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Estúdio Câmara

25 views Publicado 26/08/2026 HD · 1:04:10

Descrição do vídeo

Como amizades que nascem na internet se transformam em encontros presenciais, clubes e redes de apoio? Essa é a pergunta que guia a edição de 26 de agosto de 2026 do Estúdio Câmara, num debate sobre comunidades digitais e convivência presencial com a psicóloga Sila Lopes, mestre pela PUC Campinas e especialista em terapia cognitivo-comportamental infantojuvenil, e a empresária Fabiana Minarro, fundadora do Clube Musas, comunidade de mulheres acima de 40 anos voltada a saúde, bem-estar e empreendedorismo. Perguntas do público pelo WhatsApp (19) 97829-3377.

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[música] A seguir, TV Câmara ao vivo. [música] Olá, bom dia. Estúdio Câmara no ar, edição desta quarta-feira, [música] 26 de agosto de 2026. Mostrar como comunidades criadas na internet [música] têm em torno de interesses, experiências e necessidades comuns que estão ultrapassando o ambiente virtual [música] e criando encontros, amizades, redes de apoio e oportunidades de convivência presencial. Este é o tema do programa de hoje e a gente já faz o convite para você acompanhar e participar enviando a sua pergunta às nossas convidadas pelo WhatsApp 1997829377. Mas [música] antes nós vamos às notícias de hoje. A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou mais duas mortes por síndrome respiratória aguda grave causada pelo vírus da gripe em 2026. [música] As vítimas tinham histórico de doenças pré-existentes. Com isso, neste ano, a cidade conta com 357 casos e 31 óbitos. A pasta reforça a importância da vacinação contra a doença. [música] As vacinas estão disponíveis para todas as pessoas a partir de 6 meses de idade nos 69 centros de saúde de Campinas. Basta levar [música] documento com foto e a caderneta de vacinação, se tiver. Se não tiver, pode mesmo assim. Não é necessário agendamento. Neste ano, a vacina protege contra as gripes [música] H1N1, H3, N2 e AB e garante a proteção individual e ajuda a diminuir a transmissão do vírus. [música] O imunizante pode ser administrado de forma simultânea com outras vacinas do calendário nacional. E a Câmara de Campinas vota nesta quarta-feira, entre os nove projetos da pauta, a proposta que estabelece a microchipagem e o registro obrigatório de cães da raça pitbu e de animais [música] resultantes de cruzamentos com a raça que residem em Campinas. De autoria dos vereadores Rebert Ganém e Permínio Monteiro, o projeto será analisado em primeira discussão e determina que todos os animais enquadrados na medida e residentes em Campinas deverão ser microchipados e registrados em um banco de dados oficial do órgão do município responsável. [música] Além da implantação do microchip, o projeto estabelece que os tutores deverão manter os dados cadastrais atualizados. Na justificativa apresentada pelos autores, a medida busca ampliar os mecanismos de identificação dos animais como forma de promover a guarda responsável, combater o abandono e facilitar a responsabilização dos tutores. A reunião começa às 6 horas da tarde com transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas. [música] Vamos agora à previsão do tempo. Esta quarta-feira, a formação de uma área de baixa pressão deve favorecer o aumento da nebulosidade, [música] a possibilidade de chuvas pontuais e passageiras, principalmente no período da noite. Amplitude térmica de área deve ser baixa, [música] com temperaturas entre 17 e 25º. Mas agora vamos ao tema de hoje. Você já percebeu como é mais fácil encontrar pessoas com interesses parecidos na internet? Pode ser uma paixão por música, esporte, livros, jogos, culinária, viagens e até uma experiência de vida em comum. O curioso é que em muitos casos, essas conexões que começam atrás da tela estão terminando cara a cara. encontros, clubes, eventos, grupos de convivência e novas amizades. Como as comunidades passam a criar vínculos entre participantes após se conhecerem pela internet ou, ao contrário, da convivência presencial para o digital, como cada vez mais pessoas que provavelmente nunca se encontrariam espontaneamente, passam a criar vínculos depois de se conhecerem pela internet. E será que em vez de afastar as pessoas, algumas comunidades digitais podem estar ajudando a reconstruir a convivência presencial? É o que a gente vai discutir agora no estúdio Câmara com a presença da psicóloga Sila Lopes, que é mestre pela PUC Campinas, especialista em terapia cognitivo comportamental na infância e na adolescência. e também a empresária Fabiana Minarro, que é fundadora do Clube Musas, uma comunidade que reúne mulheres 40 mais em torno de saúde, bem-estar, auto, empreendedorismo e relacionamento. Meninas, sejam bem-vindas. A gente já bateu um papo antes do programa começar e eu já vou fazer inclusive a minha pergunta para Sâela. Quando a gente fala desse mundo digital, desse comportamento, como essa questão de a internet ao mesmo tempo ela distancia, depois ela nos aproxima. Como que é isso? Quando a gente pensa em que as pessoas, será que no fundo elas procuram de uma forma ou outra o pertencimento? Primeiramente eu queria agradecer, né, pelo convite e é até legal ouvir, né, você falando também sobre meu currículo, assim, eh, mas eu falo assim, no consultório a gente traz muito essa questão, né, eh, somos seres psicossociais. E quando a gente fala dessa questão do das tribos, né, tribos sociais, a gente traz muito primeiramente a coluna vertebral e o pertencimento. E pensando nesse processo de evolução, a gente fala, né, no estoicismo, a gente traz muito essa questão, eu preciso eh me identificar, me construir como indivíduo para depois buscar, né, minhas tribos. E hoje em dia a internet ela tá é um ponto positivo, né? A internet tá aí para nos oferecer isso. Eh, a o indivíduo quando ele tá sozinho, fora do do contexto social, ele adoece. Sim. E então, nessa busca eh na internet de uma identificação, né, isso vai fazer com que ele se sinta melhor e ele tem uma qualidade eh na saúde mental, né? [roncando] Agora, Fabiana, seja bem-vinda também. Exatamente. Em que momento você, partindo até dessa questão do pertencimento, disse: "Por que não ter uma comunidade? Como foi essa história? E em que ponto você estava que você precisou fundar uma comunidade para se fazer pertencente a algum lugar?" Eh, Mirna, primeiro eu quero agradecer o convite. Eh, na verdade, eh, o Clube Musas, ele nasceu de uma dor minha mesmo, de pertencer. Eu tenho 46 anos de idade, né? O clube Musas é um vou explicar primeiro o que é o clube Musas. Ele é um clube wellness para mulheres 40 mais. Ele nasceu da minha dor de quando eu eu fiquei mais velha uns 40 anos de idade mais ou menos, eh eu comecei a ficar deslocada em academias. Eu não me sentia