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Olá, bom dia. 8:01 para você tá tudo bem? Estúdio Câmara no ar, edição desta terça-feira, 18 de agosto de 2026. Hoje o tema do nosso programa é libido e rotina. Porque no dia a dia nos sentimos cada vez menos dispostos sexualmente, como a rotina acelerada, o estress crônico, a sobrecarga mental, a falta de sono, o excesso de telas, a ansiedade e até alguns hábitos de vida podem reduzir o desejo sexual mesmo entre pessoas saudáveis. Nós já estamos aqui com as nossas convidadas e você aí de casa, é claro, mande a sua pergunta também tá convidado a vir com a gente. O WhatsApp da TV Câmara Campinas é o 1997829377. Mas antes nós vamos dar um giro pelas notícias de hoje. A gente começa falando do atendimento do Centro de Saúde Tancredo Neves, que está com atendimento de vacinação, procedimentos médicos e odontológicos suspensos nesta manhã para a troca de um registro de água na unidade. Estes serviços vão ficar suspensos até que a água seja religada e o abastecimento da caixa d'água concluído. Previsão é que o serviço seja normalizado na parte da tarde. Os acolhimentos, consultas agendadas serão mantidos e a farmácia também funciona normalmente. E a semana da música, iniciativa que celebra a força da música em Campinas, valoriza artistas e profissionais do setor e amplia o acesso da população a uma programação cultural diversificada. Começa no próximo sábado com concerto da Orquestra Sinfônica de Campinas em parceria com o cantor e compositor João Bosco. A apresentação será às 7 horas da noite no Teatro de Arena, no Centro de Convivência Cultural de Campinas. A entrada é gratuita. E vamos também de notícias da Câmara, porque ontem nós tivemos reunião ordinária entre os três projetos da pauta. Os vereadores aprovaram nesta segunda-feira em definitivo a proposta de autoria do vereador Hebbert Ganém, que proíbe a distribuição de animais como brindes no município. Matéria altera o Estatuto de Proteção, Defesa e Controle das Populações de Animais Domésticos de Campinas para proibir que animais sejam distribuídos como brindes em eventos, por exemplo. A matéria já foi aprovada em primeira discussão durante a 41ª reunião ordinária. pelo texto, quem descumprir a proibição poderá receber multa de 1500 a 3800 o fix, que são unidades fiscais de Campinas que correspondem a R$ 7.649 a R$ 19.378. A definição do valor deverá considerar fatores como a gravidade da infração, conduta e condição socioeconômica do responsável e consequências provocadas. A proposta também prevê possibilidade de apreensão dos animais e quando a infração for praticada por empresa, a cassação da inscrição municipal e do alvará de funcionamento. O projeto segue agora para a sanção do prefeito. Vamos agora à previsão do tempo para esta terça-feira. De acordo com o CEPAGRE da Unicamp, hoje o predomínio é de sol com umidade relativa do ar, mínima de 30%. A temperatura está entre 19 e 32º. Mas vamos ao nosso tema de hoje, libido e rotina. Porque no dia a dia nos sentimos cada vez menos dispostos sexualmente. A diminuição do desejo sexual, conhecida como perda de libido, é um problema comum. De acordo com o NHS, que é o National Health Service Service, o sistema de saúde pública do Reino Unido, o problema afeta até um em cada cinco homens e um número ainda maior em algum momento de suas vidas quando a gente fala das mulheres. Mas afinal, a queda da libido sempre está relacionada a problemas hormonais ou ao desgaste do relacionamento ou ainda a uma situação da vida. E o que acontece ao nosso redor? É o que vamos saber no estúdio Câmara de hoje, que recebe aqui duas especialistas. Ao meu lado, a Amanda Cita, que é psicóloga, pós-graduada em sexologia humana, com várias especializações, atua na orientação psicanalítica e também a sexóloga Carol Tejas, que é terapeuta certificada internacionalmente em terapia sexual holística, com formação em psicanálise, especialista em sexualidade feminina, mulher 40 mais. Olha aí, Amanda, Carol, sejam bem-vindas. E eu já vou fazer então a minha primeira pergunta, já que o tema é essa questão da libido. Vamos lá. O que pode influenciar o desejo sexual das pessoas sexualmente ativas? A gente vai tirar desse contexto para ficar bem claro para você de casa. Pessoas que têm algum problema de saúde, não é o caso hoje do nosso tema, é a questão da rotina. Quais os fatores do dia a dia que isso influencia diretamente na rotina e no desejo sexual das pessoas? Amanda, começo com você. Bom dia. Obrigada, viu, por me receber. Então, quando a gente fala de rotina e quando a gente fala de libido, a gente vai tá falando de pulsão. Pra gente tá aqui hoje, a gente precisou de libido, né? Então, se é hormonal, se é direcionado ao casal, eu acho que é tudo isso. Então, a maneira que a gente chega pro nosso parceiro, para nossa parceira, vai envolver o nosso dia, né? Então, quando a gente tá falando de sexo, a gente tá falando de sexualidade, a gente tá falando de afeto. E a maneira com que a gente vai se relacionar com esse afeto ao longo das nossas relações, quais outras fontes de prazer a gente tem também vai influenciar diretamente na maneira que a gente vai olhar pro nosso sexo, pra nossa sexualidade ali mais erótica, né? Então é sim um grande compilado de tudo. Não dá pra gente direcionar a coisa. Lógico, né, que às vezes haverá coisas que chamarão um pouco mais de atenção, né, que vai precisar ali de uma intervenção um pouco mais direta, mas a vida influencia a vida, né, muito. E é importante falar também, Mirna, bom dia, Carol, seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Obrigada, querida, pelo convite. É importante a gente falar que quando a gente fala de libido, a gente não tá falando de um uma questão só. Então, a gente tem basicamente três pilares, a libida composta, bio, psico e social. Então, quando a gente fala, ai não direciona para tomar harmônio, vai resolver? Não vai. Uhum. A gente tem que tratar essas esses três pilares. Então, a gente, claro, olha a questão hormonal, mas a gente tem que olhar como essa mulher, como