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Estúdio Câmara | Começar a Treinar Depois dos 40: Existe "Idade Certa" para Iniciar?
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Estúdio Câmara | Começar a Treinar Depois dos 40: Existe "Idade Certa" para Iniciar?

118 views Publicado 08/09/2026 HD · 1:05:12

Descrição do vídeo

A professora de educação física Daniele Cesco, personal trainer e fisiculturista natural na categoria wellness, defende no Estúdio Câmara que não existe idade certa para começar a treinar: o corpo responde a estímulos aos 40, 50, 60, 70 ou 80 anos, desde que o treino respeite o ritmo de cada fase da vida. A entrevista trata dos efeitos do exercício sobre saúde mental, massa muscular, autonomia e funcionamento do cérebro na maturidade. A edição é assinada pela produtora responsável pela operação da emissora.

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[música] Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando estúdio Câmara no ar. Hoje, segunda-feira, dia 7 de setembro, feriado da independência do Brasil. Tudo bem por aí? por aqui. Tudo ótimo. Vamos conversar hoje, gente, sobre atividade física e idade. [música] Afinal, existe mesmo uma idade certa pra gente começar a treinar? Muita gente passa anos ou até décadas sem praticar exercícios e acredita que depois dos 40, 50, 60 já perdeu o momento ideal para começar. Mas será que o corpo tem mesmo um prazo de validade para responder ao movimento? Vamos conversar sobre isso no estúdio Câmara de Hoje as nossas convidadas já estão apóstos. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las e enquanto isso eu quero convidar você para também participar do desfile, né, de hoje, 7 de setembro, que está acontecendo no centro da cidade. Eh, só lembrando que esse desfile, né, ele vai provocar, como sempre mudanças no trânsito e também no transporte coletivo aqui em Campinas. Então, a programação já começou na Avenida Francisco Glicério e a dispersão está prevista para a 1 da tarde e a Index está bloqueando aí a extensão da Francisco Glicério e vai realizar também interdições momentâneas em cruzamentos da região, tá? Então, a orientação é evitar circular pelo centro durante o desfile, mas é interessante que você vá, que você participe, mas que você preste atenção. Você que utiliza o transporte coletivo, pode conferir as rotas nos aplicativos, porque o transporte coletivo também terá desvios, tá? E você que vai utilizar o seu carro para ir até o centro da cidade, pode acessar o A e Google Maps, porque tem ali as rotas e os trajetos. eh os congestionamentos, né, que são inevitáveis e também os desvios, tá bom, gente? E de repente, se você não for ao desfile, mas precisa circular ali pelo centro, evite as rotas que você sabe que vão estar congestionadas ou então interditadas pela ENEC. Isso por conta no desfile de 7 de setembro. Agora vamos com a previsão do tempo para hoje, segunda-feira. Tá frio em Campinas. Vamos lá. Olha só, frio permanece, mas temos sol com algumas nuvens durante o dia, períodos de céu nublado, à noite também muitas nuvens, mas hoje sem chuva, porém mínima 12, máxima [música] 15º tá frio, então vamos nos aquecer e também nos hidratar. Por que eu falo isso? Porque quando está frio, a gente geralmente esquece de tomar água e a gente precisa manter a nossa hidratação, tanto no calor quanto no inverno. Então, bora pegar uma garrafinha, encher de água, se hidratar e prestar atenção no programa de hoje, porque nós vamos falar de atividade física, que tem tudo a ver com a água, com a hidratação e também com a nossa idade, porque tem uma dúvida comum, gente, que surge especialmente eh entre quem quer cuidar da saúde, né? Será que tem um momento certo da vida pra gente iniciar a atividade física, né? Será que a pessoa que tem ali eh 50 mais, 60 mais, 70 mais e até 80 mais, ela está apta para o treinamento? A ciência mostra que o corpo humano ele responde aos estímulos em qualquer idade. Mas aí quando a gente olha para a prática, né, tem algumas questões: como o corpo reage quando a gente decide sair do sedentarismo na maturidade e de que forma o treino precisa se adaptar às fases da nossa vida. qual que é o impacto disso na nossa saúde mental, nos nossos músculos, na autonomia e até na saúde eh do nosso cérebro. Por que, gente, quando eu falo saúde do cérebro, porque a gente exercita o nosso cérebro quando a gente faz o exercício físico. Então, para responder essas perguntas e nos ajudar a entender como transformar o movimento em um aliado pra nossa vida toda, a gente recebe hoje aqui no estúdio Câmara a Daniele Cesco. é professora de educação física, personal trainer, fisiculturista natural na categoria wellness, especialista em treinamento de força e condicionamento. Seja muito bem-vindo. Bom dia para você. Bom dia a todos. Vamos falar sobre esse tema tão importante, ainda mais numa segunda-feira que em geral todo mundo promete que na segunda vai começar treino, dieta. Vamos esclarecer esses pontos aí para você começar o seu treinamento, independente da idade que você esteja. Muito bem. E olha só, para eh somar com a gente nos conhecimentos, a Vanda Patrocínio tá com a gente. Ela é diretora da Govida, ela é pedagoga, ela é mestre em gerontologia e doutora em educação pela Unicamp, é especialista em longevidade, tem tudo a ver com o nosso tema, vai nos orientar sobre essa questão aí da idade para eh início de treinamento, de atividade de exercício físico. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Daniele, Elisete, que estar aqui conosco, todos que estão nos assistindo, agradeço pela oportunidade e espero poder contribuir com esse tema que é tão importante nos dias de hoje. Exatamente. Muito importante, até porque os médicos estão colocando em receita médica atividade física. Mas e aí? Eu tenho 70 anos, Rúbia, eu tenho 80. Será que não vai me causar uma lesão? Não vai trazer um impacto negativo para minha vida? Olha, gente, a gente precisa da psicologia para nos ajudar. E por isso nós estamos recebendo a Elisete Dias. Ela é psicóloga, especialista em saúde mental pelo UPQ USP em saúde do idoso pela UNIFESP, nossa psicóloga. Seja muito bem-vinda. Bom dia, obrigada pela sua participação. Bom dia, Rúbia. Bom dia, meninas aí no estúdio, todos em casa nos acompanhando. Espero poder contribuir com essa discussão que é tão relevante, né, pros cuidados eh em saúde como todo mesmo. Assim, eu acredito que esse debate de hoje vem trazer um pouco sobre eh educação e saúde, né? Saúde mental, saúde do corpo e é um debate que vai agregar, com certeza. Maravilha. e nada disso seria possível sem a presença de vocês. Então, mais uma vez, muito obrigada pela participação dessas profissionais incríveis que vão nos orientar no programa de hoje. A gente já começa com a nossa personal, porque quando uma pessoa de 40, 50 ou 60 que nunca treinou chega para começar, que que você observa primeiro, Dani? Existe uma diferença importante entre simplesmente ter uma determinada idade e estar fisicamente preparado para aquele exercício. E aí, como é que faz? Para todo mundo que vai começar independente da idade, a gente procura estabelecer um quadro ali. Então você vai