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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando. Estúdio Câmara no ar. Um ótimo dia para você. Hoje é quinta-feira, dia 30 de julho. Hoje vamos conversar sobre um fenômeno que ganhou ganhou força com as redes sociais e com a indústria da beleza. Hoje a gente conversa sobre o efeito Cinderela. Sabe aqueles produtos e as técnicas que prometem transformar a aparência em muitos em poucos minutos, né? a suavizar rugas, deixar a pele mais firme, criar um aspecto mais jovem, quase que não piscar de olhos, no estalar de dedos. Então, mesmo assim, como o conto infantil que inspirou o nome, claro, o efeito costuma ter aí um prazo para acabar. Ele pode ajudar você de hoje para amanhã, mas o efeito é Cinderela, então ele vai acabar. O problema, gente, surge quando essas promessas temporárias elas são apresentadas como soluções definitivas. A gente sabe que existem os produtos que vão te ajudar hoje, mas amanhã o efeito acaba. Só que nesse momento elas acabam sendo eh apresentadas como soluções definitivas e aí a busca por resultados rápidos acaba gerando uma frustração, porque você vai perceber que o resultado ele vai acontecer, mas vai acabar. E aí tem gastos excessivos, uma relação cada vez mais difícil com a própria imagem. E hoje a gente vai conversar sobre isso, o efeito Cinderela dos skinces, né? O que realmente funciona? O marketing a gente sabe que é muito forte, mas quais são os impactos dessas promessas pra nossa pele, pra nossa saúde, para a nossa saúde mental, pro nosso bolso? Bom, hoje nós vamos conversar sobre o efeito Cinderela dos skincares. Eu acredito que você é em casa já teve um momento onde você viu algum vídeo de um produto que e ele oferecia a você um resultado magnífico. E aí você comprou o produto, você utilizou o produto e você não viu o resultado. Aí daqui a pouco você viu outro produto, você comprou o produto, você utilizou o produto, você não viu o resultado. E assim a gente acaba indo num circulo vicioso e quando você vê o cartão de crédito tá fora do do limite, você gastou demais, você não teve o resultado, vem a frustração. Nós precisamos conversar sobre isso, né? Então participe com a gente, conta para nós, você comprou já alguma vez um produto que prometia um efeito milagroso e aí você acabou se arrependendo? A gente tá falando aqui hoje no programa, gente, de produtos de skincare, tá bom? Então, converse conosco. WhatsApp tá na tela para você. 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Daqui a pouquinho a gente apresenta as nossas convidadas para você. Elas já estão presos e vão vamos conversar e vão também nos explicar sobre esse efeito Cinderela, combinado? Bom, agora vamos atualizar algumas informações aqui da cidade. Olha só, mesmo com a passagem da Frente Fria, Campinas segue no mapa de risco de incêndios da Defesa Civil do Estado, tá? O risco será baixo hoje, quinta-feira, dia 30, mais alto no dia 31, no dia 1eo de agosto e sobe para estado de alerta nos dias 2 e 3 de agosto. Entre junho e outubro ocorre o período mais crítico para queimadas no estado de São Paulo. E segundo a Defesa Civil, nove em cada 10 incêndios em áreas de vegetação são provocados por ações humanas. Em Campinas é proibido utilizar fogo para a limpeza de terrenos, tá? prática pode gerar multa ao proprietário. A Lei Municipal 16024 de 2020 também proíbe o uso de fogo para preparo do solo, plantil ou colheita, além da queima de lixo, mato ou qualquer outro material orgânico ou inorgânico na zona urbana, tá? Exceto nos casos de queima controlada prevista aí para o cultivo da cana de açúcar. A população pode receber alertas pelo seu broadcast em celulares 4G e 5G, sem necessidade de cadastro ou também por SMS. Basta você enviar o seu CP para o número 40199, tá bom? Então, muito cuidado, porque 90% dos incêndios, infelizmente, acontecem por conta, né, de ações nossas dos seres humanos, e isso acaba trazendo um impacto muito grande para nós, para o meio ambiente. Vamos para a previsão do tempo. Vamos ver como é que fica o tempo hoje em Campinas. Inclusive ontem a a previsão do tempo se cumpriu. Muito vento em algumas eh alguns bairros aqui da cidade, alguns transtornos foram gerados inclusive também em toda a região metropolitana, né? E hoje a previsão do tempo diz que nós temos sol com algumas nuvens durante o dia, mínima de 16, máxima de 26º e o alerta ainda segue, mas um pouco mais minimizado, né? Vamos embora então. Dia de hoje será lindo para mim e para você. E vamos ao programa Estúdio Câmara ao vivo com o tema bem interessante que é o efeito Cinderela. Sim, porque nos últimos anos, gente, produtos e técnicas que prometem resultados rápidos para a aparência, eles ganharam espaço nas redes sociais e se transformaram em verdadeiros fenômenos de consumo, né? vídeos de antes e depois, eles acumulam milhões de visualizações e ajudam, sim, a impulsionar promessas de pele mais firme, rosto mais definido e aparência mais jovem em poucos minutos. Ao mesmo tempo, especialistas têm chamado a atenção para as expectativas criadas por esses conteúdos e para os impactos que eles podem provocar na autoestima, nos hábitos de consumo e até no orçamento das famílias. Então, para conversar sobre esse tema conosco, nós damos as boas-vindas à nossa psicóloga, ela participa pelo Zoom, é a Patrícia Raçã. Patrícia, muito bom dia, obrigada pela sua participação. Bom dia, Rúbia. Eu que agradeço aí, agradeço a você, a equipe da TV Câmara. É um prazer estar com vocês. Prazer é todo nosso. Obrigada por disponibilizar o seu tempo para estar conosco aqui e nos orientar. E olha só, ao meu lado nós recebemos a médica dermatologista Ana Júlia. Seja muito bem-vinda, doutora. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença. Obrigada, Rúbia. Bom dia a todos os telespectadores e estamos hoje aqui para conversar um pouquinho sobre esse assunto. Muito bem, vamos falar do efeito Cinderela, né? Como que a dermatologia, doutora, descreve o efeito Cinderela? Bom, o efeito Cinderela é um termo muito popular utilizado em cremes que realmente tem um efeito que começa de uma forma muito rápida, porém um efeito temporário, como o efeito Cinderela já diz. Então eles agem eh formando um efeito lifting, aquela sensação de esticar um pouquinho a pele e aliviando um pouquinho as rugas, né, dando essa sensação e deixando a pele um pouquinho mais lisinha. Mas como dito, um efeito temporário. Hum. minutos até algumas horas apenas. É, e essa duração pode causar uma frustração imensa, né? Agora a gente pergunta para Patrícia, que é nossa psicóloga, porque esse eh eh esses produtos aí que t esse efeito Cinderela, eles também comprometem a nossa saúde mental e financeira. Patrícia, essas promessas de transformações rápidas, elas costumam ser atraentes demais. e a gente acaba eh agindo no impulso, né? Por que que isso acontece? O