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Olá, muito bom dia. Dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando estúdio Câmara no ar. Hoje, sexta-feira, dia 14 de agosto. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Bom, hoje nós vamos conversar sobre envelhecimento e vitalidade. E afinal estamos vivendo mais do que nunca. A medicina avançou, os tratamentos evoluíram, mas a grande pergunta continua sendo a mesma. como chegar aos 60, 70, 80 ou mais com autonomia, disposição e qualidade de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde, até 2030, uma em cada seis pessoas no mundo terá 60 anos ou mais. Estamos preparados para essa nova realidade? Será? Participe com a gente, envie sua mensagem. Nosso WhatsApp está na tela, a nossa produção apostos para te receber. Queremos ouvir a sua opinião e também a sua experiência sobre o tema de hoje. Por que envelhecer é um caminho que diz respeito a todos nós? Gente, a gente precisa falar sobre isso. Independente da idade que temos agora, nós precisamos nos planejar. Mas será que é possível eh o planejamento de um envelhecimento com vitalidade? Converse com a gente. As nossas convidadas já estão aqui no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las. Enquanto isso, você manda a sua mensagem, tá? 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e já já vamos apresentar as convidadas do programa de hoje. Olha, gente, a prefeitura de Campinas ampliou os serviços do WhatsApp da Central 56 com dois novos votos voltados à informação sobre vacinação e o catatreco. As ferramentas funcionam 24 horas por dia, inclusive aos domingos e feriados. Para acessar, basta enviar um oi para o 1921160156 e seguir todas as opções do sistema. O atendimento é gratuito e exclusivo para mensagens. Segundo o coordenador do 156, essa iniciativa busca facilitar o acesso a informações públicas com respostas rápidas, sem necessidade de atendimento humano. E olha, a Câmara de Campinas realiza pela primeira vez uma consulta pública sobre a lei orçamentária anual a lua. A população pode enviar sugestões até 23 de agosto pelo site da Câmara ou pelo QRcode que é divulgado no Instagram do legislativo. A contribuição, as contribuições, perdão, serão reunidas em um relatório para subsidiar a elaboração do orçamento. O resultado será apresentado no dia 29 de agosto, às 10 da manhã, durante a audiência pública no plenarinho, com transmissão pelos canais oficiais da TV Câmara Campinas, da Câmara de Campinas. Então é importante que você participe, tá? Acessa lá então o site da Câmara de Campinas e contribua com a sua ideia, a sua informação. Agora a previsão do tempo chegando. Vamos ver como fica o tempo neste final de semana. Sexta-feira, hoje temos aí um predomínio de sol entre nuvens ao longo do dia. A temperatura segue agradável nesta manhã e a máxima pode chegar aos 28º. No sábado, sol entre nuvens, mínima 17, máxima 30. No domingo, teremos um dia de sol, apenas com algumas nuvens no céu. Mínima 16, máxima 32º. Um final de semana muito bom, propício para você aproveitar da forma que seja eh importante que represente para você. Só não esqueça de colocar água na sua garrafinha, se hidratar e bora viver, gente. Vamos lá. Vamos ao tema central do programa de hoje. Vamos à apresentação das nossas convidadas. Vamos conversar sobre o envelhecimento, né? Durante muito tempo a preocupação era aumentar a expectativa de vida. Hoje isso já não basta. O que se busca é viver mais, sem abrir mão da independência, da saúde mental, da convivência social. e da capacidade de fazer escolhas sobre a própria vida. Envelhecer bem não significa apenas evitar evitar as doenças, significa continuar participando, aprendendo, criando vínculos, encontrando sentido nas diferentes fases da vida. Então, a gente precisa falar sobre envelhecimento, planejamento e vitalidade. Para isso, nós recebemos hoje a terapeuta ocupacional Marcela Dainese. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Obrigada. Nós que agradecemos, Marcela. E para completar o nosso time do programa de hoje, nós recebemos a psicopedagoga e neuropsicopedagoga clínica, Andresa Albuquerque. Andresa, bom dia, bem-vinda. Bom dia, obrigado pelo convite. Tô muito feliz de vir aqui falar de algo tão importante para todos nós. Eu acredito que o programa de hoje será mais um programa com grande conteúdo, porque nós vamos falar de envelhecimento e vitalidade e é algo que não tem como fugir. Nós estamos envelhecendo. No passado, era comum associarem envelhecimento à limitação e a dependência. Hoje a realidade mostra outro cenário. Cada vez mais pessoas chegam à maturidade estudando, viajando, praticando atividades físicas, iniciando novos projetos e redescobrindo possibilidades. Então, a gente inicia com a Marcela porque quando falamos em envelhecimento saudável, Marcela, qual é a principal diferença entre viver mais anos e viver melhor esses anos? É uma pergunta interessante, porque como você falou, estamos envelhecendo, mas não necessariamente com melhor qualidade de vida, né? Então a gente tem esses dois vieses. O envelhecimento, ele não é heterogêneo. Cada um vai envelhecer de uma maneira. Sim. Tem algumas formas que a gente pode trabalhar para que esse envelhecimento que a gente conquistou seja de melhor qualidade. Muito bem. É verdade. A gente precisa aprender, é