essa pessoa tá se olhando para si mesma, né? e como ela tá se relacionando, não só com com a parceria, mas se relacionando com todo o ambiente dela, o contexto social, o contexto familiar. Então, a gente tem que ver realmente todo toda a vida dessa mulher para entender por a gente tem uma carga mental incrível, né? É família, é filha, é boleto. E a gente não dia a dia esse erotismo que é o mais comum pro homem. Sim. nutrir esse erotismo. Então, a gente tem que cuidar desses três pilares quando a gente fala de libido para que isso seja saudável e seja mantido diariamente. Agora, Amanda, você mencionou que o afeto muitas vezes está ali entre o afeto e a libido, ele é muito eh eles andam juntos, digamos assim. Por outro lado, às vezes até mesmo o homem ou a mulher chega e fala: "Poxa, eu amo o meu parceiro, minha parceira, mas eu não tenho desejo sexual por ele. Não consigo, eu tenho vontade, mas eu tô tão cansado, eu tô tão exausto, eu tive um dia muito terrível no trabalho ou alguma coisa aconteceu às vezes até dentro da família mesmo. Como que dá para diferenciar isso? Porque a pessoa começa a sentir culpa também. Por outro lado, isso acontece e a culpa é um afeto. Tudo aquilo que a gente pensa em afeto, a gente vai pensar naquilo que veio primário, né? Por exemplo, a gente é criança, ali já tá tendo uma uma desenvoltura sexual. Não vai ser a sexualidade que o adulto entende. Exato. Ela vem depois, né? Existe um despertar disso. Só que a maneira que a gente se relaciona sexualmente com o nosso sexo depende desses primeiros contatos do afeto. Um exemplo, uma pessoa que tem ali uma constituição familiar agressiva, aquele clássico, bato porque te amo, uma coisa assim. Que que aquela criança depois aquela jovem adulto, aquele adulto vai desenvolver? Agressividade e amor. Exato. Achando que juntos, né? Então, suporta agressividades, porque isso faz parte do amor. Então, é uma sexualidade que vai influenciar diretamente na outra. Aí você fala: "Pô, tô cans, tô cansada, gosto muito do meu marido, amo meu marido, mas quando chega na parte sexual tem ali uma trava. Muitas vezes a gente tem que olhar o que tá acontecendo, não só nessa questão, né? Perfeito, isso que eu falou do biopsicossocial, realmente tem a questão econômica também. Não dá para transar preocupado com contas, não dá para, né, quando a gente tem muitas outras coisas ali interferindo. Então, questões desses afetos, né? Como que tá essa relação nesse lugar afetivo do cuidado, porque se você quer ter uma relação sexual no final do dia, aquilo começou quando vocês acordaram. Acordaram como? Conversaram como, né? você comentou de homens terem a sexualidade mais explorada, não só exploram como foi, é um caminho, né? Sim. Paraa mulher foi dado um parquinho de 2 m², pro homem foi dada uma Disney. Sim. Quesito social. Isso não foi algo que você, eu, ou maridos e pessoas de maneira geral escolheram. É o que tem. Sim. O que tem é uma dificuldade para essa mulher entender o prazer dela, explorar o prazer dela, ver o que dá prazer para ela, fora do âmbito do carinho, do cuidado e pro homem não, né? Veio aí um explorar muito alto em relação à parte sexual, visual e menor na parte empírica, quando a gente pensa o que a gente sente. Sim, né? Então o o sexo é complicado porque a gente é complicado de nascência, não tem que fazer. É isso aí. estce não tem o que fazer. Mas agora, Carol, a gente tá falando dessa questão inclusive do sofrimento, quando a falta de libido transforma o desejo sexual em sofrimento sexual, que é chamado aí de transtorno do desejo sexual hipoativo. Mirna, a gente, primeiramente, a gente tem que entender a libido, a Amanda trouxe aqui bem no começo, como energia vital, né? A gente, eu sempre falo que libido não é vontade de transar, libido é vontade de viver. Perfeito. Então, quando a gente quando a gente fala de libido, a gente tem que ter essa essa noção de que você tem que acordar com uma libido alta. Essa libido, é, essa vontade de viver, é disposição e ela vai est composta. O que que ajuda essa libido, né? exercício físico, uma noite de sono bem dormida, uma alimentação saudável. Então, quando a gente fala de transtornos, né, a gente fala dessa vida da mulher de forma geral. Então, ela tem que cuidar da mente dela. Muitas vezes a mulher, eu atendo muitas mulheres que eu pergunto assim: "O que te dá prazer?" Ela não sabe. Ela não sabe porque ela confunde. Ela me responde assim: "Ah, quando eu tenho 10 minutos tranquila, sozinha, quando não tem ninguém me pedindo nada, isso não é prazer, isso é alívio de uma pressão. É outro sentimento, é outra coisa. Ela não sabe mais o que é prazer. Ausência de função virou prazer, né? Porque assim, é um momento que ela tem ali que ninguém pediu nada, que ninguém tá solicitando alguma coisa, que ela não tá resolvendo nenhum problema, porque a gente acaba resolvendo o problema de todo mundo e a gente não se olha. Sim, né? Então isso vai acarretando inúmeros problemas, só que a gente cuida do filho, cuida do marido, cuida do trabalho e vai se deixando para trás. Sim. E nesse sentido também há uma cobrança, inclusive por toda essa cultura de que o homem sempre deve estar pronto para o homem também. Quando ele fala, ele não admite muitas vezes que tá sem libido. Isso é fato. Certamente, né? É fato e fatal. Porque pro homem que não consegue se entender enquanto um ser que também possui outras necessidades, que não é um botão de liga e desliga, né? Porque isso é algo que vem deles para eles, mas tem todo um social, inclusive mulheres que sustentam isso, né? É uma pressão muito grande. Então fica ali todo mundo vivenciando pressões diferentes. E pro homem é essa, né? Essa coisa meio maquinária, essa coisa meio eh até insensível, sim, né? Do sexo ali enquanto algo aonde a conexão que é tão vital, né? Até para um sexo casual necessita conexão. Sim. Fica ali uma questão de performance. É, inclusive, olha, a gente tem aqui um estudo publicado em 2025 que acompanhou homens e mulheres saudáveis durante 14 dias, encontrou associação entre o maior estresse percebido