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[música] Bom dia, 8:11. O estúdio Câmara está no ar, edição desta segunda-feira, 24 de agosto de 2026. Tudo bom com você? Como passou o fim de semana? [música] Por aqui a gente começa a semana falando de inteligência artificial [música] e estudos, pois a IA já chegou na rotina de milhões de estudantes. Mas aí vem a pergunta: quando o estudante usa a inteligência artificial, ele está aprendendo ou simplesmente deixando a máquina aprender por ele? É o que vamos tratar no programa de hoje, mas antes vamos dar um giro pelas notícias. E a gente começa falando do aeroporto de Viracopos, que passou a contar com um novo sistema automatizado de controle migratório no terminal internacional de passageiros. A estrutura tem nove equipamentos de inspeção, de migração e emigração que utilizam a tecnologia de biometria e prometem reduzir o tempo de espera dos passageiros. Com a mudança, Viracopos passa [música] a ter três equipamentos no embarque internacional e seis no desembarque. Antes da instalação [música] eram apenas um equipamento no embarque e dois no desembarque. E hoje tem reunião na Câmara Municipal de Campinas que vota nesta segunda-feira o projeto que autoriza o município a parcelar e reparcelar os débitos com Campreve, o Instituto de Previdência Social do Município de Campinas. O projeto complementar de autoria do executivo autoriza o município a parcelar e reparcelar os débitos com regime próprio de previdência em até 300 vezes. A proposta com o prolongamento do prazo para quitação de acordo com o texto é viabilidade de maior previsibilidade ao fluxo financeiro do município, sem abrir mão da preservação dos recursos destinados [música] ao regime previdenciário dos servidores. Também está na pauta o projeto que torna obrigatório o uso de focinheira em cães considerados de grande porte. [música] A proposta altera o Estatuto dos Animais de Campinas, [música] fazendo com o seguinte: para que as pessoas possam transitar com esses animais por passeios, vias [música] públicas e praças, vai ser obrigatório o uso das funcinheiras nos animais de grande porte. Esses projetos estão entre os 26 que devem ser votados logo mais. A 45ª reunião ordinária será realizada a partir das 6 horas da tarde no plenário da Câmara com transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas [música] e mais detalhes no site campinas.sp.lege.br. lege.br. Vamos agora à previsão do tempo, porque a segunda-feira amanheceu com muito vento e o dia deve ser de sol e muitas nuvens à tarde. À noite, o céu ainda fica com muita nebulosidade, mas não chove. A temperatura fica entre 13 e 26º, mas com as rajadas de vento, a sensação térmica será entre 12 e 18º. E vamos ao tema do programa de hoje. O uso da I nos estudos. A inteligência artificial pode ajudar ou prejudicar os estudantes. Ela explica conteúdos, resume textos, cria exercícios, corrige redações, sugere caminhos para resolver problemas e pode até funcionar como uma espécie de tutor particular. Mas existe uma pergunta que está cada vez mais presente nas escolas e nas famílias. Quando o estudante usa inteligência artificial, ele está aprendendo ou simplesmente deixando a máquina aprender por ele? De um lado, pesquisas recentes apontam que ferramentas como o chatbt podem personalizar o aprendizado, oferecer feedback individualizado e ajudar na compreensão e na autorregulação dos estudantes. De outro, estudos começam a mostrar um possível efeito contrário quando a inteligência artificial assume o esforço de pensar, resolver e produzir. O estudante pode realizar as tarefas mais rapidamente, mas aprender menos. E para conversar sobre esse assunto, nós recebemos hoje duas pedagogas e psicopedagogas. Carla Murari, que é dessa profissão há mais de 20 anos, com experiência na área da educação. E também Fabíula Ribeiro, que é profissional com experiência em avaliação e intervenção psicopedagógica, atuando na identificação de dificuldades de aprendizagem e no desenvolvimento de estratégias personalizadas para a promoção no desempenho acadêmico. e a também com a gente aqui, a Fabíola, né, as duas hoje, que inclusive a gente já conversava antes do programa, gente, a gente fala, né, esse mundo é tão pequeno, elas já trabalharam junto e hoje se encontraram aqui no programa, né? Sejam bem-vindas, meninas. Obrigada. Obrigada. Eu falei inicialmente dessa perspectiva, desse estudo, inclusive, mas aí tem uma coisinha mais, inclusive que a ONU mesmo, ela fala de números, olha, a UNESCO, na verdade, ela alerta que o debate não deve se limitar a permitir ou proibir a inteligência artificial. A organização defende um uso centrado no ser humano com planejamento pedagógico, supervisão e preservação de competências como autonomia, pensamento crítico e criatividade. Só que hoje tá tudo no automático. Como que a gente consegue chegar a esse mundo ideal, Carla? Bom, eh, muito obrigada por tá aqui. É um prazer. Eh, eu acho que nós temos que ser muito pontuais. O I está presente hoje, não temos como fugir disso, né? Eh, ele pode