por isso de um planejamento para o envelhecimento, de repente, mas o planejamento desse envelhecimento, ele vai acontecer onde? No nosso cérebro. Então, Andresa, o que acontece com o cérebro e com os aspectos emocionais ao longo do processo de envelhecimento, porque às vezes a gente não se dá conta que nós estamos envelhecendo. E quando a gente para para se olhar no espelho, quando começa a sentir uma dor aqui, outra dor ali, a gente puf e agora comecei. E o nosso cérebro ele vai criar várias situações. como que a gente funciona nesse processo e o que é importante a gente salientar nesse momento, nessa fase da vida. Bom, eh muito importante porque a medicina ela acrescentou anos a nossa vida, né? E para acrescentar vida aos nossos anos, né, nós temos aí que ter algo importante que eu digo que é a reserva cognitiva, né? eh eh criar conexões cerebrais, eh criar oportunidades novas e para que a gente possa realmente ter uma qualidade de vida, não só física, já que o nosso corpo vai viver mais, o nosso cérebro também tem que estar ativo, né? Existem vários hábitos que a gente tem que ir construindo, depositando desde já, né, para que a gente tenha aí uma qualidade de vida na terceira idade para cima. É verdade. Você sabe que a gente vive eh numa cobrança constante, né? Num corrimento um uma correria, perdão, inevitável, porque assim, ã, todo mundo tá trabalhando, todo mundo está entregando e aí a gente não percebe que nós estamos envelhecendo com o passar dos dias e, eh, surgem as mudanças e nem todas as mudanças que surgem com a idade são negativas. A gente precisa parar para analisar. Algumas capacidades podem diminuir, né? Mas a experiência, o repertório da vida, a inteligência emocional, elas costumam fortalecer ao longo dos anos, né? Então, Marcela, com o passar dos anos, a perda da autonomia, ela é inevitável ou ela pode ser evitada e Porque muita gente fala assim: "Nossa, eu tô envelhecendo e aí eh, estou ficando mais isolado, estou perdendo a minha autonomia. A gente consegue retardar isso? A gente consegue evitar isso? Eh, a gente consegue manter a nossa autonomia pro resto da nossa vida. Que que acontece, né? Geralmente a pessoa vai envelhecendo e aí por conta de fatores externos, principalmente ao idadismo, essa pessoa é colocada de lado. Uhum. E ao ser colocada de lado, ela não tem mais escolha em nada na vida dela, assim, ela não consegue mais escolher se ela vai poder ir na igreja ou se ela vai poder ir no mercado sozinha, o que que ela vai comer, qual é o perfume que ela vai escolher. Ela não tem mais autonomia, né, que esse é o significado da autonomia. Mas na terapia ocupacional, a gente sabe que a pessoa consegue ter autonomia no resto da vida dela, a vida inteira. Mesmo em casos assim de demência, você consegue dar a opção para essa pessoa escolher o que faz sentido para ela, o que não faz sentido, o que tem relação com a história dela e o que não tem. Mas aí a gente precisa deixar um pouco de lado esse idadismo, né, para colocar essa pessoa como protagonista história dela. Verdade. É verdade. Eh, é algo cultural na sua avaliação esse negócio de que assim, ah, a avó envelheceu, ela não consegue ir ao supermercado sozinha. Quem é que diz que ela não consegue? Por que que a gente tem essa tendência? Acho que assim, são dois fatores. A gente vive num corpo biológico, né? Então assim, a gente vai ter alguns declínios mesmo, não tem como fugir disso, mas eh tem muitas pesquisas que mostram que o que impede a gente de participar não é esse declínio físico, não é esse declínio intrínseco, é mais essa esse preconceito externo, é mais essa barreira institucional, esse achismo de que o velho não pode. E aí assim tem todo um um processo desse idadismo que ele começa, não sei se eu posso falar dele, sim, por favor. Ele começa de uma forma ideológica. Então assim, é uma ideia, ah, é realmente assim, a gente vive no mundo de dicotomia, tem o melhor e um pior sempre. Então é o jovem, é o velho, é o rico, é o pobre. E aí colocam o velho nessa situação mais para baixo. Então essa é a ideologia. Uhum. Depois acontece a institucionalização. Em todas as instituições acontece esse preconceito contra o idoso. Então foi aquilo que aconteceu na pandemia. Por que que a gente vai dar vaga pro idoso aqui no hospital se ele já vai morrer mesmo, né? Forte. Depois da instituição veio um insidioso, aquelas piadinhas, ai é o velhinho gagá, ai não tô esquecendo porque eu tô velho. E aí do incidioso vem o pessoal, a gente realmente passa a acreditar que eu sou tudo aquilo que me falaram. Então acontece esse processo externo que nos eh bloqueia a nossa autonomia, né? Excelente explicação. Muito bom. E é algo que a gente traz, né? É algo meio que cultural. Se você para para analisar e a gente precisa entender um pouco mais sobre essa questão do envelhecimento e e saber que nós estamos envelhecendo, que o país está envelhecendo e acabar eliminar de vez com esses preconceitos, com o idadismo, com o etarismo. Nós vamos passar por isso independente das do seu perfil, da da sua eh se você é rico, se você é pobre, se você é branco, se você é preto. gente, independente de qualquer coisa, a certeza que nós temos é que nós estamos, vamos envelhecer e a gente precisa eh de autonomia, de cuidado, de autoestima e também, gente, da sensação de pertencimento. A gente não pode perder