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Bom dia, sexou. Como vai você? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. No aro o Câmara Notícia, edição desta sexta-feira, 21 de agosto de 2026. E o tema de hoje é solitude proveitosa. Viajar, comer fora, ir ao cinema, tomar um café ou simplesmente sair para caminhar. Para muita gente, esses programas parecem algo incompleto quando não há alguém para compartilhar. Mas será que precisamos necessariamente de companhia para aproveitar uma experiência? Nós vamos falar sobre isso daqui a pouquinho, mas antes nós vamos às notícias de hoje. E a gente começa falando de uma interdição porque a INDEC interdita totalmente ao tráfego de veículos um trecho da rua Dr. Guilherme da Silva no Cambuí. Nesta sexta, a partir das 8:30 até às 4 da tarde, a interdição acontece entre a Avenida Júlio de Mesquita e a Rua João Francisco de Andrade. No local próximo ao número 172, a Sanasa realiza obras de reparo em afundamento na faixa central e correção na rede de esgoto. Para acessar a Avenida Anchieta, a orientação é seguir pela Júlio de Mesquita, Joaquim Novais e a Entra na Ancheta. E para acessar os comércios locais e o trecho liberado na Guilherme da Silva, o desvio tem sequência pelas vias 14 de dezembro, João Francisco de Andrade, retorno ao trecho liberado da Guilherme da Silva. E aí, por esses trechos, os agentes também de mobilidade urbana da INDEC sinalizam o local na interdição e podem orientar condutores e motoristas do transporte público coletivo sobre o desvio. E domingo tem futebol amador em Campinas e a rodada da Série B será disputada com a realização de 16 partidas em 13 praças de esportes de clubes aqui da cidade. As equipes que permanecem no campeonato já passaram pela fase de classificação e agora segue nas eliminatórias, onde derrota significa o fim do sonho do título. Até aqui, entre as 32 equipes que mantém viva a esperança de levantar o troféu do campeão no dia 20 de setembro, Complexo Campo Grande, Clube Atlético Colúmbia, Aberatlético FC, Tricolor VP e Tancredão FC estão invictas, com campanhas muito parecidas e os horários e locais dos jogos podem ser conferidos no site da prefeitura que é o campinas.sp.gov.br. br. Vamos agora de previsão do tempo para esta sexta-feira e claro pro fim de semana. Hoje, a passagem de uma frente fria muda as condições atmosféricas na região. Ao longo do dia, a nebulosidade varia bastante com períodos de céu parcialmente nublado, anublado, a possibilidade de pancadas muito isoladas de chuva durante a tarde. As temperaturas não sobem tanto com mínima prevista de 18º e à tarde a máxima vai ficar entre 26 e 27º com ventos moderados e rajadas ocasionais de até 40 km. No decorrer da noite, olha só, atenção. Pegue uma blusinha, hein? A entrada de um ar frio causa queda expressiva nas temperaturas e a mínima do dia registrada vai cair pra noite de 15º. Já ao final de semana deve ter sol, ventos moderados, temperaturas baixas durante a noite e ao amanhecer de 12 a 13º e agradáveis à tarde, em que a máxima deve ficar em torno de 26º no sábado e 27º no domingo. E vamos agora ao tema de hoje. Estar sozinho pode significar liberdade, autonomia e até uma oportunidade de se conhecer melhor. Por outro lado, sentir-se sozinho, mesmo estando cercado de pessoas, pode ser uma experiência dolorosa e ter impactos importantes sobre a saúde emocional. Hoje o estúdio Câmara vai conversar sobre a diferença entre solitude e solidão, o medo de fazer coisa sozinho também sobre a importância dos encontros presenciais e dos vínculos sociais. Com a gente aqui no estúdio, a nós estamos com a Sara Zogb, que é especialista em terapia comportamental, com atuação no atendimento de crianças, adolescentes e adultos. E conectada com a gente, eu já dou as boas-vindas também, está aci Pinheiro, que é psicóloga clínica, neuropsicóloga e psicopedagoga com mais de 20 anos de experiência, especialista em traumas emocionais e profissionais e profissional que utiliza a abordagem chamada EMDR, que é uma abordagem psicoterápica integrativa criada nos anos 80 pela psicóloga Francine Chapiro. Agora a gente vai, então, eu já vou fazer uma pergunta inicial para vocês quando a gente fala dessa questão de solitude e solidão. Seja bem-vinda, Sara. E eu já quero que você explique para quem tá em casa o que é solitude e o que é solidão. Obrigada. Muito bom estar aqui com vocês para falar desse tema hoje tão importante. E hoje em dia a gente vive numa era muito digital, né? Nós estamos o tempo todo conectados em contato com pessoas através das redes sociais, do digital e ao mesmo tempo nos sentimos muito sozinhos em alguns momentos, né? E a solidão normalmente ela não é uma escolha. A gente se sente sozinho, estamos sozinhos e não queríamos estar, queríamos ter companhia, queríamos ter alguém. E muitos momentos a solidão ela acaba sendo cruel, ela acaba castigando, né? Porque a gente acaba entrando em contato com lados nossos, pensamentos nossos, questões mal resolvidas, questões que a gente nunca tem oportunidade de olhar quando estamos acompanhados. Sim, a solitude ela não que ela não traga algum desconforto, ela também acompanha o desconforto, mas ela é importante e essencial para que a gente possa ã nos