ser um aliado e, como você disse, um vilão, tá? Hoje em dia, como que ele, as crianças estão fazendo em sala de aula? Dependendo do trabalho, eles simplesmente jogam ali, copiam e passam pro caderno. E olha lá quando passa pro caderno, às vezes é só imprime e joga. Eh, quando na verdade o IA ele pode ser uma ferramenta assim de um auxílio gigante, como tem muitas crianças que têm necessidades especiais, então eles podem usar para eh estar aperfeiçoando, estar explicando de uma maneira que o professor não soube explicar, eh elaborando exercícios, né, um resumo da do conteúdo que vai cair na prova, porque às vezes são 10 páginas que eles têm que estudar. E se eles pedirem para o IA, ele faz um resumo completo daquela matéria. Então assim, nós temos que dividir o que é cola, que é você simplesmente pegar e copiar, ou o que é você usar para o seu benefício como um professor adjunto. Mas como é possível fazer isso, Fabiola? Seja bem-vindo. Bom dia. Obrigada pelo convite. Olha, depende muito da estruturação, né, do professor, uma orientação do professor de como ele quer, por exemplo, um trabalho e de como esse aluno ele vai tá conduzindo essa pesquisa, esse trabalho, usando o IA como um aliado. Realmente é como a Carla falou, copiar e colar é muito fácil. Exatamente, né? Mas você pegar um objeto de estudo e usar e como um aliado, você consegue fazer muitas coisas. Você consegue deixar um texto, por exemplo, uma uma criança que tem TDH, que tem uma grande dificuldade eh para entender muitas coisas. Então a IA consegue resumir tudo aquilo para ele e deixar numa forma mais objetiva. O que a gente não pode esquecer é que quem alimenta Iá é a pessoa que está atrás do computador. Então a condução disso vai depender muito da orientação que ela tem, né? Porque a gente como professora, a gente sabe quando um aluno vai lá só faz um control C, control V, né? Então a gente consegue perceber a diferença daquele aluno que só fez uma cópia, daquele aluno que usou e como uma ferramenta de pesquisa, mas aí entra uma diferença entre solicitar a Iá uma resposta e pedir para ela ajudar o estudante a construir a resposta. Isso, exatamente. Mas como que a gente consegue perceber isso na prática? É, a gente é facilmente a gente pega um trabalho, a experiência que a gente tem, por exemplo, é que geralmente eles não se dão ao trabalho nem de ler. Então é só você perguntar para ele, nossa, bacana, mas o que tá escrito aqui? Isso quando não vem trabalhos iguais, todos com o mesmo conteúdo. Então, entendi. Inclusive, essa pauta surgiu. A gente é importante às vezes quem tá em casa não é sempre em todas as emissoras, em todas as redações, as pautas surgem porque elas são discutidas entre equipes. E essa surgiu a partir de um meme que apareceu no nas redes sociais dizendo o seguinte: "O os alunos eles colocaram todos os conteúdos de uma determinada disciplina na IA. Uhum. E a partir daquelas disciplinas eles pediram paraa IA dar as perguntas que possivelmente poderiam ser eh realizadas a partir daqueles textos com as respostas, é claro. Uhum. Uhum. E aí eles estudaram e tiveram a prova e não é que foi exatamente as perguntas. E a professora aparece muito brava na sala de aula porque vocês usaram a IA, porque eles, claro, eles decoraram basicamente quase que as mesmas respostas, mas porque eles sabiam as perguntas. Mas e aí? De certa forma, não seria importante eles já pensarem, porque, por exemplo, quando a gente estudava antigamente, a gente tinha que ler os textos e a partir dos textos estudar o questionário de cada texto. E exatamente ger alguma mudança depois que passou a ter isso, mas exatamente a gente não sabia qual ia cair, mas uma daquelas perguntas do questionário caía. Sim, sim. É, o que nós temos que entender é o professor, ele também precisa se adaptar ao IA, tá? Então não é só o aluno, o professor ele precisa moldar o seu jeito de trabalhar. Se o professor continuar pedindo só aquele texto de digitar e pegar a resposta, não vai ter outro jeito. As crianças, elas são espertas, elas vão usar. Sim. Então o que que hoje, o que que nós precisamos fazer? precisa ser usado um trabalho de elaboração, questionamento, fala, apresentação. Eu costumo dizer pros professores que eh é muito mais válido você fazer um pedir para eles fazerem um vídeo explicando a matéria e apresentar em sala de aula do que eles te entregarem um trabalho escrito. Sim. Antigamente, como você disse, nós não tínhamos esses recursos. A gente copiava da Barça. Exatamente. Nós íamos pra biblioteca, passávamos a tarde toda copiava tudo, não deixava de ser. Agora, eh, do jeito que eles estão hoje, não. Eles simplesmente jogam o tema lá e sai tudo pronto. Então, se eles tiverem, por exemplo, que estar apresentando, estar fazendo um vídeo para a professora, pelo menos eles terão que ler, sim. terão que se preparar para aquilo. Então assim, o professor ele também precisa estar eh pensando nessa mudança, nessa adaptação. Mas, por exemplo, se ele usar promptes com o uso da IA, que a gente já tá aqui, como se diz, não tem como fugir da IA, não