TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Estúdio Câmara | Como estabelecer seu ritmo de treino sem se comparar?
Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Estúdio Câmara | Como estabelecer seu ritmo de treino sem se comparar?

34 views Publicado 17/08/2026 HD · 1:04:28
Resumo editorial

Aborda os desafios de estabelecer um ritmo pessoal de treino sem se comparar com outras pessoas, especialmente em tempos de superexposição nas redes sociais. Inclui boletim de notícias sobre bloqueios viários para jogo do Guarani e projeto da Unicamp sobre tecnologias de baixo carbono.

Citados nesta edição

Descrição do vídeo

A psicóloga Dani Dalcim Benedete e o personal trainer André Gomes debatem por que comparar o próprio treino ao de influenciadores nas redes sociais alimenta frustração e autocobrança. Dani, mestranda em neuropsicologia pela Unicamp e presidente da ONG Grupo Entre Rosas, e André, criador do método Magra e Forte e pós-graduado em fisiologia do exercício pela Unicamp, discutem como montar metas de treino realistas em vez de seguir desafios fitness acelerados vistos na internet. A conversa integra este quadro de entrevista da TV Câmara, apresentado por Mirna Breu no lugar de Rúbia de Oliveira.

Transcrição completa do vídeo

61 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

Olá, bom dia para você que assiste a TV Câmara Campinas. São 8:2. Está no ar o estúdio Câmara desta segunda-feira, 17 de agosto de 2026. Comigo Mirna Breu, que durante algumas semanas estarei aqui com você de segunda a sexta-feira, enquanto a nossa querida Rúbia de Oliveira descansa em uma merecida férias. E hoje nós vamos falar sobre alguns aspectos enquanto se pensa em treino, atividade física, em tempos de superexposição nas redes sociais, desafios fitness e metas cada vez mais aceleradas. Muitas pessoas acreditam que treinar mais ou evoluir mais rápido é sinônimo de melhores resultados. E quando se compara aos outros pode haver frustrações. E você, o que você pensa sobre isso? Participe com a gente mandando a sua pergunta para o WhatsApp da TV Câmara Campinas no 1997829377. Mas antes de nós iniciarmos a segunda-feira, nós vamos fazer aqui falar de algumas notícias, porque olha, hoje tem jogo no Brinco de Ouro da Princesa. O Guarani recebe o Ipiranga do Rio Grande do Sul pela 17ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. A partida começa às 8 horas da noite e por isso a INDEC realiza bloqueios viários a partir das 6 horas da manhã. Ou seja, já começou. Na madrugada nós tivemos já a reserva de vagas em trechos da Avenida Imperatriz Dona Teresa Cristina, entre a rua Condideu e a Avenida Guarani. Também a reserva de vagas em trechos da rua Roberto Gomes Pedrosa entre as vias Imperatriz Dona Teresa Cristina e Alaí de Nascimento de Lemos da rua Condu, entre as avenidas Imperatriz Dona Teresa Cristina e Princesa do Oeste e da rua Avelino do Amaral, nas proximidades da Avenida Princesa do Oeste, onde também ocorrerá o desembarque dos jogadores. Mais detalhes dos bloqueios no site da INDEC. ou no campinas.sp.gov.br. E a Unicamp vai coordenar um projeto de aproximadamente R$ 15 milhões deais voltado ao desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono e a transição energética. A iniciativa reúne 31 laboratórios da instituição e terá uma duração de 3 anos. Batizado de Biolup, o projeto foi aprovado pela FINEP, que é uma financiadora de estudos e projetos ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e ficou em terceiro lugar entre cerca de 30 propostas apresentadas na área de transição energética. A proposta do projeto da Unicampolve pesquisas que vão desde o aproveitamento de biomassa e resíduos para geração de energia até o desenvolvimento de biocombustíveis, biometano, hidrogênio e metanol verdes, eletrificação e alternativas para mobilidade sustentável. Inteligência artificial e internet das coisas também serão utilizadas nos estudos. E você percebeu? Será que esquentou, esfriou aí para você? Olha, a gente vai de previsão do tempo agora para esta segunda-feira que deve ser de sol com aumento de nuvens durante o dia. E olha só, a gente tem também aqui a previsão de temperatura. Nós vamos ficar entre a mínima de 16 e a máxima de 31º que não deve chover por hoje. E por aqui comigo hoje para falar do nosso tema, nós estamos com a psicóloga Dani Dalcim Benedete. Seja bem-vinda. Ela que é pós-graduada em neuropsicologia e atualmente mestranda pela Unicamp. atua principalmente com ansiedade, sobrecarga emocional e autocobrança, além de realizar psicoterapia e avaliação psicológica. Também é apresentadora do programa Papo Cabeça e presidente da ONG, Grupo Entre Rosas, desenvolvendo projetos e ações voltados à saúde mental, conscientização e promoção do bem-estar. A sua trajetória une psicologia, comunicação e educação em saúde mental. E o estúdio Câmara conta também com André Gomes, que é personal trainer com mais de 15 anos no mercado, formado em educação física pela Metrocamp, pós-graduado nas áreas de treinamento esportivo, fisiologia do exercício e nutrição esportiva pela Unicamp, pós-graduado também nas áreas de biomecânica, sinesiologia, criador do método Magra e Forte. Agora vamos então ao nosso tema, porque é cada vez mais comum as pessoas seguirem treinos de influenciadores ou que encontram na internet porque são legais ou prometem resultados infalíveis. Por outro lado, você treina igual à outra pessoa e os resultados são diferentes. E aí pode vir a frustração, a comparação, a sensação de que está fazendo algo errado. Em tempos de superexposição nas redes sociais, quando acompanhar outras pessoas podem pode inspirar ou gerar uma cobrança extrema. Por que as redes sociais têm tornado a métrica tão evidente? Primeiro, bom dia aos dois. E eu já faço essa pergunta também aos dois com base nessa abertura e num trabalho, porque a gente tem um trabalho de 2023 chamado comparação de aparência no Instagram, o impacto da inspiração fitness e das imagens de transformação na satisfação corporal de mulheres jovens. na an na análise chamada fitpiration ou imagens de indivíduos magros e musculos que exibem seus físicos enquanto pousam ou se exercitam é um tipo popular de conteúdo no Instagram que existe ostensivamente para incentivar as pessoas a adotarem um estilo de vida saudável. Mas e aí, quando essa comparação é saudável ou quando essa comparação pode de repente causar uma frustração ou até mesmo ansiedade, sofrimento e despertar algo que não é bom. Dani, seja bem-vinda. Obrigada pelo convite. Eh, interessante quando alguém fala da gente, né? Então, quando forme você foi falando ali, sabe, da da minha parte do meu currículo, fal nossa, que legal, que bacana. Ai, que bom. É porque a gente, eu acho que a gente precisa honrar as coisas que a gente faz, porque às vezes a gente mesmo esquece um pouquinho, né, tudo que eu fiz para chegar até aqui. Então, acho importante. Verdade. É verdade. Obrigada. Eh, a parte da comparação, a gente tem que tomar bastante cuidado em relação a se comparar com a régua do outro, porque assim, você, assim, como provavelmente o André vai falar sobre isso, mas assim, a cada pessoa tem um corpo e a parte psicológica também, porque nós somos seres biicossociais. Então, eh, nós estamos a parte do corpo, né, que é muito com André, a parte da psicologia, que aí é comigo, e a parte social. Então, muitas vezes você não teve aquele, durante a sua trajetória de vida, aquele estímulo, aquela situação em que vamos, vamos treinar, vamos fazer esporte e tal, e pra pessoa não foi assim. Então, depois quando ela vai treinar às vezes fica mais difícil, sim. Sabe para ela treinar. E aí acaba que quando eu comparo, eu não sei qual que é a história de vida daquela pessoa, eu não sei qual que é a história, a parte biológica dela, a parte social e a parte psíquica dela. Então isso vai fazer total diferença na hora que eu for treinar. Mas André, seja bem-vindo também. Quando a gente fala, eu não sei a história dessa pessoa, mas a primeira coisa que a gente vê na rede social não é nem a história. Alguns postam o início, tal, mas é o resultado. Eu quero chegar nisso. E aí é e aí que a rede social de certa forma é feito para isso, né? Para mostrar as dores e encaminhar um resultado. Mas o processo, o contexto muitas vezes não vai pra rede social. as pessoas não vêm o que foi feito do início, no meio e no fim para chegar naquele ponto. Esse é o grande problema da comparação, é você conhecer o contexto e olhar o contexto para ver se cabe para você. Então, mas a gente tá num tempo em que cada vez mais as pessoas procuram ter uma vida saudável, procuram mudar inclusive alguns alguma rotina nesse sentido. No entanto, em que momento essa busca pode se tornar sofrimento, Dani? Uhum. quando assim e deixa de ser prazeroso para você, porque o esporte também na parte psicológica, ele traz um benefício, ele libera