que a psicologia traz para nós sobre essas promessas e a gente acreditar nisso e agir por impulso, ir lá e adquirir o produto? Então, Rúbia, vamos tentar sintetizar de alguma forma aí essa pergunta que é muito complexa, né? Tem muitas camadas aí. a psicologia eh abraça esse tema com muitas propostas, né, muitas proposições a serem pensadas. Então eu tava pesquisando, né, o tema, assim, eu desconhecia essa questão do efeito Cinderela na parte do skincare, né? Eh, mas trazendo aqui para uma simbologia da psicologia, né, como pensar rapidamente o o que foi, o que que aconteceu com a Cinderela, né? eh, a fada madrinha transformou aquela naturalidade dela no luxo, né, naquela potência de beleza. E nós buscamos muito isso, né, eh, que o externo, que os produtos, eh, tragam pra gente uma sensação de de beleza, de diferença pra gente sobressair, né? Eh, o Brasil é campeão de de venda de produtos de beleza, né? Assim como o Brasil também é campeão de ansiedade, depressão, né? O que eu penso é tudo que é exagero, né? Eh, eh, onde muito eh excesso existe falta, né? Então, eh não é que a psicologia encara como o excesso de busca por beleza como uma coisa ruim. Isso vai depender de como o indivíduo vai absorver, né, isso, se ele vai equilibrar isso, se isso veio para tapar buracos que só vão ser preenchidos com, né, uma uma busca por autoconhecimento, né, por um amor próprio ou se isso veio agregar a esse amor próprio. Muito bem. E a gente eh pode perceber que o sucesso desses produtos, eles eh eh o sucesso tá ligado diretamente ao ambiente digital, porque quando um produto viraliza, eh, nós recebemos essa informação, tem o antes e o depois e claro, a gente vai agir pelo impulso, porque a gente também quer, se é tão fácil assim, por que não, né? E então essa as redes sociais acabam funcionando, gente, como uma vitrine permanente de tendências. e lançamentos. Tudo que lança vai paraa rede. Tudo que lança vai pra rede. Chega pra gente através dos algoritmos. Quanto mais você clica, mais você recebe. E aí, eh, nós costum temos o costumes de o costume de consumir, né, eh, esses vídeos, consumir os produtos, agir no impulso e de repente a gente acaba se frustrando porque apesar de ser dito o efeito Cinderela, muitas vezes nós não queremos entender que esse produto tem um efeito só de repente por 8 horas e depois esse efeito vai passar. Agora, Ana Júlia, como que esses produtos eles conseguem eh criar esse efeito eh visivelmente, né, que é visível mesmo, é um efeito de pele mais lisa, mais esticada, porém em pouco tempo. O que que o que que acontece? O por que que que isso eh acontece isso quando a gente passa, utiliza esses produtos? Por que tão pouco tempo assim? Certo? Então, nesses cremes, nós conseguimos observar a presença de alguns polímeros tensores. Nós temos silicatos presentes nessas fórmulas, eh alguns extratos e extratos vegetais derivados de algas. Então eles irão ter um efeito apenas nas camadas mais superficiais da pele. Eles não conseguem aprofundar e modificar a estrutura da nossa pele, né, a formação dela. Então, será um efeito mais de uma hidratação mais superficial. Por isso que a gente fica com aquela sensação que a pele fica um pouco mais lisinha, mais esticada, né? Só que sempre como a hidratação, ela não vai durar sempre, né? Vai durar esses minutos até algumas horas. Então, por isso, por não mexer na estrutura, não vai ter esse efeito de rejuvenescimento, né? Um progresso aí na sua pele, né? Só temporário mesmo. Muito bem. E vai gerar frustração, né? Exato. Então, a pessoa quer que esse efeito dure sempre, então ela fica na busca sempre de cremes novos, né, para conseguir tudo isso, que é diferente de tratamento dermatológico. Perfeito. Ah, então e a frustração, né, Patrícia, a frustração ela vem eh com o passar desse efeito, desse produto que a gente acreditou que seria um produto que fosse mudar totalmente, né? igual a gente vê nas fotos de antes e depois das redes sociais. Agora, quando a gente fala em rede social, Patrícia, como é que você avalia a influência das redes sociais na construção dos padrões de beleza e também na forma como nós mulheres enxergamos a nossa própria aparência, porque tem aquela questão da comparação e uma desconstrução da própria imagem, não é? Não. Então, né, nós somos bombardeados com eh estímulos, né? Eh, e o marketing e a foto do Instagram. É difícil eh o ser humano não cair em comparações, né? A gente sempre vai se comparar. Eh, eu acho que o apelo é muito mais forte para pros jovens, né? Eh, o pessoal 40 mais, 50 mais parece que não foi muito pego por essa eh vamos dizer assim, esse marketing das redes sociais, né? Não que esteja imune, mas assim é os jovens, né? Eh, 15, 20, 25, 30 anos. Então, eh, eu já atendi muitos, muitos pacientes com com questões de não conseguir eh se desligar de redes sociais, com questões de endividamento, né? Isso é real, isso é palpável. Eh, e a mulher, né, pela cobrança até da sociedade, né, nós estamos inseridos numa sociedade onde a a mulher não pode envelhecer, né? Eh, nós vemos aí as atrizes, atrizes maravilhosas, né, sendo criticadas porque tiveram a ousadia de envelhecer, né? Eh, então eu acho que o apelo paraas mulheres é é é chega a ser cruel, né? Então eu eu sempre falo assim, brinco até com no meu grupo de amigas psicólogas, né? Nós precisamos investir no Lancome, na, né, na na novela, nessas marcas queridinhas aí. Eh, precisamos nós, mas nós precisamos também investir em autocuidado, né, em terapia, né? E eh então acho que as as duas coisas têm que andar de mãos dadas, né? O cuidado com o emocional e aí não tem problema a gente buscar o nosso skinc, né? O nosso autocuidado, que é importante. É verdade. Nós precisamos a na verdade é de dentro para fora, né? e todo excesso esconde uma falta e o nosso cérebro ele se acostuma. Então, eh, a repetição faz você, eh, tornar aquilo um hábito. E aí você acaba tendo o hábito de consumir esses produtos, o hábito de comprar e quando você vê eh o seu cartão de crédito já tá estourado, você comprou um produto que não deu resultado e aí vem aquela frustração. E é por isso que é importante, né, a gente também cuidar da nossa saúde mental. O problema, gente, eh a influência da da influência, né, d das redes, é tão grande que muitas pessoas eles acreditam que eh eles estão comprando um tratamento definitivo, né, quando, na verdade, estão adquirindo apenas um efeito passageiro. Então, esses produtos eles realmente eles tratam eles tratam não, eles minimizam, né, rugas e flacidez, mas é algo muito temporário para você eh ter de repente um resultado igual aquele antes e depois que você vê naquela foto e aquele produto promete aquele resultado para você, o tratamento é muito diferente. exige que você tenha um profissional que se estudou para isso. Nós temos aqui ao nosso lado uma médica dermatologista, então ela precisou estudar, conhecer