conhecer, conhecer a nossa história, conhecer o nosso funcionamento e lá nossos que não são tão agradáveis assim de olhar, né? Sim. E Unci, seja bem-vinda também aqui ao estúdio Câmara. E eu já pergunto a você, estar sozinho é necessariamente algo negativo? Inclusive a Sara mencionou desses momentos de solidão. A gente ter a solidão são momentos ou é o tempo todo ter esse sentimento? Eh, bom dia, Mina. Um prazer vocês sobre saúde eh emocional e mental. Bom, não, ã, estar sozinho não necessariamente sofrimento, né? A solidão, eh, sim, ela pode, é uma experiência subjetiva que ela pode ser sentida com um certo sofrimento. É quando existe uma distância entre vínculos, que desejamos estar eh junto daqueles que nós sentimos falta. né? Já a solitude, ela pode gerar um tiquinho de desconforto no começo, né, no início, porque a gente não tá muito acostumado, mas a solitude pode ser entendida como um tempo conosco, né? Eh, que pode até ser um tempo de escolha e de prazer, né? Então, na solidão, nós sentimos a falta do outro e na solitude nós podemos descobrir a presença de nós mesmos. É um espaço de autoacolhimento, de autocuidado, de descanso, de eh conexão conosco mesmo, né? E essa experiência não precisa ser vivenciada como sofrimento, nem como abandono, e sim como um autocuidado. Sim. E a solidão, inclusive já é tratada como uma epidemia pela Organização Mundial de Saúde que afeta hoje 25% dos adultos. Pensando nisso, quando a gente pode imaginar que esse exercício, como diz a Yuni, de ter aqueles momentos consigo mesmo, de se conectar, eu posso dividir esse é é a escolha de dizer agora eu estou sozinho, isso é solitude. Ou é dizer agora eu queria estar com alguém, mas eu não tenho essa possibilidade possibilidade. Aí é solidão. É por aí, Sara. Eh, é bem interessante a fala que a se trouxe, né, que no começo vem um tiquinho de desconforto. Gostei bastante porque eh às vezes, por mais que a gente queira estar com alguém, isso não é possível, não vai ser possível o tempo todo. E é necessário que não seja possível o tempo todo, né? Muitas vezes a gente não tem essa escolha e muitas vezes essa escolha é necessária, independente dela existir ou não. Quando a gente aprende a aproveitar esse tempo sozinho, encontrar possibilidades de prazer, de autoconhecimento, de curtir a própria companhia, de sentir esse prazer sem a necessidade da outra pessoa, é uma libertação. é uma liberdade de poder, independente de quem esteja ali, você conseguir não ter oscilações de humor, não, não precisar guiar o seu humor através da presença ou ausência das pessoas na sua vida. Mas aí, Yon, como a gente consegue medir essa necessidade de gostar de uma companhia ou precisar de uma companhia para se sentir bem? Tá? Esse é um uma pergunta bem interessante e a gente pode pensar em algumas questões, né? Eh, como a Sara falou, então assim, acho que algumas reflexões são bastante pertinentes para pensar. Eu queria fazer aquela viagem, mas ninguém pode. Eu queria assistir aquele filme, ninguém quis. Eu queria conhecer um restaurante, mas eu não tenho com quem ir. Então, quando isso se repete, vamos pensar assim, por muitos anos, nós, eh, não, nós não estamos esperando essa companhia, nós estamos então colocando a nossa vida, vamos pensar assim, em espera. Então, eu eh eu não preciso esperar o outro, né? Eu posso eh ter uma certa autonomia em tentar realizar essas coisas sem depender do outro, né? Eh, e aí eu posso ter esses momentos de acolhimento que no começo isso pode gerar um certo desconforto, mas depois eu posso sim aprender a me acolher, né? Eh, e eu posso sim escolher, então eu posso, acho que é muito sensato eu escolher, eu posso ter eh autonomia eh de não fazer tudo sozinho, né? Mas eu também posso ter uma autonomia de ter momentos em que eu me acolha, que a gente pode chamar isso e entender isso com esse como esse termo e da solitude. Sim. E o engraçado é que muitas vezes essa escolha ela pode passar, por exemplo, pessoas nos restaurantes almoçando. Ah, quando é um jantar depois das 7 horas por ali, principalmente, eu acredito que sempre o garsom pergunta se você sentar sozinho, tá esperando alguém, vai vir alguém, não, não pode pedir, eu vou jantar, porque eu acho que a sociedade toda fica esperando que em certos momentos você obrigatoriamente e aí tem pessoas que diz: "Ah, eu não tenho vergonha de sozinho". Eh, como que esse julgamento pode influenciar essa decisão por não, eu vou jantar sozinho e vai ser o meu melhor. Como é isso? É, a louca vida já passa tão rápido, né? E se a gente deixar de viver uma experiência assim por estar sozinho, ela a gente vai desenvolver uma vida muito limitada, né? Quando a gente fala na psicologia, existe um fenômeno que acontece com todos os seres humanos, que é o efeito holofote, né? Se eu vou sentar sozinha numa mesa de restaurante, eu vou ter a impressão de que todo mundo tá me observando, julgando todos os meus movimentos, expressões, o que que eu tô fazendo, como eu tô agindo, como eu tô me movimentando. E nós temos essa sensação que aumenta a sensação de estar sendo julgado, de que somos observados o tempo todo. Mas na realidade, se você se senta sozinho numa mesa, você e todos os outros que estão naquele restaurante tem essa sensação de tá