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A exposição solar, ela pode ser mais intensa ou menos. E aí, quando for muito intensa, até bolhas a gente pode ver como uma queimadura solar. A seguir, [música] TV Câmara ao vivo. [música] Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Sexamos, sexta-feira, 4 de setembro. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. No programa de hoje vamos conversar sobre a vida instagramável. Pois é, gente, é público e notório que as redes sociais mudaram a maneira como mostramos a nossa vida, né? Hoje, muitas vezes, não basta apenas viver uma experiência, pensamos também em como ela pode ser fotografada. registrada, publicada e principalmente recebida pelas outras pessoas. Viagens, relacionamentos, momentos em família, conquistas profissionais e até situações do dia a dia podem ganhar uma versão cuidadosamente construída para as redes sociais. Mas quando começamos a viver uma experiência pensando também na imagem que será apresentada, o que muda com a nossa relação entre [música] eu e a minha própria identidade, né? A chamada vida instagramável, ela revela apenas uma nova forma de comunicação ou ela pode transformar a maneira como nós enxergamos a nós mesmos nossas relações e até as nossas escolhas. Bom, é sobre isso que a gente vai conversar hoje. Eu quero saber de você, você vive uma vida instagramável? Você se prepara para postar a foto no Instagram, nas redes sociais, ou você apenas vai lá e faz um clique? Vamos dar um exemplo. Você vai ã fazer um almoço na sua casa. Daí você vai lá, põe a sua mesa e aí você tira foto da forma que está ou você organiza tudo para poder tirar a foto, para que a foto seja bem aceita. Então, será que todo mundo tá vivendo uma vida instagramável e a gente não tá nem sabendo? Compartilhe com a gente a sua experiência. WhatsApp tá na tela. A nossa produção já tá apostos para receber a sua mensagem e os nossos convidados também com a gente. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los, tá? 19 978293776. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações, a previsão do tempo e já voltamos ao nosso tema central. Bom, véspera de feriadão, né? Então, você sabe que dia 7 de setembro é feriado, é segunda-feira e tem gente que começa o feriado a partir de hoje. Então, o feriado de 7 de setembro vai ter uma programação especial aqui em Campinas. São opções de cultura, lazer, gastronomia. Entre os destaques, eh, tem aí o Classics Festival Campinas, que reúne rock, carros antigos, gastronomia e atrações gratuitas de hoje até segunda-feira lá no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim. No mesmo local acontece também o festival de morangos e fatias com doces salgados e música ao vivo. Hoje, eh, sexta-feira, dia 4, o Observatório Municipal promove uma noite de observação astronômica das 6 da tarde às 9 da noite. Os ingressos, ingressos custam R$ 10, com meia entrada a R$ 5, tá? E hoje também, a partir das 8 da noite, a Orquestra [música] Sinfônica de Campinas apresenta o concerto Paisagens Sonoras no Centro de Convivência. Os ingressos custam R$ 30 ou R$ 15 meia, tá? No sábado e no domingo, a Pedreira do Chapadão recebe o Cine Autorama com sessões gratuitas de cinema drivein. É preciso reservar reservar, perdão, os ingressos pela internet. E para as famílias, temos no domingo às 4 da tarde um teatro infantil gratuito no Centro de Convivências com espetáculo chinês Garça, Mexilhão e Peixe. E na segunda-feira, dia 7, claro, Campinas realiza o tradicional desfile cívico da independência das 8 da manhã ao meio-dia na Avenida Francisco Glicério, no centro. E tem mais uma outra opção que é a exposição A Grande Muralha da China no Instituto CPFL com entrada gratuita e visitação até 31 de outubro. Uau! Quanta opção para você passear aí com a sua família e fazer aquela socialização gostosa. Agora a previsão do tempo para este final de semana porque depois dessa agenda, claro, precisamos aí saber como fica o final de semana. Olha só, hoje, sexta-feira, sol entre nuvens, mínima 14, máxima 29. Sábado também, ã, sol entre nuvens e algumas pancadinhas de chuva. Mínima 16, máxima 21 agora no domingo, gente. Pois é. Se prepara porque domingo teremos um dia chuvoso, tá? Dia de manhã, à tarde e à noite com chuva. Mínima 14, máxima 19º. Bom, tudo certo. Agora nós voltamos ao nosso tema central do programa de hoje. Vamos apresentar os nossos convidados para você. a gente fala da vida instagramável. Essa expressão passou a fazer parte do nosso cotidiano, né? São lugares, experiências, produtos e momentos pensados não apenas para serem vividos, mas para serem fotografados e compartilhados. O problema não é registrar ou publicar uma experiência. A questão é entender o que acontece quando a lógica da exposição, ela passa a interferir na nossa própria experiência, na nossa própria vida. Será que a gente tá vivendo para depois compartilhar ou a gente tá compartilhando antes mesmo de viver? Já parou para pensar nisso? E como essa mudança afeta a nossa percepção de felicidade, sucesso, aparência, relacionamento, pertencimento. Bom, chega de falar. Vamos discutir com quem realmente entende do assunto. Vamos apresentar os nossos convidados do programa de hoje. Bom, pelo Zoom nós recebemos a Ana Roberta Alcântara. Ela é doutora pela Escola de Comunicação e Artes da USP, é professora da FAP há 16 anos e pesquisadora da plataformização economia da atenção e do chamado Instagramável. Seja muito bem-vinda, Ana. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Muito obrigada, Rúbia. É um prazer estar aqui com vocês. Prazer é todo nosso. E o programa hoje tá super completo porque nós também recebemos aqui no estúdio ao vivo com a gente Dr. Pedro Henrique Assis. Ele é médico formado pela Faculdade de Medicina de Marília com residência em psiquiatria pelo serviço de saúde, Dr. Cândido Ferreira, psiquiatra em consultório particular e no CAPS 3 e integrante de equipes da interconsulta psiquiátrica em hospitais de São Paulo. Uau! Doutor, seja bem-vindo. Bom dia. Obrigado pela sua participação. Bom dia, Rúb. Obrigado pela pelo convite. Espero que a gente possa contribuir aí nessa discussão nesse tema tão tão contemporâneo. É verdade. Bem atual, né? E para completar o nosso time de hoje, nós recebemos a Márcia Paduan, psicóloga com especialização em terapia cognitivo comportamental, MDR, neurociência e psicologia positiva. Ela é autora dos livros incrivelmente mulher e elos emocionais e palestrante nas áreas de desenvolvimento pessoal e comportamento. Uau, seja muito bem-vinda. Bom dia para você. Bom dia, Rúb. É um prazer imenso estar aqui com a Ana, compartilhando aqui esse momento tão importante e um tema tão fundamental para que a gente possa aí trocar aqui algumas informações importantes. Pedro, prazer imenso. Realmente vai ser extraordinário aqui. Uau, hein? Já estou sentindo. Vamos lá, então. Vamos começar falando com a Ana, porque a Ana tem um trabalho de mestrado, né? E é sobre essa vida instagramável aí, Ana. gostaria que você explicasse pra gente sobre esse teu trabalho e também quando a gente fala em uma vida instagramável do ponto de vista da comunicação, né, o que que exatamente a gente tá descrevendo, né? Tem uma diferença entre compartilhar a vida e construir uma imagem da vida para ser compartilhada? Sim, Rúbia. Eh, quando a gente fala de Instagram, instagramável, né, a gente pode situar um pouco nessa dinâmica eh maior contemporânea, né? Então, nós podemos dizer que vivemos num mundo de plataformização, né? A sociedade é cada vez mais dependente das plataformas para tudo. Então, para buscar um trabalho, de repente a pessoa