, Alessandro? Sim, pode gerar ansiedade. Eh, como a gente conversou antes, né, eles acabam ficando ali nas telas, eh, buscando a nova atualização, qual é a nova trend e dessa forma eles começam ali a questão dos neurotransmissores, do prazer. Então, eles buscam cada vez mais esse prazer de assistir, de replicar alguns comportamentos. E a gente tem que tomar cuidado até com o tipo de conteúdo, porque tem a questão da adultização também, né? Esses comportamentos aí que algumas dancinhas, né? E nós vemos que isso, essa questão da repetição desses comportamentos, ela acaba afetando muitas vezes a vida escolar, porque o aluno ele precisa ter uma rotina, ou aluno, criança ou adolescente, ele precisa ter uma rotina. Então, quando ele eh acaba investindo muito tempo naquela naquele conteúdo ali e o algoritmo ele é um pouco cruel. Quanto mais você consome, mais ele manda, mais ele causa ali a dependência e aquele jovem vai ficando ansioso e quer replicar o comportamento e acaba deixando de fazer algumas coisas que são muito importantes paraa sua vida, né? E ter às vezes até ali a socialização real, né? Alguns ficam ali, eh, eles postam esses conteúdos e eles ficam aguardando os likes, os comentários e cada vez mais eles vão ficando dependentes dessa validação e deixam de lado a vida real. Muito bem. Agora, do ponto de vista psicológico, né, eh os riscos quando o humor, quando autoestima do jovem, ele passa a depender somente de um desempenho, de uma publicação, de um like, de estar sempre produzindo aquele conteúdo, de estar sempre farmando a aura para que ele seja validado, para que ele tenha status, que seja aceito. Qual que é o impacto psicológico nesse jovem adolescente? Tem um impacto muito grande, né? Eh, se a gente for pensar, pessoal da década de 90 talvez tenha sido a última geração antes de eh nascer dentro do mundo da internet, né? Então, eu cheguei quase ali na eh junto com esse pessoal mais novo, né? Porque se a gente for parar para pensar no adolescente hoje em dia, desde que ele nasceu praticamente tem a questão do tablet, do celular, né? Então é uma coisa que eh faz parte da vida de uma forma que isso nunca existiu com outras gerações, né? Então, a gente pode olhar para para esses adolescentes como uma geração que tá vivendo por um momento muito radicalmente diferente. Como eu falei, é um processo quase de internacionalização. Antigamente você tentava buscar a aprovação dos pares da moça, do moço ali na escola, de uma turma que tinham ali poucas pessoas, né, com os colegas ali do bairro. Hoje em dia, eh, tem a questão da viralização do TikTok, viralização do Instagram. Eh, muitas vezes os pais têm dificuldade para colocar esses limites nas redes sociais, então eles acabam não conseguindo por vários fatores, né, ter essa atenção e isso acaba gerando aquilo que eu julgo, né, como mais importante, o mais grave, que é a comparação, né, porque todos nós temos uma sensação ali de, ah, a gente tá se comparando ali com a pessoa, enfim, mas pro adolescente isso é muito forte, porque é o momento de construção de identidade, é o momento de entender qual que é a minha minha posição no mundo, onde que eu me encaixo. Então, a comparação ela acontece de uma forma muito natural, mas os algoritmos, como você tava falando, Alessandra, eles acabam capturando isso, eles vão mostrando cada vez mais coisas que vão te mantendo engajado. E a questão do engajamento na rede social é que ele não é um engajamento apenas pelo prazer. Na verdade, tem muita muita pesquisa que indica que sentimentos de ansiedade, de tristeza, eles também, raiva principalmente, eles aumentam muito o engajamento no tempo de tela. Então, se um adolescente ele passa ali muitas horas no celular e ele vai vendo esse tipo de conteúdo que muitas vezes vai ter aqueles gatilhos, né? Vai vai tocar numa ferida e a pessoa vai se sentir mal, vai continuar olhando para ver se ela consegue acabar com aquela com aquela sensação. Bom, o que que isso pode causar, né? né, como a gente tá comentando, eh, transtornos de humor, transtornos de ansiedade, muitas questões que elas podem ser ampliadas por conta do uso das telas. Claro que é uma coisa multifatorial. Eu eu penso que o uso das telas é um é um fator dentro de vários, mas que ele pode sim ampliar muito essas questões com dos adolescentes, né? Eh, quando a gente fala em telas, é importante a gente salientar que na escola, né, eles eh conseguiram entender que eles precisam estudar. Isso foi um ponto assim maravilhoso, né, Alessandra? Sim. Sim. Porque na escola eh o que que eh nós observamos, né, como professor, que nos horários assim de lanche, de intervalo, em vez deles socializarem, conversarem, eles ficavam na tela. Então você via ali o grupo de crianças, de adolescentes