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Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Estúdio Câmara

11 views Publicado 31/07/2026 HD · 1:06:01
Resumo editorial

O programa Estúdio Câmara aborda como um episódio isolado ou experiência negativa pode ganhar peso desproporcional e ser generalizado como regra, potencializado por redes sociais e fake news. Discute a importância de desacelerar antes de julgar e reconhece que opiniões são construídas por emoções e percepções, além de fatos.

Descrição do vídeo

Uma notícia isolada, uma experiência ruim com uma empresa ou um vídeo viral bastam para virar regra na cabeça de quem assiste: esse é o tema do Estúdio Câmara desta sexta-feira, 31 de julho. O debate explica por que um fato único ganha peso desproporcional na opinião pública e como as redes sociais ampliam essa distorção, além de convidar o telespectador a relatar pelo WhatsApp (19) 97829-3776 situações em que uma exceção mudou sua visão sobre algo. A produção do programa é assinada pela produtora responsável pela operação da emissora.

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A seguir, TV Câmara ao vivo. Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando. Estúdio Câmara ao vivo nesta manhã de sexta-feira, dia 31 de julho. Último dia acabou, né? Último dia do mês de julho. Que mzinho comprido, hein? Mas olha, gente, vamos pro aqui e pro agora. Vamos conversar aqui no estúdio Câmara sobre um hábito que faz parte da vida de todo mundo e que muitas vezes passa despercebido. Quando a exceção vira regra, mas do que a gente está falando? Bom, vou explicar. Sabe quando uma situação acontece uma única vez e de repente parece explicar tudo? Então, uma experiência ruim com uma empresa, de repente uma notícia que chama atenção, um vídeo que viraliza sem perceber, a gente começa a olhar para aquele assunto de uma outra forma. Mas por que será que isso acontece? Porque um episódio isolado pode ter tanto peso na nossa opinião e como as redes sociais ela elas ajudam a ampliar esse tipo de percepção. Nós vamos falar sobre isso hoje aqui no programa. O tema do estúdio Câmara é quando a exceção vira regra. E no decorrer do programa você vai entender muito bem do que nós estamos falando e também vai entender o porqu apegamos a uma notícia, um fato isolado, a uma fake news e a gente faz daquilo uma regra para a nossa vida, para o nosso dia a dia. Então participe conosco e conte pra gente, você já mudou a opinião sobre o sobre alguém, sobre uma marca ou uma situação por causa de um único episódio, um único acontecimento? Nós queremos ouvir você. 19978293776. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Os nossos convidados já estão aqui no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los. Então mande sua mensagem e conte pra gente, né? Alguma exceção virou regra na sua vida? Vamos embora. Estúdio Câmara trazendo informação para você agora. A Comissão Especial de Estudos de Políticas Públicas para pessoas com neurodivergências da Câmara de Campinas retoma os trabalhos na próxima segunda-feira, dia 3 de agosto, após o recesso parlamentar, com uma reunião que será realizada às 10 da manhã no plenário José Mari Matozinho e vai discutir a integração das políticas públicas para garantir direitos às pessoas neurodivergentes. O encontro contará com a participação da coordenadora de população e indicadores sociais do IBGE, Luanda Chaves, que vai apresentar dados do senso demográfico para subsidiar o debate. Você é convidado para participar. Mais informação chegando para você. Atenção aposentados e pensionistas do Campprev que fazem aniversário entre agosto e dezembro. Vocês devem realizar a partir de amanhã, sábado, primeiro de agosto, o recadastramento previdenciário obrigatório, tá? O procedimento inclui o senso previdenciário e a prova de vida e a necessária para manter o pagamento dos benefícios. O censo deve ser feito de forma digital pelo site do CPREVE ou pelo aplicativo CPREVE Benefícios, que está disponível para celulares Android e iOS. Este ano, a obrigação vale a apenas para quem aniversaria entre agosto e dezembro de 2026, tá? Quem faz aniversário entre janeiro e julho fará o recadastramento a partir do ano que vem. Muito bem, previsão do tempo chegando. Vamos ver como fica o nosso final de semana, né? É, depois do vento, do susto, do frio, parece que nós teremos um final de semana bem bem estável. Sexta-feira, hoje 14:27, céu azul de brigadeiros, sol brilhando lá em cima. Sábado também, mínima 13, máxima 27. É um céu lindo, maravilhoso. E domingo da mesma forma, que bom, né? Nós teremos aí um final de semana iluminado e abençoado. Aproveite para eh estar próximo de quem você gosta, para colocar em dia as suas coisas, né? Para fazer um passeio no parque, para respirar, para se regular. Um ótimo final de semana para todos nós. E agora voltamos ao tema central do nosso estúdio Câmara de hoje ao vivo. A gente precisa falar dessas generalizações, né, que a gente faz em algum momento da vida. é tão automático que muitas vezes a gente nem percebe. A gente vê uma cena, a gente escuta uma história ou a gente passa por uma experiência marcante e aí a gente tenta tirar uma conclusão rápida sobre aquilo. O problema, gente, é que nem sempre uma experiência isolada, ela representa a realidade. E em tempos de redes sociais tem informações que circulam o tempo todo e também opiniões formadas em poucos segundos que separam fato, emoção e percepção. E aí já se torna um desafio grande pra gente poder entender se é exceção, se é se vai virar regra e se a gente pode fazer da essa exceção um caminho pra nossa vida. Bom, vamos precisar de orientação, vamos precisar de entendimento. Então, por isso nós convidamos duas pessoas que entendem do assunto, entendem sobre saúde mental e também dessa dessa questão do tema de hoje, quando a exceção virar a regra. Nós vamos dar as boas-vindas ao doutor neurologista. Ele é neurologista cognitivo, é o Víor Guimarães. Doutor, seja muito bem-vindo. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Olá, bom dia. Eu que agradeço pela oportunidade. Tudo bem? Maravilha. Nós que agradecemos a sua presença. E para completar o nosso time de hoje, nós recebemos a psicóloga Caroline de Almeida. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada. Bom dia. Gente, vamos conversar, vamos conversar sobre isso, né? Eh, quando a exceção virar a regra, a gente pergunta pro doutor, quando nós transformamos uma experiência isolada em alguma conclusão geral e a gente leva isso pra vida, o que que tá acontecendo no nosso cérebro naquele momento? Por que que a gente tem certeza do que eh de algo que aconteceu uma vez e aí a gente cria um história e a gente carrega essa essa regra eh desse acontecimento, o nosso cérebro ele não consegue entender que aquilo pode não acontecer novamente. Perfeito. Essa é uma é um excelente ponto de partida aqui paraa nossa conversa e e tem uma questão que eu acho que é um um bom começo para falar com o pessoal que tá assistindo a gente, que é o seguinte: o nosso cérebro eh tem até um livro que é bem conhecido no de um de um autor que ele é que ele é psicólogo também e que ele até ganhou o Nobel, que é bem interessante, que chama Rápido e Devagar, duas maneiras de pensar. Uhum. E o que que é interessante? A gente pode resumir que no o nosso cérebro ele teria duas formas de pensar. Uma que é o que a gente usa na maior parte do tempo, que ela vem já logo de cara, que ele fala que é um sistema heurístico de pensamento. O que que isso significa? Quanto mais a gente é exposto a uma informação, a gente assimila aquilo sem fazer um juízo muito crítico, sem