tem ali o seu perfil no LinkedIn, se a pessoa vai pedir uma comida, de repente ela vai usar um aplicativo como o iFood, vai pedir um transporte, ela usa o Uber, né, ou algo parecido. Então, quando a gente pensa na nossa vida, eh, a gente percebe o quão dependentes nós somos, né? Então, vídeo Zoom. Se não [limpando a garganta] fosse o Zoom, eu não poderia estar no programa. Então, é claro que por um lado a gente tem uma série de coisas que facilitam nossa vida com a tecnologia e por isso a adoção é tão intensa e [limpando a garganta] foi tão rápida, né? Então, essa mudança no sentido de um mundo plataformizado é algo assim dos últimos 15 anos para cá. Então, desde quando a gente tem a mobilidade, né, a gente já tinha a internet, computador, mas a mobilidade no sentido de a gente ter o celular grudado ao nosso corpo e cada vez mais, não só o celular, mas a gente tem os os ah computadores vestíveis, né? Ã, um óculos inteligente, um relógio inteligente, um anel. Então, cada vez a gente tem mais eh devices, né, aparelhos grudados no nosso corpo, eh medindo esses dados e fazendo essa interação eh com as nossas atividades cotidianas praticamente 24 horas. Uhum. Então essa interação com a plataformização fez com que o ambiente das redes sociais se tornasse ali, né, um ambiente central em que não tem mais separação entre a vida fora das redes e a vida nas redes. Aquilo se tornou uma maneira de medir o mundo. Se um lugar é bom, se um lugar eh merece ser frequentado, né, muitas vezes vai de acordo com o número de seguidores que ele tem. E aí os nossos critérios acabam às vezes ficando um pouco prejudicados, porque se você vai a um restaurante e a princípio você estaria indo pela comida, pelo atendimento. Mas até que ponto isso é considerado hoje quando muitas pessoas vão, porque tem lá o cantinho instagramável com a as plantas, a umas velas, umas luzes e a pessoa vai muito mais para tirar foto do prato e do ambiente do que pela questão da experiência de estar no restaurante. Muito bem. Então é uma mudança completa na sociedade. Excelente. Daqui a pouquinho a gente fala mais sobre isso com a Ana, porque agora eu quero perguntar da do ponto de vista psiquiátrico, né, Dr. Pedro, o que que acontece com a gente? Porque a nossa mente é maravilhosa, mas como nós comentamos aqui antes, a gente tem que aprender a dominá-la. A gente não pode deixar que ela nos domine, né? Então o que que acontece quando a pessoa começa a viver uma experiência já pensando como ela será mostrada para os outros? gera um tipo de ansiedade, como que funciona o nosso cérebro, os nossos neurônios, que é a coisa mais linda de se ver, né, desenhadinha assim, eu vejo aqueles vídeos, eu fico apaixonada, não entendo nada, mas gosto, [risadas] né? E o que que acontece com a gente nesse momento? É, eu acho que essa questão da das redes atualmente, assim, fala muito desse empobrecimento assim da experiência. Uhum. Hum. Então, a gente deixa de viver a experiência pra gente montar uma cena, né? Uma cena pré-montada. Esse exemplo que você trouxe, né? Por exemplo, da foto ali do almoço. Eh, eu não vou viver o almoço ali com as pessoas que eu tô, eu não vou comer a comida que eu quero comer. Eu vou montar essa cena, vou deixar isso pré-montado para que eu possa colocar na plataforma, para que eu possa colocar na rede, né? E para que isso tenha efeitos eh eh efeitos na minha nas minhas relações ali virtuais. Então eu vou postar porque eu espero que alguém reaja àilo que eu tô postando, né? Eu espero que alguém vá lá e diga: "Nossa, que legal esse almoço, nossa, que bonito isso, que legal aquilo". Então, eu deixo de viver aquela experiência. E aí, conforme a gente vai vivendo menos experiências, eh, a nossa vida, vamos dizer assim, né? Nossa vida psíquica vai se empobrecendo também gradualmente, né? Então, a gente começa num movimento de de produção. Então, eu preciso produzir mais, eu preciso colocar mais conteúdo, eu preciso ficar mais presente, eu preciso estar sempre ali. Existe até um termo hoje mais atual que chama fomo, né? Vem do inglês que chama fear of missing out. FOMO e Jomo. É muito comum andando com os jovens assim, né? No sentido de que eu não posso estar ausente, eu não posso estar fora ali, porque senão eu vou est perdendo alguma coisa, vou est perdendo aquilo que tá acontecendo. Como assim? eu vou estar fora, né, do que os outros estão fazendo, do que os outros estão produzindo, eu preciso estar ali sempre, né? E isso vai trazendo efeitos psíquicos no sentido de que a gente vai ficando mais ansioso, a gente vai ficando mais preocupado, a gente vai se comparando muito com os outros. Uhum. Né? Com esse eh com esse com essas imagens que são colocadas de uma forma assim muito perfeita, né? Então não é, trazendo de novo esse exemplo do almoço que que eu acho interessante, é, não é um almoço que tá ali mais ou menos, tá faltando um prato, tem um talher que tá mais ou menos, é, tem que tá tudo muito perfeito. [limpando a garganta] E aí quando eu olho para essa perfeição toda e eu comparo com a minha vida, eu falo: "Nossa, mas a minha vida não tá tão perfeita assim". Então eu preciso ser assim, eu preciso ser perfeito, eu preciso produzir, eu preciso performar, eu preciso alcançar esse patamar que muitas vezes é um patamar assim inalcançável, né? E isso vai trazendo esses efeitos. Então, o que a gente acaba vendo muito aí nos consultórios, né, são as pessoas mais ansiosas, são as pessoas mais deprimidas, são as pessoas mais desatentas, mais dispersas, porque trazem um referencial assim que muitas vezes é muito difícil de de ser alcançado. Muito bem. Muito bem, Dr. Pedro, falando eh dos efeitos, né, dessa vida instagramável que nós, eu digo nós porque acredito que isso tem tomado conta e eh da de toda a população e às vezes a gente não faz direto, mas um ou outro detalhezinho a gente coloca lá no Instagram. Então essa nossa vida instagramável, ela de repente de uma forma exacerbada pode trazer sim alguns impactos, algumas consequências, né? a Ana falando eh dessa questão eh eh da gente tá sempre, né, dessa forma e que não tem como fugir mais, porque o mundo está assim e é um tipo de evolução. Agora vamos lá falar com a nossa psicóloga Márcia, porque a gente precisa saber o que tem por trás disso, né? E a psicologia vai explicar pra gente qual é essa necessidade de performar, de onde vem essa [limpando a garganta] necessidade de pertencer, por eu preciso estar mostrando a minha vida perfeita para todos. E detalhe, essa amostra precisa ser curtida, porque se não for, eu também posso sentir uma frustração. Percebe a confusão das nossas emoções por conta dessa vida instagramável? Nos ajuda, Márcia. Vamos lá. O que que a psicologia traz referente a isso? Eu vou aproveitar que cada fala que que já aconteceu e vou trazer um exemplo bem interessante. Tem uma série na, eu eu acredito que é na Netflix de 10 anos atrás. Uau. Que chama Black Mirror. Uhum. Essa série, ela tem um episódio bem interessante que chama-se Queda Livre. E o que que tem nessa série? Já ouviu, Pedro? Já. Já. Ana, já ouviu? Você já viu essa? Já. Já. E o que acontece dentro desse episódio? Existe justamente esse mundo Uhum. A qual as pessoas elas têm tanto nível social, eh, quanto aprovação social. Então, a gente tá falando aí, já tô respondendo até sua pergunta, busca de uma, né, um reconhecimento, fazer parte de algo, de um grupo. Eh, a gente tá falando também de fazer parte de uma alta sociedade. Sim. Busca de de vamos colocar, né? Busca ali de ganhar, de fazer dinheiro de modo fácil e muitas outras coisas. E o que tem por trás desse episódio que é mega interessante? Ele é 10 anos atrás, mas