o corpo, conhecer o corpo por fora, por dentro, as nossas células. É diferente de um produto que você compra, passa e daqui a pouquinho tá com a pele lisinha, não é, doutora? é um eh é um tratamento que demanda até um tempo que nem é estimado, né? Porque depende como o nosso corpo vai reagindo. Gostaria que a doutora explicasse pra gente a diferença desses produtos de skincare, que são eh produtos de ação rápida e um tratamento dermatológico que vai sim trazer um resultado, de repente do do que a gente tá falando, vamos falar assim, de uma ruga, uma linha de expressão. Sim, eu só queria pontuar a importância e que eu também tenho observado muito no consultório, os pacientes como essa a rede social tem moldado o comportamento desses pacientes. Bastante. Exato. Principalmente na forma de como eles estão consumindo esses produtos e como eles enxergam a própria pele, né? Então nós vemos que nas redes sociais a apresentação desses produtos é de uma forma muito generalizada. Então é influencer, é a blogueira apresentando um produto que ela é paga para isso, que muitas vezes ela nem utiliza e apresenta dessa forma geral. Então o que a gente tem que perceber primeiro é que cada pele é diferente. O que vai servir para uma pessoa necessariamente não vai servir para você. E algo que é trazido como solução acaba virando um problema, né, pra sua pele, né? Então o essa parte de cremes é muito importante a skincare eles vão fazer esse tratamento que a gente fala de qualidade de pele, vai ajudar na textura, na hidratação da pele, em rugas muito levinhas, muito superficiais. Mas o que a gente realmente fala também de acompanhamento dermatológico são os procedimentos. Aí sim os procedimentos eles vão ter mais profundidade nas camadas da pele. Então, é, os famosos que você já devem ter ouvido falar, toxina botulínica, preenchedores faciais, bioestimuladores de colágeno, esses sim vão atuar nessas camadas profundas, fazendo a renovação da célula, né, o nascimento de novas células para produzir mais colágeno, paralização do músculo para melhorar as ruguinhas igual a toxina faz, ou os próprios preenchedores para preencher aqueles locaizinhos que acabam aparecendo por conta do envelhecimento da pele que gera essa flacidez. né? Eh, utilização de tecnologias para tratamento de manchas. Então, tudo isso que eu falei é bastante coisa. Então, precisa de um acompanhamento médico, porque não é fácil, não é só seguir uma pontuação, uma observação de um não profissional na internet. Isso é perigoso, né? Exatamente, né? E esses produtos de skincare que a gente acaba consumindo por conta de influências vindas das redes sociais, eh tem um impacto na nossa pele a utilização diária e constante desses produtos, doutora? Com certeza. Então, foi o que eu falei, a solução pode virar um problema para você, né? Então nós, eu tenho observado que chegou muito no consultório paciente com muita alergia, sensibilidade da pele, manchas causadas por uso excessivo de ácidos, até aparecimento de acne, de espinha em quem não tinha antes. Então são cremes que realmente funcionam para um, mas não funcionam para outro. Então nós temos que ter esse cuidado, né? Na dermatologia nós temos a nós somos baseados em tratamentos de evidência científica. Nós vamos ter evidência científica para estudar ali o produto, a composição dele, a procedência, né? Então tudo isso impacta ali na qualidade da pele, né? Maravilha. Muito bom. A gente precisa aprender e entender sobre isso e cuidar um pouquinho com essas compras que nós fazemos por impulso, né? Agora, Patrícia, quando a aparência ela passa a ser uma fonte de insatisfação, quais impactos isso traz eh paraa nossa autoestima, paraa nossa saúde mental? Uhum. Antes disso, Rúbia, eu gostaria de só comentar, né, eh, colaborando aí com a com a colega, que eu penso que o cuidado com a pele eh eh as pessoas querem soluções rápidas, né, mas o cuidado com a pele ele começa na infância, né, ele começa num bom hábito, numa boa higiene, numa boa higiene do sono, numa alimentação adequada, né? O stress ele afeta muito a qualidade da nossa pele, né? E daí depois não não tem skincare que vai que vai remediar, resolver isso, né? Se você tiver uma noite muito mal dormida, muito estressada, muito cansada, né? Então é o o além do do skincare e dos cuidados, né? Tem tem o autocuidado que é muito importante. Eu só achei que seria legal a gente a gente levantar isso também. Me perdoe, Rúbio, eu já esqueci a sua pergunta. É quando a aparência ela costuma ser uma fonte de insatisfação, né, para nós, principalmente nós mulheres, né? Quais os impactos isso pode trazer aí pra nossa autoestima? Todo dia eu levanto, olho no espelho, não tô feliz com a minha aparência, utilizo um creme, um produto skincare que eu encontrei na internet, não fico igual estava lá, vou lá, olha a foto, me comparo de novo e a minha autoestima ela vai ficando fragilizada, né? Qual impacto isso pode trazer pra nossa saúde mental, Patrícia? Então eu penso que quando existe já essa abertura para toda essa potência de da nossa aparência interferir assim, né, é que não foi trabalhado a a parte mental e emocional, OK? Mas é uma realidade, né? Eh, eu penso que a gente tem que valorizar as nossas características, né? Eh, aprender a valorizar o que é diferente, né? em nós, os nossos detalhes, o que nos faz ser quem nós somos, né? E não eh e realmente tentar evitar o máximo eh comparações, né? Nesse ponto eu acho que que a que a indústria da moda, a indústria dos cosméticos, ela avançou um pouco dando uma abertura, né, para colocar eh peles diferentes, cabelos diferentes, pessoas diferentes, né? a diversidade é muito bonita, é muito necessária. Então, a gente tem que e olhar para o que nós o que nos difere, né? Não no que nos iguala, eu penso isso, mas isso é uma construção também, né? E e a mídia é toda feita para contra essa construção, né? A as redes sociais querem colocar o indivíduo numa caixinha, até porque isso é mais fácil para eles, né? Eh, é uma uma manipulação, né? Eh, o sistema de consumo ele opera em três pilares fundamentais, né? Criação de inadequação, que são as comparações, oferta de solução temporária, que é o produto, né? E a renovação deste ciclo. Então, veja como nós estamos eh eh muito sujeitos a essa manipulação, né? E se nós não prestarmos atenção, eh, não estivermos atentos, investir em nós mesmos, na nossa, eh, educação emocional, nós somos presas fáceis. Muito bem. Quando você fala em renovação de ciclo, era eh a minha próxima pergunta, porque a gente acaba acreditando que o próximo produto vai funcionar e aí a gente vai nessa renovação de ciclo e um ciclo que acaba que não tem fim, porque o o próximo produto ele também não vai funcionar, mas a gente acaba acreditando por conta das influências, por conta de a gente simplesmente vê que parece que o negócio funciona, mas acaba não funcionando. Aí a