ter um raciocínio eh mais pormenorizado sobre aquilo. Então isso pode ser uma maneira que ajuda a gente a entender porque que a generalização acontece sem ter o pensamento crítico, porque pode ser, na verdade, uma uma maneira que o nosso cérebro arruma de a gente poder gastar menos energia para poder pensar. Isso funciona paraa maior parte das coisas. Só que em algumas coisas, em alguns momentos, pode ser que a gente acabe caindo numa armadilha. Se a gente usa muito isso e não usa a segunda forma de pensar, que é a forma mais crítica que envolve o uso de dados. Então, eu vou dar um exemplo que eu acho que ajuda a ilustrar bem eh essa essas duas maneiras de pensar. Recentemente a gente recebeu nos noticiários o sobre o relatório final que saiu do acidente da da VOPS. Foi um infortúnio que aconteceu aqui no Brasil. Acidentes aéreos sempre causam bastante comoção quando saem nas notícias. E olha o que é interessante. Muitas vezes a gente ouve pessoas que falam que tem medo de voar, que não se sentem à vontade, fala: "Ó lá, tá vendo? Eu vi a notícia, caiu o avião, infelizmente eh, um monte de gente vem a a falecer. Então isso causa uma sensação de que avião não é seguro, né? Se a gente usa esse pensamento generalista, isso a gente encorre um erro. Por quê? Se a gente faz, se a gente a partir disso nutre esse pensamento com a uma informação crítica, pensamento com dados, a gente percebe que isso é um viés, isso é uma armadilha, porque o avião é extremamente seguro para voar. É muito raro um avião cair. Eh, muita gente, na verdade, grande parte das pessoas pega carro todo dia, né? A gente pegou carro para vir para cá, provavelmente, e é muito mais provável que você se envolva num acidente muitas vezes fatal, eh, no trânsito de carros do que no acidente de avião. Só que pra gente poder ter esse pensamento envolve um gasto de energia, envolve um esforço e também um pouco de de conhecimento prévio. Então, acho que já dá para entender um pouco de por que é tão fácil, é tão mais eh comum a gente generalizar coisas e talvez não seja tão simples assim. Excelente, doutor, muito bem explicado. E a gente consegue ter o entendimento, o nosso cérebro acaba nos protegendo, acaba poupando energia e a gente acredita que um fato eh uma exceção vira a regra e a gente leva isso pra vida. Então, eh como o doutor citou, esse acidente aéreo, né? Agora eu pergunto para Caroline, eh, o poder da viralização, o poder da notícia, o poder do escândalo aliado com a emoção? Por que que as situações negativas, Carol, elas costumam marcar mais a nossa memória do que as experiências positivas? Eh, exemplo, um erro, eu posso aqui acertar o programa todo, mas se eu tiver um erro, eu vou me frustrar, eu vou levar esse erro pro meu dia, eu vou levar esse erro paraa meia-noite. Pode ser que eu perca o sono. E pode ser também que as pessoas nem se importaram com esse erro, mas eu acho que aquela pessoa se importou com o erro. Então eu acabo eh causando um monstro gigante e isso acaba atrapalhando, né, o meu dia a dia, a minha vivência. Então, por que que a gente eh tem a tendência de sempre eh prestar mais atenção aos pontos negativos do que aos pontos e experiências positivas? Perfeito. Eh, pegando um pouquinho do que o doutor falou, né? Eh, por que que a gente fica focalizado mais nas notícias negativas, seja da nossa vida pessoal como da nossa eh da nossa própria vivência? E o o nosso comportamento ele exige muito mais quando uma coisa ruim acontece do que quando uma coisa boa acontece. Então, uma coisa boa acontece e a gente só vivencia o bom, né? E a gente não precisa eh elaborar novos comportamentos como a gente precisa diante de uma coisa ruim. Então, quando a gente tem um comportamento que nós consideramos errado, nós precisamos elaborar um novo comportamento para fugir daquela situação, né? a gente precisa elaborar mecanismos de fuga. Então, a gente fica sempre preso aonde a gente deveria ter feito de diferente, o que a gente poderia ter feito de diferente, enquanto com quando acontece uma coisa boa, não existe novos comportamentos, porque foi bom, foi gostoso, nós tivemos o prazer que que essa coisa boa que aconteceu com a gente eh proporciona, né? É como se fosse assim, a gente entende que a coisa boa é algo natural e e tá tudo bem. Agora, a coisa que não é tão boa assim, aí a gente dá mais atenção. É mais ou menos isso, né, doutora? Isso mesmo. Eh, não sei se você quer complementar mais alguma coisa. Pode continuar, a gente vai conversando, tá bom? É, é porque assim, eh, aproveitando para puxar esse gancho que você até falou do do comportamento e do medo, do sistema de de fuga, isso também tem um uma base até mesmo no que não justifica, mas que com certeza contribui, que é, por exemplo, quando a gente tá numa situação negativa, a gente usa o a gente ativa o sistema límbico cerebral, que que como que funciona assim de em 10 segundos, como que daria para explicar isso? a gente tem no nosso, o nosso cérebro, ele, ele tem várias funções e uma delas é esse sistema que a gente fala sistema límbico. Uma das funções dele é ajudar a gente na sobrevivência. Então, o nosso cérebro ele evoluiu ao longo de milhares eh às vezes até milhões de anos para poder sobreviver no meio selvagem, né, na natureza. Então, o sistema de luta e fuga, o sistema límbico, quando ele é ativado, ele tem uma resposta imediata a uma situação geralmente negativa, né? Hum. Quem nunca, por exemplo, quando tava num entrou numa floresta, tava à noite num lugar e qualquer coisa que às vezes pode ser um barulhinho, uma coisa que às vezes e nem chama tanta atenção, só que dá uma sensação incontrolável de medo, assim, até pode ser até que arrepie é uma coisa, isso é a ativação mais primordial desse sistema límbico e ele é muito eh o o medo, as sensações negativas, elas ativam ele primeiro. Então acaba como se informações ruins, né? Porque agora a gente tem, o nosso cérebro ele tá numa realidade que é uma realidade digital, uma realidade de informação, não mais tanto no meio selvagem, só que não muita coisa mudou na estrutura dele. Então as informações ruins, as coisas negativas, elas têm como se fosse um um atalho biológico pro nosso cérebro. Então, já ativa direto o sistema límbico e deixa a gente nesse modo hiperativado, como se fosse um medo, uma coisa de de fuga que complementa justamente o que você tá falando. A gente tem que ativamente ir contra isso, porque senão aquilo lá vai ativando o nosso cérebro, esse modo de sobrevivência, né? Exatamente isso. A notícia ruim chega e a gente ativa o modo de sobrevivência. Então a gente, por isso que a notícia ruim viraliza tanto, né? Todo mundo quer espalhar essa notícia ruim. para meio que proteger todo mundo. Perfeito, né? E aí essa notícia e os algoritmos também ganham com esse compartilhamento, né? Então, por isso que a notícia ruim, ela fica tão evidente para todo mundo e todo mundo fica preso aquilo, que explica porque as pessoas eh têm a dificuldade de depois de ver uma notícia do de um avião, né, de um acidente aéreo que caiu, embarcar novamente num avião, né, ficam com medo, com restrições a respeito disso. E isso acontece com muitas coisas, né? Inclusive com eh vacinas, por exemplo, né? Notícias ruins a respeito de vacina, de produtos que deram algum tipo de problema na fabricação. Sim. Falando em produtos, eh o TP me acompanha aqui que eu tenho uns dados agora. Pode subir TP para mim. Tem uns dados que eu preciso ler para vocês porque a gente vai falar dos produtos, né? Eu acho que viralizou eh eh e todo mundo viu um extrato de tomate que tinha eh pelo, né, de roedores. E aí é assim, quanto mais quanto mais uma informação mexe