bem porque eu sou mãe de quatro filhos. Então eu tinha um pouco de vergonha. Eu sempre fui esportista, sempre gostei de esporte, de exercício, de dança, mas veio de uma dor minha de não me sentir bem. dentro das academias que a gente tinha na cidade, nas convencionais. E eu sempre fiz isso. Eu sempre fiz, eu sempre trabalhei com saúde, com plano de saúde e eu sempre juntei mulheres. Eu tenho uma facilidade de é um dom juntar pessoas. Eh, e eu num conversa com uma amiga minha que é uma uma grande gestora de de saúde, ela falou: "Fabiana, por que que você não faz a sua comunidade?" Eu falei: "Nossa, eu nunca pensei nisso. Eu sempre apoiei, sempre apoiei esporte, sempre tava em em eh patrocinando bit tênis, patrocinando vôlei, patrocinando aula de dança, né, com a minha empresa." Falou: "Por que que você não faz a sua comunidade? Você faz isso tão bem?" Eu falei: "Mas não é que é?" Sabe assim, falei: E deu aquele estalo. Em fevereiro de 2025 eu decidi, começou com um grupo de amigas e agora tá gigante, né? A gente tem quase 23000 mulheres. Mas então vocês fizeram o o processo contrário. Você foi do presencial pro digital. Exatamente. Eu fui do presencial. Na verdade eu sempre fiz isso, né? Fui do presencial pro digital e o presencial fez nascer o o digital, né? Hoje é o contrário. Tem 23.000 mulheres que me seguem no Instagram, tem 700 no grupo do de WhatsApp. E hoje é o contrário, a gente gera desejo no Instagram. né? Essa mulher ela ela eh acaba querendo participar de um movimento de de algo maior, né? Porque é isso que o pertencimento gera na pessoa, né? A pessoa ela se sente parte de algo maior, sim, né? Ela compartilha dos mesmos valores, dos mesmos interesses. Então a gente gera agora o desejo no Instagram e traz essa mulher pro presencial nos nossos eventos, né? Hoje o Clube Mus já tem mais de 30 eventos realizados. com sucesso, né, em grandes locais. Agora, doutora Sâela, por que encontrar alguém que vive uma experiência parecida com você é tão poderoso? [roncando] Porque eh essa questão de eu buscar alguém que eu me identifique faz com que a gente se eh se sinta vulnerável, né? tem mais a ver com essa questão do se sentir pertencente, como você havia dito, e isso fortalece, né, o o indivíduo de forma positiva e faz com que ele aprenda a lidar com as dificuldades de forma mais segura. Mas nesse sentido aí eu entro com uma outra pergunta, Sâmela, porque às vezes as pessoas estão rodeadas de outras, sim, mas mesmo assim elas não se sentem impertencente como essas comunidades, a gente tá falando aqui com a Fabiana das mulheres 40 mais, mas a gente tem n comunidades, principalmente o jovem tem também buscado muito isso, como isso faz realmente sentido para aquela pessoa quando ela pensa, eu quero realmente compartilhar algo, não só estar perto de alguém. Sim. Eh, é bem interessante a sua pergunta, porque quando, eh, eu falo assim, eh, no dia a dia às vezes é difícil a pessoa se sentir pertencente, é isso. Eu estou eh rodeada de pessoas, mas me sinto só. Mas eh o pertencimento tem a ver com identificação, né? E aí quando a gente vai pensar num processo de evolução, e eu falo desde da, né, do que do que eu vejo lá com os pequenininhos atendendo no consultório, tem a gente fala que essa questão das tribos, né, eh, que o indivíduo procura de forma automática, ele vem desde pequenininho ali. Eh, primeiramente os pais intermediam, né, as os amigos das crianças. Depois na adolescência vem essa questão, eu preciso buscar alguém, buscar um grupo onde eu me identifique. E nesse processo de buscar um grupo, anteriormente já teve um processo de individuação, de construção de valores, né? E esses esse processo de individuação e de construção de valores, normalmente ele é passado pelo estilo parental, né? Sim. E aí na conforme eu me conheço, eu me identifico, a questão de eu buscar, ter esse movimento de buscar até na internet, né, eh, esses grupos, isso vai fazer com que eu me sinta menos vulnerável. Sim. Agora, paraa mulher madura, Fabiana, a gente tem inclusive na internet um leque de opções quando se fala de grupos e tudo mais. Por exemplo, como que uma mulher chega até o Musas? Ela quer negócio, ela quer amizade, ela quer saúde. Como que Como que é mais ou menos o perfil dessa mulher que chega até você e fala: "Poxa, eu quero participar". Na no Clube Musas, em especial, trazendo para mim, trazendo pra minha comunidade, a mulher que chega no Clube Musas, ela já está com a carreira consolidada, com a vida resolvida e ela quer eh cuidar um pouco mais, olhar um pouco mais para esse CPF e cuidar da saúde, do bem-estar. Hum. Então, essa mulher que chega para mim, ela já tá com a vida resolvida, ela não tá querendo eh eh como é que fala? Projeção de carreira. É porque nós eh o Clube Musas ele é formado por médicas, advogadas, dentistas, arquitetas, empresárias, mulheres que já estão já num patamar da carreira já de só que não tem tempo de cuidar de si. E essa mulher quando ela quando ela escuta falar: "Poxa, você precisa cuidar de você, você precisa primeiro vem o CPF, depois o CNPJ. Então essa mulher que chega para mim, né? E pertencer a um movimento assim que cuida do bem-estar, da saúde da mulher, gera confiança, gera pertencimento, gera negócio para essa mulher, né? Então é isso, mesmo que ele não mesmo que o negócio não seja o principal, mas por que que eu falo que que quando você é e quando você tá de leg tênis, você tira as máscaras. Olha, eu gosto dessa, né? Quando você está de leg tênis, você tira completamente as as máscaras. Ali no Clube Munzas, eu sou só a Fabiana, sou só eu, sou só meus gostos, só o que eu gosto de fazer. E e ali eu incentivo muito isso, né? tem um dia no grupo, especificamente as segundas-feiras, eh eu abro o grupo para elas se conectarem e é natural que todas já cheguem, olha, eu sou isso, eu sou aquilo, sabe? Eh, eu faço, eu sou psicóloga, eu sou médica, não sei o quê, e fala da carreira. E eu fiz uma, eu sempre faço uma dinâmica ao contrário. Eu falo: "Não, não, eu quero saber quem você é. [roncando] Eu quero saber o que você gosta, o que você faz, o que você come, onde vive, sabe? Sei, sei. O básico [risadas] que ninguém pergunta. É, outro dia inclusive Sâela, a gente discutiu até hoje como e vai ser tema até de um programa, como a gente às vezes, ao contrário de você dizer o seu nome, você fala: "Eu sou psicóloga". Mas quem vem antes da psicóloga, né? E hoje a sociedade está muito nesse automático de dizer primeiro quem o que é a profissão. Mas nesse contexto, até com a forma que a Fabiana menciona da realidade dessas mulheres que quando tá de leg tênis tira é essas comunidades, é bem para isso, para você deixar de lado aquilo que a sociedade geralmente espera de você e você conseguir fazer com leveza aquilo que você gosta, aquilo que você se propõe fora trabalho, fora cuidar de