Júlia já trouxe pra gente eh o motivo de do porqu não funciona, porque são ingredientes mais comuns, né, que que estão presentes nesses produtos e que esses ingredientes eles podem sim te dar um resultado, mas é um resultado rápido, imediato, que pode durar aí no máximo 8 horas, como a gente eh eh já já percebeu e já viu em algumas caixinhas desses produtos, tem escrito lá. E o produto é interessante que produto ele fala que ele é um produto que tem o efeito Cinderela. Ele diz que ele vai funcionar por 8 horas e aí depois da meia-noite a carruagem vira abóbora e aí a gente se frustra. Agora, Patrícia, eh, deixa eu te perguntar uma coisa. as mulheres, né, elas, por que que nós mulheres nós temos essa eh eh maior tendência em consumir esses produtos e ter e essa insatisfação conosco? O que que acontece com os homens eh na sua avaliação? É assim também? Hum, eu acho que é menos, né? Com os homens eh não não afeta tanto, não atinge tanto, né? Se bem que o homem também procura, né? a beleza, né? Nós vemos cada vez mais homens fazendo procedimentos que antes eram eh, vamos dizer assim, mais próprios para para mulheres, né? Mas isso já mudou faz bastante tempo, né? Os homens gostam de se depilar hoje em dia, depilar a barba, né? Investem em em colocar cabelo, fazem botoques, né? Trabalham os dentes para deixar aquele dente todo branquinho, padronizado, né? Eh, mas eu acho, eu continuo achando que a mulher não pode envelhecer. É muito a busca pela beleza, pela beleza, eh, sempre pelo destaque, tem que sempre tá apresentável, tem que sempre tá bonita, tem a concorrência feminina também que existe, é real, é verdadeira, né? Né? A gente tinha que trabalhar na na mão inversa dessa concorrência, né? Uma dando força pra outra, né? Alegrando a outra. Amiga, como você tá linda do jeito que você é, mas não, amiga, você viu esse creme, você tem que usar também, né? Eu gosto, eu quero frisar que eu não tenho nada contra, eu acho muito bacana o autocuidado, né? Maravilhoso, né? Eu tô doida para pegar o contato da Dra. Ana Júlia aí para passar no consultório dela. A minha preocupação é com as eh autoimagem, né, distorcida, eh aquela busca por um para preencher um buraco emocional que nada externo vai trazer, como você pontuou, Rúbia. Então, né, nós psicólogos, né, da da área da saúde, eh, temos esse olhar, né, integral do indivíduo. Então, essa parte é muito importante, a autoimagem, a estética, ela ela tem que agregar, né, ela tem que ser um acessório, ela não tem que ser um alicerce principal da nossa felicidade. Muito bem, Dra. Ana Júlia, eh, eh, mulheres e homens, né, tem aí uma diferença, tem um equilíbrio hoje? como é que tá a busca eh pelos cuidados, principalmente da pele, né, eh dessas da das pessoas? Tem uma diferença ou os homens já se igualaram com a gente? Olha, pelo menos no meu consultório a gente tem um pouquinho de diferença, sim, existem mais pacientes mulheres ainda do que homens, mas claro, sempre recebendo homens no consultório que querem também ajuda, né, com essa autoestima, né? Eles fazem também fazem procedimentos, né? E o que eu queria frisar também, que na dermatologia foi bom a Patrícia ter falado sobre os excessos mesmo, né? Muitas pessoas acham que fazer procedimento estético vai ficar com o rosto igual, todo mundo harmonizado, né? Do mesmo jeito. E pelo menos na dermatologia, o que eu busco é não é modificar a identidade do paciente, seja ele homem ou mulher. a gente quer apenas realçar o que ele tem de belo e que, claro, com a idade vai gerando a flacidez, tudo. Então, a gente escuta muito a queixa do paciente e sempre dentro dessa queixa tem também um fator emocional envolvido. Então, nós, eh, nós somos médicos, não só dermatologistas. A gente também tá ali para ajudar e dar esse suporte mental quando ele precisa. E a gente também tem que saber dizer não. Eles chegam pedindo eh algumas transformações, eles chegam com fotos de atrizes. Arizam: "Olha, eu quero ficar igual esse aqui". E não é assim que funciona, né? Quem faz isso é antiético, né? Não, não é certo fazer isso, né? Então, o que você falou é realmente isso. E tem um pouquinho mais de mulher que homem, assim, mas a gente vê que o público masculino tá subindo, eles querem cuidar do autoestima, querem se sentir bonitos consigo mesmo também. Muito bem. É interessante e importante a gente se cuidar, né? Isso é maravilhoso. Só que nós precisamos eh utilizar os meios corretos, que é buscar aí um atendimento com um profissional especializado para aquele tipo de cuidado que você quer fazer. Não tem que tomar cuidado com essa questão aí desses produtos efeitos cinderela, porque alguns podem eh causar, claro, eh um efeito bem delicado, né? vai ser o Cinderela, vai acabar, vai, vai terminar e aí depois se você vai continuar usando, como a doutora já pontuou, eh acne, uma pele, né, eh um pouco mais sensibilizada, é isso, né? Alergia alergia. E realmente na internet quando você vê a propaganda do creme, que seja, vocês têm que lembrar que na internet tem filtro, tem esses exageros, tem o antes e depois que estão impactando muito, né? Então a gente tem que desconfiar desses sinais de de alarme. Tem edição, tem iluminação, né, na hora que tá fazendo a propaganda. E não é a mesma coisa quando você tá em casa utilizando, né? Uhum. É verdade, gente. Nossa, tá uma frustração. Eu já comprei alguns, mas agora parei de comprar. Não adianta. É efeito Cinderela. Só que a gente vai, né? Vai, vai no círculo vicioso. Ó, nos últimos meses, só para você lembrar, para você aí de casa se identificar, alguns produtos viralizaram nas redes sociais com promessas de lifting facial e rejuvenescimento sem procedimentos médicos. Uma dessas desses produtos é é a escovinha facial. Lembra que pega a escovinha e passa aqui assim e vai e nossa, aqui fica maravilhoso, né? Essa papada aqui já era com a escovinha, né? promete drenagem, efeito lifting. Mas, doutora, aquela escovinha, né, facial, que que aquela vendida na internet, né, pode ser que exista outra dentro do consultório de dermatologia que é específica para algum tratamento. Eu tô dizendo daquela que a gente que a gente viu viralizar na internet, as mulheres fazendo e aí de repente 10 minutos depois estava com o rosto totalmente bonito, contornado e tal. O que que a ciência realmente diz sobre esse produto? As escovinhas faciais de massagem facial que prometem a drenagem e olha só, um lifting. Que maravilha, né? Que bom seria se fosse. Seria ótimo, né? Se acontecesse esse tipo de milagre. Mas, ó, na dermatologia não tem milagre, não, não tem como. E esses produtos mecânicos, né, na hora que você vai fazer a massagem, seja com aquelas pedrinhas, né, que também tem, eles podem ali no máximo ajudar um pouco mais na circulação sanguínea, fazem um pouquinho de drenagem linfática, pode melhorar um leve edema que tem um pouquinho quando você acorda, mas foi o que eu