com as emoções, mais difícil fica a gente avaliar eh com equilíbrio e senso crítico. Eh, TP, pode subir para mim que tem uns dados que eu quero passar para vocês. Pode subir. Vai lá. Vamos lá, gente. É assim, é ao vivo. E esses dados eu preciso ler, ó. Aqui, ó. eh fungos, impurezas eh inevitáveis, né? A legislação brasileira, pode deixar lá, na legislação brasileira ela tem é um parâmetro que é definido pela RDC 623 de 2022 da Anvisa. Gente, RDC significa resolução da diretoria colegiada. é uma norma que estabelece critérios técnicos e sanitários para a produção de alimentos no país. O objetivo é determinar os limites máximos aceitáveis da de matérias estranhas sem representar riscos à saúde do consumidor. Essa tolerância ela existe, porque mesmo com a tecnologia avançada e rígidos controles de qualidade, é, ó, de olha só, é tecnicamente impossível eliminar totalmente resíduos provenientes de cultivo, da colheita, do transporte, do armazenamento dos alimentos. O desafio é garantir esses níveis, é garantir que esses níveis permaneçam dentro dos padrões considerados e seguros pelas autoridades sanitárias. Por que que eu tô falando disso? Por que que eu precisei ler isso para vocês? Porque são dados importantes que a gente precisa entender que de repente um produto a eh alimentício, ele está sujeito sim a você encontrar aí você está sujeito a encontrar de repente a pele de um roedor. Vai fazer o quê? E aí viralizou a mulher com extrato de tomate lá fazendo o macarrão. Daí ela colocou o o o extrato de tomate lá na panela. Apareceu lá um rato, pedacinho lá do do roedor lá. Enfim, e aí deu um bafafá porque a rede social ajudou e muito, né? Agora, a importância eh que vocês falaram de a sensação de a gente eh colocar essa notícia, essa informação com uma ideia de proteger os demais. É mais ou menos assim que acontece? Como é que você vê na neurologia, doutor? Ó, uma coisa interessante sobre isso é que a maneira como é transmitido importa, porque é o seguinte, eh, o nosso cérebro ele já é, ele tem alguns gatilhos que já são meio embutidos de forma inconsciente para ativar esse sistema, ess sistema de defesa. Então, eh, por exemplo, nessa questão que você falou do do extrato de tomate, que foram encontrados coisas de roedores, pelinho e tal, isso aí são coisas que são automaticamente o nosso cérebro associa nojo, a coisas asquerosas desagradáveis. E esse tipo de de coisa eh já deixa o nosso cérebro no modo já pega esse atalho e já deixa ele no modo lut luto e fuga ativado, que é uma coisa que associada a desagradável. Então o sistema límpico já foi ativado, então a gente já tá meio caminho andado pra gente associar aquilo a uma coisa ruim, não ter mais o juízo crítico sobre sobre o por aquilo tá acontecendo, que mesmo que possa ter isso, que não representa um perigo à nossa saúde. Só que aí talvez já seja tarde demais no restante da reportagem ou da notícia pra pessoa pegar que aquilo não é não é uma coisa prejudicial. se ela já começa lendo, ah, tem pelo de rato no molho de tomate, já acabou ali já, entendeu? Uau! Olha só. É, então, então isso, esse atalho muitas vezes ele é perigoso. Por isso que são armadilhas cognitivas que a gente fala, são coisas que alteram o Não, que não que alteram, mas que elas prejudicam a nossa compreensão crítica sobre um assunto. É a forma de comunicação, né? Porque de repente se uma reportagem, né, Carol, que eh que vai dizer que teve lá um pelo do roedor e um estrato de tomate começasse com esse dado que eu acabei de passar, que tá previsto na legislação, que a Anvisa diz que, né, é permitido por conta disso, disso, aí de repente minimiza mais o efeito na no nosso cognitivo, no nosso cérebro. E isso é é a forma como a notícia é dada geralmente é pela emoção, né? Para captar a pessoa ali pela emoção dela. Então já é colocado uma manchete de uma forma eh impactante para que a pessoa já se assuste e talvez clique nessa matéria, mas para que essa matéria viralize nas redes sociais. Então, a pessoa fica atenta apenas ao enunciado, ali ao título e vai espalhando e entendendo que aquilo é uma verdade, sem fazer a verificação da matéria completa, de entender os dados como você trouxe aqui, de tá dando mais atenção a todo aquele conteúdo para poder discriminar se aquilo faz sentido ou não. E fazer esse processo de discriminação, ele é um exercício, né? A gente precisa aprender a discriminar. a gente aprende um pouquinho ao longo da nossa vida, mas na vida adulta a gente precisa cada vez mais fazer esse exercício de discriminar situações, notícias, comportamentos para que a gente possa ter acesso a informações mais verdadeiras, por exemplo, né, doutor? E e como que a gente treina o nosso cérebro para aprender discriminar, aprender ter discernimento e aprender a a separar, né, o que é regra, o que é exceção. Tem uma forma da gente trabalhar isso, ó. Isso, esse é um esse é um assunto interessante. E ainda pegando o gancho aqui da Carol, dessa questão do de como nosso cérebro ele é ativado nessas situações, da maneira como a notícia é transmitida em porta. Por quê? Porque além da gente já ficar nesse modo de luta ou fuga, tem uma outra questão que importa, que tá muito relacionado com as redes sociais da maneira que são hoje em dia. Então, quanto mais o ele ativar o o nosso sistema, que a gente fala de maneira bem simplificada, quanto mais ativar a liberação de dopamina, por exemplo, que é muito falado, né, é o neur a molécula, o neurotransmissor do momento, de maneira bem simplificada. Eh, então, além de deixar a gente já pegar esse atalho por meio do sistema límbico, por do sistema de defesa, o a forma com um um real no Instagram ou um TikTok, uma coisa curta, impactante em questão de segundos, isso já direciona o nosso cérebro pra maneira como ele vai interpretar e até com quem vai compartilhar aquilo. Nossa. Então assim, é dá aquele aquele pool de dopamina, aquele aquele monte de de neurotransmissor já num num primeiro momento que já faz com que a gente leia só a manchete e já queira compartilhar com as outras pessoas que tão eh selecionadas no na nossa mente, que que a gente acha que aquilo vai ser importante. E o exercício que envolve uma coisa mais ativa, envolve uma demanda de você, não, deixa eu ler certinho sobre isso daqui com calma que vai gastar mais tempo, isso acaba ficando em segundo plano. E aí agora que eu acho que seria interessante, aproveitando isso e a questão das vacinas que que foram comentadas, assim, eh dois conceitos que eu acho legais pra gente poder abordar e compartilhar aqui de maneiras como que a gente poderia evitar isso. Então, a gente tem estudos mostrando que você negar aquilo depois que o estrago já foi feito não parece não ser tão eficiente. Isso, isso é interessante. Então, foi circulada uma notícia dessa aí, a questão do detergente, a questão do extrato de tomate e vira alguém depois para falar: "Ó, não, não é bem assim. Eh, tem que eh vocês acabaram interpretando da maneira errada, fizeram o estudo e mostraram que mesmo depois que as pessoas receberam a informação correta, quando elas tinham que responder perguntas sobre aquela primeira informação, elas ainda assim respondiam errado. E então parece que tentar remediar o problema não é tão eficaz. Isso até uma questão interessante que é um pouco da área que você trabalha, né, de quais comportamentos que a gente pode usar para mudar um comportamento anterior, né? Aham. Eh, para pra gente mudar um comportamento, a gente precisa se comportar e aprender novos comportamentos, né? Então, eh, pegando um pouco do que ele falou e levando um pouco paraas redes sociais, né? Eh, por que que a gente imediatamente quer já