sentados juntos, porém não coexist juntos apenas, né? Mas não se relacionando, não conversando. Então hoje quando você passa e vê eles estão brincando, conversando, eles estão vivendo de verdade, né? Então isso é muito importante. Uhum. A gente até brinca, né? que quando estava com o celular dava um pouquinho menos de trabalho porque eles ficavam ali quietinhos no mundinho dele, né? Mas que bom, que bom, porque hoje há relacionamento, há conflito, há divergência de ideias, então tudo bem, tudo bem. E realmente foi muito bom essa questão de tirar isso do dali do meio escolar. Aham. Agora, eh, nessa fase que nós estamos de farmar, aura, como é que tá na escola? Que que você tem avaliado? O que que você tem notado? Eles estão farmando aura na hora do intervalo? Como é que eles farmam muita aura? E a gente observa desde os pequenos, né, das crianças menores até os maiores. Então eles falam, eles brincam, eles ficam assim: "Ah, se conseguiu alguma coisa, farmou aura". Se não conseguiu, perdeu a aura, hein? E e os gestos e brincam. E a gente, como professor, a gente tenta também entrar nesse mundo deles e tudo bem, né? É como nós falamos aqui, nós eh não podemos eh limitar simplesmente, né? A gente precisa entender e sim, por que não farmar aura junto com os alunos. Exatamente. Porque eh se a gente olhar, tem sempre tem aí os três lados da história, né? A minha verdade, a sua verdade e a verdade verdadeira. E essa questão de farmaaura, se a gente para para analisar, é uma um meio de comunicação entre eles, é um meio de criatividade. Ah, pode parecer meio estranho, porque realmente é a primeira vista você olha, fala: "O que que é isso?" Mas eles estão criando algo, eles estão formando aura e eles estão se comunicando e eles se entendem nessa comunicação. E aí a gente, se a gente levar pro lado cultural, nem tudo tá perdido, que isso pode ser um incentivo para um lado, despertar aí de um lado cultural desse jovem, desse adolescente que está exercitando o seu cérebro para fazer algo que venha despertar o sentido do outro numa forma de poxa vida, ó, você é top, você é legal. Você concorda com isso, Pedro? Eu concordo. Eu acho que que nem você falou, essa questão cultural, se a gente for pensar eh mesmo em movimentos artísticos, né, nas últimas décadas, né, eles surgem como uma forma de rompimento, né? Eh, então, por mais que nós das gerações mais mais velhas, né, a gente pode olhar para aquilo e não entender, eh, se a gente volta paraa nossa adolescência, como você trouxe no começo do programa, a gente também fazia coisas assim que os pais não faziam ideia do que tava acontecendo, né? Coisas muito eh aleatórias, mas que pro adolescente tem um sentido muito grande, né? Eh, acho que tem essa questão do do videogame também, que isso acaba alterando muito a forma como a gente entende a adolescência hoje, até os termos, né, farmar, eh, aura, essas coisas assim, elas vêm do mundo dos games, mundo dos animes, né, dessa dessa questão da cultura nerd, que já existe há um certo tempo, mas talvez nunca tenha tido uma expressividade tão grande, né, e isso acaba de fato influenciando aquilo que sai da rede social, aquilo que sai do mundo digital e vai pro mundo real, né, que eu acho que é muito o que a gente acaba vendo. Eh, mas é é como a gente tá conversando, né, acho que esse consenso que se é uma forma de socializar, eu acho difícil ver isso como uma coisa negativa, até porque eh muitos desses adolescentes que estão agora com essa brincadeira eh foram crianças ou pré-adolescentes, enfim, da pandemia, né? pandemia como um momento ali, eh, enfim, com muitas questões, mas especificamente com essa questão da tela, né, da criança lá, do adolescente no Discord, com aqueles, eh, chats em grupo, conversando com as pessoas, mas muito isolado, né? E até um pouco depois ali da pandemia deu para perceber como esse isolamento ele tinha, ele continuou, né? Então, quando eu comecei a ver na internet essas coisas do Farmar a Hura, do pessoal brincando ali com six, eu vi isso de uma forma bastante positiva, porque é o adolescente saindo de casa, saindo ali do mundo das telas para ver gente de verdade. É uma coisa que veio ali da internet, veio ali do mundo digital, né? Mas eu acho que quando uma coisa sai ali da rede social e a gente pode ter uma manifestação física daquilo, tendo essas trocas, eu acho que é uma coisa bastante positiva. E e pra gente fica um pouco, esses dias eu descobri que na verdade eu sou um unk, né, que seria uma uma cortar a palavra uncle, né, que seria uma coisa de tio, que é o pessoal que já tá meio meio por fora, né? Então, eh, uma coisa que eu fiquei pensando também, a gente falando sobre Farmar Aur, se a gente já tá falando sobre isso, a gente fazendo aqui o programa na