e menor desejo e excitação sexual. Por outro lado, experiências de desejo e atividade sexual foram associadas ao menor estress posteriormente. Como é isso? Me digam quem quem pode responder aí. Então, quando a gente olha para essas comparações, a gente vê quase que uma coisa contrária a outra. Sim, né? E isso é também por toda essa tensão que o homem, bom, eu sou de um interior, um pouquinho mais interior que aqui. É muito comum você escutar histórias de pessoas extremamente jovens que tiveram contato sexual, eh, meninos, né, forçado, digamos assim, né, totalmente. Tá na hora. Exato. Vou te apresentar. Desia era um adulto. Normalmente, né? O pai leva em algum local, enfim. É para visualizar coisas, dar conteúdos ali. Que que faz aquela criança acreditar? Ah, isso daqui é padrão, é o normal. E qual que é a diferença do erótico pro pornográfico? Hum. Pornográfico é tudo aquilo que não tem censura nenhuma. É aquela coisa escancarada. É uma pessoa pelada em em praça pública. Chocante. Chocante. Nossa, você fica até meio preocupada quando sexo cai nesse lugar, porque não é só o pornô que transforma as coisas em pornográficas, né? Sim. Sim. Sim. Quando a o nosso erotismo vai embora e entra só pornografia, a gente perde conexão. O erótico é aquilo que dá mais trabalho. Lógico, porque hoje a gente fala que dá mais trabalho porque nasceu algo que faz com que você eh chegue ao clímax, principalmente homens, em um minuto. Que relação humana faz isso acontecer? Você tem que sair, você tem que pensaronde você vai, você tem que conversar, você tem que interagir, você tem que se interessar, né? Então foi ali um mundo prometido para mulheres, aonde o interesse dela por tudo move o mundo e o homem é interessado porque ele é esse mundo muitas vezes, né? Ele é essa pessoa que foi ensinada a receber e a mulher ensinada a oferecer. Quando existe essa, vamos colocar isso de zero a 10. Se pro homem tem uma função que tá indo até oito, onde que essa mulher vai existir de um a dois? né? Como que ela vai conseguir colaborar e haver de fato essa troca, né? Então, toda vez que a gente for falar de libido, toda vez que a gente for falar de sexo, a gente vai tá falando de dia a dia, a gente vai tá falando de um mundo que que envolve até a ausência de rotina se torna uma rotina, porque rotina é aquilo que repete. A gente tem a chance de participar dessa repetição ou não, né? Sim, que ela vai acontecer independente. Vai, não tem como. Entendi. Agora vocês falaram inclusive dessa questão do dessa entrada no mundo do sexo que é diferente para meninos e meninas, só que a gente não pode esquecer que nós estamos aí no mundo agora da internet, gente. O mundo digital. Inclusive, olha, nas últimas duas décadas a internet invadiu também a vida sexual e redefiniu comportamentos. O seu uso excessivo afeta a libido de forma mista. O acesso rápido a conteúdos adultos estimula o desejo de forma imediata, mas o hábito crônico e a distração digital esgotam o sistema de dopamina, geram fadiga mental e reduzem o interesse pelo sexo real e pelas relações a dois. Até que ponto a internet pode aumentar ou diminuir a libido? Carol, Mina, essa questão dessa invasão digital é muito delicada. A gente vem numa geração que menos faz sexo na história. Por quê? Porque as relações ficaram digitais, né? É, o jovem ele não quer perder tempo de marcar um encontro, de sair, de gastar. Ele tá muito preocupado com a performance do trabalho, de conversar. Sim, eles, ele não quer, ele quer que o dia dele seja voltado para uma performance incrível de trabalho, de rotina wellness, né? Mas tudo que é exagero faz mal. Então assim, a gente tem que pensar nesse equilíbrio. E o mundo digital quando a gente fala, quando eles utilizam muito, né, tem muitos fetiches, a pornografia em si, ela não é um problema quando ela é usada ali para pimentar uma situação ou outra, assiste um vídeo, manda, OK? Mas a gente tem que entender que ela pode ser, na verdade, um sintoma. Por que que ele tá usando a pornografia no final do dia? Pode ser um sintoma de uma solidão, de uma, entende? Pode ser um sintoma, pode ser um sintoma, inclusive de que tá precisando dessa interação humana que falta muito. O jovem hoje ele não tem essa interação. Isso a gente vai nos extremos, não só jovem. Toda aquela performance que aparece na internet, ela pode sumir quando ele conhece. Ou até o os mais velhos também muitas vezes usa tela muito tempo. As pessoas que vão dormir usam tela. Ó, fiquei com a tela até um certo horário. Agora eu vou dormir. Aí, ah, não, agora eu vou dormir. Eu tava na internet agora tô cansada. Exato. E as pessoas elas se perdem ali. Você tá ali scrollando, né? E você se perde. De repente passou 1 hora e meia. Uhum. O teu parceiro tá do lado, super cansado, dormindo. Às vezes tua parceira até queria dividir o que que foi o dia, mas isso não foi nutrido. Essa intimidade vai se perdendo. E de repente, né, a gente vê muito nos em consultório, você deve ver também relacionamentos longos, né, Amanda? A pessoa se vê ao lado de um estranho. Uhum. Porque intimidade ela é nutrida no dia a dia. E quando eu falo assim, a intimidade, ai não, mas eu sou muito íntima do meu marido, ele me vê indo ao banheiro. Não, isso não é intimidade. Intimidade é você poder falar não, saber que a pessoa vai receber esse não de maneira OK, né, que não vai ter uma retalhação depois. E a intimidade é exatamente esse dia a dia que você nutre e você divide tudo que você tá sentindo, tudo que você tá passando. Então assim, eh, o digital ele invadiu a nossa casa, mas se usado de maneira correta, com limites, tá tudo certo. O problema é o exagero, como tudo na vida, né? Agora, quando então essa intimidade ela ela deve ser dosada porque parece que às vezes ela ajuda, mas às vezes ela pode atrapalhar também. É isso. Quando a gente fala de intimidade, a gente vai tá falando de invasão, tá? Que que é um casamento? Duas pessoas que olharam uma paraa outra e falaram: "Vamos ficar se invadindo até a gente cansar, né? até a gente morrer, porque não existe eh essa troca, essa intimidade