Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
para tentar amenizar essa situação de de calor extremo e todos os riscos que a gente pode correr com isso. [música] [música] [música] A seguir, TV Câmara ao vivo. [música] Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estúdio, Câmara no ar ao vivo hoje, quinta-feira, dia 3 de setembro. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Vamos falar sobre um tema hoje que mexe diretamente com as mulheres, com as empresas e com toda a sociedade. Durante muito tempo, a presença feminina no mercado de trabalho foi limitada, né, por barreiras sociais, culturais e ilegais. Hoje as mulheres ocupam sim praticamente a eh todos os setores da economia, entre aspas, lideram empresas, empreendem, produzem, eh eh estão na ciência e participam cada vez mais dos espaços de decisão. Mas, gente, a igualdade plena, por isso que eu coloquei aspas, ainda não chegou. Mesmo com mais qualificação e competência, muitas mulheres, elas continuam enfrentando duras diferenças salariais. barreiras invisíveis, tudo isso para alcançar cargos de alta liderança e também [música] a exaustiva sobrecarga das tarefas domésticas. Então, diante dessa realidade, fica o questionamento: apoiar de fato o empoderamento feminino no mercado de trabalho? Esse é o tema do programa de hoje. Por que tantas mulheres ainda eh sentem que precisam provar o dobro da competência o tempo [música] todo? E como conciliar carreira? vida pessoal, maternidade, sem transformar o discurso de empoderamento em mais uma cobrança. Bom, é sobre esse grande desafio que a gente conversa hoje. Então, participe aqui do programa, WhatsApp tá na tela para você. Mande sua mensagem 1997829377. Eh, como que você se vê no mercado de trabalho, né? Você eh lida de qual forma com essa dupla jornada que nós mulheres temos? E você sente eh alguma diferença de tratamento, seja eh a questão salarial, a questão social e qual que é a sua avaliação sobre o empoderamento feminino [música] no mercado de trabalho? Converse com a gente porque as nossas entrevistadas já estão aqui no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las. Enquanto isso, nós enquanto você vai mandando sua mensagem, a gente vai atualizando algumas informações e já voltamos ao [música] nosso tema central do programa de hoje. Olha, a Secretaria de Saúde de Campinas lançou o programa Virando Jogo, que é voltado à prevenção e ao cuidado de pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas online. O teleo começa hoje com orientação, triagem e encaminhamento para os serviços da rede municipal. O acesso é feito pelo WhatsApp da assistente virtual, a Ana, da Secretaria de Saúde. O número é o 19998990903. Ao solicitar o atendimento, a pessoa responde a um autoteste rápido, desenvolvido pela USP e também utilizado pelo Ministério da Saúde. Depois disso, passa por uma avaliação como profissional de saúde mental que vai definir a melhor conduta. Quando necessário, o paciente, ele pode ser encaminhado para serviços como os centros de atenção psicossocial, os CAPS ou centros de saúde. O programa também prevê a capacitação dos profissionais da rede municipal em parceria com a Unicamp. Muito interessante, muito importante. Mais uma informação chegando. A César Campinas começa neste sábado, dia 5, a primavera de promoções, uma campanha que terá ofertas especiais e atrações durante todo o mês de setembro. Participam estabelecimentos do mercado de flores da SEART, a feira de Brasilidades e Artesanato e do Varejão, perdão. Na abertura, o público poderá acompanhar a apresentação musical de Ander e Lucas. Também haverá ambientes preparados para fotos e durante o mês, todo mês de setembro, os estabelecimentos eh participantes, eles terão produtos selecionados com preços promocionais e serão identificados como a placa da campanha, tá? A programação musical, ela continua aos sábados de todo o mês de setembro, com uma atração diferente a cada semana. Então, é bem legal você eh de repente colocar na sua agenda, né, para poder participar dessa dessa promoção, desse programa, porque é um momento também de socialização e de boas-vindas à primavera que chega este mês. A previsão do tempo, falando em primavera, né, vamos lá, previsão do tempo para hoje. Olha só, mínima 12, máxima 28. Nós temos aí um dia com predomínio de sol, tá? Então, bora se hidratar, vamos viver, vamos oferecer o nosso máximo, que eu tenho certeza que o dia de hoje será espetacular. E não se esqueça, gente, mínima de 12, máxima de 28º, mas ah, de acordo com a previsão do tempo, isso a gente vai eh detalhar ainda no decorrer eh dos outros dias, de acordo com a previsão do tempo, nós teremos aí uma frente fria chegando no estado de São Paulo, que também pode atingir, claro, [música] é o interior, né? Aí, chegando aqui até a nossa cidade de Campinas. Então, se prepare, aproveite o sol de hoje, né? Ajeita tudo, abre a janela, deixa o sol entrar. Vamos eh fazer aquela coisa gostosa que é abrir tudo para poder depois se a frente fria chegar, a gente tá já com um ar renovado dentro de casa pra gente poder respirar. E beba muita água, combinado? Vamos lá, então. Olha só, trazendo dados para vocês, tá? Segundo dados da PENAD, que é a Pesquisa Nacional por amostra de domicílios do IBGE, as mulheres ainda ganham em média cerca de 20% a menos que os homens. Além disso, elas dedicam quase o dobro de horas semanais aos afazeres de casa e também ao cuidado de pessoas. Essa realidade prova, gente, que quando a gente fala de empoderamento feminino, a gente não está falando apenas de ocupar espaços. a gente fala de acesso, de oportunidade, de reconhecimento, de autonomia e condições reais para que as mulheres desenvolvam seus talentos. Então, para discutir os caminhos para essa transformação, a gente recebe aqui no estúdio hoje duas pessoas que vão falar com a gente sobre esse empoderamento feminino no mercado de trabalho. Quero dar as boas-vindas à gestora de recursos humanos, Ariana Gilberto. Ela atua há 25 anos na área de gestão de pessoas, é especialista em diversidades nas organizações. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença. Obrigada pela apresentação. Muito bom estar aqui com você. Que seja assim um um tempinho assim de muito transformar aí a mente do pessoal que tá em casa. Tenho certeza. Falando com duas pessoas especialistas, a gente tem muito que colher no programa de hoje, porque completando eh o nosso time do estúdio Câmara, a gente recebe a especialista em psicologia clínica, forense, jurídica e neuro neuropsicóloga, né? Olha só, então, seja muito bem-vinda. Deixa eu ver, Alessandra, né, Alessandra, bom dia para você. Obrigada pela sua participação. Eu agradeço muito estar aqui com vocês, [roncando] eh, poder participar de algo que leva com tanta importância e carinho, né, informação de qualidade. Muito bem. A importância é carinho e principalmente quando a gente fala do universo feminino, né? Para começar a nossa conversa, é importante lembrar que esse empoderamento feminino, ele não surgiu de ontem para hoje, né? Quem não conhece a história, quem não vive, quem não, quem não busca, acha, fala assim: "Nossa, mas isso é um clichê, empoderamento feminino, gente. Isso é um resultado de décadas de lutas, conquistas, transformações sociais, sim, que permitem as mulheres a acessar direitos antes negados, inexistentes. Só que a gente tem muito que avançar. Então, Ariana, eh, considerando o cenário atual no mercado corporativo, tá? E as diretrizes recentes de compliance, quando a gente fala de empoderamento feminino no trabalho, do que exatamente a gente fala sobre a ótica da gestão estratégica de pessoas? Porque quando a gente fala de empoderamento feminino é uma coisa. Agora, empoderamento feminino no mercado de trabalho, olha só a complexidade. É, e esse recorte ele é importante porque quando a gente vem para dentro da empresa, né, quando olhar a a mulher para dentro da empresa, é garantir o o espaço. Uhum. E a qualidade desse espaço. Exato, né? Avançamos, sim, né? Eu enquanto avancei, né? Eu sou gestora e sou docente também eh na na área de gestão de pessoas. E quando você fala assim: "Ah, empoderamento já vem de muitos anos." Sim, vem. Porém, quando a gente faz um recorte para dentro da empresa, a gente vê ainda que muitas mulheres não estão em lugares de decisão. Sim. Mas por quê? Liderança é uma competência. Liderança não olha gênero, né? A competência na Noragem é uma habilidade e que mulheres se desenvolvem no ali no dia a dia. Quando vai para essa caixa, né, que eu chamo de caixinha da empresa, da organização, a gente vê que esse espaço sempre foi muito ocupado por homens, o espaço decisão. Por quê? É um reflexo da sociedade. Uhum. Né? Então, por mais que as mulheres tenham já desenvolvido, porque quando fala empoderamento, eu vou empoderar do quê? Eu vou empoderar daquilo que eu sei fazer. Uhum. Né? Eu sei tomar decisão, eu sei gerir conflitos, eu sei, né, organizar um orçamento. Porém, quando eu vou para dentro da organização, esse papel sempre foi colocado por homens. Recentemente eu tava ministrando um curso de liderança e na apresentação de uma aluna, ela me disse uma frase que assim, nossa, me tocou muito e de primeiro momento me quebrou, porque ela falou assim: "Eu gerencio a minha casa há 45 anos. Eu sou líder da minha casa há 45 anos". E aí eu falei: "Meu Deus, é mesmo? Sim. você faz gerenciamento do [limpando a garganta] orçamento, você faz gerenciamento de conflitos, porque na família tem conflitos para manter a família unida muitas vezes ali. Então assim, essas competências elas já tvido. Como trazer isso para dentro da empresa? Então a empresa ela precisa ter hoje um espaço muito de escuta e de uma escuta bem qualificada que a gente chama, né, de escutativa, que a gente fala tanto, né, de escutativo para poder ouvir a experiência, não, naquele espaço e o como aproveitar essa experiência, esse nohow que tem sim dentro daquele espaço organizacional. Esse é um grande desafio das empresas hoje, porque estamos prontos, né? As mulheres estão prontas para ocupar outros espaços assim, porque até mesmo por por estudos, mulher estuda mais que homem. Verdade. Estuda bem mais. Uhum. Fazem as pós-graduações, fazem cursos de línguas, porém falam pouco, estão eh não são ouvidas. E isso vai diminuindo esse potencial muitas vezes natural que a gente tem de se colocar, de estar à frente de, né? Então o grande interessante de quando a gente fala assim de empoderar, estamos empoderados, porém e o outro lado, esse que é o X da questão, há muito que se aprender ainda, não é? Por parte das organizações. Exatamente. Muito bom. Que excelência, viu? Olha você falando aqui, eu imaginei o cenário. Perfeito. Agora, Alessandra, vamos lá. Muitas mulheres ainda relatam a sensação de que precisam provar o dobro da competência, que isso vai de encontro com o que a Ariana falou pra gente, né? Para que elas sejam validadas. Então, eu preciso dobrar o dobro da minha competência. Eu já tenho competência, mas eu preciso dobrar. Eu preciso mostrar que eu consigo, que eu vou além e que eu ultrapasso meu limite para que eu possa ser validada. na psicologia, de onde vem essa cobrança e quais os impactos emocionais desse fenômeno? Porque eh você concorda que é algo que se traz de crenças limitantes, de coisas que vem lá dos nossos ancestrais, podemos dizer assim. Então, se a gente eh analisar assim a história da mulher assim nesse crescimento do empoderamento, eh no final do século XVI e do eh início do século XIX, a mulher ela teve algumas conquistas assim bem significantes. Direito a voto, a abertura de conta bancária com supervisão do esposo. Uhum. eh entrada no mercado de trabalho de forma mais intensa, porque [limpando a garganta] começou eh houve houveram grandes guerras, né? E a mulher, marido na guerra, filhos, elas tiveram que entrar pro mercado de trabalho para sustentar a casa. Só que as obrigações, eu digo obrigações porque isso tá incutido dentro da cultura de ser mulher. Obrigações da casa, de cuidado eh da casa, como a Ariana colocou aqui da aluna dela, eh desse gerenciamento, elas também não diminuíram. Então, a mulher ela teve que eh associar esse esse lado de trabalhar fora de casa e trabalhar em casa. E isso eh de alguma forma gera um compromisso de obrigação da mulher