ele está muito atual. E aí dentro desse episódio que eu coloco aqui para vocês, vale a pena assistir para uma reflexão profunda, eh, traz ali uma necessidade da principal ali dela buscar. Então, ela começa uma busca em relacionamento perfeito, em ser uma vizinha perfeita. Então, quando eh a forma como ela dá bom dia, os vizinhos vai lá e pontua na rede social, conforme ela vai recebendo a pontuação, a pontuação dela vai crescendo, então ela vai ganhando mais eh visibilidade, ela é chamada para participar de uma comunidade que é uma alta sociedade e por aí vai, gente. Vale muito a pena. E aí ela acaba que ficando escrava desse de todo esse processo, trazendo aí, né, alguns vários impactos, que aí a gente entra agora nos impactos, impactos, ansiedade, aquela necessidade de busca contínua, nada satisfaz, sempre tem aquele buraco, né, sempre com medo do que as pessoas vão pensar, sempre com medo do que pode acontecer sempre ali na segurando algo que, como Pedro disse, uma vida que é impossível de sustentar por muito tempo. Uhum. E é o que vem causando aí muitos problemas, trazendo tanto eh nos hospitais de uma forma eh em nos consultórios, como em hospitais, inclusive eh nos plantões eh dos hospitais, muitos casos de ansiedade. O que mais chega, 70% dos casos é ansiedade, depressão, bornout. Uhum. Tudo isso. Impactos também. Claro que existem inúmeros fatores, mas grande impacto pela vida instangramável. Olha só, né? É interessante que vocês pontuaram, porque aí a gente fala do consumo também, né? E agora vamos paraas empresas, né? Como que as redes elas transformaram essa experiência que a gente foi inserido muitas vezes sem perceber, porque eh como a gente tava conversando com a Márcia antes, né? O nosso cérebro, ele não consegue diferenciar, né, o que é legal, o que não é legal. Ele tem ali a informação. E aí se a gente vai fazendo e repetindo, ele vai entender que, ó, tá tudo bem. E aí, vamos lá. Instagramável, eu estou me produzindo, me projetando para que eu seja visto e receba um like. OK? Se a gente for partir e olhar pro lado empresarial, as empresas elas vão o quê? apostar e estão apostando nessas pessoas que trabalham com essa vida instagramável. Agora eu pergunto pra Ana, né, até que ponto essas empresas e influenciadores se apropriam desse desejo de construir uma determinada imagem? Qual que é a sua avaliação? O que que você tá traz no seu trabalho de mestrado sobre essa conexão entre a pessoa que optou por viver uma vida instagramável e a a conexão com as empresas que hoje estão investindo mais em Instagram, vida instagramável de pessoas que que se destacam no Instagram do que a própria propaganda, aquela raiz mesmo, sabe? Qual que é a sua avaliação disso, Ana? Então, essa é uma pergunta central, né, que tem muito a ver com essa questão da plataformização, eh, que eu comecei a introduzir, né? Então, no meu trabalho de doutorado, eu procurei justamente relacionar essas questões eh de um modelo de negócio, que é o modelo de negócios contemporâneo dessas plataformas, eh, com as transformações sociais, né, e como isso tá intrinsecamente ligado. E esse é um dos problemas, porque a sociedade até então tava mais acostumada a lidar com o que a gente chama de meios de comunicação de massa, rádio, televisão. Então, a nós já tínhamos, né, já temos uma regulamentação para essas áreas, mas as empresas que são as chamadas Bigtec, das grandes empresas de tecnologia, que são as donas dessas redes sociais, né, muitas vezes de mais de uma e de vários serviços que a gente utiliza, elas por muito tempo quiseram se encaixar como empresas de tecnologia, não de comunicação. Então, como não são elas que produzem as informações, são os usuários, elas então querem e procuram se eximir da responsabilidade do que circula ali. E hoje essa é uma discussão central na sociedade, no sentido de dizer: "Não, mas se a empresa lucra com isso, né? por exemplo, nós usamos as redes de graça, mas essas empresas são as empresas mais valiosas do mundo. Então, existe ali um modelo de negócios que faz com que quanto mais usuários estejam nesse ambiente, eh, mais informações elas visualizam, mais dados as empresas coletam. E a gente vive hoje um capitalismo informacional, um capitalismo de dados, que é justamente baseado no nesse valor central, que é o valor da coleta, dos dados, das informações, para que seja possível fazer um perfil muito específico daquela pessoa para você enviar informações bastante precisas e com isso tem chance, né, de você modular o comportamento daquela pessoa, seja ela curtindo, compartilhando, comprando um produto, mudando de ideia, tendo alguma opinião a respeito de uma pessoa, um influenciador, um candidato, né? Então, e essa é uma discussão central e bem contemporânea, né? como a sociedade pode entender essa dinâmica toda, que aquilo não é só um espaço de interação e inocente, digamos assim, e como a sociedade pode exigir, né, que essas empresas, já que lucram tanto com os nossos dados, que elas então sigam ali algumas regras, né? Então isso é é importante também porque o próprio design da plataforma é feito para nos manter mais tempo ali. Então a barra de rolagem infinita, né? Você fica lá e não tem fim. Nem sempre foi assim. Em algum momento chegava no final, pronto, você já viu todos os posts. Então o que faz a pessoa ficar mais tempo? O que é mais viciante? Você ter um fim ou você ter a barra de bolagem que é infinita? né? Então, é a mesma coisa quando a gente tá assistindo no streaming. O que faz a pessoa ficar mais tempo? Você passar rapidinho pro próximo eh você perguntar pro usuário: "Você gostaria de ver o próximo episódio? Clique no botão, sim ou não?" Então, o design todo é pensado dentro dessa economia da atenção, uma forma de manter a pessoa engajada ali o máximo de tempo possível. Excelente, Ana. Excelente. Agora da sua pergunta eu jogo pro Dr. Pedro porque quando a Ana fala da rolagem, né, infinita, dessa questão da gente das cores, da preparação da plataforma para que a gente eh sinta-se atraído e continue ali. Aí a gente para e olha, tem pessoas viciadas, né? Viciadas mesmo, tem hospital já psiquiátrico para internamento de pessoas que são viciadas no celular, né? Crianças, infelizmente, idosos, né? Pessoas adultas. E essa questão, doutor, o que que acontece no nosso cérebro? Essa rolagem, ela traz pra gente uma sensação de bem-estar. E muitas vezes quando, olha, gente, presta atenção em casa, faz esse teste, está rolando, rolando, rolando. Vamos lá. faz o teste mesmo, tá? Pega o celular, começa a rolar e vai. Fica lá uns 5, 10 minutos. Depois tenta lembrar qual foi o primeiro vídeo que você eh viu quando você iniciou a rolagem. A gente não lembra, doutor, o que que acontece. Uhum. É, eu acho que isso fala, vai muito de encontro que a Ana tava trazendo assim, porque existe um pressuposto do algoritmo que é de colocar que a gente enquanto, né, nós enquanto consumidores ali das redes, nós somos muito importantes. Nós somos muito importantes no sentido de que a gente pode tudo, a gente tem muitas possibilidades, a gente tem formas infinitas aí de se relacionar, de consumir conteúdo de entretenimento, de informação, de política, seja do que for. E aí ele vai nos sugerindo aquilo que ele acredita que a gente vai, né, eh, concordar, que a gente vai achar bacana, que a gente vai achar legal, que a gente vai achar bonito. E então a gente entra nos nossos aplicativos aí de música, de filmes, ele vai já vai sugerindo aquilo que ele quer que a gente continue consumindo, porque a ideia é a gente continuar lá. A gente, a ideia não é que a gente saia da plataforma e vá para outros lugares, vai viver outras