sem o desconforto de perder um pedacinho da gente, de perder um Mas comigo sempre foi assim, mas eu sempre fui dessa maneira, eu sempre fiz dessa maneira. questão do celular, né, desse scrolling, tem alguma coisa na no seu dia a dia que é tão interessante quanto uma tela que brilha. Você passa o dedo, você vê um vídeo de um cachorrinho cantando, você passa aqui, você vê o Hulk vermelho brigando. Que que é mais interessante que isso? Que que vai te prender mais que isso? Então assim, a meu ver, o grande fator das redes é o impacto que ela causa no nosso interesse. Sim. Se eu transo com o meu celular o tempo inteiro, se eu tô em transe também com o meu celular o tempo inteiro, como que você que tem uma uma conversa lenta, que pensa antes de falar, falou: "Ah, hoje eu ai, vai, vai, vai, acelera, acelera". Então a gente entrou nesse modo de rapidez, né? Porque assim, não gosto, passa, não gosto, passa, passa, passa. Como é que você vai passar a pessoa? Não passa. E a partir do momento que eu não resisto a essa frustração de esperar a pessoa terminar de falar, como que eu vou criar intimidade, né? Então, intimidade ela é algo que a gente desenvolve por interesse e a gente mantém com interesse e disciplina, né? Não é porque você é minha melhor amiga há 20 anos que eu vou dar um tapa em você do nada assim. Ah, mas não foi nada não. Que que é isso? Cordialidade, né? Que isso também é uma coisa que se perde muito nas relações. Sim. É isso que ia perguntar também. A falta o excesso de intimidade e a falta de cordialidade com o outro também influenciam diretamente na libro. Claro, claro. Porque assim, a gente a ideia, né, é que a gente já acorde com essa libido alta, só que para no final do dia, que é lógico, a gente não trans só à noite, tá gente? Não é isso que eu tô falando, mas assim, eu tô dizendo uma rotina eh de forma geral para à noite você ter ali uma conversa e desenvolver ali uma relação, isso tem que ter sido nutrido ao longo do dia todo. Então, se ao longo do dia todo o teu parceiro não te mandou uma mensagem, não quer saber como é que você tá, não te oferece um auxílio em casa, no final do dia, como é que você vai tá? Toda feliz e disposta? Claro que não. Sim. Então assim, isso tem que ser nutrido ao longo do dia com essa cordialidade, com a intimidade. Eu falo, Mirna, muito sobre o beijo de 6 segundos. Salva casamento. Beijo de 6 segundos. Beijo de 6 segundos. Anotem. Porque quando a gente fala de relacionamentos longos, né, normalmente o beijo vira o quê? O selinho. Sim. E o beijão, o beijo de 6 segundos, ele vira só um sinalizador que vai ter uma relação sexual, tá? Então assim, é só para aquilo. E não, o beijo de 6 segundos, ele libera inúmeros hormônios no nosso cérebro do bem-estar, do amor, ostito dopamina. Isso faz muito bem. E isso não pode ser só à noite por sinalizando, ó, hoje tem, entende? Sim. Então assim, isso tem que ser construído ao longo do dia. De manhã, bom dia, e dá um beijo e dá um carinho e dá um abraço. E isso é nutrir a intimidade. E isso é ter eh essa atitude cordial, amorosa. Carol, você falou de uma coisa bem importante que a gente valoriza muito beijo e acaba às vezes desvalorizando o abraço nos relacionamentos entre casais. Geralmente abraço a gente pensa mais entre amigos, alguma coisa assim. Qual a importância, por exemplo, do abraço entre o casal? É toque, né? O casal quando existe já a conquista garantida, que normalmente é o que o casamento, é o que um relacionamento longo anuncia, para de conquistar, mas a gente precisa ser conquistado, né? Assim como a gente escolhe essa relacionamento várias vezes por dia, a gente também precisa dedicar uma atenção em como que eu conquisto essa pessoa agora com uma vantagem que é conheço essa pessoa. Isso deveria ser uma grande vantagem, né? Exato. Mas que o que acaba acontecendo é: "Ah, eu conheço essa pessoa, né? Você matou a pessoa assim. Entendi. Quando você olha para ela e fala: "Ah, não, isso daí não importa. Ah, não, essa coisa aqui ela não é assim. Tchau, até mais tarde. Vai reduzindo ela a aquilo que você conseguiu registrar por memória, sendo que aquela pessoa infinita. Até que o finito chegue, a gente é infinito, né? Então a curiosidade ela também é uma força motriz de de do afeto continuar, desse beijo para acontecer, porque tudo isso depende de vulnerabilidade, tá? Agora tem uma outra questão que inclusive eu tenho visto alguns memes na internet. A gente sabe que mulher hoje tem skincare, tem uma série de coisas. Outro dia eu vi uma mulher tava até com uma lerry super bonita, mas aí ela começa a colocar uma máscara aqui, uma coisa aqui, uma coisa aqui, uma coisa aqui e aí o o marido começa a olhar uma touca que é a touca de certim para manter o cabelo arrumado, tal, e deitou do lado dele, ele lhe olha assim quando que também esse cuidado pessoal ele acaba invadindo aquela o desejo do outro de forma negativa. Claro, todo mundo precisa se cuidar, o homem ou a mulher. E mesmo que naquele naquela noite não vá haver um uma necessariamente, né, uma relação sexual, mas ele olhar todo dia ou ela olhar ele também usando algumas coisas assim todo dia na hora de dormir, isso também não vai criando aquela coisa, gente, que que é isso? O que que tá aqui do meu lado? Pode acontecer isso? Pode, eu acho que são duas questões desse caso específico que você deu o exemplo, Mirna. O primeiro é o clássico, né? Todo excesso tá escondendo uma falta. Isso é um clássico. Então, esse excesso skinc nossa, precisa de tudo isso mesmo, será, né? E o segundo é comunicação desse casal. Vamos se comunicar. Gata, precisa de tudo isso. Você é linda, você é maravilhosa e tal. Ó, isso aqui, essa máscara verde não dá. Eu dormindo toda a noite com essa máscara verde ao meu lado. Não, é comunicação, Mirina, porque não adianta, você pode conviver com a pessoa 30, 40 anos, você nunca vai conhecer ela integralmente, porque nem ela se conhece integralmente. Então assim, comunicação fala, óbvio, de maneira gentil, de maneira delicada, mas fala: "Ó, essa máscara verde não tá rolando, vamos trocar. Dá para ser uma