perguntar: "Você tem dor? Você tem uma patologia? Você já teve alguma quebradura?" E a gente vai ali, ó, você tem eh limitação de movimento? Não tem. Teu médico te liberou? você tá se acompanhando ali com cardiologista, veio por indicação, que que você tá buscando aqui? E a pessoa vai contar um pouquinho sobre ela. E aí nós vamos ali estabelecer o quê? Um treino de adaptação. Então ela vai passar ali por 30, 45 dias de adaptação, porque a gente todo treino ele começa, a gente vai buscar parte estética, que é interessante, mas hoje a gente busca muito qualidade de vida. Então vou viver mais 40, 50 anos, mas com qualidade de vida eu vou agachar e vou conseguir levantar? Eu vou esticar o braço, vou conseguir abaixar? Eu tenho dor, não tenho. Então, cada vez mais nós queremos estar aptos a ter a nossa independência no dia a dia. E o treino ele traz exatamente isso. Pode ser tanto um treino de força que a gente vê tanto aí na musculação, quanto se você se adapta a uma corrida, uma caminhada, alongamentos, o leque ele é muito amplo e ele busca alcançar cada um com aquilo que gosta, que isso é uma coisa que vai fazer muita diferença. você ter uma atividade física que tem a ver com você. E aí dentro disso você vai fazer um período de adaptação. Tem que ter um pouquinho de paciência que nós temos os nossos músculos, mas tem cartilagem, tem articulação, tem toda a nossa parte nervosa. Então assim, vamos com calma, é um passo de cada vez, mas tendo uma paciência de fazer adaptação, depois você já consegue evoluir no seu treino. Então o primeiro passo é fazer adaptação independente da idade. Pode ser uma criança iniciando um treinamento como uma pessoa com 50, 60, 70, 80 mais. O primeiro passo é entender o que você traz, teu quadro clínico e na sequência estabelecer a tua adaptação para aquela atividade que você escolheu. Muito bem. Nossa personal nos orientando e já dando o gancho pra Vanda, porque a gente precisa de quadro clínico, né? E aí quando a gente fala de quadro clínico, ah, tem uma ideia de que depois de determinada idade não vale a pena começar. Essa ideia tá caindo por terra, mas ainda tem. Essa sensação de ter perdido o time, né? Isso prejudica a a mentalidade das pessoas e elas acabam acreditando que não precisam mais se movimentar. O que que você vê em clínica? Qual que é a orientação e a importância de um acompanhamento médico nesse início de treino a partir de, eu acredito que de qualquer idade a gente precisa ter o acompanhamento médico, não é, Vanda? Sim. É importante ter esse acompanhamento médico para saber se a pessoa tem condições ou não de começar e como começar, como a Daniele já falou, e essa questão de realmente olhar paraa sua condição, então ter essa a autorização médica e fazer um plano de acordo com aquilo que a pessoa precisa e o que ela tem de condições. E realmente a gente vê muito ainda essa barreira de que, ah, não, não me exercitei ao longo da minha vida. Agora, ah, não adianta mais agora com 50, com 60, com 70 fazer, mas realmente eh os estudos têm mostrado que não, que é claro que você começando, talvez o resultado não vai ser assim, né, ganho de força, realmente você vai sentir eh mas tem os outros benefícios que você falou, falou tão bem no começo que a atividade física traz e é a gente sempre fala, é olhar para [roncando] aquilo que você quer paraa sua vida. Sim. Como que você quer a sua longevidade? Como que você quer o seu envelhecimento? Você quer continuar sendo independente? Então, a atividade física ela vem para isso, para ajudar nessa questão de você ter força para levantar de um uma cadeira, de um banco, da cama, você carregar sacola, você brincar com seus netos, você fazer aquilo que você tem necessidade de fazer no seu dia a dia. Eh, então trazer essa questão de, tá, eu não não fiz até agora. Tudo bem, por algum motivo você não fez até agora, mas se você teve essa consciência e tá tendo esse conhecimento que a gente tá discutindo aqui, Sim. Olha pra frente e como eu quero viver esses próximos anos da minha vida. Exato. Porque sempre é tempo de recomeçar, né? É, você encerrou uma fase, tá começando outra, por que não? Agora tem um obstáculo aí que é interessante a gente falar, que agora a gente passa paraa parte da psicologia, que é a comparação. A pessoa olha pro lado, né, e vê de repente uma pessoa pegando mais peso, acha que não vai conseguir. Eh, o treino eh tem que partir da realidade, não do rendimento dos outros. Então, a gente precisa cuidar com esse negócio de comparação, principalmente quando a gente vai de repente iniciar um uma vida eh fora do sedentarismo, né? Porque imagina, você tá no sedentarismo, você tá já com 40, 50, 60, 70 mais, você não treinou e aí você vai para o treino, vai ter um impacto? Ah, vai. Claro que vai, mas a gente precisa estar ciente desse impacto e entender que a gente está no início de uma fase, só que vem a comparação. E aí Elisete pode explicar pra gente como que essa essa comparação ela interfere na motivação de quem está começando mais tarde, né? Eh, e por que tanta gente sente vergonha de entrar, né, numa academia, eh, seja de musculação ou um pilates, né, dependendo da idade, da indicação médica, né, mas sente aquela vergonha. Eu falo isso porque a minha mãe, gente, minha mãe tá com 75 anos, ela tá indo pra academia e eu vou falar: "Foi um perrenguinho para ela poder ir pra academia e hoje ela vai". Só que ela vai e quando ela quer, quando ela acha que é importante para ela na semana, consegue ir dois dias, mas ela ainda não se sente tão à vontade. E eu gostaria que você explicasse pra gente a questão da comparação e essa questão da vergonha também, Elisete, ótimo. Ótima pergunta, Rúbia. Bom, isso é curioso, né? Porque quando a gente fala da vergonha é algo constituído do sujeito. Então, às vezes, esse esse indivíduo já tem esse lugar de de tentar ficar um pouco mais ali distante desde os primeiros anos da vida. O que é curioso é que quando aparece um sujeito em terapia com discurso, né, de que, ah, eu não me sinto confortável nesse ambiente, a gente precisa pensar também que tem uma construção social em torno do corpo perfeito, do que que se busca na academia, que isso está sendo desconstruído. Recentemente a gente tem visto muito essa questão da desconstrução do corpo perfeito, eh, e trazendo mais a pauta de que é um benefício paraa saúde da pessoa, para além, né, da questão, eh, física, corporal da pessoa. Então, a gente precisa entender como que essa pessoa se coloca em outros espaços também e não deixar de considerar que, eh, tradicionalmente o ambiente da atividade física, né, considerando a academia, tem esse lugar muito, né, de de exibir corpo, corpo perfeito. Então, isso pode contribuir muito. Eh, tem uma um livro que chama O menino, a raposa, a Topeira e o cavalo. É um livro maravilhoso. Eu trabalho com os meus pacientes. E tem uma pergunta bem provocativa nesse livro que fala para você: "Qual a maior perda de tempo?" [roncando] E aí o personagem responde: se comparar com os outros. Então assim, a minha jornada é individual, não tem como eu comparar com a com a jornada do outro, porque estamos em momentos diferentes da vida. Isso em todos os campos da nossa