mandar a notícia para alguém sem ler? Exato. É uma emoção. Foi gerada uma emoção que a gente quer compartilhar com alguém. Até uma ansiedade, será? Uma ansiedade, né? Uma não preciso compartilhar, não posso perder essa notícia aqui. E a forma como as redes sociais estão sendo feitas hoje é justamente para isso, né? Os vídeos são muito curtos, as notícias são muito curtas, as pessoas não perdem mais tanto tempo, por exemplo, lendo um texto no Instagram. Uhum. Né? elas vão pro vídeo explicativo que é mais curto, que é mais rápido e às vezes comem milhares de informações. E nós temos também que levar em consideração que hoje nós temos muitas pessoas na internet falando muitas coisas diferentes. Então também gera um problema de confiança, né? Exato. Em quem confiar, porque ao mesmo tempo que tem uma pessoa falando que é tudo bem você beber água com sal de manhã e isso faz bem, tem uma pessoa falando que não, isso não é bom, isso pode causar um problema. Então, em quem confiar? Então, não é culpa só do do da pessoa final, né, da pessoa que tá consumindo, mas também como as coisas estão sendo moldadas. Nossa, gente, e quando vocês falam assim, eu acho lindo vocês falarem porque eh eu tenho buscado informações para poder trabalhar o programa aqui com os profissionais e o nosso cérebro é maravilhoso, né? Quem sou eu para falar? Mas assim, eh é lindo, é lindo. O pouco de conhecimento que a gente vai adquirindo, você vai vendo que é especial. E aí vocês falando aqui me vem a ideia, né, do desenho aqui do cérebro. Daí nós temos lá o sistema límbico, né, luta e fuga. E aí nós temos a dopamina, que é a dopamina barata, que todo mundo fala que tá na moda e é o que vai alimentando o nosso cérebro, colocando a gente numa zona de conforto. Mas nós temos também o córtex pré-frontal, que é aquela parte que tem o poder da tomada de decisões. Ele tá sendo abafado, doutor, porque a gente não tá tomando decisão nenhuma. E quando a gente fala dessa exceção que vira a regra, o córtex pré-frontal parece que ele desaparece do mapa, porque a gente não tem o poder da tomada de decisão, a gente não tem o poder de diferenciar, de entender que aquilo é simplesmente uma exceção que aconteceu, foi dolorido, impactou muita gente, mas não é uma regra. Cótex préfrontal tá meio abafadinho ali. É. E e e isso é muito interessante, esse conceito do abafamento do córtex pré-frontal, ele tem até uma uma base biológica mesmo que é muito estudado hoje em dia, que é assim, muita gente às vezes chega na na no consultório, nas consultas falando: "Ó, eu tô ficando muito esquecido, eu tô com dificuldade de prestar atenção, eu fico com uma névoa na cabeça, isso aí é comum a múltiplas condições." Sim. Qual que é ideia que a gente tem hoje, que é a sobrecarga frontal. Então o nosso préfrontal ele precisa tá, ele é, ele é como se fosse o maestro de uma orquestra, então ele precisa est sempre ali funcionando certinho para ele regir. Então o sistema límpico quando ele é ativado, ele vai mandar informações pro Córtex pré-frontal. Ó, isso aí é isso é perigoso e a sua decisão tem que ser baseada nisso. Aí a o sistema dopamer vai falar: "Não, isso aí é prazeroso, faça mais isso". Entendeu? Humum. E quando ele tá sobrecarregado por outras coisas alheias a a ele próprio, fica mais difícil para ele tomar uma decisão. Essa sobrecarga pode ser tanto por essas outras vias que a gente falou que estão superativados em algumas situações, como também por outras condições que são muito contemporâneas a gente são muito comuns ao nosso tempo. Por exemplo, foi falado da própria ansiedade. A gente sabe que pessoas que têm sintomas de ansiedade que tão presentes, a ansiedade é um fator que sobrecarrega o córtex pré-frontal, que na nossa sociedade é muito sobrecarregado. E aí isso talvez possa ser a gota d'água num balde que já tá ali transbordando para que a gente não possa tomar a melhor decisão. Eu costumo usar uma metáfora que eu acho que ilustra bem. Imagina que você tá dirigindo um carro e o esse você dirigindo o carro é como se fosse o papel do Córtex pré-frontal. E aí vai vindo vários papeizinhos ali no seu para-brisa que são as múltiplas informações que a gente é bombardeado a todo momento. Uhum. A função do Crtex pré-frontal, uma delas, né, é justamente escolher quais informações eu vou pegar e vou jogar ele para dentro do meu carro que são relevantes e quais que eu vou ligar o limpador de para-brisa e vou jogar para fora que não são relevantes. Só que quando tem essa sobrecarga aí pode ser que venha tanto papelzinho que você não consegue nem enxergar a estrada que você tá dirigindo. E aí o que que você precisa fazer? Você precisa ligar o limpador de para-brisa para limpar ali, senão você não consegue mais dirigir. E pode ser que nisso você acabe jogando para fora informações que seriam relevantes ou que você acabe pegando qualquer coisa e jogue para dentro uma coisa que não precisava. Isso ajuda, esse conceito de sobrecarga frontal, que é muito comum no nos dias de hoje, ajuda a gente a entender por que às vezes a nossa decisão parece que não é melhor, porque às vezes a nossa a nossa memória parece que não tá da melhor maneira possível, porque que a nossa vida parece que é mais difícil do que realmente é o que a gente falou não é o que a gente gostaria de ter falado. Então é bem interessante isso daí. Au! E é muito interessante como a psicologia tem que se alinhar com as neurociências, né? Porque eh uma coisa que a gente sempre debate eh com os nossos colegas profissionais é como eh os efeitos fisiológicos da ansiedade, por exemplo, a modificam a forma como aquela pessoa interage com o ambiente com quem ela tá interagindo. Então a fala dele foi muito interessante por isso, porque quando uma pessoa tem um transtorno de ansiedade, a gente tem um organismo funcionando de uma forma diferente. não é igual a uma pessoa que não está sofrendo de um transtorno. Então é o que ele falou, essa pessoa ela não consegue enxergar os fatos como eles são exatamente por conta desse transtorno que tá acontecendo no organismo dela e ela não consegue entender às vezes uma situação que não foi ofensiva, por exemplo, como não ofensiva. Sim, porque tem algo acontecendo que tá modificando a forma como ela interpreta o mundo, né? Exatamente. E e é interessante essa questão de como interpreta o mundo, de mudanças que a gente pode propor para poder melhorar a maneira como isso acontece. E até voltando sobre o tema da vacina de novo, da questão da vacina e fake news de vacina, que eu comentei agora a pouco que tem estudos que mostram que ficar corrigindo uma um estrago que já foi feito, uma fake news que já foi espalhada, uma desinformação, alguma coisa já generalizada, mas tem estudos eh mostrando que talvez a vacinação de de informação seja um caminho que possa ser seguido. Então, o que o que que é interessante? Então, em vez de eu esperar acontecer uma coisa, esperar uma uma fake news espalhar para poder correr atrás do problema, talvez antes dela acontecer você já dá pequenas doses paraas pessoas de como eh entender uma notícia que chega para ela, de identificar questões que ela pode ver na hora que uma notícia tá sendo transmitida, como a manchete é escrita, eh formas como que a linguagem afeta ela, ela desconfiou Opa, talvez isso aqui não seja verdade antes dela assimilar aquilo como verdade. Isso é muito interessante. Então, vou dar um exemplo, né, até de coisas que a gente falou aqui antes. Eh, eh, eles usaram nos participantes, eles colocaram uma manchete, várias manchetes, e nessas manchetes, algumas eles colocavam palavras que evocavam nojo, desprezo, sensações negativas e outras palavras mais