tem como falar, não vai estudar sem a, tá? Mas, por exemplo, se ele mudar a forma de estudar com algumas perguntas, por exemplo, me explique de outra maneira, use um exemplo do meu cotidiano e fala, faça três exercícios dentro desse tema, coloca lá o texto, três exercícios para eu tentar resolver e depois me explique se a resposta está certa ou errada aí, por isso ajuda. Isso é estudar corretamente. Sim. É porque ele está alimentando o IA com aquilo que ele quer. Ele não tá simplesmente jogando um conteúdo vazio. Ele tá elaborando um estudo usando o IA como uma ferramenta de auxílio, né? Porque assim, a partir do momento que ele pede, faça perguntas para ver se eu tô sabendo o conteúdo e só depois eu vou conferir as respostas. Isso é uma ferramenta importante. Por exemplo, me dê um conceito concreto daquilo tudo que eu tô vendo, na minha realidade, no meu dia a dia. É assim, por exemplo, uma pessoa com teia, ela precisa do concreto. Sim. Então, a IA também é uma ferramenta excelente de inclusão, porque ela proporciona para essas pessoas eh acessos, né, e facilitadores para que eles consigam compreender de uma forma eh mais clara para eles, né? Um exemplo bem claro disso, voltando agora paraos neurodivergentes, eh, são os TDHs. O TDH ele não consegue ter um ler um comando muito amplo. Então, eh, uma pergunta de quatro, cinco linhas para ele fica muito vago. Quando ele chegou no final, ele já esqueceu o que tava no começo, tá? Então, como que a inteligência artificial pode ser usada no caso de um TDH? Você joga a pergunta lá e fala assim no prompt, eh, transforme essa pergunta em algo mais objetivo. Pronto, ela vai te dar resposta, você vai a pergunta, pergunta, desculpa, a pergunta mais suscinta e você já vai entender o que o tema vai tá querendo. Mesma coisa um texto ou às vezes o texto é duas, três páginas, um TDAH esquece, ele não vai conseguir ler. Você tá falando justamente sobre uma coisa, o Carqu é assim, olha, o estudo publicado em 2026 sobre os estudantes universitários chineses investigou justamente essa relação do uso da IA generativa, a terceirização cognitiva e o pensamento crítico. O trabalho encontrou diferentes perfis de utilização, incluindo estudantes que usam a IA de forma mais passiva e outros que atuam como critical coinkers. utilizando a ferramenta em colaboração com o próprio raciocínio. Exato. E aí ele fala isso mesmo, como de certa forma a gente consegue a contribuir para esse raciocínio do aluno. Sim. É no caso assim, ó, é o meu minha experiência. Além de eu ser psicopedagoga, de eu trabalhar em clínica, eu tenho um filho que tem TDH. Sim, meu filho tem 16 anos, ele usa medicação, ele tem um TDH bem forte e muitas vezes ele já tá no ensino médio. Quando ele vai estudar, eu vejo que ele se perde. É muito conteúdo. É o tempo de raciocínio, o tempo de atenção do TDH, ele é muito diferente, é muito diferente, muito diferente. Então, como que eu tenho auxiliado? Eu jogo as páginas ali, explico todo o caso dele. Ele tem 16 anos, está no segundo ano do ensino, no prompt, falo tudo. Ele tem TDAH, toma tal medicação, eh ele precisa estudar para tal avaliação. Gostaria que você me desse um resumo contendo todos os tópicos, de maneira que ele possa estudar e entender o conceito. Aí, após isso, eu vou ler, ver se tá tudo correto e aí eu dou para ele estudar. E é assim que a nós temos feito com ele. E é assim que eu trabalho também, que nós trabalhamos também dentro da clínica. Sim. Mas aí, Fabíula, fora o caso, né, que a gente tá percebendo que é bem importante pros neurodivergentes, mas, por exemplo, existe o risco do estudante se acostumar com essas respostas instantâneas e perder uma tolerância diante de uma tarefa que exige mais tempo e concentração? Existe. Como? E como que a gente lida com isso? Existe. Aí é que entra a fala da Carla. O professor precisa tá preparado para conduzir essas situações com orientação, com estímulo a pesquisa de uma forma correta, eh, orientando o aluno a ser o autor do estudo dele e não apenas utilizar a IA como essa ferramenta. A gente tem hoje, né, um problema grande com os jovens, porque eles querem tudo para ontem, né? Então eles acreditam muitas vezes que o IA vai resolver todos os problemas. Ah, não, eu coloco no IA e tá tudo certo. E não é assim, né? É, como eu disse, quem alimenta a inteligência artificial é a pessoa que tá atrás do computador, é ela que tem que conduzir eh eh o IA a ser um facilitador daquilo que ela precisa, mas ele também tem que fazer a parte dele de tá interessado em aprender. Sim, mas aí a gente entra nessa questão do fazer mais rápido e aprender mais e melhor. Nós estamos inclusive com um estudo recente que é uma pesquisa realizada com 26.811 estudantes chineses entre 12 e 18 anos, que acompanhou o uso de a nas atividades. Os estudantes que utilizavam a IA para fazer as tarefas conseguiam realizar as atividades em menos tempo e tinham um desempenho melhor nos próprios trabalhos. Mas os resultados posteriores levantaram uma preocupação. Quando a ferramenta era usada para terceirizar a lição, o