casa, de filho e de tudo mais. Sim. E você sabe, a Fabiana tava falando, eu tava refletindo, eh, o papel da mulher hoje em dia é algo que e ele ele tem uma posição nova, né? Exatamente. E é importante a mulher também ter esse momento para parar, para refletir e pensar quem sou eu, o que eu quero, né, da minha vida, o que eu gosto. Porque às vezes no automático é isso, eu trabalho, eu eu sei a minha casca, né? Quem é a minha a quem é a Sami, ela profissional. É, mas o que eu quero para mim? O que eu gosto, o que faz sentido. E Mirna, eu já fiz uma dinâmica uma vez, eh, a gente tava num num congresso, tinha mais de 1000 mulheres e eu perguntei para para algumas mulheres, eh, qual o seu hobby? Elas choravam. Hum. E assim, executivas assim de, né, [suspirando] auto performance. Elas choravam porque elas não sabiam mais quem elas eram. Elas só existiam a partir do trabalho, a partir da maternidade. E elas esqueciam o que que o que que eu gosto, gosto, né? Eu gosto de dançar, a dança me realiza, eu me eu me movimento pelo mundo assim. Mas aí é se permitir, é mais ou menos por aí, se permitir, é se permitir e se abrir para outro conhecimento, né, que é um processo de coragem, né? Processo de coragem, sim. Mas quando então eh no caso da Fabi foi primeiro presencial e depois do digital, mas a gente tem visto um movimento que é mais digital e que depois passa pro presencial. Quando as pessoas começam a se encontrar, a internet ela facilita esse encontro com a sua tribo e depois como é o movimento para trazer aquilo para pro viver, pro presenciar, pro cara a cara. Sim, eu acho que a internet faz esse movimento e e tem a ver também com o perfil do ser humano, né? Se eu me sinto eh fora da minha tribo, eu estou com várias pessoas, mas eu tô me sentindo sozinha, é do ser humano buscar se incluir em algum grupo e um grupo que ele se sinta que ele se sinta identificado, né? Então, eh, esse movimento, eu falo, é positivo. Que bom que eles fazem esse movimento, que bom que nós estamos fazendo esse movimento, né? E isso vai trazer desenvolvimento, como você disse no início que a gente tava conversando aqui, eh, as vidas que se transformam quando a gente encontra, né, a nossa tribo, as mulheres que se empoderam, né, e vão se se sentindo mais pertencentes, né, nessa situação, nesse papel. Eu eu acho, Mirna, que quando eh você pertence a um movimento maior que tem valores em comum com você, né? Eh, tem alguns estudos que falam, né, que a qualidade das relações influenciam na sua saúde e na sua felicidade. [roncando] Sim. Então eu acho que é mais sobre isso, né, de a qualidade nas relações. Quando eu encontro uma tribo que pensa como eu, né, quando eu encontro mulheres 40 a mais que também estão atrás da mesma coisa que eu, que é viver uma vida mais leve, saudável e feliz, sim, né? Eu consigo ser mais ser uma mulher mais plena, mais realizada. Eu acho que é por aí, acabo desarmando, né, assim, eu tiro minhas armas, minhas armaduras. É por aí. Sim, sim. Agora, quando a gente pensa, por exemplo, nos jovens que nasceram aí no ambiente virtual, hoje a gente tem criancinha aí com menos de um ano já, como eles sentem essa necessidade de pertencimento também? porque eles estão muito perto uns dos outros pela tela, mas às vezes eles marcam aquele encontro, como que isso também e até se isso traz algum perigo, porque eles ainda não têm muitas vezes a maturidade para fazer boas escolhas dessas de qual comunidade, de qual tribo ele vai participar? Ótima pergunta. Eh, por isso que eu falo que é importante, né? Primeiro a gente ter esse processo de individuação. Eu falo família é a base. Uhum. Né? Então, se a família eh transmite bons valores, tá, né? Eh, com um olhar atento sobre a qualidade do que a criança tá assistindo do dos vídeos, né, dos conteúdos, eh isso vai ajudar no processo de formação, né, de de valores, de caráter. E aí sim ela vai estar preparada para escolher a tribo de forma mais efetiva. E é uma questão é assim que é polêmica na psicologia infantil. Eu acho que é mais de direcionamento dos pais, né? Porque uma criança é assim não pode ficar sozinha na internet, ela tem que ser supervisionada. E atualmente nós temos vários aplicativos, né, para pros pais monitorarem e alguns eu vejo que às vezes têm essa dificuldade e é importante assim eles entenderem que hoje em dia nós temos um mundo dentro do celular, né? Então deles entenderem da gravidade que é deixar liberado e eh nas internet tem a maturidade, né, para escolher onde ela vai, né? Eu acho que até um meus filhos, eu o Rib e o Omar eu fui da celular, eles tinham quase 15 anos, mas era uma guerra. Eu a escola inteira tinha menos eles. É uma guerra na minha casa é uma guerra. Por que que todo mundo tem WhatsApp e eu não tenho? Você ainda não vai ter. Demorão cultural. Na França, eles eles têm o hábito de utilizar eh de liberar pros filhos somente após os 15 anos, porque é onde eles entendem que eles já têm uma uma um julgamento de certo e errado e eles já foram modelados pelos pais, né, em questão de valores e de condutas. Super importante. Sim. Agora, por outro lado, a gente também tem essa questão do bem-estar, né, como a gente falou, de essas pessoas que acabam saindo só dessa tela e buscando, por exemplo, em uma comunidade um relacionamento mais verdadeiro, a conexão, quando é possível transformar o gosto em comum em uma relação verdadeira no seguinte sentido. Olha, aquela pessoa vai se tornar meu amigo ou minha amiga, ou se não se tornar, tá tudo bem, a gente continua conversando só sobre aquilo que a gente tem comum. Como é isso, Sâela? Isso é, eu acredito que seja muito rico, é um ponto positivo, né, do uso dos eletrônicos até pros adolescentes, porque é onde eles vão buscar esse conforto social, né? E e é benéfico. Eu posso entender que às vezes no ambiente que eu vivo as pessoas têm um padrão de comportamento e de valores diferentes e buscar algo melhor. Eu tenho que olhar para esse para essa viés também. Eu eu gosto de olhar, por exemplo, pros idosos que ficam muito sozinhos. Sim, né? Eh eh hoje os idosos eles não não ficam mais tão sozinhos, eles conseguem participar, eles gostam bastante de usar Facebook, né? Sim, mas eles conseguem participar e se sentir pertencentes a algo, porque eles acabam ficando ali isolados da família. Sim, né? E ali na internet eles conseguem fazer amigos, participar de comunidades. Alguns que não conseguem ir pro presencial, mas a grande maioria vai. É, olha, a mostra de um sucesso disso em Campinas é que, por exemplo, a gente teve eh realizado pela prefeitura o baile do idoso. Gente, deu mais de 1000 pessoas. Por quê? Porque eh cada centro de saúde, cada região da cidade tem grupos de idosos e aí eles se encontraram nesse grande baile e foi um sucesso, mostrando justamente que eles precisam, assim como todos nós, dessa conexão. É