ainda eh ser melhor. Ela não podia falhar dentro de casa. Uhum. Hum. E ela tinha que cumprir também com a obrigação de levar o sustento. Sim. Então, eh, é uma forma em que a mulher ela se encontra ali inserida e foi incutido isso dentro dos parâmetros sociais. Uhum. Então ela se vê na obrigação de não falhar e muitas vezes no consultório as mulheres chegam acreditando que falham, principalmente como atendo crianças e adolescentes. Quando eu realizo orientação de pais, eu vejo muito as [limpando a garganta] mulheres sobrecarregadas porque elas acreditam que estão falhando com os filhos, estão falhando com os cuidados dentro da casa. E na realidade a obrigação ali dos cuidados não é só dela. Elas esquecem que tem existe um pai, um cuidador ali que também está associado a esse cuidado, há esse eh gerenciamento da casa, mas elas esquecem. E na, e é interessante que nesse processo terapêutico com os filhos eh, nas orientações, eu faço alguns questionamentos, elas elas começam a despertar que, nossa, não é só minha obrigação, começam a cobrar os parceiros, às vezes até se inserem no mercado de trabalho porque elas manifestam uma vontade de trabalhar além de trabalhar em casa. Então, quando a mulher não está inserida no mercado de trabalho externo, ela muitas vezes acha que essa obrigação não é dela por conta de ter que gerir o cuidado da casa. E se a gente for além, ainda somos mulheres que trabalhamos de forma gratuita, né? É. E e eu costumo até falar com os pais, olha quantas atribuições a mulher tem eh fazer comida, eh, cuidar da limpeza da casa, cuidar dos filhos, cuidar de todo o gerenciamento da da casa. Se você for contratar os profissionais para realizarem esses serviços, nossa, quanto por mês uma família tem e quanto que essa mulher ela recebe por esse serviço? Uma vez no centro da cidade, eu numa loja de utilidades, um [roncando] esposo, ele falou assim: "Ah, pra esposa: "Tudo bem, vai, você não aguenta, vai lá e compra". Ela queria um processadorzinho e aí ele olhou para mim, justamente para mim, que estava na fila e falou: "Você acha? Ã, mulher não aguenta mesmo, né?" Aí eu falei assim: "O senhor tenha que pagar e muito mais por esse processador que é baratinho, porque o que eu ela faz dentro de casa, eu garanto que o senhor não paga nem a metade do que o senhor está pagando nesse processador." E aqu e a mulher se sentiu eh justiçada mesmo, ela abriu um sorriso. Verdade. Então o trabalho ainda é realizado e aí sem valorização ainda. Poxa. E aí eu já fui no lugar assim, esse processador, esse pequeno processador vai trazer para ela minutos uau. De descanso. Porque assim, se eu processar ali rapidamente uma cebola, eu vou, ah, tem mais dois minutinhos para descansar. Exatamente, né? E não pensa nesse sentido, né? Que é uma facilidade para vida delizar, né? pro gerenciamento daquele ambiente que é o lar e para que ela tenha às vezes minutinhos que faz toda a diferença no dia. Faz é no fim do dia, cada minuto importa. Exatamente. Um processador de aqueles assim que você puxa a cordinha lá de R$ 10, não pense que não faz, mas faz toda a diferença. Por quê? Porque otimiza o trabalho da mulher. Gente, a Arena trouxe pra gente que as mulheres elas estudam mais. Sim, elas estudam mais, elas apresentam altos níveis de qualificação. Isso são dados do Ministério da Educação que mostram que nós mulheres, nós somos maioria no ensino superior, mas esse capital intelectual aí ainda esbarra em barreiras estruturais para se traduzir em salários iguais. a gente estuda, estuda, estuda, mas no final das contas os salários ainda estão bem eh eh fora de equiparação. Na sua rotina ariana do RH, né? Quais são as barreiras culturais mais comuns que você identifica assim no dia a dia e que ainda dificultam crescimento e também a retenção, né, desses talentos femininos? Porque são talentos, são mulheres que estudam, mulheres que estão no mercado de trabalho, mas que ainda ganham menos, trabalham mais, precisam provar, precisam continuar estudando, estudando, estudando e acaba sendo esse talento de tanto estudo, né, de tanto conhecimento, informação, acaba sendo retido, né? O [limpando a garganta] grande desafio, ela começa desde o início do processo, que é no processo de recrutamento e seleção, né? Aquela velha pergunta: "Você tem filhos?" Uau! Com quem você deixa seus filhos? Ou então para deixar a pergunta um pouquinho mais bonitinha, quem é sua rede de apoio? Ah, né? Para dizer assim, ficou doente, vai ficar com quem? Porque ficou doente tem que vir trabalhar. Exato, né? Hoje, né? A, depois nessa jornada aí de 25 anos, eu aprendi e tenho buscado olhar para para esse momento e até mesmo trabalhar com o gestor. Eh, olha, ela tem responsabilidade sim sobre a criança, mas a criança tá inserida numa família, tá? Então vamos lá. Então isso daí não pode ser um critério eliminatório. Isso eu já consigo verbalizar assim do meu lugar. Muito bom. e trazer, e eu sempre vou focar em competências, né? Humum. Porque eu vejo que quando eu [roncando] olho paraa competência, a aquilo que a pessoa sabe fazer, a experiência, o como ela relata, como ela articula as coisas, eu consigo trazer por esse lado. Então eu sempre busco fazer uma uma entrevista muito exploratória em competência para que quando eu vou lá pro gestor apresentar aquela o candidato, né, a candidata, eu tenho foco muito maior em competências, no que ele pode resolver, do que aquela experiência, aquela competência pode resolver os problemas ali dentro. Uhum. Esse é um grande desafio, porque eu eu sinto, né, por exemplo, dos outros lados, a maioria muitas vezes que eu lido no dia a dia são gestores homens, né, que ainda tem esse, opa, mas pera lá, né? E eu trabalho numa área que é muito masculina assim, né? Que é a área técnica, a área de engenharia. E eu sempre busco, então nos meus cartazes vão ter sempre ah o vão ter sempre a figura de uma mulher, mesmo ali no trabalho [roncando] considerado pesado, mas que se ela foi para um curso de engenharia, se ela foi fazer, ela sabe que ela dá conta e porque ela gosta. Ah, mas vai ser só uma função interna. Às vezes não. Quer colocar uma escada ali, quer desbravar