sendo observado o tempo todo, né, que é um fenômeno experimentado por todos os seres humanos. Nós podemos ter a liberdade de ir e entender que essa sensação forte de estar sendo julgado, ela não é tão intensa pro outro quanto a gente imagina que seja. Isso ameniza um pouco o desconforto e traz uma liberdade de poder experienciar coisas e não perder momentos importantes só porque eu penso que outra pessoa tá tão interessada ou tá dando tanta atenção para uma falha minha quando na verdade ela não tá. Mas e aí esse julgamento e um siedão para ver as pessoas vivendo a sua solitude ou está mais amadurecida? Eu acho que aí depende de pessoas, né? Isso é muito subjetivo. Tem pessoas que vão conseguir se acolher, tem pessoas que vão eh ao passo que ficam sozinhas, elas podem pensar, como a Sara falou: "Olha o que estão me observando, né? Porque a gente tem um um fato de se comparar. E aí nas redes sociais tem momentos em que as pessoas viajam, eh, tiram fotos juntas. E esse momento ele pode passar uma mensagem que não é real, de que eu tenho uma vida perfeita, de que eu tenho companhia, de que tudo tá perfeito, na verdade não é assim. Mas então a solitude ela passa a ser uma espécie de exercício, ela tem que é uma ferramenta de autoconhecimento. E para que a gente possa aproveitar, né, essa solitude, ela precisa ser exercitada, nem que seja um pouquinho no começo, um café, depois um cinema, até chegar, por exemplo, é uma viagem que parece um grande efeito para se fazer sozinho. São micropassos, né? Nós vamos evoluindo aos poucos, nós vamos vencendo esse desconforto. E é importante ter consciência que o desconforto ele vai vir, ele faz parte em alguns momentos da experiência e ele não anula ou exclui os benefícios de uma viagem, de um café, de um restaurante sozinho, né? Quando a gente entende que eh eu não posso viver um desconforto, eu tenho que fugir a todo custo de qualquer sensação que me incomode, a nossa vida volta paraa limitação, né? Então aí a gente perde esses momentos por evitar a todo custo. Então poder aprender a tolerar um pouco esses pequenos momentos, essas pequenas frustrações, identificar esses pensamentos. E aí é um trabalho importante paraa terapia, né? identificar como que os nossos pensamentos foram construídos, as nossas crenças, a nossa história de vida, como que a gente interpreta o mundo e como a gente pode mudar essa interpretação para ter uma vivência mais leve, sem tanto peso de que algo tá faltando, de que algo tá errado e poder experienciar o melhor de tudo isso. Sim. Olha, lembrando que você que tá aí em casa, daqui a pouquinho a gente começa a falar aqui as participações. Então, mande a sua pergunta às nossas convidadas pelo 197829377. Se você preferir, aponte a câmera do seu celular para o Qcode que aparece aí no seu vídeo e você entra direto em contato com a nossa redação mandando as suas perguntas. Mas e aí, un quando estar sozinho deixa de ser uma escolha? Porque uma coisa é eu dizer, eu quero ficar sozinho um pouco outra é eu não conseguir companhia, que a gente chama daquela solidão involuntária. Como lidar com isso? Eh, acho assim, a primeira coisa é se acolher, né? Então, no começo, isso pode trazer um pequeno desconforto, mas aí observar o pensamento e os sentimentos antes de evitar. Por exemplo, como a Sara falou, todo mundo vai olhar para mim e depois pensar, mas qual a evidência de que realmente isso vai acontecer, né? Então, eh, nesse sentido é importante, por exemplo, começar de pouquinho, uma vez por semana, escolher alguma coisa pequena que normalmente faria eh acompanhada de alguém e na impossibilidade disso, eh, tentar fazer e observar. Eu fui tomar um café, eu fui andar sozinha, eh, sozinho, eu fui fazer um exercício, algo que faça sentido para mim. E aí fazer três perguntas: como eu me senti antes, como eu me senti durante e o que eu descobri sobre mim depois, né? Eh, essas essas reflexões fazem com que a gente se descubra, a gente se acolha. e a gente perceba que nem tudo precisa ser feito junto, sabe? E nesse processo a gente vai se descobrindo e se acolhendo. E todo mundo. É natural que, por mais que tenhamos muito, temos famílias, amigos, trabalho, mas a gente tem aquele momento de solidão que a gente fala: "Nossa, hoje eu queria estar com alguém, mas eu vou dormir porque hoje hoje, infelizmente, uma amiga tá com o namorado, a outra foi para São Paulo, foi para outra cidade, no caso aqui de Campinas, né? Ah, o outro tá melhor eu dormir. Tem esse dia. Todo mundo tem esse dia, né? O ser humano é um ser social e todos nós temos experiências em comum. Essa é uma delas. Todo mundo vai ter aquela noite no final de semana que vai olhar, abriu a rede social e ver um monte de foto de amigos em viagens acompanhados, tendo experiências maravilhosas. Vai se comparar e vai olhar e falar: "Nossa, será que minha vida é tão vazia assim?" E essa essa esse trabalho que comentou, né, de analisar esses pensamentos, analisar quando a gente olha pro outro que a gente pensa sobre nós mesmos, isso foi uma construção, não necessariamente condiz com a sua realidade. E se a gente não tiver uma oportunidade de prestar atenção nisso, a gente nunca vai conseguir mudar. Então, é preciso fazer esse trabalho constantemente. É uma, cada