serotonina, endorfina e vários outros hormônios que fazem com que a gente sinta esse prazer em estar ali efetuando aquela atividade física. E quando eh isso deixa de ser prazer e vai passa a ser uma cobrança excessiva, um exemplo, eu tenho uma paciente que ela colocou de meta de fazer treinamento assim todos os dias ela tava fazendo e e a alimentação muito restrita. Quando ela comia um bombonzinho assim, ela tinha que correr pra academia, sabe? Então acabou gerando uma ansiedade muito grande nela. Então, deixou de ser um prazer e passou a virar uma cobrança excessiva. Aí é o primeiro ponto que a gente tem que prestar atenção. Virou cobrança demais, isso já não tá fazendo bem para você. Assim como André comentou que eh na corrida, né, você acabou se cobrando demais, né? Eu também. Eu eu eu eu jogava bit tênis e aí eu comecei no bit tênis a a ir muito assim, eu vou vou jogar, vou fazer isso, vou fazer aquilo, quero ser pro, mas como é que eu vou ser pró? tendo minha profissão, não tem como. É, acabei entrando na questão da performance, né? A gente sempre quer performar, né? Deixa de ser um prazer, deixa de ser uma modalidade que agrega para você, que socializa, né? Quando você entra num contexto de performar, realmente, eh, precisa um olhar um pouco mais mais abrangente para compreender. Aí que entra o tal do performar. É, inclusive recentemente eu vi um profissional falando justamente dessa questão do performar. você agora o que é, ah, eu quero ver o pace, eu quero ver o meu pace e tal, né? André, inclusive explica pra gente o que que é essa questão do pace que todo mundo tá falando aí nas redes sociais. e justamente falava nisso. Eh, por exemplo, ele citou esse profissional nesse post o o a corrida, que a corrida é algo para dar prazer, é algo para incentivar a atividade física, mas aí tá se tornando, inclusive algo que tá trazendo ansiedade à pessoas, como você falou, a questão desse olha, se eu corro ou caminho só 5 km, poxa, eu sou fraco, eu não tenho um bom desempenho. Se eu faço 10K, eu ainda sou mais ou menos. Ah, eu tenho que fazer 21K. Ah, eu tenho que fazer 21K em tanto tempo. E a pessoa começa a buscar essa e perde a alegria de realizar aquela atividade física. Isso pode acontecer eh comumente, André? Sim. Eh, eu não sou especialista em corrida, mas eu vivenciei muito perto a corrida. prtiche corrido durante alguns anos, pesava 60 kg, era uma outra realidade. E eu senti isso na pele, principalmente sobre essa questão do pace. O que é o pace? O pace é aquele tempo que você demora para percorrer determinado quilômetro, né? Então, atletas de elite, por exemplo, como os kenianos, tace aí abaixo de 3 minutos por quilômetro. Pessoas normais que correm de forma amadora tem um pace um pouco maior, 5 minutos por quilômetro, 6 minutos por km, 4 minutos por quilômetro. Isso acaba virando cobrança. Eu enxergo que a corrida é uma das modalidades mais democráticas que existem ou não, porque hoje o que parece é que você precisa ter um tênis X para começar a correr, você precisa ter um óculos Y para começar a correr e a coisa vai ficando difícil, uma roupa específica para correr. Roupa se você não tem isso, parece que você não faz parte daquele processo. E tudo isso entra na questão da performance. Se você não performar dentro desse pacote, você não tá sendo realmente eficaz naquilo que vocês se proponham a fazer. Mas e aí a frustração de não ter tudo isso? Por exemplo, a pessoa quer correr, mas ela não tem a roupa que é considerada hoje ideal, ela não tem o tênis com a marca que tem o melhor desempenho. Isso daí vai tirando essa vontade. Como como que a pessoa consegue lidar com isso e dizer: "Não, independente disso, eu gosto de correr, eu quero correr". como driblar toda essa exigência aí. Isso não deixa de ser também a comparação, né? Então, o tênis que eu tenho, será que é bom? Ah, ele tá com tênis melhor, será que é por isso que ele perfumou melhor? Às vezes também pode entrar nisso também. O básico básico é o que você quer com essa corrida. Por que que você quer correr? Você quer para uma saúde melhor? Você quer para ver assim como você vai melhorando a sua performance mais de uma forma adequada? daí com qualidade, né? Para que que você quer essa questão da da atividade física, no caso da corrida, que a gente tá dando exemplo, né? Eh, então assim, acho que a partir daí para quê? Por o para quê, né? Os paraq da vida que eu costumo comentar. A partir daí, nada mais vai fazer muito sentido, assim, nada vai mais vai importar muito. Não vai importar seu tênis, não vai importar seu óculos, não vai importar qual academia que você tá indo, só vai importar o que está trazendo de felicidade para você, porque automaticamente você já vai perceber, pera aí, não é esse tênis que tá me fazendo feliz, é o fato de eu conseguir levantar da cama, de ter tentado durante 3, 4, 5 anos e dessa vez eu consegui levantar da cama e fazer. Então, mas aí tem que tá com a autoestima muito em alta para conseguir equilibrar isso. A mesma coisa a musculação. Sim. Poxa, eu tô vendo lá a menina começou a fazer academia há três meses, já tá ficando com corpo escultural e eu não consigo, meu braço ainda tá mole, minha perna ainda tá mole. Também tem isso aí. E aí eu costumo repetir sempre para as mulheres que trabalham comigo que a o melhor do treino não é aquele que a musa fitness faz. Esse melhor treino é aquele que você consegue repetir todos os dias com intensidade, com consistência. É importante você comparar com você mesma, não com o que você vê no Instagram. Acho muito importante isso, essa consciência. Sim, sustentar, né? Mas vamos supor, nem todo mundo que se dispõe a fazer atividade física, a não ser aquelas que já têm, digamos que esse isso na rotina há muito tempo. A pessoa teve, como você disse lá no começo, Dani, teve sempre uma vida sedentária, ela se dispõe. A partir do momento que ela se dispõe, ela se entende que ela tá rompendo algo na questão da autoestima, da vergonha. Por exemplo, tem pessoas que não conseguem ir na academia, porque infelizmente a gente vai na academia, as pessoas estão mais tirando foto e reparando nos outros do que se exercitando. Isso acontece muito. É uma realidade. como ela consegue superar aquele pouquinho de autoestima que ela tem para ela dizer, independente do de quanta foto é tirada por aqui, as pessoas marcam a academia e acabam aparecendo, inclusive eu vou fazer o meu treino com a minha roupa simples, com meu com o corpo que eu tenho, com o meu tênis simples, como romper isso, tá? a sua eh não é força de vontade, porque a força de vontade é finita, ela acaba, tá? Tá? Eh, a sua motivação, ela precisa ser maior do que essa vergonha, no caso, né? É uma vergonha ali de talvez não tá com você achar que não tá com o corpo ideal ali para praticar atividade física ou para tá ali. Então, é exatamente isso, assim, a sua motivação precisa ser maior, né? Então, assim, e se conhecer, se conhecer bem, né? Então, assim, criar algumas ferramentas, por exemplo, assim, a pessoa eh pensa em ir na eh fazer atividade física de manhã, já deixa a roupa pertinho ali, deixa as distrações de lado, sabe? Não pensa muito, vai já direto. Sim. Sabe? Porque às vezes quando você tá ali, tá naquele soninho gostoso ainda mais no inverno, que a hora que fez, a gente quer ficar um pouquinho mais na cama. Então, eh, deixa as distrações totalmente fora desse contexto para que você consiga assim ir. E a conforme você vai indo, você vai tendo uma um prazer tão grande, parte psicológica, parte física, os resultados, que isso vai te motivando cada vez mais. Já que você falou de motivação, então, André, quando a gente vê essas fotos, essas inclusive que eu falei sobre esse estudo, né? da que trata, vou pegar até aqui o termo que é usado nesse esto, estudo chamado de, pera um pouquinho aqui, que é a fitpiration, né? Até que ponto realmente isso inspira? inspira no sentido de ser uma referência, de não ser uma busca incessante, desesperada para você alcançar aquele corpo. Eu acredito muito na questão da saúde. Eu acredito muito na questão de você obter um corpo que seja funcional, que vai além da estética, que realmente entregue funcionalidade. O que é essa funcionalidade? é você levar isso para um contexto que você conseguir reproduzir longividade, você ter força para fazer suas coisas no dia a dia, para você brincar com o seu filho, para você realmente conseguir executar tarefas que você consiga fazer ao longo dos anos. Sim. Mas e aí, como você consegue? Eu vi aqui um corpo A e depois esse corpo depois de 6 meses ele tá de outra forma. Aí, como eu tenho que avaliar se eu também tenho que fazer isso ou se eu tenho que seguir por outro caminho? A questão de avaliação, eu percebo que as pessoas às vezes em rede social são muito ingênuas e nós enquanto profissionais a gente tem essa obrigação de orientar as pessoas nesse sentido. De novo, contexto, qual