vez por semana, entende? Então assim, existe isso, mas a gente tem que olhar muito para que que é tudo isso, né? Precisa de tudo isso, gente. Aceitar o envelhecimento também. Se aceitar, não é que não tem que se cuidar, mas eu acho que a gente vive num mundo de extremos, né? Já que você falou inclusive de envelhecimento, Carol, uma pergunta pras duas. Qual a relação entre libido e a idade? Posso começar? Quando a gente fala especialmente da mulher 40 mais, Mirna, a gente tem uma queda dos hormônios, não só a queda, mas como uma oscilação. Que que isso acarreta? Ressecamento vaginal, ã, ressecamento da pele de forma geral, queda de colágeno e também os sintomas psíquicos, que é o que mais abala essa mulher de 40 anos. Por quê? Antigamente a mulher de 40 anos estava tendo neto e já tava lá f Agora gente a gente tá no pico, tá começando. Exato. A gente tá produzindo muito, contribuindo muito pra sociedade, mulheres assim em cargos sensacionais. Então assim, a gente ainda tem muito a contribuir e chega a perimenopausa e quer te dar essa rasteira e você fala: "Eu preciso de você, corpo, me ajuda". E a cabeça você tem neva mental. O corpo não responde, a gente perde. Você pode até fazer a musculação, você vai tomar banho, saiu no banho, seu bíceps, entende? Então assim, é o envelhecer não é só o estético, você vê que seu corpo não responde mais. Isso é desesperador. O processo terapêutico, nessa fase eu falo que é fundamental, porque essa mulher não se reconhece mais. Ela fala: "Cadê aquela potência que tava aqui?" E realmente é um processo hormonal, mas principalmente psicológico, que a gente tem que entender o quanto esse processo de envelhecimento, eu não gosto de falar isso, eu gosto, eu gosto de esse processo de amadurecimento, né? Como ele impacta, impacta muito, mas a gente tem que olhar para isso de e acolher. E no caso de quando a mulher tem alguma parceria, né, essa parceria também entender essa fase e entrar, eu, óbvio, tem algo, como você disse no começo, a gente tá falando assim da grande maioria, reposição hormonal é vida, gente. Reposição hormonal entra aí e ajuda muito. Não só reposição hormonal, como tratamento terapêutico é é fundamental para passar por essa fase de amadurecimento, não envelhecimento. É, mas por outro lado, Amanda, essa autoaceitação é importante para entender tudo que tá acontecendo com ela e, de certa forma, ter uma empatia consigo mesmo? Pra gente se aceitar e ter empatia, a gente precisa ter conteúdo e a gente não sabe o que a gente deveria saber sobre o processo de amadurecimento, de envelhecimento da que a gente sabe, a gente sabe que um dia, né, mulheres se menstruarão, entrarão na menopausa e a vida vai continuar até que um dia faleceremos. Mas agora melhorou, mas antes era assim, entrou na menopausa e a vida sexual acabou. Melhorou, melhorou. Exato. Melhorou. Porém, a gente não tem eh que eu digo de enquanto sociedade mesmo, um conhecimento prévio. Que como que é antes, quais são os primeiros sinais? Ninguém fala. Ninguém fala. Então a mulher chega no 40, 45 anos, 50, aterrorizada, uma hora vem aí e achando que vai acabar a vida dela, tipo, nossa, entrei na menopausa, acabou minha vida. Porque a gente sabe, existe todo um olhar eh muito crítico para como a mulher tem que ser em cada canto. Sim, né? Isso com certeza vai atrapalhar a maneira que a gente lida com a mudança do nosso colágeno, com a mudança dos nossos cabelos, enfim, até que chega nesse local hormonal que não tem que fazer isso. Vai acontecer. E pro homem a cobrança não é ainda maior. Como assim? Ele tá ficando também envelhecendo, amadurecendo, talvez não tenha todas as respostas. Eh, tanto que a gente sabe que hoje inclusive se tornou uma questão de saúde pública o uso de medicamentos para, né? Eh, e porque ele também acaba se cobrando mais, porque talvez ele não é mais tão performático quanto aos 30, ele tá com 50, 60. E aí, você acabou de responder performance. A partir do momento que ele tem eh enquanto ser uma demanda cumprir, que é não posso falhar. Sim. E eu sempre brinco, né? Tudo que sobe desce. Tá tudo bem, tá tudo bem você ter ali, questões às vezes de impotência. A questão é quando existe uma disfunção e a maneira que a gente chega eh pro sexo, a maneira que a gente chega pra nossa intimidade, vai ditar como a gente vai interagir com aquilo. Sim. Se eu te ofereço esse copo d'água te olhando meio estranho, você fala: "Pô, isso tem que ter envenenado, né? Então, o que que é isso que tá envenenando a nossa água, né? Seja para homens, sejam para mulheres, né? O que que é isso que tá tão temeroso no envelhecer?" para homens essa questão muito da ereção, da performance de essa coisa macho, né? Sim, que ainda é muito cobrado, né? E é realimentado, né? Uma coisa, uma coisa alimenta a outra. Não tem como a gente separar uma coisa da outra nunca. Você não veste a sua psiquê quando você acorda, nem a sua psiquê veste o seu corpo. E assim como você não escolhe se você vai sair de carro e de casa só ver mulheres ou só homens. Então, a gente tá o tempo inteiro interagindo com tudo e tudo tá afetando a gente. Então isso é uma questão que Mas nesse sentido, Mirna, eu acredito que as mulheres têm uma pressão muito maior por conta da estética, né? Então assim, eh, recentemente saiu uma foto da da Forbes dos Estados Unidos, os homens mais bem-sucedidos, eles já com aquela barriguinha, né, e tal, cabelo branco e careca tá tudo certo. A única mulher que tava no meio, né, perfeita, toda trabalhada no nos padrões estéticos, uma germa, aquele cabelo, não sei quê. Então assim, a gente ainda tem o plus dessa questão estética, né? Uhum. Sempre sendo avaliadas, sempre tá sempre, né? Então eu acho que concordo com você que nesse aspecto as mulheres ainda possuem ali um pensamento invasivo de cobrança que acompanha de maneira mais consistente. E os filhos, Carol, como fica os filhos também? Eles fazem parte dessa rotina que diminui a libido também podem fazer, né? Na verdade não são os filhos, é sim essa demanda que a família exige. Então mesmo mulheres que não tenham filhos