neutras, eh, coisas que não evocavam tanto isso. E eles viam que as pessoas que eh eram mais atraídas pelas notícias com as palavras negativas. Só que quando eles ensinavam essas pessoas a identificarem quais eram essas palavras gatilho, depois quando eles repetiram o teste, essas pessoas elas não se identificavam mais tanto com as notícias que tinham as palavras negativas, pelo contrário, mas com as notícias com as palavras neutras. Então, talvez a gente repensar a maneira como a gente interpreta informação, possa eh uma vacinação contra uma fake news possa ser um começo para pra gente poder entender melhor e cair menos nessas armadilhas. Então, seria mais a disseminação do conhecimento científico das notícias de uma forma mais ampla. Isso. Não só apenas quando o problema acontece. Seria isso, né, que você tá falando. Exatamente. Bacana. Excelente. Agora, eh, tem algo bem interessante, doutor, que eu gostaria de pontuar e Carol também. Vamos lá, voltamos na questão do acidente aéreo, né? Ã, o momento aconteceu, a situação aconteceu, eh todo mundo, né, ficou ali, eh, recioso de entrar em um avião, né, e, e com medo. OK. Eh, a notícia foi dada, a informação das causas do acidente aéreo também foi eh repassada e agora a pessoa vai precisa de uma viagem, vai precisar viajar de avião e ela vai sentir um medo e ela vai sentir uma paralisação porque o medo paralisa. Mesmo sabendo das causas, mesmo sabendo que poderia ter, que que é um fato isolado, ela vai sentir o medo. Dr. E Carol, como é que nós vamos trabalhar esse medo, essa paralisação? E essa ansiedade que pode vir junto com esse medo, nesse momento em que a pessoa ela precisa ter a decisão de seguir viagem, mesmo sabendo que é um fato isolado, mas ela tá presa àquela forma que foi noticiada e aquele impacto, né, que causou o acidente aéreo. Acho que talvez seja uma área que a Carol tenha muita expertice lá, Carol, por gentileza nos ensina. a gente pode começar a perder um medo através da de pequenas exposições a esse medo, né? Então, vou usar um outro exemplo que é mais simples, o medo de entrar no elevador. Ah, é verdade. É um medo mais simples e mais fácil da gente ilustrar pras pessoas, né? Então, como que a gente perde o medo de entrar num elevador? Hum. Primeiro a gente começa se aproximando deste elevador até que esses respondentes, né, que a gente começa a sentir essa ansiedade, esse taque cardíaco, esse calor, ele vá se disseminando e a gente vai fazendo aos poucos essa aproximação. Mas aí na primeira vez que a gente vai usar o elevador, a gente já vai apertar o botão e subir? Não pode, né? essa pessoa vai entrar em pânico dentro deste elevador. Então, microexposições dentro deste ambiente para pessoa se ambientar aos poucos vai ajudando a disseminar o medo. O processo do avião é um pouco mais complicado, porque a gente não pode entrar lá para ir se expondo aos poucos a aproximação do elevador, mas a gente pode fazer isso através de outras coisas, por exemplo, assistindo filmes que as pessoas andam de avião e estão tendo uma boa experiência, né? experiência ruim, saindo vivas deste elevador. Pode ser uma ideia pra gente começar essa pequena exposição a uma coisa que tá sendo aversiva para você, que tá te causando ansiedade e diminuindo esses respondentes. Mas a gente só vai ter certeza de que não aconteceu depois que a gente tiver esta experiência, né? Então a gente chama isso de teste de realidade. Muitas coisas a gente precisa fazer um teste de realidade para ver como essa situação vai ser. Uau! Então, o avião é um exemplo, o elevador é um exemplo, mas a gente pode ir fazendo aproximações sucessivas aos poucos pra gente se acostumando com essa experiência. a gente vai moldando, né, o nosso o nosso cérebro, o nosso entendimento, para que a gente possa eh ter daí a coragem de eh repetir aquele ato que aconteceu, aquele ato que de repente alguém fez e causou um impacto muito grande. Agora, nessa questão eh dos dos alimentos, né, e do detergente até que que aconteceu aí dessa eh notícia que se espalhou e acabou sendo uma notícia negativa, a avaliação do doutor, eh por mais que essa notícia tenha sido eh eh corrigida, né, as pessoas eh explicaram o que aconteceu e o consumidor na hora que ele vai ao supermercado ele vai ter o no automático ele vai pegar aquele produto ou ele vai olhar e vai falar: "Opa, pera aí, vai lembrar daquela situação". Pois é. Aí agora é uma coisa que a gente recapitulou tudo que a gente falou, né? com que nem a o pensamento heurístico, o pensamento não baseado em informações, é que a tendência é até por uma questão de aversão que pode ter sido propagada pela fake news é que ele evite. E não só a gente acredita que isso aconteça como aconteceu, né? Sim, a gente viu que que os produtos daquela marca, mesmo eh tendo sido falado que eram alguns lotes específicos, foi foi todo um um bafafá sobre e aí eu acho que uma coisa que ajuda nessas situações é de volta aquela questão das pequenas vacinas sobre Sim. Então, se a pessoa tem recebe uma dose dessa dessa pequena vacina antes do do estrago ser feito, ela já vai conseguir na hora que que for comprar entender qual que é o risco, entender qual que é a possibilidade para poder tomar a melhor decisão. E até inclusive voltando sobre a questão que a Carol tava comentando sobre a hora que essas experiências, a exposição gradativa para poder superar um medo, para poder tomar melhor decisão. Tem até uma uma coisa que é interessante que é assim, pra gente poder aprender e reter uma coisa em longo prazo, a gente sabe que é muito mais eficaz a gente associar aquilo a estímulos positivos do que a estímulos negativos. Então, tem um um experimento clássico que foi feito com pilotos de avião, eh, treinamento de pilotos de de avião, pilotos de caça. Como como que eles fizeram? Em alguns deles, eles fizeram eles recebiam só feedback negativo. Então, eles faziam um erro, eles eram punidos por causa disso. E outros recebiam feedback positivo. Então, quando eles acertavam uma coisa, eles eram elogiados e eram incentivados a continuar fazendo aquilo melhor ainda. Olha só que interessante os resultados. Em curto prazo, a curva de aprendizado dos dois, os que os que recebiam o feedback negativo e o feedback positivo, era praticamente a mesma. Uhum. Só que em longo prazo os que recebiam o feedback negativo não conseguiam sustentar ou tinham uma melhora pior do que os que recebiam feedback positivo. Então assim, eh se a gente tá fazendo, tem uma coisa que a gente quer que a pessoa perca medo, que a gente quer que ela aprenda melhor sobre aquilo, é mais interessante. É porque pode parecer mais óbvio que se a gente der uma pancada e falar: "Não é assim, ela vai entender aquilo." Só que depois de um tempo ela pode voltar a fazer aquela coisa ruim. E se a gente fizer um reforço positivo, parece que isso perpetua o comportamento adequado durante mais tempo. Então é é um complemento interessante. É, achei perfeito o que ele falou, né? Eh, a gente tem que entender o que tá por trás daquele comportamento. Então, voltando ao avião, será que o medo é realmente do avião ou tem outra coisa acontecendo que precisa ser analisada, que você tá fugindo dessa situação, se esquivando dessa situação? Muitas vezes tem uma coisa por trás e o que ele falou foi perfeito, né? Eh, o reforço positivo, ele é melhor para a instalação de novos comportamentos. Então, eh, ficar apenas criticando alguém que tá com medo de avião vai resolver o problema, não vai. A gente tem que fazer novos comportamentos, experiências positivas e reforçando os bons comportamentos dessa pessoa para que ela aprenda um novo um novo comportamento, né? Igual a gente