momento sozinho é uma oportunidade de olhar para dentro de si e enxergar quais pensamentos e quais crenças foram formados que tão prejudicando a minha autoimagem, a minha qualidade de vida e como eu posso olhar isso de outra forma. Agora se a Sara mencionou inclusive essa questão de às vezes você tá num sábado à noite em casa passando ali no celular todos seus amigos, todas as pessoas estão se divertindo. Algumas pessoas inclusive elas começam a fazer o quê? Elas começam a apostar que estão em lugares, mas na verdade elas estão dormindo. Por exemplo, dormindo, digo assim, estão em casa, na cama, mas ela posta que tá em um evento, eh, pega um vídeo de um evento que daí ninguém vai prestar atenção, como se ela tivesse naquele lugar. O que que isso pode trazer como reflexão para essa pessoa que tem a necessidade, mesmo estando num dia que seria de balada, de passeio, ela tá em casa, mas ela quer mostrar pra sociedade via rede social que ela também está curtindo, tá? É assim, eh, acho que seria um ponto para essa pessoa pensar o que que esse comportamento meu, sem julgar nem diagnosticar, mas pensar o que que esse comportamento meu eh significa. Talvez, talvez, eh, eu tenha aí um eu ideal e esse eu ideal que eu criei é que essa pessoa tem que estar sempre junto de outras pessoas, tem que tá ser popular. E o que ela tá tentando evitar é, olha, eu sou uma pessoa que tem um momento sozinha ou não tenho tantas pessoas quanto eu gostaria, né? Sim. E aí acho que para essa pessoa seria interessante pensar, eh, eu posso ter momentos comigo de acolhimento e tá tudo bem. Eu posso, né, eh, pensar, eu ter períodos em que eu fico comigo. Então, quando pra gente pensar o que seria solitude ou solidão, né, que a gente podia pensar numa tendência a isolamento, seria algumas perguntas. Eh, quando eu estou sozinho, isso geralmente é uma escolha ou uma imposição? Depois de algum tempo comigo, eu me sinto restaurado ou eu me sinto cada vez mais triste? E se eu me sentir triste, não tem problema nenhum, porque tristeza é só um sentimento, como alegria, como a raiva. Então, para eu lidar com essa tristeza, eu falo, não é depressão, a tristeza, é só um sentimento às vezes necessário, regulatório, em que eu fico um pouquinho comigo, eu tô triste, tá tudo bem. E aí quando eu permito acolher essa tristeza, essa tristeza ela vem até mim e ela passa por mim e vai embora. A medida que eu não não acolho, fica igual uma bola na piscina, sabe? Quanto mais a gente põe a força para baixo para não sentir, mais forte ela tem. Sim. Então é pensar que tá tudo bem eu ter momento só comigo de acolhimento, sabe? Sim. Agora, quando então essa solidão involuntária, a gente ainda tá nesse termo, quando ele pode gerar tanto impacto que ele se transforma em isolamento social? em muitos momentos, né, a gente precisa entender se esse isolamento ele tá sendo uma dificuldade de de se conectar com as pessoas ou existe algum desconforto por trás do meu me conectar com as pessoas que eu estou evitando e por isso eu prefiro ficar sozinho, eu escolho ficar sozinho, eu não consigo ou é o desconforto ã eu estou me entregando ao desconfort conforto ou a questões minhas de estar sozinho, né? A gente tem que olhar de qual lado o desconforto tá vindo. Ele tá vindo da socialização, eu tô evitando alguma coisa ali. Da mesma forma que a gente evita ficar sozinho, nós podemos evitar a socialização pelo que há por trás disso, né? Em todo caso, é preciso e é uma oportunidade de você olhar para dentro de você e descobrir pontos, características, traços que você formou e não percebeu como que isso é feito. Observando os pensamentos sem tentar bloquear eles, né? A gente precisa ter espaço para que esses pensamentos venham e que a gente consiga observar, porque sem isso não existe autoconhecimento. Então, será que eu estou tendo pensamentos a respeito da minha autoimagem, da minha autoestima? como que esses pensamentos estão vindo, como eu me olho, como eu me enxergo. Agora, esse tema de solitude, que a gente já falou dessa importância de estar consigo mesmo, ele é tão profundo, inclusive em tempos de redes sociais, a gente tem aqui em Campinas, no caso, um influencer que ele já tem quase 30.000 1000 seguidores, por exemplo, ele começou a partir do momento ele mostra experiências, o que dá para fazer sozinho. Olha só. Então, ele tem um nicho importante de pessoas que querem saber de bons lugares sozinho, quer tomar um café, quer ir no cinema, quer comer uma pipoca, quer dar um passeio, significa que as pessoas estão em busca de ter a melhor solitude. Muitos estão em busca, com certeza. Isso é um movimento positivo, né? É bom que a gente tenha pessoas que também influenciem pra realidade, né? Muita gente tem essa necessidade ou é influenciado ou induzido a mostrar que tá acompanhado o tempo todo. Tenho amigos o tempo todo, tenho companhia o tempo todo. Minha vida é muito agitada, é um evento atrás do outro. E é legal exemplos como esse também que mostram partes reais. Então eu também tenho momento sozinha, ele também tem, você também tem. Gera uma identificação e abre muitas portas. né? Então, quais os lugares que eu posso ir, onde eu posso começar? Sim, mas para essa solitude ser proveitosa, eu tenho que aprender também a fazer