isso, né? A Andresa, eh, falou da questão da capacidade cognitiva. O que que é a capacidade cognitiva, né? Quais as atividades, Andresa, ajudam a gente preservar a memória e e a capacidade cognitiva ao longo dos anos e se preparar para esse envelhecimento com a vitalidade? É, a capacidade cognitiva é quando a gente tem a habilidade de tomar decisões, de criar eh uma rotina saudável, eh ter um estilo de vida saudável, no qual eu vou ter a autonomia para viver, para fazer o básico paraa minha vida, né? Eh, essa reserva cognitiva eu vou construindo ao longo do tempo quando eu começo a criar novas atividades, né? Então, não é ficar no piloto automático, né? Que nem dizia: "Ah, a pessoa tem que fazer a palavra cruzada para estimular o cérebro". Hum. E isso não vira algo mais automático. Na verdade, o cérebro ele sempre está pronto para aprender a vida toda, porque existe a plasticidade cerebral, né? Então, eh, a vida toda nós vamos estar aprendendo. E para criar novas conexões, nós temos que trazer coisas inéditas para nossa vida. Então, além da atividade física, da alimentação saudável, aprender coisas novas. né? Estar aprendendo um idioma novo, eh fazer sempre estar fazendo a as listas dos afazeres do supermercado e principalmente evitar o isolamento social. Exatamente. Que é quando a gente tem a interação social com a comunidade, eh, a gente tem a chance, né, além de de dar as nossas opiniões, expor o que pensamos, a gente consegue também debater sobre isso. Quando a gente tá ali só, por exemplo, na na tela, na internet, a gente tem a nossa opinião, mas não tem com quem debater, né? Então, é muito importante eh ter essa interação social, principalmente na terceira idade. Verdade. Você sabe que um dos maiores desafios da atualidade é combater essa ideia que a gente tá falando aqui, que envelhecer significa perder capacidade ou qualidade de vida. Vamos lá. Atividade física, o estímulo cognitivo, né? Uma alimentação equilibrada. O que seria? Vamos lá, vamos eh frutas, verduras, legumes, né? Eh, a convivência social, gente, eh eh o que as nossas entrevistadas estão colocando pra gente aqui, isso continua sendo um dos fatores decisivos para um envelhecimento saudável. Por quê? Olha, eu buscando informações, estudando pra gente poder trabalhar o programa de hoje, eh vi alguns depoimentos de de pessoas que estão no processo de envelhecimento, que elas acabam se isolando. Por quê? Porque hoje ela preferiu ficar em casa, porque amanhã ela se permitiu descansar mais um pouco e depois de amanhã ela também decidiu ficar em casa. E aí o que acontece? A gente se acostuma. o nosso cérebro é repetição. Então, Marcela, quando a gente fala dessa questão, eh, principalmente da interação social, a importância da interação social, claro, é, é evidente, mas a gente precisa salientar que principalmente a pessoa se senta mais, ela acaba se voltando, né, para dentro de casa. E o ficar em casa é algo que nos prende, porque a gente se acostuma a ficar em casa e isso a tendência é um isolamento social sem que a gente perceba que a gente está se isolando. Sim, é um fator muito importante, assim, se não me engano, no ano passado foi declarada epidemia. Uhum. Né? Essa questão da solidão, do isolamento. E isso faz parte também do envelhecimento ativo, né? né? O envelhecimento ativo, ele é um marco que aconteceu e eh pela Organização Mundial da Saúde. E aí ele fala de quatro pilares. Ele fala da saúde, da participação, da educação e da segurança. Então a participação, Rúbia, ela é fundamental assim, não só para quem é velho, para quem tá envelhecendo, em qualquer fase da vida. Exatamente. A gente constrói a nossa identidade participando, né, estando em sociedade. Então é extremamente necessário tanto para aspecto cognitivo, igual a Andresa falou, tanto assim para ser uma cidadã pertencente, ativa da sociedade, né? Muito bem. Eh, a gente precisa lembrar que aprender coisas novas, né, continua sendo importante, gente, importante a todo momento, né, como a Marcela pontuou, a gente tá em movimento e não é porque a gente tem lá 60 mais que você começa a entrar em declínio, né? Eh, não tem um uma idade ideal paraa gente aprender algo. A gente sempre está aprendendo. A Andressa pontuou para nós a questão da neuroplasticidade, né? E se a gente para para analisar, o isolamento social, ele pode acelerar a perda cognitiva e a questão emocional pode vir a a ter um impacto muito grande. Gostaria que você explicasse pra gente, Andresa, por favor. É, eh, a, o isolamento social, eh, algo que eu também não citei anteriormente, né? O sono reparador é importante, né? Mas voltando eh para pro isolamento social, né? É muito importante que a gente essa essa esse declínio cognitivo, ele vai acontecer a partir do momento que o nosso cérebro ele para de criar conexões. Uhum. Né? Eh, quando a gente vai tendo uma sobrecarga também de estress crônico, né? Vai causando inflamações no hipocampo, que é onde vai afetar a nossa memória, né? E aí que vai acontecendo esse declínio cognitivo. Então, eh, a o nosso estilo de vida, a busca, né, por aprender coisas novas, por criar situações novas na nossa vida, sair da rotina mesmo, como eu falei, eh, e criando um depósito de reserva cognitiva, é muito importante para que a gente chegue aí na velice, né, com muita autonomia. a gente pode eh pensar um pouquinho que existem