o o mundo assim. Então, esse e vou para outro lado, reter esse talento. Uhum. O retalento vai estar muito associado em como essa pessoa fazer um acompanhamento sistemático. Sim. Aí tem que ser, né, a tem que ter uma organização. Esse acompanhamento ele tem que ser eh programado, planejado para que no momento da decisão de uma demissão, você traga o desenvolvimento daquela competência. Olha, eu trouxe assim, já está cresceu e aí que que vamos fazer com isso? E até mesmo para uma promoção. Então isso é extremamente importante, continuar o plano de desenvolvimento. Muito bem. independente da função que ocupe. Exatamente. Porque a gente também vê muito em funções administrativas e funções de superficiência, que é as pessoas que vão fazer a limpeza. Uhum. Não é só aí a nossa atuação. Muito bom. Agora, Alessandra Alico, nossa psicóloga, nos orienta na seguinte questão. Olha só, o impacto, a gente tá falando aqui, né, eh, de todo esse desafio do RH, né, com a Ariana. Agora, tem um impacto na saúde mental da mulher quando ela percebe que ela esbarra, né, nessas barreiras que nós estamos falando aqui, que é que são são eh invisíveis, são barreiras invisíveis, porque as pessoas ela ela ela sente, mas as pessoas às vezes não estão percebendo que ela está esbarrando no numa barreira ali que acaba retendo o talento dela. Qual que é o impacto emocional dessa mulher? Porque é desafiador. Você sabe da sua competência, você estudou para isso, você está preparada, você está empoderada, né? Mas aí você acaba barrendo numa eh eh barrando ali em um muro. Mas isso é só você que vê, é invisível. as pessoas ainda não têm essa visão mais aguçada desse empoderamento feminino na no mercado de trabalho e e o impacto psicológico para essa mulher para ela poder continuar, né, ultrapassar essa barreira. ela vai ter mais uma, ela vai ter outra, vai ter outra, mas ela precisa seguir. Eh, a Organização Mundial de Saúde, ela aponta que a maioria da dos afastamentos eh de doenças do trabalho são assim, a maioria são de fundo emocional, de aspectos psicológicos, depois vem doenças de coluna. Uhum. vertebral. E as mulheres, elas nos estudos elas têm o maior índice de doenças ligadas à depressão e transtornos de ansiedade, justamente pelas obrigações que elas assumem de forma dupla e justamente por estar no mercado de trabalho e não ter reconhecimento. Uhum. É mais fácil um homem ter ascensão dentro da empresa do que uma mulher eh haja visto, se a gente parar para pensar em cargos ali de ocupação assim [limpando a garganta] bem importantes como direção de empresa, direção de qualquer uma situação, eh cargos públicos importantes. Quantas mulheres existem ali dentro dessas ascensões? Eh, em Campinas temos a Câmara de Vereadores. Quantas mulheres são vereadoras? Uhum. Sendo que nós temos um número eh elevado de mulheres como eh votantes ativas. Uhum. E ainda se é eleito homens que pouco conhecem do universo feminino e das necessidades femininas. Quantas mulheres estão ocupando cargos públicos de a de grande importância? Quantas mulheres estão dirigindo empresas, clubes de futebol, existe uma referência, né? E quantas mulheres eh são valorizadas pelo que fazem no futebol? Todo mundo acompanhou agora da Copa do Mundo, né? O que se fala da Copa Feminina de futebol? Tem a mesma importância? Então, ainda não existe a importância que é dada pela sociedade e eu acredito principalmente pelas mulheres. Uhum. Somos a maioria. Os homens morrem mais cedo que que as mulheres porque não tem cuidados com a saúde quanto as mulheres têm. E ainda assim somos pessoas que valorizamos pouco as mulheres, não colocamos mulheres em cargos importantes, porque politicamente a gente acaba votando em homens, né? E as mulheres ainda são vistas como uma pessoa de segundo plano. Eu acredito que antes da gente exigir da sociedade, nós temos que exigir de nós mesmos. Nós mesmas, mulheres. Exatamente. Porque se você quer mudança no mundo, começa por você. É. Não é? É mais ou menos. É, é, é nessa linha, né? E se olhar também, né? Quando você não está bem, você não é obrigada a fazer os serviços domésticos da casa, eh estar atenta aos seus direitos, sim, eh dentro de uma empresa. Então as mulheres às vezes vão doentes para paraas empresas porque temem ser dispensadas, enquanto que os homens eles faltam com bastante tranquilidade quando ficam doentes. Exatamente. É isso mesmo. É, exatamente. Isso é é uma questão interessante, porque eu já tive uma funcionária que fal aqui é permitido ser no médico, tá? Você pode ir ao médico porque senão você pode marcar, você pode ir, né? Seu atestado vai ser aceito, enquanto eu vejo que na no lado masculino, nossa, um espirro três dias, [risadas] né? É, e tem a questão também que eu vejo quando a gente vai para para esse [limpando a garganta] para esse lugar, né, por mais que a gente brinque e tal, que é questão da responsabilidade, né? É isso que eu ia puxar. A responsabilidade é um pouco diferente, né? Um pouco o senso de responsabilidade. Exato. É o senso, né? Você eu vou faltar hoje? Não, mas eh se eu faltar hoje, eu vou de repente complicar toda uma estrutura, um planejamento, uma organização, algo que está girando e com a minha falta eu vou desequilibrar, então eu vou segurar a onda, vou tomar um remédio, vou trabalhar. Pensamento feminino, concordam? É, sim. Pensamento masculino. Ah, não, o pessoal lá, eu não vou hoje não. Não tô bem, vou ficar aqui e só não vou. o pessoal se vira e a cabeça vai rapidamente para um outro lugar. Aham. Né? Vai para outra caixinha. Porque a gente também, né, costuma dizer que homem entra na caixinha dele e fica ali, né? Fica ali. É, já essa questão foi interessante quando você traz a questão do a pessoa vai pensar, opa, vou tomar um remédio e vou trabalhar porque não não planejou, né, aquela ausência. Claro que existem momentos que são inesperados, vai ter que voltar e pronto. E se faz necessário aquela ausência, né? Porém, ela vai organizar ante todo o mental dela, que é a questão do quê? Da organização, da responsabilidade, do planejamento que vai aparecer, que são competências e que não difere nem um pouco do homem. Sim. Só que a