vida, né? que se a pessoa começou a treinar aos 20 e eu vou começar aos 40, naturalmente vai ter uma diferença, né, de desenvolvimento, de força, de capacidade física. Então eu fico com essa frase do livro, né? A maior perda de tempo é se comparar com os outros. Excelente. Porque cada um tem, né, aquilo que faz sentido para você, cada um tem uma história de vida, aliás, várias histórias de vida, né? Então, a gente não pode eh julgar e também temos que tomar cuidado com a comparação. Agora, Daniele, pessoa que vai ã treinar e aí pensa que não, ela pensa uma coisa, né? Porque a cabeça da gente, a ideia, né? A nossa ideia é igual eu, se eu vou fortar a treinar hoje, eu vou achar que eu vou poder levantar o peso que eu levantava quando eu tinha lá meus 22, 23 anos e vou chegar chegando, mas aí eu vou me frustrar porque não é bem assim, eu posso até me lesionar. Eh, a importância da gente chegar devagar, né? E a gente tem aquela memória muscular, isso é verdade. Então, vamos lá. A pessoa que tem lá 60 a mais, ela treinou quando tinha lá seus 16, 17 anos, depois estagnou, parou e agora tá pensando em voltar. E ela acredita nessa memória muscular. E isso ajuda? Realmente existe? Então, para todo mundo ficar bem feliz, eu vou falar que sim. Uau. [risadas] Mas assim, a gente passou um período [roncando] muito grande sem treinar. Eu passei 20 anos sem treinar. A minha memória tá ali porque eu tô usando o meu corpo o tempo todo. Então não parei de me movimentar. talvez não focada, né, num ganho de massa ou numa evolução dentro do treino, mas aí você vai se reativar como um todo. O que a gente percebe diferença é que quem já praticou um esporte tem mais facilidade de aprender um movimento novo, tem mais consciência corporal, a relação dele com o ambiente, entendeu onde o corpo dele tá ali, é mais fácil. Então ele executa com mais habilidade uma atividade que de repente eu não pratiquei e eu vou ter um pouco mais de limitação. Uhum. Então a memória muscular ela existe, mas ela também não é mágica. Teu músculo tá ali, você vai ter que recrutar ele para ele voltar a trabalhar a teu favor. Então, sempre que você começar, eu sei que você vai botar a memória muscular lá no alto, mas pensa aqui, você precisa ter paciência com você e começar como todo mundo. É um treino após o outro e a memória muscular, se ela existir, ela vai voltando. Mas o que você mais vai utilizar é a sua força de vontade e constância para se manter treinando e aí sim o teu corpo ele vai reagindo como um todo. Então esse é o ponto mais importante, ter a paciência com você. E se essa memória tiver aí, ela vai aparecer, mas em geral a gente vai passar por um período de adaptação que pode trazer um pouquinho mais de dor. Às vezes a dor ela vem na hora da execução ou não, dois dias depois. Então, a gente vai ter aí um período em que você vai tá novamente iniciando tanto os seus treinos, né, quanto passando às vezes por um desconforto, uma dor, uma adaptação, achando um exercício muito mais fácil, muito mais difícil. E a memória muscular, se você já se exercitou muito tempo, de repente você foi atleta e parou, ela pode te ajudar em algum ponto, mas não faz milagre. O milagre é treinar sempre. É muito bem, manter a constância, né? Agora, como é que a gente mantém constância se os hormônios estão em constância, Vanda? Vamos lá, vamos falar, porque aqui a gente tá falando assim, ó, olha só o que temos aqui no GC, né? Depois de 40, 50 ou 60 anos, ainda dá tempo. Então, gente, tem um detalhe aí que depois dos, principalmente a mulher, né, depois dos 40, 50, 60, a gente entra em um turbilhão de emoções hormonais, porque aí vem a a perimenopausa, a menopausa. E junto com isso vem também um desânimo muito grande de treinamento. Gente, o que é isso? Eu passei por isso, tô passando por isso e sei o que estou falando para você. a importância dos exames, né, Vanda, dos exames, principalmente hormonais, quando a gente eh pensa em iniciar, reiniciar, de repente uma atividade física. E por que que nesse momento da vida, nessa fase de transição da mulher, geralmente essa fase ela vem com esse desânimo para o treino. Isso é natural, a gente consegue melhorar isso eh com de repente um atendimento multidisciplinar, né? Uma personal, um psicólogo, eh um gerontólogo, enfim, nos ajuda. Sim. É, tem essa, pode sim ter essa diminuição, essa falta de vontade, justamente por isso que você trouxe, essas alterações hormonais que vão acontecendo com o processo de envelhecimento, principalmente na nas mulheres. Mas hoje a a medicina tá bem avançada, então tem todo um acompanhamento ginecológico que você pode fazer com com o profissional ginecologista, fazer os os exames que precisam ser feitos, entrar com eh suplementos ou medicações de acordo com cada caso. E e eu acredito muito nessa questão do acompanhamento multidisciplinar, sim, porque aí ela vai avaliar aquilo que a pessoa tá sentindo e como ela vai eh trabalhar isso para reverter. Sim. a gente trabalha com essa questão. Então, tem o olhar da educação física, o olhar da psicologia, terapia ocupacional, fisioterapia, o que a pessoa precisa para trabalhar o quadro dela. E aí compartilhando da minha própria experiência, né, já tô com 50, já tô na menopausa, a diferença é que eu sempre treinei a minha vida inteira, então eu gosto muito disso. Tô fascinada por treino, por por praticar vários tipos de de atividades. Uhum. e não sentir esse desânimo, essa desmotivação, mas fisicamente o corpo vai sentindo. Eu falo de mim, mas as pessoas que eu acompanho, né, mulheres e homens, eh, 50 mais, a gente sente isso. faço parte de um grupo 50 mais e a gente sente realmente essa diminuição eh da vontade, da força, eh até até da condição de fazer a a atividade física, mas quando você tá em grupo que a gente percebe, então essa parte do grupo ela ela motiva muito, porque aí a gente volta lá atrás no que você trouxe, que além da atividade física, a atividade física em grupo, os exercícios em grupo, eles trazem outros os benefícios, a socialização, a compartilhamento de de informações e isso também traz benefícios para essa fase da vida. Exatamente, né? a o grupo motiva e isso faz toda a diferença. O treinamento quando você tá eh amparada eh por um personal é outra coisa do que você fazer o treinamento sozinho. Aí você imagina você com um grupo e tá todo mundo motivado. Eu sou daquelas, gente. Se eu for para ir pra academia sozinha, eu vou te falar, eu não consigo não. Não consigo mais. Antes eu ia, hoje já não mais. Agora, se eu fizer um treinamento funcional, onde tá aquela galera falando: "Vamos, bora, você consegue, quando eu vejo eu tô voando, mas eu preciso desse apoio, eu preciso desse grupo". E aí a gente direciona isso paraa nossa saúde mental. Qual que é a importância, eh, eh, né, eh, Elizete, dessa questão ah do grupo, da motivação, faz parte eh dessa fase da vida, né, 40 a mais? e também desse de repente dessa reinserção à atividade física. Com certeza faz toda a diferença a atividade em grupo. É importante a gente considerar que se tem a indicação da atividade física, né, seja pelo médico, seja por outro profissional da saúde que acompanha essa pessoa, ou seja por uma decisão própria