boas escolhas e um si, por exemplo, um café. Eu poderia em qualquer lugar tomar um cafezinho num copo de plástico que seja ou num copo mais simples. Não, eu quero ir numa boa cafeteria, tomar numa xícara, que aquele cafezinho seja passado na hora. Eh, eu posso também fazer essa escolha para aproveitar o máximo esse momento? Eu acho que sim. Essa pergunta é muito importante. Às vezes não tem a ver com o dinheiro, sabe? Às vezes eu sozinha, às vezes a gente não se trata tão bem, né? Que eu acho que é sobre isso que você está falando. Às vezes dentro de casa a gente pensa assim: "Ah, deixa eu pegar esse daqui mais, né? Já que eu tô sozinha mesmo. Qualquer coisa basta, achar que eu tô sozinha. Não, se eu moro sozinha, eu posso sim ter um momento em que eu vou pôr a minha mesa, de que eu vou fazer um cafezinho gostoso para mim, mesmo que eu não consiga sair, mas eu vou ter um microom de acolhimento e de gentileza, de autocuidado. Agora, além disso, acho que merece um ponto de reflexão, que às vezes a tendência ao isolamento, a fazer as coisas sozinha, ela pode eh tomar uma uma roupa de independência. Por exemplo, eu não preciso de ninguém, eu preciso ficar sozinho, as pessoas só me decepcionam. E aí eu então isso pode ser uma proteção que foi construída depois de muitas experiências de rejeição, de frustração, de decepção. E aí quando isso acontece é importante tentar pensar, tá tudo bem também eu querer a companhia do outro e eu tentar de pouquinho ter momentos em que eu fico comigo, eu me acolho e seja um momento prazeroso, que é a solitude, mas também tudo bem eu ligar para alguém que eu preciso, né? Não é nenhum problema eu pedir ajuda, não é nenhum problema eu chamar alguém para uma conversa, para um passeio. Oi, mas aí vem daquela, vem daquela mentalidade antiga, porque eu quero ficar sozinho. Quero ficar sozinha era quando tinha algum problema. Ah, eu quero ficar sozinho, não quero conversar com ninguém. Então a pessoa falava: "Ih, essa pessoa tá com problema hoje não é é preciso encontrar esse equilíbrio? Não, eu quero estar sozinho, mas eu estou bem". É por aí, sim. Eh, literalmente isso. Eu posso ter períodos em que eu escolho ficar sozinha, em que eu me acolho e tenho momentos de autocuidado, mas eu também posso ter períodos relacional, como a Sara falou, que nós somos seres sociais e que não tem nenhum problema também. E é super positivo que eu tenha encontros, trocas, em momentos de qualidade, porque assim, isso é muito subjetivo. Eu posso estar num cheio de gente, num aniversário, eu posso estar num show e nesse momento eu também me sentir sozinho. Então, não é o fato de eu estar junto com muita gente que eu vou me sentir bem. são experiências subjetivas, mas o fato é, nós precisamos ter momento, sim de acolhimento, de solitude e estar sozinho, eh, não é ruim, é só um momento em que eu me acolho e que eu tenho um tempo de qualidade comigo. E eu posso também ter momentos em que eu me relacione com outras pessoas de troca e que esse também seja um tempo de qualidade e de aprendizado. E tem outra coisa também, né, meninas? Olha só, viagem, por exemplo, um show. Eu gosto de um artista, não tem nenhuma amiga que goste. Eu sempre pensei assim, não sei se tá certo, ah, eu vou, chegando lá, com certeza eu vou encontrar alguém, eu vou conversar com alguém, uma viagem também, eu vou para um lugar, não, não levo nenhum amigo, ninguém. Chega lá, com certeza eu vou conhecer alguém nessa viagem, ou no avião, ou no ônibus, ou no hotel, ou na praia, de repente começar a conversar com alguma pessoa. Tem isso também, né? Sim. Então, aí são as surpresas que a vida nos dá. E se eu me fecho e não estou aberta a novas experiências, eu não eu não aprendo, eu não tenho essas eh possibilidades, né? Então, acho que a gente pode pensar assim, que a que autonomia, né, não é fazer tudo sozinho. Eh, autonomia seria não deixar de fazer algo importante só porque naquele momento alguém não pode me acompanhar. Sim. e Sara e também como ela disse as aproveitar as oportunidades e quando sair sozinho, a não ser que a pessoa não queira mesmo, mas estar disposta. Eu acho que aí o gesto, sorriso no rosto, tem a energia também, porque de repente se você tá num lugar e você se fecha porque o corpo fala muito, ninguém vai chegar perto de você. Mas se você tá num lugar mesmo num show sozinho, de repente você começa ali dançar, o outro dança do seu lado, você dá um sorriso, daqui a pouco estão os dois, as duas pessoas dançando junto, curtindo junto, cantando junto, isso acontece muito, acontece muito. E a qualidade das nossas interações é muito importante nesse sentido, né? Às vezes a gente se fecha porque estamos com algum pensamento ou alguma crença sobre o ambiente que está nos bloqueando. Então, se eu tô fechada, de cara fechada, as pessoas chegam e eu olho meio estranho, eu passo uma mensagem ali. Nem todas as mensagens são passadas por palavras, né? E o por que eu tô passando essa mensagem? É preciso ter essa análise também, porque às vezes a gente descobre que a gente tem uma crença de novo, igual no começo, né? Eu tô no restaurante, as pessoas estão me julgando. Será que eu tô no show e as pessoas estão me julgando? Será que eu tô aqui, ali e tá tendo esse julgamento mesmo? É, é