ainda têm essa demanda de cuidar da casa, porque isso é muito atribuída ao papel feminino. Então claro, a gente tá em 2026, as coisas estão melhores, mas ainda existe esse peso, né? Então o homem é o provedor, ele traz ali, né, toda a parte financeira e a mulher tem que cuidar. Então, às vezes ela tem que cuidar de vários empregados de uma casa, ela tem que cuidar dos filhos. Os filhos também têm a questão que sempre recorrem a mãe, né? Sempre a mãe vai eh reunião escolar, enfim, lição de casa. Só que não só nessa fase que a gente fala de filho, a gente pensa menorzinho, né? Depois, quando eles estão crescendo, eles também entram nessa conta, Mirna, porque eles estão saindo de casa. Uhum. Isso também traz um peso para essa mulher. Isso também abala libido dela, porque ela fala: "Poxa, o meu papel era cuidar de todo mundo. E agora? Qual que é esse meu papel?" Eu me perdi nisso. É mais ou menos assim. Então, é, é. Então, é por isso que é tão importante a gente olhar para libido, falando, voltando lá do começo, desses três pilares, né? Então ela tem muito se olhar bio, psico e social. Bio, psico e social. Quando a gente fala de bio são hormônios. Sim, né? E o psicossocial e o como ela se vê, como ela se enxerga e social, como ela se relaciona. Então, a gente tem que sempre estar de olho nesses três pilares, porque se um tiver mais ou menos, os outros dois aguentam. Então, se os três tiverem ruins, aí realmente não tem como. E no começo do Estúdio Câmara de hoje, a gente fez um convite para que você telespectador participe com a gente pelo 97829377 e a gente já tem pergunta de telespectadores. Vou pedir pra produção colocar a primeira no ar para que a gente possa ler. É da Mariana Lopes do Jardim Proça. Ela diz o seguinte: "Eu percebo que quando tenho muita coisa para resolver, até o carinho parece virar uma obrigação. A sobrecarga mental pode fazer a pessoa se afastar da intimidade sem perceber, Amanda, com absoluta certeza, né? Porque o que a gente tá olhando aí, talvez é uma mulher que é isso que você falou, né? Tirou minha função, o que que eu sou?" Só que por mais que exista ali uma gratificação e ter funções, tem vezes que a gente, né, o corpo, a nossa vida pede outras coisas pra gente. Então sim, a sobrecarga ela ela já diz, né, já tem uma carga além. Tudo que vier, né, tem um termo na medicina que chama alodínia. Então assim, se eu faço assim na minha mão, não vai doer. Se eu faço assim, tô com alodínia, parece que eu levei uma martelada. Então, quando a gente tá eh sobrecarregado, a gente tem aí essa alodínia afetiva, onde qualquer coisinha que você me peça mais já não dá. Então, sim, com certeza isso vai afetar. E por outro lado, por exemplo, essa sobrecarga mental também, quando o outro chega sem essa obrigação e percebe que você tá naquele dia estressante e não é por conta de relação sexual, mas é carinhoso com você. Também isso num outro momento o alibido se torna daquela memória, não é isso? Com certeza, Mina. Esse afago que às vezes a gente precisa, né? A gente só precisa de um abraço, um afago, um cafuné e falar: "Ó, tá tudo bem, as coisas vão se ajeitar e dormir abraçado e tá tudo certo." Não, não é sobre a relação sexual, é essa intimidade. É isso que eu trago de novo do beijo, é dar um beijo, um beijão de boa noite, porque saber que no dia seguinte vai est tudo bem, né? Às vezes é só isso que a gente precisa, de uma fábula. Vamos então à próxima pergunta dos nossos telespectadores. A produção vai colocar aí no ar também a participação da Luciana Martins do Jardim Guanabara. Obrigada por estar com a gente. Ela diz o seguinte: "Tem fases em que o casal está bem, mas parece funcionar mais como uma equipe do que como parceiros. Essa mudança na dinâmica pode diminuir o espaço para o desejo, Carol? Com certeza. Isso aí a gente não tem dúvidas. eh, especialmente em relacionamentos mais longos, né? Por isso que a gente tem que dar essa atenção especial, reservar a um momento na agenda, eh, nutrir essa esse erotismo durante o dia, não só com o parceiro, mas com você mesma. Tem uns casais que inclusive às vezes a gente vê na internet, hoje é Vale Nightight do casal, a gente deixou os filhos com alguém e a gente se deu esse esse momento de presente. Isso é importante nesse contexto, eu falo muito sobre isso nos meus atendimentos. Eu dou como lição de casa. Eu falo: "Agendem primeira resposta: Ai, mas vai ficar artificial, vai ficar mecânico". Eu falo, gente, vamos lá, vamos pensar. Você tá namorando? namoro durante a semana e vê uma coisa rapidinho. Na sexta-feira que vocês vão se ver, você não sabe o que que vai acontecer, sabe? Então você vai passar um perfume diferente, você vai escolher uma roupa diferente. Isso é maravilhoso. O cérebro adora dopamina, adora essa essa preparação a sexta-feira é o dia da gente se ver. Por exemplo, se se o casal agendar que seja toda sexta-feira, sexta-feira vai ser o dia da gente se ver, da gente ir no cinema, da gente jantar, da gente passear. Exato. E o cérebro adora essa sensaçãozinha. Então, façam isso. Não é porque tá agendado que tá marcado, que vai ser artificial. E vocês sabem que eu recentemente, inclusive assisti um programa em Canal Fechado, um programa que é só de homens. Hum. E eles falaram de como foi prazeroso a experiência, apesar de um tinha 8 anos de casamento, outro tinha acho que 10. Ele falou: "Eu nunca tinha percebido que sair num dia qualquer para jantar com a minha mulher ia ser algo tão". Porque antes a gente tinha dates, agora não. A gente saiu e a gente conversou tanto de coisas que a gente não conversa lá em casa, que era um outro momento, um outro papo e quanto aquilo tinha sido prazeroso. É, se dar também esse luxo, né, Amanda? É um luxo hoje. Isso é muito triste, né? Porque nós somos seres ritualísticos. O que você tá me contando, né, que é isso que a gente vivencia num início de namoro, são esses rituais. Sim. De eu me preparar, de eu pensar. Exato. De eu pensar no em como vai ser aquele encontro, de eu desejar aquele O sexo começou ali. Exato. Relação sexual, a interação erótica