contexto é essa pessoa que tá colocando a foto? Com certeza ela pesa a comida que ela que ela come. Com certeza ela tem recursos hormonais diferenciados que a maioria das pessoas não têm. Com certeza elas fazem coisas que você não faz. Tempo de treino, sono, descanso, recuperação. Tudo isso é contexto que a maioria das pessoas não conseguem reproduzir. Isso é muito importante da gente levar pras pessoas entenderem isso e que existe uma distância muito grande entre o Instagram, entre o contexto e a nossa realidade de pessoas normais. Uma outra questão, por exemplo, para nós mulheres, as mulheres mais maduras, as começam a atividade física e muitas vezes querem se comparar as meninas de 20 anos que também tão fazendo essa atividade física. Não vai ser igual ou pode ser igual? Eu gosto muito desse público. Eu trabalho com mulheres 30 a mais, vamos dizer assim, e é sempre é engraçado o início da conversa. Elas começam para mim falando: "André, o meu braço, a minha perna, tô muito retida". retenção, eu tomo uma taça de vinho, outro dia eu tô muito inchada. Elas começam com esse discurso e posteriormente ao longo dos treinos, isso muda. André, minha dor lombar melhorou. Antes eu pedia pro meu marido carregar algumas coisas que eu já consigo pegar sozinha, subir um lance de escadas e tá muito fácil. Então o discurso muda. E é sobre isso, é sobre essa mudança que acaba sendo maior, muito além da estética. Então isso acontece muito com esse perfil de mulher que você citou. E aí o treino muda totalmente de contexto. Quando então a gente percebe que essa amarra da comparação, ela precisa ser deixada de lado e as pessoas assumirem o as suas belezas, digamos assim, também aquilo que ela não gosta em si, mas que ela acha que pode melhorar. Uhum. Assim como o André comentou, na hora que a pessoa vai postar essa foto, provavelmente ela tá editada, a gente faz, né, umas nossa, eu mesmo faço, adoro fazer umas umas alteraçõezinhas ali. Então, a gente tem que tomar esse cuidado. Essa foto também tá editada. Qual que é o tempo que a pessoa tem para se dedicar àquela atividade física? Tem algumas pessoas que t um pouco mais de tempo, às vezes você não tem tanto tempo. Eh, faixa etária também, né? Então, que nem vocês comentaram, a faixa etária tem uma diferença ali da faixa etária, eh, tem filhos, não tem filhos, tudo isso também vai influenciar, né? Então, eh, o que que a gente precisa ver? As mídias sociais, ela é uma vitrine bonita que a gente coloca as coisas que a gente quer ali bonitas, né? Ela não, ela não está realmente comparando ao bastidor da pessoa, assim como seu bastidor também. Então é isso, assim, ter uma compaixão com você mesmo para você entender a minha realidade de vida é essa, por exemplo, que nem eu sou psicóloga, eu atendo e eu atendo 100% online. Então vai, às vezes eu faço sete, oito atendimentos ali no dia, então fico muito sentada durante muito tempo, né? Então eu tenho que tomar cuidado de sair de casa, andar, fazer alguma atividade e tal, porque senão são 7 horas seguidas assim, às vezes sentada, né? Só que não dá para eu comparar às vezes com uma amiga que eh por opção decidiu não trabalhar e cuidar dos filhos, que aí ela tem um pouco mais de tempo ali para fazer aquela atividade física. Então não adianta eu comparar, ela tem a mesma idade que eu, a gente estudou na mesma escola, tal, mas não adianta eu comparar a minha vida com ela. Isso foram escolhas diferentes ali, né? Então acho que isso também é um pontinho que a gente precisa ver. O bastidor do outro é diferente do meu bastidor. Por outro lado, a gente também tem inclusive na internet alguns vídeos prontos de, ah, você quer diminuir a barriga, você vai fazer x vezes de tal exercício, de tal exercício, de tal exercício e você vai ter o resultado em x tempo. Aí a pessoa começa a fazer, aí ela faz na maior empolgação, no outro dia ela nem anda, né, André? Acontece muito isso. A pessoa, eu vi esses exercícios na internet fazer e deu ruim. Acontece muito isso. E aí eu vou levar um pouco pra questão técnica, tá? A musculação é uma modalidade que ela exige que exista uma progressão pedagógica dentro dela. Um exemplo simples, se você treina, você vai entender o que eu tô falando. Uma menina e que não sabe agachar de forma simples, com os dois pés no chão, flexionando o joelho, flexionando o quadril. Ela não pode, por exemplo, se ela não tem um bom agachamento, partir para um exercício que é, por exemplo, o agachamento búlgaro, que é um exercício que tem uma exigência técnica muito maior, que não vai ser adequado para ela se ela não tem uma base, se ela não passou por esse processo pedagógico para chegar até o búgaro, com certeza ela pode se lesionar, ela não vai ter uma performance boa nesse exercício e com certeza vai ficar com essas dores que você citou, porque ela tá fazendo o movimento de forma errada, equivocada. Inclusive, eh, quando a gente faz algum tipo de exercício, depois fala: "Poxa, eu tava tão bem no exercício e no outro dia eu tive que tomar aquela injeção porque deu problema na lombar. Tudo isso, apesar da gente ter inclusive aplicativos que orientam os exercícios, que que deve ser levado em conta para eu não querer fazer o mesmo exercício que o outro que fez aquilo, aquela postagem no Instagram tá fazendo?" Eu gosto de bater na tecla que a internet, o Instagram tem todos os treinos, menos o seu. É preciso individualizar o treino. Eu sei que muitas vezes as pessoas não têm acesso, mas hoje a gente tem muita informação, tem muito conhecimento disseminado. É buscar uma informação, um conhecimento de qualidade para personalizar o seu treino. O treino da Mirna, treino da Dani, o treino da blogueira não vai ser um treino adequado para vocês. E o caminho é personalizar, conseguir ajustar esse treino da melhor forma possível pra realidade de cada um. Agora essa realidade, Dani, quando a pessoa chega e fala assim: "Poxa, mas se eu não tô conseguindo acompanhar o ritmo dos outros, quer dizer que isso não é para mim bem essa frustração? Como lidar com isso? a gente pode utilizar algumas ferramentas como um diário, um diário terapêutico, onde você pode colocar sua progressão. Então assim, ah, hoje eu consegui, um exemplo, se a gente tá eh fazendo atividade de manhã, hoje eu consegui acordar e hoje eu consegui acordar e mas eu tava muito irritada hoje. E aí você vai colocando os seus as suas emoções junto com o seu treino, junto com o que você tá conseguindo, junto com assim a progressão ali. E aí assim, no final da semana você pode dar uma olhada que nem o André falou assim, né? Eh, estar acompanhado também de um personal faz diferença. A pessoa ela tá te esperando lá, né? E ela vai ali, né? Eh, do jeito dela, claro, mas ela vai te cobrar de uma de um de um resultado que você quer mais adequado para você, tá? Então, algumas ferramentas, um personal, esse diário terapêutico, eu gosto muito de indicar, deixar essas roupinhas assim já muito práticas assim para não ter distração. Então tudo isso vai te ajudar a dar aquela aquele viradinha de chave e você ter consciência. Fotos, né, André? Assim, as pessoas gostam de tirar foto também para você ir vendo a sua progressão, não a progressão do outro. Mas não precisa postar necessariamente, não. Se você quiser, não. Você é pra gente, porque tem gente que gosta de postar, mas tem gente que não gosta. E você sabe que depois que você chega no resultado, aí você me corrige, André, as pessoas gostam de postar. Sim, eu vejo que que no dia a dia eu falo que trabalhar com mulheres é um universo infinito, né? Eu tenho essa experiência, eu vejo que eu tenho alunas que são extremamente low profile, não gostam de postar, tenho outras que postam toda a rotina. Acho que vai muito de cada uma, de como se sentir. E vocês falaram de performance, de, né, desse universo da mulher. Cada dia é um dia diferente. Vocês sabem que as mulheres ao longo de 30 dias mudam muito e o treino tem que acompanhar isso. Vão ter dias que vocês vão conseguir treinar mais pesado, com mais carga, com mais intensidade. Vão ter dias que vocês só vão na academia para cumprir tabela e algumas mulheres nem vão na academia e tá tudo bem, tá tudo certo. O importante é se respeitar e entender esse processo de vocês. Uhum. Agora, quando vem a culpa, quando a pessoa se compara ao outro, como lidar com isso? Uhum. Ai, a culpa ela tá ligada a um sentimento muitas vezes, porque eu gosto de trabalhar com quatro sentimentos, tipo divertidamente, sabe? Medo, alegria, tristeza e raiva. Só não coloco nojinho. A culpa geralmente tá ligada à tristeza, né? Então, então vamos lá os quatro sentimentos, Dani. É medo, medo, raiva, raiva, tristeza tristeza e alegria. E alegria. É, é bem parecido com o filme Divertidamente um. Aí você só tira o nojinho. Nojinho não trabalho com ele. A culpa geralmente está ligada com a tristeza. Tá? Então, a tristeza é algo assim que é certeza