faz com criança. Uhum. Né? a gente vai ensinando a criança através eh novos comportamentos através do que ela tá aprendendo com, por exemplo, comeceu começou a andar, a gente comemora quando essa criança começou a andar, né? A gente incentiva essa criança a levantar, a colocar a mão no sofá, a andar, a ter essa experiência e com isso ela vai desenvolvendo esse comportamento dela. Uhum. E isso vale ao longo da vida, né? Então o reforço positivo, ele ensina novos comportamentos. ou aversivo ou a coisa aversiva também faz com que a gente emita novos comportamentos, mas através do reforço positivo a gente consegue eh permanecer com aqueles comportamentos, né? Então, nossa, gente, que que aula que vocês dão, né? Que que maravilhoso a gente entendendo eh o por que os casos isolados ganham força, a gente entendendo porque que às vezes a gente faz eh de uma exceção, né, uma regra paraa nossa vida. E a gente entendendo que nós precisamos eh moldar, né, o nosso comportamento, o nosso cérebro e também entendendo que a forma como é comunicada a situação tem um impacto muito grande no nosso entendimento, né? Como nós vamos captar essa informação. Maravilhoso, viu? 8:42. Agora o pessoal de casa tá participando conosco. A produção tá avisando que a gente tem algumas perguntas. Vamos ver então quem é que tá com a gente e qual a dúvida ou o compartilhamento de experiências também que acontece bastante por aqui. A gente fica muito feliz porque você tá aí do outro lado. Produção, pode colocar na tela a primeira pergunta pra gente, por favor? Olha só, Marcos Vinícius do Jardim Aurélia. Já acreditei numa notícia falsa e mesmo depois de desmentido, ela continuou parecendo verdadeira. Porque a correção demora a substituir a primeira versão. Olha aí, vai de encontro com o que o doutor falou, né, doutor? É, exatamente. Então, Marcos, ní Marcos, eh, é o é o que a gente tá falando aqui. Então, a informação, a informação falsa, ela tem atalhos pro nosso cérebro, né? Então, ela ativa esse sistema de lutofuga, então o nosso cérebro já fica mais propenso a receber. Muitas vezes ela é transmitida com palavras que são gatilho pra gente querer eh armazenar aquilo que libera mais dopamina. Então, eh, com vídeos, eh, pessoas fazendo de forma que aquilo fique mais embutido na nossa mente. E aí, e a gente tem estudo que mostra também que é difícil correr atrás do prejuízo depois que ele já foi instalado. Infelizmente, eh, o nosso cérebro ele evoluiu de forma que isso ajudava a gente a sobreviver em tempos que era importante esse tipo de mecanismo para poder aprender coisas ruins que poderiam acontecer conosco na natureza. Só que hoje em dia isso acaba se tornando uma armadilha. Então é totalmente justificável. E o o que você sente pelo que a gente conversou aqui. E não é fácil, mas com com as dicas que a gente deu, a gente garante que vai diminuir esse tipo de sensação ruim. Muito bem. Muito bem. 8:44, mais uma pergunta. A gente direciona paraa Carol agora, nossa psicóloga do programa de hoje, Márcia Lopes do Campo Grande. Olha só, Carol, meu filho viveu uma situação ruim na escola. E agora diz que odeio estudar, como ajudá-lo a não transformar aquela experiência em uma verdade sobre tudo? Olha que interessante, Carol. Muito boa pergunta e e vai de encontro com o que a gente falou também sobre o reforço positivo, né? Transformar a situação ruim através do reforço positivo. Então, na escola aconteceu uma situação ruim. A gente precisa entender essa situação, entender com essa criança o que foi que aconteceu, ver se se existem condições possíveis de serem manejadas dentro dessa escola para que esse tipo de situação não aconteça novamente. E com os estudos em casa, por exemplo, ir reforçando essa criança através dos estudos que ela tá produzindo em casa com comportamentos positivos, né? Na análise do comportamento, a gente chama de contingências, com contingências positivas para que essa criança vá entendendo que o estudo é bom, é gostoso, faz parte da vida dela, ensinando ela a gostar de estudar, né? Então, não somente com o conteúdo programático da escola, mas com livros que ela possa gostar, né? Com histórias divertidas para ela ler, se interessar por ler, gostar dessa atividade de leitura. Isso vai ajudando a modificar esse comportamento para que essa criança vá gostando das atividades relacionadas ao estudo, né? Muito bem. Até porque essa situação ruim que a criança viveu na escola, eh, pode ter causado um bloqueio. Por isso que ele odeio estudar, né? A situação ruim eu vivi, eu não quero mais viver essa situação ruim. O que é a situação ruim? Ah, eu ir na escola porque vai acontecer aquilo de novo, né, doutor? E olha que coisa interessante, a gente acha que o ser humano que tem que tem toda essa capacidade, a gente foca muito no nosso cérebro, só que tem vários outros animais também que têm funções cognitivas superiores, funções mentais elevadas. Vou dar um exemplo que eu acho bem legal sobre os corvos, né? Os corvos são um dos tipos de aves mais inteligentes que existem. Uhum. E tem um relato de um cientista que pesquisava Corv, estudava Corvus, que eu acho que ilustra bem como às vezes uma coisa, uma experiência negativa, ela pode pegar, inclusive ela pode ser transmitida pra frente. Então esse pesquisador ele tinha que estudar corvos e aí para isso ele ia lá e tinha que ficar mexendo nos ninhos deles, nas árvores e isso irritava lá o ninho dos corvos, porque eles se sentiam ameaçados ali no território deles. E olha só que interessante, esse pesquisador passou um tempo, ele ele saiu daquele lugar que ele fazia pesquisa e ficou muitos anos lá. E as aves, assim, as gerações passam em questão de 5, 10 anos, já são outras aves que estavam lá. E ele voltou décadas depois e com certeza os corvos que estavam naquela região não eram mais os corvos que estavam antes. E ele lembrava que de tanto que ele perturbava aquela família de corvos lá na época que ele fazia pesquisa no início, só de ele passar embaixo da árvore, mesmo sem ir lá irritar eles, eles já ficavam todos alvoroçados, atacavam ele. E aí, sei lá, 20 anos depois, quando ele voltou, os outros corvos que tavam lá também tinham esse comportamento de atacar e ficar irritado só com ele. Olha isso. Então, os corvos transmitiram paraas gerações futuras o rosto dele, que era uma coisa negativa e que toda vez que aquele cara passasse, mesmo que fosse muitos anos depois, eles ainda se irritavam com ele. Então é, se tem uma coisa negativa que fica enraizada, realmente não é fácil nem pra gente, nem pros passarinhos conseguir esquecer. Imagina pras crianças, que é o caso da nossa da nossa telespectadora, né? Então precisa eh cuidar, né, e acolher esse momento da criança, né, e moldar o pensamento dela e trabalhar coisas positivas referente à escola. É isso, né, Carol? Isso. Isso que é o que ele falou, né? a experiência negativa fica, então a gente precisa transformar através de novas experiências positivas. Exatamente. Porque a experiência negativa, como a situação aí do estudo dos corpos, eh, pode causar um impacto muito grande, né? Vamos lá. 8:48, mais uma pergunta pra gente, por favor. Produção, pode colocar na tela, por favor. Vamos lá. Rafael Almeida do Swift, bom dia, Rafa. Depois de uma experiência ruim vivida sob pressão, algumas pessoas passam a acreditar que aquilo sempre vai acontecer. É, o estresse pode levar ao cérebro a transformar um caso isolado em regra. É, o estresse também tem a ver com isso, doutor. Com certeza, Rafael. O estresse ele é um estímulo que ele é uma manifesta, na verdade, o estresse ele é tanto um estímulo quanto uma manifestação da ativação do nosso corpo daquele sistema