televisão comentando, os adolescentes provavelmente já estão em outra coisa, já estão em, né, já vem outra coisa na hora que, né, na hora que a geração mais velha já tá tentando se apropriar, eles já estão em outro lugar. Eu acho que isso é uma coisa muito, realmente muito natural, questão das giras, questão do das formas de expressão, né? Então os adolescentes eles acabam ensinando muita coisa pra gente, né? É, e eles dão um toque de ludicidade também, né? Porque nós observamos que eles formam os grupos, eles fazem coreografias, é criatividade. Então eu vejo isso sim como algo positivo. Interessante. E é importante o que o Pedro falou porque assim, eh, é a criatividade deles, é o momento que eles estão vivendo, é uma fase que vai passar, principalmente coisa de internet, as modinhas, né, que passam, mas é um momento em que eles estão socializando. Ah, veio da internet, sim, vai pra internet, vai, vai ter alguém filmando. Mas se a gente para para analisar o tanto de jovem que saiu do quarto, o tanto de jovem que que saiu da tela e que está lá exercitando, né, tentando fazer algo, apesar de que a gente precisa cuidar com o limite, né, que é aí que o negócio pega, aí que a gente precisa se atentar como pais, mães, cuidadores, beleza? Ó, vamos entender o que é farmaura, vamos entrar no mundo com eles, eh vamos conversar sobre e aí a partir disso a gente consegue eh discernir, né, e entender o impacto positivo e negativo dessa situação do Farmara. Então, quando que a gente percebe que o nosso adolescente ele já ultrapassou o limite da naturalidade que essa trend, essa fase implica? Vamos lá, nosso psicólogo. Eh, eu tenho aquele termo, né, que é o cronicamente online, eh, que é uma pessoa que passa muito tempo online e a gente acaba vendo isso no Twitter, principalmente, assim, eh, pessoas que sabem de muita coisa dentro ali do mundo digital. Eh, e eu acho que esse também é um ponto que a gente tem conversado bastante agora, né, e também fora daqui nas aulas de conversa, né, que é justamente a questão dos limites, porque como eu tinha comentado, não adianta simplesmente proibir, né, porque muito provavelmente o adolescente vai dar um jeito de poder se expressar, poder se divertir. Eu acho que é muito uma questão da gente conseguir realmente dar esse ambiente seguro, entender por que tá acontecendo essa trend nesse momento, o que que tá por trás dela, se ela tem algum perigo, se ela tem algum risco associado, né? Eh, como eu tinha comentado, aquela história da baleia azul, por exemplo, né, que foi uma coisa muito muito grave ali pro pros adolescentes. Então, a gente precisa sim ter um um uma comunicação aberta com o adolescente, ir atrás de informações sobre o que tá acontecendo, sobre para onde ele tá indo, com quem ele tá indo, o que que o adolescente tá apostando na internet, que eu acho que essa é uma questão também muito muito delicada, né? Porque se a gente for pensar há umas décadas atrás, esse nível de exposição da nossa vida privada paraa vida pública, ele era impensável, né? Assim, a gente tinha os atores, o pessoal aqui no na televisão, mas uma pessoa comum, normal, né, podendo postar alguma coisa e de repente viralizar para milhões de pessoas, é uma coisa que a gente precisa repensar, né? Como que isso de fato pode estar afetando os nossos adolescentes e as nossas crianças, né? Acho que você até comentou também do fenômeno da adultização, né, que a gente tem que também ter um olhar muito atento para para essas questões, né? Então tem o um efeito positivo, né, como a gente tava comentando, mas como você falou também, eh tem que ter um cuidado eh redobrado, principalmente com coisas que vem da internet que a gente muitas vezes não vai nem entender, né? Até entender as giras, né? O uso dos emojis. Tem alguns emojis podem ter algum tipo de significado que pra gente não a gente não sabe porque a gente não pertence, né? né? Como eu brinquei essa coisa do seu Ank. É, nós estamos de fora, a gente tá tentando se aproximar de algum jeito, mas eh é difícil também, né, pros pais, pros cuidadores. E algo que você falou também eh essa questão de cronicamente, né, muitas vezes a criança ela deixa de experimentar a vida real. Então, o que que nós temos visto aí nos atendimentos psicopedagógicos? Crianças às vezes na fase de 9, 10 anos que não conseguem amarrar o cadarço do tênis. Verdade, né? Por quê? Porque são crianças ali que eles entendem tudo de tela, eles conseguem fazer coisas que às vezes, ah, tia, é só apertar o botão. Já aconteceu isso em atendimento. Eu falei: "Nossa, travou, não, aperta esse, esse, esse que vai dar certo". Mas aquela criança tem dificuldade na motricidade fina, é uma criança que às vezes não vivencia ali brincadeiras ao ar livre, né? O adolescente