assim, tipo, eu falhei, eu não consegui, eu não consigo, sabe? É uma constatação. Mas há como romper isso? Sim, sim. Então, aí você tem que ter empatia com você, eh, um acolhimento. Isso que é o difícil, esse acolhimento. Porque assim, o chicote que dói mais, assim, que é mais cruel com a gente, é o que a gente dá em nós mesmos. Não é que o que o outro dá. O outro ele só vai reforçando algo que você já sente lá dentro de você. Então, se alguém vira para você e fala: "Você". Ah, isso a gente tem que tomar muito cuidado com o comportamento e com a sua personalidade. Talvez a minha personalidade não seja uma personalidade tão ativa na parte da atividade física, mas não significa que eu sou preguiçosa. Então, quando alguém vira para você e fala: "Sim, você é preguiçosa, por isso que você não consegue". Ela tá ferindo diretamente a minha autoestima, a minha personalidade, ao invés de ela falar: "Você anda preguiçosa." Por exemplo, quando eu vejo uma amiga, ah, nós duas começamos a treinar, cada uma numa academia, porque cada uma tem uma rotina, aí ela começa a postar e o corpo mudar e eu tô, eu não tô postando, mas eu tô treinando também. Aí ela fala assim: "Ah, mas você não viu minha mudança? Você nem parece que mud como lidar com essa questão? dessa cobrança também, por outro lado, de que você precisa mostrar na rede social a sua evolução. É, na verdade não precisa mostrar, né? Eu acho que você tem que sentir no coração e fazer aquilo que realmente você, né, precisa fazer. Sim. Então, por exemplo, essa relação entre rede social e insatisfação corporal, elas não têm, ela pode ser, não é causa ou consequência. Quando ela é causa e quando ela é consequência. Sabe um detalhe importante que as pessoas se esquecem? Você falou de resultado que a sua amiga alcançou, mas tem um resultado que ele não aparece tanto, mas ele acontece. A sua amiga pode ter tido um resultado estético, mas você não é a mesma quando você começou há três meses atrás atividade física. Com certeza você tá mais forte, você tá mais resistente, você melhorou sua aptidão física, sua parte cardiorrespiratória melhorou, você está mais flexível. E isso muitas vezes não aparece em rede social, mas com certeza se você tá tendo eh o envolvimento com a atividade física, isso também melhorou. E é importante a gente quantificar isso. A estética, ela depende de n fatores além do treino para realmente acontecer. Então com certeza, se você começou você não tá igual a quando você começou. Então vai de cada pessoa para compreender isso e essa evolução. Evolução acontece, mas nem sempre a evolução que é mostrada em rede social. Sim. Olha, lembrando que você que assiste a TV Câmara Campinas aqui no estúdio Câmara você participa e tem voz e vez. Ó, 97, anota aí o nosso WhatsApp, 97829377. Aparece aí no seu vídeo. Inclusive, se você preferir, aponte a câmera do seu celular para o Qcode e aí você já entra direto em contato com a nossa produção que manda aqui as perguntas direto para nós no estúdio Câmara. Agora, Dani, quando a gente pensa também em ter a referência do outro, Uhum. Eh, para que ela não chegue em uma comparação, eu posso sim ter uma referência sem fazer com que ela seja algo ruim para o meu desenvolvimento. Como fazer isso? Dá sim. Inclusive, eu gosto muito de indicar assim para alguns pacientes, assim, você quer, no caso da atividade física, você quer performar mais ou menos parecido com quem? E aí eu peço para ela pegar três referências, mas assim, sempre lembrando que ela vai modelar aquilo, ela não vai replicar exatamente o que a pessoa tá fazendo, modelar para pro padrão dela, pro como ela consegue executar aquilo, tá certo? Olha, a gente começa então ter participação. Vou pedir pro pessoal da produção colocar aí no ar a primeira pergunta. Vamos ver. Felipe Rocha do Castelo aqui em Campinas. Obrigada pela companhia, Felipe. Ele diz o seguinte: "Meu relógio mostra calorias, frequência cardíaca e vários números. Até que ponto esses dados ajudam e quando é melhor prestar mais atenção nas sensações do próprio corpo?" André, muitas vezes esses relógios frequencímetros de diversas marcas, eles não têm uma ferição tão precisa assim, porque existem n fatores que vão levar eles serem precisos. Então é preciso um pouco de cuidado realmente para seguir a risca essas indicações. Sim. Então quer dizer, mas o não ter o relógio não não influencia em nada. Não influencia em nada, com certeza. você precisa ter um bom treino feito para você e realmente treinar com consistência, mas ele pode ajudar em certo momento também. Claro, pode ajudar, mas assim, tendo bom senso, né? Tendo bom senso de você seguir realmente o que tá prescrito para você fazer, tá? Então, antes de usar o relógio, eu tenho que saber qual é o máximo de frequência cardíaca. Ou eu vou lá na internet e vejo ai na minha idade, no meu peso, tal, tal, a média de X, porque acontece muito isso. Não adianta falar que não acontece, acontece muito. É uma informação extremamente genérica. De novo, é preciso você ter o respaldo de um profissional da saúde para você entender e compreender os seus limites e onde você pode chegar realmente. É, inclusive quando a gente fala dessa comparação, muita gente começa a se exercitar sem um sem ir ao médico, sem ver o que pode fazer. Aí ela quer fazer o exercício, inclusive igual ao outro e passa mal. É, até acho que treino de chap de GPT também deve, você deve acompanhar muito isso, né? Muito. Acompanho muito. A pessoa já chega com o treino pronto e pergunta: "E aí, tá bom? Tá bom. Comparado ao quê, né? Eu digo sempre isso pr as pessoas. Comparado a quem? Comparado ao quê? De novo, na internet existem todos os treinos menos o seu. Sim. Mais uma pergunta de telespectador. Vamos lá colocar no ar. A gente aguarda aqui mais uma próxima pergunta. Quem tá aqui com a gente é o Gustavo Ribeiro do Campo Grande dizendo o seguinte: "Tem gente que só acha que o treino valeu a pena quando consegue postar um bom resultado nas redes. A aprovação dos outros pode acabar interferindo na relação com a atividade física. Vou começar pela Dani. Acho que é pros dois esse aí. Uhum. Ai, nossa, Deus. Que precisa da aprovação dos outros para ter o resultado. Eh, aí volta tudo aquilo que a gente conversou, né? Eh, cuidado com a régua que a gente mede pro outro, que nem o André falou, o melhor treino é para você. Eh, o que que tá te dando prazer, que tá te dando alegria, como é que você se sente pós aquele treino. Então, é sempre individual, né? Eh, nós viemos ao mundo sozinhos, assim, com exceção dos gênos, né? Mas assim, mesmo assim somos individuais, então a gente precisa focar na nossa individualidade. André, a validação, né? A validação hoje é algo que tá eh muito ligado com as redes sociais, não só com com a questão de treino, mas assim em todos os âmbitos. Então é prestar bem atenção nessa questão da validação. Será que realmente eu preciso que o outro valide isso para que eu tenha um bom resultado? Muitas vezes as pessoas que são, por exemplo, low profile, eh, não precisam dessa avaliação, dessa validação e são extremamente felizes treinando e obtendo seus resultados que não vão pra rede. Sim. Então, olha, postar e se ninguém às vezes a pessoa fala assim: "Nossa, eu postei meu treino". Ninguém comentou nada e se sente frustrada. Também tem isso. Uhum. Uhum. Sim. Eh, eu até comento com alguns pacientes que eles ficam chateados. minha amiga, minha melhor amiga, não curtiu coisas assim. Mas você tem que entender também que a pessoa ela tá num movimento ali que ela tá olhando tal, né? Que que no que significa que ela não tá feliz com aquilo, né? A gente agora tá eh percebendo muito as curtidas, as visualizações como prova de aprovação, né? Então a gente também tem que tomar cuidado. Aí seria um outra é um outro programa assim, tem outro se eu preciso da aprovação do outro para tudo. É, é, são métricas, né? Métricas do Instagram. eh, curtidas, comentários, mas eu brinco que tem muitas alunas que a gente trabalha muito com rede social, tem muitas alunas que não curtem nada que eu posto, não comentam, mas eu sei que elas estão quer dizer que elas não gostam, não quer dizer que elas não gostam, elas estão acompanhando, tem um perfil mais conservador, mas com certeza tá sendo entregue, elas estão visualizando de certa forma. Tá tudo bem, tudo certo. Uhum. Produção, temos mais participação no ar. Vamos ver se a gente tem mais alguém aí. Olha quem tá conosco é a Júlia do Júlio, na verdade, né? Do Parque Prado. Gente, desculpa que olha, a senhorinha aqui não enxerga muito bem de longe, tá? Mas faz parte da idade. Eu vou demorar para usar lente e usar óculos. Isso tá, já falei pro médico, tá? Mas olha só, ela disse o seguinte, o na verdade é o Júlio. Hoje parece que muita gente acredita que só dieta e treino de fisiculturista dão resultado. Esse tipo de rotina realmente faz sentido para quem busca apenas saúde e boa