de lutofuga. Então, como a gente conversou, eh, inclusive na nossa sociedade, que a gente é uma sociedade de imediatismo, de muita ansiedade, eh esse sistema, se ele fica ativado cronicamente, ou seja, eh, quase o tempo todo, esse estresse contínuo leva o nosso corpo a ficar no estado de hiperalerta, de hipervigilância. Então a gente fica muito mais propenso a receber coisas negativas e guardar elas como verdade, ou seja, fake news, coisas associadas a a coisas ruins, do que ter paciência e ter um pouco mais de de vontade de fazer um juízo crítico e naquele pensamento que demanda mais energia, porque num estado de estresse, no estado de lutofuga, eh o nosso corpo ele não é programado para gastar energia, ele é programado para ter uma reação rápida e imediata. Então o estresse ele tá muito sim relacionado a a esse tipo de de questão. Sim, é bom a gente falar do estress porque é algo que a gente vive no dia a dia e esse dia a dia nosso anda muito acelerado, né, Carol? E aí com o estresse a gente acaba perdendo um pouco a noção. E quando a gente fala perder a noção, né, na nossa linguagem, a linguagem de vocês seria e essa questão de tomar decisões, essa questão de ter o senso crítico, não é? Uhum. É. E eu achei muito interessante que a pergunta que foi feita, né, do Rafael, né, eh, sobre ela, Rafael Almeida, sobre as regras, né, nós, eh, a partir das experiências que a gente vive, nós elaboramos regras para nós mesmos, né? Sim. Através das nossas próprias experiências e através da experiência de outras pessoas, né? Então, acho que uma regra que que é instituída na infância, que todo mundo deve lembrar, é comer manga com leite. Não pode. Verdade. Aham. E as regras elas são passadas de forma geracional, como o caso dos corvos, né? Elas são passadas de de formas geracionais no no ser humano, né? E nós vamos estabelecendo essas regras também através da experiência. Como a gente modifica essas regras? Vivendo novamente novas experiências. E como a gente alivia o estresse que é causado no nosso corpo através de atividades na nossa vida, né? Então, a gente não pode ficar apenas no trabalho e casa. Humum. Né? A gente precisa trabalhar, a gente precisa estudar, a gente precisa ir para casa, mas a gente precisa ter lazer na nossa vida. O lazer na nossa sociedade é ele é colocado como uma coisa que talvez você não devesse fazer, né? você devia trabalhar mais e tudo mais, mas não. Ele é muito importante pra nossa sobrevivência, porque se nós não temos o lazer, nós não temos um lugar onde a gente aprende novas experiências, a gente alivia o nosso estress e no entramos naquele modo, por exemplo, o burnout, né? Porque a gente só vai pra casa e pro trabalho e não vive momentos em que a gente pode possa dispersar esse estress através do lazer, através da atividade física. São elementos muito importantes que devem estar na nossa vida constantemente. E e até interess muito interessante isso que você falou do lazer e sair do ambiente do trabalho e o ambiente da da casa, que é um conceito que tá sendo emergente, que é o do terceiro espaço, né? Talvez algumas pessoas já tenham até lido sobre qual que é o terceiro espaço. Para saber qual o terceiro tem que saber quais são os dois primeiros. O primeiro é o ambiente doméstico, então a sua família, as pessoas com quem você mora. O segundo é o ambiente do estudo ou do trabalho e coisas relacionadas a ele. Tem gente que fala: "Ah, mas eu, por exemplo, eu costumo sair para ir no bar, eu costumo sair com os colegas de trabalho." Ainda assim é sobre o trabalho, entendeu? Então, o terceiro espaço, ele parece ser uma coisa que é essencial para que a gente consiga ter uma vivência plena. Então, justamente isso, o o lugar eh o espaço em que você vai encontrar pessoas que não tão relacionadas nem ao primeiro, nem ao segundo. Então, seja praticando um exercício físico com um grupo de pessoas no futebol ou no vôlei ou ou na academia, seja você frequentando alguma comunidade, uma comunidade religiosa ou uma comunidade que faz, que presta serviços sociais, coisas que não tenham a ver com os dois primeiros espaços, porque eh no nas últimas décadas, principalmente a partir dos anos 50, o terceiro espaço foi perdendo lugar na nossa sociedade eh do capitalismo que eh valoriza muito a produtividade laboral do trabalho. E aí quando o terceiro espaço diminui, isso parece nos estudos que tá associado ao maior índice de ansiedade, estresse e outras consequências disso, como burnout, transtorno de de estresse pós-traumático, a síndrome do pânico, depressão. Então, é muito interessante a gente valorizar esse terceiro espaço, essas coisas que não são o trabalho, nem a casa. O tema para um próximo programa, o terceiro espaço. Produção, vai anotando aí, vai. Vamos lá. 8:54, a última pergunta do programa de hoje. Já já a gente vai para as considerações finais. Quanto ensinamento, né, gente? Como é gostoso entender como funciona o nosso cérebro, como a gente pode nos adaptar, a gente pode nos moldar e a gente tá em movimento, em mudança constante. Isso aqui é um pouquinho só de um autoconhecimento que você pode levar pra sua vida. e com pessoas que são gabaritadas eh eh especialistas no assunto. E hoje a gente fala dessa questão, né, quando a exceção vira a regra, né, os casos isolados que a gente acaba acreditando e e levando pra vida e também acaba nos bloqueando da oportunidade de poder viver experiências. Vamos lá. O Leandro Costa do Jardim Eulina. Tem gente que sofre uma decepção, olha aí, ó. Interessante isso também, né? Tem gente que sofre uma decepção amorosa e passa a dizer que ninguém presta. É o que a gente mais ouve. Quando essa defesa protege e quando começa a impedir novos vínculos. Ô Carol, olha só que interessante isso, né? É um ponto que nós não trouxemos no programa, mas é uma questão também que é uma exceção que virou regra de repente, né? Porque tem aquela questão também eh das crenças limitantes, né? Aí, porque a gente ouve falar e a gente vai acreditando e acaba nos limitando. Uhum. É, e muito interessante a pergunta dele, né? Quando isso começa a impedir novos vínculos? Então, eh, quando isso vira uma regra e a gente entende que ninguém é bom, que ninguém é possível de ter uma boa relação, é todo mundo tóxico, isso começa a ser um problema, porque é muito importante na nossa vida que nós tenhamos novos vínculos ao longo da nossa vida, né? Então, pensando especificamente sobre relações amorosas, né? Não imediatamente assim que você saiu de um relacionamento, você precisa entrar em outro, mas com o tempo, conforme você entende tudo que aconteceu no seu relacionamento anterior, de bom ou de ruim, e você vai compreendendo as ações que poderiam ser da sua parte diferente, um próximo relacionamento, você também tem que ir se abrindo para essas novas possibilidades e conhecendo pessoas, né? Porque quando a gente entra em contato com alguém, a gente vai ter essa experiência de saber se essa pessoa é uma pessoa bacana ou não. Claro que num futuro ela pode nos surpreender, mas a gente tem que confiar, né? E a confiança ela não é bem uma conquista. A gente dá essa confiança à pessoa, né? E a partir desta confiança já dada, a gente vai construindo uma relação. Às vezes essas pessoas perdem a nossa confiança, mas ela não é uma conquista da outra pessoa de ter que conquistar a nossa confiança. É um voto que a gente faz a alguém, né? Confiamos, confio em você. E a partir disso se constrói uma relação em que essa confiança vai sendo fortificada, estabelecida e possibilitando um aprofundamento dessa relação. Muito bem. Bom, doutor, por gentileza, quer pontuar a a pergunta aí do nosso telespectador Leandro? Achei