desempenho em avaliações futuras podia piorar. E aí, por quê? Porque eles não utilizaram o IA como uma ferramenta de estudo e sim como uma cópia. Eles procuraram. Exatamente. Então, eu coloco todas as perguntas que eu tenho que responder, eu coloco todo o trabalho que eu tenho que fazer, o IA monta para mim, eu simplesmente muitas vezes não me dou o trabalho de ler, né, e simplesmente entrego aquilo. O que que ele aprendeu de estudo, o que que ele consegue assimilar? Mas aí o professor também e a família não acabam se tornando reféns, porque daí eles precisam a todo momento colocar em cheque aquele aluno. Sim, com certeza. Precisa. Eh, muitas vezes eles chegam lá na na sala de aula e entregam. Aí você pergunta para ele aquilo que nós falamos agora a pouco, mas o que tá escrito? Eles nem sabem o tema. Se foi ver. H, agora o professor, ele conhece o aluno, ele conhece o jeito do aluno escrever, ele conhece a as expectativas da criança, as particularidades. Então, dependendo até do jeito da palavra, do tipo de palavra que o aluno colocou, o professor sabe se foi escrito por ele ou se foi simplesmente uma cópia. Sim. Porque às vezes a pessoa não sabe nem o o significado da palavra que ele colocou ali. Sim. Agora, quando a gente tem essa questão de desempenho na tarefa e aprendizagem efetiva, olha, eu fui bem no meu trabalho, mas será que eu aprendi? É, é complicado. [risadas] É porque assim, é o que a gente tava voltando a falar, a família e o professor, é muito importante que a família participe, né, nessa. É, porque isso geralmente acontece em casa, nas atividades de casa, tarefas e trabalhos, por exemplo. E trabalhos, exatamente. E a semana de avaliações, né? Então, o professor, a primeira parte vem sempre do professor. Ele tem que elaborar propostas que estimulem o aluno a estudar. Então, quando ele dá uma pesquisa, ele tem que dar uma pesquisa com um conteúdo e uma orientação que auxiliem ele a ser o pensador e não simplesmente o copiador de alguma coisa pronta, né? O segundo passo é dentro de casa a família. A família tem que tá ali vendo o que tá acontecendo, participando dessa eh vida escolar da criança. Para quê? Para que a gente tenha realmente um aprendizado efetivo. Se eu, por exemplo, pegar um trabalho, vamos falar de filhos agora, tem um filho da mesma, tem uma filha da mesma idade da Carla. Se eu pegar um trabalho que ela tem que entregar e eu olhar aquilo, eu sei que ela acabou de copiar. O que que eu vou fazer? Eu vou orientar, falar: "Olha, não é assim. Fala para mim do que que é o seu trabalho, o que que você tem que fazer." E ela não vai saber me responder. E aí isso entra bem num estudo que a gente teve aqui no Brasil. Inclusive, ó, fique ligado, daqui a pouquinho, você que está nos assistindo, inclusive pode participar mandando perguntas. as nossas convidadas. Anote aí, nosso WhatsApp é o 1997829377. Você pode mandar uma mensagem paraa nossa produção. Daqui a pouquinho a gente coloca no ar. Se preferir, aponte a câmera do seu celular para o QR code que aparece no seu vídeo e você já entra em contato com a gente. E isso que vocês falam, olha, esse estudo com 120 estudantes brasileiros comparou um grupo que usava o chat GBT para estudar e preparar os trabalhos com outro que utilizava os métodos tradicionais. O que usou o chat teve em média 5,75 de ponto, o e o outro que usou eh 100,85. E um outro dado chama atenção nesse estudo, porque o grupo que usou o chat estudou em média 3.2 horas, enquanto que se dedicou sem inteligência artificial, usou 5.8 horas. Com isso, dá paraa gente entender que o cérebro precisa de tempo, repetição, recuperação de informação e esforço para de fato consolidar os conhecimentos. Sim. Eh, uma coisa importante que você falou assim, repetição. Ah, eu costumo falar muito isso, aprendizagem é repetição, mas é decoreba. Não, não é decoreba, é diferente. A repetição que eu falo é você ler, você compreender, você fazer exercício, não entendeu? Volta, lê mais uma vez. Decoreba. Você fez hoje, amanhã você já esqueceu, tá? é você entender o assunto, é você eh ir atrás, não entendeu, vamos tentar de uma outra forma, vamos ver vídeos, vamos eh é obrigar ele a pensar, é correr atrás, realmente eh eh desafiar, questionar, falar: "Mas isso tá certo? Mas por que tá certo? Ah, mas eu não concordo. Por que que você não concorda? Então, é exercer o pensamento crítico dessa criança e o grande estimulador disso é o professor. E o fato de demorar mais tempo de estudo é justamente porque ele não tem facilitador do Iá. Sim, sim. O I ele é obrigado a consolidar aquilo sozinho. E procurar meios de estudar, né? Livros. Eh, a nossa antiga biblioteca, né? Isso que as crianças hoje em dia não sabem o que é uma biblioteca, né? Mas é é há uma diferença em em dizer: "Eu entendi quando a IA explicou ou eu consigo explicar sozinho sem a IA?" Bom, [risadas] aí a ela vai auxiliar nessa facilidade e aí a partir disso pode ser possível que ele consiga entender e consiga explicar com muito mais facilidade do que se ele for, por exemplo, ler 10 páginas de um livro. Sim. E falar: "Ah, não, eu consegui entender e eu consigo explicar". É, vou vamos dar um exemplo, né? A gente tá aí nesse período segundo semestre, muita gente estudando pro vestibular, por exemplo. Só de livros você tem e sempre foi tradicional ler muitos livros. Alguns buscam sinopse, uma série de coisas ou fazem cursinho e tudo mais. Exatamente. Aíá, nesse momento, por exemplo, para estudar pro vestibular, de que forma ela pode realmente ajudar, sendo que lá no dia da prova ele não vai ter consulta. Não vai ter, quer dizer, lá vai ser ele por ele, como nesse caso, vamos falar de quem tá se preparando pro vestibular, como a Iá poderia ser um aliado ou não, esquece a Iá, vai lá escrever as respostas. A Iá, ela pode, como você falou, pegar este monte de livros e tornar um conteúdo mais objetivo para que ele estude e aprenda de uma forma mais reduzida. É diferite novamente, né? É diferente do que ele pegar e falar assim: "Ah, me dê possíveis perguntas que podem cair no vestibular e aí ficar decorando aquilo é diferente dele falar resume o conteúdo para mim que eu vou estudar a partir daquilo". Porque, por exemplo, quando cai no vestibular, muitas vezes o livro é uma obra de arte, uma obra uma obra literária, desculpe, eles colocam a obra literária. Uhum. um contexto social da da atualidade. Sim, né? Que isso você coloca lá quando o Machado de Assis disse tal coisa, hoje isso tal. Então a pessoa também tem que ter esse preparo, esse pensamento crítico para poder elaborar aquela aquela redação. Exatela resposta, digamos, no caso, você pegaria, como você diz, um livro do Machado de Assis, eh, e pediria para o chat GBT e contextualizar o livro. Exatamente. Então, eu quero tal livro eh contextualizado no dia de hoje, com comparando e aí ele pode ir citando vários acontecimentos. que está no momento e aí ele vai eh gerar aquele texto para ele. Em cima disso, não podemos esquecer, ele tem que conferir. Sim. Ah, tem uma coisa importante. Exatamente. E como se confere? Pode ter resposta errada da IA. Claro. Sim. E muito e muitas respostas erradas. Porque quem alimenta o IA é o estudante. Se ele não souber conduzir uma pergunta, se ele fizer uma pergunta querendo e não conferir, por exemplo, a resposta, ele pode ser induzido a erro. A própria avisa, né? É porque, por exemplo, se ele não alimentou de dados, por exemplo, ele fala: "Olha, me fale sobre a Segunda Guerra Mundial", por exemplo, isso. Aí ela vai trazer um resumo, mas ele não colocou alguns os detalhes que ele queria, aonde o contexto que ele precisava. Um exemplo claro que o IA ele erra às vezes eu já vi vários pegam o celular vai lá e copia a pergunta de até de alternativas e joga lá para ele dar o gabarito. Muitas vezes o gabarito vem errado. E por que isso acontece? Porque assim, a IA ela é alimentada de acordo com o que a pessoa vai usando. Hum. Ela começa a pegar suas preferências. Exatamente. Ex. como se ela fosse eh pegando a sua individualidade e colocando o que você pergunta, porque também a gente até, inclusive quem fez foi a outra apresentadora, a Rúbia, falou essa questão que a IA ela é feita para agradar quem usa IA. Então, às vezes ela dá uma resposta para agradar tanto. E o quanto isso às vezes é perigoso muito porque, né, a gente teve inclusive casos seríssimos de pessoas que se mutaram por opção, né, é um outro tema, mas por quê? Porque e queria agradar aquela pessoa e não falar pra pessoa: "Não, isso não é legal paraa sua vida, etc e tal". Que isso é um ser humano que consegue fazer. Exatamente. E no estudo não é diferente. E quando você entra no chat, ele já fala, ele já puxa todas as suas preferências. Você é psicopedagoga, você faz, trabalha com isso, isso e então ele já vai direcionando paraa sua área. Sim, né? Então é o que você falou, tem que tomar muito cuidado, muito cuidado, porque ele pode ir tanto para lado bom quanto pro lado que não é. Sim. Agora a gente, inclusive, vocês eh ratificaram essa posição da UNESCO quando fala de possibilidades criativas do uso da IA, defende que seja ética segura, significativa e centrado nas pessoas. Agora, quando a gente pensa nesse modelo em que essa ferramenta que aponta os possíveis erros também, o que que a pessoa tem que fazer? Como que ela vai saber que aquilo tá errado? Ela pode pegar uma outra referência e dizer: "Refaça esse exercício porque eu não estou muito seguro disso". O que que ela pode fazer para que realmente a Iá seja uma auxiliadora? Então, como a Carla disse aí, a erra e erra muito. Só que a gente tem que partir do pressuposto que se o aluno tá usando e como uma ferramenta de auxílio, quando ele olhar aquilo, ele vai perceber, vai achar esquisito alguma coisa. Exatamente. Ele vai falar: "Olha, isso não tá certo." E aí o que que ele vai fazer? Se for um cálculo de matemática, o que que ele vai fazer? Ele vai fazer refazer a mão, vai procurar uma explicação no livro, ele vai questionar aquilo. O pensamento crítico tem que continuar aquele amor. Professor falou alguma coisa que não tá batendo muito com isso. Exatamente. Eu acho que não é legal. Então ele vai questionar aquilo, mas o que que ele precisa ser? ele precisa ser o protagonista do aprendizado dele. Ele não pode terceirizar para ir aquilo. Agora, infelizmente nem todos os alunos têm essa coerência, não. Qual é para as duas essa pergunta, o papel da família nesse contexto? Porque às vezes também a família fala: "Ai, tá fazendo com iá, tá mais fácil, não fica me perguntando nada, chego do trabalho, eu não preciso nem ajudar, que ele já resolveu tudo." Orientação. Orientação. Eh, nós sabemos que não é fácil. Sim. A rotina do dia a dia, ela é pesada para muitos pais. Todo mundo é pesada. Eh, mas o pai ele tem uma orientação fundamental. 