também. Então nós vemos que essa questão da motricidade também hoje em dia para nós que trabalhamos com a educação é algo muito assim que realmente acabou aumentando muito, porque às vezes eu já me deparei de ir a um parquinho e chegar no parquinho, eu vejo a criança no parque, sentada na areia e no celular. Então, eh, também para as famílias terem esse cuidado, que quando está o ar livre ou quando está em algum lugar, essa criança realmente esteja ali, esse adolescente, né, esteja ali vivenciando aquele momento e realmente tendo todos os estímulos que necessitam para aquela idade. E e falando nesse ponto, né, que você trouxe da criança tá ali na no campinho, no parque, na areia, mexendo na tela, mexendo no celular, né? Eh, isso também pode ser a reprodução de um comportamento dos pais, né? Exato. Porque normalmente você vê os pais, quantas vezes você chega numa praça de alimentação, tem uma família ali sentada fazendo a refeição, todos estão na tela, né? Infelizmente. Então você falou perfeitamente, muitas vezes é replicando o comportamento do adulto, porque nós somos o a referência, né? Figura de referência pros nossos filhos. Exatamente, né? O a criança tá podendo brincar, né? Pensa numa criança bem nova assim e ao invés de tá podendo receber o olhar ali do cuidador, a pessoa tá distraída, mexendo na rede social, respondendo alguma mensagem, alguma coisa assim. Isso vai ensinando também paraa criança que talvez aquele objeto, aquele celular, aquele tablet, aquele notebook, ele é mais interessante às vezes até do que ela mesma, né? Então tem que ter uma uma um cuidado também dos pais, dos cuidadores, porque não adianta a gente criticar um adolescente ou a criança que passa muito tempo nas telas se a gente faz a mesma coisa, né? Exatamente. Ontem foi até tema de programa aqui no estúdio Câmara, porque a gente precisa eh entender o que nós estamos espelhando, né? O que nós estamos fazendo, porque daí você tá em casa, você pede para ele diminuir o tempo de tela, mas e aí ele vai ele vai ficar com quem? Se você tá na tela, né? Então é importante. E aí às vezes alguns pais falam assim: "É, mas eu trabalho home office, tudo bem, mas a gente precisa". Se a gente está solicitando para que ele diminua, nós também precisamos diminuir, porque eles estão simplesmente espelhando, eles estão vendo o que estamos fazendo e estão fazendo também. É isso, né? É. E as telas elas têm sido usadas como um calmante para as crianças. Isso eu percebo bastante. Então, por exemplo, a criança está ali numa sala de espera, em vez dos pais nesse momento trabalharem com aquela criança ali, o controle inibitório, a questão comportamental, não. Ai, dá logo um celular para essa criança para acalmar. Uma chupeta, né? É, é como se fosse uma chupeta. Então, a gente tem que tomar cuidado também com isso, né? Até que ponto nós adultos também influenciamos o comportamento das crianças em relação às telas. Exatamente. Agora, falando em comportamento, Alessandra, eh como que a a psicopedagogia, como ela explica a forma que nós devemos conversar com esses jovens e adolescentes eh sobre esses comportamentos, né, mas sem desqualificar, que a gente tem que cuidar também para não desqualificar a cultura, porque nesse momento a cultura deles é essa, né, do six, de farmar aura. E a gente tem que cuidar porque essa desqualificação eh a partir de uma conversa pode causar também uma desconexão aí. Exato. É, eu como psicopedagoga, eu atendo várias faixas etárias, então eu preciso entender desde os heróis do momento, as trends, até o mundo dos adolescentes. Confesso que é um trabalho assim, é um pouco complexo, mas eh primeiro entender. Eu acredito que quando você tem conhecimento, você pode ter uma conversa aberta e com propriedade. Então nós temos de tomar aquele aquilo que nós falamos antes. Sim. tomar cuidado com as críticas, ouvir, filtrar e orientar essa criança. Então, a primeira vez que eu vi farmar aura foi de uma criança de 6 anos. Uau, tia, eu tô farmando muita aura, né? E e eu falei assim: "Nossa, é mesmo, que legal, né?" E aí eu falei: "O que é isso?" Ai, tia, farmar a hora é quando a gente consegue fazer uma coisa muito legal. Olha aí. E rapidamente eu fui me interar sobre o assunto. Então é isso, é conhecer, entender e orientar, orientar a criança e para que ela possa, assim, sempre que ela utilizar essas expressões, esses comportamentos, ela saber o que ela está fazendo, né? Isso é muito importante. Eh, e tem aquela questão também eh mostrar interesse sobre o assunto, né? Igual a criança vai farmar aura, o que que é isso? Tô farmando aura. Nossa, mas onde que você aprendeu, né? Me ensina também como que funciona isso. O que que acontece se você farma aura? O que que acontece se você fizer assim? Porque