o poder da internet, né? Eh, eu, a, a minha capacidade de juntar 23.000 mulheres num lugar só ali conversando comigo no mesmo assunto, jamais conseguiria juntar tanta gente assim se não fosse o digital. Sim, né? E o digital me eh me proporciona juntar essas mulheres depois um presencial. A gente já fez eventos com quase 500 mulheres, né? Eh, participando de aulas de yoga, pilates, eh, eh, workshops e faz bem pra saúde mental doenteal. Sim. Eh, Fabiana, você falando sobre isso me faz refletir sobre a questão, né, falando dos idosos ainda, eh, do quão é importante eles terem um sentido para viver. Sim. E esses grupos trazem esse sentido, né, traz um propósito. E isso com certeza vem de bônus, né, saúde mental, né, deles buscarem, né, praticar esporte, eh, até práticas, né, que eu falo manuais de atividades manuais, através desses grupos. Eu eu eu até fiz essa chamadinha no story hoje, que as as redes sociais elas servem para conectar, mas as comunidades servem para transformar. E ao longo desse desses anos aí na comunidade, eu vejo transformações mesmo na vida dessas mulheres, né? Olha, depois que eu entrei pro clube Musas, eu emagreci 15 kg, eu sou uma mulher mais feliz, meu relacionamento melhorou, porque eu estou mais feliz. Sim, sim. Eu estou mais feliz, todo mundo ao meu redor fica mais feliz. Os homens e eles já estavam mais acostumad, a gente tá falando de mulher de jovem e no caso dos homens existe algum recorte de porque sempre que a gente pensa em uma comunidade masculina, a gente pensa em clube de negócios. Sim, né? E também tem esse movimento dos homens buscando essa qualidade de vida, esse outro esse outro movimento. Fora o business existe também. Existe. Os homens fazem isso lindamente no futebol, na cerveja, depois do trabalho e fazem sem culpa. É uma comunidade, então fazem sem culpa. É nós que ficamos com aquela neura, com aquela pira, poxa, né? Será que como que eu vou vou me sentir culpada de tirar uma horinha? É até os grupos, né, de esportes, né, que os homens frequentam, o futebol, né, futebol, cerveja, tênis, tudo isso ajuda a fortalecer o vínculo social. É, os grupos de corrida, inclusive a gente tem um importante que já completou 10 anos, Musas Hunners. Elas começaram e hoje elas estão no país todo e se movimentam pela internet, que é o, ó, movimento do dia. Hoje você tem que tirar uma foto, eh, fazendo uma atividade física onde você estiver. Hoje você tem que mostrar quantos litros de água você bebeu. Adoram esses desafios. Você tem que mostrar, tirar a foto do seu prato. Hoje o desafio é tirar o açúcar. Em tudo que você for fazer, consigo tomar café sem. Aí a outra, eh, inclusive outro dia, porque eu participo desse também escreveu assim que ela tomou alguma coisa, um doce, comer um doce. Aí ela falou: "Errei, fui moleque". Aí todas as outras, você vai ter uma nova chance na semana que vem. Então isso também cria essa conexão e esse pertencimento de que eu não também tenho que ser perfeita. Ela vai saber explicar isso melhor. Por exemplo, quando a gente faz esses desafios, quando você fala publicamente que você está aceitando um desafio, parece que eh quando você assume publicamente, parece que você consegue, eu não sei explicar direito na psicologia isso, mas você quando você assume um compromisso público, você consegue ali eh se comprometer mais e cumprir a tua meta ali, porque você prometeu publicamente, né? você vai saber explicar melhor que eu. E aí tem a ver com essa questão, né? A partir do momento que publicamente eu assumo algo, eu vou me cobrar mais e aí eu vou me esforçar mais para criar esse hábito. Examente. E a partir daí eu consigo atingir os meus objetivos. Por exemplo, eu quero ser mais saudável, eu quero tomar 3 L de água por dia, eu preciso fazer três vezes por semana, pelo menos um exercício. A gente assume isso publicamente, fala: "Opa, eu prometi, né? Eu prometi ali publicamente, então eu tenho que cumprir aquilo que eu tô, aquilo que eu prometi. Isso acaba afirmando, né, o quão nós somos seres sociais, né? Sozinhos talvez a gente se enfraquece, né? Exatamente. Mas agora tem também um outro lado, a diferença entre pertencer e depender. Ah, porque também existe um limite importante que é encontrar uma comunidade que amplia a nossa vida ou depender exclusivamente dela. Como saber se uma comunidade está nos fazendo bem? Com isso, eu já pergunto, Samila, quais os sinais de que esta comunidade ela tá te trazendo uma vida saudável ou ela está te dando algum alerta? Em que momento há um alerta de que alguma coisa não tá indo bem? Tá? Eh, nós costumamos dizer quando nós percebemos que tem excessos e a pessoa se sente presa a um comportamento e isso já é um alerta de que algo está errado. Um exemplo, né? Até um bom comportamento que eu falo, a gente tem que eh criar bons hábitos, né? Então, é um hábito de praticar esporte. Se eu eh fico rígida nesse comportamento a ponto dele me controlar, controlar minha vida, eh tem questões até de adolescentes no consultório que ficam vigiando a alimentação. Ah, se eu comer um bombom agora, eu vou ter que correr tantos quilômetros. Mas isso mais no individual ou na ou em alguma comunidade pros amigos eh de certa forma, digamos, julgarem. Então, hoje em dia tem até o tem até grupos, né? E tem grupos até de que a gente fala de automutilação, onde eles conversam sobre isso e é algo que não é legal. Sim, né? E eles falam sobre sofrimento e frustração. Então eu falo, por isso que eu falo pros pais lá desde pequenininho, né, da primeira infância, a importância de ensinar os filhos a lidarem com frustração, porque isso vai trazer consequências na vida, na adolescência e na vida adulta. Então, a importância deles terem essa questão do do pertencimento, mas saberem também ter o julgamento, né? Até que ponto isso tá me fazendo bem. Sim, mas nesse contexto a comunidade ela pode ampliar relacionamentos e ela pode também, por outro lado, substituir outros modelos de relação. Como equilibrar isso? falando, né, da questão do das dos pequenos, a importância dos pais, né, terem esse olhar e e ir direcionando, mas nós mesmos, né, a gente entender a adultos, né, até que ponto tá me ajudando, por exemplo, praticar esporte em excesso e não poder comer um [limpando a garganta] pedaço de bolo num aniversário, porque eu vou me sentir culpada, né? Então, eu tenho que ter esse processo de autoconhecimento também. Agora, eh, eu acho que quando a gente pensa numa, eu creio que quando a gente pensa numa comunidade saudável, também é um lugar de, digamos que de acolhimento em um lugar seguro, que a gente costuma dizer que a pessoa pode mostrar que ela hoje tá performando, fazendo algo e e também ela pode no outro dia mostrar que existe uma vulnerabilidade nela ou uma por exemplo, eh, um, ela pode pedir ajuda também, né? Eu tive uma, eu tive tive agora