estrutura não está preparada para ver uma mulher planejando. A estrutura não está preparada para ver uma mulher gerenciando, né? Então assim, tem isso muito forte dentro dela. A gente tem. Uhum. Né? Dentro da gente, sim. Porém, onde estamos inseridos, na maioria das vezes, na maioria das vezes, infelizmente, não está assim bem estruturado. Hoje, as empresas, né, que possuem mais de 100 funcionários, ela tem um grande exercício de olhar paraos seus planos de cargo de salários, porque semestralmente a empresa responde pro governo um questionário dizendo, né, quais são ali. É, é bem, é simples até, mas tem perguntas bem capiciosas, né? Ah, o tempo de licença paternidade é o mesmo de de não vai ser o mesmo de maternidade, mas assim, ok, o homem tira, mas a mulher é de se meses? É de qu, é de, né, 4 meses ou de se é estendida, né? Porque de se meses é estendida. Então tem algumas perguntinhas chaves por o o governo em si, através da plataforma social já tem acesso aos salários, então já vem lá pra empresa o relatório, ó, tá tá dando diferença aqui, que que você tá fazendo com isso? e tenho às vezes o mesmo cargo, né, a mesma função. E aí você tem que responder algumas perguntas, né, se tem plano de cargos e salários, qual é o critério de avaliação para para paraa ascensão na carreira, né, para aquela promoção, se esse esse esse esses dados, né, se essa informações é comum a todos, a homens e mulheres. Então, a lição de casa aí já começou, mas é passo a passo. Uhum. Às vezes daquele, né, de formiguinha, mas estamos caminhando nesse sentido. Caminando. Que bom, né? Agora, Alessandra, eh, a questão do senso de responsabilidade, a gente vai paraa psicologia agora, porque esse senso de responsabilidade feminina e masculino é um pouco diferente quando a gente fala de mercado de trabalho, né? Assim como Ariana trouxe para nós, eh, o que que a psicologia entende sobre esse senso de responsabilidade? por a diferença eh masculina e feminina. Então, acredito, né, que o o que eu acompanho, né, da psicologia, eh, do que acontece e socialmente dizendo, a mulher, por ela assumir tantos papéis, [limpando a garganta] ela acaba incutindo dentro dela que ela tem uma responsabilidade maior. Isso nós colocamos isso pra gente, porque em que momento foi imposto isso pra mulher? Você precisa ter maior senso de responsabilidade, você precisa ter mais responsabilidade, você precisa ser mais assertiva do que o homem. Eu acho que de acordo com o que ela foi assumindo ao longo da história, quando eu falei lá do século eh 18, 19, que ela começa a assumir o os post os postos de trabalho externos e então ela fomos puxando isso pra gente, não é? Ela foi vista conforme a necessidade do momento. É mais ou menos assim, acredito. É, mas a mulher ela também é vista como uma cuidadora, ela não é vista como profissional. Sim. Então, eh, como ela veio do trabalho de dentro de casa, ela assume os postos de trabalho externos. Então, a sociedade já tinha essa visão da mulher como cuidadora do lar e isso não foi separado. Exato. Então, ela é cuidadora do lar e do ambiente que ela está. E depois ela teve que ir pro mercado de trabalho para garantir o sustento da família. É. E é, então, quando você fala que ela foi pro mercado de trabalho para garantindo o sustento da família, muitas vezes eu escuto assim quando eu faço pergunta, eh, né? Uhum. a necessidade quando chega nesse lugar assim, né, discutir o porquê da da busca do do trabalho, porque eu preciso ajudar em casa. Ela não se vê como sustento da família, porque o papel de provedor sempre foi masculino. Exato. O homem vai prover, então ele sai cedo para trabalhar. A mulher sai o quê? Para ajudar, né? Para auxiliadora, minimizando mais uma vez, né? É, já é. E e muitas ainda se colocam nesse lugar. Sim. Não, minha querida. Você sai de casa, você arregaça ali as mangas e vai e vai para garantir o seu sustento, o sustento da sua família, que também é sua família, garantir, né? E ela não se vê nesse lugar de provedor. Eu acho que também um grande desafio, né, para essa mudança de chave é começar a se ver nesse lugar. Eu vou prover. Exato. Hoje se fala muito, né, paraas mulheres em condições de vulnerabilidade em relação a alguns relacionamentos, né, infelizmente aí que cominam em feminicídio, que a mulher tem que ter o dinheiro no não. E é uma e é algo que eu tenho pensado muito, né, que o que que é o dinheiro do não? é um dinheiro que vai te garantir a não você sujeitar algumas relações. Exato. Aí eu já fui para outro lugar e aí esse pensamento que eu coloquei aqui, eu já venho pensando algum tempo, gente, não é dinheiro do não, não. Ela tem que precisa entender que ela que se banquem, ela que se banca, né? Ela que falava, vou lá e compro, vou lá e faço, né? é o dinheiro da unha, é o dinheiro do cabelo e não só voltado para para se embelezar, é o dinheiro da minha formação. Que curso que eu vou fazer agora, né? Que que eu vou estudar para poder avançar? Ela precisa garantir isso. Então, mas eh eu coloco que não é o dinheiro do não, é o dinheiro que te prove. Eu também acredito nisso porque é é o que traz a sua é a sua independência, é você ser você, é você não depender do outro. Claro que são vários aspectos, várias situações diferentes, mas e não é só o dinheiro. Às vezes hoje nós temos aí várias plataformas que oferecem cursos gratuitos de inglês e eh de algum tipo de formação, tá em casa, não começou a trabalhar ainda, importante, vai estudar, vai fazer um curso, porque daí você já tem um conhecimento do não também, você já tem uma formação do não, entre aspas também. Por quê? Porque a partir desse estudo, você estuda aqui, depois você faz outro curso. Outro curso, quando você vê, você tá se empoderando para o mercado de trabalho. E aí dentro do mercado de trabalho vai encontrar desafios? Claro que vai, mas aí a partir disso você tá está garantindo a sua independência, você está sendo a provedora, né? Então assim, é importante porque a gente busca pela independência e aí às vezes falar da independência fala assim: "Ah, mas esa aí, né? Não é isso. A independência da mulher é isso. A gente precisa se garantir. Tem que sair um pouquinho da