forma? André, eu gosto muito do fisicoturismo, mas eu acompanho com olhar mais profissional. Eu acho que ele entrega muito, mas é preciso diferenciar a realidade de um fisicoturista paraa realidade da maioria das pessoas. E felizmente ou infelizmente rede social coloca muito esse tipo de treino para as pessoas e ele tá muito distante da nossa realidade, tanto questão de treino, tanto em questão de dieta, tá muito distante. Então é importante a gente compreender isso. O fisicoturista é uma pessoa que trabalha no nível de Fórmula 1, por exemplo, fazendo uma analogia assim, é tudo ao máximo, isso tá muito distante da gente. Um treino com muita intensidade, é uma dieta extremamente restrita em alguns momentos, em outros momentos com um aporte calórico muito alto e tá muito distante de novo da maioria das pessoas. Então o fisiculturismo é uma modalidade interessante que tá muito no Instagram, mas cuidado, tá muito distante da realidade da maioria das pessoas. Sim. Uma outra coisa, quando nessa comparação, na verdade, a gente consegue deixar essa comparação de lado, a gente começa a comemorar os pequenos avanços, Dani. Nossa, adoro isso. Que vai parte aquela do diário terapêutico. Então, quando você tá colocando fica só na nossa mente, a gente acaba não conseguindo mensurar de uma forma mais. Isso que é legal às vezes das mídias das mídias sociais, utilizar isso para você mensurar de uma forma positiva. Então é assim, talvez aquela foto e até colocar um destaquezinho assim, meu meu minha performance na no que eu tô querendo de resultado, coloca ali. A outra coisa também eh esse diário terapêutico vai fazer com que a gente consiga ver passo a passo o que você fez. Então às vezes na primeira semana você teve mais dificuldade de levantar cedo ou de ir pra própria academia. Na segunda semana já foi melhor, na terceira semana foi melhor ainda. E aí é vibrar com essas pequenas conquistas, né? Eu sou uma pessoa muito positiva e aí até eh eu gosto muito de falar assim: "Nossa, a pequena coisinha que você conseguiu já vibra, que isso já vai te incentivar". E não precisa esperar que outra pessoa, porque isso tá muito ligado também aos nossos pais, aos nossos cuidadores, que muitas vezes eles não tiveram essa atitude de nos apoiar, de nos e tudo bem, tá tudo bem, né? na época deles. Mas isso reflete na gente também. Por isso que às vezes a gente fica procurando. Olha só, lembrei de uma coisa. Quando eu era criança, uma vez meu pai falou: "Você vai correr comigo?" É óbvio que eu não consegui correr aí eu falei: "Eu não vou nunca mais". Porque ele falava: "Nossa, menina, você é mole, hein?" Nossa, não tinha rede social ainda, hein, gente? Acabou pegando um ranço da corrida. Falei ele, nossa, menina, você não consegue, você é mole demais, você não consegue correr. Já começou uma comparação aí, esse gatilho infantil aí, né? Examente. É, é. E, e aí tá ligado, se você for ver em várias outras áreas da sua vida, talvez você não é comunicador à toa, de alguma forma é importante você ser vista. Sim. Sabe assim? E é isso que a gente tem que tomar cuidado. As pessoas elas não eh se elas não curtiram até amigas próximas ou até meu marido mesmo, ele é super fã meu, ele, nossa, ele é demais, mas ele não é de curtir, não é de, ele vê de vez em quando é o que tenho que falar para ele, sabe assim? Então isso que a gente tem que tomar cuidado. É para o outro te elogiar ou é para você mesmo? Isso também é uma conquista de você mudar essa chavinha. Temos mais perguntas aí, produção? Vamos ver se temos mais participações aqui pelo 19 97829377. Temos sim. Agora é a Beatriz Ramos do Parque Prado. Tenho dificuldade de aceitar que meu corpo talvez nunca fique igual ao de alguém que admiro. Como trabalhar a frustração entre o corpo que imaginamos e o corpo que realmente temos, André? É uma questão bem bem ampla essa, né? Quando a gente fala de corpo, a gente fala de história, né? de repertório motor. Uma coisa que eu falo muito para as meninas que trabalham comigo é essa pessoa que você admira, de onde ela vem, como ela começou treinar. Você citou a questão do seu pai que chamou você para correr com você. Eu também corria com o meu pai. Eu tenho um histórico de atividade física com o meu pai que era corrida, era a capoeira que eu pratiquei desde a infância. Então um repertório meor que muitas vezes outras pessoas não têm. Esse detalhe que você falou dos registros terapêuticos tem a ver com microvitórias, né? E eu falo que uma vitória é o quê? Eh, você começar a treinar e além do seu corpo melhorar, é você, por exemplo, trazer o seu marido para começar a frequentar a academia. É o seu filho olhar para você e falar: "Ah, vou começar a praticar atividade física". Porque a minha mãe pratica, porque meu pai pratica. Só questão das mini vitórias que eu acho que são momentos importantes também, são conquistas além do corpo, né? Sim. Mas e aí? A pessoa ela vai conseguir, ela não precisa se comparar mesmo que ela admire. É isso. Eu acho que ela pode admirar sim, porque ela não pode usar o corpo do outro como um manual de instruções para você colocar no seu dia. Aí eu lembro que inclusive uma época que apareceu uma celebridade que come não sei quantos ovos aí por dia, aí todo mundo começou a comer um monte de ovo e falar: "Eu quero ficar igual a fulana de tal". Gente, já é uma comparação e surreal, né? Surreal. O aporte proteico, ele é extremamente necessário para você desenvolver massa muscular, né? Talvez não. Com certeza não. Esse aporte de quantos ovos? Ah, acho que era mais era que acontece, por exemplo, que com certeza, se a gente for colocar no papel, a maioria das pessoas não come o mínimo que precisa de proteína. Vai jogar isso também para um número muito grande. E a gente sabe que muita coisa é marketing. Essa pessoa em especial que você citou tinha um marketing por trás. Sim, ela colocou essa quantidade de ovos porque posteriormente ela começou a vender o produto dela relacionado a ov é, tinha até a marca de ovos, a marca dela de ovos. Então tudo é colocar na balança, né? Claro que a parte proteico é necessário, mas dentro da sua realidade, dentro do que uma uma nutricionista possa elaborar para você. Eu queria falar dessa parte do marketing, porque eu eh eu trabalhei com marketing durante 15 anos, eu tinha uma revista na minha cidade, tudo. Então eu trabalhava com neuromarketing, que é psicologia no marketing. Então a gente consegue visualizar também o que que muito é do marketing, principalmente as influenciadoras, porque elas estão sendo patroc, não, não se engane, elas estão sendo patrocinadas para eh divulgar algum produto, algum serviço, alguma coisa ali que muitas vezes não é do contexto dela. Na minha cidade eu trabalhei como a parte de influenciadora. Então assim, não são todas que eh trabalham com valores delas. Algumas pelo dinheiro e tá tudo bem, são escolhas e tá tudo ótimo. Mas a gente precisa ter esse olhar também crítico, né? Assim, será que isso realmente é bom? E será que isso é bom para mim? Sim, temos mais perguntas, produção. Vamos lá. Olha, você aí de casa, será que isso é bom para você? conseguiu fazer essa essa separação entre o que é possível, entre o que é desejado. Vamos lá. A Renata Alves do Jardim Proça diz o seguinte: "Eu já aumentei o peso de um exercício só porque a pessoa ao lado estava levantando mais. Esse tipo de competição pode prejudicar o treino mesmo quando consigo completar a série? E eu vou completar, inclusive outro dia eu já aconteceu comigo em uma ocasião, tá superado, tá gente? Mas tinha uma pessoa que tava com peso tão, eu peguei o meu, a hora que eu vi o tanto que ela pegou, eu peguei e fui fazer outro exercício para não passar vergonha. Entendi. Mas não pode ser assim, né? Não pode ser assim. Eu digo que a carga, a progressão de carga é algo muito importante dentro da musculação. Talvez a variável mais importante dentro da musculação, mas ela tem que ser correlacionada com a sua execução. Eu incentivo as mulheres que trabalham comigo a realizarem progressões inteligentes de carga, só que o movimento tem que tá sendo feito da forma correta, senão, obviamente você não vai ter resultado e vai se lesionar. E você, Dani, essa questão também de na academia, a hora que você olha o que o outro tá fazendo, fala: "Ixi, eu coloquei só três pontinhos dele, tá lá embaixo na máquina, vou voltar aqui, vou fazer o meu, mas não tá pesado." Como é isso? E às vezes até com amigas, né? Você vai treinar com amiga. Com amiga é pior ainda, né? É. Inclusive eu, né? Minha amiga, né? que está aqui me me aguardando. Ela a gente treina junto, só que ela pega muito mais peso do que eu. E aí às vezes eu eu penso assim, vou pegar mais, mas aí eu vou ficar dolorida. Eu tenho muito essa reflexão comigo mesmo. Isso falando eu, Dani, né? Eu tenho muito essa reflexão, mas vou ficar muito dolorida, mas isso não vai fazer bem para mim depois, não sei o