falei lá desde o começo daquele produto, dos produtos de efeito Cinderela, que querendo ou não, esse também é um efeito, quase que um efeito Cinderela. Eles vão ser apenas na camada superficial. Eles não vão alterar a estrutura e anatomia da sua pele, a flacidez da sua pele, vai ajudar realmente como uma massagem. Então, as pacientes que me perguntam, eu falo: "Olha, se você gosta, não tem problema de usar, por acaba sendo um momento de autocuidado da pessoa ali. Na hora que ela eh tá tá acordando de manhã, né, se olhando no espelho, se vendo, ela gosta de fazer massagem, ela se sente bem com isso, é um um autocuidado até prazeroso ali, né? Então eu falo que não vai ter problema usar, mas não é para adquirir resultado, entende? É verdade. É um cuidado né? Exato. É como é? Efeito placebo. Efeito placebo. Olha só. Muito bom. E aí, mais uma vez a frustração acontece. Tá vendo como é muito ligado com a saúde mental essa questão eh da gente consumir esses produtos, principalmente de beleza, produtos de skincare, que prometem resultados imediatos. E aí a gente acaba eh indo, né, por essa linha de consumo e acaba se frustrando. A gente acaba tendo aí eh eh uma discrepância da nossa identidade. E isso é profundo, porque a frustração vem aí depois quando você vai ver, você gastou tanto dinheiro naqueles produtos e você não teve resultado nenhum e aí quando você vê teu cartão de crédito tá estourado. E aí como é que faz, Patrícia, esse marketing, esses influenciadores, né? essa galera que promete algo que não existe e a gente acaba acreditando e a gente acaba gastando demais. e vem a saúde da do nosso bolso também, a nossa saúde econômica que vai impactar na nossa saúde mental, traz pra gente eh uma linha que a gente pode seguir paraa gente não ir para esse lado aí que vai ter um impacto muito grande e depois até a gente ajustar isso, vai, claro, ter um tempo determinado e nós vamos ter que ter uma uma saúde mental assim daquelas para poder trabalhar e pagar a conta, né? porque a conta vai chegar. Sim. Eh, esse excesso de busca por fórmulas milagrosas, né, muitas vezes também tá aliado a gatilhos emocionais, né, porque tudo que a gente compra, né, desde as coisas pequenas até as grandes compras, elas geram a sensação de alívio. Por quê? Porque o cérebro libra, o cérebro libera dopamina, que é um neurotransmissor, né? E esse neurotransmissor tá muito ligado aos vícios, né? Aos vícios. É aquela sensação de eu preciso e precisa cada vez mais, né, de compras maiores, mais constantes, né? Então, em relação a um uma técnica, vamos dizer assim, né? Que pessoas que compram muito pro impulso, sempre estão querendo novidades, nunca conseguem se satisfazer com aquilo, com aquele produto, com aquela promessa, né? E serve para todo para tudo em relação à pessoa que tem uma compulsão por compras ou que exagera no cartão, né? Que o cartão dá aquela sensação, né? Ah, hoje eu tenho, depois a gente pensa, né? Que é uma sensação errônea, complicada, acaba sendo uma armadilha, né? Eu acho que é importante a gente usar a técnica de esperar 24 horas antes de comprar qualquer coisa que foi motivada por impulso, né? identificar essa percepção. Eu preciso mesmo disso, né? Eu preciso de um tênis novo. Se eu tenho três tênis, quatro tênis, né? Se você não é um colecionador de tênis, você não precisa de um tênis novo, né? Então isso seria às vezes uma compra impulsiva, né? Eh, então pensar, né? Não, não. Eh, o o celular na nossa mão com acesso a a vários apps, né? Plataformas de de compra, né? É, é, é muito tentador, né? Às vezes o tédio vem, eh, vem mascarado de uma necessidade, né? A ansiedade, o impulso. Você quando você vê, você já tá com alguém gritando Mercado Livre na sua porta, né? Então, esperar 24 horas é uma técnica interessante, importante para pra gente conter essa necessidade de consumo por impulso, né? Isso ajuda a nossa saúde financeira também. É verdade, né? Essas 24 horas aí faz todo sentido, porque tem muita gente que vai colocando só no carrinho, né? Vai colocando um creme no carrinho, outro creme no carrinho. Quando você vê no outro dia, você fala: "Nossa, mas meu carrinho tá cheio, não preciso disso". Aí você começa a tirar do carrinho importante demais essa dica da nossa psicóloga. Agora, Dra. Júlia, eh, outro exemplo que eu quero trazer aqui e que viralizou demais é essa técnica chamada face taping. É uma técnica, gente, acho que você, ó, vou explicar, vou desenhar para você e você vai ver, entender que você já viu isso e sentiu vontade, tá? Por quê? Porque ela utiliza umas fitas adesivas aqui, tá? Aí essas fitas adesivas você cola aí, você puxa e amarra aqui atrás. Então, automaticamente vai criar aquele efeito sensacional, imediato, de um rosto mais esticado, sem rugas. Dout. Ana Júlia, essas fitas aí, elas realmente previnem rugas, combate envelhecimento ou elas podem até causar um impacto eh eh que de prejudicar a nossa saúde da pele. É a mesma coisa, né? Também vai ter o efeito Cinderela, né, do Face tape. Tape é fita em inglês, né? Então você literalmente cola uma fita aqui ou um fiozinho e amarra, né? a Rúbia explicou, isso é feito quem quer, né, esticar um pouquinho a pele antes de algum evento, né, uma festa, né, a gente vê os famosos fazendo isso, né, às vezes querem copiar também. Então assim, essa puramente físico é mecânico, né? Então ele realmente também não vai alterar a estrutura da pele. A mesma coisa que você colocar um adesivo ali e puxar um pouquinho, né? E e o que a gente tem que tomar cuidado é a procedência, porque a gente vê às vezes sites de origem duvidosa que você compra essas fitas e no final você ainda ganha uma alergia de presente, né? Porque a gente não sabe que tipo de cola é utilizado, né? Então tem que tomar cuidado também. Mesma coisa, a solução acaba virando um grande problema na sua vida. Aí você arranja outra coisa para se preocupar. É verdade. E aquelas pessoas que dormem com isso, porque eu já vi eh na internet pessoas falando que estão dormindo com isso e usando eh em período indeterminado. E isso causa algum problema na estrutura da nossa pele, nos nossos músculos faciais? Não. Existem eh algumas fitas, né? Eh, de silicone que as pessoas têm colocado nas ruguinhas do colo, né? Tem pessoas que colocam no rosto também, que vão dormir, vão ficar algumas horas com essa fita justamente para não formar o que é chamado de slepines, que são as linhas do sono. Porque quando nós deitamos na cama, a gente acaba colocando a pele, né, sobre o lençol e ao virar de lado, forma algumas ruguinhas enquanto você tá dormindo. Então é 8 horas ali e eh apertando a sua pele na mesma posição. Então algumas pessoas colocam para essas ruguinhas não serem formadas. Então, eh, não tem evidência científica para isso. Como eu disse, nós baseamos tudo em dados científicos. Então, se você gosta, né, e é uma procedência que não é duvidosa, não veja o