bem interessante a colocação dele. É bem interessante. E aí, voltando no que a Carol falou que é muito interessante, a questão da confiança, porque pra gente poder estabelecer esse esse vínculo, ele não envolve só um fator. Alguém falou: "Confia em mim". E aí a pessoa vai falar: "Tá bom, estou confiando". É uma construção, né? E a construção, como ele é um processo que é gradual, o nosso cérebro ele tende assim, não querendo dar uma base biológica para poder explicar tudo, mas é uma coisa que influencia criar momentos positivos com a pessoa, fazer esses reforços positivos graduais, vai liberando mais neurotransmissores que são associados a prazer. Então, no início era mais uma questão de desconfiança e medo, que são aqueles outros que a gente já conversou, que são associados a coisas negativas e que vem primeiro, que costuma ser uma coisa já que a gente teve uma experiência ruim, a gente já associa uma coisa negativa, mas a construção desses reforços positivos, momentos prazerosos, que vai liberando ositocina, dopamina, aí esse vínculo vai sendo fortalecido do ponto de vista biológico mesmo. é é uma coisa social da interação entre dois seres humanos e dois cérebros também que estão se conectando e as novas sinapses, né, vão sendo construídas através dessa dessa relação, moldar com coisas positivas, assim como o caso da escola que eh não teve uma experiência boa, a gente tem que moldar com coisas positivas. Ah, o caso, né, do relacionamento que você não teve uma experiência boa, mas o próximo pode ser bom, né? É só você ir moldando o seu cérebro e apresentando coisas positivas para ele. Nosso cérebro é fenomenal e vocês são maravilhosos. A gente precisa encerrar o programa. Quero agradecer demais a participação de vocês, Carol, Dr. Víor. Então, eh, por gentileza, deixa uma mensagem aí pro pessoal de casa, né, que tá assistindo o programa hoje, que se identificou com o nosso tema e que entendeu um pouquinho do que vocês passaram, né? E a gente precisa aprender que às vezes eh é uma exceção, é não é uma regra e a gente pode sim mudar a situação e caminhar de uma forma mais leve. Então as considerações finais com uma dica para você de casa, Dr. Víor. Obrigada pela sua participação. Eu que agradeço. Então acho que a dica que fica pro pessoal de casa é além de de agradecer pela audiência e pela atenção, que hoje é um recurso muito valioso, né? atenção em alguma coisa. Eh, sempre que você chegar uma notícia que você lê duas linhas, poucas palavras, e você fica impactado, você aquilo prende a sua atenção muito rápido, tenta parar um pouquinho antes de compartilhar e pensar, será que realmente é isso? Não custa nada tirar 10 segundos e e procurar no Google hoje em dia, até mesmo usar alguma alguma inteligência artificial de linguagem para ver se realmente é aquilo ou se tem alguma outra coisa por trás. E cada dia, até mesmo com imagem, vídeo, fica mais difícil. Então esse senso crítico tem que tá bem apurado. Eu sei que não é fácil. A gente tem deu várias explicações aqui porque não é fácil. Tem muitas armadilhas que até mesmo o nosso cérebro causa na gente, mas com cautela e com atenção a gente chega lá. Muito bem. Um um abraço. Foi um prazer. Muito obrigado, doutor. Prazer é todo nosso. Agora nossa psicóloga Caroline, obrigada pela sua participação e que reflexão você deixa aí para quem sente que está sendo influenciado, né, pelo medo ou pelo excesso de informações que nós falamos tanto aqui pela forma com que a informação ela ela chega até nós. Eh, gostaria que você deixasse uma dica pros nossos telespectadores. Quero agradecer demais a sua participação, a sua presença, o compartilhamento de informação, a troca de vocês que foi magnífica. Muito obrigada, Carol. Eu que agradeço o convite. Foi uma honra aqui estar aqui com vocês hoje, tá discutindo esse tema, mas eu acho que a dica principal que eu posso dar é cuidado com o tempo que você passa nas redes sociais. Uhum. Eh, o tempo que a gente se dedica a esse esse ambiente, né, que são as redes sociais, a gente é bombardeado com muitas informações e aí fica difícil da gente conseguir fazer uma separação do que é correto e do que é incorreto pela quantidade de vezes que uma informação errada é colocada na sua frente, né? Agora com as IA, né, com os vídeos feitos de IAS, a gente tá vendo constantemente conteúdos produzidos por inteligência artificial que a gente já não tá conseguindo mais distinguir se é falso ou se é verdadeiro. Então, o cuidado com o tempo que você dedica às redes sociais é muito importante para que você também tenha espaço de viver outras coisas na sua vida e fazer novas conexões, ter novas relações, novas experiências para que você aprenda a discriminar não apenas por aquilo que chega de uma forma fácil, mas por aquilo que você também produz na sua vida através das suas ações. Maravilhosa. Gratidão mais uma vez. Que dupla, hein, pra gente fechar a semana com chave de ouro. Feliz da vida, podendo entregar a você mais um conteúdo espetacular. Isso eh por conta de toda a nossa equipe. Nós somos uma equipe que trabalhamos unidos, né, para poder trazer a você conteúdos, informações de credibilidade, credibilidade da equipe do grupo Mais credibilidade dos nossos convidados que são pessoas estudiosos, né, que t a ciência, que tem o gabarito para eh nos orientar. E é isso que a gente faz aqui no programa Psicoeducação. O programa de hoje foi sobre como os casos isolados ganham força, quando a exceção vira regra. E a gente costuma acreditar que as opiniões são construídas apenas pelos fatos, mas emoções, experiências e percepções também participam desse processo. Nem toda história representa uma regra, nem toda a primeira impressão conta a história inteira. Talvez um dos maiores desafios dos nossos tempos seja justamente esse, aprender a desacelerar antes de concluir. Pare, pense nisso. Acho que resume o programa de hoje. A gente tem uma oportunidade que tá chegando aí, que é o final de semana, de repente você para, desacelera, vai viver aí eh o seu terceiro momento, né, o seu, o seu terceiro espaço. vai passear, vai respirar um ar puro, vai se reconectar para que na segunda-feira você possa estar presente, consciente e com as suas ideias organizadas. Eu quero agradecer a sua audiência, a sua companhia, desejo a você um ótimo final de semana. Quero lembrar que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro. No final de semana nossa equipe preparou estreias magníficas de programas e quadros para você. Então, convido você para ficar eh ligadinho aqui na programação da TV Câmara Campinas e na próxima segunda-feira a gente volta com o Estúdio Câmara. Já voltaremos em agosto e vamos falar sobre a vida depois da chegada do primeiro filho, né? Olha, não é querendo desinfluenciar vocês, não, mas é bem desafiador. As redes sociais, elas mostram muitos momentos felizes da maternidade e da paternidade, mas a vida real, gente, costuma ser bem mais complexa. Ã, como ficam a rotina, o relacionamento, o sono, as expectativas quando nasce um bebê? Porque tantas mães e pais sentem culpa, sobrecarga e a sensação de não dar conta de tudo? E o que a gente pode fazer para atravessar essa fase de forma mais leve e realista? Vamos conversar sobre isso, né? Não vamos romantizar a maternidade, nem a paternidade, mas nós vamos falar sobre a vida depois da chegada do primeiro filho. No próximo estúdio Câmara, na segunda-feira, a partir das 8 da manhã, nós nos encontramos ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Grande abraço para você, fique bem, final de semana excelente e até lá. Ciao. Ciao. os dias de hoje.
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