começou ali. Começou ali. Num casamento, numa relação longa, a gente perde isso, né? A gente perde esses rituais e se torna justamente um ritual de vamos cuidar da casa, vamos falar disso, que são coisas que acompanham, deveres, né? tarefas que acompanham adultos que vivem uma uma vida demandada, né? E não estão ali só combinando qual filme vão assistir. Pesa mais. Então, se pesa mais é porque vai precisar então de uma atençãozinha maior, porque não vai ser tão fácil, não vai ter o facilitador do quê? Do completo, desconhecido, da paixão, né? Do começo, aquele apaixonamento que é uma delícia e com o tempo passa. E ela é assim, por quê? Porque eu não te conheço, então eu imagino o que eu quiser de você. A partir do momento que você me mostra quem você é, eu tenho que lidar com essa realidade. Além de imaginar o que ele é, a gente também se coloca num lugar que a gente também não é, né, Amanda? Lógico. Atuação, a gente, ó, façam as pazes com isso, tá? Façam as pazes com essa ideia de ai, mas eu nunca sou 100%. E não vai ser que quem que que que é isso, né? Nunca tem ninguém tem 100% nunca ninguém vai estar 100%. se relaciona, não vou chegar aqui de biquíni, né? Por quê? Porque não é o local, não cabe, não é nem o horário, né? Estamos aqui. Então, essas adequações elas fazem parte do convívio social. Sim, né? Então, tem mais pergunta para o nosso estúdio Câmara aqui? Vamos pedir pra produção colocar. Então, agora quem participa com a gente é a Vanessa Ribeiro do Parque São Quirino. Obrigada, Vanessa. Às vezes o carinho continua. Mas a vontade já não é como antes. Como saber se o desejo mudou ou se a pessoa realmente perdeu o interesse? Dá um medinho, né? Dá um medinho. Dá um medinho. Mas de novo, comunicação. Conversem, gente. Conversem. Conversem. Não adianta. a gente tá num qualquer relacionamento que seja no início, que seja você tem 10, 30, 50 anos, converse. Mas como que é essa questão de lidar com essa, o que é essa mudança de desejo, por exemplo, que ela menciona? Essa mudança de desejo pode ser ocasionada, por exemplo, pela perimenopausa, pela menopausa. Isso é muito comum. Só que assim, se você, primeira coisa, informação, né? Primeira coisa, você tem que se conhecer. Então, nem sempre falta de desejo é falta de interesse. Não, não, na maioria não é, tá, né? O, a gente vem com isso meio que pré-programado, não é falta de interesse, então ele tá saindo com outra. A primeira coisa que já cobra, você tá com alguém ou o homem também, às vezes a mulher, você tá com alguém porque você tal, há muito essa cobrança aí. É a falta de comunicação também. Muito também, né? Não só entre o casal, mas interna, né? Porque a gente, principalmente nesse milênio, a gente adora falar sozinho, a gente adora ficar pensando o que que fulano e que que cicrano tão fazendo, tão falando, tão pensando sem falar com aquela pessoa. Por quê? Porque dentro da minha imaginação, dentro daquilo que eu tô construindo, eu faço o que eu quiser. Eu ainda consigo delirar a ponto de fantasiar o pior cenário, mas fui eu que desenhei, né? Então, e tá controlado, né? É um cenário controlado. E por que que ele é controlado? Porque ele é irreal. Fantasia é importante, mas quando a gente tá falando de relações, quando a gente tá falando de desejo, a gente vai tá falando de deslocamento. Onde se desejo foi parar? Então acho que essa seria aí uma pergunta que eu deixaria com vocês, né? Quando vocês assistem hoje o programa de hoje e pensam sobre o desejo de vocês, aonde que o desejo de vocês foi parar, porque ele desloca. Eu costumo brincar. Você vai numa neurocientista babadeira, muito boa. Muito provavelmente ela teve um tempo da da vida dela que o relacionamento familiar dela pereceu, foi ruim. Por quê? Porque para eu me hiper dedicar a algo, um lado vai passar fome. É assim, a gente é limitada. São escolhas. São escolhas com certeza. a gente escolhe inclusive participar dessas escolhas ou não, porque as coisas estão acontecendo, as renúncias estão acontecendo. Eu falo sempre sobre isso, sempre, porque assim, no meu Instagram eu acabo dividindo, né? Eu tenho dois filhos e tem uma rotina intensa. Eu falo assim, muitas mandam. Como você consegue dar conta de tudo? Eu falo primeiro, eu não dou, não dou. É admitir que não dá conta. Não dou conta de tudo, mas eu escolho onde eu quero investir a minha energia. Então você tem que saber onde você vai investir. Ó, eu vou investir no trabalho esse tanto, eu vou investir no estudo esse tanto, na família esse tanto e na minha libido esse tanto, né? Tudo isso é libido. Tudo isso é libido. Todo interesse próprio que você nutre, você inevitavelmente vai est nutrindo o interesse que você tem pelo seu parceiro, porque quanto mais interessado em você tá, mais interessante você se apresenta. Exato. Sim. Olha, muito bem. Mas é sobre a gente. Repete então, Amanda, ó. Quanto mais interessada você está, você tá, mais interessante você se apresenta. Muito bem. Olha aí que frase forte, hein? Vamos à última participação por hoje aqui no estúdio Câmara. Quem está com a gente agora é a Simone Barbosa da Ponte Preta. Ela diz o seguinte: "Com a correria do dia a dia, tem casal que acaba marcando um momento só para os dois. Isso tira a espontaneidade ou pode ser uma forma saudável de proteger a intimidade? É o que a gente falava agora h pouco, né, Carol? É muito saudável. Não, não tem essa história de tirar espontaneidade, não. É muito saudável, é importante, porque é o momento que você vai reservar para isso. E isso, sei lá, uma vez na semana, mas durante o dia é importante a gente vir com aquelas outras questões. O beijo aquilo que a Carol, que a Carol não, que a Amanda falou agora há pouco, né, que antigamente a gente não tinha o dia marcado para ver, vocês comentaram para ver. Então aquele dia que você marcou, vai fazer sua unha, vai se cuidar, faz uma maquiagem especial, escolhe uma roupa legal. É mais ou menos isso. Já vai também de certa forma criando essa questão da libido também. Claro, criando esse espaço, esse espaço fértil. Interesso. É, a gente tem que nutrir durante