recentemente, né? Eu tô ali falando de saúde, de alegria, fazendo evento e meu filho teve que fazer uma cirurgia, ficou na UTI e eu vivi um momento extremamente vulnerável e eu coloquei ali pra mulherada e o que que aconteceu? Fui acolhida todo mundo. A gente foi até pros ú virou grupo de oração, que é uma coisa que eu jamais imaginaria que que aconteceria ali. Foi um convite aí quem quis, né? Se é quem quem quis entrar, entrou no Zoom, a gente fez uma oração e durante os 20 dias do meu filho hospitalizado, a comunalidade me segurou. Que que legal. Me segurou ali. Eu e foi mais leve dessa vez, né? foi mais leve, porque eu me senti acolhida, eu me senti amada, eu me senti protegida e ajuda de todo lado, né? Uma foi, uma atendeu meu filho na UTI por telemedicina, a outra foi visitar e fez aromaterapia no meu filho, outra me ligou, outra me mandou comida saudável, outra Então, foi incrível porque você tava ficando na UTI, não é isso? Tava, fiquei 20 dias dentro, né, do hospital, né? E esse essa questão que você se recorte nessa questão até eu acredito que seja um reforço positivo para você enquanto profissional, né, de pensar assim, eh, eu mostrar o meu mano, é também vai aproximar pessoas. Eu sempre procuro trazer a a realidade ali para elas, né, assim, porque às vezes esse recorte de Instagram que você mostra tudo perfeito, a gente só mostra os eventos lindos, né, maravilhosos. Eh, eu acho importante trazer essa humanidade sim, né? E abrir de vez em quando para elas também falarem das vabilidad inclusive, Fabiana, que foi isso, foi o ano passado. É, e eu acho que foi aí que muita gente, talvez você tenha se dado conta disso, a gente tá no agosto lilás ainda, né? Agosto não acabou. E no agosto lilás do ano passado, você fez um pronunciamento dizendo que você já tinha sido vítima de violência doméstica e dando uma de certa forma o seu testemunho. E foi uma loucura que eu nunca imaginei. Foi porque justamente quando ela fala: "Olha, eu tô com mulheres executivas que são resolvidas uma série de coisas e aí teve um outro movimento, uma repercussão sim que que as pessoas te chamaram no particular. mais de e foram centenas de mulheres que me chamaram no particular para falar que já viveram ou estavam vivendo a mesma situação que eu vivi e e daí é a importância de est dentro de uma comunidade para te apoiar. E esse ano a gente já fez um trabalho mais, né, incisivo no agosto lilaz a gente já participou de um jeito mais incisivo. Sim, interessante, né? que nunca foi um assunto que eu quis trazer à tona porque é um assunto que me machuca, é um assunto antigo, mas que dói até hoje, né? Não gosto de falar disso, eu superei, mas para mim é uma coisa muito sensível ainda. Mas quando eu percebi que eu poderia ajudar outras mulheres trazendo isso à tona e dando coragem para elas também denunciarem para elas saírem da situação, falei: "Bom, vou fazer para ajudar", né? E a a gente conseguiu fazer de um jeito leve, né? Sim, sim. Foi de um jeito leve que não me trouxe gatilhos, porque o maior medo que eu tinha era me trazer gatilhos, né? Eu falei: "Será que eu tô preparada sim para isso?" Porque a gente tem que est preparado também. Quando você traz uma vulnerabilidade à tona, você já tem, eu acho particularmente você já tem que ter superado ela, porque não é legal você trazer uma dor à tona que você ainda não superou. Talvez isso crie gatilhos. E eu ali no no na comunidade eu tenho bastante cuidado com isso, né? Não trazer gatilhos para essas mulheres. Sim, né? De de, por exemplo, tem mulher que tem vergonha de ir pra academia porque tá um pouco mais gordinha. Então, a gente tem maior cuidado de fazer essa mulher se sentir bem, né? As pode até acontecer de algum momento, né? É, você não precisa ser perfeita. Ali a gente fala, a gente, você não precisa ser a Mulher Maravilha, eu gosto falar, você só precisa estar segura. Sim, segura de si, segura. Tanto que o nosso lema é Ninguém segura, uma mulher segura. Sim, né? Eu acho que é por aí. A gente falou lá no comecinho, inclusive, Sâela, de pertencimento. E aí tem a questão da solidão. Muitas vezes participar de uma comunidade é tentar fugir da solidão, é saber lidar com o ser sozinho ou há diferença em solidão e ser sozinho e onde entram as comunidades nesse contexto, tá? Eh, eu eu [limpando a garganta] falo assim, é importante nós aprendermos também a gostarmos da nossa companhia, né? Eh, tem esse processo também de autoconhecimento, de eu saber o que eu gosto, o que eu quero, o que me faz bem, né? E e esse movimento do buscar outras pessoas nas comunidades, eu acho que vai muito além do estar sozinho, né? que talvez eu possa estar sozinha bem na, mas eu busco eh de acordo com algo que eu me identifico. Exatamente, né? E e aí isso faz toda a diferença. Eu acredito que o ser humano ele é o estar sozinho de forma completa, sem se conhecer, sem gostar da própria companhia e isso adoece o ser humano. Mas a solitude é importante. Solitude é importante. Gostar, né? da solidão. É, mas eh eu acho eh é aí que tá. Eu acho que quando você vai procurar uma comunidade, você já tem que tá bem resolvida, né, com seus valores. Eu já entrei em várias e falei: "Olha, aqui não não combina comigo, não é isso que Mas vale a pena experimentar e ver se é se você se encaixa na". Acho eu acho que vale a pena se permitir, tá? Se permitir. Eu eu, por exemplo, eu adoro vinho, então eu participo de algumas confrarias. Eu gosto de ler, eu participo de alguns clubes de leitura. Sim. Eu gosto de trabalhar a minha espiritualidade. Então eu eu participo da comunidade da minha igreja. É importante que que a gente tenha, né, grupos para participar e compartilhar dos nossos valores, as nossas dores. E nesse processo de busca, né, de grupos, é importante eu entender assim essa questão. Ah, eu busco um grupo religioso, mas tem a religião que me que eu me identifico. Um grupo de leituras tem um padrão, né, um de leitura que eu gosto. Sim, por isso é importante a pessoa se conhecer, né? Exatamente. Sim. Inclusive, a gente tem também o papel da comunidade quando ela é uma rede de apoio no que diz respeito à saúde. Eh, foi feita uma revisão sistemática publicada em 2025, que analisou 100 estudos e 25 diferentes desfechos relacionados à saúde que de pessoas que participam de comunidades, por exemplo, grupos de apoio para pessoas com doenças crônicas. E o resultado mostrou efeitos positivos em bem-estar geral, comportamento e adaptação. Ou seja, os grupos podem ajudar as pessoas a se sentirem menos isoladas, mais compreendidas e mais ainda conectadas. Porque, por exemplo, quando há uma doença crônica, geralmente é como se fosse um ultimato de que a sua vida, a partir de agora vai ser só assim. como a comunidade, principalmente essa questão de se conectar pela internet, pode ajudar essas pessoas também. Então, quando a