muito importante a gente ressignificar a nossa leitura sobre a realidade. Nem sempre o que a gente aprendeu a interpretar condiz de fato com o que tá acontecendo. E nisso a gente se fecha para muitas oportunidades que a a vida nos traz, que, né, que a gente pode ter trocas, a gente pode conhecer pessoas interessantes, a gente pode eh conhecer novas ideias, novas visões sobre a vida. De repente estamos fechados, como aun se falou, porque estou decepcionada com as pessoas, porque todos vão me decepcionar, porque todos vão me julgar. Ou então eh, as pessoas, eu já saio de casa, a gente vê isso muito na clínica, algumas pessoas já saem de casa acreditando que vão ser decepcionadas, que as pessoas de repente não têm tanta coisa boa para oferecer, que vão tão ali por interesse, que vão me julgar. Então esse trabalho de visitar o nosso interior e o que que é isso? Visitar nossos pensamentos, as nossas crenças, é essencial e é definitivo para eu me abrir ou não para novas novos momentos. E isso pode nos bloquear e trazer infelicidade, trazer a vida sendo vivida com um peso muito maior. Já tem participação com a gente pelo 97829377. Vou pedir paraa produção colocar então a pergunta no ar do André Carvalho, que é de Barão Geraldo. Ele diz o seguinte: uma pessoa que aprende a aproveitar melhor o próprio tempo pode acabar entrando nas relações de forma mais leve, sem esperar que o outro preencha todos os momentos? E um sim, com certeza. quando eu aprendo a me acolher, né, eh, a entender que eu posso ter períodos de acolhimento, de solitude, né, eh, de descobrir a minha presença e me tratar com gentileza, com carinho, com afeto. eu não preciso mais da presença do outro e o outro deixa de ter aquela responsabilidade de me fazer feliz. Lógico que eu não quero dizer que a gente não precisa precise da relação do outro, mas eu quem eh é responsável pela minha felicidade sou eu mesma. Então talvez nesse sentido a pergunta tem seja, né? Eh, não apenas eu tenho companhia, mas eu consigo estar bem comigo mesma e ao mesmo tempo, construir vínculos significativos com outras pessoas. a pensando, né, num ideal, acho que esse seria, né, eh, um ponto importante que, lógico que nós precisamos de afeto, de pertencimento, de troca, mas quando a gente depende sempre da presença de alguém para experimentar aquilo que a gente deseja fazer, a nossa vida então passa a ficar muito reduzida e as nossas experiências acabam eh ficando muito difícil. E aí, como você disse, a gente pode deixar de ir a um cinema, pode deixar de conhecer um local, pode deixar de tomar um café que seja gostoso, só porque ninguém pode ir conosco. Então, é importante que a gente aprenda a ter momentos, sim, de autoacolhimento, de momentos em que a gente se acolhe e que a gente se respeita. Eu acho que esse essa questão de esperar que o outro preencha algo vem diante que falava assim: "Ai, você precisa ter a metade da laranja, a tampa da panela. Uhum. Nós precisamos estar inteiros primeiro, né? Exatamente. E isso acaba pode acabar, essa dependência pode acabar originando uma frustração muito grande. É aí que eu me decepciono, porque a pessoa não supriu minhas expectativas. expectativas às vezes que eu nem sei quais são. Eu vou vivendo no automático, não tenho tempo para me conhecer, para saber exatamente o que eu espero dessas relações. E aí eu deposito inconscientemente uma grande expectativa de que meus amigos, meu parceiro, meu minha família eh supra esses momentos. Então, se ela eh alguém não está disponível em algum momento, a frustração vem com força total. E aí eu começo a me decepcionar demais com as relações. E pode podemos ir também pro outro extremo de querer nos isolar, entender que bom, se a pessoa não vai suprir aqui, ela não vai suprir nada, então eu vou ficar sozinho mesmo que é melhor. Qual o extremo que é bom no final das contas, né? Os dois são extremamente prejudiciais. Mais uma pergunta aqui paraa nossa, paraas nossas entrevistadas é o Rafael Mendes do Jardim Chapadão. Eu moro sozinho e gosto disso, mas percebo que tomar mas percebo que preciso tomar cuidado para não entrar no automático e passar vários dias sem conversar com ninguém. Como manter esse equilíbrio IC? Então, esse ponto é justamente aquele que a gente tava falando lá atrás, eu e a Sara, de que às vezes essa tendência a ficar sozinho pode eh parecer uma independência, né? E às vezes a gente já tá tão acostumado a ficar sozinho que a gente vai no piloto automático que dá trabalho mesmo, né? E aí entra também eh o contato com o outro, às vezes vai me decepcionar, o outro não vai ser aquele ideal e eu posso colocar minha expectativa no outro e me frustrar e aí é mais fácil me recolher, né? Então acho que é tentar de pouquinho, sabe? eh observar, tentar uma visitar uma exposição, ir ao cinema, almoçar sozinho, tomar um café sozinho de pouquinho, né? E aí pensar como que eu me, com que pensamentos eu tive, que sentimentos eu tive, que emoções eu tive, porque aí eu vou me conhecendo e aí como você falou, menina, eu posso ter um momento bom ou uma conversa, encontrar alguém nesse espaço e aí eu vê que não é tão ruim assim, sabe? E e é importante sim a gente tomar eh pequenos passos para tentar, né, eh ter um pouquinho de equilíbrio