problema. Mas claro, você tem que tá atento eh à suas reações de pele. Então, se você tá tendo alguma reação diferente, claramente você vai suspender o produto e sempre procurar o atendimento médico. Mas são, igual a gente conversou, efeito Cinderela, né? Existem procedimentos dermatológicos que vão ter mais resultado. Entendi. E já chegou paraa doutora no consultório alguém que de repente utilizou eh alguns desses produtos que a gente tá falando aqui que tem o efeito Cinderela. e chegou com frustração ou de repente com alguma reação. Eh, gostaria que a doutora troucesse pra gente. Sim, chega volta e meia, né? Pessoas que compraram algum produto, algum creme ali que viram pela internet, seja com esse efeito Cinderela ou não. E claramente não funcionou, né? Funciona por algumas horas. E mesma coisa, tiveram efeitos colaterais, né? justamente por conta de dessas origens duvidosas ou porque o creme realmente não é paraa sua pele. Porque quando nós temos esse atendimento dermatológico, a gente tem que levar em consideração diversos fatores, desde a sua idade, como tá a qualidade da sua pele, que tipo de pele você tem, o seu tom de pele. Então são muitos fatores que a gente avalia na hora de fazer a sua prescrição de skincar. Então a skincare em exagero, sim, a gente acha supérfo, porque não precisa utilizar 10, 20 produtos para você o seu o seu cuidado matinal noturno, né? Isso não tem como, né? a pele, ela vai acabar respondendo de forma totalmente contrária. Então, a gente precisa levar em consideração isso na hora de prescrever produtos dermocosméticos pro paciente. Então, veja, dermacosmético vai ajudar realmente na qualidade da pele, mas às vezes você tem uma doença de pele e doenças de pele não devem ser tratadas com dermocosméticos, com cosméticos. Então é isso é o maior erro, é o que mais chega no consultório, porque às vezes uma pessoa não profissional, não médica, faz propaganda com promessa de cura de alguma doença de pele, por exemplo, acne, espinha. Acne é uma doença, ela não é tratada com cosmético, a gente tem que dar remédio. O cosmético é um complemento, o que que é isso? Um protetor solar associado, um hidratante, um gelzinho de limpeza e medicação. Então, por isso do acompanhamento médico, né? Muito bem. esses sérums, né, que prometem também efeito eh eh imediato. A gente precisa tomar cuidado, porque o que me chama atenção é vamos lá no nosso banheiro, o que que você tem lá na sua bancada, né? Tem um creme para isso, um creme para aquilo, outro que promete o efeito lifting, outro que vai tirar a oleosidade da sua pele. Então vamos lá, temos 12, 13 cremes para poder utilizar. E aí um dia você decide, você fala assim: "Vou fazer isso tudo". Daí você utiliza todos esses produtos, a nossa pele pode responder de uma forma brusca, porque é muita mistura de muita coisa que tem ali e é tudo e são coisas assim, além de tem naturais, mas também tem alguns eh eh químicos misturados nesses produtos, doutora. Com certeza. Tem muitos produtos, pessoal, tem ácido dentro. E aí vocês às vezes acabam comprando diversos produtos e vai utilizar três de uma vez. Os três por acaso tem ácido? Claramente vai dar uma reação alérgica, vai dar uma dermatite de contato, você vai conseguir usar um dia e depois acaba até criando manchas, né, esses efeitos colaterais que a gente comentou. Então, realmente a gente prescreve sabendo exatamente o que tem na bola, então a gente prescreve certinho de acordo com a queixa e a necessidade de vocês. Nossa, que diferença, né, de você comprar um produto pela internet. Nem bula tem. A gente nem conseguiu ler lá o rótulo para de repente entender quais os e eh o que que tem ali dentro daquele produto que você tá comprando. Você vai lá, só vê pela foto, né? O antes, o depois, compra e nem lê. E já, ó, vai passando no rosto e vai esperando aí um resultado. Sim, pode ter um resultado, pode ter uma alergia, pode ter uma acne. E aí vai ter que sim ou sim buscar uma dermatologista, por que não antes de todo esse rolê, né, já ir direto na dermato para poder e avaliar sua pele e utilizar aquele produto ou aquele medicamento que você precisa. A gente tem que saber diferenciar as coisas. E é por isso que nós temos esse programa que traz para nós informações muito importantes, né, sobre coisas que acontecem no nosso dia a dia. Hoje nós estamos falando do efeito Cinderela, dos produtos de skincare que a gente tem lá no banheiro, que a gente acaba comprando pela internet, que não tem resultado nenhum e que a gente compra, compra, compra. Quando a gente vê o cartão de crédito já tá ultrapassou aí do limite e nós não temos resultados, temos aí uma frustração que vai interferir na nossa saúde mental e temos um cartão estourado que vai interferir na nossa saúde, né, eh eh do econômica. E aí um grande problema, a gente pode minimizar tudo isso. 8:48. Ô nós temos algumas perguntas. Patrícia, você quer apontuar algo? Eu queria fazer uma pergunta rapidinha pra Dra. Ana Júlia. Pode fazer. Então, porque eu tava aqui pensando, né, enquanto eu tava ouvindo vocês, eh, usar esse momento também pra gente se existe alguma indicação de alguma coisa caseira, alguma coisa natural que não tem efeitos colaterais, que não tenha contraindicação, por exemplo, né, eu gosto muito de canais eh de dicas de beleza e e eu vi um canal com uma japonesa muito bonita, uma pele maravilhosa e ela falando que que é tradicional da aldeia, né, do dos antepassados dela, eh, a água de arroz, como seria uma coisa importante para usar desde sempre, que que traria nutrientes de uma forma natural e é uma coisa acessível a todos, né? Eu queria saber da Dra. Ana Júlia como é que é essa questão aí dessa água de arroz, certo? Eh, esse é um método caseiro, realmente, né? Existem vários métodos caseiros, ex de água de arroz para talvez ajudar em alguma hidratação da pele, esfoliante natural, né, com açúcar, né, com sal. Nós dermatologistas normalmente não indicamos esses procedimentos caseiros em casa. Por quê? São produtos que muitas vezes eles não vêm estéreis. Não que vai vir alguma bactéria, vírus, mas eles não são 100% estéreis. Então, quando você mistura às vezes eh alguns alimentos, né, a água desses alimentos e coloca na sua pele, é a mesma coisa, pode gerar sensibilidade. Antigamente, claro, não tinha os dermocosméticos e se utilizava desses métodos naturais para ajudar na pele. Dá para ter alguma hidratação? pode, mesma coisa, tem esse efeito um pouco mais temporário, mas tem que tomar cuidado realmente para você não fazer alergia a esses produtos que você junta para colocar no rosto. Então, é, às vezes essas esfoliações com açúcar, mistura com às vezes pomadas, né, regeneradoras, a gente não indica por conta de não serem produtos 100% limpos, estéreis, entende? Perfeito. Muito bom. Agora vamos às perguntas as perguntas do do pessoal de casa, né? É porque tem bastante pergunta