5 minutos que você sente ali, pede para ele te mostrar o que que ele fez. É, da onde você tirou essa resposta? Eh, o que, qual que é esse assunto? Não precisa entrar a fundo, mas pede só para ele te explicar o que que ele escreveu ali. Você em 5 minutos você vai perceber se ele estudou mesmo ou se ele só copiou. Mas e aí, como agir, Fabíula? Conversando bastante com a família. E aí entra o papel do professor de novo, de orientar as famílias sobre a importância dessa participação na vida escolar dos filhos, que a escola ela também está ali para auxiliar, mas ela não pode ser a única fazer esse trabalho. desafiador, porque até porque a gente tá num momento muito difícil paraas escolas que grande, não grande, mas muitas famílias terceirizaram essa educação paraa escola. Isso, isso é obrigação da escola, não é minha obrigação. Exatamente. Exatamente. Eu já tive pais que reclamavam da lição de casa. Mas por que que você tem que mandar lição de casa? Ele já não fica na escola, já não fica o dia inteiro. Tempo suficiente, ainda tem que levar a lição para casa. eu não tenho tempo de ajudá-lo a fazer a lição de casa. Então é desafiador, realmente é desafiador. E aí para esse tipo de família o IA é uma ferramenta maravilhosa, porque ele faz o trabalho que eles deveriam tá fazendo, né? Sim. Mas aí é quanto menos tempo eu tiver para dar essa atenção, porque também entra numa questão de comportamento, quanto menos tempo ele fez aí, ah, tá resolvido, eu não preciso ter essa responsabilidade. De certa forma, então as famílias podem inclusive transferir essa responsabilidade de ser um parceiro da escola para Iá. Pode, pode, com certeza. E a grande maioria faz isso, porque uma vez que você tem uma criança que tem uma semana de provas, a família precisa est lá para saber, nossa, mas que você que que vai cair, que dia você tem a prova de qual conteúdo, como é que você vai estudar, fazer, por exemplo, o que eu fazia muitas vezes com as meninas, eu elaborava um questionário para elas e eu falava: "Ó, você vai estudar, ao final Eu vou fazer as perguntas para você para ver se você entendeu esse conteúdo. É o que a Carla fala, é um tempo que você vai ter com seu filho, que você vai estar participando da vida dele. Sim, né? Uma vez que você deixa a cargo da IA fazer isso e não se dá o trabalho nem de saber, muitas vezes as famílias nem sabem o que a criança tem para fazer, né? É complicado porque é o que você falou, é uma terceirização da responsabilidade. Olha, e a partir de agora, então, a gente começa com as participações pelo 1997829377 aqui no estúdio Câmara. Vamos ver quem está com a gente, quem mandou pergunta. Ricardo Mendes do Vila Nova diz o seguinte: "Meu filho começou a achar tudo que ele escreve ruim depois de comparar com os textos feitos pela Iá". Essa comparação pode prejudicar a confiança dele nos estudos? Com certeza. Sim, é o que nós falamos. Eh, a Iá, ela vai usar palavras mais resbucadas, mais chiques e que não é do cotidiano deles, né? Então eles vão comparar com o texto que eles fazem, que que acontece? a autoestima deles vão lá embaixo, que é outro problema importante aí, a frustração, que é inclusive é um tema que é, eu acho fundamental em um outro momento a gente puxar eh a autoestima das crianças, elas têm sido muito atingidas por causa disso, mas inclusive colocar, olha, mas eu não sei escrever essas palavras bonitas dessa forma e a daí a a professora acha que tá mais completa, mas ele quer dentro dali daquele vocabulário. que ele ainda tem em relação à idade dele, ele não conhece algumas palavras e ele vai colocar no linguajar dele, mas ele fala: "Poxa, e aí é que a gente sabe que não foi ele aí a gente pega como professor a gente quer o quê? Não quer um texto bonito, não quer, a gente quer perceber que aquele aluno entendeu o conteúdo, mesmo que seja com as palavras mais simples, certeza. Principalmente a gente quer as palavras deles, não queremos palavras que eles nem conheçam o significado. É porque às vezes tem criança de dos anos iniciais do fundamental que vão usar palavras que a gente nem Então, Ricardo, eu acho que é você conversar com o seu filho e dizer as suas palavras simples demonstram que você realmente tá estudando e tá entendendo, né, aquilo que você está estudando. É isso, né? E isso vai ficar com ele. Mais uma participação agora sobre o uso da IA nos estudos. Aqui com a gente no estúdio de Câmara, quem fala é a Vanessa