quê. Não, eu vou no meu ritmo. Eu acho que é o a tem essa segur essa autossegurança, né? Isso é esse é esse senso crítico, essa autossegurança, eh, se conhecer, né? é o que que meu corpo aguenta e aí com o personal você vai ter muito mais domínio e percepção sobre isso. Mas e aí o que meu corpo aguenta? Até enquanto você, vocês como profissionais pode falar assim: "Seu corpo aguenta mais, é você que não tá se permitindo". Como que é essa métrica? A gente quanto profissional tem um olhar muito aguçado para isso. Sabe o momento de apertar um pouco mais, o momento de relaxar. Muitas vezes aumentar 5 kg na carga é importante, mas às vezes fazer com a mesma carga também é importante. Tudo vai de uma avaliação mais macro da situação, né? Acho que isso é importante ter esse olhar. A carga realmente é importante. É importante progredir porque o nosso corpo ele é feito de estímulos. Se você, às vezes, eu vejo gente na academia ali que eu reparo seis meses com a mesma carga, o corpo não vai evoluir para nenhum sentido. Então hoje a gente sabe que não basta somente se movimentar, é importante a gente ter uma consciência daquilo que você tá fazendo e realizando e fazer progressões inteligentes. Momento, sim, você vai precisar aumentar a carga, desde que você consiga fazer isso de uma maneira inteligente, correta. Sim, temos mais uma pergunta aqui no estúdio Câmara. Conosco quem está é o Rodrigo Almeida do Jardim Chapadão. Quando estou ansioso, tenho vontade de treinar mais para sentir que estou fazendo alguma coisa por mim. O exercício pode acabar sendo usado como uma forma de fugir de emoções difíceis, Dani? Sim, depende eh também do que que ele trabalha. Ele trabalha com algo muito mental que não não movimenta muito o corpo, assim como a gente, assim, a gente trabalha com algo muito mental. O a atividade física, ela vai te tirar desse sobrecarga mental e vai conseguir fazer com que você pense em outra coisa. Quando você tá pensando ali qual que eh eh qual peso que eu vou pegar ou eh estou tô dando a passada certa na corrida, tal, vai te tirar do foco das suas preocupações, das suas obrigações particulares. Fora os hormônios também que libera. né? Então tudo isso também vai ajudando, mas acho que o essencial é essa essa esse essa questão da sobrecarga mental que a gente tem. Agora o Rodrigo fala sobre treinar mais para sentir que estou fazendo alguma coisa por mim. Quando então vem também, olha, eu tô tão cansada que eu não consigo fazer nada, como driblar isso? A gente tem os dois lados, né, André? Tem os dois lados. Eu acho que eh muitas vezes você vai paraa academia para cumprir tabela, para realmente fazer o melhor que você pode fazer naquele dia, o melhor que você consegue entregar. Eh, eu conheço muita gente que vai paraa academia para se sentir bem depois no trabalho, para realmente tirar o foco um pouco dos stress que a gente tem no dia a dia e conseguir seguir a sua vida. É fazer aquilo que você consegue fazer com consistência, não melhor sempre, mas tendo consistência. O ideal então a gente pensar em uma progressão e se comparar a si mesmo nessa progressão. É isso, Dan. Perfeito. Perfeito. É isso. É isso. Se a gente pudesse resumir tudo, na minha opinião, como psicóloga, seria isso. Comparar a si mesmo. Isso é você com você, você indo, você indo e talvez chegue num momento em que você chega ali no seu ápice e tá tudo bem também. Você conseguiu chegar, André. É isso. Com certeza. eh você eh olhar no retrovisor e ver da onde você saiu e até onde você conseguiu chegar. Isso é muito importante, né? Eu vejo que é importante você ter referências. É importante essa referência de um lugar que você quer chegar, de uma pessoa que você admira, mas olhar no retrovisor e realmente ver o que você fez, o que você está fazendo e onde você chegou. Sim. E nesses tempos que a gente fala assim, olha, nós comentamos um pouco sobre corrida, sobre musculação, mas inclusive eu acho que é um mito, mas é uma opinião que a gente pode inclusive discutir em um outro programa. A pessoa fala assim: "Ah, vou fazer ai pilates é coisa de velho, eu não vou fazer". Aí depois já tem. Qual é nessa para quem tá começando, não quero me comparar a ninguém, mas eu preciso começar de algum lugar. o que que a pessoa deve levar em consideração para ela fazer essa escolha de qual atividade vai fazer bem a saúde e também vai dar essa satisfação a ela? Quais são então você falou dos quatro sentimentos lá, mas quais são então os sentimentos que ela deve colocar na balança quando pensa em fazer uma escolha? Uhum. Alegria. Alegria é o fundamental. aquilo traz satisfação para ela. Pode ser uma dança, o próprio bit tênis que eu gosto muito. Academia, academia é uma coisa que eu acho que é a base de tudo. Você precisa ter, claro, que é na área do André, mas o que eu percebo e personagens que eu converso, as pessoas que eu converso dessa área, academia é a base e ter algo a mais que você sinta prazer. Então, por exemplo, pode ser uma dança, uma caminhada com os amigos, uma corrida, um bit tênis, algo a mais ali, sabe? que vai também te dar aquele prazer e que a academia que nem eu fui pra academia para performar melhor no bit tênis, tá? Tá. Então eu não fui pra academia, teve uma motivação. Isso. Então e sempre achar isso, sabe? Esses eh eh essas esses pontos assim que vai te ligar e vai conseguir te fazer você. Pera aqui. Você falou do pilates, né? Eu gosto muito do Pilates, mas eu enxergo tecnicamente que ele tem uma limitação ao longo do tempo. Só que todas as mulheres que eu treino, que fazem pilates, são outras mulheres dentro da musculação. Conseguem treinar muito melhor, conseguem ter uma consciência corporal tamanha as mulheres que vêm do Pilates, mas não é reserva de mercado. Mas a musculação é uma modalidade muito democrática. Ela inclui de jovens ali de 8, 10, 11 anos a pessoas de mais idade de 80, 90 anos. A democracia dentro da musculação, sendo feita com resultado, com consciência, com personalização, é possível atender todos os públicos. Por isso eu gosto muito da musculação e trabalho com ela. Sim. Agora, quando a gente pensa nesse começar, nesse incentivar, nesse se inspirar, e quando a gente começa como lidar, por exemplo, a gente falou muito dos comentários, dos likes, mas também pode ser alguém que coloque assim: "Nossa, você tá tentando ser alguém que você não é". Nossa, você tá tentando como também lidar com os haters nesse caso, né? Aproveitando que a gente tá aqui, quando é o outro que te compara, ainda tem coragem de fazer na sua publicação um comentário como esse. E aí, Dani? Olha, pela minha experiência, é difícil a pessoa te criticar tão assim na lata. Não sei, assim, o que que você sente? Bom, há casos e casos, né? Há casos e casos, né? A gente fala assim: "Nossa, o peso tá pouco, hein? Vi você publicou aquele vídeo, fal, ah, o peso tá pouco, hein? Tem essas coisinhas, essa brincadeira com esse fundo de crítica, não tem, André? Tem muito. Eu digo assim, se você for sedentária, vão te criticar. Se você tiver acima do peso, vão te criticar. Se você não fizer realmente nada, vão te criticar. Se você começar a ir pra academia 1, 2, três dias, também vão te criticar. Então, sempre vai haver alguém para apontar o dedo. A grande questão que eu falo é: você nunca vai ver um atleta te criticando, ele vai te incentivar. Uhum. Então, realmente, muitas vezes a crítica vem de pessoas que não estão fazendo mais que você. Então, sempre vai ter alguém para falar. É manter a tranquilidade, seguir seu caminho e ser feliz realmente, como a Dani, como a Dani falou. Por outro lá, pode continuar. Imagina, tem até uma foto, se eu não me engano, do Cielo quando ele competia, ele era focado ali. Ele tava focado no objetivo dele. Ele não focava no que as pessoas estavam falando. Isso também acho que acredito que também, né? Quando a gente fica escutando muito, né? Ah, você não pegou peso suficiente. Meio que tampa o ouvido, sabe? E segue ali. Você sabe que você percebeu que eu sou bem decidida, né? Tem que ser, né? Tem que ser. ouvido, não presta muito atenção. Que o pessoal de casa, quem está assistindo, seja um pouco decidido dessa de desse jeito seu aí para tomar essa essa alternativ essa alternativa, não, tomar essa iniciativa, decisão isso de fazer algo independente da opinião dos outros. É exatamente porque que nem o André falou, todo mundo vai ter uma opinião sobre aquilo e não tem como a gente agradar todo mundo. Então é muito mais fácil a gente agradar a gente. Mas para nós nos agradarmos, a gente tem que entender o que a gente gosta. Por isso que a a emoção da alegria que eu comentei, sim. E até porque também as pessoas às vezes você falou da musculação, você é um profissional que tá falando tal, mas às vezes um amigo vai falar: "Ah, mas você vai ficar fazendo fazendo isso, vamos fazer outra coisa que é melhor? Olha, eu tô fazendo tal coisa e tal coisa, olha como