pessoas bem mais velhas, né, com 80 anos e a gente sempre comenta: "Nossa, ele é lúcido ainda, porque anteriormente, quando ele estava ali na atividade dele de trabalho, ele não tinha tanto estress correria como nós temos hoje. Então ele consegue ter essa lucidez maior, porque ele não teve tanto acesso a situações que nós, nossa geração tem hoje mais estressante. Muito bem. E a gente pode fazer um planejamento para esse envelhecimento, né? A gente precisa de repente parar um pouco, né? Trazer coisas boas paraa nossa mente, porque isso vai influenciar, não vai? Vai, quando a gente sabe o fim, Uhum. que a velícia e a morte, a gente cria instrumentos, né, nesse caminho. Então, é extremamente importante. Olha, gente, de acordo com o Dr. Egídio, ele é médico coordenador do programa USP 60, é um programa bem interessante, eh, ele fez uma pesquisa e diz que o desejo de mais de 80% dos idosos é permanecer em sua residência familiar. no centro de um ambiente que conhece cercados de memórias e com total autonomia, né? Então, eh eh é uma coisa assim que eu acho que todos nós devemos privar e entender que nós podemos ter autonomia, né? Tem a possibilidade do indivíduo envelhecer no próprio lar e na sua comunidade com segurança, dignidade e independência. Nós temos alguns programas no Brasil que têm eh adotado lugares com conceito de vila siors, né? É bem interessante. E diante desse cenário, Marcela, qual que é a real importância de conciliar essa busca por autonomia, a preservação de memórias e a necessidade das práticas de acessibilidade, convivência social, essa questão que tem, né, de de pessoas de vilas siores. Você já viu isso? E daí as pessoas falam assim: "Ah, não, mas é, não tô velha para ir pra Vila Siênor". Eu vou te falar uma coisa, eu tava vendo uns vídeos ontem, gente, que alegria é aquela. Pessoas assim, você senta mais convivendo, plantando, colhendo, dançando, fazendo exercício e com uma saúde, tanto física quanto mental, que eu vou te contar, hein? É, eu fiz voluntário em uma vila dessas, assim, e o meu sonho é morar nessa vila também. Maravilhoso, gente, que interessante. É uma delícia. Ela tá dentro desse programa de envelhecimento ativo, né? Porque eh de acordo com esse rapaz que você citou Uhum. a gente tem o desejo de envelhecer em casa, né? Nenhum lugar melhor do que a nossa casa e 1% da população tá em instituição de longa permanência, que é o asilo. E é onde feito a maior eh recurso de verba é para essa instituição. Só que assim, a gente precisa mudar um pouco a nossa visão de envelhecer em casa. Tem alguns países lá fora que já estão fazendo esse tipo de trabalho, né? Tem vilas, tem assim hospitais que são o bairro inteiro, que você pega o ônibus, que você caminha lá, assim, você continua tendo a sua vida normal, não é porque você envelheceu que agora você é uma pessoa doente, que você precisa ser privada, segregada, tratado como um qualquer, né? Você ainda tem a sua cidadania. E na verdade eu acho que eh a gente eh traz muito valor assim, ai ele não sabe nada, talvez ele não saiba eh talvez assim uma palavra forte, porque muita gente sabe muito. Uhum. Mas talvez ele tenha alguma falta em algum conhecimento teórico, mas a sabedoria, Rúbia, assim, ela é muito maior do que a nossa capacidade de teoria, né? a experiência que uma pessoa mais velha tem é superior a qualquer um de nós. Excelente. É, e assim, só para completar a minha visão, né, sobre essas vilas, é que o idoso está ali com um propósito, né, de de continuar tendo a sua vida ativa e livre de julgamentos, né? Ele tá livre de julgamentos porque ele tá ali com as pessoas que talvez tenha as limitações que ele já tem, mas ele pode mostrar o quanto ele ainda pode fazer. Uhum. Porque nós também temos a tendência de limitar os idosos, né? por medo que aconteça alguma coisa, que se machuque ou mesmo por causa da memória, que esqueça algo ligado, o sobre o perigo que ele possa correr mesmo. E a gente acaba limitando ou julgando a capacidade. E nessas vilas não, né? Eles vivem intensamente mesmo. Muito bem. Agora, eh, como que a família de repente pode colaborar para manter a autonomia da pessoa idosa sem retirar a independência dessa pessoa, né? Porque a tendência da família é proteger e às vezes com a proteção a gente acaba sem perceber, a gente retira toda essa independência da pessoa. A gente precisa cuidar com isso. É, exatamente. É como a Andressa falou, né? Às vezes numa tentativa de cuidado, a gente acaba reprimindo um pouco essa expansividade que nós temos da vida do idoso. E aí que que precisa acontecer, né? Cada cada pessoa é um ser único, cada idoso é um idoso, mas a gente eh tem um caso assim: "Ah, eu tenho medo que a minha mãe vai lavar louça, caia, quebre copo e machuque braço." Assim, acidentes acontecem, né? Mas eu, ao eu privar a minha mãe de lavar a louça, eu vou privar a minha mãe de participar, vou privar a minha mãe de fazer amplitude do movimento, de fazer processos sequenciais, que assim tudo isso é uma estimulação cognitiva, é uma forma de participação eh dentro de casa, uma participação na comunidade. Então, a gente precisa est assim muito atento eh nessa linha tênue entre cuidado e repressão. Precisa ter uma supervisão, dependendo do caso, precisa de um auxílio, uma adaptação, né, para ter essa segurança. Mas a gente não pode, de forma alguma eh parar com