Ribeiro do Parque São Quirino. A criança que usa iá para transformar qualquer texto longo em poucas linhas, ele pode acabar perdendo o costume e a paciência de ler conteúdos maiores? Pode, Fabiola. Pode. Mas e aí, como que a gente deve orientar em casa para que hoje, como tudo é tão instantâneo, para que ele tenha essa paciência de ler conteúdos maiores? A primeira coisa é não pode criar uma dependência do IA, não pode recorrer ao IA para qual para tudo que precisar. Então, muitas vezes as escolas têm um livro para ler. Eu não vou pegar esse livro e vou pedir para ir a fazer um resumo dele para mim. Eu vou ler este livro. Esta é a sua obrigação. O I é uma ferramenta de auxílio. Ela não é uma ferramenta para criar uma dependência em tudo que a criança vai fazer. Ela precisa da aprovação ou do respaldo da IA para ter certeza que aquilo tá certo ou não. É aquilo que a gente falou novamente do pensamento crítico. Para desenvolver o pensamento crítico, eu preciso estar ativo no meu processo, né? Então eu não vou pegar um livro e vou colocar na IA para Iá me dar um resumo. O que que eu tenho que fazer? estimular esta criança, não. Você vai ler o livro depois, se você quiser que a IA faça um resumo para que fique mais fácil de você entender, ótimo, mas você tem que passar por isso, tá certo? Olha, a gente tem mais pergunta aqui com a gente. Quem agora participa sobre essa nova forma de aprender? E você de casa fica preocupado ou fica mais tranquilo quando vê seu filho usando a IA? é a Rosana Almeida do Guanabara. Ela diz o seguinte: "Alguns alunos têm acesso à ferramenta de a melhores ou pagas e outros não. Essa diferença de acesso pode criar uma nova desigualdade dentro da escola?" Carlo, não. Eh, [limpando a garganta] a diferença do ia pago ou não é o número de acessos que você tem um limite. Eh, então, por exemplo, quem usa o IA por uma forma profissional apaga, é mais vantajoso. Sim. Agora, o conteúdo que eles vão apresentar é o mesmo. Ah, eles não dão respostas diferentes se for paga, se for gratuito, não é só o número de acessos, o histórico que vai ficar registrado, isso pode ter uma diferença, mas o conteúdo que vai ser apresentado é o mesmo. Não tem como ter essa desigualdade. E se a gente partir do princípio que ele tem que ser o protagonista do seu aprendizado, não faz diferença nenhuma se a IA é paga ou se a IA não é. Porque aí já demonstra que é preciso ter realmente essa independência. Aí é uma auxiliar. Sim. Exato. Uma auxiliadora. Exatamente. Exatamente. Sim. Aí temos mais perguntas, produção. Acho que nós temos ainda mais uma participação. Ah, da Débora Martins do Jardim das Paineiras. Minha filha pede sugestões de temas para trabalhos e acaba escolhendo sempre uma [limpando a garganta] ideia dada pela IA. como incentivar o aluno e a continuar criando as próprias ideias, as ideias próprias. E aí é só não utilizar, é fazer com que a criança pense, reflita e conduza. Aí entra de novo o papel da família nessa condução. Mas aí não é uma questão, por exemplo, tá usando aí a às vezes eu acabo utilizando aí nesse dia ela fala assim: "Hoje você tá, você cria uma briga em casa porque você vai falar hoje você tá proibida de usar IA para fazer isso. Você vai fazer uma redação criando um título tal, mas da sua cabeça. Sim. E eu acho tem que brigar mesmo. Fal tem exatamente. Você tem que lutar pela independência de pensamento do seu filho, porque nem sempre ele vai ter uma inteligência artificial para tá ali. Então ele não pode ser dependente, ele tem que pensar fora da inteligência artificial. mesmo, porque quando ele for usar a inteligência artificial, ele vai alimentar essa inteligência de uma forma que ele já sabe sobre aquilo que ele quer saber. Ele não vai simplesmente jogar o tema e fazer um tema vazio. Ele vai conduzir a IA para aquilo que ele precisa e ele vai ser muito mais assertivo, inclusivo, inclusive naquilo que ele precisa. Mas a gente tem que incentivar o pensamento fora da Iá. Agora para os professores, inclusive vocês hoje não estão em sala de aula, mas tem vasta experiência em sala de aula. Você tá ainda? Eu estou. Ah, olha só como que fica então o papel do professor. A gente sabe que hoje muitos, inclusive na pandemia, alguns nem nunca tinham trabalhado, por exemplo, com eh teleaula, uma série de coisas. Todo mundo teve que aprender na marra. Sim. Como então também colocar esse professor preparado para lidar com a IA dentro do seu conteúdo, dentro daquilo que o aluno traz, dentro daquilo que ele também vai preparar. como que é desafiador também, ainda mais para vocês que estão ali. Bom, a pandemia já foi um divisor de águas, porque assim, eh, pela primeira vez, vários professores tiveram que enfrentar uma câmera, né, e saíram da sua zona de conforto. Sim. Eh, não adianta, o professor ele passa a vida inteira estudando, professor ele não para, tá? Então, é importante eh todo mundo saber e os próprios profissionais que nós vamos estudar para tudo e não adianta, principalmente agora, o professor ele precisa ir atrás, se aperfeiçoar, conhecer novos recursos, porque