dessa dessa linha de que o homem é provedor, a mulher é é reprodutora, né? Vai ficar lá só fazendo filho e criando o filho. Não, filho é maravilhoso. Filho é uma bênção divina. Só que no momento que nós estamos hoje, as coisas têm mudado. E aí tem umas que optam por ficar em casa, OK? Mas a maioria que a gente percebe e já é comprovado em estudos estão eh optando por mercado de trabalho, independência financeira, né, estudo, competência. Então, eh, eu acredito que essa, esse é o caminho que nós estamos seguindo e, e é, é muito importante. Agora, 8:46, a conversa tá tão boa, tá tão boa, a gente tá aprendendo tanto aqui e o pessoal de casa tem algumas perguntas, a produção tá me avisando aqui. Pode colocar, Henrique, por favor, pra gente na tela. Eh, vamos [limpando a garganta] ver. A Talita Ferreira do Parque Jambeiro, olha só, ela diz assim, ó. Às vezes uma pessoa trabalha bem por anos, mas vê outras sendo promovidas antes dela. Hum. Como saber se a empresa realmente valoriza a competência na hora de escolher quem vai crescer? Esse negócio de escolha, de de elevação de carreira, de a pessoa tá trabalhando junto, né? Tá todo mundo ali trabalhando e tal. Ã, de repente alguém disponta e aí você fala: "Poxa, mas por que ela não eu?" "Mas se a gente tá igual? Se que que acontece? Eh, como que a gente sabe? Tem essa questão da valorização de uma pessoa assim, outra não na empresa? Tem ainda isso? Tem, infelizmente tem que passa pela área de desenvolvimento, né? Talita. Eu costumo dizer que o seguinte, eh, na no momento da promoção, o diferencial vai ser eh, quais as pessoas foram expostas aos mesmos treinamentos, as pessoas as pessoas, né, que estão ali na naquele momento foram expostas as mesmas, né, condições de desenvolvimento. Ah, perfeito. Em que momento você percebeu que o coleguinha ali não avançou? Uhum. Quais ações foram feitas [limpando a garganta] paraa pessoa avançar? Então você precisa perceber se isso acontece no seu ambiente de trabalho. Infelizmente muitas empresas ainda não vêm treinamento, desenvolvimento enquanto investimento. Sim, principalmente no capital humano. Porque pessoas, eu falo isso praticamente quase todos os dias, eh pessoas que sabem o que estão fazendo vão devolver paraa organização resultados melhores, né? Então, mas para isso eu preciso investir em treinamento, né? Em acompanhar as pessoas. Ah, mas eu treinei, mas eu deixei lá fazendo. Você não ficou próximo, então você não vai saber qual é a diferença. Então, Talito, uma dica é perceber se esse seu ambiente de trabalho promove isso, né? Promove treinamentos, ações de desenvolvimento, ações de feedback. Feedback muitas vezes ele não precisa ser sistemático, né? É aquela conversa rápida ali no café, ó, você fez muito bem isso hoje, continue fazendo assim, né? Ó, eu acho que aqui, né, quando você escreveu aqui esse e-mail, você foi um pouco, né, passou um pouquinho da conta, o que que aconteceu? Tem alguma coisa aí a mais para colocar essa energia, né, na situação? Então isso é muito do acompanhamento do dia a dia. Excelente. Muito bom. Vamos passar para outra pergunta agora. Vamos ver. A gente direciona pra nossa psicóloga Alessandra L, que tá com a gente aqui, nos orientando também, porque isso mexe muito, né, com a nossa saúde mental. Olha só, Vanessa Ribeiro, eh, eu tenho dificuldade de dizer não no trabalho porque fico com medo de parecer pouco colaborativa. De onde vem essa culpa que algumas mulheres sentem quando tentam colocar limites profissionais? Boa, Vanessa. A gente sempre fica dizendo sim. Dizer não é maravilhoso, né, Alessandra? dizer libertador. E no mercado de trabalho a gente pode dizer não. Quem disse que a gente não pode? Sim, eu costumo dizer aos meus pacientes, né, durante o processo de terapia, falei, eu falo dizer não, existem diversas formas de se dizer não, com uma atitude com uma atitude corporal, eh com uma uma atitude de eh designar, né, as tarefas, fulano, você tem uma competência tão grande, delega, né, delega Eh, você vai fazer isso tão bem, acho que até melhor do que eu. E existem formas de se dizer não. Uhum. E é importante você também conhecer as suas condições. Eu não vou falar limitações. Sim. Não é condições, acredito também. Suas condições, eh, a os seus direitos diante daquele cenário, né? E é importante também eh nessa dificuldade de dizer não Uhum. estar passando de repente por um processo terapêutico para entender onde ficou essa caixinha eh que ainda não foi acessada, que dificulta você de dizer não, existe uma culpa, existe alguma situação traumática. Então, não existe só situação social, às vezes pode estar havendo alguma questão emocional que te impede de se colocar de alguma maneira, não só no cenário do trabalho, mas social. Exato. Enfim, é importante dizer não, saber como dizer não e procurar saber as causas. Exato. E dizer não também é um aprendizado, né? É, a gente vai aprendendo. Pesado. Eu costumo na na no dia a dia, assim, quando as demandas, eu tô ali com as minhas demandas, né? As demandas da minha área, né? E vem alguém assim, falo: "Tá, eu coloco a pessoa na minha agenda". Uhum. Eu começo a educar o outro também, né? Talvez porque eu já tenho essa consciência, né? Desse desse desse lugar que eu ocupo, né? Então, eh, a dica que eu dou também para para adquirir esse aprendizado, né? Coloca a pessoa na sua agenda, fala assim: "Ah, eu posso fazer sim, mas aqui, ó, nesse dia, nesse período, porque antes disso, eu tenho isso, isso, isso para eu fazer. Eu tenho a minha agenda." Então, eu coloco o outro na minha agenda. Muito bem. E aí eu vou mostrando pro outro que eh para lá, eu posso te ajudar sim, não tô negando. Porque ela fala a questão da colaboratividade. É exatamente. E ser colaborativo não é você falar assim para tudo sobrecarregar, né? você vai ser colaborativo, daí você tá se sobrecarregando. Não. Algo que você trouxe de interessante é falar assim: "Olha, eu posso te ajudar porque você sabe fazer isso. Então onde o que que você não está conseguindo fazer que o meu saber é importante? Primeiro também tem que perguntar isso. Então eu coloco na agenda, eu pergunto qual é a dificuldade do outro em realizar, porque eu vou entrar ali e já saio, né? Fui colaborativa assim, dei o meu pitaco, né? Mas tiro minha mão da cumbuca, porque essa cumbuca também não é minha, é tua. Gente, vocês são maravilhosas. Ai, quanto aprendizado. Que delícia ouvir vocês falarem. A gente tem muito que aprender, viu? Muito que aprender, muito que crescer. E é importante, né, um um espaço desse com duas profissionais excelentes, de alto gabarito, ensinando e mostrando pra gente a questão do empoderamento feminino no mercado de trabalho. A gente percebe que a gente passa por várias vertentes, né, e que a gente precisa ainda de muito avanço, mas estamos seguindo. Isso é importante. Por isso, nós precisamos de vocês que nos tragam orientação eh eh eh um uma forma da gente caminhar para poder chegar nesse eh nesse denominador comum, nesse nesse nesse alvo, nesse ponto. E a gente vai chegar, eu acredito. 