todas as ocupações da pessoa, parar com a autonomia dela, porque aí é fadar ela a morte. Exatamente, né? Permanecer ativo não significa apenas continuar trabalhando, né, ou praticando exercícios. A gente precisa se sentir útil. E aí a gente sendo útil a gente percebe que a gente tá em atividade. Agora, eh, como que você, Andresa, avalia eh o nosso senso de envelhecimento hoje, né? Porque tá bem diferente do que o que a minha avó teve, o que a minha mãe teve. O entendimento do envelhecer paraa nossa geração eh está bem diferente. A gente percebe hoje pessoas com 60 a mais que já estão eh envelhecendo de uma forma bem diferente, né? com mais saúde, praticando atividade física e até o símbolo, né, da eh de você estacionar lá na vaga do idoso, você pode ver que o símbolo tá diferente, já não é mais um símbolo que arremetia a pessoa idosa, que é aquela que que era, né, o o entendimento que tínhamos antes era de uma pessoa que praticamente estava em uma cadeira de roda. Gente, que absurdo isso. Você pode envelhecer com qualidade de vida. Hoje a gente pode envelhecer saudável. Tem pessoas 60 a mais aí dando de 10 a zer em mim, por exemplo, né? Então assim, eh eh a nossa visão sobre o envelhecimento e o movimento que a gente está fazendo para esse nosso envelhecer, ele tem mudado? Qual que é o impacto que você vê eh nos dias de hoje? Sim, eh mudou bastante, né? Eh, antigamente a métrica, né, de vida aí era até 45, 50 anos e a pessoa já estava bem limitada, né? E hoje nós vemos aí os idosos eh tanto fisicamente eh como mentalmente bem ativos. E isso assim é muito importante, mas depende muito da qualidade de vida que ele busca, né? Ter um um físico saudável não quer dizer que ele vai ter autonomia e qualidade de vida, né? Então, por isso que precisa é ter buscas de autonomia, de emocional também, desculpa, emocional também, de criar conexões onde ele vai trazer a positividade pra vida dele, né, para que ele tenha essa esse envelhecimento por completo saudável. Então, estar com físico saudável não estar, não é estar completamente saudável, tem que ser corpo e mente. É exatamente, até porque, né, os dois se conectam. Não adianta você tá com a mente saudável e com o corpo não saudável ou vice-versa. A gente precisa cuidar de nós por um todo, né? Agora vamos falar de tecnologia, porque eh Andresa, a tecnologia ela pode ajudar na qualidade de vida, na estimulação cognitiva e quais os cuidados que a gente precisa ter com a tecnologia, até porque nós já temos aí dados de pessoas, né, eh, 60 a mais, que já estão, infelizmente, ã, diagnosticados com vício, eh, na tecnologia, com vício no celular. Então assim, a gente precisa balancear isso e e trazer um equilíbrio, até porque o celular, gente, eh tem várias situações que a gente vai conseguir direcionar porque é bom, é sim, só que também faz mal. E a gente precisa medir isso, né, Andrea? É, nós temos que ter aí um equilíbrio, né, em relação ao uso da tecnologia, eh, em relação à medicina. A tecnologia hoje ajudou bastante, né, para paraa qualidade de vida dos idosos, eh, das das cirurgias, da parte de remédios também. Porém, o uso da tecnologia para o idoso, ele tem que também ser monitorado, porque senão vai trazer a o isolamento social novamente, né, os vícios, né, como a você citou. Então, a gente precisa ter um equilíbrio nesse uso de tecnologia. Por isso que a gente bate na tecla que o idoso ele precisa sim ter a interação social, ter eh outros estímulos cognitivos para ele não ficar preso só a tecnologia e aí sim apresentar esse declínio cognitivo. Porque o cérebro quando ele entra no piloto automático, ele fica preguiçoso, né? Ele para de aprender, para de criar sinapses e aí ele vai ficando preguiçoso. Então a tecnologia ela traz benefícios, porém tem que ter um equilíbrio. Marcela, a sua avaliação referente a essa questão da tecnologia, tem alguns aplicativos, né, que são benéficos e a gente precisa só aprender a diferenciar o que é bom, o que é ruim, não é? É, exatamente. Eu sou super a favor da tecnologia, mas eu também sou super a favor da gente não se refém de tecnologia. Isso. Eh, a tecnologia ajuda a gente no dia a dia com tudo, né? Se a gente for falar de um óculos, também é uma tecnologia assistiva. E pro idoso, ela é essencial também, tá dentro eh do envelhecimento ativo, o letramento digital. a gente não tem esse letramento digital, a gente tá por fora. E só que assim, precisa de um de um certo auxílio, porque você entregar uma tecnologia pro idoso e não fazer uma preparação, ele não provavelmente não vai conseguir acessar, precisa ter uma preparação, um estudo para ele conseguir participar disso, mas novamente sem ser refém da tecnologia. Excelente. Nós estamos falando aqui de envelhecimento, de vitalidade. Nós estamos envelhecendo. Precisamos envelhecer eh com vitalidade, né? Com autonomia. Muita gente hoje fala: "Olha, eu estou indo paraa academia. Não é uma opção, né? É uma obrigação. Eu preciso cuidar da minha mente, do meu corpo, para que eu possa envelhecer, podendo fazer os meus movimentos, né? né? Então é é isso é importante demais a gente ter essa noção e continuar eh trabalhando para que a gente possa ter sim um envelhecimento com mais vitalidade. Só que a gente não pode esquecer também da questão da nossa saúde mental, que corpo e mente precisam, né, trabalhar eh eh juntos para que a