também, é importante pensar que precisa fazer sentido pra pessoa. A atividade que ela vai praticar precisa fazer sentido para ela, né? E precisa ser uma atividade sustentada. ela precisa dar conta de seguir com aquele com aquela prática, né, e sair um pouco do lugar da obrigação, porque a gente fala tanto de saúde mental, de fazer atividade física e às vezes as pessoas chegam no consultório sofrendo porque não conseguem ir paraa academia, porque trabalha das 7 às das 7 da manhã às 19 da noite, porque tem filho, porque tem que cuidar da casa. Não cabe na rotina ir pra academia todos os dias. Então eu trago para reflexão, né? Considere o que é factível, o que cabe na sua rotina e o que faz sentido para você. Não precisa começar pela musculação. A gente sabe que a musculação e a nossa personal pode complementar o quanto que é benéfico pra pessoa, né, desenvolver essa essa reserva muscular. Mas começa por uma atividade que faça sentido para você. Pode ser uma caminhada, truco, pode ser uma mudança que aí foge começo lugar da obrigatoriedade da de fazer um exercício às vezes, né? parece mais uma coisa mais divertida, que é uma atividade em grupo. E tem uma questão importante assim, né, na meia idade para fase idosa, eh, as pessoas começam a se reconstruindo a identidade. Então, às vezes se aproximam da aposentadoria, os filhos saem de casa, às vezes precisa cuidar dos dos pais idólos, então assim, muda um pouco, né, eh, como a pessoa se coloca diante do mundo. Então, tudo isso precisa ser considerado na hora de que essa pessoa vai escolher uma atividade física, eh, para dar conta da vida, né? E aí, voltando paraa questão do grupo, a socialização, né, que algumas atividades físicas eh colaboram paraa gente construir novos vínculos, contato social, novos sentidos de vida, novas relações, novos amores. Então, tudo isso, né, precisa ser considerado quando a gente olha eh para essa fase mais tardia da vida, né? todos [limpando a garganta] esses fatores que podem impactar significativamente em como sujeitos se perceb no mundo, né, na constituição de identidade. Então ele se projeta no mundo nas relações grupais e vai atribuindo novos sentidos para essa vida que agora está aí passando por várias reconstituições. Perfeito. A gente precisa identificar a fase que estamos vivendo, né? ver o que mais faz sentido pra gente nessa fase e buscar o profissional que vai nos orientar para de repente desenvolver o melhor treino, né? Agora, tem estudos ligados ao Unicamp, Dani, que mostram que o treino de força ajuda a proteger áreas ligadas à memória e a cognição na maturidade. Então, eu gostaria que você, como personal e e uma professora de educação física, trouxesse pra gente eh essa essa conexão que nós temos do treinamento com a saúde física e com a saúde mental também, porque às vezes quando a gente fala de treino, ah, é só pro corpo, não, né? também faz parte da saúde mental. Então, gostaria que você trouxesse a importância da gente entender que a partir de uma atividade física, independente da idade, nós estamos trabalhando eh essas duas funções, físicas e física e mental. Então, a gente vai ter o trabalho em qualquer atividade. Ah, eu tô levantando uma bola. Isso aqui é tão simples. Está trabalhando a tua memorização. Uhum. Você tá aprendendo um movimento novo, você tá tendo um estímulo no seu cérebro para aprender algo novo, algo que não tem a ver com a tua rotina. Você tá muito no automático ali. A tua rotina é simples para você. Você já chega, desenrola, todo dia a mesma coisa. E quando você vai para uma atividade nova, você obriga o teu cérebro a aprender algo novo, algo que não tem a ver com a tua rotina e que vai te obrigar a fazer novas conexões neurais e que isso vai te ajudar muito a proteger a questão da memorização. Falando um pouco da socialização, ela protege também o coração, porque hoje nós estamos tão conectados nos nossos aplicativos, mas entre nós não. E eu sinto que isso faz muita diferença. Então, quando você vai para uma atividade em grupo e que traz novas conexões, você traz novas pessoas pra sua vida, isso te ajuda muito positivamente a permanecer numa atividade que pode ser qualquer uma que você escolher. E todas as vezes que nós desenvolvemos um trabalho, seja ele de força ou qualquer outro tipo de treinamento, com mais constância, você vai ter ganho muscular. Isso te ajuda também a prevenir a perda óssea, que a gente tem muitos casos de osteoporose, né? Nos ajuda a construir essa reserva de massa muscular para que se você tiver qualquer advento, aí vamos dizer: "Tive uma internação, da onde eu vou tirar essa energia?" É do teu músculo. Então assim, faça a tua reserva da sua maneira. Você não é obrigado a frequentar a academia. Então, procure uma coisa que faz bem para você, tenha sua socialização, entenda que toda atividade física, ela vai te trazer benefícios paraa cognição. Então, é um movimento novo que você faz, é uma maneira nova de se equilibrar diante de uma situação. Tudo isso vai obrigar o teu cérebro a fazer novas conexões e você aprender novas regras de uma atividade, novos movimentos da atividade, aumentando assim o desafio também, tem atividades que são desafiadoras. Então tudo isso traz muitos benefícios, né, pra nossa psiquí anda tão atribulada nesses momentos e tanta comparação nas redes e tudo mais. Então, a gente já chega num treino querendo ser o sior do treino, dominando tudo, fazendo tudo certinho, não pode errar, não pode falhar. Então é o que eu falo, um pouco de paciência e vamos fazendo essas novas conexões, ajudando a nossa memória aí durante os nossos treinos que parecem que só vão mexer com o nosso corpo, mas também mexem aí com o nosso cérebro, com a nossa mente. Uau! Do jeito que você trouxe, é que legal, né? do jeito que a Dani trouxe, eh, eu acredito que deu para fazer aí o desenho do seu cérebro trabalhando junto com o seu corpo. A psicologia traz isso pra gente também. Então, eu gostaria que você, Elisete, eh só pontuasse essa fala da Dani, eh, da importância dessa conexão e de quão importante é esse aprender, né? Como que o nosso cérebro trabalha quando a gente está disposto a aprender algo novo todos os dias. Uhum. Bom, é bem interessante o que a Dani trouxe, porque quando a gente se propõe a fazer algo novo, a gente se sente desafiado também. E às vezes algumas pessoas eh se sentem impulsionadas diante dos desafios. Então, quando ela aprende um novo movimento, tem uma nova conexão neural constituída. Aí, então, ao longo, né, da prática da atividade, a gente acredita que isso vai fortalecer o fato da pessoa acreditar que ela pode ainda, né, que ela tem potência, que ela ainda consegue aprender outras coisas. E isso transcende a prática da atividade física, né? vai para idiomas, vai para outras viagens, enfim, a pessoa se percebe ainda com potência para se entregar paraa vida. Então, eh, a atividade física regular traz uma grandes benefícios para pra saúde mental como um todo, né? Pode colaborar com a melhora da cognição, de fato, preservar, né, recursos cognitivos, atenção, memória, melhora a qualidade do sono e isso tá diretamente ligado aos benefícios associados à saúde mental. né? O sono é um fator eh