tá bem melhor que o seu. E aí, eh, a Dani, profissional de psicologia, falou, e eu concordo plenamente com ela, musculação é a base. Em algum momento da sua vida, você vai ter que fazer musculação. Já sabe isso. Seja para melhorar uma lesão de forma terapêutica, seja para performar, eu acho que é possível. A gente mora num país que é muito abrangente, temos um clima ótimo, a gente tem possibilidade de fazer diversas modalidades, mas a musculação acaba sendo base. Ou você vai pelo amor ou você vai pela dor. Sim. Uma outra coisa também que tem a ver muito com o treino, que acaba também gerando e tem a ver com essa comparação, é o transtorno alimentar, que ela eles estão muito ali interligados, né, também. Olha. Ah, mas você treina e come isso. Ah, mas você treina e você não eh bate a meta de proteína. E aí quando começa também ter mais essa cobrança, André? Eh, essa questão nutricional, né, muito importante. Não querendo entrar na área das nutricionistas, mas eu gosto de exemplificar muitas vezes por pela minha prática. Eu tenho alunas que treinam visando melhor estética, mas os nutricionistas que trabalham comigo, eles têm uma inteligência na prescrição. Por exemplo, tem mulheres que gostam de um chocolate, né? Então elas podem comer esse chocolate. E o acordo é: Qual o seu treino mais pesado da semana? É um treino, por exemplo, de pernas. Nesse dia você tem um aporte para comer o seu chocolate que não vai impactar em nada a sua performance e a sua parte estética. Então, eh, dietas extremamente restritas vão levar a uma compulsão. Então, é preciso também esse e leva um sofrimento também, leva um sofrimento, leva restrição e elas não são sustentáveis. Essa é a grande questão. Porque eu começo a perceber que as pessoas que fazem essa dieta bem restrita, e eu já passei por isso em algum momento, tem dias que você está insuportável. Sim, porque com certeza tem os aspectos, né, emocionais e claro os aspectos também de eu não tô produzindo isso, não tô comendo aquilo, tal. E isso tudo influencia inclusive na minha vida social. Com certeza. A alimentação, ela tá muito ligada com o alimentação, respiração também ao você estar viva, porque são essas duas coisas que te mantém viva, né? alimentação e a respiração. Sim. Então, pessoas que respiram muito rápido ou que que eh rejeitam a comida, elas estão rejeitando a vida. Hum. Tem uma mensagem por trás disso. Sim, sim, sim. Aí teria que ir mais a fundo ali, né? Dependendo do caso. Mas por que que ela tá rejeitando a vida? O que que tá acontecendo ali? Vamos trazer vida de novo para ela. Sim. Não, não quer dizer também de pensar assim: "Olha, eu tenho que unir o meu treino à alimentação, mas também não posso comer nada porque senão tudo que eu faço se perde." Como então encontrar o equilíbrio nessa equação, Dani? Eu gosto muito assim, é dessas dicas que nem o André comentou várias dicas aqui. Se a gente precisa pegar essas dicas dos profissionais, sabe? Faça um treino com um personal, talvez faça uma sessão. Às vezes você não precisa fazer um acompanhamento tão longo com um psicólogo, mas faz uma avaliação só para você se entender nesse momento. Fala pr pra pessoa assim, né, pro terapeuta, eu quero entender como é que tá a minha disciplina, porque que eu tô me comparando tanto, porque que eu não estou me alimentando bem. Foca nisso, sabe assim? E aí você vai ter uma performance melhor da sua consciência, do seu a da sua autoestima de quem é você. E aí isso vai ser muito mais fácil para você conseguir entender todas as outras nuances. André, essa questão da alimentação, né, talvez seja um tema eh até num outro momento, num outro programa, questão das canetas emagrecedoras, que a gente vê muito hoje. Ah, a gente já discutiu aqui no no estúdio Câmara, a Rúbia já falou sobre isso um outro momento, inclusive essa febre, essa febre. Eu sou um profissional que eu nunca me posicionei contra, muito pelo contrário, eh, as pessoas hoje são adultas, elas tendo acesso, tendo um acompanhamento, o que cabe a mim é saber lidar com essa demanda. Um exemplo, pessoas que utilizam as canetas, elas vão ter uma ingestão alimentar muito menor. Então, dentro da academia, o treino delas muda totalmente, elas não vão conseguir performar minimamente. Então, cabe a gente que é profissional de educação física, adequar esse treino para essa pessoa que está utilizando da melhor forma possível, porque a caneta vai limitar a quantidade de apetite que ela vai ter, vai limitar o apetite, ela não vai conseguir comer tanto, consequentemente não vai conseguir treinar com uma intensidade tão alta. Então, cabe a nós ajustar isso. E ela vai ficar um pouco mais irritada também, porque a quantidade de fica bem irritada. Eh, por que que dá essa irritação? Ah, eu acho que na parte psicológica, né? Acredito que seja assim, você tá acostumado a comer uma quantidade, você não consegue mais comer, mas aquilo te dava prazer e você não substituiu aquele prazer por outra coisa, por outro prazer, digamos, por outro prazer. Exatamente. Que pode ser atividade física que o nosso corpo exige. Aham. E a nossa mente exige, né? Então, um dia tarefado, super corrido, assim, à noite você tem vontade do quê? de algo gorduroso com açúcar e rápido. Por isso que a gente vai pros fast food, entende? Então é, é, mas aí depois, né, caso a gente pode agora uma última questão ainda sobre comparação, que as pessoas depois chegam e falam assim: "Nossa, mas você foi demais que parece que é essa busca". As pessoas postam o treino e falam: "Eu vim na força do ódio". Aí o outro fala assim: "Olha, você venceu o ódio" e treinou. Parabéns. As pessoas buscam isso? Sim. A raiva é uma das emoções que eu gosto de trabalhar e ela e eu prefiro que a pessoa tenha raiva do que tristeza ou medo. Por a raiva motiva. Eu não vou mais passar por isso. Eu vou entrar nesses shorts. Eu vou ir na no nas férias e ficar de biquíni sem a canga, sabe? Então é uma raiva e isso vai te motivar. Uma raiva positiva existe. Exatamente. Sim. Eu acredito muito nisso e gosto quando a minha aluna chega para treinar com raiva. Claro que a raiva é o ódio controlado que a gente consegue direcionar para o treino. O momento de eu cobrar ela um pouco mais, dela saber entender até onde ela pode ir. Realmente eu gosto disso. Olha, então vim na força do ódio não é tão ruim assim, não. Com certeza não. Ódio controlado é te tirou ali da daquele movimento de da zona de conforto e fez você sair da zona de conforto é importante. Isso é diferente. E no final, gente, uma frase para quem tá lá em casa e quando ela pensa em se se incarar ao outro. Uhum. Já pera aí, deixa eu pensar. Ã, se compar. Pode passar pro André. Pode ser, André. Uma frase para quem tá lá em casa sobre essa questão de se comparar ao outro no treino. Seu ritmo de treino, ele não precisa impressionar ninguém, ele tem que funcionar para você e que você consiga manter isso ao longo do tempo. Ah, a gente pode modelar os outros, mas não igualar. Então, sempre olhe para você e lembre do diário terapêutico, tá certo? Então, olha, você que participou aqui com a gente do estúdio Câmara pelo WhatsApp da nossa redação, a gente agradece imensamente a todos os nossos telespectadores que participaram aqui conosco. Lembrando que hoje tem muita coisa acontecendo na TV Câmara Campinas e daqui a pouquinho, inclusive você acompanha ao vivo pela TV Câmara Campinas a primeira reunião ordinária do programa Parlamento Jovem de 2026, que está em sua oitava edição. São alunos de escolas públicas e privadas de Campinas que participam desse programa de cidadania. E hoje tem também na Câmara reunião ordinária a partir das 6 horas da tarde. É uma reunião onde os vereadores aqui do Legislativo de Campinas discutem e votam projetos para a cidade. E eu já vou deixar aqui também o tema desta terça-feira te convidando para separar esse horário das 8 horas aqui com a gente. Libido e rotina. Por que no dia a dia nos sentimos cada vez menos dispostos sexualmente? A queda da libido nem sempre está relacionada a problemas hormonais ou ao desgaste do relacionamento. Como a rotina acelerada, o estress crônico, a sobrecarga mental, a falta de sono, o excesso de telas, a ansiedade e até alguns hábitos de vida podem reduzir o desejo sexual mesmo entre pessoas saudáveis. Este é o tema do estúdio Câmara desta terça-feira e eu conto com você amanhã, hein? Espero por você aqui às 8 horas da manhã. Dani André, muito obrigada pela presença e, claro, até uma próxima oportunidade. Muito obrigada. Nossa, um prazer estar aqui. Muito obrigado mais uma vez pelo convite. Tô sempre à disposição de vocês. Lembrando que o estúdio Câmara fica disponível na no youtube.com/tvcâmaracampinas e também no portal da TVCaracampinas. TVampinas.com.br. Um bom dia e até amanhã. เฮ
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do ESTÚDIO CÂMARA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
1:00:36