8:54. Produção, fala comigo aqui. A gente precisa encerrar agora. Dá tempo para mais uma? Oi. Dá. Ai, que beleza. Então, vamos lá. Mais uma pergunta pode colocar na tela. Vamos ver. A Clara Ribeiro do Campos Elízios. Uma mulher pode ser muito boa tecnicamente e não querer virar chefe. OK. Empoderamento também significa poder escolher crescer sem necessariamente assumir liderança. Uau, Clara. Sim, claro. Que excelente pergunta. Sim. Eh, recentemente eu tive um um líder que falou assim: "Eu não quero ser eu tive já isso na minha carreira". Um homem que falou assim: "Eu não quero ser chefe, eu não quero estar na posição de liderança." Sim. Exatamente. Foi aplaudido por isso. Claro, né? E aí quando chega a vez da mulher falar nisso, ela sente culpa. Porque, meu, cheguei lá e eu não quero. Você tem todo o direito também de não querer. Exatamente. Exatamente, né? E por qual se Ah, mas não quero assumir maiores responsabilidades. Vamos falar. Uhum. Liderança não. Você já é responsável. Exato. Você já é, né? Agora, se você vai dar um pulo a mais, existem outras competências. não é somente responsabilidade que tá sendo vista sim ali, né? Então é muito importante entender que não é que você tá ao negar um cargo, né, um cargo maior, não é que você não quer ser responsável, porque é a primeira coisa que vem na cabeça, mas sim que talvez naquele momento na sua organização do todo, porque a mulher pensar no todo, né, a gente tem essa capacidade, né, de ampliar o nosso olhar e pensar em tudo. Fala assim: "Olha, isso não me cabe agora". Exato. E tá tudo bem, né? Eh, é interessante que eu fiz esse movimento, não era uma função de liderança, mas bem no início da minha carreira eu tive uma conversa que eh [limpando a garganta] eu ia para uma outra função e eu trabalhava 6 horas e eu precisava me formar ainda, né? Eu falei assim: "Olha, eu posso continuar com o horário normalmente, né, seria de segunda a sábado, 6 horas, não vou trazer tudo os o horário, a carga horária, né, para durante semana. para ter o sábado, mas eu vou continuar, eu gostaria de continuar nessa função para poder me formar com a tranquilidade que eu precisava na época, né? E e foi muito interessante ter essa conversa que um parou, olhou, falou assim: "Ah, tá bom". Mas ninguém esperava que eu me colocasse daquela forma. E talvez na época, com a minha idade, porque isso foi há 20 e tantos anos atrás, eu não tivesse, talvez a a maturidade que eu tenho hoje. Obviamente não tinha, mas porém eu olhei pro meu cenário e falei assim: "Eu preciso me formar. Uhum. Se eu fizer isso, eu não vou me formar". Exato. Porque eu já tava indo para outros patamares, viajando mais, né? Pela empresa, tal. Falei: "Gente, eu ainda preciso, então me dá mais seis meses." E é muito interessante que aqueles seis meses foram seguidos assim bem a risco. E isso foi uma conversa que eu tive quando eu me formei em 2001, 2001. Olha aí, muito bom. É ser profissional, né? Um bom profissional, é saber as aptidões que você eh possui. Uhum. Então, eh, você vai fazer das coisas que te deixa, eh, de uma forma confortável e estar executando essas funções. Então, você não pode assumir algo que não lhe deixe confortável. Exato. Então, ser um profissional de excelência é você conhecer as suas aptidões. Uhum. Estar sempre eh aprimorando os seus conhecimentos. Porque isso faz parte de um envelhecer da sua mente de forma saudável, porque você cria uma neuroplasticidade dentro do seu cérebro. Uhum. Então você tem que buscar o conhecimento não só para o aprendizado profissional, mas paraa sua própria saúde mental. E lembrar que nós todos temos eh direitos e deveres e a gente tem que se colocar dentro de onde estamos inseridos, buscando esse conhecimento, onde vai o meu direito e o meu dever. Uhum. E é importante você estar sendo honesto consigo mesmo. Exatamente. Essa honestidade, ela faz toda a diferença um divisor de águas. Eu passei por uma situação parecida também. onde eu não aceitei, né, um cargo a mais de ascensão. E aí as pessoas falaram para mim: "Poxa vida, eu não estou preparada, eu não não sinto que eh é o meu momento agora e tá tudo bem, a gente pode optar. É uma forma de dizer não também, né? Então, a gente precisa aprender muito a comunicação assertiva que nós estávamos falando aqui, eh, eh, eh, de a maneira que você vai dizer, não, que você vai delegar funções, de repente, eh, a questão do estudo, eh a questão também da da do da preservação da sua saúde mental, né, importante, faz parte do empoderamento feminino, principalmente no mercado de trabalho. A gente precisa encerrar o programa, mas eu gostaria de agradecer demais vocês. Eu acredito que a gente conversou e permeu aí por várias situações e vertentes que nos orientaram de que a gente tem muito que aprender ainda, mas que bom que nós temos pessoas assim como vocês que nos orientam, né? Então quero agradecer muito a presença da gestora de recursos humanos, a Ariana. Então, considerações finais pra gente. Deixa uma mensagem para as pessoas que estão nos assistindo, as mulheres que hoje eh ainda sentem a dificuldade, né, no mercado de trabalho por conta eh eh da falta de espaço mesmo ou então eh por conta da falta de conhecimento, né, das pessoas que estão gerindo as empresas. que eu quero