nisso, sabe? Porque como a Sara falou, os dois extremos são ruins. Então a gente acha que tem que buscar o caminho do meio. Agora, esses pequenos passos, Sara, por exemplo, no caso do Rafael, que diz: "Olha, eu acabo passando dias sem conversar com ninguém". Por exemplo, o esporte, a gente percebe que hoje algumas pessoas entram em clube de corrida, vou jogar um vôlei, vou jogar um futebol, vou jogar alguma coisa, porque daí eu é esse momento que eu vou interagir com outras pessoas. Isso esse esse também é um passo com toda certeza. E esse passo, o interessante desse passo é que ele exige um esforço. Então, muitas vezes as pessoas chegam na clínica na terapia e falam: "Ah, tô me sentindo sozinho. Como é sua rotina? passo muitos dias sem sair de casa, sem falar com ninguém. E aí a gente tem que fazer um esforço para buscar essas pessoas e isso vai exigir que eu saia de casa depois de um dia cansativo, sai da zona de conforto. Totalmente. E nesse momento a gente tem que prestar muita atenção, como você disse agora a pouco, com a nossa postura, com a nossa linguagem não verbal. Será que eu tô me mostrando receptiva e aberta para falar com as pessoas? Eu tô sorrindo? Eu tô me abrindo? Eu tô fazendo contato visual. Alguns comportamentos precisam ser observados e ser mudados se a gente quer criar conexões. Isso exige esforço, mas é o comprometimento que eu tenho comigo mesma e com a minha qualidade de vida. É o meu cuidado. Isso faz parte do meu cuidado e é essencial. É porque pelo que a gente percebeu no caso do nosso telespectador, ele acaba ficando no piloto automático quando ele fala: "Gente, faz uma semana que eu não converso com ninguém. É, a gente também tem que tomar cuidado para não cair nisso. Com certeza, porque aí a gente cai nessa rotina, é mais fácil. Terminei aqui o trabalho, eu não preciso fazer nada. Eu vou sentar na frente da televisão que aí eu tô parado, não tô, né, precisando mexer de nenhuma forma. Tô aqui na minha zona de conforto e as consequências vêm, a conta chega. É porque até o ser humano é um ser social. em algum momento ele precisa que tenha essa troca com outro ser humano. Isso é é da nossa, digamos, da nossa essência. Isso, isso faz parte da nossa espécie, né? Então, da mesma forma que é extremamente prejudicial que eu esteja o tempo todo dependendo de alguém para fazer qualquer coisa, é extremamente prejudicial que eu esteja isolado o tempo todo. Isso aumenta muito a nossa vulnerabilidade para sintomas de depressão, de ansiedade, para angústia. Então, assim, isso faz parte do autocuidado. Eu preciso, assim como eu preciso de uma refeição todos os dias para sobreviver, eu preciso de bons vínculos com qualidade. Sim. Agora vamos a mais uma pergunta do nosso telespectador. Vamos pedir paraa produção colocar mais uma pergunta. Quem está com a gente agora é a Aline Rodrigues do Guanabara e diz o seguinte: "Quando estou sozinha, às vezes sinto que preciso estar produzindo alguma coisa para o tempo valer a pena. Por que é tão difícil simplesmente não fazer nada?" e um si. Bom, porque assim, desde criança, às vezes nós vamos construindo um eu ideal em que às vezes a gente fala: "Ah, mas você vai parar, vai estudar, vamos fazer isso, vamos fazer aquilo". E a gente vai construindo aos pouquinhos uma crença de que se eu tenho valor, meu valor está naquilo que eu faço e não naquilo que eu sou. Então tem algumas crenças negativas autolimitantes, como não sou capaz, eu preciso fazer tudo melhor, eu não sou gol suficiente de desempenho ou de bondade. E aí quando a gente tem lá no fundo essas crenças, a gente não aprende a descansar, porque ao descansar é onde a nossa mente relaxa. E aí vem essa, né, esses pensamentos intrusivos. Olha o que você não fez, mas falta isso, isso, isso. Porque nós temos o hábito. A mente tem o hábito a nos mostrar aquilo que nós não fizemos e não aquilo que nós fizemos. E é por isso que é tão difícil descansar, porque aos descansar eh vem esses pensamentos. E aí para combater esses pensamentos, uma dica que eu dou é parar e pensar: "Não, tá tudo bem. Eu olha, olha aqui o que eu fiz. Tem muita coisa que eu não sei fazer ou que falta fazer, mas eu vou descansar um pouquinho, eu vou ficar um pouquinho, vou me acolher um pouquinho, depois eu faço. Então é interessante aguentar ou ir tolerando esses pensamentos para que eu tenha um período de acolhimento, micropausas de acolhimento para desacelerar essa mente acelerada, cobrativa, que só vê o que eu não fiz e não vê o que eu fiz. Então, para essa pessoa eu falo mesmo que esse desconforto inicial, ele é só inicial, mas com o tempo vai falando para si tá tudo bem, olha o que eu fiz, eh, aguentando esse desconforto e descansando um tiquinho, sabe? Sim. E vamos ver de onde vem a última pergunta de hoje que nós temos aí. Já estamos à 8:54 da manhã desta sexta-feira, dia 21 de agosto. Vamos aguardar a produção colocar a nossa última pergunta de participação de hoje no estúdio Câmara, que vem do Marcelo Santos do Jardim Aurélia. Fazer sempre os programas que os outros gostam. Pode fazer as pessoas, a pessoa perder um pouco a noção de do que ela mesmo gosta de fazer sozinha. Sara, com certeza. E o que é que tá por trás disso? Será que eu tô fazendo o que as pessoas preferem sempre? E