de alerta pra gente, assim, não tô dormindo bem, então você vai ficar mais irritado, vai ficar, né, com mais dificuldade de prestar atenção nas coisas, de dar tempo da sua rotina. Então, o sono precisa ser eh um fator que você precisa ficar atento, né? Estou dormindo bem, não estou, acordo cansado, não acordo. Isso também precisa ser considerado quando a pessoa vai fazer atividade física, porque às vezes a pessoa faz a prática da atividade no início da manhã. Uhum. E aí não tem um sono reparador, mas se sente na obrigação de ir pra academia. Então assim, às vezes é importante também respeitar o seu corpo, né? Eu estou confortável para fazer a prática da atividade física hoje ou eu posso me permitir descansar, né? Porque a gente fica nessa ânsia de estar sempre em movimento. É importante, mas é importante também refletir. Eh, eu posso me permitir descansar, né? E se permitir de fato, para além da prática do movimento, descansar, se desconectar das redes, se desconectar de questões outros que causem alguma algum fator de estresse e descansar. Às vezes as pessoas estão tão aceleradas que esquecem do essencial também. O descanso faz parte do processo de melhora, inclusive eh do ganho de massa muscular. Então assim, nós não podemos esquecer do descanso nessa nossa jornada de cuidado. Excelente. Agora, eh, vamos conversar com a Vanda, porque eh a nossa psicóloga trouxe a questão, né, da a importância do exercício físico pra nossa psiquê, pra nossa saúde mental, a nossa personal, eh, falando da disciplina, né, da gente manter e saber aquilo que faz sentido paraa nossa fase da vida. Agora, quando a gente fala de 40, 50, 60, 70, 80, mais, Vanda, a gente tem uma grande questão aí que é a sarcopenia. que são as quedas, né? a gente sabe muito bem disso e eu gostaria que você trouxesse a a aliasse o exercício físico com essa questão, né, da sarcopenia e das quedas, porque já tem algumas pesquisas que mostram que o exercício físico em determinada fase da vida, uns 60, 70, 80 a mais, ele vai ajudar nessa prevenção. É, é isso mesmo que acontece? E qual que é a importância da gente tentar buscar um exercício ou uma atividade física? Sim, sim. Eh, com o processo de envelhecimento, a gente tem realmente essas alterações eh fisiológicas que pode, então o organismo começar a ficar mais fragilizado, eh, levando aí a possibilidade de quedas ou até o desenvolvimento de sarcopenia. Uhum. E a atividade física, ela vem, como a Dani já bem explicou, na questão do do ganho de massa muscular, ajuda na questão de equilíbrio. Eh, então a primeira coisa de de novo é saber em que condição as pessoas estão. Uhum. Mas a atividade física ela traz isso, ela vai trazer essa proteção e essa prevenção. Então, eh, por exemplo, eu queria só compartilhar durante o meu doutorado, eu fiz o uma pesquisa para um desenvolvimento de um programa de educação para esse envelhecimento saudável e é claro que eu coloquei a atividade física como uma um dos eixos, né? Sim. Ah, e a gente percebeu realmente na nos grupos, né? Tinha até uma senhora que ela tinha acabado de eh passar por uma cirurgia de porque porque caiu e ela retomar isso para atividade física dentro do limite dela. Uhum. Porque entendendo que dali paraa frente ela vai podendo melhorar e aí evitando quedas futuras. Então a atividade física ela é protetora nesse sentido, né? Ela ajuda nesse sentido de com o o passar do tempo e ganhando massa muscular e trabalhar a parte de equilíbrio. Importante realmente é entender em que pé eu estou, como que eu estou. Então, de novo, trazendo inevitável, porque eu eu vejo muito em mim, eu sempre falo que os as coisas que a gente trabalha na gerontologia e nos grupos, eu vejo primeiro em mim e depois eu coloco. Eh, eu fui fui detectada com osteopenia. Eu comecei a fazer todo o treinamento para melhorar e usar a parte de eh alendronato de sódio que você tem que tomar para evitar a perda muscular. E a última consulta com a ginecologista, ela falou assim: "Olha, se só tivesse barrado a osteopenia, você já tava feliz. Você tá tendo, você tá tendo ganho de massa muscular". Então, as meus exames de densometria estão mostrando ganho de massa muscular. Por quê? muito forte na questão de treinamento físico mesmo para realmente. Então, eh, acho que o que eu quero dizer assim, a pessoa ela pode ter o seu problema, sim, pode acontecer eh esse processo fisiológico do envelhecimento, mas a partir do momento que você entende que a atividade física ela vai ajudar nesse sentido, é ir ter o acompanhamento e seguir e seguir. Muito bom. Eu quero pegar esse gancho do dormir aí, que assim a gente fala muito, ai a massa, massa magra, a massa magra, vamos lá. A massa magra, a gente vai quebrar a fibra durante o nosso treinamento ali. Então você tá treinando, você tá quebrando aquela fibra e tal, o músculo ele vai crescer, ele cresce quando? Quando eu tô descansando. Então eu tô dormindo, eu tenho um sono reparador aí, né? E aí ali é que vai acontecer o processo, de preferência que você durma no escuro para que aconteça toda a metabolização aí da tua tireoide, mas é ali que vai acontecer a reparação muscular e teu músculo vai crescer. Então às vezes a gente tá com tanta ânsia da coisa acontecer que a gente não dá atenção aos detalhes mínimos que eu falo que são é o básico, né? E o básico, quando ele é bem feito, gente, dá muito resultado. Então, comer bonitinho, vai tomar água, não tem muito segredo. É aquilo que tua mãe falava mesmo para comer, é arroz, feijão, uma proteína magra ali, salada, um legumes. É isso. Fruta legumes, não foge muito. E pra atividade física de de pelo menos quatro vezes na semana, não consigo ir sempre de três a quatro vezes na semana, ó, não dá para eu pagar um personal. O que que eu faço? Toda a academia tem um profissional de educação física que vai te dar as orientações e vai montar o teu treino de adaptação e vai alternando as tuas fases de treino. Então assim, não é para não é acessível para mim agora, mas faça como é acessível. Então, chegou lá, já pagou a mensalidade, já tá valendo, já começa a treinar, já chama o profissional, faz o teu treino, vai aos poucos ali, ó, colocando as coisas no eixo e se você pudesse acompanhar com o psicólogo, com um médico que possa te dar orientações mais aprofundadas, interessantíssimo, senão já vasculha o perfil das meninas aqui, ó, já dá uma sapiada nos conteúdos e vai buscando a cada dia ter mais para você treinar. Então, nem tudo precisa ser pago. O que precisa ser feito é sempre. E muitas vezes o básico que é dormir, tá ali, ó, é gratuito para você. Você não tá aproveitando como deveria e não tem aquela recuperação das conexões mentais. Você não vai ter a recuperação muscular que você deveria ter. Então, vamos voltar pro básico aí que dá muito resultado e vamos dormir um pouquinho mais. Desliga um pouco as telas, usa menos estimulante. Depois das 14, gente, corta estimulante, seja café, energético, chás, dá uma segurada na onda, vamos dormir um pouquinho melhor, vocês vão ver que vai dar muito resultado. Só me contem. Olha só que maravilha, né? Quanta informação pra gente aqui de pessoas que eh vivem, né, isso a personal eh eh uma gerontóloga, uma psicóloga. E