coisas. A ideia é que a gente fique lá e e isso dá certo, porque é isso que você comentou, assim, a gente vai começando a ficar mais dependente eh desse funcionamento digital, porque [limpando a garganta] as imagens começam a se confundir entre o real e o virtual. Então esse virtual ele começa a a entrar na nossa vida como se fosse uma realidade mesmo, né? Que é um pouco que a Márcia falou também assim. Então a gente começa a gastar muito tempo nisso. E esse exemplo que você trouxe, isso é clínico assim, no sentido de que isso realmente acontece. A gente começa a fazer o scrolling ali, né? A gente começa a rodar os reals, seja o que for, né? O conteúdo que a gente tá consumindo. E são conteúdos muito rápidos, muito efêmeros, que a gente muitas vezes nem sabe o que que a gente tá consumindo direito e a gente começa a não se lembrar. E a gente não começa a não se lembrar, não só aquilo que a gente tá consumindo, mas de outras coisas da nossa vida, da nossa rotina. Então a gente começa a ficar, né, a ter impressão de que a gente tá muito desatento, que a gente tá muito disperso e essa impressão deixa de ser uma impressão e começa a se tornar uma realidade mesmo. Então a gente começa a ter esses esses efeitos mais negativos em outros aspectos da nossa vida. Então a gente começa a ir mais mal no trabalho, a gente começa a ter problema no relacionamento, a gente começa a a se sentir mal com a gente mesmo, assim, no sentido de que a gente vai vivendo uma vida, que é o que eu falei um pouco no começo, dessa vida mais empobrecida, assim, né? E isso é muito preocupante hoje em dia dessa nova geração que já cresceu no digital. Exato. Né? Então, das crianças, adolescentes de hoje em dia, eles já cresceram no digital. É, quem já é um pouco mais velho ainda teve ali a infância, adolescência fora, né, no offline. A, os mais jovens eles já cresceram nisso, né? Então, o tanto de diagnósticos que a gente vê crescendo também de TDH, de transtorno do espectro autista e de outras condições do neurodesenvolvimento, não é que essas condições não existem, elas existem, elas precisam ser levadas muito a sério assim, mas os efeitos das telas do digital nas crianças e nos adolescentes hoje em dia é muito preocupante porque elas produzem sintomas. Uhum. né? Então, eh, principalmente esses sintomas da desatenção, da dificuldade de interação social, né? Então, hoje em dia a gente interage no digital, a gente não interage mais no presencial. Você vê uma roda de crianças, tá todo mundo no celular, elas muitas vezes estão conversando pelo celular, eh, estão juntas, mas estão conversando pelo celular, né? E isso tem efeitos na interação, isso tem efeitos no comportamento, na personalidade de cada um, né? E aí os efeitos aí, Gard comentou, né? vão aparecer nos consultórios, nos casos mais graves, nas dependências. Eh, e isso vai prejudicando a gente assim, né, enquanto sociedade. Excelente. Agora nós falamos também das crianças, né? Então, eu vou puxar pra nossa psicóloga porque nós temos famílias. Então, eh, dentro das famílias, Márcia, como é que essa necessidade de registrar, ela pode interferir na espontaneidade das relações, né, no caso das crianças, nos jovens, porque família, então vamos lá, tem uma família, ah, os pais, né, ou os cuidadores ah estão nessa vida instagramável e as crianças também estão ali dentro desse espaço. Pensamos que as crianças elas, nós somos espelhos para elas, né? E a criança está em desenvolvimento. Qual que é o impacto disso nas relações familiares? A gente tá falando de hiperconexão, né? O impacto são enormes. A gente tá falando assim de uma hiperconexão dentro das redes sociais e uma desconexão total dentro de casa. Então, os pais, uma coisa muito interessante, eu recebo muito no meu consultório, eh, por exemplo, os pais não conhecem os filhos. Uhum. E os filhos não conhecem os pais. Na nossa época, não vou colocar no nosso tempo, não sei, deixou até meio Mas olha só, eh, quando nós éramos criança, o que que a gente tinha em casa? sentava-se à mesa, vamos jantar, vamos almoçar, vamos tomar um café da manhã, né? Nem que se fosse ali só um pãozinho com uma manteiga e um café, mas estávamos todos ali. E aí a sua mãe contava a história dela, o seu pai contava a história, você sentava com o seu avô, a sua avó, contava como era, o que que passou na vida. Hoje o que acontece, os pais não contam e não valorizam a sua história para os filhos. Uhum. filhos também não valorizam a história dos seus pais. E olha só que interessante, aí aparece, por exemplo, né, ai que eu tô com um problema, meu filho não me ouve, ai eu falo para ele. Não, porque não tem comunicação, não tem conexão em casa. Quer ver? Vai num restaurante. Vai num restaurante e dá uma olhada. Exato. Por [limpando a garganta] alguns segundos ali, como os filhos sentados junto com restaurante. Então, todo mundo com o celular na mão. Uhum. Isso traz um grande problema. Quer ver uma coisa interessante? acabou de sair, eu vi um um um artigo, a a Ana não se deve ter, já conheceu o Pedro também, onde a própria Meta reconheceu, são mais de 16,8, é 2 bilhões de dólares. Uhum. que porque eles reconheceram que realmente a hiper eh conexão, as redes sociais trazem muito [roncando] prejuízo pros filhos, pros pais, para toda e se não tem tudo que é demais é ruim. O por o que que as pessoas querem? Você sabe o que que as pessoas querem? Dopamina barata. É aquela coisa, sabe? Rapidinho, gente. E é uma droga, né? você tá ali na traz o o algaritmo. Claro, ele tá trazendo ali, dando algumas dicas ali do que, mas é aquilo, né? É a barra de rolagem como a própria, ó, só que e a pessoa fica ali, é sério, gente, ó, uma hora, duas, né, naquele negócio e isso vicia. E aí quando a gente fala de vício, muitas pessoas pensam que é só bebida alcoólica ou que é jogos. Inclusive, olha os impactos, jogos. Hoje é muito fácil. Eu tava vendo, eu até não vou falar aqui que vai causar, mas assim dentro do do da Copa do Mundo, em todos os momentos, né? uma betezinha aqui, uma betezinha ali. Então assim, são tantos fatores, é assim, a tudo isso ficou tão tão aberto e sem controle e traz tanto prejuízo, tanto prejuízo. Então assim, filhos, casa, família e a gente vai abrindo o o leque do negócio. Então, começa em casa. Sim. Aí em casa eu vou pra escola. Aí da escola eu vou pro trabalho. Hoje as pessoas, né, eu tô falando até com, ah, eu não bati a meta, não tô batendo a meta. Vai pro hospital, vai pro ponto de socorro, com ansiedade. Uhum. comico. Olha, impressionante. Que conversa maravilhosa. E é tão maravilhosa, é tão bom conversar sobre isso com pessoas que realmente entendem e trazem pra gente uma abertura de visão magnífica. Você para, você começa ouvir o que os nossos convidados estão dizendo, você fala assim: "Poxa vida, olha só onde eu estou inserido, que que eu posso fazer para melhorar, de repente, para minimizar, para tirar o pé do acelerador, né, nessa vida instagramável que nós estamos vivendo." Porque sem julgamento, eu faço, você faz, nós fazemos muitas vezes sem perceber, porque o nosso cérebro se acostuma, né? Se acostuma. É repetição. Você vai repetindo, repetindo, repetindo. Chega um momento que você não tá nem percebendo que você tá fazendo e quando você viu, você está inserido e você não consegue voltar, né? Então, é por isso que a gente tá falando, essa encenação da realidade, essa vida instagramável que muita gente acha, por conta da comparação, né, que veio junto com as redes sociais, muita gente acha que a vida dela é uma droga de vida e a vida da outra pessoa é a melhor vida do mundo. Mas gente, ninguém mostra acordando com a cara inchada, ninguém mostra os