Estúdio Câmara | Linguagens de Amor Diferentes Podem Causar Atritos no Dia a Dia?

1:00:31

Estúdio Câmara | Linguagens do Amor Diferentes

1:03:54

Estúdio Câmara | Qual o Limite Em Tomar as Dores do Outro?

1:04:01

Estúdio Câmara | Os limites de tomar as dores dos outros

1:10:00

Estúdio Câmara | Substituir Afeto por Presentes

1:09:59

Estúdio Câmara | Afeto x Presentes: Como Educar os Filhos

1:04:26

Estúdio Câmara | Pets Tem Sentimentos?

1:04:03

Estúdio Câmara | Pets têm sentimentos?

59:29

Estúdio Câmara | Sua Mãe Já Te Disse “Você Não é Todo Mundo”?

59:35

Estúdio Câmara | Você não é todo mundo

1:04:27

Estúdio Câmara | Qual o Impacto de Pais Separados na Infância?

57:33

Estúdio Câmara | ‘se Não For do Jeito Que Eu Faço, Não Está Bom’

57:39

Estúdio Câmara | Se não for do meu jeito, não está bom?

51:26

Estúdio Câmara | Como o Medo Pode Se Tornar Um Incentivo?

51:14

Estúdio Câmara | Medo pode ser um incentivo?

59:32

Estúdio Câmara | O Casamento Com Quarto Dividido (O Boom do Sono Separado)

59:18

Estúdio Câmara | Casais que dormem em quartos separados

1:02:16

Estúdio Câmara Você Leva os Problemas do Trabalho para Casa, ou Vice-versa?

58:15

Estúdio Câmara | Julgamento Sem Autocrítica - Por Que "A Língua é o Chicote do Corpo"?

1:04:00

Estúdio Câmara | Sentir Que Não Consegue Fazer Nada Sozinho - Autoaceitação Pode Ajudar?

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
12:52

Na Tribuna

3:44

Câmara Notícia | 91ª Reunião Solene 2026

13:57

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

18:31

Notícias do Legislativo

9:37

Notícias da Metrópole

52:37

Câmara Notícia

20:46

Histórias de Vida | Aparecido Góes

12:40

De Olho na Educação | Mulheres na Física Quântica