a gente falando aqui do treinamento após uma certa idade, mas que certa idade é essa, né? Você já ouviu? Ah, mas você vai treinar, você já passou da fase? Que fase, gente? Quem é que diz que tem fase para você iniciar alguma coisa, né? Enquanto você tiver à vontade, quando você tiver disposto, que fizer sentido para você, bora que bora, vai treinar, vai correr, vai caminhar, né? Faça aquilo que é eh eh é de acordo com a sua fase, entendeu? Também não podemos, né? eh, dá aquele passo maior, porque depois a gente vai sofrer as consequências, mas vai devagar. Como elas disseram, importante é a gente manter a constância nesse cuidado todo. Agora, manter a constância é como a gente precisa criar um hábito. E criar um hábito é um pouco delicado e desafiador eh em certo em algumas situações da vida, né? De repente você não tá muito afima, mas daí você tem que criar um hábito, tem que manter a disciplina, a constância, como a Dani trouxe. E aí a gente vai paraa psicologia para saber como que a gente faz para o nosso cérebro entender que a gente vai criar um hábito de fazer uma atividade física. Quanto tempo demora pra gente, o nosso corpo e o nosso cérebro, eh, entender, Elisete, que nós agora saímos do sedentarismo e a gente vai percorrer uma nova vida, uma nova fase. Como fazer para criar esse hábito? Uhum. Bom, vamos lá. a gente precisa entender que cada pessoa responde ao estilo de forma diferente. Uhum. Então, eh, acho que não é possível determinar o prazo para se constituir um Sim. O, o nosso cérebro, ele ele gosta de descanso, né? Ele não gosta de ficar fazendo esforço. Então, ele vai adorar se você ficar ali no sedentarismo, sem gastar energia, porque ele tá preservando energia, que é o que faz ele, né, funcionar. Sabe quando você começa no processo de aprender dirigir e você não tem a memória eh muscular, não desenvolveu ainda a conexão neural de como passa marcha, de quando freia, enfim, é semelhante também, né? Quando a gente vai pra prática da atividade física, o nosso cérebro não conhece ainda qual é o mecanismo que ele vai acionar para manter aquela memória constituída, enfim, e e ficar como naturalizar, né? Naturalizar o hábito. Então, é constância. você precisa aí a aderir a uma atividade que faça sentido para você, né? Precisa ser prazeroso. Não, não é indicado que você enxergue a prática de atividade física como uma obrigação, porque isso não traz benefício paraa saúde mental, precisa trazer prazer. Então, assim, quando você faz uma atividade que você se sente confortável, que você sai de lá se sentindo melhor, mais leve, né? seja em grupo que traz a sensação de pertencimento, né, e e chega eh no consultório dizendo: "Poxa, né, eu tinha muita dificuldade de aderir, mas, enfim, encontrei tal atividade que que nossa, tô adorando e agora eu só penso em ir. Então assim, ótimo, precisa fazer sentido para você, para você conseguir de repente a partir de uma atividade básica, seja o um futsal, enfim, outras atividades que fogem do do ambiente padrão de academia, você comece a eh conhecer outras modalidades, né? Então, às vezes só precisa começar. E aí, né, eu vou pegar um pouco do de uma fala que que a Vanda de independente, né? Eh, é muito comum pacientes que vão envelhecendo ter prejuízos na independência, né? Independência de fazer as coisas sozinho, sem precisar de ajuda. Quando eu fiz o meu trabalho de fortunesp na saúde do idoso, a minha pergunta norteadora é eh quais são os prejuízos associados à perda de autonomia na velice, né? Tem impacto na saúde mental da pessoa? [roncando] E o que eu encontrei nos estudos, eu fiz uma revisão integrativa da literatura e o que eu encontrei é que sim, traz sim muito sofrimento psíquico quando a pessoa tem dificuldade de ter a sua voz respeitada. E a gente precisa fazer um paralelo entre independência e autonomia, né? Independência tá mais ligado à funcionalidade. O que eu consigo fazer sem auxílio de uma terceira pessoa? Autonomia está ligado ao poder decisório, que eu decido fazer. Mas quando você perde essa capacidade de independência, é comum a sua autonomia não ser respeitada por esses fatores. Então, quando você tem as duas coisas eh funcionantes, a independência e a autonomia, e aí a atividade física combina muito com isso, porque mantém a funcionalidade da vida física e também traz aí benefícios para cognição, eh, memória, funções executivas. E aí a pessoa tá lá na vida mais idosa, mais depois de 60 e quer, por exemplo, tomar banho às 10 da manhã. Uhum. Ela tem autonomia para decidir tomar banho às 10 e tem independência para fazê-lo. Isso, OK, ela vai conseguir tomar banho às 10. Agora, se a pessoa tem mais de 60 anos, tem aí um comprometimento da mobilidade, não tem a independência funcional preservada e precisa do apoio do terceiro, pode ser que ela queira tomar banho às 10, mas pode ser que isso não seja possível, porque esse auxílio não vai chegar na hora que ela entende que para ela faz mais sentido o pha. Uhum. Então isso pode trazer um sofrimento, porque ela não queria tomar banho às 7 da manhã, ela queria tomar banho às 10, né? Esse é um exemplo básico, mas isso transcende muitas outras áreas da vida. Exatamente. É um exemplo básico mais que faz a gente parar e e fazer uma análise, né? Eh, sobre essa questão do da idade certa para começar a treinar, não é, Dani? Ó, e uma coisa que é muito interessante é como isso mexe com a sua autoestima. Uhum. Porque você não poder opinar se você quer tomar um banho ou não mexe muito com a sua autoestima. Eu já tive alunas que treinaram comigo durante um ano para conseguir fazer o movimento de amarrar o tênis. Uau! Então, quando ela recuperou isso, ela falou assim: "Todas as vezes que eu queria sair, eu precisava pedir para um dos meus filhos amarrar o meu tênis que eu não conseguia mais". Então assim, foi uma felicidade para ela imensa, porque é uma recuperação tanto da autonomia como, né, nós vimos aqui, como da independência e da autoestima também que você sente bem, fala: "Nossa, eu voltei a fazer uma coisa que é tão simples". Mas assim, é libertador você poder estender uma roupa no varal. Então você vai subir teu braço, ele vai descer, você não vai ter dor, você consegue fazer um movimento, você não depender do terceiro para te ajudar em coisas do seu dia a dia e você ficar o tempo todo podendo realmente pegar a tua vida ali e falar: "Vou tocar porque eu consigo. Eu tenho os meus movimentos aqui, não tô com restrição de mobilidade, tenho força para isso. Minha cognição tá aqui, ó, tá OK. Eu tenho o grupão lá que eu faço parte com a minha atividade física, tá tudo bem, tô me sentindo bem e vai para cima. E é diferente quando você vai ficando parado, que cada vez você fica mais parado. Acontece muito de você perder completamente a socialização, então você se isola cada vez mais. Acaba que nas redes você acaba só rolando tela também, não tem muitas conexões. Isso mexe muito, muito, muito. Não só com a parte muscular que você vai ficando cada vez mais parada e você vai perdendo o músculo e osso. Ponto. Mas também com a fase de autonomia e o seu emocional, a sua autoestima ali, ó, vai cada vez mais ladeira abaixo. Então é é como se uma coisa fosse se