perrengues da vida, né? Até porque se mostrar também já tem uma outra situação que estávamos conversando com a Márcia aqui que vai permear, que você vai acreditar também que que tudo não presta. Então a gente tem que tomar cuidado porque todo o excesso esconde uma falta. Então a gente precisa cuidar e tentar nos entender. Olha gente, 8:54. Por que que eu, né, falei tudo isso aqui? Porque a gente vai ter que dar uma freada aqui na conversa com vocês, as minhas perguntas, porque o pessoal de casa tá participando, a hora tá passando muito rápido e a gente precisa atender o pessoal de casa para saber o que eles estão fazendo. A produção me avisou aqui que a gente pode ir até 9:10. Então eu acho que olha só, nós temos 15 minutos apenas. Então bora que bora produção, pé no acelerador aí, bota pra gente a pergunta. A primeira vamos ver para quem vai. Marcos Vieira do Jardim Aurélia. Quando viajamos, às vezes já sabemos quais lugares são famosos para tirar foto. As redes sociais estão mudando até a forma como conhecemos uma cidade. Eu vou jogar pra Ana. Olha só, Ana, que detalhe interessante a pergunta do Marcos Vieira. Sim, Marcos, é isso mesmo, né? Inclusive tem lugares, né? Na minha pesquisa de doutorado, eu falei sobre essa questão do turismo. Em primeiro lugar, assim, um turismo de risco. Então, um aumento do número de mortesade, porque mas um aumento muito grande porque pessoas tentam ir além do que os outros não foram, então vão num penhasco, ah, eu vou um pouquinho mais na beirada porque aquele outro ainda não chegou até ali e eventualmente tem um acidente, né? Eh, outra questão é lugares, eh, como, por exemplo, Bale, que tiveram muitos, muitos turistas a ponto de prejudicar ali o meio ambiente, né, as questões locais. E aí construíram um chamado parque de selfies, um lugar construído só paraa pessoa ir lá tirar foto e assim, são lugares específicos para as pessoas irem tirar as fotos e não irem nos lugares que seriam os originais. Isso faz a gente pensar também, né? Primeiro, o que é ter essa experiência de viagem, né? é uma experiência para nós, pra gente entrar em contato com diferente, pra gente conhecer uma nova cultura, eh olhar, né, pro lugar e ver como é diferente, experimentar uma comida, conversar com as pessoas, mesmo não falando o idioma, mas ter essa interação, eh, sentir o ar frio, quente, isso é a experiência que a gente vai ter, sim. Ou é a gente tá só focado em tirar a foto no lugar que todo mundo vai e todo mundo tira, né? Muito bem. Olha só, tem até um parque de selfies, né? Aí você vai na cidade linda, maravilhosa, aí ao invés de explorar o turismo, você vai no parque de selfie, fica preso lá, fica tirando selfie, self self, vai embora. E aí, gente, que sentido é esse? Vamos lá, mais uma pergunta. 8:57. A gente tá correndo quantro o tempo aqui, hein? Ai, ai, ai. Vamos ver a Bianca Lopes do Swift. Depois de postar alguma coisa, às vezes fico pensando se falei demais ou se deveria pagar e nunca. É comum as redes aumentarem esse arrependimento depois de se expor. Vamos lá. O Márcia me conta. Medo de se expor, medo de ser julgado, julgada. Isso. Uhum. Então, assim, vai depender de quem é que tá apostando. Uhum. Então, o arrependimento vai vir a será que vão achar, será que vão gostar de mim? Será que eu vou perder seguidores? Vai depender muito de alguns fatores, mas os o principal aqui, a base é julgamento. Medo do julgamento, medo de ser rejeitado, medo da rejeição. Olha, e julgamento tem muito nas redes sociais, né? E aí bullying, né? bullying buling. Você não pode postar nada que Exatamente. E aí você está exposto, você está se expondo, né? Então se de repente você não quer passar por isso, né? Minimiza, tira o pé do acelerador e vai devagar. Pode colocar mais uma que agora a gente direciona pro Dr. Pedro. Vamos lá, vamos ver quem é que tá com a gente. Felipe Ramos do Jardim Santa Genebra. Olha só, doutora, eu vejo pessoas cobrando o parceiro porque ele não curtiu ou comentou uma publicação. As redes podem criar novas provas de carinho que antes nem existiam. Nossa, Felipe, é sério? E aí, doutor? Que coisa interessante. É, eu acho que essa essa pergunta do Felipe é bem interessante assim, porque fala dessa nova forma de validação, assim, essa nova forma de relação. É isso que a gente tava falando, né? essa nova forma de relacionamento que passa pelo meio digital, pelo meio pelo meio virtual, em que eu não preciso chegar, estar com a pessoa e e falar o que eu gosto, o que eu não gosto. Olha, eu gostei disso que você fez, não gostei daquilo, olha, eh, vamos fazer isso, vamos fazer aquilo. Eu eu eu entendo se você tá me validando, se você tá me desvalidando, se você tá me julgando ou não, se você curtiu a minha publicação, se você comentou, se você eh sinalizou de alguma forma ali que aquilo que eu coloquei é legal, é bacana, né? E aí, então é isso que a gente tava falando um pouco antes, né? Dessaum espécie de dependência desse olhar do outro, assim, né? Eu sem esse olhar do outro, esse olhar do outro dentro do digital, parece que eu não sou nada, né? Parece que eu falto, parece que eu fico no vazio, parece que tá faltando alguma coisa para mim. Então, por isso que eu sempre tenho que estar ali nessa busca, nessa busca da visualização, do like, né, desse retorno assim, porque senão eu fico ali no sofrimento. Pois é, interessante, né, você eh validar sua o seu carinho por alguém eh só a partir de um like que é raso, não é não, [limpando a garganta] raso, muito raso, né? E assim, hoje eh as tudo inclusive eh a gente nota que as pessoas estão mesmo vivendo no raso. Não existe mais profundidade. A gente senta numa roda ali e tal, é muito, é tudo superficial, né? É verdade. Tá faltando humanidade. Existe uma palavra que eu gosto bastante que é amor. Uhum. E o amor ele cura. Então, o amor ele traz conexão, o amor traz perdão, o amor traz traz vontade de estar perto. Uhum. Então, o amor ajuda a diminuir a ansiedade, porque você não fica ansiosa em saber o que que eu tô pensando de você. Sim, né? Eu te aceito como você é, não pelo que você faz. Uau! É, e tem até uma questão assim que eu acho interessante também, que é aquilo que eu posto, aquilo que eu coloco é é meio paradoxal, mas ao mesmo tempo que ela é muito efêmera, é passageira. né? Eu posto daqui meia hora, já ninguém vai lembrar daquilo que eu postei mais. Só que ao mesmo tempo é eterno, né? O pessoal fala que o print é eterno, né? Porque ao mesmo tempo, eh, eventualmente isso pode aparecer de novo contra mim, né? Então eu fico naquela coisa do vou colocar, não vou colocar, vou me expor, não vou me expor, eu quero que me olhe, eu quero que me valideem, mas ao mesmo tempo eu não quero ser julgado, eu não quero ser criticado, né? Então tem essa questão do imediatismo, eu acho assim também que isso reflete nas nossas acaba refletindo na na nossa relação, né? Então eu preciso dessa validação, desse retorno imediato. Se não for imediato, alguma coisa tá errada já. A complexidade da vida está gramado, gente, que complexo. Vamos lá, 91, mais uma pergunta. Vamos direcionar pra Ana agora. Ana, vamos lá. Olha só, quem tá com a gente é o Mateus Gomes do Jardim Garcia. Ele diz assim, ó: "Depois que posto alguma coisa, fica imaginando aí, ó, o que cada pessoa pensou. quando essa preocupação com a opinião dos outros começa a fazer mal. Acredito, Ana, até que você eh tenha algum tipo de pesquisa referente a essa pergunta do Mateus, até por conta do seu trabalho de mestrado, né? Qual que é a sua avaliação e o que que você pode dizer pro Mateus referente a esse questionamento dele? Sim, eu acho que é justamente quando a gente se torna cada vez mais