às vezes o aluno vai chegar lá e vai falar assim: "Professor, eu vi isso daqui em tal lugar e o professor vai ficar com aquele pontinho de interrogação na cabeça. O que é isso? É um erro?" Não, às vezes a gente pode não saber mesmo. E aí a gente usa a nossa expertise para falar assim: "Ah, então me explica o que você aprendeu e aí a gente tem que virar o jogo." Porém o professor ele precisa ir atrás e se aperfeiçoar. Do mesmo jeito que fomos na na pandemia, precisamos continuar indo agora. Sim, a gente fez uma transição, né? Sim. Da pesquisa em biblioteca até agora a gente chegar na inteligência artificial. Então, é o que a Carla falou, a gente tem que tá sempre se atualizando, até porque a gente precisa tá preparada para tudo isso, né? Sim. Agora tem um exemplo aqui, eh, chat, vou dar exemplo do chat. faça um resumo desse capítulo e me dê respostas das questões, quando na verdade é explique o capítulo de uma maneira simples, faça cinco perguntas para eu testar o meu conhecimento e não me dê as respostas até que eu tente resolver. Sim, sim. Essa é a maneira correta. Essa é a maneira correta de conduzir. Mas quem vai fazer com que ele realmente com que o aluno vá por esse caminho? A família de novo, a família, o professor e a família. Tem o professor é o é o começo. Eu acho é importante também o professor mostrar que eu também sei usar IA. Então, se vocês usarem, eu percebo para ele usar deixar aquela coisa assim, ó, eu estou vendo, eu acho importante usar o a IA, mas então estou te direcionando como usar aá, porque assim é permitido. Exatamente. É por isso que eu falei, na hora de elaborar um trabalho, uma pesquisa, o professor ele tem que ter o trabalho de fazer uma elaboração [limpando a garganta] que estimule o aluno a ir atrás, a pesquisar, a desafiar o pensamento e não simplesmente dar perguntas e respostas, porque aí ele vai lá e ele vai pedir, vai colocar todas as perguntas, vai pedir as respostas e vai ficar muito muito mais fácil. Nossa, uma lição de casa que eu demoraria uma hora para fazer, eu vou fazer em 15 minutos. 10 15 minutos. E aí os os outros 45 minutos eu vou para onde? Eu vou pro videogame, eu vou pro celular, né? Porque na verdade a cabecinha deles funciona dessa forma. Sim. E aí, até dentro desse contexto, eh, muitos dizem o seguinte: "Se a inteligência artificial pode fazer por mim, por que que eu vou perder tempo pensando?" Não é exatamente, mas só que eles têm que entender que eles não vão ter inteligência artificial em muitos momentos da vida. E é isso que o professor e a família tem que preparar. Sim, o professor eu acho que entra é um papel fundamental. Eu vou até um pouquinho mais além no contexto que nós estamos hoje. Eh, dependendo do grau de aluno, não tô falando de anos iniciais, mas de fundo dois para frente, eu creio que eh o professor ele pode até ensinar o aluno como usar examente, ó, assim é permitido também. Exatamente. Se você usar dessa forma, você vai aprender a estudar, você vai estar se auxiliando. Sim. Isso dessa forma não será errado. Então o professor ele precisa usar da sua influência com o aluno para poder conduzi-lo da maneira correta. Exatamente. É o professor é o primeiro passo paraa consciência do pensamento crítico. É isso aí. Olha, então é uma união, né? professor, escola, família, ali, todo mundo. Ninguém tá dizendo, então não use. Não é isso não. Não, não. Use com responsabilidade. Use [risadas] com responsabilidade. Então, ó, resumindo, para quem tá em casa, ela a Iá pode ser uma aliada. Sim. Sim. Desde que bem usada. Exatamente. Exatamente. Muito obrigada. Nosso tempo, infelizmente, acabou. passou rapidinho o nosso bate-papo. Eu agradeço e até uma próxima oportunidade. Obrigada. [risadas] E a gente fica por aqui lembrando justamente sobre isso que eu falei, que a inteligência [música] artificial pode ser uma ferramenta poderosa de aprendizagem. Receber uma resposta não é necessariamente aprender, [música] porque aprender envolve compreender, lembrar, relacionar informações, [música] resolver problemas, explicar com as próprias palavras, cometer erros, receber feedbacks e tentar novamente. Ensinar o estudante a usar a tecnologia serem abrir mão do próprio pensamento é o ideal, como mencionou [música] aqui as nossas entrevistadas, a Carla Murar e a Fabíula Ribeiro. Muito obrigada pela sua participação [música] até esta terça-feira. E você que acompanhou o estúdio Câmara, a gente vai pro próximo programa e já deixa um convite, porque a gente continua falando de tecnologia, mas em um outro contexto, a democratização dos influencers. Quais as diferenças entre fama e o papel da influência? As redes sociais permitiram que pessoas comuns construíssem grandes públicos sem depender dos meios tradicionais de comunicação. Qual a diferença entre ser famoso, ter audiência e realmente exercer a influência? E como determinadas pessoas conseguem transformar seguidores em comportamento, consumo e opinião? Isso a gente vai falar amanhã aqui e eu te espero até [música] amanhã. [música] [música] [música] [música] [música] [música]