deixando a minha opinião um pouquinho de lado, porque eu tenho alguma questão de autoestima? Porque se eu colocar a minha opinião, será que eu posso ser rejeitado? Será que eu posso ser rejeitada? Será que aí eu vou perder os amigos? O que que tá por trás disso? Será que eu tenho alguma crença de que a minha opinião é um pouquinho menos importante, que eu não quero incomodar, que eu vou dar sempre a vez pro outro? Então, a vez do outro é importante? Mas será que isso tá um pouco desequilibrado? Eu preciso investigar e descobrir até que ponto a minha opinião e a minha presença, ela precisa estar o tempo todo de fora para que o outro me aceite e eu assim não termine sozinha. Sim. E agora eu já vou fazer a minha última pergunta a você, pra gente deixar algumas dicas para quem tá lá em casa e tá pensando: "Eu gosto da solitude, eu tenho medo da solidão, como qual é a orientação?" E tem então para quem tá em casa e tem medo às vezes de fazer alguma coisa sozinho, como que é? O que você diria para essa pessoa para ela experimentar, ter esse momento? O primeiro que a gente pode começar é, como vocês disseram, aos poucos, pequenos lugares, pequenos momentos curtos. A gente começa com pouco tempo, então eu não vou sair, passar duas horas num restaurante pela primeira vez e viver todo aquele estresse, mas eu vou sair e fazer algo que eu gosto e que não tem ninguém disponível. o café, a caminhada, passar um tempo ali, eh, em alguma loja, procurar algo que eu goste, ir ao cinema, de repente e prestar muita atenção. Eu gosto até de falar, talvez anotar, né, pegar o celular ali, escrever no bloco de notas quais pensamentos eu tô tendo. Eu vou fazer um esforço para tolerar isso um pouquinho, para que eu descubra o que que tá por trás do meu desconforto e assim possa fazer uma investigação. E a terapia, né? A terapia é ali um momento em que você vai ter alguém te ajudando a fazer essa investigação para que você não precise descobrir esse emaranhado todo sozinho e possa ter um auxílio, ter uma vida mais leve e conseguir nessa caminhada aproveitar as oportunidades e não deixar nada passar. Sim. E e um si. E para quem está cercado de pessoas, mas sente que não tem conexões verdadeiras, qual o primeiro passo? Eu acho que o primeiro passo seria se acolher. Uma dica que eu dou, como a Sara também de, eh, pensar o que eu tô sentindo, o que eu tô pensando e o que eu tô sentindo importa. Então, ter momentos de acolhimento, momentos em que eu fique comigo, em que eu possa ser a minha melhor companhia. E talvez o ideal seria o ideal, tá? Eh, uma dica, voltar para si mesmo, ter esses momentos de autoacolhimento ou de solitude, que é esse termo que a gente tá usando aqui. Só uma coisa, o que não é necessariamente ficar sozinho em casa, que não é ficar sozinho em casa, né? eh ter momentos em que eu eh até faz bem para minha saúde mental, é que eu vá a um parque, em que eu caminhe que eu dance sozinho ou dance com outras pessoas. Então, o ideal seria conseguir fazer os dois movimentos, me voltar para mim mesma, para eu mesma, me acolhendo, sem me isolar do mundo, e ter momentos em que eu também vá ao encontro do outro, em que eu consiga ter momentos de troca, em que eu não faça só o que o outro quer, mas que eu também tolere fazer um tiquinho. do que o outro quer para que tenha eh momentos de troca, ou seja, sem abandonar as relações com o outro e sem abandonar a mim mesmo. Sim. Ou seja, é preciso se dispor. Sim. Sim. E sempre encontrar o equilíbrio, né? Esse é o mais importante de todos. Como se falou, eu tenho que encontrar o equilíbrio entre o que eu quero, entre que minha família quer, meus amigos querem, entre ficar um tempo sozinha, mas não o tempo todo, entre ficar um tempo com os meus amigos e manter uma relação de qualidade, mas não depender disso o tempo todo. Então, o caminho do meio ele é essencial pra nossa qualidade de vida como um todo. Sim. Olha, eu agradeço a participação de vocês hoje aqui no estúdio Câmara. Uma boa sexta-feira para vocês, um bom fim de semana para você aí de casa também. E a gente encerra, né, dizendo o seguinte, que estar sozinho não significa necessariamente estar solitário. A solitude pode abrir espaço para o silêncio, para o autoconhecimento, para a autonomia e até para experiências que as nossas entrevistadas inclusive falaram aqui também, que talvez você não tivesse, se dependesse sempre da presença de outra pessoa, mas isso não significa que vamos romantizar também a solidão, os vínculos, os encontros e as relações de confiança que continuam sendo fundamentais para para o nosso bem-estar. Obrigada pela sua audiência e até um próximo programa. Mas antes eu já vou deixar aqui um convite para iniciarmos a segunda-feira juntos aqui na TV Câmara Campinas. Estudar com inteligência artificial é uma nova forma de aprender ou é cola? Ele entrou na rotina de muitos estudantes oferecendo explicações, resumos, exercícios e até respostas prontas. quando a ferramenta funciona como apoio ao aprendizado e quando passa a substituir o esforço intelectual do aluno. E é claro, eu espero você segunda-feira pra gente discutir aqui este esse tema com especialista e que você também participe pelo 97829377. Um bom fim de semana e até mais. Eu, na verdade, Yeah.