para vocês. Vamos lá, então. Pode colocar na tela, produção, a primeira pergunta pra gente. Vamos ver quem tá conosco. Estamos ao vivo. Estúdio Câmara falando aqui do efeito Cinderela. Temos uma dermato e uma psicóloga para nos orientar. Camila Nunes do Jardim Proça. Quando uma influenciadora diz que um produto serve para todos os tipos de pele, quais cuidados devemos ter antes de acreditar nessa recomendação? Gente, pele é diferente, somos diferentes, não existe isso. Vamos lá, doutora. Exato, né? A pele ela é tem as características da pele, ela é dividida, né, em pele mais seca, uma pele mais oleosa. E claro, também vai depender dos fatores externos, desde a sua idade, se você tem alguma doença cutânea. Então, quando eles falam que às vezes é esse produto para todo tipo de pele, é um pouquinho difícil de ser, desconfio um pouquinho, porque é claro, ele pode trazer uma hidratação mais superficial, mas ele não vai trazer um tratamento. Então, aquela influencer que tá fazendo a propaganda, que serviu muito bem pra pele dela, seja ela ela sendo paga ou não para isso, às vezes não serve para você. Então, a gente precisa avaliar a sua pele e realmente te dar o produto certo para você. Como é visto, nós temos uma infinidade de produtos à venda. Não são todos ruins, existem produtos muito bons, não é que o mais caro vai ser o melhor também, não é assim que funciona. Então, seria interessante sempre fazer a avaliação dermatológica primeiro para colocar o creme exatamente que você precisa para te ajudar melhor. Muito bem, doutora. Obrigada a Camila pela participação. Agora mais uma produção, pode colocar na tela pra gente, por gentileza. Vamos lá. Quem é que tá conosco? Eh, Cristiane Lopes do Jardim Florence. A repetição de vídeos com rost envelhecimento natural parecer um problema que precisa ser corrigido rapidamente. A nossa psicóloga, ô Patrícia, é esse negócio aí, repetição de vídeos, né? Repetição, repetição. Nosso cérebro acaba entendendo que aquilo é o correto. E aí, como é que faz? Ah, a repetição, ela cria um padrão, né? Ela condiciona, né? Então você é pego nisso nem sem nem perceber o porquê, né? Realmente. Deixa eu ver a pergunta aqui. A repetição de vídeos jovens sem marcas pode fazer aparecer o problema. Sim, lógico, com certeza que pode, né? Nós temos que estar atentos. E só acrescentando eh a pergunta anterior em questão dos influencers, né? Uma maneira da gente se proteger de falas de influencers. Eu eu sempre quando eu vejo um influencer, uma pessoa no no Instagram, no TikTok, falando alguma coisa, eu vou procurar buscar quem que é essa pessoa, qual é a qualificação técnica dessa pessoa para falar o que ela tá falando, né, minimamente, qual é o entendimento. E é uma coisa que eu eu tenho certeza que poucas pessoas fazem, né? Então, a gente precisa entender que para falar de saúde da pele tem que ser um profissional, né, da pele, um dermatologista, alguém eh ligado a à estética, um estudioso, né? Para falar de saúde mental tem que ter alguém da saúde mental, né? Terapeutas, psicólogos, né? Eh, então assim, a gente tem que ver a credencial de quem tá trazendo aquilo. Essa pessoa tá influenciando baseado só na fama dela, né? Essa resposta eh se autorresponde sim. Mas a gente tem que ter esse cuidado. Eu acho que seria importante essa prática. É verdade, né? Porque a nós precisamos ter embasamento. O embasamento ele vem a partir de estudos de formação acadêmica. Quantos anos vocês estudaram para poder trazer a informação que estão trazendo pra gente hoje, para poder exercer a profissão no mercado de trabalho? E aí de repente vem alguém, estuda um texto, vai lá e joga para você. Aí o chat EPT faz o texto também e aí pega um antes e depois e ajusta, né, na Iá também e joga lá e a gente acredita, consome, não dá certo, se frustra, gasta e fica perdido, né, e querendo sempre mais e mais e mais. Então é preciso sim a gente checar as informações e principalmente de onde vem a pessoa que está repassando essa informação, se ela está apta para realmente te repassar aquela informação, tá bom, gente? 2854. Mais uma pergunta para para nós na tela. Produção, pode ser? Vamos lá. Aline Mendes do Jardim Olina. Ó aí, doutor, ó, comprei um um produto por impulso e não sei se ele é adequado para mim. É possível avaliar sua segurança apenas pela fórmula e pelas informações da embalagem. É, a gente tem que ter cuidado porque às vezes o que tá escrito na embalagem nem é o que tá dentro do do potinho, né, doutora? dependendo de onde a gente adquiriu esse produto, não é exato. É a mesma coisa. Na fórmula, nós conseguimos saber o que que vai ter ali exatamente e se serve para você, né? Então, só que são produtos que estão em dados farmacêuticos, né? Às vezes não dá para entender direito. E se você comprou por impulso, talvez não seja o produto certo para você. Às vezes você tem a pele um pouquinho mais oleosa e comprou um outro produto que não é para pele olhosa que seja. Então as não é porque você comprou que realmente pode dar certo, né? Então a gente precisa ver as fórmulas e claro quando a gente vai eh vai ter uma consulta dermatológica, não compre os produtos antes. É muito comum vocês chegarem no meu consultório já tendo uma feito uma compra grande antes e quer que eu só ajeite para vocês. E não é assim, né? Então é sempre a procedência mesmo do produto, né? se ele realmente é regularizado pela vigilância sanitária, porque existem muitos produtos que são feitos eh dentro de casa, talvez mais naturais, com extrato vegetais, que não tem nem aval de vigilância. Então isso também é um problema e é algo que tem que ser observado, é um sinal de alarme. E se você comprou o produto e está usando, veja as reações da sua pele. Qualquer vermelhidão, eritema, ardência, coceira, suspende imediatamente, procura atendimento médico. Muito bem, doutora. Vamos lá, mais uma pergunta pra gente encerrar. Estamos ao vivo. Efeito Cinderela. Quem nunca, né, caiu nessa peça aí do efeito Cinderela dos produtos de skincare da das redes, né, sociais? Vamos lá, Simone Ferreira, Douro Verde. Por que sentimos tanta confiança em uma influenciadora que parece próxima, sincera, mesmo sabendo que ela ela pode estar sendo paga para divulgar o produto? A psicologia explica. Vamos lá, Patrícia. é pela identificação, né? Eh, nós nos identificamos ou ou queremos nos identificar naquilo que foi projetado, né, naquela pessoa bem-sucedida, bonita, com filhos bonitos, com o cachorrinho Golden Retriever maravilhoso do lado, né, com a casa com piscina, eh, com o marido bonito, perfeito, atencioso, né? Isso é isso é tudo na maior parte do tempo, é fake, né? é uma coisa que foi produzida para atrair, para mostrar uma credibilidade, né? E a gente acompanha as redes sociais, né? Aquela aquela influência que tava no no auge, no topo, de repente aparece um monte de coisa mostrando que que não era tão tão bacana