gente tenha um desempenho aí e um envelhecimento mais mais gostoso, sabe assim, uma enxergar o envelhecimento de uma forma diferente, porque vai impactar na nossa saúde mental. Quando a gente se olha no espelho e vê que a gente tá envelhecendo, automaticamente dá uma sensaçãozinha diferente. Não dá, Andrea? Sim, dá uma sensação, dá aquele medo, mas ao mesmo tempo eu acho que o envelhecimento ele foi ressignificado hoje, né? As pessoas começaram a tomar consciência que a gente pode envelhecer e continuar tendo vida, né? Continuar buscando novos desafios. e principalmente manter a nossa autoestima, né? Então, ir à academia, não só pelo físico, né, mas também para pra saúde dos nossos músculos, pra gente que para que a gente não dependa das pessoas para para sentar, para caminhar, né, para para viver sozinho até em nossos lares, né, como citamos que agora as pessoas estão escolhendo envelhecer nos lares também. Eh, mas também paraa mente, o exercício físico, ele traz a endorfina, que traz o prazer paraa nossa mente, que vai trazer a nossa autoestima e isso vai elevar aí o nosso o nosso nível de envelhecimento. Hoje a gente não vê mais como um tabu. Eu acredito que muitas pessoas hoje elas buscam o envelhecimento hoje como a uma qualidade de vida também, não só como o fim da vida. Exatamente. É, é interessante a forma como a sociedade enxerga o envelhecimento, né? Eh, eh, antes era de uma forma, hoje que bom que está mudando. Embora o preconceito, né, por idade ainda exista, cresce a valorização da experiência, da autonomia, das contribuições que as pessoas idosas oferecem à comunidade. E a gente vê pessoas idosas voltando pra escola, voltando a estudar, fazendo uma transição de carreira, né? Isso é maravilhoso. Isso significa autonomia, o exercício cerebral, né? Eh, Marcela, quando uma pessoa idosa volta pra sala de aula, o que isso significa pra parte cognitiva, saúde mental, né? E a autonomia que a gente tanto tá falando e a vitalidade? Ah, significa tudo assim, tudo. É, é, é lindo de ver. Eu também fiz voluntário na Universidade da Terceira Idade Unicamp. E lá assim eu podia ver o sorriso de tá participando, cada um no seu nível, cada um com a sua experiência, cada um no seu tempo. Mas assim, eh, as mulheres relatavam o quanto elas ficaram paradas dentro de casa, o quanto a família tava com medo e o quanto depois de estudar que voltou essa vitalidade, esse desejo, voltou esse propósito. Se a gente não tiver propósito de vida, a gente não levanta pra cama, né? não levanta da cama. Exatamente. Então esse estudo na terceira idade assim é sensacional. Muito bem. Andresa, eh na sua avaliação, como é que a sociedade ela pode avançar, né, no combate ao etarismo, na valorização eh eh da pessoa 60 mais. A gente sabe que nós estamos avançando, mas ainda falta, ainda falta, sim, falta bastante. Tem um pouco de preconceito ainda, mas eu acho que é aquilo que eu falei, é ressignificar o nosso envelhecimento, né? Eh, a criar aí até campanhas, né, de que a o o idoso ele pode continuar aprendendo, ele é útil pra sociedade, né? porque ele já tem aí uma bagagem de experiência que os mais novos não têm e eles ainda podem contribuir muito paraa sociedade. Então eu acho que é algo mais cultural mesmo, né, que nós hoje mais jovens, mas chegando já ali, né, perto da terceira idade, precisamos continuar eh com essa essência de de estar realmente buscando o envelhecimento saudável e mostrando pros que vierem que isso só vai trazer benefícios paraa nossa sociedade. É interessante a gente pensar na nossa evolução, né? Porque se a gente para para analisar o envelhecimento dos nossos bisavós, como foi o envelhecimento dos nossos avós, o envelhecimento dos nossos pais, o envelhecimento da minha geração. E aí, como será o envelhecimento da geração da minha filha, da geração dos meus netos? E é por isso que a gente tá nesse movimento, a gente está no movimento de aprendizado, de entendimento, de ressignificação para que os o envelhecimento eh das outras das novas gerações possa ser ressignificado, pode possa ser um envelhecimento eh com mais aceitação, com mais clareza, com mais exposição, mais saúde, mais entendimento. E é por isso desse movimento também aqui no estúdio Câmara, porque hoje a gente fala de envelhecimento e vitalidade. Sim, é possível. A gente precisa se planejar. Ah, Rúbia, mas eu não consigo. Saia de casa. Vá fazer uma caminhada, vá encontrar com pessoas que moram no seu bairro. Converse, faça exercício com o seu cérebro e com o seu corpo. Isso traz vitalidade, isso traz movimento e consequentemente quando você vê, você tá voando, ficar parado, a gente literalmente para. Então a gente precisa do movimento para seguir. E o envelhecimento eh faz parte da vida, mas a gente pode continuar, né, a fazer aí os nossos exercícios diários. mesmo estando envelhecendo. Agora 8:49. Agora vamos com as perguntas, né, do pessoal de casa. Vamos saber quem é que tá conosco. A produção vai colocar algumas perguntas na tela e as nossas respond as nossas convidadas vão responder para vocês. A Silvana Freitas do Jardim do Lago tá aí com a gente. Minha tia sempre gostou de se arrumar, mas passou a achar que certas roupas e lugares não são mais pra idade dela. Ai ai. Isso também pode limitar a vida de uma pessoa. E agora, hein, Andresa? pode limitar sim. Eh, eu acredito que ela tá vivendo