a partir disso você vai entrando nesse mundo e vai tentando entender. Eu acho. Na semana seguinte eu falei assim: "Olha, agora a tia já sabe o que que é farmar aura, já assisti o vídeo, já estou interessa, você viu? Você viu muita gente farmando aura?". Então é isso, é realmente mostrar interesse, porque a criança ela tem a necessidade de ser ouvida e a partir do momento que você fala: "Ai, para com isso, que bobagem". você limita essa criança e você acaba causando essa frustração por algo que você desconhece, simplesmente por ter um certo preconceito. É o caso desse campeonato de Farma aura que foi impedido e que acontecer em praça pública e que foi impedido e imagina a frustração desses jovens e adolescentes. E imagino eu também que ia, né, ser uma galera muito grande, porque já que tá no momento, a galera tá farmando aura. Era um momento de socialização e que foi impedido por de repente pelo simples fato de não entender o que significa isso nesse momento que esses jovens estão vivendo, né? Eu eu penso que o desconhecimento e a ignorância isso pode acabar causando muito mal, né? Como a gente tá conversando aqui, o um ponto muito importante, né? e tanto pros cuidadores, pros pais estarem interados ali no que que a criança tá fazendo, o que que o adolescente tá fazendo, mas nós também como profissionais também precisamos estar muito antenados com o que tá acontecendo no momento, porque às vezes o a criança, adolescente ou até mesmo jovem adulto vai falar alguma coisa e se a gente demonstra uma não só uma ignorância, porque não é um problema também a gente poder aprender, mas eh um julgamento. Nossa, mas que coisa esquisita. Que que que que significa ficar fazendo isso aqui? qual que é o propósito, né? A gente perde vista o que que é importante na infância, o que que é importante na adolescência, que é a descoberta do novo, né? Então eles estão descobrindo coisas novas, novas formas de socializar, novas formas de até se expressar que se a gente limita, e não só limitar, mas julgar como uma coisa estranha, esquisita, não tô entendendo. Bom, se a gente não tá conseguindo entender alguma coisa, eu acho que é muito importante a gente ir atrás, né, para entender, né, ir atrás da informação para realmente entender o que que tem por trás daquilo ali, se é uma coisa séria, grave ou não, né? E essa questão da conexão, né? Nós profissionais, nós precisamos nos conectar com as crianças. Então, eh, quando nós buscamos fazer parte do mundo delas, essa conexão fica muito mais fácil. Olha só, né? E nós estamos aí falando de farmar aura, né? com duas pessoas especialistas em saúde mental que estão nos orientando a melhor forma de nos comunicarmos com os nossos jovens e adolescentes sobre esse momento. Gente, é uma trend, vai passar assim como todas as outras, né? E eles estão na vibe. É igual a gente no morango do amor. Lembra quantos morangos você comia por dia? Você ficava esperando, né? Porque era uma fila para comprar o morango do amor. E agora chegou o momento de farmar a aura do six. E já tem uma outra trend chegando e daqui a um tempo você nem vai mais ouvir sobre Farmara Aura. Então, aproveite o momento para se conectar com seu jovem, com seu adolescente, para tentar entrar nesse mundo, para eh se informar sobre e é uma oportunidade de comunicação, é uma oportunidade, talvez de uma socialização entre todos, não só os jovens e adolescentes, mas também da família, né, de tentar entender, de tentar compreender e de acolher. a gente não sabe o que que eh está por trás de tudo isso. De repente tem um jovem que não se sente bem e se você entende toda a situação, você também tem entendimento para o acolhimento, que é muito importante. 8:47, a gente tem algumas perguntas de farmar aura aí. Então vamos ver quem é que tá com a gente. A produção pode colocar na tela, por favor. Vamos ver. Olha só, o Gerson Lima do Parque Prado. Muitos adolescentes mudam a personalidade e o jeito de falar só para ter aura com a turma. Quais são os riscos dessa falta de identidade? Vamos lá, Pedro. Na verdade, eles estão tentando descobrir quem eles são, né? Exato. É, eu penso bastante que é que é essa questão, né? Na adolescência tem um até um período de luto que a gente pode pensar, o luto da infância, né? São muitas mudanças no corpo, o processo ali de puberdade. Então, eu penso que tem um limite, né? E como a gente tá falando aqui, é um limite muito muito difícil de entender o que que é a pessoa que ela tá perdendo a própria identidade, trocando ela para aparecer pros outros como aquilo que ela não é. E o que que é nesse movimento uma busca de construção da própria identidade? Isso não é uma questão muito fácil. Acho que é um ponto que a gente precisa ver no caso a caso. O que que tá causando o