gente fala de uma doença crônica, eu me vem à mente até uma questão de isolamento, né? É. E e quando eu encontro uma comunidade na internet, é muito importante a gente entender também que é onde eles vão eh se identificando, mas buscando dicas também de qualidade de vida de acordo com aquela deficiência, com aquela limitação, né? E e isso faz o a vulnerabilidade ser positiva. Exatamente. Eu acho que deixa de ser uma jornada pela busca de saúde solitária e passa a ser uma construção coletiva. por exemplo, eh, nós temos aí eh agosto lilá, setembro amarelo, eh, outubro rosa, os movimentos de saúde tem da endometriose, é, é, é a gosto, tem lá eh da endometriose, da fibalgia, do câncer. Então, eu acho que deixa de ser uma busca solitária e passa a ser uma construção coletiva. Sim, porque troca, né? Como que foi o meu, por exemplo, um câncer de mama, mulher que tem câncer de mama, é muito importante que essa mulher é o amarelo da endometriose. Março amarelo. Exatamente. Então, e e é inacreditável janeiro. E na endometriose eu fiquei pasma quando eu fiz um evento de de endometriose. Tanto de mulher na comunidade que tinha endometriose, que precisava de ajuda. A gente vai buscando os temas na comunidade. Como é uma comunidade de saúde, eu vou trabalhando temas de saúde com essas mulheres, né? E é incrível como quando deixa da jornada, a jornada deixa de ser solitária, ela passa a ser e uma construção coletiva, como ela ajuda a mulher a se recuperar mais rápido, eu acho. E ouvi depoimentos, né? Exatamente. Como eu passei por isso, como eu venci, né? O que eu tenho que fazer para superar tal fase, né? Puxa, aquela ali já conseguiu. Eu também consigo. E é por aí. Olha, a partir de agora a gente tem participação do telespectadora aqui no estúdio Câmara. Vou pedir pra produção colocar já a primeira pergunta pelo nosso WhatsApp. 97829377. Quem está com a gente é a Márcia Fernandes do Jardim Proensa. Ela diz o seguinte: "Depois de adulto parece mais difícil fazer novas amizades. Por que a gente fica mais fechado para conhecer pessoas novas com o passar dos anos?" Sâa, tá? Eh, eu acredito que tenha a ver muito com essa questão que a gente diz de da pessoa se modelar a a minha profissão, o meu trabalho, a minha meus deveres enquanto mãe e eu não fazer esse movimento de busca, né, do do externo, do que me faz bem. Eh, é tendencioso, porém é algo que a gente precisa buscar, né? Tá. É, é, na verdade, você vai caindo num âmbito da solidão e não vai se enquadrando mais em nenhum lugar, nem no seus velhos amigos, antigos amigos, e não consegue também estabelecer novas relações. Então, dá para furar essa bolha? Claro que dá para furar essa bolha. Dá para far essa bolha justamente no momento que eu começo a me conhecer e entender, né, quem quem sou eu, além de ser um profissional, de ser mãe, né, e fazer esse movimento. Mas eu preciso e essa questão buscar, eu preciso ter a consciência e buscar. Exatamente. Sim. Sair do automático, né? Sair do automático, então, hein? Olha, vamos buscar para você conseguir aí fazer novas amizades. Mais uma participação no ar agora é a Luciana Ferreira do Nova Europa. Tem mulher que participa bastante do grupo pela internet, mas demora para aparecer pessoalmente. O que normalmente faz ela finalmente decidir ir a um encontro? Eu acho, eu acho que é a identificação dela com o tema do encontro. Eh, por exemplo, eu gosto de Vinion, vai ter um evento de Vil, poxa, que legal, eu quero estar ali, eu quero, né, quero participar disso. Eu acho que é identificação. Sim, identificação mesmo, afinidade. É porque às vezes par, mas porque às vezes a pessoa participa tanto na internet, eh, comenta, curte, compartilha, mas quando vai fazer um evento eh presencial, ela fala: "Poxa, eu tenho vergonha, eu não consigo". E tem que ter disposição, né? Ah, tem que ter disposição, porque socializar dá trabalho. Eu sempre e eu sempre trago esse tema à tona, né? Socializar trabalho. Não é simples assim socializar. Sim, você tem que acordar disposta a ir num evento, a conhecer mulheres, a se abrir para conhecer novas novas amiz a fazer novas amizades. Não é fácil você você socializar e tem ter um propósito a mais, né? E esse estar disposta, como é isso? E o estar dispostas, eh, eu acredito que tem a ver com ter um propósito a mais, né? À vezes eu eu trabalho com algo que motiva, porém não tem um propósito. A partir do momento que tem algo que ativa o meu emocional também me motiva a buscar, né? Exatamente. Tem que ter um propósito a a mais. Aí tem tem que ter algo diferente. Por isso que eu falo a questão do sentido da vida, né? Eu preciso entender qual que é o sentido de eu tá nesse grupo. É, exatamente. Sim. Eu gosto dessas coisas, né? Então, esse grupo conversa com os meus valores, né? Como eu me sinto quando eu estou lá. Sinto eh foi no evento, nossa, que delícia. Qual a sensação de sair de um evento do clube, por exemplo, né? Eu vejo o rostinho das mulheres nas fotos, nos vídeos, elas saem radiantes esperando já o próximo, esperando próximo, porque foi tão gostoso estar ali com outras mulheres, foi tão gostosa a troca que ela sai querendo, querendo mais. É interessante quando você fala dessa forma, Fabiana, porque eh nós, seres humanos, temos a nossa memória emocional. É, então o o a o que a emoção desperta, a emoção que desperta na gente naquele determinado momento, naquela determinada situação, vai ser um gatilho positivo ou negativo. Examente, né? Então, a gente tem até situações que eu falo assim da memória emocional e gastronômica. Às vezes eu sinto um cheirinho de algo, ah, eu lembro da minha avó, da época que eu era criança, da minha infância e e ativa bom boas lembranças. Exatamente isso. Talvez nessa vivência que você proporciona. Eu acho que é trabalhar esse filtro também, né? Eh, eu me sinto bem, eu gosto de estar aqui. Sim. As pessoas que estão aqui corroboram dos mesmos valores que eu. Eu acho que é por aí. Isso. Sim. A gente tá falando inclusive de comunidade e de internet também. A gente tem uma pesquisa realizada pela Brishtin Standard Institution com 1293 jovens de 16 a 21 anos, que mostrou que 47% disseram preferir ter sido jovens em um mundo sem internet, ou seja, sair um pouco daquelas comunidades só virtuais e viver essa experiência que talvez um clube de 40, porque a gente vem da de um momento analógico, né? Examente. Então a gente a gente resgata nos eventos presenciais a nossa vida analógica. Mas e pro jovem fazer isso? Eles sentem esse cansaço da internet, mas ao mesmo tempo acabam sendo dependentes dela. Sim, porque eles não têm esse repertório vivencial que nós temos, né, de de ter experienciado, ter entrado em contato com grupos e fazer esse movimento social sem usar a internet de âncora. Hum. Né? E aí por isso que é importante usar de modelo, né? Tem até alguns grupos agora que estão