conectando com a outra coisa e fosse um casamento perfeito. uma coisa vai ajudando a outra. Então, quanto mais movimento, melhor você vai ficando e quanto mais parado, mais parado você vai ficando. Então, é muito importante que você não perca essa autonomia de movimentos básicos, assim, até mesmo sentar e levantar de uma cadeira, muitas vezes acaba se tornando um desafio e é uma coisa básica. uso de sanitário, às vezes é uma coisa básica e a pessoa perde autonomia mesmo. Então, quanto mais você conseguir ficar ativo, não só fisicamente, como mentalmente, para conseguir levar sua vida com qualidade. Então, a gente tá falando de levar, ter uma longevidade aí, mas não a qualquer custo. Então, a gente não quer tá ali a qualquer custo. A gente quer cada vez mais manter a nossa independência, autonomia, continuar ativo nas nossas atividades do dia a dia sem depender de um terceiro aí. Exato. Então eu vejo que uma coisa que tá, né, puxando o gancho na outra e que como isso é importante, porque a gente vai viver mais, desejo isso a todos, né? 40, 50, 60, 70, 80. E o que muda é a nossa disposição em começar muitas vezes não com tudo, cada um dentro do seu limite, igual nós falamos aqui, mas o quanto é importante estar em movimento. Muito bem. E aí depois da fala é da nossa psicóloga e da personal, nossa personal trainer do programa de hoje, é claro que a gente vai paraa especialista em longevidade, né, Vanda, que acredito que assim eh eh traz pra gente essa longevidade que a gente muito fala e como muito bem pontuou a Dani, é uma longevidade, mas com qualidade, porque não adianta você ter a longevidade, mas aí você não ter a autonomia ia, né, para poder se exercitar, se eh eh para nada. Então, explica pra gente essa questão da longevidade. Uhum. Muito bom você ter trazido isso, porque quando falamos em longevidade, envelhecimento, ainda tem toda uma discriminação, um preconceito, porque ainda eh por mais que tenha muito conhecimento nessa área, ainda se tem a questão de se associar envelhecimento, velice, doença. Uhum. a as limitações, que é normal sentir dor, que é normal não conseguir fazer atividade física, que é normal ter problema de memória, de cognição. E a gente vem quebrando isso eh com vári com os estudos atuais e até de algumas décadas para mostrar assim que a longevidade ela tá acontecendo. Sim. E o último, a última pesquisa do IBG, eh, as tábuas de mortalidade que mostram, né, a até quanto mais ou menos você pode viver. Hoje a a gente tá tendo uma longevidade aí, uma média de 76 anos, né, da a a média da população, mas as mulheres batem isso, chegam quase aos 80. Olha, e é isso assim, que que longevidade que eu quero para mim. Uhum. E é possível hoje nós vivenciarmos uma longevidade com mais equilíbrio emocional, mental, físico, social, emocional. Não importa. eh realmente conseguir entender é que a gente tá vivendo mais agora que longevidade que eu quero para mim e o que fazer para ter essa longevidade. Então, eh, consegui compreender assim que até um tempo não era possível, mas agora é temos recursos para isso. E aí, como o que que eu quero para mim? É claro que nem sempre a gente consegue sozinho. Uhum. Uhum. E aqui a gente mostra as possibilidades e nem como a Dani falou, nem tudo precisa ser pago. Eh, hoje tem vários programas públicos de qualidade de vida, de promoção de bem-estar. E é isso que a gente busca. Eh, eu falo que o meu sonho é que as pessoas possam vivenciar 70, 80, 90, 100 as idades que elas quiserem, que elas têm vontade e partirem de naturalmente sem porque o o a o medo do da longevidade, do envelhecimento, é o sofrimento, é a dor, é a doença. E isso a gente consegue tomando essa decisão de eu não quero isso para mim, então se eu não consigo sozinho, quem eu posso? procurar eh que grupos que eu posso procurar, que sistema público eu posso procurar para me ajudar nesse processo. Excelente. Olha que aula que nós tivemos aqui hoje, hein, gente? Agora, a saúde mental e a longevidade. A Vanda trouxe algo bem interessante, Elisete, que é o medo, né, de eh estender a vida, né, ter essa longevidade e ter uma doença, de ter um um algo que vai impactar demais essa longevidade. a gente precisa trabalhar esse medo porque o medo paralisa e o nosso cérebro ele acredita no que a gente fala para ele, acredita, ele não define o que é certo, o que é errado. Então eu quero aí uma visão psicológica pra gente poder eh equilibrar. O medo é bom porque ele também nos protege, mas ele paralisa. Então a gente tem que equilibrar esse medo, botar ele na caixinha, entender a longevidade com qualidade de vida pra gente poder seguir, não é? Com certeza. E aí quando você traz essa percepção de um medo que paralisa, a gente precisa considerar que a gente pode estar olhando para um sujeito que tem um diagnóstico, pode ter aí um transtorno psiquiátrico associado, né? Um transtorno ansioso, alguma questão aí por trás que paralise. O medo, sim, faz parte da existência porque nos preserva de certa forma, mas quando é o medo que paralisa, a gente precisa de um suporte adequado. A atividade física é essencial, agrega muito na vida da pessoa, né? estudos a ponto que corroboram paraa redução dos sintomas ansiosos e depressivos ao longo da vida, inclusive na velice, né? A velice é uma fase que às vezes fica eh pouco olhada por conta que, como a Vanda, né? Ah, não, perde memória normal, isso é normal, não é normal, não é normal. A gente precisa olhar para isso com mais cuidado também. Então assim, os estudos apontam que a atividade física regular trazem uma melhora considerável de prevenir sintomas ansiosos e depressivos na velice. Então assim, não quer dizer que uma pessoa que já tem o diagnóstico eh vai fazer atividade física e vai resolver. Não, a atividade física não anula o acompanhamento psiquiátrico adequado quando necessário e o acompanhamento psicológico, mas ela vem colaborar para a melhora do quadro como um todo, para que a pessoa possa retomar esse desejo pela vida, o sentido de existir, né, e possa sim eh ter uma melhor qualidade de vida de forma longitudinal. Porque se você envelhece com qualidade de vida, eh, eu digo qualidade é com autonomia preservada, que aí as funções cognitivas neste lugar, e a independência funcional, que é a capacidade de fazer movimento sem ajuda dos. Então assim, essas duas coisas combinadas é o que faz, né, o envelhecer saudável, sentar no vaso sanitário sozinho, eh, ir ao mercado, pagar as próprias contas, eh conseguir contribuir com instruções familiares, ter as relações intergeracionais preservadas com os netos, com outras pessoas que se agregam ao núcleo familiar. Então tudo isso, né, traz pra gente o quanto é importante eh aderir, né, a alguma atividade física para ter essa autonomia preservada e essa independência funcional bem preservada ao longo da vida. Envelhecer bem eh tem toda a relação com autonomia e independência funcional preservada. e a manter a independência preservada está totalmente conectado com a prática de atividade física. Sem dúvidas. Nossa, gente, que trio vocês, hein? Que delícia conversar com vocês, ouvir vocês, nos orientarem e deixar um pouquinho mais leve essa questão de ai tem idade certa para