assim, né? Tão legal assim, mas nós temos tendência a ter essa essa identificação, né? Essa empatia, né? ela, ah, eu ela ela me entende, eu quero ser igual a ela. Então, isso daí é um, eh, o autoconhecimento, né? Eh, prestar atenção no que nos motiva a nos identificar e sempre desconfiar. Eu acho que que é importante, né? Eh, como é que fala? Bom senso e e canja de caldo de galinha, né? Fazem bem, né? Para nunca são ruins. É verdade. Não faz mal a ninguém. É isso, gente. Efeito Cinderela, né? A pressão por resultados imediatos. E aqui nós falando sobre eh esses produtos que a gente vê na internet, a importância de você eh não acreditar, né, em tudo que você vê, a importância de você buscar a informação antes de consumir ou de adquirir qualquer produtos desses. A importância também de você buscar uma avaliação dermatológica, porque a nossa pelea vai também envelhecer, assim como o nosso corpo, não é, doutora? É natural. Exato. Nós precisamos envelhecer porque se não envelhecemos o que acontece, né? Então precisa ter esse envelhecimento, é natural. E nós não queremos impedir que isso aconteça, né? A gente só quer realçar um pouquinho e talvez melhorar a qualidade da sua pele, né? É isso aí, gente. Olha, quero agradecer a sua participação, a sua audiência, a sua companhia, as perguntas que vocês mandaram, né? e agradecer também eh as nossas convidadas do programa de hoje. Acho que é muito importante a gente eh aliar sempre a saúde mental com uma outra especialização, porque tem sim um impacto na saúde mental, esse consumo exacerbado e essas frustrações que acabam surgindo a partir do momento que você acredita em um produto que está sendo vendido mesmo ele eh eh especificado ali, que é o efeito Cinderela, a gente acaba eh consumindo este produto. Ana Júlia, gostaria pra gente encerrar que orientação você deixa para quem deseja cuidar da pele, sem cair em promessas exageradas, né, feitas nas redes sociais e sem comprar muito produto, ficar utilizando um produto, depois o outro e aí de repente está suscetível aí a a uma reação alérgica que depois vai trausar eh causar aí grandes impactos. Primeiro uma avaliação médica dermatológica, porque com isso a gente consegue definir exatamente quais são os produtos certos para você. Todos os produtos nós orientamos, falamos a ordem, né? Para que que serve? A gente ajuda você a entender a sua pele e claro, precisa tomar cuidado com todos aqueles sinais de alarme que a gente falou, procedência, né, do produto, toda essa parte, né, de fatores externos. Então, rotina diz que inquer constância, não tem um milagre, não é de um dia pro outro que a sua pele vai ficar maravilhosa. É trabalho de formiguinha que eu falo, é constância, é rotina. Muito bem. Quero agradecer a sua participação, você se disponibilizar tão cedo para vir aqui, doutora, e dividir seu conhecimento conosco e nos orientar também, né, eh, referente a essa questão do efeito Cinderela. E muito obrigada, viu? Obrigada, Rubi. E nós agradecemos também a participação da nossa psicóloga Patrícia, porque a gente precisa entender que a nossa saúde mental, ela é impactada todos os dias, né? A gente tá em movimento e o emov o movimento traz um impacto e de repente uma coisa não resolvida acaba impactando a nossa saúde mental. Por isso, a importância eh da psicologia nos orientar a forma que a gente pode ter para seguir um caminho mais leve. Então, Patrícia, qual conselho você daria para quem percebe que está perdendo a mão da identidade, se olha, não se reconhece, busca eh efeito eh produtos que prometem efeitos rápidos para de repente ter uma sensação gostosa, mas depois quando o efeito passa, acaba se frustrando. Deixa pra gente um conselho aí da nossa psicóloga Patrícia, por favor. Queria agradecer eh a participação a todos os nossos ouvintes aí pela oportunidade. E eu acho que gostaria de deixar a mensagem de que nós temos que nos olhar com mais carinho, com mais acolhimento, eh valorizar as nossas individualidades, as nossas diferenças, o que nos faz únicos, né, eh, a nossa personalidade e e não querer se enquadrar, não querer estar eh parecido com todo mundo, porque o que nos faz quem somos, né, únicos, é são as nossas características. né? Eh, e o belo, né, está em quem sabe olhar. E nós temos muita beleza dentro de nós. Ah, é verdade, né? Muito bom, gente. Agradecendo você que tá aí do outro lado também, quero convidar você para continuar, né, ligadinho aqui na na programação da TV Câmara Campinas. Ao meio-dia, Gabriel Castro traz informações aqui da nossa metrópole, também do legislativo no Câmara Notícia. E a programação da TV Câmara Campinas segue com muita informação, entretenimento também produzido com muito carinho e com muita responsabilidade de toda a nossa equipe do grupo Mais especialmente para você que está com a gente. E pra gente finalizar é o autocuidado. Ele pode deixar eh ele pode ser uma ferramenta, aliás, importante para o nosso bem-estar e pra nossa autoestima, né? Mas a gente precisa lembrar que nenhum produto é capaz de resolver sozinho questões relacionadas à aceitação pessoal ou interromper aí o processo natural do envelhecimento. É natural a gente envelhecer, a gente precisa de envelhecer, faz parte da vida, a gente pode minimizar os efeitos, mas sempre procurando um médico. O efeito Cinderela recebeu esse nome justamente porque seus resultados t hora para acabar. Então, por isso, antes de acreditar em promessas milagrosas, vale sim eh buscar a informação de qualidade, orientação do profissional, que você vai com certeza desenvolver uma aí desenvolver uma relação mais equilibrada com a sua própria imagem e com a sua autoestima, gente. Tá bom? Acho que a gente tá encerrando o programa de hoje com muito conhecimento dividido. Então, quero te convidar para amanhã, a partir das 8 da manhã ao vivo, mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Amanhã a gente discute eh uma situação bem interessante, como um único acontecimento pode mudar a forma como a gente enxerga pessoas, produtos e situações. Um vídeo que viraliza um caso, por exemplo, de contaminação em um alimento ou uma notícia falsa sobre vacinas, por exemplo. Isso pode gerar medo e desconfiança em milhares de pessoas. Mas será que um episódio isolado ele representa a realidade? Porque nós temos a tendência de generalizar experiências e transformar exceções em regras. Como a desinformação influencia nossas decisões e afeta a opinião pública e de que forma a gente pode identificar informações confiáveis em meio a tantas versões circulando nas redes sociais. Bom, deu para entender o tema do próximo programa é Quando a Exceção vira a regra. E a gente espera por você amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo no YouTube e aqui na TV Câmara Campinas. Um grande abraço. Obrigada pela sua companhia. Tenha um dia maravilhoso e até amanhã, se Deus quiser. Ciao. Ciao.