adolescente, o jovem, a criança a ter aquele comportamento. É uma sensação de busca de validação, porque sente que sendo eh mais ele mesmo, ele não vai conseguir ter essa compreensão dos pares? ou é uma questão ali de que é uma brincadeira, é uma forma ali de conseguir se entrosar junto ali com os colegas que também estão fazendo coisas muito parecidas, né? E esse fenômeno das trends, a gente pode pensar muito no contágio social que acontece, né? Então é uma é uma questão importante que a gente precisa ficar atento, né? Mas eu penso muito que é o momento ali de construção de identidade. Muitas vezes pra gente conseguir construir alguma coisa, a gente demole algumas partes também. É verdade, né? Às vezes é preciso tentar, né? Ó, não me encaixo aqui, fui lá farma aura, mudei o meu vocabulário, não, não me encaixei, vou sair dessa e vou pra outra. Ele vai se moldando, né? A adolescência é algo que, como vocês trouxeram, é um luto também que o adolescente vive, porque você não sabe ã para que que você tá nesse mundo, você tá fazendo parte do que, quem você é. Então você vai, o adolescente está descobrindo isso e para isso ele precisa de repente desconstruir algo, construir algo e assim ele vai até ele chegar no entendimento de quem ele é, né, e o que ele representa nesse nesse mundo. Eu acho que é isso e a gente precisa olhar com muito carinho, muito cuidado para toda eh para todo esse desenvolvimento. Faltando 10 para as 9. Pode colocar mais uma na tela pra gente, produção, por favor. Vamos ver quem tá conosco. A Mariana Silva de Barão Geraldo. Ó, a gente vê a molecada usando o termo farmara para tudo. Como os professores podem usar essa lógica no aprendizado sem virar bagunça? É o que a gente tava falando, né? Levar essa questão eh do desenvolvimento da cultura, porque se a gente para para pensar, é, eles estão se desenvolvendo, formando sim, eles estão se desenvolvendo, tem a questão da ludicidade, né, do aspecto social. Então, o professor ele pode utilizar isso eh em algumas atividades em classe, eh participando do mundo deles, eh trazendo isso para dentro da sala de aula, porque não, né? Se é algo que não traz prejuízo, eh, o aluno muitas vezes é como nós falamos, ele quer se conectar. Então, o professor também ele pode se conectar com seus alunos através disso tudo, dessas expressões, dessas trends, né? Nós vemos aí na internet vários professores que eles usam bastante essa questão do lúdico, das músicas, das trends, até para montar uma aula. Por que não? Então isso pode ser muito bem aproveitado sim em sala de aula e nós como educadores nós podemos ali conduzir o processo, né, para que não vire realmente essa bagunça, como foi dito. Olha só, né, a Alessandra, professora de matemática, poderia farmar e incentivar os alunos a farmar aura na próxima prova. Olha aí que beleza, né? É uma boa. Já pensou? todo mundo estudando para matemática, porque eu quero ser o melhor, eu quero tirar a melhor nota, eu tô farmando aura, gente. É isso que é farmar aura, entendeu? A gente vai falando, a gente vai entendendo e a gente vai chegando à conclusão que é é interessante isso, porque vai despertando o interesse e o desenvolvimento dessa turminha aí que tá farmando aura 8:52. Pode colocar mais uma na tela, por favor, produção. Bora farmar aura, hein, gente. Quero ver todo mundo farmando aura aí na redação. Aline Ferreira do Castelo. A gente percebe uma ansiedade enorme nos jovens quando eles não ganham a moral do grupo, né? Quais sinais mostram que passou do entretenimento? É o que a gente tava falando, né, Pedro? Eh, e a questão do dos transtornos, né? Se a gente for pensar nos transtornos mentais, eles precisam causar algum tipo de prejuízo, né? Não basta a gente ler ali uma um checklist de sintomas, né? Então é importante dentro dessa avaliação entender se tá causando algum tipo de prejuízo naquele adolescente, se ele tá se isolando, se ele tá com alguma questão ali mais depressiva de tristeza, de falta de prazer, porque são transtornos, infelizmente, cada vez mais comuns dentro da adolescência, né? E como eu falei, essa questão ela sempre é multifatorial, então tem muitas questões do relacionamento com os pais, do uso das telas, do relacionamento com os pares, mas acho que é importante ter essa dimensão do prejuízo que aquilo pode estar causando pro adolescente, né? Porque um adolescente mais saudável, ele não vai demonstrar tanto esses sinais quanto um alguém que tá passando por algum por algum nível de sofrimento, né? Então é muito importante os professores ficarem atentos, né? o pessoal da escola, os pais, principalmente na questão do isolamento, eu penso, né, quando o adolescente ele acaba se retraindo muito para dentro do quarto, das telas, não consegue ter muitas trocas, não