fazendo eventos que a pessoa deixa o celular na porta do evento, vai vivenciar e pega o celular só depois. Eu acho incrível. Vou fazer isso ainda no clube porque eu acho maravilhoso. Mulher gosta de tirar foto. Mas aí a gente não, a gente dá um jeito, fotografa, todo mundo, filma [risadas] todo mundo para todo mundo, né, [suspirando] para registrar, mas para que elas vivam o presente. Sim, né? Mas é é uma questão que eu acho importante eh até para nós refletirmos dessa geração da da importância da mudança cultural em relação ao uso de eletrônicos. Sabia? Uma coisa que eu faço nos meus eventos, quando eu chego no evento, eu deixo o celular e falo: "Agora eu vou viver. Agora eu vou olhar nos olhos das pessoas, vou abraçar, vou conversar e daí eu vivo os meus eventos". Então, mas a gente consegue fazer isso talvez, Fabiana, porque a gente vem desse mundo do convívio pessoal. O jovem ele acaba sofrendo. Apesar que assim, eu fui num show, eu fiquei assustada em vez as pessoas assistirem o show, todo mundo com celular gravando. Eu falei: "Gente, que loucura, ninguém curtia o show." Que loucura. Isso é uma loucura. É uma nova forma de curtir, será? É, eu até eles até curtir curtem o show. Eu vi um vídeo de um show assim, eu acredito que eles até curtem o show, porém sempre presos, né? A o link entre assistir o show, vivenciar o show, tem que tá com com Eu acho que no clube, o clube fez tanto sucesso porque eu faço esse movimento contrário. Eu tiro a mulher do digital e coloco a mulher no presencial para fazer uma yoga, para fazer um pilates, para correr aí comigo, para dançar. E por um pequeno período de tempo ela vive. Sim, ela vive de verdade, ela tem ali, ela tá ali presente total, assim, ali. Eu tô ali curtindo só o meu momento. Eu, eu, eu costumo, eu gosto de fazer esse movimento. É, isso é bom. Vamos a mais uma pergunta, então, do nosso telespectador ou telespectadora, quem tá com a gente agora é o Rafael Almeida do Taquaral. Em grupos novos, algumas pessoas contam coisas muito pessoais logo de cara. Essa vontade de se abrir rapidamente pode acontecer pela necessidade de criar intimidade, Sâmela, acredito que sim, mas tem vários fatores que que influenciam, né, nesse comportamento. Eh, personalidade da pessoa, história de vida e claro, né, essa questão do isolamento social é uma forma de entender, olha, eu tô me sentindo carente emocionalmente, eu preciso me abrir, preciso me conectar. É um movimento que eu que eu digo saudável do ser humano. Também acho. Eu eu eu às vezes eu conheço a pessoa, meu marido fala às vezes para mim, nossa, você acabou de conhecer, você já vai contando as coisas da sua vida, você já vai, mas sem defesa, né? Mas isso também não é uma questão de empatia, porque às vezes não tem também, por exemplo, no caso do clube, aquela pessoa que chega dá, como se diz, eu tô analisando o ambiente, vou ali, faço atividade, cumprimento as pessoas e vou embora. Aí numa segunda vez que converso um pouco mais e tem aquela que já de primeira começa a bater papo com todo mundo. Existe isso no mundo? É, tem pessoas que são mais expansivas, né? E tem pessoas que precisam de um pouco mais de tempo para poder eh conseguir eh uma relação ali, conseguir uma conexão e eu acho que tá tudo bem. O importante é a gente respeitar o tempo de cada um e não julgar. Sim, esse comportamento. Eu acho que a gente tem que tirar um pouco a máscara, eh, tirar um pouco o julgamento, eu acho. As pessoas julgam muito, sim, né? E também tá disposto a escutar um pouco. O ser humano hoje não quer escutar o outro, né? É. Ou então, nossa, já tá chegando, conversando, tá? É, eu vejo que as pessoas têm preguiça de se relacionar e a gente incentiva elas a se relacionarem. É, esse padrão de comportamento me parece tem mais a ver com o perfil de personalidade, né, de ou introvertido ou extrovertido. E talvez esse treino do estar no momento presente, estar disposto a se relacionar, a escutar, isso porque tem gente que chega assim, às vezes a pessoa não tá disposta a te ouvir, ela não quer se relacionar com você. E acho que é por isso que que, né, cria esse julgamento. É, e aí vem e fala: "Ai, não é para mim, eu quero, eu não quero, né?" Mas ao mesmo tempo, é para quem chega conversando, como o Rafael acabou de mencionar, se ele encontra uma comunidade que o ouve, é ali que ele fica. É ali que ele fica. Sim. Sim. Vamos a mais uma participação. Então, quem fala com a gente agora aqui direto pelo 97829377 é a Patrícia Almeida do Jardim Guanabara. A gente passa tanto tempo cuidando de trabalho, casa e família, que acaba deixando as amizades de lado. Participar de um grupo pode ajudar a recuperar esse espaço na vida? Claro que pode. É, é óbvio que pode. Eh, a mulher ela quando ela passa a olhar um pouco para ela, né, um pouquinho, uma hora, duas horas, né, que ela tira para poder olhar um pouquinho para ela, com certeza ela vai, eh, se redescobrir. Sim, sim. como como mulher, né? E de que forma isso faz bem. Eu brinco que eh esse processo, né, da gente se cuidar, se olhar, é algo que tem que acontecer, como eu acordar todos os dias e escovar os dente, tomar banho, né? É algo que eu preciso ir mantendo ao longo do dia e todos os dias eu preciso ter esse carinho, esse olhar para mim. Se a gente tá bem, eu tô preparada para cuidar dos meus, né? Exatamente. E tem e as amizades elas precisam ser cultivadas, senão elas acabam. Sim. Sim. Mas aí a internet pode ser uma ponte para essa convivência ou não? Sempre tem que acabar no presencial. Não, acredito que a internet pode facilitar sim. Muito. Eu, por exemplo, eu tenho muitos parentes que moram no Nordeste, na Bahia. Eu não consigo ver meus parentes ano e consigo manter esse vínculo afetivo familiar pela internet, por ligação de vídeo, por mensagem. Eles me vem na rede social, é maravilhoso. E e olhar de uma forma positiva também, né, desse desse plus, desse bônus que a internet pode trazer, falar por vídeos, né? E antigamente, imagina, para mandar uma cender psicóloga, fazendo telemedicina. É incrível. Maravilhoso. Hoje um médico consegue lá da China operar um paciente aqui. Verdade. No Brasil é maravilhoso. Tecnologia, gente. Vamos usar o nosso favor. Tem mais pergunta aí, produção? Vamos ver se a gente tem mais participações. Agora é a Márcia Fernandes do Jardim tampou o de baixo. Depois vocês me falem com a Ah, Jardim das Bandeiras. Quando alguém começa a fazer parte de uma turma muito animada, pode sentir pressão para participar de todos os encontros. Como continuar pertencendo sem precisar estar sempre? Não precisa, gente, estar sempre. Não tem necessidade. Você pode estar presente quando você quiser. Não, não existe uma pressão para você estar presente. Então, se pressionou é porque aquela comunidade talvez não seja o seu espaço. É, eu acho que se pressionou é ter alguma coisa errada, né? Já