todo dia, durante todos os dias. Ah, é difícil. É, a vida é difícil. Eu acho que uma coisa muito importante é quando a gente fala de gente, a gente nunca vai estar falando de coisa fácil. Exato, né? Não adianta, relações humanas são difíceis, são complicadas. A partir do momento que a gente entende que é difícil, eu acho que a gente já tá meio caminho andado. Exato. Tira o elemento surpresa do Ai, mas é tão difícil. Sim, fato. É difícil. Fato. Como que a gente facilita o que tá difícil e dificulta o que tá fácil? Mas e aí a pergunta final, a gente falou lá no no comecinho, inclusive, olha, quando a rotina pode afetar o desejo sexual e onde foi parar a sua a sua libido? Agora, para finalizar, tem algumas dicas e é possível separar essa rotina, o cansaço, as inquietações do dia a dia para aumentar e manter essa libido? A pergunta para as duas. Primeira coisa, eu acho que separar não dá, porque a nossa vida é, né, é um ecossistema ali. Então, separar não dá. Só que com uma uma dica prática, eu falo muito sobre ambiente e tem uma coisa que é que faz muito parte do nosso dia a dia, é o quê? Celular. O que que você tá consumindo ali? Uhum. Que te aproxima ou te afasta da tua libido. A a grande maioria consome muito conteúdo que te afasta. Então, libido compartilhado, né? Você falou do celular, a gente não mencionou ainda a questão também de bebida e alimentação. Entra também na verdade assim, não, até que é é o ambiente, né, M? Então assim, uma alimentação balanceada, um sono de qualidade, atividade física, tudo isso vai nutrir esse corpo para que você tenha disposição. Só que eh dando uma dica, né, prática, eu acho que o celular, o que você consome é muito importante, porque ali você tá consumindo o quê? Só aquelas artistas que vivem para aquilo e tem um corpo perfeito e você acaba se comparando. Você consome conteúdos que ativam a su o seu erotismo? A maioria não. Então assim, a gente não precisa falar de sexo para nutrir erotismo, entende? Sim. Então assim, eu se tivesse uma dica, eu falaria isso. Faça um filtro no que você consome, no seu ambiente, com quem você relaciona, porque isso faz muita diferença no dia a dia. Uhum. Amanda. Perfeito. E eu acho que assim, essa questão do ambiente, do mesmo jeito que a gente não come macarronada tomando banho, não dá para tudo ficar direcionado num lugar só. A gente precisa do ritual. A gente precisa. Aceitem que somos seres ritualísticos. Então, marcar não tira espontaneidade. Dá uma chance da espontaneidade existir. Porque é isso, eu tô aqui, eu não tô marcando uma obrigatoriedade, não. Eu tô dando um espaço, eu separei. Olha que amoroso que é isso, gente. Eu tô separando. Exato. Pra gente ver o que que acontece. Pra gente ver o que que acontece quando eu e você temos 5 horas, 10 horas, 2 horas, que seja juntos. vai rolar sexo, vai rolar alguma às vezes alguma discussão, vai, mas paciência faz parte. Mas aí nesse contexto, só para finalizar, quando as pessoas falam assim, a gente acabou se tornando muito amigos ou muita muito amigas, né, etc, isso atrapalha ou isso ajuda nesse contexto? Ó, isso é muito é muito é muito perigoso falar o que atrapalha e o que ajuda, tá? Porque como eu comentei, tudo desloca e às vezes as coisas que atrapalham num outro período vai ajudar. Então, é olhar de fato com carinho. Até pra gente finalizar uma relação, a gente precisa olhar essa relação com carinho. Ponto final. A questão que eu acho que, né, se for pra gente deixar aqui um um pensamento, né, uma pensata aí, é como que eu tô me ocupando, eu reclamo desse relacionamento e o que eu faço a partir disso? Eu tô me ouvindo ou tô querendo que o outro me ouça? Porque tem essa também. Uhum. Né? Quando a gente fala de um casamento, a gente tá falando de duas pessoas que vão tomar decisões, que ninguém vai sair totalmente agradabilizado, mas o casal, a entidade casal vai. Como assim? Alguém tem que ceder. Os dois cederão. Os dois cederão. Assim, você quer azul, eu quero verde. Não vai ter nem azul, nem verde, vai ter amarelo. Hum. Porque, gente, a questão é o suficientemente bom. A gente tá falando aqui de saudável. De fato, a saúde ela é muito importante, só que saúde não é ausência de doença, né? Isso é o OMS que tá dizendo. Então, as coisas estarem equilibradas, impecáveis, ter toda a questão da alimentação, do exercício, da hidratação, da função, tudo isso juntinho, impossível. Então, faz o que dá. E o que que dá agora? Concordo. Solta um pouquinho esse celular, tira o celular do seu bolso, coloca ali em outro lugar. se provoque a inicialmente, de maneira mecânica, até que se torne orgânica, se interessar pela pessoa que você escolheu passar sua vida, né? Porque é a escolha mais importante que você vai fazer. Sim. É, então é aquela conversa de que a gente precisa ser se interessar e ser interessante todos os dias, mesmo que isso não resulte exatamente na relação sexual do naquele todos os dias. Exato. A libido tem que ser mantida todos os dias. É por aí. Exatamente. É exatamente isso. É exatamente isso. Quando a gente fala de sexualidade, de libido, a gente não tá falando de sexo. Uhum. A gente tá falando, é, a gente tá falando de energia vital. A gente tá falando de vontade de viver. Vontade, vontade é isso. É pulsão de vida. Muito bem, meninas. Olha, muito obrigada. E a gente lembra você que esse programa fica disponível no canal da TV Câmara Campinas no YouTube e também no portal da TV Câmara Campinas. O estúdio Câmara fica por aqui e agradece a sua companhia e já deixa um convite, olha, porque nesta quarta-feira nós vamos falar sobre situation ship, como nos tornamos especialistas em descartar pessoas. Você conhece esse termo? Porque esse modelo tem se tornado mais frequente? Quais fatores culturais, emocionais e comportamentais favorecem esse tipo de vínculo? E quais são os seus impactos na saúde mental? E agora, claro, você vai ficar com a programação da TV Câmara Campinas, lembrando que daqui a pouco acontece a primeira reunião ordinária do programa Parlamento Jovem em sua oitava edição. Um bom dia para você e até amanhã. Ah.