aí um conflito de gerações, né, de comparações. E a família tem que acolher nesse momento, né, fazer ela se sentir o máximo à vontade no ambiente que que ela estiver presente, né, para ela se sentir eh pertencente da do de qualquer grupo, né, que ela tem uma validade ali onde ela está. É, é algo assim que a gente precisa pensar, né? A pessoa gosta, gosta de se arrumar e de repente eh certas roupas, lugares não são mais paraa idade dela. De repente também faz parte da fase da vida que a gente tá vivendo, Marcela, pode ser isso. A gente sempre tá em transformação, né? Chegou na velice, a transformação é bem maior. Mas essa questão da roupa, eu acho assim um absurdo, tá? Absurdo. A gente não pode deixar de ser quem somos por conta dos outros, por conta de achismo. Sempre vai ter alguém falando, independente da nossa idade, independente da nossa situação. A gente precisa se manter muito firme em quem nós somos, né? Para não perder essa autonomia que a gente tava falando no começo. E aí de pouquinho em pouquinho, ai não vou usar essa roupa, ah, não, não vou naquele lugar. A gente vai acuando e aquela coisa que você falou, a gente para, né? da inércia. Quanto mais parada a gente fica, mais tendência de parar a gente tem. Então, liberdade, gente, usa a roupa que você quiser, né? Usa o perfume que você quiser, o cabelo que você quiser, da forma que você quiser. Se expresse a forma que você é linda, né? A nossa vida é linda do jeito que ela é. Ah, maravilhosa. É verdade. 8:51, mais uma pergunta pra gente na tela. Produção, por favor. Vamos ver quem é que tá conosco. A Sandra Regina do Jardim São Vicente, tenho 65 anos. Ainda faço muitos planos para os próximos anos. Maravilhosa, mas algumas pessoas acham estranho. Tem projetos de longo prazo também importante nessa fase, mulher, que isso? Vamos embora com os projetos, né, Andresa? Olha aí, que legal. Sim, Sandra está certíssima. continue aí com os seus projetos, né, evoluindo, porque não é porque está idosa, que não tem evolução na vida ainda. Então, eu acho que é aquilo, as pessoas elas vão estar julgando sempre, né? Então, faça aí o que o seu coração manda, o que a sua mente manda, que isso que está te mantendo saudável e ativa. Então, continue assim e não liga o que as pessoas estão falando, né? Como a Marcela falou, vamos ser feliz, a vida é tão linda e continue vivendo cada dia mais ativa. Eu quero falar um negócio pra Sandra aí, você é um exemplo, não é, Marcela? Que exemplo, porque assim, eu tenho 65 anos, faço muitos planos para os próximos anos, tá tudo bem? Quem diz que você não pode fazer planos, continue fazendo seus planos, né, Marcela? Exatamente. Sandra Regina é o nome da minha mãe, inclusive. Eh, tem que ter projetos, tem que ter projetos. E quando você tem a pessoa do seu lado que tá tímida pensando se vou ter ou não, ela também se inspira em você, né? É aquela coisa de de propósito que também tá no marco do envelhecimento ativo. Se a gente não tem propósito, não tem por levantar da cama com ou sem saúde. Então projeto a gente tem que ter o resto da nossa vida, não tem jeito. E que bom, né? E que bom mesmo. É isso mesmo, gente. Bora, bora aí ter grandes projetos, né? Agora 8:53. Mais pergunta pra gente? Pode colocar na tela, por favor, produção. Tem mais duas. Vamos ver quem é que tá conosco. Robson Almeida do Parque Jambeiro. Tem muita gente que acredita que depois de certa idade precisa levar uma vida muito mais parada para se preservar. Poupar demais o corpo também pode trazer prejuízo. Então, ã, Marcela, qual que é a sua avaliação sobre essa esse questionamento aí do Robson? É, acho que é um bom questionamento, porque assim, eh, como eu disse, a gente tem um corpo biológico eh eh ele tem um processo de início, meio e fim, então ele vai ter um pouco mais de dificuldade, faz parte do envelhecimento. Então, vai ter gente que vai precisar de um momento maior para fazer tais atividades, porém isso não quer dizer parar, né? Só quer dizer se preparar mais. E o parar pro longo período vai fazer eh como que eu falo com os meus clientes, a gente enferruja. É, se deixar muito tempo parado, a gente vai enferrujar. A gente precisa fazer num outro tempo, mas não parar. Muito bem. É isso. Manter o movimento. Você quer completar? É, eu acho que principalmente vencer, né, a mente de que não pode, de que não dá mais para fazer. Claro que dentro da sua limitação para não se prejudicar, né, fisicamente, mas ter a mente sempre ativa aí, que sempre pode e o movimento ele é muito importante para essa vida ativa aí envelhecer com qualidade. É, e ficar atento porque a nossa mente nos sabota, né? Então, precisa estar atenta e assim direcionando sempre, né? Quem manda sou eu e minha mente, ó, não posso não. Eu posso. Vamos lá, vou mostrar para você que eu posso. Faço o movimento e me acostumo, né? Então, a gente precisa ter esse entendimento aí. 8:55, a última pergunta eh do programa de hoje. Vamos ver. Felipe Souza do Parque Prado. Meu pai trabalhou a vida inteira na mesma profissão e sente que perdeu parte da identidade quando parou. Ah, sim. Como construir uma nova percepção de quem se é depois desta fase? Então, Marcela, a gente acaba se identificando demais, não é? Quando a gente eh trabalha, no caso do pai dele a vida toda, nenhuma profissão apenas. É, é uma coisa assim epidêmica, né? Quando eu vou me