acende o sinal vermelho porque não tá certo, né? Sim. Olha, então pensa nisso, viu, Márcia? Você vai quando você quiser. Se teve uma pressão, reveja se essa comunidade que você participa é realmente a ideal. Mas e aí, Sâmila, que que a gente pode dizer para quem tá lá em casa? Aí lembra muito que a Fabiana falou da preguiça de ter contato com alguém, mas a gente precisa superar isso. [risadas] Mas alguém que tá se sentindo sozinho e pensa: "Eu quero conhecer pessoas, mas eu não sei por onde começar". Tá? Eu falo o primeiro, a a eu acho que a primeira pergunta eu entender, né, o que falta em mim ou o que falta para eu buscar e o o padrão, né, o estilo de pessoas que vão me fazer me sentir pertencente, porque essa questão, se eu estou num grupo onde eu não me sinto à vontade, não me sinto tranquila, isso já é um sinal de alerta, né? Com certeza. Sim. Agora e Fabiana, e se a pessoa pensa o seguinte: "Eu quero fazer parte de um grupo, mas eu tenho vergonha de chegar sozinha". Não tem necessidade de ter vergonha, gente. Pode chegar. Não, mas você já se sentiu? Eu vou me colocar no lugar dessa pessoa. Você já se sentiu? Por exemplo, você vai num evento, você não conhece ninguém, mas você achou legal porque você viu lá na internet que vai ter um evento de vinho, por exemplo, que você mencionou, mas você não conhece absolutamente ninguém. Então é por isso. E olha a coragem que tem que ter de sair de casa. Apesar que eu sou dessas, gente, eu nunca esperei pelos outros para sair, mas tem gente que não consegue fazer as coisas sozinhas. Mas vamos supor, de chegar nesse grupo que falar, eu gosto de vinho e chegando lá, o que eu vou fazer? E é por isso que o digital é bom, porque, por exemplo, tem 20.000 mulheres que me seguem na internet, as pessoas se sentem íntimas minhas, elas já me conhecem na internet, então quandoado elas vem pro presencial, elas vêm como se fossem minhas melhores amigas. Será que legal, será que, por exemplo, conversar antes lá na na página desse evento, desse grupo, olha, eu nunca fui, eu posso como como é tal, porque às vezes uma outra pessoa daquela comunidade não vem chegando aqui, pode me procurar coisa desse tipo. Isso, exatamente. Por isso que o digital é legal, porque primeiro você se conecta para depois você ir pro presencial. Se a gente for pensar nos aspectos psicológicos, né, quando você fala, né, o eu tenho vergonha, o vergonha, a vergonha ela é aliada ao medo, né? E o medo, eu falo, a gente tem que olhar ele como tem duas formas. Ou ele vai nos ajudar, ele vai proteger a gente de perigo. E é uma forma, né, para eu entender, ah, por que que eu tô com vergonha, por que que eu tô com esse medo, né? Porque é algo desconhecido, né, mas eu tentar me convencer e me expor nessas situações, né? E caso eu perceba que tá, eu não tô conseguindo, eu vou me dessensibilizar, a internet vai ajudar. O dessensibilizar é eu entrar em contato em doses homeopáticas a ponto de eu não entrar em pânico na hora de encontrar essas pessoas. Eu não sei se você percebe assim os grupos de corrida, por exemplo, tem uma corrida da Trek, que que a Trekack faz? Você compra o ingresso e ela já te coloca num grupo de WhatsApp. Por que que ela faz isso? para você se conectar com as pessoas antes do evento. Antes do evento. É um processo. Esse é o motivo de ter um grupo. É um processo de Exatamente. É um processo. Mas aí, qual é a explicação então, Samila, para esse sentimento de esse é o meu lugar, tá? Eh, eu acredito que esse sentimento de esse é o meu lugar é quando eu realmente eu me sinto à vontade no espaço com as pessoas, com a forma de pensar dessas pessoas. e com a cultura, com essas que que que esses indivíduos eh mantém, né, ao longo da da vida. Sim. E talvez não ser tão duro também, porque, por exemplo, você vai fazer um evento que o dress code é preto, aí a outra pessoa fala assim: "Eu não uso preto". Vai, gente, aí outra aí já fica assim, outra pessoa, nossa, vai de dourado, vai de outra cor, então e ela fala: "Poxa, eu posso ser quem eu sou". Mais flexível, né? Sim. Mas aí cabe nesse contexto que a gente seja mais flexíveis conosco para que a gente possa participar de comunidades, seja elas seja de todo modelo, de todo tipo. É preciso também haver uma, digamos que uma autocompreensão. Exatamente. Sim. É, se eu me conheço, é mais fácil eu me expor em grupos que talvez não são idênticas à minha forma de pensar e me tire vontade, né? Eu acho que eu acho que a grande sacada da comunidade é te ensinar a viver coletivamente. Eu não preciso que todo mundo concorde comigo, mas eu preciso conviver com todo tipo de opinião e pessoas e diversidade diferentes de mim. E também e também compartilham os mesmos gostos que eu. É antagônico, né? Tem um monte de gente ali que compartilha do mesmo propósito que eu, que é viver uma vida saudável e feliz, leve. E tem um monte de gente que é diferente de mim. Sim, né? Várias, várias. Mas aí não passa uma imagem de que a só pode entrar na comunidade quem tem uma vida perfeita? Claro que não. Claro que não, né? É, é tanto que as pessoas entram para se transformarem. Eu quero ser um, eu quero ter uma vida mais saudável, uma vida mais leve. Eu estou buscando isso. Não, não quer dizer que eu seja. Sim, eu estou buscando se dispor, é disposição mesmo. É isso aí. Olha, muito obrigada pela participação de vocês. E a gente percebeu que a internet mudou completamente a maneira como encontramos pessoas, mas talvez ela não tenha mudado aquilo que procuramos. Continuamos querendo pertencimento, ser ouvidos, compreendidos, [música] acolhidos. Queremos compartilhar interesses, experiências, histórias. E para muita gente, aquela comunidade que começou com uma mensagem, um comentário, um grupo nas redes sociais, [música] acaba se transformando em algo muito concreto, uma amizade, uma rede de apoio, um projeto, um encontro, uma verdadeira comunidade. Talvez a pergunta não seja mais se devemos estar online ou offline, [música] mas o que estamos construindo a partir das conexões que fazemos online. pois é no encontro que o vínculo ganha vida. Obrigada pela sua companhia hoje e eu deixo já também um convite para o programa desta quinta-feira. Quanto da sua personalidade é moldada por sua profissão? Quanto da pessoa que somos é construída pelo que trabalho que fazemos? A profissão pode influenciar hábitos, linguagem, comportamento, relações e até a forma como enxergamos a nós mesmos. [música] Amanhã nós vamos refletir sobre tudo isso com especialistas a partir das 8 horas da manhã aqui no estúdio Câmara. E eu espero você um bom [música] dia. Ja. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] Quanto tempo é normal para a duração de uma doença respiratória? O resfriado simples, eles têm uma duração muito rápida, dois a tr dias.
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