tem vontade pra escola, pede muito para faltar, não se sente bem, tem choros, né? Então acho que esses são alguns sinais que a gente precisa ficar atento de quando uma pessoa começa a apresentar esses sinais, né? E pensando nessa questão que a gente tá falando do Farmara Aura, é isso, né? Quando uma pessoa não consegue se encaixar, como que ela fica, né? Então, tem até um colega meu do mestrado estudando o impacto do FOMO, do Fe of Missing Out, como um preditor ali do bullying, inclusive, né? Então, são algumas questões que de fato elas podem estar conversando, né? É, porque o isolamento, né, faz parte também. Então, quando o adolescente ele eh se sente, ele não se sente pertencente à aquele grupo, ele tem um isolamento. E nós como educadores, eh, a gente sempre fala, né? Não é só aquele aluno que está ali causando, entre aspas, mas também aquele aluno que se retira no momento das atividades, aquele momento, aquele aluno que na hora ali do das atividades mais lúdicas, do lanche, aquele aluno que sai do grupo, que fica sozinho, que se isola. Então, eh, você levanta um ponto muito importante em relação a isso, que é realmente, eh, nós estarmos ali atentos a essas situações e mediar, né, ou encaminhar para um profissional quando necessário. Exato. Muito bem. 8:55, tem mais uma, produção? Se tiver pode colocar na tela. senão a gente continua conversando de farmara ao vivo aqui no estúdio Câmara hoje. Sérgio Costa de Barão Geraldo, os mais velhos sempre acham as gírias dos jovens uma futilidade. Sim, como ensinar essa geração mais antiga a entender essa cultura sem preconceito? A gente precisa lembrar que todo mundo passou por essa fase, gente. É um pouco difícil a gente se colocar no lugar do outro. Imagina, né, uma pessoa, vamos lá, você sentar mais se colocar no lugar de um adolescente de 15, 16 anos. É difícil, mas todos nós passamos por essa fase. E as gerações elas são construídas e e vão vão sendo moldadas e aprimoradas. E é isso, é a evolução, né? E a gente precisa de entendimento porque senão não tem como. Vamos lá, então, Pedro. Vamos, vamos fazer ah com que essa a geração mais antiga, como é que faz para ela entender essa cultura sem preconceito? É difícil, né? É difícil, mas eu acho que você tocou num ponto que é justamente a dificuldade, quer da gente conseguir se colocar no lugar do outro, né? É muito fácil a gente julgar, né? O julgamento uma coisa quase natural da gente. A gente vê uma coisa que a gente não gosta, uma coisa que a gente não entende. Não, isso não, não quero nem começar a entender. Isso aqui é uma coisa muito esquisita, né? Mas é é justamente esse ponto, é poder resgatar na própria adolescência, mesmo que possa fazer muito tempo, o professor ali dos 60, 70, né? Mas resgatar isso, né? Porque sempre tiveram movimentos, né? Os hips, por exemplo, um monte de exemplo de conflitos geracionais. Se a gente pode voltar lá na romantil, é capaz que sempre vai ter, sempre tem isso faz parte, é evolução, né? Eh, são são conflitos absolutamente esperados, né? Eu acho que é isso, é poder se colocar no lugar do outro. Isso isso é o fundamental, isso que você colocou, né? Se a gente não consegue eh se colocar nesse outro lugar, a gente não vai conseguir entender o que tá acontecendo com os adolescentes e e no geral na vida, né? Acho que é sempre importante ter essa essa capacidade. Sim. E acaba acontecendo ali o conflito de gerações, né? Uhum. E a gente tem de eh parar para pensar que hoje em dia as famílias elas têm várias configurações, né? E dentro dessas configurações, a gente sempre brinca do conflito de gerações. Eh, a comunicação ela é muito importante. Por quê? Porque entender, né, como a gente falou antes, o que significa participar, acolher, eh, e não apenas julgar. Sim. Então, é importante sim que as pessoas mais velhas elas tenham essa orientação também, né, de que ai, mas o que que essa criança tá fazendo? Olha, isso é uma tr que surgiu na internet, significa isso, né? Orientar, porque realmente, né, essa questão da de entender que cada tempo teve a sua moda, né? Quem nunca quem nunca usou, por exemplo, uma calça boca de sino, né? Adoro us aquela época do penteado, lembra tãozinho chororó. Eu tenho a foto. Enfim, então, cada fase teve o seu modismo e tudo bem. E como nós falamos, vai passar, virão outros e tudo bem, vamos convivendo, né? É, só precisamos nos atentar, né, ao ao limite, quando ultrapassa o limite, né? Qual é o limite? quando o limite está sendo ultrapassado, para que a gente possa dar o acolhimento e se precisar o encaminhamento aí para uma terapia, para um melhor entendimento, né? Mas enquanto tá tudo dentro do limite, a galera tá farmando a aura, tão se encontrando, tão dando risada, tão saindo do celular, eu eu, meu ponto de