apresentar, eu falo: "Ah, eu sou Marcela, terapeuta ocupa". Exatamente. Então, o que que a gente precisa fazer no mundo ideal? Ter uma preparação, né, dessa aposentadoria? Antes mesmo eh de se aposentar, a gente precisa descobrir o que que é prazeroso pra gente, o que que a gente gosta de fazer, qual que é nosso lazer, que que a gente faz sem querer alguma recompensa, né? A gente faz pela própria coisa. Mas no caso do seu pai, que já envelheceu e não teve esse esse essa preparação, também tem como descobrir isso. Então ele precisa parar, pensar na história dele, resgatar sonhos antigos, pensar em projetos novos. E assim é uma é uma um momento essencial para se trabalhar isso, porque se ele não tiver uma outra atividade, as chances de ter um declínio cognitivo é muito grande, né, Andressa? Exatamente. Então tem que pensar em novas atividades, antigos gostos, novos gostos. Eh, isso é muito comum acontecer, né? E assim, a minha dica, né, é para que se a família não conseguir acolher por não entender direito, né, é que busque ajuda, né? A neuropsicopedagogia tá aí para para ajudar os idosos também, né, a trazer de volta um novo sentido à vida, né? O nosso trabalho é para para que ele ressignifique o estilo de vida dele, do qual ele tinha e do qual ele pode descobrir que ele pode ter daqui para frente, né? Então, buscar fazer atividade física, uma terapia ocupacional, um uma intervenção com uma neuropsicopedagoga vai ajudar muito a ele ressignificar, dar sentido novo à vida. Muito bem. Olha só, né, gente? Nós hoje falando sobre envelhecimento, sobre vitalidade. Será que é possível envelhecer com vitalidade? de bom. A gente percebeu que sim, envelhecer faz parte da vida e talvez o maior desafio não seja contar quantos anos temos, né, mas como estamos vivendo cada um desses anos. Cuidar do corpo, da mente, das relações, dos projetos, faz toda a diferença em qualquer idade. Então, que você possa continuar cuidando de você e sim tendo projetos paraa vida, gente, tendo projetos pra vida. E se puder voltar à sala de aula, fica uma grande dica aqui que você vai estar exercitando a sua mente. E a consequência disso é também o exercício do corpo, uma capacidade cognitiva. Você vai conhecer muita gente e com certeza vai ter sim uma melhor qualidade de vida. da sala de aula é tudo de boa. Eu quero agradecer a participação de vocês. Muito obrigada, Marcela, pela sua participação, por compartilhar aí o seu conhecimento com a gente e por nos orientar no tema do programa de hoje. Considerações finais, por favor. Muito obrigada pelo convite. Assim, eu acho que é é um assunto emergente, super necessário ter essa conversa, né? Estamos envelhecendo, estamos na janela da oportunidade pra gente mudar algumas chaves no eh na sociedade para que quem consiga envelhecer, se Deus quiser, envelheça com dignidade. Ai, é verdade. Agradecemos a sua participação mais uma vez, tá? E você, Andressa, obrigada também pela sua participação, por compartilhar mais uma vez com a gente seu seu conhecimento, né, e nos orientar nessa estrada da vida. E a gente sabe que nós vamos passar pelo envelhecimento e é importante o conhecimento para a gente poder de repente ter aí uma melhor qualidade de vida nesse processo que é inevitável, né? Todos vamos envelhecer. Sim. Sim. Eu que agradeço a oportunidade de estar aqui novamente. É um assunto muito importante, né? Então que a gente possa daqui paraa frente eh ter um novo conceito sobre esse envelhecimento, né? e buscar eh aquilo que vai trazer sentido às nossas vidas. Muito bem. Agradecemos as convidadas do programa de hoje, agradecemos você que tá aí do outro lado, que participou conosco. Quero desejar a você uma ótima sexta-feira, um final de semana lindo. Aproveite ao lado de quem faz sentido para você. E na segunda-feira, Estúdio Câmara fala sobre um comportamento cada vez mais comum nas academias e nas redes sociais. a comparação constante com o desempenho do coleguinha. Bom, será que existe um ritmo certo para treinar? Até que ponto perseguir resultados rápidos de outras pessoas aí pode gerar frustração, lesões e até o abandono da atividade física. A gente vai tentar entender porque respeitar os limites do próprio corpo é fundamental paraa gente alcançar os resultados duradouros e saudáveis. A gente tem o costume e a tendência do quê? De se comparar. De repente você vê alguém malhando lá na academia, você fala assim: "Nossa, amanhã eu vou pra academia, quero fazer igualzinho". Não, a gente precisa eh entender sobre, né? aquela pessoa, de repente passou aí um tempo já malhando e você está começando. Então a gente precisa aprender a respeitar o nosso corpo, respeitar o nosso ritmo e manter o movimento constante. Então, na segunda-feira a partir das 8 da manhã, Estúdio Câmara ao vivo e dessa vez com a nossa coordenadora de jornalismo, Mirna Abreu, apresentando para você nos próximos 15 dias, porque eu vou dar uma descansadinha, mas se Deus quiser a gente volta a se ver em breve aqui na TV Câmara Campinas, tá bom? Um grande abraço para você, um excelente fim de semana, fique com a gente. A programação de final de semana da TV Câmara Campinas está espetacular. feita com muita responsabilidade, muito amor e carinho de todos os nossos profissionais aqui do grupo Mais especialmente para você. Grande abraço, fique bem e a gente se vê por aqui. Ciao. Ciao.