começar, aí tá lá 50 mais. Gente, você tá numa fase maravilhosa da vida, tem vontade, se joga, vai treinar, faz seus exames, né? E e vai treinar com segurança, mas vai fazer seu treino. Tá com 70, 80, ah, não, não consegui para uma academia, mas eu quero participar do grupo de dança. Vá dançar, vai curtir a vida. Sempre é tempo pra gente começar ou pra gente recomeçar. Olha, eu quero encerrar o programa de hoje feliz da vida por saber que a gente tá mudando um pouquinho a nossa mentalidade, né? E que a gente tá aceitando a atividade física, que a a a nossa vida tá se estendendo um pouco mais, mas se estendendo com qualidade de vida. A saúde mental, a saúde física sempre atrelada, sempre junto. A gente precisa entender disso paraa gente poder eh se sustentar um pouco mais e com mais qualidade. Viver é bom demais. Gente, eu quero agradecer a participação das nossas convidadas do programa de hoje, começando por você, Vanda, que bom conversar contigo. Muito obrigada pela sua presença e por compartilhar eh do seu conhecimento conosco para nos orientar e dizer que sim, que é possível a gente recomeçar e que o treino a gente pode começar qualquer fase da vida, não é? Com certeza. Eu que agradeço a oportunidade de poder falar sobre isso. Se me permite, só um exemplo final. Eh, eu sou bailarina também. Uau! eu fiz uma atividade de de dança, porque eu acredito muito nessa questão que a Dani e ela e a Elisete trouxe de você escolher a atividade que faz sentido para você. E a dança ela é meu coração. E aí a gente fez um trabalho com pessoas a 50 mais com dança, fizemos um antes e um depois. Uhum. E que estavam começando naquele momento, não nunca nunca tinham se permitido dançar. Sim. E só para terminar com a fala assim, muitas muitas idosas falavam assim: "Eu não tinha eh conhecimento no quanto eu era capaz, do quanto eu era capaz de dançar, de criar, de me desenvolver. Eh, então não importa a idade, a partir do momento que você quer e você entende aquilo que que seu corpo precisa, com ajuda ou sem ajuda, siga, siga. Então, é essa mensagem que eu gostaria deixar no final. Ah, que maravilhosa. Se joga. E esse grupo como é que tá? Tá funcionando ainda? Como é que é? É, foi um projeto, foi um projeto inclusive patrocinado pelo fundo de de cultura de Campinas. Então, teve um prazo de, mas eu publiquei um artigo sobre ele. Sim, legal, legal, muito bom, gente. Olha, tá vendo só a diferença que faz, né? Eh, eh, ações e os grupos na vida da gente é muito importante. E dançar é tudo de bom, né? Você ouve a música, ela entra no seu corpo e você começa, o seu corpo começa a fazer os movimentos e isso reverbera na sua saúde mental. Aliás, o movimento é maravilhoso. E falando em movimento, a gente se despede da nossa personal trainer. Ô, Dani, obrigada mais uma vez. A sua presença aqui sempre é muito importante. Você trazendo eh orientações pra gente nesse quesito da nossa saúde física, né? Atrelada sempre aí à saúde mental. Muito obrigada, gente. Eu que agradeço muito, Rúbi, as meninas que estão aqui comigo, TV Câmera, e falar para vocês se movimentem, não ten um limite de idade mesmo. Eu comecei a praticar a atividade física com 30 anos porque eu tive um câncer de mama. Uhum. Então, que não seja para você um problema de saúde, um início, que você possa escolher, começar, que você possa treinar e que você possa se descobrir nesse treinamento, você vai superar todas as expectativas que você tem, seja de constância, seja de força. Daqui a pouco você tá ali, você fala: "Caramba, eu consegui fazer isso. Olha só que interessante, eu consigo." Então, movimente-se. O movimento ele te liberta, te dá autonomia, você tem independência. Olha, é um espetáculo, não parem. Isso previne muitas das doenças que a gente pode ter durante o nosso processo de envelhecimento. [roncando] Então, sempre procure de três a quatro vezes na semana ali, faça uma atividade que faz bem para você, aproveite para socializar ali, conversar com alguém que é diferente, não fique tanto em casa, aproveite, vá paraas aulas de grupo, socialize, sabe? tem uma troca com alguém ali, isso faz muito bem e você vai cada vez se sentir melhor e quanto mais movimenta, mais tem vontade de movimentar. Então, comece. Profe, existe idade certa para começar a treinar? Não, não existe, né? Existe essa conexão do treino e da saúde mental, não é, Elizete? Obrigada pela sua participação, nossa psicóloga, por nos orientar, por trazer eh compartilhar conosco o seu conhecimento. Considerações finais, por favor. Gratidão, viu? Obrigada pelo convite. Obrigada pelas partilhas aí da Vanda e da Dani, né? um debate bem interessante. Eu agradeço o convite. Para mim foi muito bom poder contribuir com vocês. Espero que você aí de casa possa se beneficiar de alguma forma dessa conversa que nós construímos aqui hoje. E o meu recado final é: exercício físico se relaciona com a preservação da independência e ter independência significa ter autonomia sustentável. Então assim, o exercício físico vem como um lugar de inúmeros benefícios. para o corpo e para a mente, ter autonomia sustentada e conseguir a partir da sua capacidade precisória, fazer as suas coisas com independência, sem independente de outras pessoas, sem dúvidas vai garantir com que você se sinta, né, eh, ao longo da sua vida, eh, de forma mais ativa, sem sofrimento emocional associado. Então se cuidem, né? Pratiquem atividade física, que faça sentido para você e longa vida a todos. Ai que delícia de programa, gente. Longa vida a todos. É isso. Agradecendo a sua audiência, a sua companhia, desejando a você um ótimo feriado e lembrando que a programação da TV Câmara Campinas segue, tá? sempre feita com muito carinho e com muita responsabilidade e profissionalismo de toda a nossa equipe do grupo, mais especialmente para você. E é isso, não, não existe idade certa para começar a treinar. Existe o momento que você decide dar o primeiro passo aos 40, 50, 60, [música] 70, 80. O essencial é respeitar o seu ritmo, criar uma rotina sustentável. O exercício, gente, não é uma corrida contra o tempo. É o caminho para viver com mais saúde, autonomia e [música] disposição. Um grande abraço para você, fique bem. E amanhã nós temos Estúdio Câmara novamente e a gente vai conversar sobre vazio. Por que sentimos que sempre está faltando alguma coisa, [música] mesmo quando as coisas parecem estarem do bem no trabalho, nos relacionamentos, na vida financeira, nas na financeira, perdão, nas conquistas pessoais. [música] Algumas pessoas, mesmo eh essas essa parte da vida estando indo bem, algumas pessoas acabam sentindo que tem um vazio que precisa ser preenchido. Então, na próxima edição do Estúdio Câmara, a gente vai falar sobre esse vazio existencial e entender por mesmo quando a [música] gente conquista aquilo que a gente deseja ainda, às vezes a gente sente falta de algo. [música] Então não perca, amanhã a partir das 8 da manhã, Estúdio Câmara ao vivo para você aqui na TV Câmara Campinas. Vai lá, aproveite feriado, aproveite a sua vida viva e a gente se encontra amanhã. Чао. [música] [música] เฮ [música] [música] [música] [música] [música] เฮ [música]
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