deixar é assim, né? Eh, no sentido de se preparem, mas não se preparem talvez com mais cursos nesse momento, mas se preparem se conhecendo, quem eu sou, o que eu gosto de fazer, quais são as minhas competências, o que eu tenho desenvolvido até aqui. Se prepare para uma entrevista. Quando você escreve aquilo que você faz, aquilo que você, né, você coloca ali no papel tudo que que você aprendeu já fazer no mercado de trabalho, né, para você se sentir confiante para um próximo passo, para ir para uma próxima entrevista melhor, melhor preparado. Então, é algo que eu sempre eu prego muito isso, né? Você tem que estar preparado. E o estar preparado é você se conhecer, você saber o que você dá conta e aquilo que você não dá conta. Aquilo que você ainda não dá conta, olhar para isso com todo cuidado e critério, entender o porquê e o que que eu posso me capacitar. Ah, eu não sei inglês, tá? Vai lá, faça o a corujinha lá verdinha que de [risadas] adoro aquilo lá, porque eu sou competitiva, né? Então, quando ele vira para mim e fala assim: "Ah, você vai perder sua ofensiva", eu falo: "Não vou não, é [risadas] cinco para meia-noite. Às vezes eu tô lá fazendo a corujinha, fazendo um treinamento ali básico de inglês, mas ali a minha cabeça aí entra que ela falou sim, com toda com a neuroplasticidade eu vou aprendendo. Ah, eu não tenho tempo, gente. Tem, tem. Ah, tem tempo a gente, se a gente quiser, a gente tem. Se temos, né? É verdade. Nossa, muito bom falar com você, viu? Muito obrigada mesmo pela sua participação. Quero agradecer demais também a nossa psicóloga, né, a Alessandra Lico, que trouxe pra gente essa questão da gente romper as barreiras eh eh invisíveis no nosso no mercado de trabalho. Hoje a gente precisa cuidar muito da nossa saúde mental. E quando Ariana fala da gente se conhecer, acho que entra muito a psicologia, né? E é importante demais a gente ter esse esse entendimento. Muito obrigada, Alessandra, pela sua participação, por contribuir com a gente, eh, com o seu conhecimento, né, e nos orientar de uma forma acho que bem eh eh fácil de entender, que sim, a gente pode dizer não, que sim, nós podemos recusar uma proposta de trabalho e que sim, nós somos mulheres empoderadas e que estamos num caminho aí para um desenvolvimento ainda maior. Eu quero agradecer a participação, foi muito gostoso esse bate-papo e embora seja um bate-papo, a gente conseguiu levar o nosso conhecimento para de repente poder auxiliar aí as pessoas e lembrar que a gente tem que se amar, não é um jargão. A gente tem que gostar da gente fazer as coisas dentro da de uma uma propriedade de satisfação. Então, se você não escolheu a sua profissão e você foi escolhida, sim, é assim, busca algo dentro dessa profissão que te traz satisfação. E aí se apoia nisso. Eh, se você ainda tá para escolher, busque se conhecer e busque algo que você faz com tranquilidade, com satisfação, porque se a gente parar para pensar, a vida é breve. Então, outro dia éramos crianças, hoje já somos adultos. E quanto tempo nós temos para viver bem? Então, a gente tem que ter conhecimento dos nossos direitos, ter conhecimento do que nos satisfaz e buscar aí o equilíbrio dentro de uma sociedade que ainda não nos reconhece enquanto mulher que tem direitos. Eh, podemos viver plenamente como os homens. Eh, porque ainda eh as pessoas entendem que quando nós falamos de direitos iguais, eh, é um desafio para os homens e não é. É da gente viver de uma forma eh igualitária. Uhum. Sem que hajam diferenças. Então, a gente tem que se conhecer paraa gente poder se colocar diante de uma sociedade que ainda tem muito para aprender, né? E e assim a gente não pode se deixar eh ser eh ser de alguma forma agredida. Uhum. Né? Então, a gente tem que se colocar cada vez mais dentro de uma sociedade que tem que aprender a nos reconhecer como ser humano. E vocês duas fazem com destreza todo esse processo de reconhecimento, né, de nós mulheres, principalmente eh no mercado de trabalho. Quero agradecer demais vocês, você que tá em casa, muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Quero lembrar que esse programa está disponível no YouTube da TV Câmara Campinas, no site da TV Câmara Campinas também. Aproveita, passa para as mulheres da sua vida, essas mulheres que estão aí lutando, batalhando, né? São mulheres empoderadas. Então essa nossa conversa deixa assim uma mensagem do empoderamento feminino, que não é apenas um conceito teórico, não é uma necessidade real para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Foi o que a gente eh conseguiu entender do programa de hoje. Então, mais justa, igualitária, empoderamento [música] feminino no mercado de trabalho. A gente pode, tá bom? Grande abraço para você. Ao meio-dia Câmara Notícia com Gabriel Castro. Eh, a programação da TV Câmara Campinas você já sabe, né? Ela segue eh produzida com muito carinho e muita responsabilidade de toda a nossa equipe do grupo Mais especialmente para você que tá em casa. E na próxima edição do estúdio Câmara a gente vai debater a encenação da realidade nas redes sociais. É tudo instagramável hoje, né? Então a gente precisa deixar tudo mais [música] instagramável, né? Vamos lá. Da escolha do restaurante, a viagem de férias, a vida real, ela tem sido planejada, percebem? Para parecer mais bonita na tela. até que ponto que a gente tá vivendo as experiências ou apenas encenando pros outros, hein? Você deixa de viver para poder encenar, para poder postar eh sobre esse impacto, né, dessa busca de curtidas do nosso comportamento, de tudo ser instagramável, que a gente vai conversar no próximo estúdio Câmara, tá bom? E a gente espera você aqui na TV Câmara [música] Campinas. Um grande abraço, fique bem, se cuide, mulher. Bora lá, acredita, [música] a gente tá junto e nós podemos. Beijo, até amanhã. Ча. [música] [música] [música] [música] [música] [música] Olá, sexta-feira é dia de na casa do povo, podcast que toda semana traz aqui um vereador ou vereadora da Câmara Municipal de Campinas. [música] E nessa semana a gente conversa com o vereador Paulo Hadad, ele vai falar da sua atuação aqui no legislativo da cidade. Então eu espero você.