vista um pouco ignorante aqui, né? Eu acredito que, caramba, que legal, né, que eles estão conseguindo desgrudar da tela, entre aspas, porque a gente sabe que tudo isso é um movimento que vai pra internet, mas se a gente analisar quantas pessoas estão reunidas ali e isso é algo que não se via mais, não é, Pedro? Sim, com certeza. Eh, são são coisas que eh que nem eu falei, né, da questão da pandemia, ficou tudo muito no digital e agora começa a ter um retorno. Acho que a questão da proibição dos celulares nas escolas teve um impacto muito grande, muito positivo também. Por mais que as crianças adolescentes tenham achado muito ruim, é importante também ter esse contato com a vida real, né? É verdade, gente. É isso, sabe? Nós vamos formar aura, turma. Mas tá vendo como é bom o entendimento, né? A gente repassa a informação aqui com os nossos convidados de uma forma que eh precisa, né? E uma forma que realmente a gente consegue entender. E aí você pode repassar esse programa paraa frente para os pais de adolescentes, paraa sua família, já tá disponível na no YouTube, tá? Então a gente viu que farmar aura, gente, mais é do que uma forma atual de buscar espaço, buscar respeito em um grupo. E a gente tá falando dos adolescentes, né? As gírias elas mudam, a tecnologia ela avança, mas a necessidade de pertencimento, como disse o nosso psicólogo, continua a mesma. Todos nós temos essa necessidade. O importante é a gente incentivar os nossos jovens a construir uma identidade firme, sem depender da aprovação alheia, mas deixar essa galera aproveitar a fase que eles estão vivendo e que vai passar e que lá atrás eles vão olhar e vão conversar, igual nós falamos aqui, a calça boca de sino, aquele cabelo do Chitãozinho Chororó, aquela dança que a gente fazia na praça. Nós formamos aura também, né? Só precisamos cuidar com o limite, porque tudo que que ultrapassa o limite aí precisa ser olhado com mais atenção. Mas enquanto isso, bora farmar aura. Quero agradecer a sua participação, Pedro. Muito obrigada pelo ensinamento, por dividir o seu conhecimento com a gente e por nos orientar e tornar esse momento, essa fase entre as famílias um pouco mais eh de entendimento e mais leve. Uhum. Eu eu que agradeço o convite, muito bom poder participar e fazer um six em formar aura ao vivo, né? Muito bom. Olha, Alessandra, mais uma vez gratidão pela sua participação, né, a entrega aqui no programa, eh, fazer com que a gente tenha um pouco de entendimento sobre esse mundo que a gente precisa entender, que é o mundo dos nossos jovens, dos nossos adolescentes e todos nós fomos. E quem não foi vai ser. E quem já passou, é importante olhar para trás e e se acolher e entender que você também passou por isso e que nós devemos deixar essa turma e enquanto estiver saudável, dentro do limite, eu acho que tá tudo bem. Obrigada pela sua participação. Eu que agradeço o convite. Foi maravilhoso estar aqui. E vamos continuar farmando aura. Até a próxima frente, né? Até a próxima. Aura. Até a próxima. Tamamos junto turminha. É isso, agora 9:02. Quero agradecer sua audiência, a sua companhia. Eh, lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro com atualização, né, de tudo que aconteceu ontem na reunião ordinária para você também matérias e toda a nossa produção envolvida, eh, trazendo eh eh sempre conteúdos com muita responsabilidade para você que tá aí do outro lado. E eu quero te convidar para participar conosco amanhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Olha só o que a gente vai falar hoje. Nós falamos de Farmaaura, né? Amanhã a gente vai falar da vergonha dos pais na adolescência. É mais um movimento de adolescente que tem sido criticado e que a gente às vezes não entende, mas a gente precisa entender. Sabe aqueles, você já sentiu? Eu já. Aquele constrangimento de ser visto como os ã os seus pais, com os seus pais. Você sabe que tipo assim, pai, me deixa, não pode me deixar na esquina, né? Então, até que ponto esse afastamento é normal do crescimento e quando ele vira um problema na relação? A gente vai conversar sobre essa fase de transição e como ela pode eh se transformar em maturidade e gratidão no futuro. Então, a gente precisa entender essa fase dessa turma, tá bom? E amanhã a gente vai falar sobre a vergonha dos pais. Será que é vergonha mesmo? O que será que acontece quando o filho pede para você deixar ele uma quadra antes da escola? Vamos tentar entender. Estamos juntos amanhã a partir das 8 da manhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Uma grande abraço para você. Beijo no coração. Fique bem e até lá. Ciao Doutor, quais são os sinais do AVC. E como eu consigo saber se alguém próximo a mim tá tendo um AVC?
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