dependente, né, dessa dinâmica das plataformas. Então, o que tá ali, o que alguém fala ali, o número, né, o número de curtidas, isso passa a ser mais importante do que realmente uma profundidade, por exemplo, na relação, como a Márcia tava falando, né? Então, eh, essa questão dos filtros, de colocar uma rotina falsa, né? Tem posts recentes que eu tava analisando que são meio irônicos assim, dizendo: "Ah, que saudades que dá de quando a gente ia fazer ginástica assim, né, com uma roupa meio qualquer". Verdade. E hoje é toda uma glamorização, né, do visual ali para ir fazer uma academia, porque a ideia é postar. E então assim, eu acho que é um desafio para cada um de nós eh avaliar até que ponto a gente tá eh entrando demais nisso e se preocupando demais com o julgamento dos outros, né? Porque tem um teórico de comunicação que se chama McLurhan, que ele tem uma ideia bem interessante. Ele diz que cada novo meio traz uma ampliação, uma extensão dos nossos sentidos e ao mesmo tempo uma amputação. Então não tem assim só o bom, só o ruim, né? Todos nós somos parte desse novo tempo, dessa nova época. temos influência disso. Eh, e ao mesmo tempo o novo meio traz as facilidades, os benefícios e traz essas questões problemáticas. E aí a gente tem que ter essa consciência no sentido de entender o funcionamento, né, técnico, que isso ajuda a gente a entender o nosso comportamento social, que não sou só eu, não é só você que fez a pergunta, somos nós, é algo da nossa sociedade. E ao mesmo tempo, como a gente pode continuar sendo humano? valorizando o que é de fato importante pro humano, que são essas conexões, as nossas experiências, sair ali do sofá e colocar o nosso corpo, né, para viver as experiências. Muito bem. É isso mesmo, sair do sofá e colocar o corpo para viver as experiências, porque muita gente até fica olhando as pessoas malharem lá no rolando feed e acha que tá malhando e daí [risadas] quando vê não é bem assim, sai do sofá e bota o corpinho para viver as experiências. 94 mais uma pra Ana. e para aliás paraa Márcia e para o Dr. Pedro e a gente já vai para as considerações finais. Pode ser, produção? Vamos lá. Vinícius Almeida do Taquaral, quando uma moda aparece nas redes e todo mundo começa a fazer igual, até quem não se identifica pode acabar participando só para não ficar de fora. Eita, doutor, falou do fomo, né? Do fomo, o medo de ficar de fora, né? E e é isso mesmo que acontece. É, eu acho que existe essa questão da identidade, assim, do pertencimento, né? Então, quando eu vejo algo que que está acontecendo assim, eh, essa moda, vamos dizer assim, né? A moda que pode ser a moda moda da roupa, pode ser a moda do comportamento, pode ser a moda do lugar que eu frequento, pode ser a moda do diagnóstico, isso é um termo meio meio polêmico, mas existe essa questão também, né? Isso tudo vai trazendo essa ideia do pertencimento, assim, então eu vejo um grupo, eu vejo pessoas que que eu acho que se parecem comigo, que compartilham dos mesmos valores que eu, das mesmas ideias. Então eu preciso participar desse grupo, eu preciso que aquilo seja a minha identidade. Só que eu abro, é como se eu abrisse mão da minha própria identidade em prol de uma identidade grupal ali, né? Então aquele grupo passa a me definir e não eu mesmo passo a me definir, né? Então por que que que é um grupo, né? Um grupo é um conjunto de pessoas que se relacionam entre si. Se não é só um agrupamento, se não é todo mundo ali junto, só sem relação nenhuma, né? Então quando eh o que acontece hoje em dia, né? que eu acho que esse que talvez seja um dos problemas, é os grupos que envolvem essas relações e envolvem a individualidade de cada um, passam a ficar cada vez mais escassos. Assim, a gente tem agrupamentos em que tem uma certa identidade meio genérica, né? Então isso a gente pode estar falando assim, né, do do dos comportamentos, dos dos interesses mais superficiais, mais banais, dos diagnósticos, né? Então isso eu acho que traz uma espécie de de conforto, mas é um conforto assim um pouco ilusório. Uhum. um pouco ilusório, um pouco eh superficial e que ele não se sustenta, né? Então, porque quando a gente sai desse, né, desse grupo, dessa da desse conjunto e a gente volta pro individual, a gente vê que o sofrimento continua lá. Exato. E o vazio, né, também, porque aí você não está no grupo, aí você não tem a sensação de pertencimento e você quer voltar lá para pertencer, porque a o negócio é pertencer, é fazer parte, né? Então tem algo ali que precisa ser cuidado e olhado com mais carinho. A gente tem que aprender se conhecer um pouquinho mais. Agora 97, a última pergunta do programa de hoje. Daqui a pouquinho considerações finais. Triste porque o programa tá acabando. A gente podia conversar aqui até meio-dia. Muito bom. A gente vai aprendendo todos os dias. Isso é bom demais. O Roberto Lima do Castelo. Olha só, Márcia, depois de uma briga, algumas hã isso mesmo? É, depois de uma briga, algumas pessoas, ah, tá, postam indiretas em vez de conversar. Ah, vamos resolver lá, né, no no no Instagram, lá no no history. Qual o sentido dessa exposição? Toda vez eh todas as vezes de um caso até isolado. Entendi. Esse negócio que o Roberto falou é bem interessante, né? Briguei com alguém, vou lá, apsto uma emireta achando que a pessoa vai ver. Aí quando a pessoa vai ver, ela viu, eu tenho, né, uma uma sensação assim boa, gostosa. O que que é isso? Que que a psicologia traz? Olha quantas emoções, a confusão de sentimentos e emoções em uma situação. Vamos por parte. E aqui aqui daria uma hora só pra gente para falar sobre essa confusão de sentimentos e emoções. É, olha só, a primeira coisa, o que falta, né, na a nas redes sociais? Eu eu vou eu vou trazer aqui respeito. Humum. O primeiro passo é respeito. E as pessoas hoje vem trazendo inclusive as suas eh as suas [suspirando] ah demandas. É, sabe [risadas] a a aquela coisa, aquela de não não dá nada certo para ele ou ele não não tem coragem. Eu vou eu vou usar isso. Eu gosto de trazer em palavras mais não tem coragem. de enfrentar ao vivo. Uhum. Então vai lá e porque ele tá longe, é mais fácil, né? Uma máscara muito mais fácil. Só tô falando de outras outras pessoas vão ver do que eu sou capaz. Estão expondo? Eu, ó, eu eu sou a pessoa, né? Então, quer mostrar eh algo que ele é que não tem coragem. Então assim, primeira passo para tudo isso é respeito. Hoje tá tendo muito bullying, né? O de fato, ó, gente, esses dias saiu num numade, eu não sei se vocês viram na sua na bolha de vocês, mas uma moça chorando horrores porque ela odiava trabalhar. Alguém viu? Eu vi isso. É impressionante. Vamos pensar. Tinha essa necessidade disso? Não, não tinha. Mas alguma? Ó, tá vendo que existem inúmeros fatores ao redor dela? Situações e situações, não se sabe qual que é a realidade da vida dela, qual é o contexto, né? Mas aí o que acontece? Aí tem eh os plantonistas, os juízes também e já vai lá e já posta aí, já traz um um diagnóstico, não traz, Pedro, não traz, Ana, já leva um diagnóstico, já dá já a receita, né, gente? Existe muitos fatores por trás de tudo isso. Então, por trás de alguém que vai lá falar alguma coisa na internet que poderia sair daqui e ali o até pros pais. Sim, né? Não é mesmo? Não tem coragem de falar pro pai ou pra mãe. Então, que a gente vê de vídeo de jovens expondo, falando, é, a minha mãe não deixou. Ah, meu pai, gente, que que tá acontecendo, né? Mas essa necessidade de mostrar, ó, eu sou assim, eu faço assado, né? o síndrome da Gabriela. Eu nasci [risadas] assim, eu faço assim, ninguém pode comigo, eu faço desse jeito mesmo e não vou mudar. Nossa, a gente ficaria aqui por muito e muito tempo para falar sobre isso, porque é algo que a gente está vivendo. E se a gente parar para analisar, nós não fomos ensinados. Nós não fomos ensinados a viver dessa forma, até porque a gente não sabia o que viria, a gente só foi inserido. E agora nós estamos vendo que isso faz parte do mundo, faz parte da vida. E muita gente hoje tirando o pé do acelerador e diminuindo as postagens, entendendo a complexidade dessa vida instagramável, outras pessoas, né, melhorando, outras pessoas trabalhando e assim a gente vai eh vivendo e manejando esse mundo que não tem mais volta. A tecnologia tá aí, as coisas estão aí, nós fomos inseridos, não aprendemos, somos autodidata, né, em toda essa situação. E é por isso que a gente precisa conversar sobre, a gente precisa entender toda essa situação e de repente ver o que faz sentido para você e manejar da melhor forma. Tá bom? Agora 9:12. Eu queria muito continuar, mas a gente tem que encerrar. Quero agradecer demais a participação dos nossos convidados do programa de hoje, começando pela Ana que tá com a gente pelo pelo Zoom. Ô, Ana, muito obrigada pela sua participação. Considerações finais, por favor. Gratidão eh pela sua presença no programa de hoje, viu? Muito obrigada, foi um prazer. Acho que o programa contribui muito porque é uma discussão e um tema fundamentais, centrais, né? Todos nós estamos passando por essas transformações sem saber o que fazer, como você disse, né? Então, ter essa noção de como é o funcionamento dessas plataformas, ter um controle parental, né? A presença ali, a participação dos pais para ajudar as crianças a navegar nesse novo universo também é fundamental, né? Ajudar a construir essa autoestima e a questão também de governança, né? no sentido de a sociedade querer e exigir eh uma regulação, né, para que a gente tenha uma relação mais saudável entre as plataformas e a sociedade. Agradeço muito, foi um prazer conversar com a Rúbia e também Pedro e a Márcia. Muito obrigada. Maravilhosa. A gente que agradece a sua participação. Muito obrigada. Eu também quero me despedir e agradecer demais a participação do Dr. Pedro. Muito obrigada, viu, doutor, por compartilhar experiências e nos orientar. referente a a esse novo estilo de vida, né, que chegou e veio para ficar. Gratidão. Obrigado pelo convite novamente, né, Rub? Obrigado, Márcia. Obrigado, Ana. Foi uma conversa muito interessante assim. Eu acho que como mensagem final assim, eu acho que é é trazer isso assim, não vamos deixar com que essa imagem, né, essa imagem virtual entre de um modo real na nossa vida, assim, né, vamos sair, vamos viver mais coisas, vamos ter outras experiências que fujam desse meio para que a gente possa se frustrar, que a gente possa ser feliz, para que a gente possa ter as nossas eh eh outras experiências assim que podem ser positivas, negativas, mas que são do humano, né? da experiência humana e e no virtual isso vai ficar mais complicado. Então vamos tentar viver mais outras experiências aí mais no offline. É, exatamente. A gente vê eh robôs sendo construídos, né? Muito se fala aí, tem muitas postagens, enfim. A gente, será que nós estamos nos tornando um robô? A própria internet mostra pra gente às vezes ali para você clicar e dizer: "Eu não sou um robô". A gente precisa humanizar mais as coisas, sair um pouquinho dessa questão da vida instagramável, porque essa vida pode ser legal, mas ela em contrapartida também pode ter um impacto muito grande na nossa saúde mental e de saúde mental. Ah, falou muito bem a nossa psicóloga Márcia. Eu quero agradecer a sua participação, Márcia, eh compartilhando o seu conhecimento, nos orientando e vocês trazem pra gente uma visão ampla e uma forma de, de repente, viver uma vida mais leve, mais tranquila e mais inxuta, sabe? Sem muitas muitos momentos e e eh a gente fica muito ocupado com esse negócio de postagem, postagem, postagem, né? De repente é bom dar uma uma aliviada. Gratidão, viver. É isso. Obrigada demais pela sua participação. Eu que sou grata. Agradeço aqui de coração pelo convite, Ruby. Foi maravilhoso estar aqui com você, Ana. Foi um prazer imenso. Pedro, foi muito bacana. O conteúdo aqui é riquíssimo. A gente teria aí muita coisa para falar. Mas eu quero aproveitar e deixar aqui uma sugestão para você, inclusive aproveitando ali em uma das perguntas que veio, eh, o que você pode fazer para você viver e parar de sobreviver? Uhum. Matrix, né? Muita gente aí, eu acho que o pessoal 40 mais, 30 mais conhece Matrix, o vermelho e o azul ali. O que que você quer? Olha só, quer dar uma minimizada? Já pode começar assim. O conteúdo que você está vendo está te ajudando ou está deixando você ansioso, depressivo? Presta atenção no que você vê, no que você ouve, porque aquilo que nós vemos e ouvimos é o que constrói o nosso comportamento. E a Rúbia aqui arrasou falando aqui: "Olha, aquilo que a gente faz, aquilo que a gente, né, ouve direto, a nossa mente acredita". E é exatamente isso. Então, presta atenção no que é que você está consumindo nas redes sociais. Só esse primeiro passo aqui você já vai tá ali já dando uma minimizada e passa a viver a vida porque a vida foi feita para viver. É, e a gente tá reclama demais que não temos tempo, que estamos vivendo numa correria insana, né? Mas se a gente parar para analisar, por que será que não temos tempo? A gente precisa se desconectar um pouquinho. Aproveita, né? no início do programa agenda, uma mega agenda aí de várias eh opções para este final de semana, começando a partir de hoje até segunda-feira. Então, bora socializar, vamos sair, vamos respirar, vamos andar um pouquinho, né? Vamos arejar a cabeça e lembrar que somos humanos e que viver é muito bom, tá? e ver a nossa realidade um pouquinho fora aí dessa eh desse mundo instagramável que faz parte também, mas não nos define. Ô gente, 9:17 precisa encerrar o programa. Quero agradecer a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que hoje ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro. Final de semana tá aí. Então, a programação de final de semana da TV Câmara Campinas está espetacular, porque a nossa equipe de jornalistas, produtores, eh, editores, todo mundo trabalhando e produzindo megas programas, conteúdos para você, eh, se divertir neste final de semana com a gente. Então, continue ligado na programação da TV Câmara Campinas e na próxima edição do Estúdio Câmara, que é na segunda-feira, a gente volta e tem algo bem interessante pra gente conversar. A pergunta é, existe idade certa para começar a treinar, né? Muita gente acredita que depois dos 40, 50 ou 60 já perdemos o movimento, o momento, ali, aliás, perdão, o momento ideal para iniciar uma atividade física. Mas será que é isso mesmo? Será que é verdade? Tem momento certo pra gente começar? Então, depois dos 50, 60 eu não posso mais começar. Por quê? Na próxima edição, a gente vai conversar então sobre os benefícios do exercício em diferentes fases da vida e os cuidados, né, necessários para quem está começando e como adaptar intensidade, metas e expectativas à realidade de cada uma das pessoas, [música] a de cada um dos perfis. A gente pode começar quando a gente quiser, né? A gente só precisa alinhar aí a nossa realidade, tá bom? Então, a gente conversa sobre idades para iniciar uma atividade física na segunda-feira a partir das 8 da manhã aqui em mais uma edição do nosso estúdio Câmara na TV Câmara Campinas. Grande abraço para você. Fique bem, se cuide. Um ótimo final de semana e até segunda-feira, se Deus quiser. Ciao ciao [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] O desenho político da Câmara dos Deputados começa a ser definido nas urnas. Quando o eleitor vai às ruas votar para deputado federal, a regra vai além da escolha nominal. A casa [música] tem a missão de representar o povo e não os estados. Por isso, o sistema adotado é o proporcional. São os votos consolidados nos candidatos e nas legendas que determinam o tamanho de cada bancada no plenário. A Câmara de Deputados, ao contrário do Senado, ela representa a população, né, o povo, como a gente diz. O Senado representa as unidades federativas, os estados e a Câmara de Deputados, a população. Não por acaso. A Câmara de Deputados, cada estado, ele possui uma representação desproporcional, melhor proporcional o seu tamanho desproporcional em relação aos outros. Por exemplo, o estado de São Paulo é o estado mais populoso do país, então é o estado que tem mais deputados federais para serem eleitos, ao contrário do Acre e de outros estados que possuem oito. Isso já é atribuído na na Constituição. E só um parêntese e é por isso que está em discussão também, inclusive para rever e os cargos. Alguns estados estão brigando para ter mais cargos na Câmara, porque eh o IBG já mostrou um um aumento populacional ali e aqui. Isso precisa ser revisto. Realmente o mandato é de 4 anos e a renovação das cadeiras ocorre integralmente a cada eleição geral. Ao todo são 513 deputados federais. De acordo com a população de cada região, o número não pode ser menor que oito representantes e maior que 70. Responsáveis por criar leis nacionais, fiscalizar o dinheiro do governo federal e ditar os rumos do orçamento público. Os deputados têm o poder de transformar o dia a dia do cidadão. Por isso, [música] acompanhar o histórico e as propostas de cada candidato é o único caminho para uma escolha consciente. É fundamental que a gente tenha em mente que a gente tá votando, porque a gente tá delegando a responsabilidade daquele deputado de decidir sobre as políticas públicas, sobre as nossas preferências. E isso a gente espera que eles transforme em política pública e projeto de lei e que percorra eh as nossas preferências, os nossos interesses ao longo do mandato dele. [música] [música] [música] Bom dia, eu sou a Íria, a inteligência artificial da TV Câmara Campinas. [música] Hoje é sexta-feira, 4 de setembro de 2026 e este é o Central IA, [música] com as principais informações de Campinas, do Brasil, do mundo e também do nosso legislativo. Vamos às notícias do dia. [música] No jornal Correio Popular. [música] A independência do Brasil será celebrada em Campinas na próxima segunda-feira com o tradicional desfile cívico militar no centro da cidade. [música] A programação começa às 8 horas na Avenida Francisco Glicério e segue até o meio-dia. Organizado em nove [música] blocos, o desfile reúne as forças de segurança, escolas municipais, estaduais e particulares, [música] entidades assistenciais, associações e comunidades que representam a diversidade cultural da cidade. [música] Entre os destaques estão as viaturas militares antigas, os blindados do exército e as fanfarras [música] das escolas. A rede municipal de ensino deve levar cerca de 425 alunos, incluindo estudantes de um projeto musical. A semana da pátria foi aberta nesta segunda-feira [música] no Passo Municipal com a presença do prefeito Dário Saad. No jornal Diário Campineiro, a Secretaria de Saúde de Campinas lançou nesta quarta-feira um programa de prevenção e cuidado [música] a pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas online chamado Virando Jogo. O serviço oferece teleendimento [música] para orientação, triagem e encaminhamento dos pacientes, além de capacitação continuada dos profissionais [música] da rede em parceria com a Universidade Estadual de Campinas. O atendimento começou nesta quinta-feira, conduzido por profissionais de saúde mental e o acesso é feito pela assistente virtual da Secretaria Municipal de Saúde. Ao pedir ajuda, a pessoa [música] responde a um autoteste rápido e em seguida tem o atendimento agendado que pode levar a novos acompanhamentos [música] ou ao encaminhamento para outros serviços da rede. A equipe inicial [música] terá 12 profissionais de nível superior. A medida complementa o decreto que proibiu a publicidade de apostas na cidade. No jornal Hora Campinas, a Secretaria [música] de Saúde de Campinas divulgou nesta quinta-feira o 36º Alerta de Arboviroses de [música] 2026. O documento aponta 23 bairros em alto risco de transmissão da dengue, distribuídos pelas regiões leste, noroeste, norte, sudoeste, suleste da cidade. Entre o primeiro de janeiro e o fim de agosto, foram confirmados 3.810 [música] casos da doença. O alerta busca estimular os moradores a intensificar a [música] checagem de possíveis criadouros e orienta o combate ao mosquito transmissor. Ao longo do ano, a administração realizou mais de [música] 1 milhão de visitas a imóveis para controle e ações educativas. A prefeitura reforça [música] que a maior parte dos criadouros está dentro das residências e pede atenção para evitar água parada. No portal A cidade [música] ON, dados da empresa municipal de Desenvolvimento de Campinas mostram que as fiscalizações com bafômetro [música] resultaram em 452 autações na cidade entre janeiro e agosto deste ano. A maior parte, 437, [música] foi por recusa ao teste e outras 15 por dirigir sob influência [música] de álcool. Foram mais de 15.000 1 testes iniciais com abordagem a motoristas de carros, motociclistas [música] e condutores de outros veículos. A recusa ao bafômetro aparece como a terceira [música] infração mais comum nas blitz do ano. Tanto dirigir alcoolizado quanto recusar o teste [música] são infrações gravíssimas com multa e suspensão da habilitação. A empresa associa o álcool ao volante [música] a três mortes no trânsito da cidade neste ano. No jornal Folha de São Paulo, o ministro Alexandre de Morais, [música] do Supremo Tribunal Federal, pediu que o ministro André Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, [música] improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução dos casos [música] do Banco Máster e do Instituto Nacional do Seguro Social. Segundo Morais, Mendonça teria agido para direcionar as investigações com quebra de imparcialidade e favorecimento a determinados grupos políticos, [música] apontando como alvos o próprio Morais e o presidente do Senado, Davi [música] Alcol Columbre. O pedido ocorre dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que o aponta como interlocutor do ex-banqueiro dono do Banco Master. O presidente do Supremo, Edson Faquim, abriu um procedimento e deu prazo de cinco dias úteis para as manifestações das partes. André Mendonça ainda não se pronunciou. No jornal O Estado de São Paulo, a entrada [música] de novos bancos no mercado de benefícios corporativos, como o Vale Refeição e o Vale [música] Alimentação, marca a transformação de um setor que movimenta cerca de R50 bilhões de reais por ano. A mudança foi impulsionada por novas regras [música] que reduziram as barreiras de entrada e passaram a exigir uma infraestrutura aberta [música] e integrada para os cartões, além de estabelecer um teto para as taxas. e um prazo mais curto para o repasse aos estabelecimentos. Instituições financeiras mais recentes passam [música] a mirar esse produto como forma de fidelizar as empresas e a partir daí avançar para outros serviços como o crédito. Nesta quinta-feira, um dos bancos anunciou a compra de uma startup de [música] benefícios